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26 de Abril de 2014 | edição 720

“JS” recebe Leão de Ouro Em reunião festiva realizada em sua sede, quinta (25/4) o Lions Clube de São Sebastião do Paraíso agraciou o Jornal do Sudoeste com o Leão de Ouro e certificado, com o qual distingue anualmente empresas, instituições e pessoas que se destacam nos segmentos em que atuam. O tradicional clube, instalado há quarenta e cinco anos em Paraíso é presidido por Claudio Roberto Mezêncio. A secretária Edyna Maldi Borges, o mestre de cerimônia da reunião, Dr. Olavo Borges (fundadores) e o presidente Claudio Roberto ressaltaram o trabalho desenvolvido pelo jornal em prol do desenvolvimento paraisense e regional. Dr. Olavo lembrou ainda os laços de amizade do diretor e editor do “JS”, Nelson Duarte com Lions. “Desde a fundação de nosso clube ele sempre se fez presente em nossos eventos”, disse.

Vasco Caetano, Nelson Duarte e Claudio Roberto Nelson Duarte, Maria Odete Belém e Claudio Roberto Mezêncio

Aniversário Sãosinha A senhora Margarida de Oliveira Naves aniversariou no dia 11 de abril, cercada pelo carinho de sua filha Dra. Norma Perrone Naves e da querida neta Jhoanna Angélica Perrone Naves Abreu.

A aniversariante participou ativamente na administração da gloriosa Escola de Comércio São Sebastião, um símbolo luminoso de nossa cultura. Foi casada com o Professor Carmo Perrone Naves, um dos

maiores professores do passado, que será sempre lembrado com respeito e admiração. Muito feliz, recebeu cumprimentos de familiares e amigos que foram abraça-la nesse dia especial.


Jornal do Sudoeste

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São Sebastião do Paraíso-MG e Região 26 de Abril de 2014

Missionário norte-americano fala do seu amor por Paraíso Fundador da primeira Igreja Batista da cidade, Pastor Phillip Allen volta ao município com a família RALPH DINIZ Por Ralph Diniz

Na semana que antecedeu a Páscoa, São Sebastião do Paraíso recebeu a visita do missionário norte-americano Phillip Allen, fundador da primeira Igreja Batista do município, há quase três décadas. A chegada do pastor foi celebrada pelos membros da instituição religiosa e muitos moradores da cidade que o conheceram durante a sua jornada em solo paraisense. O missionário chegou a Paraíso acompanhado da esposa Charlotte e os filhos Tiago e Scott, também pastores. Durante o período em que esteve na cidade, a família Allen recebeu a reportagem do Jornal do Sudoeste e falou sobre a fundação da Igreja Batista, o trabalho desenvolvido por cada um deles e, principalmente, do carinho que sentem pelo município. A VINDA AO BRASIL Phillip chegou ao Brasil na década de 1970 para trabalho missionário da Missão Macedônia, sediada nos Estados Unidos. Com a esposa Charlotte e o filho Scott, ainda criança, a família morou em São Paulo, onde tiveram aulas de Português. “O trabalho missionário é enviar missionários aos países que precisa de igrejas fundamentalistas. E nós viemos ao Brasil procurar pessoas que não tinham Jesus Cristo como seu salvador e senhor, pregar o evangelho e, consequen-temente, depois de convertidos, os batizamos. Procuramos fazer discípulos em todas as nações”, conta o pastor. Da capital paulista, o missionário Allen se mudou para Altinópolis, mas, desde aquele

os da atual igreja têm o nome deles”, completa. Logo em seguida, o pastor Phillip Allen foi pedir ajuda ao então prefeito paraisense, João Mambrini Filho. “Fomos então ao gabinete, conversei com ele e falei do meu propósito. Ele me recebeu muito bem e me apoiou”, lembra. Dias depois, o missionário alugou um ponto na rua Dr. Placidino Brigagão, foi até Ribeirão Preto comprar 50 cadeiras, distribuiu convites por toda a cidade e, no dia 7 de dezembro daquele ano, inaugurou a primeira Igreja Batista de Paraíso. O “ATÉ LOGO”

A família Allen com o pastor Jader, responsável pela primeira Igreja Batista de Paraíso

momento, ele sentiu em seu coração que Minas Gerais era o lugar que Deus havia reservado para ele e sua família. O desejo, porém, teve que ser adiado. “Um missionário que residia em Orlândia faleceu e eu fui convidado para dar assistência lá. Ficamos sete anos”.

guém para começar uma igreja Batista. Eu fui a resposta da oração deles”, se recorda. O casal mencionado pelo pastor

CHEGADA “NO” PARAÍSO Em outubro de 1985, a família Allen, enfim, chegou a São Sebastião do Paraíso e, um dos primeiros atos do missionário foi procurar uma Igreja Batista na cidade, mas não encontrou. “Conheci um casal de idosos, que moravam no bairro Cristo Rei, que estavam orando para Deus mandar al-

se tratava de Antônio e Joana Ribeiro, co-fundadores da instituição no município. “Inclusive os nomes dos dois prédi-

Phillip e Charlotte ficaram à frente da congregação durante sete anos, até que o chamado missionário levou os dois de volta para os Estados Unidos, onde eles deram início a um trabalho com um grupo de brasileiros que vivam em Atlanta, capital do estado da Geórgia. “Nós amamos os brasileiros e sempre gostamos de conviver com eles. Tivemos um bom grupo, mas depois de nove anos, eles começaram a voltar

para o Brasil. Queríamos voltar junto com eles”, brinca a esposa do pastor. O RETORNO Tanto tempo depois, a família Allen voltou à cidade mineira. Para celebrar a visita, a primeira Igreja Batista organizou um final de semana especial para recepcionar o pastor Phillip, sua esposa e os filhos. “Uma emoção muito grande tomou conta de mim quando cheguei e vi as luzes de Paraíso. Meu coração começou a bater mais forte. Tenho uma compaixão pelas pessoas, amamos a cidade e as pessoas. Temos muitos amigos aqui. Dou graças a Deus por esse povo que acolheu a mim e a minha família”, relata o missionário. Atualmente, o pastor e sua mulher trabalham como representantes internacionais da Missão Macedônia em seu país. Conforme explicam, os dois prestam apoio às igrejas que precisam de um pastor provisório. “Quero trabalhar até Cristo me buscar”, finaliza Phillip Allen.

cooperativa agropecuária paraisense ltda.

coolapa!

BEBA LEITE

Rua Noraldino Lima, 35 Fone: (35) 3539-4900 - FAX: (35) 3539-4927 - c. postal, 30

por Gérson Peres Batista e-mail: sergi.magalhaes@bol.com.br SERGIO MAGALHÃES

E se ele não tivesse morrido? A história de Ayrton Senna todo mundo conhece. Mesmo quem nunca foi fã de Fórmula 1 já viu, leu e ouviu falar de seu talento, de suas conquistas. Por isso a coluna de hoje é um faz de conta. Ao invés de lembrar daquele estranho final de semana de Ímola, ou rever o que todo mundo já viu e ainda vai ver durante a semana nas reportagens destes 20 anos sem o grande ídolo brasileiro, este colunista resolveu bagunçar as estatísticas da Fórmula 1; E se ele não tivesse morrido? Vamos aos fatos: Senna não seria apenas tricampeão, Schumacher dificilmente venceria 91 corridas, nem seria o recordista de pole positions, e muito menos o ganhador de 7 campeonatos. Damon Hill e Jacques Villeneuve não seriam campeões. Rubens Barrichello teria tido uma carreira mais vitoriosa e menos conturbada. Talvez vencesse algum campeonato já que não cairia sobre os seus ombros o peso da responsabilidade de substituir alguém como Ayrton. Não é difícil imaginar Senna tetracampeão em 94, igualando Prost, ainda que pese os problemas de dirigibilidade que a Williams enfrentou no começo da temporada. O FW16 não era de todo um carro ruim, tanto que Damon Hill só não venceu aquele campeonato porque Schumacher apelou e jogou seu Benetton contra a Williams do inglês. Em 95 a Williams competiu com um carro mais estável que o de 94, mas Hill fracassou e Schumacher venceu. Partindo da lógica de que Senna era muito superior ao companheiro de equipe, as chances de vencer novamente eram reais. Então Senna já seria penta e Schumacher continuava sem vencer. Há quem garante que Senna tinha um précontrato assinado com a Ferrari para 96. Era um sonho que ele alimentava encerrar a carreira na mais tradicional equipe da Fórmula 1 _ um mito pilotando para uma equipe mítica. Schumacher foi para lá naquele mesmo ano o que reforça a crença. A Ferrari era uma bagunça só e vivia um interminável jejum de 21 anos sem título. Senna precisaria de pelo menos uma temporada para arrumar a casa para então vencer o campeonato de 97_ aquele em que Schumacher jogou o carro contra a Williams de Villeneuve na última corrida. E aos 37 anos abandonaria a Fórmula 1 no final de 2008 com seis campeonatos no bolso. Teria vencido menos que as atuais 91 vitórias de Schumacher, mas muito mais que as 51 de

Arquivo Pole Position

Fica difícil imaginar quantas vezes mais Ayrton Senna teria largado da pole position se aquele 1º de maio não tivesse existido

Prost. Só não dá para imaginar quantas vezes mais teria largado da pole position. A partir daí começaria a era Schumacher, que venceria no máximo quatro campeonatos, números que considero justo e honesto para o alemão sem querer desmerecê-lo por tudo o que fez. E antes de pendurar de vez o capacete Ayrton ainda disputaria as 500 Milhas de Indianápolis incentivado por Emerson Fittipaldi. Hoje ele estaria cuidando dos negócios, do Instituto que leva seu nome, longe das pistas, dos holofotes, e de vez em quando se divertindo de kart na pista de sua fazenda para não enferrujar. Simples assim se aquele 1º de maio de 94 não tivesse existido. BLOCO DE NOTAS ... Lambanças da China: Mecânicos da Williams trocam os lados dos pneus traseiros de Massa. Fiscal erra e dá a bandeirada para Hamilton uma volta antes. E sem falar nas bandeiras azuis agitadas depois que os retardatários eram ultrapassados. Que Fórmula 1 era aquela? ... A MotoGP está na Argentina 15 anos depois da última corrida em solo sul-americano. Largada às 14h ao vivo no Sportv. ... Em Brasília a Stock Car disputa a 3ª etapa do campeonato – segunda em rodada dupla – formato que agradou em cheio em Santa Cruz do Sul. Largada as 12h30, ao vivo no Sportv. ... Luciano do Valle foi a voz da Fórmula 1 nos anos 70 – narrou o campeonato de Piquet em 81 – e da F-Indy no Brasil. Homenagem da coluna ao eclético, guerreiro e ícone do microfone esportivo.

Paulista Interclubes de Xadrez reuniu 400 atletas O enxadrista paraisense Erlon Cezar Braghini disputou de 18 a 21 de abril o Campeonato Paulista Interclubes 2014, na capital. O Interclubes de São Paulo é composto de quatro categorias: Especial, Categoria A, Categoria B e Categoria C. Erlon Braghini integrou a equipe da AAS CDR São José “E” na Categoria A. Sua equipe terminou em terceiro lugar, totalizando 15,5 pontos. Braghini ocupou o 2ª tabuleiro da equipe e fez três pontos nas sete rodadas. As quatro categorias reuniram exatos 400 jogadores inscritos, nesta que é uma das mais tradicionais provas de xadrez de São Paulo. PAULISTA DE BLITZ Erlon Cezar Braghini também tomou parte na visita à capital paulista do Estadual de Blitz. Este foi realizado na tarde/noite de 21 de abril e teve 93 participantes. O paraisense fez quatro pontos nas nove rodadas, terminando na 52ª colocação. Braghini não disputou todo o evento. Nas sete rodadas que jogou fez quatro pontos. MATO GROSSO De 1 a 4 de maio o mestre internacional paraisense Evandro Amorim Barbosa estará novamente em Cuiabá, no Mato Grosso. O MI Evandro Barbosa disputará o Aberto do Brasil Contaud, que distribui R$ 15 mil em prêmios. O evento vale pontos para os rankings nacional e internacional, além de vagas na Semifinal do Brasileiro Absoluto. Barbosa também esteve em Cuiabá em 2012, disputando a mesma

CXOL

Erlon Cezar Braghini disputou o Paulista Interclubes

competição junto com o Prof. Gérson Peres Batista. BULGÁRIA Evandro Barbosa já está com viagem marcada para a Bulgária. Ele viaja em 29 de maio para jogar três torneios consecutivos naquele país. Vai em busca da sua 3ª e definitiva norma de grande mestre de xadrez.


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São Sebastião do Paraíso-MG e Região 26 de Abril de 2014

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HERALDO BÍCEGO

“Com estilo e seriedade, contribuindo com a cultura local” Há mais de 10 anos ele atua diretamente na organização de duas festas tradicionais de nossa cidade: a Congada e o Carnaval. Destaca que houve avanços e melhorias em ambas, mas defende a ideia de que é preciso fugir da mesmice. Conhecendo Minas Gerais de ponta a ponta, o entrevistado de hoje já é avô e sonha com a igualdade plena entre as pessoas. A seguir, um pouco da vida e pensamentos de Heraldo Bícego. Entrevista concedida a Adriano Rosa

Inicialmente, conte-nos onde você nasceu e como foi a sua infância. Eu nasci aqui em São Sebastião do Paraíso em 14 de janeiro de 1966. Minha infância foi muito boa. Naquela época era bem diferente dos dias atuais. As brincadeiras antigas eram mais sadias: pique esconde, peladas de futebol. Tudo era bom! Quando eu era criança, morei um tempo na fazenda Campo Alegre, do meu avô Zoroastro Bícego. Depois vim morar aqui na Mocoquinha, onde resido e, durante alguns anos, morei também em Passos e Divinópolis. Como era o seu relacionamento com os seus pais quando você era criança? Sempre tive um relacionamento muito bom com os meus pais. O saudoso Zovan Bícego sempre passou os valores e deveres para mim e meus irmãos. Somos cinco: Mariano, Flávio, Gilson, Érica e eu. Minha mãe está viva, dona Edna, sempre atenta e carinhosa, cuidando de nós todos com muito carinho. Hoje ela reside em Ribeirão Preto. Que outras recordações você guarda de sua adolescência? Muitas amizades? Minha adolescência foi muito boa, grandes amizades. Guardo recordações. Uma delas é que, na época não tinha muitas opções de lazer na cidade e a moda era fazer brincadeiras dançantes, principalmente na casa dos amigos. Eu e meu irmão Flávio organizamos várias dessas brincadeiras. Improvisávamos o local e vinham jovens da cidade inteira, curtiam com responsabilidade e, no final, tudo acabava bem, sem brigas. Época muito boa! Onde você estudou e concluiu sua formação? Estudei nas escolas Noraldino Lima, Ana Cândida de Figueiredo e Paraisense. Tive o prazer de ter professores como Regina Márcia Penha Pimenta (hoje secretária municipal de Educação), José Carlos Maldi, Manoel José (de Química) e diretores como Carmo Perrone Naves. Estudei até concluir o Ensino Médio. Hoje como é sua vida familiar? É casado? Tem filhos? Minha vida familiar é muito boa. Sou divorciado, mas tenho duas joias que são meus filhos: Túlio e Thais. Tenho orgulho deles. Nos dias atuais, vendo o que acontece em outros lares, os meus filhos são exemplo e não me dão trabalho algum, só alegria! Tenho dois netos também: Henry e Lorenzo, que são outras maravilhas que adquirimos com o tempo. Tenho uma namorada, Eliana, que me acompanha e me apoia nas decisões e nas tarefas que faço. Onde você começou a trabalhar e por quais outros lugares passou? Comecei a trabalhar com café, numa cafeeira que tinha lá na Oliveira Rezende. Eu fazia degustação devido a um curso que fiz no antigo IBC (Instituto Brasileiro do Café). Fiquei nesta função uns três anos. Depois fui mexer com vendas, produtos como arroz, feijão e café. Viajava por toda região. Fiquei uns dois anos nesta atividade. Aí eu prestei concurso para uma estatal mineira, onde trabalhei por 21 anos. Nesta empresa, conheci Minas Gerais de ponta a ponta. Foi uma experiência muito gratificante. Eu atuava no atendimento ao cliente.

Como foi a sua entrada para a cultura paraisense, especificamente lidando com a festa da Congada e com o Carnaval? Tomei gosto pela Congada quando fui cumprir uma promessa feita pelos meus pais quando eu tinha 10 anos. A partir daí, comecei a dançar congo no antigo terno do José Paulino. Naquela época o pessoal começava a dançar 10 horas da manhã e íamos até a noitinha. Depois, dancei também nos ternos Bela Vista, União e Xambá. Em 1998, o então presidente da festa da Congada, Jerônimo Aparecido Silva (Jerominho), me convidou para fazer parte da comissão organizadora. Na época o prefeito era o Pedro Cerize. No ano 2000, fui nomeado presidente da Comissão, ficando na organização até 2012. Durante todos estes anos, fizemos várias inovações dentro do que era possível. Foram mais acertos do que erros. Teremos eleições para a Associação do congo em agosto deste ano e vou colocar meu nome para a apreciação dos membros. Acho que contribuí e pretendo contribuir muito para a nossa festa maior, a mais tradicional da cidade. Quanto ao Carnaval, sempre ajudei também na organização e assumi a Associação Folclórica das Escolas de Samba (Afessp) em 2012, com mandato até 2016. Acho que este ano o nosso Carnaval foi perfeito, tanto em relação às escolas como na organização. A formação de associações para realizarem estas festas foi algo benéfico? No caso da Congada, o concurso não tira o brilho e caráter religioso deste evento? As associações são fundamentais para a realização destes eventos. Juntamente com a Prefeitura, fazem um trabalho muito importante e ajudam a dar transparência no uso do dinheiro público que é investido. Tanto para o congo como para o carnaval, melhorou bastante a parte financeira, os repasses das subvenções. Hoje temos uma noção clara de quanto se gasta para fazer ambas as festas e procuramos, sempre, incentivar os ternos de congo e as escolas de samba a fazerem eventos próprios para o aumento destes recursos, não ficando totalmente na dependência da verba municipal. O concurso não tira o brilho destas festas, pelo contrário, incentiva, e muito, principalmente os mais jovens a quererem participar. No caso da Congada, a parte religiosa da festa é cumprida rigorosamente, todos os dias, até às 18 horas. Fazemos as procissões, o levantamento e descerramento das bandeiras dos santos padroeiros e as missas. Os desfiles à noite é apenas uma questão cultural e tenho que destacar aqui o brilhante trabalho feito pelo nosso amigo, Vicente Souza Neto (irmão). Ele contribui, e muito, para a Congada nesta

parte religiosa. Quais os pontos positivos e negativos de se atuar com estes segmentos? Como já disse, fizemos mais acertos do que erros, mais pontos positivos do que negativos. Mudamos a maneira dos ternos se apresentarem. Antigamente só existia um palanque, onde ficavam o rei, a rainha, jurados e autoridades, tudo junto e misturado. Hoje cada um tem o seu espaço, dando, é claro, destaque a cada um deles. No Carnaval é a mesma coisa. Melhoramos a iluminação, as arquibancadas e o som da praça. A cada ano buscamos a perfeição! Tudo isso, claro, com o apoio imprescindível da Prefeitura. Sem esta ajuda, seria impossível a realização destes eventos. Só vejo um ponto negativo. Se há concurso, quem perde não costuma aceitar o resultado, criticam e esquecem tudo que a comissão fez. Você é a favor ou contra a mudança de local dos desfiles, tanto do Carnaval como da Congada? Por quê? Sou a favor da mudança de local, pois a nossa Praça da Matriz não comporta mais. Para crescermos e atrairmos mais turistas e, inclusive, darmos mais conforto para a nossa população local que vai prestigiar os eventos, temos que amadurecer esta ideia e colocar em prática. Temos hoje à frente do Departamento Municipal de Cultura a Cinira Mumic, que pretende fazer muito pela melhoria desta e de outras festas. Acredito que as pessoas envolvidas, principalmente os presidentes dos ternos e das escolas de samba, precisam aproveitar, senão o trem passa e ficamos parados na estação. É preciso visão de futuro e não ficar na mesmice de sempre. Que futuro você enxerga para ambas as festas, tanto em termos de apoio por parte do poder público, como na transmissão de conhecimen-

to dos mais velhos aos mais novos, tendo em vista que o Judiciário proíbe a participação de menores nestas festividades? O futuro é muito promissor e temos que nos preocupar em colaborar com quem quer nos apoiar culturalmente, ajudando em relação ao que nos é pedido, pois tem muitas coisas boas vindo por aí. Vamos deixar de pensar pequeno. Temos tudo para sermos referência nacional, só que não sabemos ou fingimos não saber. A hora é agora! Como já disse, sempre respeitando nossas tradições. Hoje a juventude é muito grande na nossa Congada. Os mais velhos passam e devem passar seus conhecimentos para os que estão chegando e querendo dar continuidade a esta tradição. Em relação às proibições de menores de 6 anos em participar, vejo que esta decisão do Juizado da Infância e Juventude deve ser acatada e ela não atrapalha o desenrolar das festas. O que você gosta de fazer nas suas horas de folga? Nas minhas horas de folga gosto de curtir minha casa, já que sou bastante caseiro. Também gosto de um bom papo com os amigos, familiares e curtir minha namorada, filhos e netos. O que você gosta de ler, ouvir, ver na TV, comer e beber? Gosta de futebol? Gosto de ler jornais, revistas e ficar informado do que acontece no Brasil e no mundo. Gosto de ouvir Raça Negra, Zezé Di Camargo & Luciano, Milionário & José Rico. Gosto de culinária italiana: macarronada, capeletti, já que sou descendente de italianos. Beber, só refrigerantes e água. Já há alguns anos não faço uso de bebida alcoólica. Hoje faço parte de um grupo de apoio e isso tem sido muito bom para mim. Adoro futebol, sou corintiano com muito orgulho e acho que a Copa do Mundo no Brasil é nossa!

Quais são os seus sonhos e as suas principais qualidades e defeitos? Meu sonho é ver a igualdade entre as pessoas, de forma geral, com oportunidade de direitos a todos. Uma de minhas qualidades é sempre estar pronto para ajudar os outros. Defeitos? Tenho vários igual todo mundo tem. Destaco um: sou bastante crítico em tudo o que vejo, mas no sentido de tentar ajudar naquela situação na qual eu faço a crítica. Você possui dentro de si uma veia política, gosta de participar de campanhas. Está filiado a algum partido? Pensa em concorrer a algum cargo? Como analisa o nosso País politicamente de uma forma geral? Acho que o sistema político brasileiro atual esconde muitas coisas. Cito, por exemplo, a inflação. Hoje já estamos vivenciando ela novamente. Outro ponto: a Copa do Mundo. Tem-se investido bilhões na construção ou reforma de estádios. Tem alguns que nem sei se ficarão prontos 100%. E depois? Quem vai pagar esta conta? Somos nós depois do evento! E será que teremos amplo acesso aos valores gastos? Sou filiado a um partido político, gosto de participar, tenho minhas opiniões, mas não pretendo disputar uma eleição. Vejo que as responsabilidades de um político são grandes e não me sinto preparado para esta tarefa. Em relação a Paraíso, acho que a alternância de poder foi positiva no Legislativo (Câmara) e no Executivo (Prefeitura). Este ano teremos eleições. O que espera dos futuros candidatos e eleitores? Eu espero que os candidatos cumpram seu papel para com o povo, não fazendo promessas vãs só porque é um período eleitoral. O povo hoje está mais atento, acompanha e cobra mais. Vandalismos à parte, vimos a juventude e a população irem às ruas reivindicar

melhorias para suas cidades e País. Então, eu espero que os eleitores sejam conscientes na hora do voto, pois é um momento único e que vai traçar nosso futuro para os próximos quatro anos... Dinheiro, saúde, amigos e sabedoria. Qual a ordem destas palavras em sua vida e por quê? Saúde em primeiro, seguido da sabedoria, amigos e dinheiro. Sem a saúde não conseguimos ter nenhum dos outros. Ela é primordial. Os demais são consequência! Como é a sua relação com Deus? Você tem medo da morte? Sou católico e minha relação com Deus é boa. Procuro participar e lapidar minha parte espiritual. Não tenho medo da morte já que a vida na Terra é só uma passagem. Colheremos o fruto que plantamos aqui! Se Deus te chamasse hoje para outra vida, você estaria pronto, iria ou pediria mais um tempo? Acho que estaria pronto para ir, já que a nossa hora não é a hora de Deus. Temos que estar prontos para atendermos ao seu chamado! O que você espera encontrar do outro lado da vida? Espero encontrar uma vida diferente desta, ou seja: onde todos nós seremos iguais e com a certeza de que a nossa felicidade será plena!

CORREÇÃO Na entrevista feita com Sérgio Aparecido Sousa, publicada na edição de 22 de março, o nome do último livro que ele leu é “O Inominável”, escrito por Samuel Beckett e não “O Indomável” conforme foi citado erroneamente.


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Programa APAE é Show está a um ano no ar

Graças ao empenho do presidente da Associação Comunitária Paraisense para Desenvolvimento Artístico e Cultural, Mauro Pimenta, realizando um sonho de sua irmã a inesquecível vereadora Cida Pimenta, hoje a inclusão de pessoas com necessidades especiais nos microfones da rádio comemora um ano, tornando-se um fato inédito. Ocupar os microfones de uma emissora de rádio sempre foi um sonho dos alunos da APAE e hoje é um sonho realizado: um ano de programa ao vivo, recheado de entrevistas com personalidades de destaque as sociedade, buscando

conhecimento e levando informações. Os participantes do programa, que vai ao ar todas as quartas feiras às 13h30 a cada dia surpreendem as expectativas dos ouvintes, usando da criatividade que adquiriram ao longo deste tempo frente aos microfones: autoconfiança, desenvolvendo o vocabulário, divulgando a entidade, abrindo o mercado de trabalho, mostrando que são capazes, mudando a visão de “incapacidade”. Os benefícios foram grandes, assim como o apoio recebido da emissora que é gratificante, tornando-se a presença marcante do “APAE É SHOW” nos microfones da APAR FM.

Deus é suficiente por Cilas Campos

Não é Deus e algo mais. Mas Deus! Deus é suficiente. Somente Deus. Se eu tiver tudo que meu coração pode desejar e não tiver Deus, não tenho nada. Se eu tiver Deus e nada além dEle, tenho tudo. Precisamos ser convencidos disso. Somente então poderemos viver em paz. Por que as pessoas estão vivendo irrealizadas? Porque elas têm tudo, menos Deus. Então, não têm nada. Porque tudo que temos sem Deus, não levaremos para o túmulo. Mas se temos Deus não ficaremos no túmulo, assim como Deus ressuscitou Jesus, nós também o seremos. Quando falamos em Deus, falamos em um ser imaginário. Se me perguntar: Que jeito é Deus? Qual a sua fisionomia, a sua aparência? Minha resposta é: Quando você estiver fazendo uma boa ação para uma pessoa que te desejou todo mal do mundo... Deus é assim! Ele manda chuva na terra dos bons e dos maus, dá oxigênio a todos e não pede nada em troca. Servir a Ele é sermos servidos, porque o próprio Jesus veio dar a Sua vida em resgate de muitos. Se não acredita nisso, quantas pessoas você já libertou? Se tivesse em sua mão uma pessoa que lhe fez mal, e competisse a você a vida ou a morte dela, o que faria? Não pergunte para Deus o que Ele faria, pois em mim mesmo está a resposta - Jesus na cruz: “Pai perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”. Esse é Deus! Deus sempre quis estar

com o homem desde a sua criação, mas o homem sempre fugiu dEle porque sua natureza é má. Deus é tão puro, modesto e amigável que na Sua pureza quase não vê maldade em nós. Basta dar-nos posição que saberemos o perigo que somos. Tenha cuidado com você mesmo. Como disse Jó: “o HOMEM, nascido da mulher, é de poucos dias e farto de inquietação. Sai como a flor, e murcha; foge também como a sombra, e não permanece. E sobre este tal abres os teus olhos, e a mim me fazes entrar no juízo contigo.” (Jó 14.1-3) Quando entramos em juízo com Deus, entendemos que seremos absolvidos porque Ele é amor e Ele é suficiente. Suficiente a ponto de quando tudo nesta vida nos faltar, Ele excede tudo que o homem pode ter. O povo egípcio quando perdeu todo seu exército na travessia do Mar Vermelho, as famílias choravam pelos soldados mortos. Do outro lado do Mar, uma nação cantava o Canto da Liberdade. Eles não tinham exército, só tinham Deus. Os egípcios não tinham Deus, só tinham exército e perderam o que tinha. Será que você não está perdendo o Deus que tem? E se Ele for o Deus que fez o céu e a terra, você está perdendo tudo. Por isso Jesus disse: “Vinde a Mim todos os que estais cansados e sobrecarregados e Eu os aliviarei”. Um abraço, até a próxima semana.

JUSTIÇA COPACABANA ME ENGANA Alguém disse que o Rio de Janeiro é a síntese de tudo o que o Brasil tem, de bom e de ruim. Só conheci a capital carioca na minha pré-adolescência, e com treze para quatorze anos você não vê o mundo, você vê mulheres de biquíni e é só. Depois voltei lá já adulto e a trabalho, quando era advogado, mas naquele esquema aeroporto-fórum-aeroporto que só te deixa estressado com ponte Renato Zouain aérea e aeroporto lotado, e mais nada. Finalmente voltei agora ao Rio, para lançar por lá meu livro, e não pude deixar de observar que o Rio de Janeiro continua lindo, como na música de Gilberto Gil. Fora isso, é uma cidade de gente hostil e grossa, com um trânsito horroroso e bem pior que o de São Paulo. Paulistano pelo menos sabe dirigir e é um pouco mais bem educado. Carioca não colabora com as autoridades, detesta a polícia, talvez porque não confie nela, não dá gorjeta e nem desconto. Por isso estranham tanto a nós mineiros e nos consideram “bobos”. Posso ser um capiau, mas no meu quintal não tem tiroteio como recentemente se deu em Copacabana, a praia mais famosa do mundo. Coincidentemente, estive hospedado por lá durante a temporada de lançamento do “Verdugo”, e a achei muito melhor do que Ipanema. Ipanema é coisa de boêmio nostálgico que queira relembrar os porres de Tom Jobim e Vinícius de Morais, praia mesmo é Copacabana, com ou sem tiroteio. COMUNIDADES E TIROS O cúmulo do politicamente correto é chamar favela de “comunidade”. Favela é favela, pô! Não se tem que ter vergonha de morar em favela, porque ninguém tem culpa de ser pobre. Pelo contrário, lá no Rio me assustei com o fato de que há excursões turísticas para as favelas. Pegam os gringos, põem em vans e vão com cicerone e guia morro acima visitar as bocas de fumo, ganhando dinheiro e retocando a imagem de nossa pobreza para o mundo inteiro. Há prospectos distribuídos na praia alardeando as excursões, algo como “Só 100 Reais, Cristo Redentor e Rocinha, com direito a van com ar condicionado e lanche”. Um povo assim é sério? Claro que não. E é o pessoal das favelas, morros e “comunidades” (sic) que desce para o asfalto para protestar quando morre um de seus vizinhos moradores, como se deu recentemente em Copacabana, assustando o mundo inteiro às vésperas de uma Copa do Mundo que não pedimos, mas estamos pagando. As constantes trocas de tiros entre traficantes, favelados bons e ruins e policiais somente demonstram que estamos em uma guerra civil que não poupa mais nem a um lugar que tem um dos metros quadrados mais caros do Brasil e é nosso cartão postal. Pobreza é triste e assusta a uma população alienada que vai para o barzinho contemplar a paisagem e se vira de costas para o morro da favela, esquecendo-se dos desvalidos, como o governo esqueceu por décadas a fio. Agora, cobram respeito ao Estado e às suas instituições. Amigo leitor, quem quer respeito se dá ao respeito. CREDIBILIDADE Se a polícia militar mineira é a melhor do Brasil, a Fluminense certamente é a pior, ou uma das piores. Já sabia disso e confirmei a informação nesta viagem que fiz ao Rio. Não vi cortesia ou educação em nenhum dos poucos militares que encontrei pela orla da praia, e de noite assustou-me sua truculência com turistas, ao mesmo tempo fechando os olhos para malandros, maconheiros e travestis fazendo michê à beira mar. Isto numa das cidades mais famosas do mundo! Assim, não dá para falar mesmo em “polícia pacificadora”. A credibilidade da força pública do Rio de Janeiro está em cheque há bastante tempo, e aqui peço desde logo desculpas aos poucos excelentes policiais militares cariocas que certamente os há e que não merecem essa crítica, porque não são como a maioria de seus colegas. Se nem um povo hostil, como o carioca é, merece uma polícia tão ruim assim, não é por isso que os moradores daquela cidade maravilhosa, de suas praias e morros, e comunidades e favelas, tem o Direito de badernar, quebrar e incendiar. Estes protestos violentos somente estão ocorrendo porque falta em nosso país uma legislação antiterrorismo rigorosa. Nosso Congresso até andou mexendo a cauda para editar alguma lei emergencial, mas foi calado pela opinião pública. Depois da Copa, com alguma tragédia transmitida em escala mundial, se haverá talvez de fazer alguma coisa.

São Sebastião do Paraíso-MG e Região 26 de Abril de 2014

APRENDIZAGEM (*) Ely Vieitez Lisboa A Senhora das Sombras é uma coletânea de vinte e duas peças literárias, de Ely Vieitez Lisboa, com sua segunda edição relançada ontem pela FUNPEC Editora. Textos curtos, estilo ágil, ricos de figuras, onde o “estético e o filosófico se encontram”, conforme Henrique Alves, da UBE – União Brasileira de Escritores. O predomínio da conotação revela um texto de estrutura profunda, cujo subtexto é mais rico do que aquilo que se depreenderia a partir de uma leitura horizontal, apressada, feita pela rama. Há muitas acepções para o termo ‘senhora’, desde o tautológico feminino de senhor até aquela que exerce influência, poder e domínio sobre si e seu destino. E ‘sombra’ – termo mais rico que treva – é relativa, dinâmica, tem nuances e quase sempre decorre da interposição de algo opaco à fonte de luz, resultando daí amplo espectro metafórico, ricamente explorado pela autora. Desde O Mestre, o leitor encontra-se em um mundo de mistérios, surpresas e desafios. De chofre, descobre a potência do Mistério e a impotência do ser humano frente à inexorabilidade do vir-a-ser. O Corredor mantém esse clima de mistério. Em O Unicórnio, a narradora constrói um ambiente mítico, lírico e profano, profundamente bucólico-poético, quase renascentista, em que o leitor encontra a Criação Recontada, com sensualidade incontida. Sinfonia Rousseauniana e O Bosque são estórias quase siamesas, de estrutura múltipla, com imagens superpostas, fundindo sonho e realidade, vida e arte. Já A Muralha é conto de dupla leitura, visualizada pela caixa alta que mostra a China dividida, enquanto a estrutura paralela mostra o ser humano dualizado e dilacerado entre o desejo e a realidade. A alegoria A Máquina mostra os desvios de que sofrem os homens para chegar à comunhão cósmica pelo prazer, quando este é visto como variável do pecado. Há contos de final aberto como A Espera, com um clima de relacionamento terminal entre um casal. A mesma técnica narrativa ocorre em O Pátio dos Milagres, Os Visitantes e Os Demônios, onde há evidências que fogem à compreensão comum, sem clara explicação – o leitor decide. No conto Wesla, uma aura de mistério e quase esoterismo permanece até o fim. Há o conceito de clivagem, tão caro aos psicanalistas, para ilustrar a aparição de Wesla, onírica, porém tão real! O leitor atento vai perceber que o processo de iniciação desde O Mestre fecha-se em Baharieh, último conto da coletânea. Nitidamente, o conceito de sombra se confunde com o de busca feminina. A relação entre o masculino e o feminino está fortemente presente do ponto de vista da mulher, com sensualidade aflorada, explodindo à procura de realização. Pela união dos corpos as almas se fundem, o feminino se revela e se apossa do poder sobre as sombras. O elemento masculino apresenta-se estático e passivo, enquanto o feminino é dinâmico e ativo. A impressão de masculino dominador é apenas aparente, porque quem provoca e tem domínio dos meandros da alma humana – e sua zona sombria – é apenas o elemento feminino. Talvez isso explique o título da coletânea. Nestes cenários, os desejos intensos da mulher explodem e constroem todo o processo de aprendizagem, tendo o elemento masculino como apenas suporte para sua iniciação, realização e consumação de poder e domínio sobre as sombras. Nessas vinte e poucas estórias de EVL, o leitor é instigado a apropriar-se da imaginação sobre tantos mistérios e sortilégios. A leitura de A Senhora das Sombras é uma aventura fascinante para a qual convidamos o leitor. (*)Waldomiro Waldevino Peixoto, poeta e contista. Nota: Espaço cedido pela escritora Ely Vieitez Lisboa

Berranteiro Paraisense é destaque em Ouro Fino

Renato Zupo, Juiz de Direito na comarca de Araxá, e Escritor

VIVA TRANQUILO E FELIZ NAS 3 FONTES A MAIOR E MELHOR CHÁCARA DO DISTRITO. FONTE DE ÁGUA MINERAL: 11.000 LITROS P/ HORA. ARVOREDO - PASTINHO - 4.370M². FRENTE PARA A RUA ASFALTADA. FUNDOS RIO SANTANA. VENDO - TROCO 3531-1563

O berranteiro paraisense Luiz Gonçalves de Souza, conhecido como Luiz Pierre, da Comitiva Berrante de Ouro, participou em Ouro Fino do Encontro Nacional de Berranteiros “ Menino da Porteira” e de Carros de Boi. Segundo Luiz Pierre, a comitiva paraisense foi muito bem recebida pela comissão organizadora da festa, onde se apresentou entre vários parti-

cipantes, sendo com orgulho destaque na apresentação. Luiz Pierre apresentou toques tradicionais como da saída, estradão, queima do alho, encontro de boiadas,batedor, entre outros. Participaram do encontro berranteiros de todo país, cada um á sua maneira, seu estilo, abrilhantando este grande evento, mantendo assim uma rica tradição cultural.


São Sebastião do Paraíso-MG e Região 26 de Abril de 2014

Escolhendo o Bolo do Casamento Atenção especial deve ser dada à escolha do bolo do casamento. Ele fará parte da história do grande dia. Estará nas fotos, filmagem e na lembrança dos noivos e convidados. O bolo deve ser escolhido de acordo com o estilo do casamento. Se os noivos optarem por um casamento clássico, o bolo deve seguir a mesma linha. Se optarem por um estilo mais descontraído, podem ousar nas brincadeiras, como topos divertidos, noivinhos caracterizados em profissões, hobby, etc. Para toda escolha é bom pensar o que acharão daqui 25 ou 30 anos. O que é modismo hoje, será bem visto depois? Assim melhor evitar exageros na escolha. Uma dúvida frenquente é sobre bolo cenográfico ou comestível. O bolo cenográfico estará da mesma forma até o final da festa, caso queiram o visual por todo o tempo. É uma tendência que criou raízes pela praticidade. Atenção ao locar com muita antecedência um bolo já disponível, pois pode não estar com a mesma aparência meses depois. Ao optarem pelo bolo comestível de salão, devem ter referências dos confeiteiros, pois poucos profissionais fazem bolo de andares, responsabilizando-se por ajustes, se necessário. O bolo de pasta americana deve ser degustado com bastante antecedência, já que na maioria das vezes, estas são deixadas nos pratinhos pelos convidados. O sabor da massa e do recheio devem ser escolhidos pensando na maioria dos convidados e não de acordo com o próprio paladar. O importante é ter um bolo lindo, memorável e que todos possam saborear e ficar com a lembrança do belo unido ao gosto. Solicitar opinião dos decoradores contratados pode ajudar bastante. Dicas: 1. Bolo de casamento tem excelente aceitação por parte dos convidados, basta ser bem servido, no momento correto, deixando sempre vários pratinhos servidos na mesa de bolo e na mesa de café. Aqueles que não estiverem em suas mesas quando o bolo for servido, apreciarão encontrá-lo à disposição em alguns pontos. 2. O tamanho do bolo deve ser escolhido com cautela, caso optem por um muito pequeno ou muito grande, procurem ver fotos primeiro, para ver se o bolo não “sumiu” ou se os noivos não “sumiram” ao lado do bolo. O bolo é o complemento, os noivos são o destaque principal

Jornal do Sudoeste

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Aniversariantes Dia 24 Dirce Dias Melo Vasco Sábado, dia 26, Camilo Melles, o exsecretário de Obras, José Antônio Cintra. Domingo, 27, Regina Célia Pereira Menezes, Adriana Gusmão Duarte, Marco Aurélio Pereira de Oliveira.

Redação A equipe de jornalistas do Jornal do Sudoeste recebeu cumprimentos do SENAC/MG pelo Dia do Jornalista transmitida em cordial visita à nossa redação pelo Consultor de Negócios Ronaldo Cioffi Junior. Ele foi recebido pelo editor Nelson Duarte.

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RG Eventos Assessoria e Cerimonial

Horóscopo Semanal ÁRIES A semana começa influenciada pela Lua Minguante em Aquário e, durante esta semana, o melhor é não começar nada, não assinar nenhum documento importante e não iniciar nenhum trabalho em equipe. Se puder, tire uns dias para o lazer, que fará muito bem a você. A tensão está bem menor. No entanto, Marte continua em Libra em tenso aspecto com Plutão, Urano e Júpiter, trazendo algumas dificuldades motivadas pela sua impulsividade. Mantenha o autocontrole. TOURO A semana começa influenciada pela Lua Minguante em Aquário, que pede um movimento mais brando em suas atividades profissionais. É possível que um projeto iniciado há algumas semanas seja finalizado durante esta. Não comece nenhum projeto durante esta semana. Mercúrio começa a caminhar através de seu signo junto com o Sol e movimenta negociações e parcerias. Marte continua trazendo tensão e intensidade aos seus projetos de trabalho. Cuide de sua saúde. GÊMEOS A semana começa influenciada pela Lua Minguante em Aquário, que vai marcar uma fase de encerramento de seus projetos, especialmente os que envolvem pessoas e empresas estrangeiras e também projetos de viagens internacionais. Revise o que for necessário e dê um tempo. Mercúrio, seu regente, começa a caminhar através de Touro e, junto com o Sol, movimenta positivamente seus projetos profissionais e questões que envolvem sua carreira. Marte continua trazendo tensão aos seus romances. Uma pessoa especial pode voltar a mexer com você. CÂNCER A semana começa influenciada pela Lua Minguante em Aquário, que vai pedir maior tranquilidade em seu mundo emocional. O momento envolve a compreensão de algumas mudanças que você tem vivido nas últimas semanas. Mercúrio começa a caminhar através de Touro e, unido ao Sol no mesmo signo, movimenta sua vida social e as amizades. Convites para festas e eventos, assim como muito divertimento, não vão faltar. Marte continua trazendo tensão à sua vida doméstica e familiar. LEÃO A semana começa influenciada pela Lua Minguante em Aquário e vai mostrar que alguns relacionamentos não valem mesmo a pena. Deixe para trás o que for necessário e abra os braços para que o novo possa entrar. Mercúrio começa a caminhar através de Touro e, unido ao Sol no mesmo signo, movimenta positivamente sua carreira, trazendo sucesso e maior visibilidade. Marte continua em Libra movimentando seus contatos comerciais e a comunicação. Tome cuidado com as palavras. VIRGEM A semana começa influenciada pela Lua Minguante em Aquário indicando menor movimentação em seus projetos de trabalho, ou mesmo a finalização de um deles. Você estará mais quieto e fechado com seus colegas e superiores. Mercúrio começa a caminhar através de Touro e, unido ao Sol no mesmo signo, vai movimentar seus projetos futuros, especialmente os que envolvem pessoas e empresas estrangeiras. Você estará mais otimista e cheio de fé neste período. Marte continua trazendo tensão aos seus investimentos e finanças. Economize. LIBRA A semana começa influenciada pela Lua Minguante em Aquário, indicando uma diminuição de movimento em sua vida social e nos romances. O momento envolve descanso e certa introspecção. Mercúrio começa a caminhar através de Touro e, unido ao Sol no mesmo signo, vai trazer algumas mudanças em sua vida, especialmente a material. O momento envolve maior ganho financeiro, especialmente se estiver envolvido com sócios e parceiros. Marte continua em seu signo trazendo tensão e você deve manter a calma e a tolerância. ESCORPIÃO A semana começa influenciada pela Lua Minguante em Aquário, indicando um movimento mais voltado para suas emoções e sua intimidade. Você vai preferir ficar em casa junto aos seus sem muito barulho ou pessoas que não tem intimidade. Mercúrio começa a caminhar através de Touro e, unido ao Sol no mesmo signo, movimenta seus relacionamentos de maneira bastante positiva. Novas parcerias também podem surgir nas próximas semanas. Marte continua em Libra e pede maior cuidado com sua saúde. SAGITÁRIO A semana começa influenciada pela Lua Minguante em Aquário, indicando um momento de maior reclusão e afastamento do mundo social. Você estará mais quieto, fechado e um pouco avesso a burburinhos de pessoas vazias. Mercúrio começa a caminhar através de Touro e, unido ao Sol no mesmo signo, vai movimentar seu dia a dia de trabalho e seus projetos. Sua saúde passa por um ótimo momento. Bom para começar uma dieta e um programa de exercícios. Marte continua trazendo tensão aos trabalhos em equipe. CAPRICÓRNIO A semana começa influenciada pela Lua Minguante em Aquário, indicando uma diminuição de movimento nas atividades que envolvam suas finanças e os investimentos. Não comece nada agora e não se envolva em novos projetos durante esta semana. Mercúrio começa a caminhar através de Touro e, unido ao Sol no mesmo signo, vai movimentar seu coração. O momento envolve novas atividades sociais e novas amizades chegando à sua vida. Os romances também são beneficiados. Marte continua trazendo tensão aos seus projetos profissionais. AQUÁRIO A semana começa influenciada pela Lua Minguante em seu signo, indicando a necessidade de diminuir o ritmo de trabalho e descansar o maximo que puder. O momento pede que você não comece nada novo, mas espere por alguns dias. Mercúrio começa a caminhar através de Touro e, unido ao Sol no mesmo signo, movimenta positivamente sua vida doméstica e os relacionamentos em família. Suas emoções também entram em uma fase positiva de equilíbrio. Marte continua trazendo tensões aos projetos de viagens e com pessoas estrangeiras. PEIXES A semana começa influenciada pela Lua Minguante em Aquário, indicando uma fase mais voltada para questões que envolvam o seu passado e para suas emoções mais profundas. O momento envolve reclusão e introspecção. É hora de deixar alguns sentimentos para trás. Mercúrio começa a caminhar através de Touro e, unido ao Sol, vai movimentar seus contatos e trazer oportunidades para o fechamento de novos contratos. Amigos mais próximos chegam mais perto. Marte continua trazendo tensão e você deve continuar mantendo seus gastos sob controle.

A artista plástica e musicista Pascoalina Souza (Linah Biasi), membro da Academia Paraisense de Cultura, comemora mais um ano de vida dia 28.

ANOTE:

Ana Flor Pádua Martins

A cerimônia de nomeação e posse de Diretores Escolares da Rede Municipal de Ensino de São Sebastião do Paraíso acontece nesta segunda, 28, às 9h no Teatro Municipal Sebastião Furlan. O II Liter’Arte Calafiori, projeto interdisciplinar que visa ao desenvolvimento das prática de leitura e produção textual, misturando literatura, teatro, música e dança terá lugar no Teatro Municipal Sebastião Furlan às 19h30, quartafeira (30/4). Realização da Faculdade Calafiori.

No dia 19 de abril, Matheus Marques completou 10 anos. Seus pais, Valdir Marques e Ana Izabel e suas irmãs, desejam-lhe muita saúde e felicidade durante toda sua vida. Parabéns.

completa sete anos neste sábado dia 26. Filha da jornalista Ana Paula Horta. A coluna a cumprimenta, almejando-lhe felicidades. Ana Paula Horte e Ana Flor


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Psicoletrando Qual é o seu legado? Josimara Neves, psicóloga e escritora (CRP-04/37147) Marília Neves, professora e escritora Contato: psicoletrandojm2013@gmail.com

O desejo da maioria dos pais é que seus filhos cresçam e façam escolhas saudáveis na vida. Almejam que estudem, ou se não estudarem, que tenham uma boa profissão. Sonham que sejam honestos e honrem o nome da família. Desejam que não tenham vícios e que, de preferência, passem longe das drogas. Que pai ou mãe não desejaria ter um filho assim? É fácil projetar a vida perfeita para o filho, tentar fazer escolhas por ele, traçar uma carreira e impor que ele a siga. Difícil é ser coerente, ser exemplo vivo que dispensa comentários e conselhos, saber dizer sim, quando é para dizer sim, e não, quando se tem que dizer não. Infelizmente, muitos genitores, por conveniência, por excesso de sentimento de culpa, por dificuldade em colocar limites, por atitudes compensatórias, por comodismo ou por outras razões, acabam dizendo sim para tudo. Quando dizem sim no momento em que se era para dizer não, eles perdem a oportunidade de ensiná-lo um grande aprendizado: o de que na vida não é possível se ter tudo e fazer o que se quer. Outro equívoco cometido pelos progenitores é cobrar que o filho faça escolhas diferentes das deles. Querem que ele estude porque não puderam estudar quando eram crianças, falam para não fumar, sendo que fumam na frente dele, pedem (gritando) para que pare de gritar. Dizem que o filho (já adolescente) só come arroz, batata frita e macarrão, mas se esquecem de que, quando ele era criança, dava birra para comer verdura/legumes e, em vez de insistir para que comesse, diziam: “ — Então coma só o arroz e a batata frita que já está bom!” Ao escrever sobre tal temática, não temos a intenção de culpabilizar os pais por todos os comportamentos inapropriados do filho, mas suscitar reflexões com o intuito de fazerem a diferença ao educá-lo para o mundo. É importante que os genitores não criem os seus filhos como se fossem frágeis ou sensíveis demais a ponto de limitá-los e não prepará-los o suficiente para chegarem à fase adulta de forma independente, responsável e madura. A educação mais apropriada que se pode deixar a um filho é aquela que o faça — na fase adulta — se sentir preparado para enfrentar desafios, mudar de cidade, caso seja necessário, morar sozinho, fritar um ovo, arrumar uma cama, comunicar-se, interagir com as pessoas, ter iniciativa. Educar significa dar ordem com direção, cobrar com amabilidade, colocar limites, mostrar caminhos, ensinar a fazer escolhas, apontar soluções, ter paciência diante dos erros, persistência para orientar, amor para aceitar aquilo que foge aos padrões idealizados. Educação e amor — juntos — são ingredientes indispensáveis ao desenvolvimento de um filho. Pai/ mãe, questione-se: “ — Se eu não acordar amanhã, o meu filho saberá se virar sozinho? Será que ele saberá o quanto eu o amei? Saberá que foi importante para mim? Estará preparado para viver sem mim? Será que eu dei amor suficiente para nutri-lo na minha ausência?” Se você, ao ler, não tem certeza quanto à resposta que daria a tais questionamentos, sugerimos que comece hoje a construir o legado que quer deixar para o seu filho quando ele se tornar adulto, ou mesmo, quando não estiver mais aqui para acompanhar os passos dele. O maior legado que se pode deixar a um filho é a certeza de sentir-se amado, mesmo quando estiver sozinho, além da segurança interna para resolver os problemas, os percalços e as intempéries, por mais difíceis que sejam. Criá-lo como se estivesse dentro de uma ostra é uma forma indireta de impedir que ele seja valorizado, no mundo “aqui de fora”, como uma verdadeira pérola. Afinal, nenhum tesouro será devidamente reconhecido se não for descoberto. Não vim de berço de ouro, não tenho sangue azul e não sou de família tradicional na sociedade, mas herdei de presente a nobreza de caráter, a honestidade, o senso de justiça, o sentimento de amor ao próximo e a melhor sensação do mundo: o sentimento de ser amada. Eis o meu legado herdado! A gratidão foi a forma que encontrei de honrar tamanha riqueza que a mim foi transferida. Obrigada, querida mãezinha, pela herança que posso usufruir diante de sua presença! Josimara Neves Mesmo em tenra idade, eu já sabia que queria lidar com gente. Escolhi fazer o que amo para dar sentido à minha existência, paulatinamente construída com estudo, trabalho, dedicação e respeito pelo próximo. Descobri o inebriante prazer do plantio e, assim, a cada amanhecer, jogo uma sementinha nos diversos terrenos por onde passo. Vai dar fruto? Ninguém o sabe. Sei apenas que o tempo passa... Com ele, os bens materiais, a fama, o status, a beleza, a juventude... Mas ficam as reminiscências. Por isso, eu quero ser uma lembrança boa na mente dos que são capazes de enxergar a magia das entrelinhas... Marília Neves

São Sebastião do Paraíso-MG e Região 26 de Abril de 2014


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