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RIO VERDE

CULTURA

Produtor, professor e idealizador George de Rezende Iplinsky recebe título de cidadão rioverdense

FÁBIO TRANCOLIN

O senhor George de Rezende Iplinsky receberá, em data a ser agendada, o título de cidadão rioverdense, outorgado através do projeto de Lei nº 91/2010, proposto pelo vereador James Gonçalves de Oliveira. Em maio de 2010 foi-lhe concedido, em sessão solene da Assembleia Legislativa, a Medalha do Mérito Legislativo, “Pedro Ludovico Teixeira” a maior honraria de Goiás pelos relevantes serviços prestados ao estado. Oriundo da região de Araxá e Sacramento, em Minas Gerais, concluiu seus estudos em São Paulo, na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCC), graduando-se em geografia e especializando-se em geomorfologia. Foi aluno durante três anos do Professor Doutor Aziz Nacib Ab'saber, considerado referência mundial em geomorfologia e em assunto relacionados ao meio ambiente e impactos ambientais. Durante 32 anos o Professor George exerceu o magistério em Cantanduva – São Paulo, onde casou-se com a professora Neusa Marisa Bellintani. O casal tem quatro filhos Fábio, Humberto, Gustavo e Cássio, que lhes deram onze netos. O Senhor George adquiriu sua fazenda, que denominou Alvorada, em Rio Verde há 40 anos, em 1971, sendo um dos primeiros paulistas a chegar à região. Muitos não davam crédito ao potencial das terras do cerrado, sendo ele um dos pioneiros do desenvolvimento da região entre Rio Verde e Montividiu. Tanto acreditou no futuro promissor do local que instalou, em 1987, a primeira agroindústria canavieira do município. Juntamente com seus filhos, fundou a Destilaria Catanduva Ltda. DECAL. Destinada à produção de aguardente, que

era comercializada a granel, principalmente para o norte e o nordeste do Brasil. Posteriormente, criando a indústria de Bebidas Morro Velho, produzia a famosa Caninha Feiticeira, comercializada também em Goiás. Outros produtos, como a caipirinha, a Cachaça Samba Brasil e a Cachaça Export, marcas estas registradas também no Mercado Comum Europeu, levaram o nome de Rio Verde para todo o Brasil e para muitos outros países da Europa e da América. Com o declínio do consumo da aguardente no Brasil e antevendo o futuro promissor dos combustíveis renováveis e não poluentes, a família Iplinsky mudou o nome da indústria para Usina Rio Verde Ltda., em homenagem à cidade que tão bem os acolheu, ampliou suas instalações, tendo atualmente cerca de 600 funcionários e hoje produzindo somente etanol. A usina Rio Verde sempre teve especial atenção à defesa do meio ambiente e à preservação da fauna e da flora, mantendo projetos de preservação e recuperação em todas as suas áreas de cultivo. Seus trabalhos são norteados pelo principio de que para uma produção corretamente sustentável são necessários investimentos nas áreas industrial, agrícola, ambiental e social buscando a otimização dos potenciais e o equilíbrio lógico e racional das atividades. Em parceria com a Prefeitura Municipal, a usina implantou o projeto SEMEAR, que estabelece a produção e plantio de 30.000 mudas de espécies nativas do cerrado. “Sou feliz e abençoado por Deus, em primeiro lugar por minha maravilhosa família, mas também feliz pelo amor à terra, a educação e por tudo que procuro fazer pelo desenvolvimento desta cidade que agora me aceita como filho”. Diz senhor Iplinsky.

George de Rezende Iplinsky e sua Esposa D. Neusa Iplinsky

02 DE ABRIL DE 2011

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02 DE ABRIL DE 2011 Pontifícia Universidade Católica de Campinas ( , “Pedro Ludovico Teixeira” relevantes serviços prestados ao estado. Oriu...

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