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utilizados são acessíveis a todos os grupos que compõe a audiência, trabalhando com um vocabulário coloquial que não exige um conhecimento especializado para a decodificação. É direto, persuasivo e, de forma coerente ou não sempre está em contato com a realidade local e seus sujeitos.

Quando se fala em programas populares de rádio, é muito comum encontrarmos os programas de variedades. Esse gênero classifica-se como um dos mais populares do rádio. Os programas de variedades e conseqüentemente os programas populares apresentam algumas características particulares, facilmente identificáveis.

Entre

essas,

encontram-se

músicas,

sensacionalismo,

assistencialismo, a participação do ouvinte e a utilização de comunicadores de grande empatia com o público. Ortiz (2005) acrescenta: “[...] seu elemento diferenciador por excelência é o apresentador, cuja personalidade e notoriedade o convertem em autêntico ponto de referência para a audiência. O apresentador juntamente com a grande variedade de seções e colaboradores que se distribuem regularmente ao longo do espaço são os aspectos fundamentais que definem o gênero de variedades.” (ORTIZ, 2005, p. 107)

Prado também comenta a respeito das características dos programas populares de variedades: Comunicadores de grande empatia com o público conversam com os ouvintes por telefone ou frente a frente no estúdio, praticam um assistencialismo de resultados, não raro, duvidosos e, de modo sensacionalista, exploram casos policiais e escândalos. Tudo entremeado por músicas e mensagens simples de otimismo. (PRADO, 1989, p. 62)

Assim, torna-se necessário observar e identificar as práticas populares no rádio, bem como, conhecer quando não o são. No rádio, os programas de entretenimento, ou de variedades, possuem grande notoriedade. São programas populares, mas isso não significa que desenvolvem uma comunicação popular. Friderichs explica: Esses programas estão voltados a atender aos interesses presumíveis dos ouvintes, e não precisam, necessariamente, transmitir notícias; podem abordar assuntos polêmicos, sanar dúvidas e prestar serviços de utilidade pública. [...] em primeira instância, parece que tal formato de programa atende aos objetivos da comunicação popular, mas é fundamental ressaltar que a prática dessa comunicação não está apenas em um programa, mesmo podendo ser observada através dele, mas, sim, na postura da emissora em conduzir a programação apresentada no veículo. Outro dado que deve ser somado a essa observação é que a essência dos programas de variedade comporta uma tendência popular, a qual, contudo, raramente acaba consolidada. Nos programas desse formato desenvolvidos em rádios comerciais, é perceptível o forte apelo emocional e sensacionalista empregado pelo locutor. Além disso, apenas os assuntos de maior repercussão ganham espaço nesse horário, principalmente se envolverem o suposto descaso das autoridades locais em relação às “vítimas” da

TCC: Lilian dos Santos Machado  

Título: "Locutor Amigo: Uma análise do programa radiofônico Linha Aberta"

TCC: Lilian dos Santos Machado  

Título: "Locutor Amigo: Uma análise do programa radiofônico Linha Aberta"

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