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Demanda em baixa faz preços do boi caírem

A crise no pasto pela ausência de chuvas aliada a consumidores um pouco retraídos favoreceu para que o valor oscilasse entre R$ 149,57 a R$ 152,21 por arroba mesmo com o fim da entressafra | P2

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*Estimativa, ao produtor, baseado em alguns estados. Fontes utilizadas: Mercado do Cacau e Agrolink.

Pesquisadores iniciam novos experimentos para controle de carrapatos

A chegada do período das chuvas proporciona um aumento na umidade do ar e de temperatura, ambiente propício para a multiplicação do carrapato-do-boi (Rhipicephalus microplus), principalmente nas condições do Brasil Central | P3

MANDIOCA: Baixa oferta e demanda firme elevam preço da raiz A baixa oferta de mandioca e a demanda industrial firme vêm impulsionado fortemente as cotações da raiz, segundo indicam pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP | P7

Custo de produção de suínos cai 1,8% e de frango sobe 0,1% em outubro, diz Embrapa

O custo de produção de suínos caiu 1,8% em outubro, em relação a setembro, influenciado principalmente por uma queda de 1,76% no custo de nutrição anima l, segundo informações da Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa | P4

Controle efetivo de ervas de daninhas à mão dos agricultores

Programa Lavoura Limpa, da Syngenta, disponibiliza site com informações sobre o manejo das daninhas - que podem comprometer até 80% da produtividade das lavouras - e app para monitoramento de infestações | P6


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bovinos

Demanda em baixa faz preços do boi caírem

A crise no pasto pela ausência de chuvas aliada a consumidores um pouco retraídos favoreceu para que o valor oscilasse entre R$ 149,57 a R$ 152,21 por arroba mesmo com o fim da entressafra a demanda fraca e os custos de produção maiores, o preço realmente está represado”, analisa o pesquisador de Boi do Cepea, Thiago Bernardino de Carvalho. O problema na oferta de boi vem ocorrendo desde a safra 2013/2014 pela seca intensa desde então. “Não choveu e basicamente tem pouca produção. Em 13/14, o bezerro não teve pasto para comer e a qualidade desse animal é ruim. Os animais dessa época não tiveram uma recuperação da massa corporal”, destaca Carvalho. Com valor dos grãos em alta no mercado interno, principalmente do milho, usado para ração animal, o pesquisador do Cepea estima que a produção da carne neste ano teve uma queda que varia entre 15% a 30%. Com uma produção baixa pela falta de chuva no pasto e a demanda fraca por conta da renda menor das famílias com a crise econômica no biênio 2015 e 2016, o preço do boi para o mercado interno tem oscilado pouco neste ano.

Pressionado por dois importantes aspectos econômicos, oferta e demanda, o preço da arroba encerrou a última quarta-feira (9) por R$ 149,57. Para se ter ideia, em 29 de janeiro, esse valor era de R$ 152,21, segundo indicador do Centro de Estudos

em Economia Aplicada (Cepea).

Patamar menor “O mercado acreditava que a arroba fosse chegar até R$ 170. Não atingiu esse patamar por conta da demanda, ruim desde o ano passado. Neste ano, com

Demanda maior Para o final do ano, o cenário é

de aumento na demanda com o período festivo. Isso deve trazer uma elevação aos preços, mas mais cautelosa na comparação com o ano passado. “Com a demanda maior por carne, há um aumento do preço no atacado e sobe a margem de comercialização da arroba. No entanto, acreditamos em uma demanda mais tímida do que em anos anteriores”, afirma o analista de mercado da Scot Consultoria, Felippe Damasceno. Em Barretos e Araçatuba, grandes praças de São Paulo, o valor à vista da arroba está em R$ 150. Segundo o analista, houve um crescimento no preço da carne no atacado na última justamente em razão da demanda. “Esse estoque está enxuto porque parte da indústria está com ociosidade elevada, pulando dias de abate”, disse ele. A referência no atacado para o boi casado está em R$ 9,70 por quilo.

Perspectiva para 2017 Apesar do cenário nacional atual, a perspectiva do setor é positiva para 2017, o que reflete o preço médio da arroba no mercado futuro da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) está em R$ 150,55. Para dezembro, é de R$ 152,06 e de R$ 151,89 em janeiro. “A expectativa é que os preços melhorem. A partir de fevereiro e março, começa a vir a boiada do pasto. O aumento da oferta de boi deve reduzir levemente o preço”, projeta Damasceno. Na avaliação do analista da Consultoria Safras & Mercados, Paulo Molinari, a demanda maior dos consumidores no final deste ano deve absorver preços mais atrativos ao produtor. “Mesmo que ainda em ritmo menor, os consumidores vão consumir mais, o que dá impulso aos preços”, disse. Fonte: DCI

Boi Gordo: Demanda fraca pela carne segue limitando o mercado mesmo com oferta curta de animais Em São Paulo, parte das indústrias, principalmente as de menor porte, estão com a ociosidade elevada e pulando dias de abate, o que tem deixado as programações de abate artificialmente mais alongadas em relação às semanas anteriores

EXPEDIENTE

Já as indústrias de maior porte, que possuem parcerias e contratos de boi a termo, estão com escalas de abate mais folgadas, o que permite aos frigoríficos testarem o mercado e ofertar preços abaixo da referência. O lento escoamento da carne no atacado é outro fator que não tem

dado incentivo para aumento dos preços ofertados para o boi gordo. Aliás, mesmo com a entrada de novembro, mês tipicamente com melhora nas vendas de carne no atacado, o escoamento continua lento, o que resultou inclusive em desvalorização da carne com osso no atacado na semana.

Diretora: Juliana Aguiar dos Santos, Publisher e Editor: Alex S. Andrade

A margem de comercialização das indústrias em patamares acima da média histórica indica que sem aumento na demanda por carne dificilmente haverá grandes valorizações para a arroba do boi gordo, mesmo com a oferta limitada de boiadas. Fonte: Scot Consultoria

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bovinos

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Pesquisadores iniciam novos experimentos para controle de carrapatos A chegada do período das chuvas proporciona um aumento na umidade do ar e de temperatura, ambiente propício para a multiplicação do carrapato-do-boi (Rhipicephalus microplus), principalmente nas condições do Brasil Central Além disso, estima-se que os prejuízos causados pelo ectoparasita cheguem a 3,24 bilhões de dólares ao ano no País, com impactos negativos na produção de carne, leite e couro. Diante desse cenário, os pesquisadores da Embrapa (Campo Grande-MS), baseados em recomendações e dados de pesquisas já disponíveis, apresentam uma nova proposta de controle de carrapatos, associada ao manejo da pastagem para bovinos de corte, na fase de recria, com ênfase em animais cruzados. “A proposta foi construída para orientar produtores na implantação de um sistema produtivo que alia intensificação da produção à base de pasto com a minimização da infestação por carrapatos no rebanho”, explica Renato Andreotti, pesquisador da Embrapa e um dos idealizadores do projeto. Ele complementa que esse manejo intensivo da pastagem, em teste, será avaliado e validado em curto prazo, a partir de março de 2017, em um projeto com aporte da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A metodologia consiste em dividir em quatro quadrantes, uma área fixa de 100 hectares, formada por braquiária brizantha, em plena produção, em região de Cerrado no Mato Grosso do Sul. A pastagem terá adubação de manutenção, durante as chuvas e logo após cada pastejo. Os 100 animais cruzados (Nelore x Angus), em recria, colocados na área, ficarão em rotação, por período fixo de 30 dias em cada piquete. “A finalidade de estabelecer um prazo de 90 dias para o retorno ao primeiro piquete, atende ao mínimo de 82,6 dias como período estimado para uma “limpeza da pastagem”, em relação à população de larvas infestantes, permitindo que a prática seja utilizada como medida complementar para o controle do carrapato”, completa Andreotti, que estuda há mais de 20 anos os ectoparasitas na Embrapa Gado de Corte. O excedente de forragem, segue o médico-veterinário, será armazenado em forma de feno para uso na estação seca, como volumoso. Ao final do ciclo de um ano, 365 dias, a equipe composta por Andreotti, Fernando Alvarenga Reis (Embrapa Caprinos e Ovinos), Jacqueline Cavalcante Barros, Vinícius da Silva Rodrigues e Marcos Valério Garcia espera que o ganho esperado seja

além da produção de animais com peso ideal no final da recria. Os especialistas acreditam em ganhos com a redução nos custos do controle químico do carrapato, a partir da eliminação da perda decorrente da infestação,

com a adoção do manejo intensivo e recria bovina. Andreotti lembra que não há restrições quanto ao modelo ser aplicado em sistema de produção de leite, com base ecológica ou com animais sensíveis,

inclusive, em situações em que aja necessidade de reduzir o uso de produtos químicos. Após esse período de um ano, os técnicos compilarão os resultados em uma nova recomendação técnica disponibilizada na Série

Documentos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com acesso livre a produtores e técnicos. Fonte: Embrapa Gado de Corte


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suínos/aves

Frango abatido fecha novembro com o menor preço do trimestre Depois de iniciar o segundo semestre do ano experimentando forte valorização em relação ao mesmo mês do ano anterior – em julho, incremento de 21,38%; em agosto, de 26,51% – o frango abatido passou a registrar evolução de preço mais moderada

Custo de produção de suínos cai 1,8% e de frango sobe 0,1% em outubro, diz Embrapa

Em setembro, o aumento obtido ficou em 14,87% - o que não impediu que, nominalmente, se registrasse no mês a melhor média de preços da história – índice que, praticamente, se repetiu em outubro (+14,10%). Mas em novembro corrente os resultados serão bem mais modestos. E não apenas porque o preço médio estará registrando evolução anual que não passa de 12%. Pois o valor registrado – em torno de R$4,20/kg – corresponderá à mais baixa remuneração dos últimos três

meses, retrocedendo (também nominalmente) ao mesmo nível de agosto passado. Tem mais, porém. Porque enquanto em agosto o frango abatido (base: resfriado, no Grande Atacado de São Paulo) chegou aos R$4,50/kg, em novembro não alcançou os R$4,40/kg. Além disso, o mês está sendo encerrado não somente com o menor valor registrado desde o final de agosto passado (pouco acima de R$4,00/kg), mas também por valor inferior aos picos registrados mais de um ano atrás. Por exem-

plo, R$4,18/kg em outubro/15 ou R$4,30/kg em setembro/15. A observar que, na média dos 11 primeiros meses de 2016, o frango abatido alcança valor (R$3,81/kg) que o coloca cerca de 13% acima da média registrada em idêntico período de 2015 (R$3,37/kg). Não é, com certeza, um incremento que cubra o aumento de custos do período e que, conforme a Embrapa Suínos e Aves, nos 10 primeiros meses de 2016 apresentou evolução anual próxima de 24%. Fonte: Avisite

Suíno: exportações ajudam no escoamento da produção

O custo de produção de suínos caiu 1,8% em outubro, em relação a setembro, influenciado principalmente por uma queda de 1,76% no custo de nutrição animal, segundo informações da Central de O mercado de suínos continua andando de lado, com Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa os preços estáveis há praticamente três meses O índice de custo de produção ICPSuíno tem apresentado queda desde junho, mas ainda sobe 12,9% no acumulado do ano, refletindo a forte alta nos custos de grãos para nutrição animal neste ano (+13,05%). Já o ICPFrango, que mede o custo de produção de frangos, subiu 0,1% em outubro, interrompendo uma trajetória contínua de redução que era registrada também desde junho. Esse aumento é motivado principalmente por uma alta de 0,04% no custo de nutrição, e também de 0,04% no custo de pinto de um dia. No ano,

o custo de produção de frangos ainda sobe 6,39%. O preço do milho, principal insumo na ração de aves e suínos, começou a arrefecer a partir do

segundo semestre com o aumento da oferta no mercado interno, como consequência da colheita da safrinha e de importações. Fonte: CarneTec

Nas granjas de São Paulo, a arroba do animal terminado está cotada em R$78,00. No atacado a carcaça segue cotada em R$6,00/kg. Apesar da estabilidade e das vendas no mercado interno estarem patinando, as exportações continuam indo bem e ajudando no escoamento da produção. Até a terceira semana de novembro, o país embarcou diariamente 3,2 mil toneladas de carne suína in natura, 18,9% mais que o embarcado por dia no mês anterior e 14,6% mais que o embarcado

em igual período do ano passado. Para os próximos dias, a expectativa é de aumento na demanda interna, visto a reposição para as

vendas de final de ano. Com isso, reações nos preços não estão descartadas. Fonte: Scot Consultoria


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agricultura

Controle efetivo de ervas de daninhas à mão dos agricultores

Programa Lavoura Limpa, da Syngenta, disponibiliza site com informações sobre o manejo das daninhas - que podem comprometer até 80% da produtividade das lavouras - e app para monitoramento de infestações As principais informações e soluções para o manejo de daninhas resistentes ao glifosato já estão à mão de agricultores de todo o Brasil. O site do programa Lavoura Limpa da Syngenta – www. lavouralimpa.com.br - já está no ar, atuando como um verdadeiro portal de conhecimento referente ao problema, que pode comprometer significativamente a produtividade das lavouras. A partir dele, qualquer usuário pode acessar informações técnicas, depoimentos de agricultores e especialistas, e dados aprofundados sobre soluções Syngenta para o controle de daninhas resistentes. Além disso, é possível contar com um recurso inovador, atualizado constantemente pela equipe Syngenta. Trata-se de um contador de perda financeira diária caso o agricultor não faça o manejo adequado. “Este recurso evidencia a importância de agricultores atentarem para o manejo adequado, combinando diferentes soluções que atuam em momentos distintos das culturas afetadas, a fim de combater o alto risco representado pelas daninhas”, afirma Leandro Bessa, gerente de portfólio de herbicidas da Syngenta. Lançado recentemente, o programa Lavoura Limpa está di-

retamente conectado a um dos principais compromissos assumidos por meio do Plano de Agricultura Sustentável da empresa, que visa aumentar em até 20% a produtividade média das principais culturas do mundo.

Aplicativo Monitoramento de Alvos De modo a ampliar e inovar o controle de daninhas com base em um histórico de monitoramento mais efetivo, agricultores podem também contar com o aplicativo Monitoramento de Alvos. Por meio dele, podem lançar a contagem de daninhas e ter literalmente à mão o acompanhamento de infestação em suas propriedades. O app tam-

bém traz informações importantes por meio de uma galeria de imagens de de identificação de plantas e permite a geração relatórios que podem ser enviados em tempo real por email, diretamente do app. “Por meio das informações lançadas pelos produtores, poderemos disponibilizar em breve, a todos os usuários do app, um mapa de pressão de daninhas, que também possibilitará o envio de alertas e a visualização, em tempo real, sobre o deslocamento de daninhas no território brasileiro”, conclui Bessa. O aplicativo Monitoramento de Alvos está disponível para Windows Phone, Android e iOS. Fonte: Syngenta


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MANDIOCA: Baixa oferta e demanda Safra de cana-de-açúcar do Brasil firme elevam preço da raiz deve diminuir em 2017/18; produção A baixa oferta de mandioca e a demanda de açúcar aumenta industrial firme vêm impulsionado fortemente as cotações da raiz, segundo indicam pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP

Em setembro/16, o preço médio a prazo da raiz de mandioca foi de R$ 396,93/tonelada, alta de 8% frente à de agosto. Em relação a setembro/15, a média atual está 2,6 vezes maior, em termos reais (valores foram atualizados pelo IGP-DI de setembro/16). Segundo pesquisadores do Cepea, a menor disponibilidade de lavouras de segundo ciclo de mandioca é um dos motivos para a baixa oferta atual. Como a demanda industrial está firme, há disputa pela matéria-prima entre as empresas e muitas unidades precisam se abastecer em regiões mais distantes. Nesse cenário, dados do Cepea mostram diminuição no volume de mandioca processado. Em setembro, 169,5 mil toneladas de mandioca foram processadas, 36% menos que em agosto e 44,7% abaixo da quantidade de setembro/15. O rendimento

médio de amido – considerando-se a balança hidrostática de 5 kg – ficou em 545,48 gramas, 2% inferior ao apurado em agosto e 4,6% abaixo do de setembro/15. Regionalmente, a média mensal de Mato Grosso do Sul aumentou 10% de agosto para setembro, a R$ 371,43/t, de acordo com dados do Cepea. No Paraná, a alta mensal foi de 8,6%, a R$ 421,74/t. A média do estado de São Paulo – representada pela região de Assis – subiu 6,3% em setembro, a R$ 324,93/t. FÉCULA E FARINHA – A produção de fécula de mandioca foi de 45 mil toneladas em setembro, 37% abaixo do volume de agosto. A queda se deve à menor oferta de matéria-prima e à diminuição no rendimento de amido das raízes. No acumulado deste ano (até setembro), entretanto, a produção nacional soma 575,7 mil toneladas, 5,1% acima da do mesmo período de 2015.

Pesquisadores do Cepea indicam que vendedores de fécula vêm tendo dificuldades no repasse do aumento da matéria-prima ao produto final, contexto que mantém reduzido o volume de negócios. O preço médio a prazo (FOB fecularia) da fécula de mandioca foi de R$ 2.240,64/t em setembro, alta de 6% em relação ao mês anterior e quase o dobro do verificado em setembro/15. Já o mercado de farinha de mandioca está mais aquecido, com mais negócios efetivos, especialmente ao Nordeste. Em setembro, o valor médio a prazo (FOB farinheira) da saca de 50 kg da farinha de mandioca fina branca/crua tipo 1 foi de R$ 101,28, alta de 1,1% frente ao mês anterior. A farinha de mandioca grossa branca/crua tipo 1 se valorizou 2%, a R$ 81,42/saca de 40 kg. Fonte: Comunicação Cepea

A safra de cana-de-açúcar na região centro-sul do Brasil deverá voltar a cair na próxima temporada - mas a queda não será refletida na produção de açúcar, que aumentará para um novo recorde, diz a Green Pool O grupo de análise, com base na Austrália, em sua primeira previsão para o esmagamento da cana do centro-sul do Brasil em 2017/18, avaliou-a em 585 milhões de toneladas. A queda se deve a uma pequena quantidade de standover, ou seja, de cana da colheita atual. As fábricas tendem a fechar no início da temporada por conta da falta de cana que ainda resta para ser cortada. No entanto, a produção de açúcar no Centro Sul, responsável por cerca de 90% da produção total no Brasil, deverá ter um aumento, pela segunda temporada consecutiva, de 200 mil toneladas, atingindo o recorde de 35,2 milhões de toneladas. Açúcar x etanol A previsão também reflete a expectativa de um maior teor de açúcar na cana da próxima temporada, que deverá ser de 4,8% - 0,8% a mais do que em 2016/17; Os rendimentos da cana, com isso, deverão ser maiores, uma vez que a cultura tem mais tempo para crescer e poderá ficar mais madura. As estimativas da Green Pool, porém, também apontam que as usinas irão aumentar a sua proporção de cana destinada ao açúcar ao invés do etanol.

Segundo eles, o etanol sofrerá ainda mais, com uma queda de 610 milhões de litros, ficando assim em 24,49 bilhões de litros em 2017/18. A única certeza A previsão de uma safra de cana menor em 2017/18 coincide com outros comentários de analistas e observadores de mercado, incluindo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), que compartilhou da opinião no mês passado. O diretor técnico do grupo, Antonio Pádua Rodrigues, disse que a previsão é um reflexo de um longo período de pouco investimento em lavouras de cana, estimulado pelo longo período de preços baixos que prevaleceu até o início deste ano. A consultoria brasileira Datagro

também previu a safra de cana do Centro Sul para 2017/18 em 580 milhões a 610 milhões de toneladas.

Danos no consumo A previsão da Green Pool também aponta uma estimativa para o déficit mundial de açúcar de 5,28 milhões de toneladas em 2016/17, refletindo a queda da demanda pela recuperação dos preços dos produtos sucroenergéticos. Os preços do açúcar, uma vez em seus níveis mais altos desde 2012, trazem alguns danos para o consumo, “que fica desequilibrado na equação do açúcar”, como diz o grupo. A estimativa deverá diminuir os estoques mundiais para 39,9% no final de setembro de 2017, o menor desde 2011/12. Fonte: Agrimoney


Jornal Gazeta Rural - Edição 03 - Dez. 2016  
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