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ilustração: Rita Freitas e Cátia Rodrigues (alunas do 12ºF)

Jornal Etc...| Agrupamento de Escolas Rodrigues de Freitas | Março 2009 | nº5

LeR PLANO NACIONAL DE LEITURA


Para Abrir ........................................................................ Editorial O prazer de ler

Sempre gostei de livros por Jorge Moranguinho (Coordenador da Biblioteca Jaime Cortesão)

por Maria José Ascensão

Jornal Etc...| Agrupamento de Escolas Rodrigues de Freitas | Março 2009 | nº5

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u leio, tu lês, ele lê, nós lemos, … Não, não se trata de um mero exercício de conjugação verbal, mas sim do que se espera seja a nota dominante nos próximos dias. Este número do Etc sai em plena semana da leitura. Não poderia ser, pois, mais oportuno. Ler, ler mais, ler com prazer é condição de sucesso desta semana que o agrupamento consagra à leitura. Quase todos conhecemos os mais variados estudos, mais ou menos estatisticamente significativos, que revelam a falta de hábitos de leitura na população em geral e, em particular, entre os jovens. Constata-se até frequentemente casos de aversão à leitura e ao livro. Quando um professor sugere ou refere a necessidade de leitura de uma dada obra, é comum encontrar reacções do tipo: Quantas páginas tem o livro? Onde se arranja o resumo? Evasivas muitas vezes determinadas pelas dificuldades que o aluno sabe que irá sentir, nomeadamente nas obras de referência dos programas. Se analisarmos retrospectivamente, percebemos que, muitas vezes, o processo não evoluiu do simples para o complexo; as etapas mais básicas não foram cumpridas e o resultado recai no aluno: ele é “culpado” de não gostar de ler. Lê simplesmente por obrigação, sem o mínimo gosto pelo que faz. Há que inverter a situação. Como criar o desejo pela leitura? As pessoas aprendem a gostar de ler quando sentem que a leitura melhora a sua vida. É importante despertar o interesse e a curiosidade do aluno, para que ele vá ao encontro do livro. A escolha deve, pois, começar por ser criteriosa e orientada, para estimular o leitor. Um livro transporta-nos a outros universos, permitenos viajar no tempo e no espaço, da realidade à ficção. Lendo, podemos ser nós próprios, retratados nas personagens, ou ser quem nós quisermos, dando asas à imaginação, sonhar, entrar num mundo mágico onde tudo é possível. As palavras entram em nós, tomam conta dos nossos sentidos e despertam emoções, mesmo as que julgávamos bem guardadas. Para isso acontecer, temos de lhes dar uma oportunidade. As palavras comunicam saberes, mas também cores, sabores, aromas, sons, ritmo. Como a música, cada texto literário tem o seu próprio tempo. Uns parece que correm, outros flúem numa cadência lenta e calma, propícia à degustação. Lido em silêncio ou em voz alta, sozinho ou no meio de uma multidão, nos transportes públicos, no conforto do sofá ou na intimidade do quarto antes de dormir, um livro é um amigo que está sempre lá, que não se queixa da nossa desatenção, da nossa infidelidade ou até do nosso desleixo. Faz-nos companhia quando todos os amigos foram embora, quando estamos tristes ou simplesmente quando temos um tempinho livre. O livro partilha os seus segredos connosco, criando uma cumplicidade que só nós conhecemos. Partilhar um livro é também dividir essa experiência, aproximar as pessoas, criando referências comuns. Recordo o tempo em que um livro era um presente muito apetecido. Hoje em dia, o livro concorre com novas e atractivas tecnologias, mas pode perfeitamente ser-lhes complementar. Afinal é portátil, não precisa de pilhas ou carregador, tem grande memória em termos de texto e imagem, é acessível a todos e usa tecnologia intemporal. A leitura abre caminho à escrita. Para escrever precisamos de argumentos e para isso devemos ler, mas ler com prazer, o prazer de descobrir, de sentir, de saborear. Abra um livro! Folheie-o, sinta o seu toque. Deixe-se prender pelos mistérios que ele encerra. Ele está a sua espera. Pode trocá-lo por outro ou até ler vários ao mesmo tempo que ele não se queixa. Amigos destes, há poucos. Não os perca. Vai ver que vale a pena. A Semana da Leitura é certamente uma óptima oportunidade para estimular o gosto e o apetite pelos livros e para aproximar gerações através deles. Ler é bom e faz bem. Leia! Leia mais! Leia com prazer! Boa leitura.

envia os teus trabalhos para:

Ordenar uma biblioteca é uma maneira silenciosa de exercer a arte da crítica.

Jorge Luís Borges

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Considerações intempestivas sobre educação (continuação) por António Augusto Oliveira Cunha e António Tavares

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nsinar e formar: Formação e ensino excluem-se de algum modo?

Na nossa reflexão anterior, distinguimos os conceitos de educação e ensino. Hoje vamos tecer algumas considerações sobre os conceitos de formação e ensino. “Formação” é um termo que está na moda, e ademais cheio de sentido, quer dizer, polémico. Opõe-se, por vezes, a boa formação, livre, que desenvolve, ao ensino considerado dogmático e repressivo. Apesar de estar na moda, a realidade não é nova; basta pensar na aprendizagem, no sentido profissional, que sempre coexistiu com a escola e muitas vezes em concorrência com ela. Mas que queremos dizer quando falamos de formação? Referimo-nos à formação técnica, profissional, militar, desportiva, e podemos acrescentar todas as “reciclagens”, a formação contínua, etc., e vemos que se trata sempre da preparação de uma categoria de indivíduos para tal ou tal função social. Formação e ensino excluem-se de algum modo? Se reparamos nas expressões: “ensina-se qualquer coisa a alguém”; “forma-se alguém para qualquer coisa”, verificamos que a língua nos sugere aqui uma relação de exclusão. Sejamos mais claros: O objecto do ensino é o aluno enquanto pessoa; ensino inglês ao João. O objecto da formação é a função social: formação de professores, formação de mecânicos: - é o futuro professor ou o futuro mecânico que interessa, não o formando (João) enquanto pessoa. Assim, vemos que a finalidade não é a mesma; e mesmo que se aprenda a mesma coisa, não se aprende da mesma maneira. Um professor de línguas que forma intérpretes ensina-os a traduzir o mais rápido e o mais claramente possível. Um professor que ensina uma língua aos estudantes mostra-lhes que há várias traduções possíveis, preocupa-se com o tempo pedagógico, isto é, com a reflexão; o seu objectivo não é dar um saber-fazer pronto a usar, o seu objectivo é fazer reflectir e compreender. A formação do mecânico trata o aprendiz como um meio para o exercício de uma função; o ensino do piano trata o aluno como um fim; é para ele que trabalha (a não ser que se esteja perante a formação de um virtuoso). Em toda a formação, seja a do cirurgião ou a do electricista, é a função social que tem valor de fim; o indivíduo apenas é um meio. É certo que poderíamos colocar ainda a questão da relação, quase inxistente nos nossos dias, entre educação familiar e formação; mas seria necessário estudá-la noutras sociedades, arcaica, medieval, etc. Mas seja como for, tocamos num paradoxo: “Educar”, “ensinar”, “formar”, termos aparentemente sinónimos, mantêm entre si relações de exclusão. Porém, a realidade é algo diversa, senão vejamos: No jardim de infância, ensina-se educando; na universidade, ensina-se tendo em vista as formações profissionais. Mas trata-se de um compromisso, e este faz-se, por definição, entre realidades antagónicas. Parece portanto que não se pode, nos nossos dias, falar de educação como de uma só e mesma realidade. A “unidade e diversidade da educação” será o assunto da nossa próxima reflexão; ou será ela intempestiva? (Ref. bibliográfica: O. Reboul, La Philosophie de l'éducation, cap. I).

empre gostei de livros. De com eles viajar anarquicamente pelas encruzilhadas da vida. Sempre gostei das suas sentimentalidades. Da linguagem dos afectos. Do que contam e, sobretudo, do que fica por contar. Sempre gostei de livros, porque eles se conjugam na voz activa e na voz passiva. Isso mesmo! Os livros contam e são contados. São agentes e pacientes. Toleram e são tolerados. Censuram e são censurados. Magoam e são magoados. Há livros para todos os gostos e feitios. Para gente miúda e gente graúda. Para todos os credos e todas as raças. Para amar e odiar. De plena saúde e com as piores das maleitas. Bem e mal escritos. Livros velhos com crenças novas e novas crenças em velhos livros. Alimento do corpo e refrigério da alma. Com os livros, aprendi a beijar o mundo e as flores. A despertar o que de mais íntimo há em mim: a memória dos sentidos. A ver por dentro e por fora. A ouvir a voz insegura do coração. A recordar, sem medo, as coisas partilhadas. Aprendi a crescer devagar. A ter novas vontades. A gostar mais dos cães e dos gatos do que das pessoas. A resistir à tentação de querer ser feliz. Com os livros, aprendi, sem custo, a tomar-lhes o gosto, dia a dia renovado: em casa, nas livrarias, nos alfarrabistas, nas bibliotecas, especialmente nas salas de reservados de bibliotecas portuguesas e espanholas, como a Biblioteca Nacional, a Biblioteca Pública Municipal do Porto, a Biblioteca Pública de Braga, a Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, a Biblioteca Nacional de Espanha e a Biblioteca da Universidade Complutense, em Madrid, a Biblioteca da Universidade de Salamanca ou a Biblioteca do Escorial. Foi por aí que agravei ainda mais o meu gosto pelos livros, especialmente pelos manuscritos e pelos livros raros. Ter tido, nas mãos, livros dos séc. XIII a XVI, tê-los folheado, ter-lhes tomado os odores de séculos tão variados e tão distantes foi uma dádiva que a própria vida me concedeu e à qual ficarei penhorado de eterna gratidão. Os livros dão-nos imensas razões para gostarmos deles e os tratarmos bem. Cada livro é um motivo em si. Cada livro tem a sua biografia. Em cada livro, há sempre uma história por contar. Cada livro guarda, no mais fundo de si, a esperança de alguém o levar consigo: por algumas horas que sejam ou para a vida inteira. Há histórias de livros que são autênticas histórias de vida: umas, naturalmente, mais felizes do que outras. A Biblioteca Jaime Cortesão é uma biblioteca grande e uma grande biblioteca. Dispõe de um valiosíssimo acervo com milhares de documentos que urgem de cuidados intensivos, sob pena de, definitivamente, perderem, na estante, o lugar que lhes coube, por direito próprio, nas últimas décadas. Mais alguns milhares necessitam de banho completo. Serão mais ainda os milhares por catalogar. Enfim, são todos estes milhares que gostariam que alguém, ainda que de vez em quando, lhes provasse que vale a pena continuar a ser portadores do número de registo que, tão orgulhosamente, exibem na folha de rosto. A Biblioteca Jaime Cortesão, a nossa querida e distinta biblioteca, é diferente da esmagadora maioria das bibliotecas escolares. Apesar do rude golpe sofrido, há uns anos atrás, na estética decorativa, a biblioteca ainda mantém, na sua essência, a traça original que marcou o estilo de uma época. Aos meus olhos, continua muito bonita e particularmente muito acolhedora para quem faz dos livros amigos de eleição. Termino como comecei. A dizer que sempre gostei de livros, razão de sobra para que continue a tentar acabar com o caos que, há muito, se instalou no universo bibliográfico da Jaime Cortesão.

etc.jornal@gmail.com

Não te esqueças de indicar o Nome, Ano e Turma, e ainda um Título (e eventualmente um subtítulo). Nos textos, a formatação deve ser o mais simples possível! Utiliza a fonte Arial ou Times, tamanho 10, sem aqueles efeitos especiais, do tipo “WordArt”. As imagens, devem ser enviadas em anexo com o nome do seu autor. Não te esqueças também, se for o caso, indicar as fontes e bibliografia consultadas... Vá lá... não é assim tão difícil!


.............................................................................Opinião Os riscos de má utilização do projecto: problematizando-os

ilustração: Gonçalo Machado (aluno do 12ºF)

por Carlos Jorge (cajo347@gmail.com)

O aquecimento central da nossa escola Não se dispa tanto no inverno! por Augusto Ferreira

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á tempos, a televisão americana passou um spot publicitário que dizia mais ou menos isto: saiba utilizar o ar condicionado; não se dispa tanto no Inverno e vista-se mais no verão. Os objectivos da mensagem eram óbvios: sensibilizar a população para uma utilização mais racional da energia e contrariar a tendência, preocupante e estúpida, para o desperdício da mesma. Esta tendência, tão característica da sociedade americana, assenta em vícios que se podem caricaturar assim: - No Inverno, quinze graus negativos lá fora? Não há problema; põe-se o ar condicionado, em casa ou no escritório, a 30ºC, tira-se o casaco e arregaçam-se as mangas. Ao contrário, no verão, 35ºC de temperatura exterior? Regula-se a temperatura interior para 16ºC e é uma frescura bestial. Salvaguardando as devidas distâncias no tempo e no espaço desta reflexão, vem tudo isto a propósito do aquecimento central na nossa escola: uma verdadeira americanisse ou, se quisermos, o exemplo perfeito de uma utilização irracional de energia. De facto, não se percebe como tanta fome deu em tanta fartura. Uma fartura tão incompreensível como disparatada pelos custos, não só energéticos / financeiros como, inclusive, na própria saúde das pessoas. O comportamento térmico dos edifícios obedece e resulta de múltiplos parâmetros como, por exemplo, tipo de paredes e isolamento das mesmas, localização (arquitectura solar), dimensões, temperatura exterior, etc. Na nossa escola o controlo da temperatura é feito informaticamente, de forma centralizada: é definida a temperatura da água quente na saída da caldeira (que queima gás natural), bem como a temperatura no interior das salas de aula; a água vai circular pelos radiadores existentes nessas salas onde estão colocadas sondas (junto às portas?!) que transmitem o valor da temperatura na sala ao computador, cujo programa permite depois controlar a temperatura em cada uma das salas. Acontece, porém, que, dadas as diferentes características dos locais a aquecer, a tendência para o exagero atrás referida (as pessoas também libertam calor e 22ºC no Inverno é suficiente para temperatura de conforto) e o facto de o sinal das sondas (pela sua localização) não corresponder à verdadeira temperatura ambiente dentro das salas, o calor resultante dentro destas tem atingido valores que, com alguma frequência, ultrapassam os limites do suportável. Paradoxal é ainda o facto de não se ter atenção à temperatura do ar exterior. Os radiadores, em várias salas, têm-se mantido ligados mesmo com um tempo primaveril cá fora! Dizem que esta é ainda uma fase de experiências. Experiências demasiado longas para os evidentes prejuízos e disparates que custam caro à escola, ao país, ao planeta, a cada um de nós. E andamos nós, professores, a pregar “Eficiência energética”, “Utilização Racional de Energia”, “Consumidor responsável e inteligente”, blá, blá, blá. O crime é perfeito.

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ecebi o nº 4 do Jornal Etc. e foi com grande satisfação que constatei a qualidade/quantidade de informação que nos disponibiliza, assim como a qualidade gráfica do mesmo. Outra coisa não seria de esperar se observarmos que um dos seus promotores é, sem estar a ser excessivo, um dos mais criativos professores que a (nossa) escola pode regozijar-se de ter nos seus quadros. É de muito boa qualidade a maioria dos textos que o compõem! Mas, de entre todos, gostaria de referir-me ao artigo assinado por Maria Helena Padrão. Este texto está bem escrito; metodologicamente, bem organizado e, sobretudo, problematiza o vocábulo projecto, a que o texto faz alusão, de forma teórica assaz irrepreensível. Não seria, pois, de esperar outra coisa de Maria Helena Padrão. Então, sendo assim, que razões subsistem para me referir a este texto? Admito, como necessário, ir mais além para compreender a problemática a que o projecto e, sobretudo, o Projecto Educativo (a seguir designado p/PEE) nos remetem. Considero absolutamente desnecessário repetir uma série de características teóricas que subjazem ao projecto por uma economia de espaço e porque Maria Helena Padrão, como já referi, o faz, e muito bem, no seu texto. Interessa-me, antes, abordar os riscos de má utilização do projecto com o objectivo muito claro de reflectirmos acerca dos que são boas práticas. Que riscos de má utilização poderemos encontrar na utilização/construção de um p/PEE em muitos dos nossos estabelecimentos de ensino? Poderemos identificar, senão se tomarem as devidas precauções, cinco riscos (cf. Barroso, J. 1992): a) Projecto sem projecto - aquele em que o p/PEE não é mais do que o resumo de um plano de actividades, logo, sem problematização preliminar, e sem a consequente definição de objectivos, políticas e estratégias; b) Projecto por decreto - o que é pró(im)posto pelos serviços centrais do Ministério da Educação e que as escolas perfilham burocraticamente, não se reflectindo, todavia, na (necessária) transformação interna e, por isso, não despontar como um verdadeiro projecto; c) Projecto mosaico - que tem a pretensão de transformar uma acumulação de projectos sectoriais de grupos/departamentos num projecto global; d) Projecto ghetto - que se caracteriza pela marginalidade das suas actividades, em relação ao funcionamento global da escola, de circunscrição reduzida e periférica, relativamente ao núcleo duro da organização da escola; e) Projecto devaneio - um projecto que assenta em intenções vagas que não remetem para qualquer tipo de operacionalização. Poderemos, pois, encontrar em muitas das nossas escolas p/PEE que se configuram/organizam em torno de qualquer um dos modelos discutidos ou, ainda, num compósito de alguns deles. Pelo que fica dito, o p/PEE não pode ser admitido como se de um texto canónico se tratasse, como se ele pudesse reflectir um ideal comum, mas, antes, como um texto com muitas incompletudes que necessitam, por isso, que, com ele, se estabeleça a necessária dialogicidade, no sentido de facilitar a sua permanente actualização/operacionalização. Quando num p/PEE se aceita a canonicidade do (seu) texto, estamos a admitir que um(a) qualquer Director(a) Regional de Educação por mera hipótese de trabalho, (porque sabemos que estes órgãos são dirigidos por pessoas intelectual e culturalmente incapazes de tal desiderato!) possa obrigar a que se cumpra o que nele está escrito. Na minha segunda hipótese, admito a necessidade de dialogar com o p/PEE, i.e., o texto do p/PEE não é um documento fechado e, por isso, está sujeito a que os órgãos competentes da escola, nomeadamente o Conselho Pedagógico, e somente estes, decidam acerca dele. Neste sentido, sustento que o p/PEE não deve arrogar-se o direito de controlar o universo das acções que se desenvolvem no contexto escolar, não devemos concebê-lo na forma da alienação de cada um em prol do bem de todos, porque isto não só iria contra a liberdade pedagógica responsável, nomeadamente dos professores/grupos/departamentos, como também dos indivíduos enquanto entidades. (cf. B. & Cross, 1992). A história está cheia de (maus) exemplos de obediência cega aos ditames pró(im)postos! É claro que é mais difícil gerir o p/PEE como acto de gestão que convoca os órgãos competentes da escola, nomeadamente o Conselho Pedagógico, para reflectirem sobre as incompletudes do p/PEE e, consequentemente, definirem e decidirem os trajectos organizativos da acção. Mas é de certeza, desta forma, que se negam as peripécias administrativas e burocratizantes que se cumprem de acordo com normas preestabelecidas. O p/PEE deve ser um meio mobilizador de vontades, [ d e v e ] i n c u m b i n d o - l h e a s s i m p r o c u r a r, quotidianamente, ganhar novos adeptos. Não sustento,

porque já perdi a ingenuidade, há algum tempo, de que toda a comunidade escolar e os diversos interesses que a constituem se revejam no (seu) p/PEE. Admito, por isso, que não se pode marginalizar/ignorar os que nele não se revêem; pelo contrário, defendo que se torna necessário agenciar no sentido de acolher as suas contribuições, integrando-as, sempre que possível. Em síntese, o p/PEE é um texto aberto cuja potencialidade reside na sua capacidade de combinar a atracção pelo futuro e a acção no presente. A primeira convoca-nos para a definição de futuros possíveis, enquanto a segunda nos remete para a necessidade de diagnosticar/interrogar o presente, de identificar as tensões/constrangimentos, os recursos disponíveis e, consequentemente, definir objectivos e estratégias da acção. Aos órgãos competentes da escola, nomeadamente ao Conselho Pedagógico, e só a estes, cabe a gestão quotidiana do p/PEE. A accountability das escolas melhora, em geral, quando o seu p/PEE é um texto aberto e se decide, em resultado do diálogo, que é o motor da acção, o processo construtor da inovação. Broch, M., & Cross, F. (1992). O Projecto de Escola Prisioneiro dos Métodos? Os Paradigmas Metedológicos ligados ao Projecto de Escolas in Canário R. (Org. Inovação e Projecto de Escola, pp. 143-163. Lisboa: Ed. Educa. J., B. ( (1992) ). Fazer da escola um Projecto in Canário, R. (Org.) (1992). Inovação e Projecto Educativo de Escola, pp. 28-56. Lisboa: Ed Educar.

Três perguntas a: Manuel Alves por Helena Rodrigues e Sofia Ribeiro (alunas do 9ºB) Etc: Já é um funcionário conhecido e muito acarinhado no Rodrigues de Freitas. Como consegue essa confiança e amizade por parte de todos? Manuel Alves: Comecei a trabalhar com apenas 14 anos, como torneiro mecânico, e aos 24 já era chefe de equipa. Infelizmente não tive a oportunidade de estudar, mas muito cedo aprendi a dar valor à vida, aprendi que só com muito trabalho e humildade se consegue vencer. Entrei para o Rodrigues de Freitas em 1994, tendo a sorte de ir trabalhar com o grupo de Biologia. Fui acarinhado desde o início, facto esse que fez com que a minha adaptação fosse mais fácil. A partir dessa altura, devido ao meu trabalho, e à disponibilidade e dedicação que sempre demonstrei em tudo que fazia, comecei a ser reconhecido e a adquirir a confiança e amizade de todos. No que diz respeito à minha relação com os alunos, tento que eles vejam em mim um amigo, com quem podem contar no que for preciso. Fui aprendendo ao longo dos anos que, mesmo os alunos mais complicados de se lidar, ao serem abordados com jeito e delicadeza, mudam de comportamento. Etc: Sabemos que já trabalha há muitos anos cá na escola, quais os grandes problemas com que se tem defrontado? M.A.: Trabalho nesta casa há cerca de 15 anos, felizmente não me lembro de me ter defrontado com nenhum problema de gravidade maior. Existem alunos mais complicados que obrigam a uma abordagem diferente mas, no entanto, com o respeito e as boas maneiras que sempre fizeram parte da minha boa educação, eu tenho conseguido resolver os problemas. A situação que me deixou mais triste, e em que mais me envolvi para o apuramento da verdade, foi o desaparecimento dos objectivos do pessoal auxiliar, referente ao ano 2007, não tendo conseguido os resultados desejados. Na sequência desse facto fomos todos penalizados, pois em caso de falta de elementos de Avaliação, a Lei prevê apenas a atribuição de um ponto a todos aos Funcionários por igual. Não me conformo, e ainda hoje me pergunto como é possível acontecer uma situação destas, sem concretizar o apuramento dos responsáveis. Fica o meu apelo, no sentido apenas de evitar situações semelhantes, que, além de prejudicarem todos os Funcionários, não dão uma boa imagem de Escola. Etc: A escola sofreu renovações recentemente. Como encara estas mudanças? Pensa que deram um novo estímulo à sua actividade? M.A.: As mudanças, quando são para melhor como é o caso, são sempre bem-vindas e acabam também por ser um estímulo para qualquer profissional. No entanto, todos sabemos que o maior motivo de lisonja é ser incentivado e reconhecido pelos seus superiores. Tento acompanhar as novas tecnologias e agradeço o apoio que alguns professores me têm dado, assim como a todo o pessoal que sempre me tem incentivado e acarinhado.

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Escola Viva ..................................................................... Antigos alunos visitaram a nossa Escola por Miguel Guedes (aluno do 8ºB)

Projeto Autor por Autor: às voltas com Machado de Assis por Flavia Maria Corradin e Francisco Maciel Silveira Universidade de São Paulo. Março/2009

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o passado dia 18 de Fevereiro realizou-se, pelas 21 horas, na Biblioteca Jaime Cortesão, o encontro temático Às voltas com Machado de Assis, dinamizado pelos professores doutores Flávia Maria Corradin e Francisco Maciel Silveira, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. O ciclo Noites de Literatura na BJC insere-se no Plano Anual de Actividades do Agrupamento de Escolas Rodrigues de Freitas, não se destinando a especialistas na matéria, mas a todos os que, dentro ou fora da escola, partilham do prazer da leitura, numa estratégia clara de abertura da biblioteca à chamada sociedade civil. Em jeito de singela homenagem, a primeira de muitas (espero eu) Noites de Literatura na BJC foi dedicada a Machado de Assis (em 29 de Setembro de 2008, comemorou-se o centenário da sua morte; a 21 de Junho de 2009, passarão 170 anos do seu nascimento). As cerca de 70 pessoas que marcaram presença não deram, com toda a certeza, por mal empregada a ida à biblioteca naquela noite fria de Fevereiro. Gostaram muito do que viram e ouviram e, em especial, da confraternização amena entre todos e dos miminhos que lhes estavam reservados para o fim de festa. Resta-me aproveitar o jornal da escola para, em meu nome e em nome da Escola Básica e Secundária Rodrigues de Freitas, na pessoa da senhora presidente, renovar ex corde os meus agradecimentos aos senhores professores doutores Flávia Maria Corradin e Francisco Maciel Silveira, por terem aceitado pronta e graciosamente o convite que lhes enderecei, na certeza de que a sua presença ainda honrou mais a história ilustre da escola e de que, desde o dia 18 de Fevereiro de 2009, a Escola Básica e Secundária Rodrigues de Freitas passou a ser também a sua casa.

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os dias 23 e 30 de Janeiro de 2009, a Turma do Curso Técnico de Serviços Jurídicos, no âmbito da disciplina de Informática e Contabilidade Judiciais, acompanhada pelos professores Cármen Cardoso e Sandra Santos, deslocaram-se ao Tribunal de Comarca de Vila Nova de Gaia e ao Palácio de Justiça. O objectivo da visita consistiu em observar as aplicações do “Habilus/Citius” nas tarefas inerentes à área de Secretariado, Gestão e Contabilidade Judiciais. Pode-se observar: situações processuais em que é possível a utilização de sistemas de videoconferência; tarefas inerentes ao registo de assiduidade dos funcionários; a elaboração de cadastro de bens móveis existentes em cada secretaria judicial e a gestão informática de cheques. Foram efectuadas das 8h 30 às 12h 30. A deslocação para o Tribunal de Comarca de Vila Nova de Gaia foi de Metro e para o Palácio de Justiça foi a pé dada a proximidade da Escola. Foram muito interessantes e de grande aplicabilidade prática. Por um lado conseguiu-se relacionar conhecimentos prévios relativos ao sistema de secretariado, contabilidade e informática judicial com os observados directamente no local. Por outro lado esta experiência foi, para muitas, um bom incentivo para estudo e visualização de material de apoio e pesquisa. Estas visitas criaram grande motivação para outras experiências.

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ara Machado de Assis a realidade era boa, o Realismo é que não prestava. Tanto que não aceitava a lição positivista de que o homem era um produto passivo do meio, do momento histórico e da raça. Se acreditasse no determinismo imposto pelo cientismo realista, teria que resignar-se com sua condição de mulato pobre, deixando assim de galgar uma invejável situação como escritor na escravocrata sociedade carioca. Sua grande personagem feminina, a Capitu de D. Casmurro, foi outra prova de que a realidade fugia à falaciosa explicação da teoria determinista do Realismo/Naturalismo. Talvez Capitu tenha sido sua resposta ao grande tema realista do adultério. Ao contrário de Ema Bovary, de Flaubert, e de Luísa, de Eça de Queiroz, Capitu não é vítima do tédio conjugal provinciano, tampouco está envenenada pela deletéria literatura romântica que pinta paraísos terrestres para a aventura extra-conjugal. Ou seja, o adultério de Luísa e Ema Bovary explicam-se (mesmo?) à luz da equação realista. E o caso de Capitu? Teria havido adultério? Se houve, que razões outras, que não o momento, o meio, a raça, tê-la-iam conduzido aos maus lençóis? A grandeza do livro D. Casmurro reside no cepticismo acadêmico cultivado por Machado de Assis: nunca podemos dizer que esta ou aquela proposição seja verdade; só podemos afirmar que parece ser verdadeira, que é provável; não existe certeza, só probabilidade. A verdade não passa, pois, de mera opinião que se inculca no ânimo alheio como verdade. Não foi exatamente isso que o narrador Casmurro fez ao longo do seu relato? Pena que cerca de um século depois a escritora portuguesa Maria Velho da Costa em sua digressão dramática Madame, ao promover o encontro ficcional das sexagenárias Capitu, de D. Casmurro, e Maria Eduarda, de Os Maias, na belle époque francesa, desvende o mistério que envolve a protagonista brasileira. Pela boca da criada brasileira, o mistério capituano é simplistamente desvelado: Capitu traiu Bentinho; Ezequiel é filho de Escobar. Não obstante a quebra do encanto do mistério, a peça tem uma série de méritos. Para além de suscitar no leitor hodierno o desejo de ler duas das obras máximas da literatura em língua portuguesa, ou seja, D. Casmurro e Os Maias, a Autora não só busca revelar as características psicológicas de duas Madames que, ao fim e ao cabo, se revelam profundamente mentirosas, como também sublinha o papel desempenhado pelas criadas, que funcionam como alter-ego de suas patroas. A lamentar que páginas e páginas de textos críticos ou literários caiam por terra, na medida em que Maria Velho da Costa, não padecendo do cepticismo acadêmico machadiano, afirme ser verdadeiro aquilo que fora urdido como mera probabilidade.

fotografia: Oscar Barbosa (aluno do 8ºA)

Visita de Estudo ao Tribunal de Comarca de Vila Nova de Gaia e Palácio de Justiça por Patrícia Paranho e Verónica Basílio (Alunas do CTSJ)

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Noites de literatura na BJC por Jorge Moranguinho (Coordenador da Biblioteca Jaime Cortesão)

fotografia: Oscar Barbosa (aluno do 8ºA)

Jornal Etc...| Agrupamento de Escolas Rodrigues de Freitas | Março 2009 | nº5

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o dia 6 de Março, alguns ex-alunos visitaram a nossa escola. O nosso jornal esteve representado pelos repórteres Miguel Guedes e Gonçalo Telles. O encontro decorreu na biblioteca, segundo eles, o palco da “ditadura” do conservador daquela altura… Muito se falou do passado pré-25 de Abril e do presente. Houve também oportunidade de rever algumas publicações da altura. Depois, efectuou-se uma visita à escola, que proporcionou aos nossos visitantes um momento de surpresa e admiração pela qualidade das nossas infra-estruturas. Segundo eles, passaram grandes momentos nesta que ao mesmo tempo, é e já não é, a sua escola … No final da visita, levaram com eles exemplares do nosso ETC… e também o convite de voltarem para o ano. Os nomes dos participantes nesta visita, da antiga turma D, alínea G do 7ºano, em 1969-1971 são: Alberto Rezende, Alfredo Soares da Cruz, António Cunha Teixeira, António José da Fonseca (o Porta-Voz), Armando Augusto Leite (o Chefe de Turma), Carlos Ferramentas Barbosa, Celso Salgueiro Silva, João Manuel Valle de Guedes, José Manuel Mendonça, José Manuel Narciso Moura Carvalho e Mário Rui Cruz.


......................................................................Escola Viva “O regresso de Ulisses” por Miguel Guedes (aluno do 8ºB)

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Olá a todos! Programa especial de férias

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orque gostamos sempre de obter algum feedback sobre aquilo que fazemos, atrevo-me a vir aqui a agradecer em meu nome, em nome dos meus colegas, e dos alunos do 11º CCT, a vossa participação nas comemorações do bicentenário do nascimento de Darwin. Muito obrigado! A sala cheia, para além de ultrapassar as nossas expectativas, veio atestar a actualidade do tema.

Les Artistes no Balleteatro por Filipe Romariz (aluno do 12ºF)

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uma sexta-feira à tarde, qualquer oportunidade de faltar às últimas aulas da semana é bem vinda e uma ida ao teatro é sempre uma forma cómoda de o fazer e obviamente, tem estilo. No entanto, aquela que parecia ser uma simples tarde de céu encoberto, na qual se falta às aulas para se assistir a uma comédia banal, tornou-se em algo que eu não esperava. Logo à entrada do Balleteatro, junto ao Jardim de Arca d'Água, eu sentia um cheiro diferente, uma aragem de algo arriscado e novo. E assim, no auditório soaram as primeiras palavras dos jovens actores que, por um lado revestidas pelas supostas personagens que encarnavam, fluíam naturalmente, como se do interior deles próprios tivessem saído. Muito se passou naquele palco, começando no espírito "faz tu mesmo", passando pela liberdade, nudez e crueza dos diálogos, nas encenações musicais e chegando a controversas conclusões, ou não chegando a conclusão nenhuma. Eu penso que o objectivo desta encenação foi mesmo este, o objectivo de falar, falar, ouvir e ouvir, no formato de entrevista, sem preconceitos e esmagando com todas as manias e até medos no que diz respeito à maneira como nos exprimimos e à maneira como encaramos a nossa própria personalidade. No fundo, foi uma peça que visou clarificar o conceito de artista que, precisamente por ser um conceito quase impossível de clarificar cedeu à peça um grande interesse e originalidade por parte do director Pedro Penim e dos vários actores que tão intensamente deram a cara e a voz a esta. Foi uma peça bastante importante para mim, não pelo facto de ter assistido a uma obra primorosa e organizada, mas sim pela agitação que toda a indumentária e envolvência da peça causaram na minha cabeça. Não saí do Balleteatro esclarecido, nem com as ideias em ordem, mas sim renovado, agitado, confiante e ciente de que tenho uma vida inteira à frente para explorar da maneira que eu achar melhor e dar-lhe a direcção que eu entender sem me deixar levar pelo "status quo". Queria agradecer ao professores pela oportunidade, e foi assim... apenas uma sexta-feira sem aulas à tarde...

Projecto Educação para a Saúde por Alexandra Tabuaço (Coordenadora do PES)

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projecto Educação para a Saúde (PES) continua aí em força. Depois de várias sessões sobre Sexualidade dinamizadas pelo Centro de Saúde da Carvalhosa e Foz do Douro para as turmas de 10º ano, novo grupo de estagiários do Curso de Enfermagem do Instituto das Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa vai começar a colaborar connosco, ainda este mês, na organização e dinamização de novas actividades, para todos os níveis de ensino. Estejam atentos e participem sempre que possam.

Assim…De repente… por Júlia (aluna do 3º B)

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Quer através dos jornais, quer pelos canais televisivos, temos tido notícias sobre as excelentes oportunidades que existem no nosso país e concretamente na cidade do Porto, para aprender um pouco mais sobre a figura e obra de Darwin. Para todos os interessados, aqui fica uma sugestão para as férias que se aproximam. Aproveite a época de férias para visitar a exposição intitulada “CHARLES DARWIN (1809-2009) EVOLUÇÃO E BIODIVERSIDADE” na companhia dos teus colegas, professores, amigos e ou família. É um programa interessante e enriquecedor. Local: Reitoria da Faculdade de Ciências da U. P. Praça Gomes Teixeira Porto Horário: 2ª a 6ª -feira, das 10 às 19 horas. 2 Fevereiro a 24 de Novembro 2009 Entrada: Gratuita Na visita poderá fazer um percurso por quatro salas, com vários módulos onde além do material específico da exposição, contemplará peças do espólio do Museu. Na primeira e segunda salas os visitantes podem ver um painel de grandes dimensões sobre a viagem do Beagle e as observações nas Ilhas Galápagos que contribuíram para a formulação da Teoria da Evolução. Esta sala contém ainda informação sobre Darwin e Wallace. Na segunda sala estão expostas algumas obras (edições actuais) de Darwin e sobre a sua obra, bem como alguma informação sobre a controvérsia suscitada sobre a Teoria da Evolução. A terceira e quarta salas são consagradas à Biodiversidade, tentando-se demonstrar a sua importância e a necessidade de a conservar. Além de informação geral em painel sobre o assunto, a Biodiversidade está ilustrada através da exposição de quatro grupos taxonómicos contendo parte das colecções do Museu de História Natural: - Insectos; - Peixes; - Aves, entre as quais alguns exemplares de colibris e ninhos; - Vários exemplares de Primatas. Os visitantes poderão ainda observar para cada grupo taxonómico um painel informativo e um filme em projecção contínua. Outro destaque é um esqueleto montado de gorila que pretende assinalar “2009 Ano do Gorila” e que vai suscitar a atenção. Sei que não é de hoje o vosso interesse pelo tema da evolução, da biodiversidade, nomeadamente em Portugal, e das espécies em risco de extinção, por isso aqui fica desafio: vá até ao Museu de História Natural. Boas férias.

udo começou no Museu da Ciência,na Escola Rodrigues de Freitas, mais ou menos ontem ou antes de ontem, ou… Bem, não interessa, recapitulando, estavam todos a dormir menos o mocho que estava a ler os seus livros de poesia de Fernando Pessoa, quando, assim de repente, o ovo misterioso que estava mais em cima da vitrina começou a abrir-se. - Que barulheira…Oi, o quê, meu Deus, o ovo está a abrir, ao fim de tanto tempo, malta, acordem, o ovo está a abrir, finalmente!! -disse o mocho em grande gritaria! - Já estás a sonhar de tanto pensares nele…-disse o esturjão meio a dormir. - Não estou nada, a sério, desta vez é a sério! Juntaram-se todos à volta do ovo e fez-se um minuto de silêncio, e… - Oláá! - disse uma pequena criatura que saíra de dentro do ovo e que parecia um peixe sem guelras, com patas, asas curtas e olhos esbugalhados. - Que criatura tão estranha, temos de lhe pôr um nome, e, e, e quando o descobrirem, ninguém vai reparar em nós e vão-nos mandar para o lixo, e… - Relaxa, tem calma, nós não vamos a lado nenhum! disse o tatu para o cágado. - Vamos dar-lhe o nome de Peirépave que vem de peixe, réptil e ave, pois são os animais que nascem de ovos.disse a raposa voadora. - Daqui em diante somos nós que vamos tomar conta do nosso Peirépave!- disse o porco-espinho com um ar encorajador. E hoje, se fores ao Museu da Ciência, poderás ver o Peirépave na vitrina juntamente com os seus amigos.

5 fotografias: Claudia Antunes (aluna do 12ºF)

ilustração: Filipe Romariz (aluno do 12ºF)

por Helena Salgado

a segunda-feira, 9 de Fevereiro, a turma do 8ºB deslocou-se ao Teatro da Batalha para ver uma peça de teatro com o nome de “O regresso de Ulisses”. Esta peça foi encenada por António Feio (sim, esse mesmo, da “Conversa da Treta” ) em co-produção com o Ministério da Cultura. Fomos a pé, sob graves condições climatéricas. No entanto, a viagem fez-se com grande boa-disposição. As professoras acompanhantes foram Maria José Costa e Beatriz Marques da Costa. Lá chegámos ao teatro, uns mais secos que outros... Havia grande euforia, devido ao facto de irem também assistir ao teatro algumas crianças mais novas que nós. Lá entrámos, e ocupámos alguns lugares nas filas de cima. No início, mostraram-nos um vídeo com a perspectiva histórica da Guerra de Tróia. Logo a seguir, a peça começou. Era uma peça bastante cómica, que parodia alguns momentos da história de Ulisses, misturando algumas coisas futuristas, e mostrando a história sobre a perspectiva de um jogo de vídeo, e mais não digo... A peça agradou a todos em geral, na nossa turma, sendo apontados como pontos fortes principalmente a representação, a parte cómica e a originalidade. Os maiores defeitos foram mesmo o facto das tais crianças fazerem um barulho infernal de cada vez que as luzes se apagavam, o vídeo e o facto de certos aspectos da história não serem contemplados na peça.


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Visita à Biblioteca Municipal do Porto por Tânia Marques (Aluna do CEF PA1)

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o passado dia 26 de Janeiro de 2009, a Turma do Curso CEF Práticas Administrativas, acompanhada pelos professores Cármen Cardoso e Jaime Sousa, deslocaram-se à Biblioteca Municipal do Porto numa visita de estudo, com o objectivo de relacionar os conhecimentos prévios relativos aos sistemas de arquivo com os observados directamente no local. Pelas 14 horas a turma dirigiu-se a pé para a Biblioteca. Aguardava-nos a Dr.ª Iria que orientou a visita pelos diversos espaços de informação e lazer. Os alunos tiveram oportunidade de consultar: Livros, Jornais e revistas, CDs e DVDs, Internet, Bases de dados. Utilizaram os meios informáticos disponíveis e visualizaram o Serviço de impressão e fotocópias. Tomaram conhecimento de como se processa o Empréstimo Domiciliário. Finalmente foi observado o auditório onde se realizam actividades culturais exposições e outros eventos. Terminada a visita regressou-se à Escola onde alunos e professores se despediram. A visita de estudo foi muito interessante já que os alunos estavam entusiasmados e divertidos.

Os trabalhos da Horta Pedagógica da Torrinha, vão começar.

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stá a chegar a Primavera e com ela o tempo das sementeiras.

Este ano, sementeiras e plantações estarão a cargo dos alunos do Jardim-de-infância, 2ºs e 4ºs anos do 1º ciclo. Os 1ºs e 3ºs anos serão responsáveis pela compostagem. A compostagem, é um processo natural de reciclagem de lixo orgânico, obtendo-se como produto final um bom fertilizante. Como fazer? O compostor deve ser colocado num local com bom acesso e de preferência debaixo de uma árvore. O fundo deve ser térreo, onde se colocam pequenos ramos de árvores sem folhas, de seguida coloca-se uma camada de castanhos, que podem ser folhas secas, de seguida lixo orgânico, restos de frutas, hortaliças, aparas de batatas, legumes, borras de café, saquinhos de chá, cascas de ovos etc. De seguida coloca-se uma camada de relva ou aparas de jardim e folhas secas. Repetem-se as camadas até encher o compostor. Depois, é só esperar que os microorganismos, os caracóis, as lesmas, as minhocas e os bichos sapateiros façam o seu trabalho, decompondo os lixos, transformando-os num material acastanhado com cheiro a terra, o composto orgânico. Depois é utilizado na nossa horta, assim estamos a produzir alimentos biológicos e protegemos o meio ambiente. pela Unidade de Apoio à Multideficiência Diferente? Claro que sim… Mas haverá alguém no mundo Igual a mim…ou a ti? Alguém que não sinta As suas imperfeições. Nem que seja por um segundo? Mas todos cedemos às emoções Quando nos olhamos lá no fundo… Nós, os alunos da U.A.M. (Unidade de Apoio à Multideficiência) também vamos participar nas sementeiras e plantações da Horta da nossa Escola. Vamos tratar a terra e depois plantar batatas, morangueiros e alfaces. Vai ser muito divertido! Depois, quando já tudo estiver desenvolvido e bonito, podem fazer uma visita.

Os Geniozinhos… pelos alunos do 4º E

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o passado dia 4 de Março, as turmas do 4º ano participaram na 4ª edição da REDEmat, dinamizada pela EB2,3/S do Cerco. Foi uma experiência nova e todos estávamos muito entusiasmados mas, ao mesmo tempo, ansiosos. Na escola, tínhamos feito equipas de dois e, durante a semana, fomos treinando os jogos nos computadores da nossa escola com vista a obter um bom resultado no dia da competição. É claro que alguns conseguiram chegar ao último nível, enquanto que outros se ficaram pela metade… mas, importante mesmo, foi termos a oportunidade de participar e, por isso, queremos agradecer a colaboração e simpatia da professora Cristina Castro, da Escola Rodrigues de Freitas. Agora só nos resta aguardar, com expectativa, para ver quem é que vai ser seleccionado para ir à final que se realizará na Universidade de Aveiro. Até lá…

A Terra é Nossa pelos alunos do 3º C

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o dia 13 de Fevereiro de 2009, três turmas da nossa escola e três alunos do Rodrigues de Freitas fomos à Exponor - à Feira Internacional do Porto, participar no programa “ Qualific “. Fomos lá fazer um espectáculo chamado “ A Terra é Nossa “. Nesse espectáculo, cantamos uma canção e ao mesmo tempo, uns meninos pegavam numa bola que representava o mundo que nós devemos respeitar. Outros meninos pegavam nos peixinhos em cartão e representavam o mar sem poluição. Outros meninos representavam o campo mexendo as papoilas. Entre o mar e o campo saltavam coelhos e voavam andorinhas que eram levadas por meninos. No final da canção, os meninos pegaram num pano que dizia “A Terra é Nossa” em Braille e em palavras e todos juntos fizemos em linguagem gestual. Esta mensagem era para todos os meninos perceberem que devemos respeitar a Natureza. Foi muito divertido participar, mas o que gostamos mais foi de ver o sorriso do público. Devem ter gostado muito porque nos aplaudiram bastante.

ilustração: Mariana Magalhães e Ivo Gonçalves (alunos do 12ºF)

Jornal Etc...| Agrupamento de Escolas Rodrigues de Freitas | Março 2009 | nº5

ilustração: Vanessa Teixeira (aluna do 12ºF)

Escola Viva ............................................................................

Torneio de Voleibol por Andreia Canedo e Armanda Cardoso

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al como nos anos anteriores, a nossa escola vai participar no XVI Torneio de Voleibol da Escola Secundária João Gonçalves Zarco, representada com uma equipa feminina e uma masculina, nos dias 25, 26 e 27 de Março. As meninas vão tentar conquistar o seu 3º título consecutivo, enquanto os rapazes, que já no ano passado tiveram uma boa prestação, vão tentar alcançar um lugar entre os 3 primeiros. Espero que este ano, mais uma vez, os nossos alunos deixem ficar uma óptima imagem da nossa escola, não só no plano desportivo, como também no comportamento, amizade e alegria que transmitem. Boa sorte a ambas as equipas!


......................................................................Escola Viva Rodrigues com um novo "Look"! por Ricardo Dias (aluno do 12ºE)

fotografia: João Matos (aluno do 12ºF)

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Projecto Comenius “United Europe and its many faces” por Isabel Silva e Margarida Moreira

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ntre os dias três e oito de Março de 2009, as professoras Isabel Maria Silva e Maria Margarida Moreira acompanharam os alunos Diana Magalhães do 11º. E, João Matos do 12º. F, Beatriz Vilarinho, Catarina Gomes e António Abreu do 10º. A a Marburg, à Elisabethschule, no primeiro encontro de alunos, integrados no Projecto Comenius. O tema a tratar pelas Escolas envolvidas no Projecto era Música. De acordo com o programa, no primeiro dia, os alunos acima citados apresentaram um vídeo sobre a sua Escola, assim como uma entrevista filmada sobre as preferências musicais dos colegas portugueses. No segundo dia, fizeram a apresentação dos posters sobre os dois músicos: um clássico – Artur Napoleão – e um moderno – Rui Veloso. Foram ainda ver uma sessão de cinema alemão sobre o mesmo tema – 4 Minutos. No dia seguinte, apresentaram vários tipos de música portuguesa, acompanhados da audição dos mesmos em CD e ao vivo. Distribuíram desdobráveis relativos a esses tipos de música. Após o almoço, os professores intervenientes e o Director da Escola de Marburg responderam a algumas questões sobre o Projecto Comenius, colocadas por

jornalistas aí presentes. A professora Isabel referiu que Portugal foi dos primeiros países a integrar o projecto e que, neste projecto, o mais importante era a possibilidade que os alunos tinham não só de apresentarem os seus trabalhos noutras escolas, como do intercâmbio cultural e enriquecimento linguístico. Os alunos demonstravam muito entusiasmo e alegria ao integrar o projecto. Para finalizar, e durante o que foi chamado de Big Event, a Beatriz, a Catarina e o António tocaram uma música popular portuguesa – Oh Rama, Oh que linda Rama – e um fado – Barco Negro – adaptados para instrumentos clássicos. O João tocou em guitarra acústica e cantou a música Society is lost da sua banda Wait & See (W8n’C). A Diana teve como papel apresentar e introduzir o grupo. O quarto dia foi dedicado a uma ida a Frankfurt onde fizeram uma visita guiada à casa de Goethe; foram também à Catedral, no centro histórico da cidade. Estiveram ainda nas margens do rio Main. No Sábado os alunos ficaram com as famílias que os levaram a visitar, uns Marburg, outros Giessen; uma aluna foi levada a ver a neve e outra a uma piscina aquecida. A prestação dos alunos foi de elevada qualidade, merecendo os elogios das escolas participantes e do próprio Director da Escola de acolhimento. Os alunos foram recebidos pelas famílias com agrado, as quais os acharam muito bem-educados, afáveis e sociáveis. A organização foi de qualidade média, uma vez que o programa não foi rigorosamente cumprido e algumas vezes sofreu alterações. O filme mostrado aos alunos revelou-se de grande agressividade emocional para jovens desta faixa etária. Na visita a Frankfurt, os alunos não puderam visitar o Museu de Arte Moderna, como seria do seu agrado, por deficiente planificação. No seu todo, a deslocação foi positiva, pois proporcionou aos alunos e aos professores o contacto com escolas diferentes, com culturas diversas, enriquecendo-os do ponto de vista humano, social, cultural, linguístico e do conhecimento. O entusiasmo e a alegria dos alunos que participaram contagiaram positivamente os colegas e incentivou-os a trabalharem de modo mais motivado, no âmbito do Projecto.

a passada quinta e sexta feira (19 e 20 de Março) decorreu um evento no Dolce Vita chamado “Look Académico”, em que a nossa escola teve prazer de participar. Este evento consistia em encontrar o protótipo do estudante do séc. XXI, sendo que, nas edições anteriores, apenas contava com a participação de alunos que frequentassem o ensino superior. Porém, este ano, o evento abriu as suas portas ao secundário, pela primeira vez. A selecção dos candidatos a participar foi feita previamente pelos representantes das Associações de Estudantes dos vários estabelecimentos de ensino o que, no nosso caso, não se sucedeu. A exigência de candidatos a participar eram: três do sexo masculino e três do sexo feminino, tendo sido feita pelo último presidente (que presidiu o ano passado) Ricardo Dias. O “Look Académico” consistia na realização de três provas. A primeira (realizada na quinta-feira) serviu para apurar os cinco elementos (de cada sexo e de cada nível de ensino) que passariam à final, e consistia numa breve apresentação pessoal de cada elemento ao júri constituinte. Os cinco seleccionados pelo júri passariam à final onde realizariam duas provas: uma Física (lançar cestos) e uma de Talentos. O vencedor seria o candidato que obtivesse mais pontuação por parte do júri e seria premiado com uma anuidade no Holmes Place. No entanto, todos os elementos que passassem à final, contariam com um bom prémio. Os candidatos da Rodrigues de Freitas que foram seleccionados pelo Ricardo Dias para representar a escola foram: Ricardo Costa (Manecas), Miguel Barbosa e Filipe Dias, escolha esta baseada na postura, talento e “à vontade” destes rapazes. Infelizmente não foi possível levar a participar nenhum elemento do sexo feminino da nossa escola, devido à incompatibilidade de horários e um “pouco de vergonha”. No dia, estavam representadas 4 Escolas Secundárias do Porto: E.S. Carolina Michaelis, Clara de Resende, Aurélia de Sousa e Rodrigues de Freitas. Haviam sérios candidatos e a concorrência era muita, sendo o escalão de “Masculino Secundário” o que contava com mais participações. O primeiro a falar foi o Miguel Barbosa que, com um à vontade e boa postura, conseguiu convencer o juri. O segundo foi o Filipe Dias que, através da participação em várias actividades em áreas distintas, conseguiu a atenção dos avaliadores. E, finalmente, o Ricardo Costa, que com uma boa escolha de discurso, deixou o júri satisfeito. Dos onze candidatos na semi-final passaram apenas cinco, estando entre eles o Filipe Dias, o Miguel Barbosa e o Ricardo Costa, (uma vitória para a nossa escola!!), os outros foram: um estudante da Escola Carolina Michaelis e um outro da Escola Aurélia de Sousa. Na final, a prova física correu bem aos nossos candidatos no geral, restando a decisiva prova de Talentos. O primeiro foi o Ricardo Costa que através dos seus dotes no break-dance impressionou o júri. Seguiu-se o Filipe Dias que, com o irmão Ricardo Dias a acompanhar, conseguiu cantar e encantar todos os presentes com a interpretação da música "I'm Yours" de Jason Mraz. Finalmente o Miguel que, através de um discurso cómico, imprevisível e improvisado, mostrou que era também um sério candidato. Após o júri muito ter pensado,deliberou e decidiu atribuir o primeiro prémio ao Filipe Dias, sendo considerado o estudante modelo para os jovens; o segundo prémio ao Ricardo Costa que, apesar de não ter vencido, mostrou o seu valor em todas as provas; o terceiro prémio foi para o Miguel Barbosa, pela sua capacidade de improvisação e discurso comicamente convincente. Este “brilharete” por parte dos candidatos é a prova de que a nossa escola tem valor e vários modelos a seguir, nomeadamente para os mais jovens. Estes 3 participantes da casa que “roubaram” o pódio demonstraram, ao longo de todo o evento, uma capacidade de liderança e uma possibilidade de mudança na sociedade actual. Espero que todos possamos aprender com estes exemplos e que fiquem orgulhosos por pertencerem a uma escola tão recheada de talentos e futuro. A Rodrigues Freitas ganhou um novo Look!! Parabéns, rapazes!

A difícil arte de ser professor (em Portugal) design: David Ferreira (aluno do 12ºF)

por Maria Conceição Coelho

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grupo de Matemática da Escola Básica e Secundária Rodrigues de Freitas vai organizar uma Conferência subordinada ao tema “A difícil arte de ser professor (em Portugal)”, que terá lugar no dia 17 de Abril do corrente ano, pelas 15h, na sala 1.12 desta Escola. A Conferência será proferida pelo Presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática, o Professor Nuno Crato.

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Escola Viva ...................................................................... Visita de estudo ao Parque Natural do Litoral Norte

Crescer em Segurança Mariana Leitão Pimenta da Gama (aluna do 4º C)

por Bernardo Machado (aluno do 10ºA)

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o 2º período a minha turma participou em diversas actividades relacionadas com o Planeta em que vivemos. Para a concretização de algumas dessas actividades, contámos com a colaboração da comunidade, nomeadamente a PSP Escola Segura, que nos lembrou algumas regras de segurança que devemos respeitar para que possamos “Crescer em Segurança”.

Jornal Etc...| Agrupamento de Escolas Rodrigues de Freitas | Março 2009 | nº5

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o passado dia 13 de Março, a turma do 10ºA, juntamente com a turma do 10º C, acompanhados pelas professoras Beatriz Costa e Ana Bela Saraiva, foram visitar o Parque Natural do Litoral Norte, situado em Esposende. Esta visita teve como objectivos identificar ecossistemas costeiros e identificar problemas no ordenamento da orla costeira. Saímos da escola pelas 08:35 horas, embora a hora prevista fosse às 8:00 horas em ponto. Este atraso ocorreu devido ao atraso de alguns alunos. Fizemos uma animada viagem de autocarro, com muita música, brincadeira e tivemos tempo ainda para preparar algumas partidas aos nossos colegas. Chegamos a Esposende por volta das 9:30 horas, a hora prevista da chegada. Neste momento ficamos a conhecer o guia que nos viria a acompanhar durante toda a viagem pelo Parque Natural, o Professor Artur e iniciamos a visita. Começamos a visita junto ao rio Cávado, uma zona litoral baixa devido à acção do mar e da erosão, numa das margens deste rio. Aí, vimos vários canais e uma planície de abrasão, uma arriba fóssil. Vimos um jacinto de água doce, matéria em decomposição, que é considerado uma praga. Estes morrem, porque esta zona litoral é de água salgada, e estes são de água doce, pelo que estes não conseguem sobreviver neste meio adverso. Ainda bem! Esta zona junto ao rio, prados salgados atlânticos, tem pouca biodiversidade devido à composição de elevada salinidade destes terrenos. Algumas plantas que, ainda assim, sobrevivem e se desenvolvem nestes terrenos são, por exemplo, os juncos e a arméria marítima. Seguimos com a visita, caminhando por trilhos e, ao subirmos um pouco, afastando-nos da margem, de pronto saltou à vista uma grande diferença comparativamente, as zonas mais baixas. A biodiversidade. Aqui já se avistavam variadas espécies, como o tremoceiro bravo, a urze branca, austrálias, acácia longifolia, entre outras. Mas porque razão aqui a biodiversidade aumentou drasticamente? A resposta é simples. A salinidade dos terrenos condiciona a biodiversidade na medida em que a maior parte das plantas não suporta grande salinidade, logo podemos pressupor, que aqui a salinidade é menor. Conclui-se que os juncos suportam a salinidade, e os locais onde estes se encontram, são aqueles onde as marés chegam, e onde estes não existem, são locais onde as marés não chegam. Passamos de trilhos, para passadiços. Percorremos os passadiços ao longo de canais, até chegarmos a uma zona em pleno estuário. Ai vimos uma rede canais onde estavam tainhas, que formam um habitat chamado sapal. Nas margens dos canais existem muitas areias e lamas que contêm bichinhos que servem de alimentação a alguns seres vivos, tendo assim intervenção nas cadeias alimentares. Estes factores fazem com que esta, seja uma zona muito produtiva. Estas lamas e areias, são também importantes para estudar a qualidade das águas, pois contêm informação sobre o passado dessa zona. Os estuários servem de filtros às águas, fazendo com que as águas cheguem mais limpas ao mar. Então um estuário tem algumas funções, como por exemplo a filtração. Após esta passagem pelo estuário, tivemos uma mudança repentina de habitat. Entramos numa zona de pinhal. Este pinhal não é 100 % natural disse-nos o professor Artur. Mas porquê? As respostas óbvias foram a existência de casas nesse pinhal. Mas não, o pinhal não é 100 % natural porque foi semeado. Antes, no lugar desse pinhal existiam dunas, mas plantaram-se pinheiros bravos, pois crescem rapidamente e dão-se bem em areias. O objectivo deste processo consiste em fixar as areias, pois esta é uma zona ventosa e as areias levantavam muito, então encontrou-se esta solução para fixar as areias. Saímos do pinhal e voltamos aos passadiços. Caminhamos até um miradouro. Daí podíamos observar os canais; a outra margem, artificializada, do estuário; a restinga (cabedelo) que se estende ao longo de 2 km, que é uma geoforma costeira, de que as dunas são parte integrante. É dotada de grande mobilidade e está em constante evolução e constitui uma defesa natural contra a invasão do mar da cidade de Esposende, além se ser um valor paisagístico e de lazer. Ficamos a saber que a erosão é que leva à formação das restingas; Vimos também esporões para retenção de areias ao longo das praias; um cordão dunar, que é uma duna embrionária, que quando atinge uma determinada dimensão passa a chamar-se duna primária. Esta cresce em altura e forma uma duna secundária, que é mais baixa e que é protegida dos ventos. Tem grande biodiversidade. Ainda no miradouro, o professor Artur explicou-nos as funções das paliçadas e dos passadiços. As paliçadas servem para recuperar as dunas e, estão a ser introduzidas para reter as areias. Já os passadiços foram criados para as pessoas não andarem nas dunas e assim evitar a sua destruição.

Após algum tempo no miradouro, fomos dar um passeio pela praia. O professor Artur explicou-nos que o mar está em transgressão devido ao aquecimento global, ao degelo, mas o professor diz que a maior causa do avanço do mar é devido a processos naturais. Continuamos a nossa caminhada ao longo da praia, sempre a tentar convencer a professora Beatriz a deixar-nos dar um mergulho, sempre sem sucesso, até chegarmos junto às chamadas Três tristes torres. Estas estão em perigo de cair devido à sua construção próxima da linha de mar, e o avanço das marés é um perigo iminente. Finalmente, a paragem para almoçar às 12:15 horas. Tivemos uma hora e meia para almoçar, foi muito divertido. A nossa turma juntou-se toda junto a um parque de diversões para crianças. Almoçamos todos juntos, partilhamos os nossos almoços e divertimo-nos muito. Após o almoço, alguns foram ao café comer um gelado, e outros ficaram de calções de banho a brincar na relva e no parque de diversões. Ainda não somos assim tão crescidos, ou pelo menos é o que parece! Retomamos a visita às 14:05 horas. Dirigimo-nos para a sede do Parque Natural do Litoral Norte, onde tivemos uma pequena palestra com o professor Artur. Ficamos a saber que um parque natural é área com paisagens naturais, semi-naturais e humanizadas. Um parque natural tem como objectivos a conservação da Natureza, a protecção dos espaços naturais e das paisagens, a preservação das espécies da fauna, da flora e dos seus habitats naturais e também a manutenção dos equilíbrios ecológicos e a protecção dos recursos naturais contra todas as formas de degradação. Este parque natural fica localizado em Esposende, estende-se ao longo de 18 km, e tem cerca de 8887 ha. Pretende-se expandir o parque até Viana do Castelo e Caminha. O parque tem bastantes biótopos como: o mar, os recifes, as praias, as dunas, o pinhal, o carvalhal, a lagoa, o estuário, os campos agrícolas, entre outros. Ficamos também a conhecer algumas espécies existentes na Avifauna, como o guarda-rios, o maçarico-galego, a gaivota argêntea e a garça-branca-pequena; o património do parque natural: a capela da Senhora da Bonança e Facho de Fão, o forte de São Batista e os moinhos da Apúlia; algumas actividades tradicionais como a pesca, o turismo, a agricultura em Maçeiras e a apanha do Sargaço em Cedovem; alguns problemas do parque, como a pressão urbanística, a pressão humana, a erosão costeira e a introdução de espécies exóticas. alguns projectos desenvolvidos pelo parque: Paliçadas, passadiços (5000 m), vedações (impedem o acesso dos carros a zonas proibidas), o estacionamento, a informação e sinalização, a sensibilização ambiental, a vigilância e televigilância. Após a palestra, entramos na camioneta e fomos visitar mais uma praia. Ai, no passadiço entre as casas e o mar, foinos dito que as dunas é que separam o mar das casas. Estas servem de protecção. Demos uma rápida volta pela praia e voltamos a entrar na camioneta. Desta vez fomos a uma praia de seixos. Impressionante. É como se a areia fosse de gigantes grãos. Mandamos seixos para a água, fizemos dedicatórias nestes e mandamos ao mar. Foi muito divertido! Entramos novamente na camioneta e fomos em direcção à nossa última paragem. Foi uma praia onde a existência da erosão era bem real e bem visível. Tivemos ainda tempo para tirar algumas fotografias para mais tarde recordar. Entramos na camioneta e, só saímos mais uma vez antes de chegar ao Porto. Fomos lanchar, e ainda houve energia para um rápido jogo de basquetebol com uns rapazes de Esposende. Fizemo-nos à estrada em direcção à escola. Com um cancioneiro dos escuteiros, animamos a viagem de regresso. Cantamos muitas músicas de muitos autores. Foi muito divertido. Chegamos à escola às 18:25 horas, 25 minutos mais tarde do que a hora prevista. Foi o fim de um dia exaustivo, mas também muito divertido. Foi uma visita espectacular, adorei!!!

Costumes e Tradições por Lia Yeranosylan (aluna do 4º C)

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u e os meus colegas assistimos e participamos em duas Assembleias de Escola e ficámos a conhecer um pouco mais os costumes e tradições dos vários cantos do Mundo. Sobre a nossa cidade, os meninos pequeninos mostraram alguns fatos de papel que são usados na festa de S. Bartolomeu. E, claro, como não podia deixar de ser,....o S. João do Porto também foi recordado. Acabámos a Assembleia a cantar e a dançar. Foi muito divertido!

O desfile de Carnaval por Sofia Araújo Silva (aluna do 4º C)

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o dia 20 de Fevereiro de 2009 realizámos o desfile de Carnaval que este ano foi subordinado ao tema “Os continentes do Mundo”. Cada ano de escolaridade trabalhou um continente diferente e expôs o seu trabalho no átrio da escola. O quarto ano trabalhou o continente americano. No cortejo de Carnaval mascarámo-nos de índios, de cowboys, de mexicanos... e fomos todos excitados a admirar os fatos uns dos outros e a rirmo-nos às gargalhadas. O nosso cortejo levava um carro na frente que transportava o Globo Terrestre e “lançava” música para todos os lados.

América - Os povos ameríndios por Maria David Ferreira Claro (aluna do 4º C)

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s primeiros habitantes da América terão sido oriundos da Ásia, no final da idade do gelo, há 12 mil anos. O termo ameríndio é usado para designar os primeiros habitantes do continente americano. Na América do Norte, estes povos são também conhecidos pelas expressões aborígenes, índios americanos, nativos do Alasca ou povos indígenas da América. Estes termos compreendem um grande número de distintas tribos, muitas das quais vivendo actualmente como comunidades, com um estatuto político diferente. Índios foi o nome dado pelos europeus aos habitantes da América e esse termo passou a ser usado devido ao facto de Cristóvão Colombo, quando chegou à América, pensar que estava na Índia. Mais tarde, os índios foram considerados uma raça diferente e também foram chamados de “peles vermelhas”. pub


...........................................................O Prazer da Leitura O Prazer de Ler Daniel Maia-Pinto Rodrigues; um poeta portuense por Maria Helena Padrão

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aniel Maia-Pinto Rodrigues, nome incontornável nas Letras Portuguesas, nasceu no Porto em 1960. Publicou o seu primeiro livro Vento em 1983 e, desde então, tem dedicado a sua vida à escrita do texto literário, à poesia sobretudo, mas, já em 2004 publica um conto em co-autoria com Isabel Rio Novo O Diabo Tranquilo e tem, neste momento terminado, o seu primeiro romance: O Corredor Interior. Malva 62 com o substituto de Poemas Breves é o livro que hoje nos convoca e nos reclama uma leitura. O livro Malva 62 apresenta a seguinte estrutura uma estrutura circular, sendo que a circularidade é um motivo já largamente explorado nas andanças literárias. No Posfácio, Manuel António Pina, afirma que este livro do Daniel “exige do leitor de poesia um desusado desprendimento ou, talvez melhor, desaprendimento “da maior parte da poesia que tenha lido…” O ensaísta convida-nos, portanto, a entrar para este universo poético “despojados” de expectativas, considerando que assim, e somente assim, o leitor será capaz de se encontrar face a face com a “natureza do poético”, vidando “o que quer que o poético seja”. Reconhece ainda Manuel António Pina, o carácter excepcional e que este resulta da singularidade “mas também, simultaneamente, do modo como essa singularidade, essa estranheza, transporta um emocionante e desconcertante reconhecimento do próprio poético”. Eis o que está em jogo: a singularidade enquanto estranheza. O estranhamento diz Roland Barthes é um dos ingredientes do quid literário e no caso do Daniel ele está no próprio corpus do texto enquanto tecido de sons, enquanto âmbito conceptual, mas também, enquanto pré-texto. Há, na estrutura sincopada do conteúdo, Parou à beira do Pomar (1) e Parou à beira do Pomar (2) uma visível preocupação do sujeito lírico. Fazer notar a presença do Pomar; a paisagem, a vida e o sujeito que deliberadamente parou à beira do pomar. No primeiro momento o sujeito lírico caminha ainda menino no fio de que é feito o continuum da existência: nasceu e foi menino: aí parou. Porque sim. Porque era o tempo em que: “Pousavas os braços nos beirais aquecidos pelas tardes de Março. Tinhas sobretudo tempo para olhar as borboletas. Havia sobretudo espaço para se estenderem as planícies.” Malva 62: 13 A este tempo o poeta regressará: Depois de “Predicados do Intermédio” e de “Apontamentos do Cônsul von Troche”. O poeta regressará para ser de novo menino; para aí permanecer voluntariamente: adulto já e contudo menino. “Já recorri a palavras várias a frases orais e escritas recorri ao silêncio e à alegria a não sei quantos passos em todas as direcções e nada se alterou nada excepto a idade.” Malva 62: 97 Esta poesia, de total despojamento, aventura-se pelo limiar da inocência, convocando para o texto a evidência, mas também a intuição, feita de reminiscências de um mundo outro e contudo possível; convocando para o texto a flora, a luz, a cor, a fauna, o mito, a parábola bíblica e a parábola que, implícita, omissa, mas emergente na sociedade actual, aponta para a outra voz que da penumbra faz eco. “Sou eu, minha querida aquele que surge de esguelha nas estradas. Exacto. O ginete tão feroz, da floresta.” Malva 62: 48 O poeta coloca o leitor no plano do mistério e isto acontece logo no primeiro momento: “Há um rio ou um barco no rio onde a luz é intensa e de tanta luz nos olhos e água com rigor se não sabe se o barco vai vazio.” i A disjuntiva ou é já a assumpção da indefinição; indefinição relativa ao objecto observado, mas há, existe qualquer coisa. Disso o poeta não duvida. Acrescenta, depois a falta de rigor; “com rigor se não sabe”, apesar da luz “intensa”, apesar de “tanta” luz “não se sabe”, não nos é permitido aceder ao conhecimento. Para se transpor as contigências do meu, do teu, do nosso tempo ou espaço é necessário o meio. O médium, que o poeta possui, que o poeta conhece. “É este o corrimão. Se me sentasse nele desceria até à tua juventude.” Malva 62: E desce. Porque é o único que possui a chave: é este o corrimão. E transpõe o limiar, e avisa: “Insistes em não compreender ser eu aquele que pinta a poeira no fim da luz.” Malva 62: São avisos deixados aparentemente ao acaso ao longo do texto; avisos que são indícios de uma vidência anunciada. O poeta/visionário ou o visionário/poeta é capaz de ver o antes e o depois, é capaz de habitar o lá, o além e o aqui, é capaz de reencontrar numa época posterior à sua, alguém que pertence ao passado já gasto na consumação dos dias.

No poema dedicado ao avô pode ler-se: “Está nos seus amplos aposentos abrindo a janela às borboletas abrindo a porta da varanda à luz posterior da minha época.” Malva 62: A janela, a porta, a varanda, a luz são elementos disseminados no texto convidativo da travessia. São a chave para aceder ao conhecimento. Pousemos agora o olhar na segunda parte: Predicados do Intermédio. Afinal? O que é o intermédio? Na sua composição está, ainda mais acentuadamente pela sua maior proximidade do éfimo, a ideia de meio, de médium, agora assessorada pelo prefixo inter que estabelece ainda mais fortemente a ideia da passagem. Sem preconceitos, avancemos, então no discurso e o que encontramos? A visão aparentemente trivial do que é trivial: “Ela trincou o rissol e não olhou para o interior. Fiquei a gostar dela por causa disso.” Malva 62: Poder-se-á ver aqui uma provocação? Então o conhecimento do que existe e está oculto não é para todos? É talvez preferível andar ao rés da vida? Ouçamos a voz do poeta: “Não queiram entender as vítimas do nosso tempo.” Malva 62: Há algo de profético nestes versos. Este tom profético podemos consubstanciá-lo nas palavras do poeta em entrevista magistralmente conduzida por Filipa Leal para O suplemento de O Primeiro de Janeiro Das Artes e das Letras de 26 de Setembro de 2005 onde o poeta afirma: “Sei que estou numa linha de consumação dos dias. Tenho a minha existência completamente apensa a essa consciência (…) É o que procuro na vida: que não aconteçam no meu tempo de existência, muitas modificações.” A terceira parte intitula-se: Apontamentos do Cônsul von Troche Assim, sem mais! O vocábulo “Apontamentos” remete para algo sobre que ainda não se deu a versão final. É talvez o pré-plano do texto; a versão não definitiva do texto, como aliás se verifica pelo abandono deliberado do poeta, desta forma de existência, para a assumpção voluntária da infância que deixara em parou à beira do pomar. Quem é então o Cônsul von Troche que o poeta irá abandonar no caminho? Cônsul von Troche. Provavelmente este dizer deutsche não é mais do que a máscara que encobre a realidade. Troche (alemão) - Troche (português) - Trouxa, encobrirá o outro que o poeta conhece que o habita também, que ele assumiu ou assume, quando lhe convém. Este outro não chega a existir, tem apenas uma pré-existência, é um apontamento, mas é com ele que estabelece a partilha entre o sério e nãosério, entre o real e o des-real. Na qualidade de von Troche, traz para o texto: o trivial, o absurdo, o desconcerto, o grotesco. Mas também, e sobretudo, o humor. Um humor desconcertante capaz de provocar o sorriso e o riso. A própria manta sonora e gráfica participam deste humor desconcertante quando o poeta altera deliberadamente a grafia, mantendo os fonemas. Os poemas Proximamente e Procimamente (Director's cut) são disso exemplo pois há um jogo fonémico entre ex/eis [eis] escrito com x/ch [s], x/z [z]. “Às meninas vou pois eisplicar o que fez a brucha da mata: exigiu ao boi que comesse a rata ou sorveria todo o oquecigénio do ar.” Malva 62: Será inocente este jogo fonémico? Nada, na poesia de Daniel é fruto do acaso. Esta dualidade aponta para uma certa pedagogia de leitura, mas também de vida. O leitor, não deve ser um leitor descomprometido mas cúmplice. É na cumplicidade que o poeta abre o jogo e introduz o leitor na aprendizagem da duplicidade da vida: luz/contra luz. O poeta prepara o leitor para a aceitação das evidências e assim, já preparado o leitor pode aceder ao conhecimento, ao desvelamento. Parou à beira do Pomar (2), a última parte do livro que não é mais do que a primeira sincopada, é o momento das máximas, de provérbios, é uma espécie de Livro da Sabedoria, uma voz milenar, mais dos deuses do que do povo, assente em frases lapidadas como: das máximas, de provérbios, é uma espécie de Livro da Sabedoria, uma voz milenar, mais dos deuses do que do povo, assente em frases lapidadas como: “Olhamos os filhos enquanto são crianças e não quando são velhos.” Malva 62: Quanto dura o enquanto? Os filhos, será que envelhecem? O que é, para os pais, um filho ser velho? O poeta disseca o feixe de relações entre pessoa - pessoa pessoa - objecto objecto - pessoa objecto - pessoa pessoa. Repare-se no texto: “O urso grande de peluche que dei ao meu filho está cada vez mais pequeno.” Malva 62:

O que é ser pequeno? Com que olhos se olha o urso de peluche quando o filho cresce? Que se passa nestes actos do destino? E o poeta, conhecedor de ventos, não sabe as palavras, sabe, intui o que é indizível: “Como te hei-de fazer ver as meias distâncias que nos separam das coisas?” Malva 62: Que estranha forma tem o Daniel de falar da irreversibilidade do tempo, tão diferente dos clássicos! A chave, creio eu, para aceder à poesia de Daniel MaiaPinto Rodrigues é a de aceitar que se está no limiar de uma nova poesia, pela versatilidade da linguagem e do conteúdo, pela forma do texto, pela capacidade de vidência através do verbo, pela sonoridade e pelo ritmo, mas também por uma curiosa simbolização do mundo que assenta na dúvida gnoseológica e numa questionação insistente da condição do homem, mas também da própria poesia. Daniel: “Tu és o bonito príncipe de ti.”

Recorte por Maria Helena Padrão Serena é a brisa Na madrugada, Suave e ameno é o olhar que a contempla. Mas existem vales Que são profundos Vales imensos, desconhecidos, E trazem, rasos d'água O pensamento

Prece por Maria Helena Padrão Clamo por Ti no silêncio de mim. Convoco-te para assistires à nudez da minha alma. Se ao menos pudesse saber os teus desígnios! Se ao menos soubesse escutar a Tua voz! E perco-me neste limiar Entre o eu sedento de ti E o eu descrente de mim.

Eu sou eu só! Mais ninguém! por Hugo de Sousa Ferreira (aluno do11ºA) Eu sou eu só! Mais ninguém! Não finjo o que mostro. Mostro o que sou. Minha alma, nua e crua, Doa a quem doer! Não suporto hipocrisia! Fingimentos, máscaras e abrigos… Mostra quem és, E melhor serás. Porque esconderei, Aos outros o que sou? Para evitar chatices? Para os ter comigo? Nessa mente poluída Pelas premissas sociais, Finges ser o que não és, Na busca do enquadramento. Finjo ser fingido, Observando a evolução. Decrescente se mostra A competência, inteligência e razão… Em busca da verdade, Por tumultuosos caminhos enveredo. Sigo, astuto, a estrada, buscando a verdade, Na certeza que, mais tarde ou mais cedo, A encontrarei invicta e intacta. Refugia-te em ti próprio. Não na personagem de outro alguém. Mantém-te à tona! Não te afogues na mentira de outro ser. Sabes agora, Procurar quem és? Ou, continuarás na maré, Subtraído e imergido nos outros?

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O Prazer da Leitura ................................................................ O Livro da Minha Vida! por Miguel Guedes (aluno do 8ºB)

Jornal Etc...| Agrupamento de Escolas Rodrigues de Freitas | Março 2009 | nº5

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A minha percepção sobre a vida por Margarida Cardoso (aluna do 9ºB)

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vida é um enredo do que queremos ou não queremos, daquilo que fazemos ou deixamos por fazer, daquilo de que nos arrependemos ou do qual sentimos culpa… é um início e um fim… a vida e tudo o que esta conota é como o amor e os sentimentos, feita de antíteses… É interessante que para muitos a base da vida seja a célula, para outros os sentidos e para outros ainda o corpo enquanto um todo, tudo isto dons dados à partida… Penso então em todas as células que morrem para originar outras novas, não deixando porém de viver nem um só momento o corpo que as integra… Assistimos nós ainda, todos os dias, a pessoas que sem ver alcançam todo o sucesso na sua vida. Não devo dizer sem ver, pois ver todos nós vemos, vemos apenas de várias maneiras, falo no entanto de pessoas que, ou porque nasceram sem visão ou por esta lhes ter sido ceifada já depois ao longo do curso da sua vida, não desistiram, foram em frente e conseguiram chegar mais além; temos ainda o exemplo de músicos que tendo em falta a audição e consequentemente o diálogo não deixaram de se marcar na história com grandiosas obras que permanecem para todas as gerações… E temos também o exemplo de todas as pessoas com deficiências a nível motor que não deixaram de se singrar campeãs nas áreas pelas quais seguiram ficando como prova disso algo notável na sociedade… Não temos desculpa, a luta é nossa e a vitória também o será se nunca cruzarmos os braços!…


...........................................................O Prazer da Leitura

Deixam as gotas de orvalho Escorrer livremente Por pétalas sedosas, macias Agitam-se, dançando Até morrerem silenciosamente Agitam-se dançando

Porto de poema

Se eu fosse borboleta

por Catarina Lopes Costa (aluna do 10ºB)

Se eu fosse… Se eu fosse… um computador ... Conseguiria decifrar todos os mistérios da vida que tanto me encantam; conseguiria saber tudo sobre esta arte que é escrever e também saber todas as fórmulas matemáticas. Mas, embora pareça tudo um regalo dos Deuses, não conseguiria sentir o que a vida tem para oferecer, Viveria à margem do conhecimento. Se eu fosse… O simples vento... Saberia todos os boatos da actualidade e também os mexericos; conseguiria sentir as curvas das montanhas a água a correr debaixo de mim e também iria trazer felicidade ou infelicidade aos agricultores. Mas apesar de tudo, não podia ganhar forma e iria estar para sempre incapaz de tocar ou cheirar. Podia ser isto tudo e mais alguma coisa, mas nada, seria melhor do que ter o dom do toque, da audição, da visão, do gosto e do cheiro. Por muitos sonhos que tenha, nenhum deles me dá a vivacidade de ser um ser humano.

ilustração: Rita Freitas (aluna do 12ºF)

por Cláudia Pereira (aluna do 10ºC)

por Francisco Lopes (aluno do 10ºB)

ilustração: Rita Freitas (aluna do 12ºF)

Os céus rebentam Em pequenas grandes explosões Raios de luz tocam a terra Raios de luz iluminam o céu

Inocentes espectadoras Do mundo que criámos Agitam-se, dançando

Já me sinto mais fraca para poder resistir, mesmo assim eu vou pedir: -Deixem-me nas montanhas antes de eu partir!

por Tiago Carvalho (aluno do 10ºA)

Rendo-me. Morro de amor pelo Porto Assim que desembarco, no cinza azulado Com cabelos suspensos, cheirando a Douro sou quase pura. O Porto tem mistérios que transforma a emoção Clássico e íntimo,distante e sereno, arrogante e terno, soberbo e entristecido. O Porto veste-se de forma diferente: ousado e vanguardista, formal e discreto. Os monumentos envelhecem ao ritmo dos dias, cansados. Estar no Porto é entrar no silêncio profundo de Agustina, é perder o pé numa tela de Resende, é ganhar a voz num poema de Andrade. Porto de sombras Porto de sol Porto que trabalha. O Porto. Porto de mistério! Será do nevoeiro? ou da claridade? Das casas austeras, dos jardins ou das ruas apertadas? Da sombra do rio? A chuva escorrega, desliza no parque, amortece suavemente. Embala-me este orgulho da minha cidade.

Se o Amor fosse… por Tiago Carvalho (aluno do 10ºA) Se o Amor fosse um astro, Seria o Sol Se o Amor fosse um elemento, Seria a Água Se o Amor fosse um número, Seria o Pi Se o Amor fosse uma flor, Seria o Amor-perfeito Mas o Amor é uma pessoa, És Tu…

Se o Amor fosse um astro, Seria o Sol Se o Amor fosse um elemento, Seria a Água Se o Amor fosse um número, Seria o Pi Se o Amor fosse uma flor, Seria o Amor-perfeito Mas o Amor é uma pessoa, És Tu…

A cor do Inverno… pelos alunos da sala 2 do J.I. da torrinha Quase quase a terminar, o Inverno, no seu universo simbólico, deixa-nos a saudade: … da cor vermelha, porque o calor que nos aquece… é vermelho … da neve, porque é branca e todas as cores têm um bocadinho de branco … das cores do arco-íris; são muitas as cores do arco-íris, quando o sol espreita num dia de chuva … do azul, porque ele brilha na noite fria … e também da cor rosa; é a cor dos sonhos… à espera do pai natal ilustração: Rita Freitas (aluna do 12ºF)

As flores, feitas de cor Marcadas pelo vento, Agitam-se, dançando

Se eu fosse borboleta gostava de voar bem alto ter asas cor-de-rosa e descansar no planalto. Gostava de ser a mais bonita para poder conquistar os meninos pequeninos que me quiserem apanhar; mas por outro lado quero fazer o que sempre quis: como só tenho um dia quero ser feliz. Voar sobre o mar ao lado das gaivotas, tocar na água fria antes que as asas fiquem tortas, ver o pôr-do-sol antes que a noite apareça, ver as estrelas do céu antes que a morte aconteça.

Se o Amor fosse…

Bate nos vidros, chocalha… Gotas escorrem como lágrimas Tão doces, tão doces…

As flores por Joana Bencatel (aluna do 10ºA)

The Wolf and The Rose por Ana Policarpo (aluna do 11ºA) As the moon rises up in the sky, wolves howl their tribute in the mountain high. As the moon rises up in the sky, roses stay, and of loneliness they cry. For without her wolf, the rose will fall and die. And without his rose, the wolf can't please the moon in the sky. Together they were, apart they stay, torn apart by the moon's way. The rose cries her broken heart. The wolf howls to the moon that tore them apart. And as pain seeks to destroy their bond, their hearts still fill with each other's love. But as soon as the moon stops its call, the wolf catches his rose before her fall. Pain hasn't managed to destroy their bond, and now together they'll stay… forever, and beyond.

Se eu fosse uma joaninha

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por Cláudia Pereira (aluna do 10ºC)

Se eu fosse… por Filipe Gonçalves (aluno do 10ºC) Se eu fosse uma estrela de Hollywood, como despreocupante seria a minha vida! De facto, se assim fosse, passava a maior parte do tempo a fazer filmagens. Mas, o tempo em que não estivesse a fazer isso, o que eu faria! Passava o tempo todo em festas com os meus colegas. Fazia mil e um disparates, seria perigoso na estrada…mas não tinha consequências, pois bastava uma assinatura minha a um polícia e uma coima barata para poder continuar a fazer o que tinha feito. Nas férias fazia viagens a locais paradisíacos, o dinheiro não seria problema. E sim, teria muitos amigos! Contudo, esses amigos poderiam não ser verdadeiros e a minha vida não seria tão boa, pois teria os paparazzi todos a fotografar cada passo que dava. Por isso, não me importo de apenas continuar a sonhar com os benefícios que teria se fosse uma estrela e continuar a ser apenas eu!

Se eu fosse uma joaninha livre que quisesse partir à descoberta que quisesse descobrir o mundo, que não quisesse estar quieta partiria sem ninguém, partiria sozinha, partiria com vontade de descobrir tudo, partiria com vontade de crescer sozinha. E ia por aqui e por ali capaz de tudo abraçar e continuava por ali e por aqui só pela magia de desfrutar. Faria amigos, cultivava amizades, aventurava-me com eles, faria as suas vontades. Conheceria sítios interessantes onde borboletas encontrasse, perdia-me numa floresta à espera que um passarito me levasse. Mas depois eu parava, lembrava-me do que tinha feito: conheci o mundo, criei novas amizades, cresci como joaninha, acrescentei saudades. Não, saudades daquilo que vi e já passou, mas saudades de ser uma simples joaninha presa aos jardins, de ser quem sou.

Time doesn't wait por Ana Policarpo (aluna do 11ºA) That light, that light so bright, was now taken of my sight. For chaos and pain have closed that door, and now in darkness I'll dwell forever more. Ice melts within my heart, the shards of something torn apart, a fallen dream of what could be, a piercing pain that you can't see. And now, for all that's left in me, I cry for help, for what used to be. I need you to come, to take me away, "I love you." I dare you to say. And if you come, if you rescue me, I'll get it back, what used to be, all the shards of what was torn apart will join together and create a new heart.


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á dias, a vizinha do terceiro andar direito morreu. Nonagenária, solteira e sem filhos (se é que ter filhos é coisa para aqui chamada), passou os últimos tempos da vida num asilo, à espera da morte. Aí morreu tão solitariamente, por certo, como viveu. Hoje, ao deitar, lembrei-me da velha senhora. Por motivos desagradáveis, tinha que ser por motivos desagradáveis! É que estão a ser distribuídos, sob orientação da do 3º esquerdo, os seus tarecos pela populaça da vizinhança: a gente pobre e preguiçosa das ilhas e alguns ucranianos que vivem por aí. Gente carenciada que vai servir-se dos parcos haveres da velha senhora, mas dela jamais se lembrará. Gente reles? Sei lá. Coitados, são gente pobre, preguiçosa e pouco instruída. Depois é o que se vê! Gente reles são outros, os que são aquilo que são porque não permitiram ou não quiseram que tantos humanos fossem mais do que aquilo que a realidade lhes impõe. Gente reles é também todo o que nem sequer a si mesmo se ajuda, e apenas vive de execráveis oportunismos. Esta cena dos haveres da idosa senhora trouxe-me à memória um silencioso e tímido professor meu. Era um homem só, que apenas tinha por companhia a sua piedade. Era um homem bom, e como a velha senhora viveu sem a companhia dos seus que não tinha e morreu semiabandonado por não ter quem o pudesse amar. Como a velha senhora, os seus bens - no caso, os seus livros - foram vendidos ao desbarato a alunos e outros que tais por um colega de profissão. Não fiquei com livros do bom professor. Caso contrário, se tivesse escolhido algum livro da sua especializada biblioteca, teria, nesse momento, perdido, para sempre, algo de inexprimível. O respeito e consideração que o bom professor merecia impediramme. Foi há trinta anos, mas lembro-me quanto a morte do Dr Alexandrino me levou a repensar o sentido da minha vida. A vida tem que ter um sentido e este não pode ser só em função da morte. Tem que estar ao nosso alcance todos os dias. Viver só, viver sem laços afectivos como o bom professor foi coisa que então vi claramente impossível. O leilão dos livros do solitário mestre indignou-me e levou-me a reforçar a ideia de uma vida com sentido, só e sempre na relação. Estranho é que a relação é mais idealizada que realizada. Vive-se, por vezes, numa tremenda solidão junto do nosso filho ou do nosso octogenário pai. Mas avancemos: a morte do meu bom professor tem algum paralelismo com a da velhinha do 3ª andar. Tudo o que de valor material um e outro tinham ou foi vendido ao desbarato ou dado a quem nunca conheceu nem amou. Compradores insensíveis que nunca tiveram pelo bom professor um momento de compaixão, gente estranha que nunca teve um momento de recordação pela velha senhora. Na morte encontra-se o sem-sentido da vida breve e tantas vezes dramática, o sem-sentido de tantas vidas que apenas um ideal superior procura completar?

“Estou sim…” Por Ricardo Dias (12ªE)

Dentro da minha consciência existe uma porta, A porta para o meu mundo. Aqui está um calendário do ano passado Pendurado na parede, Onde estão guardadas as minhas memórias. Ponho a mão na maçaneta, abro a porta, A madeira estala, as dobradiças chiam. Entro e olho em meu redor. Aproximo-me do calendário e À medida que agarro a folha, Velhos fantasmas do passado Começam a mistificar à minha volta. Trata-se duma nuvem negra, A sair directamente Das profundezas do meu coração. Toda a escuridão começa a tomar forma. Está na hora de dizer não! Vou expulsar-vos duma vez! A escuridão foge pela janela Mas, determinado, corro atrás. Assim que a alcanço, Agarro-a pelo colarinho e digo: Não me vais vencer!! Com o meu punho trespasso aquele fumo negro E aperto firmemente a minha mão Desejando que desapareça Com toda a força do meu ser. Por fim, uma luz começa a irradiar Do meu punho fechado. A escuridão começa a desvanecer E dou por mim numa colina Ao pé duma árvore enorme e verdejante. O sol brilha com tanta intensidade Que me custa abrir os olhos. Aos poucos vou-me apercebendo duma silhueta familiar Que corre na minha direcção. Finalmente ela chegou.

stava no outro dia num dos meus longos e quentes banhos matinais (ainda não tinha o meu cérebro começado a funcionar direito), quando me pus a pensar na diversidade de formas de uma pessoa atender o telefone/telemóvel. Desde 1860, data em que o telefone surgiu, este já foi atendido das mais variadas formas possiveis. Qual será a forma mais correcta de atender um telefone? Penso que esta problemática está a ser, nos dias de hoje, desprezada. Há dois tipos de pessoas: as que tem telefone e as que não tem (ignorando a hipotese do tipo de pessoas que não sabem do que um telefone se trata). Para as que não tem, esta crónica pode parecer um bocado inútil, para as outras, muito sinceramente, também… As frases mais comuns para atender o telefone são: “Estou? “ (*Claro que está senão não atendia o telefone) “Estou sim?” (O reforço do “sim” confere uma poeticidade incrível à frase) “Está?” (*Estou, senão não atendia, também) “Está lá?” (Onde será lá? Será cá? Estarei lá ou cá?) “Sim?” (Provavelmente quando é aquela pessoa muito aborrecida a ligar mais uma vez para nada…) “Boa tarde/Bom dia/Boa noite” (Normalmente surge antes da outra pessoa, que nos vai impingir algum produto ou questionário, nos fizer o seu discurso inicial de vendedor) “Toui” (Desconheço o termo, mas asseguro-vos que existe e é utilizado…) “Oláááááááá” (Entusiasmo feminino…) “Álô” (Estrutura etária entre os 65 e 85 anos ou aspirante a brasileiro) “EIII, OLHA NEM TE CONTO” (Problemas de ansiedade) “Quem é?” (Perguntas como esta merecem a resposta: Sou Eu…) “Desculpe não lhe ter ligado” (Estás feito…) “Feliz Natal!!” (Para esta ou qualquer outra saudação festiva apenas digo: poupem-me!!) “Diga” (Hmm…Arriscado) “Diga lá” (Ainda mais arriscado…) “Daqui Ricardo, faz favor” (Deixem-se de Egocentrismos…) “Faxabôr” (Ridículo?) “Desculpe, mas deve ser engano” (Normalmente resulta de uma saudação calorosa e de uma troca de nome por parte de quem liga ex. “EEII Manel!! Como vai a vida, rapaz??”; Mas também resulta quando não queremos falar com alguém) “Desculpe, agora não posso falar” (Pessoas que se acham tão importantes que em vez de não atenderem o telefone, atendem para dizer isto, dando a ideia de estarem ocupados) “Olá …hruumm (tosse) … Hello” (A transição dá-se quando nos apercebemos de que não estamos a falar com alguém que fale a língua materna)

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Vivemos até ao fim… por Hugo de Sousa Ferreira (aluno do 11ºA)

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odos vivemos. Tentamos ser boas pessoas, ter dinheiro, fazer tudo o que sonhamos.

Para muita gente, ter dinheiro é o mais importante da vida. Matam, roubam, enganam e prejudicam até o membro mais chegado da família. Os fins justificam os meios… Não interessa o que eu faço para obter o que quero… Neste caso: dinheiro. Mas, para quê ter dinheiro, se não somos boas pessoas, amados e respeitados? Depois temos o segundo grupo: o que põe a moral, à frente do dinheiro. Não tenho dinheiro, mas tenho o respeito dos outros e sou respeitado por eles. Neste caso, os fins não justificam os meios. Não vou enganar um familiar, ou qualquer que seja, só para ter dinheiro! Isso seria imortal e errado… Vamos trabalhar, e ganhar dinheiro, por pouco que seja, de maneira honesta e sem prejudicar os outros! Mas chegando ao fim, para que quero ter moral se vou acabar miserável e pobre num alpendre de um prédio? Não esteja eu à espera que me darão alguma coisa, porque poucas são as pessoas que ajudam e demasiadas as que procuram receber. E agora fico a pensar: para que quero dinheiro, se não tenho o respeito dos outros, e para que quero este último se nada mais tenho? Terei de pensar e tomar a decisão? Poucos são os que conseguem um pouco das duas coisas… Muito poucos! Para quê estas dúvidas? No final acabaremos todos da mesma maneira… A verdade, é que por mais dinheiro ou respeito que tenhamos, acabaremos no fundo… Viveremos até ao fim…

Admito a falha nesta “colecção”, pois não inclui as variáveis de cada uma das expressões (ex. Estou sim Calão: Tou/Tásse bem; Popular: Xtou xinhi??;), porém espero ter ajudado muitas almas na percepção desta problemática e alertado a população. Deveria escrever algo conclusivo, mas não fui capaz após ter re-lido algumas das expressões ali em cima. Forma correcta para atender o telefone? Não há. Mas há formas menos absurdas para o fazer… Portugal, duas observações: - Por favor, deixem de usar o “Nokia Tune”, pois de cada vez que toca o vosso telefone com esse toque, toda a gente põe a mão no bolso a ver se foi o seu, e depois ficamos, naturalmente, desiludidos por não ter sido o nosso. - Deixar o telefone tocar para que as pessoas à vossa volta ouçam o toque, é simplesmente ridículo…

ilustração: Tomás Castro (aluno do 12ºF)

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Coisas do Arco da Velha por António de Montelongo (Pseudónimo)

O Calendário por Gonçalo Machado (aluno do 12ºF)

ilustração: Carolina Pereira (aluna do 12ºF)

Jornal Etc...| Agrupamento de Escolas Rodrigues de Freitas | Março 2009 | nº5

ilustração: Susana Azevedo (aluna do 12ºF)

O Prazer da Leitura...........................................................


...........................................................O Prazer da Leitura Mar: com as suas ondas, desenha o seu destino. Joana Coelho (aluna do 12º CCT)

A morte sonolenta de um longo estio refulge no sótão de uma velha mansarda e nas garras prateadas da pega... Miguel Tavares (aluno do 11º CSH)

Invernosamente aconchegada, a folha abana, a lágrima cai... Maria de Lamares Pereira (aluna do 12º CCT)

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Fundos maravilhosos, corais lindos! Chegámos ao mar.... Rute Correia (aluna do 11º CSH)

Numa altura em que vivemos numa sociedade cada vez mais desligada da natureza, esta capacidade de estar atento ao simples, ao espontâneo, ao natural constitui uma lição de vida fundamental. Além do mais é uma forma de iniciação poética viciante: fazendo-se um poema nasce uma indomável vontade de fazer mais. Que o digam os alunos do ensino recorrente (11º CSH, 11º CTA, 12º CCT, 12º CSH e 12º CTA) a quem este exercício foi proposto: surgiram tantos poemas em tão pouco tempo (apenas 15 minutos de aula) que todos ficámos surpreendidos. Da selecção de um poema de cada um, aqui fica o testemunho: criaram-se marcadores de leitura para assinalar o Dia Mundial da Poesia, magnificamente ilustrados pelos alunos do 12º F, orientados pelo professor Eduardo Miguel.

Livres como o vento num dia de Inverno, os pássaros esvoaçando num espaço aberto... Adérito Raio (aluno do 12º CCT) A neblina cobre a foz, o rio descansa transpirado, o vale bebeu a vida... Pedro Lourenço (aluno do 12º CCT) As folhas das árvores murmuram palavras soltas ao vento... Manuel Maria (aluno do 12º CCT)

O mar bate na areia e aproxima-se de nós. Aqui vou eu para o abraçar! Rui Magalhães (aluno do 11º CTA) A amizade é como um caminho: se deixarmos de lá passar, enche-se de silvas. Cláudia Carvalho (aluna do 11º CTA)

O sol a raiar... E as flores desabrocham num sorriso... Armando Fonseca (aluno do 11º CTA)

As flores esvoaçam, tranquilas, ao sabor do vento... Paula Ribeiro (aluna do 12º CSH) As nuvens chocam-se, o dia termina... e o mundo não acaba. Euclides Romão (aluno do 12º CSH) A lua assobia na noite fria... E a noite dura no Inverno rigoroso... Alexandra Santos (aluna do 12º CSH) Noite de Verão... Céu coberto de estrelas flamejantes... Pedaços dos meus pensamentos... Silvina Cerqueira (aluna do 12º CSH) Uma rosa no roseiral desabrocha no coração dos mais empertigados. Vitorino Ferreira (aluno do 12º CSH) Exausta, deito-me na relva... A sua beleza espanta! Ana Paula (aluna do 12º CSH) Por entre o corredor do Inverno, o esvoaçar de folhas que rejuvenescem em direcção à Primavera... Marisa Silva (aluna do 12º CSH)

Hipnotizado pelo canto da água, pelo impulso de rios do meu ser... Carlos Seabra (aluno do 12º CCT) Quando o sol se põe no horizonte, desenha uma estrada por onde apetece caminhar. Angelina Sousa (aluna do 12º CTA)

ilustração: Rita Freitas 12ºF

Noite, minha guardiã, só debaixo das estrelas, é que me sinto protegida... Carla Mestre (aluna do 11º CTA)

ilustração: João Matos 12ºF

haiku (frequentemente designado por haicai pelos poetas de expressão portuguesa, sobretudo brasileiros) é uma composição poética breve, de origem japonesa que se caracteriza, basicamente, quanto à forma, por ter três versos curtos e, quanto ao conteúdo, por expressar uma percepção da natureza: o haiku ocidental parte normalmente de uma percepção concreta que faz disparar associações, sentimentos, dados da memória...). A subjectividade provém sempre de uma objectividade captada pelos sentidos. O haiku capta o instantâneo, o presente e exige uma permanente atitude de atenção e espanto perante os fenómenos da natureza. O haiku deriva de uma forma de poesia (surgida no Japão entre os séculos IX e XII), designada por tanka e que abordava temas religiosos ou ligados à corte. No século XV, os concursos de poesia tanka deram origem a um jogo de escrita com poemas mais longos: a primeira estrofe, de três versos, era sugerida por um poeta e as restantes iam surgindo num jogo competitivo entre vários poetas. Este tipo de poesia era a renga e os primeiros três versos (os mais importantes, pois serviam de mote) acabaram por se tornar uma forma independente de poesia. Bashô Matsuo (1644-1694), considerado o primeiro e maior poeta japonês de haiku, nasceu samurai e, adoptando a simplicidade tanto na vida como na criação poética, enriqueceu o haiku, superando a artificialidade de poetas anteriores: "O velho tanque/ uma rã mergulha/barulho de água". No entanto, só no século XIX, Masaoka Shiki (18671902) atribuiu um nome a este tipo de composição: haiku (pela junção das palavras haikai e hokku). O haiku foi absorvido por outras culturas e línguas e chegou ao Ocidente, quer através da imigração japonesa, quer pelo fascínio que o Oriente foi gradualmente exercendo sobre os ocidentais. Para tal, no caso da literatura portuguesa, foi determinante o exotismo presente em textos simbolistas de final de século, de autores como Venceslau de Morais e Camilo Pessanha. A concisão da forma e, essencialmente, a percepção da natureza são elementos muito marcantes nalguns poetas contemporâneos, como Eugénio de Andrade e Albano Martins. A obra poética deste autor caracteriza-se pelo equilíbrio entre a contenção (forma breve e linguagem depurada) e o poder imagético da palavra. Em 1995, editou poesia haiku de sua autoria, sob o título Com as flores do salgueiro - Homenagem a Bashô: Jogo de sedução entre o vento e as folhas. Prazer volátil.

ilustração: Rita Freitas 12ºF

HAIKU

O vento surge. O mar se exprime, com fúria sublime. Priscila Saraiva (aluna do 12º CCT)

ilustração: Susana Azevedo 12ºF

por Maria do Carmo Azeredo Lopes

Alegre cantar, esvoaçar deslumbrante... Chegou a Primavera! Manuela Veríssimo (aluna do 11º CSH)

ilustração: Tomás Castro 12ºF

No azul do céu paira uma harmonia que todos desejamos alcançar... Ricardo Santos (aluno do 11º CSH)

Uma borboleta voa com as asas batendo, ajudada pelo vento... Rayane Paixão (aluna do 12º CTA) As estrelas são pirilampos ... que estão sempre a brilhar. Ana Raquel Oliveira (aluna do 12º CTA) Flores num jardim, um arco-iris no céu! Maria Otelina Leite (aluna do 12º CTA) O cantar dos pássaros acorda a manhã; o sol aquece a luz... Ana Cecília Carvalho (aluna do 12º CTA) Mar, admirar o teu azul enche meu olhar e exalta minha alegria! Maria Alice Lopes (aluna do 12º CTA)

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Na Primavera, a cor do céu é a cor da minha alma: azul, como a cor do mar. Rui Manuel Ribeiro (aluno do 12º CTA) Lua, procuro-te mas não te encontro, apareces quando queres e nem sempre te vejo. Vítor Borges (aluno do 12º CTA)

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Aldeia Global.................................................................... A Questão de Chipre

Vida: Haverá mais? por Dinis Bento Loyens (aluno do 7ºB)

A

convite do nosso antigo aluno e Cônsul Honorário da República do Chipre, Dr. António Fonseca , o nosso repórter Miguel Guedes, esteve presente no passado dia 12 de Março, na Livraria Almedina para a apresentação do livro “A Questão de Chipre, Implicações para a União Europeia e a Adesão da Turquia”.

Jornal Etc...| Agrupamento de Escolas Rodrigues de Freitas | Março 2009 | nº5

(Autor do livro “A Questão de Chipre”) por Miguel Guedes (aluno do 8ºB)

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Etc: Como surgiu a ideia deste livro?

fotografia: Margarida Rebelo

arrastar consigo os europeus para certos conflitos que a Turquia tem, nomeadamente no norte do Iraque. Esse é um risco que a UE corre se arrancar com o processo de adesão. Etc: Então ficamos por aqui, obrigado por tudo e muito sucesso para o seu livro.

José Pedro Teixeira Fernandes: A ideia deste livro é um projecto já um pouco antigo, que surgiu quando comecei a trabalhar no tema da Turquia. Com o tema da entrada da Turquia para a UE, surgiu a ideia de criar também um livro sobre o Chipre, visto que a Turquia tem um problema ligado á ocupação da parte norte da ilha. Etc: Sendo que o trabalho começou pela Turquia, qual é a sua posição em relação a este conflito entre os dois países? J.P.T.F: Não é fácil dizer isso numa resposta curta. A Turquia, inevitavelmente, se quiser resolver o conflito, vai ter de negociar a retirada das tropas que tem no norte da ilha e assim, aceitar o Processo de Reunificação do Chipre como um estado soberano. Mas há muitos detalhes complexos e essa é uma questão que gera um forte sentimento nacional na Turquia, sendo muito difícil de negociar. Etc: Não será também, um pouco difícil devido ao facto do Chipre ser o único país europeu que tem a capital dividida? J.P.T.F: Sem dúvida! O Chipre é o único país europeu que tem a capital dividida, faz lembrar um pouco Berlim nos tempos da Guerra Fria, é um anacronismo nesse aspecto. Mas, ao mesmo tempo, há interesses que não são só da Turquia, da Grécia, ou do Chipre mas que envolvem também as grandes potências, o que torna a discussão de um acordo ainda mais complexa. Etc: A Turquia é um país que sabemos que tem sido alvo de grande turbulência, tanto em termos religiosos como em termos políticos. J.P.T.F: A Turquia tem realmente uma situação política que não é fácil compreender, está provavelmente num processo de escolarização, ou seja, a tornar-se num estado em que o papel da religião é maior, um pouco na linha do que aconteceu no antigo império otomano. Acho também que não é fácil ver o que isso vai implicar para uma negociação de adesão á UE, e também obviamente na solução do problema. Ao que parece a Turquia está disposta a efectuar cedências para entrar na UE, ainda há poucos anos aboliu-se a Pena De Corte de Membros. Na questão dos direitos humanos, a Turquia fez alguns avanços inquestionáveis, no entanto, existem ainda outras questões que não são fáceis de resolver na Turquia, pela própria especificidade do pais que está na zona de transições entre o Mundo Europeu e o Mundo Não Europeu, que torna a Turquia um país com muita influência europeia, sem dúvida, mas também é um país de base cultural e religiosa islâmica, o que gera outra percepção sobre os direitos humanos, sobre as questões religiosas, sobre a vida em sociedade e sobre o papel da mulher. Etc: A verdade é que Turquia está como sabemos, dividida entre Europa e Ásia, não provocará a sua entrada para a UE, um desvirtuamento da mesma? J.P.T.F: Essa é uma boa questão. A Turquia é um país muito grande. Se compararmos com os actuais países europeus, a França tem mais de 750.000 km2 sendo a maior, por sua vez a Turquia é uma vez e meia. A França faz fronteira com o Iraque, com o Irão, com a Síria, com a Geórgia, portanto há uma parte da Turquia que está numa área do mundo que não é europeu. Isso é claramente um problema. Etc: Se a Turquia entrar na UE, certamente criará alianças. J.P.T.F: Essa situação não poderá arrastar os europeus para conflitos que não lhe dizem respeito? Pode, esse é um risco que os europeus correm. A pode

Pois bem, é muito difícil não haver, na grande imensidão que é o Universo. A NASA (National Aeronautics and Space Administration) investe milhões para descobrir se há extraterrestres. Claro está que há muitas opiniões divergentes. Um cientista, Frank Drake, fez uma equação e pensou que, segundo essa equação, podia haver até 1,5 milhões de civilizações alienígenas. Por outro lado, o professor de paleontologia Càstor Castelle, defendeu que repetir as passagens da história de vida na Terra, em que entre 30 milhões de espécies, só uma é que é inteligente, seria muito difícil. Muitas pessoas perguntam: porque não enviamos naves? Aqui têm a resposta: no Sistema Solar não existe vida inteligente, contudo, pensa-se que há alguma vida na lua Europa, na água por debaixo dos blocos de gelo, que essa lua de Júpiter contém. Assim só nos resta pesquisar vida inteligente em exoplanetas mas a estrela mais próxima da Terra, sem ser o Sol, é a estrela de Centauro, e fica a 4,2 anos-luz. Claro que, apesar da nossa imagem estereotipada, dos extraterrestres serem verdes e viajarem em discos voadores, isso não é possível saber. As formas dos extraterrestres podem e talvez sejam, inimagináveis. Nos próximos anos, a NASA irá enviar sondas para descobrir vida no sistema solar. E quem sabe, se não teremos já sido visitados por “ET's” e o que nos reservará o futuro?

Mudar um “pouquinho” o mundo! Exemplo de boas práticas. por Miguel Guedes (aluno do 8ºB)

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o Brasil, já se encontra em prática uma nova forma de agricultura, chamada “Agricultura Agrobiológica”. È impulsionada pela Associação de cooperativas do litoral Norte, CEALNOR. Uma das cooperativas está localizada em Rio Real, no Estado da Bahia. E afinal o que é esta nova agricultura? É impulsionada pelo chamado “Movimento Bio”, e as duas principais diferenças em relação à agricultura tradicional são o facto de não serem utilizados químicos tóxicos e também o facto de ser pago por ela o preço justo, de mercado, para que o produtor não seja lesado. Portanto não tem a interferência dos chamados “Atravessadores”. E porquê optar por este tipo de agricultura? Bem, os praticantes dizem que não usando os tais produtos químicos, as pragas demoram mais a reaparecer, pois estas têm capacidade de se adaptar e resistir a estes. Portanto, cada vez se usam mais químicos, e mais se contamina as produções, e cada vez temos menos qualidade na nossa alimentação. Em vez dos químicos, usam bio-fertilizantes e alternam o cultivo de produtos alimentícios com o cultivo de plantas que afastam as pragas. E desvantagens? No inicio, enfrentaram uma quebra na produção, e em certos casos, passaram a produzir cerca de 20% do que produziam anteriormente. No entanto, o balanço é positivo, segundo os agricultores, a quebra já se encontra minorada, pois já se cultiva quase o mesmo que anteriormente, ainda com a vantagem de o produto ter maior qualidade, sendo por isso mais valioso. E de onde veio a ideia, se os agricultores são, na sua maioria, iletrados? Representantes do Comércio Justo propuseram a substituição da Agricultura Familiar, assente em parcelas cada vez mais pequenas, mal assegurando a subsistência, pela tal Agricultura Agrobiológica, assente no trabalho comunitário. No seguimento desta ideia, têm sido fundadas cooperativas, como a de Rio Real, o que tem tornado possível adquirir mais terras, atribuindo-as aos agricultores, tendo estes um prazo de vinte anos para as pagarem na sua totalidade. Os agricultores continuam a cultivar milho, feijão e mandioca, mas a produção encontra-se, neste momento, mais virada para as frutas Laranja e Maracujá. Exportam sumos destas frutas para todo o mundo, sendo a Bélgica um dos principais compradores e consumidores. A prática foi iniciada, no caso de Rio Real, há três anos, e o balanço é francamente positivo. Os agricultores dizem que sentem que o mundo é menos injusto, que agora já podem mandar os filhos à escola, e que assim sentiram que podiam “mudar um pouquinho o mundo” Para a próxima, divulgaremos outro exemplo de boas práticas. Glossário: Atravessadores: Pessoas que intermediam as relações entre os produtores e o comprador final, fazendo com que os preços pagos ao produtor sejam bastante mais baixos do que o preço de mercado.

ilustração: Andrea Campos (aluno do 12ºF)

Entrevista a: José Pedro Teixeira Fernandes

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unca se perguntaram se haverá que há “ET's” noutros planetas?

O Norte vai conhecer o Mar por Joana Bencatel (aluna do10ºA)

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inalmente, o Porto vai ter o seu próprio “oceanário”!!! Neste momento está a ser construído entre o oceano e o Parque da Cidade o SeaLife Center, um "Centro de Vida Marinha" para o Porto e Norte de Portugal. Este projecto não será apenas mais um edifício a ocupar a cidade do Porto (como é evidente), mas sim um incentivo lúdico, académico e turístico, com vista a dinamizar o Norte de Portugal e a dar ânimo aos agentes económicos. È um investimento de cerca de 10 milhões de euros, a ser realizado pelo Grupo Merlin. Terá cerca de 1300 metros quadrados de área coberta onde se poderá encontrar desde os peixes mais vulgares a algumas espécies de tubarões e muitas outras espécies marinhas, em panoramas reproduzidos propositadamente para esse resultado e de acordo com as particularidades dos locais onde estão integrados. Pelo valor educativo que terá, a sociedade promotora será obrigada também a disponibilizar à Câmara Municipal do Porto 2500 bilhetes por ano, de maneira a garantir que todos os estudantes das escolas do Ensino Básico, administradas pela autarquia, tenham possibilidade de visitar o Sea Life Center antes de completar o 1º Ciclo. Esperem só até Junho e vão visitar a mais novíssima atracção do Porto. Irá, com certeza, contribuir positivamente para o aumento da vossa cultura e dar-vos momentos de descontracção, alegria e entusiasmo.


....................................................................Aldeia Global Apagão Mundial por Joana Bencatel (10ºA)

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ilustração: Tomás Castro (aluno do 12ºF)

ctualmente, passamos a vida a ouvir falar das mudanças climáticas, de poupar energia, salvar o planeta, entre outros temas envolvendo o nosso planeta lar. Assim, a WWF (World Wild Foundation) lançou um desafio a nível mundial em que um número recorde de 538 cidades e povoados de 75 países se comprometeram a apagar as luzes às 20h30 em 28 de Março durante a Hora do Planeta 2009. Do Oriente ao Ocidente, na Hora do Planeta, os países comprometeram-se a apagar alguns dos seus edifícios mais importantes, como por exemplo, a Nova Torre Mundial Hong Kong, em Xangai, a Torre Eiffel, em Paris, a estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, o edifício da Ópera, em Sydney, a Montanha da Mesa, na Cidade do Cabo, a Torre CN, em Toronto, o Grande Cassino MGM, em Las Vegas e em Portugal, a Torre de Belém, o Padrão dos Descobrimentos e o Mosteiro dos Jerónimos Junta-te ao Mundo! Adere à Hora do Planeta, no dia 28 de Março de 2009 (Sábado) às 20h30, apagando todas as luzes e, se possível, todos os electrodomésticos em tua casa e estarás a contribuir para o Planeta possa respirar. È por uma boa causa e tu sabes disso. Estarás a contribuir para reduzir os gastos de energia do planeta e para viveres num mundo melhor.

O Arranha-Céus Rotativo do Dubai por Catarina Gomes (aluna do 10ºA)

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s chamados “Dynamic Buildings” ou “Buildings in Motion”, marcam uma nova era na arquitectura pois são um novo e completo desafio à arquitectura tradicional que, até agora, se baseava na força da gravidade. A “Dynamic Architecture” torna-se agora num símbolo de uma nova filosofia que mudará a imagem das nossas cidades e que mudará também o nosso conceito de viver. O nosso dia-a-dia é dinâmico assim como o espaço em que vivemos devia ser para se poder adaptar às nossas exigências que estão em constante mudança. Esta nova arquitectura permitirá aos edifícios serem “vivos”. A “Dynamic Tower”, também conhecida por “Da Vinci Tower” foi ideia do arquitecto israelita David Fisher que nos últimos 30 anos se dedicou à projecção de casas introduzidas na natureza e na redefinição dos extremos técnicos e tecnológicos dos edifícios, especialmente em centros urbanos como Londres, Moscovo, Hong Kong, Paris e Dubai. A ideia surgiu há quatro anos durante uma visita de Fisher a um amigo seu em Nova Iorque. Na “Dynamic Tower”, ninguém poderá afirmar ter a melhor vista, pois cada um dos 80 pisos roda individualmente e a panorâmica de 360º da linha do horizonte completa-se em apenas uma hora. David Fisher descreve este projecto como “projectada pela vida…formada pelo tempo”. Cada apartamento na “Dynamic Tower” custará entre dois e 23 milhões de euros e na lista de espera do edifício já constam mais de 1100 nomes. David Fisher refere-se também a este projecto como “uma central ecológica”, pois os painéis solares e as turbinas eólicas colocadas entre os vários pisos deverão fornecer energia suficiente para alimentar todo o edifício e, possivelmente, outros situados nas proximidades. A somar a todos os benefícios, está também o facto de este edifício possuir um elevador para automóveis que permite aos residentes estacionar mesmo à porta de casa.

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Sugestões........................................................................ Agenda Cultural por Catarina Gomes (aluna do 10ºA)

» Cinema:

Jogos ao Natural Jornal Etc...| Agrupamento de Escolas Rodrigues de Freitas | Março 2009 | nº5

por Joana Bencatel (aluna do 10ºA) Algumas sugestões de jogos para os amantes da natureza: Para computador:

Zoo Tycoon 2 Acerca do Jogo: Zoo Tycoon 2 coloca o jogador no controle de um zoológico, com o objectivo principal de manter os animais, os visitantes e os funcionários satisfeitos. O jogo divide-se em três modos: a campanha, que propõe diferentes objectivos, que oferecem um desafio um pouco maior a cada novo cenário desbloqueado; o modo desafio, que traz limitações financeiras para se construir e administrar um zoológico; e o novo modo livre, que oferece dinheiro em caixa ilimitado, tornando possível a construção de um cenário ideal, sem maiores preocupações.

Wildlife Park 2

ilustração: Tomás Castro (aluno do 12ºF)

“Underworld: A Revolta” Data: 26 de Março Género: Acção/ aventura “Homens do Soul” Data: 2 de Abril Género: Comédia “Montros Vs. Aliens” Data: 2 de Abril Género: Animação “Velozes & Furiosos” Data: 16 de Maio Género: Acção/ Aventura “New in Town” Data: 30 de Abril Género: Comédia “Anjos e Demónios” Data: 14 de Maio Género: Thriller “À Noite no Museu: 2” Data: 21 de Maio Género: Comédia

» Música: “Nneka” Local: Cinema Batalha Data: 27 de Março Horário: 21h30 “Spirit of Dance” Local: Coliseu do Porto Data: 29 de Março Horário: 18h00

Acerca do Jogo: Wildlife Park 2 baseia-se na experiência do primeiro jogo para atingir um novo nível de simulação da vida animal e vegetal. Assume o papel de um tratador ou de um gestor de um jardim zoológico, experimenta a criação de animais e plantas extintas em institutos de investigação... Além do modo livre, existem ainda 20 missões para completar ao longo do jogo.

“As Quatro Estações de Piazzola” Local: Coliseu do Porto Data: 10 de Maio Horário: 11h30

Para várias plataformas:

» Exposições:

SimAnimals

“Do Rato Mickey a Andy Wharol” Local: Fundação de Serralves Data: até 14 de Maio

Acerca do Jogo: É um jogo de simulação de vida, do mesmo criador de The Sims e The Sims 2, produzido pela Electronic Arts para Nintendo DS, iPhone/iPod touch e Wii que foi lançado em Janeiro de 2009. O jogador controla mais de 60 tipos de animais e cria o seu habitat natural em torno deles. A personalidade dos animais evolui ou não, dependendo de como o jogador os trata. O jogador pode usar os animais para resolver os desafios e atingir metas de descobrir segredos, desbloquear áreas florestais, descobrindo um dos tipos de objectos e animais selvagens, algumas com habilidades especiais, caso tenham concluído com êxito as tarefas animais.

Guy Tillim “Avenue Patrice Lumumba” Local: Fundação de Serralves Data: de 27 de Março a 17 de Maio “Normédica Feira da Saúde ” Local: Exponor Data: de 5 a 10 de Maio

Teatro: “Weisman e Cara Vermelha” Local: Teatro Carlos Alberto Data: de 26 a 29 de Março Horário: de quinta a sábado 21h30; domingo 16h00

“Caveman”

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Local: Teatro Rivoli Data: até 19 de Maio Horário: de quarta a sábado 21h30; domingo 19h00

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........................................................................Informania *

momento actual remete-nos para a sociedade do conhecimento, impregnada pelas novas tecnologias sustentadas na investigação científica, provocando mudanças sociológicas, psicológicas e antropológicas na sociedade em geral.

objectos, mais fáceis de entender conceptualmente, reutilização de algumas fases de desenvolvimento nomeadamente a de concepção até à implementação, levantamento de requisitos em contínuo, facilidade de comunicação entre todos os intervenientes do processo, melhoria da flexibilidade e do desempenho final dos sistemas e workflows implementados, melhor gestão das necessidades e, por último, a avaliação com possibilidade de feedback de manutenção e de retroacção.

Na busca de um posicionamento mais eficaz, produtivo e apelativo nas realidades onde nos acercamos e nos movimentamos, somos convidados e ao mesmo tempo impelidos a veicular as novas tecnologias. A realidade das Bibliotecas é mais uma área que deve beneficiar da tecnologia como forma de funcionamento sustentado e de criação de oportunidades de exploração da informação e de aprendizagens individualizadas ou em grupo, com a consciência de que “aprendemos para aprender” e, que necessitamos de formação e de novos conhecimentos ao longo de toda a nossa vida.

No presente artigo pretende-se ilustrar uma abordagem utilizando a metodologia do UML para modelar o workflow subjacente ao processo de aquisições numa Biblioteca escolar, de uma Escola Secundária. É um exemplo, apenas, que aqui se apresenta, para motivar os profissionais de Bibliotecas para a aprendizagem desta ferramenta, para a sua utilização na modelação as suas realidades biblioteconómicas e respectivos workflows do funcionamento operante, permitindo beneficiar das vantagens que este tipo de ferramenta comporta na sua aplicação e utilização.

A s Bi b l i o t e c a s s e m p re p e r s p e c t i v a r a m a democratização da cultura e o acesso a todos da informação, colocando à disposição dos demais, documentos, equipamentos e recursos que permitam investigar, descobrir, actualizar e adquirir conhecimentos em diferentes áreas geralmente de acordo com o público alvo que as frequenta ou a realidade humana em que se circunscrevem.

Caso de Estudo

Modelação de workflow em Bibliotecas por Luísa Lamas

O

Todas as áreas de conhecimento se mesclam e se combinam em novas sinergias proporcionando novos suportes, novos serviços, novas formas comunicacionais e novas realidades tecnologicamente mediadas perspectivando sempre a integração de todas as que sejam oportunas combinar, com o objectivo de um aumento da eficácia e de conseguir uma intervenção baseada na inovação. Na educação é fundamental a aproximação da cultura que os adolescentes e jovens reconhecem como familiar e que procuram explorar fora da escola, que esta seja aplicada e utilizada intensivamente, como forma de motivação e de preparação para a integração social e o mundo laboral posterior à aprendizagem escolarizada. Muitos estudos de investigação e aplicação se têm realizado e é já unânime na comunidade científica que, a Tecnologia Educativa apresenta múltiplas vantagens em termos do processo de ensino-aprendizagem, como sejam: melhoria da aprendizagem/aprendizagem personalizada; incremento da retenção; aumento da motivação e do prazer de aprender; redução do tempo de aprendizagem; consistência pedagógica; favorecimento do desenvolvimento da inteligência. Por último, destacase a possibilidade de efectuar uma avaliação imediata das actividades dos alunos e o controlo dos progressos experimentados, dos erros cometidos, do tempo empregue, entre outras. Em uníssono, emergem as Bibliotecas virtuais, criadas a partir da compilação de conteúdos digitais em diferentes meios e da implementação de serviços virtuais, tais como, serviços de pesquisa bibliográfica, difusão selectiva de sumários de periódicos, novas entradas bibliográficas e de documentos de Biblioteca, entre outros, de acordo com o perfil do utilizador definido, serviço de notícias, serviço de publicações oficiais, entre outros (novamente?). Cada vez mais assistimos à virtualização dos ambientes, materializada nas comunicações, no ensino e na própria investigação. Assim, a Biblioteca virtual, é ubíqua (será que conhecem o significado da palavra?), podendo encontrar-se em diferentes espaços físicos e servindo públicos muito diversificados. Pode estar na sala de aula, em casa, no espaço próprio da Biblioteca, em qualquer horário, com acesso público ou privado suportando serviços de apoio aos alunos, professores, pessoal discente e, até, permitir a investigação e a formação activa. Uma área da tecnologia informática que pode e deve ser aplicada à realidade das Bibliotecas é as ferramentas CASE - Computer Aided Software Engeneering e nomeadamente a linguagem de modelação e desenho de workflow e de sistemas de informação: o UML - Unified Modeling Language. O UML é uma ferramenta de desenho conceptual que apresenta vantagens tais como: possibilidade pensar e de re-pensar os processos e actividades, muitas vezes referido como re-engenharia dos processos e workflows modelados, uma melhor documentação dos sistemas estudados, possibilidade de aplicação de técnicas de modelação orientadas aos

Autores Luísa Lamas Coordenadora da Biblioteca/Centro de Recursos Jaime Cortesão @ ESRF 2006. Introdução Processo de Actualização de Fundos Documentais na Biblioteca Jaime Cortesão, da Escola Secundária Rodrigues de Freitas. Contexto A Biblioteca Jaime Cortesão é um Centro de Recursos integrado e ao serviço da sua comunidade escolar, com os níveis de ensino: do 7º ano (Básico) até ao 12º ano (Secundário), do ensino regular e recorrente, com cerca de 1800 alunos, 200 docentes e 50 funcionários. Intervenientes Leitor/Utente, Grupo Disciplinar e Bibliotecário [Leitor/Utente] é um utilizador da Biblioteca/Centro de Recursos, podendo ser um aluno, professor, funcionário ou utente externo. Os utentes externos podem ser: alunos de mestrado ou doutoramento que recorrem à Biblioteca para consulta do seu fundo antigo; outras Bibliotecas Escolares e/ou Centro de Recursos; pais de alunos a frequentar a escola; ex-alunos; funcionários de entidades públicas; entre outros. [Grupo Disciplinar] são todos os Grupos Disciplinares existentes na Escola. [Bibliotecário] é a pessoa responsável pela coordenação da Biblioteca e com conhecimentos de Ciências Documentais, responsável pelo conhecimento da estrutura curricular, do Projecto Educativo, do Programa Anual da Escola, dos níveis de ensino e das características do seu público alvo, nomeadamente em termos de necessidades educativas especiais, particularizando a existência de invisuais na comunidade escolar.

Intel vs AMD por Tiago Carvalho (aluno do 10ºA)

E

nquanto a Intel continua com os poderosos processadores Core i7, a AMD aposta na óptima qualidade do processador Phenom II X4. Ou deverei dizer a plataforma Dragon (AMD). Sim, porque agora os fabricantes usam mais vezes o termo plataforma que processador. O processador é simplesmente o processador sem ter mais nada em conta. A plataforma é um conjunto de peças (processador, motherboard, placa gráfica e outros componentes), com vista a criar o melhor desempenho num computador. Nisto a AMD ganha à Intel, pois a Intel usa plataformas com um preço bastante elevado e não podem usar grandes gráficas nas plataformas, visto não terem gráficas de alto desempenho da própria empresa. A AMD tem tudo: os processadores Phenom II X4, uma boa motherboard e gráficas de alto desempenho da ATI (pertencente à AMD). E um preço muito mais acessível. Ou seja, a Intel faz os melhores processadores, mas a AMD tem as melhores plataformas. Se quisermos apostar no desempenho, sem ligar ao preço, a escolha recai na plataforma da Intel. Se apostarmos na relação qualidade/preço, então a plataforma da AMD será a melhor escolha. A AMD conseguiu chegar a um nível que não tinha: há um ano e meio, sabia-se que a Intel era a dona absoluta do mercado de processadores. Hoje, a AMD é a única concorrente à altura da Intel.

Última hora!

O computador Magalhães já está a ser distribuido na Escola da Torrinha desde o dia 12 de Março!

Visão Global O Sistema de Actualização de Fundos Documentais tem como objectivo adequar o acervo ao público alvo da Biblioteca, às suas necessidades fomentando o aumento do número de utilizadores, cativando os alunos para o seu espaço-recurso, melhorando os níveis de literacia e de leitura na população escolar, apoiando a realização dos trabalhos, traduzindo-se num apoio sustentado extra-lectivo de articulação com os curricula das diferentes disciplinas, nos diferentes níveis de ensino, perspectivando o sucesso lectivo, trabalhar a auto-estima e a motivação e reduzir o abandono escolar. Promover a divulgação da inovação científica, tecnológica e artística, com o objectivo de perspectivar futuras saídas profissionais, fundamentando os conhecimentos teóricos numa prática materializada em trabalhos ilustrativos e concretos e vivificar o ensino curricular. Na população adulta perspectiva apoiar a preparação da componente lectiva, a estruturação de trabalhos práticos, a divulgação do acervo, a implementação de actividades extra-lectivas de dinamização e formação da comunidade e a investigação. (...) * Devido à sua extensão, é aqui apresentada apenas uma parte do texto total. A versão integral do artigo, pode ser consultada brevemente em: http://etc-jornal.blogspot.com

visita e participa no blogue do jornal etc... em:

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Curiosidades.................................................................... O novo pavilhão gimnodesportivo! por Eduardo Miguel

Jornal Etc...| Agrupamento de Escolas Rodrigues de Freitas | Março 2009 | nº5

Antecipando a inaguração do moderno e requintado pavilhão gimnodesportivo, a turma do 8ºA, foi ver as novas instalações, quase prontas a estrear! Nas palavras de um aluno: “eih... parece o pavilhão dos Morangos com Açúcar... tem bancadas e tudo!” Aqui ficam as fotografias em primeira mão, de autoria do nosso repórter, António Moreira:

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Matemática Famosa pelo Núcleo de Estágio de Matemática

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onja Kovalevsky. Nasceu em Moscovo, em 1850 numa família da nobreza russa.

Aos 17 anos foi para S. Petersburgo onde estudou Cálculo. Impedida por ser mulher, de continuar os seus estudos superiores, casou-se com Vladimir Kovalevsky, um paleontologista, para ir estudar para o exterior. Mais tarde tornou-se a discípula predilecta de Weierstrass, que repetia com ela as suas aulas da universidade. Com ele estudou 4 anos, durante os quais não só concluiu o curso universitário de matemática, como também escreveu três importantes artigos, um sobre a teoria das equações diferenciais parciais, um sobre a redução de integrais abelianas de 3ª espécie e uma suplementação da pesquisa de Laplace sobre os anéis de Saturno. Em 1874, Sonja foi distinguida com o grau de Doutora em Filosofia pela Universidade de Gottingen. Em 1888, com 38 anos atingiu o apogeu ao conquistar o prestigioso prémio Bordis da Academia Francesa. De 1884 até à sua morte em 1891, Kovalevsky leccionou a cadeira de matemática superior na Universidade de Estocolmo. O seu lema era “Diga o que você sabe, faça o que você deve, conclua o que puder.”

Sabia que 14 de Março é o Dia Internacional do PI? pelo Núcleo de Estágio de Matemática


......................................................Humor e Passatempos Descobre as diferenças! por Eduardo Miguel

Quente e Frio por Miguel Guedes (aluno do 8ºB)

Quente

ilustração: David Ferreira (aluno do 12ºF)

fotografia: Andrea Campos (aluna do 12ºF)

fotografia: Vanessa Teixeira (aluna do 12ºF)

Duas fotografias: Uma foi registada durante uma visita de estudo ao Museu da Imprensa, no dia Cinco de Dezembro do ano anterior. A outra, é mais recente! Foi no passado dia Vinte de Março, na Biblioteca Jaime Cortesão, enquanto montavamos a Exposição das “chapas de impressão” do Jornal Etc. Quem é o Aluno-dos-Sete-Instrumentos?! (Solução em http://etc-blogspot.com)

» E ainda bem! Tivemos bom tempo em época de testes. O sol dá-nos energia e inspira-nos a estudar e a ter boas notas. Ainda é cedo para ir para a praia colegas!

Morno » Apesar dos esforços da Drª Beatriz Costa, o nosso Museu da Ciência está pouco acessível à comunidade e as sua actividades precisam de ser mais divulgadas... mas é melhor que nada!

Ver com olhos de ver! por Claudia Antunes e Diana Fonseca (alunas do 12ºF) Sabes a que local da Escola B.S. Rodrigues de Freitas pertence esta fotografia? (Solução em http://etc-blogspot.com) fotografia: Claudia Antunes (aluna do 12ºF)

» Há computadores já danificados e a fazerem barulho! É melhor ter do que não ter, mas pedimos à comunidade escolar que os estime.

Frio » Frio não, quente! O aquecimento da escola continua a desperdiçar energia e a grelhar pessoas. Se continuarmos assim, a escola vai à bancarrota e nós ao dermatologista! » O nosso pavilhão tarda em ser inaugurado. As aulas de Educação Física são prejudicadas e enquanto o pavilhão não tiver pronto, nós também não temos acesso ao recinto exterior. Assim não! Senão, lá se vão todos os esforços para conter a obesidade!!! No entanto, acho que podemos ter esperança que ele estará pronto quando os nossos filhos cá estudarem!

Aluno Mistério. Adivinha quem é? por Eduardo Miguel Quem são os alunos, ocultos na fotografia? Pistas: nº1: Colaboradora em part-time do nosso jornal, frequenta o 9º ano e surge na revista “Notícias Sábado” do Jornal de Notícias de 14 de fevereiro, ao lado dos elementos da banda portuense Ex-Wife. Está a iniciar uma promissora carreira nas áreas da Fotografia e da Música! nº2: Integra a equipa Etc. Inteligente e muito empenhado, este jovem dos-sete-ofícios, aparece acompanhado pelo Embaixador do Chipre em espanha, Dr. Nearchos Palas, no lançamento de um livro, na Livraria Almedina, em Vila Nova de Gaia. Frequenta o 8ºano, mas quem o ouvir falar, nem acredita... Deve ser o nome mais repetido nesta edição... É muito fácil! (Soluções em http://etc-blogspot.com)

edição de imagem: Carolina Pereira (aluna do 12ºF)

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Jornal Etc...| Agrupamento de Escolas Rodrigues de Freitas | Março 2009 | nº5

fotografia: Nuno Almeida (aluno do 10ºF)

Para fechar.......................................................................

Achas mesmo normal ler o jornal na sala de aula? Resultados da sondagem do Blogue Etc:

participa no nosso Blogue em: http://etc-jornal.blogspot.com

Blogue Etc: Mapa dos locais de origem das consultas:

Total de visitas até 24 de Março: 903 O Jornal na sala de aula por David Ferreira (aluno do 10ºF)

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abemos que os jornais transportam uma série de conteúdos que contribuem para a formação cívica dos alunos , não só aumentando a sua cultura geral como também desenvolvendo as suas capacidades intelectuais e espírito crítico. Sendo um mediador entre a escola e o mundo, o jornal não se resume apenas à sua função informativa, contribui também, para despertar para uma realidade, levando o aluno a conhecer diferentes posturas ideológicas na análise dos factos da actualidade. Este pluralismo de pontos de vista fornecidos pelo jornal, deveria ser incentivado (primordialmente) na sala de aula. Servindo de ponto de referência, o professor pode promover a sua leitura e análise de diversas formas, tais como: o tipo de linguagem utilizado, a objectividade ou a subjectividade da informação, o comentário, a opinião, a imagem, etc... Toda a informação apresentada no jornal, merece então um maior reconhecimento por parte da comunidade educativa, pois este representa um grande contributo para a formação do aluno e sobretudo, do cidadão.

Exposições Etc: “Fotolitos e Chapas de Impressão Etc... nº4” e “Repórter Fotográfico Etc...” 25 de Março a 17 de Abril na Biblioteca Jaime Cortesão

A Equipa Etc..................................................................... FICHA TÉCNICA: Nome do Jornal: Tomás Rodrigues (9ºB) Logótipo: David Ferreira (12ºF) Coordenação: Prof. Eduardo Miguel Direcção: Miguel Guedes (8ºB); Bernardo Machado (10ºA); Catarina Gomes (10ºA); Joana Bencatel (10ºA); Tiago Carvalho (10ºA) Redacção: José Gonçalo Telles (8ºB); Rodolfo Jorge (8ºB); Vitória Abreu (8ºB); Helena Rodrigues (9ºB); Margarida Cardoso (9ºB); Sofia Ribeiro (9ºB); António Abreu (10ºA); Ana Policarpo (11ºA); César Martinho (11ºA); Flávia Pinto (11ºA); Hugo Ferreira (11ºA); Profª Avelina Ferreira; Prof. António Augusto Cunha; Prof.ª Beatriz Costa; Prof. Eduardo Miguel; Prof.ª Isa Monteiro; Profª Maria José Ascensão; Processamento de texto: Rodolfo Jorge (8ºB); Joana Bencatel (10ºA); Andrea Campos (12ºF) Revisão: Dinis Brito e Faro (8ºB); Ana Policarpo (11ºA); Alunos do 12ºF Fotografia: António Moreira (8ºA); Óscar Barbosa (8ºA); Bernardo Machado (10ºA); Nuno Almeida (10ºF); César Martinho (11ºA); Flávia Pinto (11ºA); Diana Fonseca (12ºF); Claudia Antunes (12ºF) Distribuição: António Moreira (8ºA); Miguel Guedes (8ºB); Óscar Barbosa (8ºA); Cláudia Sampaio (9ºB); Cristina Costa (9ºB); Joana Martins (9ºB); Bárbara Pacheco (9ºB); Tiago Carvalho (10ºA) Marketing e Publicidade: Miguel Guedes (8ºB); José Gonçalo Telles (8ºB) Newsletter: Prof. Eduardo Miguel Web: Joana Bencatel (10ºA);Tiago Carvalho (10ºA); Prof. Eduardo Miguel; Profª Luísa Lamas Design e Paginação: Prof. Eduardo Miguel

Impressão: Gráfica Firmeza Lda. Rua da Boavista nº 302 4050-102 Porto Tiragem: 500 exemplares Depósito legal: 289366/09 Agradecimentos: “Beleza Pura”, “Gráfica Firmeza”, “Guedes Ópticas”, “Rendez Vous Bar”, e a todos que colaboraram directa ou indirectamente na realização deste Jornal.


Jornal Etc nº5