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ANO II, nº 22

Junho 2012 Salvador-BA

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ACM Neto

X

Foto: Geraldo Melo

Foto: Max Haack - Agência Haack

Briga de gente grande

Mário Kertész

ACM Neto e Mário Kertész, candidatos à prefeitura de Salvador, falam para o Ei, Táxi sobre seus projetos para a capital baiana. Págs. 08 a 11

Taxistas participaram da segunda Audiência Pública no CAB. Pág. 13 “Fazendo a sociedade conhecer os nossos problemas e anseios, estaremos compartilhando os nossos objetivos e colaborando para uma cidade melhor. Após a sua leitura, ofereça o seu Jornal Ei, Táxi! Ao passageiro, amigo ou familiar”.

Serviço Fiori e Bremen promoveram café da manhã na Atalema. Pág. 06

Categoria Transalvador se pronuncia sobre acusação de taxista.

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ANO II . Número 22 . Junho 2012 . Salvador-BA

Ei Táxi

Email do Leitor

Editorial

Histórias do Táxi

Alice Portugal, Nelson Pelegrino, Cap. Tadeu e, agora, ACM Neto e Mário Kertész. Cumprimos o prometido e trouxemos os principais pré-candidatos e candidatos à prefeitura de Salvador para que você, caro taxista, possa conhecer um pouco mais desses prefeituráveis. O Jornal Ei, Táxi agradece a todos os entrevistados pela oportunidade que deram à categoria, falando sobre o que pensam do atual momento da capital baiana e o que planejam para o seu futuro. A partir do dia 6 de julho, a disputa começa pra valer! Teremos cerca de três ou quatro meses para decidir quem será o futuro prefeito de Salvador. O que se espera do próximo gestor é que ele consiga retirar a Boa Terra dessa situação triste em que se encontra. Que ele consiga recuperar a autoestima do soteropolitano, tanto comentada Brasil afora. Torcemos também que nossa cidade volte a ser transitável, cuidada, segura, com saúde mais acessível e com menos desigualdade social. Outro assunto importante que o Ei, Táxi traz nessa edição fala da segunda audiência pública que aconteceu no CAB. Representantes públicos, liderados pelo deputado Cap. Tadeu, compreenderam, enfim, a importância dessa categoria. As discussões têm sido positivas, uma vez que eles estão conhecendo os problemas vividos pelos taxistas. Alguns taxistas têm sido assíduos nos encontros como Vicente Barreto (Coometas), Heleniel Fernandes (Comtas), Reginald Cohim (Comtas) e Manoel Ribeiro (Comtas). Todavia, a ausência de um número maior de taxistas está sendo sentida por todos os participantes. É preciso que a classe se conscientize de que somente participando de ações como essa, os objetivos poderão ser alcançados. Está mais do que na hora de você, caro taxista, arregaçar as mangas e fazer coro nessas audiências públicas. Sigamos em frente! Atenciosamente, Adriano Rios

Historicamente o taxi surgiu quando foram aplicadas taxas a sua utilização através do taxímetro, mas o serviço de conduzir pessoas é tão antigo quanto a civilização. O primeiro serviço desse gênero apareceu com a invenção do riquexó — carro de duas rodas puxado por um só homem. Existia, embora em pouca abundância, nas principais cidades da antiguidade, mas era exclusivo das elites, que possuíam escravos para puxar esses carros. Nas ruas da Roma Antiga, circulavam liteiras transportadas por dois ou quatro escravos que levavam quem quer que os solicitassem. Essa pessoa teria de pagar apenas o preço previamente estipulado pelo amo desses escravos. Apesar de já existirem veículos com rodas, os “táxis” romanos não os utilizavam devido às movimentadas vias de comunicação da metrópole. Depois da Queda do Império Romano do Ocidente, os carros e carruagens começaram a desaparecer das grandes metrópoles, tal como a sua população, que foi para o meio rural à procura de subsistência. Este acontecimento ditou o fim dos serviços de transporte público e privado. Em 1605, apareceram em Londres as primeiras carruagens de aluguel — as hackney. O sucesso foi tanto que, em 1634, o elevado número de carruagens de alu-

guel fazia com que as principais ruas da metrópole ficassem completamente engarrafadas, o que levou o Parlamento a limitar o número de carruagens a circular. Mas não só em Londres havia problemas de tráfego por causa de carruagens de aluguel; também em Paris, primeiro os corbillards e depois os sociables, fizeram um estrondoso sucesso no século XVII. Já nos finais do mesmo século, surgiram na Alemanha os inovadores Landau e os landaulet (versão reduzida do Landau). Posteriormente, no século XVIII, foi criado o gig na França, que deu origem ao tilbury na Inglaterra e posteriormente ao cabriolet. No século XIX já qualquer grande cidade tinha centenas, ou mesmo milhares de carruagens de aluguel. Os primeiros táxis motorizados apareceram em 1896 na cidade alemã de Estugarda. No ano seguinte, Freidrich Greiner abriu uma empresa concorrente, na mesma cidade, mas os seus carros estavam equipados com um sistema inovador de cobrança — o taxímetro. A implantação dos táxis foi generalizada em 1907. Nesse mesmo ano, em Paris, todos os carros de aluguel tinham de possuir um taxímetro obrigado por lei. Antes da Primeira Guerra Mundial já todas as grandes cidades européias e americanas tinham serviço de táxis legais e pintados com esquemas de cores diferentes.

Por Mariane Rodrigues, blogueira, estudante de Recursos Humanos e colaboradora da Elitte Táxi. www.maryanne.pulseblog.net

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Diretor Executivo e Editor: Adriano Rios - CRA 2-00306, Atendimento Publicitário: Saulo Braga, Revisão: Anariel Rios, Estagiária em Jornalismo e Diagramação: Yasmin do Vale, Edição: mensal Tiragem: 10.000 exemplares Distribuição Gratuita em toda Salvador e região metropolitana. Impressão A TARDE. O conteúdo dos anúncios e informes publicitários são de responsabilidade do anunciante e não necessariamente expressam a opinião do jornal. Comercial: (71) 3498-9731 / 9152-2172 / 9178-0735 comercial@eitaxi.com.br. Jornalismo: jornalismo@eitaxi.com.br.

Um jornal pioneiro e independente circulando com a notícia Comunicação O Jornal Ei, Táxi possui uma linha editorial que abrange matérias sobre a categoria e de assuntos de interesse público, tendo como público-alvo segmentado os taxistas e como público-alvo indireto os passageiros, agências, anunciantes, empresas públicas e privadas, entre outros.

Credibilidade O Ei, Táxi possui maior credibilidade, pois preza impreterivelmente a imparcialidade, a independência - não possuindo vínculo com o sindicato, cooperativas e/ou associações, não tem bandeira política (apartidário) e traz grandes marcas em seus anúncios, além de contar com a segurança de um fornecedor gráfico reconhecido: Jornal A Tarde.

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Agenda Cultural

Música

Por Saulo Carregosa

Jam no Mam Há mais de uma década o evento atrai apreciadores do Jazz e da Mpb para um dos locais mais deslumbrantes da capital baiana para uma linda vista do pôr do sol. Local: Área externa do Museu de Arte Moderna - Av Contorno, Solar do Unhão. Ingressos: R$ 5,00 e R$ 2,50. Todo sábado, a partir das 18 horas.

22 horas, o projeto Blues Free Salvador no Dubliners Irish Pub no Rio Vermelho. Toda semanaa apresetação, se transforma em uma Jam, pois pessoas do mundo musical de Salvador são convidadas.

Cacau e Caetano Todas as quartas a dupla sertaneja se apresenta no Rio Vermelho. Local: The Twist Pub. Valor: R$ 30 (feminino) e R$ 35 (masculino). Informações: 71 3334-1520.

Renan Ribeiro convidados

e

Todas as quintas, às 21 horas, tem samba com Renan Ribeiro e convidados. Local: São Jorge Botequim. Valor: R$ 20. Informações: 71 3334-8181.

Água Suja e Jam Alexandre Leão Session Todas as sextas, a partir das Água Suja continuará apresentando todas as quartas, às

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22 horas, Alexandre Leão traz convidados renomados para dividir

o palco e apresenta arranjos modernos para a música baiana. Local: Varanda do Sesi – Rio Vermelho. Valor: R$ 20.

Negra Cor A banda faz misturas ousadas utilizando-se das vertentes negras da música com a música baiana. O projeto chamado Negra Cor Music tem como líder o cantor Adelmo Casé. Local: Zen Thai Restaurant. Valor: 20. Todas as sextas, às 22 horas. Informações: 71 33353335.

Teatro Ópera do Malandro O Curso Livre de Teatro do Sesc Casa do Comércio apresentará a “Ópera do Malandro” nos dias 26, 27, 28, 29 e 30 de junho, às 20 horas e 1º de julho, às 19 horas no Cine Teatro Casa do Comércio. Sob a direção de Ramón

Reverendo o musical traz um cenário baseado na Lapa no período da década de 40, época marcada pela Guerra que assolava o mundo e mandava ecos para o Brasil. A peça põe em cena a rivalidade entre o contrabandista Max Overseas e Fernandes Duran. O desenrolar dessa história somente assistindo. A entrada é gratuita.

Lisboa Drama Musical Com direção de Roberto Bacci e Anna Stigsgaard, a Companhia Italiana Fondazione Pontedera Teatro apresenta o espetáculo “Lisboa”, uma performance poética em homenagem aos heterônimos de Fernando Pessoa, com 11 atores-músicos vestidos de preto que circulam de bicicleta cantando, dançando e pedalando em direção ao céu. De 29 de junho a 3 de julho, às 16 horas. Entrada: gratuita. Local: Teatro Castro Alves (Sala Principal).

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Abito Drama Abito, dirigida por Roberto Bacci, é inspirada no livro “Dessasossego”, de Fernando Pessoa (18881935). A peça teatral conta a história de um cidadão comum que numa manhã, ao invés de “vestir” a sua vida normal, sai de casa pela janela e acaba se perdendo nas ruas da sua vida cotidiana que ele não reconhece mais e onde tão pouco reconhecem-o. Dia 30 de junho, às 21 horas. Teatro Castro Alves (sala principal). Valor: R$ 100 (A a P), R$ 80 (Q a Z) e R$ 60 (Z1 a Z11).

Exposição

Auguste Rodin: Homem e Gênio Uma exposição com mais de 62 peças está disponível no Palacete das Artes Rodin Bahia no bairro da Graça. Dias: de terça a domingo das 10 às18 horas. Foto: Divulgação

Turismo

Capão - Vale deslumbrante Por Saulo Carregosa Localizado no coração da Bahia, O vale do Capão está a cerca de 450 quilometros de Salvador, pertence a cidade de Palmeiras e está a 1000 metros de altitude tornando o clima o ano inteiro agradável,com temperatura média de aproximadamente 19 graus sensação amena que atrai turistas de todo o Brasil, além de estrangeiros que vem desbravar as inúmeras trilhas imersos na imensidão da reserva. Para chegar nesse lugar saindo da

capital baiana o viajante deve pegar, primeiramente, a BR 324, depois a estrada do feijão até Itaberaba e adentrar na BR 242 (Bahia – Brasília) com direção ao Parque Nacional da Chapada Diamantina. Este lugar abençoado e esculpido por Deus tem na sua reserva as melhores opções de passeios ecológicos se comparado aos outros lugares da Chapada. Após chegar a Palmeiras, o turista deve pegar mais 30 km de estrada de barro e penetrar no vale, é possível enxergar as incontáveis belezas da região. Dentre elas, o Morrão, os seus campos cobertos por uma flora espetacular como as orquídeas, variedade de espécies de pássaros, fazendas de cafés, pedras furadas pela exploração de garimpeiros da época do diamante e paredões que mudam de cor de acordo com a posição do sol, enfim, uma grande biodiversidade e muita história fazem do lugar um imenso atrativo. Cer-

cado por serras e vales, mata primitiva (Mata Atlântica), cortados por cachoeiras e rios, o Capão é um vilarejo ocupado por pessoas de todas as partes do mundo que tem no seu estilo de vida o desenvolvimento humano e a adoração à natureza. Estas vão à região turística em busca de equilíbrio pessoal e qualidade de vida. A Vila Caeté-Açu, como é chamada, apesar de pequeno, detém uma cultura muito diversificada, com atrações de Jazz no festival que ocorre todo o ano, artesanato rico, artes cênicas em praça pública, uma culinária alternativa como o pastel de palmito de jaca e a pizza integral de cenoura, dentre outros. O mesmo possui também construções antigas dos tempos em que o pequeno vilarejo primitivo era um lugar de lazer para comerciantes e agricultores. Quem for ao Vale deve, antes de ingressar na primeira trilha, estar com preparo

Vale do Capão - Bahia

físico excelente, roupas leves, lanches rápidos para recarregar as energias e sem dúvidas, ter em mãos uma máquina fotográfica para poder tirar as melhores fotos das principais trilhas da região como a Fumaça por cima (segunda maior cachoeira do Brasil com 340 metros de queda que se vaporiza no ar) um passeio que dura em média 4 horas (ida e volta), a Purificação e a Angé-

lica com 9 km ao todo de percurso e 5 horas de caminhada iniciando pela rua do Manga e pela do Vila do Bomba (onde se inicia o Vale do Pati), a cachoeira do Riachinho, com quedas d’água e poço convidadivo para um bom banho e massagens naturais das gélidas águas, além de outras opções de passeios tornam este esplêndido lugar como um dos mais bonitos do Brasil.


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Fiori e Bremen promoveram café da manhã na Atalema No dia 01 de junho de 2012, às 7h30min, aconteceu o café da manhã promovido pela Bremen (Volkswagen) e Fiori (Fiat) em parceria com a Atalema (Associação dos Taxistas do Aeroporto Luís Eduardo Magalhães) que cedeu o espaço para a exposição dos carros das concessionárias exclusivos para atender às expectativas dos exigentes taxistas. O evento serviu para apresentar aos associados desta Associação e a todos aqueles que fazem ponto quando atendem às demandas do Aeroporto Luís Eduardo Magalhães. Este café da manhã farto gerou grande repercussão chamando a atenção de outros profissionais da categoria representantes de outras Associações como Ceat, Amt e Comtas. O encontro foi marcado pela alegria, descontração e bom atendimento por parte dos vendedores das concessionárias e gerou para todos aqueles que estiveram presentes no local um impacto positivo na mente desses consumidores tão especiais.

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“Nossa cidade precisa de uma ampla e profunda transformação” Por: Adriano Rios e Saulo Carregosa

ACM Neto tem 33 anos, é líder do Democratas na Câmara, está em seu terceiro mandato como deputado federal, sempre, liderando as urnas como o deputado mais votado, é o herdeiro do ex-Senador Antônio Carlos Magalhães e, agora, quer ser o prefeito da primeira capital do Brasil.

Coligação Ei,Táxi: O senhor ainda espera contar com o ex-prefeito Imbassay no palanque? ACM Neto: Tenho certeza que o ex-prefeito Antonio Imbassay, que é uma das lideranças políticas mais expressivas de Salvador, estará conosco. Ele vai entrar na campanha no momento certo e vai contribuir muito para a nossa vitória.

O Governo estadual E.T.: Como o senhor avalia as ações do governo estadual na capital? ACM Neto: Acho que o PT não gosta de Salvador. O nível de investimentos do governo do estado na nossa cidade é baixíssimo, inclusive na saúde e na educação, áreas essenciais. Por isso, precisamos de um prefeito que tenha coragem, autoridade e preparo, primeiro, para fazer com que Salvador volte a andar com as próprias pernas. Segundo, para ir com bons projetos ao governador, à presidente, aos organismos de crédito internacionais, à iniciativa privada e trazer os recursos para grandes obras.

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E.T.: O governador Jaques Wagner acabou de atingir mais uma marca, a maior greve de professores da Bahia, superando ele mesmo em 2007 quando cravou 57 dias. Por que chegamos nessa situação? ACM Neto: Por intransigência e arrogância. O governo assinou um acordo com os professores e agora se nega a cumprir. Ao invés de sentar para dialogar com a categoria, o governador procurou usar a mídia e a opinião pública para atacar os professores, além de entrar no Judiciário para cortar os salários, coisa que, no passado, a gente nunca podia imaginar que o PT tivesse a coragem de fazer. Isso fez com que a greve tomasse o rumo do radicalismo. Acho que o diálogo é o caminho. Estou preocupado sobretudo com os nossos estudantes, que já estão prejudicados, principalmente aqueles que vão fazer a prova do Enem ou prestar vestibular. É lamentável que a situação tenha chegado a esse ponto. E.T.: No que a prefeitura deveria auxiliar para amenizar a insegurança pública?

ACM Neto: Fui o primeiro candidato a prefeito de Salvador a defender, em 2008, que a prefeitura ajudasse o governo na questão da segurança pública. Apresentei, naquele ano, propostas novas, como a criação de uma Guarda Municipal armada e treinada, e instalação de câmeras nos pontos mais violentos da cidade, todas monitoradas por uma central de inteligência conectada às polícias Civil e Militar, e de um observatório para traçar o mapa da insegurança na cidade, para que pudéssemos, assim, com conhecimento de causa, implementar políticas de prevenção e repressão. Continuo pensando dessa forma. E.T.: O senhor tem conhecimento dos problemas que têm acontecido em relação ao transporte clandestino? De que forma pode-se combater esse caos? ACM Neto: Com choque de gestão e de ordem, que é o que falta hoje em Salvador. Se a cidade tiver um prefeito que tenha autoridade para combater os clandestinos, en-

dade, bancando os espertalhões e rindo do poder público. Pode ter certeza, comigo não vai haver omissão.

Salvador E.T.: Qual é a avaliação do senhor sobre a gestão do prefeito João Henrique, após os dois mandatos? ACM Neto: Foi uma administração que, apesar de todas as dificuldades, poderia ter feito mais pela cidade. Acho que o prefeito João Henrique, em alguns momentos, foi refém dessa política de loteamento dos cargos públicos. Quando decidimos apoiá-lo no segundo turno das eleições de2008, não fizemos nenhuma exigência em relação a cargos justamente porque acreditamos que um prefeito tem que governar ao lado dos melhores. Nós poderíamos muito bem ter reivindicado secretarias, como fez o PT nas eleições de 2004, quando apoiou João Henrique no segundo turno. Mas não fizemos isso porque pensamos diferente. O Democratas só indicou Cláudio Tinoco para a Saltur,

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cação do município, João Carlos Bacelar. Apesar das novas unidades e reforma dos atuais prédios, a população se queixa da falta de professores em sala de aula. Vale ressaltar que existem cerca de sete mil professores aprovados em concurso desde 2010 que não foram nomeados até hoje. Também existem denúncias dos docentes de que estagiários têm dado aula no ensino fundamental. Diante disso o senhor ainda aprova essa gestão? Como o senhor pretende gerir a educação no município? ACM Neto: Quem também avalia muito bem a gestão de João Carlos Bacelar são os professores, tanto os da rede pública municipal quanto estadual. Enquanto, no âmbito do estado, temos uma greve sem precedentes porque o governo do estado se nega a pagar o piso à categoria, na administração municipal os reajustes chegaram a quase 60%, e o mínimo foi de 22%. Houve, ainda, uma melhora no sistema de matrícula e na própria rede física escolar de Salvador. Claro que temos que melhorar muito. Mas não podemos deixar de reconhecer o mérito de João Carlos Bacelar, e todos os partidos estão fazendo isso.

Saúde

Foto: Max Haack - Agência Haack

frentar o problema de frente, vamos conseguir inibir esse tipo de ação. Não podemos permitir que aqueles profissionais regulamentados, que pagam seus impostos, sejam prejudicados por aqueles que estão agindo na clandestini-

órgão do segundo escalão da prefeitura, a pedido do próprio prefeito.

Educação E.T.: O senhor tem avaliado positivamente o trabalho do atual secretário de edu-

E.T.: A saúde do município está passando mal. Qual a solução para recuperá-la? ACM Neto: A saúde em Salvador precisa de fato funcionar. É importante colocar os postos de saúde para atender bem à população. Pretendemos implantar policlínicas na cidade para prestar o atendimento especializado à população e ampliar o programa de saúde da família. Vamos também melhorar o sistema de

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marcação de consultas. Não é possível que as pessoas ainda tenham que amanhecer nas filas todo início de mês para conseguir uma consulta ou exame.

A cidade E.T.: A infeciente coleta de lixo tem deixado a cidade num estado de imundice. Isso agrava a falta de saneamento básico em bairros periféricos. Até quando o soteropolitano vai conviver com isso? ACM Neto: Se depender de mim, não por muito tempo. Salvador tem muitos problemas. Por isso, precisa de um prefeito com determinação para encarar esses problemas e mudar a realidade. Não é tarefa fácil, mas é possível. Estou pronto para assumir esse desafio. Sou jovem, e não vou condenar meu futuro na prefeitura. Por isso, não tenho o direito de errar. Anotem: vou dar o meu sangue para transformar Salvador e tornar essa cidade digna da glória do seu nome. E.T.: Salvador está mal na foto devido a falta de cuidado. Abandono aos monumentos e às praças públicas, lixo, buracos, não há banheiros públicos e uma orla que faz vergonha. Dá pra resolver tudo isso como? ACM Neto: Como já disse antes, dá para solucionar se você tiver um prefeito disposto a querer resolver, enfrentando os problemas de frente e trabalhando de forma incansável desde o primeiro dia do mandato. É possível resolver se esse prefeito souber montar a melhor equipe, procurando gente competente inclusive entre aqueles que não estiveram ao lado dele nas eleições, e deixando de pensar apenas na próxima eleição. Os problemas

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de Salvador só serão resolvidos profunda dos impactos sobre a médio e longo prazo. Quem a mobilidade na área. O pródisser na campanha que tem ximo prefeito de Salvador prea solução mágica para resolver cisa sentar com as construtoras tudo da noite para o dia está e defender um pacto pela momentindo. Eu não vou aprebilidade da cidade. Queremos sentar nenhuma proposta mique o setor da construção civil rabolante, porque é preciso encresça, porque isso gera emcarar a realidade que Salvador prego e renda para nossa civive hoje, e ela é dura, duríssima. Lixo, buraco, falta de banheiros públicos e abandono dos monumentos são problemas que permitem uma rápida resposta do poder público e podem ser resolvidos no curto prazo. Mas a questão da orla, por exemplo, a requalificação do Centro Histórico ou ainda o saneamento financeiro da prefeitura vão demandar mais tempo, mas vamos fazer. O próximo pre- Foto: Max Haack - Agência Haack feito de Salvador não vai poder dade, mas é preciso que haja se contentar apenas em tapar ordem e planejamento. o buraco ou trocar a lâmpada E.T.: O senhor tem algum do poste. Ele vai ter que fazer projeto que se concretize de muito mais para resgatar a auforma imediata para a Mobitoestima dos soteropolitanos. lidade Urbana de Salvador? Nossa cidade precisa de uma ACM Neto: Não vamos resolver ampla e profunda transforo problema do trânsito do dia mação, e eu vou começar a para a noite. Claro que mefazer isso, se Deus e o povo dedidas pontuais serão tomadas para aliviar o problema, e uma sejarem. delas, que estamos estudando, E.T.: O trânsito da cidade se passa por intervenções em tornou um verdadeiro caos. pontos críticos, que já foram Por outro lado, a construção identificados e mapeados por civil tem gerado muitos minha equipe. O problema da postos de trabalho na cimobilidade passa ainda pela dade. Como conciliar o cresmelhoria do transporte púcimento imobiliário com a blico. Se tivermos um transordenação viária da cidade? porte público de qualidade, as ACM Neto: Temos vários empessoas vão poder deixar os preendimentos sendo iniciados carros em casa e trabalhar de ou entregues e que repreônibus, de trem ou de metrô. sentam uma verdadeira bolha Estamos fazendo um amplo esinflando o problema da mobitudo da mobilidade em Sallidade em Salvador. Cabe à prevador e, durante a campanha, feitura garantir que esses vamos apresentar nossas proempreendimentos também postas de uma forma mais concontemplem intervenções no creta. Contratamos uma emtrânsito e que, antes de inipresa de consultoria só para ciados, seja feita uma análise

fazer isso. E.T.: Candidato, o que o senhor pensa sobre a questão das Mototáxis que trafegam na ilegalidade? ACM Neto: Acredito que precisamos regulamentar para evitar o caos. Se houver uma regulamentação, a prefeitura

pode estabelecer regras que contemplem os interesses legítimos de todos.

Desenvolvimento E.T.: Como colocar Salvador no caminho do desenvolvimento como tem acontecido com outras cidades do nordeste? ACM Neto: Vamos trabalhar para que Salvador volte a caminhar com as próprias pernas. Nossa cidade não precisa da esmola de ninguém para voltar a crescer. O que ela precisa é de um prefeito que tenha coragem para fazer o necessário, como disse antes. A primeira coisa é acabar com as indicações políticas e partidárias. Vamos ouvir os partidos, é claro, mas na hora de nomear eu vou olhar para o currículo do cidadão, e não a carteirinha de filiado. Acabando com isso, vai sobrar dinheiro. Vamos também ampliar a base de arrecadação da prefeitura sem elevar impostos. Para isso, é

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preciso investir no combate à sonegação e na modernização do setor tributário. Dessa forma, vamos reorganizar as finanças da prefeitura, estabelecendo ainda uma política de metas para o funcionalismo. Vai ganhar mais quem atingir e superar as metas. Com uma prefeitura enxuta, vamos elaborar projetos e buscar recursos federais, estaduais, da iniciativa privada e de organismos de crédito internacionais. Com planejamento e paciência, Salvador vai poder voltar a crescer e resgatar sua capacidade de planejar o próprio futuro. E.T.: Quais serão as medidas adotadas para reaquecer o turismo em Salvador? ACM Neto: Precisamos, urgentemente, recuperar o nosso Centro Histórico e requalificar a orla de Salvador. São dois pontos cruciais para o turismo e para a autoestima da cidade. Estou no meu terceiro mandato em Brasília, e conheço bem o caminho das pedras por lá. Se o prefeito tiver bons projetos, ele consegue os recursos. Também vamos buscar parcerias com a iniciativa privada para recuperar e requalificar os cartões postais de Salvador, além dos organismos de financiamento internacionais. Outro ponto fundamental é o investimento no turismo religioso e cultural, que precisam de mais atenção, assim como o turismo de negócios. Salvador não pode depender apenas do Carnaval na área do turismo. Para conseguirmos sucesso, a prefeitura terá que investir na qualificação daqueles que trabalham na área do turismo para vender bem Salvador no Brasil e no exterior, e isso inclui os taxistas.


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“Com projeto e ação, não tem mistério”

verno não faz isso, os grevistas apegam-se a um acordo que foi firmado com representantes legitimos do governo e eles ficam nesse impasse, e conversam através da imprensa. Dificil avançar... E.T.: No que a prefeitura deveria auxiliar para amenizar o problema da insegurança pública? Mário Kertész: Sim, a atuação conjunta é primordial para diminuirmos os índices de criminalidade em Salvador e a sensação de insegurança que acompanha o soteropolitano. Existem muitas medidas simples que poderiam ser tomadas pela prefeitura para auxi-

Por: Adriano Rios e Saulo Carregosa

Coligação Ei,Táxi: O senhor não obteve sucesso na tentativa de união das oposições em Salvador e assumiu a sua candidatura. O PMDB ligado, nacionalmente, à base governista é visto pelo PT como um provável aliado num segundo, caso o candidato petista siga até lá. O senhor ainda pensa como oposição ou poderemos ver o PMDB e o PT mais uma vez unidos na capital? Mário Kertész: Não tenho como falar sobre hipóteses, apenas analiso e comento fatos. Além disso, não conheço os projetos dos outros candidatos, e o que pretendo levar em consideração para apoiar, caso haja segundo turno e eu não esteja nele, são os projetos para a cidade, não simpatia ou aliança política.

O Governo E.T.: Como o senhor avalia as ações do governo estadual na capital? Mário Kertész: Irrisórias. Sempre deixo muito claro nas minhas entrevistas e comentários na rádio sobre o governo estadual: sou amigo pessoal do governador Jaques Wagner e

tenho um enorme carinho por ele. Mas, isso não me impede de fazer as críticas que acho necesárias. E vejo o governo do estado indiferente a Salvador. Reerguer uma Arena para sediar jogos da Copa numa parceria público privada é muito pouco para as demandas e carências de uma uma cidade como Salvador. E.T.: O governador Jaques Wagner acabou de atingir mais uma marca, a maior greve de professores da Bahia, superando ele mesmo em 2007 quando cravou 57 dias. Por que chegamos nessa situação? Mário Kertész: A situação é de impasse total (pelo menos até a data desta entrevista- 20/06, quinta-feira) e é ruim para todo mundo. Existe desgaste dos dois lados e os grandes prejudicados são os alunos, que vêm um ano letivo praticamente perdido. O governo alega que não tem dinheiro mas não prova de forma clara, aberta, e direcionada à categoria, fica apenas apontando que deu um reajuste significativo através de publicidade. É preciso provar isso aos professores, mostrar a eles, fazê-los acreditar. Enquanto o go-

também ampliar o sistema de monitoramento de câmeras nos principais pontos da cidade. E quero fazer um Centro Integrado de Controle, como o que foi implantado no Rio de Janeiro, com Polícia, Corpo de Bombeiros, Samu, Guarda Municipal e Transalvador atuando de maneira conjunta. E.T.: Recentemente, o Cel. Castro, comandante da PM, deu um comentário à Rádio Metrópole sendo a favor da regularização dos clandestinos. O senhor concordou com o comandante. O que tem a dizer sobre esse assunto que atormenta a categoria?

Foto: Geraldo Melo

Mário Kertész tem 68 anos, iniciou na vida política através do ex-Senador Antônio Carlos Magalhães, em 1985 foi eleito o primeiro prefeito de Salvador pelo voto popular, afastou-se da política por muitos anos, tornou-se uma referência no rádio baiano e, agora, pretende voltar ao Palácio Tomé de Souza

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turista em qualquer lugar da cidade, principalmente no aeroporto. Na medida em que o passageiro se sente mais seguro pegando o taxi e é encorajado a fazer isso pelos orgãos de turismo e agências, ele naturalmente foge do clandestino.

Salvador E.T.: Qual é a avaliação do senhor sobre a gestão do prefeito João Henrique, após os dois mandatos? Mário Kertész: Lastimável. João Henrique comprometeu o presente e o futuro da cidade com sua gestão

Educação

liar nisso. Por exemplo: iluminação pública. É fundamental a troca rápida de lampadas e manutenção do serviço, e isso cabe ao município. As estatísticas e dados do serviço de inteligência policial provam que muitas assaltos e estupros acontecem logo cedo, quando está amanhecendo, e à noite, no retorno do cidadão pra casa. Outro ponto: utilizar o potencial da Guarda Municipal para proporcionar segurança em espaços públicos, pontos turísticos, estações de transbordo, parques, etc. É necessário

Mário Kertész: Não dá para ignorar o problema, que existe em todas as grandes cidades do mundo: Nova York, Londres, Cidade do México, São Paulo e por ai vai. O primeiro ponto: tem que chamar para conversar e ver o que é possível ser feito. Não é apenas uma questão policial, mas não se pode ignorar o problema e virar as costas para ele. Outro ponto fundamental é a valorização do taxista, do profissional que paga impostos e é regular, oferecendo um serviço com segurança e eficiencia ao

E.T.: Apesar das novas unidades e reforma dos atuais prédios, a população se queixa da falta de professores nas salas das escolas municipais. Vale ressaltar que existem cerca de sete mil professores aprovados em concurso desde 2010 que não foram nomeados até hoje. Existem também denúncias dos docentes de que estagiários têm dado aula no ensino fundamental. Diante disso o que senhor pensa sobre esse assunto? Como o senhor pretende gerir a educação no município? Mário Kertész: Educação e saúde são as prioridades de qualquer projeto sério para a cidade. O suporte financeiro que o governo federal dá para que se invista em educação permite que o município proporcione uma educação de qualidade e boa remuneração aos professores. O primeiro ponto: a educação infantil e o ensino fundamental devem ser 100% municipalizados, ficar totalmente a cargo do municipio. Outra coisa: é preciso massificar a educação infantil. Sal-

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vador possui 200 mil crianças de 0 a 5 anos e apenas 11 mil estão nas creches. Precisamos trazer essas crianças para as creches e a pré-escola, permitindo que as mães possam trabalhar. E os dados mostram que, dentro da estrutura educacional do município hoje, não faltam professores, falta uma gestão que acompanhe as necessidades, produtividade assiduidade do docente.

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Saúde E.T.: A saúde do município está passando mal. Qual a solução para recuperá-la? Mário Kertész: A pergunta é bem abrangente, é necessário que exista uma gestão profissional e comprometida. Sem vínculos e indicações políticas. A saúde exige muita atenção e está em situação precária. Algumas ações imediatas podem fazer com que o cidadão sinta a diferença. Existe um déficit de profissionais, principalmente médicos, refletindo numa baixa cobertura da atenção básica e na estratégia de saúde da família. A cobertura do Programa de Saúde da Família (PSF) em Salvador é de 17,5%. Além disso, um problema gravissimo é a falta de cumprimento da carga horária dos profissionais que trabalham nas unidades de saúde por ausência de sistema de controle e anuência da gestão. Nos postos de saúde, os profissionais comparecem no dia que querem, dão a carga horária que querem e recebem integralmente, porque as folhas de frequência são atestadas normalmente.

A cidade E.T.: A infeciente coleta de lixo tem deixado à cidade num estado de imundície. Isso agrava a falta de sane-

amento básico em bairros periféricos. Até quando o soteropolitano vai conviver com isso? Mário Kertész: Até chegar alguém para resolver. E.T.: Salvador está mal na foto devido à falta de cuidado. Abandono aos monumentos e às praças públicas, lixo, buracos, não há banheiros públicos e uma orla que faz vergonha. Dá pra resolver tudo isso como? Mário Kertész: Com projetos e ação. Sem mistério e sem promessas mirabolantes e inviáveis. E.T.: O senhor, se eleito, tem algum projeto para mudar maus hábitos do cotidiano dos baianos, como por exemplo: jogar lixo nas ruas ou urinar nos espaços públicos? Mário Kertész: Com educação, investimento e estruturação do equipamento público, fiscalização e punição, sem contar conversa. É preciso cuidar de Salvador para salvador cuidar da gente. Mas, o cidadão vai ter que entender que ele também tem responsabilidade nesse caos em que a cidade se encontra e aprender a cuidar mais da cidade, como cuidamos

da nossa casa. A falta de educação coletiva e de respeito ao espaço público reflete na nossa rotina e qualidade de vida. No transito, escolas, pontos de ônibus, e por ai vai. E.T.: O trânsito da cidade se tornou um verdadeiro caos. Por outro lado, a construção civil tem gerado muitos postos de trabalho na cidade. Como conciliar o crescimento imobiliário com a ordenação viária da cidade? Mário Kertész: De maneira responsável. A cidade não pode ser sacrificada e loteada de maneira irresponsável e não pode ficar para trás no excelente momento economico e da construção civil, que atinge as principais cidades do país. É preciso ter em mente que o que estão erguendo agora terá reflexo no curto, médio e longo prazos. E.T.: O senhor tem algum projeto que se concretize de forma imediata para a Mobilidade Urbana de Salvador? Mário Kertész: Gestão. Uma cidade como Salvador não pode ficar 15 dias com semáforos com problemas, em cruzamentos vitais para a fluidez do tráfego, depois de uma chuva. É preciso uma atuação

mais presente e enérgica da Transalvador. Um caminhão quebrado demora 2 horas para ser rebocado e isso trava a cidade inteira? Inaceitável. Os semáforos das grandes vias não são sincronizados. Carga e descarga em horário de pico, obras de reparo que não são emergenciais em horários inviáveis para a situação do transito de Salvador. Se isso for disciplinado, o transito melhora significativamente. E.T.: Candidato, o que o senhor pensa sobre a questão das Mototáxis que trafegam na ilegalidade? Mário Kertész: Existem alguns aspectos que justificam que os mototaxistas tenham conseguido ganhar tanto espaço na cidade. O primeiro é a falta de um transporte público decente e de qualidade. Existem verdadeiras cidades dentro de Salvador e, com as dificuldades de circulação e sem um transporte de massa, eles se espalharam. Outro ponto é a necessidade de sobrevivência e o desemprego. O que não pode acontecer é ser ignorado como tem acontecido. É preciso sentar com eles e conversar, restringir a atuação a bairros populosos e de maneira prudente e responsável, fiscalizando e punindo.

Desenvolvimento E.T.: Como colocar Salvador no caminho do desenvolvimento como tem acontecido com outras cidades do nordeste? Mário Kertész: Com projeto e ação, não tem mistério. Tem que agir, com vontade, e que essa ação esteja acima de interesses políticos e livre de compromissos com qualquer outra coisa que não seja de interesse de Salvador. As cidades do nordeste cresceram porque souberam aproveitar o

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bom momento economico do Brasi, apresentaram projetos e houve planejamento. Salvador estagnou. É preciso que Salvador seja resgatada como uma cidade turística, esse é o verdadeiro potencial e diferencial da cidade, e precisa ser resgatado. E.T.: O senhor acredita que os baianos vão poder comemorar legados da Copa do Mundo? O próximo prefeito terá apenas 1 ano e meio até a Copa. Dá pra fazer o quê nesse prazo? Mário Kertész: Legado? Por enquanto os soteropolitanos têm como legado apenas uma bela Arena esportiva, que segue dentro do prazo e a obra vai muito bem. A expectativa era para investimento pesado na melhoria da mobilidade urbana, do aeroporto, investimento no porto e ampliação e qualificação da rede hoteleira. Está tudo estagnado e, se não for levado a sério, vai ficar inviável para 2014. E.T.: Quais serão as medidas adotadas para reaquecer o turismo em Salvador? Mário Kertész: Segurança em parceria com o Governo Estadual e requalificação dos principais pontos turísticos, que estão em situação de dar vergonha, de total abandono. É preciso incentivar a indústria hoteleira e de entretenimento, resgatar o lado cultural da cidade. Salvador está perdendo os shows internacionais para Recife, Belo Horizonte, Porto Alegre, e isso não faz sentido. Temos que entender porque isso tem acontecido e resolver. Outro tipo de turismo: o esportivo. Não temos equipamento esportivo para receber nenhum grande evento de qualquer modalidade esportiva que não seja o futebol.


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Comunicação de venda do carro pode ser feita nos cartórios O cidadão é obrigado a comunicar a venda do carro ao Detran num prazo de 30 dias após a concretização do negócio. No entanto, alguns deixam de fazer ou simplesmente adiam essa comunicação o que pode acarretar em problemas no futuro. Informa o Presidente da Federação Brasileira de Notórios e Registradores (Febranor), Rogério Bacellar. Segundo ele, para se livrar da responsabilidade futura sobre o automóvel que vendeu, o antigo dono deverá aproveitar a ida ao cartório para assinar e autenticar o documento de transfe-

rência do registro do carro e, consequentemente, comunicar a venda do veículo. O serviço oferecido nos cartórios é fruto de uma parceria da Febranor e do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). “A comunicação da venda pode ser feita diretamente nos cartórios de notas sem a necessidade de levar o documento ao órgão de trânsito. A intenção é agilizar o procedimento e facilitar a vida do cidadão”, informa Bacellar. Os cartórios de notas emitem o documento legal de comunicação de venda do carro em tempo real. Rogério Bacellar explica que o cartório trans-

infração, nos últimos doze meses, quando a autoridade, considerando o prontuário do infrator, entender esta providência como mais educativa” (Fonte: Site G1). Não implicará em cobrança de multa ou pontuação da carteira nacional de habilitação (CNH) a penalidade de advertência por escrito. Ela será determinada pela autoridade de trânsito que poderá ser enviada através do correio ou solicitada pelo motorista que foi multado. Significa, portanto, que o mesmo deverá fazer a solicitação em até 15 dias após o recebimento da notificação da autuação. Dentre as multas que poderão resultar em advertência, uma é bastante comum: carro parado por causa da falta de combustível. Hoje em dia, essa in-

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Sintac continua sob o mesmo comando Foto: Ei, Táxi!

mite o ato de reconhecimento de firma de venda do veículo ao Denatran e recebe de volta um comprovante. Então, o cartório entrega ao vendedor do carro uma escritura declaratória que contém a informação de que o cidadão comunicou a venda do automóvel e está quite da obrigação. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, através do artigo 134, comunicar a venda do veículo é uma obrigação legal do proprietário vendedor. Significa, por fim, que o vendedor tem que comunicar a venda do carro ao Detran em até 30 dias após a finalização do negócio.

Infração leve ou média poderá resultar em advertência, sem multa A partir de 2013 o motorista poderá ser advertido por escrito caso as infrações de trânsito sejam consideradas leves ou médias, desde que ele não tenha transgredido nos últimos 12 meses. Ou seja, em vez de multa, medidas educativas. O artigo 267 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) já previa, no entanto não funcionava na prática porque não havia sido regulamentado. Essas regras foram, por meio da resolução 404 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), determinadas no dia 12 de junho de 2012. Segundo o artigo citado acima “poderá ser imposta a penalidade de advertência por escrito à infração de natureza leve ou média, passível de ser punida com multa, não sendo reincidente o infrator, na mesma

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fração tida como média, poderá fazer com que o condutor perca quatro pontos mais uma multa de R$ 85,15. O motorista que cometer infrações leves, por exemplo, perderá três pontos e terá que pagar R$ 53,20. Exemplos como esses são muito comuns no cotidiano das pessoas, como parar na faixa de pedestre e conduzir o automóvel sem documentação. Para controlar as infrações de cada condutor, existirá uma unificação do histórico deste que será guardado no órgão de trânsito do estado, O Detran e no Registro Nacional de Infrações de Trânsito (Renainf). Para quaisquer informações acerca deste assunto, acesse o site do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e verifique o CTB.

Édson Fernandes (Presidente do Sintac)

As eleições no Sindicato dos Taxistas de Camaçari (Sintac) revelaram a vontade dos taxistas pela permanência da atual diretoria. De forma unânime, Édson Fernandes foi mantido como presidente do órgão por mais três anos. “Aproveito para agradecer pela confiança e credibilidade que meus colegas têm pela minha pessoa” – Edson. De acordo com Sr. Édson a luta agora é pelo reajuste na tarifa, algo que não ocorre há três anos naquela cidade. Mas não só a falta de reaujuste, os taxistas de Camaçari, região metropolitana de Salvador, ainda têm que enfrentar a falta de bom senso dos gestores públicos. Sem nenhum trabalho de conscientização da popu-

lação a prefeitura, através da Superintendência do Transporte e Trânsito (STT), tentou implantar, na força, o uso do taxímetro durante os festejos juninos. Apesar de ser Lei a utilização deste equipamento em cidades com mais de 50 mil habitantes (Camaçari possui, pelo Censo 2010, 242.970 mil. Fonte: IBGE), sem o reajuste da tarifa e um trabalho esclarecedor sobre o assunto certamente haveria perda para o taxista e desgaste com os passageiros desinformados. Pressionado, o prefeito Caetano recuou na sua monobra e tudo continua da mesma forma. Valeu a pressão feita pelo sindicato que promete não descansar enquanto o reajuste não sair.

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Taxistas participaram da segunda Audiência Pública no CAB Dia 19 passado, terça-feira, os taxistas tiveram a segunda oportunidade para discutir os problemas que acometem a classe, em audiência pública realizada no Centro Administrativo da Bahia – CAB. No encontro que foi proposto pelo Deputado Cap. Tadeu, a categoria se reuniu com a Comissão de Direitos Humanos da casa e representantes de órgãos inerentes ao tema. Os encontros têm debatido temas de extrema importância para o futuro dos taxistas como o combate ao transporte clandestino, valores de multas aplicadas aos ilegais, redução de tarifas para a categoria e a insegurança pública que, hoje, aflige o profissional da praça. Vários têm sido os problemas relacionados, principalmente, a clandestinos e à violência contra

o taxista em Salvador e Região Metropolitana nos últimos anos. Vulnerável à bandidagem por

diversos pontos da cidade, especialmente no aeroporto de Salvador, onde a situação já pro-

Foto: Ei, Táxi!

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Categoria e autoridades presentes na Sala da Comissão de Direitos Humanos

estar nas ruas diariamente e nos três turnos, a categoria tornou-se alvo dos assaltantes. Bem como têm sido constantes os embates entre taxistas e clandestinos em

duziu vários boletins de ocorrência. Uma promessa mencionada na audiência pelo gerente da Getax, Marcelo Tavares, atendendo à

luta do taxista Reginald Cohim, diz respeito às multas aplicadas ao transporte clandestino. As mesmas sofrerão um aumento significativo. O que hoje custa R$ 600, em breve custará cerca de R$ 3 mil. Uma medida que inibirá a atuação dos ilegais. Ficou acertado que os encontros terão segmento até que se consiga a assinatura do convênio entre a PM e a prefeitura de Salvador com a finalidade de atuações no aeroporto Luís Eduardo Magalhães. Os representantes da Secretaria de Segurança Pública se comprometeram em montar um plano de estudo para que se possa implementar ações preventivas contra a violência que a categoria vem sofrendo nas ruas da cidade. Estiveram presentes: Deputado Cap. Tadeu Fernandes; Deputado

Deraldo Damasceno; Deputado Pastor Sargento Isidorio; Deputado Yulo Oiticica; Deputada Maria Del Carmem; Dr. Geder Rocha Gomes – Promotor de Justiça e representante do Procurador-Geral Welington Lima; José Cassiano Filho – Superintendente Norte Nordeste da Infraero; Ivan Bessa – Secretaria de Turismo; Major Marcelo Carvalho - representando o Comando Geral e Comandante de Operações da PMBA; Dra Emilia Blanco e Ten. Cel. Baqueiro – Representando o Secretário de Segurança Pública da Bahia, Mauricio Barbosa; Marcelo Viana Tavares - Gerência de Táxis e Transportes Especiais (Getax); além de representantes dos taxistas.


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Transalvador se pronuncia sobre acusação de taxista Na edição passada, maio/12, o Ei, Táxi publicou a matéria “Taxista alega sofrer com perseguições por agentes da Getax”. Nessa edição, a assessoria da Transalvador (Superintendência de Trânsito e Transporte do Salvador) enviou uma nota se posicionando sobre o caso. Segundo a assessoria da Transalvador o taxista, Franscisco de Assis F. De Souza, alvará (A-0245), é recorrente em infrações. Confira a nota do órgão: Nota: Sobre a matéria “Taxista alega sofrer com perseguições...”, a Transalvador agradece o interesse do jornal Ei, Táxi por nosso trabalho, mas tem a informar o seguinte: O taxista Francisco de Assis F. de Souza, Alvará (A-0245), alega que seria “perseguido” por um agente de fiscalização da Transalvador, e mostra na foto publicada no Ei, Táxi, três autuações por infrações co-

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sendo que merece destaque ao longo destes cinco anos. Foram autuações lavradas por 06 (seis) agentes de fiscalização diferentes, deixando claro que

Fonte: Transalvador

metidas por ele e lavradas por um agente da Gerência de Táxi (Getax), só “esqueceu” de informar ao Jornal que, na verdade, é um infrator contumaz, pois de 2007 até agora, tem 21 (vinte e uma) infrações cometidas, muitas delas contra

normas inscritas no CTB - Código de Trânsito Brasileiro e até mesmo desacato contra todos os PMs de uma guarnição que o interpelou ao ser flagrado em situação irregular. Segue, abaixo, a lista das infrações cometidas pelo taxista,

Convênio entre Polícia Militar e Prefeitura de Salvador, ainda não foi assinado categoria trabalhar na cidade porte clandestino. Na edição de abril/12, o Jornal De fato, o taxista está correto, O Ponto publicou a matéria pois o convênio entre a Polícia “Prefeitura assina convênio Militar e a prefeitura ainda não com a Polícia Militar”. Agora, o taxista Reginald Cohim entrou em contato com o Ei, Táxi relatando que a matéria de O Ponto errou quando informou a assinatura do convênio entre a PM e a prefeitura de Salvador. Segundo a matéria, numa reunião na Getax (Gerência de Táxi e Transportes Especiais), foi anunciado que o tal con- Taxista Reginald Cohim vênio havia sido assinado com foi assinado. Esse convênio gao intuito de combater o transrantirá condições justas para a

sem que tenha que conviver com a ilegalidade do transporte clandestino à solta. Para Cohim a AMT foi infeliz em sua declaração. “Ou a AMT se equivocou ou o gerente da Getax não está bem informado, já que não foi assinado convênio nenhum. Infelizmente, essa matéria não foi verdadeira”, relatou Cohim. Consultado sobre a manifestação do taxista, Valdeilson Miguel, presidente da AMT e diretor do Jornal O Ponto, informou que recebeu a notícia

não há nenhum preposto perseguindo o taxista e, sim, ele vem cometendo uma série de infrações sistematicamente flagradas por variados agentes. De acordo com o taxista, Francisco, ele tem sido vítima de perseguições pela Getax. O

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taxista se defendeu sobre as multas, alegando que as infrações do relatório se caracterizam como autuações de carater pessoal e não técnico, o que prova a sua denúncia. “As multas técnicas eu paguei, apesar de ter feito defesa. Vale lembrar que nunca ganhei nas defesas de multas, não sei por que. As outras como as últimas cinco que denunciei na edição passada não aceitarei pagar, porque foram provenientes de perseguição e não vou me calar a persguições”, respondeu Francisco ao Ei, Táxi. O caso está sendo acompanhado pelo Ministério Público Estadual (nº 0033498-55.2012.8.05.0001) que já realizou a primeira audiência, dia 19/06, entre o taxista e a Transalvador. Outra audiência será marcada pelo órgão. O Ei, Táxi está acompanhando de perto essa história e trará os próximos capítulos.

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Salão do Automóvel festeja oito anos junto ao taxista Dia 29 de junho, sexta-feira, o Salão do Automóvel completará oito anos de prestação de serviço ao taxista. Dotado de uma infraestrutura de primeira, o Salão é composto de laboratório climatizado, área de preparação e pintura, ampla área de mecânica, capotaria, acabamento e polimento, área de chaparia independente, além de recepção e escritório e um extenso pátio externo. Uma missa na Igreja do Senhor do Bonfim será celebrada para marcar a data. Os fundadores, Paulo Sérgio, Valmir Nascimento e Gilson Moitinho convidam todos os taxistas e clientes do Salão do Automóvel para festejar mais esse momento.

da Getax. Procurada pelo Ei, Táxi a Getax não se manifestou até o momento de fechamento desta edição.

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Jornal Ei, Táxi edição 22 jun 2012  
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