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apenas um ano depois surge a primeira emissora de rádio brasileira, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, fundada por Roquete Pinto. Como não existiam escolas para formação de radialistas, os primeiros locutores de rádio foram os radioamadores, por já possuírem experiência com o microfone. Porém, nos primeiros anos do rádio, as emissoras de radiodifusão eram bastante limitadas. Algumas transmitiam somente uma hora por semana e a programação consistia em música erudita, conferências e palestras que não interessavam ao ouvinte2. Mas não era só a programação que não permitia a popularização do rádio, o custo era outro empecilho. Os aparelhos receptores eram importados e a população tinha dificuldade em adquiri-los. Só a partir da década de 30 o rádio começa a se popularizar, voltando-se para o lazer e o entretenimento. Surgem então os famosos locutores dos programas de auditório, as radionovelas, os programas de humor, etc. Assim, os horários de ocupação com emissões aumentaram, os operadores adquiriram o hábito de falar com os ouvintes e, mais tarde, de lerem informações e notícias que vinculavam nos jornais impressos. Atualmente, os programas radiofônicos são variados e procuram satisfazer a todo tipo de ouvinte. Os formatos de entretenimento mais importantes da história do rádio foram o radioteatro e a radionovela. Hoje em dia, grande parte dos formatos de entretenimento utilizada pelo rádio constitui-se de programas popularescos, que se dirigem fazendo referência à “amiga de casa”, prestam-lhes conselhos amorosos, dicas de culinária, astrologia, falam da vida particular de pessoas famosas, e muitos outros fatos e acontecimentos, alguns dramatizados ao microfone. A combinação de outros formatos permite ainda que, atualmente, o gênero do entretenimento atinja o ouvinte no caráter de informar e entreter e, assim, a presença do locutor torna-se cada vez mais importante, porque faz a ligação com o ouvinte. No princípio do rádio, os comunicadores eram conhecidos como Speakers, palavra de origem inglesa que significa orador, locutor. Segundo Esch (2001, p. 80), “um speaker precisava ter a voz forte, mas melodiosa, boa leitura e principalmente criatividade para estabelecer estilos de locução que os caracterizavam perante os ouvintes”.

Oliveira

(2003,

p.

90)

esclarece

ainda

que

“esses

primeiros

comunicadores possuíam muito pouca liberdade de ação quanto à maneira pela qual 2

Cf. César (1990).

TCC: Lilian dos Santos Machado  

Título: "Locutor Amigo: Uma análise do programa radiofônico Linha Aberta"

TCC: Lilian dos Santos Machado  

Título: "Locutor Amigo: Uma análise do programa radiofônico Linha Aberta"

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