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Foto de Léo Borges

Cabo Frio – Novembro de 2010 – Ano III – Edição nº 18 – Distribuição Dirigida – www.najogada.com.br www.najogada.com.br

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EDIÇÃO DE ANIVERSÁRIO

Cabo Frio Futsal sonha com a Liga Nacional em 2011 Cabofriense tem novo treinador ADDP e Rosa de Saron: rivalidade e sucesso

Medalha de ouro

Marquinho Mendes se destaca como o prefeito que revolucionou o esporte em Cabo Frio. Entrevista especial nesta edição Páginas 6 e 7


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A Lei da Bola Caros leitores, É com muita alegria e satisfação que parabenizo o Jornal Najogada pelos seus dois anos de existência. Muitas informações e opiniões foram levadas a você que nos acompanha. Fazendo uma pequena retrospectiva, a coluna “A lei da bola” trouxe diversas ponderações a respeito das legislações desportivas do nosso país. O Estatuto do Torcedor e a Lei Pelé foram normas comentadas e propostas ao leitor numa linguagem mais informal, fazendo com que todos conheçam e reivindiquem os seus direitos.Vamos relembrar alguns pontos relevantes. No dia 15 de maio de 2003 foi criada a Lei 10.671, mais conhecida como o Estatuto do Torcedor. São estabelecidas nessa legislação normas que visam proteger e defender os direitos e interesses do torcedor, que é definido no artigo 2º da referida lei, como toda pessoa que aprecie, apóie ou se associe a qualquer entidade de prática desportiva do País e acompanhe a prática de determinada modalidade esportiva. Nessa legislação diversas questões são abordadas, tais como, a acessibilidade nos estádios, a segurança dentro e fora das praças desportivas, as torcidas organizadas, a figura do cambista, etc. O ingresso que muitos jogam fora após a entrada no estádio, por exemplo, é uma apólice de seguros, que pode ser resgatada em caso de eventual acidente. São direitos que todos devem conhecer e assim reivindicar. Os torcedores têm os mesmos direitos que os consumidores para defesa em juízo, notadamente a legitimidade do Ministério Público para a promoção de ações coletivas. Por isso o cidadão deve sempre reivindicar o seu direito e, neste âmbito, desempenhamos papel importante para que a lei seja devidamente aplicada. Outra lei que abordamos (Lei 9.615/98) entrou vigor no dia 24 de março de 1998, sendo mais conhecida como “Lei Pelé”. A citada norma começou a vigorar com o intuito de substituir e aperfeiçoar a então conhecida “Lei Zico”. Trata-se de uma legislação que institui normas gerais sobre o desporto brasileiro, abrangendo práticas formais e não formais inspiradas na Constituição, especificamente em seu artigo 217. Tal lei traz inúmeros questionamentos, mas não existe, praticamente, qualquer perspectiva de mudança nessa legislação. Atualmente muitos clubes deixam de investir em suas categorias de base, por receio de não obter nenhum retorno financeiro posteriormente. Sem dúvidas a Lei Pelé enfraqueceu as entidades e facilitou o êxodo, cada vez mais precoce, de jovens talentos. Tem sido comum vermos jogadores brasileiros despontando no exterior, obtendo a naturalização em outros países para poder atuar em outras seleções, sem sequer terem sido aproveitados e vistos em clubes do nosso país. A coluna de hoje tem o propósito de trazer a informação no âmbito jurídico/ desportivo, mas também de mencionar a alegria que temos de comemorar mais um aniversário desse periódico.Vivemos um momento muito especial por sediarmos as Olimpíadas e a Copa do Mundo, mas também pelo retorno da Cabofriense a elite do Estadual, pela final do Campeonato Municipal de Futsal, pela inauguração de mais dois ginásios poliesportivos em nossa cidade e por uma série de outros fatores. É nesse clima que queremos compartilhar com você a informação do esporte e também os seus direitos, que existem, mas se não o reivindicarmos de nada valerão. Um forte abraço e até a próxima! (*) William Von-Held é advogado e comentarista esportivo

expediente Livre - Produção & Comunicações Ltda. CNPJ: 10.471.884.0001-16 Jornal Na Jogada Fundador e editor: Léo Borges Jornalista responsável: Roberta Costa - MTB: 30034-RJ Diagramação: Eliana Lopes Redação: Anderson Lopes Publicidade: Henrique de Oliveira Colaboradores: Luana Macêdo, Marconi Castro e William Von-Held Impressão: Arete Editorial Jornal Lance - 3 mil exemplares Obs.: Os artigos e matérias assinadas são de responsabilidade dos autores.

Pensando em 2011 Com o final do ano batendo à porta e praticamente todas as competições se encerrando, os esportistas de Cabo Frio já podem colocar sua cabeça para pensar no ano que vem. Se 2010 foi um ano pródigo em novidades, o ano que se aproxima promete ser ainda mais expressivo para a prática esportiva na cidade. Alguns fatores são fundamentais para esta análise preliminar. Para os esportes de quadra – e também para os que precisam ser disputados em espaços fechados – a inauguração do ginásio Vivaldo Barreto, no Jardim Esperança, desafoga o fluxo do sobrecarregado calendário do Aracy Machado. Para as modalidades que não dispõem de uma liga exclusiva, a revitalização da tradicional Liga Cabofriense de Desportos, com o apoio da Prefeitura, dá a condição legal para o funcionamento destes praticantes junto às suas respectivas federações. Ainda que não pareça, esta legitimidade é fundamental até mesmo na busca por patrocinadores – o fato de disputar uma competição podendo ser “federado” é importante. Para fechar esta análise, no futebol, além do retorno da Cabofriense à série A do Campeonato Estadual, tivemos a consolidação do campeonato amador da cidade, com jogos bons, público prestigiando e um título conquistado pela equipe que mais agradou a quem acompanhou a competição. Aliás, se o campeonato se solidificar a cada ano, aproveitando jogadores locais que não conseguirem fazer a transição do sub-20 para o profissional, pode se tornar uma boa via de retorno ao profissionalismo para estes jovens atletas

– mas isso é papo longo, abordaremos isto mais tarde. Mas como eu sou um chato e fico sempre procurando os pontos negativos, ou pelo menos, onde se pode melhorar, duas coisas são fundamentais para o esporte de Cabo Frio ter um 2011 ainda melhor: 1) Sabemos do esforço da Secretaria de Esporte e Lazer para fazer com que as coisas funcionem da melhor maneira possível. Sabemos também que é quase impossível encontrar um ginásio por aí que não tenha goteiras – temos casos clássicos, até em competições internacionais, como em Barueri, no Mundial Feminino de Basquete, em 2006; e esse ano, no Grand Prix de Futsal, em Anápolis. Mas não custa daqui pedir um pouco de atenção às goteiras do Aracy Machado. Estão em diversos pontos e, além de danificar o piso – que é um dos melhores do Estado – podem causar acidentes. 2) Diante do sucesso do campeonato de futebol amador e do municipal de futsal que conseguiu ter ótimas partidas, seria de ótimo tom que as entidades se organizassem no sentido de formar um calendário conjunto, de interesse mútuo, em que as competições não coincidissem entre elas, dividindo as atenções do público, da imprensa e até mesmo dos jogadores. Sabemos que, no campo, é mais complicado porque a prioridade, por razões óbvias e justificáveis, é da Cabofriense. Mas não custa nada pensar em um calendário mais racional para o futsal, trazendo algumas competições para o primeiro semestre (falo isso há uns 10 anos, pelo menos – eu não disse que sou chato?)


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ESPECIAL DE ANIVERSÁRIO

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Dois anos de sucesso Jornal Na Jogada faz aniversário com planos de expansão na cobertura do esporte da cidade

O jornal Na Jogada chega ao seu segundo aniversário nesta edição de novembro de 2010. Sonho antigo de seu idealizador, Léo Borges, o jornal veio para ocupar uma lacuna deixada há muitos anos – a de um jornal, com conteúdo exclusivamente local, para tratar dos assuntos do esporte da cidade. O jornal acabou se tornando uma extensão do site Na Jogada, que está no ar desde janeiro de 2006. Depois disso, veio a chegada à televisão, através da Jovem TV (canal 8 da operadora Costa do Sol), que está no ar há pouco mais de um ano. Maluquice? Uma aventura? – Digamos que é um pouco disso tudo e muito mais. Há muito tempo, mesmo com o site no ar, a gente já tinha esse desejo de transformar o nosso trabalho em um jornal, em um programa de TV. Parece meio coisa de maluco, e às vezes, é. Mas o importante é que, mesmo com alguns obstáculos pelo caminho, estamos por aí, cada vez mais fortes – explica Léo Borges. Na equipe, estão os comentaristas William Von-Held e Luana Macêdo – que, ao lado de Filipe Faria, compõem a mesa do programa na Jovem TV – e o multimídia Anderson Lopes, que tem uma longa experiência com jornalismo esportivo na cidade. – Trabalhei no “Bola em Jogo” durante mais de 10 anos, e desde que o jornal saiu de circulação, ficou esse hiato. O “Na Jogada” chegou para ocupar esse espaço e aumentar o seu alcance, que já era grande, com o site. A gente pro-

curou dar uma cara diferente no design gráfico do jornal, e a resposta tem sido muito positiva por parte dos leitores – afirmou. Porém, nem sempre as coisas são fáceis para que o jornal chegue às mãos dos leitores. A eterna luta por anunciantes não é diferente para Léo Borges e sua equipe. Seis edições não foram publicadas por falta de patrocínio e apoio financeiro. Léo, mesmo assim, não esmoreceu. Agora, com a marca Na Jogada solidificada, luta contra a falta de tempo para oferecer um amplo leque de opções aos empresários da cidade. – Temos quatro ótimas mídias: além do jornal, temos o site, o espaço no programa na Jovem TV e as transmissões esportivas, também para a TV. Acompanhamos a Cabofriense na sua volta para a primeira divisão do estado. Fizemos jogos do Cabo Frio Futsal e da ADDP no Campeonato Estadual de Futsal; jogos do Estadual de Basquete com a LBCF; e jogos do campeonato municipal de futsal. Estamos cada vez mais trabalhando para levar produtos de qualidade aos leitores, telespectadores e visitantes do nosso site – analisa Léo. Qualidade a olhos vistos – Quem vê o Na Jogada pela primeira vez não acredita muito que o jornal é feito no interior do estado, apenas com enfoque local. Impresso na gráfica do jornal Lance!, no Rio de Janeiro, e totalmente colorido desde sua primeira edição, o Na Jogada é sempre disputado nas praças esportivas onde é distribuído. O jornal

O jornal Na Jogada já nasceu vencedor porque se propõe a acompanhar de maneira clara, direta e honesta, o desenvolvimento do esporte da nossa cidade. Como esportista, me sinto honrado em poder fazer parte da história deste jornal, que completa dois anos de existência vitoriosa neste mês de novembro. Parabéns à toda equipe do jornal Na Jogada!

Vereador Zé Ricardo

Léo Borges

Léo Borges (em pé), William Von-Held e Filipe Faria: na TV, no jornal e na internet, jogando em todas

é cada vez mais elogiado por grandes nomes da imprensa carioca. As pautas são montadas sempre no meio do mês. Léo Borges e Anderson Lopes discutem os assuntos que podem ser destaque naquele período.Além da dupla, a “caçula” Luana Macêdo entra na divisão das matérias. Cada um dos três assina, ainda, uma coluna. William Von-Held fica com a coluna sobre direito desportivo. E, a cada edição, uma personalidade do esporte da cidade recebe uma reportagem especial, normalmente na contracapa. A diagramação fica a cargo de Eliana

Lopes, seguindo o projeto gráfico que tanto agrada ao leitor.As influências de diários esportivos internacionais, como o espanhol “Marca” e o português “A Bola” se misturam a um jeito peculiar de abordar o esporte da cidade. Os planos de expansão – que sempre dependem de investimento e patrocínio – buscam passar a periodicidade do jornal de mensal para quinzenal. Porém, o desafio maior desta equipe é manter a qualidade que fez o Na Jogada se tornar uma referência na cobertura esportiva dentro de Cabo Frio e da região.

A Associação Desportiva Cabofriense parabeniza o jornal Na Jogada pelo seu segundo aniversário! Dois anos de sucesso! Cabo Frio deve se orgulhar por ter um jornal esportivo deste nível! Parabéns, Na Jogada

Totonho

Parabéns ao jornal Na Jogada pela passagem de seu segundo aniversário. Que este importante veículo de comunicação continue acompanhando o desenvolvimento do esporte de nossa querida Cabo Frio.

Marquinho Mendes


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Capas para a história As 18 capas do Na Jogada resumem o esporte de Cabo Frio nos últimos dois anos

Em dois anos, o jornal Na Jogada acompanhou a agonia e o êxtase de torcedores, jogadores e dirigentes em diversas ocasiões. Seja no campo, nas quadras, praias, piscinas, tatames… enfim, onde houvesse atividade esportiva, estávamos acompanhando.

A capa da edição 04 não está disponível em nossos arquivos.

Que possamos estar juntos cada vez mais com o esporte de Cabo Frio nos anos que estão por vir – e que novas capas possam ser capazes de fazer emocionar, captando a comemoração, o gesto da vitória, o choro da derrota, ou simplesmente, ao lado das figuras mais destacadas do esporte da nossa cidade.

“O sucesso é daqueles que batalham, e com toda certeza, toda a equipe do jornal Na Jogada é merecedora desse sucesso. Parabéns pelos dois anos de existência do jornal!” Vereador Rogério do Laboratório Parabéns a toda equipe do jornal por fazer um trabalho sério e valorizar o esporte da nossa cidade. A notícia nos é transmitida com imparcialidade e esse é o segredo do sucesso de vocês.

Um abraço, Huguinho

Parabéns, Na Jogada!

Pelos dois anos de vida e pelo apoio e incentivo que sua equipe dispensa ao esporte de Cabo Frio. Que essa parceria possa crescer ainda mais! Liga de Basquete de Cabo Frio

Parabéns pelos dois anos de sucesso do jornal Na Jogada. Que este seja o início de uma caminhada ainda mais vitoriosa!

Vereador Silas Bento


CABOFRIENSE

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Cabofriense vive um novo momento Clube fecha parcerias importantes para o futuro Divulgação

Com passagens pelas seleções brasileiras sub-20 e principal, Ernesto Paulo é o novo técnico da Cabofriense

Pode-se dizer que o ano de 2010 vai ficar marcado na história da Cabofriense como o ano da mudança. Primeiro porque a equipe foi campeã da Série B do Carioca e durante a competição viu seus cofres encherem de dinheiro com a venda do atacante André, ex-Santos, para o Dínamo de Kiev. O retorno a Série A e a venda do atacante proporcionaram à equipe a construção do Centro de Treinamentos, localizado em São Jacinto, além do arrendamento da Pousada meu Refúgio. Além disso, o clube renovou recentemente sua parceria com a Wilson, fornecedora de material esportivo, com o Cruzeiro e está fechando uma parceria com o Banco BMG, que patrocinaria a camisa e também poderiam ceder jogadores do seu fundo de investimento, que conta com cerca de 400 atletas e concluir as obras do CT. - Estamos negociando essa parceria. A princípio seria para a camisa, a minha intenção é um contrato de dois anos, incluindo a base. Pode acontecer também à parceria com participação de jogadores do BMG na Cabofriense, estamos estudando essa possibilidade. Também existe a possibilidade do BMG ajudar na conclusão das obras do Centro de Treinamento. Enfim, estamos trabalhando para fechar o melhor para a Cabofriense. Se essa parceria sair, vai ser bom para Cabo Frio – acredita Valdemir Mendes, presidente do clube. A renovação com a Wilson foi por dois anos, renováveis por mais um, já que a fornecedora de material esportivo vê na Cabofriense um grande potencial principalmente após a construção do Centro

de Treinamento. - Essa parceria com a Wilson é fantástica, agrega valores. Eles são muito importantes pra gente, nunca deixaram de nos ajudar. Eles dizem que nós somos a equipe do coração deles, que foi um time que deu certo aqui no Rio. Temos um material de trabalho de primeira, vejo com bons olhos o futuro dessa parceria. Conseguimos o apoio deles para o Centro de Treinamentos, onde toda a equipe de trabalho terá o material da Wilson. Eu agradeço sempre, pois eles têm um valor enorme pro clube.Temos muita credibilidade com eles, isso é muito bom, foi uma empresa que nos abraçou, não é uma empresa qualquer e isso nos dá muito orgulho. Valdemir se emociona quando fala sobre a Wilson, principalmente neste ano, quando a empresa deu todo o suporte para o clube, mesmo na segunda divisão. - Jogamos a segunda divisão sem contrato. Liguei para pedir permissão para jogar com o material antigo e eles fizeram questão de mandar o material novo, não nos abandonou em momento algum, temos essa afinidade. Recebemos muitos elogios deles, com a seriedade que fazemos o nosso trabalho, dizem que nunca trabalharam com um clube tão sério, um clube que nunca pediu nada demais em questão de material. Isso acaba fortalecendo a parceria e ouvir que é um prazer trabalhar em parceria conosco dá muito orgulho. Já com o Cruzeiro a parceria foi renovada por três anos, ao invés de um ano, como era feito anteriormente. Com moral no clube mineiro, a Cabofriense deverá receber jogadores de maior importância do plantel celeste. - Renovamos a parceria com o Cruzeiro. Estou resolvendo a situação dos jogadores que devem vir, cerca de oito no total. São jogadores de qualidade e

que muitos já jogaram no time de cima. A comissão técnica viria de lá, mais o Émerson Ávila foi para a Seleção sub17 e o Eugênio Carlos continuou no Guarani de Divinópolis. As parcerias firmadas e renovadas serão importantes para um passo ousado que o tricolor praiano dará nos próximos anos: chegar a Série B do Campeonato Brasileiro. Pra isso, o clube vem se estruturando em todas as áreas. - A diferença hoje é colocar a Cabofriense na Série D, depois na C e por fim na B. Essa é a nossa proposta. Não adianta ter uma equipe que só dispute o Estadual, tem que chegar em competições nacionais também, por isso a diferença. O projeto é mais ousado e acreditamos que podemos chegar lá. Quando o novo Estádio chegar, temos que estar em uma competição de destaque. O Cruzeiro vai nos ajudar nisso, assim como fez com o Ipatinga. Clube contrata ex-técnico da Seleção Brasileira – De volta à elite do Campeonato Carioca, a Cabofriense acertou a contratação do técnico Ernesto Paulo. O carioca Ernesto Paulo Ferreira Calainho, nascido em 2 de fevereiro de 1954, estava há bastante tempo no exterior, onde trabalhou no Nacional da Ilha da Madeira, de Portugal, e, ultimamente, comandava as Seleções Sub-20 e Olímpica da Arábia Saudita. Ernesto Paulo foi treinador da Seleção Brasileira principal, quando enfrentou o País de Gales, no Estádio Ellis Park, em 11 de setembro de 1991. Na ocasião, Ernesto substituiu o técnico Paulo Roberto Falcão. Ernesto Paulo comandou, também, a seleção olímpica, durante a disputa do Pré-Olímpico de 1992, quando lançou na seleção nomes como Cafu, Roberto Carlos e Márcio Santos, que se tornaram campeões mundiais. O treinador começou sua carreira nas categorias de base do Fluminense, onde formou atletas como o lateral Branco. No Flamengo, Ernesto Paulo comandou o time campeão da Taça São Paulo de Juniores, em 1990, lançando jogadores como Djalminha, Júnior Baiano e Marcelinho Carioca. Ernesto comandou, ainda, os times principais do próprio Flamengo, Botafogo-RJ,América-RJ, Botafogo-SP, XV de Piracicaba-SP, entre outros. O novo treinador da Cabofriense foi recebido, no último sábado (27/11), pelo presidente do tricolor praiano,Valdemir Mendes, e pelo Gerente de Futebol, Sidnei Marinho, no novo Centro de Treinamentos do clube e já assumirá o comando da equipe na quartafeira, dia 1° de dezembro. - Ernesto é um treinador experiente, teve passagem pela Seleção Brasileira e por grandes clubes do país. Estava no mundo árabe e acreditamos que fará um grande trabalho aqui no clube. Além disso, se encaixou na situação financeira do clube – disse o Presidente Valdemir Mendes. Ernesto Paulo, que terá como auxiliar técnico o ex-ponta-esquerda do Fluminense, Paulinho Carioca, elogiou as instalações do Centro de Treinamentos e toda estrutura da Cabofriense.


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www.najogada.com.br Fotos de Marconi Castro

ENTREVISTA

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O pref do esp

Marquinho Mendes mudou completam

Cabo Frio sempre foi um celeiro de craques em qualquer modalidade. A cidade sempre foi um pólo do esporte e revelou para o mundo atletas como Leandro, lateral-direito e zagueiro do Flamengo e Seleção Brasileira, considerado por muitos como o maior de todos os tempos na sua posição, e Victor Ribas, um dos maiores surfistas brasileiros. Mas a máquina de craques cessou pelo menos até a entrada de Marquinho Mendes na Prefeitura Municipal de Cabo Frio, que até agora nos seus seis anos de mandato revolucionou o esporte amador e profissional na cidade. “Me orgulho muito de ter valorizado o esporte amador em Cabo Frio.Vamos continuar nessa linha de valorização do esporte amador, de todas as modalidades que eram inexistentes antes de eu assumir como prefeito”. A mudança não aconteceu do nada, já que Marquinho sempre foi desportista, era pivô no auge do futebol de salão em Cabo Frio, nos anos 80 e 90, e foi médico da Cabofriense por muitos anos. Nada melhor que um filho do esporte para fazer a revolução no segmento. Desde que assumiu a Prefeitura em 2005 o esporte nunca mais foi o mesmo. Neste tempo, finalizou a construção do Ginásio Poliesportivo Aracy Machado, construiu o Ginásio Vivaldo Barreto, no Jardim Esperança, e vai inaugurar em breve o Ginásio em Tamoios. Projetos ousados, como o novo Estádio de Futebol e a conclusão do Complexo Olímpico Aracy Machado são os próximos a serem executados. Novas praças de esporte, projetos sociais (Novo Cidadão, Academia Popular), títulos no esporte de alto rendimento, como o bicampeonato Carioca de Futsal (2007 e 2008), Jogos Abertos do Interior, nas categorias Futsal e Basquete e participações em grandes competições nacionais, tais como a Liga Nacional de Futsal e Jogos Abertos Brasileiros. Além disso, foi no mandato de Marquinho que a Cabofriense viveu seus dias de glória, com a ida para quatro semifinais e uma final de turno do Campeonato Carioca. Diante de tanta mudança, o Na Jogada entrevistou o prefeito Marquinho Mendes, que encontrou um cenário de abandono quando assumiu a prefeitura, com a Secretaria de Esportes embaixo das arquibancadas do Correão, num espaço de seis metros quadrados. E não vai parar por aí, promete.

Esporte amador: antes e depois de Marquinho - No passado Cabo Frio vivia apenas da Cabofriense, do futebol profissional, o esporte amador não existia. Quando eu assumi a Prefeitura Municipal de Cabo Frio, eu encontrei uma secretaria de Esporte embaixo do Correão, numa sala de seis metros quadrados, sem orçamento nenhum, porque o orçamento era só para o futebol profissional e nós mudamos esse quadro. Hoje não, temos uma secretaria de esportes, com orçamento, com projetos sociais, com investimentos em todas as modalidades. Eu não me arrependo de nada, pelo contrário, eu me orgulho. Construímos o ginásio Vivaldo Barreto, no Jardim Esperança, vamos entregar em breve o Ginásio de Tamoios, que será lindo como o do Jardim e vamos continuar os investimentos. Entendemos que investir no esporte é investir no bem, é dar oportunidade ao jovem e a criança de ter opção pelo esporte, pela vida, pelo que se tem de mais saudável. Essa é a função do poder público, é dar opção para as coisas boas. Valorização do esporte cabofriense - Eu tenho obsessão em fazer o melhor para a população. E isso passa pela construção dos ginásios, da valorização das modalidades do esporte amador em Cabo Frio e isso me orgulha muito. Temos que aproveitar as oportunidades para fazer. Nós estamos trabalhando muito e temos certeza que vamos ficar marcados como aquele que iniciou o processo de transformação da valorização do esporte amador em Cabo Frio. Retorno da Cabofriense a Série A do Carioca - Quando a Cabofriense desceu para a segunda divisão, muitos jogaram pedras, criticaram e desejaram que a Cabofriense não pudesse voltar. Fomos então procurados pelo Valdemir Mendes, presidente do clube, e nós prontamente, como prefeito e apaixonado pelo futebol nos colocamos como parceiros. Patrocinamos a Cabofriense e o Valdemir com sua capacidade administrativa colocou o time novamente na Primeira Divisão. Eu falo que agora é muito fácil dizer que ajudou porque a equipe voltou. Nós ajudamos quando ninguém acreditava e até muitos torciam para que o clube não pudesse voltar. Mais nós acreditamos, nós apostamos e eu quero abrir um parêntese para parabenizar o trabalho desse presidente Valdemir, que lutou, foi procurar parceiros, como o Elias Duba (Presidente do Madureira), trazendo para Cabo Frio a sua equipe para disputar a segunda divisão e trouxe o Roy, um técnico vencedor.Valdemir conseguiu junto com a Prefeitura, que pudéssemos hoje estar comemorando a nossa volta por cima. Ficamos muito pouco tempo na Segunda Divisão, graças a Deus. Esse ano já teremos a Cabofriense de novo na Primeira Divisão e com a parceria com a Prefeitura Municipal. Patrocínio para a Cabofriense - Eu quero dizer que vamos patrocinar a Cabofriense e não “paitrocinar”.Vamos dar o patrocínio, mais vamos cobrar como


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feito porte

mente o cenário esportivo de Cabo Frio

sempre fizemos e vamos fazer. Tenho certeza que Valdemir vai fazer um time com nossa ajuda, um equipe de qualidade, pois chega de passar sufoco. Esse lance de disputar para não cair, nunca mais. Vamos disputar em cima para chegar e ser campeão. Novo estádio de futebol - Eu tenho afirmado que o administrador, que o bom administrador não pode deixar passar as oportunidades. Nós vivemos um momento diferenciado no Rio de Janeiro, por conta da Copa do Mundo e das Olimpíadas. E antes que outros municípios saíssem na frente, pela proximidade com o Rio de Janeiro, onde temos um aeroporto internacional, mais infelizmente ainda não tem um estádio capaz de ser um atrativo para as grandes equipes, os grandes eventos e os jogos. Prontamente procurei o Rubens Lopes, presidente da Federação de Futebol do Rio de Janeiro (FFERJ), e disse que queria sair na frente dos demais. Como prefeito eu tenho interesse em construir um novo estádio com capacidade para 18 a 20 mil pessoas para que a gente possa ser um pólo para a Copa do Mundo e também para os Jogos Olímpicos. Nós temos o aeroporto, nós temos a praia e nossas belezas naturais, uma cidade organizada e linda. Entendemos que ao construir um novo estádio com capacidade para os jogos e sediar as equipes que no futuro bem próximo estarão em Cabo Frio, nós estaremos movimentando nossa economia. Temos que ter essa visão e por isso que já estou trabalhando. Esse novo estádio terá o prazo máximo de construção em um ano e meio. Eu tenho certeza que esse sonho vai virar realidade, ainda mais contando com os parceiros que nós temos encontrado como o governador Sérgio Cabral e com Rubens Lopes, presidente da Federação do Rio de Janeiro (FFERJ), ambos meus amigos pessoais. Temos tudo para avançar, para transformar Cabo Frio em um pólo de esportes também profissional. Já somos pólo no turismo e vai ser também no esporte. Complexo Olímpico Aracy Machado - Nós temos um espaço privilegiado, que é o espaço do complexo Aracy Machado. Já temos o Ginásio e encaminhamos o projeto ao Governo Federal de implantação da pista de atletismo, campo, piscina, um grande parque de esportes naquele local. Nós estamos trabalhando muito e espero que ano que

www.najogada.com.br vem estar começando essa grande obra. Ginásio Vivaldo Barreto - Quando nós assumimos a Prefeitura, tínhamos o Ginásio Poliesportivo Aracy Machado inacabado e nós terminamos o Ginásio. Porém, o esporte amador começou a vivenciar um momento diferente. Começamos investir no futsal, no basquetebol, no voleibol, nos projetos sociais, como o Novo Cidadão, que é um projeto de inclusão social maravilhoso. E eu sabia que o ginásio estava ficando saturado, não tínhamos como encontrar espaço para as outras atividades, como o balé. Nós investimos na periferia e ela não apresentava opções de esportes. Fomos construir não só um espaço de esporte e lazer, mais um grande Ginásio. Infelizmente alguns políticos antes da inauguração afirmavam que ali seria um grande galpão, e está lá um grande ginásio, belíssimo, de primeira qualidade, com capacidade para 1.500 pessoas, obra de primeira qualidade, porque eu só faço o melhor, vocês me conhecem. É mais um espaço que eu estou entregando a população do Jardim Esperança e bairros adjacentes. Toda aquela área agora tem opção para o esporte.

Página 7 Investimento no esporte reflete na saúde da população - Investir no esporte é investir na profilaxia, é fazer um investimento na prevenção. Quando você dá opção como nós estamos dando para a melhor idade praticar esporte, com atividades de ginástica, de dança, de hidroginástica e dá oportunidade para os jovens não optarem pelas drogas e sim pelo esporte, isso é processo profilático, preventivo. O custo para o poder público com a saúde cai assustadoramente.Além de fazer o bem você tem a redução dos custos, de uma possível paciente doente, de um possível paciente nas drogas. É importante como médico eu ter a consciência de que o processo profilático é mais importante do que posteriormente a cura de uma possível patologia (sic). Cabofrienses nas Olimpíadas de 2016 - Não tenho dúvidas que temos condições de termos atletas nas Olimpíadas, porque aqui temos um grande celeiro de craques. A cidade já exportou sem condições nenhuma um Leandro (ex-Flamengo e Seleção Brasileira), maior lateral direito desse país e quiçá do mundo, uma cidade sem estrutura nenhuma no passado, exportou Victor Ribas, um dos maiores surfistas do mundo. Imaginem agora com toda essa estrutura que nós estamos colocando a disposição dos nossos jovens e crianças. Aguardem novos Andrés, novos Victor Ribas e novos Leandros vão surgir para dar orgulho a todos nós cabofrienses.

Escola em tempo integral no Jardim Esperança - Minha intenção é começar a trabalhar os grandes projetos sociais naquela área, como o Novo Cidadão, implantar a escola de horário integral. Penso na criança chegando de manhã para a escola, tendo sua aula, almoçando e na parte da tarde ter um espaço no próprio ginásio para se ocupar com vôlei, basquete, com uma atividade extra-sala de Esporte elevando o nome de Cabo aula, que nada mais é que a escola em tempo Frio integral, depois tomando banho e voltando - Em um futuro bem próximo vamos pra casa. Nossa intenção é transformar o ter a capacidade de descobrir talentos que ginásio em um espaço de inclusão social. não poderiam ser descobertos se nós não tivéssemos feito a opção que nós fizemos Investimento no Cabo Frio Futsal no passado recente de investir no esporte - Neste ano fizemos a opção de fazer amador. Temos uma secretaria de esportes, um time com a prata da casa. Chegamos à com orçamento, com projetos sociais, com conclusão que tem que haver a enxertia, a investimentos em todas as modalidades. O possibilidade de trazer jogadores experien- que significa isso? Significa que a probabilidates, com passagens em outros clubes, com de de descobrir novos valores, novos talenuma experiência adquirida a nível nacional tos, é infinitamente maior do que nas gestões para que possamos ter um time mais com- anteriores. Eu creio muito no momento em petitivo, para que nossa equipe faça o que fez que estamos vivendo, creio muito no futuro em anos anteriores. Vamos conversar com bem próximo. E nós estaremos aqui, juntos, Eliseu e o Rico para que a gente possa traçar para aplaudirmos os novos talentos que nós projetos e planos de termos novamente um contribuímos para eles estarem explodindo time forte. no mundo e dando orgulho a todos nós cabofrienses.


OUTROS ESPORTES

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Clima de decisão no basquete Municipal, Estadual e JAI em suas fases finais Luana Macedo

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Futebol solidário das estrelas em Cabo Frio Evento terá como marca ajudar instituições de caridade No dia 17 de dezembro, sexta-feira, Cabo Frio receberá a visita de vários jogadores profissionais e de grande renome nacional e até mundial. Será realizado o 1° Futebol Solidário das Estrelas, que conta com a organização de Rodrigo Barreto e Gustavo Paixão. O evento acontecerá no Ginásio Poliesportivo Aracy Machado, às 19h. Até agora a organização já chamou diversos craques e a maioria já confirmou presença na pelada, como o atacante André, exSantos, Ibson, ex-Flamengo, Edinho (Palmeiras), Fernando Bob (Fluminense), Vander Carioca (Petrópolis Futsal), dentro outros jogadores.

O ingresso será um 1 kg de alimento não perecível e ainda vai haver sorteios de brindes. Os alimentos serão doados para as instituições de caridade, como o Lar da Cidinha, APAE , Lar Esperança e Igreja Católica. - Vai ser uma pelada que irá reunir craques do nosso país. O intuito é um natal mais feliz para as pessoas que não tem condições. Queremos dar alegria, levar alimentos a quem mais precisa. O natal tem esse momento de compreensão das pessoas, elas ficam mais sensíveis, mais humanas. O mundo tem que ser solidário e queremos mostrar que o nosso segmento é solidário – disse Rodrigo Barreto.

O basquete de Cabo Frio tenta o tricampeonato no JAI, em Teresópolis

A Liga Cabofriense de Basquete estará bastante movimentada nas próximas semanas, com as fases finais do Campeonato Municipal, do Campeonato Estadual e com as finais dos Jogos Abertos do Interior (JAI). No municipal, dia 4 de dezembro começa as semifinais da competição, onde será rea-

lizado em jogo único. Os confrontos serão entre Sika (1°) x Gaivotas (4°) e Kobras (2°) x Cabufas (3°). - Esse ano o Municipal melhorou demais, tivemos muitas equipes de fora, colocamos nossos árbitros para fazerem cursos oficiais da Federação de Basquete do Estado do Rio de Janeiro (FBERJ). O nível aumentou demais, os patrocinadores tendo uma nova visão e o campeonato está aberto, não tem favorito – disse Fábio Costa, presidente da Liga Cabofriense

de Basquete. Pelo Estadual o Cabo Frio tem o todo poderoso Flamengo pela frente, pelas semifinais, nos dias 7 e 8 de dezembro. Já pelos Jogos Aberto do Interior (JAI), disputará as finais nos dias 10,11 e 12 do mesmo mês. Fábio Costa acredita no tricampeonato da competição. - Só dependemos de nós mesmo. Nosso time tecnicamente está muito bom e a parte física que estava ruim, agora está 100%. Vamos com força máxima – concluiu. Vander Carioca é uma das atrações do futebol solidário, em 17 de dezembro


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Cabo Frio Futsal com mais investimentos Projeto terá melhorias financeiras e time pode até disputar Liga Nacional Arquivo/Manolo Quiróz

O ano de 2010 não foi dos melhores para o Cabo Frio Futsal que teve o projeto reduzido e com isso disputou o Campeonato Estadual apenas com jogadores jovens da cidade. A participação na competição não foi ruim, mais longe de repetir os desempenhos de anos anteriores, onde foi bicampeão carioca, duas vezes vice-campeão do Estadual, além de várias semifinais. Para continuar se mantendo na elite do futsal do Rio, o prefeito Marquinho Mendes anunciou que voltará investir forte no Cabo Frio Futsal em 2011. – Neste ano fizemos a opção de fazer um time com a prata da casa. Chegamos à conclusão que se não houver a enxertia, a possibilidade de trazer jogadores experientes, com passagens em outros clubes, com uma experiência adquirida a nível nacional, não poderemos ter um time mais competitivo, para que nossa equipe faça o que fez em anos anteriores. Vamos conversar com Eliseu e o Rico para que a gente possa traçar projetos e planos de termos novamente um time forte – comentou Marquinho. Segundo Eliseu Pombo, secretário de Esporte e Lazer da cidade, Cabo Frio está no caminho certo mantendo as divisões de base. Para ele, com o projeto funcionando ininterruptamente, fica mais fácil de se voltar a investir. – Manter um projeto é difícil, mas é uma responsabilidade grande. Pelo segundo ano a gente conseguir manter o

Cabo Frio Futsal pode retornar à Liga Nacional. Última participação aconteceu em 2008, 14º lugar

sub15, o sub17, o sub20, o adulto e o feminino em atividade. Pra nós é uma vitória. Sabemos que são sementes que estão sendo plantadas. Podemos não estar colhendo os frutos agora como na época em que fomos bicampeões cariocas, de atletas oriundos de uma preparação antiga. Às vezes você não foi campeão, mais já temos uma grande vitória. Às vezes a torcida não quer saber disso, que é garantir o projeto. Amanhã esses jogadores que saíram de Cabo Frio podem voltar, porque o projeto foi mantido. Agora, se não tivéssemos o projeto isso poderia não ocorrer – analisou. Além de voltar a ter um time competitivo, Cabo Frio poderá disputar novamente a Liga Nacional, como aconteceu em 2006 e 2008. Segundo Eliseu, há três negociações em

curso e que poderão levar o time cabofriense de volta à principal competição do futsal do país. O dirigente vem trabalhando com os pés no chão e sabe que não será fácil conseguir a franquia. – Somos teimosos e estamos tentando viabilizar a participação na Liga Nacional, mesmo não tendo resposta ainda das empresas procuradas. São três situações (empresas), mas que acho difíceis. Não temos condições de comprar, mas no mercado tem empresas que têm a franquia e às vezes cedem e ainda ajudam que é o caso de uma das empresas que estamos mantendo contato. Conversei com o Hideraldo (Martins, vice-presidente administrativo), da Confederação Brasileira de Futsal e ele pediu para que nós aguardássemos até o dia 2 de dezembro, onde

vai haver uma reunião. Estamos com os pés no chão. Eliseu afirma ainda que o trabalho de base não pode ser abandonado. – Não vamos pegar o dinheiro público para contratar jogador. É como o Minas faz, onde trabalha muito a base e vai desenvolvendo jogadores. Se nós não conseguirmos fechar essa situação da Liga esse ano ou no próximo ano, vamos ter um problema sério, pois no Rio de Janeiro ou até no país, talvez Cabo Frio seja com todas as dificuldades quem faz um trabalho de produzir jogadores de futsal. Só que o produto final nunca vai ficar aqui, porque para times da Liga Nacional não tem como segurar jogadores. É o Campeonato Brasileiro, é a vitrine, então eles acabam saindo de Cabo Frio – disse Eliseu, que

deu a receita para que isso não ocorra mais em Cabo Frio, que no início do ano perdeu vários jogadores para o Macaé, que disputou a Liga Nacional. - A única maneira de você fechar essa porta é você viabilizar uma parceria que dê condições de botar Cabo Frio outra vez na Liga Nacional. Caso a parceria não ocorra, vou pedir ao Rodrigão (técnico do Cabo Frio) um levantamento do que podemos viabilizar para o ano que vem. Não temos nada de concreto ainda, até porque tem essa empresa que pode vir, ela tem a franquia da Liga e ainda conseguiria um aporte financeiro pra gente, a outra seria só a franquia. Estamos aguardando passar o dia 2 de dezembro para ver a resposta que vamos ter da Confederação para tentar viabilizar essa situação – concluiu.


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Mentalidade que faz a diferença Em permanente evolução, ADDP e Rosa de Saron confirmam hegemonia na cidade para chegar à semifinal com a melhor campanha dentre os sete participantes, levando um favoritismo para o tricampeonato. No sub-17, cada clube tem um título. A decisão do Municipal Em relação à experiência Adulto entre ADDP e Rosa de em competições fora da cidade, Saron premia, mais uma vez, as a ADDP disputa, desde o priduas equipes que têm feito os meiro semestre de 2006, cammelhores trabalhos no futsal peonatos Carioca e Estadual. da cidade. Com mentalidade No ano passado, pela primeira profissional – apesar de jogado- vez, o time passou de fase no res e integrantes da comissão Carioca, perdendo nas quartas técnica não receberem salários de final para a USS/Vassouras. – participando de competições Este ano, o clube chegou na de nível estadual e apostando sexta colocação entre os oito nas categorias de base. participantes, obtendo um Além da qualidade do traba- recorde em sua pontuação: lho desenvolvido – que coloca foram 16 conquistados, com os dois “rivais” frente a frente cinco vitórias – dentre elas, em uma decisão pela segunda uma goleada por 7 a 1 sobre o vez em três anos – alguns Cabo Frio e uma vitória por 5 fatores ligam em comum os a 4 sobre o semifinalista Vasco clubes: criados em 2005, ocu- da Gama – e um empate. Além param rapidamente lugar de disso, em seis oportunidades, o destaque no cenário do futsal time foi derrotado por apenas da cidade, contam com treina- um gol de diferença, incluindo dores estudiosos no comando jogos contra os profissionais de suas equipes principais e, na Macaé e USS/Vassouras. retaguarda, são apoiados por Na categoria sub-20, a empresários apaixonados pela ADDP chegou à semifinal do modalidade. Estadual em 2009, além de ter Apenas para exemplificar o jogado o Carioca em 2007. O sucesso do trabalho desenvol- clube participou, ainda, do Estavido por ADDP e Rosa de Sa- dual sub-15 e sub-17, também ron, vamos aos números. Se no em 2007. adulto, a hegemonia da ADDP O Rosa de Saron sagrou-se já dura quatro anos (com o campeão da Copa Carioca no Rosa de Saron tendo a chance sub-17 e sub-20 no ano pasde quebrá-la na final de 2008, sado. Este ano, participou da quando fez 3 a 0, mas cedeu a Super Liga Futsal Rio no sub-20 virada por 4 a 3; e na semifinal e no adulto. O clube espera podo ano passado); no sub-20, der continuar participando de os papéis se invertem. Cada competições deste nível, para clube tem duas conquistas, aumentar seu intercâmbio. mas o Rosa de Saron é o atual Apoio fundamental – Fobicampeão e, este ano, caminha ra das quatro linhas, o suporte

Arquivo/Léo Borges

Com duas finais e uma semifinal desde 2008, Rosa x ADDP é o principal clássico do Municipal de Futsal na atualidade

para o desenvolvimento do projeto vem pelo trabalho de muitos colaboradores, dentre os quais, duas lideranças que, cada uma a sua maneira, são também responsáveis pelo êxito em quadra. Na ADDP, o empresário Armando Mariosa é o presidente do clube e, sempre que possível, acompanha passo a passo os jogos da equipe. Está sempre presente nas arquibancadas do ginásio Aracy Machado, onde faz o tipo do torcedor sempre apreensivo nas partidas decisivas.Além disso, Armando consegue tempo na apertada agenda para atuar no campeonato master.

No Rosa de Saron, o também empresário Paulo Afonso não ocupa, oficialmente, cargo na diretoria do clube. Proprietário da Padaria Rosa de Saron, no Guarani, Paulo é parceiro de primeira hora do clube, desde antes mesmo de sua fundação, quando ainda era um projeto sócio-esportivo voltado somente para o futsal feminino, em diversas praças da cidade. Além de patrocinar, Paulo Afonso foi o principal apoiador em todas as empreitadas do Rosa nestes cinco anos de existência. Desejo de fazer futsal – A rivalidade entre os dois clubes

vem crescendo a cada ano. Porém, trilhando um caminho de ampliar sua trajetória no futsal dentro do Estado do Rio sem poder contar ainda com um aporte financeiro que permita a contratação de jogadores, tanto ADDP quanto Rosa de Saron deixam claro a filosofia de fazer futsal pra valer em Cabo Frio. Para quem olha de longe, o confronto reúne “o time rico” contra “o time pobre”. Porém, ainda que as filosofias sejam diferentes, há mais semelhanças do que se possa imaginar. A principal delas: a hegemonia que os dois clubes começam a estabelecer.


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Dois anos de muito sucesso e trabalho É com enorme satisfação e felicidade que escrevo sobre os dois anos do Jornal Na Jogada em Cabo Frio. Um projeto que sonhei desde que eu iniciei no jornalismo esportivo e que hoje vejo sendo um dos maiores divulgadores do nosso esporte. Tive a idéia, mais não faço o jornal sozinho. Ninguém chega a lugar nenhum sozinho. Quero agradecer ao meu Deus que é o responsável por tudo isso. Obrigado Senhor, por tudo que tens realizado na minha vida. Agradecer minha a toda minha família, minha mãe e meu pai, que é meu grande companheiro nessa empreitada, pois é o cara que sabe me motivar a não desistir, e minha namorada, que desde que começamos a namorar me incentiva na minha profissão e compreende essa vida louca de repórter esportivo. Não poderia esquecer nunca quem faz esse jornal, que antes de ser colega de trabalho é meu amigo, o multi funções Mangueira, um cara inteligente e muito competente, assim como sua esposa Nana. Dedico esse jornal aos meus amigos, a todos que ajudam de forma direta ou indireta, muito obrigado!! • Vamos aos pitacos deste mês. Não sei fazer isso muito bem, mais vamos tentar (risos). Espero realmente que haja um investimento melhor no futsal profissional em Cabo Frio. Nos acostumamos com finais, títulos, grandes competições e isso não pode parar, pois Cabo Frio é um pólo de futsal. Esses meninos que jogaram pela equipe são bons de bola, mais precisam de jogadores mais rodados ao lado, para que possam crescer. Parabéns prefeito Marquinho, por voltar investir no futsal. Os anos mostrarão que os investimentos não foram em vão. Nossa cidade é um celeiro de craques. • Cabo Frio continua produzindo muito esporte. Estamos na fase final do Municipal de Futebol de Areia. O Coral venceu o Barra por 4 a 0 na primeira partida da decisão. No futebol amador, o Jardim Esperança desbancou o Bandeira Real e levou o campeonato. Espero que ano que vem a organização da competição possa estar mais organizada. As pessoas de frente são sérias e sabemos que não erraram de propósito, mais que fique de aprendizado. • O basquete vem muito bem obrigado, apesar das dificuldades financeiras. O Campeonato Municipal é um sucesso e o time profissional está classificado para as semifinais do Estadual adulto e é favorito para conquistar o tricampeonato dos Jogos Abertos do Interior. Parabéns Fábio pelo excelente trabalho realizado na Liga e esperamos que a entidade possa superar as adversidades financeiras e continuar fazendo esse trabalho maravilhoso. Parabéns a todos os basqueteiros de Cabo Frio. • A Cabofriense contratou Ernesto Paulo como treinador. Não tenho nenhuma referência dele como técnico, conheço apenas seu currículum. Espero que dê certo, assim como a base que ficou da Série B. São bons jogadores e acredito que vão render, mas confesso que estou curioso para analisar melhor na Série A, porque o nível de competitividade é muito maior que na Série B.

• O clube tem fechado parcerias importantes e virá muito forte. O futuro do tricolor praiano será muito bom. Parabéns a toda diretoria da Cabofriense, ao presidente Valdemir Mendes e ao gerente de futebol Sidnei Marinho, que vem trabalhando bastante. • Eliseu Pombo é o novo secretário de esportes e Rico Barreto é o novo coordenador de esportes amadores. Espero que as coisas melhorem, apesar de que algumas mudanças não agradaram aos desportistas. Quero aqui parabenizar meu amigo Rico, que sempre foi um batalhador do esporte. Espero que Eliseu consiga fazer o que não fez em dois anos como Coordenador, que é reformar o Ginásio, trocar as telhas, pois tem muitas goteiras na quadra, o piso precisa de reforma e PELO AMOR DE DEUS, SUBSTITUAM AS LÂMPADAS QUEIMADAS QUE ESTÃO SOB A QUADRA (contei 13) POR NOVAS LÂMPADAS. É uma vergonha e um desrespeito com a imprensa, principalmente aquela que não ganha nada da Secretaria mais está toda semana no Ginásio trabalhando. Boa sorte a Eliseu nessa nova caminhada. • A final do Municipal promete fortes emoções. Parabéns a ADDP, que tem um trabalho fantástico, que tem um presidente (Armando) que faz de tudo por essa equipe. Parabéns Everaldo, parabéns jogadores. Quero parabenizar também o técnico Cabeça, que vem se destacando na sua área, o empresário Paulo, pela sua visão de colaborar com o esporte e acredito que esteja satisfeito com isso. Continue apoiando. Parabéns aos jogadores do Rosa. • Essa final mostra que quando se tem investimento no time (Drogaria do Povo e Padaria Rosa de Saron) e um trabalho sério por trás, o resultado se reflete em quadra. Se outras equipes não acompanharem essas duas, raramente vamos ter outra final de Municipal que não seja ADDP x Rosa de Saron. • Vou encerrando essa coluna chata desse colunista chato. Mais antes, quero agradecer ao vereador Zé Ricardo pelo apoio nas transmissões, ao meu amigo narrador Márcio Motta, a minha amiga repórter Luana Macêdo e nosso comentarista de futsal Rodrigo Barreto. Mesmo com todas as dificuldades e sem apoio financeiro algum, fazemos com o maior carinho e a maior dedicação. Por isso que a cada dia vamos crescendo. Viemos para ficar, nosso trabalho responde por nós mesmos. • Ahhhh! Já ia me esquecendo. Mesmo sem acesso direto às sumulas dos campeonatos, nosso site – www. najogada.com.br – continua soberano. Com muito trabalho e dedicação que vamos informando com qualidade o que acontece em Cabo Frio. E agora com os vídeos para agregar ainda mais. Não deixem de acessar o melhor site e veja as matérias e os gols dos jogos em VIDEOS. O Grupo Na Jogada cresce a cada dia, principalmente quando tentam nos derrubar. • Obrigado a todos os patrocinadores, a todos aqueles que nos ajudaram nestes dois anos e também nesta edição. Obrigado de coração.

(*) Léo Borges começou sua carreira em 2006, com o site Na Jogada. Passou pelas rádios Costa do Sol e Sucesso, pelos jornais Lagos Jornal e Folha dos Lagos e nas TV’s Lagos (Canal 7), Cabo Frio TV (Canal 10) e atualmente na Jovem TV (Canal 8). Escreveu matérias para sites como O Lance!, Jornal dos Sports, O Dia, Jornal do Brasil online, dentro outros sites e jornais esportivos.

Luana Macêdo

Arquibancada: elogio e estímulo O ano tá acabando, estamos prestes a adentrar nos últimos trinta e um dias de 2010. Cabo Frio teve muito esporte, o nome da cidade foi veiculado e rodou muitos locais fora daqui. O cidadão viu a Cabofriense retornar à elite do Rio de Janeiro, viu o Rosa de Saron ser mais uma equipe a representar a cidade no âmbito estadual do futsal, viu o Cabo Frio Futsal levar um time somente com pratas da cidade ao carioca, viu a ADDP lutar pelo pentacampeonato no municipal. Foram muitos pontos esportivos e fatalmente a minha memória não dará conta de lembrá-los por completo. Em meio a gols seja no futsal, no campo, ou na areia um fato que não pode passar despercebido aos olhos de quem, como eu, ama o esporte e quer vê-lo cada vez maior. Os torcedores. No futebol amador, a torcida foi ponto de destaque da competição, da mesma forma como foi no acesso da Cabofriense à série A. Ver as arquibancadas das praças esportivas lotadas é alegria para qualquer um goste minimamente das modalidades. Apesar dos meus elogios ao comparecimento no futebol, o futsal precisa ver também o Ginásio Poliesportivo cheio. Entendo que os horários da maioria das partidas não ajudaram no comparecimento do público, mas mesmo quando a hora era propícia a torcida deixou um pouco a desejar. Ponto para ser revisto em 2011, já que em Cabo Frio o futsal é paixão mais que declarada, nada mais justo ter a presença dos amantes do esporte nas arquibancadas. E por falar em importância, 2010 viu nascer em Cabo Frio mais uma praça esportiva, o Ginásio Poliesportivo Vivaldo Barreto, homenagem mais que justa. Tomara que a população do Jardim Esperança e locais adjacentes possam usufruir desse ponto de esporte, que pode mudar a vida dos moradores, digo em termos de educação e socialmente também, âmbitos que vão além do simples e puro esporte. Que em 2011 a gente possa ver bons frutos dessa iniciativa sócioesportiva: nunca é demais lembrar que as Olimpíadas estão batendo a nossa porta, e ter um atleta cabofriense representando a nossa cidade é um sonho que não é impossível. Eu fico por aqui esperando um próximo ano melhor. E sem esquecer, tá terminando o calendário do esporte, está aberta a temporada das peladas de fim de ano. Boa sorte aos peladeiros e bom divertimento! (*) Luana Macêdo é comentarista do Programa Na Jogada e repórter esportiva da Folha dos Lagos


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ESPECIAL/VICTOR RIBAS

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Um filho do mar cabofriense Victor Ribas leva o nome de Cabo Frio no mundo com seus feitos no surf Reprodução de internet/Marcelas Rimes

Região de turismo e esporte, cidade de praias deslumbrantes, assim naturalmente Cabo Frio poderia ser definida.Tendo a Praia do Forte como um dos principais pontos para o turismo, a cidade viu nascer um dos maiores talentos do surf mundial, o nome mais vitorioso no esporte no Brasil. Victor Ribas, 39 anos de idade e quase vinte de surf profissional. O atleta que começou a surfar por influência do irmão, como a maioria das crianças gostava de futebol, e começou no surf sem pretensões. – Eu comecei na Praia do Forte. Meu irmão do meio,Valério ganhou uma prancha primeiro. Eu pedi para minha mãe uma também. Na época estava tendo um campeonato na praia, no verão. Passei dois dias acompanhando tudo, no fim de semana, aí depois que eu comecei, não parei mais. Eu não ligava muito não, como qualquer garoto, eu jogava bola, soltava pipa. Mas na praia você acaba fazendo várias amizades e vai ficando.- lembrou o surfista, que admitiu não ter pensado que o surf ganharia essa proporção em sua vida. Com um início precoce,Victor ficou pouco tempo na cidade, e viu sua carreira crescer fora da região litorânea. – Com 16 e 17 anos eu já tava viajando, com 19 eu já morava no Rio, saí muito cedo de Cabo Frio. Eu to com uns vinte anos de carreira, mas antes disso eu já ganhava a vida, já ganhava dinheiro, mas profissionalmente são 20 anos. Relação com Cabo Frio – Filho das águas cabofrienses, Victor Ribas – ou ‘Vitinho’ como é carinhosamente chamado pelos

Victor Ribas marcou seu nome na história do surf brasileiro

amigos – saiu de Cabo Frio para despontar no Surf Nacional e Internacional, mesmo longe de sua cidade natal, o surfista não perdeu o vínculo com as praias que o revelaram para o esporte. - Ali (Praia do Forte) é um lugar onde eu nasci, sempre que eu entro na praia, quando vejo umas ondas boas, dá uma sensação excelente, que você ta surfando bem, que aquela onda é o seu berço, a sensação de saber que aquela onda é a que você gosta. Quando você volta para cidade é sempre um estímulo a mais pra treinar bem legal. Apesar de estar morando no Rio de Janeiro, a minha família

toda é daí, minha casa é aí, tenho muita história ali, eu gosto muito de estar em Cabo Frio - disse o surfista. Lembrando do começo de carreira, Vitinho ainda ressaltou os surfistas que o ajudaram a amadurecer, e fazem parte da base profissional - A cidade sempre teve um reconhecimento legal comigo, fui acolhido pelo pessoal que era mais velho que eu, tenho muita gratidão. Eu tento sempre passar uma imagem legal de cabo frio e defender essa imagem comigo. Tem uma responsabilidade muito grande de levar o nome da cidade.

O Miguel Cury, o Márcio Boca,que hoje em dia é bombeiro, o Gugu de Cabo Frio, a cidade já tinha esses profissionais, que me acolheram super bem, me apadrinharam mesmo sendo mais jovem do que a galera. A galera já surfava muito, eu ia para cima e para baixo com ele, acabei amadurecendo no esporte mais rápido. Até hoje eu tento passar uma imagem legal pros atletas que querem continuar no esporte- ressaltou. Imortalizado a beira da Praia do Forte, Victor Ribas ganhou uma estátua como homenagem. O jogador Leandro também está marcado no local, como um grande atleta cabofriense. - Parece que não tem, eu passo por ali e até esqueço que tem uma estátua (risos). É um reconhecimento muito grandioso, apesar de tudo que existe na política eu sou muito grato ao prefeito que me homenageou, geralmente você só ganha esse reconhecimento quando morre. Foram muitos anos de dedicação, levando o nome da cidade comigo no surf. Acredito que tenha bastante seguidores em cabo frio, acho que poderia ter sido melhor. Faltou ter um apoio da Prefeitura, seria ideal para ter um uma segurança mesmo. Cabo Frio é uma cidade que investe no turismo e poderia ter campeonatos , porque tem as praias. Por isso a gente não conseguiu formar uma base, que na época eu tive. É como o jogador que é comprado pela Europa, e não ta ali no seu lugar mesmo para passar coisas boas para os atletas mais novos. - concluiu Títulos marcantes e promessas do surf Brasileiro – Um dos surfistas mais vitoriosos do Brasil, Victor Ribas tem uma extensa lista de vitórias. Victor Ribas coleciona alguns feitos significativos: melhor colocação de um representante nacional no WCT (3º em 1999); segundo brasileiro com maior número de tempora-

das na elite (13, uma a menos que Peterson Rosa); quatro vezes top 16.Vitinho disputou três finais no WCT. No cenário nacional, ele foi campeão brasileiro em 1997, quando o ranking era definido pelas etapas brasileiras do Qualifying; depois, em 2003, venceu uma etapa do SuperSurf. - Entre os meus títulos o mais importante é terceiro lugar no circuito na primeira divisão em 1999 é um título que ninguém tem, o lugar mais perto que um brasileiro já chegou. Fui campeão brasileiro do circuito profissional, duas vezes campeonato carioca, fui campeão da perna européia, entre outros que não me vem a cabeça agora (risos).Tenho que agradecer muito a papai do céu, eu me dediquei e fui abençoado. Mas o meu momento inesquecível é a única etapa que eu ganhei no WQS na França , em 1995. A praia tava lotada, vários outros atletas brasileiros, era um verão lindo na época, estar no alto no pódio, pra mim ficou marcado, foi muito bom- contou. No cenário nacional do surf, Victor destacou alguns jovens talentos que podem representar o Brasil, mas queixou-se de não ter um nome com força. - No Brasil hoje a gente tem vários atletas bons, de futuro mesmo, o Gabriel Medina, Miguel Pupo, o Alejo Muniz. São todos atletas de outras cidades e não de Cabo Frio, Às vezes por falta de apoio, e obrigação de ganhar dinheiro cedo os atletas não conseguiram firmar carreira. Não tiveram a chance, a sorte que eu tive de ter um cara que fazia prancha,que começou a patrocinar e apostou em mim, foi fundamental. Quando não tem alguém que tenha condição é difícil, porque o surf é um esporte que requer um investir, nos equipamentos, numa prancha boa e para viajar – finalizou o surfista, que tem como sua manobra predileta, o tubo.


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