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JORNAL LABORATÓRIO DO CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

Faculdades Integradas Teresa DʼÁvila

Ano 8 •• n°. 48 ••• novembro de 2009

PATRIOTISMO NÃO TEM DATA Amor, respeito e cidadania são algumas das características de um patriota

“Ser patriota é ter amor por tudo que diz respeito ao país, como sua cultura, sua história, sua música, sua comida”, explica a socióloga Lúcia Rangel

Muitos jovens brasileiros não sabem cantar o Hino Nacional, um reflexo da falta de patriotismo

“O país é um legado, uma herança que se passa de geração para outra”, afirma a socióloga • P. 03

ÍnDICE PrÁTICo

CInEmA

CADERNO

5ª edição do Prêmio Gato Preto exibe curtas, minicurtas, animações e documentários

Bate-papo: o único surfista

biamputado do mundo, Pauê, fala com exclusividade sobre suas conquistas, sonhos, projetos e fé • P. 02

• P. 04

CliqueCom: central multimídia

que reúne informação e entretenimento • P. 04

Ariane Fonseca

Cidadania: idosos precisam de carinho - Sociedade São Vicente de Paulo cuida de senhoras carentes em Roseira

• P. 05

Casa Laura Vicuña: há 20 anos, a casa abriga meninas abandonadas por suas famílias • P. 05 Viver bem: Ministério da Saúde confirma que os jovens são os maiores consumidores de bebidas alcoólicas • P. 07

LEI DO ESTÁGIO

Primeiro semestre de 2009 revela um aumento em 45% no número de contratações de estagiários, em relação ao mesmo período do ano passado • P. 06

SAÚDE

Estudos indicam que a prática de atividades físicas regularmente, além de benéfica para o corpo, é um importante instrumento para a saúde mental e emocional • P. 07

TURISMO

Compondo o cenário turístico do Vale, destacam-se: Gomeral, em Guaratinguetá e a Capela do jacu, em Lavrinhas, duas opções baratas e ecológicas de lazer • P. 08

Joselaine Costa

jornal@fatea.br

Leonardo Souza

Envie suas dicas para:

Carla Moura

o QuE VoCÊ QuEr VEr no


“Entre Aspas”

P. 02 • >>> Entrevista

Pauê, uma força contagiante: “Deficiente é quem não acredita em si mesmo” O [In]Formação entrevistou, com exclusividade, o único surfista biamputado do mundo. Paulo Eduardo Chieffi Aagaard, mais conhecido como Pauê. Ele nasceu em Santos e sempre foi fissurado por esportes, especialmente o surfe. Em 2000, aos 18 anos, teve sua vida mudada radicalmente. Enquanto atravessava uma linha férrea desativada em São Vicente – SP, Pauê foi atropelado por um trem. No acidente, perdeu as duas pernas, viu-se então, diante de um novo desafio: vencer limites, ao invés de desistir. Foi no esporte que ele encontrou os meios para se superar o seu maior objetivo era voltar para as ondas. E o fez! Em menos de três meses, com fisioterapia, próteses, determinação e persistência, Pauê voltou a andar e a surfar. O surf foi um começo, logo depois Pauê experimentou o Triathlon, esporte que reúne três modalidades: natação, ciclismo e corrida. E depois de um tempo de treinamento, foi se adaptando às competições. Os bons resultados trouxeram importantes prêmios. Em 2002, foi Campeão Mundial de Triathlon, em 2003 conquistou Bronze no Pan-Americano, foi pentacampeão brasileiro de triathlon de 2002 a 2006 e tetracampeão Internacional de Triathlon (2002, 2003, 2006, 2007). Na área acadêmica, formou-se em Fisioterapia. É autor do livro biográfico “Caminhando com as próprias pernas”. Atualmente, Pauê treina, compete e além de colecionar títulos, realiza palestras e conferências em empresas. É também consultor organizacional de inclusão social. [In]Formação: Qual foi o principal impulso para reagir às dificuldades impostas pelo acidente?

Divulgação

Stela Gonçalves

O brasileiro Pauê é o único surfista biamputado do mundo

Pauê: Eu percebi que a força interior foi primordial para que eu pudesse, dali em diante, tomar atitudes e contornar caminhos que pareciam estar fechados. Vi, com isso, que o impossível, muitas das vezes, está dentro da gente, dentro da nossa acomodação e preguiça de querer fazer algo diferente. [In]Formação: Quando se deu essa mudança na sua atitude? Pauê: Foi em função do esporte, quando quis voltar para o surfe, e por isso voltei a nadar. Lembrome que assim que as competições começaram a surgir, elas foram mediadoras para que eu pudesse identificar com mais clareza todos os meus pontos fortes, os fracos e, principalmente, os meus medos. Mas, na primeira travessia aquática de 1500m a nado, foi que eu comecei a perceber que não existia algo difícil. Só eram difíceis, porque eu as via como sendo difíceis. Isso me traz muito sentimento de fé. A fé

não se baseia naquilo que você vê. Eu precisei acreditar. E depois eu passei a fazer inclusive coisas que antes não fazia como foi a travessia de 8 km, nadando. Ali, foi outro marco da superação. [In]Formação: Como foi voltar a surfar? Pauê: Foi um misto de ansiedade e adrenalina, medo e desejo de não me frustrar. Eu sabia que estava diferente, mas não tinha ideia de como ia ser. Inicialmente, foi com as próteses, mas não tive êxito. Ali eu vi que precisava me aceitar. Perdi minhas pernas realmente. Passei a surfar sem as próteses, dentro da originalidade da minha nova condição: com os cotos. Foi um novo estilo que eu criei. Voltar a surfar foi um momento espiritual. Afinal, a minha aspiração de voltar a viver foi ali. Voltando a fazer o que eu mais gostava. [In]Formação: Como o próprio nome do seu livro expressa, você teve que seguir e aprender a “Cami-

EDITORIAL

O jornal [In] Formação chega ao final do ano, celebrando uma grande conquista: a realização das oito edições propostas, com periodicidade mensal, sem atrasos. Para quem não participa do processo de produção de um jornal pode parecer uma tarefa fácil. Mas não é. Tudo inicia com a decisão dos temas que serão abordados na edição, as pautas, que são discutidas e trabalhadas para buscar o enfoque que mais interesse ao leitor. Em seguida, a equipe de repórteres sai a campo para fazer o contato com as fontes e as entrevistas, bem como realizar pesquisas. Uma vez com todas as informações em mãos, é hora da produção do texto. Objetividade e foco no leitor são os parâmetros básicos para uma boa matéria. Depois, o trabalho de revisão e edição, quando os futuros repórteres recebem as críticas e

observações e, eventualmente, precisam voltar às ruas para complementar dados e reescrever tudo. No final, há o trabalho de distribuir tudo isso, texto e fotos, de forma harmoniosa e agradável no papel. O material ainda passa por uma revisão de português e (ufa!) está pronto para a impressão e distribuição. Mas como sempre, uma vez ‘nas bancas’, sempre há algumas falhas. Todas essas fases são realizadas com muito rigor e profissionalismo. E tudo isso faz parte do processo de crescimento e formação dos estudantes de Jornalismo da FATEA. E a equipe desse 3º ano de Jornalismo, que trabalhou duro e cumpriu todas as metas, pode celebrar essa conquista. Parabéns! Prof. Me. Bianca de Freitas, editora geral do jornal [In]Formação

nhar com as próprias pernas”. Quais as principais dificuldades dessa nova caminhada? Pauê: Foram muitas, cada uma na sua etapa. Primeiro, voltar a andar. Muita dor, ansiedade, dúvidas de como as pessoas me olhariam. Minha relação com o mundo, o que eu faria mais pra frente... E aprendi que esses momentos em que eu parava para me perguntar, não deveriam existir. A superação é, justamente, essa sensação de bem estar. As pessoas precisam aprender a caminhar com as próprias pernas, ser independentes. A maneira com que as pessoas nos olham, é a gente que impõe. [In]Formação: O que hoje você considera ser mais gratificante? Pauê: É saber que a história de vida que eu levo, tem uma missão. Essa missão é encorajar diversas pessoas. Demonstrando que o fato de ter acontecido algo ruim, não interrompeu a minha caminhada. Vi que deficiente não é o fato de estar numa cadeira de rodas, não enxergar ou não escutar; mas é quem não acredita em si mesmo. [In]Formação: Como você definiria sua vida antes e depois do acidente? Pauê: O acidente foi ruim, claro, trágico, mas ao mesmo tempo, foi uma provação. Serviu para me mostrar que não há impossíveis! Vi que o sentido da vida está em pequenos detalhes. E a superação é evidenciada nesses detalhes, quando você se permite entender e aceitar pra então, superar. Não é tão fácil viver cada uma dessas etapas. É preciso ter fé, garra, humildade, perseverança e fazer por merecer. Eu percebi que sem as duas pernas eu podia ser tão feliz quanto antes. E, hoje, concluo que sou ainda mais feliz.

Expediente Jornal Laboratório do curso de Comunicação Social Faculdades Integradas Teresa D’ Ávila – FATEA Ano VIII – n°48 - Novembro / 2009 Direção Geral: Prof.ª Dr.ª Irmã Olga de Sá Vice-direção: Prof.ª Me. Irmã Raquel Retz Coordenação do curso de Comunicação Social: Prof. Me. Jefferson de Moura Editora geral: Prof.ª Me. Bianca de Freitas (MTB: 28876) Colaborador de fotografia: Prof. Me. Luis Antonio Feliciano Projeto Gráfico: Agência Experimenta – Agência Integrada de Comunicação Diagramação: Samantha Natielli

Equipe de Alunos 3°Jornalismo:

Alexandre Silva, Ariane Fonseca, Bruna de Paula, Bruna Jardim, Carla Moura, Carolina Areco, Flávia Farias, Guilherme Colombo, Joselaine Costa, Leonardo Souza, Lívia Castro, Lívia Fernandes, Lucas Staut, Luiza Andrini, Mariana Nogueira, Samantha Natielli, Sara Alves, Soraia Alves, Stela Gonçalves, Talita Escobar, Thaís Nunes e Verônica Pessotti.

Revisão: Prof.ª Dr.ª Irmã Olga de Sá Prof.ª Me. Irmã Raquel Retz Prof.ª Me. Neide Arruda Faculdades Integradas Teresa D’ Ávila – FATEA Av. Peixoto de Castro, 539 – Vila Celeste • Lorena – SP – CEP: 12606-580 • Fone: (12) 2124-2888


[In]Foco

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“Todos juntos vamos, pra frente Brasil!” Para socióloga, patriotismo vai muito além de pintar o rosto de verde e amarelo

Camisa e boné da seleção, olhos atentos na tela do computador e mãos suando no mouse. Esta era a cena que se via, no dia 2 de outubro, ao entrar no quarto do estudante Kaio Santiago, de 18 anos. O jovem, assim como grande parte da população do Brasil, aguardou aflito o resultado da escolha da cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Deu Rio de Janeiro, para alegria dele e de milhões de brasileiros. “Há tempos não ficava tão nervoso com o resultado de alguma coisa. Isso é que é amor pelo país”, enfatizou com entusiasmo. Em época de grandes eventos esportivos, o Brasil enche-se de “patriotas”. São ruas pintadas de verde e amarelo, bandeiras do país penduradas em carros, prédios, empresas... Gente chorando de alegria e de tristeza. Mas, não são apenas essas características que definem uma pessoa patriota, garante a socióloga Lúcia Rangel. “Patriotismo é um dos valores que adquirimos com a cultura ao longo do tempo, no processo de educação. Torcer para o Brasil no esporte é importante, mas não é o fundamental. Ser patriota é ter amor por tudo que diz respeito ao país, como sua cultura, sua história, sua música, sua comida”. Kaio, que diz ter “um grande amor pelo Brasil”, confessa não saber cantar o Hino Nacional inteiro e nem conhece a história das datas cívicas do país. Questionado sobre o que se comemora no dia 15 de novembro (Dia da Proclamação da República), o jovem disfarçou e voltou a falar da vitória do Rio de Janeiro, como cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 2016. “Podemos mudar de assunto?”, brincou o estu-

Ariane Fonseca

Ariane Fonseca

Segundo a socióloga Lúcia Rangel, patriotismo é um valor cultural

dante do 3º ano do Ensino Médio. Essa realidade é mais comum do que se imagina. Hoje em dia, muitos jovens sequer sabem cantar a música que representa o Brasil. Em setembro, tentando minimizar este problema, o Governo Federal criou uma lei que obriga a execução do Hino Nacional uma vez por semana, nas escolas públicas e privadas de toda a nação. Mas, parece que a medida não surtiu muito efeito. Uma análise feita pelo Laboratório UniCarioca de Pesquisas Aplicadas mostra que 57% dos alunos de ensino médio não aprovam a ideia, porque acreditam que “não é assim que se desperta o amor pela pátria” (43,34%). Dos estudantes entrevistados na pesquisa, somente 26,11%

concordam com a lei e acham importante cantar o hino. Em 1942, Getúlio Vargas já ordenava que os colégios promovessem esta formalidade cívica. Em 1989, José Sarney fez a mesma determinação, por considerar a proposta uma forma de incentivo ao nacionalismo. Com o tempo, porém, o hino foi deixando de ser cantado na maioria das escolas, que se limitavam a executá-lo apenas em cerimônias e ocasiões especiais. Em abril de 2006, a então governadora do estado do Rio, Rosinha Garotinho, sancionou um projeto da deputada Alice Tamborindeguy, obrigando todas as escolas públicas e particulares do estado a realizar “cerimônias cívicas” com a execução

do Hino Nacional e hasteamento das bandeiras do Brasil, do estado do Rio e do município em que a escola se encontrava. O decreto também especificou os dias em que isso deveria acontecer: manhãs e tardes de segundas e sextas-feiras, o que, na prática, não vem acontecendo. José Batista de Souza, de 45 anos, lembra que, na sua época de colégio, os estudantes respeitavam as datas cívicas e se interessavam pelos assuntos do país. “A gente tinha que cantar o Hino Nacional na escola, mas isto não era visto como uma obrigação. Os alunos se emocionavam, colocavam as mãos no peito e entoavam forte o ‘Ouviram do Ipiranga às margens plácidas’”, conta com os olhos atentos Souza, que considera descaso com a tradição o que os jovens fazem hoje. “É uma vergonha um país onde o futuro da nação não sabe nem quando foi descoberto o local onde vive, muito menos qual é a sua história”, desabafa. Para a socióloga Lúcia Rangel, a lei que obriga a execução do Hino Nacional nas escolas, apesar de trazer uma resistência no começo, é válida porque incentiva os jovens a gostarem e se interessarem pela cultura brasileira. Entretanto, a estudiosa alerta que só isso não basta. “Precisa existir, junto com essa obrigação, um trabalho em sala de aula, desde o jardim de infância, que mostra de forma dinâmica e didática que o Brasil tem muito o que oferecer. O país é um legado, uma herança que se passa de uma geração para outra, por isso deve existir esse trabalho, para que se possa construir uma sociedade melhor no futuro”, conclui.


Educação

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CliqueCom é a nova central multimídia da Web

Samantha Natielli

Samantha Natielli

O professor Jefferson de Moura e a equipe do CliqueCom

Diferente e inovador, estas são as palavras que caracterizam o novo projeto de Comunicação Social da Fatea, o portal CliqueCom, uma central multimídia que reúne informação e entretenimento. São textos, imagens, áudio, fotografias compondo uma programação semanal. “A proposta é usar a internet na sua totalidade, não só o rádio, como uma rádio-web, usar tudo que a internet pode oferecer”, explica o Prof. Me. Jefferson Moura, coordenador do curso e idealizador do projeto. Todo o material produzido é realizado pelos alunos das três habilitações do curso: Jornalismo, Rádio e TV e Publicidade e Propaganda da Fatea, mas o diferencial do portal é a participação do usuário, ou “cliquer”, como são chamados os internautas que acessam a central multimídia.

A idéia é que o usuário defina a sua programação, acessando somente os conteúdos disponibilizados que o interessam. “É bastante simples. Quando se tem um portal, o usuário acessa apenas o que o interessa, aquilo que o chama a atenção, o CliqueCom funciona como um programa de rádio ou de TV, mas a grande diferença é que os conteúdos estão na tela do computador, divididos por links”, explica o professor Jefferson. São produzidos materiais audiovisuais que são deixados à disposição no portal e direcionados às pessoas que costumam navegar por sites de comunicação como Orkut, MSN, Blogs, Twitter ou qualquer outro recurso virtual, em busca de informação ou distração. Lançado oficialmente durante o Segundo Congresso Integrado do Conhecimento da Fatea, que acon-

Alunos do curso de Comunicação da Fatea lançaram o livro Comunicação sob múltiplos olhares em um Sarau, na Casa de Cultura de Lorena, no dia 14 de novembro, às 20horas. A noite contou com apresentações musicais e a participação de alunos, ex-alunos e professores da Fatea e da USP - Lorena. O livro traz artigos sobre a Comunicação em diversas perspectivas, desde análises textuais a análises de filmes exibidos nos cinemas e operadores argumentavos.

teceu em setembro, o CliqueCom estava em testes desde junho desse ano, quando se montou a equipe, formada por oito alunos e três professores, que coordenados pelo professor Jefferson, são responsáveis por todo o conteúdo, que possui uma linguagem jovem. Para o aluno do 2° ano de Jornalismo da Fatea, César Carvalho, que participa do projeto, a importância de fazer parte da equipe está no aprendizado, que vai além da teoria aplicada em sala de aula. “É maravilhoso poder exercitar a teoria aprendida em sala de aula no meu dia a dia de trabalho, além disso, estar em contato com meus colegas e professores da faculdade é uma oportunidade máxima para o aperfeiçoamento da minha profissão e convívio”, destaca. O CliqueCom é produzido no antigo espaço da rádio Cultura, na Fatea, e é um projeto sem vínculo com nenhuma empresa. Patrocinado pela Fatea e IST, trata-se de um projeto acadêmico, que não visa lucro. “A proposta é que a rádio tenha publicidade, mas os pagamentos não serão feitos em dinheiro e, sim, em equipamentos ou materiais necessários para manter o projeto”, destaca o professor Jefferson. Quem desejar fazer parte da equipe do CliqueCom como voluntário, basta procurar pela coordenação de Comunicação Social da Fatea, das 13h às 19 h, de segunda à sexta. O trabalho conta como atividade complementar. Acesse: www.cliquecom.blogspot.com

Adaptando-se às novas tecnologias de comunicação, propiciadas pela internet, o curso de Comunicação Social da Fatea cria o seu espaço no Twitter, propiciando aos alunos a integração entre conhecimento e interatividade, além da agilidade na informação. Acesse: http://twitter.com/comunicaacao

A Fatea promove Degustação da Arte, desenvolvendo o gosto pela arte! O curso será realizado a partir do dia 28 de novembro, ministrado pela professora Sônia Siqueira, historiadora e crítica de arte. O objetivo é desenvolver um estudo da arte, a partir das obras do acervo MASP. Mais informações sobre as atividades e incrições, através do e-mail: glauco.azevedo@fatea.br

Luz, câmera e ação!

Luiza Andrini Internacional da Animação. Em primeiro lugar ficou a produção “A Troupe”, de Camila Tarifa, da FAAP. Em segundo lugar, foi Douglas Maciente que levou o Prêmio Gato Preto com o trabalho “Lorena na Rota Nacional da Exploração Sexual Infantil”, fruto de seu TCC, no curso de Jornalismo. Em terceiro lugar venceu a produção de Sandro Madeira, “Chiaroscuro”. O trabalho escolhido pelo júri popular foi de Thalles Azevedo, “Pablo Key”. “Para um bom trabalho audiovisual é necessário um bom roteiro, uma boa produção, uma boa fotografia e um pouco de talento”, orienta a professora Olga. O Prêmio Gato Preto surgiu em 2005, com o desejo de tornar Lorena conhecida como a cidade cinéfila, isto é, cidade amiga do cinema uma vez que temos aqui há 45 anos um Cine Clube em funcionamento. “Atualmente o Cine Clube projeta filmes

semanalmente, gratuitamente e o espaço é aberto à comunidade acadêmica e a população interessada”, afirmou Olga. O troféu surgiu devido à história do cinema mundial, quando foi exibido, no Café Chat Noir (Gato Preto) em Paris, a primeira mostra pública de um filme.

Arquivo daGato Preto

Amadores, profissionais e alunos participaram da 5ª Edição do Prêmio Gato Preto, que aconteceu no Cine Clube de Lorena, em outubro. Esse ano, o tema foi livre para todas as produções. Foram classificados para a mostra, 22 trabalhos, sendo 5 animações, 3 minicurtas, 7 curtas e 7 documentários. Nesta edição, o festival incluiu a Mostra de Curtas de Animações nacionais e internacionais, promovida pela ABCA (Associação Brasileira de Cinema de Animação). Segundo a Diretora do Cine Clube de Lorena, Profa Me. Olga Arantes, o evento tem como objetivo manter a tradição de apreciar a sétima arte e oferecer aos autores um espaço para mostrar seus trabalhos. As mostras cinematográficas dos trabalhos selecionados para o Festival Gato Preto aconteceram todas as sextas-feiras de outubro. As da ABCA foram exibidas em 28 de outubro, em que é comemorado o Dia

NA FATEA

D

Um dos vencedores, Douglas Maciente

Com o objetivo de unir o universo dos veículos impressos e web, o jornal [In]Formação agora tem o seu próprio espaço na internet, o “[In]Formação On-line”. Acesse! http://informacaojor.blogspot.com


Cidadania

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IDOSOS PRECISAM DE CARINHO Não bastasse o esquecimento da família, em alguns lares para idosos, homens e mulheres são vítimas de humilhação, abandono e discriminação. Mas, em Roseira, a Sociedade São Vicente de Paulo tem feito um diferencial para mudar essa realidade. O lar foi criado com objetivo de dar subsídios às senhoras carentes de Roseira, privadas de carinho familiar. Iniciou suas atividades em 1980, em um terreno cedido pelo fazendeiro Pedro Rodrigues do Prado. A casa de repouso para idosos surgiu por iniciativa da (SSVP) Sociedade São Vicente de Paulo, e visa a sanar as carências da população. Hoje, a Instituição atende oito idosas. De acordo com José Luis Teixeira, 52, Presidente de Obras Unidas da Sociedade São Vicente de Paulo, o trabalho é árduo, mas é muito gratificante. “Tudo que as idosas necessitam para viver bem nós fornecemos, elas recebem moradia, alimentação, cuidados médicos, lazer e carinho, e aprendo muito sobre a vida convi-

Flávia Pereira

Alexandre Silva

Há 39 anos, a Sociedade São Vicente cuida de idosas carentes em Roseira

vendo com elas”, afirma. Para ele, a Sociedade não somente procura suavizar a miséria, mas, também, descobrir e remediar as situações que a geram, fazendo um importante papel social. A Instituição vive, atualmente, com R$ 1.700, tendo despesas com água, luz, telefone e não recebe apoio financeiro de nenhum órgão público, sobre-

vivendo apenas de aposentadorias das internas, doações e eventos promovidos pelos diretores do local. A Sociedade Vicentina conta com a ajuda de voluntários que queiram ajudar nessa obra de caridade, fazendo visitas ao lar, promovendo tardes de lazer com as senhoras, fazendo campanhas de vacinação, diabetes, hipertensão, tornando assim a vida

das internas um pouco mais alegre. A senhora Cecília de 77 anos que mora no lar há cerca de 20 anos, diz que a vida dela é totalmente dedicada ao lar. “Amo morar aqui, e todos me tratam muito bem, minha verdadeira família são todos os Vicentinos”, afirma. Dona Teresa, de 80 anos e que há 28 vive no lar, diz: “se não fosse o lar eu não teria para onde ir, gosto muito daqui, rezamos, participamos de festas e o convívio é muito bom”. Em datas de aniversários das internas são feitas festas com toda a Sociedade Vicentina, também no final de ano, é realizada uma grande confraternização, uma noite de muita recreação, dança, bingo e presentes. De acordo com Art. 3º do Estatuto do Idoso, é obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do poder público assegurar ao idos a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade e ao respeito e à convivência familiar e comunitária.

Casa Laura Vicuña: transformando a história de meninas abandonadas A casa foi criada há 20 anos e abriga meninas abandonadas por suas famílias

César Carvalho

Livia Castro

A casa vive apenas de doações e passa por algumas dificuldades

“Eu não queria vir pra cá. Fiquei muito triste quando soube da notícia, mas depois que me acostumei percebi que era o melhor pra mim, hoje sou feliz”. Esse é o desabafo de J.C.A. que há oito anos mora na Casa Laura Vicuña, em Piquete. Ela é uma das oito meninas que vivem no local e que carregam consigo histórias de vida ímpares. A casa foi criada há cerca de 20 anos por uma Irmã de salesian chamada Isabel. O nome do local é uma homenagem a uma menina beatificada, padroeira dos órfãos, Laura Vicuña, morta aos 13 anos. “Não quero passar com indiferença perto

de ninguém”. Essa é uma das frases mais marcantes da beata e está em destaque na sala do orfanato, num quadro antigo, com a foto dela. A casa Laura Vicuña é localizada no Bairro Bambuzinho, em Piquete. A casa foi cedida por duas Irmãs salesianas, Maria do Rosário e Ruth Pistore e acolhe meninas de zero a 18 anos. Depois dessa idade, se ainda estiverem no local, são encaminhadas para alguma família ou para outro abrigo. Jucilene, Silvana e Rosana (ou ‘tia’, ‘mãezona’ e ‘paizão’, como são chamadas pelas meninas) são as três voluntárias que cuidam do abrigo.

A última trabalha na casa há cinco anos e conta qual o sentimento de ajudar o próximo. “Sinto que essa era a minha missão, é difícil o dia a dia, lidar com cada uma, mas hoje somos uma família”, desabafa. As três responsáveis trabalham por escala e se dividem entre as tarefas comuns do cotidiano e a oportunidade de ajudar na criação de meninas. Apesar da Casa Laura Vicuña ser específica para meninas, há mais de dois meses os corações das três responsáveis foram tocados. Um menino, de apenas um ano, sofria de maus tratos e não tinha para onde ir. Ele foi acolhido pela Casa, a pedido do Conselho Tutelar e, hoje, já faz parte da família. “O J.V.B. chegou aqui dia 7 de setembro, apenas para passar as noites conosco mas, desde então, ninguém veio buscá-lo”, explica uma das responsáveis, Jucelene de Oliveira, que trabalha há mais de cinco anos no local. A casa vive apenas de doações. A prefeitura de Piquete ajuda com o gás de cozinha e o Conselho de Direito com uma verba para a compra dos alimentos. Silvana conta que já passaram por épocas mais difíceis e hoje, apesar de contarem com a doação de alimentos, a situação ainda é precária. “O que mais falta aqui são produtos para a higiene pessoal das meninas, mas há um tempo as coi-

sas estavam piores e tínhamos que pedir alimentos nas ruas”, conta. Esse mês, as meninas receberam uma doação que as deixaram muito felizes: um DVD. E, desde então, elas passam quase todas as noites juntas assistindo a filmes. As meninas da Casa Laura Vicuña têm uma rotina de vida simples. Acordam, vão à escola, almoçam, ajudam nos serviços domésticos e assistem à televisão. Algumas participam de projetos sociais da cidade como Ação Jovem e Projeto Guri, todas as quartas, quintas e sextas. Lá, elas aprendem música, política, ciências, entre outras matérias. M.O.S., de 16 anos, já está há quatro anos na casa e conta como é essa experiência. “Eu gosto daqui, pois aprendo bastante coisa, sou amiga de todas as meninas, vivemos bem e tenho a oportunidade de participar dos projetos”. Cada menina que vive no local tem uma história para contar. Umas chegaram lá, pois não tinham onde ficar; outras sofriam maus tratos; e outras foram abandonadas. Mesmo com a pouca idade, elas já têm uma experiência de vida dura, que não permite que se abram mais e contem seus confortos e desconfortos. São crianças revestidas das dores da vida, mas que nunca deixam de sorrir. Para ajudar a Casa Laura Vicuña, o telefone é (12) 3156-3747.


Em pauta

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LEI DO ESTÁGIO COMPLETA UM ANO E AUMENTA CONTRATAÇÕES Nova lei para os estagiários completa um ano com aumento de 45% nas contratações no primeiro semestre Carla Moura

Principais mudanças na Lei do Estágio:

Carla Moura

O estagiário sempre foi visto como o quebra galho na empresa, que era contratado somente por ser considerado uma mão-de-obra barata. Mas há um ano o estagiário já pode comemorar as conquistas que a nova lei de estágios, implantada em 2008, trouxe para eles. Com uma série de benefícios para o estagiário e mais exigente com os contratantes, a princípio gerou uma redução de 30% no número de contratações. “Mas no primeiro semestre deste ano houve um crescimento de 45% em relação ao mesmo período do ano passado, afirma Priscila Dalmas, supervisora da unidade CIEE de São José dos Campos. A Lei 11.788/08 causou impacto assim que foi aprovada por conta das exigências, tais como a redução da carga horária de 8h para 6h por dia e vale-transporte. De acordo com a avaliação do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), a nova lei trouxe outras alterações positivas, como a autorização de estágio para o ensino médio e a adequação do estágio conforme a proposta pedagógica do curso. “Essas mudanças foram somente o início, pois muitas coisas precisam ser alteradas, porém essas medidas têm que ser realizadas de modo que ambas as partes estejam satisfeitas”, afirma Dalmas.

O estudante de administração, Renato Camargo, em mais um dia de trabalho

Segundo Renato Camargo, estagiário de administração na prefeitura de Guaratinguetá, a nova lei favorece muito os estagiários, mas também os prejudicam como, por exemplo, a diminuição do salário, devido à redução da jornada do trabalho. “As mudanças para contratar estagiário não prejudicaram nossos alunos, pois a empresa, independente das

mudanças, não deixou de contratá-los,” afirma Stela Maris, coordenadora de estágio do curso de Letras da Fatea. Apesar da lei já estar vigente há um ano, muitas empresas a ignoram e se esquecem que seu descumprimento resulta em vínculo empregatício e quem rescindir o contrato de forma irregular ficará impedido de receber estagiários por dois anos.

* Restrição de jornada - Quatro horas para ensino fundamental (últimos anos) profissional de educação de jovens e adultos - Seis horas para ensino superior, ensino profissional de nível médio e ensino médio regular - Jornada reduzida em pelo menos a metade em época de provas * Duração do estágio - Máximo de dois anos por empresa, com exceção de profissões em que há regulamentação própria * Bolsa-auxílio - Remuneração compulsória para estágio não obrigatório - Vale-transporte compulsório para estágio não obrigatório - A concessão de outros benefícios é permitida, sem que isso estabeleça vínculo empregatício * Férias - Recesso remunerado de 30 dias em estágios com duração superior a um ano - Recesso proporcional, quando o estágio tiver duração inferior * Saúde e segurança no trabalho - Serão aplicadas ao estagiário as legislações trabalhistas que envolvem saúde e segurança no trabalho

PREVIDÊNCIA PRIVADA, DE OLHO NO FUTURO

Lucas Staut

Carolina Areco

Aplicando-se 100 reais, em 12 meses, a renda mensal será de 13 reais

Em tempos de crescimento da expectativa de vida, projetar uma velhice digna, saudável e bem estruturada financeiramente é fundamental para quem deseja realizar na terceira idade os sonhos que ficaram para trás, durante a correria do trabalho diário.

Para isso, a previdência privada pode ser uma saída, porém, a recomendação básica para qualquer investimento é definir o seu objetivo. De acordo com José Eduardo Seixas de Almeida, administrador de empresas e há 18 anos no mercado

financeiro, discussões sobre envelhecimento das populações e reforma dos sistemas de previdência têm sido frequentes em fóruns de todo o mundo. E isso chama a atenção para a necessidade de planejar uma reserva financeira para a aposentadoria. “Fazendo uma comparação em números, se aplicarmos 100 reais durante 35 anos, teremos uma renda mensal vitalícia de aproximadamente sete mil reais, enquanto que se aplicarmos os mesmos 100 reais, em 12 meses, a renda mensal será de 13 reais”, explica. Para as pessoas que têm renda mensal que ultrapasse o teto do INSS (R$ 3.038,99 atualmente), a opção pelo benefício complementar é ideal. Melhor ainda se os rendimentos são superiores aos gastos, pois assim é que se “engorda” o patrimônio (poupa e investe). Segundo especialistas, a constituição do patrimônio de previdência deve ser iniciada o mais cedo possível (o ideal é entre os 25 e os

35 anos de idade), por meio de investimentos específicos para essa finalidade – tanto bens (imóveis, veículos, etc) quanto ativos financeiros disponíveis no mercado, como fundos de investimento, CBD, poupança, ações, entre outros. Durante a fase de acumulação, a previdência privada é ajustada levando em conta a capacidade de poupança, os fundos compulsórios do empregador (FGTS, principalmente), e a renda mensal desejada. Para Seixas, optar por essa aplicação somente vale a pena se a intenção for, efetivamente, por longo prazo. Caso contrário, os lucros obtidos em termos fiscais podem se perder ao pagar taxas mais altas do que os fundos de investimentos tradicionais. “Quando poupamos um pequeno valor por mês, por um longo espaço de tempo, estamos fazendo um planejamento ideal, de forma a não afetar nosso orçamento mensal e nos permitir uma remuneração vitalícia ideal em nossa aposentadoria”, conclui.


Viver Bem

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ATIVIDADES FÍSICAS CONTRIBUEM PARA SAÚDE MENTAL Estudos apontam que a prática de exercícios alivia quadros de estresse e depressão

Com a proximidade do verão e a chegada do calor, aumenta o número de pessoas que procuram as academias e os clubes com um objetivo: encontrar a forma física ideal. Entretanto a prática de atividades diárias, além de benéfica para o corpo, pode ser importante instrumento para a manutenção da saúde mental e emocional. Um estudo realizado na Universidade de Duke, na Carolina do Norte (EUA), aponta que praticantes de exercícios diários lidam com mais facilidade com sentimentos como depressão, tensão e raiva. Segundo os estudiosos, poucos minutos de exercícios moderados podem melhorar a visão da vida e fazer com que as pessoas fiquem menos ansiosas. De acordo com a psicóloga Fernanda Pimenta, o fato acontece pois os exercícios físicos propiciam uma fuga da rotina diária, podendo, inclusive, ser utilizados no tratamento de doenças como stress e depressão, no combate ao mau humor e no reforço à auto-estima. “Através da atividade física, produzimos mais endorfina e isso traz diversos benefícios, como sen-

Leonardo Souza

Leonardo Souza

Prática de atividade física é uma importante auxiliar à saúde mental e emocional

sações de bem-estar e relaxamento, além do controle mental. Passamos a ter melhores comportamentos”. Além das atividades em academia, as caminhadas, corridas e treinos com bicicletas também são indicadas para pessoas que precisam “relaxar”. “Aqueles que não têm condição de ir a uma aca-

demia ou procurar um personal, podem fazer atividades simples, como uma caminhada. Qualquer esforço físico ajuda na oxigenação no cérebro e, consequentemente, contribui para que estejamos mais concentrados em nossas atividades diárias”, completou Pimenta. Para César Freitas, ex-morador

da capital paulista, o estress cotidiano e a falta de tempo para a prática de atividades físicas lhe renderam problemas de saúde. “Eu tinha além das 12 horas trabalhando, mais duas ou três dentro de um carro para tentar chegar em casa. Há nove meses decidi ter uma vida melhor e, com isso, consegui diminuir meu nível de pressão. Tudo através da atividade física”. No caso do stress, doença que se caracteriza pela alteração do funcionamento do corpo humano para se adequar às novas situações cotidianas, as atividades físicas complementam o tratamento médico, pois ajudam a extravasar as tensões, aliviando os sintomas do problema. “Não temos como separar nosso corpo da mente. É tudo uma coisa só. E por isso devemos trabalhar as duas de forma conjunta. Em quadros graves de descontrole mental, como o estresse, as pessoas devem procurar exercícios que liberam mais endorfina, como boxe ou capoeira, por exemplo”, afirmou o personal training, Rodrigo Carvalho.

Adolescentes bebem mais e cada vez mais cedo Verônica Pessotti de identidade e só vendemos para maiores”, disse Priscila Donati, funcionária de bar. Um levantamento do Ministério da Saúde confirma essa tendência. Os brasileiros que bebem exageradamente têm, em sua maioria, entre 18 e 24 anos.

Verônica Pessotti

Meninas

Jovens entre 18 e 24 anos são os maiores consumidores de álcool

Os adolescentes estão começando a beber cada vez mais cedo. Os motivos para explicar o fenômeno são vários, desde a facilidade em se adquirir bebidas em bares, restaurantes e padarias, até o reduzido número de fiscais. “Comecei a beber aos 13 anos, mas apenas nos finais de semana e em shows”, disse o estudante Elias Santos, 16 anos. O também estudante Alex Silva, 16 anos, afirmou que está cada vez

mais fácil comprar bebidas alcoólicas. “O que manda, atualmente, é o dinheiro. Pagando, os comerciantes nem querem saber sua idade e não pedem carteira de identidade”, diz. A estratégia utilizada pelos menores é conhecida pelos comerciantes, que, no entanto, se dizem impotentes para combatê-la. “Não temos como controlar isso. A entrega da bebida, geralmente, é feita longe de nós. Mas, sempre pedimos a carteira

Uma das principais preocupações é a tendência de aumento no abuso do álcool pelas mulheres jovens. Um estudo conduzido recentemente pela Unifesp revela que o consumo exagerado de álcool aumenta, principalmente, entre as meninas adolescentes. Elas já se equiparam aos meninos e três em cada dez bebem com freqüência. Quanto mais se bebe na juventude, maior será a propensão ao alcoolismo na idade adulta. Quantidades moderadas de álcool, algo como dois copos de vinho por semana, trazem benefícios ao coração e ao sistema circulatório. Mais do que isso, pode resultar em danos irreversíveis ao fígado. Há indícios de que o abuso de álcool pode lesar o cérebro. Em excesso, a

bebida está associada a danos nas regiões cerebrais ligadas à memória e ao aprendizado. De acordo com um relatório da Organização Mundial de Saúde do início de 2000, o álcool mata mais do que o tabaco. “Ele lidera a lista dos fatores de risco para as doenças crônicas, seguido por excesso de peso, hipertensão e tabagismo”, diz Carlos Augusto Monteiro, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP.

Lei Federal • A Lei nº 14.450, de 22 de junho de 2007, instituiu o Programa de Combate à Venda Ilegal de Bebida Alcoólica e de Desestímulo ao seu Consumo por Crianças e Adolescentes. • A legislação considera alcoólica toda bebida potável, com qualquer teor de álcool, e traz ações preventivas e repressivas. • A multa prevista é de R$ 4.500, e será aplicada em dobro nos casos de reincidência.


Turismo

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LAZER NO VALE DO PARAÍBA

Região oferece opções alternativas de turismo ambiental no verão Joselaine Costa Lívia Fernandes

Trilha do Gomeral, sentido à Pedra Grande, em Guaratinguetá

todo o trecho da estrada a paisagem de região serrana. A Cachoeira do Onça tem acesso por uma estrada de terra que se localiza ao lado do Truteiro de Gilberto Fellipo que fica na mesma estrada que segue para o Gomeral. Recebe esse nome segundo moradores do local, em referência a um antigo proprietário das terras, símbolo do bairro, cujo apelido é “Seu Onça”. Em toda trilha pode se ouvir o barulho da queda de 20 metros das águas, formando um poço de 12 m de diâmetro. É possível também observar e ouvir o canto de mais de 50 espécies de aves. Para quem gosta de caminhada, há

Paisagem do Gomeral, em Guaratinguetá

ainda a trilha da Pedra Grande, que é muito procurada por simpatizantes de fotografia, devido às paisagens e visões panorâmicas do Vale do Paraíba. O marco de saída para a trilha é a casa de Dona Ana onde funciona a pousada Don’anna que se localiza na Estrada Parque José Jorge Boueri no bairro Gomeral. A altitude é de 1250m, e a subida de aproximadamente 800m, o que totaliza quatro horas de subida até o topo da pedra, ou seja, oito horas de caminhada, subida e descida, em meio à mata. Para evitar desvios, é recomendável a presença de um guia.

Em Lavrinhas, a dica é desfrutar de suas águas. No bairro Capela do Jacu, localizado a 45km de Guaratinguetá, há vários balneários, bem como o Lago da Pedreira e o Poço Verde. A Capela é um bairro afastado do centro de Lavrinhas. Para quem vai de Guaratinguetá a Queluz, deve sair da Dutra em sentido ao centro da cidade. No trevo do Rio Jacu, basta entrar à esquerda e seguir em frente pela Estrada Municipal Pinheiros-Boa vista. E após atravessar o bairro Pinheiros, a Capela é o próximo bairro. Seus balneários mais conhecidos, Rancho do Zé João e Rancho do Carlos Lopes, encontram-se logo na entrada, um próximo ao outro, disponibilizando aos visitantes cachoeiras conservadas, além de piscinas naturais, chalés, lanchonetes, quadras e ambiente de lazer. Localizados bem próximos à Serra da Mantiqueira, proporcionam tranquilidade e aconchego. O custo de suas entradas variam de R$ 3 a R$ 5. Ao contrário dos balneários, o Lago da Pedreira e o Poço Verde possuem uma difícil localização, mas a beleza compensa qualquer obstáculo. Destacando-se por sua nascente de águas cristalinas, o Lago da Pedreira recebeu este nome por ser rodeado por pedras. Já o Poço Verde, que também possui águas cristalinas, é diversificado por ser cercado por arbustos e flores silvestres, tornando o local ainda mais atrativo. Mas, vale lembrar que por ambos serem de difícil acesso, a presença de um guia é indispensável.

O bairro Capela do Jacu, em Lavrinhas, oferece diversas opções de lazer ecológico

Erasmo Ballot

Erasmo Ballot

Lavrinhas

Joselaine Costa

Para muitos que procuram lazer e diversão na chegada da última estação do ano, o Vale do Paraíba é uma boa opção. A beleza natural da região tornou-a refúgio de amantes da natureza e sua formação de cachoeiras e vegetação bem conservada com belas paisagens formam o cenário ideal para a prática de turismo de aventura. Compondo este cenário, existem dois trechos que se destacam: o Gomeral, em Guaratinguetá, e a Capela do Jacu, em Lavrinhas. O Gomeral apresenta uma beleza natural, formada por cachoeiras, vegetações, serras e uma bela paisagem. Situado em meio à Área de Proteção Ambiental Federal da Serra da Mantiqueira, localiza-se a uma distância de 32 km de Campos do Jordão, por uma estrada de terra, e a 71 km de Cunha, ocupando boa parte dos 150 km da trilha Campos do JordãoParati. A distância de Guaratinguetá ao bairro Gomeral é de 17 km. A natureza propicia atividades como caminhada nas trilhas e percursos rasos dos ribeirões, prática de esportes como montanhismo e rapel, passeios de jipe, saltos de asa delta e paraglider, passeios de bike, bem como a observação de fauna e flora. Para atividades de asa delta e paraglider, os locais mais propícios são o paredão localizado acima da igreja de São Lázaro (no Gomeral) e o paredão localizado na Fazenda Esperança (Pedrinhas/ Taquaral). O bairro também é ponto de turismo gastronômico, em função dos diversos criadouros de truta existentes na região. Suas cachoeiras mais conhecidas são: a Cachoeira da Bromélia, que se localiza na Estrada Parque José Jorge Boueri, que liga o bairro Pedrinhas ao Gomeral, podendo ser observada em


Jornal [in]Formação 8ª edição 2009