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Maio de 2011

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Mosaico Londrina

Uma usina, uma cidade, muitos buracos Para resolver o problema, há aproximadamente 30 dias, a Usina de Asfalto de Londrina começou a trabalhar. Além de reduzir o custo da massa asfáltica em mais de 40%, a Usina, por ser do município, tem diversas vantagens. A partir de agora, não há mais a dependência de serviços terceirizados e a disponibilidade de horários permite operações mais eficientes, já que a massa tem de ser produzida a altas temperaturas e aplicada ainda quente. Embora não esteja funcionando a todo vapor, a Usina pretende abastecer toda a cidade. O Secretário de Obras do Município, Agnaldo Rosa, explica que, sem dinheiro, é difícil. “No poder público, enfrentamos diversos obstáculos, nós estamos trabalhando muito e, às vezes, passa despercebido. Refizemos diversas vias, mas é complicado fechar todos os buracos da cidade. Estamos trabalhando na contratação de trabalhadores para que a Usina opere em sua capacidade máxima, mas tudo isso leva tempo”. Na opinião de Fabíola, o município deveria recapear vias inteiras, “eles não deveriam ficar tapando buraquinho igual estão fazendo, ficar jogando pedrinha pra gente não resolve”. Em dias e horários mais congestionados, ela garante que não tem como fugir do problema e embora tente desviar, do outro lado também tem buraco. Rosa admite ficar irritado consigo mesmo quando passa em um buraco e tem algum problema no carro, mas lamenta: “Se tivéssemos o dinheiro necessário, cerca de R$20 milhões, conseguiríamos asfaltar por completo a cidade toda em poucos meses. Mas não temos esse dinheiro e temos que fazer nosso projetos por partes. Só que enquanto arruma de um lado, o outro piora. Não temos a intenção de ficar tampando a cidade com pedrinhas, temos um projeto e estamos trabalhando para fazer um trabalho mais definitivo”, garante. A taxista não gasta menos que R$ 400 em cada visita ao mecânico. Embora o carro seja novo, ela já explica que sempre está desalinhado. O problema ainda fica pior em dias de chuva. Os buracos cheios d’água não

Via esburacada atrapalha o trânsito e aumenta as chances de acidentes

Fabíola não gasta menos de R$400 em cada visita ao mecânico são vistos pelos motoristas e a chances de acidentes aumentam. Desafoga o trânsito e congestiona as oficinas mecânicas. Dizem que toda situação tem seu lado bom. Mas, só dizem. Embora não falte trabalho para os mecânicos, esse realmente é um problema em que todos saem perdendo. Marcos Marcelino é mecânico e explica: “Em alguns serviços que as ofici-

nas oferecem garantia, o excesso de buracos prejudica o trabalho. Hoje em dia, grande parte das oficinas mecânicas está mais preocupada em oferecer bons serviços que não necessitem de retorno, para que os clientes façam a propaganda do local”. Evidentemente, se o cliente não é fidelizado e seu carro quebra logo em seguida, isso não acontece. Perde o motorista, perde

o mecânico. Infelizmente, são consequências. O Secretário de Obras pede paciência aos londrinenses, já que, estão trabalhando e o trabalho não acaba. “O problema dos buracos começou lá atrás com uma péssima administração, mas explodiu só agora que muitas vias estão danificadas e quem está pagando por tudo isso é a população”. Do bolso de um taxista,

por exemplo, quebrando o carro três vezes por mês, os serviços não saem por menos de mil reais. E como qualquer outro cidadão, paga impostos também. Enquanto isso, teremos de esperar a contratação de trabalhadores para a Usina de Asfalto, a liberação da verba necessária para o recapeamento total da cidade e sabe lá em quanto tempo. Pra onde desviar?

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Mosaico Londrina - 1ª edição  

Jornal laboratório produzido pelos estudantes do quarto ano do curso de Comunicação Social - habilitação em Jornalismo, da Universidade Esta...

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