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JORNAL LABORATÓRIO DO CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

Faculdades Integradas Teresa DʼÁvila

Ano 8 •• n°. 47 ••• outubro de 2009

CONGRESSO DA FATEA REÚNE MAIS DE 2 MIL PESSOAS Foram mais de cem atividades nas diversas áreas do conhecimento

O tema, “Valores, sociedade e mudança” foi o foco de 32 oficinas, 104 palestras e três Conferências Gerais oferecidas por profissionais das áreas de Tecnologia, Educação e Bio-saúde

“A faculdade estava efervescente de conhecimento e de troca de experiências”, destaca a responsável pela programação e logística, Pollyana Zappa

O evento também promoveu a cultura, por meio de poesia e piano, exposições, apresentações musicais e amostra do Festival Gato Preto • P.03

ÍNDiCE PRÁTiCO

CADERNO

EDuCAçãO

Bate-papo: a professora Renata de Freitas destaca a importância da musicalidade na vida das pessoas • P.02

Segundo Encontro de Educadores ISS/FMA 2009 debate sobre a educação no Ensino Superior • P. 03

Comunicação social: alunos,

ex-alunos e professores de Comunicação da Fatea participam do Intercom 2009 Rodolfo Rodrigues

• P.04

Animais: abandonados nas

ruas, animais passam fome, transmitem doenças e causam acidentes de trânsito • P.05

Esporte: praticar esportes sem orientação pode ser prejudicial à saúde • P.06 Brincadeiras: crianças substituem brincadeiras tradicionais pelo computador e vídeogames • P.07

COMPRAS

Segundo dados do iBOPE, cerca de 15,5 milhões de pessoas fazem compras pela internet, o que representa 4,8 bilhões de reais no faturamento das vendas na Web • P.06

OBESIDADE

São 155 milhões de jovens com excesso de peso em todo o mundo, segundo dados da OMS. No Brasil, 6,7 milhões de crianças são obesas, um aumento de 12% nos últimos 30 anos • P.07

12 DE OUTUBRO

Peregrinos viajam para cumprir promessas à Nossa Senhora Aparecida, aumentando o lucro no comércio da cidade, que, em 2008, reuniu 890 mil pessoas na festa de 12 de outubro • P.08

Ariane Fonseca

jornal@fatea.br

Carolina Areco

Envie suas dicas para:

Livia Castro

O QuE VOCê QuER VER NO


“Entre Aspas”

P. 02 • >>> Entrevista

MúSiCA: expressão que vem da alma

Apesar de ter se formado na área de Letras, de ter feito sua especialização em Ensino de Espanhol pela PUC de São Paulo, de ter habilitação de Professora de Espanhol em Língua Estrangeira pela Universidade de Salamanca (Espanha) e Mestrado em Linguística Aplicada pela Unitau, a verdadeira paixão de Renata Aparecida de Freitas, professora da FATEA há quatro anos, continua sendo a música. “Aprendi a ler partitura antes de ser alfabetizada”, revelou a professora, que começou a estudar piano quando tinha apenas cinco anos. Depois disso não parou mais. Graduou-se em Regência de Coral pelo Conservatório Brasileiro de Música do Rio de Janeiro em 1980, e se tornou professora de teoria musical, harmonia vocal e instrumental, além de lecionar piano durante 20 anos. Hoje, embora esteja mais voltada para o ensino de idiomas, especialmente o espanhol, Renata continua a exercer a sua paixão, sendo regente do Coral da FATEA, o seu novo amor. Em entrevista para o [In]Formação, a professora conta como começou a trabalhar com corais, do surgimento do Coral da FATEA e sobre como a música está presente em nossas vidas. [In]Formação: Quando iniciou o seu primeiro coral? Renata Freitas: O primeiro coral que regi era de Passa Quatro. Assisti a uma apresentação do grupo e uma de minhas primas participava. Perguntei a ela como fazer parte, e como eu sabia música, podia ajudar nos ensaios. O grupo tinha umas 20 pessoas. Quando a regente se afastou, pediram-me para assumir o coral. Ele era mantido pela prefeitura

Talita Escobar

Talita Escobar

“Aprendi a ler partitura antes de ser alfabetizada”, destaca Renata Freitas

da cidade, isso tem uns 20 anos... [In]Formação: Como surgiu a ideia de criar o coral da FATEA? Quando começou? Freitas: Quando entrei na FATEA, ensinava músicas da cultura espanhola para os alunos do Curso de Letras. Era um grupo grande, que gostava de cantar e estava sempre se apresentando. Surgiu, daí, a ideia de oficializar o grupo, fazer um trabalho a quatro vozes. O Coral da FATEA passou a existir, oficialmente, a partir de novembro de 2006. Chegamos a ter entre 25 e 30 cantores, mas hoje temos cerca de 15. [In]Formação: Quantas apresentações já realizaram? Quais foram as mais marcantes? Freitas: Nesse período de quase três anos fizemos muitas apresentações, tanto na FATEA como nas cidades vizinhas. No Natal de 2007 apresentamos em Guará, no Shopping Buriti, em Canas e no Clube Comer-

cial de Lorena. As que mais marcaram o grupo foram as aberturas dos Congressos da FATEA, em 2007 e agora em setembro de 2009. [In]Formação: Quem pode participar do coral? Freitas: Pessoas que tenham musicalidade, ou seja, é preciso ter bom ouvido musical e ser afinado. Se souber ler música, melhor ainda, mas isso não é uma condição fundamental. [In]Formação: Como funciona um coral? Freitas: Um coral existe e funciona a partir do interesse e da dedicação do grupo que o compõe. Sem cantores, o regente não tem condições de fazer nada. O cantor precisa ter disponibilidade para estar presente nos ensaios e responsabilidade com o compromisso assumido. [In]Formação: O coral ajuda no desenvolvimento social das pessoas? Por quê? Freitas: Sim, porque desperta a

EDITORIAL A FATEA está em destaque, nessa edição do [In]Formação. E não podia ser diferente, já que a Instituição acaba de sediar o 2º Congresso Integrado do Conhecimento e outros três eventos acadêmicos, que reuniram mais de mil pessoas. Além disso, a turma de Comunicação ‘fez bonito’ em Curitiba, no Intercom, o maior congresso da área, na América Latina, que contou com uma caravana de mais de 40 alunos da FATEA, sendo que seis apresentaram trabalhos. Professores e ex-

alunos também mostraram sua produção nos núcleos de pesquisa. Isso tudo mostra o importante papel da FATEA enquanto fomentadora da pesquisa, espaço essencial para o desenvolvimento profissional e acadêmico. Um jovem que pesquisa e que busca participar de congressos é um jovem curioso, inquieto, que quer saber sempre mais e que tem o olhar voltado para o novo, para a busca de respostas. E essas são características do perfil esperado dos profissionais no mercado hoje.

Prof. Me. Bianca de Freitas, editora geral do jornal [In]Formação

consciência de que aquilo que é impossível para uma pessoa é possível para um grupo unido. Tivemos uma experiência recente que ilustra esse caso, na abertura do segundo Congresso. Éramos um grupo de 15, e a nós, juntaram-se mais 20. E assim é possível notar que cada um faz, sim, a diferença. E a convivência no grupo fortalece os laços de amizade e ensina a superar as dificuldades com base na união. [In]Formação: É mais difícil cantar sozinho ou cantar em grupo? Freitas: Se a pessoa for afinada e tiver desenvoltura, canta sozinha sem problemas. Em um coral é preciso, além de cantar, ter concentração, para não se deixar levar pela melodia das outras vozes. Portanto, creio que cantar em grupo de vozes é mais difícil. [In]Formação: A música tem o poder de despertar osc sentidos. Como é isso? Freitas: A música tem o poder, por exemplo, de nos lembrar momentos vividos. Fica associada a eles. Toca as pessoas e as faz rir, chorar, participar. Tudo depende da música, da interpretação e do momento. [In]Formação: A música é uma expressão da alma? Freitas: Sim, pois a música é arte, e arte é expressão da alma. Por isso ela mexe com as emoções das pessoas. [In]Formação: Qual é a importância da música na vida das pessoas? Freitas: Algumas precisam cantar, tocar um instrumento para se sentirem completas, outras preferem ouvir e assistir a apresentações musicais. Os gostos são variados, mas creio que ela está presente na vida de todas as pessoas, com importância diversa.

EXPEDiENTE Jornal Laboratório do curso de Comunicação Social Faculdades Integradas Teresa D Ávila ‒ FATEA Ano VIII ‒ n°47 - Outubro / 2009 Direção Geral: Prof.ª Dr.ª Irmã Olga de Sá Vice-direção: Prof.ª Me. Irmã Raquel Retz Coordenação do curso de Comunicação Social: Prof. Me. Jefferson de Moura Editora geral: Prof.ª Me. Bianca de Freitas (MTB: 28876) Colaborador de fotografia: Prof. Me. Luis Antonio Feliciano Projeto Gráfico: Agência Experimenta ‒ Agência Integrada de Comunicação Diagramação: Samantha Natielli

Equipe de Alunos 3°Jornalismo:

Alexandre Silva, Ariane Fonseca, Bruna de Paula, Bruna Jardim, Carla Moura, Carolina Areco, Flávia Farias, Guilherme Colombo, Joselaine Costa, Leonardo Souza, Lívia Castro, Lívia Fernandes, Lucas Staut, Luiza Andrini, Mariana Nogueira, Samantha Natielli, Sara Alves, Soraia Alves, Stela Gonçalves, Talita Escobar, Thaís Nunes e Verônica Pessoti.

Revisão: Prof.ª Dr.ª Irmã Olga de Sá Prof.ª Me. Irmã Raquel Retz Prof.ª Me. Neide Arruda Faculdades integradas Teresa Dʼ Ávila ‒ FATEA Av. Peixoto de Castro, 539 ‒ Vila Celeste • lorena ‒ SP ‒ CEP: 12606-580 • Fone: (12) 2124-2888


[In]Foco

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CONGRESSO DA FATEA reúne cultura, educação e ciência Segundo Congresso Integrado do Conhecimento destaca valores, sociedade e mudança em mais de cem atividades

Privilegiando a pesquisa científica, o conhecimento, os relacionamentos e a cultura, a Fatea realizou nos dias 23, 24 e 25 de setembro, o “Segundo Congresso Integrado do Conhecimento”, com o tema ‘Sociedade, valores e mudança’, reunindo mais de duas mil pessoas na faculdade, durante o evento. O evento, que acontece a cada dois anos, começou a ser planejado na segunda quinzena de janeiro , trazendo 104 palestras, 32 oficinas e três Conferências Gerais, reunindo profissionais e pesquisadores de diferentes áreas de conhecimento. Na abertura, que ocorreu no dia 23, às 19h, a diretora geral da Fatea, Irmã Olga de Sá elogiou a organização do evento, agradeceu a participação dos congressistas e destacou a presença da Conselheira Geral da Pastoral Juvenil, do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora – Irmã Maria Del Carmen Canales e da Presidente da Entidade Mantenedora das Faculdades Integradas Teresa D’Ávila – Irmã Vilma Santoro Bertini, da Inspetoria Santa Catarina de Sena – São Paulo. “É um prazer para todos nós recebermos nossas Irmãs Filhas de Maria Auxiliadora, alunos, professores, coordenadores da Fatea e a todos que possibilitaram a realização deste evento”, disse irmã Olga. A vice-diretora das Faculdades Integradas Teresa D´Ávila, Irmã Raquel Retz agradeceu às empresas que apoiaram o evento: Banco HSBC, Agência Experimenta, Madeireira do Trevo, Livraria Letras e Cia., Matos Digital, Lorenpet, Ciesp, Imprime, Inove, Vale TV, FIESP, Style, Olgber, CNA, Apolo Tubulars e BASF.

Rodolfo Rodrigues

Samantha Natielli Stela Gonçalves

O evento discutiu os valores e as mudanças na sociedade contemporânea

Juntos, o Prof. Me. Marcus Vinícius, a Prof. Me. Pollyana Zappa e as Irmãs entregaram os troféus e o Selo de Empresa Parceira da Educação às empresas do Vale do Paraíba que disponibilizaram recursos para que o Segundo Congresso Integrado do Conhecimento acontecesse. Como parte da cerimônia, o Tenente Ávila, do 5° BIL (Batalhão de Infantaria Leve) de Lorena interpretou o Hino Nacional Brasileiro, acompanhado de um violinista. E, em todos os dias de Congresso, houve palestras, oficinas, Conferência Geral e, também, eventos culturais que aconteceram em diversas partes da Faculdade, como apresentação de corais, teatros, exposição de fotografia, poesia e piano, contação de estórias e amostra do Festival Gato Preto. Um dos eventos mais prestigiados foi a Conferência Geral que teve como tema “Inovação e Humani-

dade Digital”, apresentada na noite de quarta-feira, 23, primeiro dia do Segundo Congresso Integrado do Conhecimento, pelo designer Gil Giardelli, reunindo 600 pessoas no Espaço Arte da Fatea. “Inovação, coletividade e talento são, hoje, as características fundamentais para o aperfeiçoamento das relações nas mídias sociais, há espaço para aqueles que possuem criatividade e não têm medo de inovar na rede”, destacou Gil Giardelli, ao falar sobre os conteúdos disponibilizados na Web. No Congresso, também aconteceram quatro eventos simultaneamente: O Segundo Encontro dos Educadores, o VI Encontro de Iniciação Cientifica e IV Mostra de Pós-graduação. “A faculdade estava efervescente de conhecimento e de troca de experiências” destaca a responsável pela programação e logística Pollyana Zappa.

Segundo Pollyana, as expectativas foram superadas e a participação dos alunos e professores foi fundamental para o sucesso do evento. “Com tantas possibilidades de atividades, havia pessoas presentes em todas, no Encontro de Iniciação Científica, por exemplo, foram 350 trabalhos apresentados”. E um desses trabalhos foi do aluno do 1º ano de Administração Eduardo Januzelli. “Fiquei ansioso, satisfeito e me senti realizado por ter concluído um projeto que exigiu de mim tanto esforço. Esse congresso somou muito para o enriquecimento do meu conhecimento” expressou Eduardo, que frisou que a experiência abriu novas perspectivas e possibilidades. E este valor, também foi reconhecido por diversos alunos que participaram do congresso como expressou a aluna do curso de Letras da Fatea, Thalliane Weber. “Um evento deste é importante para proporcionar aos alunos novos meios de se obter o conhecimento, novos contatos profissionais, novas perspectivas; proporcionar à faculdade novos ramos do conhecimento, novas tecnologias apresentadas pelos palestrantes de fora” , destacou Thalliane, que disse ter adquirido uma visão mais ampla do mundo, do mercado de trabalho, uma formação acadêmica dinâmica e bem estruturada. O 2° Congresso Integrado do Conhecimento foi o momento oportuno para discussões e um marco para o desenvolvimento. O maior desafio de realizar um evento assim, segundo a coordenadora de programação, foi de fato a participação do público. “Os alunos são a causa do congresso”, disse a vice-diretora da Fatea, Irmã Raquel Retz.

Rodolfo Rodrigues

Sara Alves

Paralelamente ao 2º Congresso Integrado do Conhecimento, a Fatea sediou o 2º Encontro de Educadores de ISS/FMA, nos dias 23, 24 e 25 de setembro. Representantes e professores das faculdades das Irmãs Sale-

sianas se reuniram, com o intuito de refletir sobre os trabalhos realizados nas diversas instituições. As expectativas para esse segundo encontro foram superadas, aproximadamente 150 pessoas estiveram presentes, sendo que 80 era o número esperado. Segundo Pe. Pedro de Almeida Cunha, que coordenou o evento, o encontro tinha como objetivo a interação, a ampliação de conhecimentos e o aprofundamento de determinados temas. “Foi um momento de troca em que os educadores da Fatea puderam expor seu trabalho vivenciado”, explica.

A programação foi extensa, contendo nove mesas redondas, que abordaram assuntos relacionados com o Ensino Superior. Dentre os temas estavam: Estágio remunerado, Formação continuada, Ensino à distância e Iniciação científica. Para a cerimônia de abertura estavam presentes as Irmãs: Maria Del Carmen Canales (Conselheira geral da FMA), Vilma S. Bertini (Presidente da Mantenedora) e Olga de Sá (Diretora Geral da Fatea). O primeiro encontro foi realizado ano passado em Campos dos Goytacases (RJ). O próximo encontro será em Macaé (RJ).

Rodolfo Rodrigues

Fatea promove o Segundo Encontro de Educadores de ISS/FMA


Educação

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COMUNICAÇÃO DA FATEA NO INTERCOM 2009

Oswaldo Cornetti

Samantha Natielli

Alunos de Comunicação participam do Intercom 2009, em Curitiba (PR)

Alunos, professores e ex-alunos da Fatea apresentaram trabalhos nos núcleos de pesquisa do 32º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, organizado pela Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação), que ocorreu em Curitiba (PR) entre os dias 4 e 7 de setembro deste ano. O evento é considerado o maior congresso de comunicação do país e, também, o maior encontro de pesquisadores e alunos de Comunicação da América Latina. A Intercom é uma associação científica sem fins lucrativos fundada em São Paulo em 1977 e está integrada às redes internacionais de ciências da comunicação. Os congressos anuais da entidade representam uma importante mostra dos avanços do pensamento e das pesquisas científicas no campo da comunicação. A programação abrange um conjunto de atividades que abrange os segmentos da vida acadêmica e profissional ligados à área.

Professores, alunos e pesquisadores do Brasil e do mundo se reuniram na Universidade Positivo, em Curitiba (PR) para debater sobre o tema “Comunicação, educação e cultura na era digital”. Foram mais de cinco mil participantes do evento que uniu amostras de trabalhos científicos, palestras, grupos de pesquisa, oficinas, mesas redondas, apresentações culturais, debates, mesas redondas, oficinas, lançamentos de livros entre outras atividades. As alunas do 3° ano de Jornalismo da Fatea, Ariane Fonseca e Lívia Fernandes apresentaram o trabalho “Convergência Midiática no Portal Canção Nova: um estudo de caso“, Talita Escobar, Sara Alves e Joselaine Costa apresentaram a pesquisa “Folkcomunicação: a cobertura das manifestações populares no caderno Vale Viver, do jornal Valeparaibano“. Para a aluna Talita Escobar, a importância de se participar de um evento como este, reflete não só na sua vida

acadêmica como no seu currículo profissional: “É muito importante apresentar trabalhos reconhecidos pela Intercom, uma das maiores representantes da Comunicação no país, pois além de divulgar as minhas pesquisas, contribui para um diferencial no mercado de trabalho”, diz. O Prof. Dr. Fábio Corniani, que ministra aulas para Publicidade e Propaganda na Fatea e a Prof. Ms. Bianca de Freitas, professora do curso de Jornalismo, apresentaram trabalhos na Divisão Temática de Folkcomunicação, uma área da comunicação que estuda os processos comunicacionais, a partir das manifestações populares. A ex-alunas da Fatea, Agnes de Souza Arruda, Cristina Leite Fernandes (2005), Tatiane Carvalho (2005) e Aline Neto (2003), também formadas em Jornalismo, apresentaram seus trabalhos de mestrado. Para o coordenador do curso de Comunicação Social da Fatea, Jefferson de Moura, a participação no Intercom destaca o avanço do curso nas pesquisas em comunicação no país: “os alunos, professores e ex-alunos de Comunicação Social da Fatea têm se destacado cada vez mais diante da comunidade científica e a participação deles no Intercom deste ano reflete não só o comprometimento com o mercado de trabalho, como também, com a ciência, importante para o desenvolvimento teórico e reflexivo diante da profissão”. Os trabalhos completos dos alunos e professores da Fatea no 32° Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação estão disponíveis nos Anais do Congresso, publicado no site oficial do evento: http://www. intercom.org.br

DIF 2009: “Tribos Musicais”

Rodolfo Magalhães

Luiza Andrini

O DIF 2009 acontece dia 5 de novembro

A contagem regressiva já começou e os alunos de Desenho Industrial estão atarefados, pois falta pouco para o DIF (Desenho Industrial Fashion) 2009, que neste ano acontecerá no dia 5 de

novembro, dia em que se comemora o Dia do Designer. Com o tema “Tribos Musicais”, os alunos do 2° ano de DI, que são os organizadores do evento, irão produzir as roupas do desfile e toda a decoração do local. O objetivo do DIF, segundo o coordenador do Curso de Desenho Industrial, Nelson Matias, é proporcionar o envolvimento dos alunos do 2° DI com projetos, utilizando a linguagem visual, pensando na contemporaneidade. “Os alunos devem produzir um evento, não só pelo evento, mas sim pelo conhecimento de todas as etapas”, ressaltou. Ele lembra que o DIF está completando oito anos. Ao longo do tempo, abordou muitos diferentes temas, tais como: materiais recicláveis, matérias primas oriundas do papel, etc. Cada ano é escolhida uma nova proposta e o professor une esse tema

de acordo com seus interesses. Segundo uma das organizadoras, Camila de Moura, as tarefas são distribuídas por grupos, e cada grupo tem um responsável que passa as informações para o representante geral, e assim há um controle das atividades de todos. As roupas exibidas no desfile são julgadas por uma comissão, formada por pessoas especialistas no tema, profissionais da área de moda, artes plásticas e projetos. O vencedor ganha além dos prêmios dos patrocínios o reconhecimento como o melhor projeto. “É de grande importância os alunos participarem do DIF, pois exige bastante esforço e assim acabam adquirindo mais conhecimento. Eles têm que cuidar da iluminação, música, decoração, da logística dos manequins, da confecção da roupa, entregar relatórios, etc.”, finalizou o Coordenador.

NA FATEA

D

Fatea comemora o Dia da Responsabilidade Social no Lar dos Vicentinos, em Lorena, no dia 26 de setembro, com atividades envolvendo alunos dos cursos de Letras, Pedagogia, Desenho Industrial, Jornalismo e Educação Artística. A ação da Fatea foi organizada pelo Next - Núcleo de Extensão Universitária.

No dia 30 de outubro acontece a premiação do Festival Gato Preto, que este ano completa a sua quinta edição. O Prêmio Gato Preto de Cinema premia os melhores curtas, documentários, animações e minicurtas. Podem participar, amadores, profissionais, alunos e comunidade. No ano passado, a premiação, que tem como jurados, representantes de renome nacional no meio artístico, contou com a participação de Mauro Alice, montador de Carandiru , do crítico de arte, Walter César Addeo e do cinéfilo Joel Benedito Ramos.

Adaptando-se às novas tecnologias de comunicação, propiciadas pela internet, o curso de Comunicação Social da Fatea cria o seu espaço no Twitter, propiciando aos alunos a integração entre conhecimento e interatividade, além da agilidade na informação. Acesse: http://twitter.com/comunicaacao

Com o objetivo de unir o universo dos veículos impressos e web, o jornal [In]Formação agora tem o seu próprio espaço na internet, o “[In]Formação On-line”. Acesse! http://informacaojor.blogspot.com


Em pauta

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Guia do Estudante destaca cursos da Fatea

Rodolfo Rodrigues

Samantha Natielli

Coord. de Comunicação, Jefferson Moura, elogia professores e alunos pela conquista

Todos os anos, o Guia do Estudante, publicado pela Editora Abril, avalia os cursos superiores de todo o Brasil, diferenciando-os por estrelas, que se referem à qualidade do curso. Além disso, o guia oferece um selo de qualidade, que pode ser utilizado pela instituição para comunicação e divulgação. E em 2009, o curso de Comunicação Social com habilitação em Rádio e TV e fonoaudiologia da Fatea conquistam 3 estrelas, destacando-se entre os melhores cursos do país. O Guia do Estudante é um guia que reúne os cursos brasileiros mais conceituados. No início do ano, um formulário com questões que vão desde a infraestrutura oferecida aos

alunos à titulação dos professores é enviado às faculdades para que o coordenador de cada curso preencha. “Estar entre as melhores faculdades brasileiras com o curso de RTV é um reconhecimento pelo empenho e esforço da coordenação, dos professores, direção e dos alunos, principal motivo do nosso trabalho”, destaca o prof. Me. Jefferson de Moura, coordenador do curso de Comunicação Social da Fatea. O curso de RTV será citado na publicação GE Melhores Universidades 2009.

Abandono de animais é caso de saúde pública

Abandonados nas ruas, animais passam fome, sofrem maus tratos, transmitem doenças e causam acidentes de trânsito. Estão nas ruas pelos mais variados motivos, porque já nasceram de cães abandonados, porque seus antigos donos mudaram e não os levaram junto, porque ficaram doentes, ou porque cresceram mais que o esperado. Estima-se que na cidade de São Paulo são exterminados mais de 20 mil animais por ano. A captura, a guarda e o extermínio destes geram despesas às prefeituras. “No Vale do Paraíba são poucas as entidades que olham por esses animais” afirma a veterinária Ana Maria Ferreira. Um dos principais aspectos que geram o abandono de animais é o fator financeiro. Muitas famílias adotam cães e gatos, e quando percebem que eles têm um custo de manutenção alto, acabam os abandonando nas ruas, praças, parques e até bueiros. A dona de casa Agostinha da Costa, de 55 anos, de Roseira, ficou indignada com a falta de humanidade da

Alexandre Silva

Alexandre Silva

Cerca de 20 mil animais são exterminados por ano, na cidade de São Paulo

pessoa que abandonou três gatinhos num bueiro da cidade de Guaratinguetá. Ela tentou, durante todo o dia, encontrar alguém que pudesse tratar ou adotá-los. Sem sucesso, ela resolveu ficar com os gatinhos que estavam com muita fome e apresentavam maus tratos. Ela disse que telefonou para a prefeitura e entidades que cuidam de animais, mas nin-

guém se interessou pelo caso. “Estou mais tranqüila porque eles tomaram leite, e conseguimos colocá-los dentro de uma caixa e ficaram protegidos”, afirma a dona de casa. Outro fator preocupante nesses casos é a famosa carrocinha, nome popular dado aos veículos que os canis municipais ou os Centros de Controle de Zoonoses usam para captu-

rar animais. As instalações da maioria desses canis são precárias e esse fato, por si, já configura maus tratos aos animais apreendidos. O cambão, instrumento usado para laçar os animais, quando usado por pessoal sem preparo pode deslocar o maxilar, quebrar dentes ou mesmo causar danos na coluna, fraturas nas patas e até mesmo a morte do animal. O abandono de animais, além de ser um ato criminoso e cruel também traz diversas conseqüências para a população, tais como: proliferação desenfreada de animais de rua, doenças como sarna, pulgas, carrapatos, vermes, raiva etc. Praticar maus-tratos contra animais é crime previsto no art. 3º do Decreto Federal 24.645/34 e no Art. 32 da Lei Federal 9.605/98, e a pena são detenções de três meses a um ano e a multa é de R$ 500 a R$ 2 mil. A guarda responsável pressupõe alimentação, banho, vacinação, além de abrigo, já que a legislação sanitária proíbe que animais permaneçam nas ruas.


Viver Bem

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QUANDO O ESPORTE É PREJUDICIAL À SAÚDE Práticar esportes sem orientação pode prejudicar à saúde e o hábito é comum entre atletas amadores

Leonardo Souza

Leonardo Souza

Prática de esportes coletivos sem orientação profissional é comum aos veteranos

O cronômetro apontava os quinze minutos do segundo tempo no Estádio General Affonseca, em Lorena. O passe da intermediária encontrou o camisa 14 da equipe Campo Novo. O chute, interceptado pelo goleiro, balançou as redes no segundo toque. Era o primeiro gol de João Golob, o João da Casa Carioca, que foi ovacionado pelo pequeno público que acompanhava mais um Campeonato de Futebol Máster do Esporte Clube Hepacaré. A partida prosseguiu, mas, Seu João não. Ao atravessar o campo para dar combate à jogada adversária, o veterano atleta caiu, no auge de seus 65 anos, vítima de um ataque cardíaco. O tempo parou naquela tarde nublada de 31 de março de 2008. Assim como João Golob muitas pessoas mantêm o habito de prati-

car atividades físicas sem orientação profissional. Segundo pesquisa realizada pela Secretaria de Estado da Saúde, em 2007, 68% das pessoas que se exercitam regularmente ou participam de algum esporte recreativo em São Paulo não procuram ajuda profissional. A falta de orientação é maior entre o sexo masculino: 74% dos homens se exercitam sem acompanhamento. Entre as mulheres, o índice foi de 56%. Para a professora de Educação Física, Renata Barros, esportes praticados sem o devido preparo, podem sobrecarregar o organismo, causando desde lesões simples como uma tendinite, até o agravamento de uma patologia cardiovascular. “A grande preocupação é que muitas pessoas levam uma vida se-

dentária no dia a dia e no final de semana exigem do organismo algumas valências físicas que não são trabalhadas habitualmente como força, velocidade e resistência”. A orientação dos especialistas é que as pessoas que não dispõem de muito tempo para a prática de exercícios, alternem as atividades recreativas com as aeróbicas. “Quem dispõe de apenas um dia para recreação, como uma partida de futebol no fim de semana, por exemplo, deve praticar uma atividade aeróbica simples, como musculação ou uma caminhada na esteira, para equilibrar o gasto de energias do corpo e evita os riscos a saúde”, revela Barros. A prática de exercícios, conforme sua intensidade, provoca o aumento do ritmo dos batimentos cardíacos e do volume respiratório exigido pelo organismo. No caso de Seu João, por exemplo, o excesso de energia gasto na partida de futebol causou o aumento da força de contração do coração em um período muito curto, acarretando um aumento excessivo da pressão arterial e posteriormente a parada cardíaca. Para evitar o surgimento de doenças ou o agravamento de uma patologia já existente, o médico cardiologista, Ernesto Neto, explica que o atleta deve estar condicionado e ser orientado sobre o esporte mais adequado para seu organismo. “Para praticar uma atividade física, o paciente precisa de uma avaliação médica prévia, principalmente com testes ergométricos e cardiovascula-

res, nos quais é analisada a carga de exercícios permitida”. Ainda segundo o especialista, a pratica de exercícios somente uma vez por semana não é recomendada. “O atleta deve lembrar, sempre, que até para jogar futebol tem que existir o condicionamento, mesmo que seja em uma brincadeira. É complicado, pois a pessoa não faz nada a semana inteira e, no fim de semana, pratica duas, três horas de uma atividade de intenso desgaste físico”. Atletas amadores devem estar atentos a algumas manifestações do corpo, que indicam esforço inadequado, como rosto muito vermelho durante a atividade e dores musculares, de coluna e nos joelhos. Outras preocupações devem ser a alimentação e a reposição liquida do organismo, pois durante a pratica esportiva o suor é liberado e a falta de nutrientes pode causar a desidratação. Consciente dos riscos da prática do futebol durante o calor intenso, o atacante veterano, Paulo Ferreira, de 55 anos, passa pelo médico regularmente e mantém o hábito de ingerir água a cada lance de perigo. “Deixo a garrafa de água atrás do gol adversário e sempre que arrisco uma jogada ofensiva paro para matar a sede. Aqui, devo respeito ao médico e ao meu treinador”, brincou Paulinho, atleta conhecido pelos campos de Lorena, que além do futebol aos sábados pratica caminhada durante a semana.

Compras pela internet ganham confiança do consumidor Livia Castro prático. “Eu só compro em sites seguros e que eu conheço, mas o que eu prezo mesmo é a comodidade, faço tudo pela internet: compras, pagamentos e consultas em banco. É tudo mais fácil”, conta. Existem dois tipos de lojas na internet: as nativas - que vendem somente online, como a Sack’s e o Submarino; e as de tijolo e também online - que são aquelas que possuem lugar fixo, mas também vendem pela internet, como as Lojas Americanas, Ponto Frio etc. Sabe-se que grande parte do público que compra na internet é mais exigente que os demais. Fazem, na maioria das vezes, cotação de preços, optam por sites mais seguros e verificam sempre o prazo de entrega. Um dado interessante divulgado pela e-bit é que a classe C representa 59% das pessoas que compram pela internet, arrecadando R$ 431

milhões apenas no primeiro semestre de 2009, ou seja, 10% de todo faturamento em compras online. Para a analista de sistemas, Avanise Regina Oliveira, a grande vantagem de comprar pela internet é o preço e a facilidade em achar produtos. “Em datas comemorativas tudo fica em promoção, então prefiro comprar na internet. Um outro fator é que aqui, na região do Vale do Paraíba, eu não tenho fácil acesso a alguns produtos, e na internet eu acho tudo”, explica. Mas, na internet, todo cuidado é pouco. Antes de fechar qualquer pedido pela rede, é recomendável que seja feita uma pesquisa sobre a loja, sua política de privacidade, formas de pagamento e sua idoneidade em órgãos de defesa do consumidor. Confirme também dados como o seu CNPJ na página da Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.

br). Sites de grandes redes de varejo costumam ter conexões seguras com cadeado de proteção e páginas criptografadas. Algumas pessoas ainda preferem as compras tradicionais, direto na loja. Para a auxiliar administrativa, Graciela de Freitas Ribeiro, ver o produto e escolher a dedo, traz mais segurança e satisfação. “Eu nunca me interessei por esse tipo de compra, eu prefiro ver o produto na minha frente do que escolher por meio de fotos na internet”, declara.

Livia Castro

Com a facilidade que a internet proporciona, ficou mais prático fazer compras sem sair de casa. Mas, é preciso muito cuidado com a segurança e a procedência dos sites na internet. De acordo com alguns dados divulgados pela empresa de consultoria e-bit, só no primeiro semestre de 2009, o faturamento das compras online foi de R$ 4,8 bilhões, um crescimento de 27% comparado ao mesmo período de 2008. Segundo os dados do IBOPE Online, os sites de comércio eletrônico já fazem parte da navegação de mais de dois terços dos internautas brasileiros, e até o final do ano, a expectativa é que o número de consumidores chegue a 17 milhões. Cerca de 15,2 milhões de brasileiros já fizeram compras via internet, ao menos uma vez. O militar Rodrigo Lopes Silva é a prova de que, com segurança, fazer compras na internet pode ser mais


Comportamento

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CRIANÇAS ESTÃO DESAPRENDENDO A BRINCAR Jogos eletrônicos e Internet substituem as velhas brincadeiras infantis

Com o Dia das Crianças se aproximando, muitos pais começam a pesquisar nas lojas os pedidos de presentes feitos pelos filhos. E não é uma surpresa quando se constata que a grande maioria dos pedidos se refere a brinquedos eletrônicos. Essa realidade já pode ser vista no cotidiano das famílias há alguns anos, graças ao “boom” da tecnologia. Desde então, o mercado de brinquedos tenta criar novidades cada vez mais sofisticadas e elaboradas para as crianças do século XXI. Mas, com tanta variedade de entretenimentos eletrônicos, os pequenos acabam entrando no mundo tecnológico de forma cada vez mais precoce, e as antigas brincadeiras praticadas pelos pais são mais facilmente esquecidas. É o caso de Neemias Amaro, de seis anos de idade, que espera ganhar no Dia das Crianças um Playstation 3 ou um PSP (playstation portátil). “Jogar videogame é a minha brincadeira preferida”, disse enquanto jogava Star Wars em seu Playstation 2. Segundo uma pesquisa realizada em fevereiro de 2007 pelo Ibope/ NetRatings, cerca de 1,35 milhão de crianças brasileiras, de seis a 11 anos, utilizam diariamente a Internet, permanecendo, por mês, mais de 15 horas e 26 minutos conectadas. Outros números levantados pela pesquisa é que desses internautas, 64% usavam comunicadores instantâneos, 61% acessavam buscadores, 53% acessavam portais e comunidades virtuais e 37% usavam media players. Assim, enquanto as crianças de

Brincadeiras infantis tradicionais são trocadas pelo videogame e pelo computador

antigamente brincavam de amarelinha, pega-pega, cabra-cega e passa anel, as de hoje passam cada vez mais tempo na frente de um computador, de uma televisão ou se entretendo com brinquedos eletrônicos. “Isso fez com que as crianças atuais se socializem menos com outras crianças e com que perdessem o hábito saudável de brincar de outras brincadeiras”, explicou a pedagoga Margarida Bouzan Guimarães.

Brincar é preciso Para ela, as brincadeiras infantis são um fator fundamental para o desenvolvimento das aptidões físicas e mentais da criança, sendo um agente facilitador para que esta estabeleça vínculos sociais com os

seus semelhantes, descubra sua personalidade e aprenda a viver em sociedade. Desta forma, o excesso de tempo reservado às novas tecnologias acaba sendo prejudicial. “As novas gerações buscam estas atividades justamente por que têm que ficar dentro de casa e, em geral, sem ter um adulto para orientar suas atividades. Os próprios adultos se acomodam e até gostam de ver seus filhos entretidos no computador... sem ‘perturbar’”, revelou. Geraldo e Neila Amaro até ensinaram algumas brincadeiras tradicionais para Neemias, como soltar pipa, peão e pular corda, mas a diversão predileta do pequeno continua a ser o videogame. “A diferença da nossa geração para a geração de hoje, é que antigamente, a maioria das nos-

sas brincadeiras era com as crianças da rua. Nós não ficávamos dentro de casa, como as crianças hoje ficam por causa do trânsito e da violência, era uma outra realidade”, disse Geraldo. De acordo com a presidente do Museu Frei Galvão, Thereza Maia, formada em pedagogia, além da tecnologia, a atual geração de crianças não conhece as brincadeiras infantis tradicionais muitas vezes pelos próprios pais não ensinarem, e pela falta de um espaço apropriado. “Hoje em dia muitos pais alegam que não têm tempo de brincar com seus filhos e passar essa cultura. E também com o aumento da violência, as crianças não brincam mais nas ruas e não se relacionam com os vizinhos, o que colabora para o desconhecimento das antigas brincadeiras”, alegou.

Exposição Para que as crianças possam expandir o seu conhecimento, é que o Museu Frei Galvão está promovendo, desde o mês de agosto, a exposição “Brinquedos e Brincadeiras Infantis”. Nela é possível encontrar, na parte escrita, pesquisas sobre os brinquedos e as brincadeiras do Vale do Paraíba. Na parte visual, estão expostos vários brinquedos, como pipas, peões, bonecas de palha, ioiôs, cordas, bolinhas de gude, bonecas de pano, carrinhos de lata, petecas, entre outros. A exposição permanecerá no museu até o final do mês de outubro, e pode ser visitada das 9h às 11h e das 13h às 17h. A entrada é gratuita.

Obesidade infantil: um mal contemporâneo

Carolina Areco

Carolina Areco

Talita Escobar

Talita Escobar

Estima-se que 155 milhões de jovens apresentem excesso de peso, segundo OMS

Estudante do 6ª ano do ensino fundamental, Ana Paula Rocha, de 11 anos, convive há pelo menos quatro anos com o sobrepeso e as consequências naturais que o problema oferece, principalmente no ambiente escolar. “Sofro preconceito de meus amigos, que fa-

lam: “olha sua barriga, você é gorda!”, relata a garota, que pesa 55 kg, distribuídos em 1,48 metros de altura. Mas, Ana não está sozinha. Ela faz parte de um grupo estimado em 155 milhões de jovens que apresentam excesso de peso em todo o mun-

do, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, os números também preocupam. De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, o país apresenta 6,7 milhões de crianças com esse problema, um aumento de 12% nos últimos 30 anos. Entre as principais causas desse quadro está o sedentarismo. Crianças antes habituadas a brincadeiras que exigiam do corpo, como bonecas, futebol e gincanas, atualmente se divertem sem esforço físico, privilegiando a interatividade digital em detrimento do contato pessoal. Televisão, computador, celular e videogame são as atividades preferidas, numa ciranda em que o mundo adulto se antecipa e vira realidade infantil. O sedentarismo aliado à má alimentação é a fórmula ideal para a geração da obesidade na infância. Salgadinhos, balas, sorvetes e outros produ-

tos industrializados são companheiros das crianças do recreio na escola à mesa de jantar em casa. Isso, somado à propensão genética faz com que sérios problemas cardiovasculares apareçam cada vez mais cedo nos consultórios. “Hoje a gente encontra crianças obesas, com colesterol elevado, pressão alta e diabetes. São complicações que, se não acontecerem na infância, vão ocorrer no futuro” afirma o pediatra dr. Maurício Lobosco Werneck. “É importante não acostumar o filho com refrigerantes, doces, açúcar em excesso, frituras. Na verdade, a mãe não poderia nem ter isso dentro de casa”, instrui. É importante, também, tomar cuidado com o que as crianças comem na escola. Por fim, as velhas e boas brincadeiras seriam bem-vindas. Nesse caso, a orientação é simples: pular corda, pega-pega, esconde-esconde, empinar pipa.


Especial

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PAGADORES DE PROMESSAS

Peregrinos viajam para cumprir promessas à Nossa Senhora Aparecida; comércio da cidade lucra com turistas Ariane Fonseca

Comércio

Ariane Fonseca

Velas nas mãos, sorriso nos lábios e olhos atentos. Esse é o tipo de pessoa mais encontrada em Aparecida no mês de outubro. Vindos de todos os cantos do Brasil, muitos peregrinos viajam quilômetros de distância para visitar o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida a fim de agradecer as graças alcançadas. O alívio espiritual encontrado na cidade pelos fiéis também é motivo de alegria para os comerciantes, que lotam as ruas do pequeno município nesta época do ano. Pamella Indaiá de Souza, de 22 anos, e Fabio Seabra da Silva, de 26, são apenas dois dos mais de 137 mil peregrinos esperados no dia 12, data na qual se comemora o dia da padroeira do país. A jovem paulistana e seu namorado vão levar uma camiseta oficial do curso de Educação Física de Fabio à santa para agradecer o ingresso no curso superior pelo Prouni (Programa Universidade para Todos). Por dois anos, ele tentou a bolsa, custeada pelo governo federal, mas não conseguiu. Em fevereiro deste ano, Pamella, que participa ativamente da Igreja na pastoral da catequese e é devota de Nossa Senhora Aparecida, resolveu recorrer à santa para ajudar o namorado. “Ele não passou nem na 1ª nem na 2ª chamada. Vendo como estava triste com a situação, fiz a promessa.

O Santuário Nacional espera superar os 890 mil visitantes de 2008

A graça foi tão maravilhosa que ele foi o único aluno a passar na 3ª fase, com bolsa de 50%. Além disso, Fábio ainda foi premiado, após três meses de curso, com uma oportunidade de estágio, algo raro para calouros, testemunha a estudante que já conhece o Santuário Nacional. Segundo o cientista da religião e especialista em Bíblia, Denis Duarte, o ato de pagar promessas tem origens anteriores a Cristo. Já no Antigo Testamento, há vários textos que remontam ao ato de agradecer uma graça alcançada. O salmo 66 é um exemplo: “Entro em tua casa com

holocaustos, cumpro meus votos feitos a ti, os votos que meus lábios pronunciaram e minha boca prometeu, na minha angústia”. Duarte afirma ainda que, além da intenção do agradecimento por uma graça alcançada, no Catolicismo, as promessas têm a função de aproximar o homem do Ser Divino. “Ela deve ter como finalidade principal aproximar o fiel de sua divindade, afervorar na pessoa o desejo dessa aproximação por meio da oração, provocando nele uma vontade de uma relação mais íntima com Deus”, explica o estudioso.

Aproveitando a visita dos turistas, quem se alegra em receber os pagadores de promessas são os comerciantes. De terços a cortadores de batata, o peregrino encontra de tudo nas barracas espalhadas pelo centro da cidade e no entorno da Basílica. Mesmo funcionando durante todo o ano, segundo os ambulantes, é no mês de outubro que o lucro é maior. De acordo com a proprietária da ‘Casa da Bíblia’, loja de arte sacra e artigos religiosos do Shopping Aparecida, Lúcia Marins, o faturamento nesta época do ano cresce cerca de 30% a mais do que nos demais meses. “O objeto mais vendido são as imagens de Nossa Senhora Aparecida e lembrancinhas como chaveiro que tem a imagem da padroeira”, diz Lúcia, que trabalha cerca de 12 horas por dia na alta temporada da fé. As atividades em comemoração a Festa de Nossa Senhora Aparecida começam no dia 1º de outubro e terminam apenas no fim do mês. Na programação para os peregrinos, estão novenas, celebrações de missas e pregações. O Santuário Nacional espera superar a marca de visitantes alcançada em 2008, que chegou a 890 mil.


Jornal [in]Formação 7ª edição 2009