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Jornal Etc... | Agrupamento de Escolas Rodrigues de Freitas | Janeiro 2010 | nº7

100 ANOS DE

REPÚBLICA!

ilustração: Bárbara Bernardo (aluna do 12ºE)

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ANOS DE ETC...! No momento em que celebra o Segundo Aniversário, o Jornal Etc... foi distinguido no Concurso Nacional de Jornais Escolares, promovido pelo Jornal o Público, com DUAS menções honrosas para “melhor jornal de agrupamento de escolas” e “design de capa”. Parabéns a todos que integram o Projecto e respectivos colaboradores!

PARABÉNS!


Para abrir.......................................................................... pela escola, transformar a sociedade, tornando-a mais igualitária.

Editorial por Maria José Ascensão

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Jornal Etc...| Agrupamento de Escolas Rodrigues de Freitas | Janeiro 2010 | nº7

brimos 2010 com uma nova edição do ETC. Esta é uma edição especial, pois nela convergem diversas comemorações. Efectivamente, este número é publicado no dia dedicado ao nosso Patrono, Rodrigues de Freitas, uma eminente voz da República, no momento em que iniciamos as comemorações do centenário da sua implantação.

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É igualmente especial porque assinala o segundo aniversário do nosso jornal. Também neste ponto a associação ao nosso patrono é particularmente significativa já que, além de um destacado republicano (note-se que foi o primeiro deputado republicano eleito nessa condição para o parlamento português, entre 1870 e 1874, reeleito em 1879 e em 1886), Rodrigues de Freitas foi escritor e jornalista, tendo-se iniciado nesta actividade ainda na adolescência. Enquanto jornalista, fez parte das redacções dos jornais Eco Popular e Pedro V, colaborou em O Comércio do Porto e foi correspondente dos jornais Correspondência de Portugal, Jornal do Comércio e O Século. Esta actividade veio, aliás, a ser uma das armas de protesto que utilizou na luta pelos seus ideais. Partidário do positivismo, repudiava o uso da força, preterindo-a à força da palavra, seja escrita em jornais e livros sobre os mais diversos assuntos, seja proferida calorosa e convictamente da tribuna parlamentar ou de um comício político. Rodrigues de Freitas soube equilibrar genialmente o vigor e a determinação na defesa das causas em que acreditava com a afabilidade do trato que lhe granjeou a afectuosa designação de Freitinhas. Pugnou pela probidade dos procedimentos eleitorais e políticos, pela transparência da Administração, pela descentralização e pelas liberdades (sem esquecer a de imprensa); debateu as grandes questões nacionais atribuindo à educação um enfoque central, considerando "importantíssimo tudo que respeita à instrução pública", professando o desejo de,

Crítico do sistema educativo da época, que encarava como um desperdício de faculdades, Rodrigues de Freitas denunciou os processos de ensino, a falta de preparação pedagógica e as deficientes condições de trabalho que tornavam tristes os alunos e infelizes os docentes. Considerava fundamental para o sucesso que as crianças gostassem da escola e encarava a brincadeira como elemento de formação, a par dos museus, das bibliotecas e livrarias, dos concertos, das representações teatrais que via como instituições fundamentais da educação permanente. Foi memorável o seu discurso parlamentar de 1879 sobre a instrução pública, no qual lúcida e eloquentemente defendeu a necessidade de uma escola de massas contra o ensino restrito e elitista, a criação de jardins de infância, a reorganização do ensino primário, a educação feminina e a formação pedagógica dos professores, a gradual responsabilização do Estado nos vários níveis de ensino a par da renovação das condições das construções escolares como elemento estruturante do desenvolvimento do país. O seu pensamento democrático sobre educação facilmente contagiou e dominou os meios republicanos, sendo apelidado de utópico pelos seus opositores conservadores devido ao progressismo das suas propostas. A actualidade do seu pensamento é impressionante. Neste momento particular impõe-se a evocação de José Joaquim Rodrigues de Freitas (24/1/1840 28/7/1896) e a sentida homenagem de todos nós, pelo exemplo que constitui para as novas gerações o seu testemunho de coragem, de trabalho, de altruísmo, de coerência e tenacidade, a visão pragmática e o espírito de missão com que se dedicou à causa pública e que lhe valeu a consideração e o respeito dos seus contemporâneos. Com orgulho no legado do nosso patrono, comemoremos o centenário da implantação da República cujos valores, LIBERDADE,

FRATERNIDADE e IGUALDADE, serão certamente uma inspiração para todos. Será o tempo para homenagear aqueles que se entregaram à causa da República e reflectir colectivamente sobre a identidade nacional, mobilizando os mais novos para a participação cívica. O nosso jornal procurará fazer eco dessas iniciativas e assumir-se como um espaço de debate e reflexão, na linha que nos vem caracterizando. Nestes dois anos de vida, o ETC tem sido um espelho das actividades desenvolvidas, acompanhando a vida da nossa comunidade escolar, e um ponto de encontro de ideias, de projectos, de informação, de sentimentos, de emoções, de criatividade e de sentido de humor. Neste tempo, o ETC cresceu, mudou de visual, alargou os seus horizontes e diversificou os seus colaboradores. Superámos etapas e vencemos desafios. Não foi decerto um caminho fácil, mas crescer dói. O ETC está de parabéns pelo seu segundo aniversário mas também, porque, apesar da sua curta existência, foi já premiado no Concurso Nacional de Jornais Escolares "Público na Escola". O júri constituído por Teresa Calçada, coordenadora do Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares do Ministério da Educação; Amilton Moreira, João Nuno Torres e Rosário Oliveira, da Ciência Viva; Pedro Marques, do Museu Nacional da Imprensa; Felisbela Lopes e Luís António Santos, professores da Universidade do Minho; Maria José Brites, investigadora na área dos estudos dos jovens e dos media; e Eduardo Jorge Madureira, director pedagógico do PÚBLICO na Escola, atribuiu ao ETC a Menção Honrosa no 1.º escalão do Prémio para jornais de agrupamentos de escolas ou de estabelecimentos dos ciclos iniciais do ensino básico e dos jardins-de-infância e a Menção Honrosa para melhor capa ex aequo no Prémio de design. Orgulhosamente insatisfeitos (parafraseando o professor Eduardo Miguel), continuaremos a dar todo o empenho e esforço no sentido da melhoria da qualidade do nosso trabalho, que se pretende seja o mais participado e representativo possível do nosso agrupamento de escolas. Estes prémios não sendo um objectivo em si, serão certamente um estímulo. Bom Ano 2010 para todos!

2 anos em primeiras páginas por Eduardo Miguel

Nº1 24 de Janeiro 2008

Nº2 Abril 2008

Nº3 Junho 2008

Nº4 Fevereiro 2009

Nº5 Março 2009

Nº6 Junho 2009

A Equipa Etc..................................................................... FICHA TÉCNICA: Nome do Jornal: Tomás Rodrigues. (10ºB) Logótipo: Hugo Oliveira .(12ºE) Coordenação: Prof. Eduardo Miguel Direcção: Óscar Barbosa (9ºA); Miguel Guedes (9ºB); Tiago Carvalho (11ºA) Redacção: Dinis Loyens (8ºB); (José Gonçalo Telles (9ºB); Rodolfo Jorge (9ºB); Vitória Abreu (9ºB); Helena Rodrigues (10ºB); Margarida Cardoso (10ºB); Sofia Ribeiro (10ºB); Hugo Ferreira (11ºA); Helder Marques (11ºF); Ana Policarpo (12ºA); César Martinho (12ºA); Prof. António Augusto Cunha; Prof. António Lima Reis; Prof.ª Beatriz

Marques da Costa; Prof. Eduardo Miguel; Profª Gracinda Proença; Prof.ª Isa Monteiro; Profª luísa Lamas; Profª Maria José Ascensão Revisão: João Germano (12ºE); Sara Dias (12ºE); Raquel Pontes (12ºE). Fotografia: Miguel Guedes (9ºB); Óscar Barbosa (9ºA); Bernardo Machado (11ºA); Nuno Almeida (11ºF) Ilustração: João Germano (12ºE) Distribuição: António Moreira (9ºA); Miguel Guedes (9ºB); Óscar Barbosa (9ºA); Tiago Carvalho (11ºA) Marketing e Publicidade: Miguel Guedes (9ºB); José Gonçalo Telles (9ºB)

Blogue e Newsletter : Prof. Eduardo Miguel Design e Paginação: Prof. Eduardo Miguel Impressão: Gráfica Firmeza Lda. Rua da Boavista nº 302 4050-102 Porto Tiragem: 500 exemplares Depósito legal: 289366/09 Agradecimentos: Associação Ácaro; Centro de Estudos da Boavista; Guedes Ópticas; Ragazza; Gráfica Firmeza e a todos que colaboraram directa ou indirectamente na realização deste Jornal.


..........................................................................Destaque Rodrigues de Freitas: Um Republicano no Parlamento no século XIX.

ilustração: Hugo Oliveira (aluno do 12ºE)

por António Augusto Oliveira Cunha e António Tavares

Ideias pedagógicas indesmentível que na educação há uma dimensão política. Na realidade, a educação é inseparável da vida da cidade (a pólis), das relações económicas e sociais que a constituem, bem como da forma do seu governo. Mais ainda, se por um lado ela depende de uma opção política, também é verdade que, sendo a geração de hoje quem forma a de amanhã, a educação nunca é politicamente “neutra”. Sob este ponto de vista, ela é, diga-se, a mais importante realidade política. É nesta perspectiva que as discussões sobre cultura, instrução, educação e pedagogia interessaram a Rodrigues de Freitas. Na condição de deputado republicano pelo círculo eleitoral do Porto, proferiu, nos dias 7 e 9 de Maio de 1879, no Parlamento, um discurso considerado notável pelos seus contemporâneos dedicado à problemática da educação e da instrução. Em 1888 publica um opúsculo sobre a vida e obra de Frederico Froebel (pedagogo alemão que teorizou e fundou os primeiros jardins de infância, os Kindergarten), onde, aqui e além, transparecem algumas das suas próprias ideias pedagógicas; escreve um conjunto de três artigos sobre a educação feminina a nível secundário, publicados em O Comércio do Porto (nºs 230, 242, 277 de 1888), e ainda em 1895, publica em Gazeta de Notícias do Rio de Janeiro, após a reforma do ensino secundário de 1894 (conhecida por reforma de Jaime Moniz), um interessante artigo sobre a “A questão do Latim”. Sobre o discurso que o autor proferiu no Parlamento, os editores classificaram-no como “um dos mais notáveis que têm sido pronunciados no parlamento português”. Cremos que a razão desta notabilidade deve ser encontrada nos ideais pedagógicos que o autor perfilha, e nas ideias que expõe em alguma ruptura com a prática e a ideologia pedagógica dominante. Acrescente-se ainda que os escritos de Rodrigues de Freitas sobre “a instrução” são percorridos por uma preocupação essencial: apresentar propostas concretas. Não se detém na crítica à situação - embora o faça sem hesitar. Parecenos bem provável que não terá sido alheio ao consenso gerado pelo referido discurso, o lugar secundário que a crítica aí ocupa. É assim que o autor aí expressa a sua atitude: “não comprometo nenhum dos partidos que me escutam; apresento-lhes a minha opinião singelamente”. São reduzidos os escritos de Rodrigues de Freitas sobre a educação, o que se compreende, por verdadeiramente não estarmos, em sentido estrito, perante um pedagogo. Mas mais difícil que ver nele um pedagogo, seria procurarmos no autor um pensamento pedagógico original. Se o raizame das suas ideias pedagógicas se encontra em Rousseau, Pestalozzi e Froebel (pedagogo que, como referimos, era familiar a Rodrigues de Freitas), elas têm no iluminismo e no positivismo a sua justificação filosófica.

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Rodrigues de Freitas foi um político progressista, e como tal centrou as suas preocupações e o seu discurso pedagógico no problema da educação popular. Em nome da democracia, afirme-se, realçou o direito de todos a um mínimo de instrução, e em nome do desenvolvimento afirmou a imperiosidade de a educação ter conteúdos programáticos com características do que é denominado realismo pedagógico. Do direito à educação afirmou a solicitude (sic) do Estado de abrir escolas para o povo, com o fim de que cada um se possa realizar plenamente como indivíduo e membro da colectividade. Neste sentido, escreveu: “Que se dê, pois, instrução às classes laboriosas, que elas progredirão rapidamente”. Dos ideais do iluminismo evolucionista recebe a convicção da imperiosidade da instrução, e a certeza que uma política educativa, que cultive as ciências, “as indústrias” e as artes potencia a natureza humana. E mais uma vez, a sua postura democrática impõe-se na extensão dessa política a todas as classes sociais. É nesta atitude que privilegia a instrução primária e dedica especial atenção à educação da mulher, então sonegada ou, quando muito, postergada para segundo plano face à do homem. Ainda nesta ordem de valores, realça a educação pragmática em detrimento duma educação formal, ou, se preferirmos, exprime a sua tenaz oposição à reforma do ensino secundário de 1894 de Jaime Moniz e ao tempo semanal consagrado ao latim em detrimento da matemática, das ciências da natureza e das línguas modernas. Dos seus escritos vislumbram-se tentativas de justificação e compreensão da realidade educativa, afirmando-a como um fenómeno de primeira necessidade, como solução para ultrapassar o atraso económico e o desenvolvimento do país. Considera “tudo que respeita à instrução pública” ser “importantíssimo” em todas as circunstâncias, e acentua que “no estado actual da nossa pátria, a importância de tal assunto se me figura inexcedível”. Mas a sua atitude face ao fenómeno da educação é outra, é menos do domínio da compreensão ou da fundamentação e mais do da realização, já o dissemos; por isso, nos seus escritos debate-se com situações concretas e apresenta propostas de reforma na instrução pública. E é interessante verificar também que Rodrigues de Freitas - com aplausos dos outros deputados - faz depender da educação e da instrução, a produção económica: “Tornese maior a instrução útil de cada um deles, e tanto bastará para que o produto do trabalho nacional represente cada ano mais alguns milhares de contos de reis”. Numa alusão à história da instrução pública, o autor realça o paralelismo entre o grau da decadência da educação e a opressão política vivida durante séculos: “temos suportado as consequências de um grande abatimento intelectual; sem este abatimento não poderíamos ter sido tão longamente dominados e oprimidos, como o fomos, pela teocracia e pelo absolutismo” Desta forma, na pena do Freitinhas (como era carinhosamente tratado em vida), emerge, como político, a crítica ao que foi chamado de “obscurantismo monárquico” e a afirmação da importância da educação como força emancipadora.

As bandeiras da República* por Maria Helena Raposo

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cromatismo verde-rubro, tal como veio a ser adoptado pelo governo republicano em 1910, remonta ao movimento de 31 de Janeiro de 1891. Em 5 de Outubro, foi utilizado por Machado de Castro na Rotunda (Lisboa) e, depois em todos os quartéis e no alto do Castelo de S. Jorge (ainda que a disposição das cores fosse diversa da actual, com o vermelho junto à tralha e a maior parte verde.) A questão dos símbolos nacionais constituiu uma das primeiras prioridades do Governo Provisório formado na sequência do 5 de Outubro de 1910. Por Decreto de 15.10.1910, o Governo nomeou para o efeito uma comissão integrada por Abel Botelho, Columbano Bordalo Pinheiro e João Chagas. Poucos dias depois (29.10.1910) a Comissão apresentou o primeiro projecto, onde a disposição e dimensão das cores, da usada durante a Revolução, aparecia invertida. Quanto às armas, a Comissão propôs a esfera armilar, «padrão eterno do nosso espírito aventureiro», e o escudo branco com as quinas azuis «da fundação da nacionalidade». A Assembleia Nacional Constituinte, na sua sessão de abertura, do mesmo passo que decretou a abolição da Monarquia, sancionou o projecto aprovado pelo Governo para a Bandeira e para o Hino Nacional - A Portuguesa. O Decreto da Assembleia Nacional Constituinte de 19.06.1911 sancionou esta decisão e, dias depois, foram estipuladas as medidas e as proporções das cores da bandeira nacional. Estes símbolos da nossa Pátria devem ser respeitados por todos. Actualmente o nosso Código Penal no artigo 332º estabelece penas de prisão ou multa para quem não o fizer.

A primeira bandeira da República foi hasteada por Alves da Veiga, quando apresentou o Governo Provisório na varanda dos Paços do Conselho na antiga Praça Nova, durante a revolta do 31 de Janeiro.

(Nota: Em próximos artigos concretizaremos as suas ideias).

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A bandeira actual, foi escolhida como bandeira da República por João Chagas e Columbano Bordalo Pinheiro após a Revolução do 5 de Outubro de 1910 * após consulta do «site oficial da Presidência da República.


Destaque..........................................................................

por Maria Marmelo (aluna do11º D)

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o fim deste mês, comemoram-se os 119 anos da Revolução de 31 de Janeiro, que teve lugar na cidade do Porto

Esta revolução foi dos primeiros (senão o primeiro) movimento revolucionário tendo em vista a implementação de um sistema governamental republicano em Portugal. Tal objectivo, foi conseguido a 5 de Outubro de 1910, celebrando-se este ano 100 anos.

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Diz a História que os portuenses se sentiam inconformados com a política de D. Carlos em relação ao ultimato feito pelos britânicos em 1890 (Questão do Mapa Cor-de-Rosa), que decidiu entregar aos seus 'inimigos' os territórios entre Angola e Moçambique.

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Portanto, na madrugada de 31 de Janeiro um batalhão de bravos homens dirige se à actual Praça da República. A eles juntam-se mais grupos de militares (Infantaria 10, a Cavalaria 6,Guarda Fiscal) e civis que continuam descendo pela Rua do Almada até, à hoje, chamada Praça de D. Pedro. Chegados a esse ponto, todos os revolucionários ouviram, em frente ao antigo edifício da Câmara Municipal do Porto, Alves da Veiga proclamar o governo provisório da República e hastear uma bandeira vermelha e verde. Todos os militares e simpatizantes civis sobem então a Rua de Santo António em direcção à Praça da Batalha, onde são surpreendidos pela Guarda Municipal, fiéis ao rei, que vitima 12 pessoas e fere outras 40. As maiores figuras desta Revolução foram: Alves da Veiga (jornalista e político republicano), António Amaral Leitão (mais conhecido por Capitão Leitão, foi um dos oficiais portugueses mais activos), Rodolfo Malheiro, Rodrigues de Freitas (professor catedrático e politico português), tenente Coelho, Verdial (actor) e Santos Cardoso, João Chagas (jornalista, diplomata e politico, mais tarde primeiro-ministro da I República de Portugal), Aurélio da Paz dos Reis (comerciante e pioneiro do cinema em Portugal), Sampaio Bruno (escritor e filósofo), Basílio Teles (professor), entre tantos outros. O desfecho da revolta foi, à primeira vista, trágico. A revolta falhou, porque a falhou a unidade de todos os Republicanos, porque as altas patentes militares não aderiram ao movimento e porque não houve apoio a nível nacional para derrubar a Monarquia. Para além dos civis, foram julgados 505 militares, a bordo de navios de Guerra, ancorados no porto de Leixões e mais tarde, condenados a penas que variavam entre os 18 meses e os 15 anos de prisão. Foi o caso do velho republicano portuense Felizardo Lima. Em memória desta Revolução, os republicanos ergueram, em honra dos que morreram, um monumento no cemitério do Prado do Repouso e após o 5 de Outubro a então, chamada Rua de S. António, foi baptizada de Rua de 31 de Janeiro Os homens do 31 de Janeiro tinham ousado colocar Portugal na vanguarda política europeia, salvando o país de uma política desastrosa.Lançaram à terra o húmus onde germinaram as sementes do republicanismo que floresceram no 5 de Outubro de 1910 (José Augusto Seabra, Jornal República, 7 de Maio de 2001) Ao longo dos tempos a sua atitude serviu de exemplo e manteve viva a chama da luta, na senda dos ideais iluministas, pela Democracia e pela Liberdade, quer através de romagens, quer de reuniões e congressos como aconteceu em Aveiro em 1956. A História é tantas vezes imperfeita, feita de suor, de trabalho e de sangue. Se hoje lembramos todos os heróis do 31 de Janeiro e se comemoramos todos os 5 de Outubro, não quer dizer que os desfechos de cada Revolução tenham corrido bem, mas significa que cada sacrifício valeu a pena para actualmente vivermos num Portugal em que dizemos: eu voto, eu escolho, eu sou livre.

A Primeira República e a Educação por António Augusto Oliveira Cunha 1 -Ideais da pedagogia republicana. significado do termo educação, para além do uso corrente, aponta para um ideal humano, para uma ideia de bem e para um conceito de vida social. Porém, por não existir um único ideal educativo, que se tenha realizado de uma forma perfeita, é que historicamente têm surgido novos ideais educativos, os quais, respondendo a diferentes concepções de homem, são a expressão das possibilidades e das intenções de cada época. Da mudança e transformação que o sistema educativo português sofreu ao longo do século XX “que impôs definitivamente o modelo escolar” (A. Nóvoa), um momento importante cuja demarcação é determinada pela interpenetração entre os sistemas de ensino e a ideologia política é delimitado pela proclamação da República em 1910 (e pelo seu fim com a instauração da Ditadura a 28 de Maio de 1926). Refira-se que, apesar de não terem descurado as reformas da instrução, a criação de escolas e outros meios de cultura - sobretudo após 1820, os governos monárquicos deram prioridade ao desenvolvimento material do País e subalternizaram o seu desenvolvimento espiritual. Ora, segundo Oliveira Marques, o “programa republicano consistia precisamente no contrário, facto que tem de ser assinalado se quisermos apreciar com rigor e compreender as realizações da República Democrática”. Na verdade, os problemas respeitantes à instrução e à educação interessavam a um grande público e especialmente à elite, e é neste contexto que muitos dos discursos de tribunos republicanos expressam de uma forma inflamada e impiedosa a sua reacção ao que denominavam “obscurantismo monárquico”. Herdeiros da concepção evolucionista e da tradição iluminista, os republicanos depositaram grande confiança num progresso indefinido e na virtude da instrução que será o fundamento da igualdade entre os cidadãos. Para eles impunha-se a convicção no poder da educação como elemento transformador da humanidade, mas que implicasse uma ruptura radical com a escola do passado, uma educação a que João de Barros, um dos pedagogos do regime instaurado em 5 de Outubro de 1910, denominou «educação republicana», a qual deveria romper com os defeitos do passado e conduzir ao surgimento duma nova educação que fizesse surgir um «homem novo» e renascer uma pátria Nova. Os ideais da República e a criação de uma identidade colectiva implicavam desta forma, em primeiro lugar, uma ruptura com as antigas sujeições, e não esqueçamos que como em França e noutros países católicos, em Portugal a nacionalização do ensino está ligada à sua secularização, situando-se o debate pedagógico na crise aberta pela expulsão dos jesuítas. E tenhamos também presente que a ideia de escola laica encerra uma concepção filosófica que abrange a independência e a capacidade da razão, isto é, a autonomia. É esta concepção que a República quer fazer triunfar. Por detrás de um mundo de frases inflamadas e de poucas consequências práticas escreve-se (no Preâmbulo do Decreto de 29 de Março de 1911) que “A República libertou a criança” e agora precisa “de a emancipar definitivamente de todos os dogmas, sejam da moral ou da ciência”. Neste contexto ideológico, a compreensão do homem novo, o «homem republicano» é remetida para uma axiologia concreta que devia nortear a sua existência ao devotamento ao «bem geral» e ao patriotismo. E, neste paradigma, a realização do homem é definida pela moral que se exprime no “exemplo prático da solidariedade” e utilidade “aos seus semelhantes” (ver Preâmbulo do referido Decreto).

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ilustração: Raquel Pontes (aluna do 12ºE)

Os Heróis do 31 de Janeiro e o Republicanismo

A escola, sobretudo através da instrução primária, deve ser “uma oficina onde se fabrica o cidadão”, por isso é que, antes de decorridos seis meses sobre o triunfo da República se decreta a sua reforma. É o referido Decreto o mais lírico de todos os documentos do governo provisório - onde o tom arrebatado de algumas das suas formulações encontra justificação no próprio estilo de António José de Almeida, o ministro que então tutelava a instrução. Nesse documento dissociam-se os conceitos de educação e instrução, estende-se o período da educação a toda a vida, concebe-se a instrução primária universal, gratuita e obrigatória -, com uma finalidade de índole prática e afirma-se que além da transmissão de técnicas e saberes, era preciso «educar», formar mentalidades, criar vontades. A escola é o “laboratório da educação infantil”, e o professor do ensino primário é o sacerdote da nova ideologia, pois ele é “que ensina e evangeliza”, e que tem a função de “guia supremo da consciência dos povos”. Com o processo educativo escolar visa-se o desenvolvimento integral - orgânico, fisiológico, intelectual e moral - das crianças. No aspecto físico esse objectivo divisa-se através da preocupação com a “instrução militar preparatória”, as formulações dedicadas à “assistência escolar” e à “sanidade escolar”; no aspecto intelectual expressa-se na valorização da instrução - enquadrada na herança dos ideais iluministas do saber experimental, do saber desligado dos dogmas, na reforma dos programas, métodos e formação académica dos professores; mas tudo isto surge nas intenções dos legisladores republicanos em articulação com a educação cívica, pois verdadeiramente “Portugal precisa de fazer cidadãos, essa matéria prima de todas as pátrias” (preâmbulo do Decreto de 1911), ou seja, é objectivo essencial do ensino obrigatório fazer das crianças os republicanos e patriotas de amanhã, formar civicamente os indivíduos. Este documento identifica os ideais programáticos das primeiras reformas republicanas: a prioridade às aprendizagens básicas e à formação dos professores, mas não chegou a produzir os resultados desejados devido à instabilidade e contradições do regime, que através de medidas e contramedidas ia anulando a maioria dos projectos inovadores. Nos próximos números: 2- Realizações republicanas no sector do ensino. 3 Características da pedagogia na I República

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..........................................................................Destaque e liberdade do ensino (infantil e primário); “criação de escolas primárias superiores” e outras medidas de avanço social e laboral que vieram alterar a paisagem clássica dos costumes, mentalidade e vivências da sociedade portuguesa, própria de uma monarquia, ainda que constitucional.

O 31 de Janeiro ilustração: Diana Magalhães (aluna do 12ºE)

com pesquisa na Wikipédia por Miguel, António, Diogo André, Diogo Madureira, Hugo e Jorge (alunos so 4ºA)

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Implantação da República por Miguel Cardoso Félix (aluno do 4ºA)

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Implantação da República comemora-se no dia 5 de Outubro.

Antes de 1910 não havia República, havia uma Monarquia no País. Durante a Monarquia, nós não tínhamos presidente mas rei. Ao longo do tempo os cidadãos começaram a não gostar dos reis pelo que surgiu um sentimento de revolta que no dia 5 de Outubro levou à implantação da República. Então os cidadãos começaram uma luta civil entre os monárquicos e os republicanos e venceram estes últimos. O Rei D. Manuel II fugiu com o seu grande barco. O Rei ainda pensou ir para o Porto mas os comandantes convenceram-no a não ir. Então o Rei foi para Inglaterra, mas como o rei D. Manuel II gostava muito de Portugal deixou toda a sua riqueza em Portugal e, mais tarde, pediu para ser sepultado em Portugal. Desde então todos os anos no dia 5 de Outubro o nosso Presidente, no caso o Dr. Aníbal Cavaco Silva, vai à televisão falar sobre o 5 de Outubro. Assim neste feriado os cidadãos lembram-se da importância da república que lhes dá mais liberdade e distribui melhor o poder. Este, antigamente era todo do rei.

revolta teve início na madrugada do dia 31 de Janeiro de 1891, quando o Batalhão de caçadores liderados por sargentos, se dirigiam para o Campo de Santo Odívio, hoje praça da República, onde se encontrava o Regimento de Infantaria. A revolta do 31 de Janeiro foi a primeira tentativa de implantação do regime republicano em Portugal. As novas ideias do republicanismo começaram a proliferar o país. Ainda antes de chegarem, juntou-se ao grupo, o alferes Malheiro, perto da cadeia da Relação, o regimento da Infantaria, liderado pelo tenente Coelho e com uma Guarda-fiscal. Embora revoltado, fica retido pelo coronel Menezes de Lencastre, que assim quis demonstrar a sua neutralidade no movimento.

O heroísmo do nosso povo em fervor patriótico incendiado pelo já célebre ultimato inglês (quantos rios de tinta não se escrevem sobre o epicentro de princípio do fim da monarquia?) e a sede de liberdade faz-me recordar um tempo não muito longínquo de subjugação aos ditames de um Império Colonial. A repressão e perseguição a todos aqueles que se opunham ao ditador Salazar. Também nessa altura foram muitos aqueles, conhecidos e anónimos, de diferentes ideais mas com uma causa em comum: Liberdade. Uma história fascinante mas real que não deita indiferente as visões imparciais que não deve ser deixada passar em claro: a de fuga do forte de Peniche em 1960. Ficou nos anais das histórias da História da resistência e da luta anti-fascista.

No entanto, o festivo cortejo foi bruscamente interrompido por uma forte carga de artilharia e fuzilaria da Guarda Municipal, posicionada na escadaria da igreja de Santo Ildefonso, no topo da rua com o mesmo nome, vitimando indistintamente militares revoltosos e simpatizantes civis. Por causa dos tiros, foram mortos 12 revoltosos e houve 40 feridos.

Reproduz um texto da época que dizia o seguinte «Álvaro Cunhal, Jaime Serra, Joaquim Gomes, Francisco Miguel, Guilherme de Carvalho, Pedro Soares, Francisco Martins, Rogério de Carvalho e João Carlos em liberdade!».

As forças revoltosas saíram da Praça de D. Pedro e começaram a subir a Rua de St.º António (hoje chamada de 31 de Janeiro). Uma multidão imensa acompanhavaos; as senhoras às janelas soltavam vivas e ao mesmo tempo batiam palmas.

No desenvolvimento da notícia “o Avante” (então um jornal proibido; nos outros jornais este assunto passou despercebido e foi até desprezado (não interessava ao regime) considerava que «a libertação destas camaradas foi possível pela sua coragem e abnegação pelo desejo de prosseguirem no combate pela libertação do povo português do Jugo Salazarista…

Na antiga Viela dos Banhos, situada no lado direito da Rua de St.º António, a Guarda Municipal efectuou uma descarga que lançou o pânico entre as pessoas. A rua ficou coberta de vítimas. Os revoltosos desceram até ao edifício da Câmara Municipal, onde se reuniram. O capitão Leitão ainda tentou contra-atacar a Guarda Municipal, mas era já tarde.

A Implementação da República e a fuga de Peniche. Os tempos são diferentes. Todavia com semelhanças: a causa, entre as causas maiores, ser livre. Somos um povo que deve orgulhar-se de si próprio. Não há povo que não tenha no seu ADN defeitos. Mas é costume nosso sermos liberais e tolerantes, com preconceitos é uma verdade. No entanto, um dos pratos da balança inclina-se muito mais para a moderação.

Uma Homenagem à República. Liberdade e uma fuga que ficou na história por Fernando Fontes

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Não temos jeito para ficarmos de boca fechada. Não somos povo de punhos aguilhoados. Não somos povo de joelhos dobrados.

estes primeiros dias de comemorações de centenário da implantação da república é imperioso relembrar os seus triunfos, às suas conquistas de cariz progressista para a época: ”Liberdade de imprensa”, “direito à greve”, “laicização do Estado”, “a separação dos poderes”, o “estabelecimento da semana laboral de seis dias”, “regulamentação das horas de trabalho”. Oficialização

Seja qual for o ideal de cada alma portuguesa, continuaremos a gostar e amar para sempre a liberdade. Viva a República! Viva a Liberdade!

Breve cronologia ilustrada da República

Queda de Salazar

25 de Abril

1974

Início da Guerra Colonial

1968

Imposição da Ditadura

1961

1910

Implantação da República

1932

ilustrações de Manuel Vieira (aluno do 12ºE)


Escola Viva.......................................................................

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A Cerimónia de Tomada de Posse do Conselho Geral do Agrupamento de Escolas Rodrigues de Freitas

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eve lugar, no passado dia 2 de Dezembro, no Museu da Ciência, a cerimónia de tomada de posse do Conselho Geral deste Agrupamento de escolas. Da Mesa faziam parte a Presidente do Conselho Geral Transitório, o Sr. Director Regional da Zona Norte e a Srª Directora do Agrupamento. Estavam presentes representantes da Junta de Freguesia de Cedofeita, da Associação de Pais, professores e alunos das várias escolas do agrupamento. O Museu estava decorado com desenhos feitos pelos alunos da Classe Infantil da Escola da Torrinha e pelos alunos do 12º ano da turma de Artes (12ºE) da Escolasede. A sessão iniciou-se com a participação de dois alunos do 1º Ciclo da Escola da Torrinha, que disseram alguns poemas, a que se seguiu um poema dito por alunos do Ensino Especial e terminou com um conjunto de poemas de vários autores, ditos por alunos ligados ao “Projecto Comenius”. Durante a cerimónia houve também a intervenção da Srª Directora do Agrupamento, da Presidente do Conselho Geral Transitório cessante e, por último, do SR. Director Regional. Todos foram unânimes em afirmar que grandes desafios se apresentam a este agrupamento, que fica, a partir deste momento, com a sua organização e gestão completada de acordo com a lei. Metas ambiciosas foram definidas: “Conhecer, Progredir, Construir, com Conhecimento Científico, mas também com Valores. Valores éticos, estéticos, de cidadania, tentando participar na formação de cidadãos mais aptos, mais capazes e mais interventivos”. “Educação para todos, uma via para a excelência” é um projecto ambicioso, que pretende a igualdade de oportunidades de sucesso, que visa educar e integrar, abrir caminhos alternativos…” Foi salientado, no entanto, que tal missão exigirá a

participação activa da comunidade porque, só assim, poderá ser EDUCAÇÃO PARA TODOS e que sonhando, se poderá dizer que, educação para todos inclui a VIA DA EXCELÊNCIA. Após um pequeno “Porto de Honra”, elaborado com a colaboração dos alunos do Curso Profissional de Turismo, foram os presentes convidados a assistir à 1ª reunião do Conselho Geral que decorreu em sessão aberta. Em reunião do dia 12 de Janeiro de 2010, ficou assim constituído o Conselho Geral: Presidente: Ofélia Fernanda Tavares Corpo Docente: Filipa Baganha Arlete Figueiredo Maria Margarida Moreira António Jorge Costa Maria Gabriela Figueiredo Alzira Ferreira

por António José Barros da Rocha (Director do C.F.E.P.O.)

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niciado um novo ano lectivo e um novo período de Avaliação do Desempenho Docente põe-se a questão do como vai ser a Formação Contínua de Docentes e Não Docentes. O Despacho 18038/2008 de 4 de Julho do Gabinete do Secretário de Estado da Educação, que podem consultar na página electrónica deste Centro em Legislação, diz o seguinte: … Considerando o papel central que a escola deve desempenhar na concepção, organização e operacionalização da formação contínua dos profissionais da educação; Considerando a importância de centrar a formação contínua dos profissionais da educação na qualificação do serviço público prestado pelas escolas, nomeadamente, no que concerne ao processo de ensino/aprendizagem e à consequente melhoria dos resultados escolares; Considerando que os centros de formação de associações de escolas devem, sempre que necessário, apoiar as escolas associadas no levantamento das suas necessidades de formação e na elaboração dos respectivos planos de formação, concorrendo para a elaboração dos seus próprios planos de acção; Considerando o disposto…determino o seguinte: 1 — Os planos de formação previstos na alínea b) do n.º 2 do artigo 20.º e na alínea d) do artigo 33.º, ambos do Decreto -Lei n.º 75/2008, de 22 de Abril, devem conter, em termos concretos e precisos, a explicitação do levantamento de necessidades, a indicação dos objectivos a atingir, a identificação das áreas de formação a desenvolver e das modalidades mais adequadas a utilizar e qual o público-alvo a atingir.

Corpo não docente: Fernando Fontes Camila Olga F. Silva

… 3 — Os centros de formação de associações de escolas, tomando como referência os planos de formação a que se refere o número anterior, elaboram os seus planos de acção, os quais devem conter a explicitação do dispositivo de formação que se destina a responder aos planos de formação das escolas associadas.

Pais e Encarregados de Educação: Maria José Teixeira Soares Nogueira Sofia Moreira Gomes Francisco Ferreira do Couto Maria Isabel Cardoso Silva Bastos

… Cumprindo a legislação em vigor está este Centro de Formação a colaborar com as suas Escolas Associadas na elaboração do Plano de Formação de cada Escola, sendo que serão sempre estas as responsáveis pelo documento final que constitui o seu Plano de Formação destinado aos seus funcionários Docentes e Não Docentes.

Aluno do Curso Nocturno: Mário Macedo Aluno do Curso Diurno: Hugo Coimbra

Neste momento as Escolas Associadas do CFEPO estão a proceder ao levantamento das suas necessidades de formação e da elaboração da proposta do seu Plano de Formação 2010 – 2011 que irão propor ao Centro de Formação a que estão associadas para aprovação e realização.

Município: Manuela Rezende Sandra Ribeiro Comunidade Local: Paula Marques (EGP) Maria João Vasconcelos (MNSR)

Entretanto aguarda-se da tutela a Regulamentação e as definições, prioridades e orientações para a aplicação da legislação em vigor.

Directora: Maria José Ascensão

Até lá não temos respostas às inúmeras questões e pedidos de informação que nos têm chegado de todos os envolvidos (Directores dos Agrupamentos/Escolas, Docentes e Não Docentes). Resta-nos esperar com a nossa promessa de que logo que haja novidades as faremos chegar via Agrupamentos/Escolas e pela nossa página electrónica a todos os interessados. fotografias: Óscar Barbosa (aluno do 9ºA)

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Jornal Etc...| Agrupamento de Escolas Rodrigues de Freitas | Janeiro 2010 | nº7

fotografia: Óscar Barbosa (aluno do 9ºA)

PLANO DE FORMAÇÃO 2010-2011

Termino desejando a todos um Bom Ano 2010 e votos de bom trabalho.


.......................................................................Escola Viva

O Corta-Mato

O Compal Air (basquetebol 3x3)

Desporto Escolar: Futsal

pelo Núcleo de estágio de Educação Física

Infantil B Masculino

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por Andreia Canedo (Coordenadora do Desporto Escolar)

pelo Núcleo de estágio de Educação Física

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omo é normal nas escolas, a realização do corta-mato não poderia faltar como uma actividade desportiva na nossa escola.

Começamos a sua organização com alguma antecedência, pensando no percurso que iríamos demarcar para os alunos percorrerem. Colocámos flyers em pontos estratégicos e divulgamos a actividade de forma directa aos nossos alunos. Toda esta publicidade possibilitou um número considerável de alunos inscritos (200), no entanto, houve alguns que não compareceram o que perfez um total de 128 participantes. No dia 18 ficou então combinado o início das actividades paras as 9 horas Apesar de termos planeado tudo houve uma desorientação inicial que criou alguma confusão. Mesmo já estando o percurso delimitado. Assim que se deu por iniciada a actividade as coisas rolaram com fluidez. Os alunos após acabarem a prova tinha direito a uma garrafa de água, no entanto eram muito poucas tendo em conta as inscrições que eram realmente bastantes. O percurso foi demarcado com fita sendo que cortámos todas as partes em que havia possibilidade de os alunos se enganarem. Ainda assim houve alguns enganos, uns propositados, outros não. Foram só 3 ou 4 os alunos que cometeram esse erro portanto não foi nada de grave. Foi uma actividade divertida que proporcionou aos alunos momentos de boa disposição tendo como plano de fundo a actividade física. Eis a lista dos vencedores nos respectivos escalões: Ana Filipa Lemos (12ºA) Juniores Feminino (1992 e anteriores) Andreia Meireles (10ºC) Juvenis Feminino (1993/1994) Carla Pereira (7ºB) Iniciadas Feminino (1995/1996) Beatriz Assucena (6ºB) Infantis Feminino (1997/1998) Constança Silva (5ºA) Infantis Feminino (1999/2000) Mussá Seidi (11ºB) Juniores Masculino(1992 e anteriores) Pedro Martins (10ºA) Juvenis Masculino (1993/1994) Diogo Andrade (9ºB) Iniciados Masculino (1995/1996) Hugo Mendonça (7ºA) Infantis Masculino (1997/1998) Pedro Jorge (5ºC) Infantis Masculino (1999/2000)

m relação ao torneio 3x3 de basquetebol, as situações foram mais ou menos similares. A organização do mesmo iniciou-se na mesma altura que o corta-mato, também foram exibidos flyers para dar conhecimento aos alunos da actividade e os professores deviam incentivar os alunos a participar. As equipas deveriam ser compostas por 4 elementos sendo que jogariam 3 e uma seria suplente. Inscreveram-se um total de 33 equipas sendo que apenas 23 compareceram ou participaram. O inicio da actividade estava prevista para as 9 horas assim como o corta-mato e também houve um ligeiro atraso pois alguns equipas não estavam presentes o que fez gerar alguma confusão. A partir do momento que se iniciou a actividade houve grande euforia, muita animação e os alunos mais uma vez divertiram-se bastante através da actividade física. Apresentam-se as classificações finais:

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ábado, dia 16 de Janeiro, foi a vez da nossa escola receber a última jornada da 1ª Fase da Série A de Futsal, no escalão de Infantil B Masculino, do Desporto Escolar. Os resultados alcançados pela nossa escola foram uma vitória por 11-4 contra a Escola EB 2/3 Nicolau Nasoni e uma derrota por 5-3 contra a Escola EB 2/3 Ramalho Ortigão. Esta última venceu os dois jogos, no entanto, pelo facto de não levar o número de jogadores obrigatório, fez com que lhe fosse aplicada duas faltas administrativas, ficando assim, a nossa Escola em 1º lugar, em 2º, a Escola EB 2/3 Ramalho Ortigão e por último, a Escola EB 2/3 Nicolau Nasoni. Mais uma vez, a nossa escola, o professor responsável pela equipa e os nossos meninos do futsal estão de parabéns!

Feminino 1º Lugar: 11ºC (Catarina Mota, Andreia Aguiar, Ana Magalhães e Bárbara Nobrega) Iniciados Masculino 1º Lugar: 8ºB - A (Bernardo Monteiro, Sérgio Nunes, João Luís e Hugo Silva) Juvenis Masculino 1º Lugar: 11ºC (André Duque, Hugo Coimbra, Jorge Machado e Luís Cruz) Juniores Masculino 1º Lugar: 11ºHD (Pedro Oliveira, Jorge Santos e Mário Ribeiro)

O Plano de Contingência por Alexandra Tabuaço (coordenadora do Projecto Educação para a Saúde)

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plano de Contingência do Agrupamento é constituído por um conjunto de regras e de procedimentos que, num contexto de pandemia, visa prevenir ou diminuir os efeitos negativos causados pela doença (Gripe A), assegurando a continuidade das actividades escolares nas Escolas deste Agrupamento. Este documento pretende dar a informação necessária para a prevenção da Gripe A, num contexto pandémico, bem como fornecer as indicações necessárias para manter a actividade escolar com o menor prejuízo possível para toda a comunidade. Recomenda-se, por isso, a sua leitura atenta e o cumprimento das medidas que nele forem indicadas.

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Escola Viva....................................................................... Dá-me um abraço pelos alunos da Sala 2 do Jardim de Infância

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m banda desenhada e criando uma composição plástica em técnica mista (pintura, desenho, recorte e colagem) ilustrámos uma das “nossas” histórias preferidas, Dá-me um abraço, de John A. Rowe. Querem conhecê-la? O Piquinhos era um ouriço tão, tão espinhoso, que ninguém se aproximava dele. Ele queria apenas um abraço… e, para isso, percorre imensos lugares à procura de um… simplesmente um abraço!...

A horta pedagógica

“Por favor", pede ele, "alguém me pode dar um abraço?".

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omos os alunos do 1ºA e pela primeira vez vamos trabalhar na Horta Pedagógica da nossa escola. Já a visitámos e ficámos admirados com o que vimos: tudo muito arranjadinho, um lago redondo com pedrinhas à volta, o material de trabalho bem arrumado, um carreiro para andarmos e não pisarmos o que está plantado…e muito mais. Aprendemos três palavras novas e difíceis para nós, compostagem, compostor e composto. Com a ajuda da nossa professora pesquisamos sobre elas e fizemos um trabalho que apresentamos aos nossos colegas do 1ºB, 1ºC e 1ºD. Pois é, todos os alunos do 1º ano vão fazer composto isto é, adubo natural para o solo da nossa horta.

Ninguém lhe presta qualquer atenção; muito triste, decide regressar a casa. Inesperadamente, ouve uma voz: "Alguém me dá um beijinho?”

Pai Natal por Carla Reis (Professora do 1ºB)

Terá sido este o momento tão desejado pelo Piquinhos? Vão encontrar a resposta na ilustração…

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ra uma vez um grupo de alunos que iniciaram este ano lectivo de forma entusiástica, a sua profissão de estudantes, integrando a turma do 1ºB da Escola EB1/JI da Torrinha sob a orientação da professora titular Carla Reis. A turma em questão tem vindo a demonstrar bastante interesse por todas as actividades propostas nas diferentes áreas curriculares e não curriculares. Um dos trabalhos onde existiu um grande envolvimento foi relativo à época festiva do Natal. Desenvolveram, na área de Expressão Plástica, vários trabalhos de desenho, pintura e colagem. O pai Natal com barbas de algodão foi um deles. Foi motivante assistir ao empenho que os alunos demonstraram na sua realização!

Pelo São Martinho, alargam-se os cordões à bolsa, mesmo das mais pequeninas, para não destoar na tradição. Lá vamos nós, com um brilho maior nos olhos, transportando uma dúzia de castanhas num cone de papel , reutilizado claro, pois assim ditavam as regras da poupança e, agora, assim o ditam as regras dos três erres: reutilizar, reciclar e reduzir. Às tantas o tal brilho nos olhos, não resultará da posse das castanhas, resultará, isso sim, da sensação do dever cumprido e do sentimento de pertença à nossa comunidade, que o acto da compra das castanhas, vem certificar.

8 A Castanha, a Festa e a Gastronomia por Gracinda Proença Paulino

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ornou-se rainha de festas, entre Setembro e Fevereiro.

Lá que é importante inventar pretextos para o ritual da celebração, ninguém duvida. Seja a pretexto de São Martinho, ou de outro santo qualquer, todos são bemvindos. Todas as sociedades assentam em práticas materiais e simbólicas, nas quais e pelas quais a vida acontece, garantindo-lhes identidade.

Pensando bem, a castanha sempre foi rainha, mas por razões diferentes. Hoje é rainha porque gostamos de a saborear e não somos obrigados a comê-la todos os dias. Outrora, mas há muito tempo, reinou, porque era um bem essencial para saciar a fome. Na Idade Média, a castanha e a maçã eram frutos de eleição na mesa dos portugueses. Era consumida sob a forma de pão, papas, cozidas, assadas, piladas ou cruas. Serviam de alimentação aos humanos e aos animais. Com a Expansão Marítima as portas do mundo abriram-se, os continentes comunicaram e as plantas viajaram. A batata e o milho vieram destronar a castanha. Os castanheiros foram recuando para longe dos núcleos populacionais. Nós cá nos vamos encarregando de transmitir usos e costumes, que também são História. A nossa escola não quis deixar de se engalanar para o efeito e, mais uma vez, da castanha fez pretexto para a confraternização. Até para o ano!

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ilustração: Pedro Fernandes (aluno do 8ºB)

Parabéns!

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Jornal Etc...| Agrupamento de Escolas Rodrigues de Freitas | Janeiro 2010 | nº7

por Susana Dória (Professora do 1ºA)

Novo espaço na Escola por Isabel Quinta

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Laboratório de Matemática é um novo espaço que todos ambicionávamos, situado na sala 0.21.

Neste espaço funciona desde o presente mês de Janeiro o Clube de Matemática e também algumas aulas com características especiais. O Clube é uma actividade de complemento curricular para suscitar o interesse pela matemática de uma forma lúdica. Não é preciso saber muito de matemática ou de outra disciplina para aparecer, basta ter curiosidade e gosto pelo saber. Em Portugal, António Aniceto Monteiro (1907-1980) apelou à criação de muitos Clubes de Matemática. Nós fizemos a nossa parte. Aguardamos a vossa visita! Os alunos devem informar-se junto dos Directores de Turma ou dos Professores de Matemática.


fotografias: Óscar Barbosa (aluno do 9ºA)

ilustração: Bárbara Bernardo; Logótipo: Hugo Oliveira (alunos do 12ºE)

.......................................................................Escola Viva

“United Europe and its many faces” PROJECTO COMENIUS pelas professoras Fernanda Pires de Lima, Isabel Silva, Margarida Moreira e Rosa Costa

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ntre os dias 9 e 15 de Novembro de 2009, decorreu um encontro do Projecto Comenius no Agrupamento de Escolas Rodrigues de Freitas no

Porto.

O tema tratado no encontro do Projecto foi “As Línguas”. No dia 9, de acordo com o programa, os professores e alunos da escola anfitriã receberam os professores e alunos das escolas parceiras. Alguns alunos deslocaram-se ao aeroporto para receber e acolher os colegas em suas casas. Os professores levaram os colegas ao hotel. No dia 10, cada grupo fez a apresentação da sua escola e meio envolvente. Os nossos alunos, da turma D do 12º ano, apresentaram um vídeo sobre a Escola, bem como uma entrevista filmada a “turistas” expressando a sua opinião sobre o país, a alimentação e preferências dos portugueses. À tarde, todos os professores e alunos, portugueses e estrangeiros, envolvidos no Projecto, fizeram uma visita à cidade do Porto num autocarro turístico. No dia 11, de manhã, as escolas da Finlândia, Alemanha e França, fizeram a apresentação dos posters sobre “A Origem da Língua”, bem como a apresentação dos seus trabalhos sobre o tema: ”Um Dia Típico no Meu País”.

À tarde, foi celebrado o dia de S. Martinho com jogos tradicionais de todos os países envolvidos e um “Magusto” enriquecido com iguarias das escolas parceiras.

O “Big Event”, apresentou uma outra leitura do tema ”Languages”-Línguas/Linguagens.

No dia 12, de manhã, as escolas da Itália, Grécia e Portugal, fizeram a apresentação dos seus posters sobre “A Origem da Língua”, bem como a apresentação dos seus trabalhos sobre o tema : ”Um Dia Típico no Meu País”.

Os professores tiveram uma reunião de trabalho, para fazerem o balanço das actividades realizadas, e prepararem a próxima reunião, em Março, em Cagliari na Sardenha, sobre o tema “Globalização”.

No dia 13, os alunos foram assistir às aulas dos colegas parceiros.

À tarde, realizou-se o chamado “Big Event” apresentado pela escola anfitriã aos seus parceiros.

À noite, foi realizado um jantar de despedida com os professores envolvidos no Projecto, no restaurante típico “Fado” (com fados e comida tradicional portuguesa).

O “Big Event” consistiu na Leitura declamada de Poemas sobre o tema “As Mãos”, poemas de autores latinos seleccionados pela professora Helena Padrão.

Nos dias 14 e 15, os professores e os alunos das escolas parceiras regressaram aos seus países.

A turma E do 12ºano fez essa leitura declamada, apresentando uma ilustração das mãos feitas em ligadura engessada, realizadas em contexto da aula de Desenho. Estes alunos apresentaram também uma fanzine, realizada na aula de Área de Projecto, com todos os poemas e ilustrações, cuja tradução em inglês foi realizada pela professora Isabel Silva. Da selecção dos poemas foram lidos dois, por alunos do ensino especial, um deles por Ana Cristina Costa (uma aluna cega) e outro por Daniel Fonseca (aluno com baixa visão). De seguida, os alunos da turma A do 11º ano apresentaram uma Performance sobre o tema “O Entendimento dos Falares Diferentes”. Os alunos realizaram uma “dança” ao som de música tradicional de cada um dos países participantes.

A prestação de todos os alunos foi de elevada qualidade, merecendo os elogios das escolas participantes e da própria Directora da Escola anfitriã. Os alunos foram recebidos pelas famílias que os acolheram com agrado, as quais os acharam muito bem-educados, afáveis e sociáveis. A organização foi muito boa, uma vez que foi trabalhado o tema e o programa foi rigorosamente cumprido não sofrendo alterações. Este encontro foi muito positivo, proporcionando aos alunos e aos professores o contacto com escolas diferentes, com culturas diversas, enriquecendo-os do ponto de vista humano, social, cultural, linguístico e do conhecimento. O entusiasmo e a alegria dos alunos que participaram contagiaram positivamente os colegas e incentivou-os a trabalharem de modo mais motivado no âmbito do Projecto.

.....................................................................Ecos da casa Entrevista a Raquel Pontes, aluna do 12ºE

Etc: Ao longo dos anos, achas que se torna mais difícil manter os bons resultados, estando tu inserida nestes hobbies que te ocupam tanto tempo?

por Joana Guimarães e Hugo Oliveira (alunos do 12ºE)

R.P: Com o passar dos anos, o grau de exigência é maior, e como as notas contam cada vez mais para a média, tenho de me aplicar para conseguir o que pretendo para o meu futuro.

A

Raquel é uma aluna, do curso de Artes Visuais do 12º ano, que pratica futebol feminino nos Leões da Lapa (Póvoa de Varzim) e que desde pequena está inserida no Agrupamento de Escuteiros 994 das Caxinas em Vila do Conde. A partir desta entrevista vamos tentar perceber como consegue esta aluna, da nossa escola, conciliar estas actividades e ainda manter as boas notas. Etc: Há quanto tempo praticas as tuas actividades extracurriculares (escuteiros e futebol)? Raquel Pontes (R.P): Ando nos escuteiros desde muito pequena, desde os 5 anos, portanto já ando lá há 12 anos. Sempre gostei de jogar futebol, mas entrei em competição aos 10 anos, tive uma paragem de 3 anos e retomei aos 15 anos.

Etc: A que horas são os teus treinos? R.P: Ás 20 horas. Etc: Pensas que te impedem de alguma forma aproveitar bem as aulas no dia seguinte? Etc: Quanto tempo é que elas te ocupam? R.P: Por semana ocupo 3 dias por semana (2 horas/dia ) com o futebol. Nos escuteiros costumo ir duas vezes por semana e aos Sábados tenho reunião de grupo, algumas vezes também tenho actividade no Domingo. Etc: Qual das duas actividades é mais fácil de conciliar com o estudo? Porquê? R.P: Ambas as actividades são um bocado difíceis de conciliar com os estudos, mas como faço com gosto torna-se mais fácil.

R.P: Não, porque já estou habituada, apesar de algumas vezes me sentir um pouco cansada. Etc: Imaginas algum dia deixar o futebol ou o grupo de escuteiros? R.P: Infelizmente um dia vou ter de deixar, mas prefiro não pensar nisso agora e viver apenas o presente. Obrigado pela colaboração, esperemos que continues por muito mais tempo ligada a essas actividades e que as consigas conciliar sempre com os estudos, para assim conseguires alcançar um futuro brilhante!

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Escola Viva.......................................................................

Os Dias da Física A nova exposição do Museu da Ciência por Beatriz Marques da Costa (Coordenadora do Museu da Ciência)

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Jornal Etc...| Agrupamento de Escolas Rodrigues de Freitas | Janeiro 2010 | nº7

ncerrou recentemente a exposição que abriu as portas do novo Museu da Ciência da nossa Escola “Darwin 2009”. Durante um ano tivemos a oportunidade de homenagear Charles Darwin, nas comemorações do duplo centenário do seu nascimento e 150º aniversário da publicação de “Origem das espécies”. Ao longo deste ano, muitos foram os visitantes do Museu, entre alunos, alguns funcionários e muitos membros da comunidade local.

O Clube de Ciência

Árvore de Natal Gigante

por Ana Maria Sá

pelos alunos da Sala 1 do Jardim de Infância

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a Sala 18 funciona o Clube de Ciência sob a responsabilidade das professoras Ana Maria e Ana Esperança. Este Clube está a promover sessões experimentais para os alunos do 1º ciclo das Escolas da Torrinha e Pinheiro com o objectivo de desenvolver o gosto pelas ciências.

N

ós os meninos da sala 1 do Jardim de Infância, em colaboração com a turma do 1º A da EB1/JI da Torrinha, respondemos ao desafio lançado pelo Planetário do Porto, integrado no encerramento do Ano Internacional da Astronomia 2009. Associamos a Arte à Ciência, pusemos em acção a nossa criatividade, demos asas à nossa imaginação e construímos os nossos planetas, para decorar a Árvore de Natal Gigante.

Das várias iniciativas promovidas pelo Museu ou por ele acolhidas, destacamos o dia 12 de Fevereiro de 2009, data do aniversário de Darwin e inauguração oficial da exposição. Neste dia, o Museu esteve aberto das 9H às 21H, com actividades e visitas guiadas. Calculamos que nesse dia, por aí passaram mais de 500 alunos e professores, número que ultrapassou claramente as nossas expectativas. Destacamos ainda o grupo de alunos que integrou o grupo de contadores de histórias e contaram, com grande sucesso, a história de Charles Darwin, na voz da tartaruga Josefina, aos alunos do 4º ano da Escola da Torrinha do nosso Agrupamento. Destacamos ainda o lançamento do livro “O PORTUGUÊS QUE SE CORRESPONDEU COM DARWIN” da autoria do cientista Paulo Renato Trincão, que foi também o autor do conceito do nosso novo Museu da Ciência. Este evento realizou-se no dia 20 de Novembro pelas 18H30 e contou com a presença do autor, da Senhora Directora do nosso Agrupamento de escolas bem como um elevado número de professores e alunos do ensino nocturno da nossa Escola.

Ficou fantástica, não acham? Sabem que tem mais de 100 planetas? 11

Podem visitá-la no Planetário do Porto até 31 de Janeiro, durante a semana entre as 9h e as 17h30 e, aos fins de semana da parte de tarde. Não percam… Vale a pena!...

O Presépio de Natal

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s

pelos Professores do Grupo 510

Integrada nas comemorações do dia do patrono do nosso agrupamento, Rodrigues de Freitas, abre ao público, no dia 25 do corrente mês de Janeiro, a nova exposição que veio a ser preparada durante todo o mês de Janeiro. Esta exposição “OS DIAS DA FÍSICA”, tem por objectivo principal, divulgar uma parte muito valiosa do acervo deste Museu que inclui algumas peças bastante raras e antigas. A exposição está dividida em quatro temas: Acústica, Óptica, Electricidade e Electro-Magnetismo. Gostaríamos de convidar toda a comunidade escolar a visitar esta exposição no horário habitual (de 2ª a 6ª, das 12h00 às 13H30) ou noutro qualquer horário com marcação prévia. A Equipa do Museu da Ciência e a sua Coordenadora, gostariam de agradecer à Dra. Ana Esperança Lobato que orientou e supervisionou a selecção das peças desta mostra e ao Dr. Eduardo Miguel e alunos do 12ºE, pelo trabalho gráfico.

obre o tema "Natal", os Professores do Grupo 510, montaram na entrada da Escola, um presépio, utilizando apenas material do laboratório de Química.


.......................................................... . (en)Canto da letras Vontade

De novo...

por Diana Magalhães (aluna do12ºE)

por Margarida Cardoso (aluna do 10ºB) (Dedicado simbolicamente à bravura da Marta)

Uma vontade de ser diferente,

De novo do sol um raio

Uma vontade de ir em frente

Atravessa o nevoeiro denso

E de sair daqui.

E eu ilesa desmaio

Há uma saudade.

Penso

Uma saudade demente,

Acordo inanimada

Neste silêncio estridente

Para de contradições

Que me diz para partir.

Engraçada

Mas essa vontade,

A vida que corre aos trambolhões

Por si mesma persiste,

E se apresenta à minha frente

Neste desejo que existe,

Me convidar a jogá-la

Só para que eu vença.

Para que uma e outra vez tente

Mas faltam certezas,

Sem que consiga alcançá-la

Faltam memórias rasgadas,

Faz-se um verso

Faltam as cartas jogadas

De repente

Em cima da mesa.

Olho e vejo o outro lado

ilustração: Diogo Pereira (aluno do 8ºB)

Há uma vontade.

A Mania das modas...

Procuro a coragem,

O poeta submerso

Procuro a clareza,

Do mundo inacabado...

Como uma luz acesa

E novamente

Que me espera na margem.

Um raio surge

Dizem que se vai usar

E então eu vou.

Mas este de tempestade

Roupas como antigamente

Voo antes que seja tarde.

Porque na vida urge

Mas eu cá ainda não vi

Expiro o brilho que me cegou.

Viver

Nada minimamente decente...

Inspiro a minha liberdade.

De tristeza e felicidade

E a saudade no ultimo beijo,

por Maria João Lira do Carmo (aluna do 8ºB)

As miúdas com as saias

Não me faz perder o desejo,

Que mais parecem altos cintos

Não me faz perder a vontade.

Os miúdos de calças E calções todos caídos. As “damas” Usam camisolas degoladas Os chavalos e putos T-shirt's caviadas...

O S. Martinho ecologicamente

Meus amigos vejam só

por Maria de Lá Salete dos Santos Oliveira

por Maria da Luz Miranda Monteiro

(aluna do EFA NS) *

(aluna do EFA NS)*

O S. Martinho na escola

O que vos passo a contar No outro dia no IKEA Vim a testemunhar:

Vamos todos festejar

Cá estão elas tão loirinhas

Com castanhas , alegria

Algumas estoiram no ar

Uma mãe de cinco filhos

E energia poupar

Boas quentes e tostadas

Ou mais nem reparei,

Para as poder mastigar.

Levava top cai-cai

Que o ambiente agradece

Mini-saia como eu nem sei!

E a humanidade também

É dia de S. Martinho

Os copos vamos guardar

A fogueira está acesa

Se é esta a moda em Portugal

Para o natal que aí vem

Para as castanhas assar

Eu cá sigo a minha

Vou comer até fartar.

Os gostos são relativos

Se a árvore se enfeitar

S. Martinho era um soldado

Lá diz a minha avózinha...

Com tudo o que é desperdício

que ia no seu cavalinho

De certeza vai brilhar

dá- me castanhas e vinho

No nosso lar ou ofício

e eu dou- te o meu carinho

Uma coisa é verdade

Ouve-me com atenção

E não vão ficar com mágua

S. Martinho milagreiro

Mas convém também lembrar

Dá-me castanhas e vinho

De pouparmos alguma água

Mas também muito dinheiro

No fim da festa à noitinha

S. Martinho milagroso

Vamos deixar tudo pronto

Com a capa de militar

Os pacotes e os plásticos

Ajudou um pobrezinho

Colocar no ecoponto

Que estava a congelar.

* Vencedora do 1.º prémio do concurso de quadras de S. Martinho

* Vencedora do 3º prémio do concurso de quadras de São Martinho

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envia os teus trabalhos para

etc.jornal@gmail.com


B.E.+C.R.E .........................................................................

Exposição de Astronomia por Luísa Lamas (Coordenadora BE/CRE)

Jornal Etc...| Agrupamento de Escolas Rodrigues de Freitas | Janeiro 2010 | nº7

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António Cunha e Joana Sousa com a utente Susana Canosa. Óleo s/ tela, dimensões 80 cm x 120 cm (2008)

omemorando 2009 como Ano Internacional da Astronomia, a Biblioteca Jaime Cortesão organizou uma exposição alusiva ao evento, que esteve patente ao público de 6 a 29 de Outubro de 2009. A exposição integrou: a exposição «Da Terra ao Universo», que é uma exposição planeada pelo AIA2009; peças do acervo do Museu da Ciência; um conjunto de trabalhos sobre Astronomia, das escolas do 1º ciclo do Agrupamento; uma selecção bibliográfica de livros sobre Astronomia, do 1º ciclo ao secundário; o visionamento de DVDs; e o lançamento do Kit de Educação da ISS Estação Espacial Internacional nas turmas de 7º ano e do 10º ano .

segunda Exposição, inaugurada a 2 de Novembro, foi uma exposição colectiva de pintura, da autoria de vários pintores barcelenses, em associação com a APACI - Associação de Pais e Amigos das Crianças Inadaptadas - jovens e adultos, dos 18 aos 45 anos.

Esta Exposição contou com a colaboração dos colegas Ana Lobato, Amélia Patacho, Isabel Fernandes, Cândida Celeste, José Dantas, João Grancho, Augusta Martins, Beatriz Costa e Luísa Lamas para a montagem, organização das actividades com os diferentes ciclos e no acompanhamento e explicação da Exposição.

Esta exposição é constituída por trabalhos desenvolvidos no Centro de Actividades Ocupacionais, num atelier de pintura em actividade conjunta. Esteve patente ao público de 2 de Novembro a 30 de Novembro, no horário das 8:30h às 17:45h e das 18:30h às 23:00h, a colectiva de pintura é subordinada ao tema: «Duas Mãos, Um Sentimento».

Durante esta Exposição, propuseram-se actividades orientadas por ciclo, para o Jardim de Infância/1º ciclo, 2º e 3º Ciclo e Secundário, após a visita à Exposição em articulação com o professor da turma. As turmas que a visitaram foram Torrinha (Jardim de Infância, 1º, 2º e 4º ano), Pinheiro (todas as turmas 1º, 2º, 3º e 4º anos) EB S Rodrigues de Freitas (turmas do 5º, 7º e 8º ano), num total 326 alunos, distribuídos ao longo do período, em que a Exposição esteve patente ao público.

O projecto “Duas Mãos, Um Sentimento” surgiu, essencialmente, da necessidade dos utentes da APACI, que frequentam aulas de pintura, contactarem de uma forma mais directa com os artistas do concelho e de a própria instituição poder mostrar as capacidades artísticas dos seus utentes à comunidade. Os pintores que colaboram com este projecto são: António Cunha, Carlos Basto, Fátima Granja, Filipa Craveiro, Isolete Duarte, Joana Sousa, João Silva, Júlia Andrade, Kevin Picas, Maria Campos, Marisa Oliveira, Nelson Oliveira, Paulo Vilas Boas, Paulo Tarso e Sandra Longras.

Trabalhos sobre a Exposição de Astronomia

Esta iniciativa, para além de enfatizar a importância da Biblioteca Escolar na comunidade educativa e alargá-la ao público em geral, implementou um ciclo de actividades de animação e divulgação deste espaço-recurso, que visam valorizar o talento artístico, estimular o sentido estético nos alunos, despertar talentos na área da pintura, educar para a leitura de obras e educar para a diferença e para a integração.

Carolina Raimundo (aluna do2ºD)

Exposição «Duas mãos, um sentimento» por Luísa Lamas (Coordenadora BE/CRE)

A

Esta Exposição teve a colaboração da colega de EVT Joana Vilas Boas, que, sendo professora/monitora da APACI e professora na EBS Rodrigues de Freitas, efectuou esta articulação com a Biblioteca. Foi a responsável pela formação e monitorização da Exposição, transmitindo o seu conhecimento dos utentes, dos pintores, da forma como trabalharam neste atelier e na explicação das técnicas e materiais de pintura utilizados. Contou com a colaboração da Daniela Silveira e Rosalina Natal para a montagem da exposição no espaço. Com a explicação e divulgação junto do público em geral, da Luísa Lamas e da aluna Madalena Catarina Teixeira do NEE Núcleo de Necessidades Educativas Especiais da Escola. As turmas que a visitaram foram: Torrinha (Jardim de Infância, 2º e 4º ano), e Rodrigues de Freitas (turmas do 5º, 6º, 8º, 10º, 11º e 12º anos), Universidade Sénior, Turma da APACI, Curso de Assistentes Operacionais, cerca de 570 visitantes, distribuídos ao longo do período da Exposição. A nossa divulgação da Exposição: Os trabalhos das crianças do jardim de infância da Torrinha, Sala 1, Educadora Manuela Santos, na sua visita à Exposição. Muita cor, muitos desenhos, muitos quadros, ... o seu olhar traduzido na sua criatividade.

Jardim de Infância da Torrinha, Sala 2, Educadora Arlete Figueiredo

A colega Ana Bela Saraiva elaborou os inquéritos por ciclo e efectuou o tratamento da informação recolhida. Assim, relativamente à obra eleita, não houve nenhuma em especial que fosse mais votada, de uma maneira geral todas as obras tiveram um grande impacto nas pessoas que as observaram porque tinham “ cores alegres”, eram “ bonitas e engraçadas” foram realizadas por “vários utentes” e estavam “bem estruturadas”. Além disso “ o envolvimento do pintor com o utente” transmitiu uma grande emoção. Os aspectos negativos não foram apontados pela grande maioria dos questionados, apenas alguns referiram que a exposição teve pouca divulgação.

Educadora Manuela Santos e respectiva Turma da Sala 1

Educadora Arlete Figueiredo e respectiva Turma da Sala 2.

Assinatura de protocolo da RBEP com a AERF

N

o dia 20 de Outubro de 2009, na escola sede do Agrupamento de Escolas Rodrigues de Freitas, efectuou-se a adesão das bibliotecas deste Agrupamento à Rede de Bibliotecas Escolares do Porto [RBEP]. A Exma. Sr.ª Dr.ª Maria José Ascensão, directora deste Agrupamento, procedeu à assinatura do referido protocolo na presença dos representantes da Equipa Coordenadora da RBEP Adão Carvalho e António Teixeira e dos professores bibliotecários do Agrupamento Luísa Lamas e António Reis. Uma cooperação que se inicia agora mas que se vislumbra muito promissora.

Natal na B.E.

A

equipa da Biblioteca construiu cartazes de Boas Festas, montou um presépio e pesquisou poemas de Natal, em várias línguas. Os poemas foram impressos, afixados e publicados no blog. Elaboramos marcadores com as poesias que distribuímos aos nossos utilizadores, durante o período de Natal.

Poesia de Natal seleccionada pela Profª. Natividade Gonçalves

As turmas do 6º ano de EVT elaboraram a decoração de Natal, baseados nas construções de Gaudi.

Decoração de Natal construída pelos professores e turmas do 6º ano de EVT


........................................................................ . B.E.+C.R.E Para assinalar o Natal, a TurmaMais efectuou uma recolha de poesia de Natal, os poemas foram afixados na BE, esta selecção de poesia foi também publicada no nosso blog. A TurmaMais veio à Biblioteca efectuar uma sessão de leitura de poesia de Natal.

colaboramos com a divulgação e recolha de ofertas para os Bebés do S. João, divulgamos e promovemos a reciclagem de consumíveis informáticos com a AMI, divulgamos e promovemos a colaboração com a Abraço, divulgamos e promovemos a recolha de livros para o Agrupamento de escolas de Izeda, que efectua uma recolha de livros para o estabelecimento prisional de Izeda no âmbito do Projecto «A Leitura do meu silêncio». E, por fim, colaboramos com a recolha de pijamas e meias, novos e usados, para as crianças do IPO, que estão a efectuar tratamentos.

A Biblioteca estabeleceu recentemente uma parceria de colaboração com a Associação Movimentum Arte e Cultura, de Vermoim, Maia. Esta parceria trará às Escolas do Agrupamento a escritora Maria Mamede e o seu colaborador José Gomes, também escritor de contos, em actividades de dinamização da leitura e literacia, durante o 2º e 3º períodos.

Parcerias

A

A TurmaMais na sessão de leitura de poesia

A escola da Torrinha também participou na nossa decoração de Natal, com quatro presépios

Os presépios construídos pelas famílias dos alunos da Escola da Torrinha

biblioteca estabeleceu uma parceria com o Instituto S. Manuel, no sentido de obter gratuitamente as obras em Braille que lhe solicitar, para qualquer uma das Escolas do Agrupamento e, em troca, compromete-se a divulgar e fomentar as visitas ao Instituto, quer por parte das turmas das Escolas do Agrupamento, quer por parte de outros visitantes da Escola. No âmbito da realização desta parceria, a Escola do Pinheiro já visitou com todas as suas turmas o Instituto. A turma de alunos da APACI, os autores das obras da Exposição «Duas mãos, um sentimento» também efectuaram uma visita de estudo ao Instituto, e, a EBS já efectuou duas visitas de estudo, com uma turma de 11º ano e outra de 10º ano. No âmbito da realização do projecto “Sertanidade”, que consiste na ilustração de poemas de um autor brasileiro Carlos Cavalcanti -, tradução da obra em Braille e áudio, para poder tornar-se acessível à comunidade de cegos e a montagem multimédia, para a tornar apelativa e desafiadora para os alunos do 2º, 3º ciclo e Secundário. Este projecto perspectiva trabalhar com o Grupo 600, Secundário, Equipa da BJC, Escola Profissional com a área do Multimédia Escola Básica e Secundária Diogo Bernardes de Ponte da Barca -, Equipa NEE, Patrocinadores, Grupo de alunos com NEE e Noris Moraes.

Hora do conto

A

Hora do Conto é uma actividade de promoção do livro e da leitura da Biblioteca Jaime Cortesão, iniciada no ano lectivo de 2008/09 pelas professoras Célia Mendes e Maria da Natividade Gonçalves nas turmas do 5º ano de escolaridade.

O

projecto Ler+Jornais, já implementado no ano lectivo transacto, que perspectivamos continuar a implementar, não pode contar com o apoio do jornal Global Noticias, por falta de verbas. Na tentativa de dinamizar este projecto, contactamos o Jornal MaiaHoje, que já colabora coma Biblioteca desde 2005/2006, oferecendo um exemplar em cada publicação, e obtivemos a oferta de 30 exemplares a cada publicação quinzenal. O Projecto já se iniciou com alguns colegas que participam nas actividades de dinamização da Leitura e Literacia, nomeadamente, Lourdes Santos, Ana Lhamas, Manuela Ramos e Jorge Moranguinho, ao nível do Secundário. Também recebemos a revista “visão Júnior”, sendo agora possível iniciar o projecto Ler+Revistas com o 2º Ciclo, contando com a colaboração dos colegas Rosalina Monteiro e Maria Natividade Gonçalves. No âmbito dos projectos de ajuda humanitária

D

e vinte e seis de Novembro a quatro de Dezembro realizou-se uma feira do livro na biblioteca da Torrinha com o objectivo de divulgar algumas obras de interesse para os alunos, bem como promover o gosto pela aquisição e leitura de livros com fins lúdicos. Os livros foram criteriosamente seleccionados de forma a abranger interesses diversos, bem como os níveis etários dos alunos deste ciclo. A feira foi visitada por todos os alunos da escola e foram adquiridos setenta e oito livros. Com a finalidade de tornar o livro ainda mais apetecível, foi convidado o autor/ilustrador Carlos Campos. Os alunos tiveram, assim, oportunidade de ouvir e compreender como se constroem histórias e personagens, bem como assistir à execução de desenhos semelhantes, senão iguais, às ilustrações que complementam as histórias infantis.

A partir de uma parceria estabelecida com a escola secundária de Paredes foi planeado e organizado um espectáculo de Natal construído a partir da personagem Noddy. Esta actividade foi particularmente interessante do ponto de vista pedagógico pelo seu carácter bilateral, actividade esta, trabalhada especificamente para este público-alvo. Os alunos envolveram-se nas actividades do espectáculo, que teve momentos de grande interactividade, cantaram as canções que lhes eram familiares e simultaneamente aprenderam alguns aspectos da alimentação tão diversa que existe em outros países.

A actividade tem lugar uma vez por semana, em cada uma das turmas, no início ou no final da aula, de acordo com o previamente acordado com o professor visitado.

Projectos

por António Lima Reis (Responsável da Biblioteca da Escola E.B1/J.I. da Torrinha)

Os alunos participaram com entusiasmo nas actividades propostas nesta semana.

Uma vez que a experiência se revelou muito interessante e participada por todos os alunos, as professoras, no presente ano lectivo (2009/ 2010), resolveram alargar a iniciativa a todas as turmas do 2º ciclo.

As professoras concluem que a adesão dos alunos a esta experiência é cada vez maior, e sempre aguardada com grande expectativa, motivação e desejo de participar.

Actividades de animação com as crianças: Feira do livro.

Noris Moraes em apresentação do Sertão no Brasil e da obra Sertanidade

A Biblioteca colabora com Noris Moraes pesquisadora e responsável pela organização da Semana de Pernambuco no Porto, para conhecer a região do Sertão, no Estado de Pernambuco, no Brasil, conhecer a poesia brasileira e, se possível, conhecer o autor brasileiro Carlos Cavalcanti, autor da obra «Sertanidade». Três turmas da nossa Escola, dos professores Orlando Sequeira, Adelaide Tavares e Eduardo Silva efectuam a ilustração dos poemas desenvolvendo o sentido estético e literacia da informação e, a Escola Básica e Secundária Diogo Bernardes, de Ponte da Barca efectua a montagem dos conteúdos - ilustrações e poesia em formato multimédia, traduzido num desafio interactivo. Este projecto perspectiva desenvolver o gosto de aprender, sensibilizar para as minorias com necessidades educativas especiais, com tradução do livro em Braille e áudio, educar para a diferença, fomentar a partilha de saberes, sensibilidades e experiências e utilizar as TICs para dar uma dimensão diferente à obra e torná-la mais atractiva para os adolescentes e jovens.

Esta parceria com a escola secundária de Paredes irá continuar a desenvolver-se e prevêem-se actividades para o final do segundo período. No domínio da catalogação corrigiram-se de 1588 registos na base de dados. Foram catalogados 140 novos documentos. O número de documentos entrados no 1º Período foi de sessenta e dois. O número de requisições domiciliárias foi de cento e dezassete documentos. O número de requisições presenciais foi em média de vinte documentos dia. O número requisições para sala de aula foi de sessenta e oito documentos. Foi actualizado o Regulamento da Biblioteca e construído o guia de utilizador. Todas as actividades promovidas foram organizadas após reuniões de trabalho com todos os docentes deste ciclo de ensino de forma a garantir uma eficaz coordenação pedagógica entre todos os momentos de ensino aprendizagem. A biblioteca funcionou, assim em permanente interacção com diferentes membros da comunidade educativa.

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O Prazer da leitura ........................................................... . Sonho de Natal por Diana Vieira Teles (aluna do 8ºB)

A Vida por Rita Leitão (aluna do 8ºB)

E

sta noite, a lua encontra-se cheia, está linda. O movimento giratório das nuvens quando passam por cima desta tão rapidamente e acabam por fazer com que ela desapareça, lembram-nos de que o mundo está a girar, dá voltas e voltas e muda vidas… Nestes momentos, em que nos apercebemos que o mundo gira, vemos o quão rápido o tempo passa, reflectimos no que devíamos ter ou não feito no passado e no quanto poderá influenciar o nosso futuro. A vida não se trata só do tempo e de mudanças esta incluí todo o tipo de movimentos que realizamos, os rostos expressos com rugas de tanto se rir e sorrir marcados com alegrias ou simplesmente marcados com sofrimento, com angústias estes reflectem quem já viveu muito, assim sendo, quem já muito aprendeu. Na vida, perdemos muito tempo e no final de contas, pensamos se vale mesmo a pena rir, chorar, saltar, pensar, falar, sorrir, desabafar, crescer, cair, levantarmo-nos e, no entanto, vale no porque no fundo, estamos a viver! Viver, trata-se de liberdade e esta não vale a pena se não tivermos a liberdade de errar, felicidade que apenas acontece quando o que dizemos, pensamos e fazemos se encontra em sintonia, trata-se de deixar o tempo passar e aproveitar-mos, ao sermos livres somos felizes, tendo amigos ou não tudo o que importa é a felicidade! É tudo um circulo vicioso, estamos muito bem e aparece sempre alguém que nos faz cair, culpamos sempre essa pessoa mas quem esta mal somos nós, levantamo-nos cresce-nos um sorriso na cara e somos felizes, mas tudo acontece de novo, até chegar alguém que facilita e que nos estabiliza a vida, que nos dá a mão quando precisamos, que nos conhece e mesmo assim está lá, uma pessoa que nos conforte que não se aproxime só pelas as aparências e vá embora pela opinião dos outros, acima de tudo temos de retribuir e ser um amigo verdadeiro, também. A vida somos nós que a fazemos, nós devemos ser a mudança que queremos ver no mundo, queremos sempre mudar consoante os outros, mas é preciso muita coragem para sermos nós próprios.

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Temos de ser fortes e perdoar, seguir em frente e não parar, sorrir e ser feliz, correr e não olhar para trás, ser pacífico e viver o momento. Tudo se resume a sermos nós, nós mudamos o mundo, somos o futuro! Temos de encontrar um rumo na vida, e servir-mos o nosso país, fazer-mos o nosso papel e fazer pela nossa família o que ela em tempos fez por nós. Nós somos nós, a humanidade, o futuro, temos de puxar por nós nada pode mudar isso… O futuro virá, mas para já temos de viver o dia, o presente e ser feliz!

Não havia fome nem miséria, como em tempos passados, onde os jardins só tinham árvores sem ramos, queimadas e as ervas daninhas cresciam assim como o ódio. As crianças agora tinham um lar quentinho, uma família unida e pronta para enfrentar as adversidades. Também tinham direito a uma educação; Todos os dias iam à escola aprender a árdua tarefa de crescer, de se tornarem pequenos homenzinhos e mulherezinhas. Todas tinham um brilho especial nos olhos e um sorriso. A esperança renascia. Um simples sorriso de uma criança é como um universo, onde no céu aveludado surgem pequenos pontinhos muito brilhantes. Os sorrisos são como estrelas, incandescentes, puros, inocentes e incrivelmente belos.

O Ricardo continuou muito tempo a ler livros de anedotas, de adivinhas e também alguns sobre o corpo humano. Então um dia, o Ricardo chateou-se com aquele tipo de livros. Estava no sótão quando reparou na caixa velha, toda suja, viu-me e recordou-se do dia em que me comprou. Sentou-se, leu-me com muita vontade e adorou as minhas aventuras. Percebeu que se deve variar nos livros porque assim se pode ter mais imaginação. Quando o Ricardo ficou adulto transformou-se num escritor e desde então o Ricardo escreve histórias sempre variadas. Ao seu primeiro livro o Ricardo chamou “O meu primeiro livro de aventuras!”

Pela Janela por Sérgio Real (ex-aluno da EBSRF)

Não havia racismo. Negros e brancos davam as mãos. Punks juntavam se com hippies, góticos, emos e skaters. Não havia a pressão de uma sociedade, nem todos aqueles preconceitos. Todos se uniam numa única música, e formavam uma melodia, um hino à felicidade Cada pausa servia para repensar o futuro. Cada nota correspondia a um propósito comum. O ritmo era o batimento do coração. Uma fina camada de neve cobria os parques, os carros, os telhados… As aves migravam para o Sul e as janelas estavam embaciadas. Nas ruas, belas iluminações com lacinhos, anjos e sinos adornavam os vários cantos da cidade. Na praça principal estavam concentrados em volta de uma grande árvore, aglomerados de pessoas que dançavam, cantavam, comiam e bebiam alegremente. Os mais velhos contavam lindas histórias aos mais novos. A azáfama estava no ar. Celebravam não só o Natal mas o fim da guerra, da fome, da miséria e dos anos de desespero, e agradeciam o facto de poderem estar todos juntos, em família. Não queria acordar pois sabia que a realidade era bem diferente. Fiquei desiludida quando me apercebi que se tratava apenas de um sonho. Afinal ainda é preciso que se celebre o Natal, é preciso uma desculpa para admitir que erramos e para nos unirmos em família. Neste Natal gostava que o meu sonho se realizasse. Não posso mudar o mundo mas se todos fizermos pequenos gestos faremos a diferença, para combater a indiferença.

ilustração: Catarina Branco (aluna do 12ºE)

Jornal Etc...| Agrupamento de Escolas Rodrigues de Freitas | Janeiro 2010 | nº7

ilustração: Rita Leitão (aluna do 8ºB)

T

ive um sonho. Um sonho fantástico. Os Homens tinham feito um acordo de paz que silenciou o ruído aterrador das armas. Armas essas, que levaram o amor como uma rajada de vento no Inverno. Nos tanques de guerra e nas armas as crianças colocavam flores lilases, avermelhadas, brancas e rosa. Parecia um lindo jardim com árvores de carinho, flores de esperança e arbustos de felicidade. O cenário estava pintado de várias cores, vários sentimentos. Estava tudo claro, brilhante, perfeito.

A professora do Ricardo sabia que ele era bom aluno mas não tinha imaginação e disse-lhe para ele se esforçar mais e para ler livros. O menino seguiu o conselho da sua professora e começou a ler e a apreciar a leitura. O Ricardo percebeu que ler mais, fazia ter imaginação para muitas coisas como, por exemplo, para brincar e para fazer histórias. Agora adorava ler livros de anedotas, pois ao contá-las fazia rir as pessoas.

Pela janela tudo vejo. O frio corta quem lá anda e ameaça-me entrar. Entendo o aviso e enrosco-me mais. Vejo as árvores que dançam á melodia do vento, e riem-se de quem se encolhe em arrepios. - Todos as notam Os baloiços rangem empurrados pela brisa, sem calor humano para os usar. - Lamentam-se Casais correm juntos, apenas para em suas casas se esconderem. Aquecerem-se. As cadeiras das esplanadas, sozinhas, gelam.

Um livro especial Miguel Cardoso Félix 4ºA

E

ra um livro de aventuras que vivia numa livraria antiga. Tinha uma encadernação vermelha e muitas páginas. Um dia um menino, chamado Ricardo, que não gostava de ler, comprou-me e gabou-se disso aos seus colegas porque eles não tinham um livro como eu. Quando chegou a casa, o Ricardo que não gostava de ler, atirou-me para uma caixa velha, toda suja; então eu fiquei muito e muito tempo à espera que o menino me lesse.

Fazem companhia ás mesas que por pessoas esperam. Quietas. Ao frio. Esperam porque mais não podem fazer. Passando levemente o olhar pela vista de gelo, vejo-te sentada. O frio toca-te, e a ele ligas-te. Gela-me a visão. Canta-te melodias que acompanhas, sem escolha. Recolho-me para o meu quente recanto e inspiro. Sacudo a paisagem e a vista dos ombros e aqueço-me. Porque se tudo aquilo lá fora vi, é porque aqui dentro comigo não está.

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........................................................... . O Prazer da leitura E aqui estou eu…

Encontros com o sagrado

Ponteiros

por Pedro Fernandes (aluno do 8ºB)

por António de Montelongo

por uma aluna do 8ºano

aqui estou eu sentado na secretária a tentar imaginar sobre o que escrever para o trabalho que a Professora Cândida pediu para fazer. Não consigo escrever muito pois não tenho assim grande criatividade, e há qualquer coisa que me diz que deveria estar a estudar para o teste de matemática.

E

á tempos, no Porto, ao sair da missa vespertina de um sábado húmido e frio de Dezembro dei, juntamente com a família, com um semabrigo deitado no chão à porta de uma instituição bancária. Irónico: dei … ao sair da missa … à porta de uma instituição bancária.

H

P

Um texto livrevcomo o nome indica é livre, portanto, como não tenho nenhum tema sobre o qual escrever, vou escrever sobre nada.

Muitas vezes me vêm à mente palavras que dizem serem de Cristo: “Tive fome e deste-me de comer, tive sede e deste-me de beber…”. E se nós, que frequentamos as práticas religiosas, que nos dizemos crentes, verdadeiramente acreditássemos nestas palavras, como seria a nossa vida? Enfim….

Há imenso tempo que penso nisso, para juntar a todos os outros temas que andam à roda na minha cabeça. Se o nada é vazio, como é que eu posso mostrar uma mão vazia a alguém e perguntar "Quantas canetas tenho aqui?" o óbvio é essa pessoa responder-me qualquer coisa como "Tens zero." Como é que é possível ter uma coisa que não existe, se zero é nada como é que eu posso ter nada nas mãos? Até o português pode ser brincalhão nestas situações, outra possível resposta ao dilema era "Não tens nenhuma" então se não tenho nenhuma quer dizer que alguma tenho que ter, ou não? É uma daquelas perguntas que nos faz ficar acordado a noite, pelo menos a mim. A vida tem sido mazinha para mim este ano. As notas da escola já não são tão boas quanto eram, cheguei à conclusão que graças ao meu horário não vou poder continuar a participar nos torneios de Magic de sextafeira, e até aquilo que eu pensava ser a melhor coisa que me tinha acontecido desde que entrei para esta escola, após uns quatro meses de felicidade, com alguns tempos menos bons, até isso me foi tirado, agora resta - me aguentar sobreviver e enfim esperar que o que venha seja melhor. Mas vejamos tudo por um lado positivo, e como alguém uma vez disse "O que não me mata, torna-me mais forte ", até essa frase também não tem toda a lógica que devia, pois o que não mata uma pessoa deixa-a muito fraca, quase matou. Mas isto sou só eu a divagar. Outra coisa que penso ser curioso é quando vamos na rua olhar para todas as pessoas que vemos à nossa volta e pensar que cada uma delas tem o seu mundo como eu também, cada uma pode divagar à noite antes de adormecer, pode ter um texto que fazer e não saber sobre o que escrever. Agora estou a escrever a última frase deste texto, que afinal não foi assim tão difícil de escrever.

Sugestões de Leitura por Luísa Lamas (Coordenadora BE/CRE)

A

BE/CRE apresenta a seguinte sugestão de leitura por ciclo, porque acredita que como Ilana Zeiler afirma: “…como educadores não transformamos as crianças em leitoras; elas transformam-se. A nossa tarefa é ajudá-las, apoiá-las, agir como modelos.” Assim, as nossas sugestões são: 1º Ciclo: A Girafa que Comia estrelas de José Eduardo Agualusa; 2º Ciclo: O colar de esmeraldas da princesa Esmeralda, de António Torrado; 3º Ciclo: Marley & Eu: A Vida e o Amor do pior Cão do Mundo de John Grogan;

Não é muito difícil levar umas sandes, fruta e uma bebida, descer a rua e dá-la, mais ou menos apressadamente, ao Sem-Abrigo que pernoita à porta da C.G.D., na Praça Exército Libertador. Difícil é acreditar no sentido das palavras e ser na acção coerente com aquilo em que se diz acreditar. Não, não é grande sacrifício ir, mesmo que diariamente, com algo ao encontro do Sem-Abrigo; sacrifício é ir semanalmente à missa e ouvir com insistência as mesmas conversas sobre Deus, assistir a rituais demasiado estilizados, repetitivos, rotineiros, que o Altíssimo só suporta por ser infinitamente compreensivo. Que outra oração colectiva aos humanos é possível, não sei, mas as que fazemos, duvido da sua natureza evangélica. Rituais afastados da “Partilha do Pão”, da “Comunhão dos Bens”. Rituais que apenas a quem os frequentam servem: dão-lhes algum equilíbrio nesta vida e alimentam o desejo, a que chamamos esperança, de alcançar outra melhor. A Deus, estes rituais não serão vãos e inúteis? Bem perto da porta da Igreja, à hora da missa, o SemAbrigo já está encolhido no “seu” lugar sem o mínimo recolhimento, privacidade, conforto ou aconchego; apesar disso, todos nós que comungámos, passamos junto dele com algum desprezo ou indiferença. Tranquiliza-nos no íntimo o já termos dado a nossa esmolinha para os encargos da Igreja. O Sem-Abrigo? Ah! Há tantos dispersos por essa cidade, este é apenas mais um. Este é apenas mais um. E todas as semanas o pobre ser permanece no local gélido, húmido e desconfortável e milhares e milhares de pessoas junto a ele a pé ou de carro - transitam.

orque é que não paras, relógio? Porque é que não congelas o tempo ou pelo menos reduzes a velocidade dos ponteiros?

Tu, tu que tens o poder de contar todos os segundos com a maior das precisões, porque não aproveitas? Andas sempre com tanta pressa! Passando por cima das pessoas e fazendo com que elas tropecem e rebolem no meio dos teus ponteiros. Elas gritam por oportunidades para sonhar, para fazer planos e sobretudo para concretizar tudo isto. Imploram que as deixes voltar atrás para fazerem o que deveriam ter feito, para corrigirem os erros. Mas tu não ouves. Tu ris mais alto do que os gritos de desespero delas. E os teus risos, sinistros e desprovidos de qualquer simpatia, andam para trás e para a frente, ecoando na cabeça delas. O teu reino, que parece ser tão pequeno e inofensivo, tornou-se já demasiado pesado para carregar no pulso ou no bolso. Mas essa dor não te preocupa, não te importa. Quanto mais escravos da tua arrogância tiveres, mais confortável ficas. E, em boa verdade, tu és quem possuí os segundos e as horas, o assustador reino de vidro pertence-te. Todo o poder repousa nos teus ponteiros. O MUNDO CEDEU A ESSE PODER. Assim sendo, para quê preocupares-te com este mundinho que vai diminuindo à medida que aumentas? Não te cabe a ti ser solidário... É por isso mesmo que, quando crescer, vou tirar um dia só para mim, 24h sem a tua companhia. E nesse dia vou dedicar-me a dar vida a esse papel que recusas ter. Vou repensar-me, recriar-me. E quando tiver esclarecido tudo comigo mesma, vou moldar o mundo. Vou construir-lhe janelas. E à noite, assim bem à noitinha, quando todos estiverem a dormir e nem as árvores e as suas sombras me conseguirem ouvir, pé ante pé, vou debruçar-me numa delas contigo na mão. Vou dar-te uma última olhadela e despedir-me da tua rude maneira de ser. Largar-te-ei no meio da escuridão e ouvirei, finalmente, o teu murmúrio cair no meio do vazio, estilhaçando o teu, afinal de contas, tão frágil reino. Relógio, pela primeira vez esquecerei todas as promessas que te fiz e toda a lealdade que pensava deverte. E assim, terei todo o tempo, todo o tempo para ser livre.

Alguns cães abandonados têm melhor sorte que o Sem-Abrigo, vítima de complicações que provavelmente nunca originou, de injustiças que o transcendem, de incapacidades estruturais que o limitam. Tem uma vida de cão abandonado pelo dono e desprezado por todos. É complicado falarmos e ouvirmos falar de Deus, de dizermos e escrevermos que somos todos filhos do mesmo Pai e irmãos em Cristo. Ora, ou isso não é verdade ou então que irmãos porcos e esfarrapados, que miseráveis irmãos nos deram que apenas nos envergonham! Eis a expressão da nossa conduta. Complicado é termos o que dizemos sagrado ou os seus símbolos tão perto do que verdadeiramente o é à face da Terra. O sagrado em situação de profanação: pessoas, vidas! … À saída da missa…, à porta de uma instituição bancária!...

envia os teus trabalhos para

etc.jornal@gmail.com

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Secundário: O romance da Raposa de Aquilino Ribeiro. Boas leituras!

Sugestão de leitura por Filipe Alves Teixeira (aluno do 8ºB)

C

onsiderado fundamental para o debate sobre a educação, um tema sempre actual no nosso país, A Turma, da autoria do escritor francês “François Bégaudeau”, segue um ano lectivo de um professor e da sua sala de aula numa escola secundária de um bairro problemático da periferia de Paris. Palco das diferenças étnicas da população francesa, espelho dos contrastes multiculturais dos grandes centros urbanos de

todo o mundo, a sala de aula é também um espaço privilegiado de conflitos e troca de valores. Através do livro A Turma, que tem sido muito bem acolhido pela crítica nos países onde vem sendo editado, facilmente concluímos que a realidade francesa, no que à educação diz respeito, não é assim tão diferente da portuguesa. Bem pelo contrário.


Aldeia global..................................................................... No entanto, a concentração em Copenhaga de ONGs e de movimentos ecologistas, as reuniões paralelas à Cimeira, de manifestações de ambientalistas, constituíram um momento importante de consciencialização dos cidadãos para os problemas causados pelas alterações climáticas a nível global.

A Cimeira de Copenhaga pelo Clube Comércio Justo

A

Entretanto, continuemos a exercer o nosso dever de cidadãos do Mundo, pressionando os governos para que adoptem um desenvolvimento sustentável, cumpram os Acordos internacionais e definam metas obrigatórias sobre as as emissões de gases com efeito de estufa, nas próximas reuniões internacionais (Julho de 2010). Continuemos a poupar energia, a reciclar, a andar a pé, a consumir produtos locais e de empresas que cumpram a sua responsabilidade social. Todos podemos salvar o Planeta!

Jornal Etc...| Agrupamento de Escolas Rodrigues de Freitas | Janeiro 2010 | nº7

cimeira de Copenhaga sobre as alterações climáticas, que teve lugar entre os dias sete a dezoito do passado mês de Dezembro, saldou-se por uma grande desilusão!

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Convocada pelas Nações Unidas, tinha como objectivo estabelecer metas para a redução das emissões de CO2 na atmosfera para o limite máximo de segurança de 350 partículas por milhão e reduzir a temperatura global em 2 graus centígrados tal como está previsto nos Objectivos do Milénio.Os líderes dos 110 países propunham-se chegar a um acordo, com base na Ciência que substituísse o Acordo de Quioto a terminar em 2012. Depois de vários dias de reuniões e negociações, a Cimeira foi encerrada com a assinatura de um acordo de intenções não vinculativas, pelos países desenvolvidos e emergentes - E.U. A., China, África do Sul, Brasil, Índia e União Europeia. Os líderes mundiais perderam um momento histórico para reduzirem o aquecimento global e salvar o Planeta. Falharam na ajuda aos países pobres, os mais afectados pelas catástrofes naturais. Acordaram uma ajuda financeira menor do que a necessária, (70 milhões de euros em vez de 100) para que esses países se adaptem às alterações climáticas. As clivagens entre países ricos e países pobres intensificaram-se. Ignoraram a Ciência e guiaram-se por interesses nacionais. A Cimeira representou pois, um recuo em relação ao Protocolo de Quioto, na medida em que, não houve consenso no Plenário e não obteve o voto favorável de todos os países aí representados. Saldou-se por um Acordo registado e não adoptado.

Crónica da ética escolar por Lobo Alfa, Raposa e Tubarão (alunos do12º ano)

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os dias de hoje, como acontece desde há tempos imemoriais, existe algo que separa os adolescentes de liceu dos animais do zoo. É uma diferença mínima, mas está lá; é o Código de Honra dos Alunos. Não está escrito em papel, nem papiro, nem em pinturas rupestres, nem sequer é algo que se comenta. É apenas algo que todos os alunos deveriam saber ao nascer. Este código não-escrito implica regras importantes e sagradas como fugir da substituição mal passem dez minutos do toque, nunca lembrar o professor do trabalho de casa, fazer de conta que não o fez se mais ninguém o tiver feito, pedir notas altas para os colegas na hetero-avaliação, quando o professor pergunta “Quem falta?” dizer sempre “ninguém” mesmo que estejamos sozinhos na aula, entre outros. Não convém revelar mais por obrigação da regra mais importante do código: “não se fala do código”. Como em todas as sociedades altamente organizadas, também na nossa existem os fora-da-lei, os vigaristas, os párias, os vermes… Em suma, os não-cumpridores do código ou “teacher's pet” (cão de colo do professor). Para combater este ataque à ordem natural das coisas, o aluno evoluiu para uma espécie mais avançada o “Alunus Illuminatus”, ou Aluno Iluminado, que através da antiga lei da Selecção Natural exclui socialmente estes seres altamente inconvenientes. Por muitos isto é tido como “Bullying”, o que é um erro crasso. Trata-se apenas de um mecanismo de defesa do grande organismo que é a nossa comunidade escolar, pois enquanto o bullying não tem qualquer razão de ser, além de ser uma prática imensamente reprovável e cruel, a selecção natural é necessária à sobrevivência da espécie. Necessária, sim, porque se fôssemos continuamente “apunhalados pelas costas” pelos nossos colegas de turma, o ambiente de desconfiança constante que daí resultaria seria prejudicial, tanto ao trabalho escolar como às relações interpessoais. Assim, estes métodos de estabelecimento da Ordem e da utopia escolar não devem nunca ser reprovados mas sim louvados.

2010. Ano Internacional da Biodiversidade por Rosa Costa

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biodiversidade engloba a variedade de genes, espécies e ecossistemas que constituem a vida no nosso planeta. A perda constante deste conjunto, com extinções e destruições, é de tal forma expressiva que se antevêem profundas consequências para o mundo natural e o bem-estar humano, pondo em risco a nossa própria sobrevivência. As principais causas da diminuição da biodiversidade são as alterações nos habitats naturais, resultantes dos sistemas intensivos de produção agrícola, da construção, da sobrexploração dos recursos das florestas, oceanos, rios, lagos e solos, da introdução de espécies invasivas, da poluição e, cada vez mais, das alterações climáticas globais. A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou uma campanha mundial de sensibilização para a salvaguarda da biodiversidade, dando início às comemorações do Ano Internacional da Diversidade Biológica 2010. O tema da campanha é “A biodiversidade é a vida. A biodiversidade é a nossa vida”, sublinhando o papel crucial da natureza no apoio à vida na Terra, incluindo a nossa. A protecção da biodiversidade é uma preocupação planetária que necessita de acções à escala local, pelo que 2010 será um ano de mobilização internacional em relação a este desafio global. O objectivo é alertar todos os cidadãos para a perda da biodiversidade por falta de desenvolvimento sustentável, com o desaparecimento de milhares de espécies em todo o mundo a um ritmo cada vez mais acelerado e alarmante, ou seja, mil vezes o ritmo que seria natural. Os cientistas estimam que 34000 espécies de plantas e 5200 de animais estão em risco de extinção e estudos recentes mostraram que em algumas zonas cerca de 25% de espécies de mamíferos, aves, anfíbios, répteis, borboletas e outros invertebrados poderão extinguir-se até 2050. Os números são de facto preocupantes e muitos acreditam, inclusive, que a “sexta extinção em massa” das espécies já está em curso; a última conhecida refere-se ao desaparecimento dos dinossáurios e aconteceu há cerca de 65 milhões de anos. A assembleia-geral da ONU convidou, por isso, todos os países membros a criarem comités nacionais, integrando representantes de entidades locais, para celebrar o Ano Internacional da Biodiversidade. Em Portugal, estão também planeadas várias acções de sensibilização e divulgação ao longo do ano e serão postas em marcha várias iniciativas de alerta para a importância da biodiversidade na qualidade de vida dos cidadãos. A ONU vai marcar o Ano Internacional da Biodiversidade com a organização de dois importantes eventos. A convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies de Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção, no âmbito da qual é publicada a “lista vermelha” das espécies ameaçadas cuja comercialização é proibida, realizar-se-á de 13 a 25 de Março, no Dubai. A cimeira sobre Diversidade Biológica, onde os governos definirão os objectivos e etapas para contrariar a perda da biodiversidade, terá lugar em Nagoya (Japão) de 18 a 29

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.....................................................................Aldeia global sistema apresentado por Barbier, era baseado em 12 pontos, ao passo que o sistema desenvolvido por Braille é mais simples, com apenas 6 pontos. Braille, em seguida, melhorou o seu próprio sistema, incluindo a notação numérica e musical. Em 1824, com apenas 15 anos, Louis Braille terminou o seu sistema de células com seis pontos. Pouco depois, ele mesmo começou a ensinar no instituto e, em 1829, publicou o seu método exclusivo de comunicação que hoje tem o seu nome. Excepto algumas pequenas melhorias, o sistema permanece basicamente o mesmo até hoje.

A Era Tecnológica por Tiago Carvalho (aluno do 11ºA)

Louis Braille

por Filipe Alves Teixeira (aluno do 8ºB)

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ouis Braille nasceu em 4 de Janeiro de 1809 em Coupvray, na França, a cerca de 40 quilómetros de Paris. O seu pai, Simon-René Braille, era um fabricante de arreios e selas. Aos três anos, provavelmente ao brincar na oficina do pai, Louis feriu-se no olho esquerdo com uma ferramenta pontiaguda. A infecção que se seguiu ao ferimento alastrou-se ao olho direito, provocando a cegueira total. Na tentativa de que Louis tivesse uma vida o mais normal possível, os pais e o padre da paróquia, Jacques Palluy, matricularam-no na escola local. Louis tinha enorme facilidade em aprender o que ouvia e em determinados anos foi seleccionado como líder da turma. Com 10 anos de idade, Louis ganhou uma bolsa do Instituto Real de Jovens Cegos de Paris. O fundador do instituto, Valentin Haüy, foi um dos primeiros a criar um programa para ensinar os cegos a ler. As primeiras experiências de Haüy envolviam a gravação em alto-relevo de letras grandes, em papel grosso. Embora rudimentares, esses esforços lançaram a base para desenvolvimentos posteriores. Apesar de as crianças aprenderem a ler com este sistema, não podiam escrever porque a impressão era feita com letras costuradas no papel.

B

em-vindos a 2010 e a esta década prometedora no que diz respeito à informática e à electrónica. Os especialistas nestas duas áreas prevêem um crescimento na tecnologia superior ao da última década. Ou seja, vamos ter uma época de loucos para todos os Gamers nas mais diversas plataformas. Serão eles os mais beneficiados desta Nova Revolução Tecnológica. Mas os outros não serão esquecidos. Mas, antes de irmos ao futuro, vamos dar uma olhada a 2009. As quatro maiores empresas informáticas (Intel, AMD, Nvidia e Microsoft) fizeram grandes progressos. A Intel mostrou novos processadores Core I7, Core I5 e Core I3 (além dos

que já estavam disponíveis). A AMD continuou o trabalho dos Phenom X4 e, na sua empresa de placas gráficas, a ATI, lançou a série Radeon HD 5000, terminando em beleza com a fantástica ATI Radeon HD 5970 (Uma poderosíssima placa de 2 GPU Unidade de processamento de gráficos). A Nvidia decidiu não fazer muito quanto aos utilizadores este ano, para desenvolver uma nova gama de placas (ou será por, neste momento não ter tecnologia suficiente para lutar contra a ATI?). E a Microsoft lançou o esperadíssimo Windows 7. Sim, o melhor Sistema Operativo de todos os tempos. Para este ano, a Intel espera desenvolver novas tecnologias de construção de microprocessadores (actualmente os novos Core estão a ser construídos com uma tecnologia de 45 nanometros). A AMD concentra-se no fabrico da série ATI Radeon HD 6000, só para melhorar um pouco mais as suas placas (algo que é, neste momento, difícil, porque as actuais estão excelentes). A Nvidia está pronta a lançar a série GTX 300, para tentar dar a volta por cima no negócio das placas gráficas. E bem precisa, se quer acompanhar o desenvolvimento tecnológico da sua concorrente. Quanto à Microsoft, vai poder descansar (finalmente). Desde 2007 que a Microsoft não pára para desenvolver um Sistema Operativo de jeito, e parece que o conseguiu. Agora é esperar pela apreciação dos utilizadores sobre o Windows 7. Talvez ainda possa haver o SP1 do Windows 7, mas não será este ano de certeza. Mais uma vez, sejam bem-vindos ao futuro. Sejam bem-vindos ao desenvolvimento. Sejam bem-vindos à Era da Tecnologia.

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Louis aprendeu a ler as grandes letras em altorelevo nos livros da pequena biblioteca de Haüy. Mas também se apercebia que aquele método, além de lento, não era prático. Na ocasião, ele escreveu no seu diário: "Se os meus olhos não me deixam obter informações sobre homens e eventos, sobre ideias e doutrinas, terei de encontrar uma outra forma." Em 1821, quando Louis Braille tinha somente 12 anos, Charles Barbier, capitão reformado da artilharia francesa, visitou o instituto onde apresentou um sistema de comunicação chamado de escrita nocturna, também conhecido por Serre e que mais tarde veio a ser chamado de sonografia. Tratava-se de um método de comunicação táctil que usava pontos em relevo dispostos num rectângulo e que tinha aplicações práticas no campo de batalha, quando era necessário ler mensagens sem usar a luz que poderia revelar posições. Assim, era possível trocar ordens e informações de forma silenciosa. Usava-se uma sovela para marcar pontinhos em relevo em papelão, que então podiam ser sentidos no escuro pelos soldados. A escrita nocturna baseava-se numa tabela de trinta e seis quadrados, cada quadrado representando um som básico da linguagem humana. Duas fileiras com até seis pontos cada uma eram gravadas em relevo no papel. O número de pontos na primeira fileira indicava em que linha horizontal da tabela de sons vocálicos se encontrava o som desejado, e o número de pontos na segunda fileira designava o som correcto naquela linha. Esta ideia de usar um código para representar palavras em forma fonéticas foi introduzida no Instituto. Louis Braille dedicou-se de forma entusiástica ao método e passou a efectuar algumas melhorias. Assim, nos dois anos seguintes, Braille esforçou-se em simplificar o código. Por fim desenvolveu um método eficiente e elegante que se baseava numa célula de apenas três pontos de altura por dois de largura. O

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Artes em partes................................................................ Agenda musical

Francis Bacon

por Diana Magalhães (aluna do 12ºE)

por Helder Marques (aluno do 11ºF)

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rancis Bacon (28 October 1909 – 28 April 1992) was an Irish born British figurative painter. His artwork is known for its bold, austere, homoerotic and often violent or nightmarish imagery, which typically shows room-bound masculine figures isolated in glass or steel geometrical cages set against flat, nondescript backgrounds. Bacon had begun painting by his early 20s, yet he worked only sporadically and without commitment during the late 1920s and early 1930s, when he worked as an interior decorator and designer of furniture and rugs.

Jornal Etc...| Agrupamento de Escolas Rodrigues de Freitas | Janeiro 2010 | nº7

Aproveito também este espaço dedicado á música para sugerir que prestem atenção à boa música que se faz por cá, como é o caso de Klepht, Doismileoito, Fonzie, Legendary Tiger Man, Boite Zuleika, Pontos Negros, Moonspell, Mundo Cão, entre outros, para que 2010 se possa tornar um ano mais produtivo para a musica nacional. Lista de concertos já agendados para 2010: The Weatherman 16 de Janeiro, Centro Cultural Vila Flor, Guimarães.

Air (George Pringle na primeira parte) 16 de Janeiro, Coliseu de Lisboa.

Billy Talent 22 de Janeiro, Coliseu de Lisboa

Papercutz 23 de Janeiro, Centro Cultural Vila Flor, Guimarães

Moonspell (Bizarra Locomotiva na primeira parte) 23 de Janeiro, FIL - Parque das Nações, Lisboa

Arctic Monkeys 2 de Fevereiro, Coliseu do Porto 3 de Fevereiro, Campo Pequeno, Lisboa

Tindersticks 3 de Fevereiro, Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Raínha 4 de Fevereiro, Centro Cultural Vila Flor, Guimarães 5 de Fevereiro, Centro Cultural Olga Cadaval, Sintra 6 de Fevereiro, Teatro Municipal da Guarda 7 de Fevereiro, Cine-Teatro de Estarreja

Joss Stone 14 de Fevereiro, Coliseu do Porto. 15 de Fevereiro, Coliseu de Lisboa.

Australian Pink Floyd 18 de Fevereiro, Campo Pequeno, Lisboa 19 de Fevereiro, Pavilhão Rosa Mota, Porto.

Adam Green 4 de Março, Santiago Alquimista, Lisboa.

Cranberries 10 de Março, Campo Pequeno, Lisboa.

La Roux 13 de Março, Lux, Lisboa

Fischerspooner 13 de Março, Teatro Sá da Bandeira, Porto

Yo La Tengo 14 de Março, Aula Magna, Lisboa. 15 de Março, Casa da Música, Porto

Blood Red Shoes 11 de Abril, Santiago Alquimista, Lisboa

Mika 16 de Abril, Campo Pequeno, Lisboa

Tokio Hotel 7 de Abril, Pavilhão Atlântico, Lisboa.

Ney Matogrosso 30 de Abril, Coliseu do Porto. 1 de Maio, Coliseu de Lisboa.

Cesária Évora 8 de Maio, Coliseu de Lisboa.

Metallica 18 de Maio, Pavilhão Atlântico, Lisboa.

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Jamie Cullum 25 de Maio, Coliseu de Lisboa.

The XX 25 de Maio, Aula Magna, Lisboa. 26 de Maio, Casa da Música, Porto

Santana 25 de Maio, Pavilhão Atlântico, Lisboa.

Muse 27 de Maio no Rock In Rio Lisboa 2010.

Pearl Jam 10 de Julho no Optimus Alive!10

Mark Knopfler 27 de Julho, Campo Pequeno, Lisboa.

U2 2 e 3 de Outubro, Estádio de Coimbra. (mais

informações em: www.blitz.aeiou.pt)

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He later admitted that his career was delayed because he had spent so long looking for a subject that would sustain his interest. His breakthrough came with the 1944 triptych Three Studies for Figures at the Base of a Crucifixion, and it was this work and his heads and figures of the late 1940s through to the early 1960s that sealed his reputation as a notably bleak, world famous, chronicler of the human condition. From the mid 1960s, Bacon mainly produced portrait heads of friends. He often said in interviews that he saw images "in series", and his artistic output often saw him focus on single themes for sustained periods (including his crucifixion, Papal heads, and later single and triptych heads series). He began painting variations on the Crucifixion, and later focused on half human-half grotesque heads, best exemplified by the 1949 "Heads in a Room" series. Following the 1971 suicide of his lover, George Dyer, his art became more personal, inward looking and preoccupied with death. The climax of this late period came with his 1982 "Study for Self-Portrait", and his masterpiece, Study for a Self Portrait -Triptych, 198586. Despite his seemingly existentialist outlook on life, Bacon appeared to be a bon vivant, spending much of his middle and later life eating, drinking and gambling in London's Soho with Lucian Freud, John Deakin, Daniel Farson, Jeffrey Bernard, Muriel Belcher and Henrietta Moraes, among others. Following Dyer's death he distanced himself from this circle and became less involved with rough trade to settle in a platonic relationship with his eventual heir, John Edwards. Since his death, Bacon's reputation has steadily grown. He continues to draw admiration and disgust in equal measures; Margaret Thatcher famously described him as "that man who paints those dreadful pictures”. Bacon was the subject of two major Tate retrospectives during his life time and received a third in 2008. He always professed not to depend on preparatory works and was resolute that he never drew. Yet since his death, a number of sketches have emerged and although the Tate recognized them as canon, they have not yet been acknowledged as such by the art market. In addition, in the late 1990s, several presumed destroyed major works, including Popes from the early 1950s and Heads from the 1960s, have surfaced on the art market which are considered equal to any of his "official" output.

Later In 1964, Bacon began a relationship with 30-yearold Eastender George Dyer, whom he met, he claimed, while the latter was burgling his apartment. A petty criminal with a history of borstal and prison, Dyer was a somewhat tortured individual, insecure, alcoholic, appearance obsessed and never really fitting in within the bohemian set surrounding Francis. The relationship was stormy and in 1971, on the eve of Bacon's major retrospective at the Paris Grand Palais, Dyer committed suicide in the hotel room they were sharing, overdosing on barbiturates. The event was recorded in Bacon's 1973 masterpiece Triptych, MayJune 1973. In 1974, Bacon met John Edwards, a young, illiterate Eastender with whom he formed one of his most enduring friendships. Bacon died of a heart attack on 28 April 1992 while vacationing in Spain. He bequeathed his entire estate (then valued at £11 million) to John Edwards.

Pinrura: Ana Moreira e Adriana (alunas do 11ºF)

ano 2010 não podia começar da melhor maneira no panorama musical em Portugal. Não só por ser mais um ano do grandioso festival Rock in Rio Lisboa, mas também pela quantidade de (muito) bons concertos já agendados, entre eles Muse, Pearl Jam, Billy Talent, The Prodigy e Artic Monkeys. A não perder… Se nos primeiros dias do ano já estão garantidas tantas presenças imperdíveis em Portugal, imaginemos o que ainda virá aí!

Edwards, in turn, donated the contents of Francis Bacon's chaotic studio at 7 Reece Mews, South Kensington, to the Hugh Lane gallery in Dublin. Bacon's studio contents were moved and the studio carefully reconstructed in the gallery. Additionally draft materials, perhaps intended for destruction, were bequeathed to Barry Joule who later forwarded most of the materials to create the Barry Joule Archive in Dublin with other parts of the collection given later to the Tate museum. The tiny and cramped nature of Bacon's London studio and apartment were subjected to some critical analysis in an article in The Guardian by Aida Edemariam. She claims Bacon being frequently locked screaming for hours in a cupboard as a young boy, by a nanny, formed the basis of his preference for working in cramped conditions and his unwillingness to work on a larger scale. The article states: "That cupboard," Bacon apparently said years later, "was the making of me.”

Antecipar e transformar por Raquel Pontes (aluna do 12ºE)

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riar é provocar ” foi praticamente o lema do Dadaismo (ou Movimento Dada). Esta corrente artística tinha base no absurdo e a renúncia pelo ridículo, deste modo, com obras que não faziam sentido, pretendiam criticar a mentalidade e o espírito de Guerra da época. Muitas vezes apoiando-se no ready made (consiste em utilizar objectos vulgares, do quotidiano, pré existentes) para tentar criar algo inovador, mandandoo para exposições. Os artistas do Dadaismo adoptaram uma atitude provocadora com tendência para escandalizar a sociedade e os conflitos vividos através da ironia e do disparate, em sentido de manifesto. “Os nossos olhos divergem das lentes da máquina” Contudo, todos os movimentos artísticos da primeira metade do século XX, desde o fauvismo ao surrealismo, foram uma inovação e um “choque” para a sociedade. Fim do mecenato em função de uma pintura de referência. Deste modo, a arte tornou-se mais individual, os artista procuraram um novo caminho para fugir as novas inovações como a maquina fotográfica e o cinema, que puseram em questão o papel do pintor. Neste contexto, estes tomaram um rumo diferente fugindo à realidade ao naturalismo. A criatividade levou os artistas a novos conceitos, que contudo, não foram aceites de imediato pela população. Esta rejeição por parte da sociedade manifestou-se em prol da falta de sentimentalismo do povo nas obras.


.......................................................Humor e passatempos Descobre as 8 diferenças... e aproveita para colorir os desenhos! por Sandra Pereira (aluna do 12ºE) (Solução em http://etc-blogspot.com)

Põe à prova os teus conhecimentos sobre a Implantação da República em Portugal 1 7 2

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Quente e Frio por Miguel Guedes (aluno do 9ºB)

Quente: O segundo aniversário do nosso jornal, que tem informado e divertido muita gente desde a sua criação. Dois anos! Agora é sempre a subir na tentativa de melhorar!

5 6

ilustração: David Ferreira (aluno do 12ºF 2008/09)

pelos alunos da E.B.1 do Pinheiro

Os prémios que vencemos no concurso de jornais são a prova que estamos no caminho certo e enchemnos o ego e a auto-estima. Não só a nós, à equipa ETC, mas a todos os nossos leitores e à nossa escola. Por falar nisso, fica aqui o repto. Juntem-se a nós!!!

9 8

Morno: Horizontais :

Cartoon

2: De que forma é escolhido o Presidente da República?

“A República das bananas”

3: Quem foi o 1º Presidente da República?

por Manuel Vieira (aluno do 12ºE)

5: Qual foi o documento publicado no ano seguinte à Proclamação da República ?

A “comida” (entre aspas, porque é quase um insulto á boa comida) da cantina melhorou um pouco. Mas continua com uma qualidade bastante inferior á desejável. A fruta, acho que tem vindo muito pisada e em más condições… Atenção, senão, em vez de atirarmos os tradicionais tomates, vão maçãs, peras e kiwis…

6: Existe desde 1910 e é um dos símbolos da nação…

Frio:

8: Quem foi o 1º deputado Republicano Português

A convivência com a vizinho Conservatório tem sido algo complicada. Tem havido alguma complacência e dualidade de critérios em relação aos direitos de alunos… Mas acho que nada está perdido.

Verticais: 1: Na monarquia quem é o chefe da nação? 4: Qual é a forma de governo em que o poder é exercido por um Presidente? 7: O que se comemora no dia 5 de Outubro ? 9: Aluno que não percebe nada disto…

Queres fazer parte da Equipa

? Consulta o Blogue Etc... em: http://etc-jornal.blogspot.com e preenche o formulário de inscrição!

As infra-estruturas da escola sofreram bastante com as recentes intempéries. Infiltrações e a cobertura do chão a levantar. Isto causa problemas, principalmente aos alunos cegos, que correm o sério risco de tropeçar. Se até os não-cegos tropeçam... À atenção da Parque Escolar Ainda a Parque Escolar deveria tomar providências em relação aos cacifos. Senão, atentem neste exemplo. A Direcção pediu que se devolvessem as chaves do cacifo e que seriamos reembolsados da caução paga. Houve quem o fizesse, houve quem não o fizesse. Agora a situação é esta: quem devolveu a chave e cumpriu as suas obrigações, está sem cacifo. Quem manteve a sua chave indevidamente, continua a usufruir do seu cacifo. Bela justiça!

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Para fechar....................................................................... OFERTA ao “Liceu Rodrigues de Freitas” em nome de Rui José Filgueira Esteves, antigo aluno e professor desse “Liceu” pela Direcção do A.E. Rodrigues de Freitas

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oi desta forma que a família do nosso colega Rui Esteves, fez chegar à Escola, um conjunto vasto de diapositivos, acetatos e fotografias, que ilustram não só os momentos aqui vividos, mas também a forma como se organizava documentação, para facilitar o processo de ensino. São documentos de uma vida, de quem por aqui passou, sentindo de forma intensa o pulsar desta casa.

Há coisas, que só fazem sentido para quem as viveu. E quem por cá passou como aluno e posteriormente regressou noutras funções, nomeadamente as de professor, tem obviamente uma visão muito particular desta casa, da nossa casa! O Rui Esteves foi um deles! Afável e bem-disposto, simpático e dedicado, deixou um exemplo de entrega de vida, ao “Rodrigues de Freitas”, uma escola que queremos com memória. Assim, ao recuperarmos parte do seu espólio, recuperamos também uma parte da memória da Escola. Ao Rui Esteves, obrigado pela dedicação! Aos seus, obrigado por preservarem parte do que é a nossa cultura!

Avaliação do Primeiro Período. Quadro de excelência por Miguel Guedes (aluno do 9ºB), Raquel Pontes e Sara Dias (alunas do 12ºE)

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om este quadro, pretendemos destacar o mérito dos alunos com melhor média de classificações no Primeiro Período, da Escola Básica e Secundária Rodrigues de Freitas. Parabéns a todos!

3º Ciclo (Níveis 1 -5) 5ºAno

Jornal Etc...| Agrupamento de Escolas Rodrigues de Freitas | Janeiro 2010 | nº7

João Pedro Mimoso (5ºA) 4,4 Maria Constança Silva (5ºA) 4,3 Sofia Borges (5ºA) 4,3

Blogue Etc: Mapa dos locais de origem das consultas mais recentes:

6ºAno Matilde Loyens (6ºC) Bárbara Guedes (6ºA) Inês Aguiar (6ºC) Diana Alves (6ºC)

4,7 4,4 4,3 4,3

7ºAno Luis Correia (7ºA) Bruno Carvalho (7ºC) José Francisco Barata (7ºC)

4,2 4,2 4,2

8ºAno Francisco Raio (8ºC) André Reis (8ºA) Inês Mimoso (8ºB)

4,9 4,6 4,6

9ºAno

Total de visitas até 20 de Janeiro: 5133

Participa no nosso Blogue em: http://etc-jornal.blogspot.com

Ricardo Araújo(9ºB) Ana Kennedy (9ºA) Miguel Guedes (9ºB)

4,6 4,4 4,4

Secundário (Níveis 1-20) 10ºAno Gonçalo Oliveira (10ºB) Raúl Vasques (10ºE) Rúben Rebelo (10ºD)

18,1 17,9 17,3

11ºAno Hugo Coimbra (11ºC) Pedro Araújo(11ºA) Joana Maia (11ºC) Francisco Lopes (11ºC)

18,4 17,9 17,0 17,0

12ºAno Ana Catarina Martins (12ºB) 17,5 Andreia Barbosa (12ºD) 16,7 Pedro Sousa (12ºC) 15,5

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Recorrente Modular (Níveis 1-20) 11ºAno Florinda Gomes (11ºCTA) 16,3 Paula Araújo (11ºCSH) 16,0 Mª Dores Henrique (12ºCSH)13,5

12ºAno

Jornal Etc... | Agrupamento de Escolas Rodrigues de Freitas | Janeiro 2010 | nº7

Mª Manuela Silva (12ºCSH) 18,0 Mário Cervantes (12ºCTI) 16,8 Bruno Sousa (12ºCCT) 16,3

Jornal Etc nº7  

Janeiro 2010