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ANO XXIII - Nº 705 - TERÇA-FEIRA - 22/04/2014 - OESTE DA BAHIA - BRASIL - DISTRIBUIÇÃO

100% DIRECIONADA - EXEMPLAR AVULSO 2 REAIS

ONDE O OESTE DA BAHIA É NOTÍCIAS

SISTEMA INTEGRADO DE INFORMAÇÃO FUNDADO EM 24 DE JULHO DE 1991

impresso

VEJA MAIS NESTA EDIÇÃO: Coluna Conversa com a Presidenta (2); A internet em Barreiras e região não funciona. Artigo de Itapuan Cunha (2); VI Feira da Agricultura Familiar e I Piscishow em São Desidério prometem fomentar o desenvolvimento regional (3); “Como cidadã brasileira, tenho a obrigação de fazer o meu dever de casa que é exercer esse pedaço da cidadania” (6); Dó Miguel: "Saio de Salvador encantado com a unidade das oposições na Bahia e com a liderança de ACM Neto. (7).

Foi como Dé Santana, coordenador geral da VI Feira da Agricultura Familiar, em entrevista ao Novoeste, definiu a importância da realização do evento para a troca de experiências, tanto para o aumento da produção como na organização e capacitação técnica dos trabalhadores rurais, inclusive para a exposição e propagação dos produtos agrícolas da região. O sindicalista destacou ainda para esta edição, a ampliação das parcerias e algumas novidades, entre elas o novo local, no Coliseu da Paz e em conjunto com a PISCISHOW, feira de tecnologia para pesca e aquicultura. A Feira, que ao longo de seus anos, se tornou o maior evento regional de agricultura familiar da região oeste da Bahia, acontecerá nos dias 24, 25 e 26 de abril. VALE A PENA CONFERIR A ENTREVISTA ...Páginas 5 e 6 Dé Santana Coordenador geral da VI Feira da Agricultura Familiar/São Desidério

Foto Arquivo Pessoal

“O importante da Feira é mostrarmos o potencial das mãos daqueles que alimentam a nação num só espaço e com um só objetivo”


02 l Ano XXIII - nº 705 - 22/04/2014 - Oeste da Bahia - Brasil COLUNA SEMANAL DA PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF

Secretaria de Imprensa da Presidência da República

CONVERSA COM A PRESIDENTA

Indústria naval volta a ser um orgulho para o Brasil Na última semana, estive em Ipojuca, Pernambuco, onde visitei um grande estaleiro, que não existia há dez anos, e que, agora, produz navios gigantescos e plataformas para a produção de petróleo. Com emoção e orgulho, pude comprovar mais uma vez a capacidade do Brasil de construir estaleiros, produzir navios, produzir plataformas e ter uma indústria naval forte e competitiva, que gera empregos e garante renda a milhares de trabalhadores e suas famílias aqui no Brasil. O que eu vi de mais emocionante foi homens e mulheres que, antes, trabalhavam precariamente como cortadores de cana, subempregados da periferia de Recife, empregadas domésticas sem direitos trabalhistas e que, hoje, vivem uma situação muito diferente, melhor capacitados e remunerados, com todos os seus direitos protegidos. Ganham seu sustento nos estaleiros do Nordeste, uma região onde muitos julgavam ser impossível levar a industrialização. Os derrotistas que pensavam assim cometeram um grande equívoco, pois, hoje, o estaleiro está lá e a produção de navios se desenvolve a todo vapor. Naquele dia em que visitei o estaleiro, entregamos um navio, o “Dragão do Mar”, e batizamos outro, o “Henrique Dias”. Esta é uma comprovação cabal de que o Brasil, hoje, tem uma indústria naval forte, pujante, que emprega quase 80 mil trabalhadores espalhados pelos estaleiros do Nordeste, do Sudeste e do Sul. E estimamos que, em 2017, serão cerca de 100 mil empregos diretos na indústria naval. Sabem quantos trabalhadores tinha a indústria naval antes de 2003? Pouco mais de sete mil, dez vezes menos do que ago-

ra. Nossa indústria naval estava desaparecendo. Os poucos estaleiros que restavam faziam apenas pequenos consertos em plataformas e navios. De lá para cá, a situação mudou. E a mudança teve muito a ver com uma decisão política. Quando assumiu a presidência da República, Lula fez uma escolha que mudou a história. Decidiu que o que pudesse ser produzido no Brasil, deveria ser produzido no Brasil. Como consequência, a Petrobras, a maior empresa brasileira e também a maior investidora, passou a priorizar o produto nacional, a fazer encomendas de navios e plataformas em estaleiros nacionais, criar empregos aqui e não lá fora. Graças à política de compras da Petrobras, iniciada no governo Lula e fortalecida no meu governo, renasceu uma indústria naval dinâmica e competitiva. Resolvemos fazer isso por acreditar na capacidade do trabalhador brasileiro e dos empresários brasileiros. Com isso, o Brasil, além da riqueza do petróleo, passou a ter uma indústria naval poderosa. Nos últimos dez anos, dez estaleiros entraram em operação no Brasil. O setor naval renasceu no Rio de Janeiro, em Niterói, em Angra dos Reis; no extremo sul do Rio Grande do Sul foram erguidos grandes estaleiros onde só existiam areia e pobreza; o progresso social e empresarial da indústria naval no Nordeste é inquestionável em Ipojuca. Em 2013, nossa indústria naval entregou um volume recorde de navios e plataformas de petróleo. Foram sete plataformas de produção, dois navios petroleiros de grande porte, 21 navios de apoio marítimo, dez rebocadores portuários e 44 barcaças de trans-

porte. E, em 2014, estão em construção ou já foram contratadas para construção no Brasil 18 plataformas, 28 sondas de perfuração, 43 navios-tanque para óleo, gás e refinados. Tudo isso se deve às encomendas da Petrobras. Com a previsão de exploração do petróleo do pré-sal, as perspectivas são ainda melhores. Muitas empresas estrangeiras estão se instalando no país para produzir aqui as peças e os equipamentos necessários para essa exploração. Isso porque vão ser necessários 88 navios, 198 barcos de apoio e 28 sondas de perfuração até 2020. Só de plataformas, serão necessárias 31, sem contar as 12 que serão usadas para explorar apenas o Campo de Libra. São números fantásticos, grandiosos. E com isso o Brasil também vai avançar em tecnologia e inovação na indústria de petróleo e gás. Com os investimentos em pesquisa e desenvolvimento que as petroleiras são obrigadas a fazer aqui no país para poder explorar o nosso petróleo, vamos incorporar mais conhecimento, mais know-how à nossa produção de bens e equipamentos, o que será muito importante para superarmos os desafios da exploração do pré-sal. A indústria naval tem uma imensa capacidade de gerar riquezas. Com o esforço de nossos trabalhadores, a iniciativa de nossos empresários e o apoio de todos aqueles que acreditam no Brasil, conseguimos reconstruir a indústria naval brasileira e vamos transformá-la em uma das maiores do planeta.

PAUTA LIVRE

A internet em Barreiras e região não funciona Um dos grandes problemas que afligem nossa população, não só de Barreiras, como de resto todas as cidades do oeste baiano, é o péssimo serviço de acesso a Internet, através da Velox, Tim, Claro e Vivo. Como nossa cidade ainda não dispõe do PROCOM, o que de certa forma é uma ferida grave, pois nosso cidadão, principalmente o mais pobre, torna-se vítima fácil do perverso regime econômico, que sem regras determinadas e fiscalização constante, sempre procura tirar vantagens pecuniárias e, ainda, como nenhum advogado aceita patrocinar causas que envolvam as empresas de telefonia e de serviços de Internet, presume-se que assim continuaremos. E nós não temos a quem reclamar e somos forçados a suportar no dia a dia a irresponsabilidade dos que fornecem tal serviço, que cobram caro e não satisfazem as necessidades dos seus usuários. Como as ofertas do setor são várias, não vale a desculpa da lei da oferta e da procura, pois a necessidade dos usuários é inferior a oferta das operadoras. Parece até que as operadoras são protegidas pela Anatel, também recebedora das reclamações dos lesados e que não toma uma atitude que ponha um fim à incompetência dos que se valem da sua proteção para continuar lesando as expectativas dos seus milhares de usuários. A lerdeza dos serviços que contratamos para ter acesso a Internet é, pois, uma situação que gera não só aborrecimentos e frustações, mas também prejuízos advindos dessa situação de descalabro gerado pelas diversas operadores que atuam no setor. Apesar das constantes reclamações que ouvimos, aqui e alhures, em Barreiras não se tem notícia de uma atitude concreta para que haja uma solução para o problema, a não ser veladas e esparsas indignações, que esbarram quase sempre no espaço. Urge, pois, que a sociedade civil organizada formalize um protesto conjunto para que melhoremos a situação, isto através das entidades de classe, como OAB, CDL, Prefeitura, Câmara de Vereadores, Promotoria Pública, Sindicatos e o povo em geral, pois se assim não agirmos vamos continuar amargando um péssimo serviço de acesso a Internet, que nos causam seguidos prejuízos financeiros, além dos aborrecimentos. Vamos à luta, pois, cobrando a eficiência que nos garantem a preços até exorbitantes, sem a contrapartida prometida. É o mínimo que podemos almejar, neste país onde as regras na maioria das vezes não são respeitadas e que tudo, ao Por Itapuan Cunha final, invariavelmente se Analista Político transforma em pizza. Fotos Balcão de Imagens/Novoeste impresso

Uma impressão da EDITORA OESTE S/C LTDA www.novoeste.com jornal@novoeste.com

EDITOR: Tenório de Sousa REDAÇÃO: Ana Cedro DIAGRAMAÇÃO: Rodrigo Santos LOG. DE CIRCULAÇÃO: Omar Everton IMPRESSÃO: Irmaos Ribeiro - 3614-1201 ADMINISTRAÇÃO/REDAÇÃO: R. Pres. Vargas, 354-Centro - CEP 47 800-010 Barreiras-BA - (77) 3611-2258

As matérias e artigos assinados não expressam a opinião da linha editorial do Novoeste Impresso. Textos, fotos e ilustrações publicadas são direitos reservados da Editora Oeste.


Ano XXIII - nº 705 - 22/04/2014 - Oeste da Bahia - Brasil

AGRICULTURA FAMILIAR/REGIÃO OESTE

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Por Ana Cedro

Bega, além de representantes do INCRA, EBDA, ADAB, dirigentes sindicais, vereadores e secretários de governo. Para o secretário de Agricultura do município, José Marques o evento será um divisor de águas no tocante a agricultura familiar. “Este sem dúvida é um evento de grande importância. Para se ter ideia, cerca de 70% daquilo que chega a nossa mesa é oriundo da agricultura familiar, por isso é imprescindível buscarmos formas para fomentar esse setor, e nada melhor do que fortalecermos as parcerias como esta entre a prefeitura através das suas secretarias e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais”, frisou Marques. Segundo o prefeito Demir Barbosa “São Desidério é conhecido Brasil a fora por sua pujança agrícola. Mesmo assim não podemos deixar de dar importância ao agricultor familiar, pois é ele que abastece as nossas mesas, por isso a sua importância. Com certeza através dessa parceria com o Sindicato dos Trabalhadores teremos condições de fomentar ainda mais a agricultura familiar”, disse Demir acrescentando que “a feira será de grande valia para que os nossos produtores sejam capacitados e mantidos no campo produzindo, desenvolvendo economicamente e abastecendo a nossa região”.

O objetivo do evento, segundo a comissão organizadora será a consolidação e o fortalecimento da agricultura familiar para o desenvolvimento da região.

Já Dé Santana, coordenador da feira e dirigente da FETRAF na região, afirmou que ao longo dos anos a Feira se tornou o maior evento da agricultura familiar do Território da Bacia do Rio Grande, e que a tendência é expandir ainda mais. “A Feira da Agricultura Familiar reúne milhares de pessoas, advindas de diversos municípios, tanto que se tornou o maior evento da agricultura familiar no Território

Foto Internet

A Prefeitura Municipal de São Desidério em parceria com a Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Estado da Bahia (FETRAF-BA), a Cooperativa Mista dos Agricultores Familiares (COOMAF), o Comitê Territorial da Bacia do Rio Grande e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Desidério realizará entre os dias 24 e 26 deste mês, a VI Feira da Agricultura Familiar do Território da Bacia do Rio Grande. Com o lema “as mãos que alimentam a nação”, a Feira acontecerá no Coliseu da Paz, onde será realizada também a I Feira de Tecnologia para Pesca e Aquicultura, a Piscishow. O objetivo do evento, segundo a comissão organizadora será a consolidação e o fortalecimento da agricultura familiar para o desenvolvimento da região. Para explanar sobre as novidades para este ano, foi realizado na manhã do último dia 14, no auditório da prefeitura de São Desidério, o lançamento da Feira que contou com a presença do prefeito Demir Barbosa, do dirigente da FETRAF no Oeste Dé Santana, do secretário de agricultura do município, José Marques, do coordenador do Território da Bacia do Rio Grande, Carlos Araújo, do coordenador da Piscishow Antônio Oliveira, do presidente da Câmara de Vereadores Manoel

Foto Ana Cedro

VI Feira da Agricultura Familiar e I Piscishow em São Desidério prometem fomentar o desenvolvimento regional

da Bacia do Rio Grande. Através de grandes eventos como este, objetivamos construir estratégias para que a agricultura familiar da região possa avançar ainda mais.”, disse Santana. Durante a Feira serão realizadas oficinas temáticas envolvendo temas de destaque da agricultura familiar, dentre eles Tecnologia Sustentável, Habitação Rural, Agro industrialização, Reforma Agrária, Cré-

dito Fundiário, Meio Ambiente, Previdência Social e Assistência Técnica e Extensão Rural. E ainda temas voltados à cadeia produtiva de pescados. Milhares de pessoas deverão visitar a Feira, que também contará com exposição de produtos da agricultura familiar, comercialização de artesanatos e realização de palestras sobre os mais diversos temas. Na sua culminância, a Feira terá ainda shows de artistas locais e nacionais.


04 l Ano XXIII - nº 705 - 22/04/2014 - Oeste da Bahia - Brasil

Ano XXIII - nº 705 - 22/04/2014 - Oeste da Bahia - Brasil

ENTREVISTA/AGRICULTURA FAMILIAR/ SÃO DESIDÉRIO

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Texto Assessoria do entrevistado

“O importante da Feira é mostrarmos o potencial das mãos daqueles que alimentam a nação num só espaço e com um só objetivo”

Foto Arquivo Pessoal

Foto Arquivo Pessoal

Atualmente o município de São Desidério se destaca por sua pujante agricultura empresarial, tanto que é o maior produtor de algodão do Brasil e de grãos do Norte/Nordeste. Por outro lado, sua agricultura familiar parece andar a passos lentos, mesmo com a implantação de certos programas pela Prefeitura e entidades ligadas ao setor que disponibilizam assistência técnica, tecnologias e equipamentos ao pequeno agricultor para que aumente a produtividade de suas principais culturas, ainda persistindo alguns gargalos que emperram o potencial agrícola do setor, dentre eles a falta de organização de sua cadeia de produção e a ausência da cultura cooperativista entre os agricultores. Para prestar constas do que os agricultores e as entidades ligadas estão fazendo para fomentar o setor, será realizada este ano mais uma edição da Feira da Agricultura Familiar, que acontecerá nos dias 24, 25 e 26 de abril, e ocorrerá em conjunto com a I Feira de Tecnologia para Pesca e Aquicultura dos cerrados do BAMAPITO (PISCISHOW). A feira, que ao longo de seus anos se tornou o maior evento de agricultura familiar da região oeste da Bahia, com uma visão regional com duração de três dias, surgiu quando em 18 de abril 2004, no povoado de Forquilha, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Desiderio resolveu comemorar os 33 anos de fundação. Na época, o evento tinha apenas entre seus objetivos a liberação de recursos direcionados ao PRONAF, a organização e fortalecimento dos trabalhadores da Agricultura Familiar e o resgate da cultura local. Seus idealizadores jamais imaginavam que o evento chegasse à tamanha amplitude. Com o passar dos tempos a coordenação da feira percebeu no desenvolvimento desse projeto, a evolução das atividades realizadas e a necessidade de estimular os pequenos agricultores a expor e comercializar seus produtos, além de trocarem experiências e absorverem conhecimentos sobre novas tecnologias, ENTREVISTA... Dé Santana daí veio à ideia de se criar um evento maior, então surgiu a Feira da Agricultura Coordenador geral da VI Feira da Familiar. Sua primeira edição aconteceu no período de 26 a 28 de abril de 2008. Agricultura Familiar/São Desidério No momento com atrações culturais, inclusive show de calouros. Os parceiros de então, entre eles: a COOMAF, o Conselho Territorial da Bacia do Rio Grande, o Sindicato dos Faça um breve relato sobre Trabalhadores Rural do Oeste, as Associações de Assentados de Reforma Agrária e a FETRAF, a Feira da Agricultura Familiforam fundamentais para a sua realização. ar, conte como foi sua trajetóComo coordenador geral da Feiria até a edição a ser realizada. ra, José Jesus Santana, 49 anos, poA feira começou em 2004 pularmente conhecido como Dé com a festa de aniversário do Santana. É agricultor familiar, naSindicato Rural de São Desidétural de Tabocas do Brejo Velho, cario. Daí foi evoluindo até que sado com Carmélia da Silva Marem 2008 realizamos a I Feira da ques, atual presidente da COOMAF Agricultura Familiar. Desde en- Cooperativa Mista da Agricultura tão, aconteceram mais quatro Familiar. É filiado ao Partido dos Traedições. A cada edição do evenbalhadores (PT) desde 1987. No moto foram surgindo novas ideimento estar assessor parlamentar as, o rol de palestras e das ofido deputado federal Zézeu Ribeiro, cinas, ampliando sua estrutura membro da executiva do Conselho física, melhorando a quantidaTerritorial da Bacia do Rio Grande e de e qualidade dos produtos A feira surgiu quando em 18 de abril 2004, no povoado de Forquilha, da Executiva da FETRAF/Brasil. expostos e comercializados e o Sindicato dos Trabalhadores Rural de São Desiderio resolveu comemorar seus 33 anos de fundação. Em entrevista ao Novoeste, Dé incluindo novos parceiros. Santana fala sobre a Feira da Agricultura Familiar e como estão sendo desenvolvidos alguns programas pelas entidades ligadas ao setor. O sindicalista destaca ainda a ampliação das parceVocê falou que a Feira é uma rias para a realização da Feira da Agricultura Familiar nos dias 24, 25 e 26 de abril, nesta edição espécie de prestação de contas com algumas novidades, entre elas o local do evento, sendo no Coliseu da Paz e em conjunto com das entidades ligadas à agria PISCISHOW, evento de tecnologia para pesca e aquicultura. VALE A PENA CONFERIR! cultura familiar no município

e região. Explique-nos melhor! Nestes dez anos é fácil perceber que as organizações sociais tiveram grandes conquistas, e muitas vezes, não há espaço para que elas possam apresentar seus trabalhos aos agricultores e demais membros da sociedade. No momento que acontece a Feira, tanto a COOMAF, a FETRAF e o Sindicato podem informar aos agricultores sobre seus projetos e como estão atuando em prol de melhorias para o setor. Hoje, qual a importância da Feira para o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, o município e a região? A troca de experiências, inclusive a exposição dos produtos fabricados pelos próprios pequenos produtores são fatores que capacitam e ampliam o conhecimento dos agricultores rurais, além de aumentar a credibilidade das instituições ligadas ao setor e aproximar os produtores do trabalho prestado das mesmas, sem falar no aumento da confiança das comunidades ao exporem seus produtos. A cultura popular é valorizada porque objetiva também resgatar as tradições dos trabalhadores rurais como o reisado, a capoeira e o forró. Costumes estes que promovem a interação entre agricultores familiares, expositores e visitantes do evento. Qual será o diferencial da edição deste ano? A maior amplitude na divulgação do evento, as duas feiras que acontecem em conjunto: a Feira da Agricultura Familiar e a PISCISHOW, o apoio direto da Prefeitura, a apresentação dos projetos que serão realizados esse ano pela FETRAF, COO-

MAF, STR E COOPEHABITAR, o local do evento que será no Coliseu da Paz, o número de expositores, de estandes e de parcerios, além da coordenação para sua realização.

Foi como, Dé Santana, coordenador geral da VI Feira da Agricultura Familiar, definiu a importância do evento para a troca de experiências, tanto no aumento da produção como na organização, na capacitação técnica dos trabalhadores rurais e na exposição de produtos agrícolas da região.

o reconhecimento do atual prefeito, nos deu condições de ampliar sua estrutura e o apoio financeiro.

A respeito da programação do evento, o que o Sr. poderia nos adiantar? A abertura da Feira é no dia 24, quinta-feira, às 10:00 horas. Na parte da tarde do mesmo dia, às 14:00 horas, haverá palestra sobre Reforma Agrária e Piscicultura. À noite show gospel. No dia 25, sexta-feira pela manhã, teremos oficinas tecnológicas e palestras nos auditórios. À tarde, 14:00 horas, palestra sobre Desenvolvimento Rural com representantes do BB, BNB, CODEVASF, SUAF e Caixa Econômica. À noite festival de calouros, shows com bandas locais e regionais, inclusive, Baião de Dois. No sábado (26), pela manhã, a continuação das oficinas tecnológicas e à tarde, palestra sobre Piscicultura e Audiência Pública, à noite shows com bandas locais e Targino Godin.

Para que o evento seja reconhecido como feira é preciso que, além de palestras para capacitação dos agricultores familiares, haja também estandes com exposições de produtos e serviços com finalidade comercial, fato este, que não foi explanado durante o lançamento do evento no último dia 14. Além das palestras anunciadas, o que será exposto em termos de tecnologia em ambas as feiras? O espaço para exposição e comercialização de produtos foi ampliado e contará com estandes de empresas agrícolas da região onde apresentará aos visitantes produtos destinados à agricultura familiar. Além disso, teremos ainda, um espaço com 24 boxes para expositores da agricultura familiar derivados de vários produtos da região como banana, mandioca, peixe, mel de abelha, cachaça, artesanatos, entre outros.

Com relação à parceria Prefeitura e Sindicato, COOMAF e FETRAF na realização do evento, qual a importância para o engrandecimento da Feira? Por ser uma Feira que representa um espaço legítimo dos pequenos agricultores da região a parceria entre a Prefeitura, Sindicato e outros órgãos só amplia mais a sua importância, já que são os principais agentes de representação da agricultura familiar regional. O grande destaque deste ano fica por conta da parceria com a Prefeitura. Por ser realizada num munícipio com o maior PIB agrícola do Brasil e contar com

Existe o propósito de seus organizadores colocarem a Feira no calendário de evento do Governo Estadual e, além de territorial se tornar um evento nacional? O evento continuará regional, mais fazendo parte do calendário estadual e nacional. Já existe a EXPOAGRIFAN na Bahia e a nível nacional existe a Feira Nacional da Agricultura Familiar que é promovida pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, realizada em Brasília. O importante da Feira é mostrarmos o potencial das mãos daqueles que alimentam a nação num só espaço e com

um só objetivo que é a troca de experiências, tanto para o aumento da produção como na organização, na capacitação técnica dos trabalhadores rurais e na exposição de produtos agrícolas da região. Qual a possibilidade dos dois eventos (Feira da Agricultura Familiar e PISCISHOW), permanentemente, se realizarem em conjunto nas edições da Feira? Existe uma grande possibilidade, mas o que vai definir se as duas feiras vão continuar ou não a ser realizadas em conjunto permanentes será a avaliação dos seus responsáveis após esta primeira edição. É como enfatizei anteriormente, com a realização dos eventos juntos temos inúmeras vantagens, uma delas é a amplitude na divulgação das cadeias produtivas regionais. Segundo o coordenador regional do SEBRAE em Barreiras, “é preciso que o pequeno produtor acabe com cultura de que é “pobrezinho” e comece a se profissionalizar”. O que você acha de tais insinuações? Reconheço que o pequeno produtor de nossa região necessita mudar mais sua capacidade técnica e sua postura empreendedora. Porém, qualquer atividade tem seus riscos, seja agrícola ou empresarial. Por isso, acredito o que falta mais ao nosso agricultor familiar é uma assistência técnica mais ativa e permanente. Em nossa região, é real a necessidade de maior apoio por parte das esferas dos governos, tanto federal, estadual como municipal. Assim como também instituições como o SEBRAE que pode finalmente fortalecer a gestão do negócio.

As cadeias produtivas da agricultura familiar em nossa região são variadas e tende a se fortalecer ainda mais com a reestruturação da indústria de filetagem de peixe e a implantação de um abatedouro de frango. Além disso, a produção leiteira do nosso Território ultrapassa a capacidade 15.000 litros de leite/dia. Temos ainda produção que demanda uma indústria de fécula de mandioca e um crescente potencial no setor de hortifrutigranjeiro. O que a entidade ligada ao sr. tem feito para fomentar a agricultura familiar na região? A FETRAF, entidade que represento, a nível nacional contribui muito para a agricultura familiar da região apresentando em pauta nacional, as reivindicações dos trabalhadores em busca de benefícios como: máquinas e equipamentos, kit de irrigação, equipe técnica para a Cooperativa, aumento do teto do Pronaf, renegociação das dívidas dos agricultores familiares, projetos de formação sindical, curso de elevação de escolaridade, organização de Cooperativas e Associações. E é natural que, o fato de morar em São Desidério, mesmo sendo liderança nacional, a FETRAF tem presença constante no município. O que falta para o setor produtivo da agricultura familiar se organizar e as agroindústrias serem implantadas na região? Como já falei anteriormente, o potencial da região para implantação de agroindústrias da agricultura familiar é grande porque temos tanto demanda como variedade de cadeias produtivas. Porém, falta maior mobilização dos agricultores

familiares, fortalecer nossa representação política e, principalmente, compor uma equipe técnica para que, após os projetos elaborados de agroindústrias possam se tornar uma realidade em nossa região. É fato que o agronegócio arrecada recursos significantes para o município. Em sua opinião, o que fazer para que a agricultura familiar também tenha relevante importância para a economia local? A produção da agricultura familiar está mais voltada para a manutenção da economia social dos moradores do município. A sua relevância na segurança alimentar local é principalmente fazer a subsistência daqueles que vivem na zona rural. Além disso, no momento em que forem implantadas as agroindústrias da agricultura familiar, não há dúvida que irá gerar significante aumento na produção dos agricultores e, consequentemente, melhoria na economia local e regional. Algo a acrescentar que não foi dito aqui? É importante acrescentar o apoio do Conselho Territorial da Bacia do Rio Grande na elaboração de políticas públicas na região, principalmente daquelas ligadas à agricultura familiar, e que fortalece a Feira quanto ao seu caráter regional. Outra questão de grande relevância, é que na edição da Feira deste ano tem o respaldo ainda maior nas agendas políticas, já que o ano é atípico por ser o ano internacional da Agricultura Familiar, definido pela ONU, e que deve pautar os principais debates políticos internacionais e nacionais sobre o setor ao longo do ano.


06 l Ano XXIII - nº 705 - 22/04/2014 - Oeste da Bahia - Brasil POLÍTICA

Por Ana Cedro

A ex-ministra Eliana Calmon, ladeada da presidente do PSB local, Regina Figueiredo, do secretário de Administração de Barreiras Luís Holanda e militantes do PSB, ainda no aeroporto.

as que não têm qualificação e depois nos queixamos que a política é coisa suja, que só tem corrupto e aproveitador. Mas, e você cidadão brasileiro faz o que para melhorar isso? Não, não faz. Senta, critica muito e depois vai votar porque o amigo pediu, porque a pessoa é simpática sem sequer investigar a vida pregres-

sa daquele que se candidata.”, disse Eliana acrescentando “estou me colocando como pré-candidata, exatamente para dizer o seguinte: não preciso disso, tudo o que eu podia ter profissionalmente já tive, mas como cidadã brasileira tenho a obrigação de fazer o meu dever de casa e o meu dever de casa é exercer

esse pedaço da cidadania”. Sobre a pré-campanha, Eliana Calmon afirma que tem seguido à risca os rigores da legislação eleitoral, por isso no momento a sua atuação tem se dado em conhecer os municípios da Bahia. “Na pré-campanha a gente pode fazer muito pouco, porque existe esse rigor da lei eleitoral. Assim, nesse momento estou conhecendo a Bahia melhor, revisitando cidades conhecendo outras como é o caso de Barreiras, que estou vindo pela primeira vez. Enfim estou me preparando para os meses que se seguem que é efetivamente de campanha”, explicou Calmon. Sobre a região, a ex-ministra fez duras críticas ao Governo Estadual afirmando ser o oeste uma área que precisa dos cuidados do Governo, no entanto está desprezada. “Pelo que conheço da economia baiana, acho que estão

desprezando muito uma parte importantíssima da Bahia que muito tem contribuído para a renda per capita brasileira. Lamentavelmente, o Governo não estendeu o seu braço forte para trazer as políticas públicas necessárias para este rincão. São muitas promessas, mas estas começam e terminam quatro anos depois para renovar novamente. De novas promessas não dá mais”, asseverou. Para lograr êxito na nova empreitada, Calmon disse contar com o apoio do oeste e da população baiana como um todo. “Pretendo contar com o apoio da população baiana que entender que os meus objetivos são os melhores para a Bahia. Serei uma candidata sem promessas. Só prometerei fazer o que eu sempre fiz: ter empenho real pelas coisas que dizem respeito a Bahia”, finalizou. Por Ana Cedro

DIREITO/ BARREIRAS

Lei de Improbidade Administrativa e Combate à Corrupção Foto Ana Cedro

Na primeira visita que fez a Barreiras, a ministra aposentada do STJ e pré-candidata ao Senado pela Bahia, Eliana Calmon, levou um público de quase 500 pessoas ao auditório do IFBA, ávidas por ouvir o que ela tinha a dizer sobre “Lei de Improbidade Administrativa e Combate à Corrupção”. A palestra promovida pela OAB/Subseção Barreiras juntamente com a CDL teve a presença de juízes, promotores, advogados, professores, estudantes de Direito, além de políticos e admiradores. Referência nacional e mundial em relação a questões jurídicas, a baiana Eliana Calmon, de 69 anos, é uma das maiores autoridades no judiciário brasileiro, com atuação marcante na

Foto Ana Cedro

Estas foram as palavras usadas pela ex-ministra Eliana Calmon para justificar o porquê da decisão em enfrentar um novo desafio em sua vida que é: concorrer a um cargo no Senado pelo PSB baiano. Eliana Calmon já foi juíza federal, procuradora da República, ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e corregedora nacional de Justiça. Em 2014, já aposentada, a ex-magistrada decidiu enfrentar um novo desafio: concorrer a um cargo no Senado. Anunciada como précandidata pela dobradinha PSB-Rede Sustentabilidade. A ex-ministra foi convidada pela OAB de Barreiras e CDL para ministrar uma palestra sobre corrupção e improbidade administrativa. Ao pisar em solos oestinos, no dia (09/ março) Calmon foi recepcionada pela presidente da OAB/ Subseção Barreiras, Dra. Cristiana Américo e pela secretária de saúde do município e presidente do PSB local, Regina Figueiredo. “Dra. Eliana Calmon veio para participar de um evento acadêmico, mas não poderíamos deixar de aproveitar o ensejo para fazermos alguns contatos. Essa jovem aos 69 anos, como ela mesma se define, vem trazendo uma carga de respeitabilidade e de credibilidade, com certeza valorizará o cenário político atual. Acredito que está na hora de procurarmos apoiar e fortalecer uma candidatura do peso e qualidade como a da ex-ministra”, comentou a presidente do PSB local, Regina Figueiredo. Em conversa com o Novoeste, Eliana Calmon contou qual a sua intenção em entrar para a política brasileira e demonstrou conhecer os obstáculos que deverá superar para fazer a diferença, caso seja eleita. “Estamos entregando os espaços públicos para pesso-

Foto Ana Cedro

“Como cidadã brasileira, tenho obrigação de fazer o meu dever de casa que é exercer esse pedaço da cidadania”

magistratura do país. Em sua palestra sobre “Lei de Improbidade Administrativa e Combate à Corrupção” a ex-ministra fez uma retrospectiva histórica do que levou a corrupção no Brasil, que, segundo ela, vive uma crise profunda e generalizada de valores, convicções e segurança. Falou ainda sobre os

males da corrupção, quais as suas consequências e o que fazer para combatê-la. “O Brasil tem instrumentos legais muito poderosos para punir a corrupção, mas não fiscaliza. Por isso, a mudança na gestão pública não depende apenas da legislação. Reafirmo, temos instrumentos que

são combativos, mas são insuficientes para fazermos o controle da gestão, porque o que nos falta é ética, é noção de coletividade, é pensar nos outro”, asseverou Calmon. Apesar do quadro pouco otimista, Eliana Calmon acredita que o Brasil ainda tem conserto e que a mudança virá.


Ano XXIII - nº 705 - 22/04/2014 - Oeste da Bahia - Brasil

RELIGIÃO/BARREIRAS

Texto Edvaldo Costa

Tradição e cultura religiosa na Vila Amorim em Barreiras

POLÍTICA

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Da Assessoria/Dó Miguel

Dó Miguel: "Saio de Salvador encantado com a unidade das oposições na Bahia e com a liderança de ACM Neto

O doloroso caminho da Via Crucis da Paixão de Cristo até a crucificação.

Foto Arquivo Pessoal/Edivaldo Costa

Com grande demostração de fé e devocção, a Comunidade São Francisco de Assis da Paróquia Santa Rafela em Barreiras realizou nesta sexta-feira Santa, a 31ª Via Sacra, retratando o julgamento, condenação e o doloroso caminho da Via Crucis da Paixão de Cristo até a crucificação no Monte Golgota, no caso o Morro do Cruzeiro na Serra da Bandeira em Barreiras. Representado por um elenco que envolve mais de 60 voluntários, entre atores e figurantes em uma dramaturgia que enche de emoção todos os que prestigiam o drama, pelo realismo imposta na representação do sacrificio de Jesus pela humanidade, a Comunidade segue mantendo viva uma belissima tradição de espiritualidade e fé.

Crucificação de Jesus Cristo no Monte Golgota, no caso o Morro do Cruzeiro na Serra da Bandeira em Barreiras.

Dó Miguel com o pré-candidato a deputado estadual Pablo Barrozo e com o vereador Paulo Câmera, presidente da Câmara de Salvador

Foto Mural do Oeste

Foto Arquivo Pessoal/Edivaldo Costa

Foto Mural do Oeste

O empreendedor barreirense Dó Miguel disse ao Mural do Oeste que o evento das oposições realizado nesta segunda-feira em Salvador marca uma arrancada histórica para a reconquista do governo da Bahia. Dó Miguel ouviu atentamente os discursos do pré-candidato a vice, Joaci Goes, do prefeito de Feira de Santana José Ronaldo, do prefeito de Salvador, ACM Neto, do pré-candidato a governador Paulo Souto, do pré-candidato a senador Geddel Vieira Lima, do presidente do DEM deputado Paulo Azi e do deputado federal Jutahy Magalhães e do presidenciável Aécio Neves. "Fiquei emocionado pelo forma como o prefeito ACM Neto, em sua juventude mas com muita experiência e espírito público, conduziu o processo para se chegar a esta unidade que fortalece as oposições na Bahia. Para mim foi muito importante participar deste momento histórico da política baiana e levar esta experiência para a política de Barreiras" afirmou. Durante o evento Dó Miguel fez contatos com importantes lideranças da política da Bahia e discutiu o cenário eleitoral de Barreiras. "Este é um momento importante em que estamos dialogando com as lideranças de partidos que protagonizam a política na Bahia e mostrando a importância do fortalecimento partidário em Barreiras, a maior cidade do Oeste Baiano e que precisa ser olhada com bons olhos pelas nossas lideranças. Considero essa nossa vinda a Salvador e a participação neste encontro extremamente positivas tanto do ponto de vista do diálogo democrático quanto da experiência que podemos levar e transmitir para o povo de Barreiras e da região", enfatizou Dó acrescentando o que presenciou em Salvador ainda não tinha visto na política do estado.

Dó Miguel com o deputado Barcelar, ex-colega de faculdade. Amizade de longos anos

"Isto significa que estamos todos alcançando um amadurecimento muito grande. Quero enaltecer mais uma vez o papel fundamental que teve ACM Neto neste processo. Ele deu uma aula de como se faz política, de como se constrói alianças, preservando a unidade e sem tirar o foco do objetivo principal que é promover o desenvolvimento para o povo da Bahia. É esta maturidade que devemos alcançar também em nossa região, deixarmos de lado as vaidades pessoais e buscarmos os caminhos que realmente interessam a população", finaliza o empreendedor.


08 l Ano XXIII - nยบ 705 - 22/04/2014 - Oeste da Bahia - Brasil Por Ana Cedro

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