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Aristóteles diz o que fará se for eleito

Vice-presidente do Sindipães é preso

Findes agora investe em turismo

Aristóteles Passos Costa Neto é um dos três candidatos à presidência da Findes. ❫❫ PÁGINA 15

A prisão ocorreu durante operação do Ministério Público contra sonegadores, que levou policiais à sede da entidade. ❫❫ PÁGINA 13

O presidente da Federação, Lucas Izoton, comanda projeto na região de Pedra Azul. ❫❫ PÁGINA 14

www.jornalempresarios.com.br

ANO XI - Nº 131

NOVEMBRO DE 2010

Empresa já pode agendar opção para o Simples Nacional ❫❫ PÁG. 8

A HORA E A VEZ DA MICRO O superintendente do Sebrae/ES, José Eugênio Vieira, amplia o volume de informações para os empreendedores ❫❫ PÁG. 6

Primeira via

Nesta edição o suplemento traz matérias sobre o cantor e compositor Heráclito, que faz sucesso em bares da cidade, e também informações sobre moda, literatura e a estreia da coluna “O clique do Cacá Lima”.

INVESTIMENTOS❫❫❫ PÁG. 10

EMPRESA❫❫ PÁG. 19

Estado recebe verba reduzida do Governo Federal

Tristão aposta na qualidade do café

O Espírito Santo tem de retorno R$ 0,45 de cada R$ 1 arrecadado pelo Governo Federal. A transferência de recursos para os estados alcança, em média, somente 34% do que é levado para a União.

O empresário Sérgio Tristão, presidente da Realcafé, cria programas de incentivo visando melhorar a qualidade do produto no Espírito Santo.

Estado tem quatro obras federais “ficha-suja”

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CARLOS AMORIM

POLÍTICA ECONÔMICA Antonio Delfim Netto contatodelfimnetto@terra.com.br

Estado e infra

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EDITORIAL

A onda “ficha-suja”

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ais uma vez o País foi sacudido pela divulgação de indícios de irregularidades em 32 obras federais de grande porte em andamento nos estados ou em vias de serem iniciadas. O trabalho de fiscalização do Tribunal de Contas da União (TCU) demonstra que empreiteiras sempre ávidas por lucros cada vez maiores se ramifica por todo o território nacional, formando uma teia tecida com o laborioso trabalho de gestores públicos inescrupulosos. Ao entregar ao Congresso Nacional a relação das suspeitas, o presidente do Tribunal de Contas dá a partida para o que poderia ser o início de uma era de transformações no uso da máquina e do dinheiro públicos. O Congresso Nacional tem o dever perante a sociedade brasileira de adotar medidas drásticas com urgência, independente de vínculos estabelecidos sem o manto da ética e da moralidade. Entre os estados prejudicados com esse apetite voraz de empreiteiras e de agentes públicos corruptos, o Espírito Santo desponta como um dos primeiros no ranking das irregularidades. Em conseqüência, crescem os garga-

los do crescimento econômico, o atraso nas políticas sociais e a redução da qualidade de vida de toda a população. Os exemplos são gritantes. A começar pela dragagem do canal de navegação que dá acesso ao porto de Vitória, obra há mais de 10 anos reivindicada e que se configura como uma das mais importantes na cadeia de prestação de serviços da área de transportes. Com os repetidos atrasos, o porto de Vitória passa por um processo de encolhimento, permanecendo à distância de navios de maior envergadura, em conseqüência da reduzida profundidade do seu canal de acesso. O exemplo do aeroporto de Vitória não encontra explicação lógica. Parte integrante da infraestrutura de serviços de transportes, vocação natural do Espírito Santo, as obras estão paralisadas há mais de cinco anos, enquanto a movimentação de passageiros explode, gerando problemas de toda espécie. De outro lado, a movimentação de cargas aéreas fica estagnada, provocando prejuízo à economia estadual. Com relação às rodovias fede-

rais que passam pelo Espírito Santo a situação se arrasta, igualmente, há décadas, sem que sejam adotadas medidas capazes de solucionar as pendências. Elas vão desde a falta de sinalização, ao estado deplorável das pistas, o que contribui para o elevado número de acidentes com mortes. E o que dizer da necessidade imperiosa da duplicação de trechos excessivamente movimentados? É lamentável o descaso. As principais constatações do TCU recaem em cima de superfaturamento, ausência de projeto básico e de licença ambiental e restrição à competividade nos processos licitatórios. Essa metodologia de fiscalização prévia e bloqueio de recursos, desenvolvida pelo TCU, tem como principal objetivo evitar prejuízo para o erário, tendo em vista a dificuldade do ressarcimento dos valores, quando a irregularidade é constatada posteriormente. Espera-se que o Congresso Nacional adote medidas urgentes para reparar a situação e que, a partir de agora, passe às providêcias punitivas mais rígidas a fim de que a moralidade possa ter lugar no trato da coisa pública.

s problemas da aceleração dos investimentos na infraestrutura de transportes (rodovias, ferrovias, portos e aquavias) e de energia (hidrelétrica, eólica, solar) ocuparão um espaço prioritário na agenda do próximo governo da República e das novas administrações estaduais a partir de janeiro. Certamente este foi um dos poucos temas sérios a aflorar durante a campanha eleitoral. Praticamente não há discordância sobre a necessidade de se desobstruir os gargalos que oneram a circulação da produção em todo o território nacional e respondem por uma boa parcela do chamado “custo Brasil”. Não houve divergências também sobre o fato que à iniciativa privada caberá a tarefa de realizar as obras, dispensando-se a idéia de criação de organismos estatais para conduzi-las diretamente. O que não elimina o papel do Estado que permanecerá como o indutor dos investimentos e coordenador dos programas de estímulo ao crescimento. Esta já foi uma questão ideológica, hoje superada pelo pragmatismo dos diversos governos que aprenderam com a História. Em certas circunstâncias, como foi o caso do Brasil nos anos 1930/80, a falta de musculatura do setor privado exigiu uma ação direta de empresas estatais nos setores críticos da economia (energia, transporte, portos etc.) inclusive com a criação de “poupança forçada” (depois devolvida), como os debêntures da Eletrobrás, por exemplo. Por maiores e bem fundadas que tenham sido algumas das críticas às apressadas privatizações – de fato estimuladas pelas crises do balanço em conta corrente como consequência de uma política cambial desastrosa – é inegável o aumento da eficiência das em-

presas privatizadas e de sua subseqüente contribuição para a aceleração do desenvolvimento social e econômico do Brasil. A criação e expansão de empresas estatais é um questão de poder. Cada uma delas precisa procurar mais espaço – tão naturalmente como qualquer manifestação da vida não importa aonde esta surja. Todas têm a necessidade (ínsita no seu DNA), de crescer e multiplicar-se. Isso não tem nada a ver com a competência dos administradores públicos. Muitas de nossas velhas estatais (a Telebras, por exemplo) ganharam prêmios internacionais. Posteriormente elas forneceram mão de obra qualificada, competente e honesta para as empresas que as adquiriram. O problema com as empresas estatais é o mesmo com o setor privado: ou crescem ou entram em estagnação. A diferença é que as estatais não morrem e não vão à falência. A União tem hoje mais de 100 empresas estatais. É hora de estudar a necessidade de cada uma delas e dar eficiência às que em função do seu próprio objetivo têm de continuar públicas e dispor das demais, privatizando-as. Vale a pena relembrar aqui o caso do setor aeroportuário que hoje atazana os usuários e tornou-se uma das maiores dores-de-cabeça da administração pública: a Infraero foi criada em 1972 para funcionar com 600 funcionários. Atualmente acolhe cerca de 28.000 servidores. O que teríamos hoje em matéria de eficiência e conforto no transporte aéreo se, em lugar de criar a estatal, tivéssemos iniciado a privatização dos aeroportos nos anos 70 do século passado? Antonio Delfim Netto é professor emérito da FEA-USP, ex-ministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento.

É publicado por Nova Editora - Empresa Jornalística do Espírito Santo Ltda ME - Insc. Municipal: 1159747 - CNPJ: 09.164.960/0001-61 Endereço: Rua Ferreira Coelho, 330, sala 613, Edifício Eldorado Center - Praia do Suá, Vitória - Espírito Santo - CEP: 29052-901 Diretor e jornalista responsável Marcelo Luiz Rossoni Faria

Diagramação Márcio Carreiro Fernandes

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As opiniões em artigos assinados não refletem necessariamente o posicionamento do jornal.


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CORRUPÇÃO❫❫❫ QUATRO PROJETOS RECEBERAM RECOMENDAÇÃO NEGATIVA DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Obras “ficha-suja” no Estado As obras com indícios de irregularidades estão localizadas no porto de Vitória, no aeroporto e nas rodovias federais uatro das 32 obras federais consideradas “fichasuja” pelo Tribunal de Contas da União (TCU estão localizadas no Espírito Santo. Relatório do órgão de fiscalização divulgado no dia 9 deste mês aponta indícios de irregularidades e recomenda ao Congresso Nacional a paralisação de todos os trabalhos e a suspensão de recursos públicos. Dessas, 18 integram o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No Espírito Santo foram atingidas pela ação do TCU obras vitais para o crescimento econômico do Estado. São elas a ampliação do berço do cais de atracação do Porto de Vitória, que foi divulgada com exclusividade na edição de setembro do Jornal Empresários; dragagem do canal de navegação do porto de Vitória, reforma e ampliação do aeroporto de Vitória e a restauração das rodovias federais que passam pelo Estado. A decisão do TCU complica ainda mais a situação já precária de importantes suportes da infraestrutura do setor de prestação de serviços, essenciais para o desenvolvimento do Estado. Na ocasião, a Assessoria da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) informou que a situação estava sob controle e protestou contra a informação veiculada neste jornal. A assessoria mostrou-se irritadiça ante o fato de que, antes da publicação, a empresa se recusara a prestar esclarecimentos mais detalhados para serem colocados na matéria, e “convocou”, via telefone, a reportagem para uma entrevista com o presidente da Codesa, José Angelo Baptista. Apesar de ter aceitado a tal “convocação”, este jornal não foi mais procurado para a entrevista. A situação do aeroporto de Vitória se complica a cada dia. Desde 2005, as obras de ampliação e reforma se arrastam em meio a denúncias de sobrepreço e irregularidades de ordem técnica, que foram alvos de denúncias do Tribunal de Contas da União e, também, do Ministério Público estadual, resultando na paralisação total das obras. A dragagem do porto de Vitória é esperada há mais de 10 anos, sendo considerada vital para a manutenção e crescimento do movimento de cargas. Hoje, somente navios considerados de pequeno porto conseguem navegar pelo canal devido à sua reduzida profundidade. O cais de atracação, da

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A ampliação do berço de atracação no cais do porto de Vitória é uma das obras onde foram constatadas irregularidades O MAPA DAS IRREGULARIDADES

mesma forma, não comporta embarcações de porte maior. VALOR FISCALIZADO - A dotação orçamentária fiscalizada pelo TCU foi de R$ 35,6 bilhões. A maior parte das fiscalizações ocorreu em obras de transporte (42%), edificações (21,2%), infraestrutura urbana (20,3), energia (9,1%) e obras hídricas (7,4%). Caso todas as recomendações do TCU sejam acatadas, a economia para os cofres públicos, segundo o tribunal, seria de R$ 2,6 bilhões. Das 32 obras cuja suspensão foi recomendada pelo TCU, metade delas já apresentava indícios de irregularidades em 2009. Apesar disso, segundo o tribunal, as recomendações não foram acatadas, e as obras continuaram. O TCU não tem poder para determinar a paralisação das obras - apenas faz recomendações ao Congresso e ao governo.


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COMUNICAÇÃO❫❫❫ O SEBRAE AMPLIA O VOLUME DE INFORMAÇÕES

A hora da microempresa Uma agência de notícias levará informações essenciais aos micro e pequenos empreendedores em todo o Estado

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s micro e pequenas empresas localizadas no Espírito Santo ganharam neste mês um suporte para suas atividades. O volume de informações sobre programas e projetos relacionados com esse setor foi ampliado com a entrada em operação da Agência Sebrae de Notícias, lançada pela diretoria regional do órgão no Espírito Santo. A agência facilitará o acesso a informações sobre as micro e pequenas empresas, aproximando-as de programas de capacitação e crescimento empresarial. As micro e pequenas empresas são um dos principais pilares de sustentação da economia brasileira, quer pela sua enorme capacidade geradora de empregos, quer pelo infindável número de estabelecimentos desconcentrados geograficamente. Esse segmento empresarial representa 25% do Produto Interno Bruto (PIB), gera 14 milhões de empregos, ou seja, 60% do emprego formal no país, e constitui 99% dos

6 milhões de estabelecimentos formais existentes, respondendo ainda por 99,8% das empresas que são criadas a cada ano, segundo dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O encontro de lançamento da ASN ocorreu no dia 11 deste mês e contou com a participação de diretores e gerentes do Sebrae, aconteceu em Vitória e marcou o início da participação capixaba na rede nacional da Agência Sebrae de Notícias. “Este é um avanço extraordinário. Agora, os jornalistas, que já contam com a nossa assessoria de imprensa, também poderão sempre buscar as notícias de interesse dos microempresários capixabas”, comemorou o diretor-superintendente do Sebrae/ES, José Eugênio Vieira. O presidente do Conselho Administrativo do Sebrae/ES, José Lino Sepulcri, destacou que, como a agência fortalece a parceria entre os veículos e a instituição, também ganha o Sebrae “Os

José Lino Sepulcri, presidente do Conselho Administrativo

FOTOS WEVERSON ROCIO

José Eugênio Vieira é o diretor-superintendente do Sebrae/ES

veículos de comunicação são muito importantes porque têm credibilidade e fazem chegar à população as notícias de utilidade pública do Sebrae”, afirmou. A Unidade de Marketing e Comunicação (UMC) do Sebrae/ES é a responsável pela ASN, que será atualizada diariamente, divulgando notícias especializadas em micro e pequenas empresas, além de informações relevantes referentes a instituições parceiras. Uma das ferramentas é um portal online, com viés institucional, mas essencialmente jornalístico. Um dos caminhos para informar a sociedade é a oferta de reportagens prontas à imprensa e aos meios de comunicação de entidades parceiras. Fotos e textos poderão ser reproduzidos pela mídia em geral, desde que infor-

mem a origem do conteúdo. Por meio da ASN, o Sebrae no Espírito Santo dá mais um passo rumo ao alcance das metas mo-

bilizadoras. A ferramenta também potencializa os esforços para levar os produtos e serviços até as áreas mais remotas do Estado. A gerente de Marketing e Comunicação, Vania Moratto, enfatiza que a ASN-ES otimiza o trabalho de todas as áreas do Sebrae. Ressalta, ainda, que como a agência faz parte de uma rede de comunicação nacional, com ramificações em todas as unidades Sebrae no país, ela segue uma série de padrões, inclusive visual e de qualidade.

SERVIÇO Agência Sebrae de Notícias Vânia Moratto, gerente de Comunicação e Marketing

■ TELEFONE: (27) 3089-4100 ■ E-MAIL: es@tabcomunicacao.com.br ■ SITE: www.es.agenciasebrae.com.br


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TRIBUTOS❫❫❫ O PRAZO SE ENCERRA NO MÊS DE DEZEMBRO BRUNO DE MENEZES

Empresa já pode optar pelo Simples Nacional Para inscrever-se é aconselhável que o empresário busque mais informações sobre o sistema

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omeçou neste mês o agendamento para a adesão ao Simples Nacional e as empresas aptas para a tributação por esse sistema devem se apressar, porque a entrada efetiva se dará em janeiro de 2011. O agendamento pode ser feito pela internet (www.receita.fazenda. gov.br), clicando no portal do Simples Nacional, depois em “contribuinte” e em seguida em “agendamento da opção Simples Nacional”. O Simples Nacional é um regime simplificado de pagamento de tributos, quem beneficia empresas com um faturamento anual de até 2,4 milhões. Para aderir, além da limitação de faturamento, é preciso que a atividade da empresa faça parte do grupo de beneficiados e

que seus sócios não possuam impedimentos. O advogado tributarista e contador Aloízio Munhão Filho destaca que não é aconselhável optar pelo Simples Nacional sem conhecer detalhes do sistema. “Em regra geral, o Simples nacional é benéfico, principalmente para as empresas prestadoras de serviço”, afirma o especialista. Para ele, é necessário que o empresário brasileiro encare sua atividade não como uma coisa banal, trivial. O empresário tem que ter informações que possibilitem a elaboração de formação de preços do seu produto ou serviço, incluindo a carga tributária. “O Simples Nacional, além da questão tributária, possibilita uma série de vantagens, que ge-

ralmente o empresário desconhece”, explica Aloízio Munhão Filho. Ele informa que o sistema apresenta vantagens para o empresário, entre outras, na participação de licitações públicas em condições vantajosas, obriga aos órgãos fiscalizadores à realização de ações normativas e não punitivas, dá acesso ao Juizado Especial e a libera de algumas obrigações trabalhistas.

SERVIÇO Munhão Advogados Associados ■ LOCALIZAÇÃO: Rua Paschoal Delmaes-

tro, 285, ed. Waves Center, sala 7, Jardim Camburi, Vitória-ES ■ TELEFONE: (27) 3237-2436 ■ SITE: www.munhaoadvogados.com.br

O consultor Aloísio Munhão Filho enumera as vantagens do sistema

PARTILHA DO SIMPLES NACIONAL – SERVIÇOS RECEITA BRUTA EM 12 MESES ALÍQUOTA IRPJ CSLL COFINS PIS/ (EM R$) PASEP ISS Até 120.000,00 4,50% 0,00% 1,22% 1,28% 0,00% 2,00% De 120.000,01 a 240.000,00 6,54% 0,00% 1,84% 1,91% 0,00% 2,79% De 240.000,01 a 360.000,00 7,70% 0,16% 1,85% 1,95% 0,24% 3,50% De 360.000,01 a 480.000,00 8,49% 0,52% 1,87% 1,99% 0,27% 3,84% De 480.000,01 a 600.000,00 8,97% 0,89% 1,89% 2,03% 0,29% 3,87% De 600.000,01 a 720.000,00 9,78% 1,25% 1,91% 2,07% 0,32% 4,23% De 720.000,01 a 840.000,00 10,26% 1,62% 1,93% 2,11% 0,34% 4,26% De 840.000,01 a 960.000,00 10,76% 2,00% 1,95% 2,15% 0,35% 4,31% De 960.000,01 a 1.080.000,00 11,51% 2,37% 1,97% 2,19% 0,37% 4,61% De 1.080.000,01 a 1.200.000,00 12,00% 2,74% 2,00% 2,23% 0,38% 4,65% De 1.200.000,01 a 1.320.000,00 12,80% 3,12% 2,01% 2,27% 0,40% 5,00% De 1.320.000,01 a 1.440.000,00 13,25% 3,49% 2,03% 2,31% 0,42% 5,00% De 1.440.000,01 a 1.560.000,00 13,70% 3,86% 2,05% 2,35% 0,44% 5,00% De 1.560.000,01 a 1.680.000,00 14,15% 4,23% 2,07% 2,39% 0,46% 5,00% De 1.680.000,01 a 1.800.000,00 14,60% 4,60% 2,10% 2,43% 0,47% 5,00% De 1.800.000,01 a 1.920.000,00 15,05% 4,90% 2,19% 2,47% 0,49% 5,00% De 1.920.000,01 a 2.040.000,00 15,50% 5,21% 2,27% 2,51% 0,51% 5,00% De 2.040.000,01 a 2.160.000,00 15,95% 5,51% 2,36% 2,55% 0,53% 5,00% De 2.160.000,01 a 2.280.000,00 16,40% 5,81% 2,45% 2,59% 0,55% 5,00% De 2.280.000,01 a 2.400.000,00 16,85% 6,12% 2,53% 2,63% 0,57% 5,00%


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DESENVOLVIMENTO❫❫❫ EM 2011, 16 MUNICÍPIOS SERÃO CONTEMPLADOS NO ESPÍRITO SANTO

Petrobras apóia projetos sociais Podem candidatar-se aos recursos entidades sem fins lucrativos localizadas nas áreas de influência da empresa BRUNO DE MENEZES

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om uma previsão de investimentos da ordem de R$ 2,8 milhões, a Petrobras no Espírito Santo lançou este mês a edição de 2010 do projeto Ciranda Capixaba, que irá contemplar os 16 municípios de sua área de influência. Serão apoiadas iniciativas de organizações não governamentais que contribuam para a transformação econômica e social das comunidades de Anchieta, Aracruz, Cariacica, Conceição da Barra, Fundão, Guarapari, Itapemirim, Jaguaré, Linhares, Marataízes, Piúma, Presidente Kennedy, São Mateus, Serra, Vila Velha e Vitória. O gerente geral da Petrobras no Espírito Santo, Luiz Robério Silva Ramos, informou que o objetivo é que pelo menos um projeto de até R$ 150 mil seja contemplado em cada um desses municípios. Os recursos poderão ser utilizados por um período de dois anos, beneficiando projetos que tenham como foco

SERVIÇO ■ PETROBRAS

Luiz Robério Silva Ramos, gerente geral da Petrobras no Espírito Santo, apresenta o projeto aos jornalistas a geração de renda e oportunidade de trabalho, educação para a qualificação profissional e garantia de direitos da criança e do adolescente. Cada entidade poderá inscrever até três projetos, mas apenas um receberá apoio. As inscrições são gratuitas e se encerram no dia 31 de dezembro. Uma central de atendimento está funcionan-

do (0800-039-5005), onde podem ser solicitadas todas as informações e a cartilha com o roteiro para elaboração de projetos sociais e o formulário de apresentação do projeto. Os escritórios da empresas localizados em Vitória, Linhares e São Mateus também estão fornecendo esse material. As inscrições estão abertas desde o dia 25 deste mês, gratuitamen-

te. Para inscrever-se a entidade deverá entrar em contato com a Central de Atendimento e solicitar a cartilha com o roteiro de elaboração de projetos sociais e o formulário de apresentação do projeto. O material poderá também ser retirado em um dos escritórios da Petrobras em Vitória, Linhares ou São Mateus ou ainda solicitar pelo e-mail ciran-

CIRANDA CAPIXABA

Programa que realiza a seleção e gestão dos projetos de investimento social da Unidade de Operações e Exploração e Produção da Petrobras no Espírito Santo. Desde 2002, já apoiou mais de 60 projetos no Estado. O projeto Ciranda Capixaba atua na geração de renda e oportunidades de trabalho: educação para qualificação profissional e garantia dos direitos da criança e do adolescente. ■ CENTRAL DE ATENDIMENTO 0800-039-5005

dacapixaba@petrobras.com.br. O projeto deve ser enviado via Correios para Caixa Postal 5109,CVEP 29075-905. Os projetos serão escolhidos por um grupo de profissionais da Petrobras e de outras instituições e o resultado será divulgado a partir de abril de 2001 evento que posteriormente será definido pela Petrobras.


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INVESTIMENTOS❫❫❫ A MÁQUINA ARRECADADORA DO GOVERNO FEDERAL LEVA VANTAGEM

ES dá mais do que recebe Com a finalidade de reduzir desigualdades econômicas, o Governo Federal prejudica alguns estados da Federação

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Espírito Santo tem apenas R$ 0,45 de retorno para cada R$ 1 arrecadado pelo governo federal, segundo dados oficiais referentes a 2009, incluindo recursos provenientes dos royalties do petróleo. Com esse número o Estado salta da nona para a sétima posição no ranking oficial, atingindo a marca de R$ 8.050 bilhões anuais. Esses dados são do Sistema Integrado de Administração Financeira da Secretaria do Tesouro Nacional (Siafi/STN), que permite a visualização clara dos repasses para cada Estado e município de cada um dos fundos constitucionais. Importante fonte de recursos para os estados, as transferências do governo federal são resultado da determinação constitucional de haver contrapartida de uma parcela dos recursos arrecadados com impostos federais. Segundo especialistas, não se pressupõe que a distribuição dos recursos seja proporcional aos recursos arrecadados com impostos federais nos estados de origem. Pelo contrário, a idéia por trás das transferências é justamen-

te ser um mecanismo capaz de reduzir as desigualdades regionais. No entanto, existem insatisfações por toda parte, considerando que o governo federal devolve aos estados em forma de transferências, na média, apenas 34% dos recursos que arrecada. A questão das transferências como forma de avaliar a responsabilidade do governo federal para com o financiamento das administrações regionais e com o desenvolvimento equilibrado obedece ao critério que prevê a redução de desigualdades entre os estados. Mas a distribuição destes recursos não parece respeitar um segundo critério: o da importância dos estados que contribuem relativamente muito mais para a arrecadação. A situação do Espírito Santo, mesmo com o retorno reduzido dos recursos arrecadados pelo governo federal, não é das piores. Com os royalties do petróleo, o Estado subiu no ranking, mas ainda sofre em decorrência de procedimentos adotados, entre eles a chamada Lei Kandir, que alterou a arrecadação tributária do comércio internacional.

SAIBA QUANTO O GOVERNO FEDERAL ARRECADA E TRANSFERE PARA OS ESTADOS Balanço Arrecadação x Transferências Intergovernamentais por UF em 2009, incluindo royalties e participações especiais (R$ 1,00) ESTADOS Posição Receita Administrada Transferências Constitucionais Balanço UF (ArrecadadoTransferido em cada (RFB) para Est.Munic. Transferido) real arrecadado Brasil 497.386.311.862,90 178.362.405.104,92 319.023.906.757,98 0,359 Roraima 1 200.919.261,72 1.731.163.797,82 (1.530.244.536,10) 8,616 Amapá 2 225.847.873,82 1.933.431.979,00 (1.707.584.105,18) 8,561 Acre 3 244.750.128,94 2.044.510.384,76 (1.799.760.255,82) 8,353 Tocantins 4 482.297.969,89 3.091.630.530,80 (2.609.332.560,91) 6,410 Piauí 5 843.698.017,31 4.060.746.857,41 (3.217.048.840,10) 4,813 Alagoas 6 937.683.021,32 3.990.733.546,45 (3.053.050.525,13) 4,256 Maranhão 7 1.886.861.994,84 7.389.515.122,85 (5.502.653.128,01) 3,916 Paraíba 8 1.353.784.216,43 4.574.978.066,45 (3.221.193.850,02) 3,379 Rondônia 9 686.396.463,36 2.268.552.029,05 (1.582.155.565,69) 3,305 Sergipe 10 1.025.382.562,89 3.261.501.181,12 (2.236.118.618,23) 3,181 Rio Grande do Norte 11 1.423.354.052,68 4.119.288.803,32 (2.695.934.750,64) 2,894 Pará 12 2.544.116.965,09 7.146.760.796,12 (4.602.643.831,03) 2,809 Ceará 13 4.845.815.126,84 8.193.299.373,03 (3.347.484.246,19) 1,691 Mato Grosso 14 2.080.530.300,55 3.369.157.267,94 (1.288.626.967,39) 1,619 Mato Grosso do Sul 15 1.540.859.248,86 2.453.508.446,59 (912.649.197,73) 1,592 Bahia 16 9.830.083.697,06 12.930.163.693,78 (3.100.079.996,72) 1,315 Pernambuco 17 7.228.568.170,86 7.927.185.884,34 (698.617.713,48) 1,097 Goiás 18 5.397.629.534,72 4.979.113.933,52 418.515.601,20 0,922 Minas Gerais 19 26.555.017.384,87 15.056.398.403,45 11.498.618.981,42 0,567 Amazonas 20 6.283.046.181,11 3.399.350.043,52 2.883.696.137,59 0,541 Espírito Santo 21 8.054.204.123,90 3.639.749.892,05 4.414.454.231,85 0,452 Rio Grande do Sul 22 21.978.881.644,52 8.904.090.511,37 13.074.791.133,15 0,405 Paraná 23 21.686.569.501,93 8.530.780.145,09 13.155.789.356,84 0,393 Santa Catarina 24 13.479.633.690,29 4.964.969.096,46 8.514.664.593,83 0,368 Distrito Federal 25 50.454.719.368,50 7.502.090.586,61 42.952.628.781,89 0,149 Rio de Janeiro 26 101.964.282.067,55 14.583.722.721,06 87.380.559.346,49 0,143 São Paulo 27 204.151.379.293,05 26.316.012.010,96 177.835.367.282,09 0,129 Fontes: RFB - Receita Administrada; Transferências - STN; Royalties e participações especiais, ANP. Última coluna informa quanto, de cada real arrecadado pela União na UF, fica com os governos estaduais e municipais por transferências obrigatórias


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GOLPE NO FISCO❫❫❫ O MINISTÉRIO PÚBLICO INVESTIGA A PARTICIPAÇÃO DA ENTIDADE PATRONAL

Preso um diretor do Sindipães Policiais Militares cumpriram cinco mandados de prisão no Espírito Santo e um no Estado de Minas Gerais

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prisão temporária de um vice-presidente do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria do Estado do Espírito Santo (Sindipães) foi confirmada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) como parte da operação que investiga o golpe aplicado por empresários do ramo de padarias e supermercado contra os cofres públicos, cujo prejuízo já atinge a R$ 180 milhões. A prisão ocorreu durante a Operação By Pass realizada em outubro, mas o nome do empresário deverá permanecer em sigilo até que a denúncia seja formalizada. A investida do Ministério Público é dirigida a empresas e técnicos ligados ao desenvolvimento de programa de computador que possibilita a fraude, através da adulteração das máquinas que emitem cupons fiscais. O

golpe foi descoberto em meados deste ano, quando empresas do ramo de panificação, o Sindipães e a empresa que desenvolveu o software fraudulento foram identificados como os principais participantes. De acordo com a assessoria do Ministério Público, foram presas cinco pessoas no Espírito Santo e uma em Minas Gerais. Quatro são da empresa de software e um empresário, que é vice-presidente do Sindipães foi preso e liberado depois de prestar depoimento. O MPES informou que o caso, apesar de 11 denúncias já formalizadas na Justiça, é alvo de investigação por meio de análise dos documentos e computadores que foram apreendidos e interrogatório dos empresários envolvidos. Uma das empresas envolvidas, a MM Informática, suspeita de participar do

golpe, funcionava na sede do sindicato, no bairro Novo México, em Vila Velha. A sede do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria do Espírito Santo, em Vila Velha, foi vasculhada na manhã do dia 20 de outubro por agentes do MPES, da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), e policiais militares apreenderam documentos e computadores. A ação fazia parte da Operação By Pass III - que combate a sonegação de impostos e a fraude em cupons fiscais em empresas do Espírito Santo e sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Vitória, Vila Velha e Cariacica. Além do sindicato, foram alvo da operação empresas do ramo de panificação, e a empresa que, de acordo com as investigações, desenvolveu o software fraudulento, localizada em Vitória.

ARQUIVO/JE

CONFIRA

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DENÚNCIAS ESTÃO NA JUSTIÇA

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MILHÕES DE PREJUÍZO Após investigação, a venda do pãozinho gerou aumento da arrecadação

As fraudes contra o Fisco As ações do Ministério Público do Espírito Santo (MPES) revelaram fraudes cometidas contra os cofres do Fisco, com prejuízos que podem ultrapassar R$ 2 bilhões, envolvem, além do Sindipães, o Sindicato da Indústria de Rochas Ornamentais (Sindirochas) e empresas do ramo de café. Esses golpes são motivo de preocupação para segmentos empresariais, com repercussão negativa em toda a área econômica do Estado do Espírito Santo.

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MANDADOS DE BUSCA E APREENSÃO

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PRISÕES


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DESENVOLVIMENTO❫❫❫ A ENTIDADE PATRONAL SE VOLTA PARA PROJETOS FORA DE SUA ÁREA DE ATUAÇÃO

Findes põe o foco no turismo Estudo constatou que apenas 15 municípios do Estado apresentam vocação para empreendimentos industriais

C

onstrução de um Plano Diretor, melhoria dos acessos, criação de um Centro de Convenções, melhorias nos aeroportos de Vitória e Cachoeiro, capacitação de empresários / funcionários e construção do Aeroporto do Caxixe. Essas são algumas das diretrizes propostas pela Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), em estudo que foi lançado no dia 29 de setembro, durante encontro realizado na Pousada dos Pinhos, em Pedra Azul, que reuniu os principais nomes do trade turístico da região com o objetivo de transformar as montanhas do Espírito Santo num destino turístico com padrão nacional e internacional. O evento reuniu produtores do agroturismo, autoridades municipais e estaduais, além de empresários do setor hoteleiro. “O desenvolvimento do turismo na nossa região só vai acontecer de fato se for realizado de forma integrada, entre todos os municípios e a iniciativa privada”, destacou o vice-prefeito de Domingos Martins, Flávio Trarbach. A Findes passou a intensificar suas ações na área de turismo, inclusive com o lançamento do Instituto Rota Imperial, após constatar que apenas 15 municípios do Estado têm vocação industrial. Assim, eles devem investir em atividades como agroindústria, turismo e serviços, cujos investimentos são também geradores de renda e emprego. “Dados do BNDES mostram que a cada R$ 100 investidos no setor turístico, R$ 69 retornam para a indústria através de setores como construção civil, mobiliário, alimentos e bebidas, vestuário e metalmecânica. Investir em cidades com esta vocação é uma forma de fazer com que a indústria chegue onde não há condições de existirem grandes concentrações industriais”, disse o presidente da Findes, Lucas Izoton Vieira.

Izoton diversifica as atividades da Federação das Indústrias

Lucas Izoton, presidente da Findes, comanda o novo esquema na área de turismo

O consultor paulista, Caio Calfat, falou sobre o potencial econômico da região

Consultor paulista ajuda a tocar o projeto Outro destaque do Encontro foi a apresentação do Estudo de Potencial de Mercado do Destino – Pedra Azul / Domingos Martins, realizado pelo consultor paulista Caio Calfat, especialista em diagnósticos, desenvolvimento e modelos de negócios sobre destinos turísticos. Ele concluiu que a região possui vocação para atrair um público mais sofisticado, ligado a esportes de aventura, gastronomia e enologia. Calfat levantou as principais características da área, acesso, localização, meios de transporte, equipamentos de comércio e prestações de serviços e amenidades. Analisou ainda os hotéis e outros estabelecimentos de hospedagem

que a região oferece, com suas características de instalações, serviços, produtos agregados e os valores de diárias praticados. “Pedra Azul está na rota capixaba que tem mais potencial de crescimento (a do Mar e das Montanhas) e fatores como a beleza natural da região, a curta distância em relação a Vitória, Belo Horizonte e ao Rio de Janeiro, facilitam a comercialização do destino a nível nacional. Além disso, a região ainda tem origem italiana e alemã, permitindo a exploração cultural e gastronômica destas culturas”, concluiu o consultor Caio Calfat. PONTOS FRACOS - A consultoria de Caio Calfat também apontou os pontos fracos que precisam

ser trabalhados pelo setor público e trade turístico de Pedra Azul e região para que as Montanhas Capixabas possam se consolidar a nível nacional como destino turístico. Entre os fatores apontados estão: falta de um Plano Diretor, articulando municípios, governo estadual e empresários; falta de postos de informação turística com estrutura adequada; acesso precário; alguns restaurantes não abrem durante a semana; falta de sinalização em geral e turística; baixa divulgação na mídia para o resto do país; falta de hotel âncora para dar destaque ao destino. “Estas deficiências são responsáveis pela baixa ocupação dos hotéis hoje instalados na região e

pela curta permanência de seus hóspedes, que chegam a encurtar sua estadia ao constatarem a falta de opções de lazer organizado”, analisou Calfat. Outro entrave apontado por Caio Calfat, que coloca Pedra Azul em desvantagem se comparada a outros destinos de montanhas do Brasil como Campos do Jordão (SP) e Gramado (RS), é a falta de um aeroporto local e a precariedade do terminal aeroportuário de Vitória. “A cidade ainda tem poucas unidades hoteleiras. São apenas 469, ante 2623 em Gramado e 1432 em Campos do Jordão. Entretanto, isso também pode indicar um potencial de crescimento”, concluiu.

italiana, luzes noturnas, fontes, pergolados, esculturas, etc.. ■ Transformar Pedra Azul e municípios vizinhos em destino turístico de referência nacional e internacional associado a enologia, gastronomia, degustações, restaurantes e bares temáticos, e esportes de aventura. ■ Oferecer mecanismos que permitam dotar Pedra Azul com hotelaria adequada, em nível qualitativo e quantitativo. ■ Dotar Pedra Azul com um centro de cConvenções que permita à região sediar grandes eventos corporativos nacionais e internacionais. ■ Dotar a região de pontos de atração turística, através das iniciativas privada e pública, que aumentem o período médio de permanência de turistas e valor do ticket médio. ■ Capacitar empresários e profissionais para atendimento adequado em destinos turísticos consolidados, com foco em mercado. ■ Reavaliar e promover melhorias

no agroturismo da região de Venda Nova do Imigrante e municípios vizinhos. ■ Estruturar a Rota Imperial nos 14 municípios, uma parceria do Instituto Rota Imperial, Instituto Estrada Real, Fiemg, Findes, Sebrae e governos estaduais de Minas e Espírito Santo. ■ Dotar os micro e pequenos empresários locais com financiamento municipal, estadual e federal, a exemplo de outros destinos turísticos bem sucedidos. ■ Dotar a região de estrutura de comunicações e conectividade eficientes bem como de outros confortos tecnológicos observados nas grandes concentrações urbanas. ■ Prover a região de atrativos esportivos como golfe, tênis, caminhada, equitação, cavalgada, escalada e outros que são usuais em turismo seletivo de montanhas. ■ Definir um ou mais estilos de música adequados para a região e turismo seletivo.

AS PROPOSTAS DE DIRETRIZES ESTRATÉGICAS Em seu documento, a Findes propôs três desafios aos participantes do Encontro. O primeiro deles é promover melhorias em Pedra Azul e municípios vizinhos, transformando a região em um destino turístico consolidado de Montanhas do Brasil para público seletivo, com abrangência nacional e internacional, sendo referência em enologia, gastronomia e esportes de aventura. O segundo desafio é consolidar Venda Nova do Imigrante e municípios vizinhos como Capital Nacional do Agroturismo. E o terceiro é implementar a Rota Imperial nos 14 municípios capixabas: Cariacica, Castelo, Domingos Martins, Conceição do Castelo, Ibatiba, Iúna, Irupi, Ibitirama, Muniz Freire, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, Venda Nova do Imigrante, Viana e Vitória. A partir desses desafios, a Federação sugeriu algumas diretrizes que são consideradas estratégicas para alcançar estes objetivos:

Criar um pacto político para implementação de esforços conjuntos em todos os seus níveis (federal, estadual e municipal), liderado pelo Governo Estadual, incluindo a classe empresarial e demais segmentos organizados da sociedade, para atingir o objetivo proposto. ■ Contratar consultoria especializada para elaborar um amplo Plano Estratégico, Tático, de Marketing e Operacional visando transformar Pedra Azul e entorno próximo em um grande destino turístico nacional de montanhas. ■ Divulgar a região das montanhas, principalmente Pedra Azul, em nível regional, nacional e internacional. ■ Facilitar, humanizar, embelezar e informar os acessos a Pedra Azul e demais municípios. ■ Prover caracterização (italiana e alemã) da região, exemplo Vila da Pedra Azul, com elementos emblemáticos como pintura direcionada das residências, arquitetura ■


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SUCESSÃO❫❫❫ ARISTÓTELES PASSOS COSTA NETO DISPUTA A PRESIDÊNCIA DA FINDES

Nem oposição nem continuidade O superintendente do Inocoop-ES pretende alterar alguns procedimentos de gestão e governança na entidade patronal

“N

ão podemos falar nem em continuidade nem em desmanche”. A frase é do superintendente do Inocoop-ES, Aristóteles Passos Costa Neto, candidato à Presidência da Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (Findes). Com esse posicionamento, ele reafirma a convicção de que não se pode falar em oposição à atual diretoria, da qual faz parte, mas deixa claro que pretende rever o modelo de gestão, que inclui a governança do sistema. Terceiro vice-presidente da Findes e ex-presidente do Sindicato da Indústria de Construção Civil (Sinduscon), o engenheiro Aristóteles Passos Costa Neto foi o primeiro a levar sua candidatura ao público. Desde o final deste ano, ele vem costurando apoios entre os presidentes dos sindicatos que compõem o sistema Findes. “O processo sucessório já era conhecido há tempos, mas somente no dia 14 de outubro é que o presidente Lucas Izoton reuniu os representantes de todos os sindicatos patronais para apresentar os candidatos formalmente”, informa ele. A surpresa ocorreu com a desistência do empresário Américo Madeira, que, por ser do setor da construção civil, o mesmo de Aristóteles, desistiu de concorrer, transferindo seu apoio para o colega de seu segmento empresarial. Aristóteles comemora essa primeira vitória. Os outros postulantes ao cargo são Ademar Bragatto, do setor de bebidas, e Marcos Guerra, do ramo de confecções. “Nenhum de nós representa oposição, mas se eleito, vou rever alguns procedimentos de gestão, a fim de adequá-los da melhor forma, visando a definição de planos de interiorização da entidade”, explica Aristóteles. Para ele, é necessário ampliar os programas de capacitação profissional, para fortalecimento dos sindicatos patronais do Estado. “A Findes teve sua imagem resgatada com muita competência pela atual administração. O futuro presidente, junto com sua diretoria, deverá ser capaz e competente para manter essa imagem, fortalecer os relacionamentos institucionais estabelecidos. E mais, deverá assegurar o estreitamento ainda maior de todas essas relações e, em alguns casos, empenhar-se na administração de arestas e solução de conflitos existentes”. O futuro presidente, com sua equipe, deverá reavaliar os processos internos do Sistema Findes/Cindes, pois, apesar da boa avaliação da administração atual, alguns avanços ainda são necessários e melhorias podem ser implementadas. “A Findes tem que ser parceira do Estado e não cúmplice. Somos parceiros em favor do desenvolvimento, dentro dos limites da ética e dos patamares técnicos”, afirma.

FOTOS BRUNO DE MENEZES

Quem é Aristóteles Passos Costa Neto, 54 anos, nasceu em Vitória, é graduado em engenharia elétrica/eletrotécnica pela PUC, Rio de Janeiro, pós graduado em administração de empresas, casado com a cirurgiã dentista Neuza Helena Queiroz Passos Costa, três filhos. Atua desde 1982 no Instituto de Orientação às Cooperativas Habitacionais no Espírito Santo Ltda (Inocoop-ES),que administra a estruturação

de negócios imobiliários voltados para classe de média/baixa renda. A empresa atua através de projetos de cooperativas habitacionais, incorporação imobiliária e prestação de serviços à empreendedores imobiliários. Começou na empresa como assistente da Diretoria Administrativa e Financeira em 1982, passando a diretor administrativo e financeiro, diretor superintendente a atualmente diretor presidente.

Projetos para a Findes ■ Definição de uma política clara e objetiva de fortalecimento do associativismo e do desenvolvimento sindical com ações que permitam o crescimento e o fortalecimento econômicofinanceiro dos Sindicatos; ■ Definição de políticas de capacitação, estímulo e fortalecimento da pequena e média indústria; ■ Definição da política de investimentos com vistas à interiorização do desenvolvimento; ■ Melhoria da comunicação interna e externa; ■ Capacitação dos dirigentes voluntários, através de um programa estruturado de cursos. seminários, mis-

sões empresariais, visitas técnicas, etc., tanto no Brasil quanto no exterior; ■ Definição do plano de investimentos em melhorias de unidades e construção de novas unidades integradas; ■ Equacionamento do custeio das unidades existentes e as futuras com o objetivo de manter o equilíbrio econômico-financeiro das Entidades; ■ Melhoria no formato de gestão com definição do modelo de governança mais adequado ao sistema; ■ Permanente do quadro de colaboradores visando, inclusive a valorização frente ao mercado.

OS CONCORRENTES ■ Ademar

Aristóteles é terceiro vice-presidente da Findes e ex-presidente do Sinduscon-ES

Processo eleitoral O processo eleitoral da Federação das Indústrias se desenvolve de forma democrática, com ampla participação de todos os representantes sindicais que compõem o colégio eleitoral, formado por 31 sindicatos. Por enquanto a campanha se desenvolve nos bastidores, pois somente em janeiro é que o registro das candidaturas poderá ser formalizado. A eleição ocorre em fevereiro com a escolha do presidente, que após ser proclamado, terá um mês para montar sua diretoria. Tradicionalmente, o presidente eleito indica para cargos na diretoria aqueles que foram seus oponentes, vidando manter a unidade da entidade. Depois disso, vem a posse, em julho, quando é comemorado aniversário de fundação da Findes.

Bragatto

Aos 59 anos, é diretor superintendente da Refrigerantes Coroa e primeiro diretor Administrativo da Findes, entre outras funções que exerce nesta entidade e em empresas privadas. Graduado em Engenharia Mecânica pela Ufes, fez MBA em Gestão Empresarial pela FGV/M.Murad. Casado com Mariza Santos Bragatto, tem três filhos.

■ Marcos

Guerra

Nasceu em Colatina há 52 anos, casado com Giane Pancieri Guerra, dois filhos, é diretor presidente do grupo Guemar, do ramo de confecções. Integra o Conselho de Representantes da Findes e é suplente no Senado Federal, tendo ocupado uma cadeira em duas ocasiões. Marcou sua atuação pela defesa das micro, pequenas e medias empresas brasileira.

Os empresários Ademar Bragatto e Marcos Guerra serão entrevistados nas próximas edições deste jornal


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OPINIÃO PÚBLICA

Giulio Cesare Imbroisi giulio@cardosoadvogados.com.br

Due diligence: diminuindo o risco dos investimentos

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o universo empresarial do mundo globalizado, onde as investidas sobre empresas são cada vez mais freqüentes num mercado extremamente competitivo, vem preconizando a utilização de um mecanismo cada vez mais frequente na mesa dos investidores, que se transfigura numa frase: “Due diligence", que significa uma sucessão de atribuições, obrigações legais, relatórios e investigações que tem o papel de nortear os investidores no processo de aquisiçao de empresas ausentes de credenciais que invocam credibilidade. Tal procedimento tem como premissa, mapear previamente ativos e passivos de natureza comercial (contratos), legal, tributária e previdenciária, e tem sido muito comum e empregado em casos de fusões e aquisições, reestruturações societárias, operações financeiras complexas, processos de privatização de empresas, entre outros. Objetiva reduzir e evitar riscos jurídicos em operações de compra de empresas (fusões e aquisições) ou investimentos, mediante levantamento de dados quanto aos ambientes interno e externo, que subsidiem a condução de um negócio, sua venda, compra ou obtenção de fonte de crédito ou de capital. É um forte remédio jurídico nas ações preventivas, e em auditorias quando há pretensão de avaliar a situação atual de uma empresa especialmente no que se refere a provisionamento e contigenciamento jurídico. Preventivamente, a Due Diligence, é uma insubstituível ferramenta para gestão de Compliance, que se caracteriza no ambiente institucional e cor-

porativo como um conjunto de disciplinas para fazer cumprir as normas legais e regulamentares, as políticas e as diretrizes estabelecidas para o negócio e para as atividades da instituiçao ou empresa, reduzindo os riscos jurídicos, bem como evitar, detectar e tratar qualquer desvio ou inconformidade que possa ocorrer. O nível geral de cautela no ambiente de investimentos no momento, determinará ou não uma investigação de due diligence que por por sua vez, pode ser mais ou meno rigoroso. Não se quer dizer que a “Due Diligence” blindará os empreeendedores contra eventuais falhas de disgnóstco, pois que, qualquer empresa independentemente de conceituação ou situação patrimonial, está sujeita à turbulências face à imprevisíbilidade do mercado, à efeitos da concorrência, ou contratempos técnicos. Na prática, funciona da seguinte forma: Nos processos de fusões e aquisições primeiramente deve ser observado a boa ordem dos registros contábeis. A auditoria jurídica avaliará os aspectos legais das possíveis contingências existentes, especialmente daquelas que possam ter efeitos “pósoperação”, preservando interesses do vendedor decorrentes de eventual defesa contra reclamações do comprador. Quanto aos seus efeitos, podemos citar os vícios redibitórios previstos no art. 441 do Código Civil, pois o relatório de Due Diligence pode comprovar que o comprador tinha conhecimento da contingência à época da concretização do negócio e consequentemente lhe seria vedado alegar tal vício, vi-

sando o desfazimento do negócio ou a redução proporcional. A contraposição dos interesses pode eventualmente gerar conflitos e desgastes no relacionamento, quando então se recomenda antecipar-se ao início dos trabalhos com o firmamento de compromissos de confidencialidade. Os principais itens a serem examinados serão os Aspectos Societários, Verificação dos Atos Constitutivos, Análise dos Livros Contábeis, Verificação da Regularidade dos Registros e dos Atos Societários, e nas Cias. Abertas, a situação junto à CVM, Bolsa de Valores, Ofertas Pública de Ações e cumprimento dos Direitos dos Acionistas Minoritários Passemos a discorrer sobre os aspectos tributários, trabalhistas e previdenciários, onde hão que ser analisados todos os processos administrativos e judiciais em que a instituição ou empresa esteja envolvida, bem como verificar as suas rotinas fiscais e previdenciárias e situação junto à s Fazendas públicas Federal, Estadual e Municipal, além, é claro, de identificar contingências e eventuais consequências que possam advir das alterações surgidas em virtude da operação proposta, e por fim avaliar todos os processos trabalhistas, quantificando o potencial passivo. Merecem atenção também as Relações Contratuais, onde os contratos de maior relevância e aqueles firmados pela sociedade que tenham sua execução em curso devem se detidamente examinados, observando-se não só os processos judiciais que envolvem questões atinentes às cláusulas con-

tratuais, mas principalmente as de inadimplemento no caso de alienação de controle ou de outras operações. No que concerne a Titulação dos Bens Ativos, recomenda-se que se faça uma avaliação da regularidade documental dos principais bens componentes do ativo, com identificação dos ônus e gravames, tipificados como hipoteca, penhora, servidões e alienações que recaiam sobre os imóveis, incluindo-se aí, a identificação de contingências, ônus e gravames que recaiam sobre os principais bens móveis, após minuciosa análise dos documentos de propriedade. No campo Ambiental a Due Diligence, opera-se ao verificar o passivo ambiental, quantificando-o, bem como as práticas adotadas pela empresa, não somente em relação às licenças ambientais, mas como também com relação aos processos judiciais e administrativos de caráter ambiental. Da mesma forma devem ser apreciadas as questões consumeristas, identificando contingências e efeitos de eventual prática irregular nas relações de consumo, tendo-se em conta a real situação da relação entre a sociedade auditada e seus consumidores e os competentes órgãos de defesa do consumidor municipal e estadual, elaborando de forma efetiva um relatório analítico dos processos administrativos e judiciais contra a empresa. Por fim, caberá ao Relatório de Due Diligence descrever a situação das contingências e seus respectivos valores, de conteúdo e forma compreensíveis, claros e objetivos, incluindo-se as ressalvas aplicáveis quanto à origem, ao modo de obtenção e à abrangência da s

informações examinadas, que por certo influirão diretamente no grau de credibilidade do relatório. Deve ainda indicar os tipos de garantias a serem exigidas no contrato sob apreço, contendo declaração expressa do vendedor obrigando-se a indenizar quaisquer danos decorrentes de falsidade ou inexatidão do fato declarado ou não, com previsão de reembolso e redução proporcional do preço. À época da realização da auditoria jurídica, se existirem contingências que não sejam passíveis de quantificação, estas podem ser objetos de garantias específicas, ao tempo que aquelas quantificáveis podem e devem ser deduzidas do preço inicialmente fixado. Conclui-se portanto, que objetivamente a Due Diligence é considerada uma Auditoria Legal que presta-se sobretudo a examinar os riscos de uma operação, sendo estes: Risco Mensurável (sucessão), Risco Emergente (desconsideração da pessoa jurídica): tributário, trabalhista, previdenciário, societário, contratual, fundiário, ambiental, intangíveis, e o Risco Legal: tipos e mitigações. A Due Diligence não estabelece uma norma padrão em seus procedimentos, mas é mister reconhecer que as peculiaridades, as características das partes envolvidas, o propósito da operação ou do negócio, e aspectos ligados particularmente a cada caso influirão decisivamente no processo de Due Diligence.

Giulio Cesare Imbroisi é advogado e sócio do escritório Cardoso Guimarães Advogados Associados


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EMPRESA❫❫❫ O OBJETIVO É MOTIVAR PRODUTORES DO ESPÍRITO SANTO

Incentivo à qualidade do café O grupo Tristão patrocina a 10ª edição do Prêmio Cafuso/UCC para o Café das Montanhas do Espírito Santo

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s empresas Tristão, consolidadas como um dos maiores e mais tradicionais grupos nacionais do setor de café, comemoram 75 anos, neste ano, incentivando a melhoria da qualidade da produção no Espírito Santo. Através da Realcafé, que está entre as maiores torrefadoras do Brasil, o grupo promove este ano 10ª edição do Prêmio Cafuso/UCC para os Cafés das Montanhas do Espírito Santo, coordenado pela Cooperativa dos Cafeicultores das Montanhas do Espírito Santo (Pronova). O trabalho é resultado de uma parceria com a torrefadora japonesa Ueshima Coffee Company (UCC), o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), a Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes). Voltado para os produtores da variedade Arábica dos municípios localizados na região das montanhas do Estado, o prêmio visa a incentivar a busca pela excelência na

produção, como meio mais eficaz de conquistar novos mercados e atender a crescente demanda por cafés diferenciados. Para Sérgio Tristão, presidente da Realcafé, os concursos estimulam uma mudança de conceito na produção de café no Estado e levam os produtores locais a investirem em qualidade. "Ao buscar a excelência e implantar melhorias nos procedimentos, o produtor agrega mais valor ao seu café. Em alguns casos, o preço da saca de propriedades participantes dos concursos chega a ser o dobro em relação às que não observam os critérios de excelência para plantio e secagem dos grãos", destaca. Segundo o empresário, os cafés de qualidade têm espaço nas prateleiras do mercado mundial. "Querem cada vez mais o bom café produzido aqui. Esperamos ampliar a oferta desse tipo de café e ocupar cada vez mais espaço nesse mercado", ressalta. Tristão estima que a comercialização dos cafés finos ou de melhor qualidade represente em torno de 20% das exportações totais. Apesar de a fatia ainda ser pequena, salientou que ela é bastante

considerável, tendo em vista que há 10 anos o Brasil praticamente não vendia esse tipo de produto no exterior. "A expectativa é que a demanda mundial cresça ainda mais nos próximos anos em virtude das condições favoráveis que o País apresenta para ampliar a cultura de produtos de qualidade. Além disso, as tradicionais regiões fornecedoras, como a América Central e a Colômbia, estão estagnadas, contribuindo ainda mais a abertura do mercado para os nossos cafés", finaliza. O PRÊMIO - Com participantes de 18 municípios do Estado, o 10ª Prêmio Cafuso/UCC das Montanhas do Espírito Santo será realizado em duas etapas: municipal e estadual. A primeira selecionará os melhores lotes de cada município, através de análises sensoriais realizadas em, no mínimo, duas rodadas. Para os municípios que tiverem entre 10 e 30 amostras inscritas, o valor do prêmio é de R$ 3 mil para o primeiro, R$ 2 mil para o segundo e R$ 1 mil para o terceiro colocado. Aos locais com mais de 31 amostras competindo, a premiação é de R$ 5 mil, R$ 3 mil e R$ 2 mil

BRUNO DE MENEZES

Sérgio Tristão, presidente da Realcafé, quer maior abertura de mercado para os primeiros, segundos e terceiros lugares, respectivamente. Além disso, os quartos e quintos colocados de cada município receberão prêmio no valor de R$ 500. No município onde não houver o número mínimo de nove amostras inscritas, somente o melhor lote selecionado disputará o grande prêmio. Além da premiação em di-

nheiro, os cafeicultores terão ágio sobre o preço de seu produto e recebem certificado de qualidade. Os campeões de cada região, revelados na cerimônia de entrega no dia 27 de novembro, disputam a etapa estadual, que distribui R$ 20 mil ao primeiro colocado, R$15 mil ao segundo e R$ 10 mil ao terceiro. Nas propriedades classificadas para a etapa final é realizada uma avaliação técnica das questões sócio-ambientais, que equivalem a 20% da pontuação. Entre os critérios observados estão: rastreabilidade, utilização de fertilizantes e defensivos, gestão do solo e dos resíduos, procedimentos de colheita e pós-colheita, conservação do meio ambiente e saúde e segurança do trabalhador. O resultado da análise sensorial desenvolvido por uma comissão julgadora corresponde aos outros 80% da avaliação. O júri é composto por, no mínimo, seis profissionais devidamente reconhecidos no mercado de cafés finos e especiais. As empresas Realcafé e UCC terão o direito de indicar, cada uma, um avaliador, cabendo os demais serem indicados pela comissão organizadora.


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Primeira via Jornal Empresários - novembro de 2010

COLUNA❫❫❫ PÁG. 7

Cacá Lima O fotógrafo de eventos sociais e empresariais estreia a coluna “O clique do Cacá Lima” destacando personalidades de vários setores da sociedade

NOITE❫❫❫ O MÚSICO HERÁCLITO FAZ A FESTA TODA QUINTA-FEIRA EM UM BAR NA PRAIA DO CANTO

Um banquinho e um violão Cantor e compositor, Heráclito tem um CD de sucesso e se alegra com o lançamento de sua filha como cantora BRUNO DE MENEZES

T

odas as quintas-feiras, um público muito especial tem compromisso marcado, em Vitória, a partir das 20 horas, com o virtuosismo, a sensibilidade e a experiência do violonista, guitarrista, cantor e compositor capixaba Heráclito. De voz e violão, formato tão querido aos brasileiros, marcadamente desde o surgimento da bossa-nova, ocorrido em finais dos anos 50, esse músico autodidata leva um público de gosto refinado ao Wunder Kaffee, na esquina da avenida Rio Branco com a rua Chapot Presvot, na Praia do Canto. Muitos desse frequentadores sequer imaginam que aquele jovem senhor de improváveis 60 anos já está na música há nada menos que 40. Pois, caro leitor, acredite: esse instrumentista nascido no Parque Moscoso recebeu seu primeiro cachê aos 14 anos de idade, tocando, num trio (Heráclito, Garibu e Paulinho Macaco), Beatles e Jovem Guarda. Heráclito tocou em várias bandas, a partir de 1965. Os Infernais, que tocavam o repertório da Jovem Guarda, era formada por Heráclito, Klinginho, Paulinho Macaco, Luiz Fernando, Naninho e Garibu. Depois veio a banda Chara 4 (Heráclito, Garibu, Paulinho Macaco e Délio). Com a Gemini V, foram quatro anos de bailes. Depois, já na década de 70, teve início sua carreira solo. ECLÉTICO - Nesses 40 anos, Heráclito conheceu o trabalho dos grandes ícones da música brasileira que iniciaram sua carreira antes da metade do século XX. Depois vieram a bossanova; os grandes nomes mundiais do jazz e do blues; os Beatles e os Rolling Stones; a Jovem Guarda; o rock progressivo e li-

SERVIÇO

O artista atrai um público fiel toda vez que se apresenta sérgico; a ascensão da chama- do. Heráclito acredita que teda MPB; fenômenos como os nha algo em torno de 90% da Novos Baianos e Os Mutantes; produção fonográfica capixaa música dos artistas engajados ba. No momento, está ouvindo no combate à ditadura militar; Marcela Lobo e Kátia Rocha. E o rock brasileiro dos anos 80; o tem um projeto de montar um sertanejo; o breganejo; o hip show, com a cantora capixaba hop; o forró de pé de serra; o Eliane Gonzaga, fazendo uma sertanejo universitário; a che- releitura da obra de um grande gada ao mercado, e todos os compositor brasileiro. desdobramentos, da chamada CD - Toda essa estrada tinha música eletrônica. de levá-lo ao disco. O CD que Mesmo com tanta coisa para leva seu nome foi produzido ser ouvida, o cantor não se des- com recursos da Lei Rubem cuida da música feita no esta- Braga. Tem arranjos do próprio Heráclito, em parceria com Walton Jacaré. O repertório tem composições de compositores capixabas como TinaTironi Wunder Kaffee (duas delas em parceria com ❯ ENDEREÇO: Esquina da avenida Rio Heráclito); Mário Ruy; Rodrigo Branco com a rua Chapot Presvot, Tristão; Oscar Gama; EdmunPraia do Canto, Vitória-ES, todas as do Guedes; Francisco Velasco; quintas-feiras. Carlos Papel e Cezar Itaborahy. As harmonias das músicas paCD recem (só parecem) propositadamente elaboradas para que ❯ HERÁCLITO: O CD tem arranjos de Heráclito e foi produzido com re- Heráclito ali pudesse derramar sua sensibilidade e seu talento. cursos da Lei Rubem Braga O que, diga-se de passagem, ele

faz sem qualquer constrangimento. Com ele, no CD, estão, entre outros, instrumentistas da expressão de um Raimundo Machado (cavaquinho); um Marcos Modenese (teclados); um Bruno Mangueira (violão). Além disso, o sax (Sérgio Rouver); o trombone (Vanderlei Rocha); o clarinete (Marco Aurélio); o pandeiro (Jaci Temóteo); o surdo (Gilson); a cuíca (Etienes), e mais teclados (Sérgio Rogério Bezerra [Roger]) juntam-se aos vocais de Cristiane Rocha & Gilmarques para garantir suingue, contrapontos, contracantos e fraseados de finos gosto e estilo. Toda essa estruturação ornamenta e enriquece a pista por onde passeia a voz do cantor Heráclito, num repertório que contempla gêneros variados e um cantar sempre afinadíssimo que convida às vezes ao balanço, outras ao recolhimento e à reflexão. O violão, uma atração à parte, revela a emoção do instrumentista seguro e experimentado.

De pai pra filha A tranquilidade, que parece um forte traço de Heráclito, se deixa abalar, quase imperceptivelmente, quando ele fala da alegria de ter uma filha, a cantora Tamy, que hoje vive entre o Rio e Vitória, buscando consolidar sua carreira. Aí já não é o músico experimentado, é o pai emocionado. Satisfeito (“Olha o que o meu Neném trouxe pra mim"), o artista mostra o CD da trilha sonora da novela “Viver a vida” da Rede Globo, que traz a música “Vem ver’ de autoria de Tamy. A cantora capixaba aparece, ali, na companhia de nomes como Caetano Veloso, Lenine, Dianna Krall, entre outros compositores. Cantora já consagrada no Espírito Santo e com um animador espaço já obtido no cenário nacional, Tamy tem, além do DNA de um virtuose, a orientação segura do pai, um profissional que, para usar um jargão do futebol, “conhece os atalhos do campo”. “A vida foi tão boa para mim que me deu essa filha tão musical. Tamy canta bem, toca bem e sabe compor. E, fundamentalmente, é uma pessoa séria, digna, que trabalha muito, com os pés no chão, e se dedica à sua carreira de modo muito profissional”.


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BIOLOGIA MEDICINA❫❫❫ CONGELAMENTO DE CÉLULAS-TRONCO ENTRA NA PAUTA DE CASAIS NO PRÉ-NATAL

A vida preservada abaixo de zero No Espírito Santo mil crianças já têm garantido o material congelado com a utilização de moderna tecnologia Por Ane Ramaldes

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bebê ainda não chegou, mas os preparativos já são muitos: escolher a cor do quarto, ir a consultas, fazer exames, preparar o enxoval, participar de cursos e... planejar o futuro. Essas são algumas atividades que fazem parte do dia a dia de casais que estão à espera de seu pequeno (ou pequenos). Quando engravidou dos gêmeos João Lucas e Maria Clara, hoje com oito meses, Graciella Pandolfi Azeredo, 34 anos, incluiu uma outra discussão nos preparativos de espera dos bebês: a criopreservação de células-tronco do cordão umbilical. O tema poderia, há alguns anos, ser tratado apenas no plano da ficção, mas passou a ser realidade, entrando definitivamente nos debates dos casais ‘grávidos’. “Tomamos a decisão de armazenar as células-tronco por conta do avanço da ciência e suas perspectivas para o futuro”, diz Graciella. E muitos capixabas acreditam na eficácia futura das pesquisas. Tanto que no Espírito Santo estão armazenadas mais de mil amostras, de acordo com dados do Criobanco Medicina e Biotecnologia, instituição de terapia celular que mantém o único banco do serviço com sede no Estado. SERVIÇO Criobanco Medicina e Biotecnologia ❯ SITE: www.criobanco.com.br ❯ TELEFONE: 0800-88-20-000

ESTUDOS - Quando se fala em células-tronco, a principal dúvida que vêm à cabeça das pessoas é: “quando efetivamente os tratamentos estarão disponíveis?” Hoje, no mundo e no Brasil encontram-se em curso centenas pesquisas, nas mais distintas frentes. É fato que, em termos de tratamento, pouca coisa se concretizou, mas os avanços das terapias experimentais já trazem resultados animadores, como no combate ao diabetes, à leucemia, à reabilitação motora e até mesmo na área estética. Segundo o diretor técnico do Criobanco, o médico hematologista Edgard de Barros Nascimento, são aproximadamente 20 mil casos no mundo de utilização de células-tronco de sangue de cordão umbilical em transplantes de medula óssea alogênicos, isto é, aqueles que usam material de um doador compatível, para o tratamento dessas doenças. SEGURANÇA - É dentro de um tanque de aço, com isolamento térmico perfeito e não dependente de energia elétrica para funcionar, que é armazenado todo material com células-tronco embrionárias, coletadas durante o parto. Uma vez congelado o sangue fica em tanque de nitrogênio líquido, a temperaturas baixíssimas (-196ºC). As células não têm contato com o nitrogênio, somente com o vapor, anulando o risco de contaminação das amostras, que são monitoradas 24 horas por dia. A identificação é feita com códigos de barra e a entrada na sala onde ficam os tanques criogênicos é restrita e feita por meio de leitura biométrica.

Processamento do material que será colocado em um recipiente de nitrogênio para conservação

Pioneirismo é marca do projeto Com mais de 25 anos de história ligada à prestação de serviços de alta tecnologia, o Criobanco Medicina e Biotecnologia vem destacando-se no cenário local por agregar experiência, técnica e empreendedorismo em terapia celular. Genuinamente capixaba, conceituase como uma das empresas pioneiras no Brasil em processos que envolvam coleta, análise, processamento e armazenagem celular, bem como aplicação celular para fins terapêuticos. Além de criopreservação de célulastronco de sangue de cordão umbilical, presta os serviços de medicina transfusional (banco de sangue), transplante de medula óssea, e, mais recentemente,

Bolsa de células-tronco sendo preparada para congelamento diagnóstico onco-hematológico. Esse último, pioneiro no país, visa à detecção precisa e rápida de leucemias, linfomas e outras doenças oncológicas do sangue,

por meio de técnicas de citometria de fluxo, citogenética e biologia molecular, diminuindo consideravelmente o tempo de diagnóstico.

SAIBA MAIS ❯ FONTES

Graciella Pandolfi e Gean Bortot Azeredo e seus filhos

DE CÉLULAS-TRONCO: São encontradas em todo o corpo humano. No entanto, as fontes mais utilizadas, em virtude da grande disponibilidade, são as da medula óssea e do sangue do cordão umbilical. Entretanto, as embrionárias têm maior capacidade de diferenciação. ❯ DOENÇAS PODEM SER TRATADAS COM A CÉLULA-TRONCO DO SANGUE DO CORDÃO: Leucemias, linfomas, mie-

loma, deficiências imunológicas, anemias, doenças do metabolismo, osteoporose, entre outras que possam ser tratadas através de transplante de medula. Estudos indicam, para o futuro, a possibilidade de cura de diabetes tipo 1, esclerose múltipla, lesões raquimedulares, cerebrais, ósseas e articulares, doenças cardíacas (como insuficiências, infarte e de Chagas), etc.

❯ COMO

É REALIZADA A COLETA: Durante a gestação uma enfermeira acompanha a mãe até o momento do parto, que pode ser realizado em qualquer maternidade, e conduz a coleta do sangue e seu encaminhamento ao banco para processamento e armazenamento. Uma vez congelado o sangue fica em tanque de nitrogênio líquido a temperaturas baixíssimas (-196ºC).


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LITERATURA HISTÓRIA❫❫❫ O ANIVERSÁRIO DE FUNDAÇÃO DE LOJA MAÇÔNICA É TEMA DE LIVRO

“Esquadro e Compasso” A loja “União e Progresso” completa 138 anos de fundação, tendo entre seus membros personalidades de renome FOTOS BRUNO DE MENEZES

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historiado Fernando Achiamé lançou neste mês o livro Esquadro e Compasso em Vitória: Álbum da Loja Maçônica União e Progresso, como parte das comemorações dos 138 anos da entidade, que desde a sua fundação, em 1872, abriga personalidades importantes para o desenvolvimento do Espírito Santo. A solenidade de lançamento foi realizada em sessão pública, na sede da Loja, na rua Muniz Freire, na Cidade Alta. Diz o autor: “Em todos os momentos de sua movimentada e feliz existência a Loja reflete a vida capixaba em geral, e a vitoriense em particular. O quadro de irmãos da entidade sempre é um microcosmo fiel do que acontece na sociedade envolvente. Os exemplos poderiam ser inúmeros, mas fiquemos com uns poucos somente. Quando ainda existia o trabalho escravo, tivemos aqui irmãos de diversas profissões unidos em torno do ideário maçônico e da causa da abolição”. O livro retrata o período em que aumenta a presença de imigrantes alemães e italianos e de seus descendentes no Estado, quando a Loja passa a possuí-los também entre seus membros, mesmo continuando a ter participação de fazendeiros ligados à cafeicultura. Em período mais recente, no qual a sociedade capixaba detém maior oferta de cursos de nível superior, também entre os irmãos vai existir grande número de profissionais liberais – advogados,médicos, engenheiros, dentistas, economistas, administradores”.

O historiador Fernando Achiamé realizou uma profunda pesquisa sobre a história da loja “União e Progresso”, a mais antiga do Espírito Santo O autor ressalta: “Como quase todos os brasileiros, as primeiras referências que tivemos sobre a Maçonaria foram nos bancos escolares, quando estudávamos os episódios que culminaram com a independência política do país.

Os livros didáticos de história também se referiam à Maçonaria quando abordavam os acontecimentos envolvendo a questão religiosa, tratada como uma “contenda” entre o governo imperial e alguns bispos que eram

A festa de lançamento do livro do escritor Fernando Achiamé foi muito prestigiada

contrários aos maçons. Posteriormente, conhecemos algumas pessoas que pertenciam à ordem maçônica e, a nosso sentir, eram exemplos de bons cidadãos, como os professores Renato Pacheco, Alberto Stange Júnior, Cristiano Woelffel Fraga e Leandro Nader, por sinal, todos eles membros da União e Progresso”. Sobre a história da loja, existe trabalho pioneiro realizado por maçons, e que a ele se dedicou com afinco e por longos anos – é o livro A Maçonaria no Espírito Santo: Loja União e Progresso de Christiano Woelffel Fraga, publicado em 1995. Apesar de diversos erros tipográficos e de revisão, tal obra é fruto de minuciosa pesquisa na documentação da oficina. Fernando Achiamé afirma: “É possível mesmo que não se tenha mais acesso a determinados documentos originais consultados pelo pesquisador, pois ocorreram reformas no prédio e mudanças do acervo arquivístico da Loja, que certamente extraviaram diversos itens. Por tudo isso, sua obra se constitui em fonte principal e referência constante do álbum lançado hoje”.

A sessão de lançamento foi presidida pelo venerável da Loja, Flávio Julião. Durante a solenidade foi homenageado o músico e advogado Afonso Braga de Abreu Marques. SERVIÇO

Livro ❯ TÍTULO: Esquadro e Compasso em Vitó-

ria - Álbum da Loja Maçônica União e Progresso. ❯ AUTOR: Fernando Achiamé


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VITÓRIA/ES NOVEMBRO DE 2010 LIVROS JORNALISMO RICAS ENTREVISTAS

Vargas Llosa, o Nobel O conhecido escritor latino-americano recebeu o prêmio neste ano pelo conjunto de sua obra

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esde quando escritores latino-americanos de língua espanhola, os chamados hispanoamericanos, são aceitos no cenário literário internacional e respeitados o suficiente? A pergunta é oportuna, nestes tempos de globalização, notadamente quando o mundo comemora a vitória do escritor peruano Mário Vargas Llosa, 74 anos, premiado com o Nobel de Literatura no último dia 7 de outubro. O prêmio foi criado em 1901 e vencido pela primeira vez pelo francês Silly Prudhomme (18391907). Ao todo, escritores de língua espanhola venceram 12 edições do Prêmio. Já foram agraciados cinco espanhóis, dois chilenos, um colombiano, um mexicano, um guatemalteco e um peruano. Fica mais fácil perceber a importância desse prêmio quando se observa que a literatura lusófona, aquela produzida por escritores falantes de língua portu-

guesa, tem apenas um, recebido pelo português José Saramago (1922-2010), em 1998. Assim como tantos escritores importantes, no Brasil e no mundo, Mario Vargas Llosa é também jornalista, além de ensaísta e professor. Entre suas obras mais conhecidas figuram “Pantaleão e as visitadoras”, “A casa verde” e “A guerra do fim do mundo”, romance baseado na guerra brasileira de Canudos. Coberta pelo engenheiro e jornalista Euclides da Cunha, o que resultou no livro “Os sertões”, uma das mais significativas obras da literatura brasileira. O trabalho de Cunha é conhecido e admirado por Llosa, hoje colunista do jornal “O Estado de São Paulo”, que o utilizou como fonte de pesquisa para “A guerra do fim do mundo”. Entrevistado após a premiação, Llosa enfatizou que três escritores brasileiros deveriam ter sido premiados com o Nobel: Euclides da Cunha, Guimarães Rosa e Jorge Amado.

A conhecida jornalista reúne neste livro algumas de suas melhores entrevistas, feitas ao longo de mais de trinta anos de carreira na televisão. Personalidades como Carlos Drummond de Andrade, Maria Bethânia, Tom Jobim e Zélia Gattai fazem parte do livro. O charme e a informalidade que fizeram do Sem Censura um dos grandes sucessos da televisão brasileira.

ADULTÉRIO ROMANCE FAMOSO

Vargas Llosa tem profunda admiração por escritores brasileiros 2010 marca o ano em que o escritor peruano Mario Vargas Llosa conquistou o Prêmio Nobel de Literatura. Ele se une aos chilenos Gabriela Mistral (1945) e Pablo Neruda (1971), ao colombia-

VIDA LEVE

no Gabriel García Márquez (1982), ao mexicano Octavio Paz (1990) e ao guatemalteco Miguel Ángel Asturias (1967) na relação de autores latino-americanos laureados com o prêmio.

Nas bancas, integrando a série Clássicos Abril Coleções, Madame Bovary, de Gustave Flaubert, um dos mais belos romances produzidos pela literatura francesa. O livro narra a história de Ema Bovary, esposa do médico Charles Bovary, um homem fracassado e medíocre que desperta na mulher todos os sentimentos contrários àquilo que havia idealizado na mocidade. Sua vida vira de cabeça pra baixo com o aparecimento de Rodolfo, fidalgo decaído que vive de aparências e com quem Ema vive um intenso caso de amor.

Jane Mary de Abreu janemaryconsultoria@gmail.com

Filhos melhores para o planeta

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erta vez, o escritor russo Maxim Gorky estava fazendo uma palestra para uma multidão de camponeses sobre os avanços da ciência e da tecnologia. Todos estavam fascinados com o grande orador. “Não é maravilhoso – disse Gorky – que o homem tenha se desenvolvido a tal ponto que hoje seja capaz de voar como um pássaro e nadar como um peixe?” Foi então que um homem de aparência muito simples levantou a mão, pedindo a palavra: “Senhor – disse ele – é verdade tudo isso que estamos ouvindo. É realmente espetacular ver o homem fazendo o que se espera dos peixes e dos pássaros, mas a minha pergunta é a seguinte: quando é que o homem será capaz de fazer o que dele se espera e andar por esta terra em paz e com felicidade?” Gorky ficou sem palavras. Este é o grande dilema do mundo atual. A internet colocou o mundo dentro da nossa casa, a ciência já faz até gente (!!!) e mesmo assim a espécie huma-

na ainda não conseguiu alcançar a felicidade que deseja, continua buscando sem parar. É uma busca constante, uma busca desesperada. Uma busca por algo que ninguém sabe o que é. Há um ímpeto profundo de procurar, mas ninguém sabe o que está procurando... E o que é pior: independente daquilo que a pessoa encontra, ela nunca se sente satisfeita, quer sempre aquilo que não tem. Osho, o mestre indiano que traduz de forma muito objetiva as inquietações humanas, dizia que existe um hiato no ser humano, um buraco negro. Você joga as coisas nele, e elas desaparecem. É uma busca muito febril. A pessoa procura essa realização no dinheiro, no poder, no prestígio, e às vezes em Deus, na bem-aventurança, no amor, na meditação, na oração - mas a busca continua. Parece que a busca é uma doença incurável. O mestre pergunta: “Você já se perguntou o que está buscando? Se você não sabe o que está bus-

cando, como vai poder encontrar? Ouça bem uma coisa: a busca só existe quando você está adormecido: a busca só existe quando você está distraído com as coisas do mundo material e completamente distante de si mesmo. O entorpecimento cria a busca...” É preciso entender que os nossos sentidos só nos convidam para a superfície da vida – os olhos estão sempre buscando o exterior, as pernas e os pés se lançam para frente, os ouvidos buscam os ruídos externos. Tudo nos convida para fora, mas o buscador está dentro – esse é o problema. A menos que a pessoa descubra quem ela é, a busca prosseguirá cada vez mais sofrida e inútil. Osho conclui: “Se você ainda está buscando alguma coisa, você ainda é um homem do mundo. Se toda a sua busca cessou e você, de repente, se torna ciente de que só existe uma coisa a descobrir - Quem é esse buscador dentro de mim? Quem sou eu? - então, ocorre uma transformação. Então você começa a se

mover para dentro de si... Então a vida começa a acontecer.” Deus nunca criou um homem pobre nem um homem infeliz. Todos nós somos parte Dele, que é pura perfeição. O que está acontecendo é que a grande maioria está olhando na direção errada... Por isso continuam perdidos em suas buscas infinitas. Nada vai satisfazê-los, porque nada pode ser obtido no mundo exterior que se compare com o tesouro que carregamos no coração. Só o silêncio pode restabelecer a nossa conexão com o Divino. Só o silêncio cessará a busca exterior e fará de nós um ser desperto, iluminado e mais feliz. De quisermos de fato um mundo melhor, temos que começar a construí-lo dentro de nossos corações, em nossas próprias casas. Nenhuma política pública será capaz de conter a violência que nasce seguramente no seio da família. É no lar que se aprende a amar. A propósito, você já disse hoje para o seu filho o quanto ele é importante na sua vida? Você já

agradeceu aos seus pais por terem lhe dado a vida? Quando foi a última vez que você disse ou ouviu de alguém um EU TE AMO? E o perdão, você o tem praticado com regularidade? O seu bom dia vem acompanhado de um sorriso? E a gentileza, que espaço ocupa em sua vida? A vida já me ensinou que são esses pequeninos cuidados que formam o alicerce da paz mundial. Outro dia eu encontrei um questionamento interessante na internet: Todo mundo pensando em deixar um planeta melhor para os nossos filhos... Quando é que vão pensar em fazer filhos melhores para o nosso planeta? É por aí, a mudança que se pretende do mundo precisa acontecer primeiro dentro de cada um de nós. Jane Mary de Abreu é jornalista, consultora de Marketing Político e Empresarial e palestrante motivacional, com foco no Endomarketing, Descompressão de ambientes e Espiritualidade no Trabalho.


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Turismo premiado

MAIORES

Pela primeira vez, Vitória vai receber do Ministério do Turismo o prêmio de melhor prática em serviços e equipamentos turísticos. O evento será no dia 7 de dezembro, em Brasília, e é resultado da capacitação dada a profissionais do setor que participaram do curso "Excelência na Receptividade ao Turista", promovido pela Prefeitura de Vitória. maiores@jornalempresarios.com.br

Malibu é a estrela Generosidade O diretor do grupo Líder no Espírito Santo, José Braz Neto, exibe com orgulho o novo lançamento da GM, o sedã Malibu, em exposição em revendas que o grupo mantém no Estado. O carro, fabricado nos Estados Unidos, esbanja comodidade de alto nível, com banco de couro muito confortável, espaço interno amplo e um volante bem posicionado, além de um motor altamente potente.

Ainda o parque O início das obras de construção do parque florestal na área da sede da Petrobras, no Barro Vermelho, completa um ano de atraso. Em 2009, a Prefeitura de Vitória assegurou que a construção seria iniciada em novembro daquele ano, mas até agora nada de concreto foi feito. No dia 4 deste mês, a comissão de moradores que fiscaliza o andamento das obras esteve na Petrobras para conhecer pré-projeto do parque, mas o resultado não foi totalmente satisfatório. A comissão entende que deve haver uma recuperação ecológica da área agredida e, por isso, defende um projeto no qual as construções de alvenarias sejam bastante reduzidas.

Lucidez O cantor, compositor e escritor Chico Buarque de Holanda, na manifestação que os artistas fizeram a favor da então candidatura da presidente eleita Dilma Rousseff, no Rio de Janeiro, mostrou sua admiração pelo presidente Lula: “O Lula não afinou a voz com os Estados Unidos e não engrossou com a Bolívia e o Paraguai”. É isso aí, Chico.

Prêmio IEL-ES O programa de trainee do Grupo Prix, do empresário Fernando Manhães, conquistou o Prêmio IEL-ES de Boas Práticas de Estágios 2010, na categoria Micro e Pequena Empresa. O primeiro lugar ficou com a estudante de Publicidade e Progaganda da Ufes Mariana Cypriano, estagiária do programa Caça-Talentos Prix, que recebeu um cheque de R$ 500,00, uma placa de homeagem e um curso. Agora, ela se prepara para representar o Espírito Santo nas etapas nacionais da premiação. O prêmio visa valorizar estudantes e homenagear empresas e instituições de ensino que contribuam para o crescimento dos processos de ingresso do estudante no mercado de trabalho.

“Louro” Por ocasião do discurso da presidente eleita, Dilma Rousseff, na noite do dia 31 de outubro, em Brasília, o senador Magno Malta disputou com petistas um lugar de destaque. Usando seu tradicional modelito, camisa preta com inscrição de sua campanha contra a pedofilia, e no pescoço um grosso cordão dourado, o senador Magno Malta, fazendo cara de inteligente compenetrado, pousou atrás do ombro direito da presidente eleita Dilma Rousseff tal qual um papagaio de pirata e de lá só saiu ao término do discurso quando tudo voltou ao normal.

Partidão

Liquidação

A bolinha de papel que levou o candidato a presidente da república José Serra e ficar internado em um hospital par exames sofisticados (sic) foi sucesso no Youtube. Acesse http://www.youtube.com/ watch?v=sF39pz56-Sk para assistir ao vídeo do Partido Alto da Bolinha de Papel, sucesso na voz de Tantinho da Mangueira e Serginho Procópio.

Os jornais "chapas brancas", aqueles que vivem quase que exclusivamente de verbas publicitárias do Governo do Estado, penaram por causa da Lei eleitoral, que impede a veiculação de anúncios nos três meses que antecedem a eleição. Alguns da imprensa nanica simplesmente deixaram de circular, mas houve um jornalão que fez liquidação: ofereceu espaço de 1/4 de página por R$ 500,00.

Muralha Faltou empenho do PT e dos partidos da base aliada no segundo turno da eleição de Dilma Rousseff. O candidato Serra venceu no Espírito Santo.

O grupo Camargo Corrêa, que sempre aparece no noticiário nacional envolvido em fraudes em licitações de obras públicas no país, ocupa o primeiro lugar no ranking das doações para políticos: este ano, as contribuições do grupo a candidatos, comitês e diretórios nacionais totalizam R$ 79,1 milhões. No Espírito Santo, a empreiteira entrou com R$ 800 mil para a campanha do tucano Luiz Paulo Vellozo Lucas. A Arcelor Mittal distribuiu entre vários candidatos cotas de doações no valor de R$ 70 mil. Também foi grande a elevação das doações da construtora OAS em 2010. Na comparação com 2006, o valor de contribuições da empreiteira quase triplicou - saltou do total de R$ 11,9 milhão para R$ 34,3 milhões. O site do TSE informa ainda que a construtora Odebrecht também elevou o valor de suas doações. O montante de contribuições foi de R$ 7,8 milhão, em 2006, para R$10,8 nas eleições deste ano. Considerando que esse é o valor declarado, sem contar o caixa dois, pode-se constatar que é grande a generosidade.

Ameaça que vem do ar O ar que a população da Grande Vitória respira está mais perigoso do que se pode pensar, em decorrência da poluição, que se encontra com níveis muito acima dos limites fixados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Esse órgão divulgou em outubro um relatório com padrões de aplicação mundial para a poluição do ar, justificando a iniciativa pela ligação, cada vez mais comprovada, entre ar poluído e danos à saúde pública. Uma das últimas análises, de agosto deste ano, considerou os índices altamente prejudiciais à saúde. Foram analisados elementos poluentes que diariamente são despejados no ar, principalmente pelos fornos das siderúrgicas, comparando-se as concentrações dos parâmetros bioindicadores na vegetação entre os bairros Enseada do Suá, Laranjeiras e Ibes, que possuem consideráveis índices de poluição, e a reserva ecológica de Duas Bocas, considerada como região livre da carga de poluentes.

Aposentados

Carnes especiais

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que é indevida a cobrança de Imposto de Renda sobre valores recebidos a título de complementação de aposentadoria e sobre o resgate efetuado quando da saída de entidade de previdência privada. Assim, tanto os aposentados quanto aqueles que se retiraram de planos de previdência privada antes da aposentadoria devem buscar a Justiça para reaver o que foi descontado indevidamente a título de Imposto de Renda, tudo acrescido de juros e correção monetária.

Enquanto o frigorífico Paloma amplia instalações de sua loja, localizada nas esquinas das ruas Aleixo Neto com Elesbão Linhares, na Praia do Canto, o empresário Eudes Cecatto fecha a boutique de carnes de Cecatto, no Day by Day. Por enquanto o empresário investe na colocação da carne de búfalo no mercado da capital. A carne é exótica, igualmente o preço.

Mordida menor

Aniversário A Vieira & Rosenberg Consultores Associados, do economista Clóvis Vieira, completou 20 anos no dia 26 de outubro. A data foi comemorada com um evento especial, realizado no Bristol Century Plaza, na avenida Dante Michelini. Foram expositores os também economistas Dirceu Rosenberg, sócio da empresa, e Thaís Marzola Zara, economista-chefe, ambos de São Paulo, José Luiz Niemeyer, cientista político, e Ana Paula Vescovi, presidente do Instituto Jones dos Santos Neves.

Menos impostos para as pessoas jurídicas das áreas de fisioterapia, laboratoriais, cirurgia gástrica em geral, diagnósticos de imagem, radiologia, ortopedia, urologia, traumatologia, cirurgia de oftalmologia, cirurgia plástica, dentre outras que se enquadram no conceito de serviços hospitalares. Quem assegura o benefício é o advogado Murilo Bonacossa de Carvalho, com base na lei 9.249/95, que alterou a legislação do Imposto de Renda (IR) das pessoas jurídicas, bem como a da contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL). Segundo ele, a lei deixa claro que as pessoas jurídicas prestadoras de serviços hospitalares constituídas na forma de sociedade empresária e tributadas com base no lucro presumido, uma espécie de incentivo fiscal capaz de promover grande redução da carga tributária. A quem interessar, os telefones de Murilo são (27) 3317 0027 e 9800-6449 e seu e-mail é murilo.bonacossaadv@gmail.com.


Primeira via

VITÓRIA/ES NOVEMBRO DE 2010

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O CLIQUE DO CACÁ LIMA Texto e fotos: Cacá Lima

cgalima@gmail.com

PALESTRA - O somme-

1 lier campeão do mundo 1 Andreas Larsson, em noite

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de degustações para os consumidores exigentes. DENGO - Marcelo Dó-

2 rea Lima com sua mãe Hélia Dórea Lima. AL MARE - Luísa Rosa 3 Meirelles POUCOS - José Luiz Kfuri sendo servido 4peloPARA conde italiano Fran-

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cesco Cinzano, produtor de vinhos de altíssima qualidade. GATAS - A aniversariVictória Dórea 5Limaante (centro), com suas amigas Monique Vasconcelos e Katharina Benjamim. NA MODA - Carol Dutra, Fabiana Cola e Lilian Brandão na entrega de prêmios da revista Hype.

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IMOBILIÁRIOS - Juarez Soares, Diocélio 7Grasseli e Luiz Carlos de Menezes, em recente lançamento na Praia do Canto. BELAS - Ana Luiza Brandão e Fernanda 8 Godoi Pedrosa.

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DIVA - Regina Dórea um click descontraí9do emem Domingos Martins. SOCIAIS - Donatella Coser e Gisela For10 nazier Neffa prestigiando os três anos do Japa San. JAPA - Denise e Luís Gazinelli. 11 Guilherme TURISMO - Renata Rasseli comanda a 12 equipe de jornalistas especializados em vinho no Palácio Anchieta. SIM - Letícia e Felipe Haddad após troca de alianças.

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NOVEMBRO DE 2010 VITÓRIA/ES

MODA COMÉRCIO❫❫❫ NA PRESTIGIADA RUA CHAPOT PRESVOT, A LOJA É SUCESSO

Ladies Room brilha no mercado de multimarcas A forma de interagir com os clientes é estratégia da loja para manter-se na liderança

ENTREVISTA

Priscilla Faria Quais foram os primeiros passos para a abertura da loja? Fizemos uma pesquisa aprofundada de marcas que não eram vendidas em Vitória para nos destacarmos pela inovação. Investimos também em uma assessoria contábil de confiança, o que foi primordial para o projeto sair do papel.

BRUNO DE MENEZES

Por Bianca Dalla

Na sua opinião, o que um estabelecimento comercial precisa fazer para ser bem sucedido nos dias de hoje? Não subestimar a concorrência, consolidar parcerias com fornecedores, estar sempre atento às nuances do mercado. Temos também que valorizar as plataformas multimídia. O que é tendência hoje, amanhã já ganhou as ruas, e em pouco tempo satura o cliente mais ávido por informação e novidades. É preciso acompanhar e participar desses canais sem menosprezar sua força nos hábitos de consumo.

H

á mais de oito anos, a Ladies Room vem fazendo a cabeça e os guarda-roupas das fashionistas capixabas. Revendedora de marcas como Cantão, Redley, Aquawear e Chow, a multimarcas já passou por diversas mudanças em sua história. Para a proprietária Priscilla Faria, 32, a renovação é primordial para quem quer permanecer no mercado. Seu primeiro endereço foi uma pequena loja em um centro comercial de Jardim da Penha. A idéia de abrir uma loja foi conseqüência do curso de moda que Priscilla fazia na época na Universidade de Vila Velha - UVV, que coincidiu com um bom momento financeiro. Segundo ela, “a proposta inicial era abrir uma multimarcas, ganhar espaço no mercado e aos poucos ir criando e testando a aceitação de peças até ter minha própria marca”. Com o tempo, o lado “empresária” falou mais alto e ela descobriu que poderia imprimir o seu estilo mesmo no mercado de multimarcas. Em 2003, surgiu a oportunidade de transferir a loja para a Praia do Canto, na disputada Rua Chapot Presvot. Embora o espaço ainda fosse pequeno, representava para a Ladies Room um grande passo. Para Priscilla, “a mudança foi tão positiva que logo investimos em uma loja maior, que além de proporcionar mais espaço para o estoque e o setor administrativo, nos permitia brincar com a arquitetura, adequando o espaço às nossas crescentes necessidades”. E as reformas são mesmo constantes na Ladies Room. A última aconteceu em outubro: foram instalados novos provadores e a extensão do mezanino, cujo objetivo é abrigar promoções especiais, e encontros entre clientes e formadores de opinião, entre outros eventos. “A aproximação dos consumidores é um dos ingredientes do sucesso da empreitada. Isso nos faz estar mais por dentro do mercado, do que a mulher capi-

O estilo despojado e o atendimento descontraído são marcas da loja xaba está precisando e saber quais quanto lemos o diário virtual de são os desejos dessas mulheres”, uma cliente, podemos identificar comenta Priscilla. quais são seus hábitos de consuPensando no consumidor atual, mo e transformá-los em produa loja pegou carona na onda mul- to. Ao mesmo tempo em que potimídia e criou espaços em redes demos publicar em nosso blog sociais para divulgar a marca e sobre uma nova tendência ou peinformar sobre as novidades. “Em ça que chegou à loja e tornar estempos de microblogs e comuni- sa peça um objeto de desejo de dades digitais, as coisas têm acon- nossas leitoras.” tecido com uma velocidade inTENDÊNCIAS - Para Priscilla crível no segmento de moda. Por Faria, uma das maiores dificulisso, nada mais natural que apro- dades de investir em uma multiveitar essas plataformas como marcas é conseguir compor um meio de divulgação também”, bom mix de produtos que atenpontua a empresária. A Ladies da ao mercado local e, ao mesmo Room, além de estar presente no tempo, se diferencie dele. “Nosso Orkut, no Facebook e no Twitter, maior desafio foi encontrar marcriou um blog para informar as cas que tivessem qualidade, preclientes e leitoras sobre todas as ços competitivos e ainda fossem novidades da loja. “É uma troca objetos de desejo. Hoje, temos exde informações, na verdade. En- celentes parceiros, marcas fortes BRUNO DE MENEZES

SERVIÇO

Ladies Room ❯ ENDEREÇO: Rua Chapot Presvot, 333,

loja 2, Praia do Canto, Vitória-ES ❯ TELEFONE: (27) 3324.4932 ❯ SITE: ladiesroomblog.wordpress.com

A troca de informação garante uma renovação permanente

e já queridas das capixabas. Mas a busca por novidades é constante – e tem que ser para qualquer um que busque o sucesso.” Atualmente, a Ladies Room conta com quatro marcas, todas cariocas – Redley e Cantão, das quais a loja é a maior revendedora na capital, Acquawear e Chow. Para a empresária, a moda carioca reflete melhor o estilo de vestir da capixaba, com as cores vibrantes, tecidos leves e modelagens fluidas. “Acredito que as meninas de Vitória têm tudo a ver com as meninas do Rio. Essa tranqüilidade, leveza, um jeito quase praiano. A capixaba é cosmopolita, mas não perde o apreço por nossas belezas naturais, de forma que a moda vem para compor esse cenário, principalmente nas coleções de primavera-verão”, diz. A loja dispõe de peças que compõem desde um look para o dia-a-dia até produções mais elaboradas, para uma reunião em família, ou até um evento mais formal. Além disso, bolsas, sandálias, sapatos e acessórios fazem parte do mix da Ladies Room durante todo o ano. “A nossa consumidora tem cada vez menos tempo para dedicar-se a si. E é por isso que precisamos reunir tudo o que ela precisa em um só lugar. Se uma cliente precisa sair da loja com um look pronto, hoje ela tem essa possibilidade”, completa.

A Ladies Room está há 8 anos no mercado. O que mudou durante esse tempo? Tudo! O foco da moda mudou de São Paulo para o Rio de Janeiro e isso fez muita diferença no mercado capixaba. As roupas mais adequadas ao nosso dia-a-dia e ao gosto das consumidoras de Vitória, a variedade de opções e preços mais acessíveis aumentaram a competitividade. A Ladies Room acompanhou essas mudanças e amadureceu. Você já deve ter visto lojas abrirem e fecharem com pouco tempo de mercado. Qual você acredita ser o maior erro nesses investimentos? Acreditar que teriam retorno rápido do investimento e que existe glamour além das passarelas e capas de revista de moda. A rotina de uma loja é tão difícil quanto o de qualquer empresa. A loja acaba de ser reformada. Você já pensa em um próximo passo para expandir os negócios? Claro, estamos cheias de idéias para aproveitar o novo espaço do mezanino e buscando novas parcerias. Mas o que vem por aí ainda é segredo. MANOELLA MARIANO

Edição 131  

Edição mensal de novembro do Jornal Empresários.

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