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8 de Fevereiro de 2014 | edição 709


Jornal do Sudoeste

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São Sebastião do Paraíso-MG e Região 8 de Fevereiro de 2014

Uma rosa entre quatro paredes A segunda edição de “Mariana Marques Uma Rosa Entre Quatro Paredes”, autoria do acadêmico Luiz Ferreira Calafiori foi lançado em noite de autógrafos, sábado (1/2) no Teatro Municipal Sebastião Furlan, em sessão solene da Academia Paraisense de Cultura (APC), da qual o autor é membro. Foram prestadas homenagens, entregues exemplares a representantes de entidades e houve apresentações artísticas.

por Gérson Peres Batista e-mail: sergi.magalhaes@bol.com.br

Xadrez na Europa

SERGIO MAGALHÃES Facebook e CXOL

Primeiras impressões Xavi Bonilla

Yago Santiago de Moura (Recife) e Evandro Amorim Barbosa (São Sebastião do Paraíso) partem para temporada europeia de torneios

Está em São Sebastião do Paraíso o jovem mestre internacional Yago Santiago de Moura, de Recife/PE. O enxadrista se junta a outro jovem mestre internacional, Evandro Amorim Barbosa, e seguem no início da próxima semana para temporada europeia de torneios de xadrez. Os dois jogadores são as principais promessas do xadrez brasileiro da nova geração. Ambos já possuem norma de grande mestre e viajam à Europa em busca do título de GM. Yago Santiago, de 21 anos de idade, tem 2451 pontos no ranking internacional e uma norma de grande mestre. Evandro Barbosa também está com 21 anos, possui 2459 pontos no ranking internacional e duas normas de grande mestre. Para conquistarem o título máximo no xadrez precisam de três normas de grande mestre e atingir os 2500 pontos no ranking da Federação Internacional de Xadrez. Veja o roteiro de viagem dos dois talentos brasileiros com a programação dos três campeonato que jogarão: Áustria Internacional Casino Open Graz 2014 – Torneio A

Data: 14 a 21 de fevereiro Cidade: Graz Premiação: R$ 22 mil Formato: Suíço, em 9 rodadas França 13º Rochefort Chess Festival 2014 Data: 22 a 28 de fevereiro Cidade: Rochefort Premiação: R$ 23 mil Formato: Suíço, em 9 rodadas França 30° International Open de Capelle 2014. Data: 1 a 8 de março Cidade: Cappelle-la-Grande Premiação: R$ 100 mil Formato: Suíço, em 9 rodadas Partida A seguir partida entre Evandro Barbosa (brancas) e Yago Santiago (pretas) disputada na Final do 78º Campeonato Brasileiro Absoluto em Campinas/SP em 2011. 1.e4 c5 2.Cf3 d6 3.d4 cxd4 4.Cxd4 Cf6 5.Cc3 a6 6.Be3 e6 7.g4 h6 8.f4 e5 9.Cf5 Cc6 10.Df3 g6 11.0-0-0 gxf5 12.exf5 e4 13.Cxe4 Cxe4 14.Dxe4+ De7 15.Dd3 Bg7 16.Bd2 0-0 17.g5 hxg5 18.fxg5 De5 19.f6 Bf5 20.Dg3 Tfc8 21.Bc3 Cb4 22.Bxe5 Txc2+ 23.Rb1 Te2+ 24.Ra1 Cc2+ 25.Rb1 Ca3+ 26.Ra1 Cc2+ ½-½

Confiabilidade. Nunca este termo teve tanta importância na Fórmula 1 como agora com a introdução do motor turbo e dos dois complexos sistemas de reaproveitamento de energia entre várias outras mudanças de regulamento. E numa rápida comparação entre a primeira sessão de testes em Jerez de la Frontera, semana passada, com a do ano passado, com os mesmos quatro dias de atividades dá o tom da situação. 22 pilotos foram para a pista e a soma de todas as voltas foi de 1.470 contra 3.531 em 2013 com a mesma quantidade de pilotos andando. A explicação é simples. Os carros de 2013 eram apenas evoluções de modelos anteriores ao passo que os de 2014 nasceram a partir de uma folha em branco na prancheta de cada projetista. Nenhum parafuso foi aproveitado. Mas não é motivo de pânico. Estava previsto. Problemas técnicos são comuns em todos os novos projetos e não falta quem acredita que metade do grid não conseguirá completar as 58 voltas do GP da Austrália, dia 16 de março, na abertura do campeonato. O que chamou atenção na primeira bateria de testes da pré-temporada foram os (muitos) problemas enfrentados pela Red Bull, a maioria deles relacionados à falta de refrigeração da unidade de potência da Renault. Vale lembrar que os propulsores deste ano, acoplados aos dois sistemas de recuperação de energia estão sendo tratados de “unidade de potência” e não simplesmente “motores”. A Red Bull completou apenas 21 voltas – 11 de Vettel, 10 de Ricciardo) –, o equivalente a 92 km de distância, menos que a pequenina Marussia que só foi para a pista no terceiro dia e completou 30 voltas, 132 km. Os problemas não foram apenas da Red Bull. A Renault que equipa tanto a tetracampeã como a Toro Rosso e a Caterham foi a que mais sofreu com a refrigeração e consequentemente andou pouco, apenas 151 voltas contra 444 voltas do Ferrari (Ferrari, Sauber e Marussia) e 875 do Mercedes (Mercedes, McLaren, Williams e Force India). A Mercedes foi a equipe que mais tirou proveito na pista espanhola: 309 voltas – 188 de Nico Rosberg, 121 de Lewis Hamilton –, contra 251 da Ferrari, 245 da McLaren, 175 da Williams, 163 da Sauber, 146 da Force India, 76 da Caterham, 54 da Toro Rosso, e as 30 da Marussia e 21 da Red Bull. A Lotus preferiu concluir os trabalhos de fábrica e foi a única ausência em Jerez.

Red Bull parada na pista. A tetracampeã foi a que menos andou nos primeiros ensaios do modelo RB10

A melhor volta no acumulado dos quatro dias foi do estreante Kavin Magnussem, da McLaren, com 1min23s276, seguido por Felipe Massa (Williams) 1min23s700. Para efeito de comparação, a melhor volta no acumulado de 2013 foi de Felipe Massa, 1min17s879, com a Ferrari. Os carros de 2014 estão neste momento 5s397 mais lentos do que eram os de 2013 na pré-temporada, mas lembram da tal confiabilidade que citei lá no início? Pois é, o importante agora não é o melhor tempo, nem a velocidade, mas a quantidade de quilometragem acumulada. Isso vai fazer a diferença quando o campeonato começar. BLOCO DE NOTAS >> Os rumores ligando Ross Brawn a McLaren ou Williams foram desfeitos pelo próprio inglês que anunciou sua aposentadoria da Fórmula 1 e vai passar 2014 pescando. >> Lucas di Grassi vai disputar toda a temporada 2014 do Mundial de Endurance (WEC) pela Audi formando trio com o multicampeão Tom Kristensen e Loic Durval. >> Para quem pensa que a Fórmula 1 morreu com Ayrton Senna, um relatório da FIA aponta que o Brasil continua sendo o líder de audiência televisiva da categoria. Mesmo com queda de audiência, 77 milhões de brasileiros sintonizaram as transmissões da Globo e do Sportv em 2013. No mundo todo, 450 milhões de pessoas assistiram ao quarto título de Vettel, uma queda de 50 milhões em relação a 2012, que é atribuída ao domínio absoluto do alemão.


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Damaris Ferreira Araújo

“Superando obstáculos para vencer na vida” Esta baiana, que passou por terras paulistas e hoje reside em solo mineiro, é sinônimo de garra e determinação. Mãe e viúva muito jovem, criou, praticamente sozinha, seus quatro filhos: Ana Paula, Antony, Jonathan e Jeniffer. Já adulta, resolveu abrir os seus olhos para o mundo através da educação e, ao adquirir conhecimentos, mudou hábitos em sua vida, inclusive alimentares. À espera de um amor verdadeiro e fazendo deliciosas balas caramelizadas, conheça a seguir a jovem e sempre sorridente Damaris Araújo. Vamos começar falando de suas origens. Onde você nasceu e como foi a sua infância? Eu nasci na cidade de Cândido Sales, interior da Bahia, em 29 de agosto de 1968. Estou com 45 anos. Morei lá até os meus seis anos, quando minha mãe e meus quatro irmãos decidiram “tentar” a vida em São Paulo. Aí viemos morar em Sertãozinho, uma cidade onde tem mais indústria, corre mais dinheiro, onde se ganhava mais onde poderíamos mudar de vida. Meus irmãos ainda moram lá e são mais novos que eu. Eu não tive a oportunidade de estudar, nem na Bahia e nem em Sertãozinho. Minha mãe mexia com salgados, fazia bolo para festas e eu ajudava. Meu pai faleceu quando eu estava com 13 anos, mas ele ficou na Bahia, nem chegou a conhecer Sertãozinho. Ele e minha mãe haviam se separado... Assim que chegamos a Sertãozinho, logo minha mãe arrumou um emprego em São Paulo – capital, e foi para lá. Aí eu e meus irmãos viemos morar com nossos avós em Paraíso, na fazenda do Sr. Luiz Montaldi. Meus avós maternos já moravam aqui e foi onde eu conheci a cidade e gostei muito deste lugar. Depois de três anos, quando minha mãe retornou de São Paulo, nós voltamos para Sertãozinho, onde morei por 20 anos. Aí nesta época você já era mocinha, adolescente. Como foi este período? Curtiu muito? Não... Eu me casei muito nova, com 13 anos. Saí da casa de minha mãe e, infelizmente, alguns anos depois, quando eu estava com 19 anos, meu marido morreu afogado num rio lá em Sertãozinho. Ele tinha saído para pescar com uns amigos, bebeu além da conta e decidiu nadar num local que era proibido... Depois deste fato, passei a não achar mais graça naquela cidade e decidi vir morar aqui em Paraíso, um local mais calmo onde eu poderia criar meus dois primeiros filhos. Foi uma opção ótima porque, aqui, eu pude me divertir um pouco mais. Mas é atualmente que eu estou curtindo mais, pois os filhos já estão praticamente criados. Tive mais dois filhos e hoje tenho três netos. Não cheguei a me casar, mais pretendo um dia (risos)... E foi aqui em Paraíso que você tomou a decisão de estudar? Sim! Eu estava com 29 anos quando tomei esta decisão em minha vida. Até então, eu não sabia ler e nem escrever. Eu fiz as três primeiras séries e depois parei por um longo tempo devido a problemas da vida. Retornei aos estudos recentemente. Para mim tem sido muito importante. É a sensação mais gostosa do mundo, porque você passa a ver este mesmo mundo de outra maneira quando começa a ler a escrever. A pessoa analfabeta, está no escuro... Hoje eu já peguei o hábito de ler, adoro um livro, pego um, outro, leio em uma semana e, para mim, não tem coisa melhor. Eu leio bem mais do que escrevo, mas estou aprendendo, além de fazer contas e conhecer as outras matérias também. Enfim, tem sido uma experiência legal. Você começa a depender mais de si mesma e não das outras pessoas. Já teve época de eu entrar em um serviço e ter que pedir conta porque eu não sabia ler nenhuma receita. Hoje é diferente! Era algo que eu so-

Entrevista concedida a Adriano Rosa

nhava, mas as circunstâncias da minha vida, não me permitiam realizar este sonho. Sempre havia um obstáculo a ser superado. Eu aconselho a cada um que ainda não sabe ler e nem escrever, que procure uma escola para, depois, você dizer para si mesma: “eu tenho capacidade!”. E você incentivou seus filhos a estudarem? Eles seguiram o seu conselho? Sim, sempre incentivei muito, principalmente por eu não ter tido, até então, a oportunidade de estudar. Mas tudo na base da conversa e do diálogo! Levar para o lado da ignorância, bater e praticar violência não resolve. Você tem que sentar e bater um papo, sendo, além de mãe, muito amiga e companheira dos seus filhos, mas muito mesmo! Agindo assim, você vai longe! Eu conquistei isso com eles e consegui que todos os quatro estudassem. E hoje? Como você vê a sociedade no geral nesta questão educacional envolvendo pais e filhos? Ah, seria bom que eles vissem a minha vida como um exemplo. Muitos que tiveram filhos muito cedo, têm a sorte de conseguir o que eu consegui; outros não. As moças precisam pensar bem antes de ter um filho nos dias de hoje. Devem se prevenir e se cuidar. Filho é uma responsabilidade muito grande e, para sempre! Muda a sua vida completamente. Você precisa ter muita fibra, ser muito forte e guerreira, caso contrário, você não dá conta. E, muitos filhos não estão respeitando os seus pais... E como você analisa o papel da mulher em nossa sociedade? O papel da mulher é brilhante! Ela está acima de tudo. Eu acho que a mulher é guerreira! Eu gosto muito de me cuidar. Sou um pouco vaidosa. Hoje faço minha caminhada, porque é bom você praticar um esporte. Mas gosto também de uma baladinha. Andei parada uma época para “dar um tempo”. Mas, esta vida aqui é uma só e você tem que vivê-la da melhor maneira possível! E quando você veio morar em Paraíso, começou a trabalhar com o quê? Bom, quando eu vim para cá, como eu não conhecia muitas pessoas, eu fui trabalhar na roça. Foi o único meio de eu criar, naquela época, os meus dois primeiros filhos. À medida que fui conhecendo as pessoas, as portas foram se abrindo. Meu primeiro emprego, como doméstica, foi na casa do Vandier (Apollo Eletrônica). Depois de lá eu fui para a casa da Consuelo, que trabalhava no banco Bradesco. Fiquei quase um ano trabalhando no Lar Pedacinho do Céu, mas devido a uma queda que tive, machuquei a coluna, aí tive que sair. Atualmente eu sou cuidadora de idosos – olho uma senhora e, também, trabalho de forma autônoma. Nas horas vagas e nos finais de semana, eu faço balas caramelizadas e salgados para vender e para festas. Sou bem ativa, não gosto de ficar parada! Gosto de mexer com artesanato e, durante um tempo, expus meus trabalhos na Feira da Vila Formosa e em Guardinha. Quando tem alguma encomenda de arte, eu faço! É uma parte dentro de mim que gosto muito. Hoje posso dizer que sou uma pessoa realizada. Criei meus

filhos, tenho a minha casinha aqui no Rosentina, no mês de dezembro o meu segundo filho se formou em Ciências Contábeis – e isso, para mim, é uma grande conquista! Quero ir mais longe ainda. Estou tirando minha habilitação e, quem sabe, ao concluir meus estudos, não fazer também uma faculdade? No mundo em que estamos vivendo, é muito difícil a criação dos filhos. Muitos pais por aí, até em melhores situações financeiras que a gente, estão com dificuldades para criar e educar seus filhos, dando a eles uma formação por causa desta “guerra” das drogas que se espalhou pelo mundo todo... Quais os pontos positivos e negativos de se trabalhar de forma autônoma, como você está fazendo agora? Olha, eu comecei a mexer com estas balas já faz seis anos. Eu procuro sempre pensar positivo! Tudo que eu me proponho a fazer, eu sempre digo “que vai dar certo”. Acho que o primeiro passo é este! Às vezes você programa uma coisa e não dá certo, é outra coisa que acontece. Mas, independente de qualquer dificuldade, você deve sempre pensar positivo. É a forma que eu penso agora com as balas. Penso em progredir, aumentar a clientela. Mas, se amanhã ou depois não der certo, pelo menos eu tentei! Dificuldade na vida para mim é você não ter saúde, determinação, coragem, fé... Em meados de dezembro eu caí de novo. Dessa vez foi dentro do circular. Estou com um problema gravíssimo na coluna, mas não desisto diante destes obstáculos. Fui à escola, fiz minha matrícula e vou continuar os meus estudos. Quando dói muito, eu fico de pé na sala de aula. Dinheiro, sabedoria, saúde, amigos. Qual a ordem destas palavras em sua vida e por quê? Saúde (1º) e sabedoria (2º), para mim, estão nos primeiros lugares. Se você tiver saúde, você vai longe e faz tudo e, com sabedoria, mais ainda! Dinheiro (4º) é bom, mas não é tudo e amizade (3º) hoje em dia, é muito pouco. Os verdadeiros amigos são poucos, mas é muito importante ter amigos! Pena que você precise ficar com os olhos abertos... Está complicado confiar no ser humano. Mas, para mim, mesmo que seja um amigo falso ou um inimigo, eu estou do lado da pessoa. Eu costumo pagar a maldade que me fazem com o bem! Sempre fui assim e tive resultado bom agindo desta maneira. Você não pode levar tudo ao pé da letra, senão dá errado! Às vezes eu tenho uma decepção com uma pessoa que eu pensava ser amiga. Aí, ao invés de eu ficar com aquele ódio ou raiva da pessoa, eu oro, perdoo e envio fluídos e energias boas para ela. Tenho certeza que recebo o mesmo de volta por parte de Deus! Este ano teremos eleições. Como você analisa o nosso país politicamente, sendo governado por uma mulher e o que você espera de eleitores e candidatos? Eu acho que o nosso País não vai indo bem. O salário mínimo aumentou só um pouco, mas o preço das coisas subiu muito mais. Espero que os eleitores votem nos candidatos certos e que os candidatos, um dia, cumpram aquilo que falam e prometem nas campanhas. Depois que ganham, é

tudo a mesma coisa. Ninguém faz nada para uma vida e um mundo melhor. Só que não podemos desistir. É preciso continuar a ter fé. Quem sabe entra um lá que seja sincero e, depois de pedir votos, vá cumprir o que falar... O que você gosta de fazer nas suas horas de folga, Damaris, sem ser fazer as balas? Hoje eu gosto muito de ler, entrar numa estória. Em geral leio de tudo, mas, atualmente tenho apreciado muito os livros espíritas. As estórias se identificam muito com a minha vida, desde quando eu era criança, adolescente, até agora, na fase adulta. E o que você gosta de comer, ver na televisão e filmes? Eu não gosto muito de assistir televisão. Para mim, é perda de tempo. Acho que os programas de TV não estão muito saudáveis. Há muita falta de respeito e não tem nada de bom para oferecer aos jovens. Novela eu não gosto de assistir, mas, se for para alugar um filme bom, tipo comédia, romance e juntar a família, aí eu gosto e vejo. Já na parte de alimentação, nos últimos seis meses tenho mudado o meu modo de comer. Já tive época de não me preocupar com isso, não estar nem aí mesmo. Hoje não! Agora como muita verdura, faço as refeições na hora certa, reeduquei os meus hábitos e tenho tido

um resultado muito bom! Por eu fazer as balas, que são muito gostosas, entre aspas, eu engordei 39 quilos. Isto começou a me dar problemas, inclusive na coluna. Foi onde eu decidi mudar. Hoje sinto que respiro e ando melhor. A qualidade de minha vida mudou completamente. Quais são as suas principais qualidade e defeitos, Damaris? Eu sou uma pessoa muito carinhosa, doce, gosto de ajudar as pessoas, mas, por outro lado, sou muito brava também! Sou bem nervosa, impulsiva, ansiosa demais. Mas, por exemplo: quando falo algo que magoa a pessoa, passadas algumas horas eu caio em mim, vejo que não agi certo e procuro consertar aquele erro. Como é a sua relação com Deus? Deus para mim está em primeiro lugar em tudo! Amo a Deus e a religião, em si, está dentro de cada um de nós! Na Bíblia fala que “nós somos imagem e semelhança de Deus”. Então, Deus está dentro de nós e não numa placa de igreja. Religião, para mim, é você amar e ajudar o próximo. O verdadeiro amor cristão ou evangélico é você ajudar uma pessoa sem esperar nada em troca dela. É você sair da comodidade e conforto de sua casa e visitar um doente, dar um banho, ou seja, praticar a caridade. Se todo mundo tivesse o gostinho de ser e agir as-

sim, preocupando-se um pouco mais com o ser humano, o mundo não estaria como está. Não falo isso para me gabar, me achar “a tal”, mas eu me sinto bem fazendo caridade e, mesmo que as pessoas não se preocupem comigo, não tem problema. Às vezes a gente espera muito do outro, inclusive nos relacionamentos amorosos, e acaba ficando decepcionada... Então, “eu faço o bem sem ver a quem”, sem esperar nada das pessoas. Você tem que pensar assim: minha recompensa virá de Deus porque, do ser humano, não se pode esperar... A minha religião e relacionamento com Ele é assim! E se Ele te chamasse hoje para a outra vida, você estaria pronta, iria ou pediria mais um tempo? O que espera encontrar do outro lado da vida? Eu estaria pronta. Já tive medo de morrer quando eu era jovem, nos meus 15 a 18 anos. Hoje não. Do outro lado da vida, eu espero encontrar algo maravilhoso. Pelo o que eu estou lendo nos livros espíritas, depois que morremos, vamos para um lugar bom, desde que façamos coisas boas aqui na Terra. Mas, se você pratica a maldade, você vai para um local ruim. Por isso que eu acho: pelo o que eu já fui e pelo o que sou hoje, eu estou preparada se Deus me chamasse hoje. Eu farei coisas boas lá, igual faço aqui. Agora eu entendo mais a morte...


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JUSTIÇA CULTURA JOVEM Ao optar por passar o resto da carreira cá por estas bandas do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, educando minhas crianças em um Brasil central e sertanejo, sabia que enfrentaria um choque cultural, que vivo até hoje. Conheci todas as regiões de Minas, a que menos visitei foi a Zona da Mata, e mesmo assim a conheço razoavelmente. De Renato Zouain todas elas, a mais caipira é o Triângulo. Por aqui é um tal negócio de “nós vai” e “nós foi” dito por gente jovem e bonita, alguns formados em curso superior, que nunca vi em minha vida . O lugar é aprazível e cheio de gente amiga, mas é o túmulo da língua portuguesa! Em Araxá percebo que as pessoas adultas, maduras e os idosos até desfrutam de uma boa cultura, mas nem sempre (ou raras vezes) a transmitem as gerações mais jovens. Resultam disso cenas que pairam o absurdo e o burlesco, não somente refletindo-se na língua, mas também no jeito de ser e viver. O adolescente inculto vai se transformando em um tosco e rude capiau, é inevitável. Dia desses fui com meu filho mais velho experimentar uma pizza em cone, novidade de uma loja de conveniência de Araxá. Lá chegando, e de cara, o primeiro sinal de neurônios sem comunicação entre si: ar condicionado no talo, e mesmo assim portas e janelas de vidro escancaradas! Como se o dono estivesse fazendo propaganda da Cemig ou fosse sócio dela! Em seguida, o mais incrível: apesar do local praticamente vazio, com mesas e cadeiras à disposição de novos clientes, lá ingressaram dois rapazes sem camisa, ambos aparentemente de classe média, apanharam e pagaram seus lanches no balcão e, ao invés de ocuparem normalmente lugares às mesas como gente comum, foram para o lado de fora da loja e se sentaram para comer no chão, igual bichos! É por essas e outras que, como membro da academia araxaense de letras e, principalmente, como juiz da infância e juventude, luto por mais eventos culturais em Araxá e aplaudo os já existentes, dentre eles o fantástico Fliaraxá, além de batalhar incansavelmente pelo incremento de bibliotecas e escolas e a multiplicação de livrarias e bancas na cidade. Só semeando cultura se colhe uma juventude mais culta. EUROS CONVERTIDOS Como trabalhei direto dezembro e janeiro, sobrou-me fevereiro para pequenas férias, descansar um pouco, passear com a família e aproveitar para lançar meu livro no Rio e em Brasília. Nestas andanças, percebo os aumentos absurdos de preços, principalmente em pontos turísticos e em locais de algum modo ligados à Copa do Mundo que vem por aí. A questão não é somente o aumento de preços, é um pouco mais sutil. A pizza que comi em Arraial D’ajuda, na minha querida Bahia de todos os Santos, saiu pelo mesmo preço que sairia em Roma, o mesmo podendo se dizer de outras iguarias, das bebidas ou mesmo do cafezinho. Pelo que paguei por isso, em Reais, gastaria o mesmo em Euros ou Dólares em qualquer grande cidade, ou ponto turístico, do mundo. Então, nossos preços não são mais em Reais, mas em euros convertidos. Vivi essa mesma realidade nas duas vezes em que estive em Buenos Aires, só que lá a coisa é mais escrachada, e se aceita moeda estrangeira e se precifica nessa moeda- de maneira mais clara e descarada. É só uma questão de tempo para as coisas ficarem assim por aqui. Não haveria problemas, caso também recebêssemos nossos salários em euros. Como isso não acontece, vamos ficando cada vez mais pobres. Além de nossa identidade cultural, estamos perdendo também nossa identidade monetária. EMBRIAGUEZ Charles Baudelaire, dos meus preferidos poetas franceses (ao lado de Rimbaud), dizia que nesta vida há que se embriagar sempre: de vinho, de poesia ou de virtude. A vida é para ser intensamente vivida, porque a rigor nada sabemos sobre o dia de amanhã, e nem se haverá de fato um amanhã. Os últimos dois anos foram emblemáticos para mim, porque perdi amigos, parentes e gente conhecida de males súbitos, acidentes e de jeitos bestas, e eram todos, pessoas jovens e sem doença conhecida, e muito menos séria. Portanto, amigo leitor, viva a vida e, sobretudo, viva a vida! Se é que me entende. Renato Zupo, Juiz de Direito na comarca de Araxá.

Conversa de botequim Aqui se reúnem os bons vivants contadores de frivolidades, também os que tiveram exaustivo dia de trabalho. Batepapo de fim de tarde, esticadinha, ou seja lá o que for, é o momento onde surgem todas soluções para todos problemas. As explicações, os julgamentos o diz-que-diz, todo regado com chope, cerveja e outras biritas. Atualmente a cidade está forrada de bares, onde fieis grupos de amigos conversam sobre futebol, mulheres e outras infinidades de temas, desta cidade que não tem mar, mas tem bar, e como tem. Nos anos noventa, em Fortaleza, capital do Ceará, foi criado um serviço de entrega de bêbado em domicílio. Os cadastrados ganham o direito a um anjo da guarda que os acompanha incontinenti até a última gota de seu porre, e, no

final da noitada o leva para casa. Assim, como se vê, trata-se de uma empresa de utilidade pública! O bebum não precisa de se preocupar com o caminho da roça: jamais sairá de “braços dados com dois soldados”, como diz Inezita Barroso na sua música de maior sucesso. Lembro-me de uma esposa de maus bofes, casada com meu amigo “Keep-Cooler” que surgiu certa vez no covil de bebedeiras, tirou o sapato e distribuiu bordoadas no seu pobre companheiro. Sobrou também para aqueles que estavam ao redor. Maior barraco. Mas os tempos são outros. No meu, a gente voltava a pé, não havia tanta combinação de direção e birita. Dizem que crianças e biriteiros, Deus protege. Será? Sebastião Pimenta Filho – MEMBRO DA APC

A língua portuguesa é rica Sinto-me, às vezes, sob a espada de Dâmocles que é segura por um fio de seda, mesmo considerando que a nossa polícia é eficiente. Um tenente de nossa força pública de Minas tem que ser bacharel em Direito. O Estado de Minas é o único que detém esta exigência. Sou contra qualquer alteração em nosso idioma. Para mim, somente Portugal tem direito ou poder para modificálo. Se o Canadá pretender mudar os seus idiomas, terá que ser autorizado pela França e Inglaterra. As palavras dez e dezembro são grafadas com as letra “z”. “Decem” e “december” têm a

letra “c” entre duas vogais; aí está o motivo e a regra. Sempre vejo em um jornal de grande circulação de nosso país as palavras “déficit” e “superávit” acentuadas, sendo que em latim não existem acentos. Fui bancário por muitos anos, e, passaram pelas minhas mãos muitas centenas de cheques, na sua maioria com preenchimento incorreto. A grafia que reflete o valor evidenciado pelo algarismo no cheque, é sempre escrita com letra maiúscula, sem ser início de frase. O mês que faz parte da data, também é escrito com letra maiúscula, sem também ser início de frase. Sebastião Teixeira Duarte.

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OS OLHOS DE DEUS (*) Ely Vieitez Lisboa

(Texto inspirado em uma gravura de Dalí) Sobre o monte, os olhos de Deus. Ao longe, o mar. A figura feminina seminua, que se vai, envolta em rósea nuvem. Os olhos femininos de Deus, atrás dos óculos escuros, sérios. Através das lentes, montanhas ao longe e em primeiro plano, figuras masculinas? Contraste da cor ocre da terra e do auriverde do céu, onde nuvens formam desenhos insólitos. Almas que voam? A gravura é a anti-insciência humana. O homem ou Deus vendo: “Eternidade: os morituros te saúdam”. Os que vão morrer saúdam a desejada eternidade. Em um átimo, o milagre: “Eternidade: os morituros te beijaram”. O beijo da vida. Os homens não mais são animais que vão morrer. Morte, onde está tua vitória? Outro poema de Drummond: O Deus mal Informado. “No caminho onde pisou um deus”, que se perde em estradas, faminto de eternidade, saudoso de existência, “mas a estrada se parte, se milparte, / a seta não aponta destino algum, e o traço ausente / ao homem torna homem novamente.” O homem é só insciência, derrota, má informação. Culpado até de não ter culpa, morre todo o tempo “no ensaiar errado / que vai a cada instante / desensinando a morte”; o homem, o sobremorrente (delicioso neologismo do Mago de Itabira). O homem, vítima, caça, que sempre foge veloz do tiro e do caçador. Drummond vaticina: “Não morres satisfeito, morres desinformado”, Dalí cria o único caminho da antimorte, o antídoto contra o veneno maior, a efemeridade. Só há uma maneira de ser eterno: a Arte.

Quando o Artista cria, ele é um deus. De suas mãos demiúrgicas fluem mundos, em um novo Fiat Lux. Recria. Sobre o monte avermelhado, resquícios de vida marinha. Mistério do mar sobre a Terra. Água e terra se unem sob os olhos de Deus, aguçados e atentos. Os olhos miram um ponto fixo. O que veem os olhos? Sinédoque de que Criatura? Mistério? Se o Homem é insciência, cegueira, os olhos são de uma Criatura-não-Homem? E se ele foi criado à imagem e semelhança de Deus, os olhos são de um AntiDeus? Do Demônio? Daquele que vê? Os olhos de Dalí. Deus e o Diabo. A criatividade dos artistas, dos pintores, dos poetas me impressiona. Que levedo mais rico recebem na sua massa? Os assinalados são escolhidos? O talento nasce com os grandes artistas, uma espécie de perfume aureolando suas almas. O tempo só pode aperfeiçoar a técnica, o fazer. Fico, então, imaginando a cena: o Todo Poderoso mexendo as peças do grande jogo de xadrez da vida. Este brilhará. O outro conseguirá penetrar nos mistérios insondáveis da existência humana. Àquele darei palavras para exprimir o inefável... O outro terá antenas que poderão captar o imponderável. Ao seu lado, um Anjo que pouco sabe do Jogo da Criação, interroga-O, abismado: E eles serão felizes, amados? Deus sorri diante de tanta ingenuidade angélica. Realmente, seria pedir demais... O pobre Anjo se afasta ensimesmado, perguntando-se: Então, o dom do talento é prêmio, ou castigo? Não recebe resposta alguma. É mais um mistério da Onisciência Divina. (*)Ely Vieitez Lisboa é escritora. E-mail: elyvieitez@uol.com.br


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Compartilhando o casamento nas redes sociais Na era das redes sociais está cada dia mais usual o compartilhamento dos preparativos do casamento. Para que o uso dos meios de divulgação não cause aborrecimento aos noivos, é preciso que tenham os cuidados básicos como grupos fechados e que não se sintam na obrigação de convidar todos que visitem o site dos noivos. Já que é a tendência, a maioria dos convidados estará fotografando a cerimônia e a festa e os noivos podem criar um grupo para que estas imagens sejam postadas. Depois poderão curtir momentos descontraídos e emocionantes sob a ótica de seus convidados que marcarão para sempre seu grande dia. O endereço para o compartilhamento das fotos deve ser bem divulgado aos convidados. De maneira sutil, podem sugerir cuidado para não atrapalharem o serviço dos fotógrafos profissionais, pois esperam obter outras imagens que não as que já estão sendo registradas pelos seus contratados. O site dos noivos e/ou grupo fechado pode ser uma ótima ferramenta para a confirmação de presenças, indicação de trajetos, hotéis, salões de beleza e gastronomia na cidade, além da prática lista de presentes. Deve-se tomar o cuidado de não divulgar tudo, deixando surpresas para encantar e alegrar seus convidados. Afinal, cada casamento é único e aqueles segredinhos de praxe sempre agradam.

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Aniversariantes: Dia 10 Laércio Ribeiro Faria, Maria Leonor Ferreira, Mauro Furin e Maurício Furin (Pêo). Dia 12 Luzia Helena Castro, Jennifer Ferreira, Antônio Marcio Machado. Dia 13 Lucas Coutinho Gonçalves, filho de Paulo Sérgio e Maria Angélica.

Vasco e Renata

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Associação Renascer Para a vida agradece PM e INSS por palestra Divulgação

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RG Eventos Assessoria e Cerimonial

Horóscopo Semanal ÁRIES (21/3 A 20/4) Nesta semana, você tende a se sentir inquieto e impaciente e deve ter cuidado com atitudes precipitadas e impulsivas. As mudanças estão favorecidas, mas você deve ter cuidado com tendência a idealizações excessivas e deve ouvir a voz interior e estar atento à sua sensibilidade, ariano. TOURO (21/4 A 20/5) Agora que o seu planeta regente, Vênus, não está mais em movimento retrógrado, você sente que as coisas fluem com mais naturalidade. Entretanto, nesta semana, com o novo movimento de Mercúrio, é preciso que esteja atento à tendência a confusões envolvendo amigos, grupos e instituições. É preciso que tenha clareza a respeito de projetos e ideias que envolvem outras pessoas, taurino GÊMEOS (21/5 a 20/6) Ao longo desta semana, o seu planeta regente, Mercúrio, iniciará o movimento retrógrado, que se estende até o final do mês de fevereiro, indicando um período em que você deve estar atento a confusões envolvendo o trabalho e as questões emocionais. Podem retornar antigas ideias e objetivos ligados ao campo profissional, mas é preciso que esclareça as coisas e que se comunique com credibilidade e responsabilidade, geminiano. CÂNCER (21/6 A 20/7) O momento atual favorece inovações profissionais e mudanças emocionais nos cancerianos. É um período de renovação e de libertação. É um momento também interessante para os seus relacionamentos, depois de muitas reavaliações e hesitações. Mas nesta semana, com o movimento retrógrado do planeta Mercúrio, é importante que reflita e tenha muita calma em assuntos que envolvem viagens, estudos e conhecimentos, canceriano. LEÃO (21/7 A 22/8) A partir desta semana e ao longo do mês de fevereiro, os leoninos devem ter muito cuidado com negociações, principalmente se envolvem recursos alheios e compartilhados numa parceria ou casamento. Isso está assinalado pelo movimento retrógrado do planeta Mercúrio, que pede calma, cautela e que tudo seja muito esclarecido. É importante que você ouça a intuição, leonino. VIRGEM (23/8 A 22/9) Nesta semana, o seu planeta regente, Mercúrio, iniciará o trânsito retrógrado, onde permanecerá durante todo o mês de fevereiro, caracterizando um período em que muitos assuntos retornarão em seus relacionamentos e associações e é preciso se comunicar com clareza, evitando mal entendidos. É importante também repensar a sua atitude e os conceitos que tem sobre relacionamento, virginiano. LIBRA (23/9 A 22/10) Este é um momento interessante para ter uma nova visão e atitude em relação ao amor e às pessoas, libriano. Os assuntos domésticos, que envolvem imóveis, casa e família também estão com uma energia mais fluída. Entretanto, nas questões profissionais, é preciso que tenha mais clareza porque podem acontecer mal entendidos que prejudiquem o relacionamento com seus colegas. É um momento interessante para aprimorar conhecimentos relacionados ao trabalho, libriano. ESCORPIÃO (23/10 A 21/11) Esta semana favorece inovações em relação à família e ao ambiente doméstico e que respeitem mais a liberdade, o espaço e a singularidade dos escorpianos. Entretanto, começa um período que se estenderá durante o mês de fevereiro e que você deverá reavaliar as suas ideias, conceitos e atitudes em relação ao amor. E podem retornar antigos sentimentos mal resolvidos. Muito cuidado com Idealizações excessivas e com a tendência a bancar o papel de mártir ou de vítima nas situações afetivas, escorpiano. SAGITÁRIO (22/11 A 21/12) Neste momento você se sente mais confiante em relação ao uso de suas habilidades, talentos e de questões que envolvem recursos e finanças, sagitariano. No entanto, com o início do movimento retrógrado do planeta Mercúrio, que ativará situações ligadas à casa e à família, é preciso que tenha calma com decisões que envolvem imóveis e moradia. É preciso ser flexível, ouvir a voz do coração e estar atento à intuição, sagitariano. CAPRICÓRNIO (22/12 A 20/1) Agora que o planeta do amor e dos relacionamentos, Vênus, já está em novo movimento em seu signo, você sente que as questões afetivas, os relacionamentos e a sua atitude emocional fluem com uma maior naturalidade. É também um momento interessante para se expressar com mais inventividade e criatividade em relação aos seus talentos e potenciais. E o novo movimento de Mercúrio pede que esteja mais atento às sutilezas e que observe as entrelinhas da sua comunicação e contatos, capricorniano. AQUÁRIO (21/1 A 19/2) Este é um momento interessante aos aquarianos, em que percebem um novo ciclo se desenvolvendo em suas vidas, com mais iniciativa, confiança e desenvoltura. Entretanto, nesta semana, com o início do movimento retrógrado do planeta Mercúrio, é importante que evitem assinatura de contratos, que envolvem finanças e negócios. É preciso pensar muito antes de tomar uma decisão e isso caracterizará o mês de fevereiro. Nas negociações, melhor que ouça a sua intuição e que valorize o que realmente é importante, aquariano. PEIXES (20/2 A 20/3) O planeta Mercúrio, símbolo astrológico de inteligência, comunicação e mente, passa a atuar retrógrado em seu signo, pisciano, simbolizando um momento em que você tende a se sentir confuso e pode idealizar em demasia, como também se iludir em certas situações. Para que isso não aconteça, é preciso que esteja atento à sua voz interior e que expresse a sua sensibilidade de uma maneira criativa. De qualquer modo, muito cuidado para não se meter em confusões, pisciano.

Internos da Associação Renascer com palestrantes e membros da Polícia Militar

A Associação Renascer Pela Vida recebeu em suas instalações integrantes da Polícia Militar que no dia 5 de fevereiro realizaram palestra para os internos da entidade. Além da polícia, uma assistente social do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) também palestrou. “Deixo registrado meus agradecimentos, de coração para todos que colaboraram”, disse o presidente da associação Norberto da Silva

Nunes. A questão dos efeitos provocados pelo uso indiscriminado das drogas e os benefícios da previdência social foram os temas apresentados. A primeira apresentação foi feita pelos policiais militares e abordou como tema “as consequências e efeitos das drogas lícitas e ilícitas”, na quarta-feira,5. Participaram das atividades a cabo PM Luciane de Lourdes Caé Zenith; a soldado Luciane de Lourdes

Bernardes, o soldado Élcio Adriano Machado, além do comandante da 20ª Companhia de Polícia Militar Independente, Daniel Paulino de Souza. Na segunda parte do evento ocorreu palestra com a assistente social de Instituto Nacional de Seguridade Social, Meire de Souza Neves. Ela tratou do tema “A Providência Social, seus benefícios e sua importância”. Para o presidente da Renas-

cer, Norberto Nunes, ambas as atividades foram de suma importância para os internos. “Quero agradecer a todos que colaboraram e nos ajudaram na realização destas palestras em nome da Associação”, comentou. Ele disse que neste ano pretende desenvolver várias ações para continuar ajudando aos internos, tanto com assunto relacionados aos perigos do uso de drogas quanto na questão da formação cidadã, observou.


Jornal do Sudoeste

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Psicoletrando Até quando? Josimara Neves, psicóloga e escritora (CRP-04/37147) Marília Neves, professora e escritora Contato: psicoletrandojm2013@gmail.com

Até quando seremos vítimas desse sistema que dita paradigmas de comportamento, regras de etiqueta, padrões de beleza, modelos de conduta a serem seguidos? Vivemos numa sociedade miscigenada, onde ser diferente não é normal, mas é natural. Não dá mais para agirmos como Hitler defendendo a ideia de uma raça ariana, não dá mais para pegar um modelo de beleza tipo “esqueleto humano” e tachar isso de “belo”. Em meio a tantas misturas de raças, de crenças e de culturas, impossível rotular o belo olhando apenas um aspecto. Primeiro que a beleza é relativa: o que é belo para mim pode não ser para você; segundo porque beleza não é um pacote completo de perfeição e, terceiro, porque é fácil ser belo com fotoshop, com uma maquiagem perfeita, com cirurgias plásticas e todo o glamour que os artistas têm. Difícil é ser belo do tipo “real”: aquela mulher que possui múltiplas funções, que tem três rounds no dia, que se vira nos trinta para dar conta da casa, do trabalho, dos filhos, do marido. Que come rápido, que fala no telefone lixando as unhas ou penteando o cabelo, que está num lugar imaginando o que tem de fazer quando chegar em casa. Que não sabe se faz uma escova para ficar bonita ou se raspa a cabeça para não dar trabalho, que não sabe se começa a dieta para fica quites com os padrões de beleza, se come mais para esquecer dos problemas, se ataca a geladeira para diminuir a ansiedade, se faz uma banheira de chocolate e se afoga nela. Que não sabe se toma um pote de laxante para expurgar o peso da consciência por ter comido mais do que “a sociedade estipula” ou se provoca vômito para dar conta da má digestão social que causa náuseas, provoca gastrites e úlceras. Até quando teremos que nos deparar com isso? Ver mulheres se sacrificando para se tornarem “belas” segundo os padrões da moda (muitas acabam ficando “feias” sendo que eram “belas”)? Cansamos de ver mulheres que eram “rechonchudas” tornando-se esqueléticas, com a pele ressecada, o olhar opaco e sem brilho, um sorriso amarelo, um cabelo minguado, uma aparência envelhecida e infeliz. Já presenciamos muitas ficarem com os cabelos H-O-R-R-O-R-O-S-O-S depois de um tratamento à base de formol ou produtos químicos fortes na tentativa de alisá-los. Atualmente, pelo que percebemos, busca-se mais o PIB (Padrão Inatingível de Beleza) do que a FIB (Felicidade Interna Bruta) e, quando se sacrifica a felicidade para ostentar uma aparência que não condiz com a essência, o resultado é catastrófico: incongruência, ou seja, crise existencial oriunda do conflito entre o que se quer ser e o que se é de fato. Desamor, adoecimento psíquico, compulsões, buscas desenfreadas, insatisfação eterna, de modo que sempre está mexendo em alguma coisa no corpo, contudo, sem se satisfazer totalmente. Conflitos + conflitos + conflitos! É importante ressaltar que não é pecado, nem errado, nem proibido cuidar de si, ter vaidade, querer ficar belo. A crítica que fazemos é em relação ao excesso de cobranças que a sociedade nos faz direta ou indiretamente, fomentando em nós uma busca contínua pelo elixir da eterna juventude, pelo antídoto contra o envelhecimento, pelo segredo de manter a pele jovem, pelo suco do momento que promete emagrecer um quilo por dia, pela dieta dos milagres que faz perder até 15kg por mês, pela massagem redutora que reduz até 10 cm de medida abdominal, pelas promessas de uma vida saudável quando se torna belo (dentro dos padrões estipulados). Isso endoidece! Pare e pense: até quando? Uma pessoa não é bonita só porque tem 60 cm de cintura, 100cm de peito, 120 cm de bunda. Uma pessoa bonita é aquela que você não faz ideia de sua altura, não tem noção do seu peso, não imagina o quanto calça, não calcula o quanto veste, mas, mesmo assim, ela lhe faz sorrir, desperta em você o desejo de tê-la sempre por perto, passa uma coisa tão boa que dá vontade de abraçar, é aquela que o respeita sendo gordo ou magro, elegante ou brega, “belo” ou “feio”. Enfim, uma pessoa bonita não é aquela que hipnotiza pela aparência, mas que desperta em você o desejo de vê-la por dentro, de fazer parte de sua vida, de morar no seu coração. É alguém que lhe faz sentir especial! Josimara Neves Belo é quem faz o bem sem ostentação, apazígua as tempestades, pratica a fraternidade, a indulgência e a caridade... Respeita o seu corpo, porém não se esquece de destinar um tempo significativo ao seu espírito, exala perfume ao sorrir, encanto ao falar, alegria ao trabalhar... É aquele que trata o próximo como irmão, ouve com atenção, age com discernimento, fazendo a diferença onde quer que esteja, porque se preocupa, sobremaneira, com as sementes que planta em qualquer terreno que pisa, pois sabe que a colheita do amanhã depende dos cuidados ofertados hoje. Ser belo é se fazer notado não apenas pela roupagem física que o envolve, é conseguir irradiar a nobreza de sua essência. Marília Neves

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São Sebastião do Paraíso-MG e Região 8 de Fevereiro de 2014


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