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Jornal Egbé

ITANHAÉM

Fevereiro - 2017 Edição 09 - Ano 01

A VOZ DA COMUNIDADE

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Esporte e sociedade:

O Diretor de Esportes da Prefeitura de Itanhaém, Fábio Nascimento, explana sobre sua função social: pág 12 Toda atividade física é considerada um Esporte?: A professora de Educação Física Angélica Araújo explica: pág 4

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Papel Político-social do Esporte:

Reflexões sobre o Esporte na História recente. Por Rutinaldo Bastos: pág 3

Ciência e Esporte:

Pedalando Energia:

O Físico João Moura explica como a Ciência auxilia no processo do desempenho esportivo: pág 10

Os Esportes e a tecnologia aliados na sustentabilidade. Por Vagner Costa : pág 10


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EDITORIAL

EXPEDIENTE

JORNAL EGBÉ A VOZ DA COMUNIDADE

(13) 996827120 EDITOR CHEFE Awdrey Sasahara MTB:42944/SP Comercial Andréia Cerqueira Direção de Arte e Diagramação Priscila Martin prixelgraphic @gmail.com Atletas da Capa Leandro Menezes Marco - Cicloturita Yucatan Koki Sensei Bezerra Cassio Dutra Revisão Emilia Ivone

Esporte para todos! Quando pensamos em esportes, rapidamente nos vem à cabeça: saúde, qualidade de vida, exercícios físicos, corpos malhados, além do processo de competição e disputa que envolve algumas modalidades. Entretanto, o Esporte é mais do que uma atividade física. Ele exerce uma função social, não apenas trazendo saúde para o corpo e a mente, mas atua como um importante agente transformador da sociedade. Crianças que começam a praticar esportes desde cedo têm menos chances de contato com drogas, violências diversas, discriminações, criminalidade. Além disso, auxilia nos estudos desenvolvendo disciplina, dedicação, esforço e superação, além de reduzir as chances de ficarem obesas e terem uma vida sedentária, mesmo depois de adultos. Infelizmente, o Brasil está muito aquém do ideal quando o assunto é investimento e incentivo às práticas esportivas. Isso mesmo após o advento das Olímpiadas do Rio. O país não investe nas categorias de base, apenas em atletas de ponta, como é o caso dos programas oferecidos pelo Governo Federal “Bolsa Atleta” e “Bolsa Pódio”. Na maioria das vezes o benefício se dá com base na Meritocracia. Por exemplo, uma criança, para ser campeã brasileira de Judô, precisa participar de um circuito que viaja o país inteiro. É ínfima aquela que tem pais que podem pagar despesas de viagem e hospedagem. Nem sempre quem vai para uma Olimpíada é o melhor atleta... Adentrando na cidade de Itanhaém, pudemos perceber ótimos projetos e um grande incentivo na base. Apesar de uma infraestrutura ainda em construção, pois ainda falta um Ginásio Poliesportivo, temos o ótimo e belíssimo complexo Harry Forssell e o Ginásio de

Jornal Egbé Artes Marciais, que apesar de precisar de uma reforma, recebe muitos alunos. Neste mês de janeiro, a Prefeitura de Itanhaém montou uma Arena na praia do Centro e aos finais de semana contou com diversas atividades, como Beach Soccer, Beach Tênis, Futevôlei, danças, lutas, treinos funcionais, entre outras. Os números foram expressivos e o resultado foi bem positivo. Nesta edição convidamos o Diretor do Departamento de Esportes da Prefeitura, Fábio Nascimento, para falar da importância do Esporte como desenvolvimento humano, além do projeto “Aqui tem Esporte”, ofertado pelo município. Convidamos também o psicólogo social Fernando Figueira, que faz uma reflexão sobre quando o Esporte ultrapassa alguns limites e o excesso de competitividade pode virar um transtorno. Temos também a professora de educação física Angélica Araújo explicando se toda atividade física pode ser considerada um esporte, além de um texto do fisioterapeuta Ivan Barbizan sobre como a fisioterapia auxilia na prática de exercício físico. Particularmente, esta edição foi muito especial. Além do destaque da Capa, reunimos de maneira inédita, textos de professores, treinadores e técnicos de diversas modalidades esportivas, alguns inclusive, ícones na cidade e, que além de fazer história, contribuem para que milhares de crianças, adolescentes, adultos e idosos possam adentrar no mundo do Esporte, e que muitos aliás possam seguir numa carreira profissional. Viva o esporte! Awdrey Sasahara redacao.jornalegbe@gmail.com

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Voz da Comunidade.

“Parabenizo o Jornal Egbé e seus colaboradores pela excelente qualidade de suas publicações. Conteúdo informativo e educativo de alto nível. Um diferencial editorial da cidade de Itanhaém.” - Adriana Pontes Lourenço Lopes, Socióloga, Jd. Itapel

“O que eu gosto do Jornal Egbé são os assuntos bem diversificados, temos a oportunidade de saber um pouco de tudo. Parabéns ao jornal, vocês são ótimos!” - Valdelice Soares dos Santos Palma, Suarão¨

“Sou mãe de uma aluna do ensino fundamental da rede municipal e sei como é importante os pais estarem presentes na educação dos filhos. Passei por uma situação complicada, e a relação Pais e educadores é de vital importância. Gostei muito do texto da Fabíula Berti. Parabéns ao Jornal Egbé por tratar destes assuntos!” - Renata Santos, Jd. Coronel

“Que legal o trabalho do astrônomo Antônio Carlos Tavares. Ótimo tema! Espero que falem mais sobre os planetas e o universo. Gostaria também de mais informações sobre o projeto aqui em Itanhaém”. - Fred Ribeiro”, Jd. Mosteiro

(13) 996827120 Foto: prixelgraphic.tumblr.com

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Sugestões, Críticas e Elogios.

“Acho que o Jornal Egbé poderia falar mais sobre animais de estimação. Adoro cães e gostaria de algumas dicas de como cuidar melhor dos nossos Pets. Tenho um filhote de Labrador e no verão fico preocupada em como cuidar dele. Belas dicas do dr. João!” - Fernanda Casemiro, Praia do Sonho

@JornalEgbe O Jornal Egbé não se responsabiliza pela opinião de seus articulistas. Tiragem: 7000 exemplares

Diita Comercial de Itanhaém Ltda - Me Cnpj 01.454.799/0001-59 Rua Alberto Simões 567 – Ivoty, Itanhaém Extravio de 14 talonários, sendo 09 do nº 001 ao 450 e 05 do nº 551 ao 800. Att. Eloi


OPINIÃO

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Sedentarismo olímpico: a contracultura do corpo de dimensões exatas O Big Brother voltou. Há quase duas décadas em todo mês de janeiro é a mesma coisa na tevê: os “heróis” estão retornando para o deleite daqueles que gostam de “dar aquela espiadinha” no bate-boca diário de seres confinados numa casa, e escolhidos por “cotas” em que os “sarados” têm especial destaque como produto de consumo. As câmeras, atendendo àquilo que seria o desejo nacional, focam naqueles corpos talhados para ser a representação humana do bolo de padaria. Nos braços e pernas torneados dos que vêm na cota dos “bonitos”, repousa a mensagem subliminar de que a beleza está na repetição de um padrão de suposta perfeição física, de modo que o esporte – especialmente a musculação pesada – seria vital aos que desejam estar ali, “lindos” e “saudáveis”, numa equação que resulta quase sempre num misto de Gracyanne Barbosa com Nicole Bahls, como se todo mundo sonhasse, pela força do esporte, se tornar um Robocop. Como sempre imaginei que a beleza está nos olhos de quem vê e que o esporte serve também para transmitir valores importantes de formação, estou pensando em jogar xadrez profissionalmente... Só pensando... Historicamente, o esporte tem exercido um papel político-social importante nas diversas civilizações do mundo. Os Jogos Olímpicos são um emblemático exemplo do que estou afirmando. Ao longo do tempo, as técnicas esportivas foram se aperfeiçoando, e a ideia de força, de vigor, do olimpiônico grego vem sendo sucessivamente reinventada, fazendo com que a beleza historicamente estivesse, como está, associada às práticas esportivas, tão difundidas como cultura nestes tempos em que as proporções exatas, tal como na Grécia do século V a.C., esteja na simetria das formas, embora atualmente as artes e a filosofia, ao contrário daquele tempo, não venham trazer à mente a completude do nosso padrão estético. A cultura do corpo está indiferente ao conteúdo da mente – tudo bem ao contrário do que se pensava quando a beleza passou a residir também nas proporções do corpo... O esporte humaniza as pessoas. Testar os limites físicos e psicológicos e ao mesmo tempo desenvolver valores como respeito, solidariedade, disciplina, perseverança, entre outros, é algo que imagino deva ser protegido e incentivado, sobretudo como forma de igualar as pessoas por seu valor esportivo, fazendo com que a consagração do pódio seja a lição permanente de que a humildade de quem ganha é mais

prevalência sobre o circunstancialmente vencido. Na última Copa, me encantou a discrição dos alemães quando da acachapante vitória sobre o Brasil, na final. A elegância com que vencedores e vencidos projetaram socialmente o fato serviu, no meu pensar, de vigoroso ensinamento ético e cívico que só esporte, pela paixão e pela monumental importância política que tem, é capaz de transmitir à massa, que sente e reage à vitória esportiva, que emociona os corações mais insensíveis. Pouco antes da Segunda Guerra, nas Olímpiadas de Berlim, em 1936, o nazismo foi golpeado pela força avassaladora da verdade trazida pelo esporte. Hitler, todos sabem, queria demonstrar ao mundo uma superioridade da raça ariana e desejava que aqueles Jogos Olímpicos, quer pela meticulosa organização e grau de espetáculo, quer pela hegemonia alemã no quadro de medalhas, fossem mesmo a sua pessoal consagração e uma potente arma de propaganda. Deu errado. Jesse Owens, negro, americano do Alabama, sétimo filho de uma família de colhedores de algodão e neto de escravos, bateu quatro recordes olímpicos, fazendo o Führer silenciar frente à superioridade do talento de um ser humano espetacular. O nazistamor não cumprimentou o vencedor, que mesmo em seu país não foi recebido pelo presidente para as homenagens de praxe simplesmente porque era negro. Todavia, quando de sua morte, em 1980, Jimmy Carter, em condolências à família e ao povo americano, escreveu: “Talvez nenhum outro atleta em todo o mundo, em todos os tempos, tenha simbolizado melhor a luta humana contra a tirania, a miséria e o racismo”. O esporte fez desse fenomenal Jesse Owens o mais duro golpe e a mais penosa lição àquele que acreditava verdadeiramente que seu povo era superior a qualquer outro. O preconceito foi obrigado a entregar o pódio à verdade inexorável de que as pessoas valem pelo que são. Durante a Guerra Fria, americanos e soviéticos, além da disputa aeroespacial, tentavam sobrepujar-se nas atividades esportivas. As Olimpíadas de Moscou (1980) e de Los Angeles (1984) representaram bem essa perspectiva política dos jogos. Os americanos, insatisfeitos com a invasão do Afeganistão pelos soviéticos, em 1979, boicotaram os Jogos de Moscou. Depois, em reposta, a Rússia anunciou que não iria aos Jogos de Los Angeles, pois seus atletas corriam perigo pelo sentimento antissoviético que estaria sendo disseminado pelo governo

então União Soviética foram na mesma toada da Rússia, o que foi um desastre naquelas competições olímpicas em que os americanos não tiveram concorrentes e sagraram-se os grandes vencedores com 83 medalhas de ouro. Enfim, o esporte utilizado como instrumento de manifestação político-diplomática. O esporte também simboliza paz. Quem se esquece de que o time do Santos, em 1969, em excursão pela África, por sua simples presença, “suspendeu a guerra”, de modo que o povo da Nigéria, em conflito há mais de dois anos, teve o direito de parar em paz para assistir à seleção santista naquela histórica apresentação em Benin, cujo povo pôde, enquanto os jogadores estavam em solo nigeriano, viver a paz que o esporte traz como valor e mensagem universal. O esporte é fundamental como política de estado. Não estou falando em simples aula de educação física, mas a educação esportiva como direito àqueles que sonham tornar-se atletas de carreira, com alto rendimento, espelhando outros que fizeram do esporte sua arte e orgulho de vida. No Brasil, infelizmente, não temos uma cultura de valorização do esporte como base de formação. A escola pública, no geral, nem dispõe de logística para sustentar eventual projeto de formação

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esportiva continuada. Olimpíada e Copa passaram, e a dúvida é qual foi o legado que teriam deixado. Tenho percebido uma realidade de culto ao corpo em que a prática de esporte tem sido relegada a mero instrumento para obtenção de músculos exatos, daquela “beleza” que aparece na tevê, e não pelos valores fundamentais que o ensino responsável do esporte transmite. Como eu tenho certeza de que jamais serei convidado para ser personagem de reality show em razão de simetria e protuberância física, vou trabalhar em outra frente: treinar xadrez. Sentando e pensando talvez eu nunca me tornarei um Kasparov, que foi um dos maiores enxadristas da história. Todavia, terei um álibi para meu ideológico sedentarismo. Afinal, enquanto alguns se questionam se xadrez é esporte, arte ou ciência, eu fico com a alternativa “d”: nenhuma das anteriores. É meu álibi para continuar olimpicamente sedentário, desejando que os olhos de quem vê encontre a beleza que não está na simetria das formas, mas talvez na ideia de que o esporte é direito fundamental e deve estar democraticamente ao alcance de todos. RUTINALDO BASTOS, advogado militante, professor universitário, membro da Academia de Letras de Itanhaém, Presidente da 83ª Subseção da OAB/SP (Mongaguá, Itanhaém, Itariri, Pedro de Toledo).


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SAÚDE

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Dicas de alimentação para praticantes de atividade física e atletas Atualmente, o número de pessoas que procuram mais qualidade de vida através de esportes vem aumentando cada vez mais.

A importância da fisioterapia na prática de exercício físico Independentemente da idade, a prática regular de exercício físico traz inúmeros benefícios à saúde, sempre acompanhada por um profissional da área. A atividade, quando exercida corretamente, melhora a função cardiovascular e respiratória, fortalece os músculos, ajuda a melhorar a flexibilidade do corpo e promove o bem-estar psicológico. No entanto, quando exercida de formar irregular, pode acarretar, mesmo que gradualmente, uma série de danos ao corpo. É essencial que as atividades sejam planejadas e praticadas adequadamente justamente para evitar lesões e, consequentemente, futuras dores de cabeça. Para muitos, o principal uso da fisioterapia está relacionado ao tratamento de lesões, mas esta profissão exerce um papel ainda maior, o de prevenção. Procurado por atletas de diferentes modalidades, o profissional de fisioterapia tem uma função significativa porque avalia e corrige possíveis desequilíbrios musculares, bem como alterações posturais que possam gerar lesões futuras. É importante ressaltar para quem deseja iniciar uma atividade física que é necessário buscar a orientação de um educador físico, que elaborará um plano de exercício de acordo com seu objetivo, respeitando os limites do seu corpo. Em caso de dores durante a prática do exercício, se elas persistirem mesmo após repouso, é importantíssimo que um profissional da fisioterapia seja procurado, porque ele será capaz de avaliar, diagnosticar e elaborar o tratamento mais indicado para este tipo de problema.

Ivan Denis Barbizan, (crefito-3/173270) é fisioterapeuta e trabalha no consultório de fisioterapia localizado na rua Dr. Egas Muniz Arruda Botelho, 361 Laranjeiras.

Foto: prixelgraphic.tumblr.com

Atividade física pode ser considerada como Esporte? Às vezes podemos nos perguntar: esporte e atividade física são a mesma coisa? Se caminharmos todos os dias, esta atividade pode ser considerada como esporte? Vamos primeiro compreender o que é cada uma: A atividade física, independentemente da faixa etária, sexo e nível de habilidade, visa o bem estar dos praticantes, a saúde e a obtenção de uma cultura corporal, através do trabalho de forma global. Melhora também a coordenação motora e desenvolve as capacidades físicas, em suas experiências físicas e emocionais. Além disso, promove uma grande satisfação pessoal e o prazer pela prática, através de questões fisiológicas. O esporte ou as modalidades esportivas são atividades que seguem um regulamento específico, ou seja, tem regras e também são regulamentadas por uma Federação, seja ela Estadual, Nacional ou Internacional. As mais populares são: Futebol, Vôlei, Basquete, Natação, Ginástica artística, Ginástica rítmica, Tênis, Handebol, entre tantas outras. Todas estas modalidades têm seus regulamentos e regras específicas, além de seu caráter competitivo. Mas o esporte pode ser praticado como uma atividade física somente? Claro que pode. Todas estas modalidades podem ser praticadas simplesmente como uma

Caminhada no Rio das Ostras

atividade física, sem caráter competitivo, pelo simples prazer da prática, o qual traz todos os benefícios seja no aspecto motor, cognitivo ou afetivo social que o esporte desenvolve. Temos vários exemplos destas práticas, como aprender a nadar, as escolinhas de iniciação, a educação física escolar, as atividades extracurriculares proporcionadas por algumas escolas, jogar futebol ou vôlei entre amigos (praia, campo, quadra), na qual a “competição” se torna sinônimo de lazer, de bem-estar... Assim, temos que reafirmar a importância tanto das atividades físicas, como do desenvolvimento das modalidades esportivas para a saúde e bem-estar do indivíduo, que sempre deverá ser assistido por um profissional de Educação Física. Os esportes de alto rendimento, que nem sempre são sinônimos de saúde, ficam para uma próxima conversa. Angélica Segóvia de Araujo é Professora da Universidade Paulista UNIP e Colégio Marista Arquidiocesano de São Paulo. Graduada em Educação Física pela FEFISA. Especialista em Ginástica Artística pela USP e Pós-graduada em Treinamento Desportivo pela FMU.

Foto: Gabriel Sales

Muitos sabem que a alimentação balanceada está totalmente ligada com o rendimento corporal na hora do treino, mas poucos sabem como se alimentar nessa hora; e a alimentação incorreta pode acabar gerando tonturas, desconforto abdominal e mau humor.

Durante o treino, o nosso corpo necessita de uma carga maior de energia, por isso no pré- treino sempre consuma uma fonte de carboidrato que é o grande responsável por gerar energia para o nosso corpo. Portanto, é importante o consumo de produtos integrais ou frutas com cereais. No pós-treino é interessante consumir uma boa fonte de proteína para melhorar a recuperação muscular, como: carnes, ovos, soja, vegetais verde-escuros e derivados do leite. Em caso de atividade física intensa praticada por atletas, é essencial balancear a alimentação com o uso de suplementos, a fim de potencializar o rendimento dos treinos. Lembrando que, para um plano alimentar mais detalhado de acordo com o seu exercício físico, é importante passar por um profissional habilitado e não se basear na alimentação ou suplementação de outras pessoas, já que o seu corpo e metabolismo é único! Thais Pessoa Gonçalves é Nutricionista na Clínica Itamed, Coach de Emagrecimento e Sócia-proprietária do Grupo de Emagrecimento “Projeto Quilos a Menos”. Facebook/ nutricionistathaispessoa


ARTES MARCIAIS

Judô em Itanhaém O judô é um dos esportes mais apreciados e praticados no mundo. Nascido em 1882, no Japão, além de ser desenvolvido a partir de uma arte marcial, tinha o objetivo de integrar o físico, a mente e o espírito, compondo um verdadeiro código moral. Seu criador foi o professor de educação física Jigoro Kano, que, com seu trabalho, desenvolveu uma modalidade que abrangia mulheres, crianças e idosos, de qualquer altura e peso e não apenas homens com vigor físico. Sua doutrina propõe como ponto fundamental a disciplina, fazendo com que os seguidores dessa arte sejam vitoriosos também na vida e que a utilizem no seu dia-a-dia. Não é à toa que sua etimologia significa “caminho suave”. Sua chegada ao Brasil teve grande influência da imigração japonesa, por volta de 1908. Entretanto, firmou se apenas no final da década de 20 com a chegada de alguns professoreslutadores que fundaram as primeiras academias. Mais à frente, no ano

Jornal Egbé de 1964, o ingresso do judô como modalidade olímpica fez com que, em 1969, fosse criada a Confederação Brasileira de Judô (CBJ), propiciando uma profissionaliz aç ão das práticas de luta e organização no país. Atualmente é o esporte brasileiro com maior número de medalhas em olimpíadas, totalizando 22. em Itanhaém, ano de 1975, o então mestre, CHO USI N/ ZUKERAN, na época faixa preta de 3° grau, administrou aulas até que a idade não lhe permitiu dar continuidade. Passou, então, a parte de treinos ao atual professor José Francisco Bezerra, que até hoje conta com vários faixas pretas e estagiários, administrando aulas para mais de 600 seguidores. no

Sensei Bezerra, praticante de Judô desde 1972, administra aulas de Judô há 43 anos

A Arte Suave

O Jiu Jitsu, embora reconhecida como uma arte de raiz japonesa, possui diferentes referências que remontam a tempos ainda mais antigos. A teoria mais aceita é de que monges do Tibet, entendendo suas desvantagens físicas nas constantes investidas do povo guerreiro da Mongólia, desenvolveram uma arte baseada em chaves e alavancas, na qual a força bruta não era o principal fator de desequilíbrio. Sabendo dessa arte, os Samurais japoneses buscaram aprender sobre a mesma, levando-a posteriormente para o Japão e a desenvolvendo. A finalidade se deu pelo fato de que, no campo de batalha ou durante qualquer enfrentamento, um Samurai poderia acabar sem suas espadas ou lanças, necessitando, então, de um método de defesa sem armas. Como os golpes traumáticos não se mostravam suficientes nesse ambiente de luta, já que os samurais vestiam armaduras, as quedas e torções começaram a ganhar espaço pela sua eficiência. No final do século 19, alguns Mestres da arte marcial Jiu Jitsu resolveram sair do Japão e provar a eficiência desta técnica mundo afora. No ano de 1914, desembarcou no Brasil, mais precisamente em Belém do Pará, o Mestre Mitsuyo Maeda, o Conde Koma; e a história dele e do Jiu Jitsu mudaram significativamente a partir de então. Sua arte permitia o menor vencer o maior. No ano de 1917, Carlos Gracie conhece esta arte através de uma apresentação em Belém e por seu pai, Gastão Gracie, amigo e conhecido do Conde Koma.

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Assim, convence-o a ensinar o Jiu Jitsu a ele, despertando também em seus irmãos, o gosto pelo Jiu Jitsu. Em pouco tempo Helio Gracie acaba se destacando por incutir inovações técnicas em sua luta e nas aulas que passou a dar criando alternativas e avanços na arte marcial ensinada pelo Conde Koma. A família Gracie passa a seguir a linha de desafios e lutas contra atletas de outras artes, brutamontes e valentões e o Jiu Jitsu passa a ganhar notoriedade. As vitórias da família em lutas sem regras foram se acumulando e virando lendas e manchetes nas primeiras páginas. Em Itanhaém, uma das escolas de Jiu Jitsu disponíveis é a RMNU (Robson Moura Nations United), do Mestre, multicampeão e Hall da Fama Robson Moura. As aulas são ministradas na Academia Adrenalina (segundas, quartas e sextas), na Academia Performance (terças e quintas) e na Academia Pratk (terças e quintas), além de Projetos Socias e Escolares desenvolvidos no município. A RMNU tem sua sede em Tampa, na Flórida, e possui mais de 100 unidades espalhadas pelo mundo. Robson Moura foi aluno de André Pederneiras e atleta da Nova União por muitos anos onde se sagrou faixa preta e conquistou os maiores títulos de sua carreira. Hoje se dedica à sua academia e a disseminar um Jiu Jitsu de muita técnica, com disciplina e entendimento das necessidades de cada aluno. Melk Hergersheimer é Professor Faixa Preta da RMNU


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VOLEIBOL/BASQUETE

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O belo saque de Itanhaém

Basquete Conhecido como um dos esportes mais populares do mundo, o basquete foi inventado, em 1891, pelo professor de Educação Física canadense James Naismith. O nome vem do inglês e quer dizer ‘bola ao cesto’. Esporte criado durante um inverno rigoroso que tornava impossível a prática de atividades ao ar livre pelos alunos, atualmente, é praticado por mais de 300 milhões de pessoas no mundo inteiro. O Brasil foi um dos primeiros países a receber o novo esporte. Em 1894, o norte americano August Shaw foi convidado para lecionar no Mackenzie College, muito tradicional em São Paulo e, em sua bagagem, havia uma bola de basquete. O Basquete é talvez o mais tenso dos jogos. Tenso, porque o resultado muda de repente por vacilo ou cansaço. Um bom desempenho, não basta. Exige atletas aguerridos, treinados, incansáveis. Nenhum esporte coletivo exige tanta mobilização permanente e conjunta. É um jogo de ataques e defesas, onde o objetivo é errar o mínimo possível e a somatória dos erros

Foto: prixelgraphic.tumblr.com

contribui efetivamente no resultado do jogo. A NBA, fundada em 1946, é a principal liga de basquete profissional da América do Norte e do mundo. Reconhecida como entidade máxima e organizadora, é formada por 30 franquias participantes. Seus jogadores são os esportistas mais bem pagos do mundo, por salário médio anual. O atual time campeão é o Cleveland Cavaliers, sendo o jogador LeBron James, a principal estrela. O basquete tem raízes fortes em nossa cidade, além de tradição por formar equipes fortes para participação em campeonatos da Federação e Liga Paulista, Jogos Regionais e Abertos, onde já alcançou resultados expressivos. Nosso maior destaque é o atleta Felipe Ruivo que atua na NBB, pelo Esporte Clube Pinheiros. Itanhaém, através da Secretaria de Educação, Cultura e Esportes desenvolve o projeto “Basquete nas Escolas”, durante o ano letivo, direcionado a crianças e adolescentes de 06 à 16 anos. No ano passado, o Projeto atendeu 278 crianças em seus núcleos de treinamento, tendo como finalidade, além da prática do esporte,

O voleibol foi criado, em 1895, por William G. Morgan, nos Estados Unidos. Na América do Sul, o primeiro país a conhecer o voleibol foi o Peru, em 1910, através de uma missão governamental que tinha a finalidade de organizar a educação primária do país. O primeiro campeonato sul-americano foi patrocinado pela Confederação Brasileira de Desportos (CBD), com o apoio da Federação Carioca de voleibol. Aconteceu no ginásio do Fluminense, no Rio, entre 12 e 22 de setembro de 1951, sendo campeão o Brasil, no masculino e no feminino. A mídia vem fazendo com que o brasileiro tenha um interesse cada vez maior pela prática do voleibol. Este é sem dúvida, um dos esportes que mais sofreu alterações em suas regras e sua estrutura, o que lhe torna um esporte altamente interessante. O voleibol é uma modalidade esportiva coletiva, apresentando na sua essência o jogo, fator que socioculturalmente motiva e estimula as pessoas, sendo muito

favorecido e propício o desenvolvimento da sua prática. O voleibol é umas das modalidades em que o trabalho de base é muito forte no Brasil, conquistando inclusive títulos internacionais. Em Itanhaém, desde 2014, há um trabalho feito com categorias de base (Iniciação, PréMirim, Mirim, Infantil e InfantoJuvenil) e também a categoria adulta, trabalhando como espelho para os mais novos. Hoje o Município de Itanhaém conta com mais de 200 praticantes da modalidade e mais de 100 atletas que já passaram pela nossa categoria de base. Além disso, nos últimos 4 anos, foram revelados quatro atletas: em 2014, a Vitória (Bradesco/Osasco); em 2015, o Vinicius (Santos) e, em 2016, o Diego e o Henrique (São Caetano do Sul) Prof. Esp. Leandro Souza Menezes Técnico Voleibol Itanhaém Cref: 113706-G/SP

Divulgação

desenvolver valores sociais e qualidade de vida. Interessados em praticar basquete devem entrar em contato com o Departamento de Esportes, através do telefone 3421.1700. Neno Volpin é Professor de Educação Física na E.M. Harry Forssell e Colégio Evolução-Objetivo de Itanhaém e técnico de Basquetebol de Itanhaém. Divulgação


AQUÁTICOS

NATAÇÃO

O registro mais antigo sobre a natação remonta às pinturas rupestres de cerca de 7.000 anos atrás. As referências escritas remontam a 2000 a. C. Algumas das primeiras referências estão incluídas em obras históricas como a Epopeia de Gilgamesh, a Ilíada, a Odisseia, a Bíblia (Ezequiel 47:5, Atos 27:42, Isaías 25:11), Beowulf e outras sagas. No ano de 1538, Nikolaus Wynmann, um professor alemão de linguística, escreveu o primeiro livro sobre natação, “O Nadador ou o diálogo sobre a arte de Nadar” (Der Schwimmer oder ein Zwiegespräch über die Schwimmkunst) A natação de competição começou na Europa por volta do ano de 1800, na sua maioria utilizando o estilo “bruços”. Posteriormente, em 1873, John Arthur Trudgen, apresentou o estilo Trudgen, após ter copiado o estilo crawl usado pelos Índios Nativos Norte-americanos, criando uma ligeira variante do mesmo. Devido ao repúdio dos britânicos pelos salpicos, Trudgen empregou a pernada de bruços no lugar do batimento de pernas convencional do estilo crawl. A natação fez parte dos primeiros Jogos Olímpicos da era moderna em 1896, em Atenas. Finalmente em 1902 Richard Cavill introduziu o estilo

SURF

Não há como precisar a origem do surf, mas histórias remotas afirmam que o esporte tenha mais de dois mil anos e foi praticado, primeiramente pelos polinésios. Mas quem difundiu o esporte pelo mundo foi o Campeão das piscinas, DUKE KAHAMAMOKU que participou de quatro olimpíadas e entrou para a história dos jogos olímpicos, ganhando um total de três medalhas de ouro e duas de prata. Nascido em 1890, o havaiano Duke fez o mundo saber que ele era um surfista da praia de Waikiki, situada no arquipélago Havaiano e que o surf era o ato de “cavalgar” sobre as ondas do mar. Já no Brasil o surf, na década de 80 tornou-se realmente organizado em termos de competição. Itanhaém acompanhou essa organização profissional e organizou grandes eventos, revelando grandes atletas para o cenário nacional e Internacional. Destaque para Vagner Pupo que foi um dos melhores competidores do circuito Brasileiro Profissional,

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crawl e em 1908, foi fundada a Federação Internacional de Natação (FINA). O estilo Borboleta foi desenvolvido na década de 1930, que no início surgiu como uma variante do estilo de bruços, até que foi aceita como um estilo distinto, em 1952. Como atividade recreativa, a natação é muito difundida. Muitos nadadores entram na água apenas para se divertir, tanto em piscinas artificiais como nos mares, lagos e rios. Embora os estilos de natação também sejam utilizados no lazer, é muito comum que os nadadores recreativos utilizem estilos menos técnicos, geralmente mantendo a cabeça fora da água. Por movimentar praticamente todos os músculos e articulações do corpo, a prática da natação é considerada um dos melhores exercícios físicos existentes trazendo ótimos benefícios para o organismo e benefícios à saúde, ajudando a melhorar a coordenação motora. Além de ser recomendada para pessoas com problemas respiratórios, como por exemplo a asma , também é a única atividade física indicada para menores de 3 anos. O Município de Itanhaém disponibiliza aulas de natação gratuitas (iniciação,

e Binho Nunes que levou o nome de Itanhaém para os quatro cantos do mundo, tanto competindo quando fazendo matérias e filmes nas principais ondas do Planeta. Atualmente, Itanhaém continua revelando grandes valores. É o caso de Matheus Lima que disputa a categoria iniciantes (até 14 anos) e já se destaca em todas as competições que participa, além de outros nomes que estão chegando com força total. Itanhaém acabou, ranking das categorias de base, do ano de 2015, entre as quatro melhores cidades do circuito Paulista de Surf Amador e, em 2016, em sexto. Um sinal muito bom, pois

Foto: prixelgraphic.tumblr.com

aperfeiçoamento, e treinamento), no Complexo Educacional Harry Forssel para crianças a partir dos 7 anos de idade. A Natação competitiva de Itanhaém hoje tem uma parceria com a Universidade Santa Cecilia, na qual dá acesso a competições da Federação Paulista de Natação, um

grande feito, no qual fez Itanhaém ser Penta campeão dos Jogos Regionais de 2ª Divisão.

mostra que o futuro do nosso esporte está garantido. Temos ainda grandes atletas, na categoria Long Board, como Jaime Viudes e Jonas Lima, entre outros; e, na categoria Profissional, Gustavo Ribeiro que acabou entre os cinco melhores atletas de São Paulo. Itanhaém ainda conta com uma Escolinha Municipal de Surf, coordenada pelo Departamento de Esportes de Itanhaém. Funciona às terças e quintas para alunos da

rede de ensino, totalmente gratuita.

Yucatan Koki de Araujo é Técnico e Professor de Educação Física CREFSP -042016G

Esse é um breve resumo sobre o Surf, na cidade de Itanhaém, que já está marcada como uma das cidades do litoral sul, que tem o maior número de praticantes desse esporte tão maravilhoso e saudável. Marcelo Nunes “ Papel” é Membro da Associação Brasileira de Surf Profissional e também atua como árbitro Foto: Marcelo “Papel”


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POPULARES

Jornal Egbé

A bicicleta como meio de “esporte “ Toda vez que falamos em mobilidade urbana, a bicicleta surge como um dos principais meios de transporte utilizados, principalmente em nossa cidade. Desde pequenos deslocamentos até inúmeras outras atividades, a popular “ bike “ está presente em nosso dia a dia. Ela também está diretamente ligada e relacionada a saúde, lazer e é até utilizada como profissão. Com

FUTEBOL

trocamos as acrobacias mais radicais pelos desafios de “ montanha ” ou trilhas, onde costumamos utilizá-la em nossa região na ausência de montanhas. Pode ser praticado como lazer ou como competição, todavia, nas duas formas, de acordo com o nível de evolução dentro da modalidade, o praticante enfrentará estradas de terra, trilhas em sítios ou fazendas, ou até mesmo dentro da cidade, que exigirão do cliclista, bastante resistência, destreza, concentração e habilidades. Speed ou Road ( Estrada ) – Essa modalidade é praticada com bicicletas feitas para velocidade em estrada ou terrenos similares. Para se entender melhor, são aquelas bicicletas “ de corrida “ que tem o guidão curvado para baixo, aquelas utilizadas no Tour de France, Giro da Itália, etc ... São leves, resistentes, aerodinâmicas e velozes, utilizadas principalmente em competições de circuito ou provas de longa distância realizadas nas estradas. Nessa modalidade, os praticantes devem prezar o condicionamento e a resistência física; e nas competições, a estratégia.

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isso, gostaria de destacar e explicar rapidamente, de forma clara, direta e básica, um pouco sobre as 4 principais modalidades e vertentes nas quais a bicicleta é utilizada, e em particular as que estão mais presentes em nosso cotidiano, além da sua função de locomoção. BMX ou Bicicross – Muito popular e difundida no Brasil nos anos 80, essa modalidade é praticada com bicicletas especiais, com aro ( roda ) menor que as bicicletas tradicionais ( MTB, Beach, Barra-forte ). É também muito popular e praticado entre os jovens e adolescentes que se utilizam de suas “ máquinas “ para competirem em circuitos de terra, com rampas e obstáculos, ou fora da terra, no estilo freestyle, executando manobras e acrobacias ousadas que requerem bastante habilidade e coordenação. Alguns mais ousados, levam suas habilidades aos skateparks dividindo o espaço com os skatistas. MTB – A Mountain Bike ou Bicicleta de Montanha, eu diria que é uma BMX para os mais crescidos, porém vai muito além;

CICLOTURISMO – Como o próprio nome sugere, trata-se de praticar o turismo utilizando-se de uma bicicleta. Recentemente, essa modalidade, tornou-se bastante popular, inclusive em nossa região. Para a prática do cicloturismo, o praticante precisará de uma bicicleta simples de sua preferência, com um bagageiro instalado onde possa carregar suas malas ou bolsas com seus pertences de uso diário, e se deslocar de uma cidade a outra, ou por onde mais ele quiser se aventurar. Com o tempo

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e a prática, o cicloturista vai adquirindo condicionamento e conhecimento suficientes que lhe permitirão ir cada vez

mais longe em suas viagens e desafios. Marco Brandão é Cicloturista, fotógrafo amador, Criador e Ilustrador por formação, comerciante em Itanhaém e membro fundador do Grupo de Ciclistas Cicloturita Itanhaém.

O Brasil é o País do futebol? Sim, o Brasil é o País do futebol porque ganhou 5 copas do mundo. Mas quando ele tinha chegado ao TRI, em 1970, já não era? Em 1950, antes do desastre, em pleno Rio de Janeiro, já não dava para falar que era?

Sinceramente minha resposta é: VAI SABER! Charles foi um funcionár io da São Paulo Railway Company, vicecônsul Inglês no Brasil e o introdutor do

Miller

futebol no Brasil. Em quando veio 1 8 9 4 , trabalhar na estrada de ferro SantosJundiaí, trouxe na bagagem duas bolas de futebol, um livro de regras, um uniforme e um par de chuteiras. A partir deste momento, começou a difundir o futebol entre os trabalhadores da estrada de ferro, o início de tudo no Brasil.

No Brasil, hoje, temos aproximadamente 28 mil atletas profissionais. Deste montante, quase a totalidade têm rendimentos um pouco superior ao salário mínimo, ou seja, baixíssimo para o que se considera o país do futebol (profissional?). Devo destacar que existe um número extremamente expressivo de clubes amadores de futebol, no Brasil, dos quais muitos têm atletas amadores que em algumas situações ganham mais do que os (profissionais) aqui citados. Trazendo o futebol para a realidade da nossa Itanhaém, temos hoje 24 campos de futebol, 54 equipes amadoras disputando o campeonato da cidade na 1ª divisão, 2ª segunda divisão e 3ª divisão, com aproximadamente 1620 futebolistas, entre atletas e comissão técnica, diretamente envolvidos. No tocante à Categoria de Base, há hoje aproximadamente 14 escolinhas de futebol, sendo que 8 são do

“Programa Aqui Tem Esporte” da Prefeitura Municipal de Itanhaém, com todas as categorias de base (sub09, 11, 13, 15 e 17). Temos, então, aproximadamente 2.000 alunos sendo atendidos neste programa. Programa este que selecionou 25 atletas para representar Itanhaém no Campeonato Estadual, modalidade em que angariamos o Tetracampeonato Estadual Regional e o ViceCampeonato Estadual. Feito único de uma equipe amadora, neste evento, que conta com equipes profissionais de nível elevado, do Estado de São Paulo. Itanhaém cresce cada vez mais no futebol e em outras modalidades! Quanto ao Brasil ser o País do Futebol... Vai saber! Prof. Jurandir da Costa Barreiros (DIDA), formado pela Unisanta, especialista em futebol pelo Instituto Wanderley Luxemburgo, Técnico da Seleção de Itanhaém Sub-13 (ViceCampeã Estadual), Bi-campeão amador pelo S. E. Iemanjá da 1º Divisão, TetraCampeão Estadual Fase Regional.

Ponta da Barra

Restaurante de tradição antiga em Itanhaém. Oferece alimentação saudável e seus pratos são preparados na hora com cardápio variado. Picanha Argentina, Peixes, Frangos, espaguetes e pratos executivos. Conhecido por seu famoso Bolinho de Bacalhau Prato carro chefe: Filé de pescada com molho de camarão Horário de funcionamento: 11h às 23h, exceto feriado Presidente Vargas, 261 - Centro Telefone: 13-3422 3083


TERCEIRA IDADE/RUGBY

Jornal Egbé

A Importância da Musculação e Atividade Física no Envelhecimento. Os fatores que exigem mais atenção, quando pensamos em passar atividades físicas para idosos, são a intensidade e o volume de treino, que não podem ser os mesmos de um indivíduo mais jovem. Os aparelhos podem ser os mesmos, apesar de existirem aparelhos mais específicos como no CIAFI. Já os exercícios dependem de adaptação e reflexão sobre o grau de dificuldade e a carga, que deve ser de leve a moderada, bem como de forma terapêutica e adaptada. Para a musculação é importante utilizar aparelhos máquina ou os articulados. Nesses exercícios é interessante trabalhar com o método alternado por segmento e com séries com poucas repetições e carga moderada, respeitando sempre suas limitações. A musculação pode ser realizada por qualquer idoso, desde que tenha bons profissionais para atender e atingir os objetivos com sucesso. O único motivo, que faz com que a musculação seja contraindicada, é por meio de uma prescrição médica, diagnosticando o indivíduo idoso a não realizar exercícios na sala de musculação. Além do fator qualidade de vida que a musculação traz

para todos os praticantes, na terceira idade ela favorece no tratamento e prevenção das doenças do sistema esquelético, como por exemplo, a osteoporose. É importantíssimo trabalhar o fortalecimento das articulações, ligamentos e tendões, já que nessa fase da vida é necessária uma atenção redobrada em todos esses quesitos, pois as entorses acontecem com uma frequência maior. As atividades físicas para pessoas da terceira idade também são muito importantes para o controle e prevenção do colesterol, diabetes e alterações da pressão arterial e na ativação do sistema metabólico. Nós, profissionais da saúde, devemos fazer uma anamnese com o aluno, para saber sobre seus objetivos e expectativas referentes à musculação, buscar informações dos exames médicos que devem ser feitos periodicamente por eles,se houver restrições. Por fim, devemos pegar as circunferências e peso, bem como avaliar os desvios posturais, para quando o aluno marcar um retorno e, na avaliação, mostrar e comparar os resultados do antes e depois dos treinos. Então, entra a segunda parte, através da periodização que o professor elabora para o idoso aumentar, gradativamente, o

Tradição de Pai para Filha

Falar de natação é lembrar de meu pai, Harry Forssell, que participou das olimpíadas, em 1932, em Los Angeles. Eu, a filha mais velha agora com 74 anos, com orgulho segui seus conselhos e seus aprendizados, tal como nadar.

Foto: Marcos Santos/USP Imagens

seu esforço. A ideia é mexer somente na intensidade dos exercícios e não em volume, e exigir todos os músculos por igual para que haja essa equivalência na hora do ganho de massa muscular, que seja mais lento, nessa fase da vida. Podemos sugerir para um idoso treinar na musculação, até três vezes na semana, em dias alternados, para justamente não haver uma sobrecarga dos treinos nas articulações. É importante também que haja um tempo de recuperação ou descanso muscular adequado, para que no próximo treino o estímulo continue crescente. Roberto Ricomi é proprietário e profissional de educação física no CIAFI - Centro Integrado de Atividades Físicas em Itanhaém e Terapias Manuais

Rugby como modo de vida Você já ouviu falar do Rugby? O esporte surgiu na Inglaterra, em 1871, como um “parente” do Futebol que a gente conhece, porém com maior contato físico e com a bola correndo nas mãos dos jogadores. A criação em si é creditada ao estudante da Rugby School da Grã-Bretanha, William Webb, que durante uma partida de futebol, em 1823, pegou a bola com as mãos e correu até o gol. Esta atitude gerou uma confusão daquelas. Polêmicas à parte, foram alunos da própria Rugby

Foto: Renato Lapetina

School, com ajuda de outros alunos de Cambridge, entre 1845 e 1848, que elaboraram de fato as primeiras regras

da modalidade. O Rugby chegou ao Brasil no final do século XIX, trazido pelos ingleses que trabalhavam nas estradas de ferro do estado de São Paulo. Charles Miller, conhecido como o “pai” do futebol no Brasil - por ter trazido a primeira bola e organizado a primeira partida, em 1894, também é o introdutor do Rugby em nosso país. Hoje o número de praticantes de Rugby no Brasil vem numa crescente, tanto de clubes, quanto de universidades e de campeonatos. A Confederação Brasileira de Rugby- CBRu, que administra a modalidade no Brasil, é considerada hoje um bom exemplo de gestão e marketing esportivo no país. Há também a modalidade sobre cadeira de rodas, que vem ganhando espaço e adeptos no país, e quem a administra é a Associação Brasileira de Rugby em Cadeira de Rodas – Rugby ABRC. No estado de São Paulo, quem gere a modalidade é a Federação Paulista de Rugby – FPR, que é também quem realiza as principais competições dentro do estado.

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A natação está em minha vida desde meus 14 anos quando então atravessei o rio Itanhaém, em uma competição, em 1957. Já com 60 anos competia nos jogos do idoso da 3ª idade e quando aconteceu o JORI ( Jogos Regionais do Idoso) em Itanhaém também participei. Mas vamos falar de natação, o esporte que mais gosto. Para mim é o mais completo exercício físico. Mexe com seu corpo, mente e alma, trazendo qualidade de vida. A água tem muita energia, então nos acalma e nossa respiração ritmada supera e substitui os tantos remédios... Vamos divulgar mais a natação para que possamos levar mais pessoas das 3 ª idade para a piscina e quem sabe descobrir novos talentos para nosso município. Obrigada pai por me ensinar a nadar!!! Vera Forssell é ex-atleta e nadadora de Itanhaém pelos Jogos Regionais do Idoso

Rugby Praia Grande existe há 09 anos e disputa o Campeonato Paulista da série C e, junto com a Associação Rugby Praia Grande, vem realizando oficinas e implantando escolinhas, na região, para difundir e promover o esporte. Este ano, realizamos o 2º Torneio Praia Grande de Beach Rugby, que acontece sempre na terceira semana de janeiro. Foto: Renato Lapetina

Já na Região Metropolitana da Baixada Santista, o esporte está evoluindo bem, mas, por enquanto, temos apenas uma equipe que nos representa. A Armada

Renato Lapetina Junior é Presidente da Associação Rugby de Praia Grande e Diretor na equipe Armada Rugby Praia Grande


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CIÊNCIA E TECNOLOGIA

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nossos exercícios? Essa foi a pergunta feita pelos idealizadores do projeto “Cine Pedal Livre” que tem por objetivo conscientizar as pessoas sobre energia limpa, sustentabilidade, mobilidade urbana e boas práticas, através de um cinema itinerante movido à energia elétrica. Energia que é acumulada em baterias e, para ser carregada, precisa que o espectador pedale o equivalente a alguns quilômetros para poder assistir o curta metragem até o final.

PEDALANDO COM ENERGIA Olá, Querido Leitor! Em nossa última coluna, falamos sobre medidas de economia no verão. E ele chegou com força total. Nessa época do ano, aproveitamos toda essa energia da estação para cuidarmos da nossa saúde e do nosso corpo com práticas esportivas. Gastamos nossas calorias para propiciar saúde e bem-estar.

Física e esportes: uma bela união

Muitas pessoas são apaixonadas por esportes. Com certeza, muitos de nós brasileiros acompanharam os jogos olímpicos que aconteceram, no Rio de Janeiro, no ano passado. Era um desfile de modalidades esportivas com suas técnicas, regras, movimentos e muitos princípios físicos diante de nossos olhos! “Você disse Física? ” Sim! Aquela instigante ciência que procura explicar o que acontece ao nosso redor, usando a “temida” Matemática, o que às vezes causa pequenos problemas. Mas podemos deixá-la um pouco de lado agora. “Então significa que as modalidades esportivas e as leis da Física estão relacionadas?” Sim! E muito! Em linhas gerais, todos os esportes apresentam algo em comum: o movimento. Para executá-lo há a Foto:www.motustriathlon.com

necessidade de aplicarmos uma força em algo ou em alguém para sairmos do lugar. No caso das corridas, essa força é trocada com o solo. Uma vez em movimento, o atleta precisa vencer, “lutar contra” a resistência do ar. Isso representa um gasto energético significativo. O corpo deve se mexer de forma que os movimentos dos membros ajudem a superar essa resistência ao movimento. Isso também ocorre nos esportes aquáticos. A água impõe uma resistência maior do que o ar ao deslocamento do atleta. Tanto que ao longo da história vários maiôs foram desenvolvidos para que o movimento dentro d’água fosse facilitado. Entretanto, em 2009, houve uma polêmica em relação ao uso desses trajes. A Federação Internacional de Natação (FINA) proibiu o uso de maiôs especiais, em 2010. Como eles diminuíam a resistência da água, os nadadores conseguiam ganhar décimos de segundo nas provas, o que, para os percursos mais curtos, é decisivo na definição dos primeiros colocados. Hoje, os atletas masculinos podem usar uma espécie de bermuda até os joelhos,

Foto: Paula Tanscheit/WRI Brasil Cidades Sustentáveis

Essas práticas, cada vez mais, têm sido adotadas pelas pessoas que pedalam, caminham ao ar livre, utilizam equipamentos em academias e aparelhos nas praças. Se pensarmos que podemos converter a energia corporal em energia mecânica e energia mecânica em energia elétrica, será que podemos economizar energia enquanto fazemos sendo que até a olímpiada de 2008 era possível a utilização de trajes que cobriam uma parte maior do corpo. O resultado é que dos atuais recordes olímpicos, dez foram estabelecidos em Pequim, quatro em Londres - nos jogos de 2012 - e dois no Brasil, no ano passado1. Mas e aquela modalidade que chamamos de “paixão nacional”, o futebol? Ele também conversa bastante com a Física, mas vamos deixá-lo para uma outra oportunidade em que possamos falar apenas sobre ele. Apenas como sugestão de aprofundamento no assunto, há um estudo interessante sobre um gol que Pelé não fez na copa de 702. É um casamento interessante entre Física e Futebol. Sim, é possível ser apaixonado por esportes e também pela Física! 1 https://pt.wikipedia.org/wiki/Recordes_ olímpicos_da_natação 2 http://www.if.ufrj.br/~carlos/futebol/ textoCatalogoExpo.pdf

João Henrique Cândido de Moura – Mestre em Educação, Licenciado em Física e em Química, Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP) – campus Registro.

Pensando nessa ideia, não seria interessante que todos os aparelhos colocados nas praças públicas e nas academias pudessem gerar energia? Imaginem a economia que iríamos fazer, sem contar com o impacto no meio ambiente, além de ficarmos com o corpo sarado e aquela barriga de “tanquinho”?

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INCLUSÃO

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Superação de um atleta cadeirante Sou cadeirante há 3 anos, e atleta desde os 5 anos. Amo ser um atleta. Mas ser atleta cadeirante é, no mínimo cheio de obstáculos. Faço musculação não em academia adaptada, mas me adaptei a minha academia. Também treino Crossfit. Consigo, dentro dos meus limites, fazer todos os exercícios e aproveitar ao máximo todos os aparelhos. Sou habilitado, mas encontro dificuldades ao estacionar, pois os outros motoristas nunca lembram de entrar certo nas vagas e não deixam espaço para eu descer do carro e montar minha cadeira. Faço Jiu Jitsu e só não uso as pernas, mas treino pesado dentro de minha limitação. Sou livre e vou a todos os lugares, os acessíveis e os não-acessíveis. Também, se tiver de pedir ajuda para entrar ou sair de algum lugar, faço isso sem problema algum, o que não posso é deixar de curtir a vida e ser feliz. Recomendo aos “Eficientes Físicos” e não deficientes que não se

limitem aos lugares, pois na maioria das vezes temos mais preconceito do que os outros com nós mesmos. Quero agradecer a todos os meus amigos e patrocinadores por sempre me ajudarem nessa minha nova trajetória dentro e fora do esporte. Agradeço à Farmácia Gaultéria e sua proprietária Elaine Bustos; a Academia Pro Life do meu amigo Leandro Magri; ao meu amigo e Fisioterapeuta Eliseu Buccioli e seus pais, Drª. Martha Maria Di Piero e Dr.Claudinei Francisco Buccioli, da Clínica São Judas; ao Roberto Ricomi proprietário do CIAFI, onde faço Pilates; aos meus Professores de Jiu-Jitsu Melquisedec e Rogério Warlet; ao Crossfit Peruíbe onde treino Cross e a empresa Darwin6 de SP, que me patrocina também com suplementos. Cassio Dutra - atleta cadeirante campeão de Jiu Jitsu

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PARADESPORTO EM ITANHAÉM A prática de esportes para pessoas com deficiência vem crescendo de forma bastante acelerada no Brasil e no mundo, e isso contribui muito para que a inclusão social aconteça de forma efetiva. Esta prática de esportes adaptados para pessoas com deficiência é chamada de Paradesporto. Com um grande potencial para o Paradesporto, o município de Itanhaém tem desenvolvido práticas consistentes com o objetivo de incentivar crianças, jovens e adultos para a iniciação paradesportiva, visando uma melhoria na qualidade de vida. Exemplo disso é o Programa Paradesporto, realizado desde o ano de 2014, em parceria com os Departamentos de Esportes e Educação Inclusiva e com a Secretaria municipal de Educação. Coordenado pela Professora Mestre e doutoranda em Educação Física Milena Pedro de Morais, o Programa Paradesporto atende a 130 alunos da rede municipal de ensino com deficiência física, visual, intelectual e auditiva. O Programa tem o objetivo de incentivar a prática paradesportiva e demonstrar, através das conquistas obtidas, o imenso potencial que cada aluno possui, contribuindo para o seu desenvolvimento global independentemente de sua condição de deficiência. Almejamos também promover a oportunidade e a descoberta de novos talentos do paradesporto no município de

Itanhaém, participar dos Jogos Escolares Municipais e Estaduais, do programa Atleta na Escola e das Paraolimpíadas Escolares, como tem acontecido nos últimos anos. O Programa Paradesporto acontece nas escolas municipais Noêmia Sales Padovan, Leonor Mendes de Barros, Luiz Gonzaga, Ignêz Martins e Filomena Dias Apelian, além das aulas de natação no Complexo Educacional Harry Forssel. Acreditando na continuidade das ações desenvolvidas, o Programa Paradesporto desenvolve também encontros para a capacitação dos professores de Educação Física da rede regular de ensino, assim como dos técnicos desportivos que coordenam escolinhas de esportes no município, a fim de que estes estejam preparados para receber de forma inclusiva cada aluno com deficiência. Desta forma, temos conquistado resultados excelentes, como a participação de 200 atletas com deficiência nas Olimpíadas Especiais, realizada no mês de Novembro de 2016. Agradeço com todo o carinho a todos que colaboram e acreditam no potencial de cada paratleta em Itanhaém e no mundo!!!!

Milena Pedro de Morais é Mestre e doutoranda em Educação Física pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como Professora de Educação Física da Secretaria Municipal de Educação de Itanhaém.


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SOCIEDADE

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O esporte e suas dimensões Ainda para muitos, o Esporte é encarado apenas como competição, brincadeira ou diversão. Entretanto, ele vai muito além das disputas dentro dos campos, ginásios, tatames, piscinas, pistas, circuitos, mar, etc. A competição é sempre e cada vez mais valorizada no mundo atual, inclusive, em muitas vezes, de forma predatória, desleal e despida de

qualquer preocupação com valores éticos. Contudo, é imprescindível que se busque constantemente objetivos diversos e mais elevados, como a necessidade de melhorar cada vez mais como seres humano. É preciso valorizar o processo, e não apenas os fins, e que os meios sejam sempre leais, pacíficos e, acima de tudo, inclusivos. A experiência com o Programa AQUI

Foto: Awdrey Sasahara

TEM ESPORTE, da Prefeitura de Itanhaém, mostra que a atividade esportiva tem um fator motivador extremamente positivo. O programa transcende a esfera da competição esportiva e propicia outras possibilidades.

superação dos limites individuais. Tal é sua importância, enquanto fenômeno social e cultural, que o esporte é hoje praticado no mundo todo.

Vivemos hoje numa sociedade complexa, na qual a instituição família encontra-se cada vez mais desvalorizada e de mãos atadas, o que acarreta uma profunda crise de valores sociais. Com esse olhar, é possível afirmar que todas as pessoas precisam de algum tipo de ajuda, em maior ou menor grau. É nesse ponto o papel decisivo do Esporte, juntamente com a Educação, na busca por princípios e valores sociais, morais e éticos.

Contudo, as preocupações não podem estar voltadas apenas para o desenvolvimento do esporte de alto rendimento. É imprescindível que as práticas esportivas sejam assumidas como um valor de referência, na inclusão e no bem-estar das pessoas, com grandes possibilidades de obter resultados satisfatórios, não apenas na lida com crianças e jovens, como também com adultos e idosos.

Não se pode duvidar que o esporte é um fenômeno sociocultural de grande relevância na sociedade e para a sociedade. Por natureza, possibilita a

Fabio Nascimento é Diretor de Esportes na Prefeitura de Itanhaém; Bacharel e Licenciado em Educação Física.

i n f a n t i l , melhorar a socialização de crianças e adolescentes que possuem a l g u m tipo de sofrimento psíquico q u e dificulta o laço social;

um instrumento de acirramento de noções que se articulam, com a produção de uma sociedade marcada por sua liquidez. Neste sentido, os cidadãos produzidos encontram-se separados da produção de espaços comuns e encerrados na busca por uma liberdade que se concretiza no simples individualismo econômico. Assim, a noção de liberdade é marcada pelas regras, nuances e formações que sustentam a noção liberal de Homem. Um debate interessante, que aqui deixo em aberto...

Menos que a única saída, mais que só competitividade Anunciam-se grandes saídas para os problemas cotidianos. Elas são atrativas e, em sua totalidade, provocam uma atmosfera mítica e reducionista sobre os problemas históricos de nossa sociedade. Desta forma, as proposições universalistas deixam escapar grande parte da complexidade que existe na vida política e social. Uma destas proposições, explícita ou implícita, é que o esporte é a saída para a formação de cidadãos. Não o é!

Como também não o é a pedagogia, ou a medicina, ou a psicologia, ou a história, ou a economia, etc. Em minha perspectiva, é a articulação ética destes saberes que podem provocar novas produções cotidianas. Assim, torna-se fundamental refletir sobre as práticas e os discursos que produzimos nestes campos e que interferem diretamente na constituição cotidiana da vida. A prática esportiva, sabemos disso, pode colaborar com o desenvolvimento

proporcionar melhora na qualidade de vida de adultos, sendo inclusive importante estratégia de promoção da saúde; afirmar aspectos culturais em seus processos de identificação em uma comunidade; possibilitar processos grupais que fortaleçam as pessoas e suas comunidades na produção política cotidiana, etc. No entanto, o esporte, assim como outros campos, pode ser ainda

Fernando A. Figueira do Nascimento - Psicólogo Social, trabalha na saúde pública e doutorando pela UNIFESP fernandofigueira76@hotmail.com


Jornal_Egbe_9° Edição