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AGOSTO / SETEMBRO DE 2017 - ANO 16 - Nº 99

Menos invasiva e com grande potencial a Radiologia Intervencionista abre novos caminhos para o especialista

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interesse crescente dos residentes pela radiologia intervencionista, os avanços tecnológicos e as inovações nos procedimentos apontam novos caminhos para a especialidade em todo o mundo. Nos Estados Unidos, a partir de 2012, o American Board of Medical Specialities elevou-a de patamar, passando a reconhecê-la como uma especialidade médica. Um reflexo dessa realidade já pode ser sentido em nosso País, onde instituições de referência investem e preparam seus residentes para estes novos tempos, equipadas com o que há de mais avançado. No Brasil, vitória obtida junto ao Conselho Federal de Medicina, que reconheceu-a como área de atuação e o seu treinamento passou de um para dois anos, período que já vem sendo praticado pelos melhores centros de formação, dá uma dimensão desse reconhecimento. Os desafios são muitos, pois, ainda tem que superar grandes obstáculos, como a validação

A Rede Social do CBR

dos procedimentos junto ao SUS e à Anvisa, restrições econômicas, falta de cobertura pelos convênios, mas, o conhecimento difundido, seja pela internet, ou por outros meios de comunicação, mostra os benefícios das técnicas de intervenção para a comunidade e o seu grande universo de possibilidades. Oferece tratamento menos invasivo e redução de custos. Com inovações que se sucedem a todo instante, o seu futuro em áreas como a Oncologia, por exemplo, poderá ser ainda mais eficiente. “A Radiologia intervencionista, à medida em que avançamos a um ambiente de atendimento de saúde, baseada em agregação de valor, torna-se cada vez mais importante”, enfatiza o dr. Marcos Roberto de Menezes, do Instituto de Radiologia do Hospital das Clinicas, em entrevista na pag. 4, onde também analisa os reflexos desse interesse pelos médicos mais jovens, que pode ser aferido no Congresso da SOBRICE realizado em São Paulo, por ele presidido.

Ultrassonografia: mitos e verdades

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étodo diagnóstico por imagem mais acessível e de menor custo, a ultrassonografia, também vem conquistando cada vez mais espaço na rotina dos serviços e nas pesquisas acadêmicas. Em seu artigo para o ID, o médico radiologista Antônio Sérgio Marcelino, do Hospital Sirio Libanês, faz uma análise sobre o crescimento dessa especialidade, que está em constante evolução, e esclarece alguns pontos importantes diante a crescente utilização deste método. Pág. 5

Programa equaciona dose e qualidade de imagem em TC de Tórax em crianças

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m entrevista exclusiva ao ID, o prof. Manoel de Souza Rocha, presidente do Colégio Brasileiro de Radiologia, comemora o balanço positivo da plataforma Workplace, com 3.500 usuários, utilizada que está criando e intensificando formas de relacionamento entre os seus associados. Analisa esse novo instrumento e fala sobre o Congresso CBR 17, que será realizado em Curitiba, de 12 a 14 de outubro. Leia nas página 6 e 14

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esquisadores em radiologia ganham forte aliado no constante cuidado com a redução das doses de radiação em crianças com um programa que equaciona dois pontos essenciais para avanços nessa questão: o nível apropriado da dose e a qualidade da imagem. Saiba mais sobre o tema, na pagina na pág. 12. O físico médico Keith Strauss, de Cincinatti fala sobre programa desenvolvido, criando faixas de radiação de acordo com o tamanho do paciente.

ABRAMED lança Código de Conduta para Medicina Diagnóstica

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Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica lançou o manual com o objetivo de orientar a atuação dos associados e assegurar que as interações entre todos os envolvidos no segmento da medicina diagnóstica sejam praticadas de forma consciente e responsável e que contribua para o desenvolvimento sustentável do setor. Em entrevista, a presidente do Conselho, dra. Claudia Cohn mostra a importância deste documento. Pág. 7


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EDITORIAL Por Luiz Carlos de Almeida (SP)

Ciência e pesquisa perdem recursos e mostram o País que ninguém vê

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ão é um desafio trivial garantir a vitalidade de um sistema de ciência, tecnologia e inovação como o brasileiro, que nas ultimas décadas torou-se progressivamente mais complexo. O País distanciou-se de um modelo que, até os anos 1960, apoiava projetos individuais de pesquisadores para organizar um sistema de pós graduação que forma 18 mil doutores por ano e estabelecer uma rede de grupos de pesquisa que triplicou de tamanho desde 2.000”. Extraído de matéria na Revista da FAPESP – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, do jornalista Fabricio Marques, esta pequena abertura de texto dá a dimensão de um País que existe, apesar dos políticos, da corrupção institucionalizada e do favorecimento explicito que permeia a nossa realidade cotidiana, e que busca caminhos e alternativas para contornar a perda de recursos, que se propõem a aperfeiçoar a politicas de inovação e a melhorar a qualidade dos investimentos. Mostra que ainda temos futuro. Há muita gente fazendo coisa boa, e apesar de toda a nossa complexidade, da nossa diversidade regional e dos nossos desencontros econômicos. É muito grande a movimentação do Pais em torno da inovação, da pesquisa e da ciência e só assim o Pais pode progredir. Essa diversidade, que é um patrimônio nosso, com casuísticas únicas, com esforços individuais ou coletivos, que se apoiam na “raça”, mostra também – como se refere o eng. Marcos Cinta, nesse mesmo artigo, “que o sistema de financiamento à ciência no Brasil tem uma diversidade institucional que só é encontrada em países em desenvolvimento”. As agencias financiadoras de pesquisa neste governo provisório, foram

“premiadas” com um corte 40% no orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, e na esfera estadual a situação não é muito animadora. Agravada por uma desmotivação institucional (podemos chamá-la assim) que habita o ambiente assistencial e acadêmico, talvez levada pelo excesso e pela facilidade de acesso à informação, o estimulo à pesquisa esbarra em uma série de componentes que não nos cabe analisar, sob pena de produzirmos uma tese, para a nossa área a interação diagnóstica. Está difícil motivar o jovem a produzir ciência, pelo menos no Brasil, já que não temos condições de avaliar fora daqui. A área da imagem, no entanto, tem o fascínio da tecnologia e mostra – a quantidade de livros especializados lançada nos últimos tempos até surpreende -- que este Brasil que ninguém vê está muito ativo, produtivo. Os possíveis caminhos para o desenvolvimento existem, estão ai, mas, precisam ser estimulados e na discussão sobre pesquisa, ciência, inovação e tecnologia, um ponto que não pode ser negligenciado é a qualidade e a melhoria dos gastos. Não basta fazer por fazer, estudos mostram também que, é preciso uma avaliação mais cuidadosa do conteúdo e das pesquisas. O que é inovador hoje pode perder logo a sua importância, e pesquisas mais elaboradas, cuidadosas, tendem a resistir o efeito do tempo. É preciso dinamizar ainda mais, criar estímulos e pesquisar, apoiando-se nas inovações que estão chegando e que podem mudar o rumo dos acontecimentos. A imagem é o passado, de Roentgen, o presente da tecnologia diagnóstica e o futuro, da intervenção e dos fármacos. O Brasil que ninguém vê pode estar nas salas de laudos, à frente dos tomógrafos, das ressonâncias, ou dos petcts e rm, não só diagnosticando, mas, agindo e intervindo no organismo em beneficio o paciente. Esse Brasil sobrevive, apesar de tudo.

Presença brasileira em destaque na ultrassonografia internacional

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specialistas da América Latina reunidos em São Paulo, durante o XVIII Congreso de La Federación Latinoaamericana de Sociedades de Ultrasonido (FLAUS 2017), elegeram o dr. Antonio Carlos Matteoni de Athayde para presidir a entidade em 2019. Realizado no Centro de Treinamento do InRad HCFMUSP, o Congreso de la FLAUS teve a a frente a dra. Maria Cristina Chammas, diretora do Serviço de Ultrassonografia, ex-presidente e membro do Conselho Diretivo da instituição, muito saudada pelo trabalho realizado. Ao abrir os trabalhos o presidente da FLAUS, Luiz Fernando Chavarria, da Costa Rica, destacou a importância do evento, enfatizando o apoio recebido da comunidade brasileira e das entidades, como Colégio Brasileiro de Radiologia, Sociedade Brasileira de Ultrassonografia, Sociedade Paulista de Radiologia e Inteleos e APCa e do Instituto de Radiologia, para que o evento se concretizasse. O dr. Jorge Rabat, presidente eleito da FLAUS, enfatizou no seu agradecimento, o apoio recebido da dra. Maria Cristina Chammas, “motor indispensável para o sucesso do evento”, e ao dr. Antonio Carlos Matteoni, companheiros da junta diretiva. Presente, também, o presidente eleito da World Federation of Ultrasound in Medicina and Byology, Christian Nolsoe, da Dinamarca, que convidou a dra. Maria Cristina Chammas, para ocupar uma das vice-presidencias. O Brasil ganhando espaço no cenário internacional na área de ultrassonografia. Na foto, em SP, os diretores da FLAUS, Luiz Chavarria, Jorge Rabat, Armando Zamora e os brasileiros, Antonio C. Matteoni de Athayde e Maria Cristina Chammas.

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MATÉRIA DE CAPA Por Luiz Carlos de Almeida e Mariana Ferreira (SP)

Intervenção guiada por imagem vai mudar a forma de prevenir e tratar doenças Os 20 anos de educação em radiologia intervencionista no Brasil, neste ano de 2017, mostram que a especialidade se fortalece, ganha presença significativa na Medicina Moderna e abre novas frentes para o especialista que pretende atuar na área.

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úmeros e participação preda medicina intervencionista estiveram sencial foram comemorados e presentes no Congresso, tais como o francês Thierry de Baere e o Prof Yasuaki Arai, avaliados no Congresso 2017 ambos especialistas em intervenção oncoda Sociedade Brasileira de logica. O prof. Arai, do Instituto Nacional Radiologia Intervencionista do Câncer de Tóquio, reconhecido internae Cirurgia Endovascular (SOBRICE), que cionalmente. Além de sua expertise como ocorreu de 6 a 8 de julho, em São Paulo. A radiologista intervencionista participou do edição deste ano contou com um aumento desenvolvimento, com a Toshiba Medical, significativo de participantes, cerca de 45%, de um equipamento que une tomógrafo e com destaque para os professores estrangeiros e os jovens intervencionistas, que estão angiógrafo. A utilização desses dois aparelhos ao mesmo tempo garantiu maior desenvolvendo expertise em diagnóstico flexibilidade às intervenções. Por essa e por imagem, procedimentos guiados por outras contribuições à área, será homeimagem e tratamentos ao paciente. nageado no CIRSE 2017 - Cardiovascular As sessões científicas, plenárias e and Interventional Radiological Society of workshops do Congresso deste ano ofereceram educação abrangente em inovações Europe, no mês de setembro. e atualização da prática, com expoentes naDesenvolvimento da cionais e internacionais da área, abordando especialização aspectos de cuidados clínicos e técnicas de Desde a primeira dilatação de uma intervenção para radiologistas, oncologisestenose arterial com cateter por Charles tas e neurologistas, tecnólogos e enfermeiDotter em 1964, que os intervencionistas, ros. Além disso, foram apresentados temas sempre impulsionados econômicos e de incorpelo espírito de inovaporação de tecnologia, ção, introduzem novos para administradores da procedimentos, dispoárea da saúde. sitivos e produtos de A apresentação de suporte minimamente trabalhos científicos no invasivos para ajudar Congresso, que aumena resolver problemas tou 40% em relação à médicos desafiadores, edição anterior, também com foco no bem-estar surpreendeu a organie proteção do paciente. zação do evento. Foram A manutenção da 180 painéis, confirmanespecialidade, como do a evolução e o amauma força dominante e durecimento da comude referência em pronidade de intervenção cedimentos minimano Brasil. mente invasivos, exige Na opinião do Dr. dos intervencionistas Marcos Roberto Meneuma abordagem centrazes, presidente do Con- Dr. Marcos Roberto de Menezes, do InRad-HC/FMUSP. da no paciente que não gresso da SOBRICE e se limita apenas à execução de técnicas diretor do Serviço de Radiologia Interou procedimentos. Há uma exigência pelo vencionista do Instituto de Radiologia do envolvimento da especialidade no cuidado HCFMUSP, o interesse crescente dos resiglobal aos pacientes, na manutenção da dentes pela especialidade, em especial os de excelência clínica e técnica, na melhoria radiologia – em geral, os ingressantes eram e no controle contínuos da qualidade do de programas de cirurgia –, mostra o fascíatendimento. nio da nova geração de médicos por uma Essas inovações mudaram a paisagem especialidade médica que vem crescendo e da medicina, impactando em novas formas se destacando no Brasil e no mundo. o pensamento clínico novo, estimulando a Diversas autoridades internacionais

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muitos desafios no Brasil. Isso inclui a pesquisa médica, a inovação, a educação e concorrência de outras disciplinas médicas, a formação de qualidade e ética do profissional. Exemplo disso, foi a determinação restrições econômicas e de acesso às novas do American Board of Medical Specialties tecnologias, problema de regulamentação que, em 2012, elevou a radiologia interdos procedimentos e dificuldade de acesso vencionista de uma subespecialidade da dos pacientes às intervenções devido à falta radiologia para uma especialidade médica de cobertura pelas seguradoras e convênios primária, processo que durou 10 anos. médicos. Mais recentemente, a graduação, nos A validacão dos procedimentos junto Estados Unidos, passou a oferecer acesso ao SUS ou à ANS tem sido um dos esforços direto ao treinamento de radiologia interda SOBRICE, assim como a divulgação das vencionista. Ou seja, não possibilidades de tratamento que a radiologia é mais necessário fazer intervencionista ofereradiologia ou cirurgia. ce para a comunidade. O novo programa de “Com a difusão das inradiologia intervencionista inclui estágios em formações pela internet, clínica, UTI, entre outras os pacientes têm tomado especialidades. Na opiconhecimento dessas nião dos especialistas, novas técnicas e têm trata-se de um avanço na procurado as diversas alternativas da radiologia área, porque promove a intervencionista como convergência de várias forma de tratamento”, áreas médicas. afirma Dr. Menezes. Essa ainda não é a Na área de treinarealidade brasileira, mas mento e formação de recentemente uma importante vitória foi conradiologistas intervenseguida junto ao CFM cionistas, a SOBRICE (Conselho Federal de Dr. Yasuaki Arai, do Instituto Nacional iniciou um programa de do Câncer, de Toquio. Medicina). A radiologia definição e padronização intervencionista foi oficialmente reconhecide treinamento, assim como de credenciada como área de atuação e seu treinamento mento dos centros formadores, com o objetivo de sustentar a busca por excelência. passou de um para dois anos, período que A radiologia intervencionista oferece já vem sendo praticado pelos melhores tratamento menos invasivo, mas também centros de formação. oferece uma maneira de reduzir os gastos Como um dos pioneiros nessa área, o com saúde. Com inovações no fluxo do InRad - Instituto de Radiologia do Hospital trabalho clínico, muitos procedimentos das Clínicas da Faculdade de Medicina da podem ser realizados de forma segura Universidade de São Paulo, oferece diversas em configurações ambulatoriais. Essas alternativas de intervenção em seu serviço inovações de fluxo ajudam ainda mais os assitencialista e em seu programa de treinamento. No Instituto, o residente é capaz intervencionistas a desempenharem um de realizar sua capacitação em intervenção importante papel na utilização eficiente vascular, percutânea e neuro-intervenção. dos recursos de saúde e a fornecerem cuidados de alta qualidade e custo-benefício “Além da capacitação nessas diferentes aos pacientes. técnicas, o que temos visto é uma crescente “À medida que avançamos em direção aceitação clínica e demanda do hospital a um ambiente de atendimento de saúde por esses tipos de procedimentos” afirma baseado em agregação de valor, a radioo Dr. Menezes. logia intervencionista torna-se cada vez Embora o espírito de inovação defina a mais importante”, observa o Dr. Marcos direção e o fluxo de atuação da radiologia Menezes. intervencionista, a especialidade enfrenta

A inovação muda parâmetros

suportar a parede do vaso, administram um agente terapêutico, estão se tornando lém dos novos caminhos de treinamento, a radiologia intervenciomais comuns. A seleção de materiais que podem ser empregados em dispositivos nista está passando por novas abordagens relacionadas à inovação. expande-se para além das escolhas historicamente limitadas, alcançando uma amDe acordo com o médico John Kaufman, diretor e professor de pla gama de materiais sofisticados que incluem sensores biológicos imprimíveis e radiologia intervencionista do Instituto Intervencionista Dotter, da flexíveis, e novos absorvíveis. Universidade de Saúde e Ciências do Oregon, nos Estados Unidos, no “No futuro, dispositivos inteligentes, que não apenas alteram a estrutura, mas artigo “Olhar para a frente”, publicado no RSNA News, entidade oficial da Radiotambém captam parâmetros fisiológicos, administram terapias controladas em reslogical Society of North America, novas abordagens podem permitir uma passagem posta a certos gatilhos, e acessam um conjunto de dados remotos, permitirão tratar das intervenções que substituam procedimentos que alteram fundamentalmente de doenças estabelecidas com mais eficácia, e talvez prevenir o desenvolvimento de o curso de uma doença. patologia”, conclui Kaufman em seu artigo. O resultado dessa abordagem à inovação tem sido um portfólio variado de Dr. John Kaufman O artigo do dr. Kaufman deixa claro a importância da tecnologia no setor procedimentos que mudaram o tratamento de categorias inteiras de doenças, de radiologia intervencionista. Para ser cada vez menos invasiva, a especialidade necessita de e beneficiaram os pacientes, tornando-se parte rotineira do tratamento clínico, como por equipamentos altamente especializados e com alta capacidade de desempenho. exemplo, os dispositivos com capacidades adicionais, como stents farmacológicos que, além de

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PONTO DE VISTA Por Dr. Antonio Sergio Z. Marcelino (x)

Ultrassonografia: mitos e verdades Com certa freqüência, e a cada dia mais, ouvimos conversas a respeito dos diferentes métodos diagnósticos realizados por imagem: raios X, tomografia computadorizada, ressonância magnética, PET CT, PET RM, ultrassonografia, Doppler, entre outros. Os pacientes estão a cada dia mais esclarecidos conseqüência da facilidade de acesso à informação. vez, em áreas carentes e a única opção viável. Diante da utilização cada vez mais ampla deste método, alguns esclareciIlustração

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ifícil pensar em Saúde sem o suporte tecnológico, sem o diagnóstico apoiado nos exames de imagem e até mesmo sem utilização de instrumentos cirúrgicos, como por exemplo a laparoscopia e os robôs. Claro, cabem discussões a respeito da acessibilidade universal, filas de espera, remuneração, quem está apto ou não para realização deste ou daquele procedimento, mas vamos focar neste método que é sem duvida uma das mais importantes conquistas da medicina nas últimas décadas, a ultrassonografia, o ultrassom ou ecografia para outros. Na “onda” da revolução tecnológica vivida nestes últimos anos por todos os lados, é no mínimo curiosa a situação da ultrassonografia idealizada nas décadas de 1940 e 50 e que passa a ser mais divulgada e utilizada no final da década de 1960 e inicio da década seguinte. Praticante do método desde a década de 1990, já escutei algumas vezes “profecias” sobre o fim da ultrassonografia como ferramenta diagnóstica: no advento da ressonância magnética, na criação da Tomografia Computadorizada de múltiplos cortes, que permite exames em poucos segundos, e, em outros momentos mais recentes. Mas, o que vimos e vivenciamos é exatamente o contrário, só avançamos! Cada vez mais é utilizada no diagnóstico, no apoio a procedimentos invasivos, em substituição aos mesmos, e inclusive em pesquisas, como opção a tratamentos de doenças, é para muitos a opção de diagnóstico por imagem ideal no chamado “custo saúde”, inclusive em países desenvolvidos. Por sua

mentos são importantes a respeito da ultrassonografia: 1. É o método mais versátil, utilizado em diferentes condições, por diferentes especialistas e aplicações crescentes. 2. Não serve apenas para se estudar a evolução da gestação e visualizar os bebes. Proporciona diagnósticos precisos e precoces de muitas lesões em diferentes órgãos. 3. Não utiliza radiação. O princípio é da emissão de ondas de ultrassom (não audíveis) e posterior formação das imagens. Não há contra-indicações absolutas para utilização. 4. Possui sim alta definição. Os equipamentos modernos são infinitamente melhores que os antigos. O avanço tecnológico que aconteceu em outras áreas também proporcionou grandes mudanças nos equipamentos e conseqüente melhoria dos diagnósticos. A

próxima “onda” já em andamento, mas que necessita evolução, será a portabilidade e o WI-FI. Isto mesmo, já existem no mercado transdutores sem cabo conector e com a imagem disponível em “tablets” ou “smartphones”. 5. Não utiliza meios de contraste iodados que podem afetar os rins. Há inclusive, meios de contraste da ultrassonografia sem iodo. A ultrassonografia com contraste podem ser indicada em muitas situações clínicas nos pacientes alérgicos ao iodo e em pacientes com alteração da função renal. Em alguns centros, a ultrassonografia com contraste apresenta resultados diagnósticos similares quando comparada aos outros métodos de imagem (tomografia e ressonância). 6. Muitas vezes é utilizada para guiar procedimentos. Por exemplo, com a ultrassonografia, identifica-se o caminho mais seguro: para a realização de uma biopsia, para a passagem de um cateter em uma veia e infusão de medicamentos, para a identificação e localização precisa de um tumor durante o ato cirúrgico, entre outras. 7. Novas tecnologias da ultrassonografia são hoje utilizadas para substituir procedimentos invasivos, como por exemplo, biópsias de fígado. A chamada elastografia é uma realidade cada vez mais acessível. 8. Ao contrário do que muitos pensam, o profissional que realiza o exame é

um médico, ou médica, que na maioria das vezes fez uma especialização de 3 a 4 anos na área de Diagnóstico por Imagem. Há provas de especialização para estes médicos que realizam a ultrassonografia e outras modalidades de Diagnóstico por Imagem. 9. É um exame dinâmico realizado em tempo real. O paciente tem a oportunidade de explicar a quem está realizando o exame, o motivo do mesmo, o local da queixa ou mesmo em qual posição ou movimento que executa existe dor, por exemplo. O realizador do exame atento as observações feitas pelo paciente, pode segui-las e com sua expertise fazer o diagnóstico, movimentar o paciente, uma articulação ou simular um esforço que não e possível em exames de ressonância ou tomografias, por exemplo. Poderíamos nos estender ainda mais, listar outras aplicações deste método fundamental na evolução da medicina moderna, mas o objetivo é dar uma visão geral de conceitos, aplicações e possibilidades envolvidas. Para os pacientes, ficam algumas sugestões: procurem profissionais e serviços qualificados, estejam sempre atentos ao exame solicitado e expliquem ao médico(a) ultrassonografista o porque do exame. Para finalizar...... O “olho clínico” tão importante desde os primórdios da medicina associado ao raciocínio adequado, continua a ser o diferencial, mas lembre-se, um bom médico, ou médica ultrassonografista pode ser a diferença!

http://brazilhealth.com/Visualizar/ARtigo/43/Ultrassonografia-Mitos-e-Verdades (x) Medico Serviço de Ultrassonografia – Hospital Sirio Libanês

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ENTREVISTA Por Luiz Carlos de Almeida e Valeria de Souza (SP)

Rede de relacionamento fortalece o papel do CBR No momento em que comemora o constante crescimento de acessos, com números expressivos que atestam o acerto da decisão, o prof. Manoel de Souza Rocha, presidente do CBR – Colégio Brasileiro de Radiologia faz um balanço do sucesso obtido com a plataforma Workplace, mídia digital de fácil acesso e manuseio, que poderá contribuir para melhorar o ensino e na atualização do profissional associado à instituição. ID – Passados quase dois meses, qual a avaliação do CBR sobre o Workplace? Dr. Manoel – O CBR precisava intensificar a sua rede de relacionamentos, aproximar-se do seus associados e da especialidade. Por isso, decidiu investir no Workplace, que é uma ferramenta puramente digital de interação entre colegas, e que teve uma ótima aceitação. Hoje, a comunicação descobre uma nova mídia o tempo todo e nós acrescentamos essa mídia

como uma forma de atingir mais pessoas. É uma ferramenta de fácil instalação e gera um fluxo de interação muito positivo, pois os casos disponibilizados geram perguntas, discussões e ampliam o debate sobre o tema. Há também outro lado muito interessante. Nesse mês completamos um mês de atividade com o Workplace, com 3.500 médicos ativos. Ficou evidente que ela não apenas democratiza o acesso à informação, mas também, a possibilidade de informar, ou

seja, essa ferramenta deu o microfone para todos os radiologistas, pois qualquer colega pode postar seus casos e fazer comentários. O que temos visto é uma boa aceitação das publicações através dos retornos positivos. ID – Essa interação incentiva o aprimoramento profissional ? Prof. Manoel – Sim. Temos incentivado os colegas a experimentarem essa nova forma de interagir, principalmente, porque existe o lado didático. Hoje, nós temos três

mil residentes em radiologia no Brasil. Então, são três mil pessoas que estão em processo de aprendizado e vão ter disponível uma ferramenta excelente onde podem ouvir e ter acesso a profissionais renomados de outros locais. Tenho certeza que a produção vai crescer bastante no Workplace, que na nossa avaliação e monitoramento, está cumprindo seu objetivo.

Prof. Manoel de Souza Rocha, presidente do CBR

ID – Qual a principal mudança notada pelo CBR nesses dois meses do Workplace? Prof. Manoel Rocha – A cada dia todos se sentem mais estimulados a publicar e nós estamos vendo muitas questões sendo colocadas em pauta com um aumento do número de pessoas opinando: “olha em situações assim eu pensei dessa forma, porque você não considera essa possibilidade”. Então, eu acho que foi estabelecida uma comunidade de radiologistas interagindo, na qual todos podem ouvir, ler, ver, e ao mesmo tempo, ter garantido o seu direito de falar, de poder escrever, dar opinião, inclusive, fazer demandas ao próprio CBR com sugestões. Assim, está evidente que é essa a oportunidade de se expressar e não apenas ouvir, usando essa ferramenta de comunicação bidirecional. Acho que isso é uma reprodução da área do jornalismo que com a questão das mídias eletrônicas, tornou as pessoas mais independentes, pois passaram a ter voz. O Workplace tem essa característica. ID – Qual a sua avaliação dos benefícios para os membros do CBR ? Prof. Manoel – É um canal de comunicação e interação exclusivo para os assuntos de radiologia, isso em diversos níveis, científico e defesa profissional, e que obedece as normas do Conselho Federal de Medicina. As publicações são sempre feitas mantendo o anonimato dos pacientes e dispõem de todos os requisitos de segurança. Por ser de uso muito fácil, o Workplace, teve uma boa aceitação, e dia a dia a gente acompanha o crescimento do número de pessoas que usam a ferramenta. O CBR está muito contente com essa nova rede de relacionamento para os seus associados. Uma coisa é importante: o Workplace não é um espaço com um conteúdo pré-definido. O que fizemos foi criar uma plataforma - que é uma página de papel em branco, e nós radiologistas, é que devemos escrever nesta folha. Essa é a democratização do acesso e da oportunidade de todos os radiologistas do país falarem, escreverem neste espaço transformando-o em algo útil para todos.

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Mudanças na cúpula da GE

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uiz Verzegnassi é o novo Presidente e CEO da GE Healthcare para a América Latina a partir deste mês de agosto. O executivo, que anteriormente ocupava o cargo de Diretor Geral Brasil, substitui Daurio Speranzini Jr. que foi promovido a Líder Global de Vendas de Serviços da própria GE Healthcare. “Ao assumir este novo desafio na empresa, sinto-me confortável em passar a liderança regional às mãos do Luiz, um profissional de extrema confiança e competência para atingir os objetivos desafiadores deste mercado. Sua nomeação é fruto de um trabalho consistente, que trouxe resultados de muita expressão”, afirma Speranzini, que durante seu período como CEO consolidou o foco regional do negócio em educação, pesquisa e desenvolvimento e alavancou Daurio Speranzini Jr. o market share da GE Healthcare superando a volatilidade do mercado. O executivo assume agora uma função global de destaque na empresa, e passa a fazer parte do crescente grupo de líderes brasileiros que se posicionam positivamente no exterior, mostrando a relevância da América Latina. Em sua nova função, Verzegnassi será responsável por conduzir as atividades e os resultados da GE Healthcare na região, aprofundando o relacionamento com os clientes e expandindo a capacidade local do negócio. “Sinto-me Luiz Verzegnassi honrado em assumir um cargo desta relevância para a empresa e para o mercado. É um grande privilégio poder liderar e servir ao time GE Healthcare América Latina. Meu papel será focado em nossos clientes, desde a oferta de soluções diferenciadas, utilizando tecnologia de ponta, ferramentas digitais até inovações para aumento de produtividade e eficiência em seus negócios’’, ressalta Luiz.

MERCADO

ABRAMED lança Código de Conduta para o setor de Medicina Diagnóstica A iniciativa tem como objetivo orientar a atuação dos associados e inspirar todos que trabalham direta ou indiretamente no mesmo segmento a fazerem o mesmo e, contribuir para o desenvolvimento sustentável do setor no Brasil.

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Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica • Transparência: ter clareza e transparência em todas as suas (ABRAMED), lança o seu Código de Conduta, relações, inclusive dando publicidade à todas informações como uma ferramenta para assegurar que as necessárias aos seus stakeholders e à sociedade. interações entre os associados e seus respectivos • Confidencialidade: garantir o sigilo das informações dos fornecedores de equipamentos e insumos, opepacientes e das informações estratégicas e confidenciais dos radoras e planos de assistência à saúde, médicos e pacientes, Associados; sejam praticadas de forma consciente e responsável, que é de • Livre concorrência: refutar práticas anticoncorrenciais suma importância para o desenvolvimento sustentável do setor ou que induzam a formação de condutas comerciais uniformizadas no setor; de Saúde e do Brasil. • Sustentabilidade: promover o uso sustentável dos recurAssim, a ABRAMED estimula e espera que todas as relações sejam conduzidas com base nos princípios que norteiam sos diagnósticos na cadeia de saúde. o novo código, e que essa atuação vá além das interações Além dessa iniciativa a associação também está implantando com agências reguladoras e demais órgãos um canal de denúncia, com o intuito de receber governamentais, alcançando padrões éticos contatos referentes às práticas ou atividades elevados. A presidente do Conselho Admique não estejam de acordo com as orientações nistrativo da Associação, dra. Claudia Cohn, do documento, para reforçar a importância de destaca a relevância do documento para a uma atuação consciente do setor de Saúde no sociedade: “é fundamental termos princípios Brasil. De acordo com a presidente, esse canal claros e deixá-los por escrito e pactuado entre pretende garantir que as melhores práticas todos. Estamos passando por um momento sejam respeitadas e que as irregularidades de grandes modificações e cada associação e sejam apuradas e devidamente punidas. “Para empresa deste país precisa acompanhar essa isso, as denúncias serão apuradas de forma mudança e assumir sua responsabilidade, sigilosa pelo Comitê de Ética da ABRAMED, lutando por uma sociedade mais ética”. formado pelo Conselho Deliberativo e mais Segundo Claudia Cohn, devido a grande dois membros independentes”, reitera Cohn. representatividade que a ABRAMED tem no Atualmente, o diagnóstico tornou-se mercado, espera-se que, a maioria de players indispensável na rotina das pessoas, e está Claudia Cohn, presidente do Conselho do setor se inspirem e utilizem o Código de presente na vida de um homem e de uma Conduta para nortear as suas atividades e, assim, mais rapimulher, do início até o fim. Aproximadamente 70% das decidamente os laços de confiança entre os atores do setor serão sões de conduta são baseadas em resultados de exames e, essa restabelecidos. trajetória, precisa ser monitorada e acompanhada dignamente. “Uma a sociedade mais próxima, com mais conhecimento sobre O Código de Conduta esta prática tão importante que é o apoio diagnóstico, e as relaCom o objetivo de informar os padrões e normas de conções pautadas com ética e transparência ajudam a transformar duta éticos que devem orientar as atividades dos associados, de em sustentável este já desafiador setor da Saúde no Brasil”, forma que suas práticas estejam em conformidade com normas conclui Claudia Cohn. legais, técnicas, morais e, em linha com princípios éticos, com Com essa iniciativa a ABRAMED, que reúne as principais abrangência das esferas pública e privada, o Código de Conduta empresas das áreas de Análises Clínicas, Anatomia Patológica tem como base os seguintes princípios: e Diagnóstico por Imagem, cumpre seu objetivo de promover • Ética: pautar as relações entre todas as partes dentro de a melhoria contínua de serviços no setor da saúde e sistema de princípios éticos; qualidade, além de reunir, produzir, sistematizar e disseminar • Foco no paciente: garantir o interesse do paciente em conhecimentos interdisciplinares, colocando a disposição de primeiro lugar; seus associados iniciativas que permitam que as suas práticas • Integridade: agir com honestidade, veracidade e justiça diárias sejam desenvolvidas de forma ética e com a devida com todas as partes, nos âmbitos público e privado; qualidade dos serviços prestados.

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REGISTRO

Philips anuncia mudanças na gestão com foco em inovação Para atingir incrementar as ações estratégicas da empresa na América Latina a Philips anunciou mudanças na gestão, focada na sua presença junto a população, no setor saúde

P

ara David Reveco Sotomayor, novo CEO para a América Latina, mudanças socioeconômicas importantes estão impactando o setor de cuidados da saúde, onde se espera que os gastos com assistência médica aumentem 2,4% ao ano até 2020. “Levando-se isso em consideração, continuamos nos dedicando fortemente a melhorar a saúde das pessoas por meio de inovações de impacto, ao nos convertermos em parceiros estratégicos dos prestadores de serviços de saúde e dos protagonistas do setor na região”, disse. Como novo líder regional, Mark Stoffels, da Health Systems da Mark Stoffels, lide regional da Philips para o Brasil Royal Philips na América Latina, vai continuar incentivando o acesso e o uso de tecnologias e soluções de ponta em hospitais e clínicas dos sistemas de saúde da região. Para isso, Stoffels, vai usar toda a sua experiência acumulada como diretor-geral da Royal Philips no México, cargo que ocupou nos últimos cinco anos, dando suporte de marketing ao Brasil. Antes disso, trabalhou no desenvolvimento de estratégias de mercado e negócios na América Latina, na liderança de diversas unidades de negócio para os mercados da Índia, China, Rússia e América Latina. A Royal Philips (NYSE: PHG, AEX: PHIA) continua consolidando sua posição na América Latina como

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empresa voltada para a tecnologia de saúde criando um impacto no setor de cuidados da saúde. Durante esta primeira metade do ano, a empresa deu continuidade ao seu processo de transformação como empresa na área da tecnologia da saúde, ou HealthTech, acompanhando as pessoas em sua trajetória de saúde desde a prevenção, a vida saudável, o diagnóstico, o tratamento e os cuidados em casa. Globalmente, como parte de sua estratégia de crescimento, a empresa continua expandindo seu portfólio por meio de aquisições, e no segundo trimestre de 2017, a Philips adquiriu a Spectranetics e a CardioProlific, duas David Reveco Sotomayor, novo CEO empresas norte-amerida Philips para América latina canas, para reforçar sua liderança em soluções de terapia guiada por imagens. Também acrescentou à lista de aquisições a empresa Health & Parenting Ltd., líder no desenvolvimento de soluções móveis relacionadas à saúde, à família e aos futuros pais. Ainda, durante este ano, e com vistas para o futuro, a empresa vai continuar maximizando o uso da tecnologia nos segmentos de Health Systems, Personal Health e Cuidados Respiratórios e do Sono - SRC, que abrangem áreas essenciais do setor da saúde, incluindo cuidados para mães e recém-nascidos, cuidados respiratórios, cardiologia e oncologia.

Pixeon anuncia novo diretor comercial

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Pixeon anuncia mudanças que Iomani Engelmann é o seu novo diretor Comercial, ampliando sua atuação já que também está à frente da área de Novos Negócios. Além de ser um dos fundadores, o executivo traz em sua essência o compromisso com a inovação e o uso da alta tecnologia para melhorar a saúde. O anúncio está alinhado à estratégia de crescimento sustentável da companhia, que é uma das maiores brasileiras de tecnologia para saúde. Em 2016, a Pixeon obteve aumento de 38% no faturamento se comparado aos doze meses anteriores. Para 2017, a empresa projeta encerrar com faturamento 45% superior ao registrado no ano passado. Estes pontos reforçam o desafio do executivo de manter o crescimento acelerado da Pixeon para alcançar a liderança do setor até 2019. “Um dos nossos principais focos de atuação para este e os próximos anos é o mercado Iomani Engelman, diretor comercial da Pixeon hospitalar, onde já crescemos 73% somente entre janeiro e abril. Meus esforços estarão também direcionados para alcançar cada vez mais presença neste mercado”, comenta Iomani Engelmann. “Oferecemos produtos robustos e completos para gestão de hospitais, e temos consciência do papel fundamental desempenhado pela nossa força de vendas. Será meu papel tornar esse time ainda mais eficiente”, conclui. Formado em Ciências da Computação pela Universidade Federal de Santa Catarina, Iomani também é vice-presidente da ACATE – Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia, que trabalha em prol do desenvolvimento do setor de tecnologia do Estado de Santa Catarina.


AGOSTO / SETEMBRO DE 2017 - ANO 16 - Nº 99

O papel do istmo aórtico na hemodinâmica fetal

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restrição de crescimento fetal (RCF) está apenas pequenos para a idade gestacional, arbitrariachamados ‘’shunts’’, quais sejam o ducto venoso, o forame mente classificados como constitucionalmente pequenos associada a um alto rico de mortalidade e oval e o ducto arterioso, porém, o istmo aórtico fetal tem (Figueras et al. 2011, Goméz et al. 2015). Estes indícios morbidade perinatais, além da prematuridade sido considerado o único ‘’shunt’’ arterial verdadeiro entre têm incentivado a busca pela identificação de um subpropriamente dita, que constitui um dos mais os sistemas vasculares direito e esquerdo (Fouron et al. grupo de fetos cuja perfusão placentária é comprometida graves problemas de saúde pública e o mais 2003, Figeuras et al. 2011). O istmo aórtico é um pequeno tardiamente e, em geral, sem o aumento de resistência importante fator de morbidade e mortalidade neonatais (Gosegmento vascular localizado entre a origem da artéria méz et al. 2005, Figueras et al. 2006, Kusanovic et al. 2007, ao fluxo habitualmente encontrado na artéria umbilical, subclávia esquerda e a chegada do ducto arterioso na aorta Melchiorre et al. 2009). Na prática clínica, as alterações na porém com preocupantes índices de natimortalidade, sodescendente (Fouron et al. 2003, Makikallio et al. 2008, frimento fetal, e danos cerebrais ao neonato (Baschat et al. hemodinâmica cardiovascular fetal têm se mostrado eficazes Figeuras et al. 2011). Sua posição anatômica lhe confere 2011, Figueras et al. 2011; Gomez et al. 2015). Recentes na escolha do melhor momento para a interrupção da gesum papel estratégico na hemodinâmica fetal, pois recebe tação quando há comprometimento da perfusão placentária publicações têm sugerido que o índice cérebro-placentário tanto a irrigação braquiocefálica (o que inclui o cérebro e consequente repercussão no crescimento fetal (Baschat et (CPR), obtido através da relação direta entre o índices de fetal) quanto a circulação subdiafragmática (o que inclui al. 2011, Gratacós and Figueras. 2014; Gomez et al. 2015). pulsatilidade (IP) da artéria cerebral média (ACM) e da a placenta), permitindo a avaliação da redistribuição de Fetos considerados pequenos para a idade gestacional artéria umbilical (AU), pode estar melhor relacionado à fluxo na circulação fetal, como nos casos de restrição de são aqueles cujo peso estimado à ultrassonografia está abaixo insuficiência placentária e comprometimento fetal e neocrescimento fetal (RCF) (Fouron et al. 2003, Makikallio natal que o próprio peso ao nascimanto (Khalil et al. 2016, de um determinado referencial, usualmente o percentil-10 et al. 2008, Figeuras et al. 2011). para a população estudada, e um fator extremamente relevante é a diferenciação entre aqueles constitucionalmente pequenos (grupo que apresenta, após o nascimento, parâmetros clínicos similares aos fetos de crescimento normal), daqueles que apresentam restrição de crescimento (grupo composto por fetos de maior risco, com resultados clínicos adversos) (Del Río et al. 2005, Gratacós and Figueras. 2014). Figura 1. Corte dos três vasos demonstrando a aquisição axial do istmo aórtico e sua representação ao Doppler Uma vez feito o espectral (diastólico positivo). FATESA/EURP – Ribeirão Preto/SP, Brasil. diagnóstico, baseado na biometria fetal, o passo seguinte é classifica-los nesFigura 3. Corte dos três vasos demonstrando o fluxo anterógrado e tes grupos distintos, coincidente entre o istmo aórtico e o ducto arterioso. FATESA/EURP – o que habitualmenRibeirão Preto/SP, Brasil. te é feito de acordo com o padrão As alterações no estudo do istmo aórtico, principalmente a presença de fluxo retrógrado, estão associadas de fluxo ao estudo com aumento de mortalidade fetal, déficit neurológico Doppler da unidade feto-placentária e resultados perinatais adversos (Baschat et al. 2011, (Baschat et al.2011, Figueras et al. 2011, Gomez et al. 2015). Muitos estudos Gratacós and Figuetêm mostrado que esta alteração precede as alterações do ras. 2014). O físico ducto venoso (contração atrial ausente ou reversa) em Austríaco Christian cerca de uma semana, podendo ser incorporado em protocolos clínicos como sinal de insuficiência placentária, e J. Doppler inicialmente descreveu poderia justificar antecipação do parto e proteção contra o efeito físico que injúrias neonatais, uma vez que o ducto venoso alterado leva seu nome, e já indicaria sinal de morte fetal iminente (Del Río et al. que corresponde à 2005, Gratacós and Figueras. 2014, Goméz et al. 2015). diferença de frequA avaliação ultrassonográfica do istmo aórtico foi ência emitida por Figura 2. Corte do arco aórtico demonstrando a aquisição longitudinal do istmo aórtico e sua representação ao proposta em 1994 por Fouron et al, no plano longitudinal uma fonte e refletida Doppler espectral (diastólico positivo). FATESA/EURP – Ribeirão Preto/SP, Brasil. do arco aórtico, ao passo que a avaliação através do plano pelo sangue em moaxial foi descrita por Yagel et al, em 2001, obtendo o caMorales-Roselló et al. 2015). O desafio da identificação vimento. Os índices Doppler são: velocidade máxima em racterístico formato em ‘’v’’ dado pelo arco aórtico e ducto destes fetos é de extrema relevância na prática clínica, sístole (S); velocidade residual em diástole (D), velocidade arterioso em direção à coluna vertebral fetal, facilitando a sobretudo na definição do momento mais oportuno para média (M); índice de resistência (Pourcelot = IR = S – D identificação do istmo aórtico em convergência com ducto o parto, visando minimizar a injúria fetal e evitar o óbito / S) e índice de pulsatilidade (IP = S – D / M) (Plasencia, na aorta descendente. O comportamento do estudo Doppler desta porção vascular demonstra fluxo anterógrado, e intra-útero, sempre levando em consideração os riscos Barber et al. 2011). uma correlação linear entre o índice de pulsatilidade (IP) intrínsecos à prematuridade (Gratacós and Figueras. 2014; Embora a distinção entre estes dois grupos de fetos e a idade gestacional (Goméz et al. 2015). Gomez et al. 2015). seja possível, recentes evidências têm apontado para a A circulação fetal, diferentemente do período pósexistência de um número relevante de gestações com -natal, apresenta três mecanismos de troca fisiológica, os desfecho desfavorável entre aqueles fetos considerados

CONTINUA


O papel do istmo aórtico na hemodinâmica fetal CONCLUSÃO X

Referências Khalil, A., Morales-Roselló, J. (2016) ‘’Value of third-trimester cerebroplacental ratio and uterine artery Doppler indices as predictors of stillbirth and perinatal loss’’. Ultrasound in obstetrics & gynecology : the official journal of the International Society of Ultrasound in Obstetrics and Gynecology 47: 74-80. Plasencia, W., M. A. Barber, et al. (2011). “Comparative study of transabdominal and transvaginal uterine artery Doppler pulsatility indices at 11-13 + 6 weeks.” Hypertension in pregnancy : official journal of the International Society for the Study of Hypertension in Pregnancy 30(4): 414-420. Melchiorre, K., K. Leslie, et al. (2009). “First-trimester uterine artery Doppler indices in the prediction of small-for-gestational age pregnancy and intrauterine growth restriction.” Ultrasound in obstetrics & gynecology : the official journal of the International Society of Ultrasound in Obstetrics and Gynecology 33(5): 524-529. Kusanovic, J. P., J. Espinoza, et al. (2007). “Clinical significance of the presence of amniotic fluid ‘sludge’ in asymptomatic patients at high risk for spontaneous preterm delivery.” Ultrasound in obstetrics & gynecology : the official journal of the International Society of Ultrasound in Obstetrics and Gynecology 30(5): 706-714. Goméz, F., Rodríguez, M. J., (2015). ‘’Reference rangesfor thepulsatility index of the fetalaortic isthmus in singleton and twin pregnancies’’ Journal of ultrasound in medicine 34(4):577-584.

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& gynecology : the official journal of the International Society of Ultrasound in Obstetrics and Gynecology 28(6): 802-808.

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Autores Fernando Mauad Victor Campos Medicos radiologistas – Docentes da Fatesa/EURP


Uma apresentação clássica da doença de Paget: relato de caso Introdução A doença de Paget é uma desordem esquelética crônica, de etiologia incerta, caracterizada por um desbalanço do turn over ósseo normal, com consequente remodelamento da cortical e do trabeculado medular do osso acometido. Nós relatamos um caso típico de acometimento do joelho pela doença de Paget com achados de radiografia e de ressonância magnética (RM) que corroboram com o diagnóstico.

Relato De Caso Paciente do sexo masculino, 69 anos, procura atendimento médico com história de dor no compartimento medial do joelho esquerdo, de início agudo após prática esportiva. Negava outros sintomas e/ou comorbidades. Foram realizadas as radiografias da área sintomática, seguidas pela RM. A radiografia simples do joelho esquerdo mostrou espessamento cortical e trabeculado ósseo grosseiro do fêmur distal (Figuras 1). Não foram observadas alterações degenerativas significativas ao método. O exame de RM confirmou os achados já vistos no estudo radiográfico, revelando uma heterogeneidade de sinal da medular óssea do fêmur distal com substituição gordurosa da mesma, além do espessamento cortical uniformemente com baixo sinal (Figuras 2 e 3). Diante deste contexto clínico, analisando-se em conjunto todos os achados radiológicos, foi possível concluir o diagnóstico de doença de Paget, com acometimento do joelho.

Figura 1. Espessamento cortical denso do fêmur distal com trabeculado medular grosseiro, bem demonstrados na radiografia simples (A) e na RM, em imagem coronal ponderada em T1 (B).

Discussão A doença de Paget é uma entidade cujo envolvimento ósseo incide, em grande parte, em pacientes acima dos 50 anos de idade, com predileção pelo sexo masculino (3:2). Na maioria das vezes, trata-se de um achado incidental em exames de rotina ou naqueles realizados por causas diversas, porém, quando os pacientes manifestam sintomas, estes decorrem das deformidades subsequentes e do crescimento ósseo excessivo, que leva à compressão de estruturas nervosas locais. O desequilíbrio da atividade dos osteoblastos e dos osteoclastos, típicos do Paget, permanece de etiologia duvidosa, sendo a hipótese mais razoável a de que seria de origem viral, devido à presença de osteoclastos gigantes e corpos de inclusão intranuclear, no estudo histopatológico. O diagnóstico é feito pelo estudo radiológico e/ou pela análise bioquímica, que evidencia, dentre outros achados, elevação da fosfatase alcalina sérica. A radiografia simples, bem como a tomografia computadorizada (TC) e a RM, têm aspectos superponíveis e, de acordo com a atividade óssea predominante (osteoblástica ou osteoclástica), refletindo também os achados patológicos, permite a caracterização de três diferentes fases da doença. Na fase lítica ou ativa inicial, a lise óssea prevalece, com achados de osteoporose circunscrita, no crânio, e o aspecto em “folha de grama” / “chama de vela”, nos ossos longos. A fase mista ou ativa é dita como a forma mais típica da doença, manifestando os achados característicos com osteólise avançada, trabeculado ósseo grosseiro, espessamento cortical e deformidades. O nosso caso mostra esses achados típicos da forma mista do Paget, confirmando o diagnóstico. Por último, a fase blástica, na qual há predomínio da esclerose óssea, pode ter como um dos seus achados a “vértebra em marfim”, quando há envolvimento da coluna vertebral. A associação de diferentes modalidades de imagem parece ter maior valor diagnóstico para a doença de Paget, principalmente em casos de manifestação atípica da doença ou até mesmo naqueles nos quais há suspeita de transformação maligna. Assim, métodos que garantem uma melhor avaliação da estrutura óssea, como a radiografia, a TC e a cintilografia óssea, associados àqueles que permitem uma melhor análise das alterações medulares, como a RM, possibilitam um diagnóstico não-invasivo da doença. No nosso caso, o paciente não apresentava comorbidades prévias e os achados relevantes para o diagnóstico da doença de Paget foram aqueles incidentais demonstrados na radiografia e na RM.

Figura 2. Fêmur distal apresentando medular óssea com predomínio gorduroso, associada ao espessamento cortical, típicos da doença de Paget. A: radiografia simples. B: imagem sagital de RM ponderada em DP.

Referências 1. Lalam RK, Cassar-Pullicino VN, Winn N. Paget disease of bone. Seminars in Musculoskeletal Radiology. 2016; vol. 20: 287–299. 2. Theodorou DJ, Theodorou SJ, Kakitsubata Y. Imaging of Paget disease of bone and its musculoskeletal complications: review. AJR. 2011; 196: S64–S75. 3. Smith SE, Murphey MD, Motamedi K, et al. Radiologic spectrum of Paget disease of bone and its complications with pathologic correlation. RadioGraphics. 2002; 22: 1191–1216. 4. Shah M, Shahid F, Chakravarty K. Paget’s disease: a clinical review. British Journal of hospital medicine. 2015; vol. 76 (1): 25-30. 5. Mirra JM, Brien EW, Tehranzadeh J. Paget’s disease of hone: review with emphasis on radiologie features, part I. Skeletal Radiol. 1995; 24: 163-171. 6. Berg BCV, Malghem J, Lecouvet FE, et al. Magnetic resonance appearance of uncomplicated Paget’s disease of bone. Seminars in Musculoskeletal radiology. 2001; vol. 5 (1): 69/77.

Figura 3. Imagens axiais de RM ponderadas em T2 com saturação de gordura mostrando a heterogeneidade da medular e do trabeculado ósseo do fêmur distal.

Autores Daniel Carvalho de Oliveira¹, Mayara Kato Perez² ¹ Médico radiologista do grupo de Musculoesquelético do Hospital São Luiz, São Paulo, SP, Brasil. ² Médica radiologista, Fellow do programa de TC/RM Geral do Grupo Fleury, São Paulo, SP, Brasil.

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Radiologia e diagnóstico por (além de) imagens

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or vezes, o médico radiologista é confrontado com desafios que vão além da análise isolada das imagens. A história clínica e o contexto em que o exame é realizado são de fundamental importância para guiar o raciocínio diagnóstico. Não é incomum se deparar com pedidos sem história ou com histórias difíceis de serem colhidas/obtidas. Foi o que aconteceu em um plantão de pronto-socorro, quando um paciente com 3 semanas de vida chegou para ser avaliado via ultrassonografia cervical, por queixa de um nódulo endurecido e crescente em região cervical direita. A história até parece suficiente, visto que com a companhia da mãe e da avó, se necessário, mais dados poderiam ser coletados no momento do exame. Sem delongas ou muito diálogo (e considerando a pilha acumulada de ultrassonografias esperando para ser realizada), procedeu-se ao exame. Inicialmente, o que se via era um nódulo de contornos lobulados e ecotextura heterogênea, com padrão não característico de vascularização (imagens 1-3), não condizente com as hipóteses diagnósticas aventadas até então (Linfadenopatia reacional? Linfangioma? Cisto de arcos branquiais? Cisto dermoide? Rabdomiossarcoma? Neuroblastoma cervical?).

Aos poucos, percebe-se que as palavras em inglês são mais numerosas e, com o auxílio da mímica (e do anseio pelo diagnóstico), dados fundamentais foram conseguidos: gestação a termo, parto cesariano, apresentação cefálica, extração difícil com fórceps e bom desenvolvimento desde então. A imagem na tela que parecia isolada e sem sentido começou a fazer sentido e se topografar. Não mais que de repente, centrou-se no ventre do músculo esternocleidomastoideo à direita, com aspecto fusiforme e padrão fibrilar (imagens 4-6).

Imagem 4: espessamento fusiforme do ventre do músculo esternocleiodomastoideo (ECOM). X = nodulação; M = mastoide.

Imagem 1: nódulo de contornos lobulados e ecotextura heterogênea em região cervical direita. Imagem 5: espessamento fusiforme do ventre do músculo esternocleiodomastoideo (ECOM). X = nodulação; EST = esterno.

Imagem 2: nódulo de contornos lobulados e ecotextura heterogênea em região cervical direita.

Imagem 6: aspecto característico da fibromatosis colli.

Imagem 3: padrão não característico de vascularização ao estudo Doppler no interior da nodulação

Assim, se fez necessária a pesquisa de mais dados da história clínica para tentar guiar o diagnóstico. Surge, então, mais um empecilho na história: a mãe do paciente era refugiada síria e a avó, refugiada iraquiana. Pouquíssimas palavras em português proferidas pela avó; a mãe sempre calada. Nada sobre o antecedente gestacional ou sinais/sintomas (exceto a história de nodulação) estavam disponíveis. Voltemos então (os residentes em radiologia), ao exame físico: bom estado geral, afebril, corado, hidratado. Parecia, porém, haver um discreto vício postural, com restrição dos movimentos cervicais e flexão cervical para o lado do nódulo (obviamente duvidosa considerando-se que o examinador era um médico já não tão afeito a exames físicos).

Referências

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Unindo as peças da história e da imagem, o diagnóstico finalmente veio à tona. Sexo masculino, 3 semanas de vida, espessamento fusiforme do esternocleidomastoideo, apresentação cefálica com extração difícil, vício postural, sem sintomas constitucionais: só poderia se tratar de um caso de fibromatosis colli . A fibromatosis colli é uma entidade caracterizada por massa cervical que surge entre 2 e 8 semanas de vida. Trata-se da principal causa de torcicolo congênito, respondendo por até 20% dos casos. A fisiopatologia é incerta, mas acredita-se haver relação com isquemia venosa do músculo, secundária a traumatismo durante o parto ou posição fetal intrauterina. Há discreta predileção pelo sexo masculino e um componente genético pode estar presente. O lado contralateral geralmente apresenta-se sem alterações, sendo incomum o acometimento bilateral. Diagnósticos tardios podem ter associação com plagiocefalia. Muitas vezes clínico, por vezes o diagnóstico cabe ao radiologista. A ultrassonografia é o exame de escolha. Nosso papel é esclarecer o caráter benigno da doença e demonstrar que não há sinais de gravidade: não há linfadenopatia, não há sinais de invasão vascular ou óssea. Não raro os pacientes prosseguem a investigação diagnóstica com outros métodos de imagem (tomografia computadorizada e ressonância magnética) e até citopatologia por punção aspirativa com agulha fina. Os achados de imagem são os mesmos da ultrassonografia, obviamente de mais fácil análise: espessamento fusiforme do ventre do músculo esternocleidomastoideo, sem outras particularidades. A PAAF demonstra fibroblastos e células musculares degeneradas. O tratamento é baseado em fisioterapia e alongamentos. Geralmente há resolução completa do quadro com 4 a 6 meses de vida. A lição que fica: seja mais que um radiologista; faça diagnósticos por além de imagens.

Autores

1. SARGAR, KM; SHEYBANI, EF; SHENOY, A; ARANAKE-CHRISINGER, J; KHANNA, G. Pediatric Fibroblastic and Myofibroblastic Tumors: a Pictorial Review. RadioGraphics, 2016; 36:1195-1214.

Pedro Hasimoto William Yoshinori Médicos residentes de Radiologia e Diagnóstico por imagem do InRad HCFMUSP

2. KHAN S , JETLEY S , JAIRAJPURI Z , HUSAIN M . Fibromatosis colli - a rare cytological diagnosis in infantile neck swellings. J Clin Diagn Res. 2014 Nov;8(11):FD08-9.

Andrea Cavalanti Gomes Médica assistente do Serviço de Ultrassonografia do InRad HCFMUSP

3. SKELTON E , HOWLETT D. Fibromatosis colli: the sternocleidomastoid pseudotumour of infancy. J Paediatr Child Health. 2014 Oct;50(10):833-5.

Maria Cristina Chammas Diretora Médica do Serviço de Ultrassonografia do InRad HCFMUSP

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ENTREVISTA Por Luiz Carlos de Almeida e Valeria Souza (SP)

Siemens Healthineers investe em soluções estratégicas Com inovador portfólio de produtos e soluções para a área de diagnóstico por imagem e gestão em saúde, Siemens Healthineers teve expressiva participação na 47ª Jornada Paulista de Radiologia que marcaram a sua nova estratégia, passando a atuar como uma empresa independente dentro do grupo.

O

seu amplo portfólio de tecnologia, serviços em saúde digital e consultoria para ajudar os clientes a terem êxito no dinâmico mercado de saúde, fortalece este posicionamento da antiga Divisão de Saúde da Siemens. Atenta a realidade digital, tendo em vista a oferta de tecnologia para um controle mais seguro da base instalada, que também auxilie na manutenção preventiva e ajude a reduzir custos, apresentou como destaques as ferramentas Teamplay e o LifeNet. Plataforma que possibilita a análise da performance dos equipamentos, bem como emissão de dose, armazenando todas as informações na nuvem a Teamplay realiza análises de produtividade, mensura volume e tempo médio entre exames e efetividade por turnos de trabalho e ainda padroniza os protocolos de atendimento. Já o LifeNet, é um portal na web em português totalmente interativo, que permite aos clientes gerenciarem a performance e a manutenção do seu sistema e equipamentos de forma simples e rápida. Com apenas um clique, é possível abrir e acompanhar chamados, consultar atividades programadas, verificar treinamentos agendados, acessar dados de contrato e outras funcionalidades. Em entrevista ao ID, Gelson Campanatti Junior, especialista de desenvolvimento de negócios de Digital Health Services, explicou que essas tecnologias estão sendo

usadas como parte de um Ecosistema e fubeneficiados, principalmente em regiões internos e nacionais em tempo real. turas ofertas na era da digitalização, e além ID – Fala-se muito pouco nos benefícios que têm dificuldades em implantar este do cuidado da empresa em priorizar as conspara o paciente. Como esse sistema vai betipo de tecnologia por falta de mão de obra tantes transformações do mercado, mostram neficiar o paciente? especializada. ID – A centralização de equipamentos que a Siemens Healthineers do Brasil, está Campanatti – O Virtual Operations Center (VOC), ou seja, Centro Virtual de com um só operador já e uma realidade. Como pronta para acompanhar o cenário do setor, Operações, oferece ferramentas de auxíisso pode influenciar na qualidade do exame cada vez mais dinâmico e competitivo e, e do laudo? que cada vez mais busca respostas Campanatti – O VOC possique gerem maior produtividade e bilita ao cliente ter uma equipe integração de dados, com menores altamente especializada em realizar custos. ID – Percebe-se que esses proexames como ressonância maggramas tem como base a eficiência nética e tomografia computadorizada, a custos reduzidos, graças do sistema e redução de custos. à centralização dos operadores. Qual a contribuição efetiva do sistema para a redução de dose? Enquanto isso, médicos e pacientes Campanatti – Sabemos que as têm acesso a diagnósticos com uma vezes é muito complicado realizar melhor precisão e qualidade sendo exames de imagem de alta compleque todos serão beneficiados por xidade, a qualquer hora e em qualesta tecnologia, na qual os equiquer lugar do País. Neste sentido, o pamentos Siemens são aliados à projeto Virtual Operations Center nossa expertise em tecnologia da (VOC), tem o objetivo principal informação voltada à área da saúde. de ampliar o acesso da população Este projeto foi pioneiro no Brasil Gelson Campanatti Jr., da Digital Health Services, da Siemens Healthineers à saúde; aumentar a qualidade dos fala sobre os novos desafios para este mercado dinâmico e competitivo. e um exemplo de inovação na exames de imagem realizados em própria Siemens Healthineers, que lio aos operadores (super-techs) que irão qualquer ponto do País; reduzir o índice de idealizou a solução aqui no País e agora está trabalhar destes sob supervisão próxima, repetição de exames e auxiliar na otimização desenvolvendo-a para atender outras regiões. Outro exemplo de atuação da empresa é garantindo que a mesma qualidade de exae melhorar o fluxo de trabalho nos centros mes realizados em grandes centros sejam ser mais do que um fornecedor de produtos, de imagem. duplicados nos locais remotos, a qualquer mas também um parceiro estratégico, desenJá para a redução de dose, a Siemens volvendo relacionamentos com os clientes, hora, pois essa solução permite expandir o possui um outro sistema chamado Teamplay, sempre com o objetivo em comum de buscar acesso a esses exames e, consequentemente, capaz de oferecer uma visão imediata dos os melhores cuidades para a saúde. temos um número maior de pacientes sendo níveis atuais de dose e desvios dos limiares

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ACONTECE

Univen Healthcare abre filial em São Paulo e trabalha expansão de seu portfólio

Toshiba entrega tecnologia ultra-premium para o HSL

Com uma atuação consolidada como distribuidora no setor de Diagnósticos por Imagens, a Univen Healthcare passa por um novo momento em sua formatação. A empresa com sede em Curitiba – e com filiais em Palhoça e em Porto Alegre – passou a representar a Fujifilm em São Paulo e em onze estados, novidade que vai ao encontro de seu plano estratégico de se expandir tanto territorialmente quanto no portfólio de produtos.

P

ara atender a nova representação, a empresa abrirá pois sua tendência é tornar-se um braço forte dentro da própria uma filial na capital paulista em parceria com José organização Fujifilm Healthcare, e nós queremos contribuir Laska, experiente profissional da área que retorna com isso. Para conquistar esses objetivos e entregar os resulao segmento, com uma experiência de quase 40 tados esperados, queremos construir um relacionamento cada anos de mercado, passagem por companhias como a vez melhor e próximo com o mercado.” Siemens – empresa na qual se tornou gestor aos 24 anos de idade Ainda segundo Laska, embora neste momento não seja e que teve a Univen como uma das possível antecipar que noprimeiras distribuidoras no Brasil vos produtos poderão ser – e a Agfa. Em ambas exerceu o representados pela Univen, cargo de Chief Executive Officer. ele afirma que a médio Em uma reunião informal, prazo novidades deverão realizada em São Paulo, Leoaportar em terras brasileinardo Paiva, diretor da Univen, ras, e que a Univen estará comunicou ao ID Interação trabalhando com a Fujifilm Diagnóstica a escolha de José nessa frente. “Agora nosso Laska para comandar os novos foco são os onze Estados que desafios, em ato realizado na estamos cobrindo, ou seja, sede da Fujifilm. uma área bastante grande e “A Fujifilm tem uma visão com um trabalho enorme até muito alinhada à nossa visão conquistar tudo que a gente atual, por isso quando veio o espera para esse mercado convite de estendermos a área nos próximos anos”. de atuação, o que já figurava em Eduardo Tugas, da FujiFilm, José Laska e Leonardo Paiva (por vídeo A conversa sobre os conferencia) falam sobre a nova parceria com a Univen Health. nossas intenções estratégicas, novos desafios da Univen logo pensamos em um perfil que conhecesse bem o mercado e também contou com a participação de Eduardo Tugas, diretor que tivesse credibilidade, condições essenciais para o grande da divisão médica no Brasil, que falou sobre como os representantes Fujifilm estão percebendo a nova representação: “A desafio que temos pela frente. Foi então que convidamos um Univen já está fazendo parceria com nossos representantes profissional que já havia trabalhado conosco por alguns anos: comerciais, principalmente com os do interior, e sua forma o José Laska, que chegou para estabelecer uma parceria que de trabalhar tem sido bem recebida, pois eles têm percebido irá unir a força e a história da Univen à tradição e qualidade o quanto isso pode contribuir nos negócios, principalmente da marca Fujifilm”. no sentido de operacionalizar e viabilizar as vendas de uma Sobre o projeto de expansão, José Laska fala sobre os forma mais fácil. No fim, tem sido uma parceria muito tranplanos de crescer para além da questão territorial: “Acreditamos muito no produto e sabemos da qualidade e do foco da quila tanto empresa-empresa, quanto empresa-representante, Fujifilm na área médica, que está investindo não apenas no o que só tem agregado. Bons resultados já foram apresentados diagnóstico por imagem, mas também em outros segmentos, e tenho certeza que vai ainda haverá muito mais”, conclui.

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Executivos da Toshiba/Canon foram recepcionados pelo dr. Giovanni Cerri e dr. Antonio Sergio Marcelino.

A

pós a entrega dos primeiros sistemas de ultrassom Aplio 1800, da exclusiva plataforma de tecnologia ultra-premium, pela Toshiba Medical Systems ao Hospital Sirio Libanês, em São Paulo, os srs. Yasuyuki Masakari, vice president general manager Ultrasound Division e Akihiro Sano, senior manager, global business and marketing Ultrasound Division, visitaram a área de diagnósticos por imagem do hospital e o Instituto de Ensino e Pesquisa. Eles foram acompanhados pelo Sr. Flávio Martins, presidente & CEO da Toshiba Medical do Brasil e recebidos no hospital pelo prof. Giovanni Cerri, diretor do Departamento de Imagem do HSL e pelo Dr. Antônio Sérgio Z. Marcelino. O Hospital Sírio Libanês é a primeira instituição no Brasil a inovar e investir neste novo segmento de produtos para o diagnóstico por ultrassonografia. A visita dos executivos proporcionou uma breve troca de informações e de alinhamento das visões sobre o futuro desta modalidade de diagnóstico e sobre os caminhos da pesquisa e desenvolvimento para a área. “A Toshiba Medical Systems, empresa do grupo Canon, baseia o desenvolvimento de seus produtos na filosofia MADE FOR LIFE, e está sempre focada no relacionamento, zelando pela alta qualidade de seus produtos”, enfatizaram os executivos.


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INOVAÇÃO

Programa equaciona dose e qualidade de imagem em exames de TC do Tórax em crianças O constante cuidado dos pesquisadores de radiologia com as doses de radiação em crianças ganhou mais um aliado. Com o objetivo de permitir um melhor gerenciamento das doses, mantendo ao mesmo tempo a qualidade da imagem, esses pesquisadores estabeleceram faixas de referência diagnóstica (DRRs) para TC pediátrica.

Redução de dose funciona em qualquer scanner O estudo mostra sua relevância ao afirmar que fator de redução de dose pediátrica funciona em qualquer scanner de TC. Os PDRFs propostos oferecem uma faixa aceitável de SSDEs que deve ajudar os tecnólogos em radiologia e os médicos a gerenciar melhor tanto as doses de radiação quanto a qualidade das imagens, e Strauss coloca-se na posição do tecnólogo, destacando que “se e não tenho certeza sobre a técnica a utilizar em uma criança, posso medir a dimensão lateral do paciente e verificar uma tabela de PDRF para determinar o fator de redução, a fim de obter a dose pediátrica comparada à dose adulta utilizada no hospital em um determinado scanner.” Acreditam os pesquisadores que os PDRFs devem se revelar especialmente úteis em hospitais adultos, que realizam a maioria dos exames de TC em pacientes pediátricos. Os tecnólogos em radiologia que não estiverem familiarizados com protocolos pediátricos podem acessar a tabela de PDRF online ou postar a tabela no painel de controle do scanner, e ajustar a dosagem de radiação ao paciente de forma adequada, afirmou. Mesmo que um hospital possua vários scanners de TC diferentes, a mesma tabela de PDRF pode ser utilizada em qualquer um deles, uma vez que a dose adulta – determinada para cada aparelho com base em seu design e características exclusivos – é o ponto de partida para calcular a dose pediátrica. “Essa é a beleza desta técnica,” afirma Strauss. “O fator PDRF não deve mudar com o tempo. Com o tempo, à medida que são desenvolvidas melhorias nos scanners e nas

Ilustração

O

estudo oferece uma dose mínisociado da Faculdade de Medicina da Univerma estimada de radiação para sidade de Cincinnatina entrevista concedida paciente, abaixo da qual a quaao periódico americano. Enfatiza, também, a atuação do dr. Alexander J. Towbin, médico, lidade da imagem pode não ser coautor da pesquisa e titular da cadeira Neil diagnóstica, e uma dose estimaD. Johnson de Informática da Radiologia da para paciente mais elevada, acima da qual da Faculdade de Medicina da Universidade a dose pode ser maior do que o necessário. de Cincinnati, para o desenvolvimento dos Keith J. Strauss, físico médico, autor dados que proporcionam o principal e colaboradores, em limite inferior da faixa DRR. artigo publicado no RadioloOs pesquisadores – ingy, determinaram DRRs para TC pediátrica de tórax com forma o artigo - Strauss e base no tamanho do tórax cols. analisaram três índices do paciente. Desenvolveram de dosagem de TC – índice de fatores de redução de dose dose de TC (CTDI), produto pediátrica (PDRFs), que perdose-comprimento (DLP) e um índice relativamente mitem uma estimativa da ‘novato’, que é a estimativa dose de radiação necessária de dose dependente de taao tórax de um determinado paciente para cada scanner de manho (SSDE). A partir de TC específico dentro de uma Dr. Keith Strauss, da dados armazenados no Reinstalação médica. A ferra- Universidade de Cincinatti. gistro de Índices de Dosagem do Colégio Americano de menta online deve ser dispoRadiologia, 581 pacientes com menos de 21 nibilizada em Radiology, ImageGently.org. anos de idade foram submetidos a exames Embora os níveis de referência em de TC entre julho de 2012 e junho de 2013. diagnóstico (DRLs) sejam utilizados como Para conduzir o estudo, 5 hospitais formaram padrões de proteção contra a radiação, esse um consórcio,” afirmou Strauss, professor novo conceito mostra que as DRRs criam associado da Faculdade de Medicina da Uniuma faixa através do estabelecimento de uma dose máxima (igual ao DRL) e uma versidade de Cincinnati. (QuIRCC). dose mínima estimada recomendada de Os autores desenvolveram as DRRs radiação ao paciente. após analisar a qualidade de imagem de um “Com isso, equacionamos dois pontos subconjunto de 111 exames de TC para valiessenciais: o nível apropriado da dose e a dar a qualidade da imagem na faixa inferior. qualidade da imagem, O PDRF permite O PDRF é simplesmente o SSDE (Estimativa que um departamento defina os valores das de dose dependente de tamanho) para um doses-alvo para exames de TC de tórax em paciente pediátrico dividido pelo SSDE de pacientes de qualquer tamanho, conforme a pacientes adultos dos hospitais que particinecessidade”, afirmou Strauss, professor asparam do estudo.

técnicas, tais melhorias serão incorporadas nas dosagens adultas específicas das instalações médicas – o ponto de partida para todas as estimativas de doses pediátricas de radiação apropriadas,” conclui Keith Strauss.

Nota da redação 1) Essa ferramenta como afirma a editorialista Beth Burmahl, em artigo publicado no RSNA News – que subsidiou este texto - onde entrevistou Keith J. Strauss, um dos autores do trabalho pode ser de grande utilidade para radiologistas e tecnólogos e vai contribuir para a melhoria de qualidade. 2) Matéria elaborada a partir de informações publicadas no RSNA News. 3) Pesquisas publicadas em 2013 em Radiology, o QuIRCC (Registro de Melhoria de Qualidade em Exames de TC em Crianças)” desenvolveu PDRFs para TC, os quais se encontram disponíveis no site Image Gently.

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ATUALIZAÇÃO

21º Congresso da SBUS acontece em outubro

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e 18 a 21/10, acontece em São Paulo, Centro de Convenções Frei Caneca, a 21ª edição do Congresso Brasileiro de Ultrassonografia, juntamente com o IV Simpósio de Ultrassonografia em Medicina Fetal. Com ampla grade científica, o Congresso já está recebendo trabalhos para participação até o dia 10/09/2017. A inscrição de resumos para a seleção dos trabalhos na forma de E-PÔSTERES, deve seguir as orientações do regulamento e pode ser encaminhada no e-mail: sbusdigital@gmail.com. Promovido pela Sociedade Brasileira de Ultrassonografia, presidida pelo dr. Waldemar Naves do Amaral, o programa inclui Cursos pré-congresso, Sessões Hands-on e Interativas com professores renomados, debates de temas atuais, conferências sobre as principais questões da especialidade, além do Encontro da Liga Brasileira de Ultrassonografia Musculoesquelética. Em paralelo também será realizado o 13º Congresso Internacional de Ultrassonografia da Federação Internacional das Sociedades de Ultra-Sonografia da América Latina – FISUSAL de São Paulo. Para mais informações e inscrições os interessados devem acessar o site da SBUS: www.sbus.org.br/congresso ou pelo Email: sbus@sbus.org.br

D

e 21 a 24 de setembro será realizado em São Paulo, o IDKD – International Diagnostic Course Davos – com a participação de palestrantes internacionais altamente qualificados e brasileiros de instituições de referência. O IDKD 2017 no Brasil será realizado no Hotel Tivoli, com temas de abdome e pelve. O evento tem um formato focado no ensino, com workshops, onde os participantes estudam e discutem o material de casos, e os professores orientam os participantes, discutem os diagnósticos diferenciais, apresentam material adicional e levantam questões pertinentes, permitindo uma interação ativa. Os professores podem ser facilmente abordados durante os intervalos para discutir individualmente eventuais dúvidas. Para os workshops, os participantes serão divididos em grupos de aproximadamente 50-60

pessoas e deverão trazer seus próprios laptops (PC or Mac) para a visualização dos casos do workshop fornecidos em um pendrive. Os professores apresentarão seus casos por projeção de slides em datashow. Além dos workshops, seis aulas de destaque serão apresentadas por especialistas abordando tópicos atuais e novas tecnologias em Doenças do Abdome e Pelve, completando o programa científico. No Brasil, o IDKD conta com o apoio da Faculdade de Medicina da USP, através do Departamento de Radiologia e Oncologia. A programação prevê a participação de Elmar Menke, da Suiça, Hilton M. Leão; Marcelo Queiróz; Manoel de Souza Rocha e Publio Viana, do Brasil, Andrea Rockall, da Inglaterra; Pablo Ros e V H. Alberto Vargas, dos Estado Unidos, As inscrições poderão ser realizadas online no site www.idkd.org onde os interessados terão acesso a todas as informações.

novo conteúdo programático e formato dos cursos do Centro de Estudos Radiológicos Rafael de Barros têm sido um atrativo para os profissionais da área que buscam atualização e aprimoramento em conceituados centros de formação, com cursos que atendan às novas demandas da área do diagnóstico por imagem. Cada vez mais dinâmicos, os 35 cursos programados também contam com o apoio do Instituto de Radiologia - HCFMUSP e da Thomas Jefferson Ultrasound Research and Education Institute. Destacamos no mês de setembro os dois novos cursos: Aplicações Técnicas em Tomografia Cardiovascular, por Dr. César Higa Nomura e equipe, para os estudantes e profissionais interessados em Tomografia Cardiovascular. Nesse curso teórico os organizadores transmitem as aplicações técnicas da Tomografia Cardiovascular fornecendo dados para o aperfeiçoamento profissional. O curso prático de Ultrassonografia Avançada em Sistema Músculoesquelético, com Dr. Felipe Carneiro, indicado para médicos radiologistas, ultrassonografistas e residentes de radiologia/ultrassonografia. Com demonstração prática em modelo, exames em pacientes e edição de laudos, ao final do curso, os alunos devem estar aptos tecnicamente para realizar os exames das principais articulações do sistema musculoesquelético, sabendo reconhecer as principais patologias bem como a confecção dos laudos. Confira abaixo a programação de cursos para os próximos meses:

SETEMBRO

Cursos Avançados de Radiologia e Diagnóstico por Imagem no InRad

OUTUBRO

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Curso Internacional com temas de Abdome e Pelve

15 e 16

Curso de Análise Multidisciplinar das Doenças das Mamas (Correlação Anátomo Radiológica Clínica) Dr. Nestor de Barros, Dra. Su Jin Kim Hsieh e Dr. Marcelo Giannotti

16

Curso de Aplicações Técnicas em Tomografia Cardiovascular (Novo) Dr. César Higa Nomura, Biom. Jacqueline Kioko Nishimura Matsumoto e Biom. Priscila Walasinki Di Nardi

22 a 24

Curso Teórico-Prático de Imagem Vascular, Angio TC e RM Dr. Thiago Dieb R. Vieira

29 e 30

Curso Ultrassonografia Avançada em Sistema Músculoesquelético (Novo) Dr. Felipe Carneiro

5 a 7

Curso Hands On de Radiologia do ICESP Dr. Marcos R. Menezes e Dr. Márcio Ricardo Garcia

21

III Curso de Atualização em RM Biom. Rosana Maurelli/Leila Lima, Gabriela Frigério e Evandra Lúcia C. Souza

20 a 22

Curso Métodos Avançados de Neuroimagem: Bases Teóricas e Aplicações Clínicas Dra. Paula R. Arantes e Dra. Carolina Rimkus

27 a 29

Curso Hands On da Coluna Vertebral e Plexos Braquial e Lombossacro Dr. Marcelo Bordalo Rodrigues

Os cursos serão realizados no Centro de Treinamento do Instituto de Radiologia - Hospital das Clínicas (1º andar - entrada pela portaria 1), na Trav. da Rua Dr Ovidio Pires de Campos, 75 - Portaria 1, Cerqueira César – SP. Mais informações através no e-mail: centrodetreinamento.inrad@hc.fm.usp.br

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CONGRESSO CBR

Eventos ampliam o relacionamento, fortalecem a ciência e despertam para os negócios De 12 a 14 de outubro, Curitiba vai sediar a 46ª edição do Congresso Brasileiro de Radiologia, com grandes novidades, uma programação cientifica “robusta” e iniciativas que pretendem fortalecer o relacionamento entre as diversas áreas da especialidade, promovendo um amplo contato com empresas e profissionais da área. O CBR´2017 acontecerá no Expo Unimed, em Curitiba.

A

lém do conteúdo científico produzido por especialistas brasileiros dos principais centros especializados do Pais, daí seu caráter nacional, o CBR´2017 vai contar com a parceria da Sociedade Ibero-americana de Imagem Mamária – SIBIM, com uma participação muito expressiva de vários professores para abordagem da temática de mama, apresentando ao congressista as últimas tendências e a oportunidade de aprender sobre “o estado da arte” no diagnóstico do câncer de mama”. O destaque é da Comissão Cientifica do evento, lembrando que outra novidade é a realização de um “Curso hands on de Diagnóstico em caso de acidente vascular cerebral”, Dr. Howard Rowley, dos Estados Unidos. tema que está na ordem do dia devido as mudanças em algumas diretrizes do tratamento dessa doença e na forma de relatório desses casos, que demandaram uma urgente padronização. A programação de Neurorradiologia terá a participação de professores internacionais, como o Dr. Howard A. Rowley, um dos destaques, com intensa atuação na pesquisa e no ensino, nos Estados Unidos, presidente da Sociedade Norte Americana de Neurorradiologia. Outro nome de grande destaque, com presença garantida no Módulo de Abdome é o dr. Ivan Pedrosa, que trabalha no Texas e tem uma produção científica muito forte, tanto em geniturinário quanto em gastrointestinal. Além disso, outras coisas estão se tornando marcas do Congresso do CBR, como a II Maratona Brasileira dos Residentes em Radiologia e Diagnóstico por Imagem, a “MBR 17″, que é uma competição entre grupos de residentes, em que se premia por demonstração de conhecimento, na qual o grupo vencedor tem uma oportunidade ímpar de ganhar passagem e estadia no Congresso da American Roentgen Ray Society (ARRS 2018), em Washington, DC, Estados Unidos, de 22 a 27 de abril de 2018, para todos integrantes. E, os cursos hands on de músculo esquelético, ultrassonografia em ginecologia e obstetrícia, são outro destaque do congresso, que vão acontecer no espaço Universidade Positivo da Expo Unimed.

Conteúdo, um diferencial “O aperfeiçoamento do conteúdo tem sido um diferencial. O CBR tem focado o seu trabalho nesse aspecto para

oferecer uma boa programação, em um espaço adequado, com conforto, como o Centro de Convenções de Curitiba, que facilita o desenvolvimento das atividades e a instalação de espaços de convívio para encontro de amigos, troca de informação, que é muito importante num congresso presencial, e o diferencia dos eventos eletrônicos, nos quais os participantes têm apenas o acesso digital. Para o prof. Manoel de Souza Rocha, presidente do CBR, os desafios de um evento presencial refletem as mudanças que vem sendo implantadas no mercado da área da imagem. Por este motivo, o conteúdo tem que ser muito bem estudado e interessante. Ele só se concretiza por que temos também a colaboração de empresas parceiras do CBR, que estarão presentes no evento e, isso é fundamental. “Atualmente, observamos no mercado, as empresas organizando os seus próprios encontros. Quando isso acontece, naturalmente se perde a imparcialidade e por isso a comunidade médica deve valorizar, primordialmente, os eventos organizados pelas suas sociedades representativas, que mesmo recebendo verbas, mostram-se independentes e imparciais, porque todas as empresas podem participar com patrocínios. Atualmente, essa é uma situação que está ocorrendo em várias áreas da medicina”, enfatiza o presidente do CBR. Essas mudanças fazem parte de uma nova realidade, muito focada no conteúdo digital, sem lembrar que os eventos são a porta aberta para o relacionamento, para o contato direto que desperta para os negócios e para um conhecimento mais profundo sobre a tecnologia “Essa abordagem é muito importante. Obviamente as coisas não são excludentes, pois o CBR acabou de investir e está tendo uma ótima aceitação de uma ferramenta puramente digital de interação Dr. Ivan Pedrosa, do módulo entre colegas que é o Workde Abdome e Pelve. Atua no place. Mas ao mesmo tempo Texas, EUA. que oferece essas plataformas digitais, não pode abdicar do convívio pessoal, porque são níveis diferentes de interação. Por isso, os congressos precisam investir nessa questão do convívio social, na possibilidade de você ter um acesso direto com professor, aos cursos práticos chamados hands on, porque é assim que se faz, e as empresas também precisam olhar para esse lado, pois existem ganhos de longo prazo quando você estabelece vínculo entre um profissional médico e um representante daquela empresa. Eu estou aberto a essa questão e sou

Imagem Sistemas Médicos faz novas parcerias

H

á quase 40 anos na área do diagnóstico por imagem e sempre se reposicionando estrategicamente em parceria com empresas reconhecidas no mercado de saúde para levar o mais completo portfólio de soluções, que atendam desde pequenos consultórios até grandes hospitais, de consultas à alta complexidade, a Imagem Sistemas Médicos está anunciado duas mudanças na sua área de atuação. Acaba de formalizar parceria com a Siemens Healthineers, para toda a linha de equipamentos de imagem e ultrassom e com a Guerbet Produtos Radiológicos, na linha de contrastes e insumos. Com uma história de trabalho na área da imagem diagnóstica, como enfatiza seu diretor, Thomaz Rodrigues, em nota oficial, representar a Siemens marcará uma nova etapa na sua tra-

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jetória, prestando serviços a uma empresa pautada pela ética e responsabilidade, podendo contar com suporte de equipe de profissionais para melhor atendimento dos seus clientes. Com o grupo Guerbet, multinacional francesa, fundada há 90 anos, com sede no Brasil, atuando na área do diagnostico, a Imagem Sistemas Médicos amplia seu portfólio em meios de contrastes e produtos que possibilitam oferecer soluções completas e personalizadas para todos os perfis de clientes, seja qual for a sua demanda. Desta forma a Imagem Sistemas Médicos registra o inicio dessa nova fase, se reposiciona no mercado com a sua missão de superar as expectativas de clientes e fornecedores através da excelência no atendimento, melhoria contínua de processos, tendo como base um crescimento sustentável e ético.

Expediente Interação Diagnóstica é uma pu­bli­ca­ção de circulação nacional des­ti­na­da a médicos e demais profissio­nais que atu­am na área do diag­nóstico por imagem, espe­cia­ listas corre­lacionados, nas áreas de or­to­pe­dia, uro­logia, mastologia, gineco-obstetrícia. Conselho Editorial Sidney de Souza Almeida (In Memorian), Alice Brandão, André Scatigno Neto, Carlos A. Buchpiguel, Carlos Eduardo Rochite, Dolores Bustelo, Hilton Augusto Koch, , Lara Alexandre Brandão, Maria Cristina Chammas, Nelson Fortes Ferreira, Nelson M. G. Caserta, Rubens Schwartz, Omar Gemha Taha, Selma de Pace Bauab e Wilson Mathias Jr. Consultores informais para assuntos médicos. Sem responsabilidade editorial, trabalhista ou comercial. Jornalista responsável Luiz Carlos de Almeida - Mtb 9313 Redação Alice Klein (RS), Daniela Nahas (MG), Lizandra M. Almeida (SP), Claudia Casanova (SP), Valeria Souza (SP), Lucila Villaça (SP) e Mariana Ferreira (SP) Tradução: Fernando Effori de Mello Arte: Marca D’Água Fotos: André Santos, Cleber de Paula, Henrique Huber e Lucas Uebel Imagens da capa: Getty Images Administração/Comercial: Sabrina Silveira Impressão: Meltingcolor Periodicidade: Bimestral Tiragem: 12 mil exemplares impressos e 35 mil via e-mail Edição: ID Editorial Ltda. Av. Brigadeiro Luiz Antonio, 2050 - cj.108A São Paulo - 01318-002 - tel.: (11) 3285-1444 Registrado no INPI - Instituto Nacional da Pro­prie­dade Industrial. O Jornal ID - Interação Diagnóstica - não se responsabiliza pelo conteúdo das men­sagens publicitárias e os ar­tigos assinados são de inteira respon­sa­bi­lidade de seus respectivos autores. E-mail: id@interacaodiagnostica.com.br

adepto dessas novas metodologias de interação, mas acho que uma complementa a outra”, conclui. Prova para titulo de especialista antecedendo ao evento Para atrair e motivar o médico jovem a participar do Congresso, o CBR retorna nesta edição de 2017, a uma velha prática: realizar a prova de titulo de especialista para Radiologia e Diagnóstico por imagem, no dia que antecede a abertura do evento. O título de especialista é fundamental para o radiologista, que realiza o exame de suficiência e demonstra sua competência. “Ao decidir realizar uma segunda prova no ano, consideramos o longo tempo de espera, que não favorecia o colega que não atingiu a suficiência no primeiro exame. Outro fator são os custos com as despesas para ir a um congresso e, por isso, com a prova na véspera do início do congresso, oferecemos ao colega a oportunidade de com um deslocamento único resolver as duas questões”, finaliza o prof. Manoel Rocha.


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Jornal Interação Diagnóstica #99 Agosto/Setembro17  

Menos invasiva e com grande potencial a Radiologia Intervencionista abre novos caminhos para o especialista

Jornal Interação Diagnóstica #99 Agosto/Setembro17  

Menos invasiva e com grande potencial a Radiologia Intervencionista abre novos caminhos para o especialista

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