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ANO 10 | Edição nº 120 | agosto de 2021

www.gazetainterior.com.br

Uchôa | Nova Aliança | Cedral | Guapiaçu | Tabapuã | Novais | Catiguá | Potirendaba | Ibirá | Bady Bassitt | Urupês | Elisiário

Luiz Aranha/Gazeta do Interior

Pág. 3

1.608 pessoas não procuraram 2ª dose de vacina contra COVID Recusa pelo imunizante expõe região à contaminação pela variante Delta

REINFECÇÃO POR COVID

Reinfecção pela doença é possível, mas a investigação é deficitária. A falta de testagem impede que o Ministério da Saúde confirme relatos de pacientes que dizem ter se infectado mais de uma vez

Pág. 4 e 5

CLIMA DE DESERTO

Região noroeste enfrenta estiagem de mais de 130 dias; Cetesb registrou pior qualidade do ar esta semana

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CIDADES 3 Recusa pela 2ª dose expõe região à contaminação pela variante Delta Luiz Aranha/Gazeta do Interior

Joseane Teixeira redacao@gazetainterior.com.br

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nquanto o mundo discute a necessidade de aplicação da terceira dose das vacinas contra a Covid-19, o estado de São Paulo enfrenta dificuldades em convencer a população a retornar aos postos de saúde para receber a 2ª dose. São 1 milhão de faltantes. Número que tem impacto também na nossa região. Somadas, as 12 cidades de cobertura da Gazeta do Interior acumulam 1.608* moradores que estão atrasados para completar o ciclo de imunização. A principal delas é Guapiaçu, com 576 casos. E o que é mais preocupante: 212 faltosos são comórbidos e 114 idosos, grupos considerados mais suscetíveis ao agravamento da doença. De acordo com o diretor de Saúde da cidade, Bruno Ribeiro, a Prefeitura tem realizado inúmeros esforços para convencer a população a se proteger. “Ampliamos o horário de atendimento, porque a principal reclamação era a indisponibilidade de tempo, já que muitos moradores trabalham fora da cidade e relatam que não encontram os postos de vacinação abertos. Também estamos fazendo parcerias com empresas que exigem dos funcionários a carteira de vacinação, e até visitas domiciliares, nos casos dos pacientes que não conseguimos contato telefônico”, explicou. Para o diretor, a recusa pela segunda dose está relacionada à reação provocada por alguns imunizantes e pela crença equivocada de que apenas uma dose garante a proteção necessária. Outros municípios enfrentam o mesmo problema. Tabapuã acumula 295 faltosos, Bady Bassitt 180, Potirendaba 162, Cedral 120, Urupês 102, Catiguá 85, Uchoa 80, Nova Aliança 6 e Elisiário 2 (que assinaram o termo de recusa). Em Rio Preto, o número chega a 12 mil. Nesta semana, representantes das coordenadorias de saúde dos municípios paulistas participaram de uma reunião online para traçar estratégias de alcance da vacinação. Karyna Iglesias, coordenado-

CIDADE E NÚMERO DE FALTOSOS GUAPIAÇU - 576 TABAPUÃ - 295 BADY BASSITT - 180 POTIRENDABA - 180 CEDRAL - 120 URUPÊS - 102 CATIGUÁ - 85 UCHOA - 80 NOVA ALIANÇA - 6 ELISIÁRIO - 2 (ASSINARAM TERMO) RIO PRETO - 12.000 NOVAIS - NÃO RESPONDEU IBIRÁ - NEGOU DADOS

1.608 moradores da região estão atrasados para completar o ciclo de imunização contra COVID

ra de saúde da cidade de Uchoa, diz que as prefeituras estão empenhadas em realizar a busca ativa pelos faltosos. “A principal justificativa para o não-comparecimento é que esqueceu. A gente percebe que essa tendência é maior entre os pacientes que precisam tomar a 2ª dose após o intervalo de 3 meses. É uma espera longa e elas esquecem mesmo. Tivemos apenas 3 ou 4 pessoas que assinaram o termo de recusa”, explica. A situação é preocupante devido ao rápido avanço da variante Delta no país. Identificada pela primeira vez em maio, já contaminou 1.020 brasileiros, levando a óbito 41 deles, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Estudos apontam que a cepa indiana tem maior capacidade de transmissão, inclusive em ambientes abertos. Enquanto o SARS-CoV-2 original transmite de duas a três pessoas, a variante Delta transmite de cinco para oito. Estudo realizado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças e pela Escola de Saúde Pública em Guangdong, na China, apontou que a Coronavac oferece proteção contra quadros graves da covid-19 causados pela variante Delta. Cientistas da Universidade de Oxford concluíram que a Pfizer é mais eficaz para combater a variante Delta que a AstraZeneca, mas sua eficácia desaparece mais rapidamente. Identificada na Índia, a cepa já está presente em 135 países.

“ S o m e n t e dados referentes às doses o pacto coletivo da atrasadas e casos suspeitos vacinação permiti- de reinfecção são sigilosos rá que superemos essa pandemia”, defende o diretor de saúde de Guapiaçu.

Não respondeu Procurada desde quarta-feira (18/08) por ligação telefônica e mensagem no WhatsApp, a coordenadora de Saúde da cidade de Novais não respondeu à solicitação de dados até o fechamento desta reportagem.

Sigiloso Embora praticamente todas as prefeituras tenham respondido a Gazeta sem nenhuma ressalva com relação aos números, surpreendentemente a Prefeitura Municipal de Ibirá informou, através de assessoria de imprensa, que os

e que o município está interessado, apenas, na divulgação de notícias positivas.


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ESPECIAL

Reinfecção por COVID-19 é possív

Joseane Teixeira redacao@gazetainterior.com.br

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uando o assunto é a possibilidade de reinfecção pelo novo coronavírus, não é difícil encontrar pessoas que afirmam terem se infectado duas vezes (ou mais) pela doença. Apuração realizada pela Gazeta do Interior aponta que foram registrados, pelo menos, 31 possíveis casos de reinfecção nas 12 cidades de cobertura do jornal. A campeã é Nova Aliança, com 9 relatos, seguida de Urupês (7), Cedral (5), Potiren-

Aceitamos:

daba (4), Catiguá (4), Tabapuã (1) e Uchôa (1). A telefonista Roseli de Souza, de 49 anos, integra esse grupo. Moradora do município de Bady Bassitt, ela conta que em julho do ano passado testou positivo para a Covid-19. “Tive febre, dor de cabeça e me senti um pouco ofegante. Fiz o exame de PCR, que confirmou a suspeita de coronavírus”, contou. Roseli se recuperou da doença e acreditava estar imune quando, em março deste ano, passou a sentir outros sintomas característicos. “A garganta começou a raspar, tive dor no corpo, mas achei que era uma gripe. Até porque estava frio e eu tinha mexido com água. Aí veio a perda do paladar e a fraqueza”, lembra. A mulher fez o segundo exame PCR, cujo resultado também aferiu positivo para o coronavírus. Só que desta vez o quadro foi mais severo e ela precisou ser internada no posto de saúde da cidade, onde permaneceu 10 dias recebendo oxigênio. “Queriam me transferir para um hospital e me intubar. Tive medo de morrer”, confessa. Nas duas ocasiões em que ficou doente, Roseli ainda não tinha re-

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Nova Aliança é a cidade com o maior número de casos na região

cebido a vacina imunizante. Nesta semana, comemorou a segunda aplicação da fabricante AstraZeneca. Apesar dos dois diagnósticos positivos em um intervalo de 8 meses, a prefeitura de Bady Bassitt afirma que a cidade não registra nenhum caso de reinfecção. Assim como Catiguá, Elisiário e Guapiaçu. Isso porque o Ministério da Saúde estabelece critérios bastante rígidos para comprovar que um paciente se contaminou pela segunda vez com o Sars-CoV-2, causador da Covid-19. Prova disso é que a Secretaria de Vigilância em Saúde do Governo Federal confirma oficialmente apenas 38 casos de reinfecção no Brasil, sendo três no estado de São Paulo. O caso mais próximo da região foi registrado em dezembro do ano passado, na cidade de Fernandópolis, em uma auxiliar de enfermagem de 41 anos. Por isso, para esclarecer as principais dúvidas dos leitores sobre a possibilidade de reinfecção, a reportagem entrevistou a doutora em virologia Nathália Zini. Acompanhe a entrevista:

O que é preciso para confirmar um caso de reinfecção pela Covid-19?

Exige-se do paciente dois resultados positivos de RT-PCR (exame do cotonete), com intervalo igual ou superior a 90 dias entre os dois episódios de infecção respiratória. Entre um teste e outro, é necessário a comprovação de que o paciente “negativou”, ou seja, o vírus não é mais detectado no organismo. Caso não haja a disponibilidade das duas amostras biológicas, com a conservação adequada, a investigação laboratorial fica prejudicada. Tendo ela, é realizado um estudo de sequenciamento genético para ver se o vírus é o mesmo. Se for, é reinfecção. Se é diferente, são duas infecções distintas. Nesse sentido, é seguro afirmar que há mais casos de reinfecção do que os confirmados oficialmente? Sim. Embora a incidência de reinfecção seja irrelevante comparado ao total de casos (estima-se que 7 a cada 100 mil pessoas), alguns países registraram mais casos que o Brasil porque dispunham de uma quantidade muito boa de testes. No começo da pandemia, o país demorou em adquirir materiais para exame e ocorreram as subnotificações, quando o paciente tem sintomas da Covid-19, mas não foi testado. A maioria dos casos de rein-


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vel, mas investigação é deficitária fecção foi registrada antes da aplicação do plano nacional de imunização. É possível que esse número caia ainda mais com a vacinação da população? Observando outros países que foram mais rápidos e eficientes em imunizar a população, nota-se a queda no número de casos e, consequentemente, de reinfectados. Grande parte desse sucesso deve-se à vacinação, somada, claro, à continuidade dos cuidados de prevenção, como o uso da máscara e o distanciamento social. Por falar em vacinação, porque muitas pessoas relatam reação após a aplicação da AstraZeneca e praticamente nenhuma com a Coronavac? Porque a AstraZeneca foi desenvolvida com um adenovírus, modificado geneticamente. Isso condiciona o paciente a ter um estímulo maior do sistema imunológico do que aquele que foi vacinado com a Coronavac, que usa a tecnologia de vírus inativado (morto). Ambas apresentaram comprovação científica de eficácia. Muito se fala em sommelier de vacina, aquele paciente que quer escolher o imunizante a ser aplicado. O próprio site do Butantan informa a porcentagem de eficácia das 4 vacinas disponíveis no Brasil, sendo 95% Pfizer, 81% AstraZeneca, 67% Janssen e 62% Coronavac. Como convencer o brasileiro a não escolher a vacina? Essa discussão é própria deste momento. Desde crianças nós cumprimos o calendário nacional de vacinação e nunca questionamos a fabricante que está sendo aplicada no nosso corpo. Em um contexto de pandemia, onde milhões de pessoas estão morrendo no mundo, a prioridade é vacinar o maior número de pessoas no menor intervalo de tempo. Com a vacina que tiver disponível. Todas que estão no mercado foram testadas e

CIDADE

Bady Bassitt Catiguá Cedral Elisiário Guapiaçu Ibirá Nova Aliança Novais Potirendaba Tabapuã Uchoa Urupês

2ª DOSE ATRASADA 180 85 120 2 (recusa) 576 Se recusou a informar 6 Não respondeu 162 295 80 102

tiveram a eficácia comprovada. Enquanto as pessoas escolhem a vacina, o coronavírus escolhe as pessoas. Muitas pessoas estão re-

REINFECÇÃO 0 4 suspeitos sem prova 5 suspeitos sem prova 0 0 9 suspeitos sem prova 4 suspeitos sem prova 1 descartado 1 descartado 7 suspeitos sem prova

alizando teste de anticorpos pós-vacinação para saberem se estão protegidas. Esse teste traz resultados seguros? Nem sempre. Quando eu sou

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exposta, ou seja, fiquei doente ou tomei a vacina, meu corpo vai gerar uma resposta imunológica. Ela pode ser celular ou produzir anticorpos. Uma vez gerado os anticorpos, pra sempre eu vou ter esse sistema de defesa. Pode diminuir a quantidade com o tempo, mas eles se qualificam. Porém, algumas pessoas não produzem esse tipo de resposta, mas sim a imunidade celular. Esta, somente detectada em exames específicos, realizados em laboratórios modernos. Não é um exame popular. Então não é porque o teste apresentou baixa quantidade de anticorpos que o paciente está desprotegido. As prefeituras de Ibirá e Novais não responderam as solicitações.


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CIDADES

Região noroeste enfrenta estiagem de mais de 130 dias Luiz Aranha luiz@gazetainterior.com.br

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região noroeste paulista já enfrenta mais de 130 dias de uma estiagem severa. Além disso, as inúmeras queimadas fizeram com que a qualidade do ar se tornasse uma das piores do estado de São Paulo, onde a Defesa Civil chegou a emitir alerta

para o baixo nível de umidade do ar e altas temperaturas. No inverno, é comum a umidade relativa do ar cair até abaixo dos 30%, porém, é algo preocupante, quando se sabe que o ideal, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), é que ela varie entre 50% e 80%. Nossa região já enfrenta um período de estiagem de quase quatro meses. A última chuva considerada

ideal para a agricultura foi registrada pela Casa da Agricultura de Potirendaba no dia 18 de abril, contabilizando apenas 12 milímetros de chuva. No mês de maio foram registrados apenas 8 milímetros de chuvas, junho 9 milímetros, julho 0 e agosto, até agora, 0 milímetros. De acordo com a Casa da Agricultura, chuvas para serem consideradas ideais para a lavoura precisam ultrapas-

sar os 10 milímetros. Esta semana, vários incêndios fizeram com que nossa região amanhecesse coberta por fumaça. O coronel Carlos Lamin, da Defesa Civil de Rio Preto, disse que esta fumaça pode ser proveniente de um grande incêndio em um canavial da região de Araraquara. “A Cetesb registrou a pior qualidade do ar do Estado já registrada aqui em São José do Rio Preto”, explica.


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7 POLÍTICA Vereador de Bady Bassitt se destaca por pautas sociais no município Especial Publicidade contato@gazetainterior.com.br

Arquivo pessoal

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vereador de Bady Bassitt, Laércio Joaquim Pereira (PSDB), tem se destacado por pautas sociais voltadas às famílias carentes do município. Conselheiro tutelar durante seis anos e vereador por três mandatos, o parlamentar realiza também ações de destaque fora da Câmara e diz que seu compromisso é servir o povo 24 horas por dia. Desde que assumiu o mandato, em janeiro deste ano, mais de 25 indicações já foram realizadas, além de dois requerimentos, uma moção e também um projeto de Lei. Mais que números, Laércio afirma que o trabalho está na questão humanitária, atendendo os moradores 24 horas por dia, durante os sete dias da semana. “A área social é a mais importante que devemos atuar em

uma cidade, pois quem mais precisa do poder público é a pessoa que está desempregada, que está precisando de uma ajuda ou então de algum serviço público que podemos solucionar. Então poder ajudar essas pessoas é muito gratificante e que faço dia e noite, não importa o horário”, fala. Através de indicação ao Executivo, Laércio conseguiu ampliar o número de idosos atendidos pelo programa “Leite do idoso”. Mais de 50 deles conseguiram ser beneficiados com o programa, graças ao intermédio do parlamentar. Nesse mesmo âmbito, ele conseguiu ainda a aquisição de mais andadores, cadeiras de rodas e banho para atender os moradores que necessitarem. Um dos principais destaques do vereador é o pedido ao Executivo para a criação de um projeto de Lei para o controle da população de cães e gatos. A ideia prevê o desenvolvimento de um programa de castração gratuita de animais de rua. Neste período ele indicou também a prorrogação de impostos municipais à indústrias e comércios da cidade com o objetivo de amenizar os impactos da pandemia de COVID-19 a estes empresários. Outra indicação importante é para a assinatura de convênio com a Associação de Reabilitação à Criança Deficiente (ARCD), que hoje atende diversos moradores de Bady Bassitt. Outro ponto importante são os questionamentos realizados pelo vereador com relação a empresa responsável pela administração da UBS

Alcimino Assis Lourenço. Ele cobra relatórios, dos últimos 30 dias, para saber quantos médicos são necessários para um plantão normal no município e também quantas vezes, neste período, houve falta de médicos. Em indicação, o parlamentar pede que seja realizado concurso público para a contratação de novos médicos, quando a legislação pós COVID-19 assim permitir (Lei 173/2020), eliminando a utilização de contrato com empresas médicas. Empresas estas que têm sido alvo constante de reclamações por parte da população sobre a demora no atendimento e até a desistência por consultas. Laércio criou ainda o projeto de Lei que obriga a sinalização refletiva de caçambas de entulhos que ficam espalhadas nas ruas da cidade. A falta do item pode resultar em acidentes graves envolvendo motoristas e motociclistas que acabam não enxergando os

recipientes nas vias. O documento foi aprovado pelos vereadores e sancionado pelo Prefeito. Além dos documentos no Legislativo, o trabalho do vereador tem sido grande também fora da Casa de Leis. Ele fala que já enviou ofício aos Correios solicitando melhoras na qualidade do serviço de entrega de correspondências na cidade e também junto à CPFL Paulista, cobrando soluções com relação aos picos e quedas constantes de energia elétrica no município. “Acredito que um vereador, em uma cidade pequena como a nossa, tem muito o que fazer. Nós fomos eleitos vereadores não só apenas para criação de leis e fiscalizar o Executivo, mas também para ajudar, de todas as formas, o morador que precisa da gente e isso vou fazer, não só enquanto estiver vereador, mas todos os dias da minha vida, pois amo nossa cidade e também nosso povo”, finaliza.


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Edição da Gazeta do Interior de agosto de 2021  

Leia a edição impressa do maior e mais completo jornal da nossa região!

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