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Opinião/Coluna

| Campos dos Goytacazes | quinta-feira, 19 de março de 2015

Glauco Torres Grayn

Cláudio Humberto www.claudiohumberto.com.br

DEVASSA EM CONSELHO PODE COMPROMETER DILMA

O Tribunal de Contas da União (TCU) está prestes a “abrir as portas do inferno” para Dilma, e deixá-la vulnerável a impeachment. Seu plenário deve aprofundar a investigação do papel do conselho de administração no escândalo de corrupção da Petrobras. O conselho foi presidido por Dilma desde o início do governo Lula, gênesis do assalto à estatal, e todas as decisões, inclusive as que alimentaram o “petrolão”, tiveram sua assinatura, configurando “ato de ofício” que pode incriminá-la.

AUTOR DA PROPOSTA

O auditor e ministro-substituto André Luís de Carvalho foi quem levou ao plenário do TCU a proposta de investigar o conselho da Petrobras.

DILMA DEU O MOTE

A devassa do TCU se baseará na reação da própria Dilma, ao atribuir a compra superfaturada da refinaria de Pasadena a informações falsas.

DADOS FALSOS

Dilma disse que o então diretor Nestor Cerveró, hoje preso, enviou ao conselho de administração da Petrobras dados falsos sobre Pasadena.

PRÁTICA HABITUAL

A suspeita no TCU é que outras decisões tenham sido tomadas, no conselho da Petrobras, com base em informações igualmente falsas.

Artigos

Crise, recessão e falta de confiança: como vender mais? José Ricardo Noronha Vendedor, palestrante, professor, escritor e consultor. Formouse em Direito pela PUC/SP e tem MBA Executivo Internacional pela FIA/USP. Este ano de 2015 tem tudo para ser um dos mais desafiadores para a vida de quem vende. Presidentes, diretores e profissionais de empresas de diversos portes e segmentos têm compartilhado comigo suas preocupações sobre o que precisa ser feito para vender mais, com menos recursos e melhor que os concorrentes (a chamada “Estratégia dos 3 Ms”). Não me atrevo a dizer que tenho todas as respostas, mas muito humildemente procuro trazer minha contribuição que aqui compartilho com vocês. São 3 grandes pilares que se fazem ainda mais essenciais em períodos como os que agora vivemos: 1) Atendimento ainda é um diferencial competitivo importante: por mais incrível que possa parecer, ainda são poucas as empresas e profissionais que oferecem um atendimento espetacular aos seus clientes e respectivos mercados-alvo. O resultado disso: clientes cada vez mais exigentes têm sido cada vez menos fiéis e leais às marcas, muito em virtude da pouca atenção e carinho que lhes é dado. Sim, em momentos mais duros como os que agora vivemos, ações simples e que infelizmente têm sido tão negligenciadas são ainda mais fundamentais. Entre elas cito a cordialidade, o cuidado extremo com os detalhes, a preocupação legítima em entender o que o cliente realmente precisa e a real prontidão em ajudar e servir. Minha dica de ouro: teste você mesmo como anda o atendimento ao cliente da sua empresa. Se os serviços que vocês têm oferecido forem ruins, tenha a certeza de que 2015 será ainda mais desafiador. Lembre-se sempre que a missão das grandes empresas e dos grandes profissionais é transformar seus clientes em fãs. E isso só acontece quando se tem um atendimento espetacular, surpreendente e 100% focado em gerar experiências inesquecíveis e memoráveis a todos os seus clientes. 2) Treinamento será ainda mais fundamental agora: vender em tempos de economia mais robusta e de confiança do empresariado

em alta não é tarefa das mais difíceis. Duro mesmo é vender em tempos mais desafiadores, como neste singular ano de 2015. E para vender mais e melhor, se faz necessário incrementar o repertório de técnicas, habilidades, conhecimentos, comportamentos e atitudes de vendas dos seus profissionais e dos seus líderes. Isso porque, se eles continuarem fazendo as coisas que sempre fizeram, será quase impossível incrementar as vendas em relação aos anos anteriores. Não custa lembrar um dos mais preciosos ensinamentos do gênio Albert Einstein: "Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”. Especialmente em tempos de “crise”, invista vigorosamente no treinamento e na capacitação dos seus profissionais. 3) Em tempos de desconfiança, saiba vender confiança: tenho feito palestras e cursos no Brasil todo e, por onde passo, sempre pergunto quem hoje confia nas mais importantes autoridades políticas do nosso País. O feedback instantâneo é assustador: em média, menos de 5% das pessoas acreditam nos nossos políticos. E é aqui que eu quero lhe convidar para uma importante reflexão: se a economia vai mal, muito em virtude de uma crise institucional e de confiança, o que precisamos fazer para vender mais e melhor? A resposta pode soar um tanto quanto simplória, mas é bastante contundente: saiba vender confiança! Aliás, vale lembrar o excelente best-seller “A Velocidade da Confiança”, de Stephen M.R. Covey, publicado no Brasil pela Editora Elsevier. A obra diz que quão maior é a confiança nos relacionamentos, maior é a velocidade com que as coisas acontecem (ou seja, ciclos de vendas mais curtos) e menor é o custo (menor CAC – Custo de Aquisição de Cliente). E, ainda, quão menor é a confiança, menor é a velocidade e maior o custo. Venda confiança, aumente a velocidade com que as coisas acontecem e reduza o custo de aquisição de clientes. Ao fazer isso, você já terá um diferencial competitivo muito difícil de ser batido.

Navegantes da vida

André Uébe

Administrador, Professor, DSc

Somos todos navegantes da vida! Isto significa dizer que somos todos como crianças, aprendendo por erros e acertos, em nossa caminhada. Neste processo de erros e acertos, cativamos pessoas e criamos mágoas também. É um processo inevitável, faz parte de se viver. A principal causa a qual nos faz ferir o outro, advém de nossos limites em enxergar o quanto nossos defeitos e limitações vão de encontro ao sentimento dos outros. Em outras palavras, seria a conclusão de que, pelo nosso instinto de sobrevivência, subordinado aos nossos traumas e medos, priorizamos nosso bem emocional e fisiológico, às custas do outro. Olhar primeiro o nosso lado, é uma questão de sobrevivência. Mas não de sabedoria. E a falta desta sabedoria, que só o tempo e o sofrimento nos permitem ter, nos levam a estas atitudes egocêntricas para evitar que a autodestruição por querermos agradar mais aos outros que a nós mesmos. Com o tempo, as experiências da vida, quando refletidas, nos trazem aprendizado suficiente para criarmos filtros que nos permitam "ouvir o outro", mas decidirmos conforme a nossa própria voz. Ou seja, termos a sabedoria de seguirmos os caminhos do nosso coração, mas sem estarmos no extremo de ignorar e atropelar o sentimento dos outros. É um estado de equilíbrio, onde a verdade, principal e mais importante elemento deste processo de não ferir o outro, torna-se uma natural premissa de ação, e não uma obrigação compulsória. Mas esta verdade que dita nossos caminhos só é possível quando estamos em paz conosco, com nossas verdades. E estar em paz conosco, não significa necessariamente estar em paz

PF ACREDITA QUE HÁ MAIS POLÍTICOS ENVOLVIDOS

O delegado federal Igor de Paulo, que participa das investigações, afirmou ontem que a Operação Lava Jato trabalha com a expectativa de forte “expansão” da lista de parlamentares envolvidos do assalto à Petrobrás. A força-tarefa acredita esse novos nomes surgirão a partir dos inquéritos determinados pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal. A “Lista de Janot”, com 54 nomes, deve crescer.

OS INTOCÁVEIS

A Polícia Federal destacou 40 delegados e agentes para trabalhar na Lava Jato. Sem contar aqueles que atuam nos novos inquéritos.

ENCENAÇÃO

PT e PMDB combinaram tratar de “reforma política”, para ocupar as manchetes, mas em particular só falam em petrolão. Estão em pânico.

APOCALIPSE

Os políticos do PT e do PMDB estão à base de tranquilizantes, à espera de notícias sobre o depoimento do lobista Fernando Baiano.

MALA PRONTA

Se é mesmo bem informado, como já demonstrou, o ex-deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP) já deve ter preparado sua mala de mão, tipo a do empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC.

CAIXA PRETA

São devastadoras as revelações de dirigentes da empreiteira Camargo Corrêa que fizeram acordo de delação premiada. A “caixa preta” do setor elétrico começou pela obra da hidrelétrica de Belo Monte.

NOVO PRESIDENTE

José Maranhão (PMDB-PB) assumirá a presidência da Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante do Senado. Será sabatinado na CCJ o substituto de Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal.

DISSE BEM Neste navegar, quando somos feridos pelo outro, precisamos de um artifício para esquecer, e prosseguir. Muitos de nós enclausura o amor, que ao nos colocar inteiramente nas mãos do agressor, nos permitiu sairmos feridos. Nunca mais me exponho! É o pensamento mor. E vivemos na superficialidade da conveniência. A conveniência de nos relacionar e buscar pessoas que não nos firam, não nos toquem o suficiente para nos por em risco de sofrimento, como da vez anterior. E se por acaso esta situação se vislumbra, rapidamente nos afastamos. Neste contexto, nos cercamos das pessoas pelos diversos interesses, mas nenhum pela qual nos faria nos sentir vulneráveis, entregues ao outro. O desejo de vingança é outro caminho. No desespero de nos livrar da dor, desejamos que o outro sofra em igual o u maior intensidade as dores impostas a nós, na falsa conclusão de que as mesmas dores permitam que o outro reflita o suficiente para perceber o mal feito e nos retribuir com o arrependimento. No fundo, se pararmos para pensar, queremos o bem, que seria o aprendizado do outro. Mas por um caminho totalmente tortuoso e destrutivo. Por fim, temos a possibilidade de entender que o outro, como nós, é um navegante da vida, que como nós está sujeito aos erros e acertos que só a sabedoria do tempo nos permite evitar. E neste caso, o melhor seria buscar a compreensão de que, por pior que nos tenha sido a dor impultada pelo outro, a vida cuidará de lhe ensinar (e não nós), assim como nos ensina no agora pelo justa e necessária dor do aprendizado. Quando optamos por este caminho, não agimos como tolos de perdoar quem nos feriu, mas agimos como sábios de tirar de nós, por força do amor da compreensão em relação ao outro, a dor da impotência de não sermos capazes de fazer enxergar e mudar o comportamento daquele que nos feriu.

Com a coragem habitual, o ministro Gilmar Mendes (STF) criticou a proposta da OAB de financiamento eleitoral: o pode da Bolsa Família e o empresário devem contribuir com o mesmo valor. “Isso tem nome. Isso é encomendar lavagem de dinheiro", adverte o magistrado.

PENDURADO NA BROCHA

O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, virou réu por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. É suspeito de roubar em nome da companheirada. Mas todos, como Lula, se fingem de mortos.

Poder sem Pudor TODO CUIDADO É POUCO

Costa Rego fez fama como jornalista no Rio de Janeiro e, na década de 20, voltou para Alagoas, sua terra natal, para se eleger governador. Fez um governo austero, mas, incorrigível mulherengo, enfrentou problemas. Seu secretário da Fazenda era Epaminondas Gracindo, avô do ator Gracindo Júnior. Certo dia, ele tomava o café da manhã e viu Costa Rego abrindo a porta de sua casa e ir entrando com a maior naturalidade. - Espere aí, governador! – gritou Epaminondas – Com essa sua fama de garanhão, o senhor não pode entrar na casa de uma família de respeito. Governador e secretário despacharam na calçada. Colaboraram Teresa Barros e Tiago Vasconcelos

Jornal19032015  

Jornal O Diário, 19/03/2015, quinta-feira