Jornal do Yoga - número 73 - 1o semestre 2019

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Jornal do

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

Yoga

nº 73 • 1º Semestre 2019


Editorial

Sumário

Ao olhar o nosso Jornal do Yoga você deve ter percebido que ele está diferente.

Um jardim de infância Waldorf

página 3

Bioalinhamento

página 4

Yoga na Infância

página 5

A Cura das Atitudes

página 6

Tarot Terapêutico e autoconhecimento

página 7

Transformando a raiva em compaixão

página 8

O projeto gráfico mudou e está mais alinhado com esse nosso novo momento: somos plurais, somos essência, somos crianças e adultos, somos busca e chegada. Nesta edição temos uma novidade: um cartaz colecionável que você pode recortar e emoldurar, com mensagens inspiradoras. Além disso, seguimos contando com artigos diferenciados. Um presente para vocês, leitores, é o artigo "Trasformando a raiva em compaixão", da professora Maria Laura Packer. Nossa capa vem com a imagem de Ganesha, o deus elefante, protetor das crianças na tradição da Índia. E sobre o olhar na infância, temos o texto da Letícia, inspiradora e responsável pelo Jardim Ciranda, que nos fala sobre os cuidados nessa preciosa etapa da vida. Jess Santander, escreve sobre os benefícios da prática de yoga para os pequenos e o pediatra e homeopata, Diogo Vinicius Kroetz trás o olhar sobre o brincar além dos muros de casa. Uma boa leitura a todos, desejando que possamos direcionar a nossa vida inspirada na frase do livro de Tao Te King: "O segredo do sábio, a razão porque todos olham para ele e o escutam, é que ele se comporta com o olhar de uma criança pequena."

O Livro das Mutações página 10 Os muros do Mundo

página 11

Namaste!

A editora Lucy Hoffmann "O sábio é um adulto com olhos de criança." (Rubem Alves)

Jornal do Yoga Responsável: Lucy Hoffmann Projeto Gráfico: Sarah Pinnow Jornalista Responsável: Taisa Rodrigues (MTB-RS 12.777) Revisão: Taisa Rodrigues e Lucy Hoffmann Contato Comercial: Lucy Hoffmann (lucynaid@gmail.com) Foto de capa: Sarah Pinnow Impressão: Grafinorte | Tiragem: 2.000 exemplares Para anunciar ligue: (47) 3028-9607 Comentários e sugestões podem ser enviados para: jornaldoyoga@hotmail.com Os artigos assinados não refletem necessariamente a opinião do jornal, sendo de inteira responsabilidade dos autores.

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Um jardim de infância

Waldorf Entrar em um Jardim de Infância Waldorf é uma experiência surpreendente em vários sentidos, pois em quase nada ele se parece com um Jardim de Infância convencional. A começar pelos espaços de brincar… o jardim tem grama de verdade, areia e barro, brinquedos de madeira, panelas e potes, carrinhos de empurrar, brinquedos para subir e descer que trazem desafios para as crianças pequenas e grandes. A sala parece uma casa, um verdadeiro ambiente familiar, com cores aconchegantes e brinquedos feitos de materiais naturais, muitos deles feitos à mão, artesanalmente. O ambiente é decorado com imagens especiais e sempre há um item feito com muito carinho pela professora, representando a estação do ano pela qual estamos passando.

Há ainda cheiro de fruta no ar, cheiro de tempero, de casa! O alimento é cuidadosamente preparado e organizado para que a refeição seja muito mais do que sentar e comer, mas um momento de agradecimento e compartilhamento.

A música soa no ar pela voz da professora, com cantigas da época, canções de roda ou aquela canção que ouvíamos quando éramos crianças e nos trazem ainda lindas lembranças. O dia segue um ritmo fluído e que respeita a dinâmica de desenvolvimento da criança, com tempo para brincar tanto dentro quanto fora de sala, momentos para dormir, comer, descansar, correr, pular e sentar. O colo quentinho, as histórias contadas e cantadas, as brincadeiras com dedinhos, entre crianças, entre professora e criança, tornam o dia alegre e suave. Todos os sentidos da criança são acionados de uma forma sutil e carinhosa, sem exageros e naturalmente. E o mais importante: a criança explora tudo o que a rodeia por ela mesma, a partir da vivência, do dia a dia, da convivência. Exercita a sua vontade interior e assim descobre, cria, imagina, compartilha de dentro para fora. Ao entrar em um Jardim de Infância Waldorf, você provavelmente vai se sentir em casa. Casa de mãe, casa de tia, casa de vó, a casa que a criança pode ficar, ser acolhida, brincar e ser criança de verdade.

Letícia Vilela

Mãe Mãe dadaIsabela Isabela eeCarolina, Carolina, empreendedora empreendedorasocial, social, responsável dedicadaao aomovimento movimento responsávelpelo peloJardim JardimCiranda Ciranda ee dedicada da Waldorf daPedagogia Pedagogia Waldorf

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Bioalinhamento O Bioalinhamento é uma técnica nova que traz um olhar profundamente holístico e prático, integrando métodos terapêuticos reconhecidos e extensamente aplicados. Este método investiga e trata o ser humano de forma mais ampla que as terapias convencionais, buscando a origem dos sintomas e intervindo com eficácia sobre as enfermidades. As bases do Bioalinhamento são fundadas na Antroposofia, Etologia Animal, Embriologia, Nova Medicina Germânica, Psicologia Transpessoal e na Física Quântica. Por que e como adoecemos? Como um organismo saudável, em equilíbrio, passa de uma hora para outra ao adoecimento? Ou ainda, por que desenvolvemos um tipo de doença em um local específico do corpo e não em outro? Estes são uns dos questionamentos que todos nós temos e que o Bioalinhamento busca compreender e tratar de forma integrada e interativa, auxiliando na compreensão destas questões, tratando o paciente na origem do sintoma. O Bioalinhamento é um método que se baseia na relação entre os conflitos biológicos, gravados durante a vida, e as "doenças" orgânicas por eles gerados. Com o Bioalinhamento buscamos a causa primária que deu origem a algum sintoma ou doença. Normalmente o que nos deixa doente são conflitos não compreendidos ou não resolvidos. Após um conflito emocional, sentido de forma isolada e impactante, inicia-se a fase ativa da “doença”.

A intensidade e duração do evento traumático gerará uma massa conflitante. Em decorrência disso, o indivíduo entra em estado de preocupação constante, com pensamentos recorrentes e em estado de alerta. Em nível corporal, acontecem alterações fisiológicas, comportamentais e teciduais, que dependerão da parte corporal que o cérebro designou para “resolver o problema”. Esta é a base do Bioalinhamento, terapia que estimula a autocura do corpo.

Com as ferramentas do Bioalinhamento, encontramos a origem, o sintoma e a doença. Estimulamos a autocorreção do organismo por meio de toques leves na região da cabeça e informações verbais específicas. Estes estímulos corrigem o que causou a agressão no organismo, curando as doenças ou sintomas desconfortáveis. Os resultados não se resumem apenas na resolução de uma enfermidade físico-biológica, mas também em um processo de evolução interna do indivíduo. O Bioalinhamento pode ser utilizado para tratar qualquer desconforto ou doença, não apresentando contraindicação. O atendimento tem duração média de uma hora.

Miriam C. Freitas

Terapeuta Holística – Integrativa – Bioalinhadora

“Se direcionarmos melhor o que estamos pensando, poderemos mudar o estado do nosso corpo" — Bruce H. Lipton.

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Yoga na Infância

As oportunidades para se discutir e vivenciar o Yoga na infância estão cada vez mais comuns por conta da atenção dada por pais, responsáveis e educadores no assunto. Todavia, muitas são as dúvidas e questões a serem avaliadas para a aplicação da prática para os pequenos. A partir de qual idade pode começar a praticar? Onde praticar? Na escola, casa ou centro de Yoga? As crianças podem realizar todas as posturas? Existe alguma contraindicação? Como dar sequência no trabalho realizado pela prática de Yoga com a criança em casa e na comunidade? Possivelmente, haverá inúmeras dúvidas sobre o assunto uma vez que a aplicação da prática de Yoga para criança seja relativamente nova em comparação a prática milenar já realizada com os adultos. Como tudo na vida evolui e se transforma, a prática de Yoga foi se adaptando para ser integrada ao mundo infantojuvenil, de acordo com o desenvolvimento e aplicabilidade em cada fase. A prática pode ser inserida no ambiente familiar desde os primeiros meses de vida, pois o movimento corporal e respiratório da mãe ou do pai junto ao bebê traz maior união dos laços fraternais, desenvolvimento físico, emocional e cognitivo, além de equilíbrio e relaxamento. A partir dos quatro anos de idade, a criança já desenvolve maturidade suficiente para a prática em grupo, pois está exposta a um ambiente diferente que não é a sua casa e as diferenças perante os colegas. Sempre lembrando que a avaliação deve ser realizada de maneira individual, onde cada ser é único, pois apresenta potencialidades diferentes, podendo agregar a um grupo ou ter a necessidade de uma prática individual. O fator de que o Yoga não pode ser visto como religião é fundamental para sua apresentação dentro do ambiente escolar, por isso hoje são inúmeros os objetos de pesquisa dentro da produção acadêmica na tentativa de catalogar os fatores que contribuem na formação do indivíduo pelo Yoga. Sem existir contraindicação, as crianças podem realizar quase todas as técnicas do Yoga incluindo as posturas físicas (Ásanas), exercícios respiratórios (Pranayamas) e processos meditativos. O que o educador e responsáveis devem compreender é que a aprendizagem e vivência acontecem de maneira lúdica conforme cada fase. A criança deve chegar na prática de Yoga entendendo que irá brincar e se divertir aprendendo, pois dessa maneira se torna simples inserir exercícios de foco, respiração e meditação mesmo para os menores. O movimento da criança está muito conectado ao movimento da natureza de abrir-fechar, iniciar-terminar um ciclo, dia-noite, ou seja, os opostos. Logo, durante a aula de Yoga, os movimentos do corpo físico devem respeitar essa lógica, assim como o ritmo da aula inteira que segue respeitando o do pequeno praticante. A criança que cresce compreendendo que o céu é azul, mas pode apresentar inúmeras intensidades e expressões da mesma cor, também cresce compreendendo a entender e não apenas julgar. Se torna claro para as crianças que são expostas as inúmeras técnicas de desenvolvimento do indivíduo pelo Yoga, de que o mundo não é apenas essa expressão física, mas sim um mundo plural, onde olhar, respirar e vivenciar é se unir ao outro e ao Todo.

Benefícios da prática de Yoga na Infância

- Desenvolvimento psicomotor - Desenvolvimento e melhor expressão emocional - Fortalecimento e desenvolvimento da respiração, podendo controlar e abrandar processos causados pela ansiedade e falta de autoestima - Convivência em grupo e por vezes com crianças de diferentes idades para administração de conflitos - Vivência lúdica de outras culturas e expressões artísticas - Relaxamento e introdução à meditação

Jess Santander

Pedagoga e Instrutora de Yoga Criança e Hatha Yoga no Sadhana Yoga Joinville

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A cura das Atitudes É XPD uma SURSRVWD proposta GH de DXWRFXUD autocura SHOD pela DSOLFDŠ¼R aplicação GH de 12 ‹ princĂ­pios extraĂ­dos do livro “Um Curso em Milagresâ€?, de SULQFÂŻSLRV H[WUDÂŻGRV GR OLYUR ĂŞ8P &XUVR HP 0LODJUHVĂŤ GH Gerald -DPSROVN\ Jampolsky, FRP com R o SURSÂľVLWR propĂłsito GH de GDU dar DSRLR apoio *HUDOG psicolĂłgico H e HVSLULWXDO espiritual D a FULDQŠDV crianças HP em HVWDGR estado GH de F¤QFHU câncer SVLFROÂľJLFR terminal. $ A SDUWLU partir GDÂŻ daĂ­, H[SDQGLX VH expandiu-se SRU por WRGR todo PXQGR mundo. WHUPLQDO Chegou D a PLP mim SRU por PHLR meio GD da +HOHQD Helena 0RQWHQHJUR Montenegro, TXH que &KHJRX amorosamente criou um grupo para trabalhar esse tema DPRURVDPHQWH FULRX XP JUXSR SDUD WUDEDOKDU HVVH WHPD em Joinville no Sadhana Yoga. Essa proposta nos ensina HP -RLQYLOOH QR 6DGKDQD <RJD (VVD SURSRVWD QRV HQVLQD que o amor ĂŠ a chave para a cura. TXH R DPRU ÂŤ D FKDYH SDUD D FXUD

Escolher praticar esses princípios em nossas vidas nos proporciona uma oportunidade de cura, com uma metodologia simples e eficaz, que só depende da nossa vontade e persistência – um passo a cada dia, sem pressa e amorosamente.

Proporciona-nos XP um HVSDŠR espaço VHJXUR seguro, EDVHDGR baseado QD na 3URSRUFLRQD QRV conďŹ ança e na solidariedade do grupo, onde podemos nos FRQĆDQŠD H QD VROLGDULHGDGH GR JUXSR RQGH SRGHPRV QRV encontrar com nossas almas e, assim, ouvirmos as nossas HQFRQWUDU FRP QRVVDV DOPDV H DVVLP RXYLUPRV DV QRVVDV mais SURIXQGDV profundas QHFHVVLGDGHV necessidades. (QFRQWUDPR QRV Encontramo-nos FRP com DV as PDLV dores H e FRP com DV as DOHJULDV alegrias, FRP com RV os FRQćLWRV conitos H e FRP com D a SD] paz H e GRUHV com WRGRV todos DTXHOHV aqueles VHQWLPHQWRV sentimentos TXH que WHLPDPRV teimamos HP em QÂĽR nĂŁo FRP olhar H e TXH que YÂĽR vĂŁo, SRXFR pouco D a SRXFR pouco, QRV nos HQGXUHFHQGR endurecendo H e ROKDU adoecendo.

A &XUD Cura GDV das $WLWXGHV Atitudes QÂĽR nĂŁo WHP tem QHQKXP nenhum YÂŻQFXOR vĂ­nculo FRP com $ qualquer UHOLJLÂĽR religiĂŁo. 6HXV Seus SULQFÂŻSLRV princĂ­pios VÂĽR sĂŁo XQLYHUVDLV universais. 7RGRV Todos TXDOTXHU podem SUDWLFDU praticar H e DOFDQŠDU alcançar JUDQGHV grandes EHQHIÂŻFLRV benefĂ­cios HP em VXDV suas SRGHP vidas e na daqueles com quem convivem. Esses princĂ­pios YLGDV H QD GDTXHOHV FRP TXHP FRQYLYHP (VVHV SULQFÂŻSLRV nos OHYDP levam D a FRPSUHHQGHU compreender TXH que QÂĽR nĂŁo VÂĽR sĂŁo DV as SHVVRDV pessoas RX ou DV as QRV situaçþes das nossas vidas que causam nossos conitos, e VLWXDŠ¡HV GDV QRVVDV YLGDV TXH FDXVDP QRVVRV FRQćLWRV H sim nossas atitudes e pensamentos, que levam a atitudes VLP QRVVDV DWLWXGHV H SHQVDPHQWRV TXH OHYDP D DWLWXGHV equivocadas HP em UHODŠ¼R relação ¢V Ă s SHVVRDV pessoas H e DFRQWHFLPHQWRV acontecimentos. HTXLYRFDGDV Essa PXGDQŠD mudança GH de SHUFHSŠ¼R percepção ÂŤ ĂŠ R o FDPLQKR caminho SDUD para QRV nos (VVD liberarmos, H e DRV aos RXWURV outros, GH de MXOJDPHQWRV julgamentos H e PÂŁJRDV mĂĄgoas GR do OLEHUDUPRV passado e alcançarmos a paz interior. SDVVDGR H DOFDQŠDUPRV D SD] LQWHULRU

Somos FRQYLGDGRV convidados D a YLYHU viver QR no DJRUD agora, SHUFHEHQGR percebendo TXH que R o 6RPRV único WHPSR tempo TXH que H[LVWH existe  Ê R o SUHVHQWH presente; D a DEDQGRQDU abandonar R o ŸQLFR passado H e R o IXWXUR futuro, GHL[DQGR deixando GH de ID]HU fazer TXDOTXHU qualquer SDVVDGR julgamento, escolhendo a paz interior e mostrando que o MXOJDPHQWR HVFROKHQGR D SD] LQWHULRU H PRVWUDQGR TXH R perdão Ê o caminho para o amor e a paz. SHUG¼R  R FDPLQKR SDUD R DPRU H D SD] Pelo estudo e pråtica em todas as situaçþes do dia a dia, 3HOR HVWXGR H SU£WLFD HP WRGDV DV VLWXDŠ¡HV GR GLD D GLD vamos percebendo que a paz interior depende da nossa YDPRV SHUFHEHQGR TXH D SD] LQWHULRU GHSHQGH GD QRVVD escolha H e GH de RQGH onde IRFDPRV focamos QRVVRV nossos SHQVDPHQWRV pensamentos. HVFROKD Aprendemos D a ROKDU olhar D a YLGD vida FRPR como XP um WRGR todo, Q¼R não QRV nos $SUHQGHPRV prendendo D a IUDJPHQWRV fragmentos OLPLWDGRUHV limitadores, YHQGR vendo D a Q¾V nós SUHQGHQGR mesmos e aos outros como seres que, ou oferecem amor, PHVPRV H DRV RXWURV FRPR VHUHV TXH RX RIHUHFHP DPRU ou necessitam dele. RX QHFHVVLWDP GHOH

Ana A. Minetto

Fisioterapeuta, estudiosa do Curso em Milagres )LVLRWHUDSHXWD HVWXGLRVD GR &XUVR HP 0LODJUHV e Constelaçþes Sistêmicas H &RQVWHODŠ¡HV 6LVWPLFDV

REIKI

ATENDIMENTOS E CURSOS DE INICIAĂ‡ĂƒO

Larissa Segui von Hartenthal 47 99113-9925 XV de Novembro, 357 - Sala C Centro - Joinville - SC

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Locais WuChi Escola de Taichi

Rua Eduardo Trinks, 500 - AmĂŠrica 5XD (GXDUGR 7ULQNV $PÂŤULFD ResponsĂĄvel: Greici - 47 99153 7229 5HVSRQVÂŁYHO *UHLFL

Espaço Sintonia

Rua JaraguĂĄ, 901 - AmĂŠrica 5XD -DUDJXÂŁ $PÂŤULFD ResponsĂĄvel: MĂĄrcia - 47 98804 3070 5HVSRQVÂŁYHO 0ÂŁUFLD

Sadhana Yoga

Rua Pres. Prudente de Moraes, 1245 5XD 3UHV 3UXGHQWH GH 0RUDHV ResponsĂĄvel: Ana - 47 3028 9607 5HVSRQVÂŁYHO $QD


Tarot terapĂŞutico e

autoconhecimento 2V RUÂŁFXORV DFRPSDQKDP D KLVWÂľULD KXPDQD GHVGH VHXV Os orĂĄculos acompanham a histĂłria humana desde seus SULPÂľUGLRV (OHV DSRQWDP SDUD DTXLOR TXH QÂĽR ÂŤ WDQJÂŻYHO primĂłrdios. Eles apontam para aquilo que nĂŁo ĂŠ tangĂ­vel, RULHQWDP SDUD DOJR DOÂŤP GD YLVÂĽR PDWHULDOLVWD GR PXQGR orientam para algo alĂŠm da visĂŁo materialista do mundo, HVWLPXODP R FRQWDWR FRP D LQWHOLJÂŹQFLD VXWLO TXH RSHUD HP estimulam o contato com a inteligĂŞncia sutil que opera em WRGDV DV FRLVDV H TXH QRV LQWHUOLJD D WXGR H WRGRV $VVLP todas as coisas e que nos interliga a tudo e todos. Assim, SHOR pelo FRQKHFLPHQWR conhecimento GD da OLQJXDJHP linguagem DUFDQD arcana, ÂŤ ĂŠ SRVVÂŻYHO possĂ­vel H[HUFLWDUPRV exercitarmos HVWD esta FRQGLŠ¼R condição PÂŁJLFD mĂĄgica QR no PXQGR mundo, QD na TXDO qual QRVVD PHQWH LQGLYLGXDO VH VLQWRQL]D FRP D PHQWH PDLV nossa mente individual se sintoniza com a mente mais DPSOD ampla GD da QDWXUH]D natureza, GD da 7HUUD Terra, GR do &RVPRV Cosmos. 2 O 7DURW Tarot ÂŤ ĂŠ XPD uma GHVWDV H[WUDRUGLQÂŁULDV FRPSRVLŠ¡HV TXH XQHP LQWXLŠ¼R H destas extraordinĂĄrias composiçþes que unem intuição e UD]ÂĽR HP EHQHIÂŻFLR GDTXHOHV TXH R WUDWDP FRP UHVSHLWR H razĂŁo em benefĂ­cio daqueles que o tratam com respeito e GHGLFDŠ¼R dedicação. ( E D a DERUGDJHP abordagem TXH que KRMH hoje ÂŤ ĂŠ FKDPDGD chamada GH de 7DURW Tarot 7HUDSÂŹXWLFR TerapĂŞutico VHJXH segue D a YLD via GR do DXWRFRQKHFLPHQWR autoconhecimento FRPR como XP um LQVWUXPHQWR instrumento VDJUDGR sagrado GH de DPSOLDŠ¼R ampliação GD da FRQVFLÂŹQFLD consciĂŞncia H e QÂĽR nĂŁo VLPSOHVPHQWH simplesmente FRPR como XPD uma PHUD mera IHUUDPHQWD ferramenta GH de DGLYLQKDŠ¼R adivinhação GR do IXWXUR futuro. 1HVWH Neste VHQWLGR sentido, R o 7DURW Tarot 7HUDSÂŹXWLFR ÂŤ XP OLYUR GH VDEHGRULD TXH QRV UHYHOD XPD TerapĂŞutico ĂŠ um livro de sabedoria que nos revela uma FDUWRJUDĆD GR SVLTXLVPR XP PDSD GD DOPD KXPDQD TXH cartograďŹ a do psiquismo, um mapa da alma humana que QRV DX[LOLD HP QRVVD MRUQDGD QRV PRVWUDQGR SRU PHLR GH nos auxilia em nossa jornada, nos mostrando por meio de LPDJHQV DUTXHWÂŻSLFDV WHUPR SRSXODUL]DGR SRU &DUO -XQJ imagens arquetĂ­picas (termo popularizado por Carl Jung, SVLTXLDWUD psiquiatra VX¯ŠR suíço), DV as FRQGLŠ¡HV condiçþes TXH que HVWÂĽR estĂŁo RSHUDQGR operando QR no QRVVR nosso LQFRQVFLHQWH inconsciente H e TXH que, SRU por QÂĽR nĂŁo VH se UHYHODUHP revelarem, ID]HP fazem

FRP que TXH nossas QRVVDV vidas YLGDV sigam VLJDP por SRU impulsos LPSXOVRV com SUÂŤ GHWHUPLQDGRV 2X VHMD VH FDPLQKDPRV LQFRQVFLHQWHV prĂŠ-determinados. Ou seja, se caminhamos inconscientes GH QRVVRV SURFHVVRV PDLV SURIXQGRV KÂŁ XPD GHVWLQDŠ¼R de nossos processos mais profundos, hĂĄ uma destinação GHWHUPLQDGD SRU nossas QRVVDV estruturas HVWUXWXUDV cĂĄrmicas, FÂŁUPLFDV fazendo ID]HQGR determinada por FRP TXH QRVVR OLYUH DUEÂŻWULR ĆTXH FRPSURPHWLGR $VVLP com que nosso livre arbĂ­trio ďŹ que comprometido. Assim, HVWDV HVWUXWXUDV vĂŁo YÂĽR determinando, GHWHUPLQDQGR por SRU atração, DWUDŠ¼R as DV estas estruturas H[SHULÂŹQFLDV TXH YDPRV DFXPXODQGR HP QRVVDV YLGDV VHP experiĂŞncias que vamos acumulando em nossas vidas sem TXH FRQVLJDPRV LU alĂŠm DOÂŤP de GH uma XPD eterna HWHUQD repetição UHSHWLŠ¼R de GH que consigamos ir HYHQWRV TXH PHVPR PXGDQGR GH URXSDJHP H FRORUDŠ¼R eventos que, mesmo mudando de roupagem e coloração, VÂĽR QR IXQGR RV PHVPRV 4XDQGR DV LPDJHQV GDV FDUWDV sĂŁo no fundo os mesmos. Quando as imagens das cartas VÂĽR interpretadas LQWHUSUHWDGDV à ¢ luz OX] do GR momento PRPHQWR de GH vida YLGD do GR sĂŁo FRQVXOHQWH ampliam DPSOLDP sua VXD visĂŁo YLVÂĽR sobre VREUH aD problemĂĄtica SUREOHPÂŁWLFD consulente, IXQGDPHQWDO TXH HVWÂŁ GLĆFXOWDQGR VXD FDPLQKDGD SRLV DR fundamental que estĂĄ diďŹ cultando sua caminhada, pois ao UHYHODU nosso QRVVR inconsciente, LQFRQVFLHQWH observamos REVHUYDPRV nossas QRVVDV revelar GHĆFLÂŹQFLDV as DV diferentes GLIHUHQWHV maneiras PDQHLUDV que TXH temos WHPRV para SDUD deďŹ ciĂŞncias, VXSHUÂŁ ODV H WDPEÂŤP QRVVDV SRWHQFLDOLGDGHV DOÂŤP GR TXH superĂĄ-las e tambĂŠm nossas potencialidades, alĂŠm do que SUHFLVDPRV fazer ID]HU para SDUD evidenciĂĄ-las HYLGHQFLÂŁ ODV plenamente. SOHQDPHQWH Assim, $VVLP precisamos DR lançarmos ODQŠDUPRV luz OX] sobre VREUH estas HVWDV condiçþes FRQGLŠ¡HV profundas, SURIXQGDV ao RSRUWXQL]DPRV XPD PDLRU OLEHUGDGH GH HVFROKD IUHQWH ¢V oportunizamos uma maior liberdade de escolha frente Ă s H[SHULÂŹQFLDV TXH D YLGD QRV DSUHVHQWD ID]HQGR FRP TXH experiĂŞncias que a vida nos apresenta, fazendo com que SRVVDPRV criar FULDU oR nosso QRVVR prĂłprio SUÂľSULR destino, GHVWLQR que TXH ĂŠÂŤ possamos HVVHQFLDOPHQWH PÂŁJLFR ćXLGR H DPRURVR essencialmente mĂĄgico, uido e amoroso.

Samara Rocha

Para agendar consultas

7DUÂľORJD 7HUDSHXWD )ORUDO H 3URIHVVRUD GH <RJD 7LEHWDQD TarĂłloga, Terapeuta Floral e Professora de Yoga Tibetana.

LaĂŠrcio Amaral

Psicólogo de Orientação Junguiana e Transpessoal, Professor de Yoga e Ator de Teatro. 3VLF¾ORJR GH 2ULHQWDŠ¼R -XQJXLDQD H 7UDQVSHVVRDO 3URIHVVRU GH <RJD H $WRU GH 7HDWUR

7DURW H 7HUDSLD )ORUDO Tarot e Terapia Floral Samara Cristina Rocha - 41 99910 8402 6DPDUD &ULVWLQD 5RFKD

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Transformando a raiva

em compaixão Assim falou o Senhor Buddha no Dhamapada: “Somos aquilo que pensamos. Tudo o que somos nasce de nossos pensamentos. Com o nosso pensamento construímos o mundo. Fale ou aja com a mente impura e os problemas o seguirão como a carroça segue a parelha de bois.” Nossa mente é a grande construtora da nossa realidade. Nossa vida é fruto do que pensamos e fazemos. A mente precisa ser purificada e sensibilizada para podermos ter um olhar mais compassivo e amoroso diante do sofrimento do mundo e do nosso próprio sofrimento. A mente necessita ser capaz de cessar a geração do sofrimento e produzir um estado de paz, elevando o campo de vibração em todos os níveis. Uma mente sustentada na compaixão não tem espaço para a raiva e está pronta para gerar felicidade e as causas da felicidade. A compaixão é a grande virtude que nos abre para vivermos uma vida onde o amor possa ser irradiado. O Yoga nos dá as diretrizes para uma vida banhada na compaixão e no amor, quando exalta em seu primeiro preceito a benevolência, a não violência – AHIMSA. Ahimsa gera as causas da felicidade e o alívio da dor em todas as dimensões. Praticar Ahimsa nos abre para a compaixão por todos os seres e nos remete à ausência da raiva, já que esta é uma expressão de violência. Diz Thich Nhat Hanh, monge vietnamita, Nobel da paz: “A prática de abraçar a raiva requer tempo, mas, se você praticar durante apenas cinco minutos a respiração consciente, o andar consciente e abraçar sua raiva, poderá alcançar um resultado eficaz. Mesmo num momento de raiva ou desespero, nosso amor continua presente. Nossa capacidade de comunicação, de perdão, de sentir compaixão, ainda existe. Tenha certeza: somos mais do que a nossa raiva e mais do que o nosso sofrimento“.

No Yoga, somos a cada passo convidados a viver uma vida sem gerar violência, porque o Yoga nos ensina que cada um é responsável pelas sementes lançadas na terra. Colhemos aquilo que semeamos... Não desejamos a violência para nós e nem para nenhum outro ser vivo, seja ele humano, animal, planta ou mineral. Viver a vida semeando o amor e a compaixão são as diretrizes para transformarmos a raiva nas virtudes mais genuínas de elevação e cura. A cura da raiva é a prática do amor e compaixão. Não vamos deixar para praticar o amor e a compaixão quando estamos com raiva, porque isso será muito mais difícil; pratiquemos continuamente o amor e a compaixão e quando a raiva chegar, ela não terá solo para germinar e não se sustentará.

Criar a condição para o amor e a compaixão a cada momento, nos liberta de viver os sentimentos de raiva, e então podemos sim saber, que mesmo a raiva aparecendo, ela durará tão pouco que não produzirá sofrimento a nenhum ser senciente. Sejamos o Bem que desejamos no mundo, assim vamos construindo um solo amoroso e compassivo onde tudo e todos podem seguir a luz do seu próprio dharma. Transformar a raiva em compaixão e amor é uma grande tarefa para o bem de todos os seres.

Convido a recitação do Mantra OM MANI PADME HUM, mantra poderoso que enche o nosso coração e mente de compaixão e amor. HARI OM!

M. Laura Garcia Packer

Professora de Yoga, Escritora e Ministrante de cursos de Vegetarianismo e formação de professores de Yoga

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Página colecionável: recorte na linha tracejada e emoldure!

O mantra da compaixão Significado: Eu Reverencio o lótus sagrado do coração


O Livro das Mutações O Livro da Mutações já é bem conhecido por seu uso oracular, orientando a intuitiva percepção de que tudo é a presença do espírito. Por meio de retratos energéticos, nos mostra o que estamos sentindo com relação ao que estamos vivenciando e como podemos agir para seguir no caminho. Mas o I Ching oferece também a possibilidade de pesquisar temas que não estão relacionados diretamente com nossas emoções. O primeiro a fazer isso, no Ocidente, foi Carl Gustav Jung ao perguntar ao Livro da Mutações o que tinha a dizer sobre a intenção de apresentá-lo à mente ocidental, relatado por ele mesmo no prefácio à tradução de Richard Wilhelm. Recentemente, fiz uso dessa função para pesquisar sobre a conexão entre o Yoga e o I Ching. Como o Yoga é expresso na matriz do código da vida. Como ele serve ao praticante? Gostei da resposta e compartilho aqui. Sobre meu tapete de yoga estendi o pano amarelo, campo de equilíbrio e neutralidade. Limpei as 50 varetas, das impressões energéticas, com o perfumado incenso Palo santo e, concentrado, mergulhei na mutação. Na primeira osição uma linha Yang mutante, a única linha velha, a única linha luminosa. Todas as outras cinco posições foram ocupadas por linhas obscuras ou Yin jovens. No papel desenhei então o hexagrama Fu, o ponto de mutação. Lembrei em seguida que esse fora o nome que Fritojf Kapra usara para o livro que anunciava um novo momento na história da humanidade: o retorno à Luz. Sim, podemos dizer que o Yoga na vida de uma pessoa

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representa esse retorno. Contudo, é a linha velha mutante na primeira posição que fala especificamente sobre o que o I Ching pode oferecer ao yogue. E ela nos diz: "Retorno de uma curta distância. Não há motivos para remorso. Grande boa fortuna”!

Retorno de uma curta distância nos remete aos inevitáveis desvios do caminho do praticante, que se corrigidos, em seguida, nos mantém na Sadhana. Se corrigidos a tempo, não nos levam longe demais a ponto de criar apego e o consequente remorso. Por isso a grande boa fortuna. O segundo sutra de Patanjali, as palavras escritas mais antigas sobre o Yoga dizem: "O Yoga é a cessação das flutuações da mente". Essa cessação das flutuações é o objetivo do yogue em sua prática meditativa. Para encerrar podemos dizer que o I Ching oferece ao praticante a sustentação para mantê-lo focado no caminho, oferecendo retorno de uma curta distância.

Jorge Luiz Hoffmann Educador e consultor de IChing


Os muros

do Mundo

Quando criança eu tinha uma vida dura, pelos relatos dos meus pais, pois a orientadora pedagógica da creche, ou algo parecido da época, reuniu-se com eles e perguntou o que estava havendo comigo. Eu só desenhava em preto, brincava isolado das outras crianças e batia nas que se aproximavam para tentar pegar o pneu que adorava brincar, ou eu ia de encontro delas para pegar seus lanches e comer. Fiquei abismado quando ouvi isto. Que estranho! Lembro de poucas imagens até meus quatro anos de vida. Lembro que brincava muito na creche, gostava de um amigo chamado Diego, muito parecido com meu nome e, nas brincadeiras que realizávamos, eu era o terceiro numa corrida em que haviam 4 junto comigo e o Diego era o 4° colocado sempre. Além disso, também lembro de momentos marcantes, como o dia em que pisei no formigueiro, no dia em que fui ao parque tirar fotos; nos dias em que, no mesmo parque, meus pais me levavam brincar e nos dias em que pedia ajuda a minha irmã mais velha. Após isto, mudamos de um apartamento em Curitiba para uma casa com um grande quintal em Joinville. Aí sim, segundo meus pais, meus problemas acabaram. Nesta época eu subia no telhado, nas árvores, brincava com meu cachorro chamado Pilo (nome tirado de uma marca de creme de barbear pelo meu Pai), e após minha emancipação veicular, ia à rua brincar com outras crianças com minha bicicleta, vizinhos que lembro muito bem, Mua e Marlon, em especial, mas também tinha outros da rua, Marcel, Dóris, Flávia... Acabei ficando fora da cidade por algum tempo, mas coincidentemente, após 34 anos de vida, mudei-me com minha família para trabalhar na mesma rua em que tive esta experiência! Aluguei uma casa muito próximo a este local, já com um filho de quatro anos, mesma idade em que fui morar lá e, para meu espanto, ele teve uma péssima experiência sobre a socialização das crianças. Antes disso meu filho Chan morava em Florianópolis, criou-se em meio a uma rede de vizinhos muito descontraída em que brincar além dos muros de casa era o cotidiano. Então ele vivenciou uma triste realidade: os muros distanciavam todos, brincar na rua não era seguro e não se viam crianças fazendo isso. Os dias com amigos eram marcados por formalidades como ligar para a mãe do colega da escola e tentar agendar um horário de visita de um ao outro em

uma das casas. Então percebi que esta é a realidade de muitas crianças, seja em cidades grandes, pequenas, bairros nobres, até em periferias, como pude comprovar trabalhando nos postinhos de bairro, já como pediatra. As crianças não vão brincar com seus vizinhos, mesmo os pais sabendo que existem crianças de mesma idade morando ao lado. Ficam em casa, aborrecidas, jogando vídeo game, assistindo algum vídeo ou, na melhor das hipóteses, brincado sozinhas. Eu gostava de brincar sozinho, mas a interação com outras crianças e pessoas foi fundamental para minha vida. A escola me dava alguma interação também, mas o brincar livre, sem roteiros, sem manipulação externa, foi mais importante, até porque lembro mais disto do que todo este período na escola.

Hoje, quando vejo as crianças sem coragem e vontade de ultrapassar a linha que demarca o início da propriedade em que estão percebo o nível de limitação em que se encontram. Não encorajo ninguém a pular a cerca, mas me preocupa o temor que as crianças têm sobre o mundo em que vivem. Parece que piquetes mentais já foram formatados, as barreiras físicas já não são necessárias e o convívio com outras pessoas, mesmo com o vizinho que se escuta diariamente, pode ser difícil e custoso. Mas encontrar alguém, conviver e ver as crianças brincarem, simplesmente por que são humanas, é preciso para se desenvolverem como tal.

Diogo Vinicius Kroetz Pediatra, homeopata e pai de 3 filhos

Jornal do Yoga • nº 73 • 1º Semestre 2019

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