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19 de Abril de 2014 | edição 719

Ter ou não ter uma tatuagem? Eis a questão FOTOS: Heloisa R.Aguieiras Por Heloisa Rocha Aguieiras

O Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube) publicou recentemente o resultado de uma pesquisa que perguntou “você tem tatuagem?”. O público escolhido foi de jovens entre 15 e 26 anos e a resposta campeã, com 54,44% da escolha, foi “não tenho coragem de fazer, pois ainda há muito preconceito”. E para saber como anda tal preconceito, perguntamos na rede social “se você tivesse uma empresa, empregaria uma pessoa tatuada?” As respostas demonstraram que o assunto gera polêmica e são bem variadas entre o sim e o não, sem prevalecer uma maioria. Muitos disseram que não empregar é demonstração da não-aceitação ao ser diferente, que é o mesmo que não abrir uma vaga para homossexuais, negros e obesos, ou seja, é uma atitude excludente, mas que muitas empresas a adotam. Outros acreditam que depende do ramo da empresa e, principalmente, de seu tipo de cliente. Muitos citaram as instituições financeiras como as mais restritas neste quesito porque seus clientes procuram atendimento com pessoas que “pareçam mais sérias”. É como explica o maestro Cláudio Scassiotti: “Dependendo do setor não é possível fazer a contratação. Quando eu trabalhava em banco, como gerente administrativo, tínhamos instruções de não contratar tatuados, pois realmente em alguns setores afugenta o cliente. Mas, dependendo do ramo acho que pode contratar sem problemas sim, seria positivo em uma loja de surfwaer , por exemplo. Infelizmente vivemos de clichês e preconceitos bobos”, argumenta ele. A modelo, Vanessa Benevides, disse que contrataria sim alguém tatuado. “O desempenho e competência não estão associados ao ter ou não tatuagens. Porém, alguns cargos, infelizmente, devido à pressão da sociedade, não dá para empregar uma pessoa com tatuagens agressivas e muito evidentes, um exemplo são os atendente de banco. Para lidar com o público é preciso cautela e há os que ainda se assustam com isso. Antes de fazer uma tatuagem o jovem precisa pensar qual profissão irá escolher”, aconselhou. Para a bancária Ana Lemos o corpo não deve ser marcado. “Reconheço que é arte e pode até ser bem feita e bonita, mas não gosto. Hitler tatuou milhões de judeus e por todas as ações, inclusive essa, é de-

Os tatuadores Farina e Paulo Vitcor

testado por grande parte da humanidade”, relacionou. “A filosofia de ‘marginalizar’ as pessoas tatuadas é uma coisa comum na nossa cidade, ainda. Se falarmos dos grandes centros, como Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro, entre outras, inclusive culturas estrangeiras, isso é passado. Uma das mais caras e maiores empresas do mundo, a Microsoft, não só tem milhares de empregados com tatuagens, como também deixam seus funcionários escolherem o horário de trabalho, ir de chinelos, levarem seus animais de estimação. O que interessa à firma é a produção do funcionário ser cumprida, e ele estar feliz, consequentemente, produz e cria mais”, exemplifica o empresário Henrique Sanches. A opinião do professor de Educação Física, Alexandre Rocha, foi bastante contestada e gerou as maiores discussões. Ele disse que “trabalho em educação e creio que não cabe a exposição da tatuagem em momento algum. Se a tatuagem ficar o tempo todo coberta, não haverá problemas”. A jornalista Lore Massaro Marcussi lhe respondeu que “é preciso acabar com essa imbecilidade de que tatuagem tem que ficar escondida! Antigamente as tatuagens eram atribuídas a marginais, porque criminosos eram tatuados na ca-

deia com símbolos daquilo que, na linguagem deles, mostrava qual era o tipo de crime que tinham cometido, a fim de serem reconhecidos dentro e fora das prisões. Nos últimos anos a tatuagem deixou de ser apenas símbolo de presos e ganhou as ruas. Virou arte para muitos, com desenhos coloridos que expressam mesmo arte”. A representante do instituto Nube, Rafaela Gonçalves, diz que “há pouco mais de uma década as empresas ainda eram bem resistentes à contratação de profissionais com os desenhos na pele. Mesmo velados, sentimentos de desagrado e estranhamento eram perceptíveis. Ainda hoje, quem é diferente dos demais corre o risco de ser mal compreendido e tratado com preconceito, mesmo no mercado de trabalho. Por isso, muita gente evita fazer ou mostrar piercings e tatuagens”, finaliza.

caro, precisa ser comprado semanalmente, mas tatuagem também é rentável”, conta. “Todas as artes estão mais valorizadas, e a tatuagem está entre elas. Acredito que o preconceito está acabando, tem pais que trazem seus filhos para tatuar e tem filhos que trazem os pais”, conta Farina. HISTÓRIA DA DIFERENÇA

TATTOO E A ARTE O tatuador Flávio Farina, 34, é desenhista, faz quadrinhos desde os 9 anos e tem um estúdio de tatuagens há quase dez. Aprendeu a tatuar com o primo Flamarion, que também atua em Paraíso. Para ele a tatuagem é uma arte e merece todo respeito. Leva o ofício a sério trabalhando com material

Gabriel Carvalho

de primeira linha, com tinta aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Emprega materiais descartáveis e o espaço está de acordo com a

Vigilância Sanitária da cidade. Seu sócio, Paulo Victor de Almeida Alcântara, 24, aprendeu a tatuar no estúdio do Farina. “O material é

Gabriel Carvalho Duarte, 18, é um jovem que tem 12 tatuagens na perna, braços, barriga e peito, e dreads (cabelo enrolado tipo “rastafari”). Há cerca de um ano e meio colocou os dreads, época que, “coincidentemente”, deixou a escola, cursando o 3º ano do ensino médio. “Eu sempre fui bom aluno, nunca tive um comportamento criticado dentro da escola. Mas, assim que coloquei os dreads e mudei meu visual, os professores e diretores começaram a me visar. Praticamente fui convidado a deixar a escola. Meus pais estranharam no começo, mas hoje aceitam normalmente. Quero ser professor de Educação Física e acho que não terei problemas por causa do meu visual, apesar de, recentemente, ter ido procurar trabalho e não ter conseguido; as pessoas me olham desconfiadas”, relata.


Jornal do Sudoeste

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Lions

Rua José Osias de Sillos, 590 Fone: (35) 9119-5751

“Nós servimos há 45 anos em São Sebastião do Paraíso”

DIA INTERNACIONAL DO LEONISMO Dia 16 de abril, comemora-se o dia internacional do Leonismo. O Leonismo foi criado por Melvin Jones, no ano de 1918, a intenção, seria unir forças entre pessoas de bem, para que trabalhasse na prevenção e tratamento de diabetes e cegueira, mas acabou se estendendo por vários setores sociais fazendo se com que o Lions Clube, se tornasse o maior clube de serviços do mundo. Hoje, com 46.124 clubes, 1.351.752 associados, trabalhando em 207 países para um amanhã melhor. Somos o único clube de serviços em todo o mundo, com cadeira efetiva na organização das nações unidas ( ONU ). Em São Sebastião do Paraíso estamos atuando há 45 anos e ainda contamos com um dos fundadores em nosso quadro de sócios, o nosso honrado companheiro, Olavo Borges, que nunca mediu esforços em meio aos companheiros para que este clube existisse até hoje. Por isso, convidamos as pessoas engajadas em meios filantrópicos e voluntários, que façam-nos uma visita para conhecer nosso trabalho e nos passar experiências úteis, para assim podermos ainda mais , trabalhar em prol de dias melhores. Agradecemos ao Jornal do Sudoeste que sempre abriu espaço para divulgarmos nosso trabalho. LEÃO DE OURO O Leão de Ouro é uma honraria criada por nosso clube, como forma de homenagear pessoas ou seguimentos que se destacam em trabalhos que tragam grandeza a nossa cidade. Neste 2014 temos a honra de homenagear o Jornal do Sudoeste, pelo brilhante trabalho de sua equipe jornalística, dirigida pelo nosso sempre amigo, Nelson de Paula Duarte. Homenagear um jornalismo sério e imparcial é para nosso clube uma satisfação, pois, enxergamos nesse jornal, um verdadeiro companheiro leão. A homenagem de entrega do Leão de Ouro será no dia 24 de abril de 2014, na sede social CL Olavo Borges – Lions Clube. Parabéns a todos os leões pelo trabalho voluntário e desinteressado, que faz pelo menos que o mundo ainda acredite num amanhã melhor!! CL C. Roberto-presidente.

São Sebastião do Paraíso-MG e Região 19 de Abril de 2014

Apontamentos Faço crítica ao catolicismo, do qual participo e muito valorizo. A Igreja Católica de língua portuguesa alterou parte da oração Pai Nosso, que é muito relevante. A segunda parte da oração é “Panem nostrum quotidianum da nobis hodie. Et dinitte nobis debita nostra”. “Debita nostra” se traduz como nossos devedores, e não nossas ofensas. O Pai Nosso em latim, hebraico e aramaico não pode ser alterado pelo nosso idioma. O menor de idade que trucida uma família, exterminando diversas pessoas, meia hora antes de completar dezoito anos, torna-se maior com a ficha limpa. A lei do menor criminoso em nosso país é norteada pelo cronômetro e o calendário. Será que os Estados Unidos e grandes países da Europa estão errados? Pedagogo, pelo o que entendo, é professor de Pedagogia. Deparei-me com um dicionário em que consta, ser o es-

cravo que leva a criança à escola. Pedagogo vem do grego “paidos e gogos” que é criança e ensino, e, em nada tem referência com escravo. Não sou médico, mesmo assim considero o termo tumor benigno como inadequado. O tumor pode ser grave, menos grave ou muito grave. Pela minha visão, não existe doença boa. Não existe cheque pré-datado, pós-datado ou com vencimento. Cheque é documento a vista. A nota promissória é promessa de pagamento, e, geralmente com prazo de vencimento determinado. “Eu”, em grego é bem, e “dis” é mau. Eutanásia é morrer bem, e distanásia é morrer mau. Causa estranheza, não é? A expressão, fulano não tem humanidade, é atípica. Humanidade é termo muito genérico. É preferível dizer, o cidadão não tem espírito humano. Sebastião Teixeira Duarte

Paraíso recebe terapeuta francesa que ministra novos cursos para a espiritualidade São Sebastião do Paraíso recebe novamente a terapeuta espiritual Hélène Abiassi que vai realizar dois novos cursos sobre “Terapia Multidimensional”, que acontece nos dias 26 e 27 de abril (neste sábado e domingo), e de “Canalização e Recursos Extrassenso-riais”, nos dias 3 e 4 de maio, ambos na Escola Estadual Inês Miranda de Almeida.

Os cursos tratam de uma terapia de ascensão, que foi desenvolvida por ela através de informações sobre o coração e sua capacidade em curar-nos, até nas outras dimensões do nosso ser. As inscrições já estão abertas. Mais informações pelo telefone 35315182 ou na avenida Brasil, 531 – Vila Helena.

O Dono da Pensão A vida é cheia de estórias, e nosso objetivo é contálas. Morei na pensão do Boris, de origem alemã. Era um homem de meia idade que tinha uma família alegre e sempre reuniu o pessoal em datas comemorativas. Um dia, todo pessoal se uniu e revolveu prestar-lhe homenagem na data memorável de seus sessenta anos. Reuniu-se às escondidas para organizar uma surpresa ao velho. Era a chance de todos agradecerem tudo que ele tinha feito a cada um de nós. Decidiram que o melhor a ser feito era uma serenata ao estilo festivo alemão. Às 23h50 estavam todos a postos no quintal, de fronte à sacada do quarto do Senhor Boris que dormia sozinho por causa de sua apneia. Quando o relógio apontou meia noite, começaram tocar seus instrumentos, uma barulheira só. Finalmente a luz do quarto acendeu. Dona Mirabel, sua esposa, apareceu na sacada com seus chinelinhos de pano. Logo atrás, uma cena inédita que o pessoal jamais esquecerá. Seu Boris de roupão e com um estranho tom rubro em sua boca. Assustado, o pessoal interrompeu a

serenata. Dona Mirabel, com rosto de sono e seu Boris com lábios avermelhados. Tio, o senhor usa batom para dormir? Ficou bicha depois de velho? – Um italiano, também morador na pensão não ficou atrás: Per Dio Santo, tu es um picolino? Desmoralizado com os olhares penetrantes do pessoal, Boris encara sua mulher que um toque de normalidade, logo presta esclarecimento. O negócio é o seguinte: Boris tem lábios rachados, e manteiga de cacau não adianta! E o pessoal em uníssono coral: “Tinha que ser vermelho?” Sua esposa pondo pano quente: “Eu compro para ele da vizinha que vende Avon. Tem hidratante e tudo”. Após breve silêncio, Boris limpa seu batom em seu roupão e agradece a surpresa. Todos riem, ele também aproveita e sai requebrando na festa que prossegue animada. Depois daquele dia, o assunto do batom tornou-se um tabu na pensão. Era uma questão de respeito. A partir daquela data, ninguém mais se atreveu bater em sua porta em altas horas! Sebastião Pimenta Filho

Dr. Joel Cintra Borges Médico-veterinário - CRMV-MG 0343 Exames de brucelose e tuberculose, toques, partos, vacinações, clínica e cirurgia. CÃES E GATOS: ATENDIMENTO A DOMICÍLIO. CONSULTÓRIO: Rua da Bahia, 19 - Jardim Independência FONES: 3531-4549 e 9975-4549 SÃO SEBASTIÃO DO PARAÍSO - MG

e-mail: sergi.magalhaes@bol.com.br SERGIO MAGALHÃES

Coleção de erros A era Domenicali acabou. Em seis anos como diretor-geral da Ferrari não conseguiu montar um time campeão mesmo estando quase sempre na luta pelo título até a última corrida. Na sala de troféus apenas o do Mundial de Construtores de 2008, ano em que assumiu a direção da equipe. De lá para cá a extinta Brawn venceu um campeonato com Button e a Red Bull quatro seguidos com Vettel. 2014 com regulamento novo e projetos partindo do zero numa folha de papel em branco era a grande chance de saltar para a ponta. Mas os técnicos de Maranello erraram mais uma vez. O F14T é lento, não gera pressão aerodinâmica e o motor é fraco. Para piorar a Mercedes deu um tremendo salto de qualidade com o W05 – vencedor das três corridas deste ano, duas com Hamilton, uma com Rosberg e é favoritíssima a conquistar o campeonato. McLaren, Williams e Force India também evoluíram bastante enquanto que a Ferrari andou para trás. O desfecho não poderia ser outro: a saída de Domenicali. Oficialmente ele pediu demissão alegando ser necessário uma chacoalhada na equipe, mas a verdade aponta para outro caminho, o da rua (!). O GP do Bahrein foi a gota d´água. Erros bizarros como colocar dois pneus macios de um lado e dois médios do outro no carro de Alonso no treino de sexta-feira foi uma falha que não se admite nem na Marussia. Só não houve punição porque os mecânicos perceberam a gafe a tempo de fazer o carro parar antes de entrar na pista. No mesmo treino Raikkonen teve o chassi quebrado e só foi descoberto na segunda-feira. Mas o mais emblemático da crise foi Alonso cruzar a linha de chegada em 9º comemorando sarcasticamente como se fosse uma vitória. Kimi Raikkonen terminou uma posição atrás, e Luca di Montezemolo deixou o autódromo mais cedo dizendo que “doía ver seus carros tão lentos”! Por mais que tenha se esforçado em fazer o melhor, faltou pulso na gestão de Domenicali. O estilo bonzinho e humano no desumano mundo das competições nunca foi o jeito certo de administrar uma equipe de Fórmula 1, basta ver a paciência que ele teve com Felipe Massa quando os resultados na pista exigia a troca do piloto. Domenicali não resistiu à pressão de mais

Reuters

A passagem de Stefano Domenicali pela Ferrari não pode ser de todo um desastre, mas não passou de um título de construtores em seis anos um começo de campeonato desastroso, mas fica a interrogação se a Ferrari escolheu certo o seu substituto. Marco Mattiacci assumiu neste final de semana o cargo de chefe de equipe no GP da China que será corrido nesta madrugada de sábado para domingo (4h). O dirigente conhece a fundo as questões mercadológicas da Ferrari, foi gestor da marca na America do Norte, mas não entende nada de corrida. Seu nome jamais esteve ligado ao departamento de competições e por isso é uma incógnita se conseguirá resolver os muitos problemas da equipe. A Ferrari é a quinta colocada mo Mundial de Construtores com 33 pontos ante os 111 da líder Mercedes. Alonso ocupa a quarta colocação no campeonato com 26 pontos, distante 35 do líder Rosberg. A continuar assim o espanhol que no ano passado se ofereceu para a Red Bull pega o boné e vai embora. Bloco de notas >> A Fórmula 1 estuda a possibilidade de voltar a usar suspensão ativa a partir de 2017. O avanço tecnológico foi implantado nos anos 80 e proibido desde o final de 93. >> O novo formato em rodadas duplas da Stock Car agradou em cheio. É verdade que precisa de alguns pequenos ajustes para ficar melhor. Mas a etapa de Santa Cruz do Sul que teve as vitórias de Valdeno Brito na primeira corrida e de Antonio Pizzonia na segunda mostrou que este é o caminho a ser seguido pela principal categoria do automobilismo brasileiro.

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Jornal do Sudoeste

São Sebastião do Paraíso-MG e Região 19 de Abril de 2014

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Rildo Domingos da Silva

“De gari a presidente, um homem sempre a serviço” pessoa, tanto pelo aspecto político como o administrativo e pessoal. Ver o que tal partido alcançou durante o tempo em que ficou no poder. A meu ver, o PT contribuiu muito, mas cada um deve fazer a sua análise.

O entrevistado de hoje afirma que é colérico, explode de uma hora para outra, mas, depois, se arrepende e pede desculpas. Seu semblante não nos dá esta impressão. Pelo contrário: ele demonstra ser uma pessoa calma, sensata e que procura resolver os problemas com diplomacia. Líder estudantil, manteve em suas veias o desejo em ajudar o próximo, e assim o faz, seja na instituição que preside, coopera ou na igreja onde é pastor. A seguir, conheça um pouco mais do funcionário público e professor Rildo Domingos.

Sendo secretário de finanças do PT local, como você analisou o mensalão, estes escândalos de corrupção dentro do atual governo brasileiro, envolvendo agora, até a Petrobras? Eu vou usar aqui a fala do Boris Casoy: “isso é uma vergonha!”. É bem verdade que precisa investigar e averiguar. Uma vez confirmada e concretizada estas denúncias envolvendo a Petrobras, isso é uma vergonha. Quanto ao mensalão, se houve, os envolvidos foram punidos, entre aspas, “de maneira exemplar”. Agora, eu vejo o mensalão como uma manobra política, tanto o do PT, como o do PSDB e outros que virão. O que precisa ser feito para não haver mensalão e estes escândalos envolvendo a Petrobras, é uma ampla reforma política. Temos que passar por isso e já!

Entrevista concedida a Adriano Rosa

Inicialmente, conte-nos onde você nasceu e como foi a sua infância. Eu nasci aqui em São Sebastião do Paraíso, em 1970 – ano em que o Brasil ganhou a Copa do Mundo e meu nome vem de um jogador da Seleção, Rildo, lateral esquerdo. Até os 6 anos eu morei com os meus pais nas fazendas Bocaina e Cascata. Depois nós mudamos para o Estado de São Paulo. Fui morar em Santo Antônio da Alegria e ali eu fiquei até os meus 17 anos. Tenho recordações boas e agradáveis de minha infância. Naquele tempo não existia celular, computador, internet, videogame... As brincadeiras eram outras. Eu participava muito das atividades do grêmio estudantil da escola, desde o meu 3º ano de grupo. Isso me fascinava, além de atuar nos movimentos da cidade. Na época era regime militar e formava-se fila antes de entrar para a sala de aula. A gente tinha que estender e colocar a mão direita no ombro do colega da frente, cantar o Hino Nacional e ficar com o olho fixo na Bandeira e no professor. Quando terminava a execução do Hino, o professor não dizia para você ir para a sala; ele apenas fazia um sinal. Nossa! Eu me lembro de quantas vezes eu e outros colegas, a gente se distraía, a fila andava e a gente ficava para traz. Um colega não podia chamar o outro. Aí quando a gente chegava à sala de aula, recebíamos um corretivo, umas palmadinhas... Mas eu aprendi muito neste período. Aprendi a ter disciplina, foco. Fiz muitos amigos e um deles, anos depois, vim a encontrar aqui em Paraíso, o “Cocão” (Ademir Santos), que foi um dos meus colegas de escola. A gente jogava muita bola. Como era o seu relacionamento com os seus pais? Eu tenho muito orgulho dos meus pais. Aos 16 anos perdi minha mãe num acidente doméstico. Meu pai é lavrador e hoje está com 90 anos, tem as mãos todas calejadas, não é alfabetizado, não teve nem um ano de escola secular, mas ele, com toda a sua simplicidade, proporcionou muito para mim e meus irmãos. Somos cinco filhos, quatro homens e uma mulher, todos vivos. O legado que meu pai deixou a mim foi a formação pessoal do caráter, de valorizar e respeitar as pessoas, os mais velhos, as autoridades... A “escola da vida” que meu pai tem, me faz ouvi-lo muito, bem como a maneira dele visualizar a vida e suas situações. E que outras recordações você guarda de sua adolescência? Olha, uma recordação que eu guardo e que me marcou foi uma eleição que teve para a escolha do grêmio estudantil da escola. A nossa chapa se chamava “C.C.A.A. – Centro Cívico Águia Azul” e era formada por alunos das turmas da tarde, mesclada com outros da manhã e alguns da noite. Até então, só quem vencia as eleições do grêmio eram os alunos do noturno. Eles eram considerados “os fortes”. A nossa chapa era “o azarão, a zebra” e, na época, a escola estava passando por uma reforma interna, a fim de que os alunos se valorizassem e participassem mais dos eventos cívicos. A proposta da diretora da época era que o grêmio fosse mais atuante. Foram só duas chapas, um mês de campanha e quando se abriu as urnas, a nossa venceu. O nosso projeto foi desenvolvido com êxito. Hoje o meu irmão é diretor nesta escola e ele diz que houve um “divisor de águas” depois desta eleição e com a atuação do nosso grêmio. Marcamos uma transição, antes e depois desse período. E depois? Onde você concluiu os seus estudos e se formou? Estudei em Ribeirão Preto, colégio Cônego Barros. Depois concluí o ensino médio em Jardinópolis e fui estudar Teologia. Tive a experiência de seminário. Já aos 13 anos, eu era muito frequente no catecismo. Quando eu estava na 6ª serie, conversei com o padre João e disse-lhe que queria ir para o seminário. Ele me disse que, se eu passasse de ano, ele me daria apoio para eu ir para o seminário. Só que neste ano minha mãe faleceu, minhas estruturas emocionais e psicológicas ficaram abaladas e eu não fui. Só lá em Ribeirão Preto, junto com um grupo cristão, que eu voltei a ter contato com esta vocação e pude desenvolver minha carreira eclesiástica. Hoje eu sou pastor cristão e Ministro do Evangelho pela Igreja Presbiteriana Renovada aqui em Paraíso. Estou, agora, concluindo meus estudos em Administração de Empresas pela Faculdade Claretianas de Batatais. O que me deu base para isso foi o

curso de bacharel em Teologia que fiz. Cheguei a servir no Estado de São Paulo, em Fernandópolis, perto da divisa com Mato Grosso. Hoje como é sua vida familiar? É casado? Tem filhos? Eu me casei em 1991, na cidade de Jacuí, na igreja Assembleia de Deus. Minha esposa é de Paraíso, mas os familiares dela são de lá. Temos um casal de filhos, ela com 22 anos e ele com 19. Meu casamento foi um presente de Deus. Eu e minha esposa temos uma afinidade muito grande de objetivo, de ideal, de metas! Agradeço a Deus, a ela e as pessoas que, na época, nos ajudaram. Temos uma vida bem afetiva, bem junta. Tenho orgulho da formação dos meus filhos e da maneira deles serem. Minha filha fazendo faculdade, meu filho está empolgado fazendo Tiro de Guerra e quer seguir carreira militar. Dou todo apoio. Assim que eu me casei, eu fui morar no distrito de Guardinha, fiquei lá quatro anos e meus filhos, mesmo nascendo em Paraíso, foram registrados lá em Guardinha, no cartório da “dona Déca” (Maria Olinda). A infância deles foi vivida lá. Eu era telegrafista na época, trabalhava na companhia de estrada de ferro, mas minha função não era mexer com telégrafo, mas com um instrumento que se chama estafe – um aparelho de comunicação da Fepasa (Ferrovias Paulistas S.A.). Trabalhei 10 anos neste serviço e lá em Guardinha a gente morava na estação. Eu fazia a liberação dos trens na ferrovia. O que vinha de Ribeirão era de passageiros e o que vinha de Guardinha era de cargas. Tenho saudades deste período e meus filhos têm muito orgulho de falar que são de Guardinha. Na época só tinha um telefone no distrito e um na estação aqui em Paraíso. As pessoas se comunicavam e mandavam recados aos seus familiares pela estação do trem. Depois que você saiu da Fepasa, foi trabalhar com o quê? Quando a Fepasa foi privatizada, eu optei pelo PDV (Plano de Demissão Voluntária). Nesse período, eu tentei alguns negócios, mas não obtive êxito. Eu estava desempregado, tinha comprado uma casa e eu me lembro de que, para sustentar minha família – e falo isso com muito orgulho mesmo, eu prestei concurso na Prefeitura de Jardinópolis, passei, e fui trabalhar como gari, coletor de lixo, mesmo com toda a formação teológica e acadêmica que eu já possuía. As pessoas que me conheciam, achavam até estranho, mas aquele serviço para mim, eu fazia com muito orgulho. Fiquei uns dois anos nessa função. Depois a mesma Prefeitura realizou outro concurso, eu prestei novamente e passei. Fui trabalhar na área de epidemiologia. Após um tempo, eu fui convidado pela minha igreja para atuar no campo, na região de Fernandópolis. Então eu pedi exoneração da Prefeitura e fui com minha família para lá, região de Votuporanga, São José do Rio Preto, Araçatuba, Jales. Servi nesta região cuidando, levantando e fortalecendo igrejas. Como as nossas famílias eram de Paraíso, nós sentimos a vontade de voltar para a terra natal. Chegamos aqui em 2005 e, no começo, tivemos o respaldo financeiro do ministério da igreja. Aqui eu não ia pastorear, mas a obra me deu este respaldo. Mesmo assim, eu procurei um serviço e arrumei no antigo posto Carro Limpo (na Avenida Zezé Amaral), do meu amigo Paulo Roberto de Oliveira, a quem eu tenho grande carinho. Trabalhei no caixa e abastecia os carros. Neste período, saiu um concurso na Prefeitura de Paraíso. Prestei e obtive êxito, passei e hoje sou Agente Administrativo. Minha filha e minha esposa trabalham na confecção Nina Menina. Ela é costureira de roupa infantil. Meu filho trabalha na Prodoeste. E como foi a sua trajetória até chegar ao Instituto de Previdência dos Servidores Públicos Municipais (Inpar), ocupando hoje o cargo de presidente? Teve um dia que eu estava lá no refeitório do pátio municipal almoçando

O que o Rildo gosta de fazer nas suas horas de folga? Eu sou professor de escola bíblica dominical. Então eu amo dar aulas, tenho paixão por isso. Gosto de ler e jogar futebol. Sou médio volante e dos bons! Torço pelo tricolor paulista, o São Paulo. Aqui em Minas, eu torço pela Paraisense, mesmo não existindo time (risos).

e o colega Iracildo (baiano), chegou a mim, conversou e me perguntou se eu não queria colaborar com os servidores, participando da composição do conselho do Inpar. Eu não tinha muito conhecimento sobre como funcionava o instituto, pesquisei e disse que, se eles me dessem suporte, juntamente com a Prefeitura e o Sindicato, eu encarava o desafio. Aí teve a eleição e eu sucedi o Welington Bonacini de Carvalho, que fez um trabalho extraordinário na sua gestão. Parabenizo muito ele o Renato. Quando foi para eu assumir, eu precisava de alguém – um braço direito, e convidei a Laís Pimenta. Ela atendeu prontamente e já estamos no segundo mandato. Recentemente soltamos uma cartilha sobre a previdência, temos um site atuante, estamos na rede social e lidamos, em média, com 500 assegurados, entre aposentados, pensionistas e auxílio-doença. Estamos sempre buscando conhecimento, aprofundar o que sabemos, não só eu e a Laís, mas a Letícia, o Ruan, a Imaculada, que também trabalham aqui. O objetivo é que a previdência social seja saudável, com todos os cuidados e soluções que nos apresentam. No Inpar o nosso regime é o RPPS (Regime Próprio de Previdência Social), diferente do INSS que adota o RGPS (Regime Geral). Há “n” vantagens em se ter um instituto próprio de previdência, ele é a saída, e muitas cidades já estão adotando este modelo, que é incentivado, inclusive, pelo próprio Governo Federal, através do Ministério da Previdência, como forma de “desafogar” o INSS. Como a administração é local, o servidor tem mais acesso ao gestor, pode acompanhar de perto e saber onde está o dinheiro dele, descontado todos os meses na sua folha de pagamento. Quando se fala em aumento salarial, usa-se a Previdência Social como “desculpa” para não conceder um percentual maior, sob a alegação de que, tal gesto, vai “quebrar” os institutos. Afinal, isto procede ou é “conversa para boi dormir”? Olha, eles usam este termo de que, se der aumento, vai “quebrar” a previdência, isso no Regime Geral. O problema é que o INSS tem algumas dificuldades históricas. Quando se criou o antigo INPS, INAMPS – que viraram o INSS de hoje, e se começou a recolher dos funcionários o percentual de contribuição descontado em folha para o instituto, houve uma grande capitalização. Havia dinheiro a rodo. Demoraria uns 30, 40 anos para os primeiros contribuidores terem o direito à aposentadoria. O que foi feito desse montante de dinheiro que foi capitalizado durante todos esses anos? Alguns administradores começaram a usar para outras finalidades, aplicando em outras coisas... Hoje falta recurso! No caso do Inpar, havia uma dívida histórica e, no ano passado, o atual prefeito nos chamou para uma reunião, negociou esta dívida e quitou todas as dívidas de 2013. Além disso, a Prefeitura está repassando mensalmente ao instituto a parte patronal e os 11% que é descontado do servidor, de forma integral. Com isso, o Inpar voltou a respirar. Então eu vejo que, se houver boa vontade, cuidado administrativo, visão e seriedade, ter um instituto próprio é a melhor forma que existe. Quais os pontos positivos e negativos de se trabalhar neste ramo de atividade? O ponto positivo é que você passa a ver e a sentir o que acontece com a

pessoa depois que ela se aposenta. Parece que não, mas muda completamente a vida da pessoa, algumas perdem a sua identidade e você começa a despertar uma sensibilidade em relação a isso, passa a analisar a sua própria vida profissional de outra forma. Através da Secretaria Municipal de Saúde, o Inpar tem parceria muito forte com o CRAS (Centro de Referência da Assistência Social), com o CREAS (Centro de Referência Especializada da Assistência Social) para desenvolver essas sensibilidades com estas pessoas que se aposentam. Isto é muito gratificante. Aprendemos muito com essas pessoas, não só no aspecto de vida, como na questão humana também. A parte negativa é que a nossa legislação, principalmente a federal, às vezes por questões de segurança, não permitem que se faça mais para os segurados. Isso trava muito! Outro ponto que vejo como negativo é o período que temos para trabalhar. No nosso caso, apenas dois anos de mandato, permitindo uma reeleição. É um período curto. Quando você começa a fazer algo, terminou o mandato. O ideal seriam quatro anos, com direito à reeleição. Que futuro você espera para a previdência social como um todo? Que haja fortalecimento financeiro e patrimonial, com os gestores dando uma atenção mais intensificada ao instituto. É preciso que o instituto tenha lastro, “reserva de caixa”. Um exemplo: aquisição de imóveis, prédios, terrenos, fazendas... Isso são bases sólidas. Qualquer intempérie que der no aspecto financeiro, o instituto tem de onde tirar. Nos Estados Unidos, mais de 90% dos assegurados trabalham com o mercado de ações. Criou-se esta cultura lá. Aqui não temos esta visão de investimento. Pode-se aplicar apenas 5% do capital em renda variável. Se houver uma pessoa que acompanhe isso, o dinheiro pode render mais. Para o futuro da previdência social, eu espero mais investimentos. Rildo, e qual a sua participação no Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, o Sempre? Eu sou 2º secretário. Conforme disse no início, desde adolescente sempre gostei do movimento sindical, político, de lutar por melhorias. Tenho tentado contribuir e, cada um tem uma visão e uma maneira de trabalhar. Admiro a forma de trabalhar da presidente Rejane Tenório e dos demais companheiros que lá atuam. Ao longo de minha formação política, social e humana, eu opto muito pela diplomacia. É daí que você consegue os resultados. Tenho aprendido muito no Sindicato e hoje também faço parte de uma Federação sindical dos servidores públicos do Sul de Minas, abrangendo 146 cidades. Sou o vicepresidente. O Estado de Minas foi fatiado em 20 regiões. Nessa luta tenho lido bastante e procurado mostrar para os servidores o que é e qual o papel do Sindicato. No passado, o papel do Sindicato era panelaço, apitaço, greve e piquete. Hoje é um novo modelo. O Sindicato hoje é forte numa mesa de negociação. Aquele que estiver agarrado ao modelo antigo, está fadado a não conseguir grandes conquistas para a sua categoria. E como o Sindicato consegue isto? É colocando o seu pessoal em vários segmentos e setores, tendo força política, argumentação e conhecimento de causa. Em sua maioria, o gestor público não quer prejudicar os servidores. Cabe ao Sindicato levar os problemas relativos aos funcionários, mas, também, apresentar as saí-

das. Se o gestor não acatar, é outra questão! Eu sou a favor da produtividade no serviço público de forma ferrenha. Veja o exemplo da Polícia Militar no Estado de São Paulo. Os administradores passaram a pagar mais os PMs pela produtividade à medida que os índices de criminalidade foram caindo e isso não significa, necessariamente, só matar bandido, mas o trabalho de prevenção. Como se mensura a produtividade de um agente administrativo? Tem “n” maneiras, seja na saúde, na educação. Isso fará com que o funcionário ganhe mais, o serviço rende e o atendimento à população melhora. Nota-se que, desde jovem você possui uma veia política e militante. É filiado a algum partido político e já pensou em ser candidato nesta área? Eu estou filiado desde 2000 ao Partido dos Trabalhadores (PT) e sou secretário de finanças do partido. Minha formação política começou em Ribeirão Preto, através de palestras com o (Antônio) Palocci, Joana Garcia e muitos outros. Minha visão hoje é ampla, de grupo, de corpo, de todo. Eu estou filiado ao PT, mas tenho a humildade e a abertura de receber ajuda de qualquer outro partido. O objetivo é o bem-estar do País e não importa de qual bandeira partidária ele venha. Se a proposta é boa, temos que apoiar. E como você analisa, então, o nosso País politicamente, sendo administrado pelo PT e por uma mulher? Sim! O fato de ser administrado por uma mulher, eu vi um grande passo para o País, a mulher tendo oportunidade e espaço na política. A mulher tem uma visão diferenciada do homem e faz muitas coisas ao mesmo tempo. É bem verdade que, durante um período de governo do PT, o nosso País caminhou e avançou. Porém, pode, poderia e irá avançar mais! A base que o PT pegou foi do PSDB, foi do governo Fernando Henrique Cardoso. Eu não nego isso e temos que reconhecer que o progresso que o PT teve veio da contribuição do governo anterior. Hoje estamos caminhando para uma transição, uma mudança ou permanência de governabilidade. Em alguns aspectos, o País está numa situação confortável, mas a luz começou a ficar amarela. A inflação está aí, teremos Copa do Mundo agora, as Olimpíadas em 2016 e o que será feito destes estádios? Hoje a economia na construção civil está aquecida, o trem está bombando. Mas depois de 2016, como será? Na África do Sul muitos estádios estão abandonados. Aqui, investiu-se bilhões e vamos deixar tudo parado depois? Não! Temos que fazer diferente! Esses estádios têm que ser úteis após estes jogos, senão entraremos numa recessão em 2017, porque a economia vai desacelerar, os empregos irão diminuir... O que você espera dos futuros candidatos e dos eleitores nas próximas eleições? Eu espero que neste próximo pleito os eleitores olhem o Brasil não com uma bandeira partidária, isolada, mas olhar como um todo e ver o momento que estamos passando. Somos um País abençoado e temos tudo para nos tornar potência mundial. Não temos grandes intempéries da natureza, aqui o que se planta, dá. Quem serão os candidatos que poderão nos ajudar a ser potência? Temos que analisar o histórico de vida daquela

O que você gosta de comer, beber, ler, ver na televisão e tipo de filme? Gosto de filmes de ficção científica. Gosto de livros espiritualistas e não só evangélicos. Gosto de comer arroz com um ovinho frito bem molinho, macarronada e um frango caipira que a minha sogra faz. É show de bola! Gosto de beber suco natural de laranja, uva, limão. Na TV, gosto de assistir futebol e jornal. Dinheiro, saúde, amigos e sabedoria. Qual a ordem dessas palavras em sua vida e por quê? Sabedoria em primeiro, porque a tendo, você administra bem o seu dinheiro, cuida melhor da sua saúde e faz bons amigos. Depois, vem os amigos. Sou apaixonado em fazer amigos e gosto de conversar e até brigar com pessoas. Se eu ficasse isolado numa ilha, eu ficaria louco. Gosto de estar no meio do povo e aprender com as pessoas. Em terceiro, vem o dinheiro. Com ele, eu proporciono bem-estar aos meus amigos, à minha família e busco condições para ter mais sabedoria. Por fim, fica a saúde. Quais os pontos positivos e negativos do Rildo? Negativo, eu sou um pouco colérico. Às vezes eu estou calmo e, de repente, dá um “boom” e eu acabo falando o que não devo e escutando o que não quero. O ponto positivo, é que eu reconheço isso e peço perdão para as pessoas. Tenho coragem para isso. Demora um pouco, mas peço (risos). Pela sua formação teológica e sua atuação numa igreja, como é sua relação com Deus? Olha, Deus, na pessoa de Jesus Cristo, através do Espírito Santo, é a minha força motriz, a minha força para me movimentar. E se Ele te chamasse hoje para a outra vida, você estaria pronto, iria ou pediria mais um tempo? Olha, desde que na outra vida eu fosse para fazer alguma coisa, eu estaria pronto. O que eu temo é a transição. Não tenho medo da morte, mas do processo de morrer, se ele será doloroso ou não. A morte é uma viagem, passamos desta vida para outra. “No universo nada se perde, tudo e transforma”. Então, quando você se desintegra deste corpo, você deixa de existir desta forma e passa a existir de outra. O homem é composto de espírito, alma e corpo. O corpo volta ao pó, a alma e o espírito são imateriais, não morrem e continuam vivas em outras dimensões, com trabalhos a serem feitos noutros planos espirituais. Haverá um dia “novo Céu e nova Terra”. O que é isso? É um novo sistema de coisas. Passaremos por um processo, a ressurreição, com outra matéria, a primeira dada por Deus a Adão e Eva antes “da queda”, que as pessoas dão o nome de pecado. Este corpo que temos hoje, que envelhece e apodrece, está danificado, como se tivesse um vírus dentro de si. E o que Cristo veio fazer aqui? Veio para restaurar aquele processo a fim de voltarmos ao estado original daquele corpo, que é chamado ressurreição. O mesmo corpo de glória e incorruptível que Jesus se apresentou aos discípulos. Essa é a promessa de Deus para cada um de nós! O que você espera encontrar do outro lado da vida? Eu espero encontrar muitas respostas para as minhas muitas perguntas. Uma delas é porque nos dias de hoje há esta divisão religiosa no meio do povo. Todas as religiões querem o bem e buscam a Deus ou a um deus. Por que esta divisão? Será que Deus se agrada com isso? Será que Jesus morreu e derramou o seu sangue na cruz para isso? Eu creio que não!


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Fracasso ou sucesso “Sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. (Romanos 8.28) por Cilas Campos

Todas as coisas, grandes e pequenas, agradáveis e desagradáveis, bonitas e feias, oportunas e inoportunas cooperam conosco. Por que estou em dificuldades? Você usaria agradecer porque ficou doente, perdeu o emprego, ou um ente querido passou para a eternidade? Se todas as coisas cooperam para o bem como disse o texto bíblico acima, porque não consigo ver dessa forma? Vamos entender. O apóstolo Paulo foi o homem que mais sofreu pelo amor do Evangelho. Foi açoitado três vezes, apedrejado duas (ficou como morto), preso uma vez por pregar o evangelho e no fim foi decapitado. Ver a vida como viram esses homens, somente por fé. O evangelho dessa geração é um evangelho de vampiros, eles querem o melhor. Jesus nunca ofereceu isso. Pelo contrário, disse: “No mundo tereis aflição” (João 16.33). Se a fé produz ganho, quando os incautos não conseguem, eles dizem que faltou fé. Mas se a pessoa fez o que o pastor pediu, ela o fez porque cria. Temos que entender que enquanto estivermos nesse corpo, estaremos sujeitos às mesmas mazelas que a raça humana. Jesus,

nem o próprio Deus, nunca prometeram poupar, mas Ele nos prometeu: “vinde benditos do meu pai possuir por herança o reino que está preparado desde a fundação do mundo” (Mateus 25.34). Por isso nesse mundo, quando o fracasso chega em nossas vidas, se nos rendermos a ele, estaremos exterminados, pois de Deus não vem maldição ou mal nenhum, mas satanás está à espreita tirando proveito das mazelas que ele lançou sobre nós na desobediência no Éden. Já passei por situações em que as lágrimas não puderam ser contidas. A voz do choro pode ser ouvida. Mas, quando a voz embargada soou, foi para agradecer a Deus por mais uma luta e o meu espírito ficou em paz com o Pai da Eternidade, o Deus das luzes; onde não há dúvida nem sombra de variação, pois Ele não é Deus de dúvida. Tenho certeza que neste momento Ele chora conosco, ao saber que nossa fé tamanha não O amaldiçoa, mas O adora até mesmo nas adversidades. Na sua palavra Apocalíptica Ele diz: “todas as lágrimas serão enxugadas.” Um abraço, até a próxima semana.

cooperativa agropecuária paraisense ltda.

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BEBA LEITE

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JUSTIÇA VAMOS PARAR Do jeito que a coisa anda, o Poder Judiciário vai parar de funcionar, e com isso vai travar o funcionamento da nação. Além do excesso de trabalho, na justiça somos ainda vitimados por leis que não funcionam e por um governo enormemente demandista, em todas as suas esferas de poder e unidades da federação. Eu, por exemplo, presido mais de oito mil processos, o que é desumano, mas infelizmente não é Renato Zouain um recorde. Tenho colegas à frente de cerca de quinze a vinte mil processos. Um assombro. Acham que um juiz assoberbado dessa maneira consegue estudar, consegue caprichar na hora de decidir a vida das pessoas? Claro que não. E o nosso maior cliente não é o Zé povão, mas os governos. Municípios, Estados, União e suas autarquias simplesmente não cumprem a lei, de maneira teimosa, forçando as pessoas a ingressarem na justiça para fazer valer seus direitos. Só na base da porrada se respeita o que é do outro, judicializou-se tudo. Do fornecimento de água potável ao matadouro de animais, da patente de medicamentos ao simples acidente de trânsito sem vítimas. Tudo acaba nos fóruns e cortes de justiça do país. Um país assim pode funcionar? LEIS FURADAS A falta de efetividade na aplicação da justiça gera enorme descrédito perante a população. Por isto é que o Poder Judiciário é tão desprestigiado pelas pessoas, de um modo geral. Não porque juízes sejam corruptos, ou porque não trabalham, ou porque são injustos. Mas simplesmente porque não funcionam, não resolvem os problemas que lhes são submetidos à análise e julgamento. E não são eficientes porque a legislação não fornece meios adequados e suficientes para pacificar a sociedade, o que é o fim maior do Direito. Tanto na justiça penal, quanto na civil, o que possuímos são meros paliativos que, a título de resolver os graves problemas sociais em que nos vemos imiscuídos, na verdade apenas saciam provisoriamente nossa sede de justiça. Nossa legislação criminal é horrorosa, incoerente, ridícula. Não vou nem falar de nosso Código Penal que está em vigor desde 1940. Um sistema judiciário que pune com prisão um ladrão de galinhas e que, de forma contraditória, aplica prestação de serviços comunitários a um traficante, não pode mesmo dar certo, não é mesmo? Mas é na justiça civil é que se encontra o grande gargalo da justiça brasileira. É na hora de fazer o nosso direito virar dinheiro é que se verifica como estamos anos luz de distância de um país com leis eficientes. As pessoas não respeitam o que é do outro e encontram nas leis ineficientes um berço para o calote, de forma que os processos se tornam intermináveis e as vitórias, além de demoradas, costumam ser inúteis, algo tristemente corriqueiro e deflagrado por uma legislação que não permite que se tome o salário, o carro ou a casa do devedor, para pagamento de suas dívidas. Por aqui, só a pensão alimentícia é paga, porque o devedor vai preso se não o fizer. Ainda. O PROCESSO ELETRÔNICO Não adianta falarmos mal daquilo que não podemos resolver. Problemas aí estão para que ao menos se tente solucioná-los. É pensando nisso que a justiça brasileira busca incessantemente tornar mais céleres os processos, o que pode aumentar a credibilidade do combalido Poder Judiciário. Um passo importante nesse caminho é a criação do processo eletrônico, existente já como protótipo em alguns estados e em tribunais superiores. Além de evitar papelada, poupam-se árvores, e é ecologicamente correto substituir papel e tinta de impressora por bits e bytes de computador. O mais importante é que o processo fica realmente mais rápido, com o acesso on line das partes, advogados e promotores aos despachos judiciais em tempo real. Foram criados sistemas de certificação digital, chaves e assinaturas eletrônicas para viabilizar a autenticação das peças do processo, tudo visando economia de tempo e dinheiro. Ainda não se sabe quando teremos em todas as comarcas do Brasil o processo eletrônico, mas já é um bom começo ingressar na era digital, ainda que de maneira lenta, tímida e defasada. Renato Zupo, Juiz de Direito na comarca de Araxá, e Escritor.

ACCa AGRADECIMENTO A Associação de Combate ao Câncer – ACCa agradece a Empresa Nova Paraíso Empreendimentos Ltda, Auto Eletropare, Mateus Mandioca, SINDITAP, Guilherme Som, Italian Buffet, Coral Itumbiara, Distrive, Duzani Lingerie, Roberto da Farmácia, Leonardo Leonel, Telefoto, Flavio Luiz de Souza, Eliane Aparecida Delmindo, Imperial Presentes, Adriana Trufas, João Roberto e Heleninha, Ouro Verde Tênis Clube, TV Sudoeste, Jornal Sudoeste, a todas as Rádios, Marcos da Moto Ambulante, Chácara Cezarino, Diretoria da ACCa e Voluntários, ao público em geral que prestigiaram o grandioso Show de prêmios em Prol da ACCa, dia 10 de abril no Ouro Verde Tênis Clube. Att. Diretoria da ACCa.

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DESMITIFICAÇÃO E/OU A INOCÊNCIA PERDIDA (*) Ely Vieitez Lisboa A pedidos, publico novamente esse texto, em homenagem a 21 de abril. Sempre me foi doloroso quando algum iconoclasta destruiu um mito que me encantou na infância ou na adolescência. Mineira, eu amava a figura de Tiradentes, com as barbas e os cabelos longos, a corda grossa no pescoço, o ar de homem bom, que lembrava muito o Cristo. Ele era meu herói, o líder da Inconfidência Mineira, o homem que lutou pela liberdade do Brasil, contra o jugo português. Vibrava com sua valentia, quase a ponto de sair de peito aberto a gritar com entusiasmo: “Libertas quae sera tamen”! Em uma aula trágica de História, no Colegial, o professor destruiu meu herói. Morreu sim, foi esquartejado, salgaram sua casa para que nada mais ali vingasse, mas ele era o mais pobre, o menos importante do movimento dos Inconfidentes. Como matar um Cláudio Manuel da Costa, ou o fidalgo imponente Tomás Antônio Gonzaga? Na Faculdade foi pior. Teses de pós-graduação punham em dúvida, mesmo sua morte trágica. Ele teria fugido para a África e escapado do castigo execrável. Decepcionada, infeliz, detestei a nova realidade. Depois foi durante uma visita às Cidades Históricas de Minas. A certa altura, o professor de Literatura Brasileira, que fazia o tour conosco, disse: “Daquela janela, Marília namorava o seu Dirceu, que residia logo acima...”. Todos os versos, as liras do livro “Marília de Dirceu” vieram-me à cabeça, a doçura, a pureza do grande amor dos dois personagens famosos. E o professor completou: “Marília, cujo nome, na verdade, era Maria Dorotéia, não amava Dirceu. Hoje ela seria chamada de “carreirista”, uma jovem quase adolescente, muito ambiciosa, atraída pela fortuna, fidalguia e pelo status de Gonzaga, o elegante português quarentão”. O professor tripudiou sobre minha tristeza. O nosso Dirceu também não a amava tanto assim. Logo que o movimento libertário foi descoberto pelos portugueses, o poeta escafedeu-se para a África, casou-se com mulher rica e analfabeta... A vida desbotou, ficou mais feia, víboras da dúvida picaram-me o coração, envenenando-o. Com certeza, Romeu e Julieta não morreram jovens, pelo seu amor impossível, Abelardo não foi castrado, Heloísa nunca entrou para o convento. D. Pedro arrancou mesmo leoninamente os corações dos assassinos de sua adorada Inês de Castro, a que depois de morta foi rainha? Dante amou a vida toda sua Beatriz, vista de relance em uma janela? Não morreu Fedra de amor, pelo seu Hipólito? Orfeu desceu aos infernos e resgatou Eurídice da morte? Um mar de dúvidas. Tudo ficção. Lições falsas de beleza para que se engula a realidade insulsa, insípida, tediosa. Uma lástima. Um pesadelo. De repente, a incerteza virou a maldita Hidra de Lerna, com suas cabeças hiantes. E o Cristo? Quantas versões surgirão ainda sobre a figura amada, tão carismática? Alicerçando-se nessa hipótese, escritores modernos têm publicado best-sellers com versões esdrúxulas sobre o chamado Messias. Infeliz, com a alma cabisbaixa, argumentei com meus botões: Não seremos nós mitos, heróis da ficção de Deus? E quando o Diabo nos desmascarar, com sua sarcástica lucidez? O que sobrará da magnífica Criação? (*) Ely Vieitez Lisboa é escritora. E-mail: elyvieitez@uol.com.br


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Escolhendo o cardápio para recepção. Para bem receber os convidados o cardápio deve ser escolhido pensando neles. É comum anfitriões fazerem as escolhas de acordo com seu próprio paladar. Mais comum ainda é na recepção, pouco comerem. Assim o melhor é pensar na diversidade de seus convidados. Se as entradas forem pratos mais sofisticados, pode-se optar por uma mesa de frios que ofereça itens mais comuns. É preciso levar em consideração o clima da época da recepção, evitando alimentos pesados no verão e muito leves no inverno. A comida de boteco, modismo atual, pode não agradar a todos os convidados, alguns itens mais leves como saladas e mousses com torradas devem ser agregados. Para o jantar, uma carne vermelha, uma carne branca e uma massa sem carne é uma boa opção. Os doces também devem ser escolhidos de forma a agradar a todos. Não é necessária grande variedade, bastando até seis tipos, porém bem diversos, como um item com fruta natural, outro com castanhas, outro com frutas secas e não esquecendo dos doces tradicionais que sempre fazem sucesso. O bolo tradicional, às vezes deixado de lado, ainda é procurado pelos convidados e se bem servido, fará muito sucesso. É importante que façam a degustação caso não conheçam o produto. Uma mesa de café mais elaborada e farta na saída, com tortas, bolo da vovó, lascas de laranja e limão, pãozinho de queijo, gotinhas de chocolate e um café fresco, quente e gostoso fecharão com chave de ouro o cardápio.

CARLA FERREIRA RODRIGUES, filha de Adriene e Carlos Henrique, irmã de Túlio, completa 7 anos neste sábado. Parabéns.

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RG Eventos Assessoria e Cerimonial

Horóscopo Semanal ÁRIES A semana começa influenciada pela Lua Cheia nos últimos graus de Libra, que chega acompanhada de um eclipse, indicando que seus relacionamentos permanecem mobilizados e continuarão sendo testados nos próximos meses. As tensões continuam, apesar dessa fase lunar não ser atingida. Marte, Urano, Mercúrio e Plutão continuam trazendo as mudanças necessárias à sua vida pessoal e profissional, no entanto, todas envolvendo tensões. Plutão e Júpiter fazem um ótimo aspecto com Vênus, mostrando a necessidade de transformar sentimentos de maneira branda. TOURO A semana começa influenciada pela Lua Cheia nos últimos graus de Libra, que vai movimentar seus planos de trabalho. Um projeto que ainda não deu certo pode começar a mostrar alguns resultados. Apesar dessa fase lunar não chegar pressionada, a tensão das duas últimas semanas continua. Essa fase lunar chega acompanhada de um eclipse que promete algumas mudanças no setor nos próximos dois anos aproximadamente. Marte, Urano, Mercúrio e Plutão prometem manter a tensão existente durante toda semana e sua saúde deve ser cuidada e preservada. Mantenha exercícios e uma dieta saudável. GÊMEOS A semana começa sob a influência da Lua Cheia nos últimos graus de Libra, que vai movimentar sua vida amorosa. Um romance que vem sendo desenhado pelo Universo há muito tempo pode começar, enfim, a florescer dentro e fora de você. Seu coração começa a se abrir para uma nova possibilidade. Essa fase lunar chega acompanhada de um eclipse, o que é mais um indicativo de que essas mudanças surgirão nos próximos meses ou anos. Vênus recebe ótimas vibrações de Plutão e Júpiter, indicando mudanças interessantes e positivas em sua carreira. CÂNCER A semana começa influenciada pela Lua Cheia nos últimos graus de Libra, movimentando sua vida doméstica e seus relacionamentos em família. O momento continua bastante tenso e promete mudanças efetivas para os próximos meses ou anos, pois essa fase lunar chega acompanhada de um eclipse. É possível que você mude de casa, de cidade ou mesmo de país, mas certamente suas emoções mais profundas serão mobilizadas. Vênus recebe ótimas vibrações de Plutão e Júpiter, prometendo mudanças positivas em seus projetos futuros, especialmente os que envolvem viagens e pessoas estrangeiras. LEÃO A semana começa influenciada pela Lua Cheia nos últimos graus de Libra, que vai trazer alguns benefícios em contatos feitos com empresas e um possível fechamento de contrato. Se você trabalha com a comunicação, moda, vendas ou publicidade, pode esperar por maiores benefícios. Essa fase lunar chega acompanhada de um eclipse que promete mudanças nos próximos meses ou anos em tudo o que diz respeito à comunicação. A semana continua tensa com alguns acontecimentos bastante difíceis e os nervos à flor da pele. Vênus continua em Peixes e recebe ótimas vibrações de Plutão e Júpiter, prometendo mudanças importantes em questões que envolvem sociedade e grandes somas de dinheiro. VIRGEM A semana começa influenciada pela Lua Cheia nos últimos graus de Libra, melhorando questões relacionadas às suas finanças. As tensões continuam no setor, no entanto, algo pode acontecer e ajudar no andamento de negócios que envolvam maiores ganhos. Um eclipse chega junto com essa fase lunar, prometendo mudanças no setor nos próximos meses ou mesmo anos. Não gaste além da conta e não se envolva em investimentos de risco. O perigo de perdas ainda persiste. Vênus faz um ótimo aspecto com Plutão e Júpiter, indicando mudanças positivas em seus relacionamentos pessoais e profissionais. LIBRA A semana começa influenciada pela Lua Cheia nos últimos graus de seu signo, indicando um novo movimento em todos os setores de sua vida. Essa fase lunar chega acompanhada de um eclipse que, certamente, trará mudanças importantes nos próximos meses ou mesmo anos. Essas mudanças serão efetivas e determinantes de uma nova fase de vida. A tensão ainda permanece durante toda a semana e algumas mudanças também continuam a acontecer, especialmente em seus relacionamentos. Vênus recebe ótimas vibrações de Plutão e Júpiter, prometendo mudanças positivas em seus projetos de trabalho. ESCORPIÃO A semana começa influenciada pela Lua Cheia nos últimos graus de Libra, indicando momentos de reclusão e indisposição para enfrentar os problemas da vida e os compromissos sociais. Você estará mais fechado e introspectivo e tentará evitar ao máximo pessoas e situações desconhecidas e complicadas. Um eclipse chega junto dessa fase lunar, prometendo mudanças emocionais profundas e necessidade de isolamento nos próximos meses. Cuide de sua saúde, que pode estar comprometida diante da tensão que ainda continua esta semana. Vênus recebe ótimas vibrações de Plutão e Júpiter, indicando mudanças importantes e positivas em seus romances. SAGITÁRIO A semana começa influenciada pela Lua Cheia nos últimos graus de Libra, que promete movimentar seus contatos sociais e seus projetos em equipe ou de trabalho social. Projetos relacionados com a internet também podem ser positivamente movimentados, assim como as amizades. O amor também pode chegar para sagitarianos solitários nos próximos meses ou mesmo anos. Essa fase lunar vem acompanhada de um eclipse que promete todas as mudanças citadas. Vênus continua em Peixes e recebe ótimas vibrações de Plutão e Júpiter, indicando mudanças positivas em sua vida doméstica e nos relacionamentos em família. CAPRICÓRNIO A semana começa sob a influência da Lua Cheia nos últimos graus de Libra, movimentando seus planos de carreira e projetos profissionais. O momento promete resultados positivos de investidas realizadas nas duas semanas anteriores, apesar da tensão que continua forte e direta durante toda semana. Essa fase lunar chega acompanhada de um eclipse que promete mudanças no setor nos próximos meses ou mesmo anos. Vênus continua em Peixes e recebe ótimas vibrações de Plutão e Júpiter, prometendo mudanças importantes e positivas na comunicação e em acordos e negociações. AQUÁRIO A semana começa influenciada pela Lua Cheia nos últimos graus de Libra, movimentando seus projetos futuros, especialmente os que envolvem viagens e contatos com pessoas e empresas estrangeiras. Essa fase lunar chega acompanhada de um eclipse, indicando mudanças importantes no setor nos próximos meses ou mesmo anos. Sua fé será reavaliada e sua filosofia de vida pode mudar radicalmente. Vênus continua no signo de Peixes e recebe ótimas vibrações de Plutão e Júpiter, prometendo mudanças positivas em sua vida financeira e investimentos. No entanto, esta semana continua tensa e você deve ser o mais racional possível. PEIXES A semana começa influenciada pela Lua Cheia nos últimos graus de Libra, que vai trazer mudanças importantes em questões que envolvem suas emoções mais profundas, mas também as que envolvem suas finanças, especialmente as compartilhadas com sócios e parceiros. Caso esteja envolvido em um projeto que trará aumento de seus rendimentos, os resultados começam a surgir. Essa fase lunar vem acompanhada de um eclipse que promete mudanças efetivas no setor nos próximos meses ou mesmo anos. Vênus continua em seu signo e recebe ótimas vibrações de Plutão e Júpiter, indicando mudanças positivas em todos os setores de sua vida.

Rafael Stefani Duarte Rezende completa sete anos no dia 24. Filho de Sheila Stefani Duarte Rezende e Dr. Ricardo Rezende.

Marília

Dia 18 os “parabéns a você” foram para o secretário municipal de Segurança, Transporte, Trânsito e Defesa Civil, Ronaldo Antônio Bernardes. O empresário, advogado e vereador Walker Américo Oliveira aniversaria neste sábado (19). Dia 21, Bárbara Zumerle Saullo Vasconcelos, João Antonio Bonacini Oliveira. Dia 23 Nyvea Moura Almeida. Jamal Regina e Joseph Nasser mudam de idade neste domingo, dia 20. Filhos da professora Elaine Novais Nasser e Michel Nasser. Ana Flor Pádua Martins filha da jornalista Ana Paula Horta, assessora de comunicação da Câmara Municipal de Paraíso “assopra velinhas” dia 26. O Valdir Donizete do Prado, que junto à sua esposa Lourdinha e a filha Maira comemorou natalício, dia 16. A analista educacional, Mirian Sandes Diniz, esposa do repórter Ralph Diniz recebe cumprimentos, sábado dia 19.

A cada dia que passa nos orgulhamos mais de você! Agora, além de filha, irmã, tia, amiga, professora, assessora pedagógica e escritora é também, Mestre (A)! Parabéns pela garra, determinação e pela defesa – com mérito - do mestrado. A sua paixão pelo conhecimento e a incansável busca pelo saber nos enche de orgulho. Receba os cumprimentos de sua família que tanto a ama: Mamãe Maura, suas irmãs – Josimara e Meire – e sobrinha, Maria Clara.

ANIVERSARIANTES Dia 12 Rosilda Duarte, Wagner Giubilei, Norma da Silva Machado, Carmelina Svarick. Dia 13, Suzanne Bícego Villas Boas. Dia 14 Renan Jorge Preto. Dia 16 Neusa Amaral. Dia 17 Dra. Silvana Marques, o jornalista Luiz Fernando Souza. Dia 18 Agnaldo Silva Dia 19 Pompílio Bastos Libório, Luciano Tadeu Vilela, Dr. Gilberto José de Miranda Almeida, Carla Ferreira Rodrigues, Manoela Marcolini filha do ex-prefeito Waldir Marcolini e Cecília. Dia 20 Cinthia Caetano Vasco, Gustavo Borges.

RECEITAS DO GUARI Coelho a Caçador Ingredientes 2 coelhos picados 1 copo de vinho branco seco 1 kg de batata miúda 3 folhas de louro 300 gr. presunto 300 gr. ervilhas 300 gr. azeitonas 300 gr. milho verde 300 gr. champion 300 gr. palmito 2 pimentões picados 2 cebolas picadas (fazer vinagrete) Cheiro verde. Preparo: Tempere os coelhos de um dia para o outro com alho, cebola, pimentão. Na hora de assar, faça vinagrete com pimentão picadinho, cebola, cheiro verde, e o vinho, e coloque em cima do coelho. A batata deve ser cozida com casca. Coloca-las na assadeira com o coelho. Assar por duas horas, até que o coelho fique dourado. Acompanha: arroz branco soltinho, salada de rúcula. Colocar o milho, ervilha, presunto para decorar a travessa com arroz.


Jornal do Sudoeste

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Psicoletrando Ciclo vai... Ciclo vem...

Josimara Neves, psicóloga e escritora (CRP-04/37147) Marília Neves, professora e escritora Contato: psicoletrandojm2013@gmail.com

As pessoas acostumadas a planejar a própria rotina (embora existam acontecimentos que fujam aos esquemas simulados) tendem a organizar sua vida em períodos. Estes, por sua vez, conjugam objetivos delineados, estratégias eleitas para a conclusão das metas e as ações propriamente ditas. Após a realização das ações, advém a avaliação: “consegui alcançar tudo o que queria?” “Como se desenrolou o passo a passo das ações?” Nesse sentido, costumamos dizer que um ciclo se foi e outro virá. • Mas, o que significam realmente os ciclos? • Por que temos de passar por vários ciclos em nossa existência? • Existe uma quantidade estipulada de ciclos para os seres humanos? • Como se processa a relação do ser humano com os ciclos pelos quais passa? Essas indagações perpassam a mente daqueles que já conseguem fazer uma autoanálise, que são capazes de refletir com maturidade sobre os atos cometidos a fim de corrigir os possíveis erros e procurar avançar nas esferas que julgarem necessárias. Indivíduos assim tendem a progredir individual, moral, intelectual e profissionalmente, pois aceitam com naturalidade a ideia de que todos somos bons em determinados quesitos — os quais requerem aprimoramento constante — e deficientes em outros — que merecem acuidade, trabalho e concentração de energia para que não nos atrapalhem a conquistar o que almejamos. Comparemo-nos, então, aos peregrinos: primeiro escolhem o trajeto que irão fazer; traçam o mapa demarcando o caminho que irão percorrer; estudam detalhadamente como farão a travessia: as possíveis dificuldades, os contratempos; treinam fisicamente (condicionamento físico), além de toda a preparação psicológica, afinal, não é simples participar de uma aventura dessa natureza. Sob esse prisma, nossa vida nada mais é do que uma escolha permanente de qual trajeto percorrer. Sendo avenida ou estrada, percalços surgirão, e nos caberá driblá-los, contorná-los, não deixando que se sobreponham aos nossos intentos. Nesse ínterim, fundamental que planejemos de fato o que desejamos, que visualizemos com precisão as nossa vontades e que optemos por uma “avenida” ou “ estrada”, ou seja, como fazer acontecer o que desejamos. Articulados os elementos que compõem as nossas ações, chegam os resultados, mostrando-nos que é hora de avançar e seguir adiante ou retomar o que, porventura, não tenha transcorrido conforme o planejado. Nisso, ciclos vão e outros vêm... E é preciso que vão, pois o passado nos dá pistas de como fazer o presente; é preciso que venham, porque, dependendo da análise do ontem, construímos o hoje para termos um futuro de fracasso ou sucesso. Portanto, importante se torna que as questões elencadas sejam trabalhadas com as nossas crianças, com os nossos jovens, com os familiares, amigos, colegas, posto que a evolução da humanidade inicia-se com nós mesmos. Quando escolhemos olhar o mundo mediante uma perspectiva realista, conscientes de que somos os sujeitos do nosso fazer, sem nos colocarmos na posição de “vítimas do destino”, “os esquecidos de Deus”, “os coitadinhos”, contribuímos para o progresso da sociedade a qual compomos. Pensar é preciso. Agir é necessário. Mas ser capaz de julgar os próprios pensamentos e as ações com discernimento é tarefa para pessoas maduras. Marília Neves Josimara Neves

São Sebastião do Paraíso-MG e Região 19 de Abril de 2014

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