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OBreves

XS

Diretor: Carlos Pires - Ano 2 - Nº 19 - 31 de Maio de 2013 - Semanário - € 1,00

Página 6

Acidente provoca 1 morto e 6 feridos

www.obreves.com São Jorge reforça posição na JP Página 5

I Jornadas Agrícolas

Página 4

facebook.com/jornal.obreves

PSD ataca Serviços da Saúde Página 7

420 Esmolas nas Velas

Página 12


2 Na ilha de São Jorge

O BREVES - 31 de Maio de 2013 Sociedade

PSP continua “cruzada” contra a droga A Polícia de Segurança Pública, por intervenção dos elementos da Brigada de Investigação Criminal da Esquadra de Velas, deteve no dia 23 de Maio, pelas volta das 20 horas , 1 homem de 28 anos, por produção de estupefacientes, bem como a apreensão de diversas plantas de Cannabis e material utilizado na sua produção. Esta detenção surgiu no decorrer de diversas diligências de crimes relacionados com o tráfico e produção de estupefacientes, tendo sido efetuada uma busca domiciliária à residência do detido. No decorrer dessas mesmas buscas, foram apreendidas as diversas plantas de Cannabis e o material utilizado na sua produção. O detido foi presente, no dia seguinte, a primeiro interrogatório judicial no Tribunal Judicial de Velas. Com mais esta ação, na Divisão Policial de Angra do Heroísmo, pretende dar continuidade à estratégia de intervenção, organizada e sistemática, de combate e repressão à criminalidade violenta, no Comando Regional da PSP dos Açores.

PSD/Açores acusa

“PS faz terrorismo político para disfarçar cortes na Saúde”

Regional

O PSD/Açores afirmou que a proposta de cortes no Serviço Regional de Saúde apresentada pelo governo regional “é má” e lamentou que dirigentes socialistas a tentem disfarçar com ataques “deploráveis” e de “terrorismo político” à oposição. “Não é admissível que o PS/Açores tente intoxicar a opinião pública açoriana com a ideia de que a sua proposta de cortes para o Serviço Regional de Saúde é boa. Não, ela é má. Ela representa a austeridade que o governo regional socialista quer impor na prestação de serviços de saúde aos açorianos”, afirmou, em comunicado, a comissão política regional do partido. Para os social-democratas açorianos, o PS/ Açores e o governo regional querem “agravar ainda mais o acesso dos açorianos aos serviços de saúde, quando se propõem encerrar centros de saúde e extinguir serviços em hospitais”. O PSD/Açores deu como exemplos os hospitais da Terceira e do Faial, sublinhando que se a proposta do executivo avançar serão retiradas especialidades e serviços das duas unidades de saúde, ao contrário de compromissos assumidos por governos anteriores do PS/Açores. O partido lembrou também que o PS/Açores “prometeu que se voltariam a realizar partos na ilha do Pico”, mas isso não está contemplado na proposta, estando a ser construído um centro de saúde preparado para especialidades que nunca funcionarão. Também na ilha de São Jorge já estão a ser cortados serviços de saúde, referiram os social-democratas açorianos. A comissão política regional do PSD/Açores manifestou também o seu “repúdio” pelas declarações “absolutamente deploráveis e de verdadeiro terrorismo político” que fez o presidente do grupo parlamentar do PS/Açores a propósito dos cortes no Serviço Regional de Saúde. “A demagogia e o terrorismo político do Partido Socialista dos Açores são provocatórios para quem se disponibilizou para o diálogo. Só um grande sentido de responsabilidade do PSD/Açores nos leva ainda a manter as portas deste diálogo abertas”, afirmaram os social-democratas, que recordaram ter sido chamados pelo governo regional para apresentar propostas para o setor da Saúde, respondendo “positivamente ao apelo”. “A disponibilidade que o PSD/Açores demonstrou para o diálogo nesta matéria já foi consumada com a apresentação de propostas concretas. Não admitimos agora que o governo, em vez de governar e decidir, sujeitando-se democraticamente a criticas, mais não faça do que atirar cortinas de fumo e atacar a oposição, tentando disfarçar a sua proposta de austeridade para o Serviço Regional de Saúde”, acrescentou a comissão política regional do partido.


O BREVES - 31 de Maio de 2013 Vasco Cordeiro garante

3 Regional

“Não será eliminado nenhum posto de saúde ou de enfermagem” O Presidente do PS/Açores garantiu que nos Açores, ao contrário do que acontece na República, a reestruturação do Serviço Regional de Saúde não irá eliminar um único posto de saúde ou de enfermagem. “No continente, com o Governo do PSD/CDS-PP, extinguem-se postos de saúde. Aqui nos Açores, com o PS e com esta proposta de reestruturação do Serviço Regional de Saúde não há um único posto de saúde, nem de enfermagem que seja eliminado”, afirmou Vasco Cordeiro, na sessão de abertura das jornadas parlamentares socialistas dedicadas à Reforma do Serviço Regional de Saúde e que estão a decorrer em Ponta Delgada. Vasco Cordeiro destacou que o documento apresentado pelo Governo Regional prevê o reforço da deslocação de especialistas às ilhas onde não existam as especialidades, para que “cada vez mais estas populações possam ter um melhor serviço regional de saúde”. Para o líder socialista, a reforma do Serviço Regional de Saúde, que se encontra em fase de discussão pública, assenta em três chaves mestras: sustentabilidade, proximidade e complementaridade. Com todo o trabalho de informação, debate e esclarecimento desenvolvido pelo PS/Açores é dado “um contributo efetivo para exercício de uma cidadania esclarecida e informada. O Presidente do PS Açores criticou também a tentativa de aproveitamento político que tem surgido em redor do documento apresentado pelo Executivo. “Têm surgido algumas reações que parecem ver coisas que o documento não tem ou não tem da maneira como consciente ou inconscientemente alguns querem ver”, disse Vasco Cordeiro, acrescentando que “as bússolas que norteiam a atividade do PS devem ser sempre o rigor e não o medo, a verdade e não a demagogia”. Para Vasco Cordeiro, a reforma encetada irá melhorar significativamente a articulação e promover um novo patamar do ponto de vista do funcionamento do Serviço Regional de Saúde, já que os Açores "não podem ter o mesmo tipo de hospital e estrutura de saúde em cada uma das nove ilhas, em cada uma dos 19 concelhos". Sustentando que a estrutura do Serviço Regional de Saúde pode ser melhorada “incorporando desenvolvimento das novas tecnologias, as novas vias de comunicação e a ciência médica”, Vasco Cordeiro ressalvou que “ao contrário do que acontece no continente, com o PSD e o CDS/PP que mexem no Serviço Nacional de Saúde para cortar na despesa, aqui nos Açores o PS quer melhorar o Serviço Regional de Saúde para servir melhor as pessoas”. Reforçando que a Reforma da Saúde será conduzida em diálogo e em concertação e que o documento apresentado não se encontra fechado, Vasco Cordeiro sustentou que a reforma empreendida não é feita “porque o Serviço Regional de Saúde tenha sido mau no passado, mas porque ele é bom no presente e para que seja ainda melhor no futuro”. O líder socialista reiterou que nos Açores “há um caminho próprio, diferente daquilo que o PSD e o CDS/PP estão a fazer na República. Um caminho em que nós acreditamos porque a autonomia assim permite”, concluiu.

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4 Na Quinta da EPISJ

O BREVES - 31 de Maio de 2013 Sociedade

I Jornadas Agrícolas Decorreram no dia 27 de Maio as I Jornadas Agrícolas da EPISJ. Palestras relacionadas com o tema e uma visita guiada à valência “Quinta da EPISJ”, fizeram parte do programa do evento, onde foram também abordados os projetos em desenvolvimento e as novidades para o futuro. As palestras foram sobre “Generalidades sobre Produtos Fitofarmacêuticos”, com o orador Engenheiro João Gabriel Santos, e “Cooperativismo: o antigamente e o futuro” com o orador Doutor Eduardo Guimarães. Durante as jornadas puderam-se observar os trabalhos realizados pelos formandos da área agrícola da EPISJ.

REPORTAGEM ALARGADA EM WWW.OBREVES.COM


O BREVES - 31 de Maio de 2013 IV Congresso Regional da JP

5 Política

São Jorge reforça presença nos Órgãos Regionais A ilha de São Jorge recebeu o IV Congresso Regional da Juventude Popular. Esta reunião magna decorreu na Pousada da Juventude de São Jorge, na Vila da Calheta. Cerca de cinquenta delegados apresentaram, debateram e aprovaram a estratégia dos jovens populares para o futuro mais próximo. Alonso Miguel foi aclamado como líder regional por representantes de seis ilhas do arquipélago. A representação de São Jorge, ilha onde a JP tem grande implementação, ficou reforçada, contando com nove nomes em todos os órgãos regionais agora eleitos. Verónica Morais passa a ser a Presidente da Mesa do Congresso, no Conselho Regional André Silveira e Rúben Veríssimo assumem os cargos de VicePresidentes tendo Daniela Alves e Tânia Vieira como Vogais, Francisco Soares assume o cargo de Vice-Presidente da Comissão Política Regional e Ana Brasil o de Vogal, Ana Botelho assume o cargo de Vice-Presidente da Comissão Regional de Fiscalização e Disciplina e Filipa Cabeceiras foi eleita como Vogal do Conselho Consultivo da JP. O IV Congresso Regional da JP contou com a presença e intervenções do Presidente da Comissão Política Nacional da JP, Miguel Pires da Silva, de José Miguel Lello, Secretário-geral nacional da JP, de António Carlos Monteiro, Secretário-geral nacional do CDS-PP, de Luís Silveira, Vicepresidente e Coordenador Autárquico do CDS-PP Açores e de Artur Lima, Presidente do CDS-PP Açores.

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6 Acidente no concelho das Velas provoca

O BREVES - 31 de Maio de 2013 Sociedade

1 morto e 6 feridos Um acidente, ocorrido na tarde de domingo, provocou um morto e seis feridos e condicionou o trânsito na estrada regional, entre os lugares da Beira e do Toledo. A circulação automóvel esteve interrompida por um período superior a uma hora, enquanto os bombeiros tratavam de retirar os sinistrados. A violência do embate foi de tal ordem que houve necessidade de desencarcerar as vítimas, deixando a viatura no estado em que se observa na imagem. Um dos acidentados deu entrada no Centro de Saúde das Velas já sem vida e os outros seis feridos apresentavam várias fraturas, uns nos membros e outros no tórax. Tudo ficou ainda mais complexo porque a unidade de raio X existente nas Velas não está em funcionamento devido à necessidade de substituição da ampola, tendo sido, os sinistrados, enviados para o Centro de Saúde da Calheta, a fim de serem observados por este serviço. Houve ainda a necessidade de evacuação, para Angra do Heroísmo, de dois acidentados, uma menina de seis anos, no próprio dia do acidente, e de uma mulher, no dia seguinte. O Breves está a elaborar uma reportagem sobre as condições do serviço de saúde na ilha, que conta apresentar na próxima edição. Por: Carlos Pires

Patrão Neves garante

Apoio do PPE na defesa do POSEI A Eurodeputada do PSD Patrão Neves afirmou hoje, à margem de uma reunião de trabalho em Bruxelas, com os candidatos autárquicos do Partido Social Democrata dos Açores, que Joseph Daul, Presidente do Partido Popular Europeu – o maior grupo político da Europa, garantiu aos candidatos sociais-democratas, que apoia a manutenção dos programas POSEI, tendo para tal realizado diligências junto de outros Eurodeputados e dos próprios Comissários, nomeadamente o da Agricultura, com vista a que nem o orçamento, nem a identidade ou essência sejam alterados. Ora, para nós, Açores, esta é uma excelente notícia, uma vez que ainda paira uma certa incerteza sobre o futuro destes programas tão importantes para a nossa região, sobretudo se avançar uma consulta pública sobre os mesmos". Esta foi mais uma diligência de Patrão Neves em defesa do POSEI no futuro, depois de já ter reunido com os Comissários do sector primário e de ter apresentado a importância dos POSEI e a irredutível necessidade de os manter ao Presidente Barroso. Numa viva comunicação aos autarcas sociais-democratas, que os cativou durante quase uma hora, o presidente do PPE apresentou diversas iniciativas de sucesso da sua longa experiência como autarca, que fossem ao encontro das necessidades das câmaras municipais e juntas de freguesias açorianas, insistindo numa boa gestão de recursos, nomeadamente dos apoios europeus, que contabilize não apenas o custo dos projetos mas também os do seu funcionamento regular, e apostando sempre numa liderança de proximidade com os cidadãos locais. Esta reunião de trabalho foi muito participada, com um debate de ideias extremamente positivo, “e mesmo inspirador ”o que, para Patrão Neves, "mostra bem o dinamismo e a motivação do PSD/A, que se prepara com novas forças para o próximo escrutínio eleitoral, o qual se espera venha a ser vitorioso pois, como sabemos, o PSD é também um partido autárquico, pois sabe estar ao lado das pessoas". A finalizar a sua intervenção, Patrão Neves falou desta sua iniciativa “de proporcionar a alguns candidatos do PSD Açores às próximas eleições autárquicas um conhecimento atualizado sobre políticas europeias com significativo impacto nos Açores, como sejam a agricultura e pescas, turismo, energias renováveis, ciência e inovação aplicada por exemplo ao mar, programas europeus de apoio ao desenvolvimento das populações, para que se apresentem como os candidatos melhor preparados. Este tipo de informação e formação são fundamentais para o desenvolvimento da nossa terra, sobretudo aquelas a que os autarcas ou outras entidades possam ter acesso direto não dependendo do Governo Regional que gere a grande fatia do bolo dos fundos europeus segundo critérios nem sempre evidentes para quem está mais próximo das populações.”


O BREVES - 31 de Maio de 2013

7

PSD/Açores pede explicações

Política

Dificuldade na assistência a vítimas de acidente em São Jorge O deputado do PSD/Açores, eleito pela ilha de São Jorge, António Pedroso pediu hoje informações ao governo regional sobre as dificuldades na assistência médica de emergência prestada a cinco feridos resultantes de um grave acidente rodoviário ocorrido naquela ilha. Segundo os relatos feitos pelo corpo clínico da Unidade de Saúde de São Jorge, a atual realidade dos cortes nos serviços, aplicados pelo governo regional no sector da Saúde de São Jorge, fez com que as operações de assistência médica se prolongassem por mais de cinco horas. Em requerimento, o deputado social democrata açoriano, considera que “a situação de emergência ocorrida no último fim de semana, veio a revelar algumas das fragilidades do atual regime de corte de serviços que tem vindo a ser implementada pelo governo regional em São Jorge”. “De facto, deu-se a infeliz coincidência de se encontrar avariado o equipamento de Raio X no Centro de Saúde das Velas e encerrado o seu laboratório de análises clínicas por decisão da Unidade de Saúde, estando a funcionar o do Centro de Saúde da Calheta”, refere. Segundo declarações da médica responsável pelas urgências, a assistência aos feridos do acidente tornou-se “complicada” devido às dificuldades provocadas pelas necessidades de transporte. A diretora da unidade de Saúde afirma mesmo não ter “a mínima dúvida que se tivesse aqui (Centro de Saúde das Velas) os equipamentos, em menos de meia hora teria os exames para poder fazer um diagnóstico". Segundo informações vindas a público, as operações de socorro às vítimas acabaram por se prolongar por mais de cinco horas, o que está a deixar a população de São Jorge preocupada com a implementação de cortes na disponibilidade dos serviços de saúde nos dois concelhos. Assim, António Pedroso, questiona “qual a situação do equipamento de Raio X no Centro de Saúde das Velas e quando estima o governo que a avaria esteja solucionada”. “Vai o governo regional, em função dos relatos do corpo clínico do Centro de Saúde das Velas sobre as dificuldades registadas, determinar a abertura de algum inquérito”, é outra das questões colocadas ao executivo socialista. Por fim, António Pedroso, questiona se “considera o governo regional que deve repensar a sua decisão de encerrar serviços alternadamente nos centros de saúde que integram a Unidade de Saúde da Ilha de São Jorge e se não considera o governo, tendo em conta a orografia e as dificuldades de transporte na ilha de S. Jorg e, que se justifica a existência de serviços a funcionar em simultâneo nas Velas e na Calheta”.

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FICHA TÉCNICA - Propriedade: Associação de Amigos para a Divulgação das Tradições da Ilha de São Jorge, NIPC: 509893678. NRT: 126151, Semanário, Sede: Largo Dr. João Pereira (Praça Velha) Apto10 9800-909 Velas. Contactos: Tel.295 412 113-Tlml.916 929 184,E-mail: jornalobreves@gmail.com. Diretor/Chefe de Redação: Carlos Pires, Fotografia: O Breves, Mark Marques. Edição: Redação. Administração: Valdemar Furtado, Carlos Pires, Adriano Brasil. Tiragem: 500 exemplares. Assinatura anual: 50,00 €. TODAS AS CRÓNICAS E ARTIGOS DE OPINIÃO, PUBLICADOS NESTE JORNAL, SÃO DA INTEIRA RESPONSABILIDADE DOS SEUS AUTORES.


8 Nas Jornadas Parlamentares do CDS-PP em São Jorge

O BREVES - 31 de Maio de 2013 Política

“ Governo Regional esqueceu as fajãs “ O líder do CDS-PP Açores, Artur Lima, acusou esta sextafeira o Governo da Região de "esquecer" e "desvalorizar" as fajãs da ilha de S. Jorge, que considera como um exlíbris do arquipélago. "O Roteiro Cultural dos Açores, editado em 2012, não fala das fajãs [de S. Jorge]", frisou, em declarações aos jornalistas, acrescentando que o seu potencial turístico e de criação de emprego está "desaproveitado" por parte do Governo açoriano e da autarquia da Calheta. De visita à ilha de S. Jorge, no âmbito das III Jornadas Parlamentares dos populares, Artur Lima reuniu-se com o presidente da junta de freguesia da Ribeira Seca, concelho da Calheta, para se inteirar sobre a situação das fajãs, face aos estragos provocados pelo mau tempo dos últimos meses. O líder regional centrista pretendia também encontrar-se com o presidente da câmara municipal da Calheta, mas por motivos de agenda do autarca não foi possível, tendo programadas visitas a várias fajãs de S. Jorge. Na opinião de Artur Lima, o executivo regional deveria apoiar a produção de café, na Fajã de São João, considerando que permitiria "criar um dúzia ou duas de postos de trabalho", com um produto que é considerado 'gourmet'. "As fajãs de S. Jorge são de uma beleza natural única e potencialmente criadoras de emprego na ilha", salientou, alegando que "o empreendedorismo não se faz por decreto". Para o líder regional centrista, a fajã tem capacidade de aumentar a produção, de modo a ter "café suficiente para dar nome a S. Jorge e dar nome a um produto único nos Açores, como o chá que se produz em S. Miguel". Outro dos investimentos reivindicados por Artur Lima é a construção de uma "mini-hídrica", que produzisse energia suficiente para a Fajã de Santo Cristo. Por outro lado, lamentou que a obra de recuperação dos prejuízos provocados pelo mau tempo há um ano na Fajã dos Cubres, que dá acesso à do Santo Cristo, da responsabilidade do Governo Regional, esteja "parada", lembrando que está quase a chegar o verão. Artur Lima criticou ainda o "mau sentido estético" da obra de consolidação das encostas, feita "em betão" e acusou o Governo Regional e a autarquia da Calheta de não se entenderem no que diz respeito à manutenção das fajãs.

Na Assembleia da República

Política

PCP apresenta propostas de alteração à Lei de Finanças Regionais O Grupo Parlamentar do PCP na Assembleia da República entregou um conjunto de propostas de alteração, na especialidade, à proposta de revisão da Lei das Finanças Regionais apresentada pelo Governo da República. Das propostas apresentadas destacam-se a manutenção do diferencial fiscal nos 30% e a obrigação do Estado na transferência de verbas para as Autarquias Locais, designadamente os 5% de IRS. A composição do Conselho de Acompanhamento das Políticas Financeiras e as suas competências também são alvo de propostas de alteração pelo Grupo Parlamentar do PCP. Destaca-se, ainda a proposta de introdução de um novo artigo que pretende vir a consignar como receita de cada Região Autónoma uma participação nos resultados líquidos de exploração dos jogos sociais explorados pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, determinada pelo método de capitação.

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O BREVES - 31 de Maio de 2013

De 30 de maio a 4 de junho

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ENORME ! BRUTAL!

COLOSSAL BAIXA DE PREÇOS

COLOSSAL! III FEIRA DO DESENRASCA VII feira do livro EBS VELAS 2013

4 DE JUNHO 2013 10H EBS DE VELAS

2013 PRODUTOS HORTÍCOLAS BAZARES ROUPA ACESSÓRIOS TASCAS


O BREVES - 31 de Maio de 2013

10 Por: Maria Céu Patrão Neves Eurodeputada PSD

Um passo que falta dar O último Conselho Europeu, de 22 de Maio, elegeu como um dos seus temas maiores o combate à evasão e fraude fiscais. Poder-me-ão dizer que o tema, em si, não é novo. Até, bem pelo contrário. É do conhecimento comum que a evasão e a fraude fiscais são práticas habituais, desde há muito, entre os que detêm mais poder económico-financeiro e, simultaneamente, melhor conhecimento dos dispositivos jurídicos de vários Estados, o que lhes permite contrariar as leis sem cair em ilegalidades. Diferentes leis em diferentes Estados a par de alguns designados “paraísos fiscais” tornam estas actividades fáceis e mesmo tentadoras e aliciantes. Daí que, ainda recentemente, tenha proposto a "uniformização em todos os Estados-membros dos critérios de avaliação de irregularidades e fraudes associandoas às respectivas medidas sancionatórias para os incumpridores". A única forma de contrariar estas práticas terá de passar necessariamente por uma acção concertada no plano internacional, sob o risco de falhar inexoravelmente. Numa expressão simples, precisamos de uma “vontade política” que até agora não se tem evidenciado. Na verdade, a Comissão Europeia tem suscitado o problema regularmente, apresentando propostas várias para o seu combate, as quais têm vindo sucessivamente a cair por falta de apoio entre os Estados-membros da União e não só. O que há então agora de diferente para que o assunto volte a ser colocado sobre a mesa e mereça mesmo o destaque de tema maior de um Conselho Europeu? Os Presidentes da Comissão e do Conselho Europeus, Durão Barroso e Van Rompuy, respectivamente, afirmaram ser este o momento certo para retomar o problema dado o amplo consenso que se sentia existir na crítica à evasão e fraude fiscais, ditado por deficits crescentes e pela generalização da austeridade. A orientação política que hoje necessariamente se exige é a de conter despesas e aumentar receitas. Este aumento de receitas tem sido demasiadas vezes alcançado pela imposição de impostos aos cidadãos, àqueles cuja actividade está perfeitamente identificada, mas não a todos e não certamente àqueles que mais podem e devem contribuir. Eis o que coloca um problema grave de justiça social e mesmo moral também. Mas não foi por esta via que alguns Estados se sensibilizaram a considerar seriamente o combate à evasão e fraude fiscais, mas sim por via financeira. A União Europeia perde hoje um bilião de euros (um milhão de milhões) por ano devido à evasão e fraude fiscais. Se este número é demasiado elevado para medirmos bem o seu alcance ou impacto na nossa vida de cidadãos comuns, acrescentese que tal corresponde ao dobro do somatório do deficit de todos os Estados-membros em 2012, que corresponde a seis vezes o orçamento anual da União Europeia. Em Portugal, a evasão e fraude fiscais traduz-se em 12 mil milhões de euros, isto é, o mesmo que recebemos da troika para garantir a sustentabilidade da nossa banca. Áustria e Luxemburgo, entre outros países (Suíça, Mónaco, São Marino, Liechtenstein), que se têm oposto a um controle das fugas fiscais, juntam-se agora aos demais países europeus constituindo um força poderosa que retomará as propostas da Comissão Europeia desde 2008 e zelará para que uma rigorosa e justa tributação aos rendimentos do capital se torne uma realidade o mais depressa possível, prevendo-se que não apenas os juros das poupanças mas também os fundos de investimentos sejam declarados às autoridades tributárias, no contexto de leis internacionais que a todos obriguem por igual. Acrescento que, em Portugal, a economia paralela corresponde a cerca de 20% do PIB (33 mil milhões). A conclusão é simples e irrecusável: se todos pagassem o que devem, todos viveríamos melhor, Portugal teria menos dívida e menos austeridade, a União Europeia teria mais recursos e investiria mais na economia. Eis, pois, um passo que falta dar.

Opinião

Por: Artur Lima

Deputado Regional CDS-PP

Conto do vigário “Era uma vez, um Governo socialista no poder há 17 anos. Ao longo deste tempo, entre muitas outras peripécias, o Governo foi anunciando obras, prometendo novas infra-estruturas e construindo algumas. Uma delas foi o novo Hospital da Ilha Terceira. Em 2006, o Secretário Regional que o mandou fazer gabava-se que a unidade de saúde teria 19 especialidades médicas; 11 cirúrgicas; 8 de diagnóstico e terapêutica; 216 camas de internamento; urgências gerais, de obstetrícia/ginecologia e pediátrica para responder a 117 mil solicitações/ ano; 45 gabinetes de consulta externa; 7 hospitais de dia; um centro tecnológico; radioterapia; câmara hiperbárica; medicina nuclear… Era um grande hospital para século XXI! Os anos passaram e mudou o Secretário Regional. Quando foi descerrar a placa inaugurou um hospital amputado de serviços fundamentais, como a radioterapia, a câmara hiperbárica e a medicina nuclear… Começamos a perceber que já não era para o século XXI! Houve eleições, o PS voltou a ganhar, mudou (outra vez) de Secretário da Saúde e, este noviço titular da pasta, quer continuar a amputação de valências como, por exemplo, a cirurgia maxilo-facial, a cirurgia vascular, a neonatologia, a reumatologia… Gastaram-se milhões de euros dos nossos impostos, supostamente, para tratar da nossa saúde; Esbanjou-se! Agora, não há dinheiro e a solução que se encontra é fechar serviços, acabar com valências, centralizar tudo num só espaço… Neste conto do vigário alguém se governou, mas esse alguém não foram de certeza os utentes, pois apesar das paredes novas e modernas o hospital, com mais estas amputações, tenderá para um estilo século XIX”.


O BREVES - 31 de Maio de 2013 Por: Tiago Matias

Sem medo de arriscar Muita tinta tem rolado à conta da Associação Arrisca. O assunto tem sido alvo das mais despropositadas observações e – considero – carece de uma análise a frio. A associação Arrisca tem funcionado ao longo dos últimos anos na Rua dos Capas, em instalações manifestamente insuficientes para os seus cerca de 300 utentes. Destes, apenas uma minoria provoca desacatos cuja expressão máxima passa por “falar alto e fazer barulho”, confessou a Dra. Suzete Frias no programa Estação de Serviço. A esmagadora maioria está num processo de recuperação de uma “doença do sistema nervoso central”, de acordo com a mesma especialista. Munidos do preconceito, os comerciantes do centro histórico de Ponta Delgada prontificaram-se a fazer barulho e a pressionar o atual presidente camarário José Manuel Bolieiro a contestar a decisão da mudança da Rua dos Capas para a Rua do Aljube. Esta mudança é de apenas uns escassos metros. Assim se viram dois aspetos fundamentais no comportamento de Bolieiro: 1) cede a pressões de grupos organizados e 2) defende a máxima “longe da vista, longe do coração”, uma vez que dos Capas para o Aljube a diferença é só esta: maior visibilidade. Além disso, o vice-presidente durante três anos e agora presidente parece não se preocupar nem apontar soluções para as situações deploráveis do Largo 2 de Março, do Campo de S. Francisco ou da Calheta, locais prediletos dos toxicodependentes que não recorrem aos serviços da Arrisca. O candidato à Câmara de Ponta Delgada, José Contente, mediou – e bem – as negociações para uma nova localização da Arrisca: no terreno anexo aos Bombeiros de Ponta Delgada. Esta solução apresenta múltiplas vantagens: permanece o atendimento na cidade de Ponta Delgada (de onde originam a maior parte dos utentes), é prestado o serviço em espaço digno e contíguo aos bombeiros (que poderão prestar auxílio em caso de emergência), é um espaço recatado que protege a identidade dos utentes, existe a possibilidade de reabilitação com uma eventual experiência profissional e integração do corpo de bombeiros, é contributo financeiro para os bombeiros através da renda do espaço. A proximidade à Escola Secundária das Laranjeiras e ao Parque Século XXI é um não-problema, já que a entrada se faria pelo lado de S. Gonçalo e existem no local gradeamentos que não permitem esse acesso. De lamentar foi o episódio da afixação de faixas “metadona aqui não” na Escola Secundária das Laranjeiras. Aqui, também, por vários motivos. É por demais sabido que naquela escola (e noutras) circulam drogas sem controlo; a metadona é uma terapia não um estupefaciente – a metadona é uma terapêutica para o que começa muitas vezes com um “charrinho” nas escolas. Uma infelicidade da qual nenhum de nós está livre. É hoje público que esse movimento nas Laranjeiras foi incitado pela Juventude Social Democrata dos Açores, já que o presidente da AE da mesma escola veio denunciar a situação em comunicado. José Contente é deputado à ALRA por S. Miguel e é também candidato à Câmara Municipal de Ponta Delgada. Identificou uma solução para a Arrisca e para o concelho e não hesitou em mediá-la (ainda que a isso não estivesse vinculado). Pena seja que quem comanda os destinos de Ponta Delgada apenas pretenda deitar abaixo a solução de José Contente, em vez de pensar em soluções para os munícipes do “Concelho Feliz”.

11 Opinião

Por: José Decq Mota

Os "nossos" comentadores Nos dias que correm abrimos os canais nacionais de televisão e vemos como "comentadores residentes" vários antigos líderes do PSD e do PS. Não se trata de convites ocasionais para que esses antigos líderes pudessem, em função do assunto da actualidade, emitir opinião. Trata-se sim de um modo de manter na cena política activa, ao mais alto nível de projeção publica, quem dela saiu por não ter sido escolhido pelos seus pares partidários ou por ter sido rejeitado pelo voto dos eleitores. Quando ouço Marcelo Rebelo de Sousa penso sempre que estou a ouvir o "porta- voz" de um partido inexistente, mas que teima em assumir-se como o "verdadeiro e único líder"! Quando ouço Marques Mendes não consigo deixar de pensar que tenho frente a mim um "moço de recados", que aceita palpites de vários lados, que nunca se esquece das contas antigas que quer acertar, mas que mantém contactos privilegiados para o lado de Belém! Quando ouço Sócrates, sem nunca esquecer as opções ideológicas que ele assumiu e que abriram as portas à desgraça em que estamos, vejo uma espécie de "escorraçado" a procurar obter um novo folego, mas vejo também uma figura cuja promoção, pelo que de mal fez, dá jeito ao poder actual. Esta prática das televisões e de quem nelas manda, tem como objectivo essencial lançar a ideia que a vida política portuguesa não tem capacidade de se renovar, que estamos todos condenados a tomar como boas, anos a fio, as opiniões de todos os que, por opção, procuram sempre limitar a democracia e perpetuar todas as formas de injustiça social. Temos também os chamados "politólogos" que são comentadores. Muitos deles, quando jovens, diziam-se de "extrema-esquerda". Agora, quase todos eles, assumem como missão defender e perpetuar no poder a grande finança internacional e os seus agentes nacionais! Lutar contra estes todos estes "mercenários das ideias" é difícil mas é indispensável!


O BREVES - 31 de Maio de 2013

Última Página

OLHO NÚ Por: Mark Marques

O PERIGO ESPREITA !!! Parque Infantil nas Velas completamente degradado......Um dia acontece um acidente com uma criança.....e depois cai um bocado do céu velho, o Carmo, e a Trindade!!! Tipicamente PORTUGUÊS - Depois de casa roubada é que irão colocar trancas na porta..... Fica o alerta.

Tradição nas Velas

Festividades

420 Esmolas no Império do Bairro António (Tony) Dias, natural da vila das Velas, emigrado há quase quarenta anos nos Estados Unidos da América, volta este ano a ser Imperador , o que aconteceu pela segunda vez na sua vida. Este ano, o emigrante com muita fé no Divino Espírito Santo, na sua promessa elevou o número de esmolas entregues na função para 420, valor até hoje nunca registado. Duas mesas que completaram o Arraial do Bairro da Conceição de uma ponta à outra, encheram-se de carne, pão e vinho. Estas esmolas são compostas por, mais ou menos, dois quilos de carne, um litro de vinho e um pão caseiro tradicional, e foram entregues na tarde de Sábado, primeiro dia o Arraial. Tony Dias, que reuniu toda a família nestes dias, afirmou ser “um sonho cumprido” ver a mesa de esmolas a atravessar todo o arraial. “Fazemos a promessa e sentimos que o prometido já não é nosso, é do Divino Espírito Santo”, afirmou Tony Dias, o Imperador deste ano no Império do Bairro da Conceição.

Por: Carlos Pires

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Breves xs 31 05