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GRANDE MAIA

quinta-feira 24 de Março, 2005

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As perguntas da noite... Foram várias as questões postas pela população nesta Apresentação Pública do Plano de Pormenor do Novo Centro Direccional da Maia, reflectindo alguma apreensão quanto ao futuro. O MaiaHoje reproduz aqui algumas das mais importantes, com a resposta dada pelos responsáveis pelo projecto. P: O que é que vai acontecer às pessoas que vivem no Bairro do Sobreiro? Ficam lá ou vão ser expulsas? Silva Tiago: A Câmara Municipal não vai expulsar nenhum morador do Bairro do Sobreiro. A Espaço Municipal vem tratando aquelas pessoas como concidadãos e assim vai continuar a acontecer. A autarquia tem tratado dos jardins e muito recentemente repavimentou a via central do Sobreiro. Há alguns anos deu também uma pintura geral nos edifícios, excluindo as torres. P: O que tem sido feito no Bairro do Sobreiro é muito pouco. Requalificar a zona é demolir? Souto Moura: Quando aceitei este trabalho, entendi que pelo estado das habitações e das estruturas de água e electricidade, entre outras, não era rentável a recuperação, sendo mais viável a sua reconstrução. A requali-

ficação do Bairro do Sobreiro é feita demolindo e reconstruindo os edifícios. Além disso, o Instituto Nacional da Habitação fez um estudo que fica mais caro requalificar do que construir. P: O que vai fazer a Câmara em relação aos proprietários que têm um índice de construção 1, e que agora vai ser reduzido? José Lameiras: Os índices residem na diferença de custos das duas áreas. O Plano Director Municipal não estabelece valores certos, mas apenas um tecto. Estamos a criar sistemas de equidade nos terrenos. Fazemos uma operação de reparcelamento, com a reunião de todos os terrenos num só e distribuição por todos conforme os terrenos anteriores. Queremos privilegiar a igualdade portanto, toda a gente terá a mesma capacidade de construção. P: Moro em frente ao Estádio e nem eu, nem os meus vizinhos, queremos sair dali. Será preciso muito dinheiro para as nossas indemnizações... O que vai ser feito das piscinas? São dois milhões de contos deitados fora? O que vai ser do campo do F. C. Maia? Silva Tiago: A questão da habitação está completamente salvaguardada. Quanto ao F. C. Maia a Câmara Munici-

pal tem sido a sua entidade mais protectora, como fez com os outros clubes. Quanto às piscinas, avançou-se com o projecto, mas parou porque o Governo, em Lisboa, constrói e paga; aqui se alguém quer uma Piscina tem de a construir, pagar e manter. A Câmara Municipal já ofereceu aquele equipamento como está a vários Governos e ninguém o quis.

Concelho), sendo que assim na zona desportiva nasceriam equipamentos mais destinados às pessoas.

P: Essa questão deveria ser posta no início e não agora com o mamarracho feito. Onde e quando vão ser realojadas as 500 famílias do Bairro do Sobreiro? O que fez mudar o plano inicial tanto em relação a este? O que aconteceu à fase 3 e 4? Como vai haver a adequação entre este Plano de Pormenor e aquela zona da Praça Maior (zona desportiva)?

Silva T iago: Se ainda não foram contactados é porque ainda não aconteceu nada na prática que os envolva. Ninguém quer prejudicar ninguém. Quando forem contactados a solução terá de ter o acordo de ambas as partes.

Souto Moura: Existem duas grandes mudanças - propus uma torre que poderia poupar terreno, mas não foi possível devido à proximidade do Aeroporto. A outra era sobre a zona desportiva e escolar que só seria possível daqui a 20 anos. Mas chamaram-me a atenção para que não se pode fazer um Plano de Pormenor a 25 anos. A parte desportiva não está envolvida apenas por uma questão de gestão. Quanto ao campo de futebol, há um projecto do Siza Vieira que prevê um estádio (Projecto Nova Maia para a zona leste do

P: Vão continuar a tratar os moradores da Av. D. Manuel II da mesma maneira. Até há bem pouco tempo não soubemos de nada. Soubemos sempre por terceiros das decisões da Câmara. Para onde vou morar?

P: Tinha a impressão que o envolvimento dos cidadãos era mais pacífico e portanto o plano sai daqui fragilizado. Se acreditam no plano porque querem uma área crítica de recuperação urbana (permite fazer expropriações)? José Lameiras: Quanto à participação, houveram avisos na Comunicação Social e discussão. Nada impede que o plano seja alterado. Há estudos que estão a ser desenvolvidos em paralelo. A Câmara Municipal é livre de reivindicar a utilidade pública, mas não temos muito a ganhar com isso.

Visita Municipal de deputados irrita presidente «Todos querem pertencer, mas depois … o interesse é muito pouco» ANTÓNIO SOARES

Por ser a última visita e a que o presidente da Mesa da Assembleia Municipal, Luciano Gomes, considera ser «a mais importante», por se tratar de uma deslocação a instituições de solidariedade social, que engloba a infância e a terceira idade, não deixou de se manifestar desagradado, e até irritado com a fraca participação de deputados. E chegou mesmo a desabafar: «Quando se formam as listas todos querem pertencer, mas depois nota-se que a participação e o interesse é muito pouco». Para Luciano Gomes a conclusão que traçou, no final da visita temática dedicada á infância e à terceira idade, é que os ATL «são tão importantes como a creche, porque muitos pais saem tarde dos seus empregos». Por isso considera que também «é uma forma de formação e um complemento do trabalho desenvolvido no infantário. Defende que devem ser construídos nas escolas. Quanto ao que sentiu durante o que viu nas instituições que visitaram, o presidente da Assembleia Municipal acha necessário

«um maior reforço de apoio». «É pena que nós não possamos ajudar mais estas instituições, e sinto que, de facto, precisam de ser ajudadas. Há que arranjar processos de promover ajudas, seja do Estado ou das autarquias». O primeiro ponto de visita foi a Creche Infantário de Milheirós, onde a directora é Ana Luísa Fonseca, e que tem no seu activo 114 utentes, distribuídos entre a Creche e o Jardim-de-infância. Gerido pela Santa Casa da Misericórdia, este estabelecimento tem como actividades extra curriculares a educação física, música, inglês e informática. Já em S. Pedro Fins, a Creche Jardim-deinfância, que é propriedade da Junta de Freguesia, abriu as portas aos visitantes e mostrou a excelência das suas instalações. Pelo que fizeram constatar a directora Margarida Costa e o presidente da Junta, Joaquim Marques Gonçalves, a necessidade de um ATL. O Infantário de Crestins, que tem como directora Fátima Ribeiro, mostra ser um projecto com uma certa inovação e vocacionado (como todos os infantários), para as artes. E onde também uma

biblioteca promove conhecimentos e saberes, como o exemplo de mensalmente os utentes apreciarem um conto e ficarem a ter mais dicas sobre projectos ligados á Ciência Divertida. O Centro de Animação e Infância de Vermoim, é mais uma unidade gerida pela Misericórdia da Maia, cuja directora é Fernanda Pinheiro. Tal como os outros mostra-se como um bom exemplo e o espelho de um bom trabalho que teve o seu início no ano de 1987. No que diz respeito ao ATL, um edifício pré-fabricado que recentemente foi requalificado e que está mais funcional e acolhedor. O Lar Prof. Vieira de Carvalho que serviu o almoço aos visitantes, e teve o Provedor da Santa Casa da Misericórdia da Maia, Fernando Almeida a dar as boas vindas e a mostrar a “sua” casa. Já no início da tarde, em Gueifães, o Lar Santo António, da Conferência S. Vicente de Paulo, recebeu a visita e mostraram as necessidades, que para além de «manterem a qualidade de vida», querem ampliar as instalações para construírem um salão para festas, e onde pretendem instalar uma lavandaria e uma cozinha.

Têm também desejo de construírem uma capela maior. E ainda, no primeiro piso fazer mais duas enfermarias e 6 quartos para 12 idosos. A Creche Infantário Águas Santas II, cuja directora é Dores Ferreira, mostrou a funcionalidade e modernidade das suas instalações. Segundo o que disse Maria de Lurdes Almeida, tesoureira da Santa Casa, aqui a grande lacuna é o ATL, «até porque as solicitações são inúmeras». Por último, o «Amanhã da Criança» que actualmente tem em fase de conclusão a ampliação das suas instalações, que contempla creche e berçário, numa obra que tem custos de 120 mil contos (moeda antiga) e que contará com a colaboração da Fundação Mário Soares. A inauguração da nova valência será daqui a 2 meses e terá a presença do ex-presidente da República. O presidente da direcção, José Manuel Correia, em desabafo, disse que a sua instituição «tem vindo a lutar com muitas dificuldades». «Dificuldades essas que seriam mais minimizadas se o Estado desse maior apoios a instituições como esta», reforçou Luciano Gomes, no final de visita. pub

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