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22 de Fevereiro de 2014 | edição 711

Paraíso pode hospedar envolvidos na Copa do Mundo FOTOS: Reprodução Por Heloisa Rocha Aguieiras

Uma comitiva de 30 pessoas vai dia 26 de fevereiro à França para levar material fornecido pelas cidades interessadas em sediar os turistas daquele país para a Copa do Mundo 2014, que acontece de junho a 13 de julho, no Brasil. Paraíso encaminhará material de áudio visual em francês, mostrando o que a cidade tem a oferecer aos turistas internacionais. Houve um encontro no dia 15 de fevereiro passado

com algumas empresas de Paraíso que são voltadas para exportação e também estâncias, como o Hotel Fazenda Leão de Judá, Lobo da Montanha, Hotel Fazenda Termópolis, Pousada Água Azul, Covidien, Gonçalves Sales, Peneira Alta, Cooparaiso e Nova América, que mostraram total interesse nesta parceria. A diretora municipal de Cultura e Turismo, Cinira Mumic Ribeiro, disse que desde o início dessa gestão, Paraíso está buscando estreitar parceria com o Estado de São

Reunião regional em Ribeirão Preto do Projeto Copa do Mundo 2014

Paulo, mais precisamente Ribeirão Preto, através do programa “Sudoeste Integra”, com o objetivo de atrair turismo para a cidade, aproveitando o momento da Copa. “Como Ribeirão Preto será a cidade sede da delegação francesa e deve receber 15 mil turistas, há um grande interesse em acomodar estes turistas em cidades num raio de 200 quilômetros e Paraíso possui atrativos turísticos, gastronômicos, folclóricos - culturais, para que este turista não saia da região”, explicou. Cinira informou que Paraíso lidera as intenções para travar essa parceria, desde que participou do encontro, quando representantes de outras 94 cidades também estiveram presentes. O próximo passo é participar, nos dias 8, 9, 10 e 11 de

anielson Campos secretario de Turismo de São Paulo defende união dos municípos em prol do turismo regional

abril, em Ribeirão, da feira de turismo e negócios com o intuito de vender o que a cidade tem de melhor. Cada município terá seu estande para expor sua produção local. A feira, nos mesmos moldes, se repetirá durante a Copa do Mundo. “Essa atitude prática é fundamental para movimentar as cidades vizinhas para essa grande oportunidade de exposição da produção regional durante a Copa do Mundo”, disse César Vilela, do Setur-SP. Cinira garantiu que vai envolver o que a cidade tem de melhor. “Vamos montar um roteiro turístico com empresas de exportação de café fazendo parte do Circuito das Montanhas Cafeeiras e leite, como por exemplo, a Gonçalves Sales, Cooparaiso, Peneira Alta, Nova América e outras. Vamos realizar o Festival de

Café com Leite, que terá passeio turístico em duas importantes fazendas de café e leite e um jogo de futebol das estrelas na Arena Olímpica”, disse. Tudo isso será uma realização da Secretaria Municipal de Esporte, Lazer, Cultura e Turismo. “Estamos abrindo processo seletivo para a contratação de um Turismólogo, que vai fazer todo o trabalho direcionado ao turismo, como o levantamento turístico de Paraíso, instalação de posto de informação turística, treinamento para bares, hotéis e restaurantes, roteiros e guias. Todas as empresas envolvidas neste projeto também terão sua contrapartida, cada uma irá se estruturar e se adequar às melhorias”, disse Cinira.

Bruno Félix se apresenta em reunião da APC

O músico paraisense Bruno Félix foi o convidado da Academia Paraisense de Cultura (APC) para a reunião realizada no auditório da Escola Estadual Benedito Ferreira Calafiori (Ditão), gentilmente cedido pelo diretor Alípio

Mumic Filho, quarta, dia 19. Bruno falou sobre o CD “Nothing but the Blues” e videoclipe “Blues do Cidadão” recentemente lançados por ele. Acompanhado por Guilherme Lataro Pedroso (baixo), Daniel Santos (bateria),

seus parceiros do Voodoo Kings, o guitarrista levou ao vivo algumas faixas do CD. Além do presidente da APC, Alexandre Cavalero Dias e acadêmicos, estavam presentes alunos do “terceirão” daquela escola.

Em reconhecimento ao talento e atividades artísticoculturais desenvolvidas por Bruno Félix, a APC lhe outorgou Diploma de Honra ao Mérito, entregue pela musicista, acadêmica Mírian Lauria Mantovani.


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VII Festa do Carro de Boi em Jacuí Fotos Otoil Ferreira

A Praça Presidente Vargas de Jacuí foi palco de mais uma grande Festa do Carro de Boi. O evento foi organizado pela Associação dos Carreiros de Jacuí e Prefeitura com o apoio da Câmara de Vereadores, Sindicato Rural de Jacuí, Polícia Militar, Fazenda Baquião, Cia. Arnaldo Gomes, Copasa e Rádio Jacuí FM. A VII festa do Carro de Boi aconteceu nos dias 15 e 16.

No sábado dia 15, às 15h iniciou-se a chegada dos carreiros, às 19h o jantar e às 20h o show com a dupla sertaneja Guido e Germano. No domingo, dia 16 às 11h foi servido o almoço para os carreiros e visitantes onde estavam presentes mais de duas mil pessoas e às 12h30 iniciou o desfile com a presença de 55 carros de bois de Jacuí e região, que percorreram as ruas da cidade até a Praça Presidente Vargas, onde foram

recebidos pelos organizadores do evento e autoridades presentes. A locução foi de Tidi Carreiro e a cobertura do evento foi feita pela TV Record, TV Sul, Nilva Vídeo Produções, Jornal do Sudoeste, Jornal Correio Mineiro e Jornal Tribuna do Povo. A comissão organizadora agradece a presença de todos e em especial aos carreiros pelo espetáculo proporcionado.

por Gérson Peres Batista

Entrevista ao site P4R

e-mail: sergi.magalhaes@bol.com.br SERGIO MAGALHÃES

– Parte 1 – A seguir entrevista concedida pelo professor paraisense Gérson Perse Batista (foto) ao site www.p4r.com.br, do enxadrista Eduardo Esber de Itajubá/MG. 1- Conte sobre como iniciou seu contato com o jogo de Xadrez e relacione seus principais títulos conquistados. A iniciação ao Xadrez foi em 1989, através de dois amigos (Jairo Sérgio Castro Vasconcelos e Valtercides Batista de Freitas Silva) do Banco do Brasil, agência de Cássia/MG, que era a empresa que eu trabalhava à época. As regras e noções elementares foram obtidas através deles, com indicação de literatura específica. Já em São Sebastião do Paraíso tive o apoio do grande amigo Joel Cintra Borges para continuar progredindo no xadrez. Principais títulos: Campeonato Mineiro Absoluto (campeão em 1994, 1997, 1998 e 2004 – vice em 1993, 2000, 2001 e 2011), Campeonato Mineiro de Jovens (campeão em 1994, 1995, 1996 e 1997), Campeonato Mineiro Juvenil (campeão em 1993), Jogos do Interior de Minas – JIMI (campeão pela equipe de São Sebastião do Paraíso em 1992, 1994, 1996, 2001, 2002, 2003 e 2008), Campeonato Mineiro do Interior (campeão em 2008) e Campeonato Paulista do Interior (campeão em 2006). 2- Você aprendeu a jogar Xadrez em 1989 e em 1994 tornou-se campeão mineiro absoluto, tendo sido vice em 1993? Como explica isso, levando-se em conta o tão curto espaço de tempo entre sua iniciação e esse grande título? Comecei o Xadrez já mais velho (16 anos de idade) então tive que ter muita determinação no estudo e prática da modalidade para acelerar meu desenvolvimento técnico. Joguei todos os torneios que me foram possíveis e estudei teoria de Xadrez nos momentos livres, desde os autores clássico aos modernos. O título de campeão mineiro absoluto de 1994 veio com muito esforço, pois ficaram empatados três jogadores em primeiro lugar com cinco pontos nas seis rodadas no evento disputado pelo sistema suíço e o regulamento previa um mini-torneio adicional para apontar o campeão, com ida e volta. Conquistei o título no início do ano seguinte enfrentando os fortes MFs João Bosco Amado Ladeira e Luiz Alexandre de Souza Gomes no então templo do Xadrez mineiro, o histórico Clube de Xadrez de Belo Horizonte – hoje com suas atividades encerradas. Empatei uma partida e ganhei outra com cada jogador. O estadual absoluto de 1993 fiquei em segundo lugar também invicto, ao fazer cinco pontos em seis partidas. Os empates foram com Eduardo Eugênio Chaves Moura e o MI Wellington Carlos Rocha, que só empatou uma partida e ficou com o título. 3- Atualmente, o seu trabalho é voltado exclusivamente para a área enxadrística? Quais são as atividades que desenvolve nesse segmento? O Clube de Xadrez Online (CXOL), que criei em 1º de junho de 2000, é uma empresa que tem três setores: edição, aulas e loja. A divisão de trabalho é feita por três pessoas. Eu cuido das aulas, Matheus Peres da edição e Valquiria Aguiar da loja. Somos todos funcionários do CXOL, cada qual cumprindo suas funções nos seus setores e assessorando nos demais. Lido com alunos com foco em competição e/ou recreação e também com outros professores que estão interessados em potencializar seu trabalho como instrutor (Xadrez pedagógico) ou treinador (Xadrez competitivo).

Xadrez Educa

Sofrendo com o motor Divulgação

Prof. Gérson Peres Batista Fora do ambiente online faço arbitragens, dou simultâneas, ministro palestras e cursos. Esses, geralmente em parceria com a Federação Mineira de Xadrez. Já a atividade como jogador fiz minha despedida dos tabuleiros em 2012 ao participar do Continental das Américas em Mar de Plata (Argentina). Depois de 23 anos disputando torneios (estive em cerca de 600 deles) era o momento de tocar outros projetos na área de xadrez. 4- Para um jogador que esteja iniciando ou para um que deseja melhorar seu nível de jogo, existe algum passo a passo que deva ser seguido? Qual seria a receita para um jogador se desenvolver no jogo de Xadrez? Leciono desde 1992 e ao longo destes anos desenvolvi um método de treinamento que chamo de “os seis pilares da evolução enxadrística”. Se o aluno tem conhecimento de abertura, meio-jogo, final, tática, estratégia e análise (com foco no cálculo), toda posição que o adversário lhe impuser ele terá subsídios teóricos para iniciar um processo lógico de raciocínio para a tomada de decisão. Assim, com os alunos iniciantes forneço conceitos destes seis pilares para evoluírem como um todo o nível técnico deles. Se é um jogador do nível intermediário ou avançado, então faço testes com ele nos seis pilares. Onde houver deficiência corrigiremos e onde apresentar bom desempenho potencializaremos aquele pilar. Em termos de material didático sugiro livros, programas e sites para auxiliar no progresso do aluno. Monto uma pasta para cada aluno, como um dossiê. Ali reúno o conteúdo das aulas (toda aula é gravada e os alunos recebem o PGN do que estudou para quando desejar rever), partidas que jogaram nos torneios, quais textos já passei para ler, baterias de exercícios que fizeram, repertório de aberturas de cada um, etc. Assim, não repito conteúdo e nem deixo de abordar assuntos relevantes para a evolução. No mais é ter paciência e aguardar o jogo do aluno amadurecer para aparecerem os bons resultados nos torneios.

A Renault, quem diria, pioneira em lançar o primeiro motor turbo na Fórmula 1 em 1977, hoje é a que mais sofre com a volta dos propulsores turboalimentados. Na primeira sessão de testes de pré-temporada, em Jerez de la Frontera, os carros equipados com os motores franceses, Red Bull, Toro Rosso e Caterham deram apenas 151 voltas contra 900 dos times empurrados pelos Mercedes – McLaren, Williams, Force India e o próprio time da montadora alemã. A Lotus, também empurrada pela unidade de potência da Renault, não participou dos testes na pista espanhola, mas quando fez seu shakdown (treino de reconhecimento), antes de completar os 100 km permitidos pelo regulamento parou na pista diversas vezes até encerrar as atividades com o motor quebrado. Até numa filmagem promocional da Toro Rosso, na Itália, não pode ser concluída porque o propulsor francês não aguentou. A situação é preocupante na medida em que o campeonato se aproxima, dia 16 de março, na Austrália. As 11 equipes estão encerrando hoje, no Bahrein, a segunda sessão de testes de coletivos. Na sequência haverá quatro dias de intervalo e já na próxima quinta-feira elas fazem a última bateria de quatro dias de testes, também no Bahrein, e depois os carros só voltam à pista no primeiro treino livre de sexta-feira para o GP da Austrália. A Renault admite atraso de três semanas no seu cronograma de desenvolvimento dos motores em relação às concorrentes Mercedes e Ferrari e já fala até em pedir autorização a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) para modificar o projeto e seu motor por falta de confiabilidade. Os fornecedores têm até o próximo dia 28 para mexer nas configurações. A partir de 1º de março vários componentes vitais terão o desenvolvimento congelado não poderão mais ser modificados até 2020. Em 1977 a Renault lançou o primeiro motor turbo na Fórmula 1 e a primeira vitória só veio dois anos mais tarde com o francês JeanPierre Jabouille no GP da França, em DijonPrenois, numa corrida histórica marcada pelo duelo antológico entre Renê Arnoux (Renault) e Gilles Villeneuve (Ferrari) pelo segundo lugar. Depois de várias trocas de posições e toques roda a roda, Villeneuve cruzou em 2º com Arnoux em 3º. Até o final dos anos 1970 os motores aspirados dominaram a Fórmula 1 e quando a idealização da Renault parecia pôr fim à su-

Milagres da engenharia. Observe o tamanho do motor Renault-Turbo de 1980 com o minúsculo propulsor deste ano acoplado com dois sistemas de reaproveitamento de energia

premacia dos propulsores aspirados eles ganharam sobrevida com a introdução dos carros-asa criados por Colin Chapman. A falta de potência em relação ao turbo era compensada pela eficiência aerodinâmica do efeito-solo que tornaram os carros extremamente velozes em curvas. O primeiro motor turbo a vencer um campeonato só aconteceria em 1983 com a BMW que empurrava a Brabham de Nelson Piquet. Por coincidência, outro brasileiro, Ayrton Senna, seria o último campeão da era turbo, em 1988 com a McLaren-Honda. Este ano a Fórmula 1 volta aos motores turbo, mas com um propósito bem diferente do que predominou de 77 a 88. Agora eles terão que ser mais econômicos, menos poluentes e acoplados a dois complexos sistemas de reaproveitamento de energia dissipadas pelo calor das frenagens e dos gases do escapamento. E é nesta equação que engloba potência x refrigeração que a Renault mais tem sofrido nesta pré-temporada. BLOCO DE NOTAS >> A Fórmula 1 está perto de voltar a ter uma mulher piloto. Simona de Silvestro, suíça de 24 anos com boa passagem pela FIndy está sendo preparada pela Sauber para ser titular em 2015. >> Petrobras e Williams assinaram contrato de parceria técnica e a partir de 2015 a petrolífera brasileira será fornecedora de combustíveis para a equipe inglesa. >> FIA autoriza pilotos comemorar vitórias na Fórmula 1 fazendo “zerinhos”, como Vettel fez ano passado.


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Eurípedes Potenciano

“Um marceneiro que transforma a madeira em arte”

Entrevista concedida a Adriano Rosa

Das mãos calejadas pelas farpas da madeira, que antes faziam e consertavam móveis, hoje saem belas peças decorativas, em miniatura, que já estão fazendo sucesso fora dos limites paraisenses. Ele considera este ofício uma arte e, de fato, o é! Desde pequeno atuando no ramo, conheça a seguir um pouco mais de Eurípedes Potenciano, casado, pai de três filhas, avô e que faz deste “hobby” uma atividade para não ficar parado. Sr. Eurípedes, onde nasceu e como foi a sua infância? Eu sou natural de Guardinha, distrito de São Sebastião do Paraíso. Nasci no dia 17 de janeiro de 1942. Estou com 72 anos. Minha infância lá foi só quando eu era pequeno, porque, depois, meu pai mudou-se para Goiás. Ficamos morando lá uns quatro anos, quando voltamos e viemos morar na cidade. Minha família é composta de 11 irmãos, mas só estão vivos eu e minha irmã, que mora na Mocoquinha. Outra irmã faleceu há poucos anos. Os demais morreram quando anda eram criança... Meu pai, Francisco Potenciano de Souza, já falecido, foi funcionário público, trabalhou na Prefeitura aqui de Paraíso, chegou a ser fiscal do (antigo) matadouro e fiscal de água, na época do prefeito Geraldo Froes. Depois ele se transferiu para o D.E.R (Departamento de Estradas e Rodagem), aonde ele se aposentou. Minha mãe, também já falecida, Maria de Paula Rezende, era do lar. E sua adolescência e período escolar? Como foram? A minha adolescência eu vivi aqui em Paraíso, onde também estudei. Comecei o 1º ano de grupo numa escola particular, depois fui para uma escola estadual, o Noraldino Lima. Tenho apenas o ensino fundamental incompleto. Não cheguei a me formar. Eu decidi abandonar os estudos e seguir a profissão de marceneiro. E como o senhor começou, então, nesta profissão? Eu comecei como ajudante. Tinha uma empresa, Móveis Triângulo, que ficava perto da Praça de Esportes Castelo Branco. Depois que eu aprendi, passei a trabalhar no “Zé Grande”, onde fiquei por

sete anos. Aí eu me casei com Maria Salete Potenciano, da família Bícego, e fui transferido para São Paulo. Fui tentar a sorte lá, na mesma profissão. Trabalhei um tempo como empregado e, depois, montei meu próprio negócio, uma marcenaria onde eu trabalhava por conta própria. Graças a Deus ocorreu tudo bem. Lá nasceram minhas duas primeiras filhas. Tenho três, a Vânia, que é diretora na escola Noraldino Lima; a Vanise, professora na mesma escola; e a Vanessa, que mora em Ribeirão Preto. Já tenho três netos e o quarto está a caminho! Aí depois eu vendi a minha parte na empresa em São Paulo e voltei para Paraíso, onde estou até hoje desde 1977, sempre mexendo com marcenaria. A madeira eu compro em Ribeirão Preto, de uma empresa onde sou cliente há muitos anos. Na época da marcenaria, cheguei a ter bastante funcionários que me ajudavam na fabricação ou restauração dos móveis. Hoje não quero mais. É apenas eu e minha esposa, que me auxilia na colagem dos artesanatos. Eu faço os cortes e ela cola e, os produtos que fabrico – a maioria por encomenda, são mais por hobby. A maior parte dos clientes é aqui da cidade, mas o meu produto já está ficando bastante conhecido fora daqui também! Certo! E este hobby do senhor, em fabricar pequenos objetos decorativos, teve início quando? Eu trouxe algumas inovações na marcenaria aqui na cidade, trabalhei para várias pessoas e o artesanato surgiu depois que eu me aposentei. Realmente, é um hobby que eu tenho para não ficar parado. Não tem nenhum fim lucrativo como era antigamente, quando eu só mexia com móveis. O que eu ganho é apenas um

peça. Se você usa algo inferior, pode ter dor de cabeça e aí o cliente não vai aceitar a mercadoria porque não ficou perfeita. Então você tem que usar material de primeira qualidade. Quais os seus planos para o futuro, Sr. Eurípedes? (risos). Ah... Eu quero é continuar trabalhando enquanto tiver forças! Vou continuar neste ramo até o dia em que Deus quiser me levar. Dificilmente esta profissão de marceneiro e artesão como eu sou vai entrar nos descendentes de minha família. Minhas filhas e netos dificilmente vão seguir a minha profissão. Pode ser que, algum dia, algum deles resolva seguir, mas, atualmente, não tem nenhum. rendimento a mais. Eu utilizo na fabricação dos produtos o MDF, que é um tipo de madeira adaptada. Tenho muitos clientes e os pedidos são feitos conforme eles pedem. Procuro sempre atender o gosto deles. Cerca de 60% do que faço são encomendas para festas de aniversário, casamentos, presentes em datas comemorativas, como dia das mães, dos pais... Já fiz um poço artesiano, uma roda gigante que ficou muito bonita, mas, o produto mais trabalhoso que fiz, foi um castelo. Tive muito orgulho em fazê-lo devido aos detalhes da obra. Puseram na internet e até a televisão fez reportagem comigo. Eu vendi este castelo por menos de R$ 400,00 sem acabamento, como pintura, por exemplo. Cobrei só o material e a mão de obra. Mas eu sei que, mesmo cru, ele valia bem mais. O problema é que o trabalho do artesão sempre fica lá embaixo. Para o nosso trabalho ser mais valorizado, a gente tem que estar no comércio, participando de eventos, feiras... Se deixar só

na mão do artesão, é fato comprovado, as pessoas não dão valor. Veja, por exemplo, estes grandes pintores, como (Pablo) Picasso, (Vincent) Van Gogh... As obras deles só foram valorizadas depois que eles morreram. Esta é a realidade do artesão... Já que o senhor tocou nesta questão, eu lhe pergunto: quais os pontos positivos e negativos de se atuar neste ramo de negócio? O positivo é que você trabalha sempre com inovação, nunca é o mesmo tipo de serviço e, com isso, você está sempre desenvolvendo a criatividade. O negativo não tem muito. Depende, em alguns casos, dos produtos que você usa para fazer aquela

O que o senhor gosta de fazer em suas horas de folga? O meu lazer aos sábados e domingos é ir para a chácara que temos lá no condomínio Campo Alegre. E o que o senhor gosta de comer, beber, ouvir e ver na televisão? Eu como de tudo, o que tiver no dia a dia, não tenho um prato específico. Na televisão, gosto dos programas de esporte e assistir aos jogos de futebol do meu time, o Corinthians (risos). Gosto de ouvir música sertaneja raiz, bem elaborada, aí eu admiro. Agora estas de hoje, que eles chamam de “universitário”, comigo não tem vez. O sertanejo de hoje não está com nada!

Quais são as suas principais qualidades e defeitos? Eu procuro trabalhar. O meu dia a dia é com os meus compromissos de trabalho. Considero isto uma qualidade. Agora, defeito, eu sou nervoso demais. Qualquer coisa eu me altero, mas não guardo rancor de nada. Dinheiro, saúde, sabedoria e amigos. Qual a ordem destas palavras em sua vida? A saúde em primeiro lugar porque ela é tudo. Se você tiver saúde, você tem sabedoria, dinheiro e amigos. Se você não tiver saúde, você não tem nada disso. Como é a sua relação com Deus? Eu sou católico, mas não sou muito de ir à igreja! Mas converso com Deus todos os dias, nas minhas orações aqui em casa. Só não gosto muito de ir à missa... Se Ele te chamasse hoje para o outro lado da vida, o senhor estaria pronto, iria ou pediria mais um tempo? Esta decisão está nas mãos Dele mesmo. O dia que Ele achar que deve me levar, eu estarei pronto! O que o senhor espera encontrar do outro lado da vida? Uma vida melhor que a de hoje, aqui. Segundo ouvimos falar, a vida lá é melhor que aqui, então, eu espero, quando chegar lá, encontrar uma vida melhor...


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JUSTIÇA PERDAS Uma das consequências da gente envelhecer é ir frequentando mais velórios do que batizados. Enterramos nossos amigos e entes queridos até que sejamos enterrados por eles. Na semana que passou perdi dois grandes amigos, pessoas que muito admirei durante estes meus quase dez anos em Araxá. Foram pessoRenato Zouain as que ao longo de sua profícua vida tiveram o dom de angariar admiradores por onde passaram, privilégio que certamente não terei dadas as polêmicas que crio. Primeiro se foi o bom Edmur Rios, uma das primeiras amizades que fiz nas terras de Dona Beja. Como pessoa era um fidalgo, e como pai de família era um exemplar modelo para sua mulher e filhos. Depois, perdi (perdemos) Atanagildo Cortes, o mago da mídia em Araxá, pessoa que muito me orientou e me iluminou durante o período de tempo em que tive a honra de conviver com ele e de privar de sua amizade. Ambos os amigos que se foram possuíam traços indeléveis e em comum: sabiam fazer amigos como ninguém e formaram famílias lindas, que dá gosto de ver. Agora devem estar bem pertinho de Deus, ajudando a nos velar. Saudades eternas. O DR. HOUSE E A RELIGIÃO O Dr. House de Araxá é ateu, se é que vocês não sabem. Discutimos muito religião, sempre em altíssimo nível e como convém a dois grandes amigos que somos, mas nunca conseguimos nos entender quando o assunto é Deus. Não que eu seja um carola religioso, muito antes pelo contrário, mas não consigo entender um mundo sem algum significado metafísico, sem um sentido da vida, e já tive experiências transcendentais que me provaram a existência de uma força divina e boa que olha por nós lá de cima. Nada, todavia, convence ao Dr. House de Araxá, que se sai com algumas pérolas costumeiras quando o assunto é sua descrença em qualquer coisa que não seja científica e palpável. Como médico que é, diz já ter passado muita raiva: “Renato, a gente se esforça para salvar o paciente e, quando conseguimos, vêm os parentes dizer que foi obra de Deus. E se o sujeito morresse? Iriam por a culpa em Deus, também?” O Dr. House também não suporta as teorias de que aqui estamos na Terra para pagar pecados de outras vidas, que é como os espíritas entendem nosso mundo. E arremata: “Se Deus é o cara dos caras, porque não faz um cursinho lá no céu pra alma aprender, sem necessidade dela voltar reencarnada?” Eis aí a questão, amigo leitor: a pessoa é melhor ou pior conforme acredite ou não nas mesmas crenças que a gente, ou é tudo uma questão de ponto de vista que não influencia no julgamento de nossas almas pelo Criador? Acredito piamente que a Divindade nos dá livre arbítrio, e ao fazê-lo obviamente nos permite pensar e ver o mundo conforme nossas próprias opiniões. JAIR BOLSONARO No momento em que escrevo estas linhas me encontro em Brasília lançando cá na Capital Federal meu romance “Verdugo”. Fui aqui muito bem ciceroneado pelo grande amigo e Deputado Araceli de Paula que me apresentou ao colega e também deputado Jair Bolsonaro, pessoa que muito admiro e que é uma voz corajosa na Câmara dos Deputados, muito menos solitária do que se pensa. Pessoalmente, é um sujeito bastante aberto e simpático, sem papas na língua e nem estrelismos. Ao me conhecer, nós que temos outro amigo em comum, o Coronel reformado Lício Maciel, Bolsonaro foi incisivo em dizer que quem ainda pensa nesse país precisa se unir e impedir que a bandalheira acabe por destruir a nação, manchando a bandeira e impedindo a governabilidade da República, características (segundo ele) alimentadas pela atual presidente da República. Mas não está pessimista, muito antes pelo contrário. Lembrou-me que antes, durante o regime militar, militantes comunistas assaltavam bancos. Agora, “apenas” os depredam em passeatas. As coisas, então, estão melhorando um pouquinho... Boa sorte, Capitão Bolsonaro. Renato Zupo, Juiz de Direito na comarca de Araxá.

Agradecimento

ACCa

A Associação de Combate ao Câncer – ACCa agradece a todas as pessoas que contribuíram para que as crianças , adolescentes e acompanhantes atendidos na ACCa, tivessem um dia maravilhoso de lazer no Hotel Termópolis.

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CILADAS DO AMOR (*) Ely Vieitez Lisboa O Amor é um sentimento complexo. Só os seres humanos o conhecem, mas ele sempre surpreende. Cantado em poemas e canções, desde tempos imemoriais, ele continua fascinando. A Lírica de Camões tem poemas sobre o Amor, famosos há séculos e sempre atuais. Ele diz sobre os paradoxos desse sentimento que atrai e amedronta: “Tanto do meu estado me acho incerto, / Que em vivo ardor tremendo estou de frio, / Sem causa justamente choro e rio, / O mundo todo abarco e nada aperto.” Os Amantes têm tudo e nada, experimentam glória e perdição. Eu mesma, em um poema, com o título Antissentimento, tento deslindar esse sentimento misterioso, onde, paradoxalmente, afirmo que quem conhece o Amor acaba por experimentar céus e infernos, perda da paz, felicidade e medo, alegrias e dúvidas, insegurança. Os Amantes são seres privilegiados, porém o prêmio que devera ser alegria, tem alto preço: “ Só nostalgia, amargura, a dor dos assinalados em desgraça./ Dos mortos na dúvida,/ Sufocamento sem fim / Porque o epílogo fatal, / Prova sempre, efêmero e falaz, / Que o amante sorve o veneno / Todavia não morre do mal”. Por que introdução tão longa? Afinal, como diz o título, eu só queria narrar duas histórias verídicas sobre o tema e em ambas reina o inesperado, uma trama sem autor, intrigante. Vamos aos fatos. Nosso herói se casara com uma moça inteligente, séria, sensata, que lhe deu uma bela filha. Mas algo o incomodava: a esposa não era muito bonita. Mas ele também não. Depois de alguns anos, começaram a se desentender, veio o divórcio. Aborrecido, nosso herói prometeu a si mesmo: quando se casasse de novo, seria com uma mulher bela, linda. Queria acordar feliz e realizado, olhar ao lado e ver uma deusa de

beleza, uma perfeição. Afinal ele conseguiu encontrar sua eleita. Ela era uma obra-prima da Natureza. Ora, felicidade tem seu preço. E às vezes muito alto... A nova esposa gastava muito, em tolices, roupas, sapatos, perfumes importados, joias. Um poço sem fim. Ele suportava tudo, encantado com a mulher divinal, belíssima, que dormia com ele, todas as noites. Ela exagerou. Começou a gastar com sua família, que era numerosa: dentista para os irmãos, Colégio para as irmãs, planos de saúde para o pai, a mãe e a récua toda. Ele se desesperou, vendo todo seu dinheiro escorrer-lhe pelos dedos. Um dia ela o abandonou, deixando uma dívida imensa. Dez anos depois, nossa pobre vítima arcava ainda com inúmeras prestações, um pesadelo. Nunca mais ele se casou e não entendeu nunca a cilada do destino, o preço da concretização de seu sonho. O segundo caso tem também uma vítima, uma cilada do Amor. A prima miúda e insossa desfilava pela cidadezinha, apresentando o belo espanhol que viera da Galícia, para se casar com ela. Mostrava o moço lindo, magro, alto, de bastos cabelos meio ondulados e uns inacreditáveis olhos esverdeados, que às vezes eram meio cinzentos. Apresentou-o a todas as moças, menos para Lena. Também, ele não iria se interessar por aquela moça alta, pestanuda, de sobrancelhas cerradas, peitos volumosos e quadris grandes. Cidade pequena é uma ilha, onde todos se encontram. A prima apresentou Lena ao jovem espanhol. Olharam-se e o mistério aconteceu. Ele apanhou uma rosa vermelha no jardim ao lado, ofereceu a Lena, dizendo: Uma rosa à mais linda moça da Cidade. Ela corou e aceitou a prenda. Três meses depois casaram-se na pequena igreja da cidade mineira. (*) Ely Vieitez é escritora. E-mail: elyvieitez@uol.com.br

• JACUÍ •

Trabalho terapêutico no Asilo São Vicente de Paulo das atividades da vida diária física e mental, além de proporcionar um espaço para desenvolver atividades ocupacionais que beneficiam o corpo e a alma. Para os homens, o trabalho foi realizado com as técnicas do mosaico, onde cada um teve a oportunidade de usar a técnica (quebrando azulejos) e transformando os pedaços em arte. E para as mulheres, o trabalho foi usando as técnicas de pintura em tecidos, onde cada uma teve a oportunidade de escolher a imagem e as cores a serem usadas.

A terapeuta ocupacional Joyce Candiani Barros Dutra, juntamente com as atendentes, Karla Cristina Izidoro, Fisioterapeuta e Marlucy Tatiane de Lima, Psicóloga, do NASF (Núcleo de Apoio da Saúde da Família) iniciou um trabalho terapêutico voltado para atender aos internos do Lar dos Idosos São Vicente de Paulo de Jacuí. O objetivo é que busquem sua independência, resgate das ocupações

Conselho recebe veículo em Jacuí

No dia 18 de fevereiro de 2014 o Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente de Jacuí, recebeu oficialmente do prefeito David de Souza

Miranda, veículo FIAT, 1.6 modelo Palio Weekend, parte do Kit, recebido no dia 27 de dezembro de 2013 do deputado federal Geraldo Thadeu na

cidade de Poços de CaldasMG. O carro será de uso exclusivo do Conselho para ser utilizado nas visitas de rotina,

atendimento e denúncias na área urbana e rural, plantões e rondas noturnas em estabelecimentos comerciais e eventos do município.


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ANIVERSARIANTES Sábado, dia 22 Em Caçapava, o paraisense José Lauria. Dia 24 Tarik Ferreira Kourani, filho da artista plástica Jociene Ferreira e Nachat Kourani. Dia 25 Fernando Santana Rezende. Dia 26 José Roberto Saullo, José Francisco Oliveira (Zé Ico). Dia 28 o advogado Marcio Calafiori Rezende, Maria das Graças Hilário Bozelli. A violinista paraisense Rejane Dias foi aprovada e irá cursar o Conservatório de Tatuí, uma referência em nosso país e no exterior quando se fala em aperfeiçoamento musical. Sua amiga Juliana Carnevale a cumprimenta pela conquista do almejado curso. Heloisa dos Reis Caetano, comemora neste sábado dia 22 seu aniversário junto a familiares e amigos. Parabéns.

Topos de Bolo A diversidade de topos de bolos oferecida no mercado, proporciona aos noivos facilidade na escolha. Pode ser comparado ao vestido da noiva que dizem: “O vestido escolhe a noiva”, pois quando ela acha o seu, não há nenhuma dúvida. Se houver dúvida é porque ainda não encontrou o ideal. A escolha deve ser dos dois, lembrando que o topo do bolo representa o estilo dos noivos e da festa. Passa aos convidados um pouco da personalidade dos noivos e a dedicação destes aos detalhes da recepção. A opinião da decoradora deve ser levada em conta para que o topo componha a decoração da mesa e não destoe do estilo do evento. Se optarem por artesanal, devem encomendar com tempo hábil, para possíveis reparos se necessário. Se industrializado, pesquisar bastante os preços, pois como tudo no mercado de casamentos tende a ser ofertado a valores exorbitantes. Se pretendem guardar como lembrança, a dica é procurar saber do fornecedor a durabilidade e o que pode ser feito para maior conservação. Caso não tenham uma equipe de assessoria, lembrem-se de delegar a alguém responsável, a retirada, embalagem e guarda do topo de bolo.

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RG Eventos Assessoria e Cerimonial

Horóscopo Semanal ÁRIES A semana começa ainda influenciada pela Lua Cheia em Leão, que chegou pressionada por Saturno exigindo mais responsabilidades no relacionamentos amorosos e com os filhos. A entrada do Sol em Peixes deixa você mais fechado e reflexivo. É o momento do ano que sua energia vital diminui e o astral pede maior cuidado com sua saúde. Seu campo de energia fica mais frágil e você predisposto a resfriados, viroses e gripes. No meio da semana a Lua entra em sua fase minguante em Escorpião e você deve cuidar ainda mais de você. Não se envolva em novos investimentos nos próximos dias. TOURO Vênus, seu regente, já caminha livre da pressão de Plutão e Urano e você sente uma melhora sensível em suas finanças e seus relacionamentos. A semana começa influenciada pela Lua Cheia em Leão, que trouxe maior responsabilidade em questões que envolvem sua casa e os relacionamentos em família. O Sol começa a caminhar através de Peixes e movimenta sua vida social, trazendo novas amizades à sua vida. a Lua entra em sua fase minguante em Escorpião e você sente que deve esperar para decisões que envolvem os relacionamentos. Não é hora de começar nada que envolva sociedades ou namoro. GÊMEOS A semana começa influenciada pela Lua Cheia em Leão, que chegou mais tensa pela pressão de Saturno, deixando você menos comunicativos. Uma viagem pode ser adiada ou trazer problemas. Vênus caminha livre de pressão e suas emoções agradecem. A sensação de perda que acompanhou você nas últimas semanas fica para trás. O Sol começa a caminhar através de Peixes e sua carreira é altamente beneficiada. O sucesso e maior visibilidade estarão presentes durante todo mês. A Lua entra na fase minguante em Escorpião e pede que você “puxe o freio” em seu dia a dia. Procure descansar. CÂNCER Vênus caminha livre da pressão de Plutão e Urano e seus relacionamentos ficam mais leves, depois de uma longa fase de dificuldades. A semana começa influenciada pela Lua Cheia, que chegou mais tensa em Leão, pedindo revisão e reorganização em suas finanças. Investimentos nesta fase, somente os mais tradicionais. O Sol começa a caminhar através de Peixes e seus projetos futuros, especialmente os que envolvem estudos, viagens e contatos com pessoas e empresas estrangeiras, ganham novo movimento. A Lua entra em sua fase minguante em Escorpião e sua energia vital pode diminuir. LEÃO A semana começa influenciada pela Lua Cheia em Leão, que chega exigindo responsabilidades em todos os setores de sua vida. Vênus já caminha livre da pressão de Plutão e Urano beneficiando as mudanças que já aconteceram em seu dia a dia, especialmente no de trabalho. Um projeto de trabalho flui com mais facilidade. A saúde pode ressentir, especialmente os ossos ou as articulações. O Sol começa a caminhar através de Peixes e você começa uma fase de aprofundamento emocional. O momento pede observação e reflexão, pois você se dá conta de muitas de suas necessidades emocionais. Lua em fase minguante no meio da semana em Escorpião faz você fecharse em copas. VIRGEM A semana começa influenciada por uma Lua Cheia em Leão que chega pressionada por Saturno, deixando você mais fechado, e aprofundando suas emoções. O momento é de reflexão e de deixar algumas coisas para trás. O Sol começa a caminhar através de Peixes e movimenta seus relacionamentos, tanto os pessoais quanto os profissionais. Sua vida social ganha também um novo colorido e novas amizades podem chegar à sua vida. Um namoro que vem sendo desenhado pelo Universo pode começar nas próximas quatro semanas. A Lua entra em sua fase minguante em Escorpião e a comunicação pode ser prejudicada. Você estará mais calado e fechado em suas emoções. LIBRA Vênus, seu regente, já caminha livre da pressão de Plutão e Urano, melhorando significativamente seus relacionamentos familiares e sua vida doméstica, que passaram por problemas e dificuldades nas últimas semanas. O Sol começa a caminhar através de Peixes e questões relacionadas à saúde e aos projetos de trabalho passam a ser o foco de seu dia a dia. Esta é uma ótima fase para fazer exames de rotina, mas espere até o dia primeiro de março. A Lua entra em sua fase minguante em Escorpião e decisões relacionadas às suas finanças, como contratos e investimentos, devem ser adiadas. ESCORPIÃO A semana começa influenciada pela Lua Cheia em Leão, que chega exigindo decisões responsáveis em sua carreira e vida profissional. Um projeto que deu muito trabalho pode ser concluído durante esta semana. O Sol começa a caminhar através de Peixes e você sente um novo movimento em seu coração. Um romance que vem sendo desenhado nas últimas semanas pode tornar-se mais sério. O relacionamento com os filhos também passa a ser seu foco durante esta semana. A Lua entra em sua fase minguante em seu signo e se puder, procure relaxar e descansar. De qualquer maneira, não é hora de começar nada. SAGITÁRIO A semana começa influenciada pela Lua Cheia em Leão, que chega pressionada por Saturno, fazendo você responsabilizar-se por projetos que envolvem viagens, estudos e contato com pessoas e empresas estrangeiras. O momento envolve questionamento da fé e menos otimismo. O Sol começa a caminhar através de Peixes e você se volta para questões que envolvem a família e sua vida doméstica. É possível que decida começar uma reforma ou mesmo mudar-se de casa. A Lua entra em sua fase minguante em Escorpião e você fica mais fechado e reflexivo. Algumas coisas começam a ficar para trás. CAPRICÓRNIO Vênus começa a caminhar livre da pressão de Plutão e Saturno e você sente grande alivio. Os problemas relacionados às finanças e aos relacionamentos que enfrentou nas últimas semanas começam a ficar para trás. Tudo flui com mais equilíbrio e tranquilidade a partir de agora. O Sol começa a caminhar através de Peixes e a comunicação e tudo o que diz respeito a ela é beneficiado. Reuniões de negócios, acordos, negociações, vendas, viagens e estudos são amplamente beneficiados neste período, que dura quatro semanas. A Lua entra em sua fase minguante em Escorpião e você se fecha. A vida social fica para depois. AQUÁRIO Vênus começa a caminhar sem a pressão de Plutão e Urano e você sente certo alivio e mais facilidade de decidir questões que envolvam seus sentimentos. O amor, que foi amplamente avaliado nas últimas semanas, flui com mais facilidade e menos peso. O Sol começa a caminhar através de Peixes e suas vidas material e financeira começam a ser movimentadas. O momento envolve acordos de negócios com aumento dos rendimentos. Caso esteja vendendo um imóvel, é possível que você consiga entre as próximas quatro semanas. A Lua entra em sua fase minguante em Escorpião e você não deve começar nenhum projeto relacionado à sua carreira. PEIXES O Sol entra em seu signo esta semana, no dia 19, movimentando sua vida e começando um novo ano astral. É hora de parar para refletir sobre seus projetos para este ano e começar a colocá-los em andamento. A semana começa influenciada pela Lua Cheia em Leão, que chegou pressionada por Saturno, que vai trazer mais intensidade no trabalho e exigir mais responsabilidade e organização. Sua saúde também pode ressentir e você sentir-se mais cansado durante estes dias. A Lua entra em sua fase minguante em Escorpião no meio da semana, e um projeto de viagem pode ser revisto ou adiado.

Larissa Comemora seu aniversário entre coleguinhas. Filha de Vasco Caetano e Renata, irmã de Camila, ela muda de idade nesta segunda dia 24.

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Psicoletrando Como você reagiria? Josimara Neves, psicóloga e escritora (CRP-04/37147) Marília Neves, professora e escritora Contato: psicoletrandojm2013@gmail.com

Quem nunca ouviu alguém dizer que criança não entende nada e, portanto, pode-se mencionar qualquer assunto perto dela? Grande engano! As crianças são sensíveis e compreendem mais do que julga a nossa vã filosofia. Por isso, deve-se evitar falar certas “coisas” na presença delas, principalmente quando quem fala não está preparado para explicar-lhes à medida que começam a indagar sobre o assunto. A criança comumente pega o sentido das coisas conforme a literalidade do que é dito, faz associações, questiona, é curiosa e não se preocupa com questões de aceitabilidade social: quando gosta, demonstra. Quando não gosta, é até rude em certas situações. Apresentaremos alguns exemplos para que o leitor imagine como agiria se estivesse diante de tal situação: SITUAÇÃO I: “— Mãe, a minha irmãzinha só toma banho quando a senhora bebe água?” Pergunta interessante essa, não? SITUAÇÃO II: Essa aconteceu conosco: “— Tia, por que os homens das novelas tiram a blusa quando chegam perto das mulheres?” Com cara de tacho, respondemos: “— Porque lá no lugar onde eles estão faz muito calor!” Sinceramente, naquele momento, foi o melhor que conseguimos responder em cinco segundos de elaboração. SITUAÇÃO III: Um garoto de cinco anos resolve “presentear” a babá com um desenho: “— Eu fiz pra você!” Ela olhou para o desenho, e o menino completou: “— É uma bosta, pois é isso que você merece: uma bostinha!” SITUAÇÃO IV: A criança atende ao telefone, e a mãe pede para dizer que não está. Imediatamente, pega o telefone e fala: “— A minha mãe pediu para dizer que não está!” PS: as crianças têm o dom de nos deixar em grandes “saias justas!” Baseado em tais situações, fica a dica: criança gosta de atenção, de ser correspondida em suas indagações, por isso, silenciar pode ser pior, responder de qualquer jeito pode suscitar mais dúvidas, ignorar não é a melhor solução, mandar calar a boca, mudar de assunto e punir não ajudará também. Dê-lhe atenção, tenha paciência, resposta com cuidado e, quando estiver diante de uma situação complexa, pense antes de responder. Caso não saiba como, diga que irá pensar um pouco e depois falará sobre o assunto. Que possamos aprender com as crianças a manifestarmos nossas emoções e exercermos livremente a nossa capacidade de expressão. E lembre-se: não as subestime, pois elas podem saber mais do que se pensa. Josimara Neves Precisamos olhar as crianças como indivíduos inteligentes, criativos, cheios de curiosidade e desejo de adentrar os misteriosos cômodos da casa chamada vida, afinal, elas possuem suas peculiaridades e merecem a nossa atenção. Marília Neves

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São Sebastião do Paraíso-MG e Região 22 de Fevereiro de 2014

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