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ANO 14 • EDIÇÃO#114 • DISTRIBUIÇÃO GRATUITA • WWW.JORNALDROP.COM.BR


EDITORIAL

Foto. Marcio David

A edição#114 do Jornal Drop está em ritmo de final de ano. Para fechar 2012 com chave de ouro, em nossas páginas centrais, uma matéria com cinco atletas que comandam a linha de frente da elite do surf catarinense. Jean da Silva, Alejo Muniz, Willian Cardoso, Ricardo dos Santos e Marco Polo contam sobre a rotina de um atleta de ponta. Como o ano está chegando ao fim, o Circuito Catarinense Amador já definiu alguns campeões.O destaque ficou para o atleta de Balneário Camboriú, André Moi, que é o entrevistado da seção Na Cara. O surfista descreve em um bate papo exclusivo, como é a sensação de ser coroado campeão e quais os planos para 2013. Continuando no clima festivo, trazemos uma novidade para presentear os nossos leitores. James Santos é o novo colunista do Jornal Drop. Morcego, como muitos o conhecem, é um ícone do esporte aqui no Estado. Natural de Balneário Camboriú e morador da praia Brava de Itajaí, o freesurfer ganha espaço para expressar o seu jeito de ser, através de notícias sobre arte, música, cultura e night. A Folha Verde cede espaço à pessoas dedicadas em educar a comunidade em relação ao meio ambiente em Florianópolis. Descubra a história do casal que chama atenção de moradores e turistas da ilha enquanto dão vida ao projeto teatral Chico e Benta vão pescar! A coluna Dropando de Letra aborda a velocidade da informação nos dias atuais. O advento da internet nas transmissões dos eventos, e da notícia em cima do fato, proporcionou uma grande mudança dentro da mídia esportiva envolvida com surf. O fotógrafo Marcio David escolheu o ídolo Neco Padaratz para estampar o Tubo do mês. As páginas reservadas para o Skate estão recheadas de ação. Uma entrevista com Alexandro Correa, o “ET, que embarcou para a Califórnia e conta sobre essa experiência. As fotos são de autoria de João Brinhosa, que acompanha o atleta durante essa aventura internacional. Para finalizar uma matéria que sugere um confronto entre as pistas públicas e privadas aqui na Ilha. Já faz tempo que algumas pistas públicas deixaram de ser frequentadas por serem mal construídas ou estarem deterioradas. Se o investimento acontece, o esporte cresce e o resultado aparece! Aproveite mais uma edição do Jornal Drop! Informação de qualidade e de graça. Boa leitura e um ótimo final de ano!

Ano 14 - Edição#114 Agosto/Setembro 2012 Fundador: Luis Felipe Machado Fernandes Editora: Caroline Lucena editorial@jornaldrop.com.br Redação: João Ricardo Lopes jrlopes73@yahoo.com.br Fotografia: Marcio David - mdavidisn@ig.com.br Adriano Rebelo – adrianorebelo@hotmail.com Criação: Gustavo Egidio Colunistas: João Ricardo Lopes, David Husadel, Julia Hoff, Marcio David, Norton Evaldt, Adriano Rebelo, James Santos. Colaboradores: Ricardo Alves, Basílio Ruy, João Brinhosa, James Thisted, Renato Tinoco e Rodrigo Amorim. Jornalista Responsável: Caroline Lucena – CNC 4551028 *Os textos assinados nesta publicação são de exclusiva responsabilidade dos autores. Publicação bimestral Distribuição gratuita em Santa Catarina Rua Prefeito Acácio São Thiago Garibaldi, nº 300, Joaquina Florianópolis (SC) - CEP 88062-600 Fone: (48) 99470596 JORNAL DROP ONLINE www.jornaldrop.com.br CAPA: Willian Cardoso. FOTO. Ricardo Alves


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Photo Fred Pompermayer

MIGUEL PUPO WELCOME TO THE HB TEAM

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CARVIN ROUND


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André Moi Por Caroline Lucena

Recentemente, André Moi foi consagrado campeão catarinense Amador 2012, na categoria Open. A conquista do título veio na penúltima etapa do circuito, e trouxe ânimo para o surfista de Balneário Camboriú, que pretende ingressar na competição profissional em 2013. Na entrevista a seguir, você conhece um pouco mais sobre a trajetória do atleta e quais são os planos para o futuro. Você conquistou o título de campeão catarinense amador por antecipação. O que essa vitória significou para você? Estou muito feliz com a conquista do título de campeão catarinense. Consegui mostrar durante todas as etapas o que realmente sei fazer. Essa vitória me motivou para eu ingressar no circuito profissional com força total. Conte um pouco sobre a sua trajetória como atleta. Comecei a competir aos 14 anos, no começo só perdia, achei que nunca ganharia uma competição. O tempo foi passando, fui evoluindo e comecei a fazer algumas finais. Passei a ser reconhecido, tive a oportunidade de representar a ASBC no Circuito Interassociações, e a equipe da Fecasurf nos circuitos brasileiros amadores por alguns anos, isso até 2008. Depois eu desanimei com as competições e comecei a participar de etapas aleatoriamente, no amador e profissional , até que resolvi voltar a competir.

Então você sempre foi um surfista competitivo? Sim. Adoro competir, desde pequeno tenho isso dentro de mim. Quais foram os seus melhores resultados? Campeão Mirim Interassociacões (2004), campeão Mirim ASBC, vice-campeão Junior catarinense Amador (2006). Fui vice-campeão Open Catarinense Amador (2007), vice no Brasileiro Universitário (2012), campeão Open Circuito Catarinense Amador (2012). Qual o momento que mais te marcou? Desde as primeiras idas para competições fora da minha região, eu achava o máximo conhecer lugares, pessoas e ondas diferentes. Fiquei com aquela gana de surfar e competir. Meu pai e minha família sempre me apoiaram. Com 18 anos comecei a trabalhar de salvavidas, que foi um grande aprendizado e uma forma de conseguir dinheiro para fazer o que eu realmente gosto, surfar. Um momento marcante foi quando eu e dois amigos, na época com 15 anos, fomos para Floripa, na praia Brava, ficar acampado na beira da praia para competir, mas a competição não rolou. Tínhamos pouco dinheiro e alguma comida, nossa viagem era para durar um final de semana, mas fizemos novos amigos no local, e depois de um final de semana no perrengue, acabamos pegando carona e fomos parar no beco dos surfistas, na Joaquina, onde ficamos mais uns sete dias só surfando. Desde novo aprendi a me virar.


Fotos. Basílio Ruy

Quais os pontos fortes do seu surf? Rabetada e aéreo. Até onde você pretende chegar como atleta? Pretendo ganhar competições dentro do meu país para poder realizar o meu sonho, que é competir nas etapas do WQS fora do Brasil. Como, onde e quando foi seu primeiro contato com as ondas? Foi com 12 anos, quando bati de bicicleta em um bondinho, e estava me recuperando de uma fratura no fêmur. Mas sempre gostei de praia, foi quando comecei a ter meu primeiro contato no surf, lembro até da prancha de bodyboard. Eu tentava ficar em pé, e percebi que eu tinha jeito. Pedi uma prancha para o meu pai e não parei mais. O que o surf significa para você? Significa um estilo de vida. Uma forma de motivar aquilo que você realmente gosta de fazer, a sensação de ganhar uma competição e surfar uma onda é alucinante. Quais os picos de surf que você mais gosta de pegar ondas? Todo o estado tem muitas opções boas, mas costumo surfar na praia Brava e praias agrestes de Balneário Camboriu. Você se espelha em alguém? Tem algum ídolo? Gosto do surf do Gabriel Medina e John John Florence, mas meu ídolo é o Kelly Slater.

Como surfista, qual o seu maior sonho? Ganhar uma etapa do WQS e conhecer a Indonésia, México e Hawaii. Quer deixar algum recado para a galera? Nunca desista do seu sonho. Com garra, determinação e vontade própria você chega lá. Quero agradecer o espaço que o Jornal Drop me concedeu. Obrigado a todos!

PERFIL: Nome completo: André Luis Linhares Moi Natural de: Balneario Camboriú Local de: Balneário Camboriú Data de nascimento: 25\04\1988 Idade: 24 anos Peso: 74 quilos Altura: 1,79 Posição na prancha: Goofy Quiver: 5’8, 5’10’, 6’0, 6’3, 7’0 Manobra: tubo e aéreo Apoio/patrocínio: Surf Camp, Exit, Index Krown


Alon Campestrini entubando com estilo. Foto: Ricardo Alves

Tiago Bianchini mostra estar recuperado da contus達o no tornozelo. Foto: Marcio David


Roni Ronaldo fazendo o dever de casa, na Silveira. Foto: James Thisted

Moments

Diego Rosa se entoca nas ondas do Moรงambique. Foto: Marcio David


Dropando de letra

A velocidade das notícias

A internet se incorporou as transmissões de eventos de surf para agilizar ainda mais as informações.

As informações dentro do nosso esporte nos dias atuais voam! O advento da Internet nas transmissões dos eventos, e da notícia em cima dos fatos, proporcionou uma grande mudança dentro da mídia esportiva envolvida com surf. Hoje em dia, além das revistas e sites especializados, canais de TV tem programação 24 horas voltadas para o surf como carro chefe de sua grade, além de outros esportes radicais, fazem parte do cotidiano de quem gosta e aprecia o surf. Nos anos 80 as informações sobre o que acontecia pelo mundo no surf vinham a galope para o Brasil, impressas nas revistas especializadas. A revista Brasil Surf já tinha acabado, e outras publicações sem muita abrangência em todo país pipocavam em suas regiões. Muitas vezes, nas bancas do Rio de Janeiro, edições das revistas Surfer americana e Surfing da Austrália eram encontradas. A revista Fluir apareceu por volta de 1983, assim como a extinta Visual Surf e dominaram o cenário na época. Essas duas mídias marcaram a geração de surfistas que se formou nessa época. Lembro-me de sair da escola e checar a cada mês ansiosamente nas bancas se a Fluir tinha chegado para comprar. O jornaleiro devia ficar de saco cheio com aquele moleque impregnando todo dia depois da escola. Para os fissurados, era um martírio esperar tanto tempo pra ver as matérias e fotos dos ídolos da época. Tom Curren, Occy, Martin Potter, Tom Carrol, Dada Figueiredo habitavam o imaginário surfístico da garotada, além de ondas clássicas e até então novidade pra quem começava, como Pipeline, Jeffrey’s Bay, entre outros picos ao redor do mundo. Na mídia telivisiva, não tem quem não se lembre do Realce e Vibração, programas embrionários do que hoje é o canal Woohoo, da dupla de visionários Ricardo Bocão e

Antonio Ricardo. Todo o sábado era de praxe, a partir das 17 horas até as 20 na Tv Corcovado, lá no Rio de Janeiro, ver as imagens em movimento dos ídolos que apareciam nas revistas disputando as etapas do circuito mundial. Aqui pelo sul, os programas passavam em outro canal e com menos tempo de duração. Tinha uma magia que envolvia ver os surf na TV e seus heróis em performance que contagiou uma geração. O Vibração já passava durante a semana, com programas de 30 minutos, com cada dia especifico para surf, skate, bicicross, vídeoclips de bandas, como um resumo do que passava no Realce. Já no rádio, a referência foi a Fluminense FM, 94,9, conhecida como “a maldita”. Com sede em Niterói, a rádio era de vanguarda e apresentava uma programação diferenciada com surfmusic e bandas alternativas, mesclados com programas de esportes radicais. Body Club acontecia nos domingos, no final de tarde, com som de primeira e cobertura do circuito mundial. Apresentação era de Ricardo Chantili, que já foi locutor das etapas do mun-dial no Rio e Mano Ziul, da Beach & Bite, sistema de computação da ASP, que também colaborava com as informações direto do “front” para os programas. Todo esse processo culminou nessa rapidez das notícias. Durante esses anos, muita coisa mudou com o crescimento do surf, que se popularizou, ganhou muitos adeptos, ávidos por consumir tudo relacionado com esporte. A internet apareceu e se expandiu, os sites especializados de diversos recantos do mundo inundaram a rede com informações, revistas, vídeos de surf, alimentam toda essa engrenagem do esporte. Tudo com muita agilidade para uma geração que não tem dificuldade em ver seus ídolos em ação a qualquer momento que quiser. Fácil nos dias atuais? Sim, mas já foi bem diferente.

Foto. Marcio David

Por João Ricardo Lopes


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EM SÉRIE

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Por Marcio David • Atleta. Ricardo Wendhausen • Pico. R.T.M.F

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Tubo do mĂŞs Por Marcio David


Fotografar o ídolo Neco Padaratz é uma grande satisfação. Surf power, atitude e garra sempre foram características do surfista, que já foi bicampeão mundial consecutivo no WQS e top do World Tour. Neste dia, o “Percy” estava como um garoto, pegando tubo atrás de tubo, sem se preocupar com notas, juízes ou plateia. A troca de energia com as ondas era uma sensação única. O tubo do mês destaca esse grande surfista catarinense que tem alma, coração e vontade de vencer como poucos.


Dark Side

Na toca do Morcego Por James Santos

Quanto recebi a ligação de Marcio David, um dos grandes fotógrafos da nova geração brasileira, me convidando para fazer parte da família do Jornal Drop, fiquei preocupado, me sentindo na responsabilidade de passar alguma coisa que seja além de legal e interessante para os leitores. Sei que mexer com opiniões e pessoas não é fácil, muito menos agradar a todos, mas será um desafio como muitos que temos na vida. Quero aprender, e estou aqui para isso. Vou tentar passar um pouco da cena da nossa região, o que vem acontecendo tanto no esporte quanto na arte, música e “night”. E assim começamos a coluna Dark Side. Nessa primeira edição escolhi dois amigos e parceiros do AT-HOME, o filmaker Pablo Aguiar, e o artista de rua Jean Villegas. Segue um pouco do trabalho desses dois artistas que merecem a atenção de vocês.

Foto. Marcio David

Primeiro devo me apresentar, já que esta será minha coluna por algum tempo — assim espero. Meu nome é James Santos ou se preferir, Morcego, como muitos me conhecem. Sou natural de Balneário Camboriú, moro na praia Brava de Itajaí, sou freesurfer, competi durante muitos anos em todas as categorias de base até chegar ao profissional, quando tive bons resultados tanto no circuito nacional quanto no mundial. Aos 27 anos resolvi abandonar a carreira e me dedicar a um sonho, o qual era ser freesurfer, viajar e me expressar do meu jeito, de minha maneira, sem ter que colocar uma camisa colorida tentando ser melhor que outros caras dentro d’água. Minha vontade era correr atrás das melhores ondas, aprimorar minha maneira de surfar, conhecer pessoas, lugares, e aprender a cada dia o sentido da vida e o valor que surf tem em nossa caminhada. Atualmente tenho me dedicado ao meu novo empreendimento, a AT-HOME, atividade que vem ocupando boa parte do meu tempo e que irá render muito assunto nesta coluna. Com o bom gosto de todos os frequentadores, fiz de minha própria casa um centro de boa música, arte e entretenimento. Um laboratório de ideias e criação.


Pablo Aguiar

Delirium -Trip Of Madness O novo filme do catarinense Pablo Aguiar nos passa uma mensagem subliminar sobre o atual momento que o mundo vem passando, e o que estamos fazendo com o nosso planeta, com a água e a natureza. O que verdadeiramente buscamos? Com o um olhar artístico, Pablo nos remete a lugares remotos de natureza bruta, rodado em visuais paradisíacos como Fiji, Indonésia, West Austrália, Nova Zelândia, Califórnia, Brasil. Combinando belas imagens, som de primeira e fechando a trinca com os melhores surfistas da nova geração brasileira quebrando, literalmente, ele mostra um nível de performance nunca visto em um filme nacional. Destaque para Ian Gouveia, filho do mestre Fabinho, que arrepia com aéreos de diversas rotações e estilos, destaque também para Alejo Muniz, Alan Fendrich, Marco Giorgi, Fernado Fanta, entre outros.

Jean Villegas Agitador cultural desde 1997, Jean foi um dos fundadores do saudoso Stereo Pub Club, referência nos primórdios da cena eletrônica de Curitiba. Já em Balneário Camboriú, é idealizador da Groove4Fun, projeto que vincula arte, música e intervenção cultural urbana na aleatoriedade do dia-a-dia e das pessoas. Além de DJ, é um reconhecido artista de rua que imprime as diversas técnicas da street art, com trabalhos feitos principalmente em stencil art, past cut, free hand, lambe lambe, pastilhas, entre outras técnicas. Sua arte é explícita e provocadora, as inspirações vêm das possibilidades do adequado, inadequado, política, posts engraçados e com mensagem subliminares. A arte é para a rua... Keep the paint!


Foto. Ricardo Alves

Elite

catarinense

s

Por João Ricardo Lopes

anta Catarina sempre foi referência quando o assunto em questão é surf. Desde profissionais dos bastidores, eventos de ponta, até talentos de alta performance, o estado sempre mostrou uma sincronia perfeita com o esporte. Desde o final dos anos 80, quando Teco Padaratz foi o primeiro catarinense a conseguir destaque internacional no circuito mundial, o estado sempre teve atletas representando o Brasil pelos sete mares. No início da década de 2000, Neco Padaratz teve a missão de manter o sobrenome da família nas baterias do circuito da ASP, o que fez com maestria, em atuações memoráveis. Nessa época, estes cinco surfistas entrevistados nesta matéria ainda começavam sua jornada pelas competições, com a missão de chegar onde os Padaratz estavam. Passados anos, eles conseguiram, com muito empenho, vencer eventos importantes no cenário internacional e manter a tradição “surfística” de Santa Catarina. Nesta edição, o Jornal Drop fez cinco perguntas pra cinco surfistas de ponta, que estão na linha de frente no circuito mundial, vindos do norte, sul e centro do estado.

Jean da Silva Desde garoto, Jean da Silva sempre mostrou talento em cima de uma prancha, e um faro pra competições como poucos tiveram em sua geração. Nascido em Joinvile, aprendeu a surfar nas ondas de São Francisco do Sul (SC), e de lá ganhou o mundo. Em seu cartel, possui o título de campeão catarinense profissional de 2009, campeão brasileiro de 2010 e nesse ano conquistou o título sul-americano da ASP. Jean já venceu algumas etapas do circuito mundial WQS mundo a fora, já esteve perto outras vezes de chegar na elite, mas agora é diferente: entra nessa reta final de 2012 com chances reais de chegar ao último degrau de sua escalada, planejado desde que era surfista amador,que é integrar a elite do WCT em 2013.


Como você encara suas chances ainda de entrar na elite do surf mundial? Estou numa fase muito boa da minha vida profissional. Tenho treinado bastante, me preocupando com o meu surf, na minha evolução. Os resultados são consequências! Quando começou a competir, achava que ia chegar tão longe dentro da carreira? Nem imaginava que seria profissional, porque nunca tive alguém como espelho para ver o esporte como profissão. Então foi tudo acontecendo naturalmente e isso é muito bom! Ficará frustrado caso não consiga alcançar o objetivo que foi traçado?

Jamais ficarei frustrado, porque o surf significa muito mais do que um campeonato ou uma vaga. O que você mais aprendeu na vida sendo surfista profissional, viajando o mundo inteiro, surfando ondas internacionais? Aprendi que para viver, você não precisa de muito. O mais importante são as amizades que são feitas. Você vislumbra algum projeto pra depois das competições que esteja envolvido com surf? Se tiver, revele quais seus planos, dentro ou fora do esporte. No momento não tenho nada em vista, porque sou novo e estou curtindo meu momento!


Foto. RenatoTinoco

Alejo Muniz Ser competidor de ponta sempre pareceu ser a sina de Alejo Muniz, radicado em Bombinhas(SC). Desde muito novo, Alejo se destacou nas competições amadoras em Santa Catarina, sempre com apoio dos pais. Dos tempos de amador, quando chegava com Rubão, seu pai, num Fiat 147 com o reck cheio de pranchas para os eventos, até sua ascenção nas competições internacionais, foi uma transição natural. Atualmente Alejo faz parte dessa nova força de ataque do Brasil no circuito mundial. Em 2011 teve seu ano de estréia no WCT e deixou uma ótima impressão com seu surf vistoso e radical. No início de 2012 Alejo sofreu uma contusão séria no tornozelo, o que lhe tirou de combate no começo do circuito, só voltando a atuar no meio deste ano. Foi um percalço que o garoto de Bombinhas teve que enfrentar. Alejo vem tentando retomar o ritmo forte do ano anterior pra permanecer no lugar que merece estar: na elite do surf mundial. Até que ponto a sua lesão interferiu no seu progresso em 2012 nas etapas do circuito mundial? Interferiu muito, principalmente nas primeiras etapas. Eu não estava curado ainda e doía muito. Junto com isso, minha confiança caiu. Mesmo eu tentando, não conseguia por força no tornozelo. Quais as principais dificuldades que você tem encarado nos confrontos?

No começo do ano passado, foi me acostumar com a quantidade de nota alta que saía. Hoje eu estou tendo dificuldade de fazer duas notas boas em uma mesma bateria. Qual sua estratégia pra virar o jogo a seu favor no final desta temporada? Concentrar mais em mim, no meu trabalho, tentar fazer o meu melhor, treinar bastante e acreditar. O que mudou na sua vida, em geral, depois da sua entrada para a elite do surf mundial? Muita coisa! No sentido de reconhecimento, as pessoas hoje me reconhecem na rua, e com o patrocínio do Santos Futebol Clube, as pessoas que nem entendem de surf estão torcendo pra mim! Tenho mais compromissos, em todos os sentidos. Tenho que treinar mais a parte física e dentro da água também, como sempre fiz, e acabo ficando muito tempo longe de casa. E a pressão aumentou muito também. Você sempre foi um cara muito família, desde garoto. Comente essa sua relação que tem com seus pais e irmãos. Sim, minha familia é minha base, é a base de tudo que eu fiz, faço e vou fazer. Levo os ensinamentos do meu pai e mãe para todos os lugares. Meu pai lutou muito para que eu e meus irmãos conquistássemos nossos sonhos. Eles são minha força em todos os momentos. Só tenho que agradecer a todos eles,e dizer que os amo muito.


Como se sente estando mais uma vez perto na disputa de uma vaga para elite do surf mundial ? Sinto-me preparado pra entrar na elite, depois de algumas modificações do Circuito Mundial. Hoje contamos com uma forma simples de se classificar, e temos no momento cinco atletas que nunca fizeram parte da elite do surf mundial se classificando. Isso é uma renovação! Você acha que que a ansiedade pode atrapalhar seus planos nessa reta final de circuito? Depois de alguns anos batendo na trave, acho que esse ano chego no Hawaii diferente dos outros, por que

Willian Cardoso

estou dentro dos classificados. Então só preciso me defender dos meus adversários, trocar os pontos e garantir de vez a classificação! Como avalia sua performance na etapa que disputou esse ano no wct? Vejo como uma forma de aprendizado, desde a etapa que fui convidado a participar de Pipeline, competi no Rio de Janeiro, Fiji, Taiti. Acho que a minha melhor performace foi no Taiti. Não fiz nenhum tubão, mas pude sentir que minha estratégia deu certo. Só não consegui avançar o round, porque a força da natureza não ajudou. Mas gostei muito do meu posicionamento, tática de competição e atitude! Você sendo de Balneário Camboriu, porque a cidade produz tantos talentos do surf em Santa Catarina e Brasil? Quando comecei a surfar em Balneário Camboriú, passávamos num momento muito bacana na cidade, com eventos o tempo todo. Tudo isso me ajudou a ser um surfista competitivo e buscar sempre a vitória! Tinha como exemplos o James Santos, Luli Pereira, Pedro Norberto, todos esses fizeram parte do Circuito Brasileiro e o Mundial. É um celeiro de campeões, acho que a condição ajuda muito, por ser fácil de surfar e ter uma leitura de onda. Quais são suas metas paras os próximos anos ? Não trabalhei essa parte ainda, mas vejo que o momento que eu passo é de pensar em cada bateria que vou competir. Deixo pra pensar no amanhã quando colocar a cabeça no travesseiro e dormir. Mas quero mais que qualquer pessoa fazer parte da elite mundial, tenho buscado isso há alguns anos! Então acho que chegou a minha hora. Foto. Marcio David

Willian Maros Cardoso é natural de Joinville (SC), mas está radicado em Balneário Camboriú há 17 anos, sendo 16 deles no surf, e como profissional, a 8 anos. Willian faz parte da escola de talentos, com o padrão “BC” de qualidade. Nesses anos competindo, o “power surf” de Willian lhe rendeu títulos importantes, como vice-campeão do ISA JR em 2003 na Africa do Sul, campeão brasileiro JR e Open em 2004 e sua primeira vitoria no WQS em Pantin na Espanha em 2009, quando voltava de uma lesão. Willian teve uma vitória importante na perna Europeia de 2010, no mesmo ano em que perdeu o pai, e alguns meses depois a mãe. Essas dolorosas perdas deram mais força para que Willian Cardoso mantivesse o foco, e em 2011 conquistar resultados expressivos nos eventos Prime. A vitoria na Austrália, em cima de Taj Burrow nas quartas de final em Margareth River, e o primeiro lugar no WQS 6 estrelas de Newcastle, um dos mais importantes do circuito mundial, mostraram a força, tanto no surf quanto mental, do garoto de Balneário Camboriú.


Ricardo dos Santos

Não é qualquer um que ganha um prêmio de renome internacional, por suas bravuras em ondas de alto risco. Ricardo dos Santos sempre foi um surfista atirado, desde que competia nas categorias de base da Fecasurf, até chegar nos dias atuais, com suas performances sensacionais em ondas buracos. O garoto da Guarda do Embaú(SC) atravessou o Rio da Madre para se firmar como um dos grandes “tube riders” no cenário internacional. Por duas vezes seguidas, Ricardinho venceu o Von Zipe Trials, em Teahupoo, Taiti, e conquistou a merecida vaga para se degladiar com os tops da elite do surf mundial. Neste ano venceu Kelly Slater de virada na última onda, numa bateria feroz contra o mito careca. Por suas atitudes atiradas no pico e durante o evento, Ricardo Santos recebeu o Andy Irons Award 2012, que para ele, é seu maior feito. De onde você tirou essa intimidade com ondas tubulares? Nascer na Guarda foi algo que me ajudou muito a desenvolver essa facilidade. Poder treinar em ondas cavadas desde muito novo, me fez criar uma intimidade diferenciada nesse tipo de onda. Você ainda mantém o foco em se classificar para disputar o circuito mundial? Não no momento. Não é algo definitivo, mas por enquanto não é o meu foco principal. Acho que estamos vivendo um momento de muita transição no circuito, o que prejudica quem esta nessa briga por uma vaga e,

até mesmo, quem esta lá dentro. Por isso, resolvi que vou me dedicar ao lado mais editorial no momento. Quais foram os momentos mais marcantes até agora pra você surfando ao redor do mundo? Foram muitos! Mas com certeza tenho um carinho enorme pelo que vivi no Taiti, que foi onde me proporcionou algo muito especial. Vencer o VZ Trials duas vezes foi muito bom mas, receber o Andy Irons Award foi o momento mais incrível que já tive. Esses fatores deram ao Taiti um lugar especial na minha história. O que você espera de sua careira dentro do surf daqui pra frente? Espero conquistar o espaço do Ricardo dos Santos no surf mundial. Pretendo deixar a minha marca no esporte, seja fazendo alguma insanidade ou conquistando algum titulo inédito para nosso país. Representando sempre a nossa bandeira e aos meus patrocinadores, com muita honra e determinação. O que a praia da Guarda significou pra lapidar seu surf? A Guarda hoje, nao só lapidou o meu surf como representa quase tudo na minha vida. É o meu santuário, meu centro de treinamento, minha felicidade, minha tranquilidade, minha paixão, minha família, meus amigos, minha loucura pessoal, meus relacionamentos. A Guarda me proporciona uma vida que jamais pretendo deixar de lado, e isso influenciou diretamente no momento em que comecei a lapidar o meu surf, pois tinha uma estrutura feliz e tranquila.


Fotos. Marcio David

Marco Polo Apesar de se posicionar bem atrás no ranking de entrada da ASP, Marco Polo merece estar aqui. Quem conhece sua história, sabe o quanto Polo ralou pra chegar onde chegou. Vindo de Balneário Arroio do Silva (SC), cidade litorânea do extremo sul catarinense, lugar com ondas difíceis e inconstantes, Marco Polo logo se transferiu para Florianópolis, junto com seu irmão, e seguiu atrás de seu sonho: ser surfista profissional. Ainda garoto, venceu um WQS em New Smirna Beach, na Virginia (EUA) em 2000, e já começava a ser apontado como promessa brasileira. Outras vitórias de peso e o bicampeonato profissional catarinense rechearam a carreira de Polo, até chegar no degrau máximo para qualquer atleta: a vaga para o WCT 2010. Por ser um ano de mudança e ajustes no circuito, quando vigorou o sistema de corte na metade do tour, Marco Polo não se ambientalizou a tempo e não conseguiu permanecer na elite. Há 14 anos como atleta profissional, Marco Polo é um dos surfistas no Brasil com maior exposição na mídia especializada, além de jornais e emissoras de TV aberta e fechadas. Hoje treina de 4 a 6 horas por dia com uma equipe de profissionais formados que acompanham sua carreira. Qual foi seu sentimento quando conseguiu conquistar a vaga para elite do surf mundial? Foi de total alegria. Uma emoção enorme tomou conta de mim e principalmente dos meus amigos, família, patrocinadores, fãs que acompanhavam e torceram muito para entrar no seleto grupo do WCT. A luta pela classificação deixou todos muitos nervosos, ainda mais porque a disputa pela vaga foi decidida até as ultimas etapas no Hawaii. Como você analisa suas performances e o tempo que competiu entre os melhores do mundo e quais foram

suas principais dificudades dentro do tour? Minhas performances foram médias, estava me acostumando com um mundo novo, enfrentando meus ídolos, acertando meus equipamentos, fazendo novas amizades fora da água, porque na bateria não tem essa, estava jogando pra vencer! Tive um pouco de dificuldades em acertar minhas estratégias durante as primeiras etapas. Meu seeding era baixo, então sempre enfrentava os top 5, mas não tem essa. Queria era mesmo competir com os grandes e me botar a prova. Ficou frustrado porque justamente o ano em que entrou para a elite, teve aquele corte no meio do ano e não deu de competir o ano inteiro no tour? Fiquei muito triste, porque sabia e estava sentindo que poderia melhorar no segundo semestre, onde as ondas são mais tubulares. O corte veio e estava fora, bem no momento que estava dropando no pico, me acostumando e surfando mais solto. O que mudou pra você depois do nascimento do seu primeiro filho? Com a chegada do Marco Polinho, além de unir a família, trouxe foco, organização e fez com que eu trabalhe mais forte para alcançar os objetivos. Você vislumbra algum projeto pra depois das competições, que esteja envolvido com surf? Se tiver, revele quais seus planos, dentro ou fora do esporte. Além de disputar o circuito mundial, atualmente estou realizando filmagens com meus amigos em todas partes do Brasil. Pretendo realizar um ensinamento de surf a distancia a todos. Minha parte social é dar conhecimento de surf aqueles que nunca viram ou sentiram o surf.


Folha Verde

Educar também é preservar

Foto. Marcio David

Por Julia Hoff

O que é o Museu do Lixo Nesta edição quero dar espaço à pessoas dedicadas em educar a comunidade em relação ao meio ambiente em Florianópolis. Gente como a gente que sente a necessidade de fazer algo pra ajudar a cidade. Um casal de amigos que chama atenção de moradores e turistas da ilha enquanto dão vida ao projeto teatral Chico e Benta vão pescar! Bióloga e Diretora de Educação Ambiental da Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente) Sayonara de Castilho Amaral aproveita o sotaque nativo de Capoeiras para encarnar Benta. O Chico fica por conta de Valdinei Marques, monitor ambiental, idealizador e coordenador do Museu do Lixo da Comcap (Compahia de Melhoramentos da Capital). Os dois se vestem a caráter e saem na rua alertando a comunidade de uma forma descontraída e engraçada, mas muito sincera, a respeito do lixo encontrado nas praias da ilha. A história é de um típico casal ilhéu, nativos do “Pântano do Sule”, em que a esposa dedicada Benta pára de fazer renda para ajudar o marido Chico a convencer o povo a não jogar lixo nas praias, já que Chico pescava lixo em vez de peixe. “Não dá para comer peixeplasco, gasta o dente! Por isso, ganhei este presente de natal do Chico”, diz Benta, mostrando duas dentaduras. Valdinei é quem produz o figurino e os “peixeplasco”, imitações das “novas espécies” em referência ao lixo. São eles: Berbitampa (tampas de garrafas pet), Peixedalia (sandália), Siritampa (tampas de garrafa pet), Peixeluz (lâmpada), Peixecinto (cinto) e Peixesinha (camisinhas). Não é bacana? Escolas e associações podem solicitar a apresentação do Chico e da Benta, no telefone: (48)3338-0021.

O Museu do Lixo, instalado pela Companhia Melhoramentos da Capital em 25 de setembro de 2003, é referência em educação ambiental, pela forma lúdica com que aborda a produção e destinação dos resíduos sólidos. Numa área de 200 metros quadrados, o coordenador Valdinei Marques organiza em torno de 5 mil itens desviados do lixo pelos garis da Comcap ou por doação de particulares. Coleções de ferros de passar roupa, latas de refrigerante e cerveja, máquinas fotográficas e de costura, aparelhos de telefone e computadores mostram hábitos de consumo que, cada vez mais, trocam o durável pelo descartável. No memorial, também estão expostos brinquedos feitos de materiais reaproveitados. Os próprios materiais usados para criar os ambientes do museu, como tintas e madeiras, são preferencialmente reaproveitados. O Museu do Lixo está instalado no Centro de Transferência de Resíduos Sólidos (CTReS) da Comcap, no Itacorubi, em área recuperada que, até o início dos anos 90, servia de lixão para Florianópolis. Por ano, 7 mil pessoas fazem visitas monitoradas ao circuito. O percurso inclui pontos de observação das camadas de lixo aterrado, do Mangue do Itacorubi, da área de transferência dos resíduos, da compostagem, e do galpão de triagem de materiais recicláveis. Ao final, no Museu do Lixo, os visitantes são convidados pelos monitores de educação ambiental da Comcap a repensar e reduzir a produção de resíduos. (Texto tirado do site da Prefeitura Municipal de Florianópolis) Visite o Blog! museudolixocomcap.blogspot.com.br


TRIAGEM FECASURF Por Norton Evaldt

Circuito Catarinense Amador/ 5ª etapa Data: 22 e 23 de setembro Local: praia do Rosa (SC)

Krystian Kimerson vence na Vila

Fotos. Basílio Ruy

André Moi e Lucas Vicente conquistam o título de campeão catarinense

Circuito Catarinense Profissional/ 3 º etapa Data: 09 a 11 de novembro Local: Praia da Vila (SC)

A praia do Rosa foi palco para a quinta etapa do Circuito Catarinense Oceano de Surf Amador 2012. A competição foi um sucesso e reuniu 126 atletas de todo estado, divididos nas categorias Open, Junior, Mirim, Iniciantes, Infantil, Feminina, Master. O grande campeão desta quinta etapa, na categoria Open, foi o surfista de Balneário Camboriú André Moi. O atleta liderou a bateria final e achou as melhores ondas para somar 13.65 contra os 11.75 pontos de Thiago Bruno, também de Balneário Camboriú, que ficou na segunda colocação. Completaram o pódio os locais da praia do Rosa Fernando Alves e Leonardo Vieira, na terceira e quarta colocação, respectivamente. Na categoria Infantil, o surfista de Florianópolis Lucas Vicente, 11 anos, conquistou mais uma vitória no circuito e também levou o título de bicampeão catarinense 2012 por antecipação. Na categoria Feminina a vitória foi de Marina Resende que assume a liderança do ranking somando 9.040 pontos. Os recordes da competição foram de Luan Garcia, surfista da nova geração de São Francisco do Sul, que fez a maior somatória com 16.50 pontos, nas duas melhores ondas da primeira bateria das semifinais da categoria Iniciantes. Álvaro Bacana, maranhense radicado em Santa Catarina, teve a maior nota da competição 9.65 pontos. O circuito está na reta final, este ano os campeões serão premiados com uma poupança no valor de R$ 600,00. A última etapa, onde serão conhecidos os outros campeões da temporada 2012, será em Florianópolis, durante os dias 24 e 25 de novembro, as inscrições podem ser feitas na Fecasurf. Confira o resultado em todas as categorias:

Open 1º) André Moi 2º) Thiago Bruno 3º) Fernando Alves 4º) Leonardo Vieira Junior 1º) Fernando Paulino 2º) Ian Tavares 3º) Yrvin Ravi 4º) Luan Wood Mirim 1º) Luan Wood 3º) Kaique Oliveira 2º) Yago Ramos 4º) Luan Garcia Iniciantes 1º) Gustavo Ramos 2º) Anderson Junior 3º) Luan Garcia 4º) Rafael Antunes Infantil 1º) Lucas Vicente 2º) Leonardo Barcelos 3º) João Godoy 4º) Caue Germano Feminino 1ª) Marina Rezende 2ª) Evelyn Conceição 3ª) Natalie Plachi 4ª) Manuella Brasil Master 1º) Roni Ronaldo 2º) Álvaro Bacana 3º) Claudio Freitas 4º) Rubens Farias

Decisão do título brasileiro fica adiada para a próxima etapa do Oakley Pro 2012, na praia do Campeche, em Dezembro. O Oakley Pro 2012 reuniu 127 surfistas de todo país, na disputa dos R$ 30.000,00 oferecidos de premiação, além dos 1.500 pontos para o ranking da Fecasurf, e 1.500 pontos para o ranking da Abrasp. O grande campeão desta terceira etapa foi o capixaba Krystian Kimerson, que encontrou as melhores ondas na final e somou 13,67 pontos, contra 12,36 pontos do paulista Renato Galvão que ficou com a segunda colocação, deixando carioca Leandro Bastos na terceira colocação somando 10,40 pontos e David do Carmo na quarta colocação somando 9,27 pontos. A decisão do título brasileiro ficou adiada para a última etapa do Oakley Pro 2012, depois que Messias Felix, que era o único atleta com chances matemáticas de sair da Praia da Vila como bicampeão, caso vencesse esta terceira etapa do Oakley Pro 2012, foi eliminado na quarta bateria das oitavas de finais, ficando com a terceira colocação da bateria disputadíssima que o imbitubense João Paulo Abreu venceu e o atleta de Itapema André Zanini, ficou na segunda colocação, e avançam para as quartas de finais, eliminando também o alagoano Tânio Barreto que ficou na quarta colocação. A Última e decisiva etapa do Oakley Pro 2012, que vai definir os títulos de Catarinense Profissional, e de Campeão Brasileiro Profissional 2012, será em Florianópolis, de 07 a 09 de Dezembro. Resultado 1 º ) Krystian Kimerson (ES) 2 º) Renato Galvão (SP) 3º ) Leandro Bastos (RJ) 4º ) David do Carmo (SP) Ranking 2012 – após 3 etapas 1º) Yuri Gonçalves (SC) 2º) Guilherme Ferreira (SC) 3º) Greg Cordeiro (SC) 4º) Neco Padaratz (SC) 5º) Marcio Farney (CE)

2.370 pontos 2.220 pts. 2.205 pts. 1.995 pts. 1.853 pts.


Tubo do Tempo

FOCO E DEDICAÇÃO Affonso Eggert Jr, o alemão da Oceano, é natural de Joinville e sempre esteve envolvido com o surf catarinense. Foi competidor e carregou a bandeira de seus produtos estampado primeiro nas pranchas e, mais tarde, na confecção. Sem dúvida, é um dos grandes exemplos de surfista empresário Barriga Verde. Anunciou sua marca no primeiro exemplar do informativo Inside, da Associação Catarinense de Surf, e até hoje mantém sua divulgação no Jornal Drop, caracterizando seu foco no surf catarinense. Como você começou a surfar? Em 1974, estudava na Escola Técnica Tupy, e fui fazer um estágio na Cipla Plásticos, indústria famosa na época, do grupo Tigre tubos e conexões. Eu e meu colega de escola, Paulo Lemahn, conhecemos o Sr. Moreli, que estava fazendo uma prancha com um bloco de poliuretano amarelo que a Cipla estava fabricando. Ele fez uma prancha grande e pesada, a qual construiu vendo numa revista de surf americana, trazida dos Estados Unidos por um dos filhos do dono da Tigre. Então fomos a Gravatal, perto de Piçarras, inaugurar a prancha. Fazíamos fila para surfar com ela. Peguei umas espumas e fiquei apaixonado pela brincadeira. Conte sobre o ínicio da Oceano Pranchas de Surf? Em 1976 comecei a trabalhar na PPL (Pranchas Paulo Lemahn), fazendo placas de quilhas e shapeando quilhas. Depois fui trabalhar com o Cachito, o Ricardo Zimath e o Claudinho Vezaro, na ISF (Ilha de São Francisco), uma fabriqueta de garagem na casa do Ricardo. Como surgiu o nome Oceano? Na época em que trabalhávamos com o Ricardo, sentimos a necessidade de aumentar a fabriqueta. Alugamos um lugar perto da casa do Ricardo, e eu e o Sergio Cabello montamos ali uma estrutura maior para atender as encomendas de clientes e da loja Só Tênis. Como o Ricardo não queria que fabricássemos pranchas com o nome Ilha de São Francisco, eu e meu sócio na época decidimos criar uma nova marca para atender a loja Só Tênis. Certo dia, fomos para casa com o compromisso de trazer um novo nome para as pranchas. Ele veio com o nome de Prainha e eu com Oceano. Aí não deu outra, ficou Oceano. Em que momento você começou a trabalhar com confecção? Em 1990, o Fernando Collor de Mello assumiu a presidência e veio com aqueles planos econômicos, eu tive um problema sério com as vendas das pranchas. Produto supérfluo e sazonal para a época, as pranchas tiveram uma queda muito acentuada. Como eu já tinha feito algumas camisetas e agasalhos em 84 e 85, na fábrica

Foto. Marcio David

Por David Husadel

do pai de um cliente e amigo, a Nerise, decidi produzir as camisetas. Aluguei algumas máquinas de costura e montamos uma pequena confecção no sótão da fabriqueta de prancha. Ali começou a minha vida como empresário do ramo da confecção masculina. Quais os atletas catarinenses que a Oceano já apoiou ou patrocinou ao longo desses anos? Já patrocinamos e apoiamos vários atletas. Vamos ver se lembro de todos: Cristian Vacaro, Gama, Ivan Junkes, Mico Sefton, Bilo, Andre Huebes, Murilo Reck, Ersinho, Dilson Moreira, Vinicios Constante e seu irmão, Suzã Leal, Carol Provenzano, Pedro Husadel, Carlinhos de Imbituba e Thiago. No momento patrocinamos Greg Cordeiro, Caetano Vargas, Petterson Tomas, Andre Haiden e Luiz Mendes. Como iniciou a consciência de sustentabilidade na Oceano? Nos anos 80 sempre comprava as revistas importadas e já notava o trabalho que a Surfrider Foundation fazia em relação a preservação dos oceanos e praias. Como um bom surfista apaixonado pela natureza, sempre tive a visão de disseminar a consciência ecológica. Hoje promovemos o projeto Keep the Ocean Blue (Mantenha o Oceano Azul) e tentamos transmitir a necessidade de cuidarmos mais de nosso meio ambiente e de sermos sustentáveis. Quais as ações de marketing de maior destaque da empresa neste ano de 2012? O Circuito Catarinense Oceano de Surf Amador é o maior destaque no marketing deste ano. Sabemos que o surf amador em nosso estado tem e sempre teve uma grande importância para o surf brasileiro. Temos muitos exemplos de surfistas catarinenses que estão se destacando mundo afora. Temos orgulho de saber que desde 1999 ajudamos a molecada catarinense a se tornarem bons competidores e profissionais. Quais os projetos para o futuro? Temos como vocação a expansão de nossos negócios no varejo. Estamos aprendendo e logo queremos estar com lojas bem bacanas. Mostrar aos apaixonados pelo surf toda nossa história, essência, paixão e amor pelo surf.


Drop Nele Surfista: Amani Valentin Idade: 26 anos Nascido em: Ilha do mel (PR) Pico: Riozinho - Campeche (SC) Fot贸grafo: Rodrigo Amorim/ surfotos Apoio: Amani Trufas


Drop Skate

Skate is my life Por Kaio Henrique de Souza Se apontarmos alguns novos talento do território catarinense, com certeza, Alexandro Correa “ET”, será um dos grandes destaques. Um jovem que não se deixa limitar a rotina da sociedade, vem mostrando um grande potencial como skaterboarding. Sua carreira começou em 2003, junto com grandes nomes do skate, como Adones Santiago, Jaca, Marlon Teba, Felipe Miranda entre muitos outros nomes do esporte em Florianópolis. Nesta época era muito diferente de hoje, não havia muitas pistas e o apoio ao skate era muito fraco. Skatista ainda era visto como maloqueiro. Sempre com o carinho no pé, a evolução foi inevitável, e hoje Alexandro conta para galera do Jornal Drop como é a visão do esporte fora do Brasil e como está sendo a sensação de sua primeira viagem com seu skate. Eu já ouvia falar e acompanhava o skateboard americano há muito tempo, mas na hora que cheguei no exterior, recebi um choque. O respeito que eles tem pela arte de andar de skate e como fazem disso um indústria que gera muito dinheiro. Quando cheguei em New Port Beach (CA) foi a realização de um sonho. Andei nos melhores skate park que sempre via nos vídeos e visitei uns skatespots famosos de rua. Na maioria, consegui deixar a minha marca registrada. Estava bobo como as pessoas me respeitavam aqui, com meu estilo diferenciado, acabei me sentindo em casa. A liberdade de expressão, e de atitudes fazem parte da América.

Fotos. João Brinhosa

Achei animal ter conhecido o bowl de San Pedro, onde começou andar o famoso skatista Robbie Russo. Tive a oportunidade de conhece ele, e andar junto na sessão, com outros brasileiros. Esta pista é bem perto de onde estou morando, além da Volcom Skatepark, uma pista pública feita pela marca. Também tive a oportunidade de treinar com alguns skatistas de alto nível, como Felipe Gustavo, Nijah Huston entre outros caras muito experientes do cenário mundial. Tenho realizado muitas filmagens para o vídeo One Minut da Bastard, e também para Crystal Grip, meu novo apoiador. O choque cultural era inevitável, principalmente em relação a comida. Não gostei muito do “rango” dos americanos. Na primeira semana me alimentei meio mal, estava em um hotel “fastfood all day everyday”. Depois que cheguei na Califórnia, encontrei alguns camaradas que não conhecia e que também são de Florianópolis. Eles me deram várias idéias, pois já tinham experiência de outras passagens pela Califórnia, e essa é a minha primeira vez aqui. Nos demos muito bem no apartamento. Eu, João Victor Brinhosa, Gustavo Bauer e Yuri Castro. Dois atletas do skate e dois do surf, representando o Brasil na terra de Obama. Para saber mais detalhes desses trabalhos, é só acessar minha página www.about.me/alexcorrea, que terá alguns vídeos dessa aventura. Na seqüência, outros trabalhos serão postados dessas performances na rua, além de algumas imagens da trip no meu site.


Ollie transição costas, na mesa da Volcom Skate Park.

PERFIL:

Ollie em New Port (CA).

Nome: Alexandro Correa - ET Ano que iniciou no skate: 2003 Natural de: Lages (SC) Local de: Florianópolis (SC) Idade: 22 anos Patrocínios: Curva de Hill, Crystalgrip, pc3, Bastard Um pico: Dith (Califórnia) Trilha sonora para o role: Lil Wayne, 3 peat , Racionais Mcs Confira fotos e vídeos: http://www.facebook.com/ alexcorreaskater


Bowl do Pedro Barros, no Rio Tavares.

Kinta Skate House, na Barra da Lagoa.


Drop Skate

Investir para evoluir Por Adriano Rebelo

Hoje, o skate é o esporte que mais cresce em popularidade em todo planeta. Muitos de nós entramos neste mundo sem nenhum incentivo, descriminados pela sociedade, taxados de vagabundo e marginal. Quem é mais velho sabe do que estou falando. Somente quem tem o skate no sangue, e conseguiu superar as dificuldades, continua praticando. Muitos destes jovens, hoje com mais de 30 ou 40 anos, já andaram de skate, mas pararam por falta de tempo, lesões ou por falta de incentivo, estão retomando as atividades com o carrinho. O skate está em alta e a construção de boas pistas também começa a crescer.

Hi Adventure, no Rio Tavares.

Fotos. Adriano Rebelo

Somados aos antigos amantes, está à nova geração, que foram incentivados pelos pais, irmãos, amigos ou pela mídia. Hoje, a internet possui milhares de vídeos e informações que instigam a sentir a adrenalina que o esporte oferece. É muita gente praticando e não existem locais suficientes para todos.


O surgimento de novas pistas privadas, com aluguel de equipamentos, escola de skate, lanchonete, loja, estrutura para eventos e outros serviços, garante segurança para os praticantes e tranqüilidade para os pais. A criança pode sair da escola e ir treinar em uma pista com supervisão de profissionais. Nada de ficar perdendo tempo em local mal frequentado ou com uma galerinha da pesada. Os jovens mais “velhos” ganham espaço para fazer uma atividade física, lúdica e divertida, sem se preocupar com a violência das ruas.

Pista Do Clube 12, em Jurerê.

O investimento acontece, o esporte cresce e o resultado aparece! Sk8 4 ever!

Fotos. Adriano Rebelo

Algumas pistas públicas deixam de ser frequentadas por não oferecerem segurança ou ficarem em bairros distantes. Muitas foram mal construídas ou estão deterioradas. Cabe ao governo investir em novas pistas para atender essa crescente demanda. É necessária também a criação de projetos sociais que possam tirar os menores das ruas e reintegrá-los ao convívio social através do esporte. Existem alguns projetos em andamento, mas ainda são poucos.

PC3, no Jardim Atlântico

Pista da Konig House, no Rio Vermelho


Freestyle

Lucas Schmitt Por Adriano Rebelo

Idade: 17 anos Base: goofy Local: pista da Costeira – Florianópolis (SC) Manobra: F/S tuck nee Som: Wiz Khalifa Estilo: Bowl Rider Pista: Bowl a Rama - Bondi Beach (Austrália) Sonho: Morrer andando de skate Sessão: com os amigos Recado: Ande de skate com amor que o resto vem naturalmente! Agradecimento: Amigos Patrocínio/apoio: Equilíbrio, Cb Art Skate é: Cultivar a liberdade nos concretos da cidade.


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MERCADO NEGRO A

O’Neill Brasil acaba de lançar sua Fan Page no Facebook - link www.facebook.com/oneillbrasil - em comemoração aos 60 anos da marca e ao retorno de Steamer Lane, em Santa Cruz, Califórnia, como etapa do WCT da ASP. O canal traz informações sobre o universo brasileiro da O’Neill e servirá como ferrameta para a divulgação de ações, parcerias, eventos e atletas da nova operação da marca no Brasil. Para marcar a estréia da Fan Page, os internautas podem participar das promoções do canal. Acesse a Fan Page da O`neill Brasil e participe: www.facebook.com/ oneillbrasil

esportes radicais. Esse modelo esportivo é inspirado nas clássicas manobras do skate dos anos 80. Moderno, o Boneless tem um incrível detalhe metálico com o logo em suas largas hastes, que o faz ser ainda mais exclusivo. Além do estilo diferenciado, o óculos simplesmente é insuperável nos quesitos design, qualidade e inovação. Pra ficar ainda melhor é oferecido a opção de lentes polarizadas que, além de protegerem os olhos e darem conforto, também fornecem proteção contra o brilho. As lentes são indicadas para as pessoas que permanecem muito tempo ao ar livre e atletas em busca de alta performance nas mais diferentes modalidades esportivas, como corrida, skate, motocross, snowboard, ski, ciclismo e mountain bike.

sagrando-se campeão da Wakesurf Open Masculina.Já na Wakesurf Open Feminina a paulista Anne Prochasca, de apenas 14 anos, foi a grande vencedora.

R

ecentemente, o jovem surfista Yan Söndahl, dropou altas ondas no Peru. O atleta de São Francisco do Sul está com sete anos e percorreu diversos picos, treinando em ondulações constantes do Pacífico. Yan conta com o patrocínio da Hawaiian Dreams e surfou ondas como Punta Rocas, Cavalleros, e Puerto Viejo. Junto com o pessoal da viagem também dropou em Pepinos e La Isla. O pequeno atleta disse ter pego altas ondas em Pepinos, apesar de uma hora de remada.

O

jovem big rider Lapo Coutinho é o novo atleta da Greenish. O empresário Petrônio Tavares esteve no litoral baiano e fechou a parceria com seu mais novo reforço. Filho do lendário Lapo Coutinho, figura ilustre do surf baiano e um dos embaixadores do Brasil no Hawaii, Lapinho ganhou notoriedade no último inverno havaiano, depois de passar uma temporada ao lado do conterrâneo Danilo Couto. Depois de fazer bonito nas temidas bombas de Jaws logo em sua estreia, o jovem baiano ganhou cada vez mais confiança para enfrentar condições extremas e também marcou presença em um big swell em Cloudbreak, Fiji. Lapinho ainda desafiou ondas cascudas em Teahupoo, no Tahiti, Puerto Escondido, no México, e Itacoatiara, no Rio de Janeiro (RJ). Agora, a Greenish conta com dois baianos em sua equipe. Também integra o time o waterman Roberto Vieira, especialista em kite, stand up paddle e surf. Nesta quinta-feira, Lapo e Lapinho embarcam para mais uma temporada no Hawaii.

A

coleção 2013 de óculos de sol Dragon vem com lançamentos que prometem fazer a cabeça dos consumidores. São modelos cheios de estilo e design, como o Remix Owen Wright. O modelo exclusivo, que leva a assinatura do aussie top WCT, foi concebido de acordo com a orientação do atleta, que foi buscar em uma surf trip através do deserto australiano a inspiração para o óculos, que traz as tonalidades de cor do pôr do sol no Outback australiano.

O

atleta do time South to South, Luis Saraiva, foi o quarto colocação na 19ª edição do Ibiraquera Wave Contest, que rolou entre os dias 19 e 22 de outubro, no litoral sul de Santa Catarina. No ano passado, Saraiva venceu o campeonato mais renomado de SUP no Brasil, e neste ano também marcou presença no pódio. Parabéns Saraiva ! Para acompanhar as notícias sobre a equipe, produtos e ações da South to South, fique ligado no site e redes sociais. http://www.southtosouth.com.br/

N

O

s óculos da Hot Buttered são referência entre esportistas que buscam modelos com conforto e qualidade. O Boneless é um dos lançamentos da marca para os homens mais descolados, que curtem aventura e

os dias 27 e 28 de outubro, aconteceu no Pontão do Lago Sul, em Brasília, o 9º Campeonato Brasileiro de Wakesurf Mormaii, com diversas atrações, muito esporte, música e diversão. Amantes do surf no cerrado, atletas da equipe Mormaii e competidores de todas as partes do país estiveram no Mormaii Surf Bar para prestigiar o evento do Movimento dos Sem Praia. O final de semana foi marcado por muitas atrações e a confraternização dos competidores de diversas partes do Brasi, mas também rolaram disputas acirradas nas ondas. Roni Ronaldo, que veio de carro desde Garopaba, em Santa Catarina, para pegar onda no Cerrado e curtir o evento,

A

marca Globe lançou seu catálogo de verão, com uma linha de produtos completa para os amantes do esporte. Para acessar e conferir as novidades acesse: http://www.globeshoes.com.br/2012/09/14/ catalogo-globe-verao-2012-2013/

A

Surfeeling lançou dois novos modelos na linha Wood Series. Agora é a vez das linhas Graphic Series e Surfboard Series aumentarem a família. Cada linha com suas características. A Surfboard series está com estampas alusivas ao grafismo e pinturas das pranchas modernas. Já a linha Graphic series ganhará novas estampas com uma mudança nos traços. Mas as mudanças não param por aí. Agora toda a linha Graphic e Surfboard Series virão equipadas com trucks invertidos de 180mm e também com parafusos e porcas em inox, antes privilégio somente na linha Wood Series.Vale a pena esperar e conferir! Fiquem atentos as novidades e promoções da Surfeeling nas redes sociais. www.surfeeling.com.br


Jornal Drop - Edição#114  

Aproveite mais uma edição do Jornal Drop! Informação de qualidade e de graça!

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