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Bauru, 10 de maio de 2011

3º termo - Jornalismo/FAAC - Unesp

Empreendedorismo, networking e integração Enejunesp reuniu empresas juniores da Unesp e discutiu aprimoramento profissional

Amanda Tavares Amanda Tavares

Mais de trinta empresas juniores assistiram às palestras do XV Enejunesp

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e 29 de abril a 1º de maio, aconteceu em Franca o XV Enejunesp – Encontro das Empresas Juniores da Unesp. O evento reuniu cerca de 350 inscritos de empresas espalhadas por toda a universidade e teve como tema “Planejamento e gestão da

EJ: oportunidade de aprimoramento profissional”. A organização ficou a cargo das empresas juniores da cidade sede: a Orbe (Empresa Júnior de Relações Internacionais) e a EJUR (Empresa Júnior de Direito). De acordo com Raquel

Clemente, coordenadora geral do evento, as duas empresas formaram uma comissão e trabalharam em equipe para superar os desafios. “Tivemos problemas com patrocínio, alojamento, finanças e palestrantes que desistiram. Foi um grande esforço que valeu

muito a pena no final”, afirma. O evento contou com três palestras, três workshops e vários grupos de discussão (GD’s), além de confraternizações que contaram com a bateria da Unesp Franca e outras bandas. Durante os três dias de Enejunesp foram abordados aspectos do design, da era digital e da carreira dentro de uma empresa júnior, sempre focando no empreendedorismo e no profissionalismo. Nos GDs, os membros puderam trocar experiências e sanar dúvidas com outras pessoas que ocupam as mesmas diretorias nas outras instituições, facilitando o desenvolvimento de cada empresa. Mas o que as pessoas acharam do evento? Camila Batista do Amaral, da CAP Jr, acredita que o encontro foi proveitoso para descobrir os problemas comuns às diretorias e quais ferramentas podem ser utilizadas para resolvê-los. Já Tiago Rodrigues de Almeida, da Lito Jr, ressaltou a experiência única que é participar do Enejunesp: a bagagem sempre volta maior.

Núcleos promovem integração entre empresas da Unesp Organizações ajudam a desenvolver as EJ’s, realizando encontros e aproximando alunos

Estevão Rinaldi

tre as empresas juniores na Unesp é o NEJunesp (Núcleo das Empresas Juniores da Unesp),fundado em 2006 e que visa integrar empresas de todo o campi, realizando eventos como o ENEJunesp, que reúne estudantes membros de EJ’S de diversas unidades da universidade, que podem interagir e trocar experiências. Acima do NEJunesp estão a FEJESP (Federação das Empresas Juniores do Estado de São Paulo) e a Brasil Jr (Confederação Brasileira de Empresas Juniores), que busca potencializar o MEJ em todo o país. Algumas empresas juniores também se reúnem em núcle-

os menores. É o caso do câmpus de Bauru, que organiza o NEJUB (Núcleo das Empresas Juniores de Bauru). Com ele, as empresas Design Jr, Pro Jr, RPJr, Jornal Jr, Jr.com e Interage realizam encontros com palestrantes do próprio ambiente empresarial e se ajudam com permutas e discussões em grupo. José Paulo Coelho, trainee da diretoria de Projetos da RPJr (Empresa Júnior de Relações Públicas da Unesp Bauru), ressalta a importância dos núcleos para a organização das EJ’s: “A princípio, eles promovem a união entre as empresas juniores. Essa integração nos traz uma boa noção de

http://unesp.br/

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om a difusão do MEJ – Movimento das Empresas Juniores – por todo o país, a Unesp passou a criar, na década de 1990, suas próprias organizações. A Paulista Jr, de Araraquara, foi a pioneira e desde 1992 reúne alunos de Administração, Ciências Econômicas, Letras, Pedagogia e Ciências Sociais. O diretor de RH da Paulista Jr, Marco Paschoalotto, destacou uma das qualidades da empresa: “O nosso ponto forte é o corpo da empresa. Nós damos muito valor aos membros e tentamos fazer com que eles se sintam parte da empresa, formando uma equipe muito unida”. A organização máxima en-

gestão empresarial, e essa troca de experiências é muito vantajosa para nós”. De acordo com as empresas participantes, o plano é aumentar a interação entre os membros e, no futuro, talvez até criar uma instituição maior que reúna todos os cursos.


Diagramação: Ludmylla Rocha

Educação

Jorn. Resp.: Angelo Sottovia MTB: 12870

Empresas Juniores são alternativas para pequenas empresas Principal atrativo é o baixo custo dos serviços prestados

Ana Beatriz Assam Junior ESSEG

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riada em 1967, a Junior ESSEC foi a primeira Empresa Junior, filiada a École Supérieure des Sciences Économiques et Commerciales (ESSEC), renomada universidade francesa. Uma Empresa Júnior é formada e gerida por alunos de graduação de uma escola superior, sempre ligada a um ou mais cursos e orientada por um professor. Seu principal objetivo é permitir o contato direto dos estudantes com o mercado de trabalho, algo nem sempre possível durante a graduação. Além disso, Julio Lauria, Diretor de Projetos da Empresa Júnior de Engenharia de Guaratinguetá, conta que “o aluno que participa desenvolve características como liderança, foco, trabalho em equipe e pró-atividade”. O conceito se espalhou pela Europa e em 1990 foi criada a JADE, Confederação Européia de

Equipe atual da Junior ESSEC, primeir do gênero a ser criada

Empresas Juniores. O Movimento Empresa Júnior, criado pela própria Junior ESSEC, existe em 13 países europeus e reúne 300 empresas e cerca de 20 mil estudantes. Só na França, as mais de 150 unidades movimentam mais de 7 milhões de euros por ano. A iniciativa não se restringiu apenas à Europa, expandiuse para outros países, inclusive

o Brasil. A ideia foi trazida em 1987 pela Câmara de Comércio França-Brasil. Nos anos seguintes, surgiriam a EJ-FGV, a Júnior Mackenzie e a Júnior Poli Estudos, primeiras do gênero no país. Segundo a Brasil Jr - Confederação Brasileira de Empresas Juniores, há mais de 600 empresas do tipo no Brasil, com cerca de 20 mil estudantes.

Por não ter fins lucrativos, a Empresa Júnior acaba apresentando reduzidos custos operacionais e de tributação, podendo oferecer serviços de qualidade a baixo custo, sobretudo a micro e pequenos empresários. “É uma experiência única e só quem tem oportunidade de fazer parte sabe o crescimento pessoal e profissional que ela representa”, diz Jacqueline Asano, Diretora de Eventos da Empresa Junior de Engenharia de Alimentos (ENGEALI). Segundo ela, os resultados de tanto empenho são desfrutados quando um cliente retorna e pede outro projeto, pela análise do crescimento da empresa perante outras do gênero e pelo desenvolvimento dos que, ao ingressarem no mercado, estão preparados e com um diferencial: aptidão diante dos desafios do âmbito profissional.

Passagem por Empresa Júnior garante diferencial no currículo Vinícius Garcia

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Experiência adquirida pode assegurar vaga no mercado de trabalho

sas juniores, podemos vivenciar surgiu a ideia de permitir essa ex- comunicação, pois também reao mercado de trabalho ainda na perimentação, assim a Jornal Jr liza exercícios práticos dos meios universidade. Somos universitá- não é apenas uma assessoria de de comunicação”, explica. rios brincando de empresários, mas uma brincadeira profissional e séria”, afirma Maico Fernando Costa, diretor-presidente da empresa júnior Humanus de Assis. A Unesp de Bauru também conta com algumas empresas juniores. É o caso da RPJr, formada pelos alunos de Relações Públicas, e da Jornal Júnior, criada pela jornalista Mayra Fernanda Ferreira. Segundo Mayra, o que a motivou a criar a agência foi a baixa oferta de estágios na cidade. “A ideia de montar uma agência experimental de jornalismo foi de permitir que os alunos ainda na graduação tivessem uma experiência profissional. Em 2006, o estágio para jornalistas em Bauru estava bem restrito, com isso Evento entre empresas juniores possibilita trocas de experiências e conhecimento

Amanda Tavares

maioria das universidades brasileiras conta uma ferramenta não muito utilizada pelos estudantes, mas que oferece oportunidades de adquirir experiência para os desafios impostos pelo mercado de trabalho: a Empresa Júnior. Administrada por alunos de graduação, a principal meta dessa instituição é a vivência da realidade empresarial ainda durante o curso. Fazer parte de uma Empresa Júnior é relevante para o currículo, mas os conhecimentos técnicos e o comportamento apreendidos são os atributos que fazem a diferença profissional. “Em uma Empresa Júnior conseguimos aliar a teoria com a prática do mercado, além de executarmos o compromisso social devolvendo à sociedade os investimentos que a nós ela destina. Com nossa atuação nas empre-


Extra Enejunesp