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dizCURSO • número 18• dezembro de 2012

INÍCIO

EDITORIAL Caros colegas, Um semestre que já quase passou! Muitas reviravoltas o DEQ já viu acontecer em tão pouco tempo: desde os novos regulamentos de prescrição ao novo plano curricular. “Depois da tempestade

ÍNDICE

vem sempre a bonança”, e assim se espera que aconteça ao ambiente no DEQ tanto para o stress das últimas frequências e trabalhos como para os exames que se aproximam. Nesta segunda edição do dizCURSO, no presente ano

> DEPARTAMENTO páginas 3, 6 a 8.

letivo, vamos mostrar-vos como decorreram as atividades realizadas pelo NEDEQ/AAC, como o Ciclo de Palestras organizado em conjunto com os núcleos de

> NÚCLEO páginas 10 a 13.

NEBIOQ e NEQ, o já tradicional magusto, o workshop de programação, o torneio de PES e a banca do desabafo.

>FACULDADE página 9.

O NEDEQ/AAC convida ainda a aparecerem no tradicional Jantar de Natal do DEQ. Desejamos assim, um Feliz Natal, as melhores felicida-

> ACADEMIA páginas 5 e 13.

des para o próximo Ano Novo e, muito sucesso nos exames.

> HUMOR E PASSATEMPOS página 15.

Saudações Académicas, Patrícia Castro (Vice-Presidente da Direção do NEDEQ/AAC )


dizCURSO • número 18• dezembro de 2012

DEPARTAMENTO

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A História da Reestruturação do Plano de estudo do Mestrado Integrado em Engenharia Química.

Era uma vez um antigo plano de estudo do M.I.E.Q. que desde cedo se percebeu que não era perfeito, nem perto disso. Corria o ano de 2007, quando foi necessário implementar um novo plano de estudo para o curso de Engenharia Química, Bolonha chegou à Universidade de Coimbra e na verdade o nosso curso foi um dos mais afetados com a chegada desta “Madame”.

Na verdade, tudo isto levou a que o nosso curso passasse a ser chamado de Mestrado Integrado, que coisa bonita! Passamos a ser engenheiros mestres, até aqui tudo muito bem. O pior foi quando um curso de 5 anos (antiga licenciatura) passou para um curso de 3 anos mais 2 de mestrado, estava-se mesmo a ver que iriam ocorrer graves problemas com esta mudança.

Pouco tempo depois da implementação deste novo plano de estudo, deparámo-nos com os mais diversos problemas. Sem demora os representantes dos estudantes perceberam que era necessário mostrar que algumas situações não eram as mais corretas e que era necessário mudar alguma coisa.

Assim, durante as Jornadas Pedagógicas de Maio de 2010, um pequeno grupo de estudantes representantes de cada ano, encabeça-

dos pelo representante dos estudantes do M.I.E.Q. no conselho pedagógico da F.C.T.U.C., o nosso caríssimo Jorge Rosa, juntaram todas as queixas e problemas que os estudantes até aqui se tinham apercebido que existiam e apresentaram à coordenação do cur-

so. Estava dado o primeiro passo para aquilo que os representantes dos estudantes ao longo destes 2 anos e meio defenderam como extremamente necessário.

A coordenação do nosso curso durante estes 2 anos e meio sempre demonstrou uma grande abertura para ouvir as nossas reclamações e assim fazer as mudanças que realmente achavam necessárias no plano de estudos do M.I.E.Q..

Ainda antes do final do ano letivo 2010/2011, enunciaram-se à coordenação do curso alguns dos principais problemas/soluções que o M.I.E.Q. tinha/deveria adotar, entre os quais:

- Posicionamento desadequado de algumas disciplinas no plano curricular; - Disciplinas que deviam ser criadas, como por exemplo estatística;

- Alteração de alguns programas para se adaptarem melhor à realidade da Engenharia Química; - Excesso de conteúdos de algumas disciplinas;

- Excesso de avaliações, levando a uma carga excessiva de trabalho em muitas unidades curriculares; - Reorganização dos conteúdos de disciplinas semelhantes, criando sinergias;

- Diminuir o número de disciplinas por semestre e repensar a organização dos P.I.E.Q.’s;

Durantes os 2 anos seguintes em várias reuniões com a coordenação do nosso curso, foram sendo apresentados mais problemas e enunciadas algumas situações que comprovavam esses mesmos problemas.

Assim, em Maio do ano de 2012 quando a reestruturação do M.I.E.Q. era cada vez mais uma realidade, os representantes dos estu-

dantes e alguns estudantes finalistas apresentaram nas Jornadas Pedagógicas que decorreram nesse mês, tudo aquilo que achavam

que deveria sofrer algumas alterações, mostrando assim que podíamos e deveríamos contribuir com ideias construtivas para o futuro do nosso curso, exaltando mais uma vez o espirito de estudante de Coimbra tão característico da nossa academia. Não pode-

mos esquecer o contributo único do N.E.D.E.Q. e de muitos dos seus membros na concentração dos variadíssimos problemas que os nossos colegas foram tendo ao longo destes 5 anos.

Todos os factos que foram reportados pelos estudantes à coordenação do curso, ano após ano, foram sendo comprovados com dados estatísticos que todos os anos se obtinham sobre o sucesso escolar e o nível de abandono do M.I.E.Q. por parte dos alunos, tais como:

- A elevada taxa de abandono nos primeiros três anos do curso (40% dos que entraram em 2007/2008 (primeiro ano do atual plano de estudos), 34% em 2008/2009 (segundo ano do atual plano de estudos) e 25% em 2009/2010 (terceiro ano do atual plano de estudo));

- O invulgar número de alunos que concluía o M.I.E.Q. em cinco anos (apenas 2 dos que entraram em 2006/2007 e apenas 1 dos que entraram em 2007/2008)

- As muitas dificuldades em completar o 1ºciclo do M.I.E.Q., muitos alunos levam em média 4 anos a fazê-lo em vez de 3 anos.

Como representante dos estudantes do M.I.E.Q. no conselho pedagógico da F.C.T.U.C. quero agradecer a todos os estudantes que ao longo destes anos contribuíram para que demonstrássemos que era necessário melhorar o M.I.E.Q..

Deixo ainda um desafio, gostava de ver mais interesse por parte dos alunos na pedagogia do nosso curso, para que nós, Eu e a Cláudia Guilherme, vos possamos transmitir todas as informações importantes sobre este assunto, uma vez que este será o nosso último ano como vossos representantes.

Filipe Afonso


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FACULDADE

Batalha das prescrições

Dois mil alunos da universidade de Coim-

que irão prescrever simplesmente porque

sendo um organismo inerente a esta, todo o

bra correm o risco de prescrever no próxi-

lhes falta uma cadeira de licenciatura ou

seu apoio seria essencial. Mas, os núcleos

novo regulamento de prescrições, no passa-

motivo. Ainda temos outros casos especiais

vez que todo o processo estava a ser demo-

fim de cinco matrículas o aluno que não

País, em programas de mobilidade, pois

número de alunos prejudicados pelo novo

prescreve. Prescrever implica estar um ano

que irão prescrever porque normalmente os

mo ano, tudo isto devido à aprovação do

até têm o fim de curso em dúvida por esse

precisavam de respostas mais rápidas uma

como os alunos que foram para fora do

rado. Foram feitos inquéritos para análise do

tenha cento e oitenta ECTS de Licenciatura

muitos deles, quando regressarem, saberão

regulamento, uma

impedido de se inscrever em qualquer ins-

alunos de mestrado integrado fazem, nestes

mãos. Dessa amostragem concluiu-se que

pode inscrever-se em disciplinas isoladas

que de licenciatura. Os estudantes do Pólo II

que existem alunos que já estariam em risco

fácil concluir que não é viável pagar um

Universidade de Coimbra serão os mais

chegada desta legislação e para isso é lógico

regime difere, entre outras coisas, do ante-

tram as engenharias de Mestrados Integra-

Madalena Alarcão, estes números eram

exigidos ao fim de cinco matrículas terem

prescrevam, cerca de mais de metade cor-

aberto que seria necessário avaliar alguns

Ora, isto para as licenciaturas, ou cursos em

integrados. Os núcleos de estudantes do

conseguiu-se uma reunião entre os vários

anos e mestrados de continuidade, não vem

teger os alunos e reivindicar alguns direitos

te, Rogério Leal, que se revelou bastante

alunos de Mestrados Integrados altera com-

regime não causar tantos danos à comuni-

do descontentamento dos alunos com a che-

deriva de, só no início deste ano na UC, os

contra esta via de implementação, uma vez

vos que os núcleos pretendiam para apazi-

mesma que dispõem de apenas um ano

plano de estudo para transitar de ano. Para

avançar com a nossa informação e tentar

ma não é o regulamento em si mas a sua

ção, os núcleos tentam conseguir um perío-

origem deste regulamento e todo o conjunto

do mês de Julho, que vem afirmar que ao

tituição de ensino superior pública. O aluno mas no atual contexto socioeconómico é valor até sessenta euros por ECTS. Este novo

rior pelo facto dos cento e oitenta ECTS que ser obrigatoriamente de licenciatura. que se considera licenciaturas mais dois

alterar praticamente nada, porém para pletamente a situação. O grande alarme

alunos ficarem a saber pela plataforma da

programas, mais cadeiras de mestrado do da Faculdade de Ciências e Tecnologias da

afetados pois é neste Pólo que se concendos. Dos dois mil alunos que se prevê que respondem a alunos inscritos em mestrados

Pólo II têm feito esforços no sentido de pro-

para, pelo menos, a implementação deste dade estudantil. A luta dos estudantes é que não é necessário levar rigorosamente o

pequena amostragem

para poderem agir com algo concreto em metade dos alunos iria prescrever. É certo de prescrever por insucesso escolar antes da

que nada adianta. Mas para a vice-reitora, inúteis. No entanto, nesta altura, deixou em

casos mais atentamente. Posteriormente, núcleos do pólo II e o Provedor do Estudan-

solidário com o problema. Após a exposição gada repentina do regulamento e dos objeti-

guar os danos, o Provedor adiantou que iria

letivo para mudar essa situação. O proble-

tentar evitar esta chegada brusca de legisla-

fazer o mais correto para todos explicando a

implementação. A importância atribuída à

do de implementação transitório de pelo

de leis a que universidade estaria obrigada a

seja segundo uma ordem é correto e faz

dade de evitar que pelo menos dez por cen-

integrados estariam a perder a sua impor-

licenciatura que serve de base para o aluno

visto que o regulamento vem comparar um

mesmo em mestrados integrados os alunos

senso o aluno fazer cadeiras de níveis supe-

integrados, se passamos a considerar o mes-

licenciatura completa, mesmo continuando

anteriores que precisa para tal daí que te-

anos, é prioritário que alunos de mestrado

Mais tarde, um membro do Conselho Geral

realidade, o que acontece, ou pelo menos

alunos nas circunstâncias anteriormente

pólo II e entrou em comunicação com reito-

alunos de mestrado integrado beneficiavam

especial de finalista ao fim dos três anos. É

pações e sugestões dos estudantes.

avanço para cadeiras de mestrado sem te-

guarda para o caso dos estudantes de mobi-

todo o processo avance o melhor e mais

concluídas. Com esta novidade esse direito

sofrer alterações no plano de estudo, como

gar ao fim e nessa altura possivelmente já

vem fazer com que alunos com situações

expuseram este problema em Assembleia

Denise Costa

a ter mais carga de trabalho para evitarem

reitoria, que se revelou inicialmente bastan-

ficam-se ainda inúmeros casos de alunos

Associação Académica de Coimbra, pois,

licenciatura e a que o percurso académico

sentido. Temos que ter em atenção que é a

entrar no mestrado e que é um contrariores de conhecimentos sem ter os saberes nha sentido esta legislação. No entanto, na acontecia antes desta alteração, é que os

da flexibilidade do mesmo, que consistia no rem por vezes cadeiras de licenciatura já

fica bloqueado, pelo que este regulamento

académicas minimamente regulares passem a sua saída da instituição por um ano. Veri-

menos um ano, pois seria a única possibili-

to dos alunos prescrevessem. Além disso, e pouco os mestrados de continuidade com os trado integrado como licenciatura mais dois

integrado usufruam dos mesmos direitos de referidas. Esses direitos passam pela época também necessário conseguir uma salvalidade e para os estudantes cujos cursos irão no caso do MIEQ. Nesta batalha, os núcleos

Magna e tentaram entrar em contato com a

te hostil. Contando sempre com o apoio da

cumprir. Salientou ainda que os mestrados

tância, daí a importância da licenciatura e devem sempre pedir o certificado após a no mestrado.

mostrou o seu apoio para os estudantes do

ria fazendo ouvir, mais uma vez, as preocu-

Agora só nos resta esperar que realmente rápido possível, pois o semestre está a chehaverão pessoas prescritas.


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FACULDADE / ACADEMIA //5

ERASMUS: "aprender diariamente" num "desafio e risco constantes" Desde que entrei para o Mestrado Integrado em Engenharia Química

sempre considerei que ERASMUS era uma experiência interessante. Perante a hipótese de ter de trabalhar fora de Portugal e a consciência de que a capacidade de adaptação é um fator importante para sentir realização pessoal e profissional no futuro, ERASMUS tornou-se, mais que um interesse, uma necessidade. Agora que estou a passar por esta experiência, posso dizer que fazer

ERASMUS vai bem mais para além do que toda a gente considera - um período de muita diversão, sendo uma oportunidade extremamente enriquecedora. Fazer ERASMUS é um desafio e um risco constantes. É aprender diariamente mais do que se aprende num mês quando estamos no conforto da nossa casa. É sentir saudades das pessoas mais queridas, mas descobrir

que esse sentimento só aproxima as pessoas. Fazer parte deste programa é bem mais que conhecer muita gente: é fazer verdadeiros amigos que, ainda que com culturas e hábitos completamente diferentes, apoiamos e nos apoiam com tanta generosidade como se fossem os amigos dos nossos países de origem. ERASMUS é sentir falta do que é nacional, desde a gastronomia à cultura, mas também aprender a apreciar o que é do país que nos recebe. É poder falar com pessoas de dez países diferentes num dia, e, até, aprender usos e costumes desses mesmos países. Ser ERASMUS é ter a oportunidade de abrir a mente ao contatar com novas ideias e, quem sabe, descobrir-se a si próprio e mudar de forma de pensar. Integrar este projeto é descobrir forças e talentos onde se julga não existirem e superar-se a si mesmo dia após dia.

Fazer ERASMUS em Praga, é, para além de tudo isto, sentir-se abençoado por estar no sítio certo à hora certa, à medida que se percorre a cidade durante manhãs, tardes e noites sem conseguir conter a boca de espanto pela tamanha beleza que se nos apresenta. É também ter um enorme prazer em receber todos os que nos conseguem visitar porque há a certeza de que vão ficar igualmente fascinados com a cidade. Permite entrar em contato com uma gastronomia completamente diferente que “primeiro se estranha, mas depois se entranha”. É também ficar assustado com etiquetas de preços com muitos algarismos (1 € equivale a 25 coroas), para depois

fazer as contas e descobrir que, afinal, até é mais barato que em Portugal. É aprender que nem em todos os países as pessoas são calorosas como em Portugal, mas começar a apreciar e valorizar a simpatia que surge como surpresa quando menos se espera. É sentir que se está no centro da Europa, podendo ir de autocarro para algumas capitais europeias, mas ter também muitas saudades de, por exemplo, comer peixe (oh, o regado bacalhau!). ERASMUS em Praga é ter sempre algo diferente para fazer e desvendar, após três meses, que metade da cidade está por descobrir. Uma coisa é garantida: se fazer ERASMUS é uma aventura para qualquer pessoa, ainda mais o é para quem nunca antes tinha saído “debaixo das asas dos papás”. Com horários “malucos” e uma rotina completamente transformada, quantas vezes não dei por mim sem roupa lavada e com a dispensa quase vazia. Foi ótimo ter cá amigos que já viviam fora de casa dos pais, que me ensinaram a lavar roupa, que cozinharam para mim pratos típicos dos seus países e que ajudaram na gestão das tarefas domésticas nas alturas mais críticas. Claro que seria incorreto não incluir nesta partilha um parágrafo sobre o enriquecimento académico. A verdade é que, apesar de a ideia pública relativa ao projeto ERASMUS não ir exatamente de encontro a um período de estudos (bem pelo contrário!), a nível curricular este revela-se também uma experiência deveras interessante. É um desafio que proporciona a oportunidade de contatar

com novas áreas científicas, o desenvolver de diferentes áreas de conhecimento, desafios inovadores e apelativos métodos de ensino. Para além disso, o fato de estar a estudar em inglês também permite melhorar a expressão oral e escrita e aumentar o vocabulário técnico, algo que pode vir a ser bastante útil no futuro. Mesmo ainda não tendo acabado esta maravilhosa experiência, já sinto há muito um enorme reconhecimento: gostava de agradecer a todos os que me apoiaram porque sem eles teria sido tudo bem mais difícil; a todos os que se manifestaram contra criando dificuldades porque me deram a certeza de que queria mesmo participar neste programa; a todos os que, ainda longe, me foram enviando lembranças que me fizeram sentir em casa de novo; a todos os ERASMUS que conheci em Coimbra que me fizeram desejar mais

aproveitar esta oportunidade; a todos os amigos e profissionais que têm tornado esta estadia mais agradável; a todos os checos que me trataram menos bem porque também cresci com isso … Enfim… espero, no final deste percurso, mostrar a maturidade que esta experiência me deu, confiando de que tudo quanto aqui recebo dará frutos no regresso à “realidade”.

Mafalda Cardoso


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DEPARTAMENTO

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Curioso acerca das TESES? Controlled phase formation of iron oxides/hydroxides obtained by sol-gel technology O objetivo deste trabalho foi investigar o efeito do pH e da concentração do ião ferro(II) na formação de óxidos/hidróxidos de ferro obtidos pela síntese sol-gel. Com este estudo e os resultados dele retirados é esperado contribuir para uma melhor compreensão da formação destes compostos, de modo a permitir o material desejado para subsequente aplicação. Óxidos de ferro já eram usados como agentes de pintura pelos homens das cavernas. Hoje, após centenas de anos de progresso e desenvolvimento tecnológico, novas aplicações têm vindo a ser encontradas. Este tipo de materiais tende a apresentar propriedades catalíticas, magnéticas, adsorventes e óticas únicas. A sua aplicabilidade vai desde a indústria, ambiente, biologia e medicina. Como exemplo temos a sua utilização como pigmentos, catalisadores, adsorventes, sensores, baterias, contrastantes para ressonâncias magnéticas, entre muitas outras. Os óxidos/hidróxidos de ferro são compostos por Fe juntamente com O e/ou OH. Dependendo da sua organização estrutural e do estado de oxidação do ião ferro (2+ ou 3+) obtemos uma fase da material distinta. Diferentes fases ditam diferentes características e por fim a sua aplicabilidade. Atualmente são conhecidas 16 fases diferentes deste mineral. Ao nível da sua síntese, estes materiais podem ser obtidos por diferentes vias. Neste trabalho foi abordada a tecnologia sol-gel onde se promove uma precipitação coloidal através da polimerização de reagentes inorgânicos. Esta metodologia é uma alternativa bastante atrativa, visto requerer uma baixa temperatura e um baixo custo quanto comparado com outras técnicas. Jorge Pedrosa

Use of porous silica based aerogel matrix in Itraconazole solubility enhancement

O objetivo da minha Dissertação de Mestrado foi a investigação do potencial de aerogéis e xerogéis de sílica porosa como sistemas

de libertação de fármacos, para aumentar a biodisponibilidade de um medicamento antifúngico – o Itraconazol. O trabalho foi desenvolvido em conjunto com a empresa Active Space Technolo-

gies e teve como orientadora a Professora Doutora Luísa Durães. Para aumentar a biodisponibilidade do Itraconazol foram selecionados dois precursores à base de sílica: o TEOS e o MTES. A

principal diferença entre estes dois compostos reside no facto de o TEOS dar origem a géis hidrofílicos e o MTES a géis hidrofóbicos. Esta propriedade é importante para a taxa de libertação do fármaco, isto é: uma matriz hidrofílica deve ser utilizada para sistemas em que a taxa de liberta-

ção do fármaco tem que ser instantânea, já uma matriz hidrofóbica deve ser utilizada quando se pretende uma taxa de libertação mais lenta. No referido trabalho, o fármaco foi incorporado na

estrutura dos géis de sílica durante o processo sol-gel e depois foi seco à pressão ambiente e a

temperaturas moderadas (< 100˚C) (APD) ou com recurso a extração supercrítica por CO2 (scCO2), com e sem lavagem prévia com etanol. Com estas duas técnicas de secagem obteve-se como resultado dois materiais com estrutura diferente: xerogéis (APD) e aerogéis (scCO2).

Os xerogéis e os aerogéis foram caracterizados por diferentes técnicas - Microscopia eletrónica de varrimento, espectroscopia FTIR e adsorção gasosa de azoto. No referido trabalho, o fármaco foi incorporado na estrutura dos géis de sílica durante o processo sol-gel e depois foi seco à pressão ambiente e a temperaturas moderadas (< 100˚C) (APD) ou com recurso a extração supercrítica

por CO2 (scCO2), com e sem lavagem prévia com etanol. Com estas duas técnicas de secagem obteve-se como resultado dois materiais com estrutura diferente: xerogéis (APD) e aerogéis (scCO2).

Os xerogéis e os aerogéis foram caracterizados por diferentes técnicas - Microscopia eletrónica de varrimento, espectroscopia FTIR e adsorção gasosa de azoto. Utilizando a Microscopia Eletrónica de Varrimento foi observado que tanto os aerogéis como os

xerogéis apresentaram uma microestrutura composta por partículas irregulares e angulares com uma vasta gama de tamanhos. As principais diferenças entre os géis de MTES e de TEOS são a distância interparticular e o facto de o diâmetro das partículas das

amostras de MTES ser, em geral, mais elevado. Pela análise por espectroscopia FTIR, as bandas de absorção do Itraconazol foram caracterizadas e os espectros de géis de sílica, com e sem Itraconazol na sua composição, foram comparados com o objetivo de


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DEPARTAMENTO //7

detetar a presença do Itraconazol. Recorrendo a técnicas de adsorção gasosa de azoto, foram analisadas as propriedades texturais dos materiais de sílica, nomeadamente a área de superfície específica, o diâmetro médio dos poros e o volume médio dos poros. As amostras sintetizadas com o precursor de TEOS apresentaram, em geral, maior área de superfície que as amostras sintetizadas com o precursor de MTES.

Depois de secos os géis de sílica contendo o fármaco foram submetidos a testes de libertação in vitro recorrendo à montagem experimental descrita. A percentagem total de libertação da massa de Itraconazol atingiu o valor de 20.7 % em aproximadamente qua-

tro horas para o xerogel sintetizado com TEOS e o valor de 35.3% em aproximadamente duas horas para o aerogel sintetizado à

base de TEOS. O facto de a percentagem total de libertação de massa de Itraconazol ser superior no caso do aerogel terá ficado a dever-se a facto de a área de superfície específica, o diâmetro dos poros das partículas e o volume médio dos poros das partículas apresentarem valores mais elevados para o aerogel. O aerogel sintetizado com TEOS que sofreu uma lavagem com etanol antes da

extração com CO2 supercrítico e os xerogéis e aerogéis sintetizados com MTES não apresentaram um perfil e uma percentagem de libertação de fármaco satisfatórios pelo que não foram considerados opções válidas para sistemas de libertação de fármacos.

Anselmo Nunes

Engenharia Química, no mundo do trabalho... O meu nome é Pedro Sancho, tenho 27 anos, e é com agrado que, a convite do NEDEQ, vos falo um pouco da minha ainda curta experiência profissional, especialmente da adquirida a nível industrial. Terminei o MIEQ em

2010 e a primeira experiência profissional foi precisamente no DEQ, como Bolseiro de Investigação, integrando um Projeto QREN que surgiu no âmbito do trabalho desenvolvido na minha

dissertação e que consistiu numa parceria da FCTUC, IST e a Empresa corticeira Cork Supply. Em

Abril deste ano, surgiu a hipótese de fazer um estágio na Empresa Euro-Yser - Produtos Quími-

cos S.A., que prontamente decidi aceitar. Na Euro-Yser sintetizamos resinas naturais à base de colofónia (sub-produto da resina do pinheiro). Para terem uma ideia, depois de extraída do pinheiro, a resina sofre um processo de

limpeza e depois é destilada. Da destilação obtêm-se dois produtos, a terebentina (ou aguarrás) e a colofónia. A aguarrás é comercializada para indústrias de cosmética e tintas e a colofónia é a principal matéria-prima das nossas reações.

As resinas que produzimos dividem-se em dois grandes grupos, os ésteres de colofónia e as resi-

nas fenólicas modificadas com colofónia. Os ésteres têm como principais aplicações os adesivos de contacto, industriais, automotivos, de chão; selantes; fitas e etiquetas; revestimentos; embalagens; ceras depilatórias; tinta para marcação de estrada e revestimentos de chicletes. As resinas fenólicas aplicam-se em vernizes; tintas flexográficas, de rotogravura, de impressão offset e de embalagens.

Relativamente ao meu trabalho, divido-me entre o controlo de processo e o controlo de qualidade. Trabalhamos em regime de turnos, cada turno com quatro elementos (na grande maioria Engenheiros Químicos, o que é positivo!), e temos como responsabilida-

de controlar os diferentes processos em sala de controlo, efetuar análises de controlo de qualidade intermédio em laboratório e fazer cargas de matérias-primas nos reatores. A esta equipa juntam-se cinco operadores que são responsáveis pela descarga da resina dos reatores e respetiva embalagem. A maior dificuldade é o facto de trabalharmos num regime de laboração contínua (turnos), ainda assim penso que a experiência que se adquire colmata esse maior desgaste.

Posso dizer-vos que tem sido uma experiência enriquecedora que me tem possibilitado “pôr em prática” diversos conceitos abordados ao longo do curso. No entanto, também se tem apresentado como uma boa experiência de vida… A situação atual não está fácil para nós mais jovens, mas pelo menos que não seja por não sermos trabalhadores, humildes e persistentes.

Pedro Sancho


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DEPARTAMENTO //8

MAPA DE EXAMES - Mestrado Integrado em Engenharia Química 2012/2013

Época Normal

Época de Recurso


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FACULDADE

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Inovações na Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra INVESTIGADORES DE COIMBRA DESENVOLVEM VACINA ORAL PARA A HEPATITE B Foi desenvolvida, por uma equipa de cinco investigadores do Centro de Neurociências (CNC) e da Faculdade de Farmácia da UC (FFUC), uma vacina oral para a hepatite B «mais eficaz e potencialmente mais estável» que a vacina injetável, anunciou a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.

A nova vacina «já foi testada in vivo (em ratinhos) com sucesso», adiantou uma nota da reitoria da Universidade. Esta, «ao contrário daquela que já está no mercado (que não produz anticorpos

específicos ao nível da mucosa)», induz o desenvolvimento de «uma elevada concentração de anticorpos, que travam a entrada

do vírus» no organismo, afirmou a docente da FFUC e coordenadora da investigação, Olga Borges.

Esta é uma grande vantagem, pois «a hepatite B é uma doença

sexualmente transmitida (principal meio de contágio da doença

nos países desenvolvidos)», recordou a especialista, salientando que o novo medicamento «combate o vírus na porta de entrada

do organismo», impedindo a sua introdução na circulação sanguínea.

Olga Borges adianta também que os investigadores acreditam que esta nova vacina possa ter benefícios para quem já estiver

infetado pela hepatite B. No entanto, para esta hipótese, terão de ser realizados ensaios clínicos para que possa ser confirmada.

Além do conforto que representa para o doente, a nova vacina apresenta outras «claras vantagens» em relação às vacinas injetáveis, designadamente no «plano social e económico, sobretudo nos países em desenvolvimento», referiu a investigadora da FFUC.

Duas grandes vantagens que a nova vacina apresenta na sua administração são que não necessita de pessoal técnico nem exige

cadeias de frio para a sua conservação. São dois fatores que aqueles países nem sempre podem disponibilizar para se manterem as propriedades da vacina inalteráveis estando, frequentemente, já deteriorada quando é administrada. Além disto, «as vacinas orais são mais estáveis permitindo, por isso, uma vacinação mais efetiva», afirmou Olga Borges.

Foi o resultado de «quase uma década de trabalho científico, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e pela GlaxoSmithKline». A nova vacina «vai ao encontro dos objetivos da OMS [Organização Mundial de Saúde], que aposta no desenvolvimento de vacinas mais eficazes, mais baratas, mais estáveis e de mais fácil administração», sublinhou a docente da FFUC.

«Do ponto de vista científico, o trabalho está concluído», mas a comercialização da vacina oral para a hepatite B «depende do interesse da indústria», adiantou a investigadora, lembrando que «o próximo passo será a transposição para os ensaios clínicos». Se a indústria farmacêutica se interessar desde já pelo projeto e se o processo se «desenvolver normalmente», o novo medicamento poderá estar no mercado «dentro de pouco mais de dois anos», admitiu Olga Borges.

A hepatite B, «a mais perigosa das hepatites», é, segundo dados da OMS, responsável pela morte de 600 mil pessoas por ano, em todo o mundo.

Sofia Portugal


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ACADEMIA/CONHECER COIMBRA

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Mesmo ao teu lado... ESTÁTUA DE D. DINIS A Universidade de Coimbra é uma das universidades mais antigas ainda em operação no mundo e a mais antiga de Portugal.

A sua história remonta ao século seguinte ao da própria fundação da nação portuguesa, dado que foi criada no século XIII,

em 1290, mais especificamente a 1 de março, quando foi assinado em Leiria, pelo Rei D. Dinis I, o documento Scientiae thesaurus

mirabilis, o qual criou a própria universidade e pediu ao Papa a confirmação.

De olhos postos em quem sobe, a muito custo, a escadaria das Monumentais, a estátua de D. Dinis, rei a quem Coimbra deve a fundação da sua Universidade, é largamente conhecida pelos conimbricenses e, em especial, pelos cerca de 30.000 estudantes que por aqui estudam. Localizada no largo de D. Dinis, entre

as faculdades de Matemática e de Arquitectura, para muitos pode não passar dum maciço de pedra calcária com pouco mais de 4 metros, com traços simples

e retros. No entanto, nos dias que correm, é já tradição ser ponto de encontro de muitos estudantes, local de praxe e de convívios ou até mesmo meio explorado

pelos estudantes para a demonstração das suas revoltas. Muitos poderão não ver o significado que está para lá do monumento erguido no século XIX. É a home-

nagem a um rei que muito fez por esta cidade, a concretização material duma vasta obra feita, mas também uma porta de boas-vindas e de despedida a momentos de vida, que se irão prolongar pelo tempo. É através desta estátua que

muitos estudantes ainda hoje passam mensagens de revolta. Por exemplo, ainda recentemente podia ver-se o pobre do D. Dinis com uma corda ao pescoço, como

que a personificar cada estudante, revoltado com os cortes nas propinas e com os aumentos dos preços das refeições sociais. Deveras imponente e especial...

Agenda Cultural

Estátua da autoria de Francisco Franco, inaugurada em 1943, onde D.Dinis observa a cidade de Coimbra.

Teresa Cernadas


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NÚCLEO

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Atividades realizadas pelo teu núcleo ... Ciclo de palestras– Nanotecnologias No âmbito do projecto Química ᶾ, os Núcleos de Estudantes dos Departamentos de Engenharia Química, Bioquímica e Química organizaram um ciclo de palestras com a temática “Nanomateriais”.

A primeira palestra teve como orador o Doutor Hugh Burrows do Departamento de Química, e centrou-se na preparação, caracterização e aplicação dos Nanomateriais. Na apresentação foram discutidos alguns exemplos, como nanotubos de carbono, grafeno e partículas metálicas, bem como as suas

aplicações. Foi também apresentada uma técnica de nano-estruturação de soluções utilizando polímeros como o DNA.

A palestra seguinte abordou os temas “Nanopartículas: aplicações e implica-

ções” e “Tailoring of sílica based aerogels for Space applications”, que foram dados respectivamente pelas Doutoras Margarida Figueiredo e Luísa Durães, ambas do nosso departamento. A primeira apresentação teve como objetivo integrar as Nanoparticulas na temática da Nanotecnologia, não só salientando as suas qualidades e potencialidades mas também alertando para os seus possíveis efeitos secundários. Na segunda apre-

sentação, a doutora Luísa Durães falou sobre as propriedades e aplicações dos aerogéis de sílica, referindo as suas necessidades de especificidade para a utilização espacial.

Por fim, a última palestra incidiu sobre “A aplicação da nanotecnologia em novas estratégias antitumorais”. O doutor Henrique Fonseca, do Centro de Neurociência e Bio-

logia Celular, foi o orador desta palestra e apresentou-nos os benefícios da terapia genética no tratamento de tumores, e o importante papel da nanotecnologia no desenvolvimento de estratégias antitumorais mais eficientes.

Joana Lima

Magusto

No passado dia 12 de Novembro, segunda-feira, pelas 16 horas, realizou-se o famoso magusto de celebração ao dia de S.Martinho, no bar do Departamento de Engenharia Química, como tem sido hábito ao longo dos anos.

O dia de S. Martinho é anualmente celebrado no dia 11 de Novembro, sendo uma data marcante da época do Outono. Reza a his-

tória que, um dia, um soldado romano de nome Martinho, a caminho da sua terra natal, encontrou um mendigo cheio de frio que lhe pediu esmola. Perante este, Martinho, num ato de bondade, rasgou a sua capa em duas e deu uma ao mendigo. De repente, o

frio parou e o tempo melhorou. Tal acontecimento acredita-se ter sido a recompensa pela generosidade e bondade de Martinho para com o mendigo.

Esta lenda deu assim origem a um dia especial, marcado pela castanha assada e pelos vinhos e licores.

O evento, organizado pelo NEDEQ/AAC, primou pela presença da famosa castanha e da bela jeropiga que foi oferecida pelo Bar do DEQ e pelos alunos Fábio Branco e Tiago Rodrigues, a quem desde já agradecemos a oferta e generosidade. Viveu-se um ambiente festivo, com uma boa afluência da comunidade dequiana, numa junção entre as comidas e

bebidas típicas de S. Martinho e o espetacular serviço prestado pelo Bar do departamento. Contou-se ainda com a boa disposição de todos os presentes, entre conversas animadas e jogos de sueca.

Com isto, cumpriu-se a tradição e viveu-se mais uma tarde de convívio entre professores, funcionários e alunos, fomentando-se uma vez mais a integração dos nossos caloiros no seio da comunidade.

Agradecemos a presença de todos, e em especial à Direção do Departamento de Engenharia

Química, à nova conceção do Bar e ao núcleo de estudantes, nomeadamente ao pelouro Lúdico e a todos os colaboradores, por mais um belo Magusto que nos proporcionaram. Resta assim desejar que a tradição continue e que para o ano se volte a celebrar este dia no DEQ, com animação e espírito de convívio entre todos os presentes!

João Miguel Santos


dizCURSO • número 18• dezembro de 2012

NÚCLEO

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Torneio de PES – Pro Evolution Soccer

No passado mês de Novembro, no dia 21, o pelouro de desporto, com o principal objetivo de proporcionar momentos de diversão e socialização aos alunos do departamento de Engenharia Química, realizou um torneio de futebol virtual, onde os participantes tinham à sua disposição computadores, comandos e o jogo Pro Evolution Soccer 2013. Este torneio contou apenas com a presença

de 10 participantes, onde apenas 5 destes pertenciam ao nosso departamento, não tendo, infelizmente, sido cumprido o principal objetivo do pelouro de desporto do NEDEQ/AAC. Com isto, o pelouro manifesta a sua grande tristeza pela falta de adesão dos “Dequianos” nas atividades desenvolvidas e pede sugestões/críticas construtivas, para poder fazer mais e melhor.

No entanto, o torneio realizou-se e desenrolou-se em duas fases. A primeira consistia em dois grupos de cinco pessoas, onde passavam os quatro primeiros classificados de cada grupo e a segunda fase era composta por eliminatórias, tendo início nos quartosde-final e tendo terminado com as grandes finais, terceiro contra quarto e primeiro contra segundo.

A final que decidiu o terceiro e quarto lugar foi disputada por alunos de outros departamentos, nomeadamente, André Carvalho contra Cláudio Alves, tendo André Carvalho assegurado o terceiro lugar, que lhe dava di-

reito a uma bola de futebol como prémio, depois de ter derrotado o seu adversário por 3-1. A grande final contou com a presença de dois alunos do departamento de Engenharia Química, André Gonçalves e José Lobo, tendo o participante André Gonçalves agarrado o pri-

meiro lugar depois de ter aplicado uma pesada derrota de 5-0 ao seu adversário José Lobo. O pódio ficou assim atribuído, ficando André Gonçalves em primeiro lugar (prémio: Auscultadores Wesc), José Lobo em segundo lugar (prémio: Comando para PC) e em terceiro lugar André Carvalho (prémio: Bola de Futebol).

O pelouro de desporto do NEDEQ/AAC agradece a todos os participantes, quer pela sua pre-

sença, quer pelo espirito apresentado durante a competição, fatores que dão vontade para fazer mais e melhores atividades. Fábio Branco

Aulas de Programação

O NEDEQ/AAC em conjunto com alunos do departamento de Eletrotécnica da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra, organizou no mês de Novembro e Dezembro, dias 19, 26 de Novembro e 3 de Dezembro, aulas gratuitas de iniciação à programação em linguagem C/C++.

Estas aulas tiveram a duração de duas horas e tiveram como objetivo fornecer um maior conhecimento sobre programação aos alunos do departamento de Engenharia Química. A adesão dos alunos não foi a melhor, nem a idealizada, sendo que no dia 19 estiveram presentes 8 alunos e no dia 26 apenas 3 alunos, o que levou ao cancelamento das aulas, por parte do núcleo de estudantes de Engenharia Química, devido à inexistência de alunos suficientes para a realização das mesmas.

O núcleo agradece a presença dos presentes e pede desculpa pelo cancelamento, mas tal teve de ser feito, por não compensar continuar com as referidas aulas.

Fábio Branco

Banca do Desabafo Nos dias 4 e 6 de Dezembro o pelouro da Pedagogia do NEDEQ organizou uma banca do desabafo, onde ouviu da boca dos estudantes as preocupações acerca do MIEQ entre outros assuntos relacionados com o curso. Com esta iniciativa, o pelouro de peda-

gogia vai analisar e tentar encontrar soluções que possam proporcionar e aumentar a qualidade pedagógica dos alunos.


dizCURSO • número 18• dezembro de 2012

NÚCLEO /ACADEMIA

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Ação Estudantil

Novembro e as Causas dos Estudantes Várias foram as alturas que a Académica de Coimbra soube estar à altura da representação estudantil e do que isso implica ao país. Recordem-se cenários como o 17 de Abril de 1969, onde soubemos pedir a palavra e ousar liberdade quando Portugal não a so-

nhava ainda; a Tomada da Bastilha, onde soubemos ocupar o que nos pertencia; a recente luta contra o decreto-lei 60/2010, onde soubemos afirmar que o Ensino Superior deve estar acessível a todos; entre muitas outras situações.

Mais uma vez, o ataque ao Ensino Superior mereceu a intervenção da AAC. Face aos cortes previstos no Orçamento de Estado (OE) para 2013 a AAC juntou esforços para que esta luta fosse melhorada e, destes esforços, resultaram ações em conjunto entre a Direção Geral da AAC e os vários Núcleos de Estudantes, onde também se inclui o NEDEQ/AAC.

O OE a aprovar reduzia, em média, 9,4% as verbas a atribuir as Universidades Portuguesas. Recorde-se que entre 2005 e 2012, foram atribuídos menos 144 milhões de euros. Tal diminuição provocaria um débil funcionamento das Universidades e, em alguns casos, a impossibilidade de funcionarem.

No dia 31 de Outubro, Ricardo Morgado, presidente da DG/AAC, realizou uma conferência de imprensa onde explicitou a posição da AAC relativamente ao OE para 2013. Importa salientar que este parco financiamento público é acompanhado de um crescente

esforço das famílias para assegurar a frequência dos estudantes no Ensino Superior. Comparativamente a outros estudantes europeus, nós pagamos a 3ª propina mais alta da EU, quando o número de diplomados portugueses fica muito abaixo da generalidade europeia e das metas propostas.

Dadas as circunstâncias e a necessidade de atuar, também os reitores das Universidades Portuguesas se uniram e, a cada um deles, as respetivas comu-

nidades universitárias. Verificou-se aquando da leitura do comunicado conjunto do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) no

TAGV, a grande união entre toda a Universidade de Coimbra contra este Orçamento que colocaria a UC, como dito pelo reitor João Gabriel Silva, na

impossibilidade de assegurar os custos básicos de funcionamento. “CHEGA.”,

foi a exigência que rapidamente se propagou e que ecoou dos diversos pontos da UC para o país – ninguém ficou indiferente a esta tomada de posição.

Como alerta para o que poderia ocorrer mais tarde, no dia 14 de Novembro encerrouse a cadeado a Porta Férrea, sob a guarda das estátuas que se cobriam de negro, sinal do atual contexto e do futuro que o Governo pretendia atingir com tais medidas.

Antes da nova reunião do CRUP na Sala dos Capelos da UC, a atribuição de financiamento para as Universidades foi revista, possibilitando o funcionamento das Instituições no próximo ano.

Preparava-se, também, uma grande ação de protesto, em Coimbra, que se alterou, face às modificações ocorridas. O apelo foi feito para que a concentração passasse a ser feita

no Páteo das Escolas. Na Reitoria, o Reitor João Gabriel Silva reuniu-se com o Presidente da DG/AAC, os Presidentes de Núcleo presentes (estando também representado o NEDEQ/AAC) e outros representantes de estudantes como Senadores e Conselheiros Gerais.

Aí o reitor assegurou aos estudantes que a UC teria condições de funcionamento, que os Serviços de Ação Social não sofreriam alterações e que se encontrava disponível para, em sede de Conselho Geral, discutir a não atualização da propina para o próximo ano letivo.

Nas diversas ações realizadas foram vários os Estudantes de Eng. Química que estiveram presentes. Tal demostra a nossa vontade de nos associarmos às causas comuns; é de saudar a vossa presença. É de saudar, também, a união da comunidade universitária

nesta situação. Apesar de esta “batalha” ter sido ganha pela união, a “guerra” está longe de ter um fim, enquanto existirem estudantes a abandonar o Ensino Superior por falta de condições ou enquanto não se encarar a Universidade como a principal fonte de produção de receita do país: o conhecimento.

Daniel Marcos


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DEPARTAMENTO

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Nova gerência do Bar do Departamento de Engenharia Química Como já é de todos conhecido, o Bar do nosso departamento tem uma nova gerência, desta vez ao encargo de Sandra Silva. A

Sandra, que se encontrava, no nosso Departamento, responsável pela Secção de Textos, decidiu aventurar -se noutro meio. O NEDEQ/AAC quis saber como está a correr esta mudança e o que todos podem esperar para o Bar do Departamento de Engenharia Química. Comecemos por um facto curioso... O que a motivou a sair da Secção de Textos e concorrer à gerência do Bar do DEQ? Aproveitar a oportunidade de me lançar no meu próprio negócio e, principalmente, o facto de gostar muito da área da hotelaria.

Como foi a adaptação a um novo trabalho e a um ritmo totalmente diferente? Tem tido algum apoio para conseguir gerir e dinamizar o BEQ da melhor forma?

Adaptação foi muito boa! Tenho podido contar com o apoio, em todos os sentidos, das pessoas que frequentam o Bar do DEQ. Quais as dificuldades que encontrou nesta mudança? A única dificuldade, julgo que já foi ultrapassada. Tinha a ver com adaptação ao novo ritmo de trabalho. A aderência tem sido a esperada? Tem recebido críticas boas e construtivas? Está disposta a receber sugestões dos clientes frequentes do BEQ para melhorar algo que não esteja do agrado dos mesmos, ou para introduzir algum produto novo no bar?

As minhas expetativas relativamente a aderência foram em muito superadas. Todas as sugestões, positivas ou negativas, são muito bem-vindas. Só assim poderei fazer tudo o que estiver ao meu alcance para que o bar do DEQ, seja um Terceiro LAR para todos os estudantes.

Na sua opinião, as instalações do BEQ são adequadas e estão propícias a um bom funcionamento do mesmo? Sim, julgo que sim.

Em relação à esplanada exterior, há alguns planos para o espaço?

A esplanada exterior está a ser estudada. Mas sim, existem planos que julgo se concretizarem muito em breve. O NEDEQ/AAC pode continuar a contar com a participação do BEQ nas suas actividades, como já aconteceu recentemente com o Magusto?

O bar, apesar de estar a ser concessionado por mim, é um espaço essencialmente vosso. E, como tal, não vejo porque não ser utilizado também por vocês nas vossas actividades. Terei sempre muito gosto em ajudar-vos em tudo. No geral, está satisfeita com a nova função? Quais as expectativas para o futuro?

A satisfação é plena! As expetativas prendem-se na possibilidade de poder aumentar o número de clientes e tentar, com vossa ajuda, conseguir ”ideias” para a transformação do interior do bar, de modo a torná-lo mais acolhedor. O NEDEQ/AAC agradeceu a disponibilidade e colaboração da Sandra e deseja-lhe as maiores felicidades para esta nova etapa, mostrando-se disponível para colaborar com o BEQ sempre que necessário.

Joana Matos


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HUMOR E PASSATEMPOS

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RiaGente! Gostas de SudoKu e de desafios mais difíceis? Chegou a hora de te testares! És capaz?

Anedotas Vão quatro engenheiros no carro, quando este avaria. Cada engenheiro dá a sua sugestão: -Engenheiro mecânico: A caixa de velocidades deve ter partido. -Engenheiro químico: O problema está na composição do combustível.

-Engenheiro eletrotécnico: Nada disso! É a bateria que está descarregada. -Engenheiro informático: E se nós saíssemos e entrássemos novamente?

Um menino de 7 anos queria ganhar 100 euros e rezou durante duas semanas. Como nada aconteceu, ele resolveu mandar uma carta ao Todo-Poderoso com o seu pedido. O correio recebeu, então, uma carta endereçada para Deus. Sem saber o que fazer,

resolveu mandá-la para o Passos Coelho. O 1º ministro ficou comovido com o pedido e resolveu enviar uma nota de 10€ para o menino, pois achou que 100€ era muito dinheiro para uma criança tão pequena.

O menino recebeu os 10€ e imediatamente notou o endereço do remetente: Lisboa. Pegou no papel e na caneta e sentou-se a escrever uma carta de agradecimento:

- Caro Deus. Muito obrigado por me mandar o dinheiro que eu pedi, contudo, eu pediria que na próxima vez o Senhor enviasse direto para a minha morada, porque quando passa por Lisboa, aquele Vítor Gaspar fica logo com 90%.



dizCURSO #18