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Edição mensal . Distribuição Gratuita . 10.000 exemplares

ANO II, nº 19

Março 2012 Salvador-BA

Salvador, 463 anos. Hora de comemorar?

Uma é pouco, duas é bom e três bom demais!

Parabéns Salvador pelos seus 463 anos de muita história e de muitas alegrias, apesar de muitos contrastes. Págs. 08 e 09 Foto: Ei, Táxi.

No mês em que as elas comemoram o seu dia, 8 de março, o Ei, Táxi trouxe três exemplos de mulheres vitoriosas. Belas, empreendedoras, de bem com a vida e donas de si, todas, taxistas da Comtas (Cooperativa Mista de Motoristas Autônomos de Salvador) num mundo predominantemente masculino. Cláudia Brasileiro alvará (C-0103) é taxista auxiliar faz quatro anos. Ana Lúcia (C0178) é taxista permissionária há dez anos. Adriana Andrade (C0044) é taxista auxiliar há quatro anos. Divirta-se e saiba um pouco mais sobre as histórias dessas três guerreiras.. Pág. 11

Cinema Será lançado nas telonas, sexta (23), “Raul – O início, O Fim e O Meio” do cineasta Walter Carvalho. Pág. 04

Saúde

Farol da Barra

Raimundo Pimentel, mais conhecido como Tim Maia, pretende se tornar o representante da categoria na Câmara Municipal de Salvador.

Pág. 10

Dia 24 de março é o Dia Mundial da Tuberculose. Pág. 06

Um olhar de fora pra dentro

Eleições 2012 Categoria ganhará uma nova opção de voto

O Ei, Táxi bateu um papo com Fernanda Maia empresária na Praia do Forte. Ela fala sobre a prestação do serviço de táxi em Salvador. Pág. 13

“Fazendo a sociedade conhecer os nossos problemas e anseios, estaremos compartilhando os nossos objetivos e colaborando para uma cidade melhor. Após a sua leitura, ofereça o seu Jornal Ei, Táxi! Ao passageiro, amigo ou familiar”.


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Editorial Por: Adriano Rios Em ano de eleição é comum vermos oportunistas caírem de paraquedas nas prévias, supostamente dispostos a ajudarem alguma categoria. Com os taxistas não é diferente. Vários são aqueles que surgem como a solução para todos os problemas como se conhecessem-

-os. Partindo deste ponto, gostaríamos deixar claro o posicionamento do Ei, Táxi. Não queremos nem iremos nos candidatar a nada. A categoria sabe da nossa imparcialidade, visto que não pertencemos ao Sinditáxi, a nenhuma associação, cooperativa, empresa de rádio ou locadora, mas também e, principalmente, a nenhum partido político. Ou seja, não possuimos nenhuma bandeira partidária nem temos qualquer ligação política com representantes do executivo ou legislativo. Somos e seremos independentes politicamente. Nosso compromisso é com você, amigo taxista que roda diariamente atrás do seu

Temporada de cruzeiros - 2012 Cruzeiro

Chegada Hora

Partida Hora

MSC Armonia MSC Musica Costa Fortuna MSC Orchestra Insignia Costa Magica MSC Armonia Empress Vision MSC Opera

21.03.2012 08:00 21.03.2012 10:00 23.03.2012 07:00 23.03.2012 09:00 23.03.2012 14:00 29.03.2012 12:00 06.04.2012 08:00 11.04.2012 15:00 19.04.2012 09:00 19.04.2012 09:00

21.03.2012 18:00 22.03.2012 02:00 23.03.2012 18:00 23.03.2012 17:00 24.03.2012 08:00 29.03.2012 20:00 06.04.2012 18:00 11.04.2012 22:00 19.04.2012 18:00 19.04.2012 16:00

Fonte: www.codeba.com.br

Expediente

Respeite a sinalização de trânsito.

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Bonocô

sustento. Apesar disso, não negamos o interesse político, muito pelo contrário, temos total interesse no tema, até porque é ele quem determina as leis e normas que regem o nosso convívio. Assim, corroboramos da ideia de que a categoria necessita, urgentemente, de um representante na esfera política. Incialmente, na câmara municipal. Todavia, entendemos que esse representante deve ser um legítimo taxista de rua. Alguém que conheça os problemas e anseios da classe; que batalhe por ela; que tenha trânsito entre seus colegas e que acima dos interesses pessoais esteja o propósito coletivo.

Não dá mais pra ser esquecido como tem sido a categoria de Salvador. Você representa aproximadamente 60 mil votos, considerando somente uma família com quatro membros. Vale lembrá-lo o poder de disseminação de informação e influência em decisões de consumo ou de voto que você tem sobre a população. Embuídos nesse objetivo, estaremos à disposição daqueles que pretendem alcançar uma cadeira no legislativo da capital. Mas, saibam que assim como ajudaremos, estaremos de olho, caso sejam vitoriosos, cobrando as promessas e os projetos apresentados. Sigamos em frente!

Em Camaçari a STT apreende os clandestinos e os vereadores pressionam pra soltar. Segunda-feira, 12, foi realizada uma mega operação contra os clandestinos em Camaçari. Somente na manhã daquele dia foram apreendidos pela Superintendência de Trânsito e Transporte (STT) doze veículos irregulares. Até aí, tudo certo! O problema está naqueles que deveriam representar os eleitores e fazer as leis do município, os vereadores. Especifi-

camente três deles, segundo a própria categoria de taxistas, foram pressionar a superintendência para que os ilegais fossem liberados. Uma falta de vergonha! Até eles são coniventes com os foras da lei. Pelo menos, os taxistas sabem quem são os traidores e prometem esquecê-los dia 7 de outubro.

Ei Táxi

Rádio Táxi ganha mais um herdeiro O clima na Rádio Táxi é de pura ansiedade para a chegada de mais um herdeiro. Para dar continuidade ao nome de liderança na família e estrear em Salvador, está pintando no pedaço Wilson Neto, neto de Sr. Wilson Reis da Silva, fundador da Rádio Táxi, e filho de Wilsinho, presidente e atual gestor do grupo. Dizem que o clima na empresa é só alegria. O Jornal Ei, Táxi parabeniza toda a família, especialmente Wilsinho, e dar as boas-vindas a Wilson Neto.

A SBT ganhou novos contratos A Salvador Bahia Táxi (SBT) acaba de ganhar novos contratos. Diante disso, a empresa que vem crescendo no mercado está precisando de táxis para dar conta desses novos convênios. O taxista interessado em associar-se deverá entrar em contato com a SBT pelos seguintes canais: (71) 3266-1366 / 0800 600 1366 ou edileuza@ salvadorbahiataxi.com.br.

Diretor Executivo e Editor: Adriano Rios - CRA 2-00306, Projeto Gráfico e Diagramação: Fábio Cunha, Revisão: Anariel Rios e Atendimento Publicitário: Saulo Braga Edição: mensal, Tiragem: 10.000 exemplares, Distribuição Gratuita em toda Salvador e região metropolitana. Impressão A TARDE. O conteúdo dos anúncios e informes publicitários são de responsabilidade do anunciante e não necessariamente expressam a opinião do jornal. Comercial: (71) 9152-2172 + (71) 3498-9731 comercial@eitaxi. com.br. Jornalismo: jornalismo@eitaxi.com.br.

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Ei Táxi Divulgação

pias estarão disponíveis em seis das principais cidades brasileiras, principalmente, Salvador. Portanto, não percam!

Cultura Por Saulo Carregosa

Cinema Será lançado nas telonas, sexta (23), “Raul – O início, O Fim e O Meio” do cineasta Walter Carvalho. O documentário traz historias sobre o “Pai” do rock brasileiro, Raul Santos Seixas, soteropolitano, nascido em 28 de junho de 1948, oriundo da classe média baiana. O “rebelde” Raulzito viveu toda a sua vida de forma intensa e apresentou aos brasileiros através das suas letras e músicas, seus sentimentos, suas ideologias, seu existencialismo e sobretudo questões sobre a sociedade. O “Maluco Beleza” era tão inteligente que conseguia passar pela censura em plena ditadura. Apenas 30 có-

Música Chico Buarque fará shows em Salvador com a sua turnê “Chico” de 9 a 12 de maio no Teatro Castro Alves – TCA. Serão ao todo quatro apresentações na capital baiana. A nova turnê já foi vista por mais de 125 mil espectadores e passará pelas principais capitais do Brasil. O valor dos ingressos ainda não foi divulgado. Tudo indica que até o final do mês de março sairá uma definição sobre a volta de Tatau ao Araketu. Larissa Luz, a atual vocalista, tem shows marcados até junho/12. Caso o retorno se confirme, ela irá seguir carreira solo. Lucas Di Fiori abrirá o projeto “Liberdade Percussiva” e colocará o Soul Tambor no ar todas as quartas-feiras no Padaria Bar, a partir das 21h. Seu som é baseado no samba-reggae temperado, mas que se mistura com a Mpb, o axé, padode e a

black music.

Livros Vale Tudo. O som e a fúria de Tim Maia. Por Nelson Mota – Mais grave! Mais agudo! Mais eco! Mais tudo! Pedidos de Tim em praticamente todos os shows. O livro foi escrito por Nelson, crítico de música, produtor e compositor e é uma biografia sobre a vida e obra de Tim Maia. Neste livro são contadas histórias que jamais foram divulgadas na imprensa. Editora: Objetiva. Preço médio: R$ 49,00.

Culinária Obá Moquecaria – situado na Praia do Forte em Mata de São João no litoral norte da Bahia, o restaurante oferece além de moquecas de todos os tamanhos e gostos, outros pratos diversificados. Possui ainda um diferencial dentro do seu ambiente rustíco e artístico, já que ficam expostos para venda quadros, jogos de mesa, copos, toalhas, mandalas, todas,

Cartaz do filme “Raul Seixas – O início, o fim e o meio”

peças de artesãos baianos. O cliente que gostar pode comprar e levar. Praia do Forte/ Praia do Forte: na avenida

principal da vila. Tel.: (71) 3676-1186. Saulo Cerregosa é cantor e publicitário.


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Rede Cegonha dará auxílio financeiro para deslocamento de gestantes

Foto: Divulgação

Teve início no último dia 9, o auxílio financeiro às gestantes. O auxílio, que faz parte do programa Rede Cegonha do Ministério da Saúde, garantirá a todas as gestantes atendidas no Sistema Único de Saúde (SUS) o benefício de até R$ 50,00 de apoio ao deslocamento para a realização de consultas de pré-natal e para o parto. A meta para este ano é atender cerca de um milhão de gestantes, mais de 40% das grávidas usuárias do SUS. Até

2013, o governo pretende disponibilizar o auxílio para todas as gestantes, aproximadamente 2,4 milhões. A partir de agora, os municípios inseridos na Rede Cegonha e que tenham implantados o SISPRENATAL WEB, já podem solicitar o acesso ao sistema que permite cadastrar e acompanhar as gestantes que receberão a ajuda. Até o momento, 23 estados e 1.685 municípios já iniciaram o processo de adesão. Na primeira consulta de pré-natal, a grávida deverá assinar o requerimento que autoriza o pagamento do apoio ao deslocamento. O benefício será pago em duas parcelas de R$ 25 reais. Para receber o valor integral (R$ 50,00), a gestante deverá fazer o requerimento até a 16ª semana de gestação. A segunda parcela será paga após a 30ª

semana de gravidez. As gestantes que solicitarem o benefício após 16ª semana de gestação só terão o direito a uma parcela de R$ 25 reais. Todas as gestantes que são beneficiárias de algum programa social federal, como por exemplo, Bolsa Família, Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem), dentre outros, e que são titulares de algum cartão magnético específico destes programas, receberão o benefício utilizando o mesmo cartão. As que já possuem o Cartão do Cidadão, emitido pela Caixa Econômica Federal, receberão o benefício através deste cartão. As que não possuem nenhum cartão social receberão o Cartão do Cidadão que será enviado pela Caixa Econômica Fe-

deral para o endereço cadastrado no SISPRENATAL WEB. O calendário de pagamento deste benefício segue ao calendário de Pagamentos do Programa Bolsa Família, cujas datas são definidas de acordo com o último número do cartão. A gestante poderá sacar o benefício em qualquer um dos terminais de autoatendimento, correspondentes CAIXA AQUI lotéricos e não lotéricos e Agências da Caixa Econômica Federal, dentro do horário de funcionamento de cada unidade. Para outras informações, os municípios e as gestantes podem ligar na Ouvidoria do Ministério da Saúde (136) para se informar. Para dúvidas referentes ao Cartão Cidadão, as informações poderão ser obtidas pelo telefone 0800 726 0101

Dia 24 de março é o Dia Mundial da Tuberculose Lançado em 1982, pela OMS (Organização Mundia de Saúde) e pela União Internacional Contra a Tuberculose e Doenças Pulmonares, a data foi uma homenagem aos 100 anos do anúncio do descobrimento do bacilo causador da doença pelo Dr. Robert Koch, ocorrido em 24 de março de 1882. Esse dia será marcado por mobilizações em várias partes do mundo em prol do combate à Tuberculose. No Brasil, a Portaria GM/MS Nº 2182, de 21 de novembro de 2011, transformou esta data no início da Semana Nacional de Mobilização e Combate à Tuberculose. Outra data que marcará

a mobilização nacional será 17 de novembro, também referenciada ao combate à doença. A Tuberculose é uma doença contagiosa, causada pelo Bacilo de Koch, mas tem cura. Ela ataca o pulmão e se não tratada pode se agravar, levando o infermo à morte. A vacina chama-se BCG e deve ser aplicada logo após o nascimento. Pessoas em condições de alimentação, habitação e saúde precárias têm mais facilidade em pegar Tuberculose.

Sintomas: Tosse e escarro por mais de 04 semanas, falta de apetite, emagrecimento, dor no

Foto: Divulgação

peito, suores noturnos, cansaço fácil e febre baixa, geralmente à tarde.

Tratamento: Duração de 06 meses e não pode ser interrompido. As pessoas com tosse por mais de 04 semanas, devem procurar imediatamente um Centro de Saúde ou o IBIT que é o Instituto Brasileiro para Investigação da Tuberculose. Caso alguém da família tenha Tuberculose, todos deverão comparecer ao Centro de Saúde mais próximo da sua casa, ou ao IBIT, para realização de exames. O tratamento é gratuito e durante este período

os remédios e a alimentação são distribuídos no IBIT, para os doentes lá matriculados. O IBIT fica na Ladeira do Campo

Santo, s/n – Federação em Salvador e o Telefone é: (71) 3504-5900.


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Foto: Ei, Táxi.

Salvador, 463 anos. Hora de comemorar? Ou de repensar?

ANO II . Número 19 . Março 2012 . Salvador-BA Foto: Ei, Táxi.

Pág. 9 Foto: Secom/Ba / Marcos Pereira

Foto: Ei, Táxi.

O contraste de sempre.

Entrada principal do Parque Zoobotânico de Salvador - Alto de Ondina Semáforo da Ondina.

Por Saulo Carregosa Parabéns Salvador pelos seus 463 anos de muita história e de muitas alegrias, apesar de muitos contrastes. A capital da Bahia como todo mundo sabe é a terra dos cartões-postais, das belezas naturais, da culinária diversificada (como não lembrar do Acarajé e das suas baianas), da literatura, do maior carnaval do mundo, do clima arejado com sol praticamente o ano inteiro, do povo hospitaleiro, alegre, do sincretismo religioso, das mais variadas etnias, das danças, da capoeira, da maior Baía da América do Sul (Baía de todos os Santos). Seria injusto, no seu dia tão especial - 29 de março - se falasse de Salvador apenas dos problemas de infraestrutura

Farol da Barra

do patrimônio público como o Centro Histórico (suas igrejas, sobrados, conventos, mercados, fortes e praças todos praticamente do período colonial às moscas), sobretudo o Pelourinho deteriorado, violento e entregue aos marginais e drogados, do Elevador Lacerda que vive quebrando e, consequentemente, atrapalhando a vida da população que necessita desse meio de transporte para trabalhar, dentre outros pontos turísticos. Sem falar dos engarrafamentos insuportáveis, dos índices de violência aumentando a cada dia, das pessoas que morrem em maca de hospital esperando por um atendimento, de crianças que ainda não ingressaram na escola, dentre outros. Portanto, para muitas pessoas, comemorar é a melhor forma

de mergulhar no esquecimento da dura realidade atual da primeira capital federal brasileira. É como se fosse também receber uma anestesia para uma breve cirurgia. Sim, a capital mais negra fora da África está na “UTI” à espera de uma intervenção cirúrgica, necessitando de reflexão do seu povo tão sofrido, explorado, sem emprego, sem educação, sem saúde, com violência absurda. Pois é, após 463 anos essa é uma situação inalterada, triste, pelo menos momentaneamente. Ou seja, o baiano é por natureza otimista acredita sempre no amanhã. Então, vale a pena trazer o leitor a repensar as suas atitudes em relação à cidade onde mora e tentar buscar respostas para as perguntas que ultimamente tem surgido sempre que vê em sua frente uma chuva

forte que arrasa todos aqueles indivíduos que moram em terrenos íngremes, além de dezenas de pessoas que morrem assassinadas em um fim de semana, ou quando as ruas ficam à deriva sem policiamento em caso de greve de polícia ou mesmo da falta de ronda. Não adianta esconder o que parece estar muito claro, a terra da alegria está inserida num caos, precisando de ajuda, sobretudo do seu povo, para mudar é preciso repensar as ações, os pequenos detalhes que fazem a diferença. Antes de jogar lixo nas ruas pense que a sua qualidade de vida pode não ser mais a mesma e ainda contribuirá para as enchentes, antes de “fechar” os carros pense que pode provocar um acidente grave e ainda envolver pessoas inocentes, antes de fazer “xixi”

em qualquer lugar, pense no odor que impregnará por alguns dias, e por fim, deve-se pensar e estudar o político que irá colocar no poder nas próximas eleições, pois um voto mal feito pode trazer danos irreparáveis à sociedade como é o caso da terceira maior cidade do país. Antes de exigir ações do Governo, o cidadão precisa mudar a sua atitude em relação ao local onde vive, precisa refletir, sair da mediocridade, buscar nos pequenos detalhes a diferença sem esperar nada em troca. Pensar em comemorar é lembrar que em Salvador existe um povo hospitaleiro, uma culinária a base de dendê muito rica, uma música repleta de tambores, distorções e emoções, uma literatura huma-

nista e romântica, praias lindíssimas, no entanto, poluídas, arquitetura antiga barroca, prédios contemporâneos, inúmeras igrejas de diversos tamanhos e crenças, um sincretismo religioso, artesanatos, artistas pintores, can-

Joga fora no lixo É possível, ao circular pela Cidade do Salvador flagrar transeuntes, taxistas e condutores jogando nas ruas latas, guardanapos, plásticos, copos descartáveis, papéis, garrafas pet, etc. Se tratando de condutores de veículos particulares e taxistas além de infringirem a lei de trânsito, os mesmos contribuem diretamente para a sujeira acumulada nas avenidas, ruas, praças, canteiros e becos da capital baiana. Não importa de onde essas pessoas jogam lixo, mas sim o ato mal educado e as conseqüências negativas que podem trazer à população como a mudança da paisagem urbana, doenças, degradação ambiental e a perda da qualidade de vida. Essa ação

contra o patrimônio público, além de transmitir ao turista uma imagem decadente e suja da cidade, pode ainda, afastá-lo por muitos e muitos anos. Esse afastamento poderá trazer a todos os baianos prejuízos irreparáveis. A emissão irresponsável de quaisquer resíduos na natureza é uma ameaça à vida. Por todos os cantos da capital observam-se todos os tipos de resíduos. Esse hábito deselegante acontece até quando se tem próximo, lixeiras bem conservadas.  Vale ressaltar que o hábito do baiano se deve a inúmeros fatores como a escassez de cestos de lixo em locais adequados, a inexistência de programas educacionais que conscientizem à população sobre

os malefícios causados por este e deve-se, por fim, considerar também os fatores históricos. Obviamente, a sujeira acumula-se ainda devido o descaso da Prefeitura acerca da limpeza freqüente promovido, de forma incompetente, pelas empresas terceirizadas. O acúmulo desses dejetos pode entupir os bueiros e levar a inundação e gerar, por conseguinte, o contato desses indivíduos com as doenças oriundas dos entulhos e sujeiras acumuladas. Esses   ambientes são preferidos dos ratos, principais transmissores de doenças como a leptospirose. É de extrema importância que o cidadão reflita sobre os seus atos contra o seu patrimônio, busque mudar

tores, instrumentistas, repentistas, etc. realmente, existem motivos para comemorar o aniversário, mas o mais importante está no repensar no ano das eleições e buscar responder as perguntas que não cansam de passear pela mente dos

soteropolitanos: a cidade está sendo bem gerida? As pessoas estão bem educadas? O que faz a população para mudar essa situação? Por que não mudar a disparidade social em Salvador que é a cidade dos contrastes?

atitude e passe a ser o primeiro a fazer diferente, ou seja, comece agora a limpar o que o outro sujou, a dar o exemplo e a ficar com o lixo mais tempo

até encontrar uma lixeira mais próxima. Todo mundo já ouviu falar algum dia: lixo se joga no lixo e de preferência que seja seletivo.


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Categoria ganhará uma nova opção de voto

Ei Táxi Foto: Ei, Táxi.

Raimundo Pimentel tem 57 anos, é natural de Salvador e nasceu no bairro do Garcia. Mais conhecido como Tim Maia, iniciou a sua labuta como taxista há 32 anos, circula por toda a cidade e pode ser considerado um dos taxistas mais conhecidos e bem quistos de Salvador. Sua popularidade fica evidente por qualquer ponto que ele passe. Seu codinome partiu de um amigo, não só pelo porte físico, mas também pela veia musical. Tim, como todos o chamam, agora pretende se tornar o representante da categoria na Câmara Municipal de Salvador. Hoje, é pré-candidato a vereador da capital baiana. Por Adriano Rios Ei, Táxi: Durante todo esse tempo o que você acha que melhorou e o que piorou na vida do taxista? Tim Maia: Antigamente éramos poucos na praça. Trabalhávamos sem muita concorrência e a cidade também era mais tranquila. Com o desenvolvimento da capital, seria natural que houvesse a necessidade de aumentar o número de taxistas para que pudesse atender a crescente demanda. Hoje, temos que batalhar, diariamente, atrás do cliente. É uma luta, mas a gente enfrenta com bom humor. E.T.: Você foi cofundador da Ataht (Associação dos Taxistas de Apoio aos Hotéis e Turismo). Quais foram os objetivos e o que vocês conquistaram com a associação? T.M.: Quando fundamos a Ataht, em 2004, o objetivo específico era melhorar o atendimento para os hotéis e as agências de turismo, especialmente na região do Rio Vermelho, além, claro, de atender a população soteropolitana, circulando pela cidade. Nós percebemos que ainda faltava algo mais organizado pra que esse perfil de cliente se sentisse satisfeito com o táxi. Por isso reunimos taxistas que tivessem o perfil para o trabalho, ou seja, aqueles que

apresentassem uma preocupação no servir bem o cliente. E.T.: Em época de política, sempre, aparecem oportunistas como prováveis candidatos a representar a categoria. Para você, por que até hoje ninguém foi eleito? E por que você se acha preparado para representar a classe na Câmara Municipal? T.M.: Nos bastidores nós vemos que a classe não é unida. Falta essa unidade verdadeira. Muitas vezes nós somos induzidos a acreditar em pessoas que se dizem taxistas. Nosso representante deve ser um taxista de fato e não alguém que aluga a placa e tenta se promover pessoalmente ou aquele que nem faz parte da categoria. Esse foi o motivo pelo qual nenhum foi eleito até agora, não eram taxistas de verdade. Nós não somos bobos, sabemos quem é quem nessa classe. Tenho sido convocado pelos próprios colegas a assumir essa batalha e, por isso, sou pré-candidato. Também, tenho discutido alianças com os colegas em busca de um resultado positivo. Na câmara vou poder lutar pelos nossos objetivos, batalhando pela reestruturação da Getax e cobrando de perto o próximo prefeito. E.T.: Para você, a categoria tem se mobilizado para melhorar a vida po-

lítica da nossa cidade? T.M.: Somos reconhecidos como um serviço de utilidade pública, isso já nos dá o direito em participar das discussões sobre o que seria melhor pra cidade. O taxista até conversa sobre a vida política da cidade, mas não tem um papel mais atuante. Só após colocarmos um representante lá dentro é que teremos voz ativa nessa discussão em prol de Salvador. Essa será a nossa oportunidade. E.T.: Quais são os grandes problemas que a categoria tem enfrentado? Como resolvê-los? T.M.: Foram concedidos muitos alvarás sem critério algum, isso inchou a categoria. Nosso regulamento é antigo, da época do ex-prefeito Fernando José, logo defasado pra nossa realidade. É necessária a criação de mais pontos oficiais para que o taxista tenha mais opções para pegar o passageiro; temos que rediscutir a relação fiscal e taxista, muitos fiscais ainda abusam do poder; é preciso reestruturar a Getax (Gerência de Táxis e Transportes Especiais), ficou pequena pra suportar o tamanho da categoria; essa coisa do clandestino já virou uma vergonha e nenhum vereador se mostra interessado em ajudar nessa situação; estruturar os pontos de táxis com banheiros; rediscutir a via exclusiva para táxi, pois do jeito que está não fun-

Raimundo Pimentel - Tim Maia

ciona; dentre outras ações que estarão em meu projeto de campanha. E.T.: O que você acha do atual quadro do legislativo municipal? T.M.: É simples de responder! Quem está lá não faz nada pelo taxista. Somos uma categoria abandonada, assim como a cidade vem sendo. E.T.: Qual a imagem que o turista está levando da capital baiana? Que reflexo isso tem provocado na sua profissão? T.M.: Uma imagem ruim. Ficam tristes e comentam que há cerca de dez anos Salvador era outra cidade, mais segura, mais limpa, com mais opções de lazer, etc. Claro que nos afeta, porque se o turista deixa de vir pra nossa terra, também deixará de trazer serviços pra gente. Mas, essa queda de arrecadação só quem tem é o taxista que está no volante e não quem aluga a placa. E.T.: Você considera o serviço de táxi preparado para uma Copa? T.M.: Não. Temos que criar um programa de qualificação permanente pra categoria, não apenas uma coisa momentânea. Cursos de línguas estrangeiras, atendimento ao cliente, cursos sobre a história da cidade, etc. E.T.: A Secopa (Secretaria Estadual para Assuntos

da Copa do Mundo 2014) lançou recentemente o programa de qualificação para a categoria. Você foi convidado para algum encontro? T.M.: Não. Caso esteja havendo divulgação, não está sendo feita da forma certa, nos canais que temos acesso. Até ouvi comentários sobre o lançamento do programa, porém só fiquei sabendo depois. A impressão que se tem disso é que esse programa vem sendo feito de forma politizada, ou seja, só estão tendo acesso a essas informações os taxistas que pertecem a uma determinada associação. Ouço falar que a ligação é partidária, através do Pc do B. Ao que parece alguns taxistas vão ser privilegiados enquanto que a maioria não vai nem ficar sabendo. Se for eleito, vou cobrar para que esse programa seja para todos e não uma coisa filtrada. E.T.: O que você espera dessas eleições? T.M.: Gostaria que o colega não se deixasse levar pelas falsas promessas. Que escolha um taxista de rua, aquele que esteja ao seu lado no dia a dia. Precisamos desse representante lá dentro. Já que meus colegas estão acreditando em mim, estou me colocando à disposição dessa luta. Juntos vamos mudar essa realidade.

Ei Táxi

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Uma é pouco, duas é bom e três é bom demais! No mês em que as elas comemoram o seu dia, 8 de março, o Ei, Táxi trouxe três exemplos de mulheres vitoriosas. Belas, empreendedoras, de bem com a vida e donas de si, todas, taxistas da Comtas (Cooperativa Mista de Motoristas Autônomos de Salvador) num mundo predominantemente masculino. Cláudia Brasileiro mãe de uma filha de 12 anos e irmã de quatro taxistas. Ela é taxista auxiliar faz quatro anos, com o alvará (C-0103). Ana Lúcia (C-0178) - taxista permissionária há dez anos, casada, mãe de dois filhos, atualmente diretora administrativa da cooperativa. Ela foi a pioneira na Comtas, sendo a primeira mulher taxista da cooperativa. Adriana Andrade - taxista auxiliar, solteira, filha caçula e seguidora do pai, taxista permissionário da Comtas. Seu numeral é (C-0044), há quatro anos na cooperativa. Por Adriano Rios Ei, Táxi.: O que vocês faziam antes e por que resolveram virar taxistas? Cládia Brasileiro.: Trabalhei com joalheria por muitos anos, iniciei como vendedora e depois fui gerente. Como tinha quatro irmãos na praça, fui estimulada a seguir o caminho deles e há quatro anos trabalho como taxista. Ana Lúcia.: Antes de me tornar taxista, atuei no comércio. Fui proprietária de um restaurante. O táxi surgiu pra mim através de uma brincadeira do meu cunhado que também é taxista e sugeriu a ideia. Na verdade, o táxi virou uma oportunidade de negócio, já que eu teria a minha renda e continuaria a fazer a minha agenda, algo que eu já havia me acostumado e não queria perder. Adriana Andrade.: Antes de ser taxista, fui secretária executiva. Larguei o trabalho quando percebi que poderia ter sucesso como taxista. Meu pai, que é o permissionário da placa, foi meu grande incentivador. E.T.: Como vocês enca-

raram a profissão? Como a família reagiu? C.B.: Pra mim foi natural. Já tinha quatro irmãos como taxistas da Comtas. O fato de já conhecerem o ambiente e a atividade me deu muita segurança. Ana Lúcia também serviu como uma referência pra minha família. A.L.: Após a ideia virar coisa séria, comecei a pesquisar sobre a oportunidade e percebi que haveria segurança, tanto financeira quanto pessoal. Foi uma surpresa pra família, mas depois a decisão acabou sendo apoiada, principalmente pelo meu marido que, inclusive, hoje, é meu auxiliar. A.A.: Pra mim também foi natural. Tanto meu pai, quanto a própria Ana serviram de apoio pra que não houvesse barreiras. E.T.: Como foi a primeira corrida? C.B.: (Risos) Tive a feliz coincidência de pegar uma mulher. Foi engraçado porque falei pra ela que era a minha primeira cliente e, claro, ela adorou a estreia. Levei-a até Vilas do Atlântico. Tornou-se minha fiel cliente até hoje.

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Foto: Ei, Táxi.

Da esquerda pra direita_Cláudia Brasileiro, Ana Lúcia e Adriana Andrade

A.L.: (Risos) Eu me lembro da cara do passageiro. Foi uma corrida para o Hotel Pestana. Mas, numa das primeiras corridas, peguei um passageiro no aeroporto com destino a Buraquinho, coloquei as malas no carro e fui para o volante. Assim que entramos no bambuzal ele levantou a cabeça, tomou um susto e perguntou: “É você que vai me levar?”. Respondi: “Sou eu mesma, aperte o cinto e reze”. (Risos generalizado) A.A.: (Risos) Ah, a primeira a gente nunca esquece. Minha primeira corrida foi para o aeroclube na Boca do Rio. Lembro-me como se fosse hoje. E.T.: Contem-nos sobre situações inusitadas que tenham ocorrido com vocês. Vocês já receberam alguma cantada ou os clientes têm sido respeitosos? C.B.: Aconteceu uma situação chata comigo. Um passageiro ficou me pedindo que tirasse a presília do cabelo e deixasse o cabelo solto. Insistiu muito e quando percebeu que não seria atendido, resolveu, ele mesmo, retirar a presília. Parei o carro e pedi que se retirasse. Pelo menos dessa vez fui atendida. Muito ousado ele! A.L.: Já levei a filhinha de um casal de turistas que estava no Hotel Catussaba para o Shopping Center e passei a tarde toda lá com a menina. Quando transportamos mulher também

é interessante porque batemos altos papos. A passageira se sente mais a vontade pra conversar conosco. Já tive pedidos de passageiras para parar em farmácias pra comprar anticoncepcional. O táxi é um verdadeiro divã. Sobre assédio, nunca recebi cantadas, sempre fui respeitada. A.A.: Uma vez uma cliente pediu-me que levasse a filha, uma adolescente, para o Shopping , além de levar, pediu-me que não saisse de perto da menina. Ela estava com medo do que a filha poderia aprontar sozinha (Risos). Ah, comigo o assédio é constante. Pedem-me o número do celular, convidam-me pra jantar, etc. Principalmente quando pego italianos. Eles são bastante atirados. Mas sempre soube manter o profissionalismo e me saio bem da situação. E.T.: Pra vocês, quais são os principais problemas enfrentados pela categoria? C.B.: Existem problemas que já são do conhecimento de todos, como o clandestino, o trânsito, etc. A.L.: Também faltam locais de embarque e desembarque de passageiros na cidade. Na região do Comércio o taxista sofre pra encontrar um lugar para parar. A.A.: As vias esburacadas também nos trazem muito prejuízo, além da falta de segurança na cidade. São problemas

que a população toda enfrenta. E.T.: Como vocês dividem as atibuições profissionais e a família? C.B.: Pela manhã antes de sair tenho que deixar tudo pronto pra minha filha ir ao colégio. A condução escolar leva-a pra escola. Às vezes almoço em casa, mas normalmente nesse horário já estou trabalhando. Costumo retornar por volta das 17 horas e não rodo à noite, somente quando tenho clientes ou plantões em hoteis. A.L.: Quando estou no táxi, minha rotina é parecida com a de Cláudia. O que muda é que tenho que monitorar meu filho adolescente pelo celular. Entrentano, hoje, estou à frente da diretoria administrativa, então passo o dia na sede. A.A.: Acredito que a minha rotina seja a mais tranquila das três. Como ainda não tenho responsabilidades com família, tudo fica mais fácil. Pra mim é bem tranquilo. E.T.: O que dizer sobre as mulheres, nos dias de hoje? C.B.: A mulher tem sido ela mesma, forte como sempre foi. Apenas não sabia de sua força. Espero que continue dessa forma. As próximas gerações irão dar muito trabalho para os homens. (Risos) A.L.: Acho que a mulher está se mostrando capaz em diversos segmentos profissionais. Um reposicionamento, depois de séculos adormecida e impedida de descobrir a vida. Essa competição com os homens tem sido saudável para a nossa relação. A.A.: Nós estamos vivendo um momento bastante interessante. Assim como várias mulheres em outras áreas profissionais, estamos derrubando barreiras. Somos muito mais cuidadosas e empenhadas nos objetivos, isso nos fortalece.


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No Rio de Janeiro, motorista auxiliar se torna permissionário com direito a alvará A Lei Municipal Nº 3.123/2000, que transformou motoristas auxiliares em permissionários, no município do Rio de Janeiro, passou a ter duas categorias: os antigos autônomos e os taxistas que integravam o movimento Diárias Nunca Mais beneficiados com a concessão das permissões. A Lei supracitada conceitua taxista como todo o motorista, habilitado e autorizado pela Secretaria Municipal de Transportes do Município, na qual está vinculado a conduzir veículos providos de taxímetro. Com a aprovação da referida Lei, boa parte das permissões foram concedidas a auxiliares, uma vez que o município revogou das empresas as permissões, outorgando-lhe aos motoristas auxiliares que estivesse explorando a permissão no prazo mínimo de 18

meses, beneficiando também, aquele que somente alugava o alvará, colocando em situação de grande desvantagem a empresa titular da permissão, ora revogada. A comercialização ou aluguel da permissão, ainda que de forma camuflada, será capitulada como estelionato, nos termos do Código Penal e conforme legislação regulamentar. Com o advento da Lei Nº 12.468, DE 26 DE AGOSTO DE 2011 que regulamentou a profissão de taxista com o objetivo de garantir aos taxistas o direito a transferência de permissões para outro condutor, ocorre que no estado do Rio de Janeiro, o direito a transferência das permissões foi suspenso através de medida liminar do Judiciário daquele estado. Entretanto, proibir a trans-

dirigiu-se à Gerência de Táxis e Transportes Especiais (Getax) para deixá-los à disposição do proprietário, que mais tarde fez a retirada dos abadás e brincou tranquilamente o carnaval. Demonstrando muita surpresa e gratidão, o turista, que preferiu não se identificar, confessou que já tinha perdido a esperança em recuperar as fantasias, mas que ficou muito feliz com o desfecho da história.  Outro episódio também envolvendo um taxista chamou ainda mais a atenção de todos.

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Um olhar de fora pra dentro

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O Ei, Táxi bateu um papo com Fernanda Maia, 32 anos, mineira de Belo Horizonte, residindo em Praia do Forte há três anos. Pela apresentação de Fernada, até então, pode-se imaginar que se trata de mais uma pessoa que se encantou pela Bahia e resolveu fincar raizes. De fato, também foi o que aconteceu. Porém a bela mineirinha veio em busca de não só de qualidade de vida como também veio dar o ar de seu profissionalismo e ajudar a projetar o nome dessa terra versada por Jorge Amado. Fernanda é formada em turismo e hotelaria e é empresária do Restaurante Obá Moquecaria na Praia do Forte, juntamente com seus sócios Vânia Magalhães e Antônio Augusto. Fernanda conversou com o Ei, Táxi sobre a prestação do serviço de táxi em Salvador e destacou pontos a serem trabalhados. Por Adriano Rios

Rio de Janeiro

ferência da permissão, de um profissional para outro, representa uma afronta ao direito dos motoristas de táxis de todo o país. De acordo com o texto do substitutivo, fica assegurado o direito de transferência de permissão para operação em ser-

Taxistas devolvem objetos esquecidos durante corrida Em tempos em que a honestidade das pessoas é colocada em xeque, dois taxistas permissionários credenciados à Superintendência de Trânsito e Transporte do Salvador (Transalvador) dão prova de que nem tudo está perdido. O motorista de táxi Washington Luiz de Almeida Cruz (A-1283), morador do Uruguai, encontrou em seu carro três abadás do Camarote Harém, esquecido por um passageiro que fez a corrida entre o Shopping Iguatemi e a Av. Garibaldi. Ao notar os objetos no banco traseiro do veículo, o taxista

Ei Táxi

Um permissionário que não teve a identidade revelada encontrou uma sacola com cerca de R$ 5 mil em seu veículo e também a encaminhou para devolução. “O dinheiro não era meu e eu não podia me apropriar dele. Não fiz nada demais, apenas procurei o dono para devolvê-lo. Sabia onde peguei e deixei o último passageiro, então por que não fazer? Sei que posso ser tachado de idiota, mas é uma questão de consciência. Prefiro dormir tranqüilo”, declarou, optando pelo anonimato.

viço de transporte de passageiro em veículos de aluguel a taxímetro – táxi. A transferência da permissão será concedida se atendidos os requisitos exigidos pelo órgão municipal controlador. Em caso de falecimento do titular, a permissão será transferida para

o seu cônjuge, que deverá requerê-la no prazo de um ano a partir do óbito do titular permissionário. Por Loreno Araujo Daniel Advogado OAB/29844 Especialista em Direito do Consumidor

Ei, Táxi: O que você acha dos táxis de Salvador? Fernanda Maia: Ainda deixam a desejar. Apesar de a maioria ser conservada, ainda existem carros com o tempo de uso avançado, carros sujos e com estofados rasgados. Ainda que o carro tenha o seu desgaste natural, é necessário que o taxista tenha cuidado redobrado com o seu patrimônio. É nele que entraremos. E.T.: O que mais lhe chama a atenção positivamente num táxi? F.M.: A conservação do carro, além da sua limpeza interna, claro! Não suporto táxi sujo, motorista mal vestido ou fedendo a cigarro. E.T.: Como você vê a prestação desse serviço em Salvador? F.M.: Sinto que falta uma visão empreendedora que identifique a importância do cliente. A maioria da categoria é despreparada para prestar um bom serviço. Falta conhecimento em atendimento ao cliente, sobre a história da cidade e conhecimentos básicos em línguas estranjeiras. Mas, falta principalmente ele en-

tender que o cliente é o seu maior patrimônio, sem ele não haverá condições de manter a empresa lucrativa. E.T.: Você poderia ser mais específica em relação à visão empreendedora? F.M.: Por exemplo: não consigo entender a lógica de cobrar um adicional de 20% na utilização do ar-condicionado numa cidade quente como Salvador. O turista que pega um táxi em Salvador sonha com o ar-condicionado. É muito chato ao fim de uma corrida você ser taxado com mais 20% por um serviço que deveria ser padrão. A imagem que se tem disso é que antes do servir vem o ganhar. Ou seja, negativa. E.T.: Você já enfrentou algum problema com taxista? F.M.: Sim. Já fizeram o trajeto mais longo, me conduziram como se estivessem me fazendo um favor, já fizeram imprudências no trânsito, trafegaram pelo acostamento, ultrapassaram pela direita, não utilizaram a seta, já cochilaram no volante e até já dormiram literalmente. Após me deixar no prédio de amigos na barra, acho que o taxista es-

Fernanda Maia

tava tão exausto de trabalhar que parou o carro no passeio e dormiu. Já pensou nisso? Um perigo! Eles deveriam ser os primeiros a dar exemplos. E.T.: O que você acha do comportamento desse profissional? F.M.: O taxista deve prestar atenção em sua maneira de se relacionar com o cliente. Falar o necessário, ser cordial, não usar gírias, controlar o ton de voz e evitar tocar nas pessoas. Mesmo sendo o toque um habito do baiano, existem pessoas que não gostam por isso é melhor evitar. Outra grande falha que o taxista comete é querer contar histórias próprias, muitas vezes sobre a família. Existirão passageiros que até darão atenção, mas no fundo nem esse quer saber disso. Então, contar histórias da tia ou da avó não dá! Sem contar que existem momentos em que o cliente quer silêncio. E.T.: Você sente que o taxista conhece o que rola na cidade? F.M.: Infelizmente não! Não quero dizer que não saibam, podem até saber das opções

tradicionais, porém muitos turistas chegam atrás de roteiros alternativos, não somente o tradicional. Aí, são poucos que conhecem o que está rolando de interessante. Alguns até mostram preguiça em passar determinada informação de um jeito que o turista se sentisse prestigiado com o cuidado que ele teve em atendê-lo. É aí que entra o ser agradável, ser empreendedor e prestar um atendimento diferenciado. Qualquer profissional que lhe atenda bem encantará e conquistará você. É a tal da fidelização do cliente que toda empresa busca. E.T.: Para você qual o comportamento mais adequado? F.M.: Ele precisa estar bem trajado, falando bem, num ton de voz razoável, com conhecimentos básicos de outras línguas, conhecendo a cidade, os melhores caminhos, os roteiros, a agenda cultural e as opções da gastronomia. Ou seja, ser taxista é ser empreendedor. Tem que saber de tudo um pouco. É importante ressaltar que não se pode gene-

ralizar quando se faz uma análise dessas. Claro que existem profissionais preparados e diferenciados. Nosso toque serve como uma crítica construtiva àqueles que ainda cometem falhas, mas desejam melhorar. E.T.: E pra finalizar? F.M.: O taxista é um profissional fundamental para o turismo, ainda mais numa cidade atrativa como Salvador. A viagem para o turista é um momento muito especial, como um sonho. Assim, é crucial que a corrente da prestação de serviços esteja bem alinhada. O recepcionista do hotel, o garçon, a camareira e, especialmente, o taxista que é o primeiro contato que o turista tem na cidade, todos devem estar preparados. Se uma dessas peças falha, tudo pode ir por água abaixo e aquele turista pode jamais retornar à nossa cidade. O taxista estará com o turista mais tempo que qualquer outro prestador de serviço dessa engrenagem, ele será a ponte entre o turista e as demais opções da cidade. Daí sua importância estratégica.


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Taxista é ameaçado por agente da Transalvador Na noite do dia 6, terça-feira, o taxista Reginald Cohim foi ameaçado pelo agente Givaldo Alves da Transalvador. Enquanto coordenava a fila de táxis especias no aerporto de Salvador, o taxista foi informado pelos colegas que seu carro estava sendo multado pelo agente. Despreocupado por saber que não cometia infração de trânsito alguma, já que o coordenador tem o direito de estacionar o veículo no fim da fila, local permitido enquanto executa a sua tarefa, Cohim continuou a sua operação e só mais tarde foi averiguar a situação. Ao chegar para tomar pé do que estaria ocorrendo, o taxista foi surprendido pelo agente que tirava foto do seu veículo e em

seguida tirou foto do próprio Cohim. Indagado pelo taxista, sobre o porquê estaria fazendo isso, o funcionário da Transalvador partiu para cima da vítima: “Você está pensando que não sei que você ligou para meu chefe?”, continuou o agente, “Eu sou homem e você não é, se não gostou dê seu jeito! Vamos ver se não é assim mesmo!”. O Boletim de Ocorrência nº 0122012002716 foi registrado na 12ª Delegacia de Polícia Civil no dia 11/03, domigo. De acordo com o delago Jorge Coutinho o delito foi enquadrado como “Crime contra a pessoa/Ameaça – Art. 147 do Código Penal - Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio

Sinditáxi cobra posicionamento da Transalvador O presidente do Sinditáxi, Carlos Augusto (Assanhaço), esteve com o Superintendente da Transalvador, Alberto Gordilho, para cobrar alguns posicionamentos do órgão. Segundo Assanhaço, a categoria sofreu, durante o carnaval, com as ilegais moto-táxis, com os clandestinos, além das abordagens dos agentes da Transalvador que para ele ainda são desrespeitosas e brutas. Gordilho recebeu o ofício do Sinditáxi e prometeu a Assanhaço que iria averiguar a situação das abordagens dos agentes. Quanto aos clandestinos, ressaltou que foram feitas blitze durante o carnaval com o intuito de coibir e apreender quem estivesse praticando a clandestinidade. In-

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clusive lembrou do táxi clonado que foi apreendido na Avenida Centenário. Entretanto, ressaltou a dificuldade que os agentes do órgão enfrentam quando têm que fiscalizar os clandestinos, pois como não possuem poder de polícia geralmente sofrem ameaças. Sobre as moto-táxis ele reconheceu que já são muitas na cidade e que não é fácil a fiscalização diante do pequeno contigente de fiscais que a Transalvador possui. O presidente do sindicato também questionou o órgão que utilizou adesivos nos táxis com a logomarca da AMT (Associação Metropolitana de Taxistas). Para ele, como uma instituição pública a Transalvador não deveria ter feito os adesivos em conjunto

simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave. Pena – Detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa”. O fato ocorrido no aeroporto de Salvador mostrou um total abuso de poder do funcionário público e um despreparo com as suas funções. O agente, agora, deverá ser intimado a prestar esclarecimentos. A redação do Ei, Táxi entrou em contato com a Transalvador, através de sua assessoria de imprensa que não se manifestou. Então, o Jornal Ei, Táxi quer saber é: Qual o posicionamento da Transalvador sobre o ocorrido? Por que esse agente multou o táxi e fez ameaças, justamente, ao líder do movimento contra os clandestinos? Estaria esse agente a serviço de mais alguém, além do órgão? Com a palavra a Transalvador...

com uma associação privada. Segundo Marcos Flores, Diretor de Transportes do órgão, os adesivos foram patrocinados pela associação, logo dando a possibilidade de diminuição dos custo para a Getax (Gerência de Táxis e Transportes Especiais). Os adesivos foram colados na parte externa dos táxis, informando os contatos do SIAC (Serviço de Informação e Atendimento à Comunidade). De acordo com Valdeilson Miguel, presidente da AMT, o objetivo da associação, quando usou o adesivo com o numero do SIAC, foi defender os bons profissionais que após o carnaval são escrachados pela imprensa, sem distinção. Assim, além de defender o uso, a entidade foi a única instituição que patrocinou os adesivos juntamente com a Transalvador. Valdeison lembra que este ano as reclamações diminuiram e muitos taxistas continuam usando o adesivo.

Ei Táxi

Getax sofre novo assalto Mais uma vez o prédio da Getax (Gerência de Táxis e Transportes Especiais) foi assaltado. Dessa vez o ladrão teve mais sorte, levou a quantia de R$ 1 mil e dois celulares. Tanto o valor quanto os aparelhos pertenciam a funcionários do órgão. Em novembro do ano passado o mesmo prédio foi assaltado. Na ocasião o bandido levou apenas pequenos objetos como dois ventiladores. Esse caso permanece sem explicação.

Agora, a investida já teve um resultado mais proveitoso. Até quando a prefeitura irá aguardar para implantar a segurança patrimonial? Será preciso que os selos de vistorias dos táxis ou dos transportes escolares desapareçam para que uma medida de segurança seja tomada? Um velho ditado diz: “Brasileiro só fecha a porta depois que é roubado”. Vemos que o autor não está errado.

Plano de saúde no Sinditáxi A equipe da Assiste continua oferecendo, no sindicato, planos de sáude em condições especiais para os taxistas. O atendimento segue de 9 às

17 horas. Os canais de contato são: 9214-5299 / 9952-6172 / 8755-2795 ou pcconsult@hotmail.com.

Sinditaxi

Salvador PRODUTO NACIONAL

Básico Planos Enfermaria Faixas Etárias 84,56 00 a 18 106,18 19 a 23 122,73 24 a 28 149,25 29 a 33 151,60 34 a 38 176,30 39 a 43 212,70 44 a 48 259,84 49 a 53 404,50 54 a 58 506,17 59 e acima *Atendimento em todo território nacional.

Especial Apartamento 93,10 116,91 135,20 164,36 166,93 194,15 234,24 286,15 445,49 557,49

PRODUTO LOCAL Especial Básico Planos Apartamento Enfermaria Faixas Etárias 84,41 78,73 00 a 18 87,82 81,95 19 a 23 105,80 98,67 24 a 28 132,10 123,15 29 a 33 152,82 142,50 34 a 38 153,64 143,25 39 a 43 207,68 193,61 44 a 48 215,12 200,59 49 a 53 381,30 355,56 54 a 58 506,37 472,13 59 e acima * Atendimento exclusivamente nos seguintes municípios da região Metropolitana de Salvador (Bahia). Salvador, Lauro de Freitas, Simões Filho, Catu, Pojuca, Candeias, Camaçari, Santo Amaro, Mata de São João, Dias D’avila, Itaparica, São Sebastião do Passé. *Maiores informações no Sinditaxi ou pelos telefones abaixo:

Paulo Carvalho (71) 9214-5299 | 9952-6172 | 8755-2795 *pcconsult@hotmail.com

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O combate aos clandestinos no aeroporto de Salvador virou novela mexicana Por Adriano Rios A novela mexicana “combate aos clandestinos no aeroporto de Salvador” acaba de ganhar mais um capítulo. O Ei, Táxi esteve com o superintendente da Transalvador (Superintendência de Trânsito e Transporte do Salvador), Alberto Gordilho, que jogou a batata quente para o superintendente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (INFRAERO), José Cassiano Filho. “Estamos aguardando, até hoje, que a INFRAERO nos envie a minuta do contrato para que nosso jurídico possa avaliar e, de uma vez por todas, eu possa assinar o convênio entre a Transalvador, INFRAERO e Polícia Militar. E sssim, seja restebelecido o convênio que dará poderes à PM para fiscalizar o transporte clandestino no aeroporto”, afirmou Gordilho. Ele lembra que os ilegais costumam aliciar os passageiros já dentro do saguão do aeroporto, numa área de competência federal. Esse convênio foi implatado no fim do mandato do ex-governador Paulo Souto e perdurou até o fim de 2009, ainda no primeiro mandato

do atual governador, Jaques Wagner. Sem explicação alguma, como sempre, o convênio foi encerrado e, também como já era esperado, os clandestinos voltaram a atuar no Aeroporto Internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães. Alberto Gordilho ressaltou também que solicitou da INFRAERO a disponibilidade de um caminhão guincho para atuar no aeroporto, pois os guinchos da Transalvador têm uma demanda muito grande por toda a cidade, logo sendo inviável a permanência de um desses veículos para atender, apenas, o aeroporto. Ele reforça que devido à importância daquela área, cartão de visita da cidade, seria importante que o órgão federal fosse sensível a isso, até porque muitos carros param em locais proibidos como nas pistas de embarque e desembarque. Não fosse a gravidade do assunto que tem sido notícia em todo o país, principalmente porque o Brasil está prestes a receber um considerável contigente de turistas, poderia-se dizer que esse caso virou mais um drama de novela mexicana. De um lado a Transalvador, de outro a INFRAERO e no meio o

taxista no papel da pobre garotinha que sofre durante todo o drama. Pelo menos nas novelas o final é feliz para a estrela principal. Já na vida real, não se pode dizer o mesmo sobre os taxistas. Tudo indica que ainda sofrerão até a proximidade das eleições, quando aí surge um salvador. Se não for assim, não será o Brasil! Procurada para falar, a INFRAERO não se manifestou sobre as declarações do superintendente, Alberto Gordilho. Será que a Transalvador está com a razão, dessa vez? Pelo menos não ficou calada! O Ei, Táxi aproveitou para questionar o superintendente Alberto Gordilho sobre os clandestinos espalhados pela cidade. Todos veem, diariamente, carros fazendo transportes clandestinos em redes de supermercados, Ferry Boat, rodoviária, além de diversos bairros como em Narandiba, aonde os ilegais utilizam até o toldo da Polícia Militar como sombreiro. De acordo com Gordilho, a Transalvador só poderá atuar no combate aos clandestinos com o apoio da PM. “Nessas operações encontramos pessoas de todo o tipo, inclusive armadas”, respondeu

Alberto Gordilho - Superintendente da Transalvador

o superintendente. Recentemente, provocado pelo taxista Reginald Cohim, o Ministério Público Federal (MPF) instaurou uma investigação para apurar as irregularidades ocorridas. O procurador da república, Sami Nachef, à frente do caso, notificou a Transalvador para que o órgão dê explicações sobre a atuação dos clandestinos e o que vem sendo feito para combater esses ilegais. Segunda passada, 19, Cohim esteve novamente com o Secretário José Mattos da Setin (Secretaria Municipal dos Transportes e Infraestrutura) para tratar do restabelecimento do convênio. Na última sexta-feira (16), um dos morotistas clandestinos do aeroporto, Flávio de Jesus Pimentel, entrou em luta corporal com o taxista Sandoval Santana Bonfim da Comtas. A briga teve início após San-

doval tentar impedir que mais um passageiro fosse transportado de forma ilícita. O combate envolveu também outros taxistas e clandestinos e só foi encerrado com a chegada de policiais militares. Os dois foram conduzidos à 12ª Delegacia de Polícia em Itapuã para lavrar o boletim de ocorrência (Nº 1122012001279). Reginal Cohim, mais uma vez, foi quem partiu em defesa do colega ao se dirigir para o departamento policial munido de vários documentos e matérias jornalísticas, a fim de esclarecer a grave situação ao delegado. O taxista foi liberado em seguida. Ao que parece não há em Salvador quem consiga resolver esse problema. Talvez fosse melhor procurar a Presidenta Dilma pra acabar com os clandestinos. Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos!


Jornal Ei, Táxi edição 19 mar 2012  
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