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OBreves

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Diretor: Carlos Pires - Ano 2 - Nº 16 - 10 de Maio de 2013 - Semanário - € 1,00

Em São Jorge

Página 2

PJ desmantela laboratório de anfetaminas

www.obreves.com Para solucionar e precaver

Autarcas reúnem com Serviços de Ilha Página 2

facebook.com/jornal.obreves

Mais de 224 000 Euros

Dívidas da água preocupam Assembleia Municipal Página 4


2 Autarquias reúnem com Serviços do Governo

O BREVES - 10 de Maio de 2013 Sociedade

Soluções para prejuízos do mau tempo A Câmara Municipal de Velas e a Junta de Freguesia dos Rosais reuniram com os serviços do Governo Regional, na ilha, com a finalidade de encontrar soluções para os prejuízos causados pelo mau tempo e precaver situações idênticas. Segundo Luís Silveira, presidente da Junta de Freguesia dos Rosais, com esta reunião “pretende-se perceber de fato quem é que é responsável e no terreno quem é que vai resolver de tudo aquilo que precisamos, agora ultrapassado estas fortes chuvadas”. Adiantou ainda que “foi uma reunião muito produtiva, porque ficou percebido o que é preciso fazer e quem o irá fazer”. Manuel Silveira, presidente do Município, partilha da ideia de Luís Silveira e referiu que “foi muito importante reunir agora e visitar os locais dos estragos, tendo a autarquia ficado responsável por duas coisas de imediato. Disponibilizar dinheiro para a recuperação dos aquedutos destruídos e obstruídos, tornando-os insuficientes para os caudais de água, e enviar um ofício ao Secretário Regional dos Recursos Naturais para que, a título excecional, disponibilize a saibreira em Rosais para se poder reparar todos os caminhos agrícolas afetados pelas intempéries”. Nesta reunião participaram, além dos autarcas, os responsáveis pelos Serviço de Desenvolvimento Agrário, Serviço Florestal, Serviços de Ambiente, Serviços de Ação Social e Habitação e a Proteção Civil.

Por: Carlos Pires

Polícia Judiciária desmantela

Sociedade

Laboratório de anfetaminas na ilha de São Jorge A Polícia Judiciária anunciou ter desmantelado um laboratório de anfetaminas instalado na ilha de São Jorge e a detenção de três suspeitos de tráfico de droga. A operação, levada a cabo pelo Departamento de Investigação da PJ em Ponta Delgada, em colaboração com a PSP, culminou com uma busca, que permitiu desmantelar o laboratório e deter três homens, naturais e residentes na ilha. De acordo com uma nota de imprensa divulgada pela PJ, os suspeitos, com idades entre os 29 e os 58 anos, foram detidos pela presumível prática dos crimes de "importação de precursores, de tráfico de estupefacientes e de detenção de arma proibida". Os três homens vão ser presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação das adequadas medidas de coação.

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O BREVES - 10 de Maio de 2013

3

Rodrigo Oliveira garante

Europa

POSEIMA continua nos Açores O subsecretário regional da Presidência para as Relações Externas do Governo dos Açores, Rodrigo Oliveira, assegurou esta terça-feira que o POSEIMA, programa europeu específico para os Açores e Madeira, não vai ser diluído na Política Agrícola Comum (PAC). A garantia foi dada ao governante dos Açores pelo comissário europeu da Agricultura, Dacian Ciolos, no âmbito de um encontro hoje, em Bruxelas, com os representantes das regiões ultraperiféricas da UE e eurodeputados de origem insular. “A Comissão Europeia não pretende suprimir ou eliminar o programa POSEIMA, muito em particular através da sua integração na legislação geral da PAC. Este é um dado muito importante que decorre desta reunião”, disse Rodrigo Oliveira. Várias informações sobre o desaparecimento do POSEIMA (Programa de Opções Específicas para o Afastamento e Insularidade da Madeira e Açores) por via da sua integração no articulado da PAC vieram a público, recentemente, na comunicação social portuguesa. O POSEIMA existe há cerca de 20 anos e vai agora ser alvo de uma revisão ordinária, que deverá ocorrer no final de 2013, depois de há poucos meses ter sido revisto em função da nova realidade jurídica imposta pelo Tratado de Lisboa. Rodrigo Oliveira destacou que para além desta “preocupação”, o Governo dos Açores mantinha outra relacionada com o processo de consulta pública da revisão do POSEIMA, que se anunciava para “muito breve”. “O comissário Ciolos, na sequência da minha interpelação, esclareceu que o prazo de consulta pública terá lugar mais para a frente, compreendendo um prazo de 12 semanas, o que nos agrada porque permitirá refletir e promover uma participação alargada deste processo cuja proposta da Comissão Europeia se prevê apenas para o final do ano”, especificou. Confrontado sobre as pretensões dos Açores no âmbito da revisão do POSEIMA, referiu que é “sempre possível” promover “aperfeiçoamentos”, clarificando que os Açores estão contra, de forma “clara” e “frontal”, uma “revisão radical” e “profunda” do regulamento. Rodrigo Oliveira considerou ser “importante” pelo menos manter os pressupostos da atual versão do POSEIMA, como “instrumento fundamental” que deve ser “aperfeiçoado” naquilo que “deve ser aperfeiçoado”.

PCP Açores requereu

Regional

Debate de urgência sobre transporte aéreo Aníbal Pires, Deputado do PCP Açores, requereu a realização de um debate de urgência sobre os transportes aéreos na Região, que terá lugar no Parlamento Regional na próxima semana Num momento em que existem sinais, que se tornam cada vez mais claros, da vontade politica do Governo Regional em impor diversas alterações ao serviço de transporte aéreo nos Açores, nomeadamente com o que se afigura ser uma possível desarticulação da SATA Internacional e a eventual abertura de portas a um processo de privatização parcial ou completa do serviço público de transporte aéreo, importa que o Parlamento Regional discuta uma visão estratégica para os transportes aéreos nos Açores. O PCP pretende, com este debate, contribuir para um esclarecimento das intenções do Governo Regional em relação à SATA, combatendo a gigantesca campanha de desinformação que tem sido levada a efeito em relação à transportadora aérea regional e aos moldes em que presta o seu serviço, bem como à sua relação financeira com o Governo Regional. Tendo em conta a importância do transporte aéreo, o PCP considera que a Região tem de assegurar o futuro da SATA, enquanto empresa pública e ferramenta estratégica para o desenvolvimento dos Açores.

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4 Nova Comissão Política Concelhia do CDS-PP na Calheta

O BREVES - 10 de Maio de 2013 Política

“Retirar o Concelho da estagnação a que foi votado” Geraldina Maria Amorim Pereira acaba de ser eleita Presidente da Comissão Política Concelhia do CDS-PP da Calheta, na Ilha de São Jorge, com um objetivo muito claro: “retirar o Concelho da estagnação a que foi votada por Governos Regionais e Câmaras Municipais do PS e do PSD”. Geraldina Pereira conta com Ana Carina Espínola como Vice-presidente e Rosa Durvalina Brasil, Joaquim Oliveira de Borba e Emanuel Vitorino Fontes como Vogais da estrutura partidária concelhia. Quanto à Mesa da Assembleia Concelhia os militantes populares elegeram como Presidente Maria Isabel Baptista Soares, sendo Duarte dos Santos Silveira e Sara de Fátima de Sousa Matos os Secretários da Mesa. A nova líder da Concelhia Calhetense diz que aceitou o desafio de liderar este grupo de pessoas porque “a Calheta precisa de dinâmica” e porque foi convidada “por pessoas do CDSPP, que admiro muito, pelo trabalho e pela luta que têm desenvolvido em prol da nossa Terra”.“A Calheta precisa de dinâmica, de alguém que lute por ela, e a política é isto mesmo: é ajudar quem mais precisa. A Calheta precisa de pessoas que comuniquem com a população. O CDS-PP juntou um grupo de pessoas cujo principal objetivo é retirar a Calheta desta estagnação a que foi votada por Governos Regionais e Câmaras Municipais sempre divididas entre PS e PSD”, disse no final do ato eleitoral que a consagrou Presidente da Comissão Política Concelhia. Numa breve intervenção, Geraldina Pereira salientou que esta é uma estrutura partidária “renovada e maioritariamente com pessoas jovens, mas que já contribuíram no passado, através do seu percurso de vida de grande envolvência a favor da causa pública, em listas do CDS-PP, na sua maioria na qualidade de independentes, e que agora resolveram filiar-se e integrar de corpo e alma este Partido e o seu projeto, com a finalidade de, acima da defesa partidária, defenderem o Concelho da Calheta e os seus habitantes”. A nova líder da Concelhia popular assume que pretende “desenvolver um trabalho que tem como principal objetivo tirar o Concelho da estagnação em que se encontra e da política do empate entre PS e PSD, ambos responsáveis pelo estado em que se encontra a nossa Calheta”.

Assembleia Municipal preocupada

Sociedade

Dívida da água aumenta nas Velas O crescente aumento da dívida da água por parte dos consumidores nas Velas e a sua aparente difícil cobrança tem vindo a ser uma preocupação constante dos membros da Assembleia Municipal. Um só consumidor equivale a 61% da dívida e este fato aumentou, em 2012, a sua dívida em mais de 119%, passando de 62 000 para 137 000 Euros. Parece ser notório que, os munícipes, se aperceberam que "não pagar o consumo de água, da rede pública, compensa", afirmou Mark Marques, deputado municipal do PSD. Para o presidente da Assembleia Municipal, Frederico Maciel, tem havido um "descuido muito grande nos termos dessa dívida vir a aumentar. Além disso, por cada mês que passa, existem sempre uns tantos devedores que o deixam de ser devido à prescrição da dívida, que tem um prazo de seis meses". Atualmente, a dívida tem um valor acumulado de cerca de 224 000 Euros, e os devedores são de toda a comunidade, passando por empresas, autarquias, particulares e até funcionários do município.

Por: Carlos Pires

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O BREVES - 10 de Maio de 2013 Governo dos Açores iniciou

5 Regional

Debate da Estratégia Nacional para o Mar A Secretaria Regional dos Recursos Naturais, através da Direção Regional dos Assuntos do Mar, promoveu, na passada sexta-feira no Auditório de Velas, uma sessão, inserida em momentos de debate a promover em todas as ilhas dos Açores sobre a proposta de Estratégia Nacional para o Mar. A sessão começou com uma introdução sobre a proposta de Estratégia Nacional para o Mar por parte de Frederico Cardigos, Diretor Regional dos Assuntos do Mar, seguindo-se intervenções dos presidentes do Conselho de Administração da Fábrica de Santa Catarina, António de Almeida, e da Associação de Pescadores de São Jorge, António Laurénio, seguindo-se um período de debate. A Estratégia Nacional para o Mar é a proposta de instrumento de política pública que apresenta a visão de Portugal para o período 2013–2020, no que se refere ao modelo de desenvolvimento assente na preservação e utilização sustentável dos recursos e serviços dos ecossistemas marinhos, apontando um caminho de longo prazo para o crescimento económico, inteligente, sustentável e inclusivo, assente na componente marítima. A concretização e os resultados desta política, transversal e multissetorial, dependem do envolvimento dos agentes públicos e privados, pelo que é determinante a sua participação na formulação desta Estratégia. Nesse sentido, é lançado um apelo à ampla participação da sociedade, como passo fundamental para garantir o reconhecimento e a partilha da visão e dos objetivos estabelecidos. Por: Carlos Pires Pub


6 Junta de Freguesia de Santo Antão procura

O BREVES - 10 de Maio de 2013 Sociedade

Apoios para reconstrução de Ermida no Cemitério A Junta de Freguesia de Santo Antão tem procurado, há algum tempo a esta parte, solicitar apoios para a reconstrução da Ermida do Cemitério em louvor a Santa Rosa de Lima. “Esta ermida, tendo sido construída em meados do século XX, que foi completamente arrasada pelo sismo de 1 de Janeiro de 1980 tem, desde aí, sido um anseio tanto dos executivos da junta como da população ver reconstruída esta pequena ermida no cemitério”, afirmou Paulo Teixeira. O atual presidente da junta de freguesia, referiu que “tentamos fazer uma candidatura junto do governo regional, para recuperação de obra religiosa, a ermida, mas, infelizmente, porque não restam vestígios, foi assim a resposta, não se enquadra nos apoios que seriam de dar ao abrigo do decreto legislativo regional”.“Tentamos há três anos e meio, quando começamos este mandato e tínhamos um elemento a trabalhar connosco através do PROSA, colocar as fundações da ermida à vista e tentarmos até perceber se existia alguma data porque não temos dados que indiquem a época da sua construção. Colocámos o que resta à vista mas não nos foi possível descobrir mais nada. Tentámos, inclusivamente, encontrar fotografias com apelos públicos, desde anúncios na igreja, no Boletim, tentámos, também, chegar a algumas pessoas nos Estados Unidos da América, onde os emigrantes e as famílias que patrocinaram a sua construção tivessem alguns dados, mas infelizmente não foi possível”, acrescentou o autarca. “Estamos agora com uma campanha de angariação de fundos através da doação de 0,5% do IRS, estando, este executivo, a pensar em duplicar cada donativo”, concluiu o presidente da junta, Paulo Teixeira. Por: Carlos Pires

Após reunião com a Comissária das Pescas

Europa

Patrão Neves com sentimento agridoce em relação ao programa POSEI A Eurodeputada social-democrata Maria do Céu Patrão Neves reuniu hoje em Bruxelas com a Comissária Europeia dos Assuntos Marítimos e das Pescas, Maria Damanaki, para falar do futuro do programa POSEI Pescas, desta vez numa reunião conjunta com os Eurodeputados das Regiões Ultraperiféricas. Durante a reunião, Patrão Neves reiterou a sua "firme oposição à iniciativa da Comissão de integrar o POSEI Pescas no futuro Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e da Pesca (FEAMP)". Durante a reunião, a Comissária Damanaki afirmou que os programas POSEI Pescas e POSEI Agricultura terão a mesma solução, o que, segundo a Eurodeputada Patrão Neves se "trata de uma solução tranquilizadora se atendermos ao facto de, na reunião de ontem sobre o POSEI Agricultura, o Comissário Europeu da Agricultura Dacian Ciolos ter afirmado que este Programa se irá manter separado e que nunca o quis fundir na PAC; por outro lado, poderá ser uma solução muito preocupante se atendermos à posição efetiva da Comissária das Pescas que já propôs a fusão do POSEI Pescas no FEAMP. É motivo para perguntar: então, em que ficamos?!" Patrão Neves afirmou que "há meses que venho falando sobre o perigo de descontinuidade do Posei e, por coincidência, pouco depois da longa exposição que dirigi ao Presidente da Comissão Europeia Durão Barroso, começou a haver um forte interesse por parte dos Comissários em debater esta questão. Tanto o da Agricultura como a Comissária das Pescas reuniram com os eurodeputados das RUPs esta semana." A finalizar a sua intervenção, Patrão Neves mostrou satisfação "relativamente ao anunciado aumento de 50%" dos montantes para o regime de compensação dos custos suplementares para o escoamento dos produtos da pesca das RUP's, mas não deixou de sublinhar à Comissária que " ainda está por apurar o valor real em causa, visto que o financiamento no quadro comunitário de apoio 2014-2020 cobrirá, para além dos custos com o escoamento dos produtos da pesca, como até agora, também os custos suportados pelos operadores no exercício de atividades de pesca, aquacultura, transformação e outras medidas de comercialização. Acresce ainda o facto de se dar a entrada de mais três regiões ultraperiféricas francesas para beneficiarem do mesmo fundo, o que levará a uma maior dispersão dos fundos disponíveis", tendo a Comissária confirmado que a sua proposta será a de um aumento de 50% mas que uma decisão concreta não será tomada antes do fim do Verão.


O BREVES - 10 de Maio de 2013 PSD/Açores denuncia

7 Regional

“Governo Regional não paga a tempo e horas” O PSD/Açores denunciou hoje que o Governo Regional “não paga a tempo e horas” os apoios contratualizados com a cooperativa Unicol, uma situação “que está a causar mal estar entre o setor agrícola e que é urgente resolver”, disse o vicepresidente da bancada parlamentar socialdemocrata, António Ventura. “Estamos preocupados porque o Governo Regional não paga a tempo e horas os apoios acordados com a cooperativa Unicol”, frisou o deputado, alertando que “esta situação pode implicar grandes dificuldades para os agricultores e para a Economia da ilha Terceira que, por si só, já sofre com o desemprego e a falência de empresas”. Segundo António Ventura, “importa que o Governo Regional pague o prometido à referida cooperativa, que atravessa também grandes dificuldades económicas e financeiras, sob o risco de haver consequências a curto prazo que podem fazer tremer o setor ao nível local”, referiu.

Reforço da Agenda Açoriana Criação de Emprego e Competitividade Empresarial

Regional

Governo alarga abrangência de programas de emprego O Vice-Presidente do Governo dos Açores anunciou o reforço de várias medidas da Agenda Açoriana para a Criação de Emprego e Competitividade Empresarial, “atendendo à adesão que têm registado e à necessidade de as tornar extensivas a mais pessoas”. Sérgio Ávila referia-se aos programas PIIE, RECUPERAR e ABC, que, no seu conjunto, têm contribuído de forma significativa para a requalificação de pessoas em situação de desemprego e para o acesso dos jovens ao mercado de trabalho. O objetivo do Governo Regional, segundo o Vice-Presidente, é tornar possível a contratação de 500 jovens, até ao final do ano, no âmbito do Programa de Incentivo à Integração de Jovens Estagiários (PIIE), que conta atualmente com 179 contratações. No âmbito do programa RECUPERAR, que já regista a colocação de 300 pessoas que se encontravam desempregadas, o Governo Regional aponta para uma meta de 700 colocações até ao final deste ano. O executivo também pretende triplicar o número de pessoas que beneficiam do programa de Aquisição de Competências Básicas (ABC), passando das atuais 300 para cerca de 900. Este programa tem sido uma aposta na qualificação de ativos que, além de se encontrarem numa situação de desemprego, apresentam um nível muito baixo de qualificações. Para além do reforço destes programas, o Governo dos Açores está a ultimar a entrada em vigor do programa de estágios profissionais AGIR AGRICULTURA, tendo já encetado contactos com as entidades públicas e privadas representativas do setor, segundo revelou Sérgio Ávila. Este programa, que irá abranger também os ativos desempregados, é constituído por uma componente de formação específica e por um estágio profissional em empresas agrícolas. Numa primeira fase, será abrangida a área da bovinicultura, mas a horticultura, a floricultura e a fruticultura podem vir a ser alvo de estágios ao abrigo desta medida. “O Governo dos Açores tem vindo a desenvolver um enorme esforço para minimizar na Região os efeitos da conjuntura adversa”, disse Sérgio Ávila, frisando que o desemprego no arquipélago é “relativamente mais baixo do que o que se verifica no país”. O Vice-Presidente afirmou ainda que, com o conjunto de medidas que têm sido implementadas e estão a ser reforçadas, o Governo Regional pretende “inverter ao longo deste ano a tendência de crescimento do desemprego que ainda se sente na Região”. FICHA TÉCNICA - Propriedade: Associação de Amigos para a Divulgação das Tradições da Ilha de São Jorge, NIPC: 509893678. NRT: 12 6151, Semanário, Sede/ Redação: Largo Dr. João Pereira (Praça Velha) - Velas. Contactos: Tel. 295 412 113,E-mail: jornalobreves@gmail.com. Diretor/Chefe de Redação: Carlos Pires, Fotografia: O Breves, Foto Oceanus e outros. Design: Redação. Administração: Valdemar Furtado, Carlos Pires e José Bettencourt. Tiragem desta Edição: 500 exemplares. Assinatura anual: 50,00€. TODAS AS CRÓNICAS E ARTIGOS DE OPINIÃO, PUBLICADOS NESTE JORNAL, SÃO DA INTEIRA RESPONSABILIDADE DOS SEUS AUTORES.


8 PSD/Açores lamenta

O BREVES - 10 de Maio de 2013 Regional

Falhanço das políticas de coesão do governo regional O PSD/Açores lamentou hoje a falta de resultados do governo regional nas políticas destinadas às ilhas de menor dimensão considerando, por isso, “urgente uma revisão global das políticas desenvolvidas para que se atinja uma verdadeira e efetiva coesão regional”. Em conferência de imprensa, no final das jornadas parlamentares do partido, que se realizaram na ilha de Santa Maria, o deputado socialdemocrata açoriano João Bruto da Costa considerou que “a generalidade dos modelos criados pelo governo regional estão hoje literalmente falidos” como se comprova pela “falta de planeamento e de políticas consequentes que levaram a investimentos desadequados e mal avaliados, cujo efeito, muitas vezes, parece que se esgotou no momento da sua inauguração”.“O melhor exemplo desse total falhanço socialista”, disse, “reside no próprio conceito de ilhas da Coesão. Senão vejamos: quando foi apresentado, era, para o governo regional, uma forma de promover o crescimento nas ilhas do Corvo, Flores, S. Jorge, Graciosa e Santa Maria de forma a aproximá-las das restantes”. Na verdade, reforçou, “cerca de dez anos depois da criação das ilhas de Coesão, em vez de se registar a necessária aproximação económica e de se ganhar estas ilhas para o desenvolvimento sustentável, verificamos que outras se atrasaram, integrando-se agora também neste conceito”. “As políticas do governo socialista, não só não puxaram estas ilhas para cima, arrastaram outras para baixo”, acrescentou exemplificando com o que se passa na empresa Ilhas de Valor que foi “criada para agir nas ilhas mais frágeis, mas que hoje concentra os seus investimentos nas ilhas maiores”. Para o deputado do PSD/Açores, “é urgente que o governo regional chame as autarquias a colaborar no processo de desenvolvimento e que responda positivamente às intenções de cooperação do Poder Local e é, também muito urgente que o governo regional elabore um plano de ação para o investimento nas ilhas da Coesão, que incentive a realização de pequenas obras capazes de dinamizar a economia local”.“Nos dias de inauguração, o governo regional socialista é lesto a correr para a fotografia, mas no dia em que é preciso apagar as luzes e fechar a porta, o mesmo governo é o primeiro a aparecer e a dizer que não tem nada a ver com os problemas e que não passará mais cheques para pagar as dívidas que ajudou a gerar”, lamentou João Bruto da Costa. Para o parlamentar social-democrata açoriano há indícios de que estas ilhas poderão ter ainda mais problemas: “adivinha-se uma reforma do sector da Saúde que, ao que tudo indica pelos sinais que vão chegando, contribuirá para dificultar ainda mais o acesso dos cidadãos das ilhas mais pequenas a cuidados de Saúde”. João Bruto da Costa criticou ainda “o governo regional por permitir, e talvez incentivar, que fosse a própria administração da SATA a ter uma interpretação redutora e a violar os serviços mínimos durante as recentes greves, prejudicou deliberadamente os açorianos, em particular das ilhas mais pequenas. O governo agiu com intuitos pouco claros, eventualmente de ‘quanto pior melhor’, que só o futuro clarificará”.

Bloco de Esquerda defende

Regional

Criação de emprego deve ser prioridade O Bloco de Esquerda defendeu, em audiência com o presidente do Governo Regional, que os fundos do Quadro Comunitário de Apoio para o período 2014/2020 devem ser orientados essencialmente para o fomento do mercado interno e para investimentos que tenham em vista a criação de emprego. Para que isso aconteça é preciso que o Governo de Vasco Cordeiro tenha coragem para emendar as políticas erradas que tem seguido, defende a líder do partido, Zuraida Soares. Assim, o BE entregou a Vasco Cordeiro um documento que aponta o combate ao desemprego como a prioridade máxima, e que deve ser concretizado através da implementação de um plano de emergência de requalificação urbana, apoio ao sector dos transportes que permita a redução de tarifas e o fomento do mercado interno e externo, reforço do apoio à iniciativa privada na área do turismo, especialmente para as pequenas unidades de cariz familiar e de lazer, e ainda o desenvolvimento da agricultura, acompanhado de uma negociação que permita a implementação de uma quota de mercado de produtos açorianos nas grandes superfícies comerciais. Os responsáveis do Bloco de Esquerda apontaram ainda a defesa das atividades económicas tradicionais como uma prioridade, considerando importante estudar formas de proteger o valor do pescado em lota, assim como alcançar a diminuição do custo dos fatores de produção no sector da lavoura. A aposta na investigação, inovação e desenvolvimento, na qualificação dos açorianos, e no combate à pobreza e exclusão são outras das áreas que o Bloco de Esquerda considera importante ter em conta no próximo Quadro Comunitário de Apoio.


O BREVES - 10 de Maio de 2013 Segundo livro de Jorge “Cacete”

9 Cultural

“Navegando Interilhas” Jorge Manuel Freitas da Silveira, conhecido por Jorge Cacete, nasceu na vila das Velas a 1 de fevereiro, dia de diabretes, de 1950. Concluiu o Curso do Magistério Primário em 1969, no então Liceu Nacional da Horta. De verão saltita entre Terceira, Graciosa e São Jorge, passando os dias à borda de água e encontrando-se com amigos. Escreveu inúmeras letras e musicou danças de carnaval infantis, que levou à cena, e também com adultos para as Sanjoaninas, na Terceira, e Topo, na ilha de São Jorge. “A sucessão das histórias escorregam paulatinamente penetrando-nos como um narcótico. Relaxam-nos e coagem-nos a prosseguir à descoberta de antigas vivências, lugares e pessoas que apesar de humildes ajudaram a fazer a caraterização de um povo perdido no meio do Atlântico. Transcende a ilha, é a açorianidade de um arquipélago, a tradição oral que se perdeu, um registo, onde Jorge Silveira mostra a comunhão de um povo que com estoicismo desbravou a terra, sobreviveu a terramotos, arrostou tempestades, passou fome e exploração pelos senhores da terra. A sua fé inquebrável falou mais alto e desenhou este oásis impar que dá pelo nome de Açores…”

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O BREVES - 10 de Maio de 2013

10 Opinião

Por: Artur Lima

Deputado Regional CDS-PP

Chiça! O Governo Regional mandou publicar no Jornal Oficial da Região da passada sexta-feira, 3 de Maio, o Despacho n.º 820/2013, assinado pelos Senhores Vice-presidente e Secretário Regional da Educação e Cultura. Este procedimento legal determina a nomeação de uma comissão multidisciplinar, “composta por pessoas de reconhecido mérito” (faz questão de sublinhar o Governo), que têm por missão apreciar os pedidos de apoio para actividades culturais consideradas de relevante interesse para a Região, ao abrigo das leis em vigor. Ora, até aqui não existe nada de novo ou de extraordinário, apesar de algumas das nomeações agora feitas “cheirarem” a prémio de consolação pelo facto de não se terem realizado outras nomeações (que se perspectivaram) para outros cargos, há poucos meses atrás! Bom, mas voltando à Comissão de Apreciação dos pedidos de apoio para actividades culturais relevantes… de facto, importa existir uma comissão de avaliação para que os apoios a conceder aos nossos agentes culturais possam ser conferidos sem mácula ou suspeita. Mas quem avalia também não pode levantar qualquer suspeita. Quem constitui estas comissões deve ter o mínimo de conhecimento da realidade artística e cultural da Região e, acima de tudo, não pode existir qualquer promiscuidade, ou seja, quem compõe estas comissões não pode, nem deve fazer parte, seja a que título for, de qualquer organização artística ou cultural. Os apoios aos nossos agentes culturais são de elevada importância, mas entendo que mais do que dar dinheiro seria necessário possibilitar a quem dinamiza actividades artísticas e culturais na Região mais e melhor formação, por exemplo. Ora, dito isto, tenho agora que manifestar a minha mais profunda estupefacção pelo que vão ganhar, por dia, cada um dos elementos que compõem esta comissão de avaliação. Segundo o referido Despacho este grupo de sete pessoas “são remunerados por sessão diária no valor de € 100 (cem euros)”. As conclusões ficam para cada um. Acrescento apenas que sete vezes 100, ao fim do dia, representam 700 Euros… Chiça! Dava para criar, pelo menos, mais um posto de trabalho, por mês, se é que na Direcção Regional da Cultura não existem técnicos qualificados e capazes de procederem a tais avaliações???


O BREVES - 10 de Maio de 2013 Por: Paulo Teixeira

Políticos de um tempo novo Em 2001 defendia que os partidos políticos estavam esgotados e que grupos de cidadãos seriam cada vez mais presentes na nossa sociedade. Nessa altura não fui capaz de prever como a globalização do mundo e o controlo das massas através dos mass-média retiram capacidade de afirmação de pequenas organizações. Nesse mundo só os mais poderosos tem entrada livre pelas nossas portas dentro; é como se nos tirassem a liberdade de escolher para nos indicar quem escolher. Hoje quando ouço novos políticos, até responsáveis partidários de nível regional, dizer que depois de eleitos não se deve ligar para os partidos, soa muito como novos cristãos do tempo da inquisição. Mas afinal quem são os partidos se não quem os dirige? São estes novos políticos ou novos cristãos que falam, em tom demagógico e populista na necessidade de novas políticas, como quem oferece o milagre da salvação? São estes novos cristãos que se dizem e desdizem para agradar a gregos e troianos que querem trazer responsabilidade à gestão pública? São estes novos políticos que dizem o que necessário for para se verem eleitos, que querem credibilizar a política? São estes novos políticos que são dois em um: dirigentes partidários e oposicionistas/ oportunistas partidários para se colocarem nos lugares que aspiram, mas que disfarçam dizendo que é para defenderem os outros contra os partidos, quando são eles que fazem os partidos. Este caminho pouco difere daquele que seguiu Hitler na Alemanha e que culminou no nacionalismo de partido único. São os políticos das unanimidades e dos autoritarismos que vem deturpando o conceito de democracia. Diz se o que se quer ouvir; gasta-se o que não se tem desde que os fins sejam alcançados e a podridão da democracia alimentada. Hoje, acredito que a nossa democracia precisa dos partidos políticos ao serviço das pessoas e das suas terras. Estar ao serviço das pessoas é abrir os partidos à participação da sociedade livre. Precisa-se de gente responsável, com sentido de dever à causa pública. Estar à frente de instituições públicas é como um pai ou uma mãe numa casa de família; às vezes o melhor para os nossos filhos é dizer que não, mesmo sabendo que ficam aborrecidos e que nos corta o coração. É de gente capaz de dizer não, que precisamos à frente dos partidos e dos governos, sejam nacionais, regionais, autárquicos numa Câmara municipal ou numa junta de freguesia; gente capaz de resistir ao populismo e à ilusão do poder e governar para o bem comum. Entrar nas coisas por um partido político e logo de seguida virar as costas, denota o caráter do tipo de político que enseja alcançar qualquer coisa a qualquer custo. Os partidos funcionam com regras, direitos e deveres; quem aceita fazer parte de um partido já sabe que tem direitos e deveres. Não respeitar as regras é como cuspir no prato que se come. Atingimos uma fase da nossa democracia em que não se pode continuar a querer agradar a qualquer custo; não é possível dizer sempre que sim! Há que dizer sim e não com responsabilidade. Algumas décadas atrás, os jovens emancipavam-se depois de fazer a tropa ou quando casavam, já experimentados pelas dificuldades da vida e nessa altura os cargos públicos eram em geral desempenados por anciãos e raros jovens que se destacavam; hoje os jovens emancipam-se tarde e entram para os cargos mais responsáveis da vida pública, sem terem passado pela escola da vida enquanto raros são os anciãos que tem oportunidade de partilhar a sua biblioteca de saber experimentado. Enfim políticos de um tempo novo. O poder é temporário mas cria ilusões de eternidade capaz de destruir aqueles que um dia se sentiram os mais poderosos do seu tempo e no seu espaço. O poder real é a humildade que se coloca ao serviço das pessoas; o poder real é o que se recebe das pessoas.

11 Opinião

Por: Luís Paulo Alves Eurodeputado PS

Combate ao desemprego jovem Fui nomeado, pelo Parlamento Europeu, relator para o "combate ao desemprego jovem" no âmbito da Comissão de Desenvolvimento Regional, uma tarefa estimulante, dado tratar-se de um dos maiores flagelos do mundo atual e do nosso país em particular. Deixar os jovens no limbo é terrível para uma geração e dramático para uma sociedade. Aqueles que começam as suas carreiras no desemprego são mais propensos a ter salários mais baixos e mais períodos de desemprego mais tarde na vida, porque perdem a oportunidade de adquirirem competências e autoconfiança nos seus anos de formação. E se hoje se destrói ou adia a possibilidade dos jovens construírem um projeto de vida, também os Estados desperdiçam competências preciosas da geração mais qualificada de sempre. A Europa e sobretudo os países em maiores dificuldades nesta crise perdem know-how e ainda mais capacidade competitiva - de acordo com o Eurofund, em 2011, a perda económica resultante do afastamento dos jovens do mercado de trabalho ascendeu a 153 mil milhões de euros. Em janeiro de 2013, 23 % dos jovens ativos estavam desempregados, com taxas que variavam entre 15 % ou menos na Áustria, na Dinamarca, na Alemanha e nos Países Baixos, 40% em Portugal e mais de 55 % na Grécia e em Espanha. Estas assimetrias põem em risco o próprio projeto europeu, pois põem em causa a coesão e a viabilidade de uma Europa unida na qualidade de vida e nas condições de trabalho. Já em 2011, 14 milhões de jovens entre os 15 e os 29 anos não estavam a estudar, nem a trabalhar, nem a seguir uma formação (os chamados "NEETS"). E note-se que muitos dos jovens empregados têm apenas empregos informais e precários. A dimensão dramática do problema e as suas implicações presentes e futuras exigem um combate urgente. Sendo necessário reativar a dinâmica económica, como condição prévia para qualquer solução de criação de emprego sustentável e duradouro, temos contudo que realçar que as razões desta situação radicam em questões estruturais com origem em políticas educativas e de emprego que devem ser corrigidas, sendo necessário uma nova geração de estratégias pedagógicas mais apelativas, a implementação de estratégias de transição para a vida ativa mais eficientes (maior interligação entre o mundo da escola e o mundo do trabalho), e a elaboração de percursos profissionais mais seguros. Para tal, são essenciais políticas de qualificação que promovam, efetivamente, a adequação – inicial e permanente – das qualificações e das competências às necessidades das empresas e da economia. Prevê-se que todos os anos 15% dos empregos sejam destruídos e outros tantos criados. Sem uma visão global e antecipadora destas mutações qualquer política de emprego será ineficaz. A eficácia das políticas educativas e de emprego devem assentar, assim, em 3 pontos fundamentais: uma abordagem prospetiva, de modo a que melhor se antecipem as evoluções do mercado de trabalho e se conectem com a educação e a formação; uma maior implicação de todos os atores envolvidos; e uma abordagem Regional, onde os mecanismos de percepção dos problemas e os de decisão são mais eficientes, e as necessidades de qualificação mais percetíveis. Pensar global, agir local, onde a escala Regional permite gerir os problemas, as soluções, implicar os atores e monitorizar em permanência a evolução desta estratégia prospetiva. A formação interna das empresas deve aumentar como fator de resiliência dos postos de trabalho dos jovens. A resposta dos programas de Mobilidade na União, mais do que nunca, é necessária. A ação conjugada dos Fundos Europeus, nomeadamente o FSE e o FEDER deve prioritariamente responder a este flagelo.


O BREVES - 10 de Maio de 2013

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OLHO NÚ Por: Mark Marques

Apelo a todos os partidos políticos e organizações partidárias que não façam poluição !!! Estruturas abandonadas e degradadas dá uma má imagem para quem nos visita. O exemplo deve vir das entidades (leia-se partidos) públicas.

Livro selecionado como finalista

Cultural

“Power of the Spirit” O livro Power of the Spirit, recentemente editado pela Portuguese Heritage Publications of Califórnia, acaba de ser selecionado como finalista da XV edição dos prestigiados prémios da International Latino Book Awards, na categoria de Non-Fiction, Multi-Author. A escolha final do juri será anunciada em cerimónia a ter lugar no Instituto Cervantes, em Nova Iorque, no próximo dia 30 de Maio, sob o patrocínio da University of Arizona Press, Libros Publishing, Scholastic and Art Public Press. Para além de concorrer ao prémio, o livro Power of the Spirit, estará patente na exposição de livros da Book Expo América, o maior certame de editoras nos Estados Unidos, que terá lugar em Nova Iorque na última semana do corrente mês. Portuguese Heritage Publications, uma editora comunitária com finalidade educativa, gerida por voluntários, e tendo como missão a pesquisa e disseminação da história e experiência dos portugueses no Estado da Califórnia, sente-se extremamente orgulhosa pela consideração que Power of the Spirit mereceu do júri de tão respeitada instituição cultural. Power of the Sprit, uma edição de luxo, a cores, com capa rígida, narra nas suas 320 páginas a história de 40 comunidades de fé e igrejas, muitas delas edificadas pelos portugueses, como a Igreja da Imaculada Conceição em Hawkinsville, no extremo norte da Califórnia, Santa Isabel em Sacramento, St. Joseph em Oakland, Espírito Santo em Fremont, Cinco Chagas em San José, Nossa Senhora da Assunção dos Portugueses em Turlock, e Santa Inês em San Diego, entre outras. Para além destes templos frequentemente denominados por “igrejas portuguesas”, esta publicação inclui ainda a história de dezenas de igrejas em que, em determinados períodos, a forte presença demográfica, profunda religiosidade e a força de vontade dos portugueses, desempenharam um papel fundamental na construção, expansão, e vivência religiosa dessas diferentes comunidades. Por fim, esta atraente publicação inclui também uma secção com mais de uma centena de resenhas biográficas do clero português e luso-americano que acompanhou a vivência religiosa dos portugueses na Califórnia. Apoiados por dezenas de voluntários, Joe Machado, Ferreira Moreno e José do Couto Rodrigues dedicaram mais de dois anos à pesquisa cuidadosa deste importante aspeto da história da presença portuguesa na Califórnia. A existência de igrejas portuguesas espalhadas por todo o estado da Califórnia é um marco indelével da presença, do espírito de fé, abnegação, boa vontade e capacidade empreendedora da comunidade portuguesa na costa do Pacífico dos Estados Unidos. Por:Henrique Dinis


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