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Segurança

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BAGÉ, 21 DE AGOSTO DE 2019

ANTÔNIO ROCHA

Óbitos

ARENO RONDON PEREIRA, 80 anos, calceteiro aposentado, viúvo. Residia na rua Cônego Bittencourt, bairro Pedra Branca. Deixa os filhos Neusa Teresinha, Areno Cesar, Osmar César, Areno Gelson, Ana Cristina, Areno Júnior e Alex Sandro. MARIA DE LOURDES PEREIRA SILVA, 73 anos, funcionária pública municipal aposentada, casada com Wilmar Silva. Residia na rua 789. Deixa os filhos Maria Cristina, Flaubia Regina, Nelci Batista, Ana Elisa, Luciana Patrícia e Juliana. ALEXIA DA COSTA XAVIER, 19 anos, estudante universitária, solteira. Residia na rua José Malafaia. ANA MARIA MAIA SILVA, 89 anos, dona de casa, viúva. Residia na rua Artur Lopes. Deixa os filhos Lúcia Helena, Ana Beatriz, Sônia Regina e Paulo Luiz. ANA LUIZA VAZ PEREIRA, 66 anos, dona de casa, solteira. Residia na rua Alcides Etchegoen, bairro Dois Irmãos. Deixa os filhos Sandra Mara, Maria Cristina, Marta Helena, Vladimir Antônio, Gladimir, Cladimir, Volmir e Fladimir. HÉLIO DA SILVA, 68 anos, ronda, casado com Enilda Brum da Silva. Residia na rua Professor Miranda, bairro Arvorezinha. Deixa os filhos Jociele e Márcio. JOÃO SALVADOR SILVA DA SILVA, 67 anos, pedreiro aposentado, solteiro. Residia na rua José Jardim Machado, bairro Prado Velho. Deixa os filhos João Verônico, Érica Cecília, Laurelem, Anibal e Vitória.

Velório ocorria no Cemitério Arimateia

Família denuncia Santa Casa por atestar morte de idosa falsamente Conforme registro de ocorrência, mulher foi velada por oito horas ainda apresentando sinais vitais

Uma história triste, para não dizer inusitada, foi registrada ontem, em Bagé. A idosa Rosaura Vaz, de 80 anos, foi atestada como morta, por volta das 00h15min de terça-feira e, então, encaminhada para o velório e sepultamento no Cemitério José de Arimateia. Porém, oito horas depois, familiares suspeitaram da temperatura do corpo e afirmaram que ela apresentava sinais vitais. De acordo com o registro de ocorrência, feito pela família da idosa, ela foi internada na sexta-feira, na Santa Casa de Caridade, em função de complicações de um diabetes e sofrendo convulsões. Conforme a nora de Rousara, Raquel Rodrigues Chaves, ela teve um agravamento e, numa tomografia, foi constatado que ela estaria com um cisto. “Ficamos durante todo final de semana em visitas. Ela estava lúcida, na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Inclusive o médico dela afirmou que ela iria sair dali para casa, pois estava melhorando”, contou. Segundo o boletim registrado na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), no início da noite, contudo, o médico ligou para familiares e relatou que ela teria sofrido uma parada respiratória, mas que não havia necessidade de comparecer no hospital. Após um tempo, ainda como relatam na ocorrência, cerca de cinco minutos depois, um novo telefonema do médico pediu que a família retornasse para

o hospital, pois o estado dela havia se agravado. No momento que a família retornou, por volta da meia-noite, o médico atestou o óbito. Ainda no registro, diante da situação, foi acionada a funerária, sendo o corpo encaminhado para o Cemitério José de Arimateia, para o velório. E o que parecia ser um triste episódio, mas comum a qualquer família, se tornou em um fato mais que atípico e que repercutiu em Bagé e região. Raquel contou para a reportagem do MINUANO que, durante o velório, os familiares passaram a estranhar os sinais da vítima, pois a pele, segundo ela, não estava enrijecida, havendo coloração e temperatura corporal normal. Segundo o registro policial, a filha da vítima possuía um aparelho de verificação de pressão e, ao realizar a verificação, constatou-se que estava 12/7 e com 50 batimentos cardíacos. A nora da vítima, então, comentou que a família telefonou para o Samu, que disse que não iria e que deveriam entrar em contato com o hospital. “Entramos em contato com o médico, mas não fomos atendidas. Telefonamos para a Santa Casa de Caridade de Bagé e informaram que o médico iria ir até o velório, o que aconteceu cerca de 40 minutos após. Ao realizar o exame, o médico ainda disse não perceber os batimentos cardíacos, mas que a vítima apresentava cor e temperatura normais e que a pupila não estava dilatada, como na Unidade de Tratamento Intensivo”, contou. Raquel, então, detalhou que, após 1h15min, uma ambulância foi enviada para remover a vítima, com a presença de um familiar. Consta que, então, ao chegar no hospital, a idosa passou a enri-

jecer e esfriar, vindo a falecer. Após todos procedimentos, e em virtude da amplitude das acusações, o corpo da idosa iria passar por avaliação do Departamento Médico Legal, através de uma necropsia, que seria realizada na noite de ontem. O caso será investigado pela Segunda Delegacia de Polícia Civil.

Contraponto A reportagem do MINUANO entrou em contato com o médico Luis Alberto Vargas, citado no boletim de ocorrência como responsável por emitir o atestado de óbito. Porém, até o fechamento desta edição, ele não atendeu as ligações e nem foi encontrado. Procurada, a Santa Casa de Caridade de Bagé se pronunciou por meio do administrador Alexandre Andara. Ele informou que a posição da instituição é que lamenta muito o fato ocorrido, mas que, ao atestar a morte da vítima, o médico Luis Alberto Vargas procedeu corretamente. Andara ressaltou que uma ambulância foi enviada até o cemitério ‘para o alento da família’. “A família veio junto no momento que retornaram com a vítima, uma equipe multidisciplinar composta por médicos, enfermeiros, técnicos e o administrativo estavam no momento e realmente a idosa já estava morta, atestando o óbito”, complementou. Sobre o questionamento que a vítima estava com pressão arterial, o administrador não chegou a se manifestar formalmente, mas mencionou que a pessoa que aferiu a pressão não era uma pessoa da área da saúde. Conforme ele, há casos em que o corpo ainda tem espasmos e até fica com temperatura durante um determinado período.

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