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30 de Junho de 2012 edição 624

Sami Máquinas abre as portas da sua nova casa

Sami El Jurdi e Maria Elaine Jurdi com todos os funcionários da unidade da Sami Máquinas em São Sebastião do Paraíso na inauguração Neste mês de junho, a Sami Máquinas Concessionária Yanmar Agritech, inaugurou seu novo prédio em São Sebastião do Paraíso, localizado na av. Dárcio Cantieri, 2.627. Na semana de inauguração foi servido um delicioso café da manhã e contou com a presença de autoridades, produtores, amigos e clientes. O novo prédio conta com uma moderna estrutura, um amplo espaço para a exposição das máquinas, além da ampliação da área de oficina e aumento do estoque de peças para melhor atender aos seus clientes.

Thiago, Sami El Jurdi, Alves e Gianpaolo Sami El Jurdi, Maria Elaine Jurdi, Liliana Jurdi e Eduardo Carui

Ronaldo Sabino, cantor e apresentador do programa Prosa, Café e Viola, o vice-prefeito Márcio da Silveira, Sami El Jurdi, Thiago, Danilo, AAldemir Prado, produtor do programa Prosa, Café e Viola, Café e Viola e José Caproni


Jornal do Sudoeste

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São Sebastião do Paraíso-MG e Região 30 de Junho de 2012

Em tempo FOTOS MARINES GIL

Na noite de 12 de Junho, especialmente comemorada por casais namorados, noivos, casados, bares e restaurantes da cidade ficaram completamente lotados. No Único Lounge Bar aconteceu a já tradicional e criativa Exposição de fotos de Wilian Jackson Studio Photo com a participação de vários casais de todas as idades. Muitos sorteios de brindes de fotos reveladas, do especial prato Combinado Japonês da casa e charmoso estojo d’O Boticário, sob a coordenação de Wilian Jakson.

PARABENIZANDO Especiais cumprimentos aos aniversariantes:

Dr. Cesar Cardoso, caro amigo professor e advogado é do dia 24;

DOUTORA Especiais cumprimentos à Giovanna Acerbi Penha que se formou em Medicina pela Universidade Federal de Uberlândia / MG (UFU) – 68ª turma. Giovanna é filha de Cesar Emídio de Pádua Penha e Helena Maria Caleiro Acerbi Penha (Bia Acerbi) e irmã de Cesar Emídio de Pádua Penha Jr. e Fabianna Acerbi Penha. Os eventos sociais da formatura acontecerão nos dias 11 a 14 de Julho. Fotos nesta coluna.

Cássio Pardini Felix, paraisense gerente de projetos (PMI) em Ribeirão Preto é do dia 27

Horóscopo Semanal CAPRICÓRNIO (22/12 A 21/01) Hoje, apesar de as energias estarem bastante positivas, você deve tomar cuidado ao assinar um contrato de negócios ou aquisição de imóvel. Apenas observe cada cláusula para não ter nenhum problema futuro. Os relacionamentos estão favorecidos. AQUÁRIO (21/01 A 18/02) Um generoso triângulo de energias pode beneficiar suas finanças, no entanto, você deve manter os pés bem firmes no chão e evitar ilusões. Um projeto pode, sim, ser muito bom para você, mas amarre muito bem seus direitos. PEIXES (19/02 A 19/03) Um delicioso triângulo de energias positivas envolve diretamente seu signo, equilibrando e aprofundando suas emoções. O amor e o romance ganham e você deve aproveitar o dia junto de seu amor. Você não vai se arrepender. ÁRIES (20/03 A 20/04) O dia de hoje está marcado por um generoso triângulo de energias positivas entre o Sol, a Lua e Netuno, que promete tranquilidade emocional, satisfação em seus relacionamentos familiares e sensualidade. Aproveite as boas energias. TOURO (21/04 A 20/05) Um generoso triângulo de energia movimenta positivamente suas amizades. As viagens e os estudos também são beneficiados por elas. Um contato comercial pode ter um resultado inesperado e bastante positivo. GÊMEOS (21/05 A 20/06) Um maravilhoso triângulo de energia envolve positivamente suas finanças, seus projetos de trabalho e sua carreira neste momento. Aproveite as boas vibrações para dar direção às suas metas profissionais e colocá-las em prática. CÂNCER (21/06 A 21/07) Um maravilhoso triângulo de energia envolve diretamente seu signo abrindo portas e trazendo novas oportunidades no amor e em seus projetos e planos. As viagens e os estudos são também beneficiados no dia de hoje. LEÃO (22/07 A 22/08) Um generoso triângulo de energia positiva equilibra suas emoções, trazendo paz e profundidade aos seus relacionamentos pessoais e íntimos. O trabalho e as oportunidades financeiras também são beneficiados. VIRGEM (23/08 A 22/09) Hoje você estará mais comunicativo do que o normal, melhorando sua performance em reuniões de negócios e apresentações de projetos. Um novo contato comercial pode resultar no fechamento de um contrato. Assine sem medo. LIBRA (23/09 A 22/10) Um generoso triângulo de energia envolve suas finanças, seu trabalho e sua carreira. Além disso, as possibilidades de um projeto dar certo são muito grandes. Apenas preste atenção e tenha claras as suas metas. Onde quer chegar? ESCORPIÃO (23/10 A 21/11) Um maravilhoso triângulo de energia entre Sol, Lua e Netuno envolve diretamente seu signo e invade seu coração com emoções. Cuidado apenas com o excesso de romantismo. Aproveite o dia para estar com o seu amor. SAGITÁRIO (22/11 A 21/12) Suas emoções ganham equilíbrio e você se torna mais amoroso e acolhedor no dia de hoje. Caso sinta necessidade de isolar-se, faça isso, mas, se possível, junto de seu amor. O dia é bastante favorável para o relaxamento e o descanso.

MINICONTOS (*)Ely Vieitez Lisboa

I Tinha quatorze anos, a pele de porcelana branca cheirava a cravo e os grandes olhos negros e pestanudos eram coroados por incríveis sobrancelhas escuras, grossas. Morava nos Peixotos, bairro pobre de Cássia. Nunca saíra de casa. A vida era trabalho, sofrimento e muito sonho. A irmã mais velha e o noivo resolveram levála à Igreja, naquela noite. O vestido florido, simples, alegre, modelava as formas arredondadas, as nádegas firmes e mostrava as pernas torneadas. Foi na Praça que o viu, elegante, de terno branco e chapéu coco. Ficaram se olhando, rodeados de flores, o perfume forte impregnando o ar, quase os deixando tontos. No dia seguinte, ela estava na cozinha, quando o pai chamou: “O moço aqui quer casar com você. Você quer?”. Ela sentiu como se mergulhasse em um abismo de rosas. Baixou os olhos, sorriu e disse que sim. II Ele: magro, alto, olhos acinzentados e bastos cabelos ondulados, emoldurando o rosto corado, a pele fina. Ela, sensualidade contida nas formas roliças, os lábios grossos, seios fartos, ancas generosas, a cintura muito fina. Ao lado dele, a prima miúda, exibindoo como um troféu: o jovem espanhol que viera para casarse com ela. Mas foi diante da mineira alegre, alta, de corpo exuberante e cabelos negros, que os olhos dele brilharam. Ficaram um diante do outro, os dois de terras tão diferentes, os corpos atraídos como por um imã. Ele sorriu e lhe entregou uma rosa vermelha: “Uma flor para a moça mais bonita da cidade...”. Ódio no olhar da prima preterida, abandonada, mas nada poderia separar aqueles dois mundos que se cruzaram. Pouco tempo depois estavam casados. III

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Ele era judeu, rico, o pai, dono da metade de Belo Horizonte. Ela, paulistana, estudante pobre – viera cursar a Universidade na Capital Mineira. Era abril e o céu das Alterosas parecia mais translúcido. Brisa fria brincando nos cabelos das crianças, na Praça da Liberdade. Ela, solta, desprevenida, abandonava-se à leitura de um romance moderno. Levantou

os olhos e viu o rapaz moreno, olhando-a como quem descobre um tesouro. Ela enrubesceu como as rosas do canteiro ao lado. Conversaram com o encantamento de pessoas assinaladas, quando o encontro é uma profecia. Uma semana depois, a família dele, com mil olhos, já sabia do recente amor. O pai foi categórico: moça não judia e pobre, dois problemas insolúveis. Ofereceu ao filho toda sua fortuna, se ele abandonasse a jovem de São Paulo. Ele aceitou. IV Ele tinha obsessão por cabelos ruivos: atração pelo fogo que o queimava no íntimo? Alto, moreno, um garanhão inquieto. O helicóptero voava sobre a igreja, quando ele viu a cena comum: um noivo mirrado, de óculos, esperava pela eleita. Eis que ela chega, em um mar de brancura. De longe, ele a percebeu e encontrou seu destino. As grandes hélices horizontais foram baixando, esparramando os convidados assustadiços. De perto, a noiva olhou intrigada para aquele magnífico espécimen que lhe sorria e lhe estendia as mãos. Ela não pensou duas vezes e deixou se levar por dois braços que a prenderam como garras de aço. Quando ela entrou no helicóptero, o véu caiu e seus cabelos vermelhos esparramaram-se, como um mar colorido. V A vida não é matemática, é mágica. Como explicar a atração? Ela, com trinta e cinco anos, é fêmea madura, fruta sumarenta para ser colhida. Ele, com vinte, ardor de planta nova, desejos contidos em vulcão. Quando dançaram, saíram faíscas de seus corpos e as mãos não conseguiam se separar. Olhos se comendo, o macio dos lábios se desejando, magnetismo. Poucas horas depois, os corpos se entregaram com a fome de milênios. Ela, cabelos louros espalhados sobre o travesseiro macio, dorme. O quarto na penumbra, o cheiro de flores entrando pela janela. Ele, nu, de pé, belo como um deus grego, contempla-a no seu sono de mulher realizada. O luar unge os dois, iluminando com reflexos prateados os amantes felizes. (*) Ely Vieitez Lisboa é escritora. E-mail: elyvieitez@uol.com.br

Dívida interna Tanta gente jogando palavras ao léu para polemizar a respeito da dívida externa do país enquanto a sua dívida interna só aumenta! Ser um devedor interno é o pior tipo que existe, é como se a pessoa tivesse decretando a sua falência pessoal e esse tipo de dívida não tem nada a ver com questão pecuniária. Um devedor interno é aquele que não honra com os seus créditos de felicidade, desperdiça tempo, joga a moeda da vitalidade fora e mendiga por amor. É aquele que vive fugindo de si mesmo, pois tem medo de autocobrança, teme ser descoberto! Desliga o telefone, porque imagina só o pior, vive na linha vermelha da vida: aquela que separa quem vive daqueles que SOBREvivem e, sobreviver, é viver nos limites da escassez humana! O devedor interno é faltoso, sempre falha, não arrisca e nem petisca, não tem um pássaro na mão e nem consegue ver dois pássaros voando... Ele possui o nome na lista negra, pois, embora não tenha consciência, vive como se estivesse de luto: sem interesse, sem prazer, sem esperança, sem motivação, sem presença! Com o nome no SPC (Sem Poder Confiar), ele vai se deixando levar à deriva, escapando dos conflitos, postergando o enfrentamento, contraindo dívidas e dúvidas internas, levando a vida como se esta fosse um cheque sem fundo! Infelizmente, estão cada vez mais comum a inadimplência interna, a autonegligência, os autoboicotes! Os devedores internos estão em débito com a vida e consigo mesmos, sofrem restrições e perdem bens de valores incalculáveis: a convivência com entes queridos, momentos de lazer, a chance de mudar e conhecer pessoas, lugares, culturas e aventuras diferentes. Dias, semanas, meses e anos se passam e, no balancete de sua existência, sempre terminam no vermelho!Lamentável! Quando a dívida é pecuniária, existem várias formas de tentar resolver o problema: empréstimos, financiamentos, parcelamentos e acordos, mas, em se tratando de dívida interna, é bem mais difícil: não tem como pegar emprestado do outro um cartão de crédito sem limite para se amar, pedir um empréstimo consignado no valor que a sua vida deveria ter para você! Não se financiam autoestima, autocuidados, confiança, carinho, compreensão! Não há conta bancária que lhe forneça juros de incentivo pelas coisas boas que você faz na vida, não há dinheiro que compre a sua “empresa interna” e a faça crescer, não tem ouro que seja mais valioso do que compartilhar do sorriso de quem você ama e, por fim, não há – no mundo – nenhuma pessoa que seja capaz de pagar a sua dívida interna do que você mesmo!!! Por isso, assine o contrato de sua felicidade por dois anos e renove-o todas as vezes em que for necessário, elimine desse contrato as cláusulas que o fazem ser rígido e inflexível consigo próprio. Não pague comissão às pessoas que lhe colocam para baixo, suste os cheques de todas as pessoas que foram responsáveis pelo seu endividamento interno e, por último, abra uma caderneta de poupança no banco CEF (Consegui Encontrar a Felicidade) e deposite nele todas as suas economias de ventura futura, invista em bens morais, cuide do seu patrimônio interior, risque o seu nome do SPC (Sem Poder Confiar) e comece uma nova vida mais rica em todos os sentidos!!!! Deixar de ser um devedor interno é uma forma de reprogramar a sua vida e ressignificá-la.

É por isso que eu digo: é melhor falar do que ruminar!!! Pronto, falei, tá falado!

faleitafalado2010@hotmail.com


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“Devemos sempre estar ajudando alguém” Meiga Amaral Mafra

bou ouvindo a palestra. Chegaram em Ribeirão, foram assistindo trabalhos, estudando e, hoje, são espíritas. Mas nunca forcei a barra. Aqui em casa, há liberdade total.

Meiga Amaral Mafra é presidente da Associação Feminina Obreiras do Bem, que mantém o Albergue Noturno. Aos 75 anos, acaba de participar da ampliação das instalações do albergue e recorda as dificuldades da época da construção. Comemorando 50 anos de casamento, sente-se uma mulher realizada por ter construído uma família estruturada e ainda poder ajudar ao próximo. A senhora tem lembranças da fase inicial de construção do Albergue Noturno? Sim, tenho muitas lembranças. Nós somos de família espírita. Embora meu avô fosse muito católico, naquele tempo em que religião era muito fechada, e houvesse um preconceito muito grande contra o espiritismo. Mas minha mãe era espírita, nascida no espiritismo, e meu pai seguiu minha mãe. Nós íamos para o catecismo espírita. E o fundador do Albergue foi meu tio, Pompeu Abelardo Giubilei, que era casado com a irmã da mamãe. Nós acompanhávamos com minha mãe, todo dia nos encontrávamos. Eu pertencia ao catecismo, depois à mocidade espírita. E meu tio movimentava todo mundo, colocava todo mundo para trabalhar. Então, acompanhei bem de perto a história da construção do Albergue Noturno. O que levou seu tio a querer construir o Albergue Noturno? Meu tio morava nas imediações da Estação Mogiana, onde chegavam pessoas com frio, com fome, sem dinheiro. Vinham em busca de trabalho, porque era final de guerra. A pobreza era demais. Eles se acomodavam naquela calçada alta da Mogiana. Chegavam de trem, às vezes à noite, e por ali ficavam, com fome. E havia muita doença, na época. Eu me lembro que éramos pequenos. Morriam muitas crianças. Meu tio ouvia o gemido dessas pessoas ao longe e ficava com pena desse povo. O meu avô, pai de minha mãe, às vezes de manhãzinha, levava um cafezinho quente para eles, não tinha nem pão. Não tinha direito nem para a família. Mas levava um cafezinho quente, às vezes um chá. Eles tossiam, choravam de fome e de frio. Eu me lembro que, de vez em quando, morria alguém, lá. Foi uma fase que me marcou muito. Até hoje, lá em casa, às vezes nos lembramos, não tínhamos nem água tratada. A gente pegava da cisterna. Minha mãe teve 11 filhos. Ela puxava água da cisterna para banho, para a comida, para lavar roupa. E não tinha varizes. E nós, com toda a mordomia, todos com varizes. Foi uma época muito difícil. E aquelas pessoas comoviam seu tio Pompeu? Isso tocava nele. Ele vivia nestas imediações e ouvia aqueles gemidos. Era uma pessoa muito caridosa, que viveu para ajudar o próximo. Ele e minha tia, Maria Capel Giubilei, um casal maravilhoso. Certo dia ele pensou: “Precisamos fazer alguma coisa. Não é possível esse povo chegar e dormir no tempo. Nós vamos fazer um abrigo para esse povo, o Albergue Noturno”. Eu era criança de catecismo, no centro espírita “Deus, Amor e Caridade”, que frequentávamos na época. Eu tinha uns sete, oito anos, quando ele chegou no catecismo, com uns talõezinhos escritos “colabore com um tijolo para a construção de um Albergue Noturno”. A meninada adorava e ajudava. Assim começou, com campanhas, rifas, doações. Minha tia também era muito dinâmica, gostava de fazer caridade. Ele fez quermesse, trouxe cantor de fora, naquele tempo em que ninguém ouvia falar de cantor. Naquela época difícil, ele teve uma proteção divina muito grande. O Albergue Noturno foi construído neste mesmo lugar onde se situa atualmente? Ele ficava onde é hoje o Sanatório Gedor Silveira. Mais tarde, sentiu-se a necessidade de se ter um sanatório aqui, para tratar as doenças mentais. A área do

albergue era muito grande. Então, eles se prontificaram a construir para onde é hoje, em uma troca. O Dr. Quinzinho deu o terreno e a Maçonaria ajudou a construir. Mas o estatuto que foi feito naquela época, há 64 anos, é o mesmo de hoje. A pessoa chega, recebe uma toalha, um sabonete, uma roupinha limpa, um agasalho e janta. Depois, vai dormir. Recebe o chinelo e o pouso. Muitos chegam descalço. Se o dia é muito frio, como agora, recebem até dois ou três cobertores. Até hoje, fazemos a campanha do sabonete, da toalha, do cobertor. Naquela época, foram feitas essa campanhas para a montagem e, até hoje, trabalhamos assim. Qual é a origem de sua família? Meu pai é da família Campos do Amaral. Filho do senhor Antônio Campos do Amaral e Eramita Borges do Amaral. E a minha mãe é de família espanhola. Meu avô era espanhol, mas a família toda viveu aqui. No final da vida, meu avô mudou-se para Campinas, mas minha mãe continuou aqui. Quando ele veio para o Brasil? Ele veio bem moço e morreu aqui, com mais de 80 anos. Veio mocinho, lá pelos dezesseis anos. Ele contava uma passagem engraçada. Eles vieram atrás de trabalho e o navio chegou a Santos. Eles nunca tinham visto negros e as moças desmaiavam. Éramos pequenos e achávamos interessante. Houve influência espanhola em sua criação? Quando éramos pequenos, minha avó falava bem o espanhol e nós entendíamos bem, falávamos algumas palavras. A comida, também. Eu gostava muito de gaspacho. Das outras não me lembro, mas eles usavam muita sopa. Qual seu parentesco com o Campos do Amaral que dá nome à escola municipal? É irmão de meu avô. Eles todos têm uma importância política. Meu avô foi prefeito em Paraty. Naquele tempo, era por nomeação, não havia voto. Trabalhou lá, morava lá, depois é que veio para cá. O irmão dele, José Luiz Campos do Amaral, era deputado muito importante na época e trouxe os irmãos de Paraty para cá. Seus pais conheceramse aqui? Sim, meus pais conheceram-se aqui. Meu pai faleceu muito novo, com 54 anos. E minha mãe, com 95 anos, não faz nem um ano. Batalhou muito na vida. A senhora formou sua própria família? Sim, vou fazer 50 anos de casamento, com Ruy Mafra. Fui feliz em meu casamento, tenho três filhas e quatro netos, que só me dão prazer. Todos ajuizados e estudiosos. Você também exerceu uma profissão? Sim, eu trabalhei muito na minha vida, desde os 15 anos. Antigamente, tudo era muito difícil. Trabalhei na Telefônica, trabalhei na Associação Comercial, depois na parte administrativa da Superintendência de Ensino, até me aposentar. E ainda dei aula por mais doze anos. O que a senhora estudou? Fiz Letras, em Passos. Na mesma época em que minhas meninas estudaram. Eu e duas filhas terminamos a faculdade no mesmo ano. Quando a senhora passou a fazer parte da As-

por Cristiane Maria Bindewald

“Eu sou uma pessoa tão realizada, que acho que nem tenho planos. Do jeito que vem, vou levando bem feitinho, graças a Deus. Fui feliz no casamento, tenho uma família bem estruturada. (...)O que eu quero agora é para o futuro dos meus netos. E acho que na vida, devemos sempre estar ajudando alguém”. sociação Feminina Obreiras do Bem? Olha, eu sempre estive envolvida no meio. Mas quando eu me casei, trabalhava fora e tinha os meninos pequenos, não tinha tempo. Uma época em que nossa reunião era à noite, eu participava, mas durante o dia eu tive que me afastar. Quando eu trabalhava, fazia alguns trabalhos em casa e levava. Agora, como aposentada, me puseram na diretoria. Mas eu não trabalho sozinha, é um grupo. A presidência é só uma representação. Quais são as atividades da associação? Há reuniões todas as terças. Agora, com a inauguração das salas, está uma beleza, pois separamos o bazar. Ganhamos muita roupa usada, que vendemos para ajudar a manter o albergue. As leis mudaram e nós respeitamos as leis trabalhistas com relação ao nosso casal de caseiros, por exemplo. Então, temos muita despesa. O povo ajuda, mas esse compromisso com os caseiros é trabalho nosso. Então, nós fazemos rifas, de panos de prato, jogos de toalha. Rendem 100, 200 reais. Temos uns trabalhinhos que fazemos para essa finalidade. Há o bazar e as pessoas que ajudam mensalmente. Cada uma tem em seu círculo de

amizade alguém que dá 5, 10 ou 20 reais. Dá um dinheirinho razoável para manter o albergue. Fora isso, hoje está até muito fácil de tocar, há muitos eventos com entrada de 1 kg de alimentos. Há pessoas que mandam cestas básicas. Fizemos a campanha do óleo, do açúcar. Vai acabando e fazemos campanhas para a manutenção, pois nossa despesa é muito alta. A senhora sabe explicar a raiz do espiritismo em sua família? Eu não sei se foi adquirido aqui, ou se veio da Europa. Não sei ao certo, mas meu avô era um espírita praticante, a vida interia. Criou os filhos no espiritismo. Mas havia muito preconceito na época. Lembro também de um fato interessante. Saíam daqui, meu tio Pompeu, fundador do albergue, e meu pai, para realizar trabalhos espirituais lá nos Pedroso, com o Juca Belmiro. Eu era pequena e meu pai chegava contando para minha mãe. Eu não me lembro dele, mas quando comecei a dar aulas, na roça, lá perto dos Pedroso, conheci sua esposa. Lembro-me que ele era um grande espírita, uma pessoa muito boa. Houve uma mudança na visão que as pessoas têm dos praticantes do

espiritismo? Mudou muito. Hoje, todo mundo respeita toda religião. Antigamente, era tudo separado. Quantos casamentos foram desmanchados por causa de religião. Hoje não existe isso, é uma maravilha, tudo igual. Eu vou à igreja católica, por exemplo, se há uma cerimônia, um casamento, um batizado. Antigamente, não era assim. E o católico, também. Quantos católicos que já vi em um trabalho espiritual. Nós, nas Obreiras do Bem, não falamos em religião. Nós temos evangélica, ministra da Eucaristia da Igreja Católica, espíritas. É tudo misturado, ninguém fala em religião e o trabalho é um só. Não há essa rivalidade de antigamente, não. A senhora acha que está na religião certa para si mesma? Sim, fui criada nela, acredito nela. A doutrina me traz uma compreensão espiritual do outro lado, por que estamos aqui na terra, para cumprir alguma falha do passado. É uma religião muito profunda. Eu acredito, eu gosto. Aqui em casa, meu marido é muito católico. Ele vai à dele, eu vou à minha. Na educação das filhas eu nunca opinei, dizendo que deveriam seguir o espiritismo ou o catolicismo. Elas estudaram no colégio das freiras e partiram para o catolicismo. Respeitei, houve a 1ª comunhão, todo o ritual. Mas uma delas entrou para o espiritismo. Certa noite, havia uma palestra espírita de Raul Teixeira, um orador espetacular do Rio de Janeiro, no Clóvis Salgado. Era uma noite muito chuvosa e meu genro de Ribeirão, que estava aqui, disse que me levava. A chuva apertou tanto que ele aca-

Quais são suas atividades, hoje, fora a Associação Feminina Obreiras do Bem? Eu faço trabalhos manuais em casa, como crochê e tricô. E meu tempo é muito curto também, porque eu não tenho empregada, faço todo o serviço. Adoro serviço de casa e cozinha. Acostumei-me tanto a trabalhar, correr, e dou conta, graças a Deus. E o albergue dá serviço a semana inteira, também. O que motivou a reforma e como foi feita? No albergue, o espaço que foi construído para nós, para nossas oficinas, estava muito apertado. Estava o bazar, máquinas, todo o movimento era ali. Quem doou o terreno para a construção do albergue foi o Dr. Quinzinho, da família Alves Pinto. Havia um terreno estreito ao lado. Nós resolvemos pedir para a família aquele terreno. Eles foram excelentes, fizeram a doação para nós, com tudo legalizado. E partimos para a construção. Ganhamos a planta do engenheiro Edson Canoas, falamos com o Pró-Vida, que na hora nos deu o material para a construção. A prefeitura e a Câmara nos doaram 20 mil. E fizemos campanhas, ganhamos muita coisa. O povo ajuda. Depende apenas de você ter um fim, uma causa justa. E eles ajudam. Quais são os planos para o albergue, daqui para a frente? Em uma sala, o bazar já está lotado. Na outra sala, teremos cadeiras de roda, cadeiras de banho, para emprestar. A outra será usada pela Associação dos Orquidófilos, da qual uma obreira faz parte, para ajudar na despesa de energia, de água. A outra será um “usadão” de móveis, pois ganhamos muitas coisas e esses móveis ajudam muita gente. Agora, está tudo separado. Mas nós não fizemos sozinhas, foi com a ajuda do povo. E quais são seus planos pessoais? Eu sou uma pessoa tão realizada, que acho que nem tenho planos. Do jeito que vem, vou levando bem feitinho, graças a Deus. Fui feliz no casamento, tenho uma família bem estruturada. Eu e meus irmãos, éramos em nove, somos muito unidos. Tudo o que vem, aceitamos. Mas não temos problemas, graças a Deus. São 50 anos de casamento. O que tinha que realizar, já realizei. O que eu quero agora é para o futuro dos meus netos. E acho que na vida, devemos sempre estar ajudando alguém.


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IGNI

BOUTIQUE Inauguração em grande estilo de mais uma Loja Em grande estilo e muito bom gosto, foi inaugurada com finíssimo coquetel a mais nova IGNI BOUTIQUE que fica na Rua Pimenta de Pádua, 1216 no centro de Paraíso na sexta-feira (22/06). A IGNI que já tem sua clientela e que está no mercado há mais de 25 anos está de cara nova, uma nova e moderna loja que vem toda reestruturada pela decoradora Maria Otília Scarano de muito bom gosto. Continua sob a batuta e comando da empresária e empreendedora Adriana Passagem. Adriana e equipe receberam seus convidados, clientes e amigos para brindar e selar esse momento único com chave de ouro, e foi um sucesso. E de portas abertas traz novidades e convida a todos para conhecer seu novo espaço da moda, com estilo e sofisticação, onde foi apresentado o lançamento de nova coleção. Antenada com as tendências da moda possui roupas femininas, acessórios e muito mais. Na sequência momentos da inauguração. IGNI BOUTIQUE Rua Pimenta de Pádua, 1.216 Tel: (35) 3531 5186

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Festa Junina do Ouro Verde A Festa Junina do Ouro Verde Tênis Clube, aconteceu na sexta-feira (22/06), e contou com uma expressiva presença dos sócios que a cada ano supera expectativas. Uma festa típica e tradicional que contou com quadrilha apresentada pelos alunos do Colégio Objetivo, presença dos familiares, muitos sócios que passaram momentos de muita alegria, descontração e confraternização numa noite agradabilíssima. Não faltou quentão, pé de moleque, pamonha, milho verde, pipoca, algodão doce, vinho quente. Um parquinho “playground” foi montado para a alegria das crianças. E os registros fotográficos são de Willian Jackson.

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CRLAUTU? ARUTLUC?... CULTURA?!

Revistas, livros, jornais, músicas, filmes e tudo com apenas uma função: transmitir cultura. Mas o que é cultura? Oi? Cultura seria apenas aquilo que marcou a história? Mas qual história? Cultura é o modo de viver, crenças, danças, estilo de vestir, música e até mesmo comida. Então tudo seria cultura? Teoricamente sim, afinal cada um tem o modo de expressar sua realidade e como todos sabem apesar de vivermos em um só mundo cada um tem o seu, criado por nós mesmos. As famílias costumavam ser mais próximas, havia mais conversas, um tempo para ler em família, mais harmonia. Os vizinhos eram como se fossem de casa, passavam horas e horas conversando, tomavam o café da tarde juntos, eram amigos e estavam sempre ajudando um ao outro. Hoje em dia não há isso, é raro, afinal existe a internet e através dela é fácil se conectar ao mundo com apenas um clique, dá para ter qualquer tipo de conversa e até mesmo relacionamento à distância. As notícias chegam muito mais rápido até nós, qualquer duvida é solucionada. Nossas roupas são capazes de mostrar quem somos, nossa origem, se pertencemos à algum determinado grupo, se existe uma intensa ligação entre à moda. Antes de nos vestir devemos pensar sobre como queremos que os outros nos vejam, porque apesar de tudo são eles quem irão nos definir.

Muitas vezes toda essa preocupação com o estar na moda transforma pessoas em uma máquina de futilidades, ou simplesmente o fato de querer ser muito estiloso, e aí se torna um excesso de tatuagens, piercings, brincos, roupas escalafobéticas e assim podemos colocar nossa saúde em risco. E na maioria das vezes “adquirem” essa mudança por algum significado especial, superação, prova de amor, como forma de fortalecer ou simplesmente por gostar de determinado objeto ou frase. Inclusive as brincadeiras fazem parte de nossa cultura, seja brincadeiras antigas, atuais, de diferentes cidades, estados ou países. Cada brincadeira é interpretada de diferentes modos, normalmente relatam fatos de uma vida adulta, é uma preparação e através delas crianças podem aprender como devem ser não só perante à sociedade mas também liderando uma família. As crianças de hoje se divertem através de jogos de tablets, ipads, video-games, notebooks, e assim deixam de sair de casa, deixam de se encontrar com os amigos, brincar na rua, esquece dos “piques” mas ao mesmo tempo que isso é ruim também é bom afinal transmite segurança para os pais, estão bem em baixo de seus olhos. Devemos ter consciência de nossas atitudes, é necessário valores, um comportamento adequado afinal nós quem escrevemos a história. A cultura é o nosso cotidiano, é nós.

EM CONVERSA COM Zélia De Lurdes Diogo Malaguti, Professora aposentada. O que seria cultura para você? - A música normalmente toca a alma da pessoa, o coral, a orquestra sinfônica, instrumentos, mais sopro e cordas. Na banda mais percussão, bateria e alguns outros de corda. Com o teatro podemos usar todas as artes, muitas emoções. Pela pintura usamos os pensamentos para assim usar os movimentos e cores das tintas. Com o artesanato criatividade, o gosto pelas cores, ou pelos tipos de arte. No artesanato podemos usar todos materiais possíveis flores de vários tipos, trabalhos com areia, madeira, tintas-couro, flores, bolsas, bordados, crochês, tricô. Dança balé, sapateado e os tipos e rítmos, samba, rumba, valsa, chá-chá, bolero, chorinho. A arte popular depende de cada região ou país que chamamos de folclore, congadas... Enfim a cultura é tão importante para nossas vidas como o sol, a chuva, a noite, o dia. Por exemplo: Esses jovens que praticam esporte, têm uma cultura diferente na alimentação, nos horários disciplinados, nos treinos. Outra cultura muito importante é a leitura que nos leva para todos os cantos do mundo, não há limites. Daí saem as lindas poesias, as letras musicais, as peças de teatro, os contos de fadas. A leitura e a escrita é o conhecimento de todas as artes porque você vê um quadro de pintura e sabe descrever a época o estilo de pintor, o material usado, o que ele estava retratando naquele momento de sua história. A pessoa culta não fica sozinha, ela não passa aperto em nenhum lugar no mundo ela sabe línguas ou música ou a ciência. Quem tem uma formatura hoje tem uma garantia de bom emprego. Quem tem bom emprego pode viajar mais, pode ajudar mais os filhos, os netos, pode cuidar mais da sua própria saúde. Porque ela sabendo como funciona por dentro de seu próprio organismo sabe o que comer, fazer prevenção. Ela cuida da parte espiritual, ela desestressa , nas academias, nas músicas, nas caminhadas. Nós começamos crianças sendo cuidados pelos pais. Se é uma mãe que tem saber vai fazer o pré-natal, vai cuidar, vai vacina-la e cada mês e ano de seu desenvolvimento ela sabe a hora de seu desenvolvimento para dar-lhe oportunidade para aprender nadar, falar inglês em uma escola, praticar algum tipo de esporte, seja tênis, basquete, vôlei, vai coloca-la em uma boa escola e saber acompanhar nos deveres então esta criança tem um futuro feliz, por quê? Ela vai subindo as escadinhas do conhecimento, vai adquirindo, o saber e por consequência tendo cultura. Vai saber valorizar todas as artes, vai valorizar um livro, uma viagem, também não é só ficar no computador ou no celular. Muitos jovens perdem tempo e sono porque ficam “viciados” nos meios de comunicação por isso não sobra tempo para esporte, uma leitura, aprender bordar, cozinhar, fazer qualquer artesanato ou estudar música. Jamais fique com o bumbum o dia inteiro pregado no sofá perdendo tempo, faça uma coisa produtiva. Hoje temos facilidades de fazer vários cursos gratuitos nas empresas, no Senac, nas escolas profissionais. Quem começa de pequeno toma por habito tudo. Até mesmo pequenas coisas como comer frutas, verduras, fazer leituras. Como era a vida anteriormente? - Meu pai sempre preservou muito os estudos, andava mais de 10 km para chegar à escola. Aos 13 anos tive a responsabilidade colocada por meu pai de ensinar meus irmãos, primos, filhos de colonos, a ler e escrever. Antigamente as amizades eram boas, as pessoas costumavam aprender a fazer várias coisas, ajudar os pais, artesanatos.

Minha mãe sempre me ensinou a cozinhar, a fazer artesanatos. Os pais antigamente eram muito rígidos, não deixavam ficar a noite inteira fora como é hoje em dia. O que marcou sua vida que hoje em dia não tem mais? A liberdade de poder ficar sentada no passeio, conversar com os vizinhos, deixar as crianças brincar na rua e são coisas que não podem mais. Hoje estamos dentro de casa com cerca elétricas, alarmes e ainda assim correndo risco. Como você educou seus filhos? - Procurei passar o que é bom, orientando sempre dizendo o que é ruim, sabendo falar não e quando falava “não” jamais voltava atrás. Sempre dava um horário para chegarem em casa, sempre cultivei muito os estudos, procurei ensinar os verdadeiros valores. Até hoje meus filhos me ligam mesmo depois de casados avisando se chegaram bem em casa, onde estão. Sempre ensinei meus filhos que na vida tudo precisa de um planejamento. Quais pontos negativos você vê hoje na sociedade? - Hoje em dia o que mais vejo de forma negativa, é a política. Sempre tem notícias mostrando o quanto de dinheiro foi desviado, falta eles ajudarem para trabalhos sociais. A população está votando por interesse próprio. Temos que escolher alguém sincero, honesto e que sabe fazer um bom projeto. Precisamos analisar a personalidade de cada um. O que você acha das transformações do mundo hoje? - A internet aproximou demais as pessoas, de outros estados, países. Família que moram longe, até mesmo oportunidades para emprego. Fácil acesso à livros, não é mais necessário ir a livraria para comprar e ler um determinado livro. O que acha que falta na cultura atualmente? - Falta divulgação do que produzimos, valorização. Não têm eventos para mostrar os artistas que temos aqui. “Uma das principais tarefas da cultura é fazer da necessidade, liberdade.” Jacob Klatzkin MICHELE CAROLINE LUZ, 14 anos, estudante em São Sebastião do Paraíso.

São Sebastião do Paraíso-MG e Região 30 de Junho de 2012


São Sebastião do Paraíso-MG e Região 30 de Junho de 2012

Jornal do Sudoeste

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Aniversariantes

Unhas para Noivas

No dia do casamento, os olhares voltados para a aliança da noiva sugerem que as unhas também serão atração. As noivas continuam pedindo unhas nudes ou francesinhas. Os nudes conferem um ar de sofisticação e leveza ao visual. Esmaltes nas cores lilás, rosa e vermelho também entraram na lista de pedidos. A personalidade da noiva não deve ser apagada em uma data tão especial. O ideal é usar o que está acostumada, e se quiser algo diferente é melhor testar com antecedência. Até com um estilo tradicional é possível ter um toque de ousadia. Entre as francesinhas existem variações com cores foscas e brilhantes, que podem ser feitas com esmaltes de cores fortes. Pontinhas com glitter também tem sido pedidas pelas noivas. Sugerese que a unha não seja da mesma cor do buquê, dando a cada detalhe sua própria evidência. O mais importante é que a noiva mantenha seu estilo no dia mais importante de sua vida, com elegância, criatividade e bom gosto.

rnal do o, da equipe Joposa de Sobrinha Vasc Es Renata Cristinacumprimentos dia 2 de julho. e Sudoeste, recebmãe de Larissa e Camila. Vasco Caetano,

Dia 2 A professora Nair de Paula Grilo, Edenilson Prates da Silva, contador na Prefeitura de Jacuí. Dia 3 João Vitor Westin. Dia 4 Marcoantonio Pereira da Silva, Rogério Bícego, Dr. Maurício Borges Marques, Reinaldo Formágio, Laís, filha de Vitória e Edgar (ex-presidente da Coolapa). Em Pratápolis o médico veterinário, ex-vereador em Paraíso, José Alves Campos.

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“Nós servimos há 40 anos em São Sebastião do Paraíso” By Ruth Corsi

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Estamos terminando o mês de junho e terminando também mais um ano leonístico, em todo planeta LIONS. Nova diretoria toma posse e com isto novos planejamentos serão elaborados e colocados em prática. Nós, da antiga diretoria, temos por dever, junto ao nosso clube, apoiar o novo presidente bem como todos os membros

selecionados para os cargos de coordenação dos trabalhos no ano de 2.012/2.013. Neste período de 2.010 a 2.012, vários objetivos do nosso plano de trabalho, elaborados em consonância com os objetivos do Lions Internacional, foram alcançados: Coordenamos as reuniões de planejamento de tarefas e prestação de contas de forma sistemática nos dias determinados pelo Lions Internacional. Em vários momentos, unidos em grupo leonístico ou de forma individual, criamos e fomentamos o espírito de compreensão entre os paraisenses participando de programas e projetos institucionais. Para cumprir o propósito de incentivar os princípios do bom governo e da boa cidadania, fomos bons cidadãos, cumprindo nossas obrigações de brasileiros, de mãe e de companheira leão. Pagamos nossas contas em dia, cumprimos nossos compromissos em tempo e hora, fomos solidária com os mais necessitados, tanto socialmente, quanto espiritualmente. Interessamo-nos, ativamente, pelo bem estar cívico, cultural, social, moral da nossa S]ao Sebastião do Paraíso. sempre, que possível, unimo-nos aos Lions Clubes vizinhos e outros clubes de serviços, reforçando nossos laços de amizade, bom companheirismo e compreensão mútua. Incentivamos, as pessoas bem intenci-

onadas a servir suas comunidades sem benefício pessoal financeiro. Estimulando a eficiência e promovendo elevados padrões éticos no comércio, na saúde, na educação, no esporte, no leonismo, nas comunicações, na maternidade etc. dedicando menções a pessoas especiais de nossa cidade. Falhas, como as tivemos! Servirão como processo de aprendizagem. A boa vontade é imensa, mas o tempo, grande vilão sempre nos cortava várias iniciativas. Ficaram lacunas de trabalho, que um dia certamente serão preenchidas . Entre elas, um dos grandes sonhos, colocar jovens dentro de nosso clube. Trabalhar para eles. Receber em troca o ânimo e a alegria, que emana da juventude. Repassar a estes jovens o código pessoal do grande fundador MELVIN JONES: “VOCÊ NÃO IRÁ MUITO LONGE, ENQUANTO NÃO COMEÇAR A FAZER ALGO POR OUTRA PESSOA.” Obrigada a todos os companheiros e companheiras, que irmanadamente compartilharam comigo de sonhos. A gente sonha só, mas só se transforma um sonho em realidade, quando o compartilhamos com outra pessoa, que tem o nosso ideal. Obrigada!

apresenta a peça teatral: “O Pequeno Príncipe” Dia: 03/07/12 (3ª feira) Horário: 19:30 h Local: Teatro Municipal Valor: R$ 2,00

TERAPIA SISTÊMICA Objetiva: numa consulta é detectado a origem de TRAUMAS E BLOQUEIOS que geram DOENÇAS PSICOSSOMÁTICAS SIMPLES: de fácil entendimento RÁPIDA: entre 4 a 12 sessões de tratamento A QUEM SE DESTINA: pessoas com Depressão, Problemas de Relacionamentos, Ansiedade, Stress, Pensamentos e Tentativas de Morte, TOC, Pânico, Bipolar, Alzheimer, Baixa Auto-Estima, Insegurança, Traumas quando Criança e/ou Traumas em Família, Drogadependências Químicas, Dificuldades emocionais em emagrecimento/obesidade etc... ONDE BUSCAR AJUDA: R. Dr. Placidino Brigagão, 1018 centro em S. Seb. do Paraíso, MG tel: (35) 3531-2573 Passos, MG Tel: (35) 9155-9717 Ribeirão Preto e Franca, SP tel : (16) 8233-4939 Saiba mais em outras cidades: falaruan@hotmail.com

DR. LINO CALAFIORI CIRURGIÃO DENTISTA CROMG 13.730

ESTÉTICA - PRÓTESE CLÍNICA GERAL Rua Tiradentes, 999-A Fone: 3531-2070


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Jornal do Sudoeste

São Sebastião do Paraíso-MG e Região 30 de Junho de 2012

Final de mais um ano Leonístico

Comemorando quarenta e dois anos de sua instalação em São Sebastião do Paraíso, o Lions Clube em sessão solene deu posse à nova diretoria que será presidida por Maurício Pimenta Villas Boas. Ele sucede a professora Ruth Corsi que teve destacada atuação na presidência do tradicional clube. No decorrer da solenidade foram

prestadas homenagens a colaboradores na divulgação de Lions. Receberam certificados o Dr. Mauro Ferreira, colunista no Jornal do Sudoeste e ex-presidente do Lions, a TV Paraíso que foi representada pelos apresentadores João Paulo Felix e Bia Pardini. Também foram homenageados o editor gráfico Vasco Caetano Vasco e o jornalista Nelson de Paula Duarte, editor, ambos do Jornal do Sudoeste.


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