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Criação de polo calçadista é aprovada em 1º turno Página73 Página

Ano 17 Edição 827

Nova Serrana/MG, 2 de dezembro 2016 – Edição 827

Roubos aumentam 51% em outubro Nova Serrana/MG, 2 de dezembro de 2016

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Crescimento no número de roubos em Nova Serrana é assustador e confirma medo da população

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Nova Serrana/MG, 2 de dezembro 2016 – Edição 827

EDITORIAL

O risco do populismo em Nova Serrana

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omo já foi dito e redito, o advento da Internet, bem como o aumento da importância das redes sociais na vida das pessoas, fez vir à tona uma nova casta de cidadãos. Estes, bem mais politizados, têm feito a diferença no resultado de diversas ações das administrações públicas. Têm feito diferença inclusive no quesito prioridades de qualquer gestão. Num resumo, esta nova fauna brasileira, bem mais comprometida, opinativa e questionadora, tem contribuído sobremaneira para a otimização da política, para que os gastos públicos passem a ser feitos com mais critério e que os gestores se obriguem a dar mais atenção às demandas populares. Comunidade esta cada vez menos disposta a aceitar tudo o que é decidido pelas administrações com a mesma passividade que aceitava em um passado recente. Mas como toda moeda tem dois lados ou, melhor dizendo, sempre haverá lados positivos e negativos em qualquer questão, alguns fatores que orbitam essa nova, e relativamente bem vinda, posição crítica por parte de uma boa camada da população, não são assim tão bem vindos. Não só em Nova Serrana, no Brasil, mas no mundo afora, uma onda de populismo vem tomando conta do coração e mentes de uma camada significativa da população. Esta, sem ter a representatividade que acredita ter, se arvora a ultrapassar o direito à opinião e à sua eventual colaboração às políticas públicas, se posicionando como arautos da verdade absoluta. Questionam desrespeitosa e prepotentemente a prerrogativa legítima dadas aos eleitos pelo voto popular, e com direitos legais de promover mudanças e elencar prioridades na administração pública. No caso de Nova Serrana, a empáfia de alguns tem como motivo condutor o rompimento de uma dinastia que durou por décadas e garantiu uma enfadonha e dispensável alternância no poder por apenas duas forças políticas. Este rompimento faz com que certas lideranças acreditem de fato que têm algum respaldo legal de opinar e/ou forçar modificações na pauta governamental apenas pelo fato de ter eventuais seguidores e alguns simpatizantes do seu

discurso populista, que faz alguns tê-los como salvadores da pátria. O lado negativo desse posicionamento extraoficial, dessa tentativa de governar de forma paralela, sem a devida legitimidade, é o de criar um tumulto no processo legal e democrático, que deu ao candidato vencedor do último pleito o direito de imprimir seus planos e projetos administrativos: foi nele (no prefeito eleito) que a população em sua maioria votou. E a ele que foi dada a prerrogativa de gerir o município. O vácuo político provocado pela renitente presença de apenas dois nomes à frente da administração pública local por quase três décadas, tem contribuído para este tipo de prática política ganhar sustentação e uma delirante aprovação popular. Só que é bom deixar claro que propostas populistas para a solução de problemas da comunidade local, no que tange a segurança pública e saúde, servem mais para atrapalhar o processo do que para contribuir com planos e projetos ainda no papel. Organização de grupos da comunidade, que se acham no direito de se sobrepor à representatividade legítima de uma prefeito eleito, pode até partir de conceitos bem intencionados, porém sem conhecimento legal, concordância legal e/ou comprometimento com a ordem democrática estabelecida. Caso estas associações, grupos ou cidadãos, sem cargos eletivos que os legitime como porta-vozes do povo, optem por dar a sua abnegada contribuição ao futuro prefeito, ótimo. Mas que isso seja feito dentro dos ditames legais e só quando instados pra tal pelo próprio prefeito eleito, quando devidamente empossado. A população deve ter confiança nos lideres constituídos por ela própria, em curto, médio e longo prazo. E não deve acreditar em soluções mágicas, automáticas. Principalmente depois de quase três décadas de polarização das decisões políticas. Sempre bom lembrar que ainda que as mudanças e avanços demorem, estas deverão respeitar o ritmo natural e legal, e não serão canetadas de pessoas desvinculadas do poder de decisão que as farão ficar mais ou menos céleres. As coisas no poder público não funcionam como na iniciativa privada e intromissão imprudente só serve para tumultuar e aumentar a tensão.

Quem inventou a desculpa?

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Por Carlinhos Colé

ão consegue entender como as coisas se esfriaram a esse ponto. Não há razão aparente. Estão em situação tão confortável! Os filhos criados, cada qual seguindo seu caminho de forma ordeira, até meio complicada de se adotar num país de moral tão desmantelada, mas firmes ali na azinhaga aberta pelos seus ancestrais, apenas aquilatando trechos aqui e ali com pequenas modificações positivas. E essa frieza no tratar? Cadê aquele jeito libidinoso com que ele lhe dirigia o olhar? Meu bem, hoje tive um dia pesado. Você entende? Ele fingia entender. A arte de subterfugir se desenvolve nos recônditos das alcovas. Quiçá seja esse o verdadeiro pecado original. E passa de geração em geração pelos degredados filhos de Eva, sempre aprimorada. Se não fosse seu hálito etílico... Quem inventou a desculpa? O homem ou a mulher? O amigo Anicésio conta um causo que arrola o subterfúgio entre os ardis do próprio capeta. O certo é que ela surgiu imediatamente após a primeira transgressão: a mulher que tu me deste por companheira deu-me o fruto e eu comi. Com que então a responsabilidade nem era dele e nem da mulher, mas do próprio Criador, que inventou de criar esse bicho assim complicado. O presente tinha vindo com defeito de fábrica. Ah! Faltou levar o fornecedor ao PROCOM do Éden. Há um distanciamento abissal, impossível de se transpor. Uma necessidade de presença que quando resolvida vira uma espécie de fastio, se este é bem o termo. Permanece a dúvida: quem inventou a desculpa, já que não foi Deus? Parece-me, tomando ao pé da letra, que foi mesmo o homem, já que proferiu a primeira frase evasiva: a mulher que me deste por companheira deu-me o fruto e eu comi. Mas que foi a mulher quem com mais atilamento se apoderou do invento, ah! isso foi sim! Mulher, o que foi que tu fizeste? A serpente me enganou e eu comi. Estou com uma dor de cabeça! O calor está insuportável hoje. Titia está no hospital e você pensando nessas coisas? Ele já não a procura mais, isso a leva para diante do espelho. Sente-se desgraciosa e o capeta sugere-lhe que aquelas esqueléticas da passarela sem atributos de retaguarda nem os reverenciados predicados de dianteira são as que o atraem hoje em dia. Será isso possível? E sopra-lhe à orelha a escapula: Tenho que me levantar cedo amanhã. E o empurra mais para longe de si. Sua época de caçador obstinado há muito que se perdeu nas lonjuras do tempo, ele agora contenta-se em recolher a caça abatida, se abatida, se as circunstâncias favorecem. Agora chega do trabalho deixando transparecer o cansaço dos dias, dos anos, diferente de quando os meninos eram ainda pequenos e ele rolava com eles no tapete da sala. Barbeava-se todos os dias e a ajudava a preparar o jantar. Escutavam Bryan Adams, Do it for you, no toca discos de vinil. E depois de tudo ele a procurava amorosamente. Um cheiro agradável de loção pós-barba e pasta de dentes. Com aquela disposição enrijecida que o passar dos anos e o desuso emurcheceram. Ô, meu amor! Estou morta. Dizia como quem regateia o preço de uma pérola. Quem sabe amanhã. E adubava com sua inesgotável provisão de desculpas a semente do abandono. Ora! Que sei eu disso tudo? Também eu crio elaborados subterfúgios. Quando não quero fazer determinada coisa ou percebo que pisei na bola, tento primeiramente encontrar a quem acoimar, feito um adão pelado atrás da árvore. As minhas confissões são sempre precedidas de atenuadores e extensos exórdios. Tive uma reunião muito demorada ontem que entrou pelo tempo de que dispunha para escrever o meu texto para esta coluna, por isso ficou assim. Essa coisa. Viu só como é que é?

EXPEDIENTE maisgazeta@gmail.com Diretor Responsável: Hudson Bruno Lemos Mtb 11970/MG Editor Chefe: Jonathas Wagner Reportagens: Adilson Pacheco


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Beleza de ébano no Flash Minas

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Por: Jonathas Wagner

or vários motivos, acho que essa coisa de miss é trem de uma breguice de dar dó. É coisa de passado arcaico e já deveria ter tido fim. Tanto que elas, em priscas eras tidas como padrão de beleza e imitadas, até, pelas mulheres, hoje perderam o lugar para as tais top-models. E até mesmo estas andam sendo colocadas à prova, por serem a imagem de um tipo de mulher que na verdade não existe no mundo real. E se existem são tão poucas, que as tais tops não devem mais ser sinônimo de beleza a ser seguido: são excessivamente magras. A tal ponto que a própria indústria da moda, por tanto tempo resistente, começa a ceder à pressão dos órgãos de saúde e não mais tão querendo (ou exigindo) esse perfil esquálido, que fez sucesso por décadas. Aliás, mulher magra demais é bem feio mesmo. De qualquer forma, as tais misses, como dizia, já não fazem a cabeça das meninas como outrora fez: até Vera Fischer a coisa até que ia. De lá pra cá, os certames têm sido tocados cada vez mais por um segundo escalão dos promotores de glamour mundo afora e os desfiles dessas beldades já não dão nem um décimo da audiência que davam até o final do Anos 70. Claro que isso não diminuiu a beleza das viventes que se dispõe a participar dos concursos: o que diminuiu foi a sua importância e quantidade de prêmios e mimos que recebem dos organizadores e do mundo também. Por outro lado, a nova safra de meninas dispostas a concorrer a estes títulos bregas de beleza, para a alegria geral do povo, estão muito, mas muito mais engajadas e bem informadas do que as suas antecessoras. Se antes, a misses eram tidas como menininhas mimadas e tolinhas, que pouco ou nada sabiam do mundo e só tinham lido O Pequeno Príncipe, a coisa mudou bastante. Volta e meia vê-se, em concursos espalhados aí pelos estados, pessoinhas que têm surpreendido com suas intervenções e opiniões. E é visível que aquela cola obrigatória, com frases de efeito intelectualizadas, distribuídas a elas pelos organizadores parou de circular ou tem feito bem menos efeito. Como já disse aqui, vez ou outra deito os olhos no programa de televisão do Lázaro (Flash Minas) que, apesar de não ser nem um pouquinho a minha praia, tenho de admitir é o produto cultural nativo de maior sucesso nos atualmente. Dias desses, foi um dos que parei pra botar reparo na programação (dificilmente, dado o conteúdo, aguento mais do que um bloco). Sorte minha ter caído justamente numa matéria que ele fazia com algumas belezuras participantes de um desses miss alguma coisa. Mas descobri que “era alguma coisa” de Minas. Fiquei atento. Na sequência, vi umas desfilando e coisa e tal: acho que era treino. Entre as belas moçoilas, detectei a presença de duas negras: uma mais linda do que a outra. Em seguida o meu amigo Lázaro entrevistou algumas; entre elas, uma das tais princesas de ébano. Gostei da abordagem dele e mais ainda do comentário, ao lembrar à menina que nada mais justo do que a crescente presença de mulheres negras nos certames de beleza, uma vez que oficialmente, mais de 60% da população brasileira é composta de negros. A menina, por sua vez, deu uma resposta a altura, madura e direta, deixando clara o seu orgulho por representar a beleza da raça negra e a sua satisfação em estar ali. Eu, particularmente, prefiro mil vezes ver as mulheres (negras ou não) se sobressaindo por seu intelecto, por seu ativismo político, por suas ideias e descobertas do que por sua beleza. Mas, vamos combinar que mesmo a passos de tartaruga, a coisa tá mudando. E pra melhor. Ainda nesse quesito concurso de beleza, ainda há uma resistência do setor quanto à beleza negra masculina: a moda tem dado bem mais espaço a esse grupo étnico. Mas como disse, a coisa aos poucos vai mudando.

Implementos

3 ARTIGO/NOTICIÁRIO

Proposta pelo deputado Fábio Avelar, criação de polo calçadista é aprovada em 1º turno Projeto de Lei beneficia região que abrange Nova Serrana e outros 11 municípios Na Reunião Ordinária de Plenário realizada na quarta-feira (30/11) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), foi aprovado em 1º turno o Projeto de Lei (PL) 3.286/16, do deputado estadual Fábio Avelar (PTdoB), que originalmente cria o Polo Calçadista de Nova Serrana, na região Centro-Oeste de Minas. O objetivo da proposição é fortalecer a indústria de calçados de Nova Serrana e região, que responde por mais de metade da produção nacional de tênis e gera cerca de 50 mil empregos diretos e indiretos. O projeto foi aprovado na forma do substitutivo nº 1, da Comissão de Constituição e Justiça. De acordo com esse novo texto, fica instituído o Polo de Calçados que abrange os municípios de Perdigão, Araújos, São Gonçalo do Pará, Bom Despacho, Conceição do Pará, Divinópolis, Igaratinga, Leandro Ferreira, Onça do Pitangui, Pará de Minas, Pitangui e Nova Serrana. Esta última é

a sede do polo. Entre os objetivos desse polo, estão o fortalecimento do setor calçadista e o desenvolvimento de tecnologias voltadas para esse segmento. As ações governamentais deverão observar como diretrizes a destinação de recursos para a pesquisa de novas técnicas de fabricação de calçados, a capacitação profissional e a criação de tratamento tributário diferenciado e de linhas de crédito especiais para a indústria calçadista. Para o deputado Fábio Avelar a aprovação da proposta viabilizará uma nova etapa no desenvolvimento da região. “Até hoje tínhamos um polo industrial informal, fruto da vocação empreendedora de centenas de pessoas. A partir de agora o Polo Calçadista de Nova Serrana passa a ter o reconhecimento oficial do Governo do Estado de Minas Gerais. Com isso poderemos criar políticas públicas de incentivo, em todos os aspectos, e que fortaleçam ainda mais toda esta capacidade, para as atuais e futuras gerações”, afirma o parlamentar.

Espetáculo de Encerramento 2016 – Uma noite digna de Oscar

Com muito glamour, o Colégio Cidade Nova Serrana – Sistema Anglo de Ensino deram um show no Espetáculo de Encerramento 2016 com o tema: “Luz, câmera ANGLO EM AÇÃO”. Os alunos capricharam nas apresentações e contaram a história do cinema. De forma mágica a história do cinema fez a plateia reviver grandes momentos e embarcar nas mais variadas história, com acontecimentos inusitados e engraçados. Com um figurino requintado, trilha sonora exuberante e coreografias bem ensaiadas, a noite digna de Oscar! Parabéns a todos!


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NOTICIÁRIO

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EDITAL CONTRIBUIÇÃO SINDICAL RURAL PESSOA JURÍDICA EXERCÍCIO DE 2017 A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA, em conjunto com as Federações Estaduais de Agricultura e os Sindicatos Rurais e/ou de Produtores Rurais com base no Decreto-lei nº 1.166, de 15 de abril de 1971, que dispõe sobre a arrecadação da Contribuição Sindical Rural - CSR, em atendimento ao princípio da publicidade e ao espírito do que contém o art. 605 da CLT, vêm NOTIFICAR e CONVOCAR os produtores rurais, pessoas jurídicas, que possuem imóvel rural, com ou sem empregados e/ou empreendem, a qualquer título, atividade econômica rural, enquadrados como “Empresários” ou “Empregadores Rurais”, nos termos do artigo 1º, inciso II, alíneas “a”, “b” e “c” do citado Decreto-lei, para realizarem o pagamento das Guias de Recolhimento da Contribuição Sindical Rural, referente ao exercício de 2017, devida por força do Decreto-lei 1.166/71 e dos artigos 578 e seguintes da CLT. O recolhimento da CSR deverá ocorrer, impreterivelmente, até o dia 31 de janeiro de 2017, em qualquer estabelecimento integrante do sistema nacional de compensação bancária. A falta do recolhimento da Contribuição Sindical Rural – CSR, até a data do vencimento (31 de janeiro de 2017), constituirá o produtor rural em mora e o sujeitará ao pagamento de juros, multa e atualização monetária previstos no artigo 600 da CLT. As guias foram emitidas com base nas informações prestadas pelos contribuintes nas Declarações do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural – ITR, repassadas à CNA pela Secretaria da Receita Federal do Brasil – SRFB, remetidas, por via postal, para os endereços indicados nas respectivas Declarações, com amparo no que estabelece o artigo 17 da Lei nº 9.393, de 19 de dezembro de 1.996, e o 8º Termo Aditivo do Convênio celebrado entre a CNA e a SRFB. Em caso de perda, de extravio ou de não recebimento da Guia de Recolhimento pela via postal, o contribuinte deverá solicitar a emissão da 2ª via, diretamente, à Federação da Agricultura do Estado onde tem domicílio, até 5 (cinco) dias úteis antes da data do vencimento, podendo optar, ainda, pela sua retirada, diretamente, pela internet, no site da CNA: www.canaldoprodutor.com.br. Eventual impugnação administrativa contra o lançamento e cobrança da Contribuição Sindical Rural – CSR deverá ser encaminhada, por escrito, no prazo de 30 (trinta) dias, contado do recebimento da guia, para a sede da CNA, situada no SGAN Quadra 601, Módulo K, Edifício CNA, Brasília - Distrito Federal, Cep: 70.830-021 ou da Federação da Agricultura do seu Estado, podendo ainda, ser enviada via internet no site da CNA: cna@cna.org.br. O sistema sindical rural é composto pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil–CNA, pelas Federações Estaduais de Agricultura e/ou Pecuária e pelos Sindicatos Rurais e/ou de Produtores Rurais. Brasília, 02 de dezembro de 2016 João Martins da Silva Júnior Presidente da Confederação

Poligônio, o Perguntador O escritor Jonathas Wagner (editor desta Gazeta) lançará no próximo dia 6 de dezembro (terça-feira), na Câmara Municipal de Nova Serrana o seu 9º livro: Poligônio, o Perguntador. Trata-se de uma história infanto-juvenil, mas indicada a crianças de 8 a 80 anos. O conto traz um longo dia da vida de um jovem andarilho, que chega a uma cidade onde um rei, tirano e autoritário, tem como costume publicar leis absurdas: entre elas, justamente uma que proíbe que se faça perguntas a quem quer que seja. Baseada em uma peça de teatro homônima, da década de 70, escrita pelo irmão do autor, Ramatis Jacino, Poligônio, o Perguntador traz uma mensagem filosófica às crianças; que estas nunca parem de perguntar e aprender, a fim de melhor entender a vida e seus problemas. O livro tem o patrocínio da Auto Escola Liderança, Calçados Marina Mello e de Rinaldo José Ferreira (o Cipinho) e conta com as ilustrações do artista plástico Jacó Lucas. O lançamento se dará junto com a formatura da última turma deste ano do programa Escola do Legislativo, na câmara. Estão todos convidados. O sr. ULISSES AMARAL, Oficial do Registro Civil das Pessoas Naturais da cidade de Nova Serrana- MG, situado na rua Padre Libério, nº: 100, centro, tel.: (37) 3226 1425, no uso de suas atribuições e na forma da lei, faz saber que pretendem se casar: LUIZ PAULO SILVA ALVES, solteiro, maior, auxiliar de escritório, natural de Bom Despacho-MG, residência rua Joanita de Freitas, n°: 634, Nova Serrana-MG, filho de PAULO ALVES DE LACERDA e MARIA APARECIDA SILVA ALVES; e JOSIENE DE SOUZA GOMES, solteira, maior, lavradeira, natural de Ariquemes-RO, residência Córrego Urupuca, Água Boa-MG, filha de JOVINO FERREIRA GOMES e MARIA ALICE TEIXEIRA DE SOUZA GOMES;

JOSÉ EDMILSON DE JESUS BARBOSA, solteiro, maior, industriário, natural de Itajuípe-BA, residência rua Francisco Batista, n°: 540, Nova Serrana-MG, filho de VALDOMIRO QUERINO BARBOSA e NORMÉLIA FERREIRA DE JESUS; e NATALY FÉLIX DOS SANTOS, solteira, maior, industriária, natural de Poté-MG, residência rua Francisco Batista, n°: 540, Nova Serrana-MG, filha de MIGUEL FERREIRA SANTOS e MARLENE FÉLIX DOS SANTOS;

WILLIANS FERNANDES FERREIRA, solteiro, maior, industriário, natural de Vitória-ES, residência rua Topázio, nº: 503, casa, Nova Serrana-MG, filho de JOSÉ FERNANDES FERREIRA e MARIA DE LOURDES FERREIRA; e TRESCIELE DE SOUZA REIS, solteira, maior, industriária, natural de Sarzedo-MG, residência rua Victor Corleone Lacerda Duarte, nº: 465, casa, Nova Serrana-MG, filha de JOSÉ ROBERTO DOS REIS e ORTÊNCIA APARECIDA DE SOUZA REIS;

NEILTON GOMES CORDEIRO, solteiro, maior, industriário, natural de Capelinha-MG, residência rua Messias Gerônimo, nº: 624, Nova Serrana-MG, filho de JOÃO DONIZETE CORDEIRO e BRÍGIDA GOMES FEITOSA; e NEIDIANE FERREIRA GUEDES, solteira, maior, auxiliar administrativo, natural de Água Boa-MG, residência av. São Paulo, nº: 2151, apto: 204, Nova Serrana-MG, filha de GERALDO GUEDES DOS SANTOS e FRANCISCA FERREIRA DE SOUSA SANTOS;

TIAGO EUSTAQUIO ARAUJO SILVA, solteiro, maior, industriário, natural de Gouveia-MG, residência av. São Paulo, n°: 2260, Nova Serrana-MG, filho de NIVALDO EUSTAQUIO DA SILVA e MARIA ROSILENE DE ARAUJO; e PRISCILA FELIX GOULART DOS SANTOS, solteira, maior, coordenadora de departamento fiscal, natural de Belo Horizonte-MG, residência Zona Rural, Fazenda Capão, n°: 9999, Nova Serrana-MG, filha de CÁSSIO FELIX DOS SANTOS e MARTINHA GOULART FELIX DOS SANTOS;

VAGNER FERNANDO PEREIRA MARTINS, solteiro, maior, industriário, natural de Capelinha-MG, residência rua Embaré, nº: 94, Nova Serrana-MG, filho de GERALDO MARTINS PINHEIRO e MARIA DAS DORES PEREIRA SANTIAGO; e CAMILE LABELE RODRIGUES DOS SANTOS, solteira, maior, industriária, natural de Malacacheta-MG, residência rua Embaré, nº: 94, Nova Serrana-MG, filha de AURÉLIO BARBOSA DOS SANTOS e LUCIANA APARECIDA RODRIGUES DOS SANTOS;

Apresentaram os documentos exigidos pelo Código Civil Brasileiro. Se alguém souber de algum impedimento, que os impeçam de se casar, que o faça na forma da Lei.


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NOTICIÁRIO

Roubos aumentam 51% em outubro Crescimento no número de roubos em Nova Serrana é assustador e confirmar medo da população Os dados estatísticos da criminalidade violenta em Nova Serrana confirmam: o mês de outubro teve um número assustador de registro de roubos (212 ocorrências). O número é 51% maior aos registrados no mês anterior, setembro (140), e é um recorde absoluto para um único mês no município. O roubo é um crime violento contra o patrimônio, sob grave ameaça ou emprego de violência à pessoa. Se os números de outubro de 2016 forem comparados com outubro de 2015 o crescimento é ainda mais assustador. O aumento no registros de crimes violentos contra o patrimônio em Nova Serrana chega a incríveis 268% (79 ocorrências – outubro de 2015 contra 212 em outubro de 2016). Ainda há de se considerar que dezenas de vítimas de roubos em Nova Serrana, simplesmente estão deixando de fazer registros de ocorrências deste tipo de crime.

Copasa promove mutirão de negociação de débitos Entre 5 e 16 de dezembro de 2016, a empresa oferecerá condições especiais para quitação e parcelamento de débitos na campanha “Fique em Dia” Que tal começar 2017 com as contas de água em dia? Com o objetivo de incentivar o pagamento das contas com mais de 45 dias em atraso, a Copasa lançou um mutirão de negociação de dívidas, com vigência entre 5 e 16 de dezembro de 2016, período em que farão negociações especiais com pessoas físicas e empresas que quiserem quitar ou parcelar seus débitos. Para negociar, os clientes deverão procurar uma das agências da Copasa, munidos de documento de identidade e uma conta de água do imóvel.

Os clientes que optarem por quitar as contas e aderirem ao débito automático no prazo de 5 dias úteis a partir da negociação, serão beneficiados com a retirada dos encargos financeiros da dívida e com desconto de 50% sobre o valor das tarifas de água e esgoto. Para obter esses benefícios, os clientes deverão se comprometer a permanecer em débito automático e pagar suas contas em dia, pelo período equivalente aos meses em atraso, sendo no mínimo 12 meses. Já os clientes que optarem por quitar as contas, mas não aderirem ao débito automático, terão desconto de 30% sobre o valor das tarifas de água e esgoto e, também, ficarão isentos dos encargos financeiros.


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NOTICIÁRIO/ARTIGO

Operação natalina vai até dia 3 de janeiro O 60º BPM desencadeou, em todos os municípios sob sua responsabilidade (Nova Serrana, Perdigão, Araújos, Pitangui, Conceição e Leandro Ferreira), a “Operação Natalina 2016”. O lançamento da Operação aconteceu dia 30 de novembro na Praça da Matriz às 09h, em Nova Serrana. O término das atividades ocorrerá no dia 3 de janeiro de 2017. As ações da operação serão pautadas no princípio da antecipação e mapeamento das zonas quentes de criminalidade, sendo esta uma das principais estratégias para impedir a perturbação da ordem pública. Com a proximidade do fim de ano, iniciase no comércio atividades voltadas para as festas natalinas. Isso, conjugado com o pagamento do 13º salário para os trabalhadores da iniciativa privada e funcionários públicos, exige uma atenção especial por parte da PMMG. Nessa época, observa-se uma tendência de aumento da incidência de crimes contra o patrimônio causados principalmente, pelo grande fluxo de mercadorias e dinheiro no comércio. A ideia é prevenir e reprimir a ocorrência de delitos, bem como garantir a tranquilidade da comunidade nesse período

Secretaria de Cultura divulga duas importantes ações em prol da cultura de Nova Serrana A Secretaria de Cultura de Nova elaborou em parceria com o IEPHA (Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Ar tístico de MG) um Inventário de Proteção do Acervo Cultura – IPAC – com o objetivo de catalogar e inventariar todos os bens históricos/ culturais do município. Para elaboração deste trabalho, foi realizado levantamento de campo no município. O documento completo é composto por cronograma para a realização do Inventário, lista de bens protegidos por Tombamento ou Inventário, mapas com a localização dos bens inventariados e/ou tombados e fichas de inventário. O trabalho seguiu as diretrizes do IEPHA-MG (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais), que classifica os bens de interesse de preservação em diferentes categorias. As categorias contempladas por esse inventário foram catalogadas seguindo o roteiro de preenchimento de fichas de IPAC divulgado pela instituição. A secretaria de Cultura divulgou também a lista dos bens protegidos por Tombamento ou Inventário.

Biscoito cozido Outra importante conquista recente da secretaria de Cultura se consolidou nesta semana (dia 23), quando o prefeito Joel Martins assinou o Decreto nº 020/2016, que dispõe sobre o registro do bem “Biscoito Cozido” como Bem de natureza imaterial do saber fazer de Nova Serrana, por seu valor histórico e cultural. O bem cultural será registrado no Livro de Registros dos Saberes, no qual são inscritos os conhecimentos e modos de fazer enraizados no cotidiano das comunidades locais, bem como sua receita original e seu processo histórico e fotográfico.

"As cidades precisam ser abraçadas" Foi o recado dado pelo deputado federal Jaiminho Martins em debate Seminário de Desenvolvimento Urbano

Os índices insatisfatórios de desenvolvimento urbano e os desafios para superar os problemas das cidades foram o foco de Seminário Internacional realizado hoje (30), em Brasília, pela Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados. “Os índices brasileiros de desenvolvimento urbano estão bem aquém do esperado, como no campo da mobilidade urbana e do saneamento”, afirmou o ministro da Ciência e Tecnologia e Inovação, Gilberto Kassab, na abertura do evento. Ele parabenizou o trabalho da comissão e disse esperar que a Câmara e o ministério possam estar juntos nos debates sobre infraestrutura, para superar os problemas que o País ainda enfrenta nesse setor. “Tenho certeza que a Câmara, em especial a CDU, estão no caminho correto." O deputado federal Jaime Martins (PSD-MG) presidente da comissão e autor do pedido para realização do evento, afirmou que o seminário é um esforço em trazer para a Câmara dos Deputados o debate sobre questões de interesse da sociedade. Martins afirmou que a Comissão de Desenvolvimento Urbano tem buscado resgatar temas de interesse da sociedade, principalmente dos cidadãos que vivem nas grandes cidades, como mobilidade urbana e saneamento. " Seja nas cidades da região cen-

tro-oeste de Minas, como Divinópolis, Formiga, Nova Serrana, Arcos, Bom Despacho ou nos grandes centros urbanos brasileiros como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte os desafios são enormes e nós precisamos enxergar as chamadas "cidades do futuro". Antes de morar no país, ou nos estados, precisamos entender de maneira lógica que é nas cidades que as pessoas vivem e esse tem sido o foco do nosso trabalho na CDU. Este seminário vem fortalecer ainda mais nosso entendimento e alinhamento pelo dia a dia do cidadão. As cidades precisam ser abraçadas", afirmou.

Desafios

Marco Aurélio Costa, diretor de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), afirmou o principal desafio da gestão urbana no Brasil são as grandes diferenças entre os municípios, mesmo dentro de uma mesma região metropolitana. Ele fez um histórico da construção das regiões metropolitanas do País. Costa destacou que houve avanços nos indicadores de desenvolvimento econômico e social, entre os anos de 2000 a 2010, mas não houve avanço em infraestrutura. “No que diz respeito à infraestrutura urbana, a gente não avançou. Depois de 10 anos, não houve diferença significativa nos índices, principalmente na área de saneamento.” Para Marco Aurélio, o Brasil perdeu uma ótima oportunidade de investir em infraestrutura urbana, o que, segundo ele, “é o gargalo que impede o desenvolvimento nacional”. Ele cobrou uma reflexão profunda sobre o desenvolvimento urbano, sem deixar de lado a questão da gestão metropolitana.


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Ângela, Laura, Andreia e Adriana

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Daniela, Tuca, Glaucia, Paula, Talita, Stela e Isabel

Gheisy e Juliano

Sirlei Silva, em Paris Sílvio, Luana e Júlifer

Sidiana, Gustavo e Ademilson

Eliane, Maria Luiza e Mariana

Nadir e Raylson: festa da família Acev

Maria Eliza: sopra velinhas no dia 5 Um aninho: filha de Elizabete e Dozio Felicidades

Daniel Duarte e Ana Cláudia

Carlos, Gersiana, Ana Lívia e Ivonice


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NovaSerrana/MG, Serrana/MG,22de dedezembro dezembro2016 2016––Edição Edição827 827 Nova

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