Page 1

JORNAL IFFOLHA Julho de 2017 | ano II | nº 2

Instituto Federal Fluminense - Campus Santo Antõnio de Pádua

facebook.com/JornalIFFolha

Encontro propõe ações sobre questões de gênero no IFF Campus Pádua

Integrantes do Núcleo de Gênero do Campus Santo Antônio de Pádua e alunas já formadas no curso de Refrigeração Ocorreu na quinta-feira, 1 de junho de 2017, no Instituto Federal Fluminense Campus Santo Antônio de Pádua, a primeira reunião do Grupo Nísia Floresta, com o intuito de abordar temas como igualdade de direitos, oportunidades e responsabilidades entre os gêneros e empoderamento feminino. Organizado pelo Núcleo de Gênero do Campus, e contando com a participação de estagiários do curso de Pedagogia da UFF (Universidade Federal Fluminense), o encontro propôs diversas ações a serem realizadas no Instituto, com o objetivo de promover debates sobre tais questões, além de espaços mais inclusivos. Entre as atividades previstas, está um curso de cooperativismo e economia solidária voltado para mulheres, e uma espécie de workshop para proporcionar, também às mulheres da nossa região, a oportunidade de expor seus trabalhos artísticos e culturais.

Aline Portilho, produtora cultural do Instituto Federal Fluminense, ressalta: “É fundamental que se debata na escola as responsabilidades que todos temos em promover o respeito pela diversidade como forma de construir uma sociedade mais tolerante. O projeto Núcleo de Gênero vem justamente para promover esse debate, almejando sempre construir uma sociedade em que a diversidade seja um valor e não um problema.”  Debates e dinâmicas sobre as questões de gênero e sexualidade também devem ser realizados durante os meses de junho e julho com os alunos do Campus. A participação e o interesse de todos se faz fundamental ao processo de conscientização sobre o respeito à diversidade. Por Gabriel Robert – 2º ano de Administração


Editorial A equipe do IFFOLHA, após o sucesso de sua estreia, apresenta orgulhosamente sua segunda edição, fruto do intenso trabalho de diversos alunxs e servidorxs do Campus Santo Antônio de Pádua. Buscando cumprir o desejo de ser o meio de voz e exposição das ideias de todos que estudam ou trabalham em nossa instituição, esta edição aborda de forma significativa uma temática que há muito incomoda grande parte dos integrantes de nossa escola: o machismo. Foram produzidos vários gêneros textuais abordando o assunto: crônica, poema, artigo de opinião, entrevista, pesquisa. Muitas vezes escancarado ou velado em todos os locais, esse assunto se mostra muito atual e preocupante, principalmente em nossa instituição, que tem como objetivo acolher toda a comunidade. Através de vários acontecimentos recentes em nosso Campus, fica evidente a forte presença deste pensamento doutro século na forma de pensar e agir de grande parte dos alunxs. Saber que isso ocorre em um espaço tão diverso e integrador como nosso Instituto é bastante preocupante, visto que partindo de uma experiência micro (escola), os casos tendem a ser mais assustadores

numa plataforma macro (sociedade). Muito além do aprendizado algébrico ou linguístico, a escola deve educar também para princípios respeitosos para todxs, independente de cor, crença, partido ou etnia. É nesse contexto que surge a necessidade de se abordar esse tema de forma crítica e profunda na segunda edição do jornal, com o objetivo de que uma escola e uma sociedade cada vez mais justas e igualitárias sejam construídas. A equipe IFFOLHA deseja a todos uma boa e engrandecedora leitura, além de agradecer à colaboração de todos os envolvidos direta e indiretamente na produção deste material. Este assunto foi o foco desta edição, mas outros temas também foram abordados. Ressaltamos que este conteúdo dirigese a uma autorreflexão do papel de cada indivíduo nessa “guerra” travada desnecessariamente entre opiniões individuais, para uma unificação de paz entre todos. Por Ana Beatriz Figueiredo (1ºano B), Gabriel Robert (2ºano Administração), Maria Eduarda Gualberto (2º ano Administração), Mariana Blanc (3º ano Administração)

As fêmeas têm voz

Feminismo não é roupa de gala para se usar em certas ocasiões, ele só funciona quando posto em prática Por estarmos organizando esta edição desde março, mês da mulher, passando por maio, mês das mães, a equipe do artigo de opinião decidiu fazer uma resposta ao machismo claro e escancarado em uma entrevista da 1ª edição, em que o entrevistado, ao ser perguntado sobre o que mais havia lhe chamado atenção nos jogos, respondeu que foram “as fêmeas.” E também em resposta a diversas outras atitudes como esta, que ocorrem de maneira contínua no Campus e nos demais ambientes. Esperamos que as pessoas reflitam sobre suas atitudes diárias, e, ainda mais, sobre como mudá-las. Seria impossível falar de machismo sem antes explicar os conceitos já muito debatidos em sala, e mesmo assim ignorados por uma parcela considerável de alunos em inúmeros momentos. Dois conceitos que serão muito citados no texto e que estão em nosso dia a dia, na sala e em outros ambientes, são o feminismo, muitas vezes confundido com femismo, e o machismo. A diferença entre estes três temas é bem simples. O feminismo tem como principal objetivo a equidade de quaisquer gêneros, tanto no mercado de trabalho, como na liberdade de expressão. Já o machismo, é uma ideologia muito incorporada em nossa sociedade e em grande parte de nosso planeta e consiste em idealizar a imagem masculina acima de todas as outras. Muitas vezes, o machismo não atinge apenas a mulher, mas também, o próprio homem. O femismo, por sua vez, é uma ideologia que persiste em pôr a imagem da mulher acima de outros gêneros, principalmente homens, mas também excluindo a parcela trans de sua marcha. Nossa sociedade já desfavorece e banaliza a idealização feminina em todos os aspectos imagináveis. Por exemplo, se uma garota se parecer com um garoto, está tudo bem, afinal, ser “a nova Neymar” é melhor que ser “a primeira Ana”. Mas, se um garoto se parecer com uma garota, é uma abominação. Vale

lembrar que machismo não é só aquilo que põe a esposa como dona de casa, que faz com que a funcionária tenha um salário menor por ser mulher ou a sua namorada não poder usar um batom vermelho porque é “coisa de puta”. Entretanto, onde entra a entrevista da 1ª edição? Simples! Na redução das mulheres a apenas uma bunda legal ou um peito bonito. Um desrespeito às mulheres, à pessoa que o entrevistou (uma mulher, aliás), às pessoas de quem o entrevistado estava falando que, nem sabiam do tratamento hostil que estavam recebendo, ao professor que levou o entrevistado para realizar a atividade. Não foi apenas este ocorrido que marcou nossa escola com machismo escancarado, mas ainda sim, velado nas brincadeiras. Podemos recordar o episódio em que um prato ao cair, quebrou e trouxe riscos aos (muitos) animais do Campus, e alunas, com todo bom senso, se dispuseram a limpar. Enquanto elas faziam este favor, algum outro aluno passou, zombando e afirmando que aquilo não era “mais que obrigação de uma mulher”. A priori, a inofensiva brincadeira não remetia nada demais, nada que fosse escandaloso o suficiente para ser exposto no Facebook, nada que a ouvinte devesse se importar. Ou talvez, a inofensiva “brincadeira” para um dos lados, seja algo que toda mulher está saturada de ouvir. Aliás, dedicamos um momento para ressaltar que alguma coisa só é brincadeira se os dois lados estiverem brincando. E bem, afirmamos que as pessoas que ouviram não estavam dispostas a brincar com algo tão sério. A propósito, por que se importar se não existe machismo na escola? Se o machismo existe apenas do outro lado do mundo, e as mulheres ocidentais estão muito bem sendo humilhadas e mortas pelo machismo diariamente? É, talvez seja exagero os “textões” de Facebook, as passeatas e manifestações em prol de uma vida equitária entre todos.


O machismo está claro quando olhamos para uma sala de um curso “para homens” com 10 alunos e apenas 1 desses nessa sala é uma mulher. Ou em alguma instituição hierarquizada, onde a presença de mulheres no comando é praticamente inexistente. E, por todas as coisas que mulher tem que fazer, que mulher tem que lavar, por todas as pessoas que a mulher tem que aturar, é necessário o feminismo. Feminismo não é roupa de gala para se usar em certas ocasiões, ele só funciona quando posto em prática. Só funciona quando na sala, mesmo tendo apenas uma menina, ela é respeitada. Só funciona quando você estende sua mão para a mulher negra e não apenas para a branca. Só funciona quando se enxerga que a mulher não é apenas um ser sem opiniões próprias e é dona de seu corpo. Só funciona quando você tem empatia pela pessoa, seja homem ou mulher. Portanto, o feminismo levantou uma bandeira que, para muitos é difícil de engolir: você é responsável pelo copo que suja e pelas coisas que faz e fala. Talvez, aceitar a responsabilidade sobre alguns atos seja um trabalho árduo e contínuo, que jamais deve ser feito sozinho, mas, em conjunto com pessoas dispostas a melhorar a sociedade para ambos os sexos e gêneros.   Por Ithalo Vitipó (2º ano Administração), Lara Machado (2ºano Automação), Maria Eduarda Gualberto (2º ano Administração), Maria Fernanda Muniz (2ºano Edificações), Mariana Blanc (3º ano Administração)

TIRINHAS

Ana Carolina Lessa (1º Ano A)

Marina Colasanti inspira A gente se acostuma a ouvir comentários desagradáveis, às vezes corriqueiros, indiretos, impensados, “humorísticos”, de todas as maneiras. A gente se acostuma a não dar muita bola. E, por não dar muita bola, ela vai rolando do pé de quem chutou e faz gol lá nas traves do coração. Fica lá, paradinha, sem que nenhum gandula pense sequer em vir pegá-la, já que aquele parece o lugar apropriado pra ela. A gente se acostuma com todo esse campeonato de futebol que acontece diariamente, se acostuma com a goleada, simplesmente porque não tem capacidade de ser goleiro. E por não ter tal capacidade, a gente se torna atacante e chuta a bola direto para as traves do coração de outra pessoa. A gente se acostuma a levar toda culpa por algo que a gente sequer fez, pensou, provocou, ou seja lá qual verbo é melhor usar para arremessar toda a culpa sobre nós. A gente se acostuma a ser cesta de basquete e ficar paradinha só vendo uma esfera gigante vindo em nossa direção. E por ser cesta, se acostuma a deixar que arremessem suas culpas, como bolas de basquetes, e façam pontos. Seja dentro ou fora da marcação da linha dos três pontos, seja 2 ou 3, seja com falta, valendo 3 ou 4, ou durante o decorrer do jogo, na partida da vida, a gente se acostuma a um só jogador fazer 40 pontos sem sequer ter alguém o marcando. É cesta, é objeto, é imóvel. Não fala, não sente, não pensa. Cuidado com essa sua rede, hein cesta?! Esses buracos nela estão vulgares demais, é isso

que você chama de decote? E essa sua circunferência? Assim fica fácil demais marcarem pontos. Estão arremessando bolas em você? A culpa é toda sua por ser tão fácil de acertar. Talvez se não fosse como é, não arremessariam. A gente se acostuma a ser colocada pra trás. A perder uma vaga de emprego em que há qualificação, apenas por ser o que é. A gente se acostuma a receber menos do que deveria por um trabalho tão bem feito. E por ser colocada para trás, a gente se acostuma a ser o melhor competidor no meio de vários. Nossa linha de partida nessa corrida é posta a vários centímetros de diferença e a gente se acostuma, porque a gente sabe que ainda sim, a gente atingirá a linha de chegada com tempo de sobra. Ora ganha, ora perde. O que é fato, é que não haveria tal diferença se não houvesse um medo pela igualdade, pela justiça. Ao igualar as linhas iniciais, ambos teriam que ter os mesmos esforços, habilidades e dedicação. Destacando-se quem de fato tem qualidades, ao invés de favorecimento. É uma corrida, e se o seu medo faz você achar que não tem habilidade o suficiente pra merecer o primeiro lugar, ele vai fazer você garantir que os outros competidores sejam os últimos. O que, de fato *mais uma vez*, é uma atitude covarde. A gente se acostuma, mas não deveria, para que nossa atitude não venha a ser apenas mais uma atitude covarde. A gente é, a gente pode e a gente deve. A gente é mulher. E por mais que em uma partida de soletrando a definição dada seja: “Pessoa adulta do sexo feminino”, a gente sabe que vai muito além disso. E a gente sabe, justamente, porque é o contrário de tudo que a gente se acostumou. Por Jéssika Curty 2ºano Edificações


Outros jeitos de usar a boca

Assim que vi que a youtuber JOUT JOUT falando sobre este livro, tive a certeza de que o mesmo era bom e desejei muito fazer a leitura por ele trazer temáticas importantes do universo feminino como: amor, feminilidade, perda, abuso e violência contra a mulher. Outros Jeitos de Usar a Boca foi escrito por Rupi Kaur, que ganhou bastante destaque ao publicar seu trabalho no instagram e este mesmo trabalho resultou nesse livro INCRÍVEL. Kaur nasceu em Punjab, na Índia, e emigrou com seus pais para Toronto, no Canadá ainda criança (com 4 anos). O livro mostra o empoderamento feminino e é dividido em quatro partes que dão ênfase a etapas e processos pelos quais a mulher tende a passar na vida: “A dor”, “O Amor”, “A Ruptura” e “A Cura”. Em cada um dos poemas, Rupi Kaur apresenta a forma como a mulher é olhada e abusada pela sociedade, mas também, como a própria mulher se olha ou deveria se olhar. Os poemas e pequenos textos poéticos mostram que as mulheres devem se ver como autoras e personagens principais de suas vidas.

Rupi Kaur afirma que nós, mulheres, devemos aprender a amar nosso próprio sexo, nosso próprio corpo e assim poderemos amar outra pessoa. O Amor próprio nos deixa com a autoestima elevada e faz um bem enorme. Aqui também temos poemas que denunciam abusos, violências e preconceitos contra as mulheres, e mostram que, às vezes, a cultura pode ser uma jaula invisível ou grilhões quase impossíveis de quebrar, mas que com a luta diária podemos, sim, conseguir nos soltar de tanta prisão, julgamento, preconceito, abuso e violência. Outra coisa que me chamou muito a atenção em Outros Jeitos de Usar a Boca é a voz feminina, o empoderamento que esse livro promove e a

forma de amar e se entregar de uma mulher, que deve reconhecer quando lutar e quando seguir adiante, a mulher que não deve ter medo dos tabus. Não poderia ter havido um lançamento mais propício para o Mês das Mulheres como este livro: Outros Jeitos de Usar a Boca.  Este é o tipo de livro que faz bem ganhar e dar de presente porque soa como um elogio a todo poder feminino que cada mulher tem. Mais do que indicado, não perca tempo! Por Maria Fernanda Muniz – 2ºano Edificações


HORÓSCOPO

“A mãe de cada signo” LIBRA(23/09 - 22/10)

ÁRIES (21/03 - 19/04) Mãe ariana: ativa e dinâmica, tentando ao máximo ser companheira dos filhos, mesmo que seja difícil em algumas horas. É a mãe que gosta de dar bronca. Para ela, o respeito é uma forma de educação.

Mãe libriana: é uma mãe equilibrista, tentando encontrar tempo para si mesma, para seus filhos e seu marido. Apesar de não ser muito carinhosa, ensina desde cedo seus filhos a terem bons modos e serem gentis.

ESCORPIÃO(23/10 - 21/11)

TOURO( 20/04 - 20/05) Mãe taurina: afetuosa, generosa e muito ciumenta. Mulher prática e sensata, que valoriza a honestidade e a sinceridade.

Mãe escorpiana: é muito dramática e exigente, mas também sabe ser afetuosa e protetora. Elas estimulam os talentos de seus filhos e torce para que eles sejam bem sucedidos.

GÊMEOS( 21/05 - 20/06)

SAGITÁRIO(22/11 - 21/12)

Mãe geminiana : moderna e descolada, gosta de ser amiga dos filhos. Estimula a independência deles, porém se vir que está sendo excluída, a coisa pode ficar feia!

Mãe sagitariana: é muito intelectual e estimula os filhos a ler e estudar. Ter filhos representa uma nova aventura, segundo elas. Gosta de viajar e conhecer coisas novas.

CÂNCER( 21/06 - 22/07)

CAPRICÓRNIO(22/12 - 20/01)

Mãe canceriana: protetora e apegada aos filhos, dedicando sua vida a eles. Mesmo quando seus filhos já estão “crescidinhos” ela continua arrumando a cama deles e cuidando para que tudo esteja bom para eles.

Mãe capricorniana: é afetuosa, detalhista, recatada e gentil, são alguns de seus aspectos. Não gosta de desobediência e nem de afrontamentos vindo dos filhos.

LEÃO( 23/07 - 22/08) Mãe leonina: tem personalidade forte, sendo muito protetora. Tem orgulho de seus filhos, não admitindo que falem mal deles. Reforça a utoestima dos filhotes desde pequenos e, às vezes, pode deixá-los mimados e teimosos.

VIRGEM(23/08 - 22/09) Mãe virginiana: esta mãe é muito perfeccionista, tendo grandes dificuldades em ver a casa desarrumada e seus filhos desleixados. Gosta de rotina e é muito atenta aos detalhes da vida de seus filhos.

AQUÁRIO( 21/01 - 19/02) Mãe aquariana: gosta que respeitem seu próprio espaço, que seus filhos sejam independentes e também tentam escapar de situações que ponham sua afetividade à prova.

PEIXES(20/02 - 20/03) Mãe pisciana: são muito carinhosas, amigas e companheiras de seus filhos. Gostam de estimular a imaginação deles, pois esperam que se transformem em pessoas talentosas e felizes.

Por Brenda Guimarães (1º ano B), Isadorah Muniz (1ºano A), Márcio André Lugão (1º ano C) e Maria Eduarda Brasil (1ºano A)

Playlist

Em homenagem à mulher 1 - Cyndi Lauper - Girls Just Wanna Have Fun 2 - Beyoncé - Run the World (Girls) 3 - MC Carol - 100% feminista 4 - Carol Conká - É o Poder 5 - Pitty - Desconstruindo Amélia 6 - Little Mix - Salute 7 - Lady Gaga - Born This Way 8 - Destiny’s Child - Independent Women 9 - Lily Allen - Hard out Here 10 - Beyoncé - If I Were a Boy

Por Aline Teixeira (2º ano Administração), Beatriz Ferreira (2º ano Administração), Ilmara Pedro (1º ano C), Isabelle Soares (2º ano Edificações), Ithalo Vitipó (2º ano Administração), Lívia Azevedo (1º ano A), Maria Eduarda Gualberto (2º ano Administração), Mariana Cruz (1ºano A), Matheus Ramos (2º ano Automação), Paulo Victor de Souza (1º ano B)

Teve cinco namorados Quando deu, espantou todos CACHORRA A mãe não criou direito Passou todos os defeitos PIRANHA Deixou meu copo na pia Eu que mando nessa porra VADIA Subiu de cargo Viajou pelo mundo. Deu pro chefe, só pode VAGABUNDA Que bunda, que peito Mas falta conduta PUTA Deu pro Pedro, pro João Mas eu e meu irmão? Não? VACA Essa é puta Essa vadia E a irmã é vagabunda Mas Fulana é diretora Ciclana, a melhor aluna E beltrana é minha médica Lara Machado - 2º ano Automação


ENTREVISTA A equipe de entrevista do nosso jornal produziu uma matéria com o professor de filosofia da UFF, Fábio Oliveira, que expôs sua opinião e fez alguns esclarecimentos sobre o tema “o atual cenário de violência contra homossexuais, transgêneros e travestis na sociedade brasileira”. Gostaríamos de saber um pouco mais sobre seu projeto “Arte e Filosofia” na UFF.

Gostaríamos de saber qual é a diferença entre homossexual, transgênero e travesti.

O projeto que a gente tem trabalhado tem o título “Arte e Filosofia: a empatia como instrumento de educação moral”. Este projeto visa pensar a relação entre a filosofia e o modo como a Arte pode nos auxiliar a repensar o modelo de sociedade que a gente vive, fortemente marcado por preconceitos, discriminações das mais variadas, entre elas, discriminações com base em classe, raça, gêneros e orientações sexuais, entre outros. Na verdade, é uma tentativa de aproximar alguns temas próprios da filosofia, utilizando de ferramentas da arte para tentar atingir um público que vá para além da sala de aula. Através de exibições de filmes, sobretudo documentários, fotografias, pinturas, teatros, enfim, fazemos uso dessas ferramentas como forma de levar o debate para um público maior.

Esta é uma pergunta difícil. Principalmente em relação aos dois últimos conceitos: transgênero e travesti. Vou começar pelo mais fácil. Homossexual é, na verdade, uma dentre tantas outras orientações sexuais. Como a heterossexualidade, também existe a homossexualidade. E na verdade é uma forma de você tratar o modo como as pessoas de um mesmo sexo se relacionam entre si, seja através do sexo, seja através de uma relação amorosa. Enfim, os homossexuais seriam essas pessoas que se permitiriam e teriam relações de afeto com pessoas do mesmo sexo. Uma pessoa transgênera, na verdade, é uma pessoa que não se reconhece no sexo designado no seu nascimento. O prefixo “trans”, justamente, propõe pensar que houve uma transição. Então, a pessoa nasceu, segundo a medicina, de um sexo, porém ela se reconhece no que, dentro de um binarismo, nós diríamos, do outro sexo. Então, uma mulher transexual é uma mulher que, pela medicina, foi designada como homem, em seu nascimento. E um homem transexual é aquele que, pela medicina, foi designado mulher, em seu nascimento.

Na nossa sociedade, o homem é educado para não expressar seus sentimentos mais sutis

O conceito de travesti é um conceito mais político. Durante muito tempo, ele foi utilizado pela sociedade de forma pejorativa para designar, sobretudo, pessoas trans marginalizadas que viviam em periferias de forma precária, que viviam nas ruas. Atualmente, ele foi absorvido pelo movimento trans, podemos usá-lo como um conceito guarda-chuva, que reúne pessoas trans de modo geral e travestis. Mas as pessoas se reapropriaram desse conceito de forma a torná-lo algo emancipador. Então, hoje em dia, é muito comum você conhecer e ver uma pessoa trans se autodeclarando travesti, como uma forma de romper com o preconceito imposto pela sociedade que, no passar do tempo, se referiu às pessoas travestis de uma forma pejorativa. As estatísticas de agressões e mortes envolvendo esses grupos vêm crescendo. Por que você acha que mesmo estando no século XXI ainda há tanto preconceito? Eu não sei se conseguiria responder o porquê de haver tantos preconceitos, mas imagino que uma das razões pelas quais o Brasil ocupa um ranking de destaque em relação a assassinato de pessoas LGBTQIs1 se dá pelo modo como nós reproduzimos algumas marcas das opressões históricas da nossa colonização, por exemplo. Eu acho que o Brasil, infelizmente, ainda mantém uma estrutura de hierarquia bastante violenta e opressiva contra as identidades ditas subalternas e as pessoas LGBTQIs ocupam esse lugar também de subalternidade, de minorias. É interessante pensar em minoria, porque minoria não tem aqui um sentido quantitativo, mas um sentido de falta de expressão, carece poder dentro dessa sociedade para levantar uma voz que possa propagar uma bandeira igualitária. Então, me parece que a reprodução de um modelo que eu costumo dizer que é a lógica da dominação, a lógica da caça, onde o opressor se sente confortável e no direito sempre de oprimir aquele que ele entende como sendo o mais fraco, ele acaba fazendo com que as pessoas se sintam no direito de violentar aquilo que é diferente. A ideia da diferença no Brasil vem minando possibilidades desses grupos minoritários de se erguerem de fato, de se emanciparem. Isso tem mudado, é verdade, de uns tempos pra cá. Eu acho que se há alguma coisa positiva nas redes sociais é que ela proporcionou o encontro entre essas pessoas que até então não tinham um espaço físico para se encontrarem. Afinal de contas, quando a gente pensa em cidades, em lugares, um pouco mais distantes das grandes metrópoles, por exemplo, a dificuldade é ainda maior de você conseguir um espaço seguro, onde as pessoas possam (pessoas LGBTQIs), tranquilamente, saírem, tomarem um café, conversarem sobre suas questões. Aqui na cidade de Pádua, por exemplo, eu, particularmente, não conheço nenhum lugar em que a sigla LGBTQI esteja convidando essas pessoas a se sentirem seguras nesses espaços. Então, eu imagino que, nesses contextos, as redes sociais acabam operando como um lugar seguro, não físico, mas que proporcionam encontros que a vida real não permite que aconteça. Acho que apesar do Brasil ocupar esse lugar de ranking, sendo o país que mais mata pessoas LGBTQIs no mundo, nós ainda assim podemos

Brasil continua sendo o país que mais mata LGBTQIs

1

LGBTQI – a comunidade LGBTQI engloba: lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transgêneros, transexuais, queer e intersex.


perceber uma resistência cada vez maior por parte desse grupo. Você acredita que esse tipo de violência tem alguma relação com a criação e a educação dos agressores? Acho não só que tem uma relação, como ela é a origem da violência. Se a gente parar para analisar que, normalmente, os agressores, por exemplo, de travestis, são, majoritariamente, homens cisgêneros, ou seja, homem que foi designado homem no seu nascimento e se reconhece como tal e a gente vê que esse homem branco, burguês, heterossexual, cisgênero é o que ocupa lugar de destaque nesse processo de opressão, a gente entende e começa analisar com mais cautela o modo como os homens são criados em nossa sociedade. Aqui eu me restrinjo a falar da sociedade brasileira que é a que eu conheço. Na nossa sociedade, o homem é educado para não expressar seus sentimentos mais sutis, pelo contrário, é sempre estimulada a agressividade, a violência, o falar alto, o ocupar muitos espaços. Enfim, é ensinado a não respeitar aquilo que é diferente dele, inclusive as mulheres, para não dizer as mulheres lésbicas, por exemplo, uma vez que o Brasil é um país que tem como prática o estupro coletivo, como esses homens costumam dizer. É importante a gente verificar que o modelo de masculinidade que a gente tem apostado, pode ser sim uma das origens causadoras desse processo de violência apavorante, eu diria, que nós vivemos hoje em dia e vivemos no passado, mas ela vai se readequando aos novos modelos de sociedade e acredito que a violência nasce dessa aposta na masculinidade no Brasil.

problematizar, interromper uma piada, por exemplo, perguntar por que aquela pessoa está rindo de outra. Na verdade, esse questionamento é algo que deve ser compartilhado. Do contrário, as pessoas LGBTQIs se sentem muito solitárias e constrangidas nessa luta. É curioso que as pessoas sempre diminuam a luta LGBTQI por conta da pessoa que luta ser integrante de uma dessas siglas, como se você só defendesse a luta contra a homofobia, porque você é gay. Como se não pudesse ser um projeto de uma sociedade melhor, seja dentro dos

Eu aposto na Filosofia como uma forma de empoderamento, uma forma de autodeterminação

O governo atualmente está fazendo algum tipo de campanha para a diminuição desse tipo de violência crescente? Se sim, qual? Na verdade, a gente pôde perceber, na última década, um avanço em termos de visibilidade de pautas LGBTQIs, no Brasil. A criação, por exemplo, do Rio sem homofobia é um desses projetos que visou, durante muito tempo, diagnosticar as causas e oferecer possíveis respostas e auxílios a essas pessoas que diretamente sofreram violências por motivo de homofobia, lesbofobia, transfobia. Mas é verdade também que, no último ano, houve um desmonte desse programa, então eu diria que os avanços que nós podemos mencionar, apesar de terem acontecido, são poucos. Afinal de contas, o Brasil continua sendo o país que mais mata LGBTQIs, isso sinaliza que foi feito muito pouco, deveria ter sido feito mais e a expectativa de futuro, infelizmente, em termos de programas e políticas públicas voltadas para esse coletivo, não é muito positiva. Acho que esse desmonte do governo do Estado do Rio de Janeiro, em relação ao Rio sem homofobia, aponta para um horizonte bastante nebuloso. Nos manteremos otimistas, mas esse otimismo parte da militância diária das pessoas LGBTQIs, que muitas vezes, não encontram no estado um aporte necessário para sua própria existência e insistência. O que nós podemos fazer para essa situação diminuir? Tanto a violência física quanto a verbal? Uma das primeiras coisas que se tornam necessárias é reconhecer os privilégios que nós ocupamos na sociedade. Nós, enquanto sujeitos políticos, devemos saber que esses privilégios nos ofertam trânsitos específicos na sociedade, que são traduzidos em benefícios de uma existência mais ou menos pacífica e tranquila. Eu costumo dizer que todos nós devemos assumir o papel na luta contra a homofobia, lesbofobia e a transfobia. Não só as pessoas LGBTQIs, mas todos devem assumir para si a luta contra a violência física e simbólica, que se dá através do discurso. Eu acho que uma das coisas básicas que devemos fazer é sempre questionar,

espaços de ensino, seja fora dele. E é curioso também pensar que esses tipos de preconceitos estejam nos ambientes, justamente, onde nós deveríamos combatê-los, ou seja, nas escolas e nas universidades, justamente nos espaços de produção do conhecimento. E se o preconceito e a discriminação estão nesses lugares, nós devemos suspeitar que do lado de fora esteja muito pior. Ali é o espaço onde nós deveríamos repensar o modelo de sociedade em que nós estamos apostando. Você acha que a Arte e a Filosofia podem nos ajudar nesse combate? A filosofia, em especial, é uma forma de olhar para as coisas de uma maneira diferente. A Filosofia tem os ingredientes para isso. Penso, então, que a Filosofia possa ser uma forma de atuação na sociedade sim, ainda que a maior parte das pessoas entenda a Filosofia como algo muito abstrato, eu penso que a Filosofia é parte do nosso cotidiano, desde o momento em que julgamos uma ação e estamos, portanto, fazendo um juízo de valor ético sobre aquilo, até mesmo no modo como interpretamos as relações que estabelecemos com as outras pessoas, com a natureza, com os animais. Tudo isso é Filosofia. Ela pode nos auxiliar a desconstruir e reconstruir essas relações. Eu aposto na Filosofia como uma forma de empoderamento, uma forma de autodeterminação, uma forma de senso crítico. Então, se a Filosofia é, justamente, essa disciplina que nos oferece outras formas de ver a mesma coisa, então ela pode ser bastante útil para que a gente reinterprete o modo como grupos subalternizados ao longo da história foram vistos. Entendo que conjugada à Arte ela possa construir um modelo de sociedade diferente desse que a gente vive atualmente. Um modelo de sociedade que vise dar espaço a outras formas de conhecimento, de expressão de identidade, de amor, de afeto, de justiça, enfim, a uma outra forma de existir em sociedade, que não seja uma sociedade marcada pela violência, mas que seja marcada pelos encontros e que esses encontros produzam diálogos. Isso, para mim, é muito importante, que a Filosofia e a Arte conjugadas produzam diálogos, onde as divergências possam habitar esse espaço, sem que uma queira aniquilar a outra, mas que promovam uma pluralidade e que essa pluralidade consiga, de forma pacífica, conviver. Se você estiver interessado no projeto “Arte e Filosofia” que ocorre na UFF, entre em contato com a aluna Tayná (2º ano de Edificações), que é membro deste projeto. Cleyciano Mendel (2º ano Edificações), Esthevão Vieira (2º ano Edificações), Lafânia Xavier (2º ano Automação), Millena Blanc (2º ano Administração), Pâmella Rodrigues (2º ano Edificações), Vinícius Gonçalves (2º ano Automação)


PESQUISA A equipe de entrevista do IFFOLHA produziu uma pesquisa sobre um tema muito atual e discutido na nossa sociedade: a violência contra homossexuais, transgêneros e travestis. Foi produzido e aplicado um questionário a todas as turmas diurnas da escola. A partir dos resultados, foi possível conhecer a opinião dos estudantes sobre o tema em diversas situações. Confira nas seguintes páginas, os resultados obtidos:

Você sabe o significado dos termos “homossexual”, “transgênero” e “travesti”? 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0%

50% 45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% 40%

As respostas a essa pergunta mostram que a maioria das pessoas conhecem os três termos, o que nos deixa satisfeitos, pois o conhecimento ajuda a combater o preconceito. Porém, acreditamos que o percentual de pessoas que desconhece um dos termos (15%), ainda é 90% alto. Gostaríamos de pedir80% a essas pessoas que lessem a entrevista com o professor da UFF, Fábio Oliveira, apresentada70% nesta edição, já que ele esclarece cada termo. 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0%

Todos sabemos que esses grupos são muitas vezes vítimas de “piadas” e “brincadeiras” de mau gosto da sociedade. Você acha que isso pode afetar negativamente a vida dessas pessoas?

Podemos observar nos resultados apresentados que a maioria das pessoas concorda que as “piadas” e “brincadeiras” de mau gosto afetam negativamente a vida das pessoas que pertencem aos três grupos. Neste momento, não podemos deixar de questionar: se 35%a maioria concorda com isso, por que ainda há tanto preconceito? Se as pessoas têm consciência do mal que fazem ao outro, por que continuam agindo dessa forma? 30%

50% 45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0%

25% 20% 15% 10% 5%

Você sabe a diferença entre feminismo e femismo?

0% Não

Sim

Não sei

70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% Sim

Não

Prefiro não opinar

Prefiro não opinar

Em relação a esse resultado, podemos perceber que apesar de a maioria das pessoas saberem a diferença entre feminismo e femismo, ainda há muitas que a desconhecem. Esses conceitos foram esclarecidos no artigo de opinião “As fêmeas têm voz”, que faz parte desta edição. Ressaltamos que a diferença entre esses conceitos é importantíssima. Nesta questão, ocorreu um fato que nos surpreendeu: um dos entrevistados ao preencher 80% o questionário, fez questão de escrever que não há diferença entre esses termos, mesmo 70% não tendo sido dada esta opção a ele, já que foram dadas apenas três opções: sim, não e 60% prefiro não opinar. Isso nos mostra que há pessoas que não estão abertas a conhecerem o 50% significado de determinados conceitos e parecem não estar dispostas a mudar de opinião. 40% Acreditamos que é normal não conhecer alguns termos, mas a partir do momento que 30% alguém lhe oferece um novo 20% conhecimento, recusá-lo é abrir as portas ao preconceito. 10%

0% No seu ponto de vista, seria adequado um casal homossexual demonstrar afeto daUmmesma forma quePrefiro umnãocasal Sim pouco Não opinar heterossexual em público? 60% 50% 40%

O resultado dessa questão nos leva a outro questionamento: o que faz uma pessoa preferir não opinar sobre esse assunto?

30% 20% 10% 0% Sim

Não

Prefiro não opinar


Você acha o nosso Campus um lugar acolhedor para 40% essas 35% pessoas?

40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0%

30% 25% A 20% maioria das pessoas disse que o IFF Campus Pádua é um lugar acolhedor para 15% grupos. Porém, muitas pessoas ainda acham que não é, mas deveria ser esses 10% e muitas acreditam que poderia ser ainda mais. Dessa forma, consideramos 5% 0% importante que todos que são a favor dessa causa reflitam sobre o que é

possível fazer para tornar nosso Campus ainda mais acolhedor e como podemos mudar a opinião de quem pensa que esta Instituição não deve acolher esses grupos já tão discriminados lá fora. 80% 70%

80%

60% se considera uma pessoa machista? Você

70%

50%

60%

Ficamos satisfeitos em saber que 71% dos entrevistados não se consideram 40% machistas. Fazemos, porém, outra reflexão: será que os comportamentos 30% machistas relatados ao longo dessa edição se devem a esses 10% que se 20% definem machistas ou algumas pessoas têm esse tipo de comportamento sem 10% ter0%consciência de que isso é machismo? Sim

Não

Não sei

Prefiro não opinar

50% 40% 30% 20% 10% 0% Sim

Não

Não sei

Prefiro não opinar

40% 35%

Você se considera uma pessoa feminista?

30% 25%

Tivemos resultados bastante diversificados, ao contrário da questão anterior. Além disso, a diferença entre “sim” e “não” é apenas de 1%.

20% 15% 10% 5% 0% Não

Sim

Não sei

Prefiro não opinar

70% 60% 80%

60% 40%

Na sua opinião, ter mais contato com homossexuais afetaria a sexualidade de alguém?

50% 30% 40% 20% 30% 10% 20% 0% 10%

Essa é, sem dúvidas, uma das questões que nos deixam mais tristes, pois 12% dos entrevistados acreditam que ter mais contato com homossexuais afeta a sexualidade de uma pessoa. São esses pensamentos que geram tanto preconceito e violência contra a comunidade LGBTQI.

70% 50%

Sim

Não

Prefiro não opinar

Sim

Um pouco

Não

0% Prefiro não opinar

60%

O que mais chamou atenção da nossa equipe nos resultados, em geral, foi o grande percentual de pessoas que não sabem sua posição em relação a determinados 50% assuntos ou que preferem não opinar. Então, percebemos que é muito importante que incentivemos mais debates saudáveis e esclarecimentos sobre a temática. Isso não só ajudaria essas pessoas a construírem opiniões, mas também provocaria a diminuição da violência contra os grupos menos favorecidos da sociedade. 40% O que temos a perder? 30%

Cleyciano Mendel (2º ano Edificações), Esthevão Vieira (2º ano Edificações), Lafânia Xavier (2º ano Automação), Millena Blanc (2º ano Administração), Pâmella Rodrigues (2º ano Edificações), Vinícius Gonçalves (2º ano Automação)

20% 10% 0% Sim

Não

Prefiro não opinar


IFF Pádua participa do JINIFF O IFFluminense Campus Pádua, pela segunda vez, participará do campeonato JINIFF. E nesse ano concorrerá em mais esportes, haverá mais atletas participando e jogará com mais garra e determinação. Os treinos vêm acontecendo desde o início do ano letivo para melhorar o condicionamento físico e qualidade de jogo. No ano passado tivemos grandes jogos e bons resultados, esperamos, então, um progresso superior ao do ano anterior. Os objetivos desses jogos são promover a integração dos estudantes dos Institutos Federais. Todos os alunos de rede federal podem participar até os 19 anos. A primeira etapa dos jogos é conhecida como JINIFF. É a etapa estadual. Já as etapas regionais e nacionais são conhecidas como JIF. No ano anterior, obtivemos o 2° lugar em futebol de campo e 1º lugar no tênis de mesa feminino individual e em duplas. As modalidades deste ano são: • Natação • Handebol • Basquetebol • Futebol de Campo • Futsal

• Voleibol • Tênis de mesa • Xadrez • Judô • Atletismo

O IFFluminense Campus Pádua competirá nas seguintes modalidades: • Handball - Feminino e Masculino • Futebol de Campo - Masculino • Futsal- Feminino e Masculino

• Tênis de Mesa masculino e feminino • Xadrez masculino e feminino

Datas importantes: 13/05 - Aconteceu a primeira etapa com handebol e cerimônia de abertura No Handebol (masculino e feminino) fomos vice-campeões, o Campus Campos Centro venceu. 20/05 - Tênis de mesa Fomos campeões no feminino individual/equipe e vice-campeões no masculino individual/equipe 20/05 - Xadrez Em sua primeira participação, os alunos representaram muito bem o nosso Campus e ficamos em 2º na chave masculina e 3º na chave feminina 24/06 - futsal masculino – vencemos por 2 a 1 futsal feminino – vencemos por 6 a 0 01/07 - Final do futsal masculino e feminino 03/06 e 10/06 - Futebol de campo masculino A segunda etapa será em Campos dos Goytacazes, de 23 a 28 de agosto. A etapa nacional será no IFSULDEMINAS Campus Poços de Caldas/ MG, de 03 a 10 de outubro.

Equipe IFFluminense Campus Pádua com o professor Rafael Pureza

Entrevista com o Professor Educação de Física Rafael Pureza P: Quais são a propriedades da Educação Física e seus princípios? Pureza: A educação física apresenta como princípios o conhecimento a as vivências do universo das práticas corporais, apresentando o entrelaço das contribuições biológicas, fisiológicas, psíquicas e, especialmente, socioculturais. P: Você acha que no Brasil existe uma concepção equivocada da Educação Física (sendo a mesma uma aula sem fundamentos, destinada apenas a brincadeiras)? Pureza: Infelizmente sim. Essa visão não representa a origem instrumental na qual a ginástica no século XIX foi posta. Outrossim, permanece nos dias atuais tanto para os docentes da referida disciplina quanto para a comunidade escolar. Por fim, uma prática ressignificadora pode contribuir para a construção de um novo olhar. P: Estamos produzindo uma edição do jornal voltada para o combate ao machismo, como você avalia a presença feminina na Educação Física e nos esporte em geral? Pureza: Outrora marginalizadas das atividades, o grupo feminino vem conquistando espaço social e não é diferente nas aulas de Educação Física. Com ações de combate ao sexismo, as lições oferecem um rico espaço de cooperação e práticas corporais. P: Por que você escolheu essa profissão? Pureza: A influência originou-se de meus pais, professores da rede pública, e a vocação advinda da maneira prazerosa com que me identifico com os conteúdos do referido curso.

P: O que você acha dos jogos JINIFF? Pureza: Os jogos representam importante ação do IFF no fomento do esporte educacional. Assim, a participação dos alunos representa uma valorização da interação entre Campi e contribuição para a formação plena. Nosso Campus almeja proporcionar momentos especiais na vida dos nossos discentes. Como nesta edição temos o objetivo de combater o machismo e refletir sobre o papel da mulher na sociedade, pensamos, então, em um de nós, dar sua opinião sobre a mesma no esporte, já que ela não é reconhecida como deveria. Então, um dos escritores do caderno de Esportes do IFFOLHA, João Pedro Melo, expôs sua opinião sobre o assunto. “Infelizmente vivemos em uma sociedade, na qual as mulheres são marginalizadas nos esportes, por serem vistas com uma fragilidade inexistente. Há um olhar preconceituoso em relação ao sexo feminino, em que vemos o sexo masculino com uma vantagem sobre a prática de atividades. Está na hora de ampliarmos nosso horizonte e “aceitarmos” que as mulheres têm um grandioso espaço no esporte, sendo favoritas em várias modalidades. Está na hora de enxergarmos a realidade, realidade essa, em que a mulher não é um ser frágil, mas sim uma verdadeira e autêntica atleta. Esse preconceito deve ficar num passado distante.” Por Aline Teixeira (2ºano Administração), Arthur Campos Ferreira (1º ano C), João Pedro Melo (1º ano C), Rodrigo Hagen (1ºano A)


Conhecendo os cursos técnicos do nosso Instituto Pensando em ajudar os alunos novatos, que estão em dúvida ou que querem conhecer mais sobre os cursos técnicos que o IFFluminense Campus Pádua oferece, pensamos em cada trimestre escrever um pouco sobre esses cursos e entrevistar alguns alunos que já fizeram sua escolha. Temos, no nosso Instituto, os cursos de Automação Industrial, Edificações e Administração. Nesta edição, trataremos do curso de Automação. O curso de Automação Industrial está incluído no eixo de Controle e Processos Industriais e está diretamente correlacionado com outras áreas, tais como: Informática, Mecânica e Eletrônica. Então, pedimos ao professor Igor Zanata, coordenador do curso, para falar um pouco sobre o curso e sobre a carreira profissional. Ele nos forneceu as seguintes informações: Perfil do Profissional O termo Automação vem do latim Automatus, que quer dizer alguma coisa que move por si, ou seja, com o advento das novas tecnologias, esse tipo de mão de obra é mais do que necessária nas grandes indústrias, visto que a atuação tem muito a ver com o trabalho sistêmico, otimizado e com redução de custos.  O curso forma o profissional a serviço da modernização das técnicas de produção utilizadas no setor industrial, atuando no planejamento, instalação e supervisão de sistemas de integração e automação. Atua também na automatização dos processos que envolvem a transformação ininterrupta de materiais. Exigências No curso, o aluno conta com diversas disciplinas necessárias para a sua capacitação profissional. São elas: desenho técnico, instalações elétricas,

eletricidade, equipamentos de processos industriais, eletrônica, comandos e sistemas de alarme/câmeras/cerca elétrica, instrumentação, controle de processos, sistema de supervisão, redes industriais, além de outras tão importantes quanto as mencionadas. Mercado de trabalho Os profissionais estão cada vez mais requisitados e o técnico de automação pode atuar na indústria, de modo geral, quer seja automobilística ou naval. Também pode trabalhar em empresas de alimentos ou mesmo laboratórios. Faixa salarial O salário também é algo que chama a atenção, pois os ganhos iniciais podem ser de 2,2 mil reais, podendo ultrapassar 5,8 mil reais. Ou seja, uma margem que pode ser superior à média de muitos profissionais graduados no ensino superior.

ENTREVISTA Entrevista com o Aluno de Automação do 3º ano: Fábio Junior O que você tem a dizer aos alunos que querem escolher o curso de automação? Fábio Júnior: o curso de automação é excelente, com ótimas oportunidades de emprego. O profissional pode trabalhar em várias áreas diferentes e em diferentes funções envolvendo automação. Mas como qualquer outro curso técnico, automação também necessita de muito empenho e estudo para conseguir se tornar um bom profissional, e logo, ganhar um bom salário. Do que se trata o curso de automação? Fábio Júnior: o aluno vai aprender a projetar e gerenciar a instalação e o uso de sistemas automatizados nos processos industriais, podendo também desenvolver sistemas de segurança ou de gerenciamento de dados para rede de lojas e bancos. Qual a importância do técnico de automação para o desenvolvimento da sociedade? Fábio Júnior: ajuda a melhorar a qualidade dos produtos usados na atualidade e melhorar a segurança dos processos industriais, livrando, assim, de erros humanos que poderiam ser fatais. Você acha que os alunos devem escolher esse curso por gostarem ou pelo salário que os profissionais recebem nessa área? Fábio Júnior: o aluno deve escolher pelos dois motivos, pois se a pessoa escolher o curso apenas pelo dinheiro muitas vezes vai fazer o trabalho 40% sem gostar, podendo assim ser mal feito e prejudicar alguém. Por isso, fazer porque gosta é fundamental para o trabalho sair bem feito e a 35% pessoa ainda ganhar bem. 30% Além da entrevista, fizemos uma pesquisa com 99 alunos das três turmas do 1º ano de 2017 para saber quem já definiu o curso que irá escolher em 2018. Vejamos os resultados no gráfico a seguir:

25% 20% 15%

Podemos perceber pelo gráfico que a maioria dos alunos já sabe qual curso irá escolher. Apenas 21% ainda não decidiram. Mas, é claro, que ao longo do ano, depois das vivências oferecidas pela disciplina de “Atividade de Projeto”, muitos alunos ainda irão repensar esta decisão. Por Aline Teixeira – 2º ano Administração

10% 5% 0% Administração

Edificações

Automação

Não sabem


Com asas negras pôs se a voar E aqui me pus a observar. Com suas asas o sol tapou, Com as mesmas folhas arrebatou. Pássaro de asas fortes e majestosas, Pássaro de mensagens horrorosas. Ver ele voar me fez pensar, Eu porque não posso voar? Logo lembrei: Na minha gaiola segura devo ficar. Mesmo assim tentei abrir as asas. E lembrei que dessas as penas… As penas... Foram arrancadas. Quis pensar na época que podia voar, Tentei lembrar. O tempo passou e percebi Na gaiola foi onde minha vida passou. Quando voltei a observar, O pássaro não estava a voar. Na minha gaiola se pendurou, Me observou. Nunca vi ser de tal tamanho, Nem mesmo em sonho. Então ele voou, Mas como se sentisse pena de mim, Retornou. Na gaiola suas garras prendeu, Com força a quebrou. Logo percebi, mas já era tarde. Seu bico na minha garganta fincou E assim como o sou a minha vida levou. Luiz David da Silva Silveira - 2º ano Automação

A geladeira estava vazia o coração também Tantas coisas se perdendo nesse lance de vai e vem Procurava em vão por sentimentos sentimentos ao vento encontrava Daqueles ventos bem passageiros e junto a ele, o amor também passava Pobre menina mal conhecia o mundo Em amores rasos tentava mergulhar fundo Amou tantas pessoas pessoas que a ela só decepcionou Procurava amor em corações alheios esqueceu que ela mesmo não se amou Se ame mais menina de amor próprio teu coração tá pobre Na hora certa o amor vai chegar para de mendigar algo tão nobre Sorria mais, isso te faz brilhar abrace seus pais, eles sim sempre vão te amar Seja livre, não se prenda em ninguém pense alto, você vai além Sem muito sentimentos pra quem não vai valorizar ame apenas quem vai ter maturidade de também te amar Sentimentos recíprocos, busque isso intensamente feche mais os olhos, abra mais a mente. Yara Mota – 1ºC


Feira Anglo-Hispânica faz sucesso!

Feira Anglo-Hispânica No dia 24 de maio de 2017, foi realizada a segunda edição da Feira de Países no IFF Campus Santo Antônio de Pádua, um evento cultural que contou com a participação de todos os alunos do nosso Campus. Ao longo de mais de três horas de evento, 18 diferentes grupos de alunos se empenharam na apresentação de importantes aspectos culturais e históricos de determinados países. Orientados pelas professoras de Língua Inglesa e de Língua Espanhola, Caroline Costa e Ana Beatriz Simões, os grupos se organizaram de forma com que cada um deles se responsabilizou por determinado país falante de inglês ou espanhol que foi anteriormente sorteado. Dessa forma, cada grupo montou uma pequena exposição, tanto informacional, quanto alimentícia e cultural sobre o país que havia ficado responsável, tornando a aprendizagem mais divertida e prazerosa, sem deixar de lado o objetivo central: o ensinamento. Tendo início às 14 horas, as professoras responsáveis contaram com a participação de alguns colegas presentes na escola no dia 24. Além de desfrutarem de toda a diversão oferecida pelo evento, eles foram convidados a avaliar os grupos tomando como base os seguintes critérios: criatividade, organização e aspectos geográficos. Logo pela manhã, a organização do evento já chamava bastante atenção com a montagem das estruturas das feiras, que contaram com uma riqueza de elementos visuais, trazendo cartazes, imagens, e objetos característicos dos países, o que se traduziu em uma grande diversidade de competências e saberes. Dentre os destaques da feira, está a turma de Edificações do 3 ano, que apresentou de forma bastante descontraída a crise política vivida atualmente entre Estados Unidos e México, com a representação de um muro na fronteira entre os dois países, além do seriado “El Chavo del Ocho”, ou “Chaves”, muito popular no Brasil. A apresentação da Irlanda, do segundo ano de Edificações, foi outra que surpreendeu, principalmente pela ambientalização, que contou com elementos da cultura viking - fundadora de muitas cidades Irlandesas como Dublin, sua capital -, e algumas informações superinteressantes sobre o país, mais propriamente dito como “República da Irlanda”. Integrantes do grupo representaram os duendes conhecidos como Leprechauns, lenda popularmente conhecida pelos Irlandeses. Além disso, o cenário produzido ficou bem parecido com um pub irlandês: rústico e com música ao vivo. Tanto professores quanto alunos adoraram tirar fotos com objetos viking, feitos por uma das alunas do grupo. “A feira surpreendeu a todos, tanto pela beleza como pelo conteúdo apresentado a respeito dos países. Os discentes se empenharam bastante. Trabalhos como esse são projetos de vida, nos quais devemos saber trabalhar em equipe, planejar e sermos responsáveis por executar pequenas tarefas que farão a diferença no conjunto. Parabenizo a todos os grupos pelas apresentações! Saludos!” - afirmou Ana Beatriz Simões, professora de língua espanhola do Instituto e uma das organizadoras do evento.

“A primeira feira aconteceu no ano de 2015, com o nome English Beyond its borders, apresentando somente os países falantes de inglês, no primeiro ano de funcionamento desta Instituição, com os alunos do 1º ano. A feira dos países esse ano de 2017 apresenta sua segunda versão com a apresentação dos países falantes de espanhol; apresentou-se mais aprimorada com o nome de “Feira Anglo-Hispânica”. Sabe-se que cultura e língua são aspectos indissociáveis, sendo assim, o objetivo desta feira é fazer com que os alunos estudem a cultura do país a ser apresentado e percebam como a cultura pode ser tão diferente em países falantes da mesma língua. Desta forma, estuda-se não somente o aspecto da cultura e da língua, mas também, aspectos econômicos, geográficos, sociais, políticos; dentre eles destaca-se o aspecto da colonização. Um fator interessante nesta proposta é observar que não sorteamos os países Argentina, Espanha, Estados Unidos e Inglaterra, por serem países bem mais conhecidos. A ideia principal foi trazer à luz países menos conhecidos pelas línguas que falam. Gostaria de agradecer aos servidores que puderam dedicar um pouco do seu tempo para nos visitar e compartilhar desse momento de aprendizado e ludicidade com os alunos. Caros alunos, vocês brilharam!!! I’m so proud of you all!!! – afirmou Caroline Costa, professora de Língua Inglesa do Instituto e uma das organizadoras do evento. A Feira Anglo-Hispânica foi o primeiro evento a contar com a participação dos três anos do ensino médio do IFF Campus Santo Antônio de Pádua e, por ter se mostrado um grande sucesso em todos os aspectos, deixa um clima de expectativa para a próxima Festa Junina do colégio. Por Gabriel Robert (2º ano Administração) e Luiza Batista (2º ano Edificações)


Grupo do 1º Ano • África do Sul

Grupo do 2º Ano/Edificações • Irlanda

Grupo do 2º Ano/Automação • Havaí

Grupo do 2º Ano/Administração • Austrália

Grupo do 1º Ano C. Jamaica

Grupo do 2ºAno/Edificações • Guiné Equatorial


ARTIGO DE OPINIÃO

REFLITA!

Qual a carne que mais envergonha o Brasil, a bovina ou a humana?! O mundo assiste e se preocupa com a compra de carne bovina. O Brasil perde bilhões de dólares, e os empresários e políticos se reúnem, convocando embaixadores, e faz-se de tudo para que o Brasil não fique desmoralizado. Essa é a hipocrisia moral de um país que nunca parou para olhar o que vem apodrecendo há anos. Não basta o hoje e o amanhã para se consertar, essa situação já tomou um cheiro forte e transformou-se em um escândalo, principalmente no Estado do Rio, em que também a podridão não é animal, e sim humana. Tanto se fala da favela que faz parte do lugar onde eu moro, tanto se fala de bandidos e moradores de rua que precisam fazer o possível e impossível para ter o sustento de todos os dias, tanto se veem críticas às crianças que se envolveram com o crime para dar o pão para suas famílias. Ah... como são grandes todas essas ofensas de olhares que não sabem enxergar que eles próprios fazem parte de uma podridão muito maior. Sim, todos são um pedacinho dessa podridão… A podridão da elite política, essa que nós brasileiros escolhemos, ou algumas vezes não, em que saem e entram pessoas que só sabem roubar, só sabem enxergar o próprio umbigo, e seus focos estão em corrupção. Hoje podemos citar, em nosso estado, o conjunto de investigações em andamento pela Polícia Federal do Brasil, cumprindo mais de mil mandados de busca e apreensão, de prisão temporária e preventiva, visando apurar um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou de 10 a 20 bilhões de reais em propina, a “lava jato”. Sem contar outras numerosas reuniões e esquemas que já duram anos, e com o olhar apenas para desviar dinheiro, o nosso dinheiro! Por que são necessários depoimentos de um membro da organização corrupta para se constatar que todos outros também são corruptos? O próprio tribunal de contas, que foi criado para saber se havia erros nas contas do executivo, tinha membros envolvidos no escândalo. Por que tantas coisas assim passam e ninguém percebe ou impede? Essas mesmas que envolvem a vida de todos nós brasileiros. Talvez quando pararmos de olhar, com esse olhar de hipocrisia, a vida dos nossos vizinhos de favela que precisam de sustento; e procurarmos tomar atitudes certas contra essa podridão da qual fazemos parte, o Brasil comece a melhorar. Lara Torres Abreu 2º ano Administração

Primeiramente: você é um ser humano. Ser humano erra, então permita-se errar e aprender com seus erros. Você não será pior do que alguém apenas porque errou ou falhou em algo. Você é um ser humano, algo que vai além de corpo: você é alma. Uma alma repleta de energias. Cabe a você decidir se serão energias boas ou ruins. E não é só porque você fez uma escolha errada que aquilo te trará consequências ruins não, elas te trarão consequências boas também. De que vale viver se não temos o direito, simplesmente, de errar? Olhe para si mesmo exteriormente e interiormente. Do que você mais gosta em você? Seus olhos que parecem gritar de tristeza? Seu sorriso falho no seu dia a dia apenas para dizer que é feliz? E por quê? Não faz sentido você querer ser feliz o tempo todo. Aceite que há momentos ruins na sua vida em que, por mais sozinho que esteja, você irá dar a volta por cima, justamente porque a vida é uma eterna roda gigante. Uma hora você está no topo, outra hora você está lá embaixo. E isso é normal. Se tivéssemos que ser felizes o tempo inteiro, não existiriam os milhares tipos de sentimentos: tristeza, raiva, angústia, amor etc. Não só aceite que você está triste, mas faça algo para mudar isso. Não deixe ninguém decidir o que você deve sentir ou não, o que você deve vestir ou não, o que você deve fazer ou não, e sim o que te faz bem. Não importa o que dizem de você: que você é fraco(a), que você é inútil, que você é feio(a), entre outras frases horríveis ditas apenas para te fazer mal e satisfazer o ego de quem diz. Eu sou completamente igual a você. Nasci da mesma forma e irei morrer da mesma forma. Tudo que fizermos aqui irá ser esquecido. Viva! Viva a vida da sua maneira. E é para viver, não apenas existir. Existe uma grande diferença entre coração pulsando sangue para todo seu corpo e você o sentir batendo, você respirar fundo e sentir aromas diversos, você olhar ao seu redor e perceber coisas maravilhosas, você se divertir, rir, chorar, amar alguém. Você é um ser humano de corpo e alma. Você é alguém que deve ser notado e valorizado, mas isso só irá acontecer, caso parta de você o primeiro passo: o amor próprio. Então, apenas viva! Por Sabrina Melo - 1º ano A Estou no meio de uma aula, em meio a tantas conversas e risadas, sinto que estou sozinha. Tantas vezes me senti assim, tantas vezes realmente estive sozinha, mas tudo está diferente dessa vez, sinto como se a qualquer momento tudo fosse desmoronar, como se ninguém percebesse a minha presença, como se... ninguém se importasse comigo. Às vezes me pergunto o motivo desse pensamento ser frequente, tão pertinente e tão triste. Gostaria de dizer que estou melhor, que tudo vai ficar bem com o tempo, mas isso não vai acontecer de verdade, eu continuo triste, me sentindo sozinha e pensando nas piores coisas possíveis. Fico me perguntando o porquê disso acontecer. Eu sou feliz, não é? Tenho amigos, a minha família sempre me apoia e conversa comigo. Será que me convenço disso? Ou será que o meu desejo era que isso realmente acontecesse? Por Ilmara Pedro – 1ºano C


Fabiana da Cunha - 1º C

ELSON ROUBA YODA Professor Elson rouba Yoda de professor Diego para fazer uma troca pelo Superman

No dia 24 de abril de 2017, no Instituto Federal Fluminense Campus Pádua, o professor de História Diego Gobo Porto relatou o sumiço de seu Yoda de chaveiro, acusando o professor de Sociologia Elson dos Santos Júnior de tê-lo roubado. Algumas horas após o acontecido, Elson confessou o crime e subornou Diego pedindo o Superman como objeto de troca. O sociólogo afirma ainda só devolver o Yoda com o Superman em mãos. O professor, além de roubar, tentou induzir os alunos a saquearem o Superman do Historiador em troca de nota máxima até o fim do ano letivo. Em contrapartida, Diego também prometeu boas notas se os alunos recuperassem o Yoda. Porém, o Historiador fez uma exigência: os alunos devem usar de violência para isso. A história segue sem desfecho. Será que algum aluno irá resolver esse caso? Por Brendon Soares, Denise Dias, Denys Apolinário, Isabelly Bastos - Alunos 1º ano A

Yoda roubado. Foto enviada pelo professor Diego


Maria Rita Aguiar (1º Ano A) POEMAS Podemos reclamar mas não vivemos sem Podemos criticar mas sempre nos faz bem

Um grito mudo Num breu profundo, Em um grito de dor, Em lágrimas de horror, Vazio mundo,

É sempre insubstituível o contrário das notas de cem Mas comparando a numeração Tem valor infinito e além.

Com um grito profundo, Um vazio surdo. Sentimento dormente,

Não sabes de quem vos falo? Tenta se imaginar sem A mulher foi importante no passado e é importante no presente também! Por Vinycios Moreira – 1ºA

Vazio coerente, Desespero indolor Num acesso de dor. Por Luiz David da Silva Silveira - 2º ano Automação

PLAYLIST 1 - Imagine Dragons - Believer

7 - Malay & 6lack - Shaolin’s Theme / Pray

2 - Pabllo Vittar - Todo Dia

8 - NCT 127 - Baby Don’t Like It

3 - Titãs - Quem são os Animais?

9 - Charlie Brown Jr. - Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores

4 - Mallu Magalhães - Sambinha Bom 10 - Timmy Trumpet ft. Savage - Freaks 5 - BTS - Save Me 6 - Troye Sivan - DKLA

!

RECADINHOS

11 - Shakira ft. Maluma - Chantaje

Por Aline Teixeira (2º ano Administração), Beatriz Ferreira (2º ano Administração), Ilmara Pedro (1º ano C), Isabelle Soares (2º ano Edificações), Ithalo Vitipó (2º ano Administração), Lívia Azevedo (1º ano A), Maria Eduarda Gualberto (2º ano Administração), Mariana Cruz (1ºano A), Matheus Ramos (2º ano Automação), Paulo Victor de Souza (1º ano B)

Atenção Alunxs

Alunxs, por favor, joguem o lixo no lixo! Aumentou​ a sujeira dos banheiros e do pátio, ultimamente e esses dois locais da escola têm ficado muito sujos. O pátio, principalmente depois do lanche, fica imundo, cheio de lixo nas mesas e no chão. E os banheiros ficam lotados de papel na pia. Devemos nos conscientizar de que não é porque temos uma equipe da limpeza, que não podemos colaborar jogando o nosso próprio lixo nas lixeiras, que estão localizadas perto desses dois locais. É importante mantermos a escola limpa, pois é aqui que passamos boa parte do dia. Não vamos riscar nossos banheiros que são tão limpos! Será que alguém aqui gosta daqueles banheiros riscados? Ah, não, gente! Não queremos uma escola assim. Queremos nossa escola limpinha como sempre foi. Alunxs, vamos parar com aquelas brincadeiras de mau gosto com os colegas. Isso se chama bullying e também não queremos ver isso acontecendo na nossa escola.  Israyane Santos e Beatriz Ferreira - Administração, 2º ano


Cotas: capacidade x oportunidade De acordo com o Censo escolar, publicado em fevereiro de 2017, 18,4% dos estudantes estão matriculados nas instituições privadas de ensino. Porém, representam quase metade dos universitários da rede pública. Falta de oportunidades e condições mínimas de ensino sempre assolaram a vida de milhões de brasileiros vindos de escola pública - em sua maioria, pobres e negros. Uma medida afirmativa para amenizar a discrepância racial e socioeconômica são as cotas. Uma das justificativas para a criação desse sistema é o contexto histórico vivido em nossa sociedade desde o século XVI. Chicoteados, calados e mortos: assim viveram as minorias raciais por mais de três séculos e meio. Mesmo com a abolição, engana-se quem pensa que quase 130 anos são capazes de apagar essas marcas. A ignorância de vários setores da sociedade reproduz o mantra da “democracia racial”. No entanto, basta um olhar para as faculdades públicas (consideradas as melhores do país) e veremos a gritante desigualdade entre brancos e negros. É um atentado contra nossos direitos de igualdade que uma maioria branca e rica receba mais oportunidades e melhor educação. Sim, cotas dizem respeito à oportunidade e não à capacidade intelectual de cada indivíduo. Nós consideramos as cotas essenciais para criar caminhos a fim de melhorar e equalizar a representatividade política e econômica no Brasil. A pluralidade dentro das instituições de ensino de 3º grau é benéfica e com o tempo não será mais necessária a aplicação de cotas para alcançar a equidade social. Por Ana Cíntia Alves, Ingrid Ramos, Larissa Bouquard, Maria Clara Vieira e Mariana Blanc Administração, 3ºano

Grêmio do IFFluminense Campus Pádua propõe a criação de uma rádio da escola O grêmio estudantil do IFFluminense Campus Pádua apresentou aos alunos uma proposta de entretenimento no ambiente escolar, por meio da música. “Nós do grêmio acreditamos que a música é um excelente meio para a promoção de cultura, integração e diversão para os alunos do Campus. Afinal, todos nós jovens gostamos de música e nos expressamos com ela. O nosso planejamento visa a maior participação possível dos alunos neste projeto”, diz Vinícius Arantes, primeiro secretário do grêmio estudantil. A iniciativa propõe que os alunos entreguem, semanalmente, uma lista com as músicas desejadas (com intuito de atender aos diversos gostos), que serão tocadas durante os intervalos das aulas, estimulando o convívio e a socialização. “Os alunos se sentem mais abertos a conversas e troca de ideias e pensamentos. Há algo sobre a música que nos dá liberdade para nos expressarmos e nos deixa à vontade”, continua Vinícius. O projeto precisará passar pela votação dos alunos na próxima Assembleia Geral, ainda sem data prevista. Henrique Muniz, Maria Eduarda Brasil, Mariana Cruz, Matheus da Silva Oliveira-Alunos do 1º ano A

PROMOÇÃO

Passatempo de 3,50 por 3,00 na na Pipoca i Bala Halls de Micro-ondas t n ca de 1,75 por 1, 50 de 4,00 por 3, 50 ofertas válidas para o mês de Julho e Agosto

Por Israyane Santos – 2º ano Administração


Purís, o clube de astronomia do IFF Campus Pádua, faz-se presente no IMAA

Integrantes do CAP e David Levy (um dos palestrantes mais conhecidos) O Instituto Federal Fluminense Campus Santo Antônio de Pádua vem incentivando por meio de projetos, pesquisas e eventos, a ampliação dos conhecimentos dos alunos, que é mais prazerosa quando o estudante tem um contato com a prática que envolve o aprendizado. Um exemplo dessas atividades é o grupo “Purís”. O grupo de astronomia do Instituto tem como base a divulgação científica relacionada à astronomia, astronáutica e etnoastronomia. Os encontros semanais procuram discutir novas descobertas astronômicas, pesquisar sobre matéria escura e energia escura, por exemplo, analisar as bases indígenas para entender a astronomia da região, dentre outras coisas. O coordenador do grupo, Bruno Jardim, diz que o nome “Purís” faz referência a uma tribo indígena que habitava a região de Santo Antônio de Pádua, e afirma: “Esse nome serve para lembrarmos que um dos principais focos do grupo é a etnoastronomia, pois precisamos entender como nossos antepassados viam essa região e o céu.” Para que grupos como esse se consolidem e transmitam um conhecimento inovador e de qualidade é preciso que tenham uma base capaz de despertar o interesse dos alunos, base essa que se fortalece quando os membros participam de eventos como o IMAA. O Encontro Internacional de Astronomia e Astronáutica (IMAA), criado em 2007 pelo Clube de Astronomia Louis Cruls, tem como objetivo a divulgação de conhecimentos científicos, relacionados as suas áreas, para crianças e adolescentes. Em 2017, aconteceu a sua 10ª edição, em Campos dos Goytacazes, tendo início no dia 6 de abril (quinta-feira) e encerrando-se no dia 8 de abril (sábado). O evento proporcionou aos alunos e demais participantes uma série de palestras e atividades sobre o mundo astronômico e astronáutico. O Campus Santo Antônio de Pádua foi muito bem representado pelo grupo de astronomia Purís. Os alunos do Instituto que participaram do encontro puderam ampliar seus conhecimentos assistindo a palestras de grandes ícones internacionais como Dr. Rosaly Lopes, integrante da JPL/NASA, que discutiu sobre a missão “Cassini a Saturno e suas luas”; Dr. Marc Casals, que muito bem explicou sobre os buracos negros; Dr. David H. Levy, um dos descobridores do cometa Shoemaker-levy-9 e integrante do Jarnac Observatory/NSSF, que expôs sua relação com o céu noturno, etc.

Podemos entender a grandeza do encontro quando ouvimos alguns relatos sobre o mesmo. O aluno Vinícius Valadão, membro do CAP (Clube de Astronomia Purís) declara: “Acredito que a nossa participação no IMAA deste ano foi mais um importante passo dado pelo clube, pois ele nunca esteve tão unido, motivado e cheio de criatividade”. O estudante de automação mostra-se muito interessado pelo projeto e diz que anseia apresentar os trabalhos realizados pelo CAP no próximo encontro. O aluno do 1º ano, Henrique Bairral, confessou que adorou. “Foi ‘topzera’ o encontro! Adquiri bastante conhecimento em relação aos Buracos Negros’’. Os alunos ficaram maravilhados com todas as fotos e imagens que foram apresentadas em alguns slides. ‘‘As imagens eram impressionantes, eles apagavam as luzes e parecia que estávamos presentes no local que tinha aquele céu. E o mais interessante é que alguns discursos não só mostravam tais fotos, como também explicavam como foram fotografadas e nos ensinava como fazer’’, disse Caroliny uma das alunas do 1ºano, presente no evento. De acordo com Jorge Rangel, assistente de aluno do Campus, o evento foi bastante construtivo e interessante: “Adquiri muito conhecimento. Por exemplo, não sabia que Saturno tinha 64 luas. Gostaria muito de voltar”, relata o servidor.


O coordenador do CAP menciona: “O encontro foi uma ótima oportunidade para os estudantes terem um maior contato com a astronomia, pois através dela, cria-se um interesse em aprender outras áreas da ciência como física, biologia, química, etc”. O clube do Instituto estará presente no próximo encontro que será realizado em 2018 e Bruno Jardim pretende fazer uma apresentação que será estudada e elaborada ao longo de 2017. “A intenção é que o clube deixe de ser expectador, para ser divulgador da ciência produzida no Campus”, afirma ele. É certo que a astronomia tem acompanhado nossa história e tem revolucionado o nosso pensamento, presenteando a humanidade com pistas em direção ao futuro. O IFF Campus Pádua vê a necessidade de apoiar projetos como o CAP, pois todo investimento na ciência tem um retorno cultural, humano e econômico. O PURÍS vem afirmar a ideia de que as maiores contribuições da astronomia para a sociedade não são apenas aplicações tecnológicas ou os pequenos avanços científicos da mesma, mas sim a oportunidade que nós temos de alargar os nossos limitados horizontes. Assim, tornamo-nos seres descobridores da beleza e grandeza do universo e somos capazes de reconhecer o nosso lugar nele. Integrantes do CAP e seu coordenador Bruno Jardim O astrônomo americano Carl Sagan, em seu livro “O Pálido Ponto Azul”, diz: “Tem sido dito que a astronomia é uma experiência que ajuda a fortalecer o caráter e a humildade. Não existirá possivelmente nenhuma melhor demonstração da loucura dos preconceitos humanos que esta imagem de longe do nosso mundo minúsculo. Para mim, ela realça a nossa responsabilidade para lidarmos mais gentilmente uns com os outros e para preservarmos e estimarmos o ponto azul-claro, o único lar que sempre conhecemos.” Desejamos que toda essa serenidade e experiências vividas no projeto possam contribuir para o crescimento individual dos participantes, para o crescimento e desenvolvimento do clube Purís e do Campus Santo Antônio de Pádua. Que a diferença seja feita, para que o nosso Brasil tenha uma nova face, afinal, o jovem inovador, com grande conhecimento tem um grande poder, que é melhor usado quando beneficia a todos. Por Alexandre Martins (1ºA), Ana Paula França (1º C), Caroliny Sales (1ºA), Denise Magalhães (1ºC), Ivan Henrique Muniz (1ºA), João Victor Linhares (1ºA), Lucas Lima (1ºA), Márcio Lugão (1ºC), Matheus Dutra Aguiar (1ºA), Pedro Rodrigues (2º ano Automação), Roberto de Assis (1ºA), Vinycios Moreira (1ºA), Vinícius Gonçalves Valadão (2º ano de Automação)

Os 21 dias de ativismo no IFF Campus Pádua

O evento, promovido pelo Neabi (Núcleo de Estudos Afro-brasileiro e Indígena, coordenado por Lívia Brasil) no Campus Santo Antônio de Pádua, ocorreu do dia 06 ao dia 29 de março, com o objetivo de confrontar ideias como o machismo, racismo, LGBTfobia e intolerância religiosa. As palestras, rodas de conversas e demais atividades foram conduzidas pelos professores Fábio Penna, Raimundo Hélio, Julianna Guimarães, Elson Júnior, Rolf Malungo (professor da UFF) e pelo ativista Alexandre Garnizé. As atividades foram as seguintes: • No dia 15/03, os professores Fábio Penna e Raimundo Hélio realizaram a palestra “Do ridículo ou da subversão? De qual lado do humor você está?”. Foi apresentado o documentário “O riso dos outros”.


• no dia 17/03, os professores Fábio Penna, Julianna Guimarães, Elson Júnior, realizaram a palestra “Educação, Alteridade e Humor: poética do contrassenso à lógica social”, para os alunos do PROEJA. O documentário “O riso dos outros” também foi apresentado • no dia 22/03, foi realizada uma palestra sobre “Etnomúsica e representatividades afro-brasileiras” com o professor Rolf Malungo.

Para que o evento se vigorasse e integrasse todos de uma forma animada, foi realizado, no dia 24/03, o baile IFFCHARME, que contou com a participação de alunos, professores, servidores em geral e outros convidados. A animação se deu com músicas, danças e barraquinhas de comidas e bebidas. O evento ativista foi encerrado no dia 29/03, com a exibição do documentário: “África no horizonte: etnicidade, música e juventude” e com a palestra do músico, historiador e ativista Alexandre Garnizé. Quem participou dos 21 dias de ativismo pôde entender a importância de exercer o respeito a qualquer raça, etnia ou grupos sociais que estão a nossa volta. Por Avelange Bairral (1º C), Luísa Ribeiro (1ºA), Pedro Rodrigues (2º ano Automação), Rodrigo Hagen (1ºA), Stéfany Bocafoli (1ºA)

Em busca de um lar IFF inicia campanha de adoção para cães que vivem na escola

Alunos do Grêmio estudantil do IFFluminense Campus Pádua iniciaram, no primeiro trimestre do ano letivo, campanha de adoção para cães que vivem no local. Os animais, que já se encontram há um tempo na Instituição não têm os cuidados necessários. Alguns cães saem do colégio e são capturados pela carrocinha. São levados para o canil de Pádua que se encontra em condições precárias. O Campus não recebe verba para os cuidados dos animais. Por causa disso, os alunos se sentiram comovidos e se mobilizaram para iniciar tal campanha. Criaram uma série de cartazes que foram compartilhados entre os próprios estudantes. Ainda que não tenham ocorrido adoções, os entusiastas da campanha seguem esperançosos que os cães consigam um lar. A adoção funciona de maneira simples: basta entrar no IFF e procurar algum representante da campanha (Grêmio estudantil) que está sempre disponível. Faça sua boa ação! Por Ana Beatriz Figueiredo, Cássia Poubel, Daiany Dias, Patrícia Rocha - Alunos do 1ºano B


Pétalas Roseiras na sala de estar, o chá da tarde no sótão e dois livros na entrada. O som de violinos desafinados acompanhava o olhar dela sobre o lado oposto de seu assento. A janela estava fechada. Talvez, perdida. Talvez, encontrada. Quem é que ousaria tomar o sentimento de alguém pra si? O colo desnudo tomava conta de um vestido de lágrimas belo e doloroso. Sua boca tremia com o ato, mas a confiança estava em seu interior. Alma lavada, pés descalços e cabelos soltos. Dei minha mão para que pudesse me acompanhar. Quanto a mim? Seu oposto e sua igual. As vestes proibidas cobriam-me como ela queria que fosse, mas, seus desejos eram impossíveis. Ora, essa! Não cabe às mãos de um mero ser humano o que foi concedido às divindades e aos anjos (e com esses, meu poder não poderia cortejar).

Entreguei-me como um escritor se entrega aos prazeres de escrever. Como um leitor, aos devaneios das palavras. Caminho perigoso e silencioso, as paredes pareciam abrir espaço para quadros em preto e branco. Seu ser-mudo era companheiro do meu, tão falante e galanteador. Escuto seu silêncio e parece serem mudos meus gritos de socorro. A ira da descrença dela, em nosso amor, alimentava meu ego doentio de provar que poderia ser seu. Ainda que eu soubesse que não. Chego em nosso altar, escuto o som dos pés batendo no chão como uma dança. Volto-me para ela, tão linda sorria com lábios de sangue. Se antes os cabelos loiros escondiam a face de um anjo, por algum motivo, as trevas tomavam conta daquele olhar. Cigana de casa fixa, coberta pelo luxo e pelos véus, ninguém jamais ousaria pensar como uma rosa delicada poderia ter tantos espinhos. O escândalo gritava e batia em nossa porta, todos em sua casa preparavam meu enterro e seus irmãos prometiam os piores fins para este ser, cheio de palavras e insatisfeito em si. Que culpa eu tenho em ser eu? Meu próprio suspiro abalava o que teciam com cuidado. Diferente, errado e doente. Bastaram os olhares.

agora sou dominado. Recolho-me a um só toque e todo o coro dos anjos parece cortejar do mesmo erro. Sinto os sabores dos mais finos vinhos. Sinto o conforto de um bar à meia noite. Sinto o medo do barulho das portas. Sinto todos os perfumes do mundo. Sinto o tempo parar de escorrer pelo meu olhar. Sinto uma tempestade inteira. Sinto-a. Sinto-me. Meu ser emudeceu o olhar, cegou os sons e ensurdecia as palavras que eu ousava murmurar. Via seu corpo nu cobrir-se de fumaça, os passos dela rodopiavam em meio as imagens sacras. Todo meu cuidado era voltado à minha mente, tão frágil não aceitava o próprio corpo. Entreguei-me. Entreguei-me como um escritor se entrega aos prazeres de escrever. Como um leitor, aos devaneios das palavras. O calor subia a todos da corte, não importavam os gritos: era ela. Detalhes vermelhos tomavam conta daquele local, o medo deixou de existir e as palmas acalentavam o ato impuro. Dançávamos; como duas pétalas recém-caídas. Nós erámos, no fim, duas pétalas de uma flor que acabaram de se desprender. Não importava as igualdades, sua maior diferença era a delicadeza de sê-la e a minha, em não ser. Ao som de uma batida forte, meu corpo desmanchava-se no fim daquele espetáculo. Nem as mentes mais insanas chegariam a pensar em toda a história. Essencialmente, porque não era insanidade, era pior. Não pertencia a mim aquele sabor, mas eu morreria para prová-lo novamente. Não pertencia a mim aquele momento, mas eu roubaria o livro da vida para escrevê-lo. Não pertencia a mim aquela divindade, mas o instante, sim. Mas... As rosas desabrocham, junto de si, os espinhos. O altar tão bem construído caiu ao som daquilo que já havia feito medo. O primeiro golpe foi capaz de acabarme, e mostrar que meus braços fracos eram meros braços. O meu ego esvaiu-se junto ao sangue e a minha bela flor perdeu sua beleza. Seu rosto escondia o medo e horror, logo, coberto pelas lágrimas. Os maus ventos tiraram suas pétalas de mim. Tiraram, também, as minhas. E a força de um coração rude é maior que a de um coração ferido, embora os dois estejam machucados. O gosto amargo do oposto tomou meu corpo inteiro, as lágrimas forçavam o leão a abaixar a majestade: o reino havia sido tomado. Naquele campo de batalha, o rei inimigo foi mais forte. Minha bela foi ao encontro daqueles que juravam minha morte.

A lenta dança de dois lábios sedentos, acalento de um amor desatento. Talvez, a sujeira fosse o menor dos problemas, o medo crescia como um monstro. Suas orações foram esquecidas e nem Deus a perdoaria por tal pecado – promessas em vão. No chão todos os vestidos brancos caíram, junto delas, a pureza que carregava em seu terço.

Hoje, sinto apenas as lembranças de um amor de outra vida. Tudo se tornou fogo no último instante, tanto minhas vestes quanto minha alegria. Tiraram de mim, à força, meu recato e poder. Olho para fora, não que me atrevo a sair novamente, mas, vejo aquela flor (hoje, sem vida), usando o mesmo vestido branco tingido do pecado. O único detalhe é que agora estava ao lado do que era para ser seu.

Suas mãos tinham o calor que deixava meu corpo frágil, se antes eu dominava,

Mariana Blanc – 3ºano Administração


Se você já pensou em desistir... Se você já cogitou sair do IFFluminense Campus Pádua, não se sinta sozinho, você não é o único!

O IFFluminense Campus Pádua é uma instituição de ensino médio, integrado ao ensino técnico. Apresenta diferenças das outras instituições de ensino médio, não só pelo ensino integrado, mas também por ser considerado “difícil” pelos estudantes. Por esse e por outros motivos, muitos alunos deixam o Instituto antes de concluir o curso. De acordo com dados do Registro Acadêmico, no ano de 2016, houve transferência externa de 14 alunos e o número de matrículas canceladas e alunos excluídos foram 4. Considerando o fato de que o número de vagas disponibilizadas em 2016 foram 100, o número de alunos que saíram foi relativamente grande, se levarmos em conta a popularidade da Instituição. No ano letivo de 2017, até o momento, foram realizadas 4 transferências externas e uma matrícula cancelada. Mas se o IFF é uma instituição tão renomada e conceituada, porque houve tantas transferências? Existem muitos fatores possíveis, entre eles podemos citar a adaptação. Alguns saem de um ensino fundamental público Estadual e Municipal que, na maioria das vezes, não possui uma boa qualidade de ensino regular, e por isso, muitos não conseguem acompanhar o “ritmo” e se adaptar, o que resulta em um rendimento baixo. O “ex” aluno Bruno Coutinho, que saiu recentemente da instituição, disse que o motivo que o levou a isso foi, justamente, por não conseguir administrar as disciplinas técnicas e as propedêuticas: “eu tentei durante um ano me adaptar, mas não consegui, então estou saindo. É difícil organizar tudo”.

13 porquês para não desistir do IFF 1 - Você termina o curso com dois diplomas (o técnico e o médio) 2 - É muito concorrido 3 - É a melhor escola da região Fluminense 4 - Tem as melhores pessoas 5 - Você pode participar de jogos em suas horas vagas 6 - Tem os melhores professores 7 - Com o IFF, você terá uma base melhor para o vestibular 8 - Possui diversas bolsas de pesquisa e extensão

Porém, existem aqueles, a maioria, que não desistem. Como a aluna Ana Cíntia Alves, que está cursando o terceiro ano de Administração. Perguntamos a ela o que a fazia continuar no IFF e ela respondeu: “acho que é o fato de ser uma escola pública que apresenta uma boa estrutura, além de professores qualificados. O curso técnico também contribui para minha permanência no Instituto”.

9 - Tem, no mínimo, três tardes livres por semana

Todos pensam em desistir diante de uma semana de provas não é mesmo? Então fizemos uma lista com “13 porquês para não desistir do Instituto”.

12 - Você vai ser O aluno que fez o ensino médio no IFF

Por Cinthia Carvalho, Emilyn Amorin, Samuel Azevedo, Shaiany Lanes Ferreira Alunos 1º ano B

10 - Possui uma biblioteca com grande disponibilidade de livros 11 - Conta com um micródromo e um laboratório com muitos computadores 13 - Sua mãe vai ficar orgulhosa de você 13 - lado B - TEM CAFÉ


Equipe IFFOLHA

Diagramação: Alexandre Willian, Isabelle Soares, Jéssika Curty, Maria Fernanda Muniz, Miguel Botelho, Pedro Rodrigues e Vinícius Valadão. Coordenadora do projeto Jornal IFFOLHA: Melina Rezende Dias (professora de Língua Portuguesa) Revisoras: Melina Rezende Dias (professora de Língua Portuguesa) e Ana Beatriz Simões (professora de Língua Espanhola) Redatores: Maria Eduarda Gualberto –2º ano Administração Aline Teixeira – 2º ano Administração Henrique Muniz – 1º ano A Maria Clara Vieira – 3ºano Administração Ilmara Pedro – 1ºano C Alexandre Martins – 1º ano A Ingrid Ramos – 3ºano Administração Maria Fernanda Muniz – 2ºano Edificações Ana Beatriz Figueiredo – 1ºano B Maria Rita Aguiar – 1º ano A Isadorah Muniz – 1ºano A Ana Carolina Lessa – 1º ano A Mariana Blanc – 3ºano Administração Isabelle Soares – 2º ano Edificações Ana Cíntia Alves – 3ºano Administração Mariana Cruz – 1ºano A Isabelly Bastos – 1ºano A Ana Paula França – 1ºano C Matheus Dutra Aguiar – 1ºano A Israyane Santos – 2º ano Administração Arthur Campos Ferreira – 1º ano C Matheus da Silva Oliveira – 1º ano A Ithalo Vitipó – 2º ano Administração Avelange Bairral – 1º ano C Matheus Ramos – 2º ano Automação Ivan Henrique Muniz - 1º ano A Beatriz Ferreira – 2º ano Administração Millena Blanc – 2º ano Administração Brenda Guimarães – 1º ano B Jéssika Curty – 2ºano Edificações Pâmella Rodrigues – 2º ano Edificações João Pedro Melo – 1º ano C Brendon Soares – 1º ano A João Victor Linhares – 1º ano A Patrícia Rocha – 1ºano B Cássia Poubel – 1º ano B Paulo Victor de Souza – 1ºano B Lafânia Xavier – 2º ano Automação Caroliny Sales – 1º ano A Pedro Rodrigues – 2º ano Automação Lara Machado – 2º ano Automação Cinthia Carvalho – 1º ano B Roberto de Assis – 1º ano A Lara Torres Abreu – 2º ano Administração Cleyciano Mendel – 2º ano Edificações Larissa Bouquard – 3ºano Administração Rodrigo Hagen – 1ºano A Daiany Dias – 1º ano B Lívia Azevedo - 1º ano A Sabrina Melo – 1º ano A Denise Dias – 1º ano A Samuel Azevedo – 1º ano B Lucas Lima – 1º ano A Denise Magalhães – 1º ano C Shaiany Lanes Ferreira - 1ºano B Denys Apolinário – 1º ano A Luísa Ribeiro – 1º ano A Stéfany Bocafoli – 1º ano A Luiz David Silveira – 2º ano Automação Emilyn Amorin – 1º ano B Luiza Batista – 2º ano Edificações Vinícius Valadão Gonçalves – 2º ano Automação Esthevão Vieira – 2º ano Edificações Vinycios Moreira – 1ºano A Márcio André Lugão – 1º ano C Fabiana da Cunha Oliveira – 1ºano C Yara Mota – 1º ano C Gabriel Robert – 2ºano Administração Maria Eduarda Brasil – 1ºano A

Jornal IFFOLHA  

Jornal Escolar

Jornal IFFOLHA  

Jornal Escolar

Advertisement