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Reportagem: Mirelli Lersch Fotografia: Rômulo D’Avila

Brigada Militar realiza operação de fim de ano

O Asilo São Vicente de Paula, localizado na Avenida Júlio Tróis, 1660 no Bairro do Passo, foi fundado em 12 de dezembro de 1944, por Glasfira Corrêa Vargas, e completa 64 anos amanhã. A casa abriga 64 idosos com mais de 60 anos, possui equipe de profissionais da saúde como médico nutricionista, fisioterapeuta, psicólogo, dentista, recreacionista e outras pessoas que ajudam na manutenção do lar, totalizando 21 colaboradores. O lar possui clínica de fisioterapia, área de lazer, e rigoroso cuidado com a saúde, sem deixar que faltem remédios. Segundo a diretora do asilo Tanira Rillo: “O asilo não é uma casa de abandono, não é qualquer lugar que mantém médico, psicólogo e toda essa assistência em geral. As famílias que por aqui passam com seus parentes confiam no nosso serviço e sabem que os idosos estão sendo bem cuidados”, explica Tanira. Nas atividades de recreação os idosos tem acesso à jogos, filmes, músicas e outros entretenimentos. Para os idosos que não gostam dessas atividades, a recreacionista vai até

Os pontos de atuação Reportagem:: Mariele Campos são as quatro ruas principais, e Greice Meireles General Marques, Cândido Fotografia: Adir Machado Falcão, Presidente Vargas e Ed. Freire Nunes, onde há maior A Brigada Militar de concentração comercial. Os São Borja realiza, no perío- policiais podem ser identificado de 03 de dezembro de dos pela farda diferenciada , o 2007 até 05 de janeiro de uso de boné branco e um cole2008, a operação chamada te arnês. Papai Noel, formada por um É recomendado que as efetivo de dez homens. pessoas não andem com seus A operação teve aber- objetos de valor expostos, e tura na tarde do dia 03 deste também que não carreguem mês, na Praça XV de No- grande quantia de dinheiro, vembro. Na cerimônia fo- deve-se levar somente o necesram dadas orientações aos sário para suas compras, quancomerciantes a respeito do do estacionar o carro não deifuncionamento da operação, xar bolsas em cima do banco, que fornece ajuda na segu- pois isso acaba chamando a rança do comércio. atenção dos meliantes. Ao sair Os policiais militares a noite é recomendado andar realizam visitas na área co- em ruas bem iluminadas e momercial durante esse intenso vimentadas, se alguém sentirfluxo de pessoas, podendo ser se ameaçado, deve ligar imeacionados pelos comercian- diatamente para o número 190 tes em caso de suspeita de conforme alerta o Tenente Élfurtos. bio. Além de auxiliar o comércio, oferece ainda assistência aos pedestres, garantindo mais segurança a quem vai às compras de fim de ano, evitando que haja as práticas de furtos e assalto, já que as pessoas circulam com uma quantidade maior de dinheiro e geralmente estão com suas compras mais PM em operação especial visíveis.

Asilo completa 64 Anos em São Borja

Moradores em momento de lazer no Asilo S. Vicente eles, que muitas vezes pedem uma simples leitura da bíblia ou que escreva cartas. Para a idosa Maria Selma Saldanha, 76 anos, a companhia é essencial: “Eu adoro os amigos que aqui tenho, leio jornais, livros e assisto a telejornais. Se eu ficasse em silêncio estaria só em lágrimas e a angústia tomaria conta de mim.” Para morar no asilo o psicólogo faz uma entrevista com a família do beneficiado, para saber se a pessoa quer ou não ficar lá, pois ninguém entra obrigado na casa, elas possuem autonomia. Poucos idosos procuram ajuda por conta própria, pois a família muitas vezes tra-

balha e eles passam parte do tempo sozinho, ou por alguma necessidade física e precisam de uma companhia à disposição. De acordo com a moradora Marina Aquino Camargo, 72 anos, todos estão felizes por estar lá, são amigos e procuram ajudar da melhor forma possível um ao outro. Alguns idodos ficam em quarto individuais outros preferem dormir em quartos coletivos. Recebem visitas regularmente não só dos familiares, mas de grupos da sociedade que vão passar tardes junto deles, e recebem ajuda de projetos desenvolvidos para suprir necessidades da casa.

As indústrias ficaram comprometidas a cumprir todos os procedimentos técnicos exigidos pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM) num prazo de dois anos. A promotora ressalta que existe apenas um fiscal da FEPAM no estado para fiscalizar todos os engenhos, portanto uma fiscalização totalmente ineficiente. Atualmente, o pelotão ambiental da Brigada Militar é designado a fazer a fiscalização através de denúncias, e autuar quando houver o descumprimento da lei. Moradores da Vila Goulart dizem que o problema diminuiu com o reaparelhamento de um engenho próximo, mas não foi solu-

cionado, pois há outra cooperativa próxima que continua liberando pó de arroz. Vencido o prazo de dois anos, a promotora afirma que todos os engenhos cumpriram com as determinações técnicas, mas a dúvida é se eles estão utilizando devidamente os equipamentos. Moradores se queixam, pois os filtros que existem, por vezes, são desligados, assim como também as cortinas também não são usadas. A promotora afirma que fiscalizará os engenhos através das contas de energia elétrica, para saber se os equipamentos estão mesmo sendo utilizados. O administrador da Cooperativa IMEMBUY, Adecir Cruz, afirma que está

Poluição dos engenhos ainda preocupa Reportagem: Nelson Nicolli Fotografia: Eduardo da Silva Após audiência pública realizada em 2005, com todos os representantes de engenhos da cidade, para resolver o problema da poluição ambiental causada pelo pó liberado nas indústrias, 4 empresas ainda continuam com o problema, como informou a promotora Cínthia Menezes responsável pela audiência. O problema é antigo na cidade, e no período de safra, o pó dos engenhos é liberado no ar, provocando vários transtornos como, doenças respiratórias em crianças, de diversos bairros, principalmente no bairro Pírahy.

Pó do arroz causa danos ao meio ambiente em São Borja. sendo feito um trabalho de reestruturação da empresa há um ano e meio, e a indústria gastou aproximadamente R$ 700 mil com equipamentos para acabar os problemas. Para a promotora Cínthia o

ideal seria que os engenhos fossem transferidos para fora da área urbana e sendo que a prefeitura tem autonomia para fiscalizar e planejar através do plano diretor e na concessão de alvarás.

Expediente: o Realidade é o jornal laboratório do Curso de Comunicação Social da Unipampa/UFSM. Professora responsável: Profª. Me. Joseline Pippi (MTB 12164)/Equipe: Alcebíades Paulino, Aline Donato, Ana Maldonado, Andréia Sarmanho, Bruna Bueno, Chaiane Ferrazza, Claudemir Arijú, Cristiely Carvalho, Deise Jeske, Diego Motta, Eduardo da Silva, Fábio da Silva, Fábio Dornelles, Felipe Severo, Filipe Viera, Flávio Figueiro, Greice Meireles, Guilherme Veiga, Jéferson Balbueno, Kelen Rauber, Larissa Ortiz, Leonardo Ávila, Leonardo de Moraes, Ligiane Brondani, Lucas Lemes, Luís Fernando Mendez, Margane Correa, Mariana Vargas, Mariele Campos, Mirelli Lersch, Natiele Correa, Nelson Nicolli, Rafael Balbueno, Raquel Balbueno, Renato Ferigollo, Rômulo D’avila, Silvana Paiva, Sílvia Nogueira, Sirlene Kaefer, Tiago Carvalho, Vladson Ajala. Diagramação:Adir Machado, Lucas Lemes, Karin Franco, Eduardo da Silva, Sílvia Nogueira, Michel Benites, Cristian Alves, Irineu Fontela. Tiragem: 1000 exemplares. Distribuição gratuita.

Realidade

Realidade - São Borja, terça-feira 11 de dezembro de 2007.

Poluição causada por pó de arroz ainda sem solução. Contracapa. XXII Feira do Livro movimenta Praça XV. Central

Ano I, N°4, Jornal Laboratório do Curso de Jornalismo Unipampa/UFSM.

São Borja, 11 de dezembro de 2007.

Lixeiras ecológicas não garantem coleta seletiva em São Borja

realidadeccssb@gmail.com

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Lixeiras ecológicas distribuídas em São Borja visam apenas educação ambiental de estudantes. Reportagem: Silvia Ambrósio letiva na cidade, e sim, pela mudança industrial (UERGS), que pensou Fotografia: Aline Donato de comportamento da comunidade. numa parceria com a Associação de reLixeiras destinadas à coleta seletiva de materiais recicláveis em São Borja são utilizadas apenas como forma de educação ambiental, sem a garantia de que estes materiais serão reaproveitados. A ausência de projetos públicos limitam ações mais eficazes na coleta seletiva do lixo, que acabam reduzidas a iniciativas particulares de implantação de lixeiras, como em empresas privadas e em órgãos de ensino público. A diretora do departamento do Meio Ambiente da Prefeitura Roselaine Guedes dos Santos acredita que não será por decreto que haverá coleta se-

“Enquanto a população está enxergando o lixo como responsabilidade única e exclusivamente da Prefeitura, é no mínimo irresponsabilidade pensar em por em prática uma coleta seletiva de lixo”, opina. Léo Tatsch, Secretário de Planejamento, Orçamento e Projetos da Prefeitura considera: “A coleta seletiva em São Borja está em fase embrionária. Estamos tentando solucionar o problema do lixão”. Iniciativas de conscientização da comunidade são-borjense para a separação de material reciclável do lixo doméstico são idealizadas por Cláudio César Cabreira Rodrigues, formado em Desenvolvimento Rural e Gestão Agro-

cicladores Ecos do Pampa para distribuir panfletos, inicialmente, na vila Santa Rosa (bairro do Passo). “Seria um projeto piloto, de conscientização, para ensinar as pessoas a separar os resíduos do lixo”, explica Rodrigues. Outra iniciativa seria a elaboração de oficinas pedagógicas nas escolas. “Coleta seletiva mexe com educação ambiental, que é uma coisa multidisciplinar. Se eu conseguisse pela Prefeitura essa oficina pedagógica de conscientização nas escolas, daí partiria para a coleta seletiva”, diz. A coleta seletiva existente no município ocorrem através dos catadores e dos que estão associados a Ecos do Pampa e a Usina de Triagem da cidade.

Fato da Semana Aproveitando a XXII Feira do Livro de São Borja, uma livraria itinerante está estacionada temporariamente na cidade. A Livraria Espírita intinerante passa por São Borja onde são encontrados mais de 2.000 títulos de livros espíritas. A livraria funciona no interior de um ônibus estacionado em pontos estratégicos da cidade, das 8:30 às 20:30. A livraria móvel esteve em 17 estados recebendo mais 3.520.000 visitantes, e tem como responsável Adjair Fernandes de Faria, divulgador da doutrina espírita. E estará na cidade até o próximo domingo, dia 16 de dezembro.


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Falt a de mão-de-obra im pede alta impede a expansão da Internet ADSL Reportagem: Alcebíades Paulino Fotografia: Chaiane Ferrazza Dentre as possibilidades de acesso residencial a internet em São Borja, além do modo discado tradicional, destacam-se as seguintes possibilidades: sinal via rádio, tecnologia celular e ADSL. Dentre elas, a mais comum é o acesso ADSL (Assymmetric Digital Subscriber Line) ou “Linha Digital Assimétrica para Assinante”. Trata-se de uma tecnologia que permite a transferência digital de dados em alta velocidade por meio de linhas telefônicas comuns. Na cidade existem em torno de 1.000 portas para conexões ADSL. Embora a Companhia responsável pelo serviço (Brasil Telecom) já tenha adquirido os equipamentos necessários para expansão do serviço, ainda não tem a mão-de-obra especializada para realizar a instalação. Esse é então o principal entrave à expansão do acesso a internet na cidade, uma vez

que a própria localização geográfica do município dificulta o deslocamento de profissionais especializados para executar o serviço. O raio de abrangência da cobertura do serviço gira em torno de 3 quilômetros a partir da torre que está instalada no centro da cidade. Porém, a empresa não dá uma garantia total da possibilidade de acesso nesse raio. O usuário da Brasil Telecom que, hoje, quiser contratar o serviço de acesso a internet por ADSL deverá entrar em uma fila de espera. Não existe uma previsão de atendimento uma vez que somente poderá ser feita uma nova habilitação quando algum usuário atual desistir do serviço e assim a porta que ele ocupa fica livre para um novo assinante. Segundo um representante comercial autorizado da Brasil Telecom essas questões fogem ao domínio da gerência local e até regional e não é possível estabelecer uma previsão de solução para o problema.

XXII FEIRA DO LIVRO movimenta São Borja Reportagem: Andréia Sarmanho. Margane Escobar e Karin Franco Fotografia: Andréia Sarmanho

A XXII feira do livro, este ano trazendo o tema “Ler é...”, atraiu centenas de pessoas para a praça XV de Novembro. Entre os dias seis e nove deste mês, o evento contou com uma programação bastante diversificada, para públicos de todas as idades. Foram realizados shows, palestras, sessões de autógrafo, entre outras atividades. Com a colaboração do exército, foram montadas dezenas de barracas para os estandes de livros, lanches e o palanque para solenidades e shows. A sede da prefeitura abrigou a mostra de trabalhos de diversas escolas públicas da cidade e uma exposição sobre o ex-presidente João Goulart, cuja morte completou 31 anos no último dia seis. O tema da feira este ano, “Ler é...”, foi desenvolvido pelos acadêmicos de comunicação social da Unipampa. O projeto publicitário foi criado pelos estudantes de publicidade e propaganda e a Rádio Feira, que realizou entrevistas e divulgou a programação, ficou a cargo dos acadêmicos de jornalismo, que participaram ativamente no evento. Foi lançado no dia seis de dezembro, o livro Memórias Sobre a Imprensa em São Borja. Trata-se de um resgate histórico da imprensa em São Borja, desde a época missioneira até os dias de hoje, aborADSL abrange raio de 3 km a partir da torre da Brasil Telecom. dando desde a produção radi-

Feira do Livro ofereceu várias opções para o público que compareceu nos quatro dias. ofônica, até os impressos atuais. A obra foi produzida pela primeira turma de jornalismo da Unipampa, nas disciplinas de História do Jornalismo e Jornalismo Impresso. Compareceu ao lançamento o pró-reitor de graduação da UFSM, Jorge Luis da Cunha, que comentou a importância do trabalho realizado pelos acadêmicos e agradeceu às pessoas que possibilitaram as pesquisas. Já no dia sete, esteve presente no saguão da prefeitura o projeto Xadrez na Escola, realizando um torneio nos períodos da manhã e da tarde. Foram inscritos 36 alunos de 4ª e 5ª série do ensino fundamental, das cinco esco-

las envolvidas no projeto: Militina Pereira Alvarez, Ivaí e Lioncio Pereira Aquino, do interior da cidade, e as escolas Ubaldo Sorrilha da Costa e Duque de Caxias. Roberto Cunha, instrutor do projeto, destaca a importância da prática do esporte: “o xadrez é uma ferramenta pedagógica muito importante. De certa forma ele dá uma visão de planejamento do futuro, desenvolvendo o raciocínio lógico”. Foram três categorias, com premiação até o 5º lugar. Uma novidade na feira este ano foi o Túnel Literário, onde as crianças puderam ter um contato diferenciado com o mundo da leitura. O

público infantil ainda pôde conferir a tenda da Hora do Conto, onde eram narradas diversas histórias. Também participaram da feira o ônibus da Livraria Espírita, que viaja por todo o país com centenas de livros sobre o tema e, novamente, a Livraria Itinerante, com seus diversos títulos didáticos e de ficção. Na solenidade realizada no dia sete, estiveram presentes autoridades, escritores e a banda municipal Tusnelda Lima Barbosa. O patrono da feira, Israel Lopes, parabenizou a organização do evento e a comunidade, que participou em grande número, visitando as exposições e as ativi-

O programa redutor de danos volta-se para o auxílio a dependentes químicos e profissionais do sexo. Funcionando há três anos na cidade, conta com a participação de seis voluntários. O grupo, antes vinculado à Prefeitura, conta apenas com o trabalho voluntário e

com o recebimento de materiais do Ministério da Saúde. Cláudio Nicola, voluntário no programa, afirma que “não pregamos aos drogados que a droga é ruim, mas sim que devem saber usá-la”. O programa distribui cachimbos e kits injetáveis para os dependentes, além e camisinhas (feminina e masculina) e gel lubrificantes, proporcionando também informações sobre DST e HIV. O trabalho é realizado durante a noite, algumas vezes por semana, onde os vo-

luntários saem à procura de dependentes e visitam casas noturnas, levando o seu apoio a quem quer ajuda. Incentivando-os também a fazer o exame para detectar o vírus HIV, que pode ser feito em qualquer laboratório da cidade através de uma requisição entregue pela Dra. Marilhaine Dias Schutts, voluntária do projeto. Em caso de ser detectado o vírus HIV, o grupo auxilia o paciente, levando-o até Santa Maria, onde o tratamento é realizado. No caso

dos dependentes químicos, a prefeitura exige uma ordem judicial de internação, sedida pelo programa através da Defensoria Pública e Ministério Público. O secretário de saúde, Paulo Trindade, não concorda com a opinião de Cláudio,pois por se tratar de drogas não existe quantia segura para consumo. Tem intenção de expandir o projeto para os PSF (posto de saúde familiar), já que assim estaria mais próximo dos membros da comunidade.

dades propostas em nome da cultura e do conhecimento. O secretário da educação, cultura e desporto, Valério Martins Cassafuz, agradeceu o apoio de todos os envolvidos na organização da feira e comentou as novidades da XXII edição. A reativação da feira do livro agradou também aos escritores, que se fizeram presentes nos quatro dias de programação. “A feira do livro é a oportunidade para a população ter maior acesso ao livro e ao conhecimento. Felizmente São Borja está reativando a feira há três anos e tem incrementado a cada ano que passa. É fundamental para a população e também para nós, escritores, divulgarmos nossos livros”, disse Antônio Jesus Andrade, o escritor homenageado. A organização do evento, através do projeto “A Escola vai à Feira”, incentivou a visitação dos colégios. Dezenas de escolas, inclusive de educação infantil, levaram seus alunos para conferir as atividades e publicações específicas para os pequenos. O prefeito Mariovane Weis mostrou-se realizado com o sucesso da feira: “estou feliz com a participação popular, a participação dos escritores e de todos os interessados em conhecimento e cultura. Estamos priorizando a educação. Os investimentos nesse setor são os maiores de São Borja”, complementa. “A universidade veio a incrementar todo esse debate em função da cultura e do saber”, declara em relação ao apoio da Unipampa.

Combate a Dengue em São Borja Reportagem: Tiago de Carvalho Fotografia: Renato Ferigollo A Vigilância Sanitária de São Borja vem realizando um trabalho permanente de combate ao mosquito da dengue. Ao longo do ano é feito o mapeamento e controle dos focos do mosquito existentes na cidade, minimizando, assim, o risco de uma eventual epidemia de dengue, como a do verão passado, que atingiu diversas regiões do Estado, tendo a cidade de Giruá, 211 casos da doença confirmados. A Diretora do Departamento de Vigilância Sanitária de São Borja, Janaina Pereira Leivas, afirma que, embora não tenha sido confirmado nenhum caso de dengue na cidade é necessária atenção constante. A cidade é considerada um local vulnerável por ser uma área de fronteira, situada a 15 km de Santo Tomé, cidade Argentina que possui 35% das casas infectadas com focos do Aedes aegypti. Já em São Borja foram encontrados 207 focos e sua maior inci-

Reportagem: Vladson Ajala e Chaiane Ferrazza Fotografia: Chaiane Ferrazza Os apenados do Presídio Estadual de São Borja estão tendo uma grande oportunidade de remissão de pena com a proximidade do Natal. Com o apoio da juíza Dra. Marta Martins, da psicóloga Cristine Rocha e do Conselho da Comunidade, o Presídio está desenvolvendo um projeto em que os detentos em suas próprias celas produzem artigos natalinos, feitos a partir de garrafas plásticas. Como mostrou o diretor do Presídio, Volmar Piccoli, esses artigos são sinos, guirlandas, flores e suportes para lâmpadas destinados a Prefeitura, que por sua vez utilizará tais enfeites na decoração das vias públicas. Os presidiários que tem bom comportamento recebem essa oportunidade, trabalhando oito horas por dia, das 8 horas da manhã ao meio-dia e das 2 às 6 da tarde. A cada três dias trabalhados, é descontado um de sua pena. As atividades que iniciaram em setembro e devem se estender até às vésperas do Natal ti-

Programa conta com a participação de voluntários

dência ocorrem nos bairros Itacherê, Várzea e Pirahy. A cidade conta hoje com 25 agentes que realizam seis visitas anuais às residências. É feita a coleta das larvas para confirmação em laboratório, bem como, a coleta de recipientes propícios ao aparecimento do inseto e o trabalho de conscientização da população. Como afirma a diretora do programa de combate à dengue, “os programas de controle devem ser baseados e integrados na comunidade, é necessário promover a dengue como sendo uma prioridade para os órgãos de governo e a população”.

veram os cursos de aprendizagem ministrados de forma voluntária por membros da comunidade. Segundo o diretor, foi uma maneira de expandir as oportunidades aos presidiários e preencher o tempo ocioso, já que há poucas atividades a serem desenvolvidas no local, e nem todos estão participando do PAC (Protocolo Ação Conjunta), projeto desenvolvido pela Susepe (Superintendência de Serviços Penitenciários) em convênio com algumas empresas e que além de remissão de penas proporciona remuneração ao detento. Esse é o primeiro ano do projeto, que já acontecia em outros presídios. Os artigos ainda não foram fixados, mas devem estar amostra até o Natal.

Campanha da Prefeitura divide opiniões Reportagem: Eduardo da Silva Fotografia: Jeferson Balbueno A campanha “Tá melhor!” veiculada nas últimas semanas pela prefeitura de São Borja está dividindo as opiniões da comunidade, entre as pessoas entrevistadas. A maioria reprovou a idéia, os entrevistados entendem que se trata apenas de uma propaganda eleitoral para o Executivo e não condiz com a realidade da cidade. E os que aprovam acham a iniciativa positiva como forma de promover o município. O custo do comercial na TV é de aproximadamente R$ 24.000 nos 32 dias em que inserções diárias serão exibidas em horários nobres (intervalos da novela das oito e do Jornal do Almoço) na RBS TV. Segundo o secretário geral do governo, Nilton Mezetti, o objetivo da campanha é instigar o otimismo da população de São Borja sem negar os problemas existentes, além de provocar a discussão sobre os problemas locais. “Não resolve-

Programa para incentiva o “bom uso” das drogas Reportagem: Ana Maldonado e Kelen Rauber Fotografia: Diego Motta

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Realidade - São Borja, Terça-feira, 11 de dezembro de 2007.

mos todos os problemas, mas existem melhoras”, afirma o secretário. A prefeitura investe R$ 6.000 por mês em publicidade na TV. Como havia deixado de utilizar esse valor nos meses de setembro e outubro, o valor acumulado foi usado nessa campanha, visando otimizar os recursos em uma campanha mais concentrada e de maior visibilidade. As críticas vindas da Câmara Municipal e da própria opinião pública não surpreenderam o secretário: “A função da Câmara é sempre questionar”. Após o término da campanha será feita uma avaliação interna para saber se os resultados foram positivos. Mezetti explica a campanha

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