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Por dentro do

Aconteceu nos dias cinco e seis de abril a 3º edição do festival no Brasil, e dessa vez no autódromo de Interlagos (SP). As repórteres Caroline Moraes e Beatriz Facchini participaram do evento e contam tudo o que rolou no festival! Texto: Caroline Moraes Edição: Fábio Duran

Primeiro dia O primeiro dia de shows, com ingressos esgotados, teve como principais atrações Capital Cities, Julian Casasblancas, Imagine Dragons, Lorde, Phoenix e Muse. Sob sol forte, o primeiro show do dia, que surpreendeu público e a crítica, foi o do Capital Cities. Conhecida pelo hit “Safe and Sound”, a banda empolgou até os que estavam bem longe do palco. Marcelo Costa, 18, Laura Monguzzi, 22, e Marcos Victor, donos da página oficial da Duo/Banda no Brasil, disseram que Ryan e Sebu colocaram o publico para dançar em quase todas as musicas. “Achávamos que o palco ficaria vazio, chegando lá o que eu encontrei foi algo totalmente diferente, público totalmente participativo”, contaram orgulhosos. Para eles, o Capital foi a maior surpresa do festival: “podemos afirmar que foi o show com maior energia do dia”, concluiu. Depois do Capital, no mesmo palco aconteceu o show do líder dos Strokes, Julian Casasblancas. Segundo crítica, o show foi a decepção do festival, mas para fãs como Keila Lucindo, 19, o show 20

foi bom. “Gostei bastante, porém teria gostado mais se fosse num horário mais tarde, porque estava muito sol, mas apesar disso foi muito bom. A energia do show estava muito boa”, contou. O show do Julian acabou 17h30 e foi necessário correr para conseguir assistir o Imagine Dragons, banda dona do hit “Radioactive”, música mais tocada nas rádios brasileiras no último mês. O show se passa melhor como espetáculo, e interação é a definição certa. “A energia que os caras têm no palco leva toda a galera junto com eles, foi uma vibe animal”, exaltou o analista de marketing, Rafael Prado, 24. O vocalista se dividia entre cantar e tocar percussão, o que deixou muitos hipnotizados. O sol foi se pondo, e o público se via no dilema de escolher entre um show e outro. Às 19h aconteceria Phoenix no palco Skol, e 19h10 a cantora neolandeza Lorde, no palco Interlagos. Eu fiquei para o Phoenix, mas era notável que o show da cantora, de apenas 17 anos, seria um sucesso. Ao longo do dia avistei diversas adolescentes com o cabelo igual da

cantora, faixas e camisetas. Fanatismo é a definição. No Phoenix, entusiasmo é a palavra certa. A banda que está na estrada desde 1999, emplacou o público com os hits “1901”, “Lisztomania” e seu mais recente sucesso, “Entertainment”. O vocalista Thomas Mars levantou a galera, que nessa altura esperava com ansiedade o trio britânico Muse. Após o cancelamento de um show extra da banda Muse, que aconteceria também em São Paulo e a proibição da transmissão pelo canal Multishow, muito se questionava sobre o desempenho de Matt Bellamy e seus colegas de banda. Ciro Lux, 22, saiu de Porto Alegre (RS) só para ver Muse. “Foi um show cheio de energia. Mesmo com a voz prejudicada, Matt mostrou uma presença de palco incrível e a banda empolgou com a presença de jogos de imagens e outros elementos como fumaça. Típico deles.”. Muse trouxe ao palco sucessos como “Starlight” e “Madness”, levando à loucura um público fiel que desde a abertura dos portões já circulava com camisetas do trio britânico.

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18ª Edição - Revista Foca - Foca na música  

A 18ª edição é sobre a música no Brasil. Os ritmos sertanejo, samba, pagode, rock, MPB, eletrônica, funk e gospel estão entre os principais...

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