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JORNAL LABORATÓRIO DO 3° ANO DE JORNALISMO

Faculdades Integradas Teresa DʼÁvila

Ano 7 •• n. 41 ••• novembro de 2008

EX- ALUNOS PARTICIPAM DA CAMPANHA DO VESTIBULAR

Banco de Imagens da FATEA

Mais de 40 ex-alunos da FATEA participaram da Campanha do Processo Seletivo 2009 e você vai conhecê-los nesta edição. Bem-sucedidos no mercado de trabalho, eles contam como construíram o seu presente com ajuda da FATEA.

Sonhos realizados. Oportunidades de buscar e conseguir. Espaço para ir além. Um bom lugar, um ambiente familiar, onde se conquistam grandes amizades. A FATEA fez e faz parte da história de muita gente bem-sucedida. Mariana, Douglas, Elisandra, Manoel, Carlos, Maria, João, José e tantos outros...

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Douglas Camargo, formado em jornalismo em 2006, é hoje repórter da Record

ÍNDICE PRÁTICO

DE SEMENTE EM SEMENTE

CADERNO

Há 6 anos, o artesão e comerciante, Luis Bettoni dedica-se ao cultivo de mudas de plantas para serem plantadas em Guaratinguetá e região.

Amor ou doença: quando a possessão e o ciúme chegam ao limite e o amor se torna ódio• P.03 Cuidado, a Aids continua existindo: Vale apresenta um dos maiores índices de HIV• P.03

Diabetes, um alerta para crianças e adolescentes: a doença caracteriza-se pela insuficiência de insulina no organismo•P.06 Quando acaba a faculdade: os desafios enfrentados após a finalização do curso• P.07

O QUE VOCÊ QUER VER NO

Envie suas dicas para: jornalaboratorio@gmail.com

Julio OLiveira

Tabagismo mata 200 mil brasileiros por ano: o vício do cigarro é considerado como a principal causa de morte evitável no mundo• P.06

ENTRE ASPAS Aproveitando a passagem da cantora pela região valeparaibana, não desperdiçamos a oportunidade de um batepapo interessante, que você acompanha com exclusividade

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CEMARI

Conheça os projetos desenvolvidos pelo Centro Social Educacional Maria Rita Périllier nesta edição: Brincando e aprendendo, Projovem e o Curso de Informática.

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“É fundamental para o futuro do nosso planeta, que as pessoas que podem fazer algo em benefício da natureza, que o façam realmente, pois é a mais preciosa herança que podemos deixar para nossos filhos e netos” •P.08

PRÊMIOGATOPRETO A premiação contou com 52 trabalhos inscritos, entre animações, minicurtas, curtas e documentários. •P.05


“Entre Aspas”

P. 02 • >>> Entrevista

NEGRA LI: “Música é a expressão da alma”

Com dois discos lançados e a atuação em “Antonia”, minissérie da Globo, Negra Li destaca-se no território cultural brasileiro Josafá Moraes

(in) Como surgiu o nome “Negra Li”? Negra Li: Li vem de Liliane, meu nome de batismo, e no rap é comum a afirmação da negra ou negro no nome, assim nasceu Negra Li, que eu adoro! (in) Desde quando se sentiu inclinada profissionalmente para a música? Negra Li: A música veio das brincadeiras com amigos na escola, costumava cantar, trocar a letra das músicas, fazer versões para músi-

uma série de testes, um ano depois desses testes recebi a notícia de que eu tinha sido selecionada. (in) Quais os frutos depois de “Antonia”? Negra Li: O reconhecimento do público de todo o Brasil e de fora também. (in)OquedizersobreonegronoBrasil?

Negra Li: Música rsrsr... gosto de cantar de tudo, sou muito eclética, me apaixonei pela bossa nova, adoro rimar, mas meu coração bate mais forte pelo R&B*. (in)Como aconteceu a participação na série “Antonia”? Negra Li: A diretora Tata Amaral estava procurando meninas do Rap, aí fui convidada para fazer

Negra Li: A situação do Negro no Brasil já melhorou muito, embora a gente ainda veja atitudes preconceituosas, por vezes veladas, por vezes “na lata” mesmo, mas eu acredito que o preconceito está mais direcionado ao pobre, favelado, da periferia. (in) Como combater a pobreza e o crime?

EDITORIAL

No jornalismo cotidiano, nos deparamos invariavelmente sempre com más notícias. Crimes, corrupção, terrorismo, crise etc. Nesta edição do [In]Formação, trazemos matérias que geralmente não saem na grande imprensa: as boas iniciativas da sociedade. É o caso das ações do Cemari, com foco na juventude e no apoio às famílias de baixa, renda; das pessoas que doam seu tempo para dar atenção aos idosos muitas vezes esquecidos em um asilo; do empresário que doa seu tempo e trabalho recolhendo sementes, plantando mudas e as distribuindo em lugares estratégicos. Tudo isso é prova de que, ao lado das mazelas diárias veiculadas pelas mídias em geral, e que nos dão uma sensação de desesperança, há um número grande de pessoas que estão fazendo a sua parte para tornar este mundo mais bonito e feliz. Mas o jornal também chama a atenção para outras questões importantes: o avanço

Negra Li: Com educação, disposição para trabalhar e oportunidade. (in) O que lhe dá mais prazer? Negra Li: Cantar para o meu público, isso cura qualquer aborrecimento. (in) O que lhe deixa mais indignada? Negra Li: Mentira e Falsidade (in) Quais os planos futuros? Negra LI: No profissional é gravar meu próximo CD e no pessoal é ter um filho, me casei em julho deste ano. (in) O que é música? NegraLi:Músicaéexpressãodaalma. (in) Uma palavra para a juventude. Negra Li: A juventude tem que se unir, só juntos conseguiremos construir um país melhor.

Mais informações sobre Negra Li: www.negrali.com.br www.myspace.com/negrali www.faclubenegrali.blogspot.com Divulgação Negra Li

N

o cenário artístico do Brasil surge uma voz, uma atriz, que desafia o caminho lógico dos espaços sociais. Negra Li, hoje conhecida nacionalmente, é uma prova de que o talento convive em diferentes realidades e pode surpreender a todos em qualquer momento. De uma simples brincadeira de cantarolar entre os amigos, nasce uma mulher forte, destemida, que ocupa espaço e que esbanja garra. Com dois discos lançados, “Heilão e Negra Li” e “Negra Livre” e também com a atuação em “Antonia”, minissérie da Rede Globo, a artista demarca território no solo cultural brasileiro. Aproveitando a passagem da cantora pela região valeparaibana, não desperdiçamos a oportunidade de um bate-papo interessante, que você acompanha abaixo com exclusividade:

cas americanas, tudo de brincadeira, até que um amigo me convidou pra fazer parte do grupo de rap dele, nesse grupo fui vista pelo Helião do RZO, que já era um grupo de rap consagrado nacionalmente, e ele me convidou. Aceitei na hora. (in) O que gosta mais de cantar?

silencioso da Aids, o aumento dos índices de diabetes nas crianças, os problemas do fumo, os amores doentios. Isso porque é necessário fazerumalertaeapontarcaminhos. Nesta última edição de 2008, a sensação da equipe do jornal [In]Formação é a de que fechamos o ano com um saldo positivo: o fortalecimento desse espaço de divulgação de temas relevantes para os estudantes da FATEA e para a sociedade. Na nossa bagagem, o aprendizado e a experiência adquiridos nesse processo de comunicação: a elaboração de pautas, a realização de entrevistas, a produção de textos e fotos, a diagramação. Tudoissotendocomofocooleitor. A turma do 3º Jornalismo de 2008 se despede, com votos de um ótimo Natal e um Ano Novo de muitas realizações. E desejando muito sucesso para a nova turma que assume ojornalem2009.

Bianca de Freitas,

coordenadora do curso de Jornalismo

R&B

Rhythm and Blues ou R&B foi um termo comercial introduzido no Estados Unidos no final de 1940 pela Revista Billboard. O termo substituiu race music, que era, em língua inglesa um tanto ofensivo. De certo modo, hoje o rótulo rhythm and blues aplicase nos EUA a qualquer forma de música pop com artistas negros. Um dos nomes que se destacou neste gênero foi Muddy Waters.

Expediente Jornal Laboratório 3°ano de Jornalismo Faculdades Integradas Teresa D’ Ávila – FATEA

Ano VII – n°41 - Novembro / 2008

Equipe de Alunos:

Direção Geral: Prof.ª Dr.ª Olga de Sá Coordenação Geral e Edição: Prof.ª Ms. Bianca de Freitas (MTB: 28876) Projeto Gráfico: Agência Experimenta – Agência Integrada de Comunicação Diagramação: Samantha Natielli Editoração: Prof.ª Ms. Bianca de Freitas

Carlos Alberto, Eduardo Góis, Elaine Santos, Elisangela Cavalheiro, Endrigo de Oliveira, Estefânia Oliveira, Filipe Chicarino, Gabriel Fini, Gabriel Theodoro, Graziela Staut, Hugo Barbeta, Josafá Moraes, Josiane Bittencourt, Julio Oliveira, Karina Pontarolo, Lauren Moraes, Liliane Pimentel, Luana Corrêa, Lucas Caponto, Marcela Rocha, Maurício Moura, Maurício Rebouças, Meire Moreira, Melisa Lemes, Michelly Ribeiro, Natália Moreira, Oswaldo Corneti, Paulo Diniz, Paulo Henrique de Jesus, Pedro Hummel, Tamiris Correa, Vanessa Guimarães.

Faculdades Integradas Teresa D’ Ávila – FATEA Av. Peixoto de Castro, 539 – Vila Celeste • Lorena – SP – CEP: 12606-580 • Fone: (12) 2124-2888


Enfoque

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CUIDADO! A AIDS CONTINUA EXISTINDO

Pesquisas mostram que cidades do Vale do Paraíba estão entre as de maiores incidências da doença no Estado de São Paulo

Filipe Chicarino

Filipe Chicarino

Posto do CEPAT no Centro de Saúde de Cruzeiro A dona-de-casa N.T.L., 38 anos, cometeu uma atitude que por incrível que pareça é cada vez mais comum. Portadora do vírus HIV Vírus da Imunodeficiência Humana há 15 anos, transmitiu a doença ao atual marido conscientemente. Ela havia se contaminado pelo excompanheiro que morreu da doença há 2 anos. Casos como este assustam, mais são cada vez maiores em todo o Brasil. “Com o coquetel de medicamentos os portadores da doença tem uma sobrevida maior, é o que faz com que a preocupação com a doença não exista mais na cabeça de muitas pessoas”; comentou a enfermeira do Centro de Apoio a Doenças Sexualmente Transmissíveis da Secretaria de Saúde de Cruzeiro, Regina Zappa.

A cidade de Cruzeiro está entre os 60 municípios do Estado de São Paulo que possuem o maior número de moradores portadores do vírus HIV. A cidade ocupa hoje a 56° posição no Estado de São Paulo e a 6° colocação no Vale do Paraíba. Outras cidades do Vale também estão em posições alarmantes como: Guaratinguetá que ocupa o 57° lugar, Lorena que está na 80° colocação e Aparecida na 98° posição. O município com maior número de casos da doença no Vale do Paraíba é a cidade de São José dos Campos que ocupa a 8° colocação em todo o Estado. Os avanços da medicina no tratamento da AIDS têm garantido aos portadores da doença uma maior longevidade e qualidade de vida,

mas, ao mesmo tempo, tiraram o temor da população em relação à doença. “Já deixei de usar a camisinha porque achei que o rapaz não tinha jeito de quem possuía o vírus. Sei que está errado, mas a sociedade ainda é machista, pois é visto com maus olhos a mulher que anda com preservativo”; disse a estudante de Educação Física A.G.M. As mulheres entre os 35 e 50 anos são as principais vítimas da AIDS em Cruzeiro. A tendência verificada desde 2005 se acentuou neste ano quando atingiu 61% dos pacientes diagnosticados. Números da Secretaria de Saúde cruzeirense revelam que 95,4% das mulheres que contraíram o vírus possuem uma relação afetiva estável, teve um único parceiro sexual durante toda a vida, tem baixa escolaridade e exercem profissões pouco remuneradas. Ainda de acordo com os números, as maiores vítimas são mulheres de baixa escolaridade geralmente as donas de casa que dependem do marido e que teve um único parceiro na sua vida toda, e que acabam sendo contaminadas pelas relações que o marido tem fora do casamento. “Presenciamos diversos casos em que a mulher a vida toda foi fiel ao marido, mas têm a desagradável surpresa de tomar conhecimento que foi infectada pelo esposo”, contou o Secretário de Saúde de Cruzeiro, José Marques. Há dez anos a relação homem/ mulher portadores do vírus HIV

em Cruzeiro era de cinco para um. Hoje, para cada dois homens, uma mulher é portadora do vírus. Essa mudança no perfil dos portadores da doença fará com que o Governo do Estado inicie no próximo ano um trabalho de prevenção ao HIV voltado as pessoas acima dos 40 anos e, de forma inédita, a Campanha Nacional de Prevenção a AIDS, deflagrada todos os anos no mês de dezembro, terá foco na polução acima de 50 anos. “O deslocamento de faixa-etária está inclusive atingindo pacientes com mais de 50 anos que não gostam de usar o preservativo, apesar da informação que têm. Eles vêem a doença como uma realidade muito distante”, disse a enfermeira Regina Zappa.

Campanha Fique Sabendo

Realizada pela primeira vez este ano para incentivar o diagnóstico precoce da AIDS, a campanha “Fique Sabendo” promovida pela Secretaria de Saúde do Estado teve a adesão de somente 13 dos 39 municípios do Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e Litoral Norte. Segundo a Secretaria de Saúde do Estado, a campanha que aconteceu entre os dias 25 de agosto e 5 de setembro foi prejudicada pelo período eleitoral, pois o Tribunal Regional Eleitoral teria proibido algumas cidades de divulgarem a campanha. 13 cidades participaram e ao todo foram realizados 6.226 testes na região. Em todo Estado foram 120 mil diagnósticos. Em Cruzeiro dos 540 exames realizados 6 tiveram resultado positivo.

AMOR OU DOENÇA?

Quando a possessão e o ciúme chegam ao limite e o amor se torna doentio Natália Moreira O caso Eloá causou comoção e revolta no nosso país. Uma adolescente de apenas 15 anos se torna vítima de algo que estudiosos caracterizam como amor patológico. De acordo com a Revista Brasileira de Psiquiatria, a atitude de fixar atenção e cuidados em relação ao companheiro é esperada em qualquer relacionamento amoroso saudável. Todavia, quando ocorre falta de controle e de liberdade de escolha sobre essa conduta, de modo que ela passa a ser prioritária para o indivíduo, em detrimento de outros interesses antes valorizados, está caracterizado um problema denominado amor patológico. Para a compreensão humana, é difícil de aceitar como alguém

que diz amar tanto seu parceiro, tem coragem de agredir e até mesmo colocar fim à sua vida. Pesquisadores dos Estados Unidos dedicam-se a entender por que isso acontece e acabam de publicar suas primeiras conclusões. Foi contatado que esses homens têm em comum um ambiente familiar conturbado, falta de apoio na escola, vida em comunidades caracterizadas pela violência e convivência com amigos que incentivavam a agressão às mulheres. Para o psicólogo André Luís Ramos, quando o amor aparece de forma doentia é porque já há outro transtorno que a pessoa possui e que esse amor patológico passa a ser um dos sintomas dessa doença, seja um transtorno de ansiedade, de humor ou até mesmo esquizofrênico. “Em geral

essa mudança vai ocorrendo paulatinamente e a pessoa vai observando comportamentos mais agressivos, intolerância, baixa capacidade de lidar com a frustração e que de maneira crescente acaba desembocando em atos cada vez mais violentos”. De acordo com o site PsiqWeb, as estatísticas policiais sobre as vítimas do Ciúme Patológico normalmente estão distorcidas, tendo em vista o fato das mulheres raramente darem queixa das agressões que sofrem por esse motivo. O Ciúme Patológico pode até motivar homicídios, e muitas dessas pessoas sequer chegam aos serviços médicos. Para André Ramos, tanto a vítima do amor patológico quanto o agressor devem procurar ajuda especializada. “Essa pessoa tem um problema,

um transtorno que precisa ser tratado e identificado e se ela não buscar ajuda de um profissional, sozinha ela não vai mudar essa situação”. Nos órgãos de saúde da prefeitura, como SUS e pronto-socorro há psicólogos atendendo. A Unisal, em Lorena também oferece ajuda na clínica-escola do curso de psicologia.

Eloá , vítima de um amor doentio


Educação

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UNIVERSITÁRIO É PARCEIRO DO “BRINCANDO PROJOVEM E APRENDENDO” DO CEMARI Tamiris Correa

Gabriel Theodoro

Elisangela Cavalheiro

Descontração nas atividades esportivas no CEMARI

CEMARI Eduardo Góis Desde 2004, o antigo “Oratório Santa Teresa” transformou-se no Cemari (Centro Social Educacional Maria Rita Périllier), que desenvolve ações com crianças, jovens, e adultos em várias oficinas de capacitação para o trabalho como: panificação, cabeleireiro, manicure, entre outros, que garantem o desenvolvimento físico, psicológico, cultural e social para cerca de 400 pessoas. Segundo a Assistente Social Responsável pelo projeto Zelia Pozzatti, são atendidas essencialmente famílias com situação de risco social, por meio do desenvolvimento de trabalhos e projetos educacionais, baseados na filosofia salesiana de Dom Bosco e Madre Mazzarelo. O CEMARI conta também com projetos como: Brincando e aprendendo, Projovem e o Curso de Informática (veja matéria nesta página). “Buscamos ações que minimizem os altos índices de violência, envolvimento com drogas, evasão escolar, desestruturação familiar e falta de perspectiva de vida”,afirma a Assistente Social. O Centro Social está localizado na Rua Joaquim Azevedo Figueira, Nº 179, no bairro Vila Celeste .Mais informações no telefone: (12) 3157 4960.

mental no processo de formação do futuro profissional. O programa já atendeu cerca de 250 crianças ao longo de cinco anos de existência As oficinas de dança, teatro, meio ambiente e atividades musicais, esportivas, aulas de espanhol, inglês,

Preparar o jovem para o mercado de trabalho e para ocupações alternativas geradoras de renda são os principais objetivos do ProJovem desenvolvido pelo CEMARI. O Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem) foi criado pelo Governo Federal e é executado em parceria com os governos estaduais e o Distrito Federal. O jovem matriculado no ProJovem recebe um benefício de R$ 100,00 mensais durante o período de curso (12 meses), desde que cumpra as metas estipuladas e tenha freqüência mínima de 75% das aulas. Um dos principais objetivos é desenvolver atividades que estimulem a prática de ações comunitárias e o exercício da cidadania, complementando a proteção social básica à família, criando mecanismos para garantir a convivência familiar e comunitária e criar condições para a inserção, reinserção e permanência do jovem no sistema educacional. O ProJovem tem como finalidade proporcionar formação integral, por meio de uma associação entre: elevação da escolaridade, tendo em vista a qualificação profissional com certificação de formação inicial; e desenvolvimento de ações comunitárias de interesse público.

POPULAÇÃO APRENDE GRATUITAMENTE NOÇÕES BÁSICAS DE INFORMÁTICA Maurício Rebouças

Graziela Oliveira

O Programa Brincando e Aprendendo do Cemari conta com a colaboração de alunos de diversos cursos da Fatea. A atuação acontece por meio da extensão universitária que compreende a interação entre a universidade e a comunidade, e é considerada parte funda-

informática e de reforço escolar, entre outros, visam ao crescimento pessoal, educacional e cultural da criança. O serviço que atende de segunda a quintafeira reúne diariamente cerca de 100 crianças e adolescentes de 7 a 14 anos, vindas de famílias com baixo poder aquisitivo e da rede de ensino público. Para o auxiliar de coordenação do Cemari, José Cláudio Mota da Costa, a extensão é um trabalho que enriquece a comunidade e também o aluno. “A comunidade ganha, mas o aluno ganha mais ainda, porque a riqueza que existe no trabalho do Cemari com a pluralidade cultural de cada criança e adolescente que é atendido aqui, enriquece o conteúdo que o estudante recebe na faculdade”,afirma. Para a estudante do 4° ano de Biologia, Camila Pozzati, que realizou uma atividade de extensão abordando o meio ambiente e a sexualidade na adolescência, o trabalho merece destaque e atenção por parte dos alunos. “Os jovens de hoje são muito precoces e eles precisam ser orientados da maneira certa na questão da sexualidade e da sustentabilidade”.

Inclusão digital para alunos de todas as idades, no Cemari “Sinto-me privilegiado, pois estou aprendendo algo que será útil tanto na vida profissional, quanto na pessoal”. A afirmação é de Jonatas Felipe dos Santos, que aos 16 anos começa a ter contato com as novas tecnologias. Nas segundas e quartas-feiras, das 8h ao meio-dia, ele estuda gratuitamente as noções básicas de computação e internet, no Curso de

Informática do Cemari. A turma com cerca de 30 alunos é formada por pessoas de baixa renda, que não teriam outra forma de inclusão digital. Em cursos que duram seis meses, o Cemari forma uma média de 60 alunos por ano. Além do grupo do Jonatas, outra turma se reveza nas terças e quintas-feiras, numa

faixa etária que vai dos 12 aos 70 anos. Todos aprendem a lidar com o sistema operacional de computador Windows – o mais popular do mundo – e a navegar na Internet. As matrículas são abertas no ínicio de cada semestre e a procura é bem maior que a oferta de vagas. O gerente do projeto, José Cláudio Mota, diz que, mais do que conhecimento técnico, o curso busca dar formação para a vida em sociedade. “A informática é um suporte para entender melhor o meio social, saber distinguir, ter pensamento crítico e utilizar o conhecimento como forma de construção”, destaca. O curso oferece 40 vagas por turma, mas há desistências. “Alguns arrumam um ‘bico’ e abandonam a aula”, diz Mota. Também aluno beneficiado pelo projeto, Paulo Wanderson de Oliveira, 16 anos, não esconde a vontade de logo conseguir um emprego, mas vê os estudos como oportunidade e não como obstáculo. “Com o que aprendo aqui, terei melhores chances no mercado de trabalho”, aponta.


Educação

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PRÊMIO GATO PRETO, UMA CONQUISTA DA ARTE Em sua quinta edição, a premiação contou com a participação de 52 trabalhos

Meire Moreira

A FATEA realizou no dia 5 de novembro o DIF (Desenho Industrial Fashion), com o tema “Contraste”. O evento teve início às 19h no Espaço-Arte com desfile de roupas produzidas pelos próprios alunos do curso. Os vestidos das alunas Débora Miranda Gonçalves e Dayana Guimarães de Siqueira foram o destaque, e se classificaram em primeiro lugar. O evento foi uma iniciativa do curso de Desenho Industrial e há 12 anos surpreende ao público com a beleza e a criatividade dos alunos.

Gleicy Kelly Silva

em dinheiro, troféu, menção honrosa e certificado de participação que entra no currículo do estudante ou profissional. “Vários inscritos se deram por satisfeitos de ter uma oportunidade de mostrar seus trabalhos; saber isto foi muito gratificante.” O nome Gato Preto reverencia a primeira exibição de um filme acontecida em Paris, em 28 de dezembro de 1895 no Café Chat Noir (gato preto). A premiação aconteceu no dia 31 de outubro às 19h30 no auditório Clarice Lispector, na Fatea. Confira os premiados: Em primeiro lugar ficou o curta “Reinações de Clarice”, em segundo Cantina terceirizada passou por reforma Troféu Gato Preto entregue na noite da premiação “A invenção perfeita” e em terceiro Em sua quarta edição, o Prêmio Ir. Olga de Sá, Emília Piedrahita e “Um dia desses”. O prêmio Júri PoGato Preto de cinema, promovido do cinéfilo Joel Benedito Ramos. pular ficou com “O panda e o pinto”. Outros trabalhos receberam pela FATEA, contou com 52 traMauro Alice elogiou a qualidade balhos inscritos, entre animações, dos trabalhos e as temáticas aborda- menção honrosa e troféu Gato minicurtas, curtas e documentá- das. “Eles estão mais aprofundados Preto: “Dogão”, “Júlio Sofredi“Memória imediata”, “O rios. Amadores, profissionais, alu- em relação aos anos anteriores, com ni”, interminável”, “Super nos e comunidade concorreram ao um olhar mais fora da película”. pôquer prêmio. O evento teve a presença Para a professora Olga Arantes, cartão de oferta” e “Via Crucis”. do montador de Carandiru, Mau- o segredo de um bom trabalho é o A atriz Tami Yogi também recero Alice, do crítico de arte Walter roteiro. “Ele garante que o filme seja beu menção honrosa Revelação, César Addeo, da diretora da Fatea bem realizado.” A premiação foi feita por sua atuação em Augusta.

NA FATEA

D

PREMIAÇÃO

FAPESP APROVA PESQUISA DE PROFESSOR DA FATEA

Lucas Caponto

Michelly Ribeiro conhecimento da atividade biológica de produtos naturais e a sua exploração no controle do crescimento microbiano”, afirma Silvério. O papel do doutor, neste projeto, é o de coordenar todas as atividades de pesquisa, gerenciando o andamento físico-financeiro, elaborar relatórios técnico-científicos e prestar contas junto à FAPESP com a divulgação de resultados em eventos científicos e publicações. Além de Silvio, estão envolvidos no projeto a professora Cristiane Karina Malvezzi e José Eduardo de Freitas como apoio técnico.O valor aprovado para a realização do projeto é de aproximadamente 32 mil reais.

Michelly Ribeiro

Com o objetivo de avaliar a atividade de algumas substâncias contidas em plantas, em relação ao crescimento de microorganismos, produzindo novos remédios naturais; o professor doutor da FATEA, Silvio Silvério da Silva, desenvolveu um projeto de pesquisa cujo nome é “Avaliação da atividade antimicrobiana de produtos naturais”. O projeto foi aprovado pela Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP – sob coordenação do próprio professor. Os estudos foram feitos em dois anos e, dentro dos resultados previstos, está a produção de medicamentos que sejam eficazes no combate a doenças e, por meio da biotecnologia, contribuir com resultados essenciais para a futura produção de biomoléculas retiradas da flora brasileira, com alto valor econômico, social e medicinal. “As doenças infecciosas representam uma importante causa de morbidade e mortalidade, especialmente em países em desenvolvimento. Uma estratégia promissora para contornar este problema é o

O valor aprovado é de 32 mil reais

O professor e coordenador do curso de Rádio e TV da FATEA, Jefferson Moura, recebeu em setembro, o prêmio Freitas Nobre, no Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação), em Natal (RN). “Foi uma surpresa pra mim, e uma grande emoção ter ganho um prêmio importante como este”, disse Jefferson. O professor foi co-autor do artigo “Análise do portal institucional na cobertura das eleições 2006”, apresentado pela professora Débora Burinni, Doutora em Comunicação pela Universidade Metodista de São Paulo. O artigo faz uma análise do Portal Radiobrás, analisando seu conteúdo e examinando como o espaço público foi utilizado. Tem como recorte as eleições de outubro de 2006, quando eram candidatos à presidência, Geraldo Alckmin e Luís Inácio Lula da Silva e se havia parcialidade ou não do site no tratamento dos candidatos. Segundo Jefferson Moura, não houve parcialidade. Todos os trabalhos premiados farão parte do livro “Tendências Atuais da Pesquisa em Comunicação Social no Brasil”. O artigo fará parte do capítulo “Novos Talentos”.

O evento Praça da Fantasia reuniu 400 crianças, entre as beneficiadas pelo CEMARI, alunos de escolas da rede pública próximas, além de outras obras sociais de Lorena, no dia 14 de novembro. A tarde de brincadeiras é realizada todo ano, em comemoração ao Estatuto da Criança de do Adolescente, que este ano completa 18 anos.

Entre os dias 24 de novembro e 25 de dezembro, acontece na Biblioteca da FATEA, a exposição de selos natalinos. A abertura aconteceu no dia 24 de novembro juntamente com a apresentação do Coral da FATEA e da inauguração das luzes natalinas.

A partir do início de novembro estarão abertas as inscrições para novos candidatos à Bolsa Universidade, no âmbito do Programa Escola da Família, para início das atividades nas escolas em dezembro de 2008.


Viver Bem

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DIA MUNDIAL DO DIABETES 2008 ALERTA PARA OS RISCOS ENTRE CRIANÇAS E ADOLESCENTES Afinal, mais de 200 crianças são diagnosticadas, diariamente, portadoras da doença

Graziela Staut

Arquivo Pessoal

“Com a mudança dos parâmetros diagnósticos do DM, em 1997, certamente este percentual aumentou. Somente na Região Sudeste do Brasil, estima-se que 10% da população seja portadora da doença. São números que preocupam, principalmente porque eles vêm aumentando a cada ano”, considera a endocrinologista dra. Raquel Schwab, mestre em Endocrinologia, membro da Sociedade Brasileira de Diabetes e da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Não é à toa que existe até o Dia Mundial do Diabetes, celebrado todos os anos em 14 de novembro, para alertar a população sobre os males desta doença.

Rafael Correa é portador de diabetes desde os 13 anos de idade “Minha vida mudou quando eu tinha 13 anos. A gente passa a viver em função da doença”. Foi assim que o operador de áudio Rafael Campos Corrêa, atualmente com 22, definiu o momento em que descobriu ser portador de diabetes, a doença metabólica mais freqüente no mundo todo. Ele faz parte da legião de 246 milhões de pessoas espalhadas pelo planeta que sofrem com a doença. “Tive que aprender a regular minha alimentação. Não como nada sem saber do que, exatamente, aquele alimento é composto”. O mais alarmante é que, até 2025, este número deve chegar a 380 milhões

de pessoas, segundo a Federação Internacional de Diabetes. Estima-se que metade das pessoas que têm a doença desconheçam sua própria condição. O Diabetes Mellitus (DM) caracteriza-se pela insuficiência total de insulina ou resistência à insulina no organismo, que é o hormônio responsável pelo equilíbrio do açúcar no sangue, com conseqüente elevação permanente do açúcar (glicose) na corrente sangüínea. É uma doença muito antiga; existem relatos desde antes de Cristo. De acordo com levantamento realizado no Brasil em 1991, 7,6% da população urbana brasileira era portadora da enfermidade.

PREVENÇÃO Dra. Raquel Schawb esclarece que é possível prevenir o diabetes tipo II. A mudança do estilo de vida é essencial, a começar pela alimentação: mais frutas, verduras e legumes; e menos ingestão de gorduras. Para combater a vida sedentária, atividade física. “Mudanças simples mesmo, como deixar o carro na garagem e ir a pé para o trabalho, levar e buscar as crianças na escola a pé, três vezes por semana, já surtem efeitos importantes”, diz a endocrinologista. Por ser uma doença que tem tendência hereditária, as pessoas com histórico de diabéticos na família têm que ter cuidado redobrado com o peso, já que o diabetes tipo II está relacionado com a obesidade.

“Diabetes em Crianças e Adolescentes” é o tema para o Dia Mundial 2008 A Federação Internacional de Diabetes (IDF - International Diabetes Federation) definiu que o tema do Dia Mundial deste ano é “Diabetes em Crianças e Adolescentes”. O diabetes é uma das doenças crônicas que mais afetam as crianças. Todos os dias, mais de 200 crianças são diagnosticadas com diabetes tipo 1, que exige que tomem várias injeções de insulina diariamente e que monitorem seu nível de açúcar no sangue. A doença está aumentando em uma taxa de 3% ao ano entre as crianças e mais rapidamente ainda em crianças em idade pré-escolar, a uma taxa de 5% ao ano. Mais de 70 mil crianças menores de 15 anos adquirem o diabetes. “Todas as pessoas que têm filhos, todos os professores, enfermeiras de escola, médicos e todas as pessoas que lidam com crianças devem estar familiarizadas com sinais como: aumento da freqüência de urinação, aumento da sede, perda de peso e cansaço e alertar para a possibilidade de diabetes”, alerta Martin Silink, médico e presidente da Federação Internacional de Diabetes.

Tabagismo mata 200 mil brasileiros por ano O vício do cigarro é considerado como a principal causa de morte evitável no mundo

Hugo Barbeta Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) estima-se que cerca de 200 mil brasileiros vão morrer em 2008 devido ao tabaco e suas conseqüências. A cada 5 minutos um fumante morre no país. Para os fumantes passivos, ou seja, aqueles que somente convivem com a fumaça esse percentual sobe para 7 pessoas mortas todos os dias. Em 2001, no sistema único de Saúde (SUS), ocorreram 600 mil hospitalizações por doenças que se relacionam com o hábito de fumar. Pesquisadores afirmam que para cada cigarro tragado, são 14 minutos a menos de vida do dependente. Considerado a principal causa de morte evitável em todo o mundo, a OMS estima que um terço da população mundial adulta seja fumante.

Polêmica medida de combate Muitos métodos contra o vício estão hoje existentes no mercado à disposição dos fumantes. Desde balas com sabor nicotina, filtros, até uma vacina experimental. Para o psiquiatra e psicoterapeuta Cláudio Pérsio Carvalho Leite, porém o essencial é o dependente querer parar de fumar “Sem a determinação o que já é difícil fica impossível”, completa. O gerente de projetos Paulo Lessa, 36, relata que começou a fumar com 18 anos para fazer uma média para as garotas da escola que freqüentava. Tentou vários métodos, porém descobriu um remédio, lançado no mercado, com um custo relativamente alto, e hoje se encontra livre da nicotina há algum tempo. ”Minha vida mudou e muito, sinto cheiros, vejo o quanto eu fedia e o quanto fedem as boates à noi-

te (risos). Além disso, homens que não fumam tem chance muito maior com as mulheres”, brinca. Inventado em 1870, o cigarro causa cerca de 50 doenças diferentes, principalmente as cardiovasculares como: a hipertensão, o infarto, a angina, e o derrame. É responsável por muitas mortes por câncer de pulmão, de boca, laringe, esôfago, estômago, pâncreas, rim e bexiga e pelas doenças respiratórias obstrutivas como a bronquite crônica e o enfisema pulmonar. O tabaco diminui as defesas do organismo e com isso o fumante tende a aumentar a incidência de adquirir doenças como a gripe e a tuberculose. O tabaco também causa impotência sexual.

Aprovada pela Assembléia Legislativa de São Paulo e sancionada pelo governador José Serra (PSDB) a Lei 13016/08 bane e prevê multa ao cigarro de quatro ambientes: repartições públicas, bancos e instituições de créditos, hospitais e, por fim, instituições de ensino e escolas. Para Mário Abanese da ADESF (Associação em Defesa da Saúde do Fumante) a medida é clara na proibição de cigarros, charutos, cachimbos, porém não é clara o bastante ao fato do narquilé, um tipo de cachimbo usado por turcos e persas. “Há muitos pontos positivos porém algumas falhas, por exemplo em bancos e repartições públicas fumamse cada vez menos, fica faltando nos locais como restaurantes, bares, hotéis, boates esse tipo de ação”, conclui. A lei é válida em todo o estado.


Cultura

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EX- ALUNOS DA FATEA SÃO DESTAQUES NO MERCADO DE TRABALHO Paulo Diniz Que o vestibular da FATEA foi no dia 30 de novembro e que são 17 opções em curso, você já sabe. O que você deve saber é o porquê que alunos e exalunos da FATEA estão bem sucedidos no mercado e como eles fizeram seu presente com apoio da instituição. Alguns desses ex-alunos participaram da Campanha do Processo Seletivo 2009. Mariana Costa está no 4º ano de Publicidade e Propaganda. Venceu o Prêmio Mídia Estadão e hoje é estagiária da Agência Lowe Brasil: “O curso e principalmente os professores foram peças fundamentais para a minha formação. O ambiente que a faculdade proporciona, o contato mais próximo com todos facilita as relações e tornam algumas oportunidades mais possíveis.” Aos novos alunos ela é enfática: “Que aproveitem esses anos de todas as maneiras. Que brinquem quando tiverem que

brincar, que riam quando tiverem que rir, que saiam... que se divirtam... que paquerem... Que lutem pelos seus ideais, que façam amigos, que construam uma nova família... Que se arrisquem... em todos os trabalhos e tarefas, pois é uma ótima oportunidade de se aprender sobre a vida... Enfim.. Têm que fazer tudo, mas nunca esquecerem dos sonhos que os levaram até a uma faculdade.. Porque é ai dentro que vai se começar a construirumprofissional.” Douglas Camargo se formou em Jornalismo em 2006. Começou a estagiar nos primeiros anos de faculdade na Rádio Cultura de Lorena, onde antes mesmo de se formar foi contratado. Ainda antes também de concluir o curso passou a apresentar um programa de entretenimento na TV Aparecida. No final de 2007, foi chamado para atuar no Jornalismo da Rede Gazeta, afiliada da Rede Globo no

Espírito Santo. Hoje, ainda no estado capixaba ele é repórter da Rede Record. “O que mais me ajudou foram as oportunidades que a FATEA oferece de você fazer o que gosta e de produzir produtos com que se identifica. Além disso, todos os professores são unidos para fazer o melhor para o curso, buscando meios de fazer com que o aluno mostre seu talento. Outra vantagem é que a Faculdade oferece oportunidade de estagiar na própria Instituição.” Já Elisandra Person, que é formada em Letras – Inglês e hoje é coordenadora pedagógica de uma escola de idiomas, tem uma história um pouco diferente. A princípio ela queria fazer Artes Cênicas, mas acabou prestando Letras na FATEA. Foi cursar meio a contragosto, mas se apaixonou pelo curso e hoje não se arrepende da decisão. “Para a minha surpresa, já no primeiro

ano, ao invés de encenar (como estaria fazendo na Escola de Artes), passei a estudar a vida e a obra de escritores e autores de peças mundialmente conhecidas. De leituras, de aulas, de experiências práticas, de estágios, viagens e encenações se fizeram os anos que cursei e descobri as“Letras”de minha vida. Hoje digo para todos que sou professora, orientadora pedagógica, educadora e, porque não atriz... Formada na casa de Clarice Lispector, através da qual, pude realizar todos os meus sonhos.” Sonhos realizados. Oportunidades de buscar e conseguir. Espaço para ir além. Um bom lugar, um ambiente familiar, onde se conquistam grandes amizades. A FATEA fez e faz parte da história de muita gente bem-sucedida. Mariana, Douglas, Elisandra, Manoel, Carlos, Maria, João, José e tantos outros... fizeram o presente deles aqui!

AFATEAoferece17opções em cursos, com a melhor infra-estrutura da região em salas, laboratórios e oficinas. Para mais informações acesse: www.fatea.br/vestibular Vencedora do 4° . prêmio Mídia Estadão

Douglas Camargo, repórter da Record

Elisandra Person, formada em LETRAS

E QUANDO A FACULDADE ACABAR?

Elaine Santos

Elaine Santos

Rafael Correa é portador de diabetes desde os 13 anos de idade

O tempo na universidade é marcado por muitas festas, churrascos, baladas, amizades, histórias divertidas, ainda mais quando se vive numa república. São muitas as lembranças dessa época: o primeiro estágio, a reclamação dos vizinhos pelas fes-

tas até de madrugada, a liberdade da vida longe dos pais, a independência mesmo que temporária, bebidas, romances, horas na internet, o primeiro dia na faculdade, o trote.... Mas um dia tudo chega ao fim e é hora de voltar para casa.

Muitos voltam a morar com os pais, outros adquirem a independência e vão morar sozinhos. É o caso do universitário Guilherme Lima, de Osasco (SP). Após cinco anos fora de casa, o estudante de Engenharia Química conseguiu um estágio numa empresa em São José dos Campos e será efetivado no fim do ano. “Vou continuar longe da proteção dos meus pais, mas não seria muito diferente a vida que levo aqui e que levaria lá”, afirma o formando de 25 anos. Alguns não sentem as diferenças, outros ainda estão na expectativa de continuar a morar sozinhos. Muitos ainda não sabem como será o ano seguinte. O universitário de Araras (SP), André Ramos Goulart ainda vive a esperança de ser contratado na empresa em que faz estágio e continuar a morar na república. “Já me acostumei com a vida sem ter que pedir

ordens, não sei se me adaptaria novamente”, conta. A vida na república tem suas dificuldades, que logo são superadas. A sensação de liberdade de não pedir autorização e nem dar satisfações encanta os universitários que não querem voltar para a casa. E o que fazer quando a única solução é voltar? A estudante da capital, Amanda Silva Reis, 23 anos voltou mais cedo. Terminou o curso de Engenharia Bioquímica em 4,5 anos e voltou a morar com os pais, ao conseguir um emprego na sua área numa empresa na cidade natal. “Minha vida mudou muito, tento todo o tempo mostrar que sou responsável para conquistar a liberdade que tinha quando morava fora”, afirma a universitária. O sonho que para muitos continua, para outros torna-se somente lembranças de uma época boa que está ficando para trás.


Especial

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DOAR TEMPO: UM ATO DE SOLIDARIEDADE Uma pitada de carinho, um pouco de atenção, meia colher de tempo, um toque de amor. Pronto: você já fez um idoso feliz Em vez de dinheiro, pede-se uma atenção especial aos internos. O lar São José de Lorena criou o programa “Adote um Idoso” para atender os 40 velhinhos que vivem lá. A proposta é superar o grande problema vivido ali: o esquecimento, a ausência dos familiares, conhecidos, amigos, vizinhos. É possível ver a tristeza, o abandono presente em cada olhar. Para mudar esse quadro, o novo provedor do Lar São José, Vandir José Esmarjassi, abriu as portas do asilo para toda a população. Quebrando todo o protocolo, desde o dia 13 de agosto, quem quiser doar um pouquinho de tempo àqueles que têm muitas histórias para contar são bem-vindos. Os velhinhos necessitam de contato, de atenção, querem conversar, contar suas histórias, tristezas, angústias, buscam um passa tempo para fugir da solidão. “Doação humana é mais difícil que a financeira”, afirma o provedor ao dizer que a visita da população faz um bem enorme aos internos. “Eles ficam mais alegres, mais dóceis. Até os funcionários trabalham mais alegres” completa a funcionária do Lar, Vera Lúcia Santana Pereira. Desde que abiu as portas, pela

Elaine Santos

Elaine Santos

Idosos em atividades no asilo Lar São José de Lorena primeira vez, aumentou 100% o número de visitas e de doações. As pessoas têm comparecido, seja para doar o tempo ou pela curiosidade de saber o que é adotar um idoso. Um outro fator positivo é o grande número de estudantes que visitam o local desde os pequenos da pré-escola aos universitários. Os internos gostam da visita. É uma troca de conhecimento e de aprendizado. Os mais novos ensi-

nam os mais velhos que, por sua vez, contam suas histórias e experiências. Dona Judith, aos 97 anos, ancorada pela bengala, cabelos muito brancos, mostra a força e a coragem de cuidar dos demais. No asilo, encontramos muitas histórias, umas tristes, outras emocionantes, alegres. O ex-fazendeiro, Benedito Aparecido Brás, 83 anos, conta muitas histórias dos longos anos vividos na fazenda, dos cava-

los bravos e de todos os animais. A interna Maria do Céu, de 78 anos, já está pensando na festa de Natal. “Preciso arrumar minha boneca, vestir sua roupa de Papai Noel”, diz a idosa que espera que muitas pessoas compareçam para a festa. Alguns contam histórias, fazem planos, outros passam o tempo jogando dominó. Eles se divertem na competição que sempre tem os mesmos vencedores: Luis Leite ou Heni de Freitas. O lugar, como outras instituições, passa por dificuldades financeiras. O pouco dinheiro é contado para atender as necessidades dos internos e pagar os poucos funcionários. Alguns idosos ajudam com o dinheiro da aposentadoria, outros, sem nenhuma fonte de renda, também moram no local. “A solidão é a mesma com dinheiro ou sem”, diz a voluntária Ana Maria de Paula, 29 anos.

“Doação humana é mais difícil que a financeira”, afirma Vandir José Esmarjassi, provedor do Lar São José de Lorena

DE SEMENTE EM SEMENTE

Artesão cultiva sementes de árvores e deixa mudas nos principais acessos e pontos turísticos de Guaratinguetá Julio Oliveira mudas plantadas e informem a cidade onde moram. “Eu conheço o trabalho dele e, sempre que o encontro peço algumas árvores para plantar no meu sítio”, disse a senhora Júlia Machado moradora de Guaratinguetá. A verba para a manutenção da ONG e do trabalho de cultivo de mudas tem origem na venda de móveis e esculturas que o artesão faz com as árvores que são cortadas em decorrência do crescimento do mercado imobiliário com a construção de casas e prédios. Cada semente germinada é cultivada dentro de sacos e copos plásticos recolhidos no lixo de empresas e shoppings da região. “Quando sou convidado por alguma empresa para participar de eventos, os recados das plantinhas são impressos em gráficas pelo patrocinador ou patrocinadores que tem um espaço reservado para divulgar a sua marca”afirma o artesão. Além de ser comerciante e cuidar da ONG, Luis Bettoni desenvolve projetos como: educação ambiental nas escolas de ensino fundamental, participa da ‘Blitz

Ambiental’ realizada pela Polícia Rodoviária Federal, participou da Bienal em São Paulo e feiras em Parati e na região do Vale do Paraíba. A história teve início nos anos 70 quando o artesão começou a praticar surf em Ubatuba e passou a observar a natureza. “Constatei que o desmatamento tinha que ser tratado com responsabilidade não só pelos governantes como também pelo cidadão comum. A partir daí, a cada viagem levava uma muda de árvore e plantava ao longo do caminho”. Certo dia, em Ubatuba teve a idéia de escrever um bilhete e colocá-lo junto à mudinha e, deixou no calçadão da praia. “Todos que por ali passavam, olhavam para a plantinha e liam a mensagem no bilhete; percebi que as pessoas ficavam motivadas e a muda foi levada rapidamente, então comecei a adotar aquela estratégia”. Em setembro, ele esteve na FATEA e observou que as árvores plantadas na frente da instituição eram ipês rosas e que estavam sol-

tando sementes juntamente com as flores. Ele não pensou duas vezes: pediu uma vassoura e um saco de papel e juntou as sementes, que germinaram cerca de mil mudas, que o artesão faz questão de distribuir na faculdade de Lorena. A espécie mais cultivada por ele é a árvore da China (Koeireuteria Bipinnata), de origem asiática que é utilizada no paisagismo urbano. Mais informações: reflorestareviver@hotmail.com.

Julio Oliveira

Há seis anos, o artesão e comerciante, Luis Antônio Bettoni vem se dedicando diariamente ao meio ambiente no cultivo de mudas de árvores para serem doadas e plantadas em Guaratinguetá e região. Ele espera ter distribuído 100 mil mudas de árvores até janeiro de 2009. O meio que ele utiliza é a distribuição de mudas, com recados escritos à mão. Ele deixa as plantinhas na matriz de Santo Antonio, no trevo de acesso a Guaratinguetá, na Avenida João Pessoa, isso, diariamente. E até em frente à FATEA. “É fundamental para o futuro do nosso planeta, que as pessoas que podem fazer algo em benefício da natureza, que o façam realmente, pois é a mais preciosa herança que podemos deixar para nossos filhos e netos”, comentou Bettoni. Em 2008, fundou a ONG Reflorestar é Viver e disponibilizou um endereço de e-mail para que as pessoas possam enviar uma fotografia das

Bettoni distribui plantas à população

Jornal [in]Formação 1ª. edição 2009  

Jornal laboratório da Habilitação em Jornalismo do Curso de Comunicação Social, das Faculdades Integradas Teresa D'Ávila de Lorena, SP. Prod...

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