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ANO 13 – EDIÇÃO#107 JUNHO/JULHO 2011 DISTRIBUIÇÃO GRATUITA WWW.JORNALDROP.COM.BR


Editorial Ano 13 - Edição#107 Junho/Julho 2011 Fundador: Luis Felipe Machado Fernandes Editora: Caroline Lucena - editorial@jornaldrop.com.br Redação: João Ricardo Lopes – jrlopes73@yahoo.com.br Fotografia: Marcio David - mdavidisn@ig.com.br Adriano Rebelo – adrianorebelo@hotmail.com Colunistas: David Husadel, Julia Veeck Hoff, João Ricardo Lopes, Luciano Burin e André Barros. Colaboradores: Alex Mello, James Thisted, Basílio Ruy, Eduardo Werner, João Brinhosa, Marianna Piccoli, Aleko Stergiou, Cesinha Pereira, Max Bruno. Diagramação: Gustavo Egidio Revisão: Fernanda Moretto de Castro Jornalista Responsável: Caroline Lucena – CNC 4551028 PARA ANUNCIAR Adriano Rebelo – 48 99692169 – adrianorebelo@hotmail.com David Husadel – 48 9122-5473 - dhusadel@gmail.com Ou mande e-mail para comercial@jornaldrop.com.br *Os textos assinados nesta publicação são de exclusiva responsabilidade dos autores. Publicação bimestral - Distribuição gratuita em Santa Catarina Rua Prefeito Acácio São Thiago Garibaldi, nº 300, Joaquina www.jornaldrop.com.br CAPAS: Subaquáticas. FOTOS Marcio David CAPA INTERNA: SURFISTA- Ricardo Wendhausen, o Riquinho. PICO- Campeche. FOTO- Marcio David

Foto. Marcio David

O Frio chegou com tudo aqui na região sul e, como de costume, entram em ação: ondas grandes, disposição e muita adrenalina. Para aquecer os leitores, um bate-papo com Diego Michereff, o atleta de Barra Velha é um dos destaques desta edição. Após conquistar a vaga para integrar a equipe que representou o Brasil no Mundial Isa Games no Panamá, Diego contou detalhes sobre essa boa fase. Para colocar mais lenha na fogueira, um assunto polêmico gira em torno da matéria Identidade Nativa. Um debate com alguns surfistas locais de Florianópolis lLevanta temas como: localismo, desenvolvimento e cultura. Nossos colunistas capricharam e foram atrás de dados relevantes para tornar suas matérias produtivas. A coluna Surf e Cult convida os leitores para um mergulho no conhecimento e nos mostra por quê a água do mar nos faz tão bem. A Folha Verde foi á fundo no assunto: lixo no lixo. Descubra como você pode colaborar! Nesta edição, com vocês, um grande nome do surf catarinense: David Husadel e a coluna Tubo do Tempo. Para sentir calor, nada melhor do que estar perto do asfalto. Por isso, a seção Drop Skate está cheia de novidades fresquinhas. Desfrutem as páginas da edição#107. Leitura de qualidade....


Diego Michereff na ativa Fotos. Hugo Valente

Por Caroline Lucena

Diego Michereff é um dos destaques da nova geração de atletas catarinenses. Recentemente, o surfista de Barra Velha conquistou uma das vagas para representar o Brasil no Mundial Isa Games no Panamá. Na entrevista a seguir, você acompanha mais detalhes sobre essa e outras aventuras. Conta sobre o seu contato com o surf? Comecei a surfar com sete anos, aqui no costão em Barra Velha. Na época usava umas pranchas antigas do meu pai. No começo ele me empurrava na espuma e eu voltava remando. Depois já dropava sozinho, mas com ele na água. Com 11 anos comecei a surfar sem o meu pai, também foi nessa idade que entrei para as competições. Seu pai é surfista e shaper. Isso te influenciou a começar no esporte? Com certeza, pois estamos sempre juntos, então segui o mesmo caminho. Ao mesmo tempo em que me criou sua experiência com o surf ajudou como técnico. Como ele é shaper, meu surf foi lapidado pelas suas pranchas. Hoje em dia, achamos melhor eu surfar com o top em shaper para competição no Brasil. Através do Christian Frolich, conseguimos um apoio com o Ricardo Martins. Você conquistou uma vaga para integrar a equipe que representou o Brasil no Mundial ISA no Panamá. Como foi essa experiência? Eu consegui a vaga através do brasileiro amador. A briga foi muito disputada, seis atletas no páreo. Pulei de 5º para 2º no ranking durante a realização da última etapa na Bahia, onde conquistei a vaga. A viagem foi animal, a melhor que eu já fiz até agora. Tinha altas ondas, nossa equipe estava forte e unida. Ganhei muita experiência, tanto no surf quanto pessoal. Fazia anos que a equipe brasileira não conseguia um bom resultado nesse campeonato, então tinha pressão sobre nós. Não conquistamos o ouro, mas foi um segundo lugar muito batalhado. Competir com atletas de outros países foi importante? Creio que sim. O nível de surf era muito alto, eu procurei observar bastante a linha dos caras, principalmente dos favoritos, isso ajuda bastante. E os gringos estavam surfando muito bem, pois tinha altas ondas abrindo. Descobri que o inglês é mais importante do que eu

na cara

pensava, tive que me virar sozinho várias vezes, isso foi bom para dar uma melhorada. O campeonato superou suas expectativas? Sim. O nível dos atletas estava alto, tive que mostrar tudo que eu sabia e me esforçar ao máximo, tanto na remada quanto nas manobras. Qual foi o momento mais marcante dessa viagem? Quando vencemos o Aloha Cup. Foi uma competição que rolou dentro do campeonato com as oito melhores equipes do ranking. Cada equipe era composta por cinco atletas, tínhamos uma hora de bateria, sendo que entrávamos na água um de cada vez e só era permitido pegar três ondas. Foi muito disputado, mas deu tudo certo, usamos muito bem o tempo e passamos a semifinal em primeiro. A final estava mais difícil porque a maré estava cheia e as ondas no inside. Fui o primeiro a entrar na água e abri com um 8,33 e isso foi irado. Depois, todos os outros fizeram high score e vencemos o Aloha Cup com folga. Você ainda é atleta amador, mas encara o surf de uma forma profissional e competitiva. Como é viver do esporte? Estou sempre surfando e competindo, hoje busco viver do surf. O mais difícil é ter que se bancar apenas com os seus resultados. O surf é o que eu mais gosto de fazer, por isso busco evoluir, isso me motiva. Quais são os seus planos? Planejo ser independente e conseguir essa liberdade através do surf e, para atingir isso preciso ter bons resul-


“Um bom patrocínio é essencial na carreira de um atleta, não só na parte financeira. As marcas estão investindo cada vez mais no perfil do surfista, exigindo currículo escolar e inglês. Querem que a gente se exercite e cuide da alimentação. Isso tudo é importante.”

Ficha Técnica Nome completo: Diego Michereff Data de nascimento: 26/11/1992 Idade: 18 anos Peso: 63 quilos Altura: 1,70 Natural de: Barra Velha - SC Local do: Costão Posição na prancha: regular Patrocínio: Greenish Apoio: Truzz, Ricardo Martins, Teahupoo Surf House, Parcel Imports Quiver: 9 pranchas de 5’8’ a 5’10’ Um som: Sabotage Um filme: The Mighty Uma onda: direita da Laje Uma manobra: aéreo Uma lembrança: primeira batida

Tenho a sorte que muitos não têm, eu tenho o meu pai sempre comigo me ajudando em tudo.

Foto. Marcio David

tados. Para o futuro, o meu principal objetivo é uma vaga entre os melhores surfistas do mundo no World Tour.

Quais as disputas que você está participando esse ano? Estou batalhando para me tornar campeão brasileiro amador. Também estou correndo o catarinense amador, mas meu maior objetivo é o Pro Junior. Estou correndo umas etapas do catarinense profissional para pegar um pouco de experiência entre os atletas profissionais e ano que vem pretendo me profissionalizar.

E como estão seus resultados? Quais os picos de surf que você costuma freqüentar? Creio que fui bem no Pro Junior da Abrasp, passei umas Sou um pouco caseiro, gosto de surfar bastante aqui em baterias bem difíceis, terminei em 9º e perdi pro camBarra Velha, pois existem várias praias e sempre tem peão da etapa. No Pro Junior da ASP, não fui bem em Itaondas quebrando legal. E, sempre que posso, busco jaí, mas restam três etapas e vou focar bastante. No casurfar na laje do Jack, aqui na divisa com Piçarras, que é tarinense amador estou em 3º no ranking, ainda faltam uma onda muito boa e de linha. mais três eventos, e no brasileiro amador estou em 2º no ranking faltando duas etapas. Quais os lugares que você já conheceu por causa do surf? Como é sua rotina de treinos? No Brasil já fui a quase todos os estados, e conheci mui- Sempre que tem uma ondinha procuro estar na água. tas praias. Não tenho muitas viagens internacionais, são Meu pai sempre tá livre de manhã e nós sempre saímos apenas duas: Peru e Panamá. Até o final deste ano preatrás das ondas, então fica difícil ficar sem treinar. Dutendo fazer mais duas. rante á tarde meu pai está trabalhando e sempre surfo aqui no quintal de casa, no costão. Qual a onda que você deseja conhecer um dia? Mentawaii. Como você faz para cuidar da alimentação e saúde do seu corpo? Define o teu estilo... Este ano comecei a me cuidar mais e me alimentar meSou um cara tranqüilo, quieto às vezes e em outras falo lhor. Fiz um acompanhamento com uma nutricionista, demais. Sempre longe das drogas. Gosto de fazer amié um pouco difícil se adaptar, mas o resultado aparece. gos. Nas competições tento me concentrar ao máximo. Também faço um trabalho na academia todos os dias e Você ficou um bom tempo sem apoio. Contar com três vezes por semana treino Muay Thai. ajuda de um bom patrocinador é importante? Qual seu maior sonho? Um bom patrocínio é essencial na carreira de um atleta, É o sonho da maioria dos surfistas: ser bem sucedido não só na parte financeira. As marcas estão investindo como atleta e viajar o mundo atrás das melhores ondas. cada vez mais no perfil do surfista, exigindo currículo escolar e, no mínimo, falar Inglês. Querem que o atleta Deixa um recado para os leitores do Jornal Drop... se exercite e cuide da alimentação. Isso tudo é imporSonhe, lute, nunca desista. O limite é uma fronteira criatante. Fiquei um bom tempo sem apoio, uma situação da só pela mente, cair é necessário para poder se levandifícil, pois é preciso fazer dinheiro nos campeonatos. tar, o sofrimento alimentará sua coragem, sempre na fé.


Petterson Thomaz explorando horizontes

Moments Raphael Becker em Floripa

Por Marcio David


Guilherme Tranquilli entocado de backside

O começo do inverno foi rigoroso, dias frios e água gelada. Por outro lado, os visuais foram bonitos, com céu azul e ondas de qualidade. Independente do clima, alguns atletas ignoraram o frio e soltaram as manobras como se estivessem nas águas quentes do verão. Tiago Bianchini é power surf


Tubo do mês Por Marcio David

Fotografar o mestre Fabio Gouveia é um grande prazer. Sua técnica, estilo e sintonia estão sempre buscando a evolução. Neste dia, encontrei Fabinho fazendo o que mais gosta: entubar! Em um dos bons canudos que o mestre surfou, consegui capturar essa imagem e estampar no tubo do mês.


REVENDEDORES AUTORIZADOS:

Laguna

Charlie Brown/ Tahiti

FOTO ALEKO STERGIOU

Garopaba

Gaspar


O Brasil chegou Por João Ricardo Lopes

metros, notas 10, oito melhores médias da competição, Medina assombrou o mundo com suas performances. Em conversa com Jordão Bailo, experiente árbitro de surf que já julgou o circuito mundial e que, assim como eu, trabalhou neste campeonato, ele na locução de praia, eu na transmissão web, concluímos que quando o garoto “entra em transe” fica difícil de segurar. Duas semanas depois em Portugal, Medina repetiu seu ataque e fez mais uma final, só que dessa vez perdeu pra Julian Wilson. Adriano de Souza também merece um capítulo á parte. Focado no WT, foi terceiro na Austrália, venceu no Rio e levantou a torcida brasileira. Com a vitória, ele assumiu a liderança e deixou os gringos numa situação nunca vivida por eles antes: Brasil dropando puxando a fila no ranking mundial. Foi mode letra mentânea a liderança pra Mineirinho, mas Gabriel Medina Foto. Marcio David muito simbólica pro surf brasileiro. Esperei o resultado desta última etapa realizada em J-Bay, na África do Sul, para fechar a coluna e ver o Impossível não comentar sobre o momento brasileiro no surf mundial durante esse primeiro semestre novo posicionamento do ranking. do ano. A blitz nos pódios dada pelos surfistas nas Mineiro perdeu na terceira fase pra Alejo, que foi lonprincipais competições ao redor do mundo recologe na competição e terminou na quinta colocação. Com cou o país no devido lugar como potência no esporte. esse resultado, Alejo assegurou sua vaga neste ano na Essa ação verde amarela brecou uma empolgação elite. Com o terceiro lugar, Joel Parkinson assumiu a sobre ascensão dos europeus no circuito mundial. A ponta, seguido pelo sul africano Jordy Smith, vencedor “euroforce” é liderada pelos franceses, que evoluídesta etapa. Adriano de Souza caiu para terceiro no ram muito nas ondas e nas competições e cada vez ranking e continua forte na briga. mais apresentam bons surfistas no circuito mundial. Particularmente até acho interessante Mineiro brigar Os eventos Prime hoje em dia são o diferencial pra pelo título sem ter a pressão da liderança nas mãos. Pelo qualquer atleta que tenha pretensões na elite mundial. pouco tempo que ficou na frente, ele já teve uma amostra São 6.500 pontos destinados ao campeão, além dos 40 do que foi lidar com esta situação. Questionamentos e samil dólares no bolso. Os atletas melhores preparados batinagens feitas pela mídia nacional e estrangeira fizeram programam seu ano competitivo em cima desses evenparte dessa nova condição. Adriano se mostrou preparado tos, que reúnem os melhores do mundo. e maduro em encarar esses desafios e, com certeza, continuar ferozmente sua luta pelo título mundial. Até o fechamento desta edição, aconteceram sete etapas Prime pelo mundo, num total de onze, com a A expectativa agora é a chegada desses dois reforços presença de brasileiros em cinco finais. Provavelmente de peso para o Brasil no tour mundial: Miguel Pupo e quando esta edição estiver nas ruas, a oitava etapa esGabriel Medina. Ambos se juntaram á Mineiro, Alejo e teja em andamento na Califórnia, com expectativa de Jadson, já garantidos. Raoni e Heitor Alves terão que dar Brasil mais uma vez “na cabeça”. um gás até a etapa de Nova Yorque, quando acontece o Alejo Muniz mostrou seu cartão de visitas em Fernando de Noronha, vencendo em casa na primeira do ano. Na segunda etapa, no oeste australiano, não tivemos Brasil na final, mas sim na semi, com o catarinense Willian Cardoso chegando junto e terminando em terceiro. Miguel Pupo chutou a porta da frente e conquistou a terceira etapa realizada na Califórnia. Na sequência, surfando no quintal de casa, Raoni Monteiro perdeu por um detalhe e foi derrotado na final por Kai Otton em Saquarema. O que dizer da épica vitória de Gabriel Medina na praia da Vila, Imbituba? Com direito a aéreos em ondas de 2

corte, para se manterem. O Brasil volta a viver um grande momento no circuito mundial, assim como nos anos 90, quando chegou a ter uma grande quantidade de atletas disputando o tour. Nessa mesma época, Victor Ribas terminou em terceiro lugar no ranking mundial, chegando até a última etapa do ano no Hawaii com chance de conquistar o inédito título. O número de competidores não é tão grande como no passado, mas compensa pelo elevado nível técnico de cada um. O Brasil parece estar cada vez mais perto do que sempre almejou: o posto número 1 no surf mundial.


TRIAGE M F ECASUR F Por Norton Evaldt Circuito Catarinense de Surf Amador – 5ª etapa Data: 16 e 17 de Junho Local: Praia Brava - Itajaí

Vitória de Ronaldo Alves em Itajaí As ondas estavam pequenas, mas foi o suficiente para a molecada arrepiar na quinta etapa do Circuito Catarinense Oceano de Surf Amador 2011. Ondas com paredes de meio metro exigiram a atenção dos 114 surfistas inscritos na disputa. Mas os competidores, buscando impressionar os juízes, conseguiram exibir boas manobras. O paranaense Ronaldo Alves venceu a categoria Open, mas por pouco não perdeu o título para o surfista da Barra da Lagoa, Cainã Barletta. Ronaldo achou uma boa onda, voltou para primeiro e confirmou a vitória somando 11.85 pontos contra 11.20 de Cainã. Completaram o pódio Diego Michereff, que ocupou a terceira colocação com Matheus Navarro em quarto

lugar. Já na categoria Junior Cainã Barletta não deu folga aos adversários e garantiu o título. Com esta vitória, Cainã assume a segunda colocação do ranking Fecasurf com 8.098 pontos. Na categoria Feminina Evelin Conceição foi a grande campeã desta quinta etapa. O imbitubense Lucas Miguel, local da praia da Vila, foi o melhor na categoria Iniciantes, e com esta vitória assumiu também a liderança do ranking Fecasurf com 6.932 pontos. Lucas Vicente da categoria Infantil venceu mais uma etapa e continua na ponta do ranking. A próxima etapa acontece nos dias 10 e 11 de Setembro em Florianópolis. Confira o resultado em todas as categorias:

Open 1º) Ronaldo Alves     2º) Cainã Barletta 3º) Diego Michereff 4º) Matheus Navarro

Mirim 1º) Luan Wood          2º) André Heiden      3º) Yuri Schoenau 4º) Yrvin Ravi                      

Infantil 1º) Lucas Vicente     2º) Matheus Herdy   3º) Giovani Picaski   4º) Anderson Junior

Junior 1º) Cainã Barletta     2º) Matheus Navarro            3º) Luan Wood          4º) João Paulo Abreu          

Iniciantes 1º) Lucas Miguel       2º) Luan Pereira        3º) André Heiden 4º) Ian Tavares        

Feminino 1ª) Evelin Conceição 2ª) Aloha Maciel        3ª) Marina Resende 4ª) Fernanda Espíndola       

triagem

AMador

Master 1º) Junior Maciel       2º) Saulo Lira 3º) Silvério Jorge 4º) Fernando Neves

Líderes do Ranking Catarinense Fecasurf 2011 Open João Paulo Abreu....... 7.848 pontos Junior Matheus Navarro....... 9.040 pontos Mirim Luan Wood................ 7.312 pontos Iniciantes Lucas Miguel............. 6.932 pontos Infantil Lucas Vicente............ 9.040 pontos Feminino Marina Resende........ 8.532 pontos Master Stewson Crippa......... 8.482 pontos

Ronaldo Alves Foto. Basílio Ruy


TRIAGEN S F ECA S U R F Por Norton Evaldt

Jean Da Silva Foto. Basílio Ruy

triagem

pro

Circuito Catarinense de Surf Profissional – 3ª etapa Data: 09 e 10 de Julho Local: praia da Saudade – São Francisco do Sul

Jean da Silva vence em São Chico Tiago Bianchini sai nas quartas de final, mas mantém a liderança do ranking catarinense de surf profissional 2011 da Fecasurf após três etapas. Em um belo e ensolarado fim de semana, a paradisíaca praia da Saudade foi o palco para as grandes disputas da terceira etapa do Oakley Santa Catarina Surf Pro 2011. A disputa contou com a presença de 96 surfistas de todo país e finalizou com a vitória do catarinense Jean da Silva, que é o atual campeão brasileiro de surf profissional. Jean veio confiante desde o início da competição. O surfista de Joinville abriu a bateria com uma boa onda, usando de toda sua experiência e técnica para manter a liderança até o final. Jean venceu somando 11,06 pontos contra 10,74 de Filipe Toledo, que fez uma ótima apresentação e acabou na segunda colocação. Em terceiro lugar ficou o surfista de Florianópolis Gustavo Santos, seguido na quarta colocação pelo surfista de Balneário Camboriu Willian Cardoso, que está na 30ª posição do ranking unificado da ASP, com um pé dentro do World Tour, elite do surf mundial. A Próxima etapa do Oakley Santa Catarina Surf Pro acontece nos dias 02, 03 e 04 de setembro em local ainda não definido pela Federação Catarinense de Surf.

Resultado 1º) Jean da Silva (SC) 2º) Filipe Toledo (SP) 3º) Gustavo Santos (SC) 4º) Willian Cardoso (SC) Ranking após 3ª etapa 1º) Tiago Bianchini (SC). 5.000 pontos 2º) Alex Lima(SC)....................... 4.063 3º) Marco Polo (SC).................... 3.900 4º) Willian Cardoso (SC)............ 3.813 5º) Jean da Silva (SC).................. 3.400 6º) Paulo Moura (PE).................. 3.388 7º) Marthen Pagliarini (SC)........ 3.313 8º) Vicente Romero (SC)............ 3.250 9º) Greg Cordeiro (SC).............. 3.038 10º) Gustavo Santos (SC)............ 3.025


Foto. Cesinha Pereira

Circuito ASPI PRO 2011 – 1ª etapa Data: 27 de Julho Local: praia Brava – Itajaí

Show de surf na Brava A primeira etapa do circuito ASPI PRO 2011 terminou com a vitória do experiente Neco Padaratz. O evento contou com 44 atletas inscritos que vieram de várias partes do litoral catarinense e também do Paraná. Foi uma disputa com boas ondas de até 1 metro no canto do morcego. Neco Padaratz surfou bem durante todo o evento e faturou R$ 3.000,00 pela vitória. Na grande final, Neco derrotou Pedro Norberto, que foi o segundo colocado, seguido de Greg Cordeiro em terceiro e Marcos Pastro na quarta colocação. O evento foi marcado pelo alto nível técnico dos atletas. Neco emocionou a galera ao dedicar a vitória ao amigo Andy Irons.


VOLTA À ILHA

Por Caroline Lucena

O texto a seguir relata detalhes de uma odisséia. Uma expedição que deu à volta na ilha de Florianópolis abordo de pranchas de SUP (Stand Up Paddle). Marcos Gorayeb, junto com uma turma de amigos, planejou e conta como foi passar quase uma semana remando. A idéia teve um princípio ambiental, filmou e fotografou lugares preservados. E serviu como uma celebração da vida entre amigos, resgatando os princípios éticos do salvamento aquático e do espírito water man. A expedição partiu da praia do Ingleses e foi concluida no dia 28 de maio, com o sentimento de missão cumprida. A expedição foi cumprida dentro do tempo estimado? Dentro do planejado. A grande dificuldade era criar uma estratégia que possibilitasse o sucesso. Era uma questão de honra não falhar, sabia que o vento precisava estar á favor e a ondulação também, de preferência em todo percurso. A tendência do vento é sempre mudar de sul para norte. Então, escolhi fazer o lado externo da ilha com vento nordeste e ondulação pequena, saindo dos ingleses e remando uma média de aproximadamente 22 km por dia, chegando sempre em praias abrigadas. Era fundamental passar pelo farol dos Naufragados antes da virada do vento sul, para depois subir com ele desde o extremo sul da ilha. Isso funcionou, pois no último dia o vento sul havia trazido uma ondulação enorme e terminamos a aventura com esse swell. Minha expectativa era fazer no menor tempo, mas é quase impossível remar contra o vento forte no mar. Rolou algum imprevisto ao longo do percurso? Rolaram vários. No 1º dia remamos com vento nordeste. Quando terminamos a remada entrou um vento sul que, para nossa sorte e meu espanto, durou desde quando paramos na barra até as cinco da manhã do dia seguinte, ou seja, se ele continuasse fracassava a aventura.Também iniciamos a aventura junto com o período da pesca

drop

aventura

da tainha. Imagine, um bando de malucos com pranchas enormes, um barco, um jet ski e aqueles vários pescadores na praia esperando os cardumes, o clima ficou meio tenso. Mas como a capitania dos portos havia publicado um aviso sobre nossa passagem fizemos uma política diplomática. No dia da virada do vento sul, saímos da caiera da barra do sul e tínhamos de esperar pela maré, que seria ideal às 13h40min. Saímos muito atrasados e nesse dia a meta que era o iate clube veleiros da ilha não foi atingida e alguns remadores ficaram muito para trás. Decidimos por não ter iluminação no barco e, por já estar anoitecendo, tivemos que parar na base da Aeronáutica. Nesse dia tive de voltar quase 10 km que já havia remado, rebocado no cabo e de cara pro vento. Qual foi o tipo de equipamento utilizado nesta expedição? Remadores: Marco Antônio Gorayeb, Rafael Maia, Marcelo Batata, Roger Souto, Roberto Vicentin e Romeu Bruno. Os fotógrafos: Alex Mello e Vinicius Rodrigues. Os cinegrafistas: Igor Viegas, Rafael Tanezini. No jet ski: Carlos Ilha. Com o barco: Mac Gerard, Mario Carqueja e seu filho. Como segurança de água/salvamento estava Jonathan “Índio”. No apoio de terra: Grazi, do Floripa Surf Club. Edição de imagens de Gustavo Frejat.


sidão azul, ás vezes ao lado de costões gigantescos e desertos, e sentia toda a grandiosidade do mar e a presença de Deus. Quem acha que tem problemas deveria ir num stand up para o mar aberto, para os costões de fora e, imediatamente perceberá a sua insignificância. Também senti muito forte o espírito “aloha”, princípio das relações do povo havaiano e que anos não entendi muito bem até sentir essa energia, pois ao agradecer e me sentir insignificante, deixei fluir a energia do mar em mim limpando vários traumas e abrindo várias portas com sua energia positiva maravilhosa e divina.

Qual o tipo de equipamento utilizado nesse tipo de expedição? Usei uma Starboard 14´8 modelo The Point com leme no pé.É uma prancha oceânica para downwind e fez muito sucesso em Florianópolis pois só há 5 dessas no Brasil. Também foram na expedição as pranchas Tangaroa do Alzair Russo- uma 12´6 race , Da Bless do Maurício, uma 13 pés emprestada pelo Cícero e as G-zero , uma 12´6 race modelo Mateiro e uma 10´6 híbrida . Quanto tempo e qual o tipo de preparo necessário para concluir uma prova como essa? Esse tipo de aventura se chama endurance, é altamente extenuante e desgastante. Já tinha um bom nível de remada e fiz um treinamento de base em Brasília de dezembro á março. Depois, em Florianópolis, foram diversos treinos no mar aberto e muitas sessões de surf para adaptação ao balanço caótico do oceano. Os outros atletas vieram de uma preparação que fizemos juntos antes de iniciar a aventura em Floripa (dois meses).Todos já surfavam e tinham suas atividades ligadas ao surf e o sup ,por isso já existia um treinamento adquirido pela vivência com esses esportes. A partir do momento que a expedição começa, o físico é suplantado pela força mental. Sem essa força não e possível completar esse tipo de prova porque uma hora seu corpo chega ao limite e aí quem te leva é a mente. Mente forte e fé em Deus. Não sou religioso, nem crente, mas acredito muito em Deus e muitas vezes recorri á Ele em orações. Parece que funcionou, pois sem patrocínio nenhum e com apenas R$1.400 reais consegui realizar tudo isso com barco, jet, helicóptero, fotógrafos, cinegrafistas, hospedagens... Resume tudo que vocês viveram durante os dias em que estiveram no mar. Além da realização, da emoção de superar o desafio, uma coisa que me marcou muito foi a energia positiva que senti dentro do oceano. Estava acostumado ao stress das praias principalmente as de surf onde o crowd aumenta a cada dia e a animosidade impera na água. Nessa aventura, ás vezes me via no meio da imen-

Passa muita coisa pela cabeça? Passa toda a sua vida pela cabeça. QuanFotos. Alex Mello do trabalhava com mergulho passava pelos costões e ficava embasbacado com tanta beleza e grandiosidade e pensava: “Será que algum dia as pessoas que conheço poderão ver isso, ter uma idéia do que é isso?” Como filmamos, tentei transmitir essa emoção. Quando você está no mar aberto se torna simples e deixa de lado muita coisa inútil imposta pela sociedade. Pensei em toda minha vida, nos amigos, nos amores, nos problemas, e muito em Deus, agradecendo sempre por poder estar ali vivo e com meus amigos celebrando o mar. Tem alguma coisa sobre essa pergunta na resposta da anterior. Quais os planos para o futuro? Depois da volta me profissionalizei nesse tipo de aventuras e desafios. Estou dando aulas em Brasília e treinando para o brasileiro aqui em agosto. Também recebi um convite para representar o Brasil pela 1ª vez na história no Ultimate Challenge 11 City Tour. Fiquei muito honrado e estamos lutando por patrocínio para representar o país nessa prova. Tem uma produtora comigo filmando tudo que fazemos e recebemos uns convites para fazer: Volta á ilha de Vitória no ES- Volta á ilha de Fernando de Noronha e Volta á ilha de São Sebastião em SP. Abrir um centro de treinamento de sup e fazer um filme da região de barra grande na Bahia com um downwind de morro de são Paulo até Itararé, e outras mais, além de competir na categoria master do brasileiro profissional de sup. No total, quantos quilômetros foram percorridos? Foram aproximadamente 140 km, a maior remada já feita no Brasil e com um grau de dificuldade altíssimo pela questão estratégica. O objetivo foi atingido? Completamente. Fico muito honrado de ter sido o capitão dessa expedição. Agradeço meus parceiros pelo apoio e suas colocações sábias sempre. Agradeço á Deus e á todos que me ajudaram muito nessa empreitada. Fica o recado: A vida sem aventuras não vale a pena. Acredite nos seus sonhos e siga a sua intuição. Agradeça sempre e tenha fé no coração, onde existe Deus não existe o impossível. Aloha!


EM SÉRIE Por Marcio David • Atleta Gabriel Galdino


A Cura

do Mar

su r f e c u lt

Por Luciano Burin

Vou entrar no mar, nem que seja só para dar um mergulho! Quem realmente tem o surf como fonte essencial de prazer conhece bem a sensação revigorante que o contato com a água salgada costuma produzir. Pessoalmente, sempre que estive perto do mar tive o impulso quase incontrolável de me jogar na água, mesmo em um dia frio e sem ondas. Sempre me senti mais energizado e com vitalidade depois de um simples mergulho. As explicações para este fenômeno encontram respostas imediatas em uma rápida pesquisa pelo conhecimento científico. A água salgada do mar possui em sua composição um arsenal de mais de 80 elementos químicos, que atuam no combate e prevenção de inúmeras doenças e na promoção do bem-estar. O cálcio, zinco, silício e o magnésio, por exemplo, são recomendados no tratamento de doenças como artrite, osteoporose e reumatismo. Já o potássio, o ferro, o iodo e o cloreto de sódio eliminam toxinas e melhoram o sistema imunológico dos seres humanos. O sal marinho também possui propriedades cicatrizantes e anti-sépticas e a massagem natural promovida pelas ondas do mar estimula a circulação sanguínea aumentando a oxigenação das células e aliviando as tensões musculares. Tá explicado então por que é tão divertido tomar uns caldos e levar umas ondas na cabeça de vez em quando. Quem levou as propriedades terapêuticas da água do mar mais a sério foi o biólogo francês René Quinton, um estudioso das teorias do surgimento da vida e da evolução humana. Há mais de cem anos, ele criou um método terapêutico revolucionário que originou o chamado “plasma de Quinton”, um composto que salvou milhares de vidas de forma natural e indolor através do uso de água marinha profunda e de extrema pureza. O cientista partiu da hipótese de que a vida animal, que começou como uma célula no mar, manteve através de toda a evolução zoológica as células que compõem cada

organismo num ambiente marinho. Isto se aplica também as formas de vida terrestres como os seres humanos. A água do mar isotônica seria portanto o meio vital presente no plasma sanguíneo de todos os animais, o que Quinton confirmou através da chamada “Lei da Constância Marinha”. Em resumo, Quinton afirma que se cada uma das células de um ser vivo, por mais elaboradas que sejam, se banham num meio fisiológico idêntico ao meio marinho (onde é possível substituir o sangue humano pela água do mar isotônica – que replica a salinidade encontrada nos oceanos primitivos) combater diversas doenças. Ele comprovou isso ao demonstrar que os glóbulos brancos humanos continuam a viver na água do mar, enquanto morrem em qualquer outro meio artificial. Por uma série de motivos, as revolucionárias descobertas de Quinton, mesmo cientificamente comprovadas, foram sendo deixadas de lado com o passar do tempo. Muitos atribuem isso ao poder perverso da indústria farmacêutica, que prefere tratar cada doença com um remédio específico e consequentemente obter lucros infinitamente maiores do que aplicar o simples plasma de Quinton como solução para quase todos os males. No campo terapêutico, os poderes da água do mar baseados nas descobertas de Quinton sobrevivem de alguma forma nos tratamentos aplicados pela chamada talassoterapia e na venda desta água isotônica. Se pensarmos que o corpo humano é constituído por 70% da água salgada que cobre os 70% do globo terrestre seria importante investigar mais a fundo as propriedades deste líquido tão essencial. Seja como for, não é nenhum exagero afirmar que, se nossos fluidos vitais são mesmo oceânicos, nós surfistas nos colocamos constantemente em direta conexão com nossas origens toda vez que entramos no mar para interagir com as ondas. Deve ser por isso que nos sentimos como verdadeiras crianças ao fim de uma boa sessão de surf. *Acesse e acompanhe outros textos: (www.surfecult.com)


IDENTIDADE

NATIVA Por Redação

O legítimo joaquineiro Fabrício Machado, 29 anos.

Na última década, Florianópolis sofreu uma invasão, conseqüência disso foi o crescimento desordenado. Milhares de pessoas abandonaram sua terra natal e migraram para ilha da magia em busca de qualidade de vida. As diversas praias, que até na década de 90 eram poucas freqüentadas, hoje vivem numa situação bem diferente. São surfistas, banhistas e turistas que vão além do imaginado. De repente, a ilha passou a ser considerada a cidade mais surf do Brasil. Mas o que será que os locais pensam a respeito disso? Para responder esta pergunta, convidamos alguns nativos para exporem seus pontos de vista. São surfistas de alma que nasceram e freqüentaram a maioria das praias locais, alguns quando ainda não existia o crowd. O surf era roots, o acesso difícil e os picos preservados. São relatos incríveis de uma geração que possui o esporte como uma essência de vida.

O começo: Comecei a surfar em 1986, logo após o Hang Loose, competição internacional realizada no mesmo ano na praia da Joaquina. Influenciado por amigos, parentes e vizinhos, iniciei o aprendizado nas ondas e mantive a evolução até hoje. A ilha: Florianópolis é uma cidade linda e maravilhosa para se viver, mas que vem sendo vítima da sua própria beleza. Um crescimento desordenado e mal orientado está fazendo com que a ilha, juntamente com a costa catarinense, torne-se a região onde os investimentos em infra-estrutura básica, como rede interligada de esgoto, água encanada e tratada, seja o mais precários do país. Faltam investimentos, fiscalização e maior preocupação

por parte dos governantes no intuito de preservar, não somente a costa catarinense, mas o litoral de todas as regiões costeiras. O localismo: É preciso entender que todas as praias do mundo possuem raízes, suas hierarquias, seus mitos, sua tradição, seus heróis e suas lendas. A Joaquina enquadra-se nesse esquema. Por ser uma praia aonde a ligação com o mar vem desde muito tempo, seus laços culturais, na pesca e com no surf, apresentam características únicas. Uma das primeiras associações do estado, um dos maiores números de associados, muita constância nas ondas, protegida do vento pelo embate do morro, poucas comunidades próximas da praia, a mais próxima do centro da cidade. Possui


É preciso entender que todas as praias do mundo possuem raízes, suas hierarquias, seus mitos, sua tradição, seus heróis e suas lendas.

Fabrício Machado na praia da Joaquina. FOTO. Marcio David

duchas, banheiros, estacionamento, salva vidas e posto policial no verão, escolas de surf funcionando o ano todo, dentre muitas outras características, fazem com que a Joaquina seja muito procurada e, conseqüentemente, o outside fica muito disputado pelos surfistas. Mas acredito que se todas as pessoas que forem surfar na Joaquina souberem respeitar o próximo, sabendo as regras fundamentais do surf, e souberem esperar a sua vez de pegar onda, vai ser bem vindo e dificilmente vai encontrar resistência ou mesmo situações de violência. A essência dos nativos sempre existiu e sempre existirá. Porém, com certeza essa cultura está sendo ameaçada e estruturalmente influenciada por outras culturas oriundas de diferentes regiões e até mesmo de fora do país. Trata-se de um progresso inevitável, mas que está acontecendo de forma incoerente e precipitada á meu ver. Necessitamos de uma maior valorização por parte dos governantes e até mesmo da sociedade em geral, da cultura ilhéu, das tradições que aqui existem, da história local, que permeiam e interagem diariamente com toda uma região costeira muito relacionada com o mar. O Crowd: O surf é um esporte que cresce gradativamente em todo o mundo. Acredito que juntamente á esse crescimento do número de praticantes, há um aumento considerável na movimentação financeira envolvendo o seguimento de marcas relacionadas com o surf. Então se o crowd aumenta, também deveria haver leis que tornassem esses lucros milionários em benefícios dos surfistas. Nada mais justo, principalmente numa região onde a prática do surf é tão difundida e apreciada como é aqui em Santa Catarina.. O desenvolvimento: É inevitável, e a praia da Joaquina não escapa deste progresso. Principalmente no verão, onde o fluxo de turistas e surfistas é enorme,  a disputa no outside fica mais acirrada. Trata-se de um ciclo: no verão a praia fica lotada, cheia de banhistas, surfistas,

ondas pequenas, muito trabalho com trânsito pra chegar e sair da praia. Já no inverno, com a diminuição do número de visitantes, e com o aumento considerável do tamanho das ondas, a prática do surf fica ainda mais empolgante e desafiadora. Para mim, esse ciclo é perfeito, pois trabalho e me empenho muito mais na escola de surf na época de verão, e durante o inverno procuro me concentrar mais nas minhas práticas diárias. O futuro: O fato de a Joaquina proporcionar treinos diários, independente das condições do mar e climáticas existentes, faz com que ela seja muito bem freqüentada. O nível do surf na praia é altíssimo, aonde muitos surfistas profissionais vêm em busca de melhores condições para praticar e treinar diariamente. Isso, conseqüentemente, faz da praia um celeiro de grandes nomes no surf, desde pessoas que sempre surfaram ali, como surfistas que adotaram a Joaquina como local de treinamento. Com certeza, isso influencia no surgimento de novas atletas e crianças envolvidas com o esporte, juntamente com toda a estrutura que a praia oferece para eventos. A essência: O fato é que minha vida sempre foi e sempre será voltada ao surf! Agradeço a Deus diariamente por me proporcionar essa dádiva que é viver do surf, seja nas aulas da minha escola College Surf School, ou mesmo em competições profissionais em regiões próximas. Tenho me preparado muito fisicamente, andando de bike, correndo na praia, alongando, surfando ou trabalhando duro na ginástica funcional que realizo na Funcional Sports. Acordo cedo e durmo cedo, esse é meu dia a dia. Espero continuar assim por muito tempo. Meus amigos surfam, meus parentes surfam. Acredito que todas as pessoas podem e devem aprender com profissionais capacitados, com respeito pelo próximo e a consciência de preservação.


Nascido e criado no leste Andre Barcelos, 38 anos. O começo: Comecei a surfar aos 13 anos na Barra da Lagoa por influência dos meus irmãos Bira e Giba, que já surfavam e me traziam junto. Acabei me interessando de tal forma que me tornei surfista profissional e competi por muitos anos. A ilha: Mudou muito nos últimos anos. A população cresceu demais e desordenadamente devido á especulação imobiliária. Infelizmente não temos uma infra-estrutura adequada para suportar isso. Muita coisa precisa ser mudada, a começar pela conscientização ambiental de todos. O localismo: O respeito é fundamental. Sempre procure surfar sem prejudicar o outro, preste atenção na prioridade de quem está surfando a onda, aqueles que têm um pouco mais de experiência devem orientar os que estão  começando, sem agressão, sempre com educação. O surf é estar em harmonia com a natureza, por isso respeite e será respeitado. O crowd: Quando comecei a surfar, realmente o número de praticantes era bem menor e o crowd não existia, até porque a maioria não tinha condições suficientes para comprar os equipamentos e chegar até as praias desejadas, também devido ao difícil acesso. Com esse aumento estrondoso, devido ao turismo, a divulgação em massa fez com que o esporte fosse difundido, o que atraiu muitos simpatizantes do surf. Em contrapartida, o número de praticantes aumentou e o mercado também, o que resultou em boas oportunidades de trabalho nesse segmento. Cultura nativa: Mudou muito. Com a vinda das pessoas de outras cidades para morar na ilha, a

cultura de cidade urbana veio junto, o que acabou contrastando com a nossa cultura. Muita badalação, festas, trânsito caótico, drogas, construções por todos os lados, pessoas trocando o dia pela noite e isso foge um pouco da cultura do mané. Essa fusão fez com que nos sentíssemos, de certa forma, acuados.  O desenvolvimento: Sinceramente, as empresas ganharam muito dinheiro com o surf, mas hoje a realidade não condiz com o crescimento. O surf cresceu, mas o investimento diminuiu. A cada dia que passa as empresas estão investindo menos, prova disso é a dificuldade que se tem para organizar um campeonato e atrair investidores. Isso serve também para o patrocínio de atletas. São poucos os que têm condições dignas para construir uma carreira profissional.   O futuro: Acho que é o futuro é promissor, prova disso é essa nova geração como: Mineirinho, Alejo, Jadson e Medina. Cada um de partes diferentes do Brasil e representando da melhor forma. Isso faz com que desperte novos talentos em todo nosso país.  A essência: A minha ligação com o surf continua 100%. Além de surfar todos os dias, sou piloto de jet ski no Salva Surf Resgate, onde trabalho nas competições de surf e outros esportes aquáticos. Atualmente trabalhamos nos principais eventos de surf que acontecem no país, como WT, etapas do WQS, entre outros. O Salva Surf Escola também é uma atividade permanente durante o ano onde são desenvolvidas aulas de surf, SUP(stand up), passeios de SUP, curso de tow in e salvamento aquático para a formação de salva vidas voluntários. A sede do Salva Surf está situada na Barra da Lagoa e está aberta ao público diariamente.

O surf é estar em harmonia com a natureza, por isso respeite e será respeitado.

Andre encara a laje de Jaguaruna. FOTO. James Thisted.


O cara do Riozinho Marcelo Cathcart, 27 anos. O começo: Comecei a surfar em 1992, aos 8 anos. Ficava fascinado olhando a galera andar em cima d’água e foi por isso que comecei a surfar. A ilha: Muitas coisas devem ser mudadas. São vários problemas que a população de Florianópolis precisa lidar, tais como saneamento básico, construções irregulares, trânsitos imensos, coisas que na década de 90 era bem diferente. O localismo: Com certeza as coisas mudaram, principalmente no inverno, onde ás vezes caíamos sozinhos na água. Hoje em dia, com toda essa “badalação”, o riozinho virou o point do momento. Muitos prédios estão sendo construídos, a praia é bem mais suja e nós, locais, temos que nos impor muito mais dentro e fora d’água por conta da falta de respeito de Hoje em dia, com toda essa quem acha o campeche é “badalação”, o riozinho terra de ninguém. virou o point do momento. O crowd: Não só entre os surfistas, mas entre todas as pessoas que freqüentam a praia, deveria haver mais respeito uns com os outros e com o próprio lugar, por meio da preservação. Cultura nativa: Com certeza mudou muito, um exemplo é a época da tainha, onde surfistas de fora desrespeitam os costumes da pesca. Pude perceber um dia desse, aqui no riozinho, um Marcelo Cathcart é arte, bando de surfistas de fora música e muita técnica no surf. FOTO. James Thisted. invadindo a água na cara dura e acabando com a pesca no dia. O desenvolvimento: Na teoria deveria ter um número maior de empresas interessadas em apoiar ou patrocinar um atleta, mas na prática é diferente. As empresas do Brasil não investem em seus atletas fazendo com que, muitas vezes, surfistas de ponta caiam no esquecimento. O futuro: É promissor. Acho muito legal ter boas referência e surfar com atletas que estão elevando o nível do esporte. A essência: Sou bem próximo do surf. Estou trabalhando em três projetos audiovisuais em parceria com Gustavo Schlickmann. São três vídeos com duração média de meia hora, um deles chama Hypnotized e é protagonizado pelo Gu, com imagens pessoais do ano de 2010. Em seguida, estamos trabalhando no vídeo Essência, que será lançado com imagens do verão 2010/2011. Surfistas como Tiago Bianchini, Heitor Pereira, Ricardo Wendhausen e muitos outros fazem parte deste filme. E por último, o vídeo Inconsciente Coletivo, que é uma coletânea de imagens da Indonésia, do Chile, Brasil e Califórnia.


O local do Campeche Gustavo Santos. FOTO Marcio David

Eu respeito todos os surfistas, mas também exijo respeito, principalmente dos que vêm de fora.

TALENTO do Campeche Gustavo Santos, 29 anos. O começo: Naturalmente, por viver ao lado da praia minha vida inteira, me senti impulsionado a entrar no mar. Com 12 anos percebi que o surf era mais divertido e prazeroso do que pescar, jogar futebol e etc. Depois de algum tempo me dei conta de que o surf é algo maior, espiritual, uma benção. A ilha: Vejo a cidade como um grande centro turístico e de imigrantes vindos de todas as partes do Brasil. O que precisa mudar é a consciência dos que vivem aqui e juntar-se aos movimentos sociais realizados pelas associações comunitárias para tentarmos aprovar os projetos políticos que são de interesse da população e que precisam de serviços públicos de qualidade. Principalmente transporte, segurança e educação.  O localismo: Penso que cada surfista, seja aonde for, precisa se colocar em seu devido lugar. Todos sabem que no surf existe uma série de regras a serem seguidas para manter uma harmonia no outside. Quem está iniciando precisa se posicionar um pouco mais afastado dos demais. Quem surfa bem, tem que esperar sua vez, sempre com bom senso e paciência. O crowd: Eu tento não pensar muito no crowd, ainda mais se compararmos ao de 15 ou 20 anos atrás. No verão, é quase impossível sair na rua. Eu respeito todos os surfistas, mas também exijo respeito, principalmente dos que vêm de fora.

A cultura nativa: Mudou um pouco, mas deve continuar absoluta. Hoje, acredito que metade da população de Florianópolis veio de outros estados. Essa influência é nítida e natural, não tem como um povo se fechar totalmente para outros costumes. Fico feliz ao ver a cultura ilhéu ainda sendo mantida, porém não sei até quando isso acontecerá. O desenvolvimento: A receita de grandes empresas nem sempre representam investimentos em cidades, muito menos em atletas, que para mim é o que mais importa. Enquanto o capitalismo selvagem imperar, nos estamos perdidos.  O futuro: Quanto mais atletas talentosos surgirem, mais difícil ficará de vencer um evento. Porém, mais valorizada será a vitória. Infelizmente, a tendência é que sempre poucos campeões fiquem com uma boa parte do bolo, enquanto os demais precisam se virar de outra forma. Por isso é tão importante as crianças estudarem antes de surfar.  A essência: O surf é minha vida. Não consigo viver sem isso, é o que me faz saudável e feliz. Estou competindo uma vez por mês, pois trabalho no fim de semana. É um pouco frustrante ter que abandonar parcialmente as competições, mas é minha realidade. Cada vez que estou numa bateria, me sinto mais surfista e isso me deixa satisfeito. Espero conseguir bons resultados para poder investir mais em equipamento e viagens, mas sempre trabalhando pra não depender de patrocínio.


O XERIFE DO Matadeiro Rodrigo Santos, 29 anos. O começo: Comecei a ter meus primeiros contato com pranchas de surf aos 9 anos. Na época, eu e meu irmão ganhamos uma prancha de isopor, porque meus pais diziam que a de fibra era perigoso. A ilha: Hoje a cidade está muito conhecida. Muita coisa mudando, trânsito infernal, obras por todos os lados, gente querendo vir morar aqui a qualquer preço. Quando eu era criança, a ilha era bem diferente. Uma calmaria por tudo, o trânsito quase não existia. Acho que o futuro pode ser mais complicado e não suportar tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo. É triste. Em muitos lugares, a ilha não tem mais a mesma qualidade de vida. O negócio é cada um ter a consciência boa. O localismo: Cara, isso é complicado de falar. Eu acho que cada um tem seu jeito de pensar e agir a respeito do localismo. Você sabe quais são as regras: respeite para ser respeitado! O crowd: Isso realmente aumentou muito. Ás vezes é difícil você chegar à praia e ver muita gente remando, disputando a mesma onda e o pessoal sujando. Isso é ruim, mas tem muita gente com consciência de preservar e respeitar

o lugar e os locais. Eu já me acostumei bastante com isso, mas mantenho minha posição, acho que o localismo tem que existir. A cultura nativa: A ilha sempre teve sua cultura e suas histórias. O número de gente de fora aumenta a cada dia e com certeza com o tempo isso pode afetar a cultura ilhéu. O desenvolvimento: O esporte cresceu de uma forma gigantesca, muita gente surfando bem e a cada dia aparece um novo talento. As empresas estão ganhando dinheiro com o surf, mas o que ainda deixa á desejar aqui na ilha e no Brasil é a falta de apoio aos atletas. Grandes empresas e pequenos investimentos. Quanta gente que tem talento no surf no Brasil e não tem nem um apoio? Isso é difícil de entender e acho que está na hora de valorizar a galera de verdade.  O futuro: Temos grandes talentos do surf e o futuro está chegando com uma velocidade incrível. Acredito que o surf brasileiro está em boas mãos. As empresas deveriam olhar mais para isso e dar oportunidades para as crianças terem melhores condições. A essência: Minha ligação com o surf é muito forte. Eu realmente sou um surfista de alma, amo o que faço, aprendi muita coisa com o surf e estou aprendendo a cada dia que passa. Tenho muitos amigos no mundo todo, através do surf pude conhecer muitos lugares e quero continuar assim por muitos anos. Meus projetos para este ano estão muito bons, tive um começo muito legal, trabalhei como técnico de uns atletas aqui do matadeiro. Viajei para o Panamá e estou me preparando para mais um projeto, que vou realizar com os meus amigos. Vamos viajar em breve, filmar tudo e fazer história. Quem sabe lançar este filme.

Eu acho que cada um tem seu jeito de pensar e agir a respeito do localismo. Você sabe quais são as regras: respeite para ser respeitado!

Rodrigo Santos, o Diguinho, entuba como poucos no Matadeiro. FOTO. James Thisted.


Natural de Naufragados Miro Borges, 32 anos. O começo: Comecei a surfar com oito anos. Sentava na praia e via o Zé e o Fe Correia surfarem e me amarrava. O shaper Havenga foi um dos primeiros surfistas a aparecer aqui junto do Luiz Neguinho. O Havenga foi um dos grandes incentivadores para eu começar nas ondas. A ilha: A cidade cresceu muito nos últimos anos e o surf aqui em Naufragados também. Hoje, quando rolam as condições, muitas pessoas aparecem aqui, principalmente depois que fiz o documentário sobre o sul da ilha com o Carlos e o vídeomaker Marcos Dias. Realmente as coisas mudaram e cresceram com as diversas divulgações. O localismo: Aqui é uma onda difícil, uma das mais cascas do Brasil. Para pegar onda boa, o cara precisa de muita remada e um amplo conhecimento, não é para qualquer pessoa. Quando o mar sobe é fácil quebrar pranchas e se machucar, por isso não vejo muita diferença em relação ao número de surfistas. De vez em quando aparecem bons amigos e alguns profissionais que se tornam uma boa companhia para surfar. Também aparecem alguns surfistas que não têm nada a ver e querem folgar um pouco no pico. Mas nunca tenho problemas, caio na água e pego minhas ondas sem ninguém me atrapalhar.

O crowd: Acho que o aumento de surfistas é normal. O surf vem crescendo muito dentro do Brasil e aqui no nosso estado. Gosto de ver o crescimento do esporte e acho importante para o bem do mesmo. Quando tem muita gente fica difícil, mas precisa ter um pouco de conhecimento. Se o cara não tiver visão, ele não pega a onda boa. Cultura nativa: Acho que aqui em Naufragados não mudou muito nossa cultura. Para nós o crescimento do turismo e a divulgação da cidade são ótimos porque aumentam nosso campo de trabalho. Aqui a nossa cultura continua na mais pura essência. O desenvolvimento: Sonho que um dia possa surgir algum grande talento daqui de Naufragados com uma condição boa e estrutura para poder competir e evoluir no esporte. Claro que as empresas precisam mudar e investir muito, mas podem surgir boas oportunidades. Acho bacana surfar ao lado de bons atletas. Quando meus amigos profissionais aparecem, eu fico sempre ligado e isso me ajuda a evoluir. O feeling: Amo o surf! Desde moleque eu surfo quase todos os dias e procuro sempre pegar bons tubos. Esse é meu prazer. Hoje trabalho com passeio de barco e turismo. No inverno, trabalho com a pesca, mas procuro não deixar de surfar, principalmente quando as ondas estão tubulares. Aproveito para deixar um abraço para o Havenga, meu surf cresceu muito com suas pranchas e incentivo. Para passeios de barcos e trips turísticas, fone: (48)9971 6297/ Miro

Para pegar onda boa, o cara precisa de muita remada e um amplo conhecimento, não é para qualquer pessoa.

O local de Naufragados Miro Borges, entocado na frente de casa. FOTO. Marcio David.


Local do Santinho Clayton de Valgas, 38 anos. O começo: No ano de 1987 assisti uma competição de surf do Colégio Catarinense na praia Mole, onde surfistas como Guga Arruda e Fernando Teixeira já se destacavam. Desde então me apaixonei pelo surf e nunca mais parei. A ilha: Vejo Florianópolis como uma cidade com sintomas de grandes centros urbanos. Penso que além do controle da administração pública, nós como moradores e cidadãos devemos nos conscientizar acerca do uso sustentável de nossas riquezas naturais. O localismo: Respeito é fundamental e cada surfista deve saber se posicionar no crowd. Uma dica é respeitar os mais experientes. Se você não domina ainda muito bem seu equipamento, procure um lugar mais afastado e evite problemas, o astral do surf é dividir as ondas, estar em harmonia com a natureza e com o mar. É uma fonte energética para a alma. O crowd: É uma situação inevitável que provém do progresso e do crescimento urbano. Como surfista local da ilha, sinto um desconforto e falta do sossego que vivenciava há poucos anos atrás.

O astral do surf é dividir as ondas, estar em harmonia com a natureza e com o mar. É uma fonte energética para a alma.

Clayton De Valgas, local do norte da Ilha, nas ondas da Indonésia. FOTO. Everton Luis.

A cultura nativa: Nossos costumes mudaram, não temos mais os mesmos hábitos. A ilha se transformou em uma mistura, o ritmo acelerado dos investidores faz com que a cultura nativa vá se adaptando e modificando. O desenvolvimento: O surf tem vendido muito, mas vários atletas talentosos passam dificuldades. As empresas devem investir e revelar novos profissionais. O futuro: Está cada vez mais competitivo e o nível aumentando, manobras modernas, equipamentos mais leves. Vejo a evolução como pontos positivos para que a molecada se inspire. A essência: O surf é minha filosofia de vida, me dedico ao trabalho e nas folgas sempre procuro surfar. O contato com o mar e viver no meio da natureza alimenta minha alma, recarregam minhas baterias. Pretendo participar de algumas competições, fazer umas trips internacionais e conhecer novas ondas pelo mundo.


Possibilidades Por David A. Husadel

Eu só tenho 37 anos de surf. Como é bom olhar para trás e ver que aquele sonho se realizou, ou melhor, se realiza no nosso dia a dia. No final de 1974 comecei a surfar e durante os anos de 1975 e 1976 aquela diversão pegou fogo e incendiou os sentimentos de um garoto de Balneário Camboriú. Na época, o sonho era viajar por Santa Catarina e surfar as ondas da Joaquina e Imbituba, pois as outras praias ainda nem imaginava conhecer. Depois veio a vontade de viajar pelo Brasil. Queria ir para Saquarema, Arpoador e Itamambuca e, por fim, o desejo de conhecer o mundo. Passaram-se 37 anos desde aquele incêndio inicial. Hoje, fui convidado para escrever regularmente na coluna Tubo do Tempo do Jornal Drop. Nesta edição, faço esta apresentação resgatando os meus primeiros sonhos. Mas a partir de agora, estarei presente nos exemplares contando histórias típicas da vida de um veterano surfista catarinense. Todos os meus sonhos como atleta sempre estiveram ligados a algum veículo de comunicação. Acho

importante comunicar e partilhar o conhecimento. Veículos impressos como Surf Sul, Rock, Surf e Brotos, Revista POP, Brasil Surf, Visual, Surfer e Surfing fizeram parte da construção de muitas possibilidades e influenciaram meus pensamentos durante os anos 70. Alguns de vocês ainda são garotos. Lógico que, hoje em dia, com os veículos eletrônicos, o mundo gira em um simples click, mas é preciso lembrar que o mais importante é o conteúdo da comunicação e não a ferramenta que a conduz. Outros de vocês, também leitores do Jornal Drop, talvez sejam da velha guarda e poderão colaborar com relatos e fotos para o Tubo do Tempo. O objetivo é mostrar que estamos construindo uma história de realizações. Sonhos que eram impossíveis em 1974 foram transformados em possibilidades e executados com energia e dedicação. Um pedaço da história do surf catarinense, do surf no sul do Brasil, que é referência para todo o país.

tubo do tempo

Foto. Marcio David

*David Arruda Husadel, 48 anos. Nascido em Blumenau, mas cresceu e aprendeu a surfar em Balneário Camboriú. Mora em Florianópolis desde 1981. Foi campeão Catarinense Profissional por três vezes, campeão Brasileiro Master, bicampeão Brasileiro Gran Master e atual líder do Circuito Brasileiro Kahuna.


Joga fora

no lixo

Foto. Marcio David

Por Julia Hoff

Folha Verde

Certa vez li um artigo que falava sobre a inércia do ser humano e como isso reflete em nossas atitudes e até define nossas vidas. Em relação á questão ambiental podemos visualizar isso bem claramente se percebermos como a falta de iniciativa individual prejudica a evolução do sentimento de responsabilidade social. Cada um com seus problemas, e assim vamos que vamos. Se não mudarmos esse arraigado conceito, logo teremos um fim ou passaremos a viver num mundo nojento.

A quantidade de lixo que cada um de nós produz também aumentou 5,3%, o que aponta que o brasileiro ainda não pensa no descarte dos produtos que consome antes de comprá-los. É a única razão que me vem á mente sabendo que cada indivíduo produz, em média, 378 kg de lixo todo dia. Outro agravante, além do excesso de porcaria, é o fato de que o país ainda não consegue oferecer o destino certo para todo esse lixo. Pouco mais de 40% do que foi coletado, cerca de 23 milhões de toneladas de resíduos, acabaram em lixões e aterros sem o menor tratamento.

Caminhando na praia um dia desses, me senti envergonhada ao ver um casal passeando, assim como eu, mas com saquinhos plásticos nas mãos juntando o lixo (dos outros). Aquilo me intrigou. Como assim eu, surfista, amante da praia, redatora de uma coluna sobre meio ambiente, não tenho também uma sacolinha comigo?! Desde desse dia, praia, só com saquinho. Além do ótimo exercício, a consciência fica (um pouco) mais tranquila. Pelo menos venci a tal da inércia em algum aspecto da minha vida. Se todo mundo tentar, quem sabe faremos uma boa diferença?

Um aspecto que pode ser considerado positivo (mas nem tanto) foi que o índice de coleta de RSU aumentou 7,7%. Isso significa que dos 5.565 municípios brasileiros, 3.205 contam com a iniciativa. Porém, o próprio relatório esclarece que muitas dessas iniciativas não passam de meros pontos de coleta ou de simples formalização com cooperativas de catadores. Ou seja, fica bonito no marketing mencionar “coleta seletiva”, mas só Deus sabe que fim leva todo esse lixo “selecionado” e entregue nos pontos.

Falando em lixo, aproveito o assunto para dar uma geral na situação da geração e coleta de resíduos no Brasil. Os números são de arrepiar. Os dados vêm do site da ABRELPE, Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, que divulgou o último Panorama de Resíduos Sólidos no Brasil referente a 2010. Ano passado o volume de resíduos sólidos urbanos (RSU) cresceu 6,8% comparado á 2009. Isso significa que foram 2 milhões de toneladas a mais de tralhas jogadas fora. Um número 6 vezes maior do que a taxa de crescimento da população, que foi de apenas 1%.

Só para se ter uma idéia de quanto lixo foi gerado por dia em cada região do país em 2010, aí vai uma tabela com valores em toneladas: Norte

12.920

Nordeste

50.045

Centro-Oeste

15.539

Sudeste

96.134

Sul

20.452


MER C ADO NEGRO A

oupa Flexxxa é apresentada ao crowd por Alex Ribeiro, atleta da equipe Mormaii. Equipado com este lançamento 2011, o paulista que já morou em Floripa, matou a saudade do surf no litoral de SC. Alex mandou aéreo e somou o moderno ao tradicional surf com pressão e manobras base-lip nas ondas. O segredo é que o atleta estava confortável. Fabricado em neoprene Super Stretch X3, o Flexxxa permite todos os movimentos do surfista, eliminando a entrada de água na roupa e mantendo o corpo aquecido, devido ao Seal Tape - costura blindstitch, com dupla vedação. Veja mais fotos, acesse o link a seguir: http://www.mormaii.com.br/noticias/2011/07/alex-ribeiro-com-surfaquecido-pelo-mormaii-flexxxa/

urante a segunda etapa do Brasil Surf Pro, a Abrasp realizou a entrega de prêmios para temporada 2010. Com a presença de quase todos os tops do surf nacional, a Abrasp entregou medalhas para os 16 melhores do masculino e para as oito mais bem colocadas do ranking feminino, além de troféus para os três melhores de cada categoria. Foram premiados também os campeões Jean da Silva, de Santa Catarina, e Suelen Naraísa, de São Paulo, no Brasil Surf Pro, a primeira divisão, e o também catarinense Tomas Hermes e a paraibana Diana Cristina, no Brasil Tour, a divisão de acesso. O paulista Flávio Nakagima e a catarinense Susã Leal foram escolhidos como as revelações do ano. Mais informações www.abrasp.com.br.

Foto. Max Bruno_ABRASP

D

S

outh to South lança coleção com festa para mais de 500 pessoas. O lançamento da coleção de verão da South to South começou com o meeting, teve a participação de lojistas, atletas, representantes e amigos em clima de confraternização.Durante á tarde, a equipe comercial de todo Brasil da South to South conheceu as novas peças que estarão nas vitrines na estação mais quente do ano. As roupas vieram bem variadas. Há estampas mais coloridas e outras mais discretas, tanto de camisas e camisetas quanto das bermudas e calças. A noite contou ainda com a apresentação da banda Eu Serei a Hiena, nova contratada da marca, e sorteios de prancha South to South. Leo Parisi também mostrou sua arte, com a pintura de prancha na frente do palco, em meio á galera. Será possível conhecer a nova coleção de verão da South to South em breve no site www.southtosouth.com.br.

F

oi finalizado no dia 13/07 em Puerto Escondido, no México, o Mexican Pipeline Tube Ride 2011, campeonato de tubos para convidados do local Coco Nogales, que teve a participação dos brasileiros Felipe Cesarano, Diego Silva e Cristiano Bins. O evento foi realizado em condições clássicas no beach breake mais casca grossa do planeta, onde as séries passaram dos 12 pés em Puerto, um dos mais insanos quando o mar sobe em Puerto. Oscar Moncada foi o grande vencedor, com Rusty Long em segundo, Cristian Jensen em terceiro, Cesarano em quarto, Andrés Di Marco em quinto e David Rutherford em sexto.

P

Foto. Aleko Stergiou

ara o verão, a Nicoboco desenvolveu sua coleção infantil. A proposta da marca é apostar em tecidos leves para dar conforto á todos os movimentos das crianças. Pensando nisso, a linha, com tamanhos entre dois e oito anos, dá leveza e não restringe os movimentos. A coleção Nicoboco Kids, como foi batizada, é composta por camisetas especiais, pólos, regatas e boardshorts. Em breve nas lojas. Para mais informações acesse: www.nicoboco.com.br.

tletas do team riders HD, estiveram presentes em diversos palcos do Brasil, Europa, África e América do Norte. A equipe de surf se dedicou aos eventos da Abrasp, a segunda etapa do BSP e o Brasil Tour. No “Petrobrás Nas Ondas”, realizado no Guarujá. O destaque foi Ricardo Ferreira, que subiu ao pódio nas Pitangueiras, ficando em terceiro lugar. Pablo Paulino foi destaque no evento Prime da ASP na África do Sul, na praia de Balitto, localizada ao nordeste de Durban. Pedro Henrique seguiu para o US Open, que acontece no Pier de Huntington Beach. Leco Salazar participou dos eventos de longboard no nordeste do Brasil, válidos como a primeira temporada da nova associação brasileira. No skate, Sandro Dias e Rony Gomes participaram nos EUA do Dew Tour e dos X-Games. Mineirinho vem de vitórias na Europa. Venceu uma etapa do mundial de vert em Roma e também o evento realizado no bowl.

U

ma dica para os moradores do Rio Tavares em Florianópolis. A academia Edson Passos mudou de endereço e passa a se chamar Sul Fitness. Sua nova instalação fica na Rod. Dr. Luiz Moura Gonzaga nº1186, Rio Tavares, em frente ao Uai di Minas. Venha conhecer a nova academia e aproveite as promoções de reinauguração.

N

ina Ribeiro lançou a coleção primavera/verão 2012 da marca INK. São blusas, vestidos, acessórios e lingerie com estampas exclusivas de caveiras. Para deixar as peças ainda mais arrojadas, quem assina as estampas é o tatuador e marido de Nina, Davi Escobar. No momento, Davi foi convidado para trabalhar em um estúdio conceituado na Alemanha e retorna em setembro. Quem curte arte, tatuagem e moda, pode conferir o estúdio La Luz que fica localizado no Rio Tavares (Rua Vilmar Sotero de Farias 115 - próximo a Pedrita -contato: 33384357 / 99054509). www.daviescobar.com.br

Foto. Marianna Piccoli

Foto. James Thisted

R


Skatistas amadores reunidos em Floripa Por Adriano Rebelo

Circuito Amador de Skate “The Number One of RTMF” – 1ª etapa Data: 9 de Julho Local: Hi Adventure - Florianópolis Eles ainda são jovens, mas foi com muito profissionalismo que os maiores skatistas bowlriders amadores do Brasil se reuniram na pousada Hi Adventure. A pista, que fica no bairro Rio Tavares em Florianópolis, serviu como palco perfeito para a nova geração arrepiar. Quem acompanhou as três etapas de 2010 se impressionou com a evolução dos moleques. Este ano, a veloFotos. Adriano Rebelo

cidade, altura, variação das manobras e dificuldade na execução, mostraram que o futuro é agora. Em breve teremos profissionais de altíssimo nível competindo mundo afora e representando o Brasil. Muitos desses atletas seguem o exemplo de Pedro Barros, que foi um dos juízes do evento junto com Lucas Xaparral e Affonso Mugiatti. O campeão da etapa foi Vi Kakinho, que tem vantagem por morar ao lado da pista e ser filho do renomado skatista Léo Kakinho. Além de acompanhar o campeão mundial Pedro Barros em trips internacionais, Vi está sempre conhecendo novas pistas e ganhando experiência. Toda essa bagagem auxiliou na perfomance,


mas a vitória foi apertada, pois o nível dos competidores estava alto. Destaque para Murilo Peres, campeão de 2010, que andou muito e ficou com o segundo lugar. Felipe Foguinho foi o terceiro colocado e mandou as manobras mais altas do evento. Destaque também para a participação de Marlon Silva, de Porto Alegre e Caique Silva, de Floripa, que vem evoluindo a cada sessão e por pouco não subiu ao pódio. O evento é realizado pela galera do RTMF e está se fortalecendo a cada edição. Conta com apoio de marcas fortes que incentivam a modalidade, investindo em estrutura e premiação. As datas das próximas etapas ainda não foram divulgadas, mas pode esperar que vem mais skate de qualidade por aí. drop skate

Amador

Iniciante

Mirim

1º) Vi Kakinho

1º) João Silva(Bita)

1º) Pedro Quintas

2º) Murilo Peres

2º) Augusto Akio

2º) Felipe Pacheco

3º) Felipe Foguinho

3º) Alberto Neto

3º) Ruan Manuel Rau


Skate e confraternização Foto. João Brinhosa

Campeonato movimenta atletas

Por Adriano Rebelo OUT LAW de Skate Downhill Data: 17 de Julho Local: Lagoa da Conceição - Florianópolis Um evento relâmpago de skate downhill aconteceu na Ladeira do Colinas, no Morro da Lagoa, em Floripa. O encontro teve a finalidade de promover o esporte e incentivar os praticantes e simpatizantes do skate downhill, seja com skatinho ou com longboard.

Por FCSKT (www.fcskt.com.br)

4º Atlantic Garden de Skate Street Amador Data: 9 de Julho Local: Jardim Atlântico – Florianópolis

Mais de 50 skatistas estiveram presentes, eram atletas profissionais de São Paulo, Curitiba, Blumenau e Florianópolis. A presença das esposas e filhos dos skatistas transformou uma tarde de domingo numa verdadeira confraternização em família para homenagear o skate. O encontro foi promovido por Sergio Yuppie, da Curva de Hill, Alexandre Maia, da Califórnia Skate Shop, e Zé Edu, representante das marcas Globe e Lost. Vários brindes foram sorteados entre os participantes. A equipe do Jornal Drop apóia a iniciativa!

Skatistas de várias localidades da grande Florianópolis, Balneário Camboriú, Blumenau, Criciúma e Rio Grande do Sul, disputaram em diferentes categorias. Um dos destaques do campeonato foram os alunos da escolinha de skate do Projeto Escola Aberta, coordenados pela professora de educação física Kamila Mafra e pelo professor de skate Marlon Teba. Na Estreante, André Ferreira totalizou 166 pontos para garantir a primeira colocação. Já na disputa pela categoria Mirim, quem levou a melhor foi o aluno Gustavo Lima, que faturou o primeiro lugar. Entre as meninas, Isabelli de Souza sagrou-se vitoriosa na Feminino I e Luiza Luz faturou o pódio na Feminino II. Confira o resultado completo a seguir: Estreante 1º) André Ferreira Junior 2º) Lucas Amboni Moneretti 3º) Mateus Murilo Horn Mirim 1º) Gustavo Lima Andrade 2º) Gustavo Rosa Rodrigues 3º) Felipe Bianchini Iniciante 1º) Lucas Nones 2º) Jonatan Francisco 3º) Vitor Feijor Feminino II 1ª) Isabelli de Souza 2ª) Vanessa de Castilho 3ª) Fernanda Silva

Feminino I 1ª) Luiza Luz 2ª) Vanessa Felix 3ª) Daniela Soveges Amador II 1º) Bruno Gouveia 2º) Igor Cruz 3º) Vitor Daniel Amador I 1º) Pablo Reis 2º) Luiz Neto 3º) Murilo Francisco

Foto. Adriano Rebelo

O público que prestigiou o 4º Atlantic Garden Junino de Skate Street Amador, acompanhou de perto boas perfomances e vibrou com o show de manobras executadas pelos 78 atletas que participaram do campeonato.


S KATE

NA LAGOA?

drop skate rtmf

A Lagoa da Conceição sempre foi um ponto de encontro de esportistas. Todo mundo sabe que Florianópolis possui o perfil exato para a prática de diversas modalidades. Aqui, moram muitos talentos, que viajam pelo mundo representando Santa Catarina com orgulho. Além dos atletas, vários eventos internacionais são sediados na nossa capital. Na região da Lagoa, temos reunidos alguns dos melhores skatistas do mundo como o atual campeão mundial, o catarinense Pedro Barros, o atual bicampeão mundial de street Rodolfo Ramos e seu irmão Wagner Ramos. Também moram por aqui, o muitas vezes campeão mundial de downhill Sergio Yuppie, o lendário Léo Kakinho e seu filho Vi

Kakinho além de Roberto Formiga, o cara que realizou o primeiro 540 no Brasil, e ainda temos toda legião de novos talentos no street como Luiz Neto entre muitos outros. Nesse mês de julho recebemos aqui no Rio Tavares a primeira etapa do circuito The Number One of RTMF amador. Mais de 50 inscritos, vindos de diversos cantos do Brasil, se dividiram em três categorias. Vi Kakinho ganhou a Amador e João Silva da Costeira, faturou a Iniciante. Tantas coisas acontecem no skate aqui ao redor deste bairro que minha pergunta é: Quando teremos uma pista de skate na Lagoa da Conceição? Muitos jovens sonham em poder dar um rolê em uma pista de skate perto de casa, se tivesse uma é claro.

Foto. Andre Barros

Por André Barros

Aqui na Lagoa dá para imaginar quanto isso agregaria para o bairro. Quantas pessoas que ficam ali sem fazer nada no fim de tarde, poderiam estar andando, assistindo ou fotografando uma boa sessão de skate. Seria ótimo para o mercado interno e para o surgimento de novos atletas. Veja o exemplo da Costeira. Hoje a pista de skate é o brinquedo mais utilizado do complexo esportivo feito há quase dois anos atrás. Foi dali que saiu o ganhador de um dos eventos amadores mais importantes aqui no Brasil. O atleta João Silva deixou todos de boca aberta com o seu aprendizado apurado em tão curto tempo. Sinceramente, espero que um dia isso deixe de ser um sonho para se tornar realizada!


Pedro Barros em destaque Pela primeira vez na história, um bowl de concreto foi construído na beira da praia para fazer parte de um grande evento. O Dew Tour, que aconteceu em Ocean City, é o circuito mais tradicional de skate e BMX dos Estados Unidos. As disputas foram transmitidas ao vivo na NBC, canal aberto de tv, e ainda se expande pela Fuel Tv, Fox, Espn, USA TV que transmite o circuito pela Oceania, Europa, Estados Unidos e, agora, no Brasil. Foi a primeira vez que eles incluíram a modalidade de skate que mais cresce no mundo, a de Bowl. Ansioso com essa nova inclusão, Pedro Barros foi com sede para o verão americano, onde muitos eventos importantes acontecem na temporada como: X Game, US Open, Dew Tour, entre outros. Como foi a primeira etapa, a competição foi aberta para 50 skatistas do mundo na categoria Bowl. A disputa foi simplesmente épica. Depois de afunilar, a super final foi com apenas 5 skatistas. No meio deles, nada mais nada menos, que o catarinense do RTMF, Pedro Barros, que não deixou barato e destruiu a pista para subir ao lugar mais ato no pódio. Pedro está liderando disparado o circuito mundial e na reta final para levar o título de bicampeão no seu segundo ano como profissional. E não foi só isso, sem pressão nenhuma, participou também da disputa da modalidade Half Pipe e supreendentemente participou da final, ficando com a quarta posição, atrás apenas de nomes como Shaw White, Bucky Lasek e PLG. Quando este texto estava sendo finalizado Pedro Barros ainda conseguiu a medalha de prata no X Games.

Fotos. Cris Ortis


Jornal Drop - Edição #107  

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