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POLÍCIA

22 ‑ Folha Patrulhense - Quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Brigada prende quadrilha em Santo Antônio

que deveria ter sido apenas uma ocorrência rotineira de trânsito terminou se constituindo em prisão por receptação. O fato aconteceu na Rua Senador Alberto Pasqualini quando a Brigada Militar foi chamada para atender uma ocorrência envolvendo moto e Kombi de uma empresa de cigarros. Ao conferir os dados da motocicleta da vítima no sistema de informações integradas da Polícia, o PM descobriu que os dados não coincidiam. E mais: a numeração estava raspada. A vítima recebeu voz de prisão por receptação e após atendimento, foi encaminhada à DP para as providências de praxe.

o dia 07 deste mês, por volta de 17 horas, a Brigada Militar, atendendo chamado da Sala de Operações da existência de um veículo com vários indivíduos em atitude suspeita entrando em comércios da Cidade Baixa, localizou o veículo, abordando o ocupante. Na consulta verificou-se que ele não possuía CNH, demonstrando certo nervosismo. Na revista ao carro foram encontrados dois notebooks e diversos celulares novos, além de chave de fenda, alicate e outros apetrechos. O suspeito terminou confessando ter sido produto de furto em lojas de Capão da Canoa, indicando que os demais comparsas estariam em uma lancheria na Avenida Paulo Maciel de Moraes. Um PM que estava de folga localizou os indivíduos até a chegada

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FOTO: BRIGADA MILITAR

Vítima de acidente termina preso por receptação

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da guarnição. Todos foram presos em flagrante e encaminhados à Delegacia de Polícia de Santo Antônio. São três mulheres e dois homens. Após a lavratura do Auto de Prisão em Flagrante, foram recolhidos ao sistema prisional, ficando à disposição da Justiça. Um detalhe importante: as prisões só foram possíveis depois que o PM da sala de operações desconfiou do veículo e da movimentação dos indivíduos, alertando a guarnição que agiu rapidamente impedindo a fuga do bando. O delegado Valdernei Tonete examinou os produtos apreendidos e que foram encaminhados a Capão, por ter sido a origem dos crimes. Colaborou: Odília Machado

Chacina em boate

Mortes em Mostardas podem estar ligadas ao tráfico

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chacina ocorrida na madrugada de sábado (10), na boate da Ariana, 60 km de Mostardas, na localidade de Solidão, quando cinco pessoas foram mortas com tiros na cabeça, sendo três homens e duas mulheres, pode estar ligada à disputa pelo tráfico de drogas, conforme as investigações realizadas pela Polícia Civil. Quatro pessoas foram hospitalizadas em estado grave em Porto Alegre. • AS MORTES Os indivíduos, todos encapuzados, entraram no recinto mandando baixar o volume da música, e aos gritos dizendo serem da polícia, mandou que todos deitassem no chão. Em seguida, utilizando várias armas, dispararam na

cabeça das vítimas, fugindo em seguida. Segundo a polícia já apurou, na saída da boate, os criminosos ainda efetuaram mais disparos. Um deles teria gravado um vídeo da chacina, onde se ouve claramente, comemorando pelas mortes ocorridas. O texto a seguir, é de reportagem do Correio do Povo: "No vídeo que circula em grupos de WhatsApp, um dos criminosos anuncia que vai colocar o aparelho no bolso e grava, em pouco menos de três minutos, o ataque. As imagens são escuras, mas é possível ter ideia da organização, rapidez e frieza do grupo. “Baixa o vidro que eu vou abrir a porta”, fala um dos homens. Nesse instante as portas abrem e passos são ouvidos, logo depois a música Receba as notícias da cidade no conforto de sua casa, sem stress

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que tocava na boate invade a gravação. “Deita, deita, deita que é polícia, polícia, deita, deita”. São ouvidos os primeiros disparos. O som cessa e somente os estampidos ficam em evidência. São muitos. As armas são recarregadas diversas vezes. A ação dura pouco tempo. Passos mais acelerados são ouvidos, até que saem da casa. Um dos integrantes pede calma. “Fica esperto, fica esperto aqui”. Mesmo do lado de fora da casa noturna os tiros seguem. “Vamo mano, pula, pula, cadê o piá, cadê o piá”, grita um dos membros da quadrilha, chamando o colega pelo nome, que não vai ser divulgado para não atrapalhar as investigações. “Dale, dale, calma rapaziada não se emociona. Já era, já era”, fala pedin-

do para que todos embarquem no carro. Na saída, eles gritam o nome da facção criminosa, originária da Zona Leste da Capital, a qual fazem parte, e comemoram o êxito da ação. De acordo com o responsável pelo Comando Regional de Polícia Ostensiva do Litoral (CRPO Litoral), coronel Luiz Ernesto Duarte, que assistiu ao vídeo produzido pelos bandidos, diz que eles se identificam como policiais para fazer com que os alvos obedeçam as ordens sem reagir. “Querem passar uma certa tranquilidade, mas na verdade são criminosos. A polícia jamais entraria desse jeito. Na gravação, é possível identificar a organização responsável pelo crime. A Polícia Civil vai conseguir prendê-los, vamos ajudá-los no que for preciso", conclui.

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Edição 150819  

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