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Diretor: Carlos Pires - Ano 2 - Edição Especial - 27 de Setembro de 2013 - Semanário - € 1,00

Edição Especial

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2 CDS-PP com grandes expetativas

O BREVES - 27 de Setembro de 2013

“Esperança num concelho onde as pessoas se sintam melhor” “O nosso balanço é extremamente positivo, uma campanha que tentamos que fosse construtiva, próxima das pessoas, próxima das instituições, ouvindo as dificuldades e os anseios das pessoas e das instituições, perceber o potencial que cada uma das nossas seis freguesias têm e o todo do concelho, acarinhados pelas pessoas, sentindo um forte apoio e uma vontade e esperança de um concelho onde as pessoas se sintam melhor”, afirmou Luís Silveira, cabeça de lista à Câmara Municipal das Velas, no balanço da campanha. “Fizemos uma campanha de contenção, sem loucuras, com humildade e sobretudo com proximidade às pessoas”. Referindo-se ao porta a porta, o cabeça de lista ao município velense afirmou que “a expetativa existe, tentamos por todas as freguesias perceber os maiores anseios da população e isso é o que vai no nosso manifesto, no nosso projeto. Pelo que fomos sentindo e pelo apoio demonstrado dia a dia e hora a hora parece-nos que o resultado pode ser muito positivo e que de fato há essa vontade de mudar”. Para o candidato à Assembleia Municipal, João Estrela Maciel, estes dias de campanha foram “uma maneira de conhecer mais profundamente o concelho, a ansia das pessoas em melhorar e também o estado da degradação em que o concelho se encontra”. Referindo-se à campanha porta a porta, João Estrela afirmou que “estas campanhas são elucidativas sobre a real situação do concelho, quem faz os percursos das freguesias percebe o quanto estas foram esquecidas. As pessoas têm desejo de mudança, pelas razões óbvias , e tem esperança numa mudança para melhor”.

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4 O BREVES - 27 de Setembro de 2013 Candidaturas socialistas pretendem dinamizar o concelho

“Estamos convictos de um bom resultado” O candidato do Partido Socialista à Câmara Municipal das Velas, João Paulo Oliveira, referiu que “faço um balanço muito positivo de toda a campanha, fomos muito bem recebidos, as pessoas perceberam a nossa mensagem e estou muito convicto que num bom resultado no dia 29 de setembro”. “Nós transmitimos às pessoas o nosso projeto, um projeto válido para o concelho, que penso terá uma votação maciça no domingo.” Abordando o porta à porta, o cabeça de lista afirmou que “as pessoas receberam-nos bem, abrindo as suas portas, falando connosco, expondo as suas dificuldades e tomamos conhecimento delas para tentarmos resolver tudo aquilo que nos for possível solucionar”. A candidata à Assembleia Municipal das Velas, Fátima Silveira, fez “um balanço positivo” da sua campanha eleitoral. “Fizemos uma campanha com muita honestidade, com muita transparência, sem criar falsas expetativas, sem comprometer o futuro do concelho. Tentamos esclarecer as pessoas sobre a situação atual e sobre as dificuldades que o município atravessa, procuramos apresentar as qualidades do nosso candidato à autarquia velense, que é o mais capaz para resolver os problemas. Deixamos às pessoas pontos de referencia e motivos para pensarem e decidirem em consciência o que é melhor para o município. Pedimos que não votem pela simpatia do candidato mas sim na pessoa que já deu provas que sabe gerir e que tem capacidade. Agora está nas mãos dos munícipes decidir o que querem para o futuro do concelho”.

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Direito de Resposta Por: Fátima Silveira

Acerca de: Velas e a história do Pedro e o Lobo Lamento que o amigo António Silveira tenha pessoalizado o meu artigo de opinião que não pretendia atingir ninguém mas somente levar as pessoas a analisar a SITUAÇÃO REAL do nosso concelho e permitir que cada um tirasse a sua conclusão, acto que em democracia deve ser exercido como um dever de cidadania. Pelos vistos, não é apreciado por todos. Lamento também que, em alguns pontos, tenha mesmo deturpado o sentido do meu texto, de modo a poder dizer o que lhe é mais conveniente. Todos sabemos que nisso o António é um mestre. Quanto às obras feitas, sua qualidade e benefício que trouxeram para o Concelho estão à vista de todos. Que cada um analise e tire as suas conclusões. Os discursos não alteram a realidade. Não pretendo ser consciência de ninguém nem impingir as minhas opiniões seja a quem for pois que acredito que os jorgenses sabem bem pensar com as suas próprias cabeças. O que é certo é que, se em relação à aplicação dos dinheiros cada um pode ter a sua interpretação, em relação aos números não podemos fugir. Eis alguns dados publicados no dia 12 do corrente mês, por Frederico Maciel, na sua página de facebook, fonte que me inspira toda a confiança: Dívidas directas da Câmara ........... cerca de 2 000 000,00 € Dívidas das Empresas Municipais ... " de 5 300 000,00 € Dívidas da Escola Profissional ........ " de 5 200 000,00 € TOTAL ............................... 12 500 000,00 € Nota - Na dívidas das Empresas Municipais está incluído o empréstimo a curto prazo cujo pagamento deve ser em Novembro do corrente ano. Esse é o lobo. O lobo é a enorme dívida acumulada que vamos ter de pagar. Portanto, por mais que queiramos, não podemos fugir a esta realidade. Quanto às empresas municipais, é verdade que surgiram por todo o país e não é menos verdade que contribuíram, em grande parte, para o estado em que nos encontramos, assim como as fundações e todos os estratagemas encontrados para o endividamento encapotado que agora todos temos que pagar. Todos os portugueses sabem bem e sentem na pele as consequências dessas decisões. Infelizmente, esta praga não aconteceu só no nosso Concelho. E o facto de ter acontecido nos outros não nos iliba de nada. Eu sei o quanto o amigo António gosta do nosso Concelho, um sentimento que com ele partilho e, por esse motivo, continuo disponível para lutar pelo bem comum. Precisamente por gostarmos do nosso Concelho é que não podemos ignorar a situação actual. As empresas que, na opinião do António Silveira, tanto fizeram e cujas obras foram por ele enumeradas, também nos legaram 5 300 000,00 de dívida. A A.D.I.S.J., que em boa hora foi criada para viabilizar a existência da Escola Profissional, também nos lega uma dívida de 5 200 000,00 €. Eu tive a oportunidade e o privilégio de acompanhar o processo de criação dessa escola através do saudoso Leonel Nunes, a quem tanto devemos, e que muita falta nos ficou a fazer. Depois da sua saída forçada desse projecto, muitas coisas aconteceram que contribuíram para desvirtuar o projecto inicial. Muitos erros foram cometidos, e, por esse motivo, este bem indispensável à existência do nosso Concelho, está, hoje, em perigo. Não é justo nem verdadeiro res-

ponsabilizar exclusivamente o Governo Regional por erros que foram cometidos em nossa casa. Embora preferisse não ter de falar em partidos, pois que não sou partidariamente doente, terei de o fazer, por força de algumas declarações proferidas no artigo em referência. Face ao que aí é dito, não posso deixar de referir o que aconteceu na última Assembleia Municipal em que se chegou a recear que o PSD pudesse viabilizar uma proposta apresentada pelo executivo camarário que, a ser aprovada, levaria o município a assumir mais um encargo de cerca de 30.000,00 mensais, durante os próximos 10 anos. Esse receio resultou da posição titubeante dos deputados sociais-democratas, contrastando com a posição firme e inequívoca dos deputados do PS e do CDS-PP que não hesitaram em assumir o seu sentido de voto. De facto, há atitudes que dão muito que pensar a qualquer cidadão mais informado. É que nestas coisas, em que tanto está em jogo, não se pode hesitar. Sabemos bem o que a aprovação dessa proposta significaria para este pobre Município. Além disso, consideramos imoral tomar tal decisão, na hora da saída, deixando mais este legado a quem assumir o próximo mandato. O problema financeiro da Escola Profissional tem de ser resolvido mas com ponderação, sem pôr em causa o futuro de nenhuma das duas instituições envolvidas. Todos nós cometemos erros e sei que muitos são cometidos com boas intenções, mas as consequências estão à vista e não devemos varrer a poeira para debaixo do tapete. Também eu quero que as pessoas votem em consciência e não com base em artigos de opinião, que devem servir para promover o debate, ajudar a aprofundar os pensamentos e as análises. Também eu acho que todas as listas candidatas têm pessoas que sempre deram tudo por esta terra sem objectivos pessoais a atingir, nas quais felizmente me incluo. Todas as listas têm pessoas com provas dadas. O que eu sinceramente desejo é que essas provas sejam analisadas racionalmente, sem partidarismos doentios e que vençam os que oferecem maiores garantias para gerir este Concelho na difícil conjuntura actual. Concordo que os candidatos a presidência da Câmara não têm de ser comerciantes/empresários, mas, atendendo aos problemas fundamentais que o nosso município enfrenta, a experiencia de gestão é de inegável valor. Faço minhas as derradeiras palavras do artigo em causa, não por um exercício de retórica, mas por elas serem testemunhadas pela minha longa ação de cidadã ativa que, no voluntariado, sempre se disponibilizou para servir a nossa comunidade, como, por várias vezes, o António teve a amabilidade e o sentido de justiça de publicamente reconhecer. Discordo, contudo, que se incite os nossos representantes a arriscar, pois que os tempos são de ponderação e de contenção, e não de correr riscos desnecessários, sendo cada vez mais importante “saber sentir e interpretar a alma do povo”, pondo ao seu serviço os parcos recursos disponíveis.


6 PSD confiante num bom resultado eleitoral

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“Não prometemos mundos e fundos” Neste último dia oficial da campanha eleitoral para as eleições autárquicas 2013, as candidaturas do Partido Social Democrata dedicam-se à sede do concelho, a Vila das Velas. Segundo Paulo Silveira, cabeça de lista à Câmara Municipal, o balanço destes nove dias “é muito positivo”. “Estamos muito satisfeitos com todo o trabalho que foi desenvolvido ao longo destes dias em todas as freguesias, realçar que fomos sempre muito bem recebidos, encontramos uma grande recetividade, apresentamos as nossas propostas e estamos convictos, confiantes e determinados que a população está devidamente esclarecida. Pedimos no, porta a porta, a confiança do voto das pessoas para nos ajudarem neste projeto que pretendemos implementar quer na Câmara, e na Assembleia Municipal, quer nas freguesias, deixar aqui um agradecimento público a todos os candidatos pela forma que se têm empenhado nesta campanha, uma campanha feita pelo PSD sempre com grande verticalidade, sempre falando verdade às pessoas, não alimentamos mexericos nem enredos, não prometemos empregos, não prometemos mundos e fundos, cientes da realidade, as pessoas hoje já têm consciência da realidade do nosso concelho, das dificuldades que ele atravessa e fui essa a postura que tivemos nesta campanha. A todo o resto mantemos o que temos dito até ao final, muita confiança e determinação no nosso concelho, nas pessoas, onde há uma área, que referimos várias vezes, a da ação social, onde há muita gente, e temos passado por essas casas, que vivem com muitas dificuldades e é preciso que a câmara, os membros da assembleia e as próprias juntas de freguesia tenham em atenção que se vivem momentos de grandes dificuldades e que é preciso combater essa situação. Podem contar com todos os nossos candidatos para fazermos o melhor para o nosso concelho porque estamos determinados em dar um novo rumo a este concelho. Isabel Teixeira, cabeça de lista à Assembleia Municipal, afirmou que “esta é mais uma candidatura em estou no terreno com as pessoas. As minhas candidaturas são uma partilha de afetos, porque não peço nada às pessoas, sou igual a mim mesma todos os dias. Não mudo por estar em campanha”. No que diz respeito à campanha porta à porta, a candidata refere que “ conseguiu passar a sua mensagem, sem qualquer dúvida, não prometo nada a ninguém, sou como sou e já todos me conhecem”.

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OLHO NÚ

NÃO !!! Não é um incêndio a bordo do navio Santorini. Durante todo o verão, este navio foi poluindo o ar puro das nossas Ilhas. Anunciam agora que em 2014 estará a navegar inter-ilhas, um novo navio...?? Será? Já ouvi isso em tempos idos.... Estou como São Tomé "VER PARA CRER". Se fosse uma viatura não "passava" na inspeção do IPO. Aguardamos com esperança e muita paciência.

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