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Fotos: Luiz Henrique Machado/Mãos à Obra

E D I Ç Ã O # 1 3 - PA L M A S - T O C A N T I N S - N O V E M B R O - 2 0 1 3 C O N S T R U Ç Ã O C I V I L , A R Q U I T E T U R A , C O M É R C I O, C L A S S I S TA S , E T C .

CHUVAS: PREFEITURA VAI PARAR OBRAS O cuidado visa evitar a má qualidade na execução dos projetos, bem como o desperdício de materiais e mão de obra empregados nas ações. Outra medida é o monitoramento das áreas com fácil alagamento nas ruas da Capital. Pág. 03 Foto: Precisa Assessoria

SINDUSCON REALIZA ELEIÇÃO EM DEZEMBRO E BARTO CONCORRE EM CHAPA ÚNICA Presidente interino de um dos principais sindicatos do Tocantins, o empresário Bartolome Alba, Barto (foto), confirmou que vai concorrer ao cargo definitivo no próximo dia 9. Destacou que buscará nomes em várias partes do estado para compor a chapa e assim colocar o órgão em posição de destaque entre as principais cadeias produtivas. A posse já tem data: 18 de dezembro. Pág. 05

CÓDIGO AJUSTA VALOR DO IPTU, ITBI E ISS-QN DE PALMAS Iniciativa é da Prefeitura, com aval da Câmara de Vereadores. Antes de entrar em vigor, deverá sofrer uma série de emendas propostas pelo Cidep. Pág. 08

JORNAL MÃOS À OBRA GANHA CONCURSO Prêmio Fenepalmas foi para Luiz Henrique Machado. Pág. 12

IFTO PALMAS FAZ COMPRA DE R$ 1,6 MI Assim, torna-se referência em pesquisa no Norte. Pág. 14


PROFISSÕES

O GOVERNO DO ESTADO ENTREGOU 238 títulos fundiários a moradores da 1.306 Sul. Mais de mil pessoas foram beneficiadas com os documentos de imóvel. Outras cidades no estado já foram beneficiadas, somando mais de nove mil títulos

MUNDO SENAI É ATRAÇÃO PARA MAIS DE 7 MIL ESTUDANTES, TRABALHADORES E EMPRESÁRIOS DE OLHO NO MERCADO Evento aconteceu simultaneamente em Palmas, Araguaína, Gurupi e Xambioá, apresentando as estruturas, docentes e oportunidades a disposição dos interessados na qualificação profissional ação Moldes, aperfeiçoando-se na área de corte e costura. “Sempre gostei de moda e meu sonho era entrar nesta área desenhando e costurando. Gostei muito da oficina”, revelou. Joaquim Paulo Saraiva, 62, era um entre dezenas no curso Mestre de Obras. Disse que apesar da experiência acumulada na atividade, sempre há o que aprender. “A tecnologia avança e a gente tem que acompanhar para aprender mais e executar as obras com mais qualidade”, afirmou Joaquim o primeiro na fila de espera. O resultado, para o Senai, foi positivo. Mychelly Ferreira, gerente da Unidade Operacional do Senai de Palmas, avalia que os ganhos foram para os interessados e também para a equipe de profis-

Fotos: Luiz Henrique Machado/Mãos à Obra

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elo menos sete mil pessoas participaram das atividades do Mundo Senai, nas cidades de Xambioá, Araguaína, Gurupi e Palmas, em meados de outubro. A realização era do próprio Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, como forma de apresentar sua estrutura e seu vasto leque de oportunidades a estudantes, trabalhadores e empresários interessados em conhecer uma nova alternativa de atuação no mercado, mas que para obterem sucesso precisam da formação profissional. Em Palmas, a estrutura foi montada junto à Escola da Construção Civil, onde as visitas guiadas proporcionaram detalhes aos interessados, como Geysse Kelly, 19, que participou da Oficina Gradu-

O mestre de obras Joaquim Saraiva, primeiro na fila na busca por conhecimento

sionais do órgão. “Os alunos que aqui vieram saíram com outra visão, não só do Senai, mas do que é o

mercado de trabalho, de onde podem se inserir, de onde podem trabalhar no futuro”, avaliou Mychelly.

Geysse Kelly (E) e demais participantes da Oficina Graduação Moldes

MÃOS

ÀOBRA 2

MÃOS À OBRA - Nº 13 |ANO 2 CNPJ 17.934.403/0001-00 Tiragem 3000 exemplares Impressão: WR Gráfica Jornalista responsável - Luiz Henrique Machado DRT 0000555TO Projeto Gráfico - Marcelo da Silva Escritório - 706 Sul (Arse 72), alameda 2, nº 23.

Departamento Comercial: (63) 9292 4228 | 8418 3833 Email - maosaobratocantins@gmail.com Blog: maosaobratocantins.wordpress.com Curta nossa fã page: www.facebook.com/maosaobratocantins Conteúdos assinados são de responsabilidade de seus autores.

“Para que todos vejam e saibam, considerem e juntamente entendam que a mão do SENHOR fez isso” - Isaías 41:20.


TEMPORAL

TRÊS CAMINHÕES E UMA PÁ CARREGADEIRA foram apreendidos pela Guarda Metropolitana de Palmas, na região Sul. A acusação é de que extraiam cascalho sem licenciamento abiental e sem documento da terra. De acordo a GMP, a empresa é reincidente.

CHUVAS: PREFEITURA ANUNCIA PARALIZAÇÃO DE OBRAS PARA NÃO COMPROMETER QUALIDADE DOS PROJETOS A medida foi anunciada no inídio do mês e visa também evitar a o desperdício de produtos nas ações. Para as regiões onde costuma haver enxorrada, a Seinsp vai destacar equipe para monitorar o problema

ETAPAS Atualmente, uma série de obras públicas tocadas pela Prefeitura está em andamenMÃOS À OBRA - EDIÇÃO Nº 13

Escavações para macrodrenagem devem parar com as fortes chuvas em Palmas

solution

to, atendendo diversas áreas, como habitação, jardinagem e macrodrenagem. Nas regiões da 604 Sul e 704 Sul, por exemplo, ocorrem os trabalhos de macrodrenagem, com recursos do Plano de Aceleração de Crescimento – PAC. A meta é otimizar o sistema de captação das enxurradas deste período, que há anos tem sido um grande problema na região, como o aborrecimento dos condutores e a lentidão do tráfego nas vias. Já na LO-19, que liga a Redesat à TO - 050, o trecho entre a NS-02 e a NS-04 já recebeu a tubulação. Da mesma forma ocorreu no percurso ligando a Palmas/Brasil com a LO-19, passando pela NS02. Atualmente as máquinas se concentram na 604 Sul, onde a tubulação corta a via lateral à Palmas/Brasil, para fazer conexão com a NS-04. Há também em andamento a obra de drenagem e pavimentação da Avenida NSB, localizada nos fundos do Hospital IOP. O orçamento é de R$ 276.305,74.

Fotos : Luiz Henrique Machado/Mãos à Obra

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início das chuvas na região levou a Prefeitura de Palmas a anunciar a paralização temporária de algumas obras, e não ter a qualidade dos projetos comprometidos, ou ser obrigada a refazer algumas ações caso a execução continuasse diante das precipitações do período. A medida foi decidida no início deste mês, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos – Seinsp. Entre as atividades que devem ser suspensas estão terraplanagem e aplicação de capa asfáltica. “Os serviços serão retomados quando houver períodos de estiagem” diz a nota da assessoria da pasta. Valéria Hollunder, superintendente de Obras, relata que “é importante não confundir obras interrompidas, com obras paradas”. “No momento, não temos obras paradas e todos os serviços onde houver a possibilidade de execução terão continuidade. A paralização é somente em função do período de chuvas intensas”, afirmou. Segundo Valéria, outra preocupação da Seinsp é com o acúmulo de água em vias públicas, causando dificuldade à trafegabilidade. Valéria afirmou que haverá uma equipe da Secretaria monitorando as obras para que o episódio não se repita, a exemplo de anos anteriores.

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Valéria: “não temos obras paradas”

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COMPETIÇÃO

PROJETOS DA PREFEITURA DE PALMAS para obras de infraestrutura, na ordem de R$ 90 mi, foram selecionados pelo Governo Federal. Estão inseridos no PAC 2 - Pavimentação e Qualificação de Vias Urbanas, Programa de Infraestrutura de Transporte e Mobilidade.

IPC: ALIMENTO ALUNOS DO IFTO PARTICIPAM DO CONGRESSO BRASILEIRO DE CONCRETO, EM GRAMADO E ALUGUEL A realização é uma das maiores do setor técnico-científico do Brasil e atrai PUXAM também pesquisadores estrangeiros. Três turmas do IFTO foram ao evento INFLAÇÃO

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uarenta e três alunos do Instituto Federal do Tocantins – IFTO, Campus de Palmas, participaram da 55ª edição do Congresso Brasileiro de Concreto – CBC, realizado entre os dias 29 de outubro e 1º de novembro, em Gramado – RS. O evento é uma realização do Instituto Brasileiro de Concreto – Ibracon, e reúne, além de muitos profissionais e empresas do setor da construção civil, também os estudantes de várias partes do Brasil e do exterior que vão para apresentar e defender pesquisas autorais junto ao segmento. O IFTO foi representado por três turmas dos cursos de Construção de Edifícios, Engenharia Civil e Edificações. Os alunos de Engenharia Civil defenderam artigos científicos e ainda se inscreveram-se em três competições, sendo APO – Aparato de proteção ao Ovo, Concrebol e Concreto Colorido Ecoeficiente. A defesa é dos estudantes Ludimila Neves, Aleff Aguiar e James Souza, sob orientação do professor Flávio Ornelas. O EVENTO O Congresso Brasileiro do Concreto é um dos maiores eventos técnico-científicos realizados no Brasil, sobre a tecnologia do concreto e seus sistemas construtivos, com objetivo de reunir o nacional e estrangeiro para debater e conhecer mais sobre as pesquisas, os desenvolvimentos e as inovações relacionadas ao concreto e seus materiais constituintes, à análise e ao projeto estrutural, às metodologias construtivas, à gestão e normalização técnica e outros temas correlatos.

Foto: Luiz Henrique Machado/Mãos à Obra

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Índice de Preços ao Consumidor Semanal - IPC-S, atingiu 0,55%, no fechamento de outubro, com alta de 0,06 ponto percentual em relação à última apuração (0,49%) e 0,17 ponto percentual acima do índice registrado na primeira semana do mês (0,38%). No ano, a taxa acumula alta de 4,20% e, em 12 meses, 5,36%. A pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Economia - Ibre, da Fundação Getúlio Vargas – FGV, mostra que seis dos oito grupos apurados tiveram aumento maior do que o registrado na terceira prévia do mês. O índice mais alto foi constatado no item alimentação que subiu de 0,79% para 0,93% com destaque para as hortaliças e legumes com elevação de 0,91% ante uma queda de 4,34%. Ocorreram acréscimos também em saúde e cuidados pessoais (de 0,43% para 0,57%), despesas diversas (de 0,14% para 0,25%), comunicação (de 0,38% para 0,47%), habitação (de 0,57% para 0,58%) e educação, leitura e recreação (de 0,49% para 0,50%). Os cinco itens que mais influenciaram o aumento do IPC-S foram: tomate (de 15,82% para 24,76%), o aluguel residencial (de 0,77% para 0,80%), refeições em bares e restaurantes (de 0,62% para 0,44%), plano seguro-saúde (de 0,67% para 0,67%) e tangerina (de 22,19% para 34,80%).

Professor Flávio, Ludimila, James Souza e Allef Aguiar com os ensaios de concreto


PATRONAL

A SECRETARIA DE INFRAESTRUTURA, iniciou mutirão de limpeza, manutenção e revitalização de algumas áreas verdes e vias públicas. A ação vai passar por diversos pontos da cidade, com manutenção e pintura de meio fio, coleta de entulhos e galhadas.

SINDUSCON REALIZA NOVAS ELEIÇÕES DIA 9 DE DEZEMBRO. CHAPA ÚNICA DEVE LEVAR BARTO, DA RECEP, À PRESIDÊNCIA Diretoria planeja colocar o órgão em destaque, aproximá-lo dos parceiros e atrair mais sindicalizados. A posse dos eleitos está marcada para o dia 18 de dezembro, em festa para 300 convidados

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de. Essa é a ideia”, completou. Pelo Regimento do Sinduscon, a diretoria será composta de seis titulares e seis suplentes e ao que tudo indica os membros a serem escolhidos para os cargos têm relação próxima com Barto e com o Sindicato. “Sem dúvida. É um pessoal que leva o Sinduscon há vários anos. A chapa ainda está em formação. Não temos os nomes, mesmo porque alguns se mudaram para Araguaína, Gurupi, Paraíso”, afirmou o empresário. AVALIAÇÃO Profundo conhecedor das ações do setor da construção civil no estado, Bartolome Alba relatou que há uma certa estagnação, mas relacionou o fato à condição econômica pela qual o país todo atravessa. “Não é só nosso. O país vem desacelerando há mais de ano e chegou ao Tocantins e ainda não podemos falar que estamos firmes em todos os segmentos, [o setor da construção] sente mais esta crise”, avaliou. Segundo Barto, um dos problemas que precisa ser enfrentado com apoio de parceiros como Sesi, Senai e Fieto é a formação da mão de obra. “Ele é um gargalo, mas já foi pior. Hoje, a Fieto, através do Sesi e Senai, conseguiu melhorar o quadro que tínhamos no início. As dificuldades existem pela quantidade de obras, não mais pela qualidade da mão de obra. Quanto mais obras tiver, mais pessoas qualificadas tem que ter e isso é que se está fazendo”, concluiu.

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Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Tocantins Sinduscon, entrerá em 2014 sob comando de uma nova diretoria. As eleições foram marcadas para o dia 9 e a posse está agendada para 18 dezembro. O empresário Bartolome Alba Garcia - Barto, proprietário da Recep Engenharia, confirmou seu nome como candidato à presidência. Até então fala-se em chapa única para concorrer ao pleito. Barto já é presidente do Sinduscon há pouco mais de um mês, mas de forma interina, desde que a diretoria da gestão de Paulo Tavares foi dissolvida. Apesar de ter feito parte de todas as gestões, desde a inauguração do Sindicato, o empresário afirmou que a posição atual é inédita e, sendo confirmado para parmanecer na presidência, pretende dar ao órgão a visibilidade e a valorização devidas. “Esta diretoria terá como prioridade fazer com que o Sinduscon tenha uma representantividade forte, não que não tenha tido até então, mas nosso interesse é que o nosso sindicato se coloque mais visível para o empresariado”, adiantou Barto. A exemplo de anos anteriores, o empresário explicou que “acredito numa eleição tranquila, como sempre foi”. Outra intenção do futuro presidente é trazer os sindicalizados o mais perto possível do órgão. “Nessa meta é o empresário mais participativo, com credibilidade e visibilida-

O empresário Bartolome Alba quer o Sinduscon Tocantins em novo patamar

Processo Seletivo para Mestre de Obras O SENAI, está com inscrições abertas para o Processo Seletivo do Cusro de Mestre de Obras Carga Horária: 720h Inscrições: até 21/11/2013

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O SENAI TOCANTINS passou por auditoria para avaliar e assegurar a certificação e requisitos na norma ISO 9001:2008. De acordo com as evidências da auditoria, feita pela BSI, o órgão tocantinense está com Sistema de Gestão corretamente impimplementado.

INDÚSTRIA

ENCOMENDADA PELA FIETO, PESQUISSA REVELA QUE O PIB INDUSTRIAL DO TOCANTINS CRESCE 3,6% A Indústria da Transformação ainda é um dos principais quesitos a serem desenvolvidos no Tocantins, enquanto isso, a construção civil puxa os números para cima, com 44,8% do PIB do estado

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pesquisa encomendada pela Federação das Indústrias do Tocantins -FIETO, referente ao ano 2012, e divulgada nesta terça – feira, 23, mostra que a estimativa do Produto Interno Bruno (PIB) do Tocantins Industrial cresceu 3,6%. O Indicador é motivado pelos setores de extrativo mineral (23,2%), serviços industriais de utilidade pública (20,7%) e a indústria de transformação (3,4%). Estima-se um PIB industrial de R$ 5,07 bilhões, sendo composto por R$ 2,27 bilhões do setor de Construção, R$ 1,94 bilhões dos Serviços Industriais de Utilidade Pública (que inclui segmentos de água e energia), R$ 755 milhões da Indústria de Transformação e R$ 109

milhões da Indústria Extrativa Mineral. Em 2010, o PIB da Indústria foi R$ 4,97 bilhões. O indicador positivo industrial ocorre no mesmo período em que o PIB estadual decresceu 3,1%. Os dois principais fatores que causaram a baixa no PIB do Estado foram a construção civil (-8,1%) e a queda da massa salarial do setor público (-10,1%). A indústria no Tocantins é alicerçada na construção civil, que representa 44,8% do total do PIB industrial no Estado – no Brasil a construção significa 20,1% do PIB Industrial. A situação foi ocasionada, pela falta de capacidade de investimentos do Estado. De acordo com o gerente de pesquisas da FIETO, Carlos de Assis, a queda

nos segmentos da Construção é preocupante. “Isso colaborou para o enfraquecimento da economia, causando a sensação de estagnação” explicou. O crescimento do setor extrativo mineral foi o que contrabalanceou a queda no indicador da construção civil. A pesquisa reforça que a Indústria da Transformação ainda é um dos principais quesitos a serem desenvolvidos no Tocantins. Em todo o país esse

Foto: Luiz Henrique Machado/Mãos à Obra

Construção civil representa 44,8% do total do PIB Industrial do Tocantins

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segmento representa 57,8% do PIB industrial, enquanto aqui no Estado apenas 14,9%. Diante disso, permanece o desafio do Estado de promover industrialização capaz de agregar valor às riquezas naturais e humanas. O estudo foi encomendado pela FIETO à Universidade Federal do Tocantins, que consolidou as informações com base no IBGE e no Relatório Anual de Informações Sociais. (Ana Paula Luz/FIETO).


O CENTRO-OESTE PRECISA de R$ 36,4 bi até 2020 para garantir o escoamento ágil e eficiente da produção. Com o valor executase 106 projetos prioritários para ampliar e modernizar a infraestrutura de transportes no DF, GO, MT e MSul.

EMPREGO

CONSTRUÇÃO MÃO DE OBRA FORMAL NA CONSTRUÇÃO ANTIGA TEM CIVIL DOBROU NOS ÚLTIMOS SEIS ANOS mão de obra formal no setor da construção civil teve aumento de 109,6% APOIO PARA SE Aentre os anos de 2006 e 2012. Trabalhadores também tiveram melhorias REGULARIZAR

MÃOS À OBRA - EDIÇÃO Nº 13

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onforme dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção – CBIC, a mão de obra formal no setor da construção civil teve aumento de 109,6% entre 2006 e 2012, saltando de 1,4 milhão para 3 milhões de trabalhadores com carteira assinada em todo o país. O aumento salarial desses profissionais, nos Estados, foi, em média, de 66%. O mestre de obras teve um aumento na renda, no período, de 81%, e o armador, de 71%. Pedreiros e serventes viram o salário crescer 66% e 63%, respectivamente. Para a assessora técnica da CBIC, Geórgia Grace, a expansão da produção no setor resultou no aumento de renda, “que aumentou a atratividade do profissional”. Mas, de acordo com a assessora, contribuiu para esse aumento não apenas o “boom” vivido pela construção civil na década passada, mas também a necessidade de encontrar um profissional melhor qualificado. “Isso é importante, pois a força do mercado está começando a quebrar o estigma do profissional na construção civil, de que, se alguém é pedreiro, é porque não estudou”, afirma. Segundo Geórgia Grace, a busca por qualificação afeta também a implantação de novas tecnologias nos canteiros de obras do país. “Hoje, não adianta as indústrias lançarem seus produtos no mercado se não fazem um convênio com institutos profissionalizantes para qualificar os trabalhadores”, observa.

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vereador Valdemar Júnior protocolou na Câmara Municipal no início do mês o Projeto de Lei de Regularização de Edificações. Segundo argumentou o parlamentar, o fato se deu por conta do Código de Obras do Município ser arcaico, datado de 1992, não mais refletindo a modernidade da Capital. “Às vezes, por falta de conhecimento, o dono do lote deixa um recuo frontal de 4,5 metros, sendo que o exigido são 5 metros, e por isso o Habite-se é inviabilizado”, contou Valdemar. Sem o documento, a venda do imóvel fica inviável. Valdemar Júnior já iniciou uma campanha interna na Câmara, em busca de apoio dos demais vereadores para aprovação da proposta. Se assim ocorrer, segundo explicou o autor do projeto, “as edificações concluídas ou parcialmente concluídas até 17 de dezembro de 2012, em desacordo com a legislação urbanística vigente, poderão ser regulamentadas”. “Essa é uma Lei muito importante para o município. Vamos dar a oportunidade para que diversas famílias e microempresários que têm mercearia, lanchonete como o meio de sustento de estar em conformidade com a lei”. Segundo o vereador, é preciso que o Projeto de Lei seja aprovado ainda em novembro, para que as pessoas tenham tempo de ir até a Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente providenciar a regularização do imóvel. Com isso, em janeiro de 2014, a população já estará dentro da legalidade.

Mão de obra na construção civil em alta, no Brasil, com 3 milhões de trabalhadores

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IMPOSTOS

A MMARTAN PROMOVEU workshop para 13 clientes e secretárias do lar. A ação teve intuito de esclarecer dúvidas e repassar dicas sobre montagem de roupas de cama, cuidados na lavagem, organização de armários e o significado dos símbolos das etiquetas.

APROVADO PELA CÂMARA, NOVO CÓDIGO TRIBUTÁRIO AJUSTA VALORES NA COBRANÇA DO IPTU, ITBI E ISS-QN Empresários reuniram-se às pressas com vereadores e posicionaram-se contra a proposta da Prefeitura. O grupo revelou insatisfação com a ação silenciosa do Executivo e afirmou que não é hora para reajustes

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Fotos: Luiz Henrique Machado/Mãos à Obra

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oram necessários dois encontros entre membros do Conselho de Inovação e Desenvolvimento Econômico de Palmas – Cidep, vereadores e secretários para se chegar a um entendimento sobre as mudanças que de fato devem estar contidas no novo Código Tributário da Capital, de autoria da Prefeitura e que foi enviado à Câmara Municipal em setembro, sem o conhecimento do Cidep, gerando mal estar que precisou ser costurado com reunião às pressas, um dia antes do Poder Legislativo aprovar a proposta. Por conta disto a votação foi adiada por uma semana, com a Prefeitura reconhecendo “falha de comunicação” e aceitando as sugestões dos empresários sobre reajustes menos impactantes na cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano - IPTU, Imposto Sobre a Transmissão de Bens Imóveis - ITBI, e Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza - ISS-QN, as principais tarifas que atingem a classe. Mais de 60 empresários lotaram o Plenário da Câmara Municipal na reunião com os vereadores, oportunidade em que muitos puderam expor o sentimento de indignação com a proposta e com a surpresa. “Nos reunimos por diversas vezes com o prefeito [Carlos Amastha] e ele nunca falou sobre isso [para nós]. A classe empresarial foi surpreendida pela rapidez. Ficamos indignados”, afirmou Fabiano do Vale, presidente do Cidep. Em peso, o Conselho posicionou-se contra a reformulação de vários itens do novo Código. “Podem até haver casos [de im-

Novo código tributário vai mexer com o bolso do contribuinte palmense, que a partir de 2014 terá reajuste nas principais taxas

Adir Gentil, secretário-executivo

Encontro às pressas com vereadores possibilitou mudanças no PLC

postos] que precisam de reajustes, mas têm que ser bem conversado. O Conselho foi criado para isso, na alegria e na tristeza”, explicou Fabiano. Para os empresários, é preciso falar mais em fiscalização das atividades já existentes e criar incentivos, sobretudo visando a atração de novos investidores para Palmas.

sede da Associação Comercial e Industrial de Palmas - Acipa, com a participação de alguns secretários e vereadores, o Cidep discutiu por quase três horas o assunto e chegou a compreender e aceitar algumas mudanças propostas pelo novo código, mas discordou de outras. Ao reconhecer a necessidade de a Lei estar em vigor para que a Prefeitura envie os carnês aos contribuintes no início do próximo ano, o Conselho propôs

PROPOSTAS Em novo encontro, agora na

uma sequência de reuniões para acrescentar emendas até que a tal Lei comece a vigorar, no prazo de 90 dias. A aprovação aconteceu dia 29 de outubro, com apenas três votos contra, na Câmara Municipal. JUSTIFICOU Segundo a Prefeitura, as mudanças visam corrigir as distorções existentes no Código atual, que é de 2005 e já passou por nove reformas até então.


“A gente quer receber mais do grande contribuite, que tem grande capacidade de pagamento”, disse João Marciano, superintendente de Administração Tributária, durante o encontro com o Cidep. A Prefeitura diz também que assim “haverá segurança jurídica para promover as mudanças necessárias e ajustar os tributos à capacidade de pagamento de cada um [dos cidadãos]”. “O novo código visa uma justiça fiscal. Aqueles que ganham mais, sempre acabam pagando mais. Mas teremos 13 mil famílias a mais que vão ser isentas de IPTU”, afirmou Adir Gentil, secretário-executivo de Governo.

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Ponto de vista é do vereador Júnior Geo, que acredita que deveria ter havido maior discussão em torno do assunto com a sociedade e empresários em geral

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vereador Júnior Geo votou contra o projeto do novo código tributário. Como argumento, declarou que há uma série de questões que precisa ser discutida, inclusive em audiência pública e com a participação dos empresários, “os principais interessados”. Para o parlamentar, há também a ausência da Planta de Valores Genéricos, que estabelece os valores unitários do metro quadrado de terreno e de construção no município, gerando o valor venal dos imóveis. Ao enviar o PLC para a Câmara, a Prefeitura de Palmas manteve as alíquotas do IPTU, mas alterou o sistema de cálculo, cuja alíquota não será mais obtida pela zona fiscal, onde o imóvel está situado, mas sim pelo seu valor econômico, denominado valor venal. Para o vereador Júnior Geo, é aqui que está o problema. “A meu ver, aprovar o Código Tributário sem a presença antecipada da Planta de Valores Genéricos é um risco, um tiro no escuro. O tema é polêmico e precisamos trabalhar a fundo o estudo sobre ele”, explicou. Nos 40 dias em que ficou nas comissões, o Projeto de Lei Complementar recebeu 10 emendas propondo aumento do percentual de descontos na cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano – IPTU, e do Imposto Sobre a Transmissão de Bens e Imóveis – ITBI. Já o Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza – ISS-QN, acabou sendo taxado em 5%, atingindo 191 dos 193 serviços ofertados em Palmas. A

exceção ficou apenas para o setor hoteleiro e de transporte público que tiveram a tarifa mantida em 3%. Júnior Geo, que é o relator da Comissão de Finanças, Tributação, Fiscalização e Controle, discorda também da forma como a Prefeitura age para beneficiar maior número de famílias com a isenção do IPTU. De 6.100, a quantia foi elevada para 19.200, e contempla o cidadão com apenas um imóvel residencial. “Sempre que o Executivo vai enviar um projeto para o Legislativo, e que vai trazer um impacto negativo para a sociedade, ele traz algum benefício para tentar justificar. O Executivo está beneficiando uma pequena parcela da sociedade e vai trazer um ônus significativo para uma parcela muito maior. Sou a favor de um novo código, mas não como está sendo imposto pelo Executivo”, declarou. EMENDAS Propostas e aprovadas pelos vereadores, as emendas

possibilitam que o ITBI seja parcelado em até seis vezes e estabelecem descontos na cobrança para imóvel com valor até R$ 200 mil. Em se tratando de IPTU, fixou-se 10% de descontos para inadimplentes e 20% de desconto para quem paga antes do vencimento. Serviços de publicidade e propaganda, a exemplo dos outdoors, tiveram a tarifa fixada 3% no ISS-QN. Execução de obras e a emissão de Habite-se teve aumento das taxas fixado na média de 25%. Foto: Esequias Araújo/Câmara de Vereadores

CONTRAMÃO O presidente interino do Sindicato das Indústrias da Construção Civil - Sinduscon, Bartolome Alba Garcia, afirmou que o setor não aguenta mais tantos impostos e revela que o ITBI, por exemplo, vai atingir 90% das proprietários. Em geral, o segmento é um dos principais afetados pelas novas medidas. “A Prefeitura está na contramão de tudo. Para o nosso segmento, o ITBI, o IPTU e o ISS têm impacto direto. Já estamos tendo uma retração na área da construção e uma nova carga tributaria vai onerar mais o produto (imóvel) e consequentemente uma dificuldade de venda. O empresário já chegou no limite e não tem mais como arcar com essa carga. Inevitavelmente isso vai para o mutuário, o comprador”, explicou Barto. Também presente no encontro, o deputado Eli Borges foi enfático e afirmou estar preocupado com a situação. “Cria-se um mecanismo que é um tiro no escuro. Vai chegar uma hora que meu sócio majoritário será a Prefeitura. Não dá mais para ficar inventando cobrança de impostos”, finalizou.

PARA RELATOR DA COMISSÃO DE TRIBUTAÇÃO, APROVAÇÃO DO CÓDIGO É UM TIRO NO ESCURO

Júnior Geo: votação é tiro no escuro

Mudanças no código tributário deve gerar aumento do IPTU na capital

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DE JULHO A SETEMBRO DE 2012, o ganho da Vale tinha sido de R$ 3,32 bi registrados um ano antes. O resultado divulgado dia 06 é o melhor desde o quarto trimestre de 2011, quando ela apurou ganhos de R$ 8,35 bi. A receita líquida cresceu 23,8%.

MÃO DE OBRA

FALTA DE TRABALHADOR QUALIFICADO AFETA 65% DAS INDÚSTRIAS. MÉDIO E GRANDE PORTES SOFREM MAIS Pesquisa da CNI revela que há mais dificuldade para encontrar profissionais de nível técnico e operadores. Escassez de mão de obra qualificada atinge especialmente as grandes empresas brasileiras

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AS ÁREAS A falta de trabalhador qualificado está assim dividida: operadores para a produção – 90%; técnicos para a produção – 80%; administrativa – 68%; vendas/ marketing – 67%; engenheiros para a produção gerencial – 61%; gerencial – 60%; pesquisa e desenvolvimento – 59%. A principal saída encontrada para isso tem sido a capacitação dentro das empresas, com atividades desenhadas especificamente para atender à própria realidade, o que é adotado por 81% dos entrevistados em que a falta de trabalhador qualificado é um problema. Quarenta e três por cento fortalecem a política de retenção do trabalhador (com salários e benefícios) e 38% realizam capacitações fora das empresas. Outros estudos realizados pela CNI buscam detalhar as razões da falta de trabalhador qua-

Rafael Lucchesi, diretor do Senai

lificado. De acordo com o diretor do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Senai, Rafael Lucchesi, a questão está ligada a uma série de fatores que vão desde o nível de escolaridade, a educação voltada para o trabalho até o aspecto comportamental no ambiente laboral. “A preparação para o trabalho é mais complexa do que simples-

mente anos de estudo”, ressalta Lucchesi, acrescentando que o desafio está em repensar a qualidade da educação formal oferecida hoje e o quanto ela colabora para melhorar a empregabilidade dos trabalhadores. “Se o quadro atual não mudar, a falta de qualidade do trabalhador vai se tornar um entrave para o crescimento do país”, concluiu. Foto: Agência Minas

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blemas para encontrar operadores de produção e 80% para trabalhadores de nível técnico. Juntos, esses dois tipos de profissionais respondem por cerca de 70% dos contratados na indústria.

Foto: Elza Fiúza - ABr

falta de trabalhador qualificado é um problema para 65% das empresas industriais brasileiras dos segmentos extrativa e de transformação. A dificuldade é maior para as de grande e médio porte, mas também atinge as pequenas. Os dados fazem parte da pesquisa Sondagem Especial – Falta de Trabalhador Qualificado na Indústria, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria – CNI, no final de outubro, em Brasília. Foram consultadas 1.761 empresas entre 1º e 11 de abril deste ano, revelando situação semelhante na edição da pesquisa, em 2011. Desde então, segundo a CNI, o problema só perdeu importância para as indústrias de pequeno porte, grupo em que o percentual de entrevistados com problemas para encontrar mão de obra qualificada caiu de 68% para 61%. Entre as de médio porte, o índice se manteve em 66%, e nas de grande porte houve discreto aumento – de 66% para 68%. “Desde o fim de 2010, a indústria não cresce e, ainda assim, os empresários têm dificuldade para encontrar trabalhadores qualificados. À medida que a indústria voltar a crescer, o problema vai se acirrar”, afirma o gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca. A pesquisa revela que há dificuldade para encontrar profissionais qualificados para todas as áreas, desde operadores para a produção até o nível gerencial. Os empresários consultados que afirmaram que a falta de trabalhador qualificado é um problema destacam que a escassez é maior entre operadores e técnicos para a produção: 90% disseram ter pro-

Setor extrativista da indústria brasileira em busca de profissionais qualificados


INFORME P U B L I C I T Á R I O

secovitocantins@gmail.com

CONAMI COBRA EMPREGO DE TECNOLOGIAS SECOVI COBRA E CAPACITAÇÃO DO EMPRESARIADO IMPLANTAÇÃO

DE NOVO CARTÓRIO

Congresso Nacional do Mercado Imobiliário levou centenas a São Paulo. Presidente do Secovi Tocantins destacou importantes ações do setor

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cinco anos para que o mesmo seja concluído. “Ficou claro no Congresso que os setores públicos não estavam preparados para o crescimento deste setor”, afirmou Rezende. PROFISSIONAIS Um dos principais painéis do evento tratou da sucessão familiar nos negócios. O evento serviu de alerta e orientou os grupos a profissionalizarem seus serviços, colocarem nas mãos de empresas especializadas ou então correm o risco de serem tragados pela concorrência. “O Brasil é um país emergente, caminhando para ser um país de Primeiro Mundo, em que não se tolera mais gestão de fundo de quintal. Fica claro que a informação, a capacitação dos proprietários de empresas são fundamentais para o sucesso econômico. No mercado imobiliário isso não é diferente”, destacou Fernando Rezende. Grandes grupos corporativos deram testemunhos durante o Conami, sendo unâni-

mes ao afirmar a importância da capacitação para o sucesso da vida da empresa. Na área de tecnologias da comunicação, um painel trouxe o Google no centro das atenções e o uso de novos aplicativos e das redes sociais nos negócios. “Não existe mais comprador fiel e o mercado imobiliário precisa ter essa consciência, pois 95% dos compradores só finalizam as compras após buscarem exaustivamente as informações. É preciso ter elementos modernos, estar atualizado para o sucesso do negócio”, alertou Rezende. Divulgação/CBCSI

ma série de temas esteve em debate na 17ª Edição do Congresso Nacional do Mercado Imobiliário - Conami, realizado pela Câmara Brasileira de Comércio e Serviços Imobiliários - CBCSI, entre os dias 13 e 16 de outubro, em São Paulo. O evento contou com a participação dos Sindicatos da Habitação de todo o Brasil, discutindo o mercado imobiliário, administração de condomínios, reforma da Lei do Inquilinato, sucessões familiares e o emprego de novas tecnologias nos negócios do setor. Para Fernando Rezende, presidente do Secovi Tocantins, observa-se que a realidade do restante do país não é diferente do que se vê no Tocantins. “Com exceção de São Paulo, Rio e Porto Alegre, no mercado brasileiro tem se mantido os valores praticados em 2011 e 2012”, relatou. Um tema recorrente também no Conami é a morosidade na aprovação dos projetos imobiliários, que levam

Fernando Rezende no Conami 2013

Representantes da Câmara Brasileira de Comércio e Serviços Imobiliários durante encontro da diretoria, em São Paulo

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número de projetos imobiliários, de habitantes e a demora na análise dos documentos estão motivando o Secovi Tocantins a encabeçar a campanha para que mais um Cartório de Registro de Imóveis seja instalado em Palmas. Segundo o presidente do órgão, Fernando Rezende, o diálogo com representantes de outras instituições já foi iniciada. Atualmente, em média, conforme Rezende, o tempo para que o trâmite burocrático seja concluído é de cinco anos, elavando muito o custo dos investimentos. “O preço dos imóveis no Brasil tende a subir não pelo custo da construção, mas do nosso custo hoje, no mínimo dois são com a burocracia”, afirmou Fernando Rezende. APOIO O assunto foi discutido também pela Federação Nacional dos Secovis, mês passado em São Paulo. A instituição reconhece as dificuldades enfrentadas pelos investidores e apoia a nova causa. Em Palmas, por exemplo, a intenção inicial é, além de somar novos apoiadores na campanha, fazer uma consulta junto à Corregedoria do Tribunal de Justiça do tocantins - TJTO, para saber se a Capital já comporta um novo Cartório de Registro de Imóveis. “Já estamos mobilizando a sociedade, pois a angustia é de todos”, explicou o presidente.

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COMUNICAÇÃO

AS VENDAS DE VEÍCUOS NOVOS ficaram em 330,2 mil unidades em outubro, queda de 3,3% em relação a 2012. Na comparação com setembro, os emplacamentos subiram 6,6%. O avanço, se deve ao calendário comercialmente mais longo de outubro.

BRASIL: IPEA MÃOS À OBRA VENCE PRÊMIO FENEPALMAS DE JORNALISMO, PROMOVIDO PELA ACIPA CONFIRMA Cerimônia de premiação ocorreu dia 05, na sede da entidade. Prêmio ENGENHARIAS reconheceu também os profissionais da Rádio CBN Tocantins e Jornal Stylo EM ASCENSÃO

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Jornal Mãos à Obra é um dos campeões do 1º Prêmio Fenepalmas de Jornalismo, promovido pela Associação Comercial e Industrial de Palmas - Acipa. O concurso foi vencido pelo editor do veículo, Luiz Henrique Machado, na Categoria Web, com a reportagem Casa Pré-moldada surge como alternativa em meio ao luxo dos projetos verticais. A realização tinha como tema a Feira de Negócios de Palmas - Fenepalmas, e também a Inovação. O colega Jorge Valeriano, foi o campeão na categoria Rádiojornalismo, pela Rádio CBN Tocantins, e a colega Milena Botelho Azevedo, venceu na Categoria Jornalismo Impresso, pelo Jornal Stylo. A cerimônia de premiação aos vencedores foi realizada na manhã do dia 05, na sede da Acipa. Além de certificado, cada um dos vencedores recebeu também um tablet, entregues pelo presidente da Associação, Fabiano do Vale. A REPORTAGEM Na reportagem campeã, Mãos à Obra apresenta um modelo diferente de residências, com conceito em sua estrutura e preços que vão na contramão do que o mercado está ofertando por meio das construtoras e incorporadoras, com plantas sofisticadas, grande variação de produtos e serviços e um preço à altura do crescimento do setor em Palmas. Por outro lado, as casas pré-moldadas são mais em conta, mas à altura dos sonhos e do poder aquisitivo de centenas de famílias. Para ver mais a reportagem completa, acesse: http://bit. ly/1axsIM6.

Foto: Mãos à Obra

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ão há risco de o Brasil ter um “apagão” generalizado de mão de obra de engenharia. Essa é a conclusão que está em artigo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - Ipea, discutido em debate promovido pelo próprio instituto, dia 05. Segundo os autores, apesar de ainda estar abaixo de outras profissões, o número de engenheiros exercendo a atividade tem crescido desde os anos 2000 e a tendência é aumentar ainda mais no curto e médio prazo com a graduação de novos profissionais. O artigo é dos pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) Mario Sergio Salerno, Leonardo Melo Lins, Bruno Cesar Pino Oliveira de Araujo, Leonardo Augusto Vasconcelos Gomes, Demétrio Toledo e Paulo Meyer Nascimento. Segundo eles, um cenário econômico favorável torna a carreira atrativa. Os dados analisados por eles mostram que o percentual de engenheiros exercendo ocupações típicas era 29% em 2000 e foi crescendo ano a ano até alcançar 38% em 2009. A tendência é seguida pela oferta no mercado de trabalho. As vagas para engenheiros cresceram 85% em uma década, chegando a aproximadamente 230 mil profissionais. Os engenheiros apresentam, no entanto, um percentual de ocupações típicas inferior ao outras profissões. O estudo cita a carreira médica, cujo percentual chega a 80%. “No ano passado tivemos mais alunos procurando engenharia que direito, pela primeira vez na história”, disse Bruno de Araujo.

Fabiano do Vale, (2º E) com os campeões Jorge Valeriano, Milena e Luiz Henrique


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PESQUISA

COM OBJETIVO DE OBTER informações sobre o projeto BRT, a analista de Infraestrutura do Ministério das Cidades, Railda Bitteencourt, visitou Palmas início do mês. Railda conheceu vários trechos que correspondem parte do percurso do BRT.

RECOMENDADA COMPRA DE EQUIPAMENTOS COM R$ 1,6 MI PARALISAÇÃO COLOCA IFTO EM DESTAQUE NO NORTE possibilitou a aquisição de cerca de 300 equipamentos, DA NORTE-SUL Oparadinheiro as áreas de solos, hidráulica, estrutura e materiais de construção civil PELO TCU

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almas está sendo colocada em um novo e mais alto patamar no campo do ensino e pesquisa em toda a Região Norte do país. E o fato se deve ao mais recente passo dado pelo Campus de Palmas do Instituto Federal do Tocantins - IFTO, ao adquirir cerca de 300 equipamentos para atender as áreas de solos, hidráulica, estrutura e materiais de construção civil. A aquisição é recente e os equipamentos foram entregues ao órgão no final de outubro, enchendo professores e estudantes de anseio. O valor do investimento é de R$ 1,6 milhão, oriundo do próprio Instituto. Com isto, os cursos de Engenharia Civil, Tecnólogo em Construção de Edifícios e Técnico em Edificações poderão ofertar um ganho importante na formação de cada turma. “O grande negócio é que o uso desses equipamentos não será restrito a esses cursos apenas. Com a aquisição poderemos batalhar pela implantação de Especialização e Mestrado nas áreas de geotecnia e construção civil”, pontuou o professor Moacyr Salles Neto, coordenador da Área de Construção Civil do Instituto. Segundo Moacyr Salles, com os novos equipamentos o IFTO Palmas não fica devendo em nada em termos de equipamentos. “Agora a gente está a frente praticamente de todas as instituições da Região Norte e de muitas da Região Sudeste”, assegurou

o coordenador. Neste salto, ainda segundo Moacyr, o IFTO passa a caminhar no mesmo nível de instituições como Universidade de São Paulo - USP, Universidade de Campinas - U nicamp, Universidade de Brasília - UNB. “Isto é muito importante para o IFTO Palmas em seu trabalho de pesquisa, colo-

cando o órgão em posição de referência em toda esta Região [Norte]”, destacou. “Estamos orgulhosos com as recentes aquisições”, completou. Entre os principais equipamentos estão o Canal Hidráulico, Prensa Triaxial de Solos e Pórtico para Modelos Estruturais. Foto: Luiz Henrique Machado/Mãos à Obra

Tribunal de Contas da União – TCU, recomendou dia 06, a paralisação de sete obras e a retenção parcial de recursos para oito empreendimentos. A recomendação está no relatório Fiscobras 2013, que consolida a fiscalização das obras pelo TCU neste ano. Depois de aprovado, o relatório será enviado ao Congresso Nacional. As obras com recomendação de paralisação são: Ferrovia Norte-Sul, no Tocantins; construção da Ferrovia Oeste-Leste, na Bahia; esgotamento sanitário em Pilar, em Alagoas; Avenida Marginal Leste, no Rio Poty, no Piauí; construção da Vila Olímpica Parnaíba, no Piauí; pavimentação da BR-448, no Rio Grande do Sul; e ponte sobre o Rio Araguaia, na BR-153, no Tocantins. As obras com recomendação de retenção de valores são a Ferrovia Norte-Sul, em Goiás; a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco; o Canal do Sertão, em Alagoas; o terminal fluvial de Barcelos, no Amazonas; os trens urbanos de Salvador; os trens urbanos de Fortaleza; a construção de Adutora Pirapama, em Pernambuco; e as obras de melhoria do Complexo Esportivo Canarinho, em Roraima. O relatório encontrou 84 obras com indícios de irregularidades graves. Segundo o TCU, foram realizadas 136 auditorias em obras públicas, com dotações orçamentárias de mais de R$ 34,7 bilhões.

Professor Moacyr Salles, do IFTO, orgulhoso com as aquisições do órgão


SIQUEIRA CAMPOS ASSINOU ordem de serviço em Paranã, autorizando implantação das primeiras cisternas e barragens do Programa Tocantins Sem Sede. Mais de 11.350 cisternas e a construção de 135 pequenas barragens serão construídas.

ESPORTE

TRABALHADORES DO SETOR DE VAREJO DISPUTAM TÍTULO NA 3ª EDIÇÃO DA COPA ACOMAC/DURAX DE FUTEBOL SOCIETY As partidas ocorrem sábados e domingos pela manhã, reunindo jogadores de nove equipes ligadas ao varejo da construção civil. Campeão será conhecido no final deste mês e levará dinheiro como prêmio Fotos: Luiz Henrique Machado/Mãos à Obra

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ove equipes participam da 3ª Edição da Copa Acomac/Durax de Futebol Society. O certame começou dia 27 de outubro e os jogos ocorrem na Escolinha do Flamengo, na Quadra 208 Sul. Para Antônio João Chaves, da Durax, “esta é uma das oportunidades que os trabalhadores encontram para momentos de diversão e confraternização”. A Liga Palmense de Futebol society é parceira na realização, fazendo o trabalho de arbitragem durante as partidas. O campeão levará troféu, medalha e ainda R$ 500,00. O segundo colocada, além de troféu e medalha, terá R$ 300,00 e o terceiro colocado R$ 200, mais troféu e medalha. A disputa do título conta com os times da Auto Tintas Santa Izabel, Alpha Arquitetura, Fabiano Pisos, Recep En-

Certame tem bons lances no gramado

Disputas com belos gols em mais uma Copa Acomac/Durax de Futebol Society

genharia, Casa do Construtor/ Borrachas Confiança, Durax, Damax/Habitat, Tecnoconsult e JL Meurer. Essas equipes foram divididas em três grupos e ao todo 19 jogos serão realizados até que o Campeão seja conhecido, no dia 30 deste mês. As disputas são sempre aos sábados e domingos, pela manhã.

No primeiro jogo da Copa, o time da Durax venceu a Casa do Construtor/Borrachas Confiança por 3 x 0, com gols de Elson (1) e Wennes (2). Em seguida a Auto Tintas Santa Izabel venceu a equipe da Alpha Arquitetura por 2 a 0. O terceiro jogo do dia teve a vitória da JL Meurer sobre a Tecnoconsult, em 6 x 4.

“Esta é uma boa forma que encontramos para reunir os trabalhadores, nossos parceiros no dia a dia e esperamos que todos possam se divetir muito e fazer novas amizades durante cada jogo”, disse Walter Martins, presidente da Associação de Comerciantes de Materiais da Construção Acomac.

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ECONOMIA

CARLOS AMASTHA, Comitê Gestor de Saneamento de Palmas e o presidente da Foz, Mário Amaro visitaram obras da adutora na TO – 010, que integrará os principais reservatórios e estações de tratamento de água. O sistema de distribuição garantirá abastecimento permanente.

FIETO REALIZA GERAÇÃO DE EMPREGO NA CONSTRUÇÃO CIVIL TEM AUMENTO EM SETEMBRO, NO PAÍS INSCRIÇÃO da pesquisa ocorreu 31 de outubro, em São Paulo, mas vale PARA EVENTO Aparadivulgação todo o Brasil. O levantamento foi realizado pela Fundação Getúlio Vargas EM LISBOA

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geração de empregos na construção civil cresceu 1,03%, em setembro, em todo o país, na comparação com o mês anterior, com a abertura de mais de 36 mil vagas. O desempenho é 2,6 vezes superior ao que foi apresentado em setembro de 2012, quando o setor registrou 13,7 mil contratações. Entre janeiro e setembro deste ano, no entanto, 174,1 mil trabalhadores foram contratados em todo o país, ante 247,9 mil no mesmo período do ano passado, o que representa uma retração de 29,78%. “Isso mostra que o setor está desacelerando. Ainda é cedo para falar, mas com os números de setembro, pode ser que esteja ocorrendo a evolução desse ciclo, e um novo ciclo de aceleração esteja se reiniciando”, disse Ana Castelo, coordenadora de projetos da Fundação Getúlio Vargas (FGV), à Agência Brasil. O levantamento, feito em parceria com a FGV, foi divulgado dia 31, pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo – SindusCon-SP. Segundo Ana Castelo, o aumento considerável em setembro, em relação ao mesmo mês do ano anterior, deve-se principalmente ao fato de que a base de comparação foi muito baixa. “O setor de construção cresceu muito, em um ritmo muito forte, até 2011, com auge em 2010. Em 2012, o ritmo de crescimento do setor começou a desacelerar porque as obras orçadas e vendidas até 2010 começaram a ser entregues. Em 2012, principalmente no segundo semestre, o ritmo de contratação das empresas se reduziu bastante. Então, estamos

comparando com uma base mais baixa”, explicou. Ao final de setembro, o setor empregava 3,547 milhões de trabalhadores com carteira assinada em todo o país. O número supera o recorde anterior, de setembro de 2012, com 3,525 milhões trabalhadores com carteira assinada. Em São Paulo, os trabalhadores do setor de construção com carteira assinada somavam 908,4 mil empregados em setembro, com a criação de 5.765 vagas.

Foto: Luiz Henrique Machado/Mãos à Obra

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Confederação Nacional da Indústria e a Rede de Centros Internacionais de Negócios – CIN, que são ligadas às federações das indústrias dos estados brasileiros, estão mobilizando empresários de todo o país que tenham interesse em participar da Europe 2020 Strategy For Growth – Promoting Business Partnerships in Portugal, nos dias 28 e 29 deste mês, em Lisboa. A intenção é facilitar o acesso do empresariado aos negócios com a União Europeia e outros países com potencialidades no segmento industrial. A ação conta com parceria junto à Rede Enterprise Europe Network – EEN, criada em 2008, e que tem atualmente cerca de 600 membros com foco multisetorial. Entre eles estão Câmaras de Comércio e Indústria, Centros Tecnológicos e de Pesquisa, Agências de Desenvolvimento e Universidades. O objetivo é oferecer serviços a pequenas e médias empresas interessadas em internacionalização e inovação. Os principais serviços disponibilizados pela EEN são: Internacionalização, Transferência de Tecnologia, Acesso a financiamento, Legislação e padrões europeus, Financiamento de pesquisas, Propriedade intelectual e consultas ao setor privado. No Brasil a EEN é liderada pela CNI e tem sua operação pela Rede de Centros Internacionais de Negócios. Mais informações: Federação das Indústrias do Estado do Tocantins – FIETO em Palmas, ou mesmo pelo telefone (63) 32288900 ou e-mail: greyce@fieto. com.br (com Greyce Labre).

Mudanças na construção civil

Mãos à obra # 13ª edição novembro 2013  

Construção civil, arquitetura, designe etc

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