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Fotos: Luiz Henrique Machado/Mãos à Obra

e d i ç ã o # 1 5 - pa l m a s - t o c a n t i n s - J ANEI R O - 2 0 1 4 c o n s t R U ÇÃO c i v i l , A R Q U ITET U R A , COM É R CIO, CLASSISTAS , ETC .

barto, novo presidente do sinduscon - to Em eleição tranquila, o empresário sagrou-se o novo líder do principal sindicato do Tocantins. A entidade busca, agora, resgatar posição de destaque, de influência e posicionamento junto às esferas de governo. Pág. 6 e 7 Foto: Valério Zelaya/Secom Palmas

iptu deve gerar faturamento de R$ 17 mi. mas a oposição quer derrubar o projeto Desde a data de sua aprovação, em 30 de dezembro, o Projeto de Lei que atualiza a Planta de Valores Imobiliários de Palmas está dando o que falar, gerando os mais diversos comentários e até coleta de assinaturas para a derrubada da votação. O PL, como foi aprovado, pegou todos de surpresa, gerando taxa de IPTU e ITBI acima do esperado. Há casos em que o valor passa de 2000%. Pág. 12 e 13

lei proíbe lixo hospitalar no aterro sanitário A legislação federal está em vigor desde o dia 30, obrigando coleta e destinação só com empresas especializadas. Estado é o que mais gera resíduos. Pág. 03

chuvas causam danos nas ruas da cidade E Prefeitura tenta resolver com operação tapa-buracos. Pág. 02

carvão ecológico é a nova alternativa O produto não gera labaredas, fumaça e nem fuligem. Pág. 05


temporal

O FRIO QUE ASSOLA OS ESTADOS UNIDOS pode custar US$ 5 bi à economia do país, segundo a rede “CNBC”. Serviços aéreo e ferroviário, reuniões de negócios, expedientes, viagens de férias e até os gastos no comércio em geral foram comprometidos.

chuvas danificam pavimentação asfáltica de palmas e obrigam prefeitura a fazer operação tapa-buracos Diversos pontos foram afetados pelas chuvas. Algumas obras recém-inaguradas também apresentaram problemas e o trabalho terá que ser refeito pelas empresas. Prefeitura corre contra a tempo com as ações

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LO-15: fortes chuvas fizeram duas pistas afundarem na rotatória com a NS-01

gundo explicou a Secretaria de Infraestrutura. A Secretaria de Infraestrutura relatou que estudos apontam as áreas mais atingidas e depois as equipes são destacadas para o trabalho. Na rotatória da Avenida LO15 com a NS-01, o asfalto afundou, obrigando a interdição de duas faixas. Na mesma via, mas no trecho recém-inaugurado, nas proximidades do HGPP, também houve afundamento na cabeceira da ponte. A Prefeitura informou que a ação de retrabalho já foi solicitada.

tiveram grande participação do palmense, que lotaram os

Foto: Calazans Martins/Facebook

mãos

Foto: Luiz Henrique Machado/Mãos à Obra

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om um volume de chuva poucas vezes visto em Palmas, a administração municipal está correndo para resolver uma série de problemas, principalmente aqueles ligados à pavimentação e drenagem. Além dos costumeiros alagamentos em várias avenidas, registrou-se, desta vez, a necessidade de obras em andamento ter um retrabalho, serem refeitas. Segundo a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos, as empresas responsáveis já foram notificadas. Em dezembro, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia – Inmet, o volume de água passou dos 450 milímetros até ao dia 27. O dia 12 tevê uma das piores chuvas dos últimos anos, quando caiu em uma manhã, 40% do que deveria cair o mês todo. Em 2012, no mesmo período, o registro havia sido de 225 milímetros. O fenômeno, desde então, obrigou a Prefeitura a lançar nova operação tapa-buracos no início deste mês, mesmo com chuvas quase diárias. Começou pela Região Sul e logo chegou ao centro de Palmas. Para aproveitar os poucos momentos de sol, a intenção, segundo o Paço, é esticar até mesmo aos finais de semana. A chamada força-tarefa conta com 12 equipes e uma média de 80 homens, se-

Ruas transbordaram com enxurrada

domínios com fotos e vídeos da precária situação.

Gravando Com as fortes chuvas, como é de costume, centenas de veículos e motocicletas tiveram dificuldades para percorrer alguns percursos na cidade. No dia 12 de dezembro, as redes sociais

MÃOS À OBRA - Nº 15 |ANO 3 CNPJ 17.934.403/0001-00 Tiragem 3000 exemplares Impressão: WR Gráfica Jornalista responsável - Luiz Henrique Machado DRT 0000555TO Projeto Gráfico - Marcelo da Silva Escritório - 706 Sul (Arse 72), al ameda 2, nº 23.

Departamento Comercial: (63) 9292 4228 | 8418 3833 Email - maosaobratocantins@gmail.com Blog: maosaobratocantins.wordpress.com Curta nossa fã page: www.facebook.com/maosaobratocantins Conteúdos assinados são de responsabilidade de seus autores.

“Para que todos vejam e saibam, considerem e juntamente entendam que a mão do SENHOR fez isso” - Isaías 41:20.


PREFEITURA DE PALMAS E TERRA CLEAN assinaram contrato emergencial para coleta de lixo e limpeza urbana. A prestação de serviço segue sem interrupções por mais 180 dias. Entre quatro concorrentes, Terra Clean teve menor valor: R$ 10.193.226,56.

limpeza

resíduos: gestão integrada estabelece dez ecopontos e decreta fim ao lixo hospitalar no aterro sanitário Milhares de quilos de resíduos já começaram a ser recolhidos e levados para fora de Palmas. Medidas visam melhorar o tempo útil dos aterros sanitários e diminuir custos para Prefeituras em todo o país

Números João Marques revelou ainda que 20% (cerca de 50 toneladas) dos resíduos produzidos todo mês em Palmas vão para os terrenos baldios. Com a Política de Gestão de Resíduos Sólidos, segundo ele, serão implantados programas de educação ambiental, visando mudar a atitude dos cidadãos para que tenham os mãos à obra - edição nº 15

ecopontos como locais de descarte de uma série de produtos, a exemplo de geladeiras e sofás velhos. O primeiro ecoponto, na NS-10, é destinado ao recolhimento de pneus usados. Clínicas médicas e odontológicas, hospitais, farmácias, funerárias, consultórios e outros prestadores de serviços que geram os resíduos hospitalares também terão que se adequar. Empresas especializadas terão que ser contratadas para o recolhimento e a correta destinação. Na Capital, o Hospital Geral Público de Palmas – HGPP, e o Hospital e Maternidade Dona Regina são os maiores geradores deste tipo de lixo, com 74,35% da produção mensal. “São aproximadamente 65 toneladas por mês”, acrescetou João Marques. E há ainda outros quatros órgãos do estado produzindo os resíduos. Da parte do município, são cerca de 60 pontos geradores do do mesmo tipo lixo. Duas empresas já foram credenciadas pela Prefeitura para as atividades em Palmas. E uma terceira finaliza do processo burocrático. A RR Empreendimentos, de Redenção - PA, revelou que atua em Palmas desde janeiro de 2013, e já conta com pelo menos 80 contratos diversas clínicas e hospitais para a coleta e transbordo dos resíduos. “Inicialmente vamos levar os resíduos para Rio Maria [Pará], mas em breve faremos a incineração aqui em Palmas”, revelou Fábio Ribeiro, gerente administrativo da RR. Sem despesas Na prática a lei tira das Prefeituras os custos pela coleta e destinação do material produzi-

Fotos: Luiz Henrique Machado/Mãos à Obra

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ntrou em vigor no último dia 30, a lei Federal 12.305, que estabelece o fim dos lixões a céu aberto e dos aterros controlados. A medida vale para os próximos 30 anos e deverá ser cumprida por todas as administrações públicas, independente da condição e localização de cada cidade. Em Palmas, algumas medidas já são colocadas em prática, entre elas o início da implantação de dez ecopontos e o fim do uso do aterro sanitário para descartes dos resíduos hospitalares e da construção civil. A Política de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos é Federal e em Palmas as regras foram definidas em novembro, e entre as medidas está a implantação de um ecoponto para cada grupo de 25 mil habitantes. “A ideia é condicionar nestes locais alguns tipos de lixo produzidos pelos cidadãos e assim facilitar o descarte do chamado lixo reverso, ou seja, embalagens de agrotóxicos, pilhas, baterias, pneus, óleos lubrificantes e suas embalagens, todos os tipos de lâmpadas e de equipamentos eletroeletrônicos, lâmpadas, computadores, televisores, etc”, explicou o engenheiro João Marques Soares, responsável técnico pelo Aterro Sanitário de Palmas.

Coleta de lixo hospitalar feita conforme padrões estabelecidos pela nova lei

Pneus velhos ganham nova destinação

Engenheiro João Marques

dos, mesmo aqueles gerados pelas empresas particulares. “Além disso, visa garantir maior tempo de vida útil ao aterro sanitário, que tem 40% de sua área, atualmente, ocupada por estes resíduos. É um espaço que não poderá ser reutilizado pelos próximos 100 anos”, acrescentou Marques. Desde que os resíduos da construção civil deixaram de ser dispensados no aterro sanitário, ano passado, apenas 6.800 quilos de lixo são destinados mensalmente no local, que é considerado um modelo para a Região Norte do país. O espaço tem 96 hectares e por conta de sua limpeza é fácil de ver plantas, pássa-

ros e bichos de diversas espécies. “Recebemos gente de 1000 quilômetros de distância para conhecer esse espaço”, relata João Marques. notas Por meio da Assessoria de Comunicação, a Secretaria de Estado da Saúde – Sesau, relatou que a Prefeitura de Palmas fará a coleta do lixo hospitalar até que o processo de contratação de uma empresa seja concluído. Também em Nota, a Secom Palmas informou que Prefeitura está em fase de contratação de empresa e enquanto isso a Terra Clean fará o trabalho.

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lista 4

i n t e r i o r e s

A seção Lista 4 é uma das novidades do Jornal Mãos à Obra, que entra em seu terceiro ano de publicação. Com fotos e dicas, visa algumas sugestões de produtos, serviços, profissionais e tendências da cadeia produtiva para o leitor. O início é com alguns itens de interiores. Desejamos boa leitura a todos. Fotos: Luiz Henrique Machado/Mãos à Obra

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requinte e design inovadores para todos os ambientes

presença garantida e com nova roupagem

o desejo de ‘bom descanso’ nunca teve signficado melhor

brasilidade, tendência e nostalgia dos anos 70

O já evoluído mercado do setor de decoração e de interiores de Palmas tem apresentado muitas novidades para os apreciadores e clientes dos destacados arquitetos e decoradores do região. As marcas são as mais variadas, e caras, no segmento, compensando os ambientes de quem busca requinte e exclusividade. Neste destaque, Mãos à Obra apresenta um modelo da Tom Dixon, impossível de passar desapercebida onde quer que esteja. Com volumetria geométrica inovadora, a luminária cai bem em praticamente todos os ambientes e, além de iluminar com beleza, revela o bom gosto não só do decorador, mas também do proprietário das instalações. Cada parte do produto é cortada a laser e depois encaixada uma a uma. Esta vem do mercado europeu e deverá ter bons espaços em Palmas.

As famílias que nunca tiveram um baú para guardar pertences variados, e também para carregar alguns itens durante as mudanças de endereços, ao menos devem saber do existência desta peça que é tão nostálgica quanto interessante. E se enganou quem imaginou que nos dias atuais este modelo teria um fim, ou ficaria escondido em algum quarto sombrio. Muito pelo contrário. O velho baú vai se renovando e garantindo seu espaço nas casas e nas histórias das pessoas. Claro que há nele uma nova roupagem. Parte madeira deu lugar ao espelho, uma das peças que melhor representa a tendência do momento na decoração. Antigos mesmo só os causos, pois o velho baú ganha os lugares mais seletos, como salas de estar ou os quartos. Garantia de luxo e bom gosto.

O produto acima é para aqueles que apreciam uma peça de extremo bom gosto e não abrem mão quando se trata, inclusive, do momento de descanso. O modelo é europeu, produzido pela Moleco, uma junção das grifes Mole e Ecco, com design muito bacana, que valorizam em muito o ambiente onde é colocado. A poltrona tem conforto de sobra, com seu formato que lembra um pouco uma casca de côco e com molde perfeito para o corpo. Os pés são em madeira de lei, torneada, e as outras partes levam aço escovado, couro e tecido, completando os detalhes. O produto é encontrado em peça única, mas se você quiser pode levar duas, três, quatro e fazer um belo conjunto. E o local para colocá-las é só um detalhe a mais. Ficam bem nas varandas, salas de estar ou até mesmo no quarto.

A moda é mesmo assim, cheia de nostalgia. Num passe de mágica sai das ruas, das passarelas e logo está dentro de casa. Não no guarda-roupas, como vestuário, mas como peça decorativa e também como revestimento. A cronologia não importa, pois quanto mais antiga a história, mais interessante fica o produto. É assim com os novos modelos de vasos, onde os designers usam da técnica tay day para dar vida à peça. Trata-se de uma moda dos anos 70, nascida em meio ao movimento hipppie e que até hoje tem muito prestígio. A técnica aplica a mistura de cores e no exemplo desta seção, trata-se de um produto brasileiro e é indicado para uso como adorno de balcão. Não importa se vai ficar no interior ou exterior da casa. É tendência do mesmo jeito.


sustentável

FINANCIAMENTO APROVADO PELO BNDES, de R$ 630,5 milhões vai permitir a expansão do Porto de Pecém, em São Gonçalo do Amarante - CE. Verba viabilizará implantação de ponte de 1.520m, que vai permitir o trânsito de cargas de maior tonelagem.

CARVÃO ECOLÓGICO NÃO dá LABAREDAS, FUMAÇA E NEM FULIGEM. Produto usa barro e fécula de mandioca A produção ocorre em Açailândia e começa a ser distribuída em Palmas. Empresa afirma que o carvão ecológico rende 40% a mais que o vegetal e, além de não destruir árvores no processo, serve como adubo

queima “Ele dá três horas contínuas de brasa, sem precisar colocar mais carvão e nem ficar assoprando”, garante Cristiano. A recomendação é que o processo de acendimento seja iniciado mãos à obra - edição nº 15

Fotos: Luiz Henrique Machado/Mãos à Obra

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eguindo a tendência de cada vez mais proteger a natureza e reutilizar os descartes das indústrias, dando um novo destino ao que seria jogado nos lixões, uma empresa em Açailândia – MA, iniciou há cerca de quatro meses, a produção de carvão ecológico. A medida sustentável usa os resíduos do eucalipto retidos pelos filtros das siderúrgicas e com eles fabrica aproximadamente três mil quilos de carvão por dia, gerando cerca de 20 empregos diretos e indiretos. A empresa afirma que o novo produto tem rendimento 40% superior ao carvão vegetal e não provoca labaredas e nem fumaça enquanto assa a carne. Diariamente, centenas de quilos do pó de eucalipto, chamado também de munha e que serve como combustível na composição do carvão ecológico, são recolhidos dos filtros para compor o novo produto. O processo leva ainda, como ingredientes, a fécula de mandioca, para dar liga, e a betonita, um composto argiloso que dá forma e vira a brasa. “Trata-se de um processo de produção que reaproveita aquilo que seria descartado nos lixões e que não gera a derrubada de árvores nativas, nem CO2, que provoca a fumaça e demais resíduos”, relata Cristiano Alves de Paiva, representante da empresa.

Carvão ecológico: produção usa resídios descartados das siderúrgicas

Cristiano, representante da empresa

com antecedência de 30 minutos. “Detalhe: ele não gera cinzas, nem fumaça e labaredas, tornando-se um ótimo produto para uso também nos apartamentos”, acrescentou o representante. Após a queima, o restante ainda pode ser usado como adubo, por ser rico em nitrogênio, potássio e fósforo. A empresa afirma que uma embalagem com três quilos do produto é suficiente para assar até 25 quilos de carne. Segundo ainda a empresa, ao produzir cada tonelada de carvão ecológico utilizando os resíduos colhidos dos filtros das siderúrgicas, sete árvores deixam de ser derrubadas. O carvão ecológico custa em média 20% a mais que o carvão vegetal. “Mas é um preço que compensa, pela durabilidade e pela proposta ecologicamente correnta do produto”, argumenta Cristiano Alves. Conforme a empresa, o carvão tem certificação do Inmetro, atestando a durabilidade e a composição, e do Ibama e secretaria de Estado de Meio Ambiente do Maranhão, com as licenças ambientais. c o n s t R U Ç Ã O c i v i l , A R Q U IT E T U R A , CO M É R CIO , CL A SSIST A S , E TC

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destaque

RESULTADO NEGATIVO DA PRODUÇÃO industrial de novembro sobre outubro foi acompanhado por 14 dos 27 ramos pesquisados pelo IBGE, que divulgou dia 8, a Pesquisa Industrial Mensal. Destaque para a queda da indústria de veículos automotores, de 3,2%.

nova diretoria do sinduscon quer resgatar prestígio e representatividade do órgão junto à sociedade Os diretores do Sinduscon veem o órgão como o mais importante sindicato do Tocantins, por isso o desejo de busca posicionamento estratégico, atuando junto à sociedade e esferas governamentais

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iderança, representatividade, posição e visibilidade. Estas são as principais características que a nova diretoria do Sindicato da Indústria da Construção Civil – Sinduscon, quer buscar para o órgão, que desde o dia 17 de dezembro tem o empresário Bartolomé Alba Garcia como novo presidente. O foco é unânime entre os integrantes da entidade, que pretendem fazer de 2014, o ano em que o Sindicato resgatou seu prestígio em todas as esferas da sociedade. “O Sinduscon precisa ser ouvido. Ele representa um segmento muito forte dentro do Tocantins e está apagado, desaparecido. Os próprios associados estão afastados”, revelou Barto. A nova diretoria é composta pelos mais destacados empresários do setor da construção e incorporação de Estado. E uma das metas do grupo é interiorizar as principais ações, alcançando as empresas e os trabalhadores nas cidades polos, como Araguaí-

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na, Gurupi e Paraíso. Além de querer marcar presença em momentos importantes da Capital, como a maior cadeia produtiva do Tocantins. “Nossa expectativa é grande, pois o Sinduscon precisa ocupar o lugar que sempre ocupou, de destaque, de atuação e de bom trabalho. O Sinduscon tem que estar sempre na ponta. A [nova] diretoria tem condição de fazer isso”, disse Fabiano do Vale, terceiro vice-presidente. Os membros da diretoria têm na figura do novo presidente um líder nato, res-

peitado e bem sucedido em seus negócios. E foram estes os predicados que ajudaram Barto a ter todos os votos durante a eleição, realizada em 09 de dezembro. “É um grande líder e um grande gestor. O Sinduscon está em boas mãos”, afirmou Vale. Ex-presidente do órgão e atual vice na chapa, Luciano de Carvalho Rocha também declarou seu respeito ao empresário Bartolomé Alba. “Temos uma representatividade muito grande e isso merece uma pessoa de credibilidade, com capacidade e competên-

Bartolomé prega união aos diretores (foto abaixo) para a busca do espaço perdido

cia”, frisou Luciano. Também empresário do setor, com a experiência de quem já ocupou a cadeira, Luciano revelou que não se trata de uma missão tão fácil. “A presidência do Sinduscon não é só glamour, pelo contrário. É de muito trabalho e de dedicação em prol das empresas do segmento. Somos o sindicato que gera o maior PIB [Produto Interno Bruto] de Palmas, e quase 60% do PIB na indústria do Tocantins é da construção civil”, explicou. Para Luiz Gustavo Rizzatti Alves, um dos delegados do

Luciano de Carvalho, vice-presidente


Esquecimento O novo presidente revelou que o Sinduscon caiu no esquecimento e perdeu sua posição de referência. “É o maior Sindicato. Ocorre que ele não estava tendo papel de destaque, foi sendo esquecido, se afastando, quando na realidade precisava de uma participação maior”, afirmou. Barto, assim como os demais diretores, entende que o Sinduscon tem voz e um lugar de respeito junto às esferas de poder da Capital e do Estado, por sua representatividade, seus feitos e contribuições sociais e econômicas. “O Sinduscon precisa ser ouvido. Ele representa um segmento muito forte dentro do estado e está apagado, desaparecido. Os próprios associados estão afastados. A ideia é que ele torne-se forte mãos à obra - edição nº 15

Fotos: Luiz Henrique Machado/Mãos à Obra

Sinduscon, o órgão merece ter mais credibilidade e concretizar novos projetos para seus associados, convertendo-se no fortalecimento da classe. “A incorporação teve um salto e muitas das vezes a união [da classe] não conseguiu se fazer presente, mas essa nova diretoria vem resgatar isso junto aos associados, fazendo com que cada vez mais o sindicato transmita para a sociedade o papel dele”, destacou Gustavo. A gestão será de apenas dois anos, uma espécie de tampão, mas quem está nela espera recuperar o tempo perdido. “A gente espera fazer tanto como se fossem quatro anos. Esperamos cumprir todas as nossas metas e fazer um pouco mais do que já tem sido feito e trazer de volta o nome do Sinduscon para o primeiro lugar”, assegurou Alteliana Lopes, terceira vice-presidente.

Gustavo é o delegado do Sindicato

Roberto Pires em seu discurso, onde demonstrou o carinho pelo Sinduscon

através da associação mesmo”, pontou Bortolomé. Há, porém, o reconhecimento de que o resgate será com o tempo, com muito trabalho conjunto, união entre os associados e alcance daqueles que ajudam nas conquistas diárias: os empresários e os trabalhadores. Segundo Barto, uma das metas é oferecer maior assistência médica, odontológica e jurídica àqueles que integram a classe. Para isso o Sinduscon planeja aumentar em 50% o número de associados até o final deste ano, e mais 30% até a final da gestão. “Hoje nós temos 235 empresas inscritas no Sinduscon, de todo o estado. Queremos alargar a base para a construção pesada e isso vai trazer mais uma gama de associados”, avaliou o presidente.

do Estado do Tocantins - Fieto, foi levar um abraço e os desejos de muito sucesso aos novos diretores do Sinduscon. “Todos sabem do meu carinho por este sindicato e aqui quero deixar o registro

do desejo de muitas conquistas. É um dos mais importantes do Tocantins e vamos trabalhar juntos para que o setor produtivo avance cada vez mais”, concluiu Roberto Pires.

festa A posse da diretoria foi festejada dia 18 de dezembro, em glamuroso evento no Crystal Rall. No local, Bartolomé Alba recebeu centenas de convidados, cumprimentou a todos e também foi cumprimentado. Familiares, amigos, membros da diretoria e autoridades estiveram na festa. Roberto Pires, presidente da Federação das Indústrias c o n s t R U Ç Ã O c i v i l , A R Q U IT E T U R A , CO M É R CIO , CL A SSIST A S , E TC

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ânimo novo

SECONCI - SP MINISTROU 132 TREINAMENTOS da NR-35, em 2013, para 1.250 trabalhadores. A NR-35 estabelece as diretrizes para a gestão da segurança e saúde dos trabalhadores em altura, com risco de queda. Equipes de emergência também treinaram.

CAU/BR 2014: Obras de infraestrutura animam regulamenta indústria de materiais de construção A taxa que mede a intenção de investir do setor nos próximos 12 meses direitos atingiu 74% em dezembro, numa pesquisa encabeçada pela Abramat autorais

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Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil – CAU/BR, aprovou em dezembro, a resolução que dispõe sobre os direitos autorais em Arquitetura e Urbanismo. A norma considera que projetos, obras e demais trabalhos técnicos de criação no âmbito da Arquitetura e do Urbanismo são obras intelectualmente protegidas. O registro dessas obras intelectuais deverá ser requisitado junto aos CAU/UF, que farão a análise dos pedidos. O extrato dos registros efetuados ficará disponível no portal do CAU/BR. A resolução especifica dois tipos de direitos autorais: os morais, relativos à paternidade da obra intelectual; e os patrimoniais, que são os direitos de utilização da obra.

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A

s obras de ampliação, reparos e construção de portos, aeroportos, estradas e outros empreendimentos voltados para a melhoria da infraestrutura no país estimulou os empresários da indústria de materiais de construção a planejarem maior investimento no setor em 2014. É o que revela a pesquisa mensal da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção – Abramat. A taxa que mede a intenção de investir do setor nos próximos 12 meses atingiu 74% em dezembro, o que representa elevação de 12 pontos percentuais na comparação com novembro. “A melhoria na intenção de investimentos está associada com a expectativa positiva para o segmento de infraestrutura no próximo ano”, justificou por meio de nota o pre-

Walter Cover, presidente da Abramat

sidente da Abramat, Walter Cover. A pesquisa indica que quase a metade dos consultados (48%) avaliou que, em novembro, o resultado das vendas foi bom. Para 17%, o resultado foi muito bom e essa mesma proporção de entrevistados classificou o desempenho do setor no período como regular. Catorze por cento consideraram

o resultado ruim e apenas 5% opinaram que as vendas foram muito ruins. Para dezembro, 45% indicaram expectativa de vendas em nível regular, mesma classificação apontada por 43% dos consultados sobre a expectativa para janeiro de 2014. O percentual de empresários que acreditam que as vendas serão boas no primeiro mês de 2014 chegou a 43%. Doze por cento acreditam que as vendas serão ruins e 2% esperam cenário muito ruim. Na sondagem sobre o que os empresários esperam das ações de governo para o desenvolvimento do setor a médio prazo, a maioria (67%) demonstrou que está indiferente. O levantamento informa ainda que a Utilização da Capacidade Instalada manteve-se estável em 82%. (Agência Brasil).


trabalhador

O MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL liberou R$ 5 mi para ações de defesa civil no Espírito Santo, que teve 54 dos 78 municípios, afetados. O governo quer a metade do valor orçado para as obras de ajuda aos municípios, que totalizam R$ 540 milhões.

OPERÁRIOS DA CONSTRUÇÃO civil PARTICIPAM DE PALESTRAS SOBRE SEGURANÇA NO TRABALHO, SAÚDE pessoal e familiar Diversos órgãos ligados ao trabalho e emprego se uniram para a realização das atividades, alcançando dezenas de trabalhadores. O Seconci, um dos órgãos, quer elevar essa quantidade no decorrer do ano

mãos à obra - edição nº 15

Fotos: Luiz Henrique Machado/Mãos à Obra

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erca de 300 trabalhadores da construção civil em Palmas foram beneficiados com palestras sobre segurança e saúde, ministradas nos canteiros de obras da Recep Engenharia, Alpha e Fama Empreendimentos. As ações ocorreram em dezembro e foram executadas por técnicos do Serviço Social da Indústria da Construção Civil – Seconci, Serviço Social da Indústria – Sesi, Ministério do Trabalho – MTb, Ministério Público do Trabalho – MPT, e Sistema Nacional de Emprego e Renda – Sine. O bem estar dos operários que atuam nos canteiros é a principal preocupação dos órgãos. As palestras ocorrem uma hora antes do início dos expedientes e reúnem todos para uma série de assuntos. Sexualidade, saúde e relacionamento são alguns temas. Mas as discussões passam também pela segurança no ambiente de trabalho, já que é no canteiro onde passam boa parte do tempo e de onde tiram o sustenta da família. “Achei as palestras muito importantes, para nos informar mais e para nos protegermos e também para protegermos as nossas famílias. A gente aprende aqui e leva para casa”, disse Guilherme Avelino Dias, operador de elevador. “Valeu a pena ter assistido, pois eu não era informado em relação a algumas coisas e agora sim, tudo certo”, completou. Segundo Alteliana Lopes, presidente do Seconci, a ação do órgão visa garantir maior educação e proteção para to-

Operários atentos na palestra sobre sexualidade e segurança no ambiente de trabalho. Os temas foram aprovados pela turma

dos os trabalhadores da construção civil. “A ideia é passar informações de coisas que eles vivem no dia a dia, que eles necessitam estar se lembrando, pois muitas vezes a pessoa está no canteiro e esquece tanto da saúde dela quanto da família”, concluiu.

Alteliana Lopes, do Seconci

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CBIC E PARCEIROS REALIZAM DIAS 17 E 18 de fevereiro, em SP,

previsões

seminário sobre Impactos da Norma de Desempenho. Serão discutidas necessidades e providências para que o conceito de desempenho e a qualidade das construções sejam ampliados.

cni estima que Economia brasileira crescerá 2,1% e a indústria terá expansão de 2% no novo ano A Confederação Nacional da Indústria - CNI, explicou que existem muitos obstáculos, mas reconheceu, porém, também que há oportunidades em vários setores. Burocracia ainda é vista como grande entrave

Legislação Andrade destacou que as questões trabalhistas estão cada vez mais complexas. Isso é resultado da falta de clareza da legislação e das interpretações da Justiça do Trabalho que, muitas vezes, não reconhece os acordos negociados livremente entre empregados e trabalhadores, o que gera insegurança para as empresas. Para ele, o país precisa investir

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infosurhoy.com

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economia brasileira crescerá 2,1% este ano, menos do que os 2,4% estimados para 2013. A indústria deverá ter uma expansão de 2,0% em 2014, superior ao 1,4% previstos para 2013. As estimativas estão na edição especial do Informe Conjuntural, que a Confederação Nacional da Indústria – CNI, em meados de dezembro. No entanto, o presidente do órgão, Robson Braga de Andrade, afirmou que o país tem condições de crescer mais. “Há muitos obstáculos, mas há muitas oportunidades”, disse. Segundo ele, a indústria brasileira é diversificada, vem fazendo investimentos em tecnologia e inovação e pode crescer de 4% a 5% ao ano. Mas, lembrou Andrade, as empresas, principalmente as exportadoras, enfrentam problemas com a concorrência externa. “O Brasil não tem competitividade”, acrescentou. Para ele, o país precisa resolver com urgência a questão da burocracia e da legislação trabalhista. “A burocracia dificulta qualquer empreendimento e desestimula os investimentos. Até na vida pessoal, a burocracia nos penaliza”, afirmou.

Setor industrial tem panorama traçado por estudos da CNI

“Devemos trabalhar para desonerar os investimentos. O Brasil é o único país que tributa os investimentos” na infraestrutura e no desenvolvimento de um sistema de logística eficiente. “Devemos trabalhar para desonerar os investimentos. O Brasil é o único país que tributa os investimentos”, relatou. Andrade lembrou que a CNI, com a contribuição de mais de 500 líderes empresariais, identificou no Mapa Estratégico da Indústria 2013-2022, os dez fatores-chave da competitividade brasileira, que são: educação, ambiente macroeconômico, eficiência do Estado, segurança jurídica e burocracia, desenvolvimento de mercados, relações do trabalho, financiamento, infraestrutura, tributação e inovação e produtividade. Andrade informou que a CNI está preparando propostas para o país ganhar competitividade. “Vamos apresentar as propostas aos candidatos à Presidência da República e trabalhar para que as medidas sejam implementadas”, destacou.

O estudo avalia que a queda no ritmo de crescimento do Produto Interno Bruto - PIB, será resultado da desaceleração dos investimentos, que devem ter expansão

Andrade: a burocracia dificulta

de apenas 5% este ano, frente aos 7,1% previstos para 2013. A desaceleração dos investimentos, de um lado, será resultado do aumento da taxa de juros e do baixo patamar de confiança dos empresários. “De outro lado, em 2014 não teremos a contribuição excepcional do investimento em equipamentos de transporte que marcou 2013”, diz a CNI.


informe p u b l i c i t á r i o

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impostos

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL FINANCIOU mais de R$ 2 bilhões para micro e pequenas empresas pagarem o 13º salário de funcionários. A instituição revelou que o saldo para esse serviço passa de R$ 3 bi e os interessados têm até fevereiro para requisitarem os valores.

IPTU 2014: PREFEITURA estima aumento da ARRECADAÇÃO em R$ 17 MI COM a NOVA PLANTA. oposição vai à justiça A queda de braços entre Prefeitura e parlamentares da oposição já começou. Enquanto isso o Paço Municipal lançou aplicativo onde o próprio contribuinte calcula o imposto: http://bit.ly/1a4ZljJ

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palmense entrou 2014 fazendo as contas, e com resultados nada agradáveis. O motivo é a nova Planta de Valores Genéricos, instituída com a aprovação do Projeto de Lei nº 49, de autoria da Prefeitura. A Planta estabelece o valor venal dos imóveis localizados nas áreas urbana e rural da Capital, incidindo diretamente sobre a cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano – IPTU, e também do Imposto Sobre a Transmissão de Bens Imóveis – ITBI, cujo reajuste em relação ao ano passado é de 121%. E se por um lado a Prefeitura argumenta que está atualizando a planilha à realidade do mercado e assim espera arrecadar R$ 17,117 milhões a mais com nova planilha, por outro o que se tem ouvido é a reclamação de representantes de órgãos ligados ao setor e também de moradores, assustados com os resultados dos cálculos. A votação do PL 49 ocorreu dia 30 de dezembro, na Câmara de Vereadores, gerando ainda mais reclamação pela escolha da data e pelos novos valores. E apesar de ter tido seis votos contra, a proposta foi aprovada e já está em vigor. A Prefeitura de Palmas, segundo o Diário Oficial, deverá ter um incremento de 81,97% na arrecadação. Em 2013, só em IPTU, foram arrecadados R$ 20.882,600,00. Para este ano, a projeção é de R$ 38 milhões. A proposta do Paço é de destinar todo o montante para os setores da Educação e Saúde.

Tentativas Enquanto os vereadores analisavam detalhes do PL 49, an-

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Vereador Júnior Geo (E) e Matozalém Santana, do CAU cobraram os debates públicos

João: preço da praça

tes da votação, representantes do Conselho de Arquitetos e Urbanistas – CAU, e do Conselho Regional de Engenharia – Crea, protocolavam pedidos de adiamento da votação e que as discussões fossem levadas à sociedade na forma de audiências públicas. Ambos os órgãos discordam da maneira como a Prefeitura finalizou o documento, principalmente pelo que classificaram como curto espaço de tempo e equipe tecnicamente incapaz para as avaliações dos imóveis. “Para se fazer uma avaliação técnica e bem fundamentada de mais de 120 mil imóveis, três meses é um curto espaço de tempo. Além do que depende de uma série de profissionais multi disciplinares para fazer a avaliação técnica bem fundamentada. A gente acha por bem ter 2014 para atender esta demanda e a sociedade não sofrer com o impacto desse aumento”, destacou Matozalém Santana, gerente técnico do CAU. “O CAU reconhece que há uma defasagem nos valores dos imóveis, mas requer que seja esclarecido à população como se chegou

que os problemas começaram em outubro, quando a Câmara Municipal aprovou o Código Tributário. “Na época, eu afirmava que estávamos assinando um cheque em branco ao prefeito [Carlos Amastha]. E foi o que aconteceu”, lembrou. “Temos agora um IPTU com valores absurdos. O prefeito peca com essa decisão, peca com a população, promovendo um reajuste de IPTU de mais de 2000%. Essa realidade é totalmente distorcida”, completou o vereador. O palmense vai se surpreender também no momento de pagar o ITBI, o tributo cobrado pela Prefeitura para a transferência de

A nova Planta de Valores Genéricos atualizou o preço dos imóveis na Capital

a esse cálculo”, completou Santana. Além da forma como ocorreram as discussões em torno do PL, a presidente do CREA, Roberta Castro, questionou a votação no último dia do ano. “Por que esse projeto não veio antes? Por que chega aqui dia 30 de dezembro? Temos que ter antecedência. É o rigor da lei”, disse. Roberta afirmou que o órgão repudia a maneira como o processo foi construído. “A população está a mercê do que está sendo colocado. Como não repudiar diante de uma situação como esta?”. O vereador Júnior Geo, da bancada de oposição, afirmou


Omitiram O superintendente João Marciano afirmou que o tempo usado para a avaliação dos imóveis foi hábil e citou a participação da Câmara de Valores Imobiliários – CVI, na confecção das análises. Marciano, inclusive, criticou CAU e CREA no processo. “Eles se omitiram, porque faziam parte da comissão e só vieram na primeira reunião. Depois nunca mais apareceram”, relatou. Marciano afirmou ainda que, atualmente, a inadimplência do contribuinte com o pagamento do IPTU é de 60% e que a Prefeitura vai recorrer à execução fiscal e protestos para receber as dívidas. “No ano de 2013, enviamos para execução fiscal 14 mil processos (R$ 92 mi). No final do ano, através do Cartório de Protesto, encaminhamos 1600 processos para serem protestados (R$ 27 mi)”, informou. Planilha A nova Planta de Valores dividiu Palmas em cinco zonas, classificando cada uma conforme localização e valor de mercado. “Cada imóvel é avaliado pela situação onde está. Uma edificação padrão A, auto luxo, no centro, não tem o mesmo valor de venda de uma edificação na Aureny”, argumentou o superintendente. Na avaliação da comissão, as quadras 204 Sul e 404 Sul têm as propriedades mais valorizadas da Capital, onde o IPTU estava mãos à obra - edição nº 15

Fotos: Luiz Henrique Machado/Mãos à Obra

imóveis, que foi reajustado em 121%, segundo dados do Diário Oficial de Palmas. Só com essa tarifa, a Prefeitura prevê aumento na arrecadação na ordem de R$ 12 milhões. Para Júnior Geo, as medidas terão consequências ruins para os dois lados. “A inadimplência tende a aumentar, vai afugentar investidores e o desenvolvimento comercial. Palmas vai pagar por isso”, afirmou.

Estudos da Comissão evedenciaram a 204 Sul, em destaque, como a quadra com imóvel mais caro em Palmas

na média de R$ 800,00, subiu para R$ 2000,00. “A definição do valor de mercado não é a Prefeitura quem faz. É o próprio mercado. É o preço que está correndo na praça. A Prefeitura apenas encontrou um mecanismo de identificar isso”, enfatizou João Marciano. As contas Segundo o Diário Oficial da Prefeitura de Palmas, publicado em 31 de dezembro, o aumento médio do IPTU para toda a Capital é de 81,97%. Com isso, uma casa de 200m², padrão B, na Arse 12, por exemplo, que antes pagava R$ 904,00 de IPTU, agora terá um carnê de R$ 1600,00, ou seja, 76,99% de aumento. A Prefeitura isentará da cobrança quem tem IPTU com valor até R$ 124,50, mas que seja dono de apenas um imóvel. São 19.200 beneficiados. JUSTIÇA Mas ao que parece, o assunto vai à Justiça. O deputado Marcelo Lelis e os vereadores Joaquim Maia e Iratã Abreu iniciaram coleta de assinatura para abaixo assinado e assim formalizar uma Ação Judicial contra a decisão. c o n s t R U Ç Ã O c i v i l , A R Q U IT E T U R A , CO M É R CIO , CL A SSIST A S , E TC

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TJTO NÃO ACOLHEU PEDIDO DE LIMINAR do Ministério Público,

crédito

através da Ação Direta de Inconstitucionalidade, protocolada pela procuradora-geral de Justiça Vera Nilva Álvares Rocha Lira, contra a atualização da Planta de Valores Genéricos da Capital.

CAIXA LANÇA FUNDO DE CRÉDITO PARA INVESTIMENTO EM INFRAESTRUTURA. tributação é diferenciada A expectativa é de captar R$ 100 milhões com o novo produto, que terá redução na alíquota do Imposto de Renda sobre os investimentos: zero para pessoa física e 15% para pessoa física

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sejam captados cerca de R$ 100 milhões, voltados para investidores superqualificados. Para o superintendente nacional de Fundos de Investimentos Especiais da Caixa, Cassio Viana, “a criação do Fundo permitirá ao investidor contribuir com o crescimento nacional, uma vez que os projetos serão destinados à melhoria de rodovias, portos, ferrovias, aeroportos, telecomunicações, saneamento e energia”. Gestão Segundo ranking da Anbima, a Caixa é o quarto maior asset manager do Brasil. O banco possui, atualmente, R$ 453 bilhões em recursos de terceiros sob sua administração, provenientes de aplicações em fundos de investimentos e carteiras administradas. “A Caixa reúne todas as qualificações necessárias para a boa gestão do FI Crédito Privado

Foto: Luiz Henrique Machado/Mãos à Obra

A

Caixa Econômica Federal lançou ano passado seu primeiro fundo de crédito com tributação diferenciada para investimentos em infraestrutura. O fundo chama-se Caixa FI Crédito Privado Renda Fixa Infraestrutura I, e visa o investimento de recursos em ativos que atendam às condições da Lei nº 12.431/2011, que concede incentivos fiscais para infraestrutura, sobretudo, em Debêntures Incentivadas de Infraestrutura. As Debêntures Incentivadas são títulos de crédito emitidos para captar recursos para projetos de infraestrutura enquadrados pelo Governo Federal. Ao investir no FI Crédito Privado Infraestrutura I, o investidor poderá se beneficiar da redução da alíquota de Imposto de Renda sobre os rendimentos auferidos, que será igual a zero para pessoa física e 15% para pessoa jurídica. A expectativa é de que

Fundo de crédito voltado para infraestrutura e para grandes investidores

Infraestrutura I. Segundo maior agente financiador de infraestrutura do país, a possui experi-

ência na análise e concessão de crédito para projetos do setor”, comenta Cassio.


entrevista

Va l é r i a H o l lu n d e r, s e c r e tá r i a d e I n f r a e s t r u t u r a e S e r v i ço s P ú b l i co s

“sofrendo com o impacto da falta de planejamento”

anos que está sofrendo com o impacto da falta de planejamento nesta área. Antigamente as pessoas estavam interessadas em fazer asfalto e acabou. Mas isso mudou muito. A gente precisa de drenagem, porque se não faço o asfalto e depois tenho que voltar abrir as valas e você perde muito dos serviços feitos. Hoje não se faz mais asfalto se não tiver drenagem, pavimentação e acessibilidade (ciclovia e calçamento).

A citação de Valéria Hollunder resume os problemas causados pelas chuvas em Palmas

A

s chuvas intensas de dezembro danificaram várias obras em andamento na Capital. Em alguns casos, segundo a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos, as empresas responsáveis terão que refazer alguns trechos, entre eles o de macrodrenagem na Avenida LO-15, com a NS-01. A pasta, porém, diz que a chuva deu uma noção da real necessidade de Palmas em se tratando de projetos para captação da enxurrada. Para 2014, cerca de R$ 137 milhões já estão garantidos e serão destinados à melhoria do sistema de drenagem, pavimentação e acessibilidade.

maior é que estamos no período de chuvas e o reparo não pode ser feito agora. Vamos precisar de inspeção dentro da rede e há riscos para os técnicos e trabalhadores que entrarem nela agora. A empresa está isolando a área para que o problema não aumente e o impacto seja minimizado.

Qual o tipo de prejuízo que as chuvas deste período trazem para o cronograma de obras? No caso da chuva muito fora dos padrões [em meados de dezembro], a gente teve uma série de prejuízos. Nossa malha viária, que tem locais com prazo de validade vencido, teve o agravamento dos buracos, muito material terroso foi carreado [levado] para a pista, alagamentos. Não tivemos danos físicos, mas em relação às residências, no sistema viário e drenagem, do que já existia e do que estava em andamento, teve danos, sim. Algumas empresas que estão executando as obras em algumas avenidas, como na NS-01, próximo da ponte, já foram acionadas. O reparo na obra em andamento a empresa é quem executa. Tivemos também um problema na rotatória da LO-15 [obra em andamento] com a NS01 [concluída], onde houve recalque [afundamento] com as chuvas intensas. A empresa também já foi notificada só que o prejuízo

No caso da LO-15 (Palmas Brasil), qual seria o prazo para conclusão? Sim. O prazo seria maio deste ano. A empresa tem condições de cumprir isto e é o que a gente espera.

mãos à obra - edição nº 14

Daria para se ter uma ideia do valor desses prejuízos? Ainda está se fazendo o levantamento para identificar esses valores. E dependendo da situação as empresas terão que refazer os serviços, principalmente nas obras que ainda estão em andamento.

Mesmo com todos os problemas causados pela chuva? Independente disto. Ela se organizando tem condições de atacar lá embaixo (na rotatória com a NS-01), enquanto faz a finalização na NS-04. É uma obra importante para o sistema de captação de água pluvial na região... Muito importante. Se você anda com chuva na LO-15 e em seguida pela NS-04 e chega na rotatória da LO-19, onde há uma obra que a gente só iniciou, você vê diferença. Na LO-15, mesmo não estando 100% captando a água das chuvas já se vê alívio nas águas que descem ali. Na LO-19, que não tem nada de drenagem, a água vem como um rio. Então

“Os problemas maiores que a gente tem hoje, com a deterioração do pavimento, é em função da falta de drenagem” temos duas obras: a LO-15 para [conclusão] início deste ano e a LO-19, que começou no final do segundo semestre [2013] fica para conclusão no final deste ano. Mas esse tipo de obra será apenas para esses trechos? Não. Em todas as avenidas a gente precisa fazer a drenagem. Os problemas maiores que a gente tem hoje, com a deterioração do pavimento, é em função da falta de drenagem. A vida útil dele está se esgotando e não houve renovação com recapeamento. Se não fizermos macro e micro drenagem qualquer pavimentação que fizermos a sobrevida dela será muito menor. De certa forma a chuva trouxe um panorama para a Prefeitura dos locais onde há necessidade urgente de drenagem? Exato. Demonstra cada vez mais a necessidade da drenagem. A gente tem uma cidade com 25

O que existe de planejamento nestas áreas para 2014? Temos vários recursos já aprovados [pelo Governo Federal], um da ordem de R$ 54 milhões e outro de R$ 83 milhões pra licitarmos esse ano, para drenagem e pavimentação. É todo o conjunto, não só para quem anda no veículo, mas também para o pedestre e o ciclista. A partir de quando essas ações começam a ocorrer? A licitação para elaboração dos projetos já ocorreu no semestre passado [2013] e das obras estão previstas para o começo deste ano, com a abertura do orçamento. A operação tapa-buracos, no período das chuvas, vai continuar? Continua. Não para. Mas até o tapa-buracos, quando a chuva está intensa, você não consegue executar. Precisa-se de uma trégua. Não precisa dar sol brilhante, mas a água precisa parar de cair para fazer o reparo. É uma condição temporária. Como a secretária avalia a qualidade do asfalto de Palmas? Tem asfalto aqui de 15, 18 anos. O período de vida útil dele já se foi. A lama asfáltica que a gente aplicou em várias quadras dá uma sobrevida de uns dois anos, mas agora se a capa asfáltica estiver deteriorada, como temos várias situações na Região Norte, é preciso retirar tudo e fazer de novo.

c o n s t RU Ç ÃO c i v i l , ARQUITETURA , COMÉRCIO , CLASSISTAS , ETC

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investimentos

A AGETRANS INFORMOU QUE 15 trechos de rodovias estaduais, com de mais de 476 km de estradas pavimentadas e sinalizadas foram inauguradas desde 2011. Outros 573km estão em obras e em licitação existem mais oito frentes de trabalho segundo o órgão.

fieto lança centro de formação profissional em paraíso. projeto terá investimentos de R$ 6 mi A conclusão está prevista para ocorrer em um ano e o Centro de Formação atenderá 450 alunos diariamente. O prédio leva ao nome do primeiro presidente da Fieto, Antônio Conceição Cunha Filho

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que vai atender toda a região do Vale do Araguaia”, relatou o presidente. Reforço Moisés Avelino, prefeito da cidade, destacou que o plano da administração é ampliar a quantidade de cursos já oferecidos pelo Senai, tendo a própria gestão municipal como parceira. “Essa escola é importante pela sua qualidade, pelo seu tamanho e o investimento que se vai ter aqui, mas o maior benefício dela é para a sociedade, especialmente os menos favorecidos que não podem sair para estudar fora do estado. Às vezes, nem em Palmas dão conta de ficar e desistem de estudar”, relatou Avelino. “Essa escola aqui vai servir a essa comunidade. Quem quiser aprender vai ter oportunidade e buscar trabalho nas muitas empresas que chegam e precisam de mão de obra qualificada”, acrescentou. Missão O advogado Antônio Conceição, homenageado pelo Senai, lembrou de quando a instituição e a Federação estavam em fase de fundação, para executar um importante papel na formação profissional do Estado. “Era comum uma ou outra mãe pedir que o Senai orientasse o seu filho porque lá ele iria aprender e iam colocá-lo na linha. O Senai tem uma grande missão, feita ao longo dos anos. Ele tem preparado a mão de obra brasileira, tem preparado o povo brasileiro a ter uma vida melhor. E o nosso país precisa dessa mão de obra especializada”, disse.

Foto: Prefeitura de Paraíso do Tocantins

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araíso do Tocantins será a próxima cidade do estado a contar com um Centro de Formação Profissional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Senai. O lançamento da obra ocorreu em dezembro, e a estrutura de 2.497,01 metros quadrados será erguida no loteamento Nova Fronteira. O terreno para o projeto foi doado pela Prefeitura e tem área de 5.630,50 metros quadrados e a previsão do Senai é de executar o projeto em um ano. Segundo a instituição, os investimentos girarão em torno de R$ 6 milhões e quando o Centro de Formação estiver pronto vai atender 450 alunos por dia e um total de três mil matrículas por ano. Ao inaugurar a estrutura, o Centro levará o nome de Antônio Conceição Cunha Filho, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Tocantins – FIETO, e do Conselho Regional do SENAI por dois mandatos, no período de fundação Federação, entre 1992 e 1998. Roberto Pires, presidente da Fieto, explicou que a nova estrutura vai atender a uma antiga demanda daquela região. “O Sistema Fieto foi iniciado utilizando estruturas das unidades de Araguaína e Gurupi e com isso a região central estava desprovida de ambientes adequados, compatíveis com o nível de qualidade da educação profissional do Senai. Conseguimos recursos junto à Confederação Nacional da Indústria – CNI, que entendeu a demanda e viabilizou novas escolas para Palmas e esta em Paraíso,

Roberto Pires e o prefeito Avelino descerram a placa do projeto em Paraíso

Mãos à obra # 15ª edição janeiro 2014  

Construção civil, arquitetura, designe e interiores.

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