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FEVEREIRO / MARÇO DE 2019 - ANO 18 - Nº 108

O olhar digital à distância na rotina médica, um desafio Telemedicina, Telerradiologia, Inteligência Artificial e Inovação, temas que percorrem as manchetes dos principais jornais em todo o mundo, gerando mais duvidas e muitas expectativas

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O recente episódio da Resolução 2227/18 do Conselho Federal de Medicina que normatizaria a Telemedicina no Brasil ainda está repercutindo na Medicina como um todo. A revogação desse documento, no fechamento da edição do ID, leva a reflexões e coloca em discussão os riscos do fascínio pela “Inovação”, para um País com tantas realidades. Não cabe julgar a oportunidade da decisão e se era prioritária, mas, todos sabem que a Telemedicina é uma realidade, e a própria FMUSP vem estudando o assunto há muito tempo e tem projetos bem sucedidos nessa área. Os avanços tecnológicos tem sido muito benéficos para a área da imagem e o CBR convive muito bem com a Telerradiologia, titula o médico especialista, conforme resolução especifica para o assunto”. Inovação é o tema mais atual, permeia todas as discussões e, o ID tem dado todo espaço necessário para o assunto. Enquanto a Inteligência Artificial surge como a principal delas ainda se espera sua consolidação dentro das rotinas das instituições. Os grandes grupos empresariais da área da saúde, como Fleury, HIAE, Sírio, DASA, ACCamargo, Alliar, para situar em São Paulo, cada um a seu modo vem se equipando e se preparando para estes novos desafios. Os objetivos são bem definidos, mas, prioritariamente, a redução de custos, sem perder qualidade e eficiência, é o objetivo maior. Pelo seu oportunismo, Inovação, Inteligência artificial estão na pauta principal da JPR´2019. E, a discussão não ficará no âmbito nacional, pois, um expressivo contingente de latino-americanos aqui estará, de 2 a 5 de maio, em São Paulo, para se aprofundar no assunto. Ninguém pode ficar alheio à realidade, com o risco de colher resultados inesperados. Para colaborar com as discussões, apresentamos como – um rescaldo do último Congresso da RSNA – onde os profs. Thomaz Link e Leonard Rosenthal, dos EUA, analisam o futuro da imagem musculoesquelética. Trazemos também outros temas, como os avanços da Sonotrombólise, a Radiologia na Emergência, Prontuário Eletrônico, onde o futuro é hoje, com uma única certeza: por trás de cada máquina, há sempre o olhar humano. (LCA)

CBR tem nova diretoria e apresenta perfil do médico radiologista

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Com um formato ajustado aos tempos de Inovação, a SPR promoverá de 2 a 5 de maio a sua 49ª JPR, celebrando parcerias internacionais, em especial com a América Latina, focada na colaboração mutua. Dentro dessa linha, uma Vila de Inovação, Vila de Ultrassom e a JPR Virtual, se inserem como novos espaços para atualização, com formatos diversos, miniauditórios, permitindo uma troca de informações dinâmica e descontraída. Uma Jornada de Intervenção Guiada por Imagem, sob a coordenação dos drs. Antonio Rahal Jr., Denis Szenfeld, Guilherme C. Mariotti e Guilherme L. Pinheiro Martins. dá o toque final às modificações introduzidas. Confira. www. jpr2019.org.br

nova diretoria do Colégio Brasileiro de Radiologia, que tem como presidente, Dr. Alair Moreira Santos, do Rio de Janeiro, sucedendo ao dr. Manoel de Souza Rocha, acaba de ser empossada. Na oportunidade, o dr. Manoel Rocha apresentou um resumo das ações desenvolvidas na sua gestão e, como último ato divulgou o resultado da pesquisa sobre “O perfil do médico especialista em Radiologia e Diagnóstico por Imagem no Brasil”, realizada em parceria com o Departamento de Medicina Preventiva da FMUSP. Em seguida foi prestada uma homenagem ao dr. Manoel Rocha, num reconhecimento a sua atuação à frente da entidade.

APPLICATION Dois artigos, de centros de referência, como o Serviço de Radiologia Oncológica do ICESP, e do Serviço de Radiologia do Hospital Sírio Libanês, enriquecem o nosso conteúdo, nesta edição. Confiram

SERVIÇOS Veja matéria especial sobre as novas instalações do Clinica MamaImagem, em São José do Rio Preto e que tem a frente os médicos Tufik Bauab Jr. e Selma Di Pace Bauab. Grandes investimentos e diversificação da linha de atuação. Pag. 9

EVENTOS Começa no dia 14 de março, no Centro de Treinamento do InRad HCFMUSP, o IMAGINE´2019, com temas de muita atualidade, sessões de hands on e, neste ano, com a participação do dr. Roderic Pettigrew, dos Estados Unidos, especialista na linha de frente das inovações tecnológicas. Informe-se: www.imagine2019.com.br

JPR 2019 focada na Inovação e nas relações internacionais

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FLAUS em Salvador aliará turismo e atualização

alvador, Bahia, sediará nos dias 13 e 14 de julho, o XIX Congresso FLAUS – Federação Latino-Americana de Sociedades de Ultrrassonografia, com um temário muito amplo, oito sessões de demonstrações práticas e marcará, também, a posse da sua nova diretoria, que será presidida pelo Dr. Antonio Carlos Matteoni de Athayde. Eleito em 2017, na assembléia realizada durante o XVIII Congresso da FLAUS, realizado na capital paulista, que reuniu presidentes de Associações de Radiologia e Ultrassonografia da América Latina, o dr. Antonio Carlos Matteoni – que já presidiu o Colégio Brasileiro de Radiologia – terá como companheiros de diretoria, o dr. Jorge Rabat, da Venezuela; dr. Luis Fernando Chavarría Estrada, da Costa Rica; dra. Edda Chaves, também da

Venezuela; e dr. Fernando Huerta, do Peru. O Brasil tem desempenhado importante papel na integração da ultrassonografia na América Latina, e a entidade já foi presidida pelos brasileiros, Domingos Correia da Rocha, Luiz Antonio Bailão, Giovanni Guido Cerri e Maria Cristina Chammas, sempre empenhados em “difundir a educação médica continuada em ultrassonografia. Com planos de aliar o grande apelo turístico da Bahia com um conteúdo cientifico atraente, o Congresso da FLAUS terá uma dinâmica diferente neste ano de 2019. Mais informações na página do evento: https://www.flaus-us.org/congresso/pt/. As inscrições poderão ser feitas até o dia 13/06/2019. Após esta data, as inscrições só serão feitas no local do congresso.


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EDITORIAL Por Luiz Carlos de Almeida (SP)

Conquistas, caminhos e desafios

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ano novo está só começando. E, como tal é hora de reflexões, sugestões, criticas e análises que podem ajudar a vencer o ano, sobreviver e até investir, se isso for possível. São desejos que devem ser buscados, pois, o Brasil está sempre correndo atrás do sucesso. Este é o papel de um jornal, ajudar no que for possível. Se impresso, está ali, sobre a mesa, aguardando com ansiedade que suas páginas sejam ao menos folheadas. Se digital, tem que ser interessante suficiente para que a rapidez da leitura se concentre e veja, com entendimento, o que o conteúdo está trazendo. Esta ultima observação é reflexo do momento que vivemos. A pouca leitura, que reflete não só na informação, como na qualidade do entendimento. Mas, isso são apenas aleivosias. O importante é que o ano, para a área do Diagnostico por Imagem (com maiúscula) está começando. Até com algum atraso, o que, em parte justifica o nosso atraso. Embora já tenha corrido quase dois meses, o País começa a girar. Um novo presidente, novos governadores e novos políticos, e mais do que isso, muitas expectativas. A imagem diagnóstica também começa com novidades. O CBR tem uma nova diretoria, presidida pelo dr. Alair Sarmet Moreira Damas dos Santos, do Rio de Janeiro, que substitui ao prof. Manoel de Souza Rocha, e até a JPR, um novo presidente, o dr. Mauro Brandão, de Ribeirão Preto (por ser chapa única), deverá assumir a SPR. Com isso, muita coisa está rolando. Os eventos oficiais das principais instituições estão se iniciando, o InRad com o Imagine, abre o

Calendário, a JPR´2019 vem logo em seguida, com propostas interessantes seguida da Hospitalar. Nas entrelinhas, ações interessantes se desenvolvem, graças a esforços individuais,

como da dra. Beatriz Amaral, no Rio Grande do Sul, da Radiologia de Pernambuco, com seu novo presidente, Paulo Andrade, e do Ceará, que sediará o Congresso Brasileiro de Radiologia. sem contar uma grande mobilização da ultrassonografia, com o evento da SBUS e sua intensa atuação em todo o País.

As principais instituições parceiras, como o Hospital Albert Einstein, Hospital Sirio Libanês, ACCamargo Cancer Center. Fleury Diagnósticos, InRad, ICESP, INCOR, e mais recentemente o Hospital Lefort, que nos apoiam com conteúdo, estão em ritmo acelerado, com novos residentes, e novos programas. Todos com ações interessantes, em pós-graduação e atualização. Vale consultar as agendas. Esse fortalecimento do ensino complementar é reflexo, também, de uma triste realidade. O excessivo número de médicos lançados anualmente pelas mais de 300 faculdades de medicina, muitas delas sem ao menos hospital universitário. Há, portanto, essa carência que nem sempre as instituições conseguem suprir, com eficiência, volume e qualidade. E aqui há um verdadeiro varejo de cursos, para os que precisam. Mas, é melhor isso, do que nada. Pelo lado empresarial o que se vê, embora a grande maioria não possa se queixar, é muita cautela. Enquanto algumas se prepararam e nadam de braçadas, outras estão apenas observando e, até sem rumo, aguardam que a poeira baixe. Esse quadro vive o momento de Ano Novo e sua principal e motivadora festa acontecerá de 2 a 5 de maio, no Transamerica Expo Center, com a realização da JPR´2019. Os cérebros estarão distribuindo conhecimento, apontando caminhos e, mesmo em tempos de Inteligência Artificial, Conteúdo de Máquina, está provado que, por trás da máquina há sempre um dedo acionando o teclado. Bom ano para todos.

Cooperação Brasil-Japão em Telemedicina

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m ambicioso projeto de Telemedicina, realizado no Hospital Universitário da USP, envolvendo outros dois importantes hospitais do Pais, acaba de ser concluído, em São Paulo. O projeto, que é uma parceria entre a Fujifilm, o Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU-USP), Agência de Cooperação Internacional do Japão(JICA) chega ao seu final, num momento muito oportuno, com recente portaria do CFM (Conselho Federal de Medicina), oficializando a Telemedicina na rotina médica. Tendo a frente o prof. Claudio Campi de Castro e médicos das demais instituições, com o suporte da tecnologia Synapse PACS (Sistema de Arquivamento e Comunicação de Imagens) da Fujifilm, a iniciativa conectou radiologistas do HU-USP, do Hospital Santa Cruz (SP) e do Hospital Amazônia (PA) para conferências mensais de telerradiologia, em

que cerca de 120 casos de alta complexidade foram discutidos para a obtenção de diagnósticos. De acordo com participantes e representantes do Governo do Japão e da JICA, o programa foi fundamental para a melhoria dos processos e tratamentos médicos, para a troca de informações e de conhecimento entre as equipes e para a eficiência dos diagnósticos digitais a partir das imagens de alta qualidade do sistema apresentado pela empresa. No evento de encerramento, foi realizada com demonstração ao vivo além de uma conferência Brasil-Japão com o Dr. Moriyama, que mostrou um caso de endoscopia e falou sobre as possibilidades de tratamentos. A foto registra o momento de confraternização pelos resultados obtidos e contou com as presenças dos profs Giovanni Guido Cerri, Claudio Campi de Castro, Ricardo Guerrini, e pela Fuji Film, Eduardo Tugas, entre muitos outros.

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O BIMESTRE Por Luiz Carlos de Almeida e Valeria de Souza (SP)

Medicina Nuclear, um marco na história da especialidade

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O Museu do Centro de Medicina Nuclear, inaugurado no ano em que a Faculdade de Medicina da USP comemora os 70 anos do Laboratório de Isótopos e os 60 anos do Centro de Medicina Nuclear, marca a história da especialidade na América Latina.

Museu Prof. Alipio Dias Neto, do Centro de Medicina Nuclear do Instituto de Radiologia do HCFMUSP, reúne um raro acervo documental, fotográfico e de equipamentos que conta a história da medicina nuclear, desde a sua chegada, implantação e evolução como especialidade no país e na América Latina. Na abertura da cerimônia de inauguração o Prof. Carlos Alberto Buchpiguel afirmou ser este um dia especial. “Estamos inaugurando o museu do Centro de Medicina Nuclear, que retrata uma história de 70 anos do primeiro laboratório de radioisótopos da América Latina e os 60 anos do Centro de Medicina Nuclear. Esse prédio foi construído em 1959, através da iniciativa de um jovem casal de pesquisadores, o casal Eston de Eston, Tede e Verônica. Inaugurado pelo prof. Tede Eston de Eston, foi o terceiro instituto a ser construído dentro do Complexo do Hospital das Clínicas, como um centro de pesquisas em radioisótopos para aplicação na Medicina”, lembra. Com estas palavras o professor sintetizou a história da instituição e homenageou os pesquisadores, professores e servidores que passaram pela Medicina Nuclear, nestas sete décadas, lembrando que a Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN) foi criada dentro do Centro de Medicina Nuclear do Hospital das Clínicas e, esse foco no ensino e na pesquisa, data desde os primeiros momentos da instituição, quando em 1943 o Centro promoveu o primeiro curso de Aplicação de Radioisótopos em Medicina, trazendo o físico químico, Prof. Georgy de Hevezy, que ajudou a desenvolver os “traçadores radioativos”, premiado com o Nobel da Química”. Para chegar até aqui – concluiu o prof. Buchpiguel – “um dos serviços mais modernos e estruturados para pesquisa em imagem

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molecular no País, foi necessário muito suor Atualmente, está presente na FMUSP, por como por exemplo, a realização de estudos e lágrimas, mas, também muitas alegrias e comeio da disciplina de Medicina Nuclear desem neurologia. memorações pelas quais agradecemos todas as de 2014, por meio do seu titular, o professor Consolidada não só como diagnóstico, mas lideranças da USP, da Faculdade de Medicina Carlos Buchpiguel. Além dessa presença na como terapia, a medicina nuclear é reconhecida dentro da AMB. “Ela atua principalmente e, principalmente, todos os colaboradores que faculdade, também está representada nos dentro de uma área diagnóstica que tem vários atuaram para que chegássemos nesse estágio institutos do Complexo do HC. componentes. A gente pensa na medicina de desenvolvimento”. Existem três serviços de medicina nuclear nuclear convencional na realização da cintiloO descerramento de placa alusiva a data, que funcionam no HC: InRad, InCor e ICESP, grafia, mas com um campo de atuação muito com as filhas dos homenageados, marcou o que atuam de forma sinérgica, parceira, e com grande, que nesse momento encerramento da sessão. aponta para o futuro da especiaLogo após, o prof. Giovanni Guido Cerri, presidenlidade com a utilização do PET te do Conselho Diretor do ou Tomografia por emissão de InRad HCFMUSP, destacou pósitrons em diferentes áreas”, a importância dessa inaugupondera Marcelo Tatit. ração na preservação da meAinda na área diagnóstica, mória da Medicina Nuclear, na qual o forte são os métodos dentro da instituição. Enfade imagem, com uma exprestizou o caráter inovador dos são menor, existem procedimentos intraoperatórios nas profs. Tede Eston e Alipio cirurgias radioguiadas e de Dias Neto, personalidades estudos in vitro com a coleta que fizeram a diferença. de amostras biológicas. Outro Na implementação do campo de atuação é a utilização Museu Alipio Dias Neto, terapêutica com a utilização destaque para o trabalho do de radionuclídeos há muitas prof. Marcelo Tatit Sapienza, Prof. Carlos Alberto Buchpiguel enfatizou o trabalho pioneiro do casal Tede Eston décadas, principalmente pelo que culminou com um mode Eston e do prof. Alipio Dias Neto, e a criação do Centro de Medicina Nuclear do derno espaço de cultura e de uso do Iodo 131, no tratamento InRad-HCFMUSP, onde foram estabelecidas as bases para a nova especialidade. convivência. das doenças tireoidianas, sejam doenças benignas como hipertireoidismo, Ao final, falou o dr. Marcelo Tatit Sapienalguns focos mais desenvolvidos no seu segza, como um os impulsionadores do projeto mento. Por exemplo, o serviço do ICESP, com como também no câncer da tireoide. do Museu Alipio Dias Neto, destacando o foco em Oncologia, na parte de diagnóstico e “Esse é um momento de expansão dessa apoio da direção do Hospital das Clínicas, ali tratamento com radionuclídeos nas unidades utilização terapêutica da medicina nuclear, representada pelo Superintendente Antonio de internação hospitalar. No InCor, o foco com a incorporação de novos radionuclídeos, José Pereira, da diretora executiva do InRad, maior é em cardiologia, principalmente nas de novos alvos moleculares, tratamento com dra. Marisa Madi e de todos os colaboradores avaliações de perfusão miocárdica, mas faz materiais radioativos, que inclui, por exemplo, da instituição. também estudos em outras áreas. o tratamento de tumores neuroendócrinos, A Medicina Nuclear no Complexo HC O Serviço de Imagem do InRad, comprode metástases ósseas com o Rádio 223, o que metido com a parte da estrutura departamental Hoje, a Medicina Nuclear é uma especiatambém inclui as perspectivas de utilização lidade com o Departamento de Radiologia e organização da disciplina, tem um grande de novos traçadores, como o PSA, tanto para da FMUSP, que fortalece essa posição multidesempenho na medicina nuclear geral e diagnóstico como para terapia do câncer de disciplinar da área da imagem no Complexo. oncologia, com alguns focos específicos, próstata”, conclui o especialista.


MOMENTO Por Sandra Franco* (SP)

Atenção básica, o foco de Mandetta na Saúde

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pós sua indicação pelo presidente Jair Bolsonaro, o novo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, visitou a Faculdade de Medicina da USP e foi recepcionado pelo Prof. Dr. Tarcísio Eloy Pessoa de Barros Filho, Diretor da FMUSP e Presidente do Conselho Deliberativo do HCFMUSP.

No encontro, realizado na Sala da Congregação da Faculdade de Medicina da USP, o Ministro Luiz H. Mandetta apresentou as propostas e alguns dos planos de sua gestão, com ênfase para o trabalho desenvolvido pelo SUS – Sistema Único de Saúde, que considera seu principal desafio. “Lutarei pelo SUS. Vou ser o Ministro da Atenção Básica” – disse. Por sua vez, o Prof. Dr. Tarcísio Eloy Pessoa de Barros Filho agradeceu a oportunidade, enfatizando a importância da a colaboração de todos para a melhoria das condições de saúde. Em seguida, o Dr. Luiz Henrique Mandetta – que é médico ortopedista e foi deputado federal pelo partido DEM-MS - conversou, em tom informal com Professores Titulares da FMUSP; representantes de entidades e sociedades médicas e dirigentes do setor da indústria farmacêutica. Presentes ao ato, a Profa. Dra. Linamara Rizzo Baptislella, ex-secretaria das Pessoas com Deficiência, o Prof. Dr. Giovanni Guido Cerri, presidente do Conselho Deliberativo do InRad, vice presidente do Instituto Coalizão Saúde e ex-Diretor da FMUSP, o Dr. José Luis Gomes do Amara, presidente da Associação Paulista de Medicina. Antes do encontro na FMUSP, ele visitou as instalações do InCor – Instituto do Coração.

Prontuário eletrônico: a saúde sem papel Uma nova lei, que entrou em vigor no final do ano passado, busca ampliar a segurança jurídica no que se refere à utilização do prontuário eletrônico no setor de saúde no Brasil.

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té a publicação da Lei Federal nº 13.787, de 27 de dezembro de 2018, o arquivamento de prontuário estava regulamentado por resoluções do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Ministério da Saúde, além de algumas leis que disciplinam o tema. A lei traz como inovação a possibilidade de digitalizar e descartar os prontuários, que muitas vezes são perdidos, extraviados ou mesmo deteriorados pelo tempo em razão do armazenamento inadequado. Importante destacar que, no âmbito federal, já existe regulamentação para o arquivamento de documentos em meios eletromagnéticos, a Lei 12.682/2012. Porém, não se trata nesta lei especificamente de documentos da área de saúde e não existe qualquer menção sobre o tempo de armazenamento dos documentos arquivados digitalmente. Consta, porém, da mesma forma que na nova lei, a obrigatoriedade de se manter a integridade, a autenticidade e a confidencialidade do documento digital, com o emprego de certificado digital emitido no âmbito da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP - Brasil. Se, por um lado, a recente lei traz como novidade a possibilidade de se descartarem os prontuários digitalizados, também é fato que o texto repete, em partes, dispositivos já presentes em uma lei anterior, com mais de 50 anos - Lei n.º 5.433/1968 que regula a microfilmagem de documentos oficiais. Outra regulamentação, que apresenta previsões na nova lei, é a Resolução CFM 1.821/2007, que apresenta normas técnicas concernentes à digitalização e uso dos sistemas informatizados para a guarda e manuseio dos documentos dos prontuários dos pacientes, autorizando a eliminação do papel e a troca de informação identificada

em saúde. No texto, há previsão do Manual de Certificação para Sistemas de Registro Eletrônico em Saúde pelo qual somente poderia ser dispensado o prontuário físico quando o prontuário eletrônico apresentasse o Nível de Garantia de Segurança 2 de Certificação Digital. Tal certificação era, até o ano passado, responsabilidade do CFM, em parceria com o SBIS – parceria essa não mais vigente, conforme se verifica pela recente Resolução CFM nº 2.218, de 2018, mas que possivelmente será renovada. Vale destacar que muitos médicos sequer tinham conhecimento se o sistema por ele contratado apresenta a referida certificação e, por desconhecimento da norma, a recomendação de guarda do prontuário físico é negligenciada. Juridicamente, portanto, o sistema eletrônico de guarda de informações sem a garantia de alguns requisitos como a integridade de informações, a garantia do sigilo, a inviolabilidade, pode ser questionado. Evidente que uma perícia técnica poderá ser realizada na eventualidade de suspeita de adulteração de dados do paciente. Mas fica a questão: e a garantia de sigilo dessas informações, como saber se fora preservada sem o uso de um sistema certificado? A se considerar o texto da nova lei, não se exigiria o nível de certificação indicado na resolução do CFM, para a dispensa do prontuário físico bastando que o processo de digitalização utilize certificado digital emitido no âmbito da ICP-Brasil.

Outra realidade observada pela nova lei: a dispensa de documentos já existentes, após a digitalização fiel, observando o ICP-Brasil e a orientação para criação de novos documentos, uma vez que estes poderão se realizar em sistema eletrônico sem o backup físico, antes exigido pelo Manual de Certificação Digital do CFM, quando utilizado sistema eletrônico nível 1 (NGS1). Sem dúvida, a alteração quanto à possibilidade de dispensa de arquivo físico permitirá que muitos estabelecimentos até utilizem melhor certos espaços unicamente destinados ao arquivamento de prontuários. Quanto à documentação física já existente, a recomendação era a de se guardassem os documentos do paciente por no mínimo 20 anos. A partir da vigência da nova lei, os documentos físicos armazenados poderão ser substituídos pelos digitalizados, guardados por 20 anos e destruídos após esse prazo ou entregues ao paciente. Já estão sendo dados os primeiros passos regulatórios para que o prontuário eletrônico seja uma realidade no sistema público e no privado. Agora, precisamos ver se, na prática, a nova lei será cumprida e se os profissionais de saúde vão se adequar de forma ética às inovações necessárias para a evolução do setor no país. * Sandra Franco é consultora jurídica especializada em Direito Médico e da Saúde

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ENTREVISTA Por Luiz Carlos de Almeida e Angela Miguel (SP)

Estudos comprovam eficiência da Sonotrombólise e entram numa nova fase Terapia que reestabelece o fluxo sanguíneo no músculo cardíaco por meio da injeção de microbolhas e de pulsos de ultrassom, a Sonotrombólise comprova sua eficiência e entra em nova fase e equipe se apresenta no American College of Cardiology

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Grande esperança para recomparação com a terapia com fibronolítico. duzir os danos cardíacos e “Do ponto de vista angiográfico, somente 20% do grupo de controle, ao chegar na até a morte após infarto, a sala de cateterismo, tinha as artérias corosonotrombólise chega à sua nárias abertas, ou seja, havia recanalização segunda fase de estudos no espontânea das artérias coronárias em 20% Brasil. Comandada pelo dos casos. Já no grupo terapia, a recanalizaProf. Wilson Mathias Jr., diretor da Unidade ção ocorreu em 48% dos casos, ou seja, quase de Ecocardiografia do Instituto do Coração 50% dos pacientes”, (HCFMUSP), a pesquisa apresentou números afirma. promissores após o Resultados consistentes em relação à meencerramento da fase lhora do supradesniveII, resultados que serão lamento do segmento apresentados na sessão ST no eletrocardioLate-Breaking Clinical grama também foram Trials, do congresso do apurados. De acordo American College of com o Prof. Mathias Cardiology, em março. Jr., somente 4% dos Agora, a equipe do pacientes do grupo de HCFMUSP inicia a fase controle apresentaram III, o desenvolvimento redução de 50% do sude um equipamento de pradesnivalemento no ultrassom mais adequado para a realizaeletrocardiograma na ção do tratamento, em fase aguda do infarto. parceria com a Escola No grupo terapia, esse Politécnica da Univer- Prof. Wilson Mathias Jr., diretor da número passou para Unidade de Ecocardiografia do Instituto do sidade de São Paulo 32% dos pacientes. Coração (HCFMUSP) (USP). Além disso, foram Segundo Mathias Jr., nas primeira e seconstatados dados de função ventricular gunda fase, o estudo trabalhou um grupo de esquerda. “A fração de ejeção no grupo 100 pacientes randomizados, sendo que 50 tratado com sonotrombólise era igual no deles receberam a terapia convencional, e os início da terapia na fase inicial e, no sexto outros foram submetidos à sonotrombólise. mês, apresentava uma média de fração de Em 12 minutos da terapia, a eficácia apreejeção de 53%. No grupo terapia, 47%”, sentada foi de quase 50% na abertura das explica. O estudo ainda identificou dados artérias coronárias, um grande sucesso em como a medida do tamanho do infarto e da

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obstrução microvascular, que representam a injúria isquêmica causada pelo infarto agudo. No grupo tratado com sonotrombólise, essa medida foi menor, quando avaliada pela ressonância magnética.

Um novo desafio O grupo de pesquisa agora se dedica à fase III, que deve tomar cerca de cinco anos e será realizada com um número maior de pacientes e com outros centros médicos. Um dos objetivos é desenvolver um equipamento de ultrassom leve e simples, que possa ser administrado por paramédicos ou enfermeiros de ambulância. Essa etapa será feita em conjunto com a Escola Politécnica da USP, com o objetivo de desenvolver uma tecnologia nacional independente de grandes indústrias e altos custos. “Uma vez feito o diagnóstico de infarto agudo do miocárdio na ambulância, o médico à distância vê o eletrocardiograma, confirma o infarto, então cola-se um transdutor no precórdio do paciente e o enfermeiro, por

sua vez, simplesmente aperta um botão e o equipamento emitirá os pulsos de ultrassom a cada 10 segundos. Em paralelo, injetam-se doses pré-determinadas de microbolhas na veia do paciente até que ele chegue ao hospital. Acreditamos que a chance de recanalização será muito mais alta”, projeta Mathias Jr. A expectativa com o desenvolvimento do equipamento é que esse tipo de terapia alcance mais pacientes e que ela possa ser aplicada em qualquer pronto socorro, unidade básica de saúde ou ambulância. “Conseguiremos dar um grande passo no nosso país. Cerca de 60% dos brasileiros que sofrem infarto não recebem nenhuma das terapias de eleição, uma angioplastia primária ou fibrinolíticos. O potencial da sonotrombólise é gigantesco e a um custo que, diferente das novas tecnologias que normalmente chegam a custos proibitivos, deve chegar a um custo bem mais baixo, pois as microbolhas já não são itens caros”, finaliza.

Microbolhas, um estudo nacional Em resumo, na sonotrombólise, são injetadas na corrente sanguínea um líquido que contém bilhões de microbolhas de gás que, segundos depois, são submetidas aos pulsos de ultrassom e explodem. Ao se romperem, produzem tal pressão que desfaz o coágulo, restabelecendo o fluxo sanguíneo e de oxigênio ao músculo cardíaco. Segundo o Prof. Wilson Mathias Jr., os primeiros estudos com microbolhas em seres humanos nasceram no Brasil, mas alcançou aplicabilidade clínica muito antes na Europa e nos Estados Unidos. No entanto, essas localidades ainda não aprovaram seu uso para ultrassonografia, o que já é possível por aqui.


ENTREVISTA

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INOVAÇÃO Por Luiz Carlos de Almeida e Angela Miguel (SP)

Imagem musculoesquelética na era da Inteligência Artificial “O mundo da radiologia está atualmente fervilhante de discussões sobre o que o aprendizado de máquina (ML) e a inteligência artificial (IA) farão com a especialidade. O diagnóstico por imagem musculoesquelética parece ser um grande candidato à introdução da interpretação de imagens assistida por computador, devido ao seu grande número de medições e sistemas de classificação.”

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s radiologistas sabem que seus colegas das áreas de ortopedia, pediatria e cirurgia de mão fazem uso dessas medições, mas frequentemente, as omitem de seus relatórios. Há duas razões para isso: são tediosas e demoradas, e a variação individual das medições pode levar a um conflito entre o radiologista e o clínico”. Essas considerações fazem parte de uma análise cuidadosa dos profs. Thomas M. Link e Daniel I. Rosenthal, no informativo RSNA NEWS e resultam de discussões realizadas sobre o tema, no Congresso da RSNA, em novembro. Embora a Radiologia tenha se especializado progressivamente ao longo de muitas décadas, algumas áreas de especialização desenvolveram-se mais cedo do que outras, lembram os pesquisadores. As doenças torácicas, por exemplo, tornaram-se um foco precoce para muitos radiologistas, devido à capacidade inerente às radiografias de demonstrar as estruturas dos pulmões e do coração, e à importância das doenças torácicas, tais como a tuberculose, cujos índices ainda preocupam, no mundo todo. Ao olhar para o futuro, essa análise faz um retrospecto, começa com a imagem gastrointestinal como campo de estudo, que pode ser datado a partir da introdução do bário, em 1908, e, na sequência, lembra que, as primeiras imagens musculoesqueléticas foram da mão e Bertha, em 22 de dezembro de 1895, quando Roentgen oficializou a descoberta dos raios X. Os profs. Link e Rosenthal consideram nesse contexto, que a Radiologia musculoesquelética (ME) é uma subespecialidade jovem, e que durante as imagens de ossos ficaram restritas à seara dos radiologistas gerais. Tudo mudou com a explosão de tecnologia ocorrida nas décadas de 1970 e 1980, a qual nos trouxe a TC, a RM, técnicas quantitativas de diagnóstico por imagem da osteoporose, e, enfim, a ultrassonografia de alta resolução”.

e tornou obrigatório o uso de sistemas de “apoio à decisão”, e em todas as especialidades clínicas há uma forte tendência a abordagem gerou alguns benefícios, mas, para eles, “é no sentido de desenvolver procedimentos minimamente improvável que sejam suficientes para satisfazer as demaninvasivos e formar seus respectivos profissionais, os quais das dos pagantes. À medida que o diagnóstico por imagem competirão com os radiologistas intervencionistas. Há também um nítido aumento na quantidade e especificidade da melhorava, ele foi sendo utilizado cada vez mais cedo no documentação necessária para que os ciclo de atendimento médico, muitas radiologistas desempenhem o papel de vezes tornando-se um precursor (ou mesmo substituto) do histórico e do exame prestadores diretos de atendimento ao físico. Portanto, o conceito de adequação, paciente”, ponderam. que depende do conhecimento prévio do Prosseguem, apontando que “isto paciente, torna-se menos significativo. O certamente assumirá a forma de credenciais específicas de procedimentos e modo mais fácil de economizar dinheiro documentação de qualidade e segurança. é pagar menos, logo, é provável que haja Em suma, tais mudanças embaralham as mais reduções nos pedidos de exames”. fronteiras entre os departamentos: os clíReconhecem, também, e isso está nicos estão se tornando mais parecidos ocorrendo em nosso País, que os departamentos de radiologia precisarão com os radiologistas, e os radiologistas desenvolver métodos mais rápidos e estão se tornando mais parecidos com menos dispendiosos de prestar seus seros clínicos”. viços. Todos os aspectos da experiência Finalmente, há também uma nova Dr. Daniel I. Rosenthal, do Hospital de do diagnóstico por imagem terão que ser frente que se abre dentro da radiologia. Massachusets reinventados de modo a aumentar a eficiA radiologia do ME é frequentemente ência, desde o pedido até a seleção do exame (protocolos), uma mistura de procedimentos diagnósticos e intervencionistas. A recente bifurcação dessa especialidade, ou seja, a incluindo a sus realização e interpretação. separação entre formação em diagnóstico e formação interA simplificação e a padronização serão os principais objetivos na redução de custos. Em vez de imaginar um mundo vencionista, criará uma nova classe de “intervencionistas” onde cada exame é adaptado às necessidades específicas do especificamente autorizados a realizar esses procedimentos. paciente, o diagnóstico por imagem será cada vez mais visto O conceito atual de intervenção nem sempre é capaz de como uma medida de rastreamento (como a mamografia) ou abarcar os procedimentos do ME, e os indivíduos que escolhem esse caminho provavelmente estarão mais focados em focada na solução de problemas. procedimentos de maior volume, como os torácicos e abdoPesquisas apontam minais. As clínicas de radiologia ME irão se deparar com a caminhos necessidade de escolher entre indivíduos que não esperavam realizar intervenção alguma (residentes de diagnóstico) ou “A interpretação assistida por computador, no entanto, aqueles que esperam exclusivamente realizar intervenções mostra essa nova realidade e enfatiza que a imagem de de um tipo diferente. Será muito difícil manter a atraente cada parte do corpo pode vir com um diagrama ou tabela Mudanças na população de combinação atual de sofisticados diagnósticos por imagem indicando quais medidas são normais e quais são anormais. pacientes criam desafios e intervenções especializadas em radiologia ME. Cada entidade diagnóstica contará com assistência para a O crescimento populacional, de 1945 a 1964, trouxe atribuição de graus ou estágios, quando estes estiverem Expandindo as oportunidades no grandes desafios para a especialidade, pois, essa popudisponíveis. Não acreditamos que a interpretação compudiagnóstico por imagem ME lação, hoje na faixa de 56 a 73 anos, tadorizada completa venha a ocorrer no Os autores acreditam que, com os novos desenvolapresenta ou desenvolverão, afecções no curto ou médio prazo”, analisam os pesquisadores, lembrando ainda que “convimentos, como a Inteligência Artificial e o aprendizado sistema locomotor, que é a essência da sequentemente, o radiologista de ME do de máquina na imagem musculoesqueletica, “veremos especialidade. “Todo mundo que vive futuro terá muito mais ferramentas à sua diagnósticos por imagem mais rápidos e precisos, com nesse mundo moderno terá de enfrentar disposição, e o trabalho de interpretação um número cada vez maior de tecnologias e intervenções problemas enquadrados no domínio da de imagens se tornará mais sofisticado e que, em última análise, vão melhorar o atendimento ao Ortopedia: osteoporose; fraturas; artrite exigente”. paciente. No entanto, isto requer planejamento estratégico de uma ou mais articulações; dores nas E, nessa corrente de avanços tecnoe um esforço conjunto por parte dos radiologistas de ME costas e estenose espinhal. Ironicamente, os esforços de saúde pública para lógicos, os procedimentos intervenciopara permanecerem na liderança de sua área, formando nistas também experimentam aceleradas combater doenças cardiovasculares têm residentes e promovendo pesquisas”. mudanças. Muitos radiologistas do ME encorajado a participação de adultos, e realizam uma interessante mistura de até dos mais velhos, em atividades físicas Nota da redação avançados diagnósticos por imagem e que podem exacerbar essas condições. intervenções, incluindo artrografia, biópPortanto, o passado recente viu um Informações e considerações produzidas a partir de Dr. Thomaz Link, da Universidade da sia, ablação de tumores, vertebroplastia enorme crescimento das especialidades California matéria fornecido pela Assessoria de Imprensa da RSNA e e controle da dor. Com a introdução de médicas responsáveis por diagnosticar e do Informativo RSNA News. um grande número de terapias percutâneas, incluindo ablatratar esses problemas. O futuro imediato provavelmente ção de tumores, fixação percutânea de fraturas e liberação deve gerar demandas ainda maiores. Dr. THOMAS M. LINK, Ph.D., é diretor de diagnóstico percutânea de tecido mole, além da introdução de agentes Em suas análises, os profs. Link e Rosenthal, afirmam por imagem musculoesquelética e diretor clínico do Grupo biológicos ativos injetáveis, tais como os agentes osteoinque nos Estados Unidos, as autoridades tem dedicado muita de Pesquisas em Imagem Musculoesquelética e Quantitadutores, a eficácia de tais procedimentos, é cada vez maior, e atenção aos custos, procurando “a eliminação de exames tiva do Departamento de Radiologia e Imagem Biomédica as constantes inovações em pesquisa de materiais, também que não atendem a alguns critérios de “adequação”. No da Universidade da Califórnia, em São Francisco. prometem melhorar a eficácia dos tratamentos percutâneos. Brasil, com outras atenuantes, o assunto está na ordem do Dr. DANIEL I. ROSENTHAL, professor de radiologia Segundo os professores existem várias ameaças impordia, com despesas, quantidade de exames desnecessários, da Faculdade de Medicina de Harvard e vice-diretor de tantes provenientes tanto de forças externas quanto da próe muitas outras alegações para enfrentar esse problema. radiologia do Hospital Geral de Massachusetts, Boston. pria radiologia. “Os clínicos não desconhecem esses avanços, Se nos EUA, o governo federal assumiu as discussões

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Tuberculose abdominal: uma breve revisão dos achados radiológicos por TC e RM

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uberculose (TB) é uma doença infecciosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis (MTB) que pode afetar virtualmente qualquer sistema orgânico. Ocorre mais comumente associado à pobreza, privação e imunodeficiência. Os pulmões são os principais órgãos envolvidos e o acometimento abdominal é o sítio extrapulmonar mais comumente afetado, podendo inclusive ser o único compartimento acometido.

A tuberculose abdominal pode apresentar uma variedade de apresentações de acordo com o órgão afetado. Existe uma ampla gama de características de imagem associadas a esta doença, e muitas delas são inespecíficas, representando um desafio para o radiologista. Envolve mais frequentemente órgãos parenquimatosos e a tuberculose geniturinária é responsável pela maioria dos casos de acometimento abdominal.

Diferentes órgãos e sistemas, que podem ser acometidos: • Trato urinário (rins, sistema coletor, bexiga e adrenais) • Linfonodos • Peritônio • Fígado e Baço • Aparelho reprodutor (útero, regiões anexiais, testículos e próstata)

Rins Comumente a tuberculose renal leva a uma alteração fibrocicatrical e estenosante do local acometido, caracteristicamente envolvendo o sistema coletor, que pode apresentar vários padrões de hidronefrose na Tomografia Computadorizada (TC), a depender da extensão e do local da estenose (caliectasias focais, caliectasia sem dilatação pélvica e hidronefrose generalizada). A TC também é útil para a identificação das manifestações parenquimatosas da doença, como calcificações, cicatrizes corticais e lesões de baixa atenuação (abscessos), podendo ainda identificar extensão para o espaço peri-renal. O diagnóstico diferencial radiológico inclui: • Necrose papilar • Carcinoma de células transicionais • Infecções. Fig 1. (A) A tomografia computadorizada mostra calcificação grosseira e amorfa substituindo o parênquima renal direito (seta verde). (A, B) Rim esquerdo aumentado com calcificações parenquimatosas e múltiplas caliectasias. (setas amarelas).

Ureteres Os achados mais comuns são dilatação e espessamento irregular do ureter, que podem estar associados a defeitos de preenchimento por granulomas e alterações inflamatórias periuretais. Conforme a doença progride podem ser vistas úlceras e estenoses multisegmentares, conferindo um aspecto de ureter em “saca rolhas”. As calcificações de parede ureteral são um achado incomum na tuberculose ureteral. O diagnóstico diferencial radiológico inclui: • Cálculos ureterais. • Esquistossomose.

Fig 2. (A) TC mostra acentuada hidronefrose bilateral com calcificações do revestimento uretelial da pelve e ureteres (seta). (B) Observe também as estenoses multifocais (cabeças de setas) envolvendo a pelve esquerda e o ureter.

Bexiga O achado mais comum na cistite tuberculosa é a redução da capacidade vesical e paredes vesicais espessas e irregulares, devido a suas alterações fibro-estenosantes. A calcificação parietal da bexiga também podem ser vista, embora esta alteração seja infrequente. O diagnóstico diferencial radiológico inclui: • Esquistossomose • Cistite por ciclofosfamida • Cistite actínica • Carcinoma de células transicionais • Corpo estranho.

Fig. 3. Homem de 65 anos com tuberculose envolvendo a bexiga urinária, que tem capacidade reduzida. A tomografia computadorizada com contraste mostra espessamento e realce da parede vesical (setas amarelas), além de calcificações parietais (setas verdes).

CONTINUA


Tuberculose abdominal: uma breve revisão dos achados radiológicos por TC e RM CONTINUAÇÃO

Glândulas Adrenais O envolvimento das adrenais pode ser unilateral ou bilateral e podem incluir glândulas adrenais aumentadas e massas geralmente com áreas centrais de necrose. O diagnóstico diferencial radiológico inclui: • Doença de Addison • Hemorragia adrenal • Metástases • Neoplasia adrenal primária • Hemorragia adrenal.

Fig 4. A tomografia computadorizada com contraste mostra as glândulas adrenais difusamente espessadas em paciente com diagnóstico prévio de tuberculose e clínica de insuficiência adrenal (setas).

Linfonodos O achado clássico são linfonodos aumentados, com áreas centrais hipovascularizadas, representando áreas de necrose central. As cadeias mais envolvidas são as mesentéricas, omentais e peripancreáticas. O diagnóstico diferencial radiológico inclui: • Metástases • Linfoma • Doença de Whipple, • Infecção por M. avium-intracellulare. Fig. 5. A tomografia computadorizada com contraste do pescoço, tórax e abdome revelou linfonodos aumentados com necrose central (setas).

Fígado e baço A tuberculose hepatoesplênica pode ser micronodular (miliar) ou macronodular. A doença hepatoesplênica miliar é mais comum e manifesta-se como múltiplos diminutos focos hipovascularizados na TC e Ressonância Magnética (RM). A forma macronodular é rara e manifesta-se como aumento difuso do fígado ou do baço, com múltiplas lesões hipovascularizadas ou uma única lesão volumosa.

Fig 6. Paciente com tuberculose miliar apresentando microabscessos hepáticos, esplênicos e renais (cabeças de setas).

O diagnóstico diferencial radiológico inclui: • Micronodular: • Macronodular  Metástases  Metástases  Infecções fúngicas  Abscesso  Sarcoidose  Neoplasia primária  Linfoma hepática.

Aparelho Reprodutor O acometimento do aparelho reprodutor feminino pode envolver a cavidade uterina, ocasionando adesões endometriais, com consequente deformidade, achado que tem como principal diagnóstico diferencial a doença de Asherman. Podem ainda envolver as tubas uterinas e ocasionar múltiplas estenoses/constrições. Calcificações lineares ou nodulares irregulares nas regiões anexiais e linfonodos pélvicos com centro necrótico ou com calcificações, também podem ser vistos, achados que em conjunto favorecem a possibilidade de tuberculose. O diagnóstico diferencial radiológico inclui: • Síndrome de Asherman • Doença inflamatória pélvica. • Endometriose

Fig 7. (A) Tomografia computadorizada com contraste mostra prostatite por tuberculose com lesões nodulares hipoatenuantes com realce periférico compatível com abscessos na próstata (seta amarela) e na vesícula seminal direita (seta verde). (B) Imagem axial ponderada em T2 mostra múltiplos nódulos de baixa intensidade de sinal (setas verdes) na próstata. (C, D) Existe intensidade de sinal marcadamente baixa no mapa ADC, principalmente na zona periférica , simulando um adenocarcinoma de próstata.

Nos homens pode acometer a próstata, especialmente se história de terapia intravesical com BCG para câncer de bexiga. Nesse caso, podem ser vistas lesões indistinguíveis daquelas suspeitas para adenocarcinoma de próstata, de forma que o diagnóstico diferencial não pode ser feito apenas baseado no exame da ressonância magnética e valores de PSA. Necrose, calcificação e abscessos podem também serem vistos. Pode ocorrer ainda orquiepididimite tuberculosa, aumento volumétrico do epidídimo e/ou testículo, com necrose, calcificação e abscessos. Linfonodomegalias necróticas associadas podem auxiliar no diagnóstico de tuberculose.

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O diagnóstico diferencial radiológico inclui: • Câncer de próstata • Prostatite não tuberculosa • Orquiepididimite não tuberculosa CONTINUA


Tuberculose abdominal: uma breve revisão dos achados radiológicos por TC e RM CONCLUSÃO X

Íleo e cólon A área mais comum envolvida é a região ileocecal devido à abundância de tecido linfóide. Geralmente evolui com espessamento circunferencial ou assimétrico da parede do ceco e do íleo terminal.

O diagnóstico diferencial radiológico inclui: • Amebíase • Doença de Crohn • Malignidade cecal primária. • Linfoma

Peritônio O envolvimento peritoneal é incomum e geralmente está associado a uma doença abdominal generalizada, com lesões concomitantes nas alças intestinais e linfonodomegalias necróticas. Dois padrões de acometimento peritoneal são relatados:

• Tipo “úmido” é o mais comum e está associado a grandes quantidades de líquido ascítico livre ou loculado.

• Tipo “seco” é mais raro e tem predomínio de espessamento peritoneal que pode formar massas omentais, associado a processo aderencial envolvendo alças e encapsulamento das mesmas. Pode estar associado ainda a ascite de pequeno volume, normalmente loculada.

Fig. 8. Acometimento peritoneal “úmido” em um adolescente de 27 anos. Demonstra grande ascite (asterisco) com espessamento peritoneal difuso e liso (seta verde). Também são notados microabscessos hepáticos (cabeça de seta azul).

O diagnóstico diferencial radiológico inclui: • Carcinomatose • Mesotelioma maligno • Peritonite não tuberculosa.

Fig 9. Acometimento peritoneal “seco” caracterizado por espessamento nodular envolvendo o omento maior (cabeças de setas) e densificação de gordura, mimetizando a carcinomatose peritoneal.

Conclusão Como conclusão vale destacar que o acometimento abdominal da tuberculose frequentemente envolve múltiplos órgãos e sistemas. Diante desse contexto, em um cenário clínico compatível é importante que o radiologista saiba reconhecer os achados de imagem e inclua esta doença como diagnóstico diferencial, podendo ainda sugerir possíveis sítios de punção a fim de acelerar o seu diagnóstico definitivo.

Fig 10. Homem de 29 anos, HIV +, internado por icterícia grave. TC feita em outro serviço sugere tumor na cabeça do pâncreas.

Autores Raisa Karla de Azevedo Bispo Rodrigo Pamplona Polizio Gerda Feitosa Nogueira Regis Otaviano França Bezerra Márcio Ricardo Taveira Garcia Manoel de Souza Rocha Serviço de Radiologia Oncológica Instituto do Câncer do Estado de São Paulo

O ID publica artigos de revisão, de atualização e relatos de casos. Envie para o endereço: www.interacaodiagnóstica.com.br

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Técnicas cirúrgicas na abordagem das metástases hepáticas colorretais – uma revisão cirúrgico-radiológica prejudique a função hepática requerem um maior remanescente final de volume hepático, embora ainda não exista O fígado é o maior órgão sólido da cavidade abdominal. um valor específico e consensual (5). Anatomicamente, este órgão é dividido em 4 lobos (direito, O fígado possui um grande potencial de regeneração esquerdo, caudado e quadrado), mas sua principal divisão é funcional e volumétrica após perda de tecido hepático. Com funcional: são 8 segmentos, cada um contendo seus próprios base nesta única capacidade hepática, foram criadas algucomponentes da tríade portal: ramos arteriais (provenientes mas técnicas para aumentar a ressecabilidade nos casos em da artéria hepática), ramos portais (vindos da veia porta) que o futuro remanescente hepático seria insuficiente (5). As chamadas hepatectomias em dois estágios representam uma importante opção terapêutica para os casos mais graves e consistem na oclusão da veia porta direita ou esquerda para induzir hipertrofia do lobo hepático contralateral. Nesta primeira etapa, Figura 1. Segmentação hepática funcional. VH: veia hepática. VHD: veia hepática direita. VHE: veia hepáalém da oclusão portal, tica esquerda. VHM: veia hepática média. VP: veia porta.

Introdução

e ductos biliares (Figura 1). A veia porta é a principal responsável pela vascularização hepática, sendo responsável por 75% do fluxo sanguíneo, enquanto a artéria hepática fornece os 25% restantes. Dentre as lesões malignas que acometem o fígado, as metástases são as mais comuns e, neste grupo, destacam-se as lesões provenientes do câncer colorretal que compreendem aproximadamente 40% das lesões metastáticas (3, 8). Neste contexto, o adequado conhecimento da anatomia segmentar hepática e das modalidades de ressecção cirúrgica ou ablativa são cruciais na confecção do relatório radiológico. Sendo assim, o objetivo principal desta revisão é destacar as principais técnicas cirúrgicas de ressecção de lesões metastáticas hepáticas.

Metástases colorretais e seu manejo cirúrgico

Figura 2. Metástase hepática colorretal demonstrada em RM, TC e USG. Na RM de abdome ponderada em T1 (A e B) e difusão (C) observa-se lesão hipointensa em T1 com restrição à difusão. TC de abdome (D) evidenciando lesão hipoatenuante e hipovascularizada. USG de abdome (E) caracterizando lesão hipoecogênica.

oclusão portal, o que leva entre 4 a 6 semanas, a segunda parte do procedimento pode ser realizada através de uma hemi-hepatectomia do lobo onde foi feita a oclusão. Assim, ao final do procedimento de duas etapas, teremos a ressecção do lobo mais acometido e um remanescente hepático hipertrofiado, aumentando a sobrevida dos pacientes (5). Nos últimos anos, foi proposta uma nova técnica de hepatectomia em duas etapas que ganhou destaque nos grandes centros oncológicos: a ALPPS (Associating Liver Partition and Portal Vein Ligation for Staged Hepatectomy). O objetivo é uma hipertrofia muito mais rápida do fígado remanescente (Figura 3). Na primeira etapa deste procedimento, além da oclusão da veia porta de um lobo hepático e ressecção das metástases contralaterais, é feita uma bipartição cirúrgica do parênquima hepático, porém preservando a artéria hepática e a drenagem venosa. Esta etapa produz uma hipertrofia muito mais rápida do futuro remanescente hepático, que é alcançada em apenas 7-10 dias. Assim, a segunda etapa é realizada apenas alguns dias depois, completando a hepatectomia e deixando um remanescente hepático suficiente (5). Estudos iniciais mostraram uma grande morbimortalidade deste procedimento, e complicações como fístulas biliares e coleções infecciosas frequentemente atrasam a realização da segunda etapa. Estas complicações técnicas estão sendo constantemente reduzidas após a proposição

Figura 4. Desenho esquemático demonstrando a bipartição isquêmica do segmento IV com ligadura da veia porta direita (A) e separação da porção hepática remanescente. TC de abdome após o estágio 1 (B) evidenciando isquemia do segmento IV (setas) e áreas de ressecção prévia das metástases na porção hepática remanescente hipertrofiada.

O câncer colorretal (CCR) é a terceira de importantes adaptações técnicas. Após estas neoplasia mais frequente do mundo e o fígado é sítio modificações, o procedimento ALPPS já é aceimais comum de metástase desta neoplasia, sendo que to mundialmente e está em constante evolução, até 70% dos pacientes com CCR irão desenvolver meobjetivando a redução da morbidade (6). tástases hepáticas. Em torno de um terço dos pacientes, Destacamos uma nova técnica do ALPPS as metástases estão restritas ao fígado, o que melhora as modificado (Figura 4) que foi proposta através opções de tratamento curativo que inclui a exérese das da bipartição isquêmica do fígado, que pode lesões (1). As metástases manifestam-se de uma forma reduzir importantes complicações relacionadas ampla, no ultrassom (US) geralmente são hipoecogêniao ALPPS tradicional, proporcionando uma cas e arredondadas, podendo distorcer os vasos adjacenprimeira etapa menos invasiva e um melhor tes; na tomografia computadorizada (TC) apresentam-se pós-operatório. Na primeira etapa, a bipartição como lesões hipoatenuantes com realce tipicamente cirúrgica é substituída pela divisão isquêmica periférico e na ressonância magnética (RM) observa-se do fígado usando ablação por radiofrequência lesão hipointensa em T1 e levemente hiperintensa em guiada por ultrassonografia, tendo como alvo T2 com restrição à difusão (Figura 2) (2, 4, 7). os pedículos glissonianos do segmento IV. Esta A ressecção cirúrgica das metástases hepáticas ablação gera necrose coagulativa e trombose colorretais, se aplicáveis os critérios de ressecabilidado segmento IV em apenas alguns minutos, de, aumenta a sobrevida em 5 anos dos pacientes em terminando a bipartição isquêmica. Em seguiaté 50%. Apesar de apenas 10-20% das lesões serem da, a veia porta direita é ligada e o abdome é ressecáveis na apresentação inicial, este procedimento fechado sem drenos. Nenhuma ressecção ou Figura 3. Desenho esquemático de ALPPS demonstrando o fígado com lesões metastáticas é a principal indicação de cirurgia hepática nos países mobilização do parênquima é realizada, o que (A), o estágio 1 (B) e a hipertrofia após 7-10 dias de ressecção (C). ocidentais (5). pode reduzir a resposta inflamatória ao trauma Os critérios de ressecabilidade são controversos. Em geralmente feita através de embolização ou ligadura cirúrcirúrgico e o número de complicações imediatas e tardias. geral, critérios bastante aceitos são um futuro remanescente gica, é realizada a ressecção das lesões metastáticas do lobo A ressecção hepática acontecerá normalmente na segunda hepático maior que 25% com boa perfusão após a cirurgia. cuja veia porta não foi ligada, ou seja, do remanescente. etapa, após a hipertrofia do futuro remanescente hepático, Esteatose hepática, cirrose ou qualquer outra condição que Após a hipertrofia hepática contralateral estimulada pela como no procedimento padrão (6).

Referências Bibliográficas 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8.

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Autores Cristyano Bismark F. Leite Isabela dos Santos Alves Natally Horvat Públio C. Viana Médicos Radiologistas Serviço de Radiologia Hospital Sirio Libanês


FEVEREIRO / MARÇO DE 2019 - ANO 18 - Nº 108

Por Cecilia Dionizio (Rio Preto, SP)

Mama Imagem diversifica suas atividades em novas e modernas instalações

Ayslan Leite

de alto valor agregado, da Canon Medical endo a frente o dr. Tufik Bauab milhares de pessoas de toda parte do País, é Systems, marca que adquiriu a Toshiba MeJr. e a dra. Selma Di Pace Bauab, apenas parte do seu destino. Agora, a clínica nomes já consagrados na espeantes dedicada apenas à mulher, expandiu dical e tem o que há de mais avançado em seus serviços ao encampar todas as especiatecnologia. Ou seja, somados, os valores, cialidade, com intensa atuação certamente, ultrapassam a casa dos dois dímedica na região de Rio Preto e lidades de diagnóstico por imagem, uma vez reconhecidos internacionalmente, a Mama que uniram os conhecimentos de ambos, em gitos de milhões. Por trás de cada detalhe, o Imagem inicia uma nova fase na especiasuas respectivas especialidades, que é mama cuidado associado aos toques delicados das e abdômen. obras de arte, pensando sempre no paciente lidade com “grandes desafios e os mesmos e nas necessidades de cada usuário. objetivos, cujo foco é a qualidade e a humaDetalhes que fazem Esse foco no paciente, que é a marca da nização do atendimento”. a diferença clinica, é parte da intensa rotina da dra. Selma As novas instalações da Clínica Mama De Pace Bauab e de toda a equipe, na produImagem, em São José do Rio Preto, refletem Em vez de desacelerarem, ambos recora valiosa colaboração que a família, De Pace ção de laudos, cujas imagens são analisadas reram à paixão pelo trabalho reinventarem & Bauab, tem prestado a população da cidaem profundidade com base em todo o conhea nova Mama Imagem, um centro de diagde, onde vivem há mais de cinco décadas. cimento adquirido ao longo de anos e anos nósticos por imagem com 2,7 mil m2 de Esse legado começou a ser reconhecido, em de estudos. “Todos os dias estou aprendendo área, estacionamento, ampla recepção e salas 1963, quando o comerciante Genésio De Pace coisas novas”, afirma. Só assim nossos pade exames confortáveis, com auditório, com foi agraciado com cientes podem receber o título de mais jodiagnósticos precisos, com vistas a prevenir vem empreendedor e tratar, seja um nódurio-pretense, pela Associação Comerlo ou qualquer outra alteração na mama, o cial e Empresarial quanto antes”. de São José do Rio Paralelamente, o Preto (ACIRP). Tíradiologista dr. Tufik tulo esse, colocado Bauab, faz o mesmo, em destaque numa em relação ao abdome, das salas de espera sua especialidade. Ele do serviço recémse debruça em avaliar inaugurado, em uma cada imagem, minudas áreas mais valorizadas da cidade, ciosamente, em busca bem ao lado da placa de identificar cálculos, de ‘Mulher Empreaneurismas e tudo o que possam comunicar endedora’, esta por ao paciente, por meio sua vez, entregue à de um laudo consisradiologista Selma De Pace Bauab pela tente e repleto de inmesma ACIRP, herformações. Tudo isto, Com a equipe da MamaImagem, dra. Selma Bauab, ao centro e dr. Tufik Bauab Jr., destacam a importância feito com um material deira do tino emprede “oferecer segurança no diagnóstico”, preocupação compartilhada com todos que ali trabalham. sustentável, que visa endedor de seu pai. preservar o meio ambiente com a redução de Emocionada, ela conta que recebeu a capacidade para 70 pessoas, onde vão realizar emissão de filmes, usando papel fotográfico homenagem, em 2012, por sua capacidadesde palestras, cursos, e treinamentos de com excelente resolução. “Com uma boa de visionária de haver criado o serviço da funcionários. observação das imagens no computador, Mama Imagem, anos atrás, quando ainda Em meio a todo avanço tecnológico ofeconseguimos entregar laudos precisos, e com não se tinha a dimensão da importância de recido aos usuários, com os equipamentos de grandes chances de diagnósticos precoces um serviço voltado à mulher. Já são 40 anos imagem de última geração - dentre os quais de diversas doenças”, afirmam dedicados à Medicina e conta que nunca se se destacam a por mamografia digital, maeles. afastou um milímetro sequer de seu sonho. motomia estereotáxica, densitometria óssea, Junto com eles, uma equi“Não tenho outra vaidade que não adquirir ressonância magnética, tomografia computaconhecimento e claro, equipamentos de pe médica que compartilha o dorizada, ultrassons e radiografias convenúltima geração, para realizar cada vez mais mesmo espírito. Alguns novos, cionais -, ambos (dra Selma e o dr Tufik) não diagnósticos precoces, e poder auxiliar os recém- chegados, outros já há deixaram de lado o que consideram seu bem pacientes a receberem o melhor tratamento quase 20 anos trabalhando na mais precioso, o capital humano. Para tanto, possível. Sei que meus pais ficariam muito Mama Imagem com a mesma reservaram boa parte do primeiro andar para orgulhosos de ver o que construímos, hoje”, visão: sempre, em primeiro seus colaboradores. Um refeitório moderno e diz ela com os olhos marejados. lugar, o paciente. Garante a todo equipado, vestiário com armários indiCresci em Rio Preto, aqui estudei; tive Dra Selma que sem suaequipe viduais e vários banheiros, além de uma sala minhas filhas: Carolina e Gabriela e aqui médica nada disto teria sido confortável para repouso. “Não há por que realizei meu sonho: construir a Mama Imaalcançado. fazer distinção entre funcionários e clientes. A preocupação não é apegem, um centro de diagnósticos por imagem Todos merecem o melhor”, afirma Tufik. cujo objetivo é humanização no atendimento nas oferecer resultados, mas Os números, na verdade, dão apenas uma e na valorização da qualidade do diagnósoferecer segurança no diagnósvaga noção do potencial da nova clínica, por tico com equipamentos de última geração. tico. É o caso do exame de mamotomia que, onde passam mais de 3,6 mil clientes todos Engana-se quem pensa que ela para, por aí. em geral, não é feito em outros serviços, por os meses. Afinal são mais de 14 km de cabos Ao lado do marido, Tufik Bauab Jr., segue ser muito oneroso. “Mas quando vemos a de computação. Fios e mais fios coloridos que obstinada em crescer, educar, pesquisar e necessidade de recorrer a ele para auxiliar alimentam o cérebro de um megacomputador, implantar novidades, não apenas no centro no diagnóstico, nós o utilizamos, mesmo sem por onde passam centenas de imagens de aldiagnóstico, mas levando conhecimento para retorno financeiro”, afirma Selma. tíssima resolução, a cada segundo. diferentes partes do país e do mundo. “Penso Enfim, trabalhar neste ambiente, é muito Ainda falando de números, embora o que aposentadoria é sinônimo de morte”, diz prazeroso, garantem os funcionários, que não casal não diga quanto investiram o fato é que ele. Como médicos apaixonados pelo que poupam esforços em atender bem cada um. contam com equipamentos de ultrassons que fazem, investir tempo e dedicação em criar Há inclusive, uma pessoa “especialista” em vão de R$ 70 a R$ 800 mil. E isto sem falar em um novo espaço, que lhes permite atender acalmar pacientes ansiosos. “De nada adianta ressonância e tomógrafos de última geração,

ter o melhor equipamento, se o paciente não é bem recebido desde a entrada na clínica, ele sairá daqui com uma má impressão. Por isto, o treinamento da equipe, é bem intensivo neste quesito. Temos de dar o nosso melhor para cada um que passa por aqui”, conclui o casal.

Tecnologia que faz a diferença Ressonância Magnética O equipamento de RM Vantage Elan, desenvolvido para promover o bem-estar dos pacientes. A cada etapa de estudo, o software M-Power é de simples navegação e o sistema Pianíssimo reduz drasticamente o ruído acústico, fazendo com que o paciente vivencie experiência silenciosa. Ele conta também com uma abertura maior, o que reduz a sensação de claustrofobia.

Tomografia Computadorizada A área de CT utiliza o equipamento modelo Lighting Aquilion, que possui melhor resolução espacial entre os equipamentos do mercado por contar com moderno detector com espessura de corte de até 0,5 mm, com baixo índice de dose de radiação.

Mamografia digital e tomossíntese Ao utilizar o sistema tridimensional nos exames de mamografia, com os equipamentos Hologic, é possível obter imagens com pixel de 70 mícrons do FFDM, o que permite imagens em 3D de alta resolução. São benefícios que favorecem não só o paciente, mas também os radiologistas, que se valem do que há de mais moderno. Ayslan Leite

T

Sem abrir mão de sua história, focada na saúde da mulher, a Clínica Mama Imagem chega a 2019 com uma nova estrutura, em sede própria, agregando novos recursos tecnológicos como TC de alta resolução RM e um perfil mais amplo, no diagnóstico por imagem como um todo.

Ultrassons Todos os equipamentos da Clínica são de última geração e os ultrassons não poderiam ficar de fora. Eles possibilitam imagens com resoluções acima dos 600 DPis. Extremamente sofisticados, e com capacidade para acoplar diversos transdutores com imagens em 4D, como Aplio MX 4D, com todos os recursos e softwares indispensáveis para uma clinica de referência, na saúde da mulher. FEV / MAR 2019 nº 108

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MERCADO

Migração para mamografia digital direta já é uma realidade Novos detectores de Radiologia Digital, já disponíveis no mercado, estão mudando os rumos do diagnóstico do câncer de mama. Além de agilizar o processo, apesentam menor índice de radiação e uma relação custo beneficio expressiva.

A

chegada dessa tecnologia ao diversificado mercado brasileiro abre novas frentes para profissionais e empresas que já possuem mamógrafos analógicos. Com o conhecimento dos inúmeros benefícios da radiologia direta na Mamografia, esses novos detectores DR 18M (18x24cm) e DR 24M (24x30cm), simplificam a migração para plataformas digitais. Produzidos pela Agfa HealthCare e distribuídos pela Konimagem, os novos detectores realizam o upgrade em mamógrafos analógicos, possibilitando a aquisição de imagens digitais diretas. O controle automático de exposição (AEC) permite o uso em praticamente todas as marcas de equipamentos de mamografia, otimizando o fluxo dos exames e maximizando a performance das salas. “O detector reduz em até 10 minutos o tempo de cada exame, o que garante, em um dia de trabalho, uma melhoria de até 60% na produtividade” ressalta Allan Martins, especialista em equipamentos da Konimagem. “Como a placa detectora é leve e não precisa de manuseio no dia-a-dia, minimiza os chamados de manutenção”. Um equipamento analógico com o detector digital, ainda tem, em média, um custo de manutenção 3

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vezes menor quando comparado a um equipamento de mamografia digital direto – aliando os benefícios do digital ao baixo custo de manutenção do analógico. Os DRs para mamografia direta garantem melhor resolução e alta qualidade de imagem, parâmetros essenciais para os exames e laudos da mamografia. Os detectores ainda contam com o software de pós-processamento de imagens MUSICA (Multi Scale Image Contrast Amplification), garantindo melhores imagens com redução de dose. “Como a imagem é direta, não passa por nenhum processo de revelação, seja química ou digitalizada, praticamente não temos mais a incidência de ruídos. Isso traz uma maior segurança ao médico durante o laudo” esclarece Adriana Souza, application de CRs e DRs da Konimagem. Ainda mais importante para mamografia do que os benefícios operacionais de uma imagem digital é a redução do tempo de exposição e também da dose recebida pela paciente, em 40% menos de radiação, e consequentemente, um menor desgaste do mamógrafo. Dentre as perspectivas de melhora para a paciente, a maior vantagem da mamografia digital é o conforto, devido ao menor tempo de compressão e, pela agilidade nos exames, uma vez que não é necessário esperar pelo processamento das imagens.

IPT e parceiros iniciam produção de próteses por impressão 3D

O

novo método, a partir de exames, como tomografia ou ressonância magnética do paciente, cria um desenho tridimensional da prótese que será implantada no corpo, feita sob medida para cada paciente. A segunda fase do projeto para o desenvolvimento de próteses ortopédicas das ligas Nb-Ti (nióbio-titânio) e Ti-Nb-Zr (titânio-nióbio-zircônio) por fusão seletiva a laser, teve início com com a fabricação das primeiras peças por impressão 3D a partir de pós das ligas dos dois materiais. O objetivo é produzir próteses mais adaptáveis ao corpo humano. A primeira fase do trabalho, em 2017, começou com a produção dos pós a partir de uma série de exigências necessárias para trabalhar com o sistema de deposição. O resultado que o projeto busca é a obtenção de peças não apenas de alta densidade relativa, mas principalmente com baixo módulo de elasticidade (rigidez do material). “É preciso que o módulo de elasticidade da prótese seja o mais similar ao do osso para que não aconteça o chamado stress shielding, ou seja, a descalcificação. A intenção é que a carga do corpo fique distribuída tanto no osso quanto na liga”, explica o engenheiro metalurgista Jhoan Sebastian Guzman Hernández. Participam do projeto a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), a Associação Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da Poli-USP e, no IPT, o Laboratório de Processos Metalúrgicos. O projeto do IPT, com previsão de finalização no primeiro semestre de 2020, teve um investimento de R$ 7,8 milhões, do governo de São Paulo, sendo o maior do país em termos de valores na área de produção de próteses metálicas por manufatura aditiva. Fonte: (Assessoria de Comunicações- Imprensa do IPT – Instituto de Pesquisas e Tecnologia)


BALANÇO

Meios de contraste da Guerbet Brasil em 90% da América Latina Depois de um programa de reestruturação, com a reforma da fábrica no Rio de Janeiro, fusão com a Mallinckrodt, revisão dos processos e agilização das rotinas no atendimento aos seus clientes, a Guerbet Brasil abre o ano de 2019 com números a comemorar: crescimento da ordem de 12%, com expressiva participação da produção brasileira no mercado latino-americano.

N

um balanço dos resultados, Roberto Godoy, CEO da Guerbet Brasil e diretor de Marketing para a América Latina, analisa esta evolução que começou em 2017, quando consolidou-se a fusão com a Mallinckrodt. “Para nós, 2018, foi um ano de consolidação de todas essas mudanças, uma vez que concluímos a reestruturação da equipe, introduzimos o novo sistema de armazenagem, totalmente integrado, no qual o cliente coloca uma ordem de compra e consegue fazer o acompanhamento em tempo real de todo o processo, desde o faturamento, expedição, logística, até o momento da entrega”. Outro grande investimento, enfatiza o diretor, visou aprimorar toda a sistemática de relacionamento com o cliente, do atendimento - tanto do Brasil quanto da exportação para a América Latina - à chegada do produto. “Consolidamos, com exceção do México, a exportação de contrastes fabricados no Brasil para os países da América Latina, atendidos em 90% de sua demanda pela nossa fábrica no Rio de Janeiro. E concluímos também a migração de toda nossa estrutura comercial e funções administrativas do Rio de Janeiro para São Paulo. Hoje, o headquarter da Guerbet é São Paulo e, no Rio de Janeiro, a fabricação”, relata Godoy. “Mesmo com todas as incertezas e dificuldades do mercado brasileiro, a Guerbet

tem muito a comemorar. Tivemos um cresmioembolização. Ambos os produtos serão que os nossos clientes tenham o controle de cimento da ordem de 12% no ano passado. comercializados nesse primeiro semestre e quanto estão injetando, em quais exames, Portanto, foi um ano produtivo, e só alcanabrem nova frente para Guerbet na área de de qual maneira, em qual protocolo. Outra çamos os bons resultados graças à nossa oncologia. vantagem é o acesso a informações sobre o estratégia de proximidade com o mercado e Segundo Roberto Godoy, a Guerbet está estoque em tempo real, evitando assim falta o foco nas necessidades dos nossos clientes”. introduzindo em sua operação o programa ou desperdício de material médico. Então, A empresa tem inalém de ampliar o portfóvestido na introdução de lio e trazer uma série de novos produtos na área novidades, estamos consolidando cada vez mais de radiologia intervencionista, a exemplo do essas inovações na nossa Vectorio - desenvolvido rotina”, reforça. pela companhia em conPara 2019, a Guerbet junto com radiologistas Brasil vai continuar investindo em inteligência intervencionistas reconhecidos internacionalartificial e agregar novos mente - , é um kit de produtos e soluções com seringas e adaptadores algumas ações na área de que permite a preparaintervenção, com o uso de ção e a injeção seguras e microesferas na quimioembolização, com muitos práticas da emulsão do benefícios para o paciente produto Lipiodol - que oncológico. realça o contraste das “Vejo a chegada de imagens obtidas durante exames radiológicos 2019 por uma perspectiA exportação de contrastes fabricados no Brasil, segundo Roberto Godoy, está consolidada e, va positiva. Acredito na - com quimioterápico com exceção do México, a Guerbet marca presença em 90% dos países da América Latina. retomada do emprego, durante a quimioembolização do carcinoma hepatocelular (cTACE). de inteligência artificial, com uma nova e com isso teremos mais acesso à saúde A quimioembolização consiste no procedidinâmica na agilização dos processos de no sistema suplementar, impactando pomento de injeção do quimioterápico junto sitivamente o crescimento do mercado e o comercialização. “A chegada dos processos a um embolizante dentro do tumor. Outra aumento da demanda. Assim mais pessoas de informatização ao controle de injeção de novidade é o Liver advisor para detecção se beneficiarão desses avanços”, finaliza contraste, agregam mais segurança para os de hepatocarcinoma e os cateteres para quiGodoy. nossos usuários. O novo sistema permite

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ENTREVISTA Por Luiz Carlos de Almeida e Valeria de Souza (SP)

Radiologia na emergência, uma medida de proteção à vida Pioneiro na implantação de um Serviço de Radiologia de Emergência no Hospital das Clínicas, o InRad comemora uma nova fase com a ampliação da sala de laudos e toda infraestrutura necessária, com reflexos diretos na rotina dos médicos e agilização das decisões. Modelo exclusivo pretende atender com mais conforto e eficiência a demanda radiológica dos serviços de atendimento às urgências do Pronto Socorro Central do HC.

U

m centro de radiologia em funcionamento dentro angiografia e medicina nuclear dão suporte às urgências em do espaço físico do pronto socorro é fundamental suas próprias áreas, flexibilizando encaixes em suas agendas para um adequado atendimento aos pacientes para os pacientes nessas condições. recebidos nesta unidade. Isso permite um atenSegundo o radiologista, o papel desse trabalho na emerdimento rápido para um diagnóstico e conduta gência foi se moldando ao longo do tempo, pois o serviço e adequados necessários para estabilização do seu estado crítico a demanda sempre existiram, o que mudou foi a capacidade de saúde, sem precisar dividir os recursos com os demais do serviço de radiologia dar suporte a essa demanda. “Esse pacientes atendidos pelo InRad, em nível ambulatorial e é um fenômeno que está acontecendo no mundo inteiro e a de internados. É uma medida de proteção à vida e uma gente observa que em outros locais, cada um usa o modelo tendência crescente nos grandes centros possível de acordo com a sua estrutura, hospitalares que atendem pacientes com porque cada serviço conhece suas limitacerta complexidade”. ções”, explica o dr. Shri Jayanthi. Para o médico radiologista Shri “O radiologista é um profissional Krishna Jayanthi, há 20 anos no InRad que detém muita informação, porém sua e que vivenciou a criação do Serviço de disponibilidade ainda é muito baixa e Emergência durante a residência e que depende de cada serviço conseguir dar faz parte da equipe desde 2002, a nova vazão a essa disponibilidade. Do ponto sala de laudos é uma grande conquista. de vista da dinâmica do serviço, eu acho “À época da criação do Serviço, o que isso evoluiu no mundo inteiro. Nós prof. Giovanni Cerri assumiu o projeto também percebemos isso no momento e sob a coordenação do dr. Marcos Meem que passamos a ser parte essencial do atendimento às emergências”, desnezes foi criado o grupo de emergência contando com médicos radiologistas taca o radiologista complementando fixos e equipamentos exclusivos para dar que “as equipes, principalmente de suporte ao atendimento dos pacientes hospitais que atendem pacientes com do pronto socorro. Foi uma decisão inoalta complexidade, não conseguem mais ficar sem o suporte radiológico e vadora e que se aperfeiçoa sempre com também porque aprenderam a trabalhar a incorporação de novas tecnologias”, a juntos”. testemunha. Dr. Shri Krishna Jayanthi A equipe de radiologia fixa de Num pronto socorro alguns pacienemergência tornou-se uma referência para os profissionais tes não dispõem de tempo a ser dividido na espera como das outras especialidades para discussão de casos e até mesoutros pacientes. Contar com uma rotina que os identifique, numa infraestrutura adequada com equipamentos e equipe mo uma segunda ou terceira opinião nos casos mais complemultiprofissional próprios para providenciar seu atendimento xos. Isso demanda uma atitude mais ativa do radiologista, pode fazer a diferença entre a vida e a morte. transformando seu papel ao oferecer maior disponibilidade Então, com a colaboração do Instituto Central que e participação, agilizando o atendimento e resposta em casos cedeu o espaço físico para a criação de um centro de rade achados relevantes. De acordo com Shri Krishna Jayanthi, a importância diologia no pronto socorro, o InRad concretizou o projeto desse serviço dentro de um complexo como o HC é notada ao preparar o espaço, instalar os equipamentos e designar pelo reconhecimento do serviço e pela interação dos procesuma equipe própria. Segundo Shri “esse serviço inicialmente foi só uma adaptação aos plantões de radiologia sos, com o trabalho conjunto com os demais grupos que ali que já existiam, mas agora com atendimento contínuo e de atuam criando rotinas e fluxos de atendimento aos pacientes, imediato, o que foi bem aceito, porque no momento que permitindo tomadas de decisões melhor embasadas e no você está fisicamente dentro do espaço do pronto socorro, tempo adequado. Para isso, existe contínua avaliação com você oferece disponibilidade e vira uma referência fixa”, o objetivo de acomodar todas as demandas e buscar maior lembrando que hoje em dia houve uma inversão, a gente eficiência e melhorar a qualidade do atendimento, porém a não consegue imaginar mais ou aceitar que um serviço de limitação acaba sendo da própria complexidade do serviço. pronto socorro não tenha um suporte radiológico e prefe“Eles (clínicos e cirurgiões) também têm essa limitação na capacidade de atendimento: o hospital é um serviço de referencialmente um suporte radiológico dedicado, que não seja compartilhado com o restante do serviço para priorizar rência terciária e até quaternária para todo o país e infelizos seus casos.” mente não conseguem acolher toda essa demanda”, pondera A sua estrutura abrange equipamentos de última geração o radiologista. como equipamentos de raios-X fixo e portátil digitais, tomoEssa interação entre o solicitante e o radiologista foi muito positiva e tornou-se um elemento único no qual grafia e ultrassom, todos incorporados ao PACS permitindo a dissociação é muito difícil. “É difícil você conseguir pronta e amplo acesso às imagens. Por maior complexidade imaginar o pronto socorro com essa complexidade sem ter de instalações e rotinas e consequentes questões de segurança esse suporte tão próximo, tão imediato. Dá um conforto das instalações e fluxo de pessoas, ressonância magnética,

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muito grande para os médicos que estão atuando nesse ambiente”, destaca Shri Jayanthi.

A constante evolução Atendendo a política de modernização do InRad, a área tem recebido constantes investimentos em tecnologias atuais e recursos para obras de adaptação do espaço. Recentemente, a área foi contemplada com uma nova sala de laudos, antiga reivindicação das equipes por motivo do seu diminuto espaço físico, que com a progressiva inclusão de novos elementos ao grupo, inclusive pelo maior número de residentes, não comportava todo mundo dentro da mesma sala. Lembra o médico que “a antiga sala era adequada para o modelo inicial e agora não comporta esse maior número de pessoas que usa o espaço. Também ficou ruim para os médicos solicitantes que vêm discutir os casos e ver as imagens, porque parte da atividade é sentar na frente do monitor, ver as imagens e discutir os achados de imagem com os dados clínicos, chegando num diagnóstico mais preciso e confiável, permitindo a adequada conduta.” A sala de laudos é um espaço onde todos precisam estar juntos. A conquista de um lugar maior para acomodar adequadamente a todos gerou uma melhoria no fluxo e nas condições para a atuação do grupo dentro do pronto socorro. É um espaço mais amplo, com disponibilidade para colocação de mais computadores e que oferece pequenas regalias de conforto como água e café.

Discussão e estudo de casos O novo espaço permitiu ampliar a discussão e o estudo dos casos, que para os radiologistas foi um ganho essencial, agora eles conseguem o fechamento, ou seja, o ciclo de um caso é mais rápido dentro do serviço. “O que eu chamo de ciclo de um caso é quando você se depara com um caso: realiza o exame, analisa as imagens e cria uma hipótese; essa hipótese é avaliada pela equipe clínica, e muitas vezes, você faz uma investigação posterior, como outros exames ou esse paciente é submetido a algum tratamento e finalmente você tem uma resposta à hipótese inicial. Somente aí você sabe se acertou ou errou. O radiologista tem uma retroalimentação desse caso, um feedback, às vezes o médico solicitante lhe encontra e conta o resultado, às vezes você tem que rastrear no prontuário.Esse ciclo existe naturalmente na radiologia, mas é muito mais rápido dentro do pronto socorro. Em um PS as coisas acontecem muito mais rapidamente e consegue-se fechar o ciclo do caso de uma maneira mais curta. A própria interação com os médicos solicitantes é maior: eles entram e saem constantemente e em cada encontro abre-se uma possibilidade de saber o que aconteceu de um caso que você viu recentemente. E para nós é muito importante saber o que esse paciente tinha e o que aconteceu com ele, aí você vai se ajustando e calibrando o seu conhecimento radiológico com ele”, explica Shri. Esse é um dos pontos de atração na radiologia: saber o desfecho de um caso, principalmente os mais complexos e inconclusivos. Esse retorno do caso para os profissionais é saudável e necessário para a sua atuação diária e aprendizado contínuo na dinâmica do serviço de emergência.


EVENTO

Encontro de Cancerologia em Rio Preto

A

mama será um dos grandes enfoques da terceira edição do Encontro de Cancerologia do Interior Paulista (III Ecip), que acontece de 14 a 16 de março, no Centro de Convenções da Faculdade de Medicina (Famerp), de Rio Preto, com a presença de renomados profissionais da área em todo o Brasil. Dentre os temas que serão abordados por profissionais vinculados a Sociedade Brasileira de Mastologia, está o importante tema da Imaginologia Mamária, além do Câncer de Mama, propriamente dito e localmente avançado, e a Doença Metastática, e outros assuntos. O módulo de Imaginologia será coordenado pela dra. Selma Di Pace Bauab, referência na especialidade. O evento tem como os coordenadores os drs. Gustavo Colagiovanni Girotto e Fabio Leite Couto Fernandez, com a participação dos convidados: dr. Antonio Carlos Buzaid, do Centro Oncológico, do Hospital Beneficência Portuguesa, de São Paulo; dr. William Nassib William Júnior, Felowship em Oncologia pelo Hospital Sírio Libanês e dr. Ruffo de Freitas Júnior, do Serviço de Ginecologia e Mama do Hospital Araújo Jorge Câncer, de Goias, entre outros. Mais informações podem ser obtidas no site: http://www.ecip.com.br

JPR 2019: celebrando as Relações Internacionais em tempo de Inovação De 2 a 5 de maio será realizada a 49º Jornada Paulista de Radiologia (JPR 2019), no Transamerica Expo Center, em São Paulo. Com o tema “Celebrando as Relações Internacionais”, reafirma a importância da colaboração mútua entre os parceiros internacionais na busca de aprendizado, de desenvolvimento e de excelência.

O

evento, como já é uma tradição presta homenagens a nomes de referencia da especialidade e, neste ano o Presidente de Honra, será o radiologista Marcos Roberto de Menezes, presidente da SOBRICE e a patrona, a dra. Marília Marone, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear. Outro tema em destaque na JPR´2019 será a Inovação, seja no conteúdo trazido por professores de todo o mundo, seja nas novidades implantadas no formato do evento, que tem como objetivo auxiliar na aproximação dos profissionais dos países participantes, com as possíveis soluções das dificuldades que encontram na sua prática diária. O evento terá como novidade, a Vila da Inovação, com todos os seus aspectos conceituais e práticos, apresentados de forma dinâmica e descontraída por meio de pequenas palestras sobre Inteligência Artificial e novos negócios (startups) em Diagnóstico por Imagem, em auditório aberto para permitir o

acesso a todos os interessados, além de facilitar a interação entre o público e o palestrante. Localizada na exposição técnica, a Vila vai contar com mesas e cadeiras laterais para atendimentos e bate-papos informais após as apresentações. A coordenação é dos drs. Thiago Júlio, Igor Santos e Felipe Nascimento. Nessa mesma linha de atuação, também foi criada a Vila de Ultrassom. O espaço que vai estar situado no fundo da exposição técnica, foi inspirado em modelo semelhante realizado pela Sociedade Francesa de Radiologia. Vai contar com miniauditórios, telões e até quatro aparelhos de ultrassonografia, que serão usados nas aulas práticas com demonstração em modelos ou phantons. Nos intervalos serão exibidos nos telões as aulas do dia anterior e, também, as selecionadas da Videoteca Digital da SPR sobre o procedimento. A vila foi ide-

alizada pelo dr. Carlos Homsi, que vai coordenar o conteúdo de radiologia musculoesquelética, juntamente com o dr. Mauro Brandão. Os drs. André Paccie-

lo Romualdo e Antonio Rahal, vão coordenar os conteúdos de Doppler e Elastografia e Intervenção Guiada por Imagem, respectivamente.

Outra novidade é a JPR Virtual, que estará disponível a partir do segundo dia do evento a todos os membros da SPR, mesmo os não inscritos na JPR, por meio do acesso a Área Restrita do site – www.spr.org. br – para assistir às principais aulas, plenárias, simpósios e discussões da Vila de Ultrassom realizados no dia anterior, e assim sucessivamente. Essa ferramenta é mais um benefício exclusivo da SPR oferecido aos associados, enfatizando o seu papel de educador na Radiologia. A JPR é organizada pela Sociedade Paulista de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (SPR) e realizada em parceria com as entidades e iniciativas de diversos continentes, especialmente da América Latina. Mais informações e inscrições no site do evento: www. jpr2019.org.br. O próximo prazo com maior desconto vai até o dia 07 de março.

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EVENTO

IMAGINE’2019 e a “Radiologia do Amanhã” De 14 a 16 de março, o Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – INRAD/HCFMUSP realiza no Centro de Convenções do Instituto, em São Paulo, o Imagine - XVII Congresso de Radiologia e Diagnóstico por Imagem.

E

m sua décima sétima edição, o tradicional concompartilhar informações sobre o nosso campus e da expegresso do InRad-HCFMUSP, que abre o calenriência inovadora: o EN MED, que vai unir a Engenharia dário dos principais eventos da especialidade e a Medicina para treinar um novo tipo de médico, o Physicianeer, que vai se formar em quatro anos com mestrado no país, tem o objetivo de congregar e organizar e será obrigado a inventar algo que resolva um problema a prática clínica em radiologia. É um evento médico”. Ele se juntou a Texas A & M para liderar a Engiesperado pelos radiologistas devido ao formato diferenciado e conteúdo científico altamente neering Health (EnHealth), o primeiro qualificado, valorizado pelo compartiprograma educacional abrangente do lhamento de experiências e vivências país a integrar totalmente a engenharia do maior centro de diagnóstico por em todas as áreas relacionadas à saúde, imagem hospitalar da América Latina. em parceria com o Houston Methodist A Comissão Organizadora, formaHospital, que servirá como o primeiro da pelos professores Giovanni Guido programa da EnHealth. Cerri, Claudia da Costa Leite, Maria A EnHealth será uma inovadora Cristina Chammas e Eloisa Maria iniciativa de engenharia de saúde de Mello Santiago Gebrim, reconhecivárias faculdades em Houston para dos no Brasil e exterior pela atuação educar um novo tipo de profissional e expertise na área, prepararam uma de saúde com uma mentalidade de programação científica de alto nível, engenharia que inventará a tecnologia envolvendo questões, desafios atuais e transformacional para os maiores desafios dos cuidados de saúde. Com a forfuturos da radiologia e diagnóstico por mação interdisciplinar e as faculdades imagem, na qual contam com a participação de renomados especialistas. de odontologia, medicina, enfermagem, Dr. Roderic Pettigrew, dos Estados Unidos, O médico-cientista e líder refarmácia, saúde pública e medicina veconhecido internacionalmente em na linha de frente de projetos inovadores. terinária do Texas A & M, a EnHealth imagens biomédicas e bioengenharia, Roderic I. Pettigrew, terá um impacto profundo na saúde humana e animal. PhD, é um dos destaques internacionais, já confirmado para As novidades não param e o formato se ajusta para o Imagine 2019. Pettigrew, que é Professor Adjunto de Naatender o público, cada vez mais exigente. As dinâmicas nomedicina, membro do Instituto de Medicina Acadêmica das mesas de trabalhos estão estruturadas para oferecer as e do Instituto de Pesquisa Houston Methodist, trará para melhores condições de aproveitamento dos participantes. O o evento a aula ministrada no RSNA sobre “A Radiologia Imagine 2019 também oferece aos congressistas diferenciais do Amanhã”. como: curso presencial; acesso on line e mais de 100 horas Na linha de frente das inovações, o dr. Roderic I. de conteúdo. Pettigrew adiantou sobre sua vinda ao Brasil, destacando Mais informações e inscrições no site do evento: https://imagine2019.com.br/ que “É um grande prazer participar desse evento e poder

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EXPEDIENTE Interação Diagnóstica é uma pu­bli­ca­ção de circulação nacional des­ti­n a­d a a médicos e demais profissio­n ais que atu­am na área do diag­nóstico por imagem, espe­cia­ listas corre­lacionados, nas áreas de or­to­pe­dia, uro­logia, mastologia, gineco-obstetrícia. Fundado em Abril de 2001 Conselho Editorial Sidney de Souza Almeida (In Memorian), Alice Brandão, André Scatigno Neto, Augusto Antunes, Bruno Aragão Rocha, Carlos A. Buchpiguel, Carlos Eduardo Rochite, Dolores Bustelo, Hilton Augusto Koch, Lara Alexandre Brandão, Marcio Taveira Garcia, Maria Cristina Chammas, Nelson Fortes Ferreira, Nelson M. G. Caserta, Regis França Bezerra, Rubens Schwartz, Omar Gemha Taha, Selma de Pace Bauab e Wilson Mathias Jr. Consultores informais para assuntos médicos. Sem responsabilidade editorial, trabalhista ou comercial. Jornalista responsável Luiz Carlos de Almeida - Mtb 9313 Redação Alice Klein (RS), Daniela Nahas (MG), Cecilia Dionizio (SP), Lizandra M. Almeida (SP), Claudia Casanova (SP), Valeria Souza (SP), Lucila Villaça (SP), Angela Miguel (SP) Tradução: Fernando Effori de Mello Arte: Marca D’Água Fotos: André Santos, Cleber de Paula, Henrique Huber, Lucas Uebel e Agnaldo Dias Imagens da capa: Getty Images Administração/Comercial: Sabrina Silveira Impressão: Meltingcolor Periodicidade: Bimestral Tiragem: 12 mil exemplares impressos e 35 mil via e-mail Edição: ID Editorial Ltda. Av. Brigadeiro Luiz Antonio, 2050 - cj.108A São Paulo - 01318-002 - tel.: (11) 3285-1444 Registrado no INPI - Instituto Nacional da Pro­prie­dade Industrial. O Jornal ID - Interação Diagnóstica - não se responsabiliza pelo conteúdo das men­sagens publicitárias e os ar­tigos assinados são de inteira respon­sa­bi­lidade de seus respectivos autores. E-mail: id@interacaodiagnostica.com.br


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Edição 108 # Fevereiro/Março 2019  

Jornal Interação Diagnóstica - edição 108

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