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OBreves

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Diretor: Carlos Pires - Ano 2 - Nº 24 - 08 de Julho de 2013 - Semanário - € 1,00

“Do pouco se fez muito”

Página 2

XXVI Semana Cultural das Velas supera expetativas

www.obreves.com “Com a Saúde não se brinca” Página 9

Expoente cultural nas Velas Página 3

facebook.com/jornal.obreves

CDS-PP propõe apoios Página 5

“Só eleições renovarão confiança” Página 2


O BREVES - 08 de Julho de 2013

2 SCV supera as expetativas

Festividades

“Do pouco se fez muito” Foi com esta frase que Carlos Silveira, presidente da Associação Cultural das Velas, fez um balanço da 26ª edição da Semana Cultural das Velas. Para o jorgense “esta festa já merecia um orçamento maior”. Realçou que “apesar dos muitos constrangimentos financeiros houve muita vontade de se elaborar um programa alargado, para todos os gostos e apostando em muito do bom que existe nos Açores, a nível cultural”. “Todas as bandas que atuaram excederam as nossas expetativas, empenharam-se bem, foram bem recebidos, aliás, como sempre e foram os cabeça de cartaz em cada dia que atuaram”, afirmou Carlos Silveira. “O Breves” apresentará, na próxima edição, uma reportagem alargada do evento que decorreu na Vila das Velas de 3 a 7 de julho.

Para uma estabilidade governativa

Política

Vasco Cordeiro pede eleições na Republica O presidente do Partido Socialista nos Açores, Vasco Cordeiro, pediu a realização de eleições como "única forma de se gerar, não só a possibilidade de uma nova solução de estabilidade governativa, mas, sobretudo, uma nova relação de confiança entre os portugueses e o seu Governo". Vasco Cordeiro, em declarações aos jornalistas, lamentou o "triste espetáculo de irresponsabilidade, de arrogância e de desprezo pelos portugueses por parte da coligação PSDCDS/PP e a incapacidade desses partidos de unirem o País à volta de um desígnio comum, como seria, por exemplo, a criação de emprego, juntou-se a incapacidade de manterem as aparências da sua união. Não nos iludamos. Não são as demissões dos Ministros das Finanças e dos Negócios Estrangeiros que são a causa da instabilidade. É fruto da maioria absoluta que as Açorianas e Açorianos confiaram ao Partido Socialista que não temos aqui nos Açores as mesmas guerras, as mesmas birras e o mesmo triste espetáculo que se vive no Continente entre o PSD e o CDS/PP ". Vasco Cordeiro conclui que "só dando a palavra ao Povo e trabalhando para construir uma solução, estável, credível e verdadeiramente motivada para construir um novo futuro para o nosso País".

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O BREVES - 08 de Julho de 2013 Conselho de Ilha recebe Secretário da Saúde

3 Política

“As nossas propostas farão parte do novo documento” Decorreu na noite de terça-feira, dia 2 de julho, uma sessão de esclarecimento do Secretário Regional da Saúde, Luís Cabral, ao Conselho de Ilha de São Jorge. "Foi um compromisso eleitoral do PS fazer um debate alargado sobre o nosso serviço regional de saúde e a sua reestruturação", afirmou Luís Cabral. “Recebemos um parecer da Assembleia Municipal das Velas, que vem enquadrado dentro daquilo que referi ser uma participação muito ativa por parte de vários órgãos municipais, no sentido de nos transmitir qual a sua ideia sobre o documento. Esse parecer foca alguns aspetos bastante positivos e tem um carater que é importante, não se limita a dizer que é contra, mas sim faz uma análise critica dos vários pontos do documento e indica porque está contra ou a favor. É um excelente parecer”, realçou o governante. Esta foi uma reunião alargada, tendo durado mais de quatro horas. Para Gil Ávila, Presidente do Conselho de Ilha, "esta reunião foi importante, onde este conselho colocou algumas questões que entende serem fundamentais para a ilha". “Há alguns assuntos que nós não concordamos, será elaborado um parecer com propostas, por parte do conselho de ilha, e será enviado à tutela. Tenho a esperança que tenham em conta as nossas ideias na elaboração do novo documento, porque se assim não for, esta reunião de nada servirá”, concluiu Gil Ávila.

“Aquém e Além de São Jorge: Memórias e Visão”

Cultural

Expoente cultural na Vila das Velas Decorreu, na Sala do Cabido da Misericórdia das Velas, um colóquio, organizado pelo CHAM, Centro de História de Além-Mar, intitulado “Aquém e Além de São Jorge: Memórias e Visão”. “Pretendeu-se viajar no tempo e no espaço, a partir da centralidade jorgense, em busca de memórias escritas e visuais, bem como de olhares sobre diversas geografias espaciais e temporais. Este colóquio propôs reunir um conjunto diversificado de depoimentos e reflexões sobre a realidade insular no contexto arquipelágico e mundial. O diálogo entre o que se viu e registou com o que se recorda, se perdeu ou se reconstrói, pode ser equacionado numa dimensão institucional, política, social, económica e cultural”, indicava o comunicado de apresentação do evento. Para a Professora Leonor Sampaio da Silva, da organização, “procurou-se criar painéis que sejam uniformes nas temáticas e nos assuntos que irão ser abordados. Uma das características das iniciativas que têm sido promovidas pelo CHAM é a abertura, de forma a conciliar várias formas de estudar a realidade que está em análise. Seria muito bom que a população aderisse de uma forma mais expressiva”. Não se podia falar de cultura em São Jorge sem se estudar Francisco Lacerda. Para o Doutor José Bettencourt da Câmara, Lacerda foi “o maior músico que os Açores conseguiram produzir até hoje, é um nome fundamental da história da música em Portugal, foi o primeiro grande maestro diretor de orquestra da história da música portuguesa, é o mais importante compositor impressionista português, foi um poeta razoável, com uma obra interessante que merece atenção e foi um dos pioneiros da investigação da música tradicional portuguesa. Por tudo isto é sem dúvida o mais importante agente cultural de São Jorge”. Para o anfitrião Frederico Maciel, Provedor da Santa Casa da Misericórdia das Velas, este colóquio veio enriquecer São Jorge. “Neste colóquio muito se falou de São Jorge. Muitos trabalhos de investigação foram apresentados por pessoas que não são da ilha. Nessa medida deve ser um orgulho para a ilha ter pessoas tão ilustres a falar sobre ela”. Para o provedor apenas ficou um lamento por não ter sido dada a merecida atenção ao evento por parte da organização da Semana Cultural das Velas. “É uma mais valia cultural que fala por si, estando ou não incluído em programas festivos”, referiu Frederico Maciel.

REPORTAGENS ALARGADAS EM WWW.OBREVES.COM


4 Segunda edição

O BREVES - 08 de Julho de 2013 Desporto

AtlânticFut Cup Está terminada mais uma edição da AtlânticFut Cup. Neste segundo ano, a competição manteve o mesmo alinhamento tendo contado com muita participação de público. Nos três dias em que decorreu o campeonato participaram oito equipas e todos os escalões da AtlânticFut - Escola de Futebol. O balanço é muito positivo, tendo evoluído nesta edição para uma prova mais completa. Apesar do enorme calor que se fez sentir durante os três dias, os jogos decorreram dentro da normalidade.


O BREVES - 08 de Julho de 2013

5 Regional

CDS-PP propõe

Programa Regional de apoios às Bandas Filarmónicas O Vice-presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP Açores, Luís Silveira, apresentou, esta sexta-feira, uma proposta que visa a criação de um Programa Regional de Apoio às Sociedades Recreativas e Filarmónicas da Região Autónoma dos Açores. Numa conferência de imprensa, na delegação da Assembleia Legislativa em Ponta Delgada, Luís Silveira realçou a “relevante importância social, cultural e recreativa” das Sociedades Recreativas e Filarmónicas na Região, considerando-as “fundamentais para a formação de muitos dos nossos jovens”.“As diversas atividades que estas desenvolvem, em particular na vertente musical, através das Bandas Filarmónicas, representam a cultura do Povo Açoriano e dão um enorme contributo para o enriquecimento sócio-afetivo dos jovens, formando-os artisticamente. Esta ocupação tem uma importante vertente de tempos livres que protege os jovens de maus hábitos e contribui para a aprendizagem dos valores da disciplina e rigor”, disse o Vice-presidente da bancada parlamentar popular para quem se justifica, dada a atual conjuntura económica e financeira, criar mecanismos de apoio a estas coletividades. Segundo explicou Luís Silveira, a iniciativa dos democratas-cristãos (“que resulta da auscultação que fizemos a várias instituições e da preocupação que várias direções de coletividades nos fizeram chegar”), visa apoiar: “os encargos com consumo de energia elétrica; as despesas mensais com os honorários devidos aos mestres das bandas; os encargos com o transporte terrestre de músicos para os ensaios; os encargos com aquisição de novas peças musicais; a conservação e manutenção dos instrumentos musicais”. A iniciativa, acrescentou, visa “apoiar a fundo perdido” as bandas filarmónicas, correspondendo este apoio “a 25% dos encargos, com um montante máximo de despesa de 10 mil euros”. Caso este regime de apoio seja aprovado pelo Parlamento, os populares realçam que “servirá as entidades que com sede na Região, não tenham dívidas à segurança social e ao fisco, registando um volume de faturação inferior a 25 mil euros no ano anterior à candidatura”. Os períodos de candidatura são definidos entre 1 e 30 de Abril de cada ano, sendo que a sua aprovação efetiva-se por despacho do membro do Governo Regional com competência em matéria de cultura. Este regime de apoio, a vigorar, será até ao final da atual Legislatura, podendo ser prolongado, entrando em vigor com o Orçamento da Região para o ano de 2014. O pagamento dos apoios é efetuado anualmente, estando também previsto um regime de restrições e punições em caso de infração. Por fim, “mas não menos importante, em nome da transparência e do rigor que se exige à gestão do dinheiro público”, fica o departamento do Governo Regional com competência em matéria de cultura obrigado de elaborar e remeter à Assembleia Legislativa da Região, anualmente, um relatório detalhado sobre os apoios concedidos, a sua execução e os seus destinatários, explicou ainda Luís Silveira.

Constrangimento nos Transportes Marítimos

Regional

"Antiguidade Grega" avaria no mar dos Açores O navio de transporte de passageiros e viaturas “Express Santorini” suspendeu hoje as ligações no Grupo Central dos Açores devido a uma avaria num dos motores, revelou fonte da empresa. Segundo a mesma fonte, o navio estava ao largo da ilha do Pico quando foi detetada uma avaria num dos motores de manobra, tendo a tripulação feito regressar a embarcação ao porto da Horta, com o auxílio do rebocador “Ilha de São Luís”. O navio “Express Santorini”, fretado pela empresa regional Atlânticoline ao armador grego Hellenic Seaways, foi construído em 1974 e tem capacidade para transportar 630 passageiros e 180 viaturas. A avaria, que está agora a ser avaliada pelos técnicos da empresa, poderá colocar em causa os horários e as ligações do transporte de passageiros e viaturas entre as ilhas do Grupo Central (Faial, Pico, São Jorge, Graciosa e Terceira). A Atlânticoline freta dois navios para o transporte de passageiros nos Açores nos meses de verão. O outro navio da operação da Atlânticoline é o “Hellenic Wind” que, tal como o “Express Santorini”, é alugado à Hellenic Seaways. A Atlânticoline faz transporte de passageiros e viaturas entre todas as ilhas dos Açores na primavera e no verão. Nos Açores existe outra empresa pública de transporte de passageiros, a Transmaçor, que opera durante todo o ano, mas apenas entre as chamadas ilhas do triângulo: Pico, Faial e S. Jorge.

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6 Luís Cabral salienta

O BREVES - 08 de Julho de 2013 Regional

"Continua a haver oportunidade de emprego para enfermeiros no SRS" O Secretário Regional da Saúde disse hoje, em Angra do Heroísmo, que se têm "conseguido oportunidades de emprego para enfermeiros” nos Açores, ao contrário do que acontece noutros pontos do país, frisando que “a profissão de enfermeiro é valorizada” na Região. Luís Cabral, que discursava na cerimónia de entrega de diplomas do 2.º Ciclo de Estudos Conducente ao Grau de Licenciado em Enfermagem, referiu que, entre 2006 e 2012, "o número de enfermeiros no Serviço Regional de Saúde aumentou cerca de 16 por cento”. O Secretário Regional salientou ainda que foram contratados 72 novos enfermeiros em 2010, abriram 65 vagas em 2011, entraram mais 107 enfermeiros no ano passado e, desde o início de 2013, já foram contratados 13 novos enfermeiros. Na sua intervenção, Luís Cabral afirmou ainda que “nesta reestruturação da saúde, há certamente serviços que necessitarão de novos profissionais de enfermagem”, de modo a cumprir os objetivos de uma atividade de proximidade que o documento que está em discussão pública preconiza. “Os enfermeiros nos Açores têm tido um papel destacado”, frisou Luís Cabral, apontando os casos do Enfermeiro de Família ou das equipas de Cuidados Integrados Domiciliários, em funcionamento na Unidade de Saúde da Terceira, que integram enfermeiros especialistas em Reabilitação. No Centro de Saúde de Ponta Delgada, em S. Miguel, também há um trabalho de cuidados domiciliários, já premiado a nível nacional, e no recente serviço de emergência médica pré-hospitalar os enfermeiros têm um papel fundamental, quer nas viaturas de Suporte Imediato de Vida, que no atendimento da linha 112. Para Luís Cabral, “estes exemplos devem constituir um incentivo para os que estão à frente das instituições, para aqueles que já fizeram o seu percurso e para aqueles que agora vão começar a sua vida profissional”.

Igreja de Santa Bárbara recebe Diretor Regional

Sociedade

Início da reparação para breve O Diretor Regional da Cultura, Nuno Lopes, reuniu com a Ouvidoria de São Jorge e com a Comissão Fabriqueira da Igreja de Santa Bárbara, nas Manadas, com o intuito de se dar início ao processo de recuperação do teto e cobertura deste imóvel de interesse público. “ A DRAC tinha o compromisso de realizar esta reunião para analisar o processo de recuperação do teto e cobertura do imóvel. Existia um estudo, já efetuado, para a reabilitação dos tetos e, também, um apoio disponibilizado. Permitiu perceber que as questões ultrapassam o restauro do teto e tem como base questões estruturais”, referiu o governante. “Voltamos cá, daqui a quinze dias, já com técnicos, para levantar parte da cobertura com a intenção de se avaliar os trabalhos a realizar”, concluiu. Para o Ouvidor da Ilha, Padre Manuel António Azevedo, há a necessidade urgente de intervencionar o teto da igreja. “Existe uma zona da cobertura que está muito má e que coloca em perigo a vida das pessoas”, referiu. “Sendo esta uma freguesia com cerca de 380 pessoas, não teríamos possibilidades financeiras de realizar esta obra. O executivo assume essa responsabilidade, o que é muito bom. Este é um monumento de interesse nacional, logo, o património aqui exposto justifica o investimento”, salienta o pároco jorgense.


O BREVES - 08 de Julho de 2013

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"Nova coleção Primavera Verão 2013" voltaram as promoções da semana ( Shipsterns Boardshort)58.71€ -30% agora 41.09€ FICHA TÉCNICA - Propriedade: Associação de Amigos para a Divulgação das Tradições da Ilha de São Jorge, NIPC: 509893678. NRT: 126151, Semanário, Sede: Largo Dr. João Pereira (Praça Velha) Apto10 9800-909 Velas. Contactos: Tel.295 412 113-Tlml.916 929 184,E-mail: jornalobreves@gmail.com. Diretor/Chefe de Redação: Carlos Pires, Fotografia: O Breves, Mark Marques, José Capelo. Edição: Redação. Administração: Valdemar Furtado, Car los Pires, Adriano Brasil. Tiragem: 500 exemplares. Assinatura anual: 50,00 €. TODAS AS CRÓNICAS E ARTIGOS DE OPINIÃO, PUBLICADOS NESTE JORNAL, SÃO DA INTEIRA RESPONSABILIDADE DOS SEUS AUTORES.


8 Luís Paulo Alves defende

O BREVES - 08 de Julho de 2013 Europa

O importante papel das cooperativas na crise O Eurodeputado Luís Paulo Alves defendeu esta semana, no hemiciclo do Parlamento Europeu em Estrasburgo, a expansão do modelo de gestão cooperativo durante o debate sobre "o contributo das cooperativas para ultrapassar a crise". Com um percurso profissional associado às cooperativas, o Eurodeputado açoriano salientou na sua intervenção "o modelo cooperativo adequa-se e demonstra um potencial para gerar respostas sustentáveis de proximidade, que muito precisamos, nos domínios económicos, sociais e ambientais, tão duramente atingidos. É por isso bastante oportuno colocar na agenda europeia a extraordinária capacidade de desempenho que o setor cooperativo em geral está a demonstrar, neste tempo de crise que atravessamos". Luís Paulo Alves entendeu por isso reforçar o elogio que o relatório produz sobre este setor, salientando, "é maior a resistência demonstrada pelas empresas cooperativas, inclusivamente pelas financeiras, resultante do seu modelo de empresas de pessoas, que colocam em primeiro lugar, os interesses de todos dos seus membros (otimizando os resultados para todos, sem procurar maximizar os benefícios só de alguns), fazendo da sua participação e da sua segurança a médio e longo prazo, princípios inalienáveis". Para o Eurodeputado, este é um "modelo claramente oposto aos que nos conduziram a esta crise, unicamente focados na busca de lucros elevados, de curto prazo, postos ao serviço de muito poucos. As cooperativas não se deslocalizam, servem as populações das suas regiões, e são uma ótima forma de constituição de empresas. No atual contexto recessivo, de desemprego, insolvências e falências, deve dar-se um impulso prático e ambicioso para que possam reforçar o seu papel como um bom instrumento para os que procuram emprego e constituir uma boa alternativa para os trabalhadores que tentam garantir a continuidade das suas empresas nos processos de encerramento. Devemos melhorar o seu contexto de atuação e divulgá-lo a nível europeu de uma forma ambiciosa para que todos possam encontrar nele uma valiosa forma de se organizarem e de financiarem a sua atividade".

Patrão Neves vota contra

Europa

Aumento da taxa de co2 nas tarifas aéreas

Decorreu na sessão plenária de Estrasburgo a votação do relatório "tempo de leilões de licenças de emissão de gases de efeito estufa", que prevê a criação da "terceira fase do mercado de emissões de CO2". Segundo a Eurodeputada Patrão Neves "o mercado de emissões de co2 passa agora por uma fase decisiva da sua implementação, decorrente do recente definhar deste mercado, com valores a chegarem aos 2€/ton de co2, o que é manifestamente baixo, quando era suposto rondarem os 25€/ton. Claro que há diversos fatores que explicam o decréscimo de utilização do co2 e, consequentemente, o decréscimo também do seu preço, como sejam a crise económica e uma maior sensibilidade ambiental. Mas a utilização de co2 deverá voltar a aumentar pelo que é importante manter a regulação deste mercado para o combate às alterações climáticas e proteção do ambiente. Eis por que a diminuição das autorizações de emissão de co2 é, em geral, bem-vinda. Tem, porém, de acautelar as devidas exceções à sua aplicação e, necessariamente, nas regiões ultraperiféricas, como os Açores". De facto, desde 2005 que o mercado de emissões de co2 tem sido regulado na Europa, primeiro numa fase experimental até 2008 e então com a sua institucionalização, tendo sido necessário algum ajustamento ao seu funcionamento devido à baixa procura que se tem verificado. No entanto, para Patrão Neves "o impacto das medidas tomadas pela união terá de ser avaliado ao nível de cada um dos Estados Membros, de cada uma das suas regiões, e não podemos, para benefício de alguns, prejudicar outros. Se é certo que duas das três principais atividades emissoras de co2 ficam salvaguardadas (indústria e elétrica), este documento é penalizador para o sector da aviação". A Eurodeputada referia-se às consequências para as regiões ultraperiféricas, como é o caso dos Açores, tendo prosseguido "Como sabem, a região situa-se no meio do oceano atlântico, em que a única forma de chegar e sair é por via aérea. Tais medidas irão fazer aumentar ainda mais os quase proibitivos preços das tarifas aéreas para os Açores, ao aumentarem os valores por tonelada de carbono, levando a fortes impactos ao nível da mobilidade europeia, numa região em que o turismo se reveste como uma das apostas para a sua sustentabilidade económica. Acresce ainda que o aumento dos preços irá levar a uma maior dificuldade para que a região consiga exportar os seus produtos frescos, como o pescado, os produtos hortofrutícolas, entre outros, a preços competitivos." A finalizar a sua intervenção, Patrão Neves afirmou que "tal como o fiz no passado, rejeitando esta medida, volto a fazê-lo agora. Não posso aceitar que a legislação europeia, seja de que âmbito for, acrescente ao isolamento geográfico, o dificultar de acessibilidades e a asfixia económica da minha região.


O BREVES - 08 de Julho de 2013 A Comissão Política Regional do PSD/Açores avisa

9 Regional

“Com a saúde dos açorianos não se brinca” A Comissão Política Regional do PSD/Açores saúda a decisão do governo regional de abandonar a sua proposta de cortes no Serviço Regional de Saúde e a sua substituição por uma nova proposta que acautela a manutenção de serviços nos Centros de Saúde regionais e de especialidades nos hospitais da Horta e de Angra do Heroísmo. Como o PSD/Açores tem referido, “com a saúde dos açorianos não se brinca” pelo que o anúncio do Secretário Regional da Saúde de que o governo decidiu alterar a sua proposta é uma boa notícia indicadora de que o governo regional ouviu os protestos generalizados dos açorianos. Como é do conhecimento público, o governo regional e o Partido Socialista queriam cortar serviços de Saúde. A determinação dos açorianos, em primeiro lugar, e a capacidade reivindicativa dos órgãos de poder local, assim como a união dos partidos da oposição, permitiu evitar o grande ataque que os socialistas estavam a preparar contra os serviços de Saúde. A CPR do PSD/Açores lamenta, igualmente, o sucedido nos últimos dias na República e apela a todas as forças políticas, em especial aquelas que subscreveram o memorando da troika, para que façam um esforço visível e concreto de entendimento. O que aconteceu nestes últimos dias nos mercados internacionais demonstra à evidência que Portugal não pode viver em sobressalto permanente. O esforço muito significativo e o sofrimento que afeta milhares de portugueses merecem outro respeito, quer da parte dos partidos da coligação, quer também dos partidos da oposição. Por fim, a CPR do PSD/ Açores manifesta total apoio ao empenho de centenas e centenas de simpatizantes e militantes do PSD/Açores que, nos 19 concelhos e nas 156 freguesias da nossa Região, se encontram a formar equipas, com pessoas e projetos credíveis, para se apresentarem aos seus concidadãos nas eleições autárquicas. O PSD/Açores está consciente da importância que estas eleições autárquicas têm, numa altura em que muitos açorianos passam por enormes dificuldades, com famílias inteiras no desemprego. Para o PSD/Açores é fundamental que as candidaturas autárquicas se proponham a desenvolver politicas sociais que respondam às graves necessidades das populações mais frágeis – idosos e crianças – e dos açorianos que sofrem com o desemprego registado na nossa Região. O PSD/Açores condena, por isso, a atitude de alguns candidatos que no passado recente cometerem erros na gestão dos dinheiros públicos, enquanto governantes, e que teimam em querer agora estar para além e acima da Lei.

PSD/Açores defende

Regional

Nova organização dos transportes marítimos para Flores e Corvo O PSD/Açores defendeu hoje “uma nova organização para os transportes marítimos na Região”, nomeadamente no que diz respeito “às ilhas mais pequenas, e às ditas ilhas da coesão, sendo que as do Grupo Ocidental – Flores e Corvo – necessitam quase de uma outra coesão dentro do mesmo princípio. Sentimos uma grande necessidade de ver alterado o atual sistema”, disse o deputado Bruno Belo. O socialdemocrata falava no encerramento das jornadas parlamentares que o PSD/Açores realizou nas Flores e no Corvo, onde frisou que “estas ilhas enfrentam grandes dificuldades com o que está atualmente delineado em termos de transportes marítimos. É urgente essa reorganização, de modo a que a nossa economia possa seguir um caminho positivo, com certeza nas opções que se fazem”, explicou. “Também ao nível das ligações aéreas há carências graves nas Flores e no Corvo, não se compreendendo que o Governo Regional dos Açores cumpra escrupulosamente as regras do serviço público de transporte aéreo na Madeira – através dos serviços da empresa pública SATA – e que, há vários dias, a ilha do Corvo esteja sem ligações. É uma situação inconcebível”, avançou Bruno Belo. As jornadas parlamentares do PSD/Açores visaram o contributo do Setor Primário para o desenvolvimento das ilhas da coesão, com o final dos trabalhos a reforçar “a importância da fileira da carne, que é a atividade com maior significado para a economia deste grupo do arquipélago”, frisou o deputado. Bruno Belo reforçou que “o Corvo e as Flores necessitam de uma atenção especial, dadas as suas características e carências únicas, não sendo demais reivindicar que sem bons transportes, sem transportes eficazes, sem ligações garantidas, o tecido económico destas duas ilhas não vai conseguir reerguer-se de uma realidade que é preocupante, e sobre a qual há muito trabalho a fazer”, concluiu.

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O BREVES - 08 de Julho de 2013

10 Por: Fernando Mesquita

Opinião

Por: Artur Lima

Deputado Regional CDS-PP

Memórias de Memória Há tempos li uma entrevista que o Diário Insular fez ao “ Jovem historiador Francisco Miguel Nogueira “ que dizia: “ Sempre gostei de estudar o passado. Foi algo incutido pelo meu avô que se interessava por tudo o que dizia respeito à II Guerra Mundial. Ele viveu aquele tempo, assistiu à chegada dos ingleses, em 1943 “, mas não lhe disse o que passo a contar. Algum tempo antes de 8 Outubro daquele ano foi nomeado Comandante Militar da Terceira um oficial de grande prestígio – o general Tamagnini Barbosa – que embora não fosse, como se dizia naquele tempo, muito da “ situação” era das poucas pessoas que estavam no segredo do que ia acontecer, certamente até, por ser muito considerado na Inglaterra por lá ter estado, creio que, como Adido Militar. Dois ou três dias antes, toda a guarnição militar da Terceira entrou de prevenção para “ proteger um desembarque amigo “ o que deu lugar a variados boatos porque o segredo foi até à última hora. Na altura eu estava mobilizado e colocado no Depósito do Batalhão Independente de Infantaria 17, aquartelado no castelo de S. João Baptista; competia a esta Unidade a instrução de soldados recrutas que depois eram destinados aos 3 batalhões independentes do 17, distribuídos na Ilha; embora tendo um efectivo reduzido, também tivemos a nossa missão. Na manhã do dia 8, depois da chegada dos ingleses, a prevenção foi suspensa e todos os oficiais do meu batalhão foram para casa para tomar banho, mudar de roupa e dormir um pouco mas, feliz ou infelizmente, tive de continuar no quartel porque estava na escala para “ oficial de dia “. Por volta das 11 horas recebi um telefonema do Senhor Comandante Militar que me deu a seguinte ordem : “ o sr. alferes manda içar, imediatamente, a nossa bandeira e diz ao seu Comandante que, até ordem em contrário, a bandeira passa a ser içada todos os dias, porque os ingleses começaram a descarregar material no Castelinho, tendo lá içado uma e eu quero a nossa num lugar mais alto !”. Não sei quanto tempo isso durou porque, em fins de Novembro, fui desmobilizado. E, já agora, aproveito para contar outra atitude deste brioso militar que demonstra bem a sua fibra. Quando estava no cais de Angra para ir a bordo do navio chefe, disse aos oficiais que estavam com ele : “ Quando voltar não se admirem se vier com mais “ estrelas “ porque hei-de ter, pelo menos tantas como o comandante inglês !”. Atitudes como estas fazem hoje muita falta.... Mudando de assunto quero agora referir-me aos artigos de duas Senhoras que muito apreciei! Um intitulava-se Ai “Jasus” que nos querem tirar a universidade assinado por Fernanda Ávila e outro, Será necessário “ muito pulso”... da autoria de Regina Cunha, pessoa que conheci ainda muito nova e que, como eu, também se fixou em S. Jorge, embora por motivos diferentes dos meus – por questões de coração....Estas Senhoras parecem duas “ Padeiras de Aljubarrota “ usando a esferográfica em lugar da pá !. A leitura daqueles artigos ( não sei porquê ) fez-me lembrar uma história que sempre ouvi desde criança : um certo sujeito com sotaque característico passando na rua da Guarita e vendo a cadeia que lá existiu durante muitos anos disse que, na terra dele, havia uma muito maior e que estava sempre cheia !

Foi para o lixo O PS apresentou aos Açorianos, nas Eleições Regionais, um programa eleitoral com 15 páginas de medidas para a saúde, que foram convertidas no Programa do novo Governo. A 11 de Fevereiro de 2013, o Governo convidou os partidos e os parceiros sociais a darem contributos para a sustentabilidade do Serviço Regional de Saúde (SRS). Todos disseram presente e todos apresentaram contributos! A 10 de Maio, o Governo Regional apresentou a sua proposta de reestruturação SRS – digo sua, porque com o desenrolar dos acontecimentos já todos percebemos que o Governo está isolado. Este documento de reestruturação do SRS, proposto pelo Secretário da Saúde, é um retrocesso nos cuidados de saúde nos Açores. Perigosamente, o Secretário Regional usa e abusa de rácios e padrões internacionais para justificar as suas opções, desprezando a nossa realidade arquipelágica. O Secretário propõe desmantelar a rede de cuidados primários de saúde; substituir os Centros de Saúde da atual rede de emergência pré-hospitalar por carros; desmantelar o Centro de Oncologia dos Açores; criar o Centro Hospitalar dos Açores sem apresentar uma única solução para a SAUDAÇOR; o Secretário prepara-se para transformar os hospitais da Terceira e do Faial em extensões de saúde do Hospital de Ponta Delgada; quer acabar com a deslocação de especialistas às ilhas sem hospital trocando-as por consultas que não existem e nunca funcionaram: a Telemedicina; o Secretário Regional propõe fazer uma ingerência nas decisões clínicas ao impor uma redução na requisição de meios de diagnóstico e terapêutica, aconselhar a diminuição da taxa de reinternamento e a redução de partos por cesariana… Esta é a maior afronta à inteligência dos eleitores: prometeu-se uma maternidade para ganhar votos; prometeu-se abrir novas valências nos hospitais, mas acabam-se com as existentes; prometeram-se Câmaras Hiperbáricas que não se utilizam; comprometeu-se a intensificar a deslocação de especialistas às ilhas sem hospital, mas a primeira coisa que fez foi reduzi-las drasticamente… Este é um Governo que ao fim de 6 meses, relativamente à saúde, atirou o seu Programa para o lixo!


O BREVES - 08 de Julho de 2013 Por: Mark Marques

O Verão chegou e a ilha mexe O verão chegou, no calendário e no clima. Como diz o nosso povo “com o bom tempo a vida é outra coisa”. Com um inverno rigoroso e muito prolongado, vem agora o verão, que pelo menos nos ajudará a aliviar o stress e estado depressivo em que nos encontramos, referindo-me como é óbvio à situação económica do país. Todos nós Jorgenses sabemos que o principal pilar que sustenta a economia da nossa ilha é a agricultura (agropecuária). É do leite produzido e transformado no nosso maravilhoso QUEIJO SÃO JORGE, que a nossa economia vai vivendo, ou sobrevivendo, sem descurar a produção de carne, embora com menos peso. Mas temos outro setor que ainda tem muito potencial. Refiro-me ao setor do Turismo. Como chegou o verão, e a chamada época estival, é com agrado que vejo turistas a circular pela nossa ilha. Temos muitas e boas instalações hoteleiras de variada tipologia, desde um bom hotel, várias boas residenciais e turismo de habitação com qualidade e bom serviço. Temos cafés e restaurantes com ótimos pratos e excelente serviço. Temos as nossas fajãs que mais nenhuma outra ilha tem. Temos gente simpática e acolhedora. É nesta época do verão que os nossos empresários “tentam salvar” o ano económico, porque são nestes 3 ou 4 meses que tem clientes. Uma palavra de apreço a todos quantos tem investido na área do turismo, e que hoje passam por algumas dificuldades, e é aqui que se impõe os tão falados e propalados “fundos de coesão”. Temos que tratar diferente o que é diferente. Manter uma empresa no setor turístico numa Ilha como São Jorge, é muito diferente do que na Ilha de São Miguel por exemplo. Os transportes embora regulares, continuam a ser caros, muitos a preços proibitivos, sobretudo para aqueles que vem do exterior e usam o avião. Faço votos que este calor do verão dê também “um calor” na nossa economia local. Um bom verão para todos.

11 Opinião

Por: Maria Céu Patrão Neves Eurodeputada PSD

Políticas europeias “in fieri” Estas últimas semanas terão sido certamente das mais intensas nas instituições europeias, com reuniões sobrepostas ao longo dos dias, algumas delas terminando pela madrugada adentro. A razão prende-se com uma confluência de elementos importantes: a fase final de negociação de várias políticas comunitárias, como a Política Agrícola Comum, a mais emblemática da Europa; a tentativa de resolução do impasse sobre o Quadro Financeiro Plurianual (2014-2020), aprovado pelo Conselho em Fevereiro mas rejeitado pelo Parlamento Europeu; o fim da Presidência Irlandesa da União Europeia, que pretende fechar o maior número de dossiers possível, especialmente os mais importantes como os referidos; a proximidade das férias de Verão e a iminência do atraso de todas estas políticas para Outubro ou Novembro, dado então o reinício das negociações com a futura Presidência Lituana, com graves problemas orçamentais e económicos. O frenesim negocial que dura até ao fim da semana, teve o seu início há cerca de dois anos, quando a Comissão Europeia apresentou as suas propostas legislativas para políticas comunitárias. O Conselho e o Parlamento, co-legisladores, fizeram a sua respectiva apreciação destas propostas, após o que importa tentar conciliá-las. Têm assim lugar os trílogos, reuniões entre o Parlamento e o Conselho, com a presença da Comissão, com o objectivo de obter uma única posição. Eis o que, por exemplo, se alcançou na passada quarta-feira na Política Agricola Comum, na sequência de 42 trílogos. Com este longo, complexo e francamente difícil processo negocial que, pela primeira vez na história da Europa, envolve 27 Estados-membros e exige a conciliação entre dois co-legisladores, o documento final acordado não pode satisfazer ninguém plenamente tal como não pode desagradar absolutamente. Trata-se de um documento equilibrado que limou os excessos da proposta da Comissão em termos de reforço de medidas ambientais e de supressão de medidas de mercado numa orientação liberal. Há também uma timidamente favorável redistribuição das ajudas directas e um claro e assumido reforço do poder das Organizações dos Produtores. Após uma apreciação genérica favorável, a crítica segue-se inevitável quando nos centramos no Estado-membro, na Região, e em alguns sectores. Queríamos então necessariamente mais em termos de orçamento para Portugal, queríamos medidas específicas para as RUPs e assim para os Açores, queríamos um acréscimo de regulação para alguns sectores, nomeadamente para o do leite. Mas não é fácil fazer valer as nossas pretensões quando somos pequenos e estamos divididos. Mas então porque é que não nos tornámos maiores, unindo -nos? Porque é que os dois anos de negociações da PAC decorreram sem que, uma única vez, tivesse havido uma reunião entre o Governo Regional e os eurodeputados para identificar e priorizar objectivos e articular estratégias…? Porquê? A longa duração e multiplicidade de protagonistas na complexidade dos processos europeus, isto é, o palco democrático em que a União Europeia se fundamenta e estrutura, constituem afinal também uma oportunidade excelente de intervenção de todos nós no condicionamento e modulação das políticas europeias.


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O BREVES - 08 de Julho de 2013

OLHO NÚ Por: Mark Marques

O centro da freguesia dos Rosais "apetrechada" com vários edifícios a destacar; Igreja, Sede da Filarmónica, Centro do Emigrante, Coreto, tem infelizmente um "ELEFANTE BRANCO". Deram-lhe o nome de EDIFÍCIO SOL, mas ao que parece está difícil de "ver a luz do dia". Agora com eleições autárquicas " à porta", pode ser que alguém assuma e construa o que falta....... Veremos.

Breves xs 08 07  

Jornal O Breves - Edição 24

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