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O Blog do Primeira Edição foi feito para que os alunos do 2º ano do curso de Jornalismo do IMES Catanduva - Instituto Municipal de Ensino Superior pudessem unir a teoria com a prática em suas aulas de Laboratório de Texto ministradas pelo Professor Fernando Moreno da Silva.

É atualizado semanalmente com textos diversos e leves. Nosso endereço eletrônico é: www.fafica.br/blogprimeiraedicao

e como veem resolvemos nos informatizar, então se quiserem podem nos seguir pelo Twitter, nosso nick é @Primeira_Edicao.

O Primeira Edição é um Jornal-Laboratório produzido pelos alunos do 2º ano do curso de Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo do Instituto Municipal de Ensino Superior de Catanduva (IMES - Catanduva). Diretora: Profa. Dra. Cibelle Rocha Abdo Secretária geral: Profa. Maria Lúcia Miranda Chiliga Coordenação do Curso: Prof. Dennis Henrique Vicário Olivio

Professor Responsável: Fernando Moreno da Silva (Mtb 42214-SP) Redação: Andréa Alves, Florence Manoel, Isabeli Baruffaldi, Nágila Câmara Designer e Diagramação: Andréa Alves


Por Florence Manoel ________________________________________________________________________________________

Mal-estar na civilização “Longa é a arte, tão breve a vida” (Tom Jobim) A doença do século Já dizia Lord Byron “É inútil lutar, deixem-me morrer jovem!”.Os mitos da música Jim Morrison, Janis Joplin e Kurt Cobain acataram o exemplo. Ícones do cinema e da literatura como Marilyn Monroe e Virginia Woolf também disseram amém. O desespero, a fúria e o stress, entretanto, não são paranóias limitadas a artistas e intelectuais, esses sintomas estão enraizados na sociedade e na cultura em geral. Aparecem, inclusive, em desenhos animados e em programas de entretenimento, encarnados por personagens como os rabugentíssimos Pato Donald, Malvado e Sr. Donizildo.

Linguagem do desespero Lord Byron foi o expoente máximo da segunda geração do Romantismo, também conhecida como geração mal-do-século. Ele chocou a sociedade da época, devido ao seu estilo de vida boêmio e caótico. O abismo existencial do autor de Don Juan influenciou uma legião de jovens poetas, como os brasileiros Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu, Junqueira Freire e Fagundes Varela.

Lord Byron foi o expoente máximo da segunda geração do Romantismo, também conhecida como geração mal-do-século. Ele chocou a sociedade da época, devido ao seu estilo de vida boêmio e caótico. O abismo existencial do autor de Don Juan influenciou uma legião de jovens poetas, como os brasileiros Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu, Junqueira Freire e Fagundes Varela. Esses poetas ficaram conhecidos como ultra-românticos. Suas principais características são: negativismo boêmio, egocentrismo mórbido, melancolia, desilusão, tédio e evasão da realidade através da idealização da infância, do amor e da mulher, e da exaltação da morte. O sentimento de mal-estar físico e moral expresso pelos poetas do ultra-romantismo, é conhecido como mal-do-século. A expressão spleen, que na língua inglesa significa baço, também foi empregada para designar a sensação de melancolia. A ligação entre o órgão baço e esta sensação, vem da medicina grega.

dos Anjos (Pré-modernismo) e Manuel Bandeira (Modernismo) também recorrem ao desalento e à ironia em suas composições. Machado de Assis dá voz ao seu personagem Braz Cubas com peculiar humor-negro e escancara seu pessimismo em relação ao mundo e ao ser humano. Augusto dos anjos, o poeta do “mau-gosto” se utiliza de uma linguagem propositalmente vulgar e palavras nada poéticas que denunciam suas incertezas perante o século XX. Ele fala de morte e desintegração. Manuel Bandeira, por sua vez, tem uma biografia bastante melancólica: contraiu tuberculose aos 17 anos e foi desenganado várias vezes pelos médicos. O poeta teve a vida e a obra marcadas pela constante iminência da morte.

Abordagens densas e temas pessimistas não são características literárias exclusivas do Romantismo. Gênios como Machado de Assis (Realismo), Augusto Primeira Edição 03


Tolerância Zero

moso conto-de-fadas “Branca de Neve e os Sete Anões”, não impede que ele acolha e proteja a dócil Branca de Neve, provando que corações amargos, também podem ser generosos. Outros personagens mal-humorados : • Pato Donald (Disney) - aparece constantemente gritando e esperneando; • Seu Saraiva (Zorra Total) – tem ataques de fúria toda vez que alguém fala uma asneira, é de sua autoria a expressão “Pergunta idiota, tolerância zero!”; • Charlie Brown (Snoop) – é o mais jovem dos mal-humorados. Seu bordão é “que puxa!” • Sr. Donizildo (Mundo Canibal) – Politicamente incorreto, abusa dos palavrões e da agressividade.

“Tudo que é mal é bom”, esse é o lema de Malvado, um dos vilões da série de desenhos animados, Ursinhos Carinhosos. Ele é um dos personagens mais mal-humorados dos programas de televisão destinados ao público infantil. Também pudera! Malvado é azarado e vive esmagado pelo autoritarismo de seu soberano Coração Gelado, e pelos gritos estridentes da insuportável Laurinha. Houve até um episódio em que Malvado, cansado de exercer a ingrata função de saco de pancadas, tenta se converter em Ursinho Carinhoso, mas é mal-sucedido por não se adaptar á pacifica rotina da Nuvem Rosa. Assim como na vida real, o mau-humor no mundo fictício não é privilégio de personagens de caráter duvidoso como Malvado. Pessoas de índole boa como o Sr. Wilson, vizinho de Dennis, o pimentinha, também são atingidas por esse mA rabugice de Zangado, do fa04 Primeira Edição


Sintomas da pós-modernidade Atualmente, a realidade da maioria das pessoas é carregada pelo excesso de informação e de trabalho. Estamos em uma época marcada pela velocidade, pelo cultivo de grandes egos e pretensões e também por uma corrosiva ansiedade generalizada. Toda essa pressão acaba culminando na frustrante impressão de que o tempo é curto demais para a realização de todas as tarefas e gera um sentimento de mal-estar e impotência. Em vão as atividades prazerosas são sacrificadas em favor dos compromissos inadiáveis. Esse conturbado estilo de vida pósmoderno induz á vários transtornos que prejudicam a qualidade de vida das pessoas. Veja abaixo, alguns desses transtornos: stress:é um mal que atinge boa parte da população. Ele é caracterizado pelo desgaste físico e mental e aumenta a possibilidade da ocorrência de diversas doenças, especialmente as cardiovasculares. Depressão: Doença que afeta o humor. Causa uma tristeza intensa, muitas vezes sem motivo aparente.Também é caracterizada pelo abatimento e pela perda de interesse em atividades que antes davam prazer á pessoa.As causas do transtorno depressivo podem ser as mais variadas e esse mal afeta homens e mulheres de qualquer faixa etária.

A pessoa desenvolve as mais variadas fobias, e, durante as crises, tem a impressão de que vai morrer, porque o corpo libera adrenalina, e causa reações como falta de ar e disparo do coração. Essas crises podem acontecer a qualquer momento, e isso afeta seriamente a vida social e a qualidade de vida do paciente. Bulimia e anorexia : Disfunções alimentares mais comuns em mulheres e durante a adolescência. As pessoas afetadas pelos transtornos alimentares têm problemas ligados á auto-imagem e á auto-estima e enxergam a si mesmas de maneira distorcida, como se tivessem o dobro do peso que realmente têm. A anorexia é caracterizada por uma rígida dieta e a bulimia pelo excesso de ingestão de alimentos, seguido de vômito. Uma pessoa anorexica também pode apresentar bulimia. Drunkorexia (ou anorexia alcoólica): transtorno alimentar no qual as pessoas substituem os alimentos pela ingestão de álcool, acreditando que bebidas alcoólicas reduzam a fome. Esse transtorno tem tido bastante repercussão nos últimos meses devido a sua exposição na novela das nove Viver a Vida, através de Renatinha,a problemática personagem de Bárbara Paz.

Síndrome de burnout: Expressão criada na década de 70 para designar o esgotamento físico e emocional, e a diminuição da realização pessoal decorrente do stress em função do trabalho. TOC:(Transtorno obsessivo compulsivo) : está entre os chamados transtornos de ansiedade. É caracterizado por pensamentos, impulsos ou imagens que invadem a mente e são acompanhados por desconforto e ansiedade. A pessoa tenta amenizar o mal-estar realizando rituais pouco lógicos, como repetir palavras ou rezas. É muito comum a preocupação excessiva com limpeza e impulsos ligados á simetria. Síndrome do pânico: Distúrbio caracterizados por crises de desespero intensas e esporádicas. Primeira Edição 05


malefícios sociais, como também ao nível individual. Fatos do dia-a-dia não nos faltariam para comprovar isto nos dois âmbitos, no social e no individual. Quanto ao aspecto mercadológico, basta que também atentemos para o nosso quotidiano e veremos a proliferação de novas igrejas e seitas. Isso só demonstra o desespero e a futilidade de tais ações, ao mesmo tempo em que está a serviço dos canalhas e charlatões que lucram com tudo isso. Se a religião alivia ou acentua o mal-estar inevitável da existência, depende de como seja então o vínculo estabelecido com ela.

Na entrevista a seguir, o professor Franco Cossu Jr. Fala sobre o mal-estar na sociedade. Franco possui graduação em Psicologia pela Universidade Estadual de Londrina e mestrado e doutorado em filosofia pela Universidade Federal de São Carlos. Atua principalmente em filosofia, filosofia da ciência, psicanálise e teoria psicológica. Muitos procuram na religião algo que as complete, e as religiões procuram implantar um novo estilo de vida para essas pessoas. Você acredita que a religião ameniza ou acentua o mal-estar em um indivíduo? O sentimento religioso parece não ser prerrogativa apenas daqueles que cultuam uma determinada religião ou seita instituída. Aqueles que fortemente se emocionam com uma bela música, uma escultura, uma pintura... Todas as atividades da cultura humana capazes de nos emocionar têm o poder de nos conduzir para mais próximo do mistério da existência, do Belo. Se por um lado, há este aspecto positivo, humanista e em prol da vida, há também, por outro, o vínculo fundamentalista e mercantil por parte das pessoas. O fundamentalismo (apego incondicional aos dogmas religiosos ou por uma interpretação rígida e exclusivista) não só traz 06 Primeira Edição

Vivemos na era das rápidas transformações. Pessoas estão cada vez mais expostas a situações traumatizantes. Qual é a influência da genética no mal-estar humano? Primeiro é preciso tomar cuidado com as tais justificativas genéticas para se explicarem as nossas ações. Explica tudo e não explica nada, ao mesmo tempo. É claro que há bases genéticas para os nossos atos, mas isso não pode ser a justificativa final para deixarmos de continuar a pensar os problemas que nos afligem. As próprias ciências, em geral, não trabalham da perspectiva de monocausa, mas sim com a idéia de que os eventos são multideterminados. Muitas pessoas tendem a gostar desse tipo de pseudo-explicação porque, afinal, não precisarão responsabilizar-se pelos próprios atos. O fato de vivermos numa sociedade complexa que se transforma rapidamente, devido sobretudo às conquistas tecnológicas, exige de nós modificações e adaptações também à mesma velocidade, o que em última instância é impossível. O preço inevitável é, dentre outros problemas, o estresse, que nada mais é que a tentativa do organismo de adaptar-se, cada vez mais, às novas exigências. Psicologicamente, a tensão é inevitável. Quais as sociedades que Você mais acredita vulneráveis a transtornos como o estresse, a depressão e a síndrome do pânico? É difícil responder a tal questão. Creio que mais razoável seja afirmar que, antes de tudo, ainda não conhecemos bem tais processos psicopatológicos como gostaríamos de crer, isto é, não há ainda um consenso diagnóstico total


quanto à natureza dessas entidades descritivas a ponto de podemos observar objetivamente o que sejam essas categorias clínicas em si. Não se pode negar que em nossa sociedade capitalista e tecnológica, já na sua terceira versão – a era globalizada do consumo e da informação – tem provocado um estado de tensão que paralisa as pessoas, em todos os sentidos, levando-as a um corte e distanciamento da vida ativa e criativa. A OMS (Organização Mundial da Saúde) alega que o transtorno da depressão superará o câncer e as doenças cardiovasculares em 2030. Não sei como eram as coisas nas sociedades socialistas – seria até interessante um estudo sobre a questão – e nem tenho conhecimento antropológico suficiente para comparações mais aprofundadas, mas é perceptível que na sociedade na qual vivemos, pela maneira como está organizada, existem fatores que acentuam o desconforto psicológico, talvez mais que em outras épocas e sociedades possíveis. Até que ponto um mau-humor pode ser considerado inofensivo? Quando ele é sintoma de algo mais grave? Não há uma linha demarcatória nítida entre normalidade e anormalidade e é por isto que, muitas vezes, torna-se difícil distinguir o mauhumor ou a infelicidade comum dos transtornos graves. Hoje há o predomínio das neurociências e das técnicas da psicologia cognitivo-comportamental. Vejo com grande perigo, nesse atual estado de coisas, o fato de se tentar medicalizar o sofrimento humano a ferro e a fogo, a todo custo. Não se trata de demonizar aqui, e gratuitamente, os medicamentos, pois eles possuem a sua significativa quota de importância no combate aos transtornos graves; trata-se, sim, de um alerta quanto à banalização de sua utilização, uma vez que muitas pessoas exigem ou são levadas a tomá-los por qualquer motivo, simplesmente para fugirem à realidade. No caso de um sintoma grave, o que se percebe é o seguinte: as pessoas tendem a manifestar com mais constância, e por um período mais prolongado, reações desproporcionais e exageradas de culpa, tristeza e desesperança, além de transtornos fisicamente mais observáveis como cefaléias, dores musculares, insônia e perda de apetite. Conseqüentemente, tal pessoa deverá

buscar ajuda ou ser encaminhada por alguém que lhe seja próximo. Por que o mal-estar do ser humano é um tema tão produtivo nas artes e na filosofia? Porque os grandes gênios das artes e do conhecimento humanos conseguiram fazer da dor e da angústia da existência um motivo para criar; porque através do inconformismo da consciência da morte eles rebelaram-se contra a nossa finitude através de suas obras; porque produzindo o Belo e o conhecimento da realidade, tentaram dar um sentido ao nonsense e ao absurdo da vida; enfim, porque bem perceberam que, mesmo que os problemas do dia-a-dia existam e o nosso fim seja inevitável, a afirmação da vida seja talvez algo ainda possível. É exatamente o que a maioria daqueles acometidos pela depressão não conseguem realizar quando a vida lhes parece irremediavelmente uma causa perdida, sem a chance de qualquer tentativa de afirmá-la. Daí para o suicídio é um passo. Exceto no caso dos transtornos mais pesados, em que as pessoas não conseguem recobrarse por motivos mais profundos, talvez devamos aprender melhor que a infelicidade comum não é necessariamente ruim e muito menos doença; caso contrário, corremos o risco de estarmos à mercê dos cantos de sereia dos charlatões que nos prometem constantemente a felicidade pateta do sorriso banal e isento de humanidade.

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Efeito Tsunami Por Andréa Alves

Twitta eu, twitte tu! As redes sociais tornaram-se a grande febre do mundo virtual... ou talvez a mundo virtual tenha tornado-se febre por causa delas... vai saber... ficamos naquele dilema... “quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha?”... mas assim como na matemática... a ordem dos fatores não altera o produto... nesse caso... os fatos... E é fato que o mais queridinho de todos nesse último ano... foi o Twitter... lembro-me como se fosse hoje a febre pelo Orkut... não falava-se de outra coisa... em qualquer lugar era ele... mas hoje... mesmo com as novas mudanças... o tiozinho dos sites de relacionamento está meio de lado... e o Twitter reina plenamente... Mas toda essa introdução.. é apenas para avaliar... a importância dessa ferramenta na vida das pessoas... há algumas que não conseguem ir ao banheiro sem dar uma twittada... Tudo bem! Confesso ter sido bicada por esse passarinho de penas azuis... mas nem por isso vivo em função dele... nem por isso fico tirando fotos da minha comida para postar... O pior de tudo é que... as pessoas pensam que Twitter é gibi... e vive apenas de imagens... ainda não entenderam sua utilidade... A palavra microbloging tem passado desapercebida... e não tem significado algum para uma grande maioria... E piores ainda... são os seguidores que esbravejam e rogam pragas quando não os seguimos... mas estes mesmos são aqueles que não twittam coisa com coisa... alimentam suas páginas apenas com retweets e fotos bizarras... deixando claro que seguilos é perda de tempo... Existem aqueles que chegam ao cúmulo de travar monólogos infindáveis com suas celebridades preferidas... essas que por sua vez... não fazem a menor questão de responder a nenhum deles... o que também não faz sentido algum... já que chama-se rede de relacionamentos... não faria mal relacionar-se...

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Há ainda a macacada twitteira... uma evolução das antigas macacas de auditório... da era de ouro das rádios... que hoje informatizadas... ficam babando-ovo nas pobres celebridades... que chegam a ficar sem graça com tanta melação... faltam apenas deixar um tweet dizendo: se espirrar e eu não estiver on, saúde!... é a treva virtual... E tem também as perseguidoras... essas pessoas são aquelas que não te seguem... mas vivem visitando o seu Twitter... apenas pelo prazer de saber que sua vida é sem dúvida alguma muito melhor do que a delas... de perseguida quero distância... Existem ainda aquelas totalmente desocupadas... que coçam o dia todo... então o prazer maior é twittar o próprio tédio... a própria falta de opção na vida... deprimente... Ah... e não posso esquecer de citar... aquele tipinho... o tipo pobre coitado... que quando consegue ser respondido por alguma celebridade... twitta o nome da pobre vítima bem no meio da frase... para que todos os seguidores saibam que é muito bem relacionado... Há ainda... os que se vangloriam por terem alguns mil seguidores... bacana isso... mas qual o significado?... nenhum né... porque se as pessoas que você segue... ou as que te seguem não têm conteúdo algum... não vejo grande vantagem... Porém... contudo... todavia... entretanto... cá entre nós... muitos me fazem sentir vergonha alheia... tenho pena... apiedo-me por tanta carência... por tanta necessidade de aparecer... por tanta falta de bom senso... Que @OCriador iluminem os frequentadores da Twittosfera... ou então que Biz Stone... tal como nos ensinamentos de Darwin... faça uma seleção natural dos aptos a se beneficiarem... da talvez... mais importante ferramente de comunicação desta década... Twittar não é apenas o mais novo verbo de nosso vocabulário... não é apenas mais um meio de comunicação... twittar tornou-se um estilo de vida... Twitta eu, Twitte tu, Twittemos nós...


Por Nágila Câmara

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A caminho do mar A história do biquíni, o mais brasileiro dos trajes Moro num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, como já dizia Jorge Ben Jor nos versos da música “País Tropical”, seria uma das explicações para o Brasil ser um dos maiores exportadores mundiais de biquíni e, as brasileiras, uma das maiores consumidoras. A vasta extensão litorânea, a enorme quantidade de praias banhadas pelo oceano Atlântico, as cachoeiras, os rios, lagos, e até as piscinas naturais e artificiais, tudo contribui para o desfile dessas peças que estão cada vez mais diversificadas. E, é claro, o clima também não pode ser esquecido. Mas quem pensa que o biquíni é uma criação nacional, está enganado. Foi na França que surgiram os primeiros modelos.

Os quatro triângulos Inicialmente, Jacques Heim elaborou uma peça chamada “atome” (átomo), descrevendo-a como “o menor maiô do mundo”. Em seguida, Louis Réard, também francês, criou duas peças separadas, uma para cobrir o busto e a outra para cobrir a parte inferior do tronco. Louis chamou a invenção de “bikini”, associando-a com os testes nucleares realizados pelos Estados Unidos no atol de Bikini, em 1946, no oceano Pacífico. Essa associação ocorreu porque o biquíni era considerado uma verdadeira bomba para a época, pois, até então, as mulheres usavam trajes de banho menos ousados, que não marcavam o corpo e não mostravam o umbigo. Antes de sua primeira apresentação ao público, em 26 de Junho de 1946, a peça já causava polêmica, nenhuma modelo queria vesti-la. Então, coube a corajosa stripper Micheline Bernardini, exibir o modelo confeccionado em algodão com a estampa imitando a página de um jornal. A polêmica continuou, as mulheres se recusavam a usá-lo e ele foi censurado em alguns países, como Portugal, Espanha, Itália e outros.

Tamar, que atraíam os olhares de todos os que passavam nas areias em frente ao Copacabana Palace. Em 1961, o presidente Jânio Quadros, dentre outras medidas, proibiu o uso dessa peça, considerada por ele e por muitos, indecente. No ano seguinte, é a coisa mais linda que eles já viram passar, surgiu a Garota de Ipanema, Helô Pinheiro desfilando pelas areias cariocas e inspirando Tom Jobim e Vinícius de Moraes a criarem a canção. A partir de então, não demorou as brasileiras adotarem o traje e esbanjarem toda a sua sensualidade, principalmente, nas praias do Rio de Janeiro, passarelas da moda praia nacional. Em 1964, o topless foi inventado por Rudi Gernreich, um designer norte-americano, excluindo a parte de cima do biquíni e deixando os seios à mostra. Mesmo a moda não obten-

A aceitação do traje veio gradualmente na década de 50, quando atrizes de cinema e pin-ups americanas começaram a divulgálo. Em 1956, a atriz Brigitte Bardot exibiu um modelo xadrez de tecido vichy enfeitado com babadinhos, no filme “E Deus Criou a Mulher”, ajudando a popularizar a peça. Alguns anos depois, foi a vez da bond girl Ursula Andress, que apareceu nas telonas vestindo um sensual biquíni, no filme “007 contra o Satânico Dr. No Brasil, o maiô de duas peças chegou no final da década de 50 e era usado, a princípio, por vedetes, como Carmem Verônica e Norma Primeira Edição 09


ram moda. Com o avanço da tecnologia, nesse período, os tecidos ficaram mais resistentes e a possibilidade de estampas diferentes e modelos cada vez mais variados aumentou, fazendo com que os produtos de moda praia brasileiros atingissem sucesso no exterior.

do tanto sucesso por aqui como em países europeus, Prestes Maia, prefeito de São Paulo na época, proibiu a prática do topless em piscinas públicas. Nesse mesmo período, um modelo bastante usado foi o “engana-mamãe”, na frente era uma espécie de maiô, com uma tira ligando as duas partes da peça, e atrás, era um biquíni. Ainda nos anos 60, o material usado na fabricação dos trajes de banho foi substituído por tecidos mais leves e de secagem rápida, ganhando ajuste perfeito ao corpo. Na década de 70, a modelo Rose di Primo torna-se a musa da tanga das praias cariocas, quando aparece com esse modelo menor na parte inferior da peça. Mas, a polêmica maior foi causada pela atriz Leila Diniz, que grávida de sete meses, desfilou num minúsculo biquíni. A imagem de Leila simbolizou a liberação e libertação feminina. Os modelos mais usados, nessa década, eram os lisos na calcinha e estampados no sutiã. As mulheres ousaram, e novas tendências apareceram ao decorrer dos anos 80. O culto ao corpo incentivou os modelos asadelta, enroladinho, com laços nas laterais e, principalmente, o fiodental, reduzindo ainda mais a peça inferior. Já os sutiãs eram bem torcidos, sem estruturas no bojo, e o modelo cortininha ganhou espaço. Os tons eram fortes, em cores como verde-limão e rosapink, também havia muito brilho. Algo contraditório na época dos biquínis pequenos foi o surgimento do modelo sunquíni, de cintura baixa e bem largo, lembrando a sunga, traje de banho masculino. A musa das praias cariocas era Monique Evans, que adorava o modelo fio-dental e era adepta do topless. Logo depois, na década de 90, para ir à praia a mulher precisava levar inúmeros acessórios, como canga, chinelos, óculos, saída de praia, bolsa colorida, chapéu, toalha, entre outros. A estampa de camuflagem e o lacinho do biquíni para fora do short vira10 Primeira Edição

Atualmente, existem biquínis de todos os tipos, sofisticados, com pedras e brilhos, rústicos, com cordas e macramés, tomara-que-cai, que amarram na frente, que amarram atrás, enfim, é uma mistura de modelos antigos com novos modelos, e existem até aqueles capazes de levantar os seios e o bumbum. A durabilidade das peças é maior e o tecido tecnológico protege contra os raios ultravioletas, além de impedir a proliferação de bactérias, pois seca rapidamente. Com toda essa infinidade e disponibilidade de modelos, com o Brasil lançando as tendências de moda praia e com essa enorme quantidade de belezas naturais, mulheres, peguem seus biquínis e aproveitem!


cente volta as suas origens preconceituosas, não é mais divertida, não é mais livre, é simplesmente reprodução da vulgaridade de algumas e exibicionismo de outras, padrão de moda, esqueletos humanos. Sem apologias à obesidade e, muito menos, à magreza - tão aclamada na sociedade moderna. Pelo contrário, o que vale é a saúde, é sentir-se bem com o corpo sem precisar passar por processos dolorosos e que muitas vezes danificam esteticamente e mentalmente. O que vale é sair por aí de biquíni, sem se importar com o que as pessoas vão falar, com quais defeitos vão encontrar no seu corpo, afinal, é fácil atingir a perfeição após um banho de Photoshop. O que vale é encontrar um biquíni proporcional e compatível, curtir a beleza das águas, o som do mar, o toque da areia, a queda das cachoeiras e até mesmo o cloro das piscinas.

Além das aparências O verão aproxima-se, o desespero aumenta. Mulheres fazendo loucuras para estar com o corpo perfeito. Da academia ao salão de beleza, do salão às clínicas de estética, das clínicas de estética aos consultórios de cirurgiões plásticos, automutilação. Tudo para caber no biquíni e exibir todo o seu esforço nos clubes, nas praias, ou seja lá onde for.

O que vale é querer que o verão chegue, é querer que ele dure o ano inteiro, mas sem sofrimentos, sem seguir padrões impostos, sem conceitos pré-definidos estabelecendo relações entre beleza e magreza, e sim pensar em beleza e saúde, pensar no verdadeiro bem-estar. Um pedaço de pano, um simples pedaço de pano, que possui significados diferentes, tamanhos, modelos, estampas, cores, acessórios, tudo é diferente, inclusive as pessoas que o usam. Por isso, respeite as diferenças, respeite o seu corpo e o corpo dos outros. O mais brasileiro dos trajes é realmente como o Brasil, mesclado, alegre, que agrega variações, variações infinitas.

Para muitas, o biquíni tornou-se apenas isto, objeto para exibição do corpo, sem gordurinhas em parte alguma. Toda uma projeção de aparências, apenas aparências. Logo ele que foi símbolo da liberação feminina, ele que proporcionou a mulher maior comodidade e liberdade nas praias, ele que surgiu como o efeito de uma bomba atômica e causou tantas polêmicas. Degradação. A peça chamada de indePrimeira Edição 11


Os biquínis usados no exterior são maiores que os usados aqui. Por que as brasileiras gostam tanto de biquínis menores? No meu caso, para tomar sol prefiro os menores, por causa das marquinhas (não gosto!). Mulher brasileira, geralmente, é bem mais malhada, um exemplo disso, Rio de Janeiro! Raramente você encontra uma jovem gordinha circulando pela orla. A maioria das mulheres possui uma peça de biquíni ou maiô em seu armário. Você acredita que essas peças já atingiram o mesmo nível de importância de roupas, sapatos, dentre outros? Básico! Todas as mulheres que conheço têm pelo menos dois biquínis no armário.

Janaina Jacobina é jornalista, repórter e apresentadora de TV. Desde muito nova está ligada ao universo da beleza, aos 12 anos, iniciou carreira como modelo, participando de campanhas publicitárias no Japão, na França, na Itália e no Brasil. Para ela, o biquíni é apenas um pedaço de pano que não muda sua atitude, embora acredite que para muitas ele é o grande vilão: “Em busca do ‘corpo perfeito’ para o verão, muitas mulheres chegam a ter anorexia, entre outras doenças do tipo.” E, quando a peça não é bem escolhida, torna-se também um possível caminho para a vulgaridade. No Brasil é grande a diversificação nos modelos de biquíni. Qual é o seu preferido? O meu biquíni preferido? Depende da ocasião. Se for para tomar sol, não gosto de marquinhas gigantescas (aff), não abro mão do tradicional cortininha, com a parte de baixo pequena (inclusive mandei fazer os biquínis de tomar sol). Agora, se for um passeio de barco, piscina com amigos, brincar na areia, prefiro outros modelos, como os com a parte de cima mais larguinha, sinto mais segurança em meus movimentos. 12 Primeira Edição

Nas campanhas de moda praia, as pessoas olham o corpo das modelos ou veem de fato o item mostrado? Depende da pessoa. Desde muito nova (quando ainda modelava), sempre estive cercada por mulheres e homens belíssimos. Hoje meu trabalho na tv não muda muito. É fundamental que exista o bom senso. Ninguém é perfeito! É muito fácil ficar lindo numa foto de editorial, com uma super produção, estátua... coloque a mesma pessoa correndo pela praia, transpirando horrores... Com a proximidade do verão, as academias ficam lotadas. É um conceito narcisista? Você também faz isso? Sou chocólatra assumida! Não tenho uma rotina “Ohh, acordar e malhar feito louca!”. Faço Asthanga Yoga há anos, porque me sinto bem, tenho adorado as aulas de Power Jump, alivia minha impulsividade e faço Pilates sempre que posso. Encontrei uma maneira de trabalhar corpo e mente. Não sou nem pretendo ser “rata de academia”. Quando você vai comprar um biquíni, você se preocupa mais com o conforto, a beleza ou o preço? Os três itens são indispensáveis. A que você atribui o fato de nossos biquínis serem tão cobiçados no exterior? O biquíni é um pedaço de pano. O grande diferencial é a mulher brasileira, cheia de vida, esbanja alegria, sensualidade. Se você estiver bem, pode vestir um saco de estopa que vai arrasar!


Boomerang Por Florence Manoel

Interlúdio “Do outro da linha eu sou desconhecido e estou absolutamente sozinho. Até mesmo a língua mudou. Com efeito, sempre fui considerado um estranho, um estrangeiro. Tenho ao meu dispor tempo ilimitado e sinto-me absolutamente contente em perambular pelas ruas.” (Henry Miller)

Para Sofia, azul era a cor da tristeza, da imensurável tristeza que corrompe a escuridão do paraíso. Era uma dessas pessoas que vivem muito em pouco tempo: sua morte precoce era certa, caso contrário o mundo seria injusto com os reles mortais que rastejam tanto para alcançar um mero riso de prazer e de paixão. Sempre que chovia, ela se sentia em Londres – o lugar onde vivera alguns de seus desvarios mais extravagantes. E, embora se sentisse em Londres, enchia uma xícara de café forte e doce e preparava um “paiero” com fumo de corda. Tinha um gosto quase histérico por esse hábito, que destoava gritantemente de seu corpo esguio, do rosto alvo, e da excêntrica pinta que exibia na ponta do nariz. Quando fazia chuva, seu sangue ficava quente e tornava verão qualquer lugar do mundo. Quando chovia, Sofia transbordava e explodia, rindo de um jeito sonoro e encantador que a transformava na deusa do amor e da beleza! Foi em um desses verões que pôde tocar o sol e passar a língua na ponta dos dedos queimados porque esteve apaixonada por umas oito horas. Ele não falava latim, nem dançava tango. Não tocava piano, nem escrevia poemas. Não tinha os braços viris, nem a palidez dos ultra-românticos. Jamais teria uma áurea pesada e brilhante como a de Clarice (sua amiga deliciosamente desbocada, com quem conversava ao telefone umas três ve-

zes por dia). Ele era um ano mais novo, com uma beleza despretensiosa e uma mente um tanto quanto limitada. Ele dizia “eu te amo” e ela sorria. E depois ria só para si. E não se sentia leviana por isso. Era apenas um par de mãos hesitantes, um gosto adocicado, com efeito de calmante; beijos vertiginosos que guardavam a luxúria de um adeus sem sofrimento; um laço de pele que rejeitava qualquer vínculo que maculasse o êxtase que estava se permitindo; um contato pecaminoso com o céu e a violência de todos os cometas. Por um momento ela segurou sua mão, beijou-a e respirou profundo. Sentiu a respiração de seu anjo adormecido. O coração disparou contrariado e a mente ardeu na consciência do “para sempre solidão”. Mas quando ela saiu, ele ainda dormia – e falava durante o sono. E quando a consternação noturna começou a lhe soar patética, o desejo de nunca mais voltar a vê-lo já era uma coisa natural, e o que lhe passou pelo estômago e pela cabeça foi qualquer coisa parecida com uma náusea violenta e com uma enxaqueca terrivelmente incomoda. Como se estivesse percorrendo um corredor de igreja e mil ratos a perseguissem, tentando devorar os seus pés. Foi quando teve nojo do simples pensamento de liberdade renunciada. Primeira Edição 13


Vicky Cristina Barcelona -

A Corrente do Bem – Um garoto da 7ª série tem que fazer um trabalho de estudos sociais, o objetivo é fazer algo que pudesse mudar o mundo. Trevor McKinney, interpretado maravilhosamente por Haley Joel Osment (O Sexto Sentido), é um menino que ainda, como todas as crianças, acredita nas pessoas e no amor que elas possuem em seu coração. O que ele nunca poderia imaginar, é que esse trabalho pudesse mudar algumas vidas, inclusive a sua. Uma corrente de favores espalhase entre as pessoas, resultando em ações que elas nunca nem sonhariam que pudessem fazer. O que vemos nesse filme é uma lição de vida e de esperança que deveria ser seguida por todos nós. O filme fala de fé, mas não fé religiosa, fala da fé no ser humano e em todo o bem que ele pode proliferar pelo mundo. “É possível uma ideia mudar o mundo?” Descubra! (por Andréa Alves)

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eve, inteligente e divertido. Esses são os adjetivos ideais para descrever o último filme do diretor Woody Allen, Vicky Cristina Barcelona. Conforme o título sugere, a trama se passa na cidade de Barcelona, na Espanha e narra a aventura de Vicky e Cristina, duas amigas norte-americanas que se envolvem com Juan Antônio, um artista plástico espanhol extremamente ousado e enigmático e completamente fora dos padrões – segundo uma das personagens “muito diferente daqueles homens produzidos em série”. A obra conta com as deliciosas atuações de Javier Bardem, Scarlett Johanson e Penélope Cruz, que está impagável na pele da ex-esposa de Juan Antônio, que é desequilibrada e apresenta tendências suicidas e homicidas. (por Florence Manoel)

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain - O filme francês, protagonizado por Audrey Tautou, conta as mudanças que ocorreram na vida de Amélie Poulain, uma jovem de 23 anos, após encontrar uma caixinha de recordações no banheiro de seu apartamento. Amélie vive em Paris, num mundinho particular, e possui alguns prazeres diferentes, como enfiar a mão bem fundo no saco de sementes e atirar pedras no canal. Quando entrega a caixa a seu verdadeiro dono e nota a felicidade com que o homem recebera a lembrança, ela decide, então, ajudar as pessoas a mudarem seus destinos, sem que elas percebam sua influência. Mas, com isso, Amélie também tem o seu próprio destino mudado. A história é surpreendente. O filme é leve, alegre, interessante, e, desperta a vontade de encontrar uma caixinha de recordações que também possa mudar as nossas vidas. (por Nágila Câmara)


Onde Andará Dulce Veiga?

O Vencedor Está Só – Para quem está acostumado aos livros de Paulo Coelho, este é uma grata surpresa. Trata-se de um romance instigante, onde “vários mundos” são destruídos pelas mãos de um homem que tenta recuperar o amor de sua ex-mulher. Neste livro, “O Mago” não fala sobre as tradições do sol ou da lua, não fala de magia, não fala de misticismos, fala apenas da mais poderosa de todas as forças – o amor. O que você seria capaz de fazer para recuperar quem acha ser o grande amor de sua vida? Igor é capaz de tudo. Durante 24 horas do Festival de Cinema de Cannes, ele prova que não há limites entre a razão e a emoção, entre a lucidez e a insanidade. A única coisa que importa para ele é chamar para si a atenção de seu grande amor, nem que para isso tenha que cometer vários crimes. Surpreendente! (por Andréa Alves)

- O segundo romance de Caio Fernando Abreu “Onde Andará Dulce Veiga?” é escrito em primeira pessoa e o protagonista é um jornalista de quase quarenta anos, recém-empregado, e desiludido. O personagem é incumbido de fazer uma entrevista com uma banda de rock e descobre que a vocalista Márcia Felácio é filha de Dulce Veiga uma estrela da MPB que desapareceu misteriosamente vinte anos antes, na época da ditadura militar. A partir de então, a idéia de desvendar esse mistério se torna uma obsessão, e encontrar Dulce Veiga – que entra e sai de cena, como um fantasma - um desafio perturbador. “Onde Andará Dulce Veiga?” traz uma história excelente e desenvolvida em uma linguagem explícita, que conduz a uma leitura excitante. (por Florence Manoel)

A Arte da Guerra – O livro que relata as sábias estratégias militares do guerreiro-filósofo chinês Sun Tzu, foi escrito aproximadamente no século III antes de Cristo e tornou-se um clássico. Os ensinamentos sobre a guerra podem ser aplicados em quaisquer situações diárias, sejam elas competições ou conflitos em geral. Sua meta principal é a vitória sem luta, é vencer usando a inteligência, evitando a força e atacando a fraqueza do adversário e, antes de vencer os outros, vencer a si próprio. Com isso, executivos, líderes políticos e de corporações, estão utilizando o livro para vencer a competitividade entre as empresas regidas pelo sistema capitalista, o que o torna quase um manual de marketing. Entretanto, os pensamentos taoístas nas palavras de Mestre Sun Tzu não podem ser esquecidos: “... o verdadeiro objetivo da guerra é a paz”. (por Nágila Câmara)

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Por Isabeli Baruffaldi

O RUGBY EM CATANDUVA Modalidade esportiva ganha apoio até das mulheres a bola, além da linha de fundo do campo, somando 5 pontos (Try). Toda vez que o jogador fizer um Try, terá a oportunidade de chutar entre as traves e ganhar 2 pontos; o jogador também pode chutar entre as traves, somando 3 pontos.

Onze jovens de Catanduva fundaram em setembro de 2006, por meio do jogador de Rugby do time masculino e exjogador do São Paulo Athletic Club, Vinícius Fernandes de Farias, o “Mastodontes Catanduva Rugby Feminino”. O interesse em formar um time feminino surgiu, segundo Eduardo Cypriano, representante dos Mastodontes Catanduva, através das garotas que assistiam sempre às partidas de Rugby masculino. “As próprias jogadoras que foram atrás. As que namoram alguns jogadores, sempre assistiam aos treinos e resolveram chamar as amigas. A partir daí formaram o time feminino”, comenta. A regra para praticar o esporte é simples, ao contrário do que muitos imaginam; apenas assistindo à partida as pessoas conseguem entender que a bola nunca pode ser passada para a frente. O time tem como objetivo atravessar o campo e apoiar 16 Primeira Edição

O Rugby é considerado um esporte “violento”, mais indicado aos homens, daí o preconceito em relação às mulheres que o praticam. “Em alguns aspectos, surge o preconceito por se tratar de esporte; o povo afirma que as jogadoras são homossexuais. Muito pelo contrário, elas jogam porque gostam deste tipo de esporte, e a maioria namora os jogadores do time masculino de Rugby”, comenta uma jogadora. Há duas modalidades de Rugby: uma é o Rugby Union, quando duas equipes de 15 atletas de cada lado jogam em dois tempos de 40 minutos; e o Rugby Sevens, que conta com duas equipes de sete atletas de cada lado, que jogam dois tempos de sete minutos. A última modalidade foi escolhida para participar das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Quem quiser entrar para o time é só comparecer, a partir das 15 horas, no Campo B do Conjunto Esportivo Anuar Pachar. “É necessário ter em mãos um atestado médico e ter muita vontade e disposição”, comenta Eduardo Cypriano.

Brasil O Rugby começou a ser jogado regularmente no Brasil em 1925, no Campo dos Ingleses, pertencente ao São Paulo Athletic Club, em Pirituba, São Paulo. De 1941 a 1946, houve uma interrupção nos jogos por conta da Segunda Guerra Mundial, sendo retomados em 1947. Em 6 de outubro de 1963, foi fundada, com sede em São Paulo, a União de Rugby do Brasil, com a finalidade de organizar e dirigir o Rugby brasileiro. No ano seguinte, a entidade patrocinava o III Campeonato SulAmericano de Rugby, quando o Brasil sagrou-se Vice-Campeão. Atualmente acontecem várias competições nas categorias adulto, juvenil e universitário no país. As principais competições realizadas são o Campeonato Brasileiro de Rugby da Primeira Divisão, Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão, a Copa Brasil, o Campeonato Paulista e o Campeonato Paulista do Interior. Também são disputadas a Liga Sul de Rugby e o Campeonato Fluminense Adulto.


ceito que existe com o Rugby, por se tratar de um esporte de intenso contato físico. Apesar disso, o time conta hoje com atletas apaixonados pelo esporte, que compreendem os verdadeiros valores e o espírito desse esporte”, explica Eduardo.

Mastodontes Catanduva Rugby Além do time feminino, existe o time masculino “Mastodontes Catanduva Rugby”, que foi fundado em janeiro de 2006, um pouco antes do feminino, também pelo jogador Vinícius Fernandes de Farias, junto com o jogador André Matias Tafuri, que na época não conhecia o Rugby. Após a festa, eles realizaram o primeiro treino e não pararam mais. O time é formado por 26 jogadores: Eduardo Cypriano, Ervelin, Leandro Duarte Marton, Maicon, Berger, Gustavo, Vinícius, André Matias Tafuri, Maílson, Lucas Deverlan, Régis, Davi, Leonardo, André Baldo, Cleiton, César Matias Tafuri, Deivid, Eduardo, Everton Bitenccourt, Felipe, Guilherme, Júnior Damiani, Leandro, Thiago da Cunha e Wayne, e já participou do Campeonato Paulista do Interior, ligado a Liga Paulista de Rugby (LIPAR) e já conquistaram três troféus em Bauru, Piracicaba e Jundiaí, onde foram campeões da Taça Prata.No início foi difícil recrutar jogadores. Por ser um esporte de muito contato físico, muitos desistiram. “No começo, o esporte era novidade na cidade, várias pessoas apareceram nos treinos, mas a grande dificuldade é conciliar o precon-

Catanduvense na Argentina Com apenas 17 anos, André Matias Tafuri já participou de um campeonato em San Miguel de Tucumán, na Argentina. O jogador catanduvense de Rugby, que pratica esse tipo de esporte desde os 14 anos, foi convidado em julho de 2008 pelo amigo e também jogador, Berger Birrer, do Bandeirantes, time de São Paulo. “Foi muito boa essa viagem. Eu fiquei dez dias treinando, aprendendo o Rugby, além de aprender sobre a cultura dele. Com essa viagem, pude divulgar o Rugby na minha cidade e incentivar outros jogadores a jogar conosco”, comenta o jogador. André conta que trouxe muita experiência na bagagem.

“Minha experiência aumentou muito, pois a técnica de Rugby dos Argentinos está muito mais evoluída que a nossa aqui no Brasil. Lá eles jogam Rugby como futebol aqui no Brasil. Cerca de 90% do esporte de lá é Rugby, 5 % Hockey de Grama e o resto futebol. Eles são muito conhecidos pelo esporte”, comenta. O jogador ficou hospedado na casa de jogadores argentinos e sentiu falta de muita coisa do Brasil. “Eles receberam nós de braços abertos, foram como uma família pra mim, mas senti muita falta da comida brasileira. Fora que no sentido de patriotismo, eles são mais rígidos, honram mais o país que os brasileiros. No esporte também, os argentinos divulgam, incentivam e apoiam tanto financeira como moralmente o esporte, mas culturalmente, nosso país é bem melhor”, explica André. Além de jogar Rugby, André está no 3° ano do Ensino Médio. É formado em Web Design e divide o tempo fazendo cursos de Informática e Espanhol.

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Dedo de Moça Por Nágila Câmara

De volta ao país do futebol O Brasil é um grande exportador de jogadores de futebol, são vários os nomes conhecidos e reconhecidos internacionalmente. Nisso nada tem de novidade. É fato! Muitos dos aspirantes ao universo da bola, iniciam suas carreiras no solo sagrado, mostram o futebol arte ao mundo e voltam na prorrogação, com o intuito de finalizar sua passagem pelos campos. O que aconteceu de diferente neste ano, foi o retorno de alguns jogadores que, por enquanto, não sonham em pendurar as chuteiras, ao contrário, eles querem mostrar serviço e reafirmar a sua importância para o futebol brasileiro. E como um bom filho que a casa torna, voltaram a exibir toda a sua desenvoltura nos gramados nacionais. Um dos nomes mais citados foi o do atacante Ronaldo, o Fenômeno, que mesmo criticado por não estar em sua melhor forma física, deu muito trabalho para os zagueiros e goleiros em equilíbrio com a balança. Pois é, o gordinho correu, suou a camisa, marcou vários gols e fez muita gente dançar no seu ritmo. Até arrancadas fenomenais ele deu. E aqueles que, mais uma vez, não acreditavam em seu potencial de recuperação, foram expulsos de campo. Mais uma vez ele provou que ainda sabe jogar futebol, ainda sabe fazer o que sempre fez de melhor, GOL! E, é claro, sem esquecer que essa é a sua obrigação, já que ele foi 18 Primeira Edição

contratado para isso e recebe muito dinheiro. É preciso valer o preço que se cobra! Ele entrou para o bando de loucos, e pelo que parece, está se dando muito bem por lá. Agora, é mais um, entre tantos, que sonha em disputar a próxima Copa do Mundo. Será que o Dunga já escolheu os seus anões, opa, homens preferidos ou ainda resta alguma vaga para o Ronaltchin? Pelo visto, vamos ter que esperar mais alguns meses para descobrir a resposta. Porém, de uma coisa temos certeza, tudo vai depender da atuação do Fenômeno e da boa vontade de Dunga, o anão que erraram o nome. Ai se a Branca de Neve pudesse opinar... E para cada sonhador, fica a pergunta: “Espelho, espelho meu! Quem joga melhor do que eu?”


Por Andréa Alves ________________________________________________________________________________________

Musas e Musas Elas surgem como estrelas e somem no infinito Os antigos e desejados títulos de Misses deram lugar aos de Musas. Não que os concursos de Miss deixaram de existir, pelo contrário, continuam firmes e fortes, mas o título de Musa é mais moderno, dá mais glamour, dá muito mais mídia. Musa é o que há! E o que eles inventam para elegerem suas musas, e o que elas fazem para tornarem-se uma? Para muitas tanto faz se é musa do Piscinão de Ramos, musa das Piriguetes, musa de Escola de Samba, musa de programa de TV. O que vale mesmo é ostentar a tão desejada faixa e ganhar uma notinha, nem que seja no folhetim da comunidade. Nascer mulher e bonita tem sido praticamente a certeza de que as portas do sucesso estarão abertas para toda a vida. É o novo século, o novo mundo, e os não tão novos fetiches!

Musa sim, e daí? “As muito feias que me perdoem, mas beleza é fundamental.” (Vinícius de Moraes) Desde que o mundo é mundo, desde que nos conhecemos por gente, sempre ouvimos falar de musas. Musa é uma definição para mulher bonita, mas musa não é só bonita, é praticamente um sinônimo de deusa. Se retrocedermos até à Grécia antiga, podemos dizer que a deusa do amor, Afrodite, era uma musa, ou não? Nesse último século, surgiram musas de todos os tipos, desde musas como Betty Boop e Jéssica Rabbit, que não passam de desenhos animados, como as musas do rádio, do cinema, das novelas, do brasileirão, do funk e dos realities shows. Primeira Edição 19


As Belas Qual a primeira mulher que vem à cabeça quando se ouve a palavra musa? Uns se recordam da Mulher Maravilha, outros talvez se lembrem de Marilyn Monroe ou de Emilinha Borba, outros então da tão famosa “garota de Ipanema”, Helô Pinheiro. Se fossem citados todos os nomes, um por um, de tantas belas mulheres que já povoaram o mundo, seriam dias para lembrar-se de todas elas. Porém, são lembradas as mais próximas, as mais presentes, aquelas que permanecem nos pensamentos e nas lembranças dos fãs. No cinema, a primeira a ser lembrada é Marilyn Monroe, que abrilhantou as telas na década de 50, juntamente com outras tão famosas e tão belas, como Grace Kelly, Audrey Hepburn, Rita Hayworth, Ava Gardner e Brigitte Bardot. Mas a imagem de Marylin faz com que se faça uma viagem ao túnel do tempo e aterrisse de cabeça na década de 80, lembrando da pop star Madonna. A década de 80 foi a década do exagero, das cores fortes e do nascimento de algumas estrelas, como ela, que iluminam até hoje 20 Primeira Edição

essa via láctea de celebridades. Na década de 60, conhecida como a década da juventude transviada, outras mulheres brilharam por todo o mundo, o que atraia além dos dotes físicos eram as mulheres modernas, com atitude e determinação, e Natalie Wood encarnou tanto na vida, como nos cinemas, esse modelo de mulher. Os anos 70 foram anos revolucionários e decisivos para toda uma geração. Os movimentos artísticos surgiam em todos os cantos, manifestações para a paz mundial eram praticamente obrigatórias, paz e amor era o pedido de ordem. Surgem então as mulheres guerreiras, libertas e totalmente à frente de uma geração, representadas por Janis Joplin que foi sem dúvida uma das precursoras dos movimentos pelo amor livre e por igualdade entre mulheres e homens. No Brasil estouravam os movimentos artísticos como a Jovem Guarda e a Bossa Nova, surgem então as musas desses movimentos. Wanderléa e Helô Pinheiro marcam uma década. A partir da década de 90, a televisão passou a determinar quem deveriam ser as musas do momento. Surge então Suzana Alves, com a personagem Tiazinha, Joana Prado, com a personagem Feiticeira, além das novas dançarinas do grupo É o Tchan, Sheila Carvalho e Sheila Mello. O novo século bate em nossa porta sem pedir licença, com suas novidades tecnológicas e seus novos conceitos, é a era dos realities, todo e qualquer anônimo pode se tornar famoso da noite para o dia e isso não implica que tenha algum talento, o próprio anonimato é a verda-

deira atração. E nada faz mais sucesso do que as participantes desse formato de programa, em especial as participantes do Big Brother Brasil, que quase obrigatoriamente têm seus corpos à mostra nas revistas masculinas que vendem como água no deserto. Musas, musas e musas... são estas três palavras que inspiram muitas mães a encorajar suas filhas ao estrelato. Não precisa nada de especial, nenhum talento verdadeiro, basta que tenham corpão, carão, peitão, pernão e bundão, o efeito mulher ‘ão’ tomando conta do mundo. E quando a genética não ajuda, e quando a academia não resolve, elas recorrem ao bisturi. Hoje, no Brasil são mais de 500 mil procedimentos cirúrgicos, perdendo apenas para os Estados Unidos. Acabou-se o romantismo, acabou-se o belo pela beleza em si, estamos na década das musas fabricadas em salas de cirurgias, quase mulheres Frankstein do mundo moderno. A verdadeira beleza vem do interior. Não do interior das próteses de silicone, mas da pureza de sentimentos, tão pouco em evidência nos últimos tempos.


Brasil, um caso à parte Nosso Brasil brasileiro é conhecido como um celeiro de beldades, quase uma musa em cada esquina, mulheres que se destacam em todo o mundo e que encantam, não só pela ginga, não só pelo corpo, mas também pela leveza que encaram a vida. São tantas as beldades que deixam os ‘gringos’ doidos quando conhecem nosso país, com tantas belezas naturais e nativas, incluindo nossas mulheres. E quando chega o carnaval, então, é a mais pura beleza exposta nas ruas. Uma das grandes musas é Adriana Bombom, que esbanja sensualidade em um corpo perfeito e muito samba no pé. Há mulheres como Luiza Brunet, Vera Fischer, Monique Evans e Helô Pinheiro, que estão há décadas encantando homens e mulheres, musas que nunca perderam e nunca perderão o trono. Outras musas surgiram nas telas das televisões, como a apresentadora Xuxa Meneghel e as atrizes Flávia Alessandra e Camila Pitanga, que por sinal tiveram seu ápice com a personagem Alzira, uma dançarina de pole dance na novela Duas Caras, e a prostituta Bebel, em Paraíso Tropical, respectivamente. Flávia aceitou finalmente o convite da revista Playboy para ser a capa da edição de dezembro, depois de anos de persistência da revista e resistência dela em aceitar, porém Camila, para a

tristeza do público masculino, ainda rejeita o convite e diz não haver possibilidade alguma em aceitá-lo. Cláudia Raia foi outra que surgiu nas novelas globais. Aos 19 anos deixava os homens de boca aberta como a dançarina Ninon, em Roque Santeiro. Com seu 1,80m e pernas torneadíssimas devido à pratica de ballet, está há mais de duas décadas brilhando nos palcos e nas telas. Taís Araújo é uma das musas da nova geração, foi a primeira mulher negra a ser protagonista de uma novela, em Xica da Silva, depois disso protagonizou Da Cor do Pecado, já na Rede Globo, e agora está vivendo Helena em Viver a Vida. Taís é um ícone de beleza mundial, já foi eleita um dos 50 rostos mais bonitos pela revista People, da Espanha. E, finalmente, as musas do BBB. Desde a primeira edição, esse tem sido um diferencial. No primeiro Big Brother Brasil, sem dúvida alguma, a musa da vez foi Alessandra Begliomini, a Leka. Já no último, o BBB 9, foi Francine Piaia, que ofuscou as demais participantes não só pela beleza, mas também pelo carisma. Parafraseando o poeta, Vinícius de Moraes, as muito belas que me perdoem caso não tenham sido mencionadas, mas são uma infinidade de belezas, uma infinidade de mulheres, de várias décadas, de vários tipos, que possuem em comum o fascínio que provocam aos simples mortais.

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Francine Piaia, a musa dos primeiros filmes de Hollywood. Então, ser uma musa de verdade, é muito mais que simplesmente ser notada pela multidão, ser musa, é ter estrela própria. Durante sua estadia no reality show Big Brother Brasil, ela mostrou que ao contrário do que alguns pensavam, não veio ao mundo a passeio, veio sim para brilhar. Aos 26 anos, essa gaúcha de Rio Grande viu sua vida virada de pernas para o ar depois da participação no reality, mas ela não se queixa, Fran fica muito feliz com o carinho que recebe dos fãs. Algumas de suas fãs mais ardorosas chegaram a tatuar no corpo o amor que sentem por ela. O mais impressionante de tudo é a fidelidade que essas “loucas” (esse é o termo que Francine se refere carinhosamente ao falar de suas fãs) têm por ela. Seu blog já passou de 2 milhões de visitas e, a qualquer hora que você o acesse, tem sempre algumas dezenas de pessoas do mundo todo conectadas. Quem assistiu ao primeiro dia do BBB 9 certamente desacreditou quando viu aquela “menina-moça” com seu laço na cabeça, deliciando-se em um banho de bacia. Pois sim, essa era Francine Piaia, que encantou a todos desde o primeiro instante, homem, mulher e principalmente as crianças. A palavra musa nas décadas passadas remetia apenas àquelas mulheres com um corpão que encantavam os marmanjos. Hoje, porém, ser uma musa é muito mais que isso, para ser musa tem de ter um baita corpo, saber fazer “carão”, ser inteligente, ter sex appeal e, acima de tudo, tem de ter carisma. Os tempos modernos, o culto ao corpo, a busca desenfreada pela beleza, a mídia ampliada pela internet, tudo isso faz com que se possa ter mais mulheres bonitas em evidência do que nos tempos do rádio ou nos tempos dourados 22 Primeira Edição

Toda essa mudança de vida transformou Francine em uma empresária, e o que tudo mostra é que será muito bem-sucedida nessa nova empreitada. Ela acaba de lançar um site direcionado ao público infanto-juvenil, e sua personagem Franzinha ilustra uma série de produtos. E em breve haverá o lançamento de sua boneca, que está em fase de criação. Está constantemente estampando a capa de revistas e, é claro, de sites de fofocas, que não deixam nem um detalhe de sua vida passar despercebido. Enfim, vendo um pouco mais de perto, ela não passa de uma mulher com jeito de menina, com um enorme coração, cheio de sentimentos puros, em busca do maior feito de todos, aquilo que qualquer pessoa sempre busca na vida, ser feliz!


Quem é ou são as suas musas? Você se inspira em alguma dessas mulheres? Xuxa, Madonna, Monique Evans, Adriane Galisteu, Maitê Proença. Não me inspiro, pois cada um tem sua estrela. Mas admiro muito todas elas. Você é uma mistura de menina e mulher. Um certo sex appeal de boneca. Para você, é essa mistura que chama a atenção dos homens? Rs... Acho que o que mais chama atenção dos homens é a irreverência e o bom-humor, misturados com o jeitinho de menina em um corpo de mulher (rs...) Além de ter sido a musa do BBB 9, agora você é a musa da Mocidade Independente de Padre Miguel. Como você encara esse novo desafio? Como todos que encarei na minha vida: dedicação, amor e alegria. A cada piscadela, você tem que dar uma explicação. Essa é a pior parte de ser uma celebridade? Com certeza. Eu ficava feliz por não precisar dar mais explicação para minha mãe. Agora me dei mal nesse quesito (rs...) Seus fãs criaram o Dia B (Benhê). Conte-nos como funciona esse dia. O dia B, dia de fazer o Benhê, foi criado pelas fãs do antigo casal Maxine (Max e Francine). Nesse dia, as pessoas vão em instituições carentes fazer doações para os necessitados. Esse ano já houve 2 dias. Por que você decidiu participar do BBB? Esperava que as coisas acontecessem como aconteceram? Entrei pela diversão. O dinheiro foi um grande fator também. Mas só por ter entrado fiquei muito feliz. Nunca esperei que acontecesse essa reviravolta na minha vida. Graças a Deus, tudo aconteceu. Sou uma pessoa de sorte. Se tivesse que escolher apenas um, qual seria sua opção: fama, dinheiro e amor? Dinheiro... Para a maioria dos seus fãs, a sua imagem mais forte dentro do BBB foi quando você no primeiro dia tomou o banho de bacia. E para você, o que mais lhe marcou dentro da casa? Cada momento lá dentro é muito intenso. Não tem como definir um especificamente... é injustiça...rs Primeira Edição 23


Em seu blog, por diversas vezes, você pede para que seus fãs a deixem viver a própria vida e chega a “puxar as orelhas” daqueles que palpitam muito. A partir de que ponto eles passam a lhe incomodar? Isso eu levo com tranquilidade. Estou me acostumando com tudo isso. Respeito a opinião de todos, mas as decisões da minha vida somente eu que posso tomar. Agora você é uma empresária e tem uma personagem que se chama Franzinha. De onde e como surgiu essa ideia? Minha assessora e eu tivemos a idéia de criar esse personagem. Os ilustradores fizeram vários modelos de personagens, mas nenhum ficava como a gente queria. Até que encontramos um CEO, o ilustrador que pegou bem nosso pensamento e criou a “Franzinha” do jeitinho que a gente imaginava. A Franzinha é a personagem do Blog ("O Mundo encantado de Fran Fofura"), que criamos especialmente para o público infantil. Caso fosse convidada para participar de um reality show de celebridades, você encararia esse desafio? Opa... estamos aí... Guenta coração!!!... Não sei se minhas fãs iriam aguentar mais um...rs A que atribui esse carinho que as crianças têm por você? Um de seus projetos é um site dedicado ao público infantil. Quando ele estará no ar? Qual o endereço? Não sei dizer, esse carinho é realmente maravilhoso e sincero. Meu Blog infantil já está no ar: www.omundodefran.com.br Você quer redirecionar sua carreira para o público infantil ou ainda está fazendo planos? Lancei a linha de produtos da Fran fofura, voltado ao publico infantil e a adolescente. Estou ainda fazendo alguns planos com relação à televisão para esse público infantil. Como é ser considerada uma musa? É ótimo, nunca achei que eu seria uma. Era uma adolescente feinha e desajeitada (rs...). Fico muito feliz. Ser considerada uma musa faz bem para o ego de qualquer mulher. Quem é Francine Piaia? Quais os sonhos? Quais os medos? Uma pessoa sonhadora, maluca e feliz. Meu sonho é ver todas as pessoas que amo felizes, bem e com saúde. Meu medo é perder o amor das pessoas que eu amo e ficar sozinha.

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“Se você tivesse acreditado nas minhas brincadeiras de dizer verdades, teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando. Muitas vezes me fiz de palhaço, mas nunca desacreditei na seriedade da plateia que sorria.” (Charlie Chaplin)



Primeira Edição - dezembro 2009