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entre as diversas estratégias de locução, apresentação e animação, nos deteremos nas maneiras de utilização da voz. O rádio, como já se sabe, vai se adaptando a várias mudanças, tanto na área tecnológica, quanto na área social e entre as principais mudanças nas características radiofônicas, está a de um recurso e pressuposto fundamental para a eficiência da comunicação no rádio, a linguagem. A locução, a voz e seus modos de utilização, são imprescindíveis para o desenvolvimento do veículo e do vínculo de afetividade entre emissor e ouvinte, além, é claro, da conquista da credibilidade. A partir da diferenciação entre os modos de atuação dos locutores radiofônicos é possível identificar que o mercado de trabalho no âmbito das emissoras de rádio começa a se especializar para atrair cada vez mais e melhor o seu

público.

Surgem

inovadoras

potencialidades,

que

apontam

para

os

comunicadores novos significados para os papéis que exercem, “[...] a partir daí o locutor começa ter sua função cada vez mais exigida. O locutor passa a exercer um poder atrativo ou de entretenimento, capaz de chamar a atenção do público sem exigir-lhe um esforço excessivo de concentração.” (OLIVEIRA, 2003, p. 15). O locutor é a chave para a permanência de um programa no ar. O desempenho do locutor é capaz de fazer cada ouvinte se sentir único, participativo, cativado. A busca por uma linguagem amigável inclui o ouvinte no processo, fazendo-o sentir-se parte integrante do programa. O modo como as mensagens chegam até os receptores depende da habilidade vocal do locutor, que tem em mãos o poder de entreter, convencer e emocionar os ouvintes. Através das diversas formas de entretenimento, técnicas vocais e recursos de sonoplastia, o rádio transporta seu ouvinte a outro mundo, a partir daí, o comunicador começa a trabalhar a serviço dos sentidos e da emoção. Isso é afirmado também por Ortriwano (1985): O rádio envolve o ouvinte, fazendo-o participar por meio da criação de um diálogo mental com o emissor. Ao mesmo tempo desperta a imaginação através da emocionalidade das palavras e dos recursos de sonoplastia, permitindo que as mensagens tenham nuances individuais, de acordo com a expectativa de cada um (ORTRIWANO, 1985, p. 80)

Como o rádio não possui um recurso visual, as palavras precisam ser muito bem articuladas. Desse modo, o potencial vocal utilizado por cada comunicador é responsável pela identificação com o ouvinte. A dicção, o tom, o timbre da voz,

TCC: Lilian dos Santos Machado  

Título: "Locutor Amigo: Uma análise do programa radiofônico Linha Aberta"

TCC: Lilian dos Santos Machado  

Título: "Locutor Amigo: Uma análise do programa radiofônico Linha Aberta"

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