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12 e 13 de Novembro de 2011 edição 592

Da imaginação de um menino,

A Lenda dos Ipês

Ana Carolina Bonacini Na voz de Luiz Ferreira Calafiori, o texto escrito por Danyllo Andrade Silva, aluno do 5º ano da Escola Estadual São José, de São Sebastião do Paraíso, A Lenda dos Ipês, foi apresentado aos membros da Academia Paraisense de Cultura, na sessão da última quarta-feira (9/11). Com sua imaginação de criança, o menino contou uma história de uma tribo indígena onde havia quatro gêmeos que usavam pulseiras nas cores dos ipês. A redação está concorrendo a prêmios no concurso Contadores de Histórias Encantadas, em São Paulo. Foi através do projeto Histórias Encantadas da professora de uso e ensino da biblioteca, Fátima Donizete Trindade Braia Teófilo, que Danyllo pegou lápis e papel e escreveu a melhor produção de tex-

menino para participar de uma sessão da Academia Paraisense de Cultura. “Gostei do convite, mas me senti envergonhado” revela Danyllo quando diz que quem leu o texto foi Luiz Ferreira. A produção de texto foi enquadrada e vai ficar exposta na Casa da Cultura, em Paraíso.

to selecionada da Escola São José, que seguiu para o concurso na capital paulista. Antes de chegar lá, muitas pessoas participaram dessa conquista, como Regina Ricci, técnica da SRE (Superintendência Regional de Ensino), a

A Lenda dos Ipês Há muito tempo existia uma tribo indígena nessa região onde hoje se localiza a cidade de São Sebastião do Paraíso – MG. Nessa tribo uma mulher deu a luz a um casal de gêmeos, Raum e Êpi. E outra mulher também havia dado a luz a outro casal de gêmeos Iató e Ranaã. Os quatro usavam pulseiras, Raum usava uma branca, Êpi uma rosa, Iató uma amarela, e Ranaã uma roxa, e eles nunca podiam tirar a pulseira, pois era uma regra da tribo, que quem tinha irmãos gêmeos tinha que usar uma pulseira colorida, porque cada cor tem um significado para os índios, e os gêmeos eram especiais, e por isso usavam as cores mais importantes: branca, rosa, amarela e roxa, e quem usasse estas pulseiras, não podia namorar ou seria punido durante o verão até o final do inverno e depois seria sacrificado e enterrado. Quando os quatro cresceram, se tornaram amantes da natureza e dos animais, e eles fizeram um perfume com um cheiro delicioso que chamava a atenção de todos os animais. Só que aconteceu um fato muito sério, Raum e Ranaã começaram a namorar escondido e assim aconteceu a mesma coisa com Êpi e Iató, ninguém da tribo sabia, até que um dia o chefe da tribo viu os quatro namorando, e contou para toda tribo. Eles receberam o castigo, sofreram muito até seu sacrifício, o chefe da tribo mandou enterrá-los um ao lado do outro. Após vários meses, saíram uns brotinhos de cada lugar que os gêmeos foram enterrados, um menino da tribo viu, e não contou a mais ninguém, e cuidou dessas plantinhas por tanto tempo que ficou moço, e as plantas viraram árvores muito grandes, e o moço que cuidou das árvores decidiu contar a toda a tribo sobre elas, e todos da tribo observaram as árvores durante muitos meses, e notaram que as árvores brotavam flores de acordo com as cores das pulseiras de cada gêmeo; branca, rosa, amarela e roxa; e que árvores davam flores e ficavam sem folhas durante o período em que eles foram punidos por namorar secretamente e que isso era proibido. Os índios escolheram um nome a essa árvore: Ipê, (que é o nome de Êpi ao contrário, e escolheram esse nome porque Êpi era a mais bela dos gêmeos). O Ipê foi espalhado por toda a região por causa do cheiro de suas flores, que tinham o mesmo cheiro do perfume que eles criaram, e atraía os animais, que transportavam suas sementes que fecundavam após caírem na terra. E é por isso que São Sebastião do Paraíso é conhecida com o a “Cidade dos Ipês”. Danyllo Andrade Silva São Sebastião do Paraíso, 25 de outubro de 2011

Joana Donizete Bandeira da Silva, supervisora da escola que inscreveu a redação no concurso, a professora da turma, Rosângela Maria Xavier, de uso e ensino da biblioteca, Fátima, e a diretora, Maria Aparecida Santos Cau. Como o aniversário de 190 anos de Paraíso estava próximo, Danyllo misturou as cores do símbolo do município com passagens de amor, sofrimento e renovação de novas vidas. Estas linhas caíram nas mãos da vovó Maria Eunice Silva, que tão logo pediu para que alguém digitasse o texto para guardá-lo de lembrança. Assim, A Lenda dos Ipês apareceu sobre os olhos de Luiz Ferreira que convidou o

O aluno paraisense, que divide seu tempo com aulas de handball, está concorrendo a uma das quinze câmeras digitais, em nível nacional, e um kit multimídia composto por um notebook, tela de projeção e data show, para os alunos que alcançarem o 1º lugar em cada região do Brasil.

Danyllo Andrade Silva


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São Sebastião do Paraíso-MG e Região 12 e 13 de Novembro de 2011

Prazer em Conhecer Fotos Fama Photo Studio

Autógrafos

Autografando para Érica

A fisioterapeuta Débora Pádua, especialista em Uroginecologia, lançou seu livro “Prazer em Conhecer” na noite de 03 de Novembro, no Teatro Municipal. Paralelo ao lançamento, Débora ministrou palestra sobre o tema do livro – Sexo – enfocando todos os assuntos até então considerados polêmicos com naturalidade e profissionalismo.

Amigas

Entrevista para o programa Sociedade em Destaque da TV Paraiso

Débora com Cecília e Marcos Aloise

Balé Flávia Junqueira “A Sereia e o Anel Encantado” é o tema da apresentação do Balé Flávia Junqueira deste ano. Uma estória infantil do pescador-zinho que se apaixona pela sereia; que encontra um anel e presenteia a amada; e ela se torna uma linda moça quando usa o anel encantado. Toda a história é apresentada em forma de dança: balé clássico, sapateado; jazz; estilo livre. Participe dos eventos culturais da cidade!!!

DESMITIFICAÇÃO E / OU A INOCÊNCIA PERDIDA (*)Ely Vieitez Lisboa

Sempre me foi doloroso quando algum iconoclasta destruiu um mito que me encantou na infância ou na adolescência. Mineira, eu amava a figura de Tiradentes, com as barbas e os cabelos longos, a corda grossa no pescoço, o ar de homem bom, que lembrava muito o Cristo. Ele era meu herói, o líder da Inconfidência Mineira, o homem que lutou pela liberdade do Brasil, contra o jugo português. Vibrava com sua valentia, quase a ponto de sair de peito aberto a gritar com entusiasmo: “Libertas quae sera tamen”! Em uma aula trágica de História, no Colegial, o professor destruiu meu herói. Morreu sim, foi esquartejado, salgaram sua casa para que nada mais ali vingasse, mas ele era o mais pobre, o menos importante do movimento dos Inconfidentes. Como matar um Cláudio Manuel da Costa, ou o fidalgo imponente Tomás Antônio Gonzaga? Decepcionada, infeliz, detestei a nova realidade. Depois foi durante uma visita às Cidades Históricas de Minas. A certa altura, o professor de Literatura Brasileira, que fazia o tour conosco, disse: “Daquela janela, Marília namorava o seu Dirceu, que residia logo acima...”. Todos os versos, as liras do livro “Marília de Dirceu” vieram-me à cabeça, a doçura, a pureza do grande amor dos dois personagens famosos. E o professor completou: “Marília, cujo nome, na verdade, era Maria Dorotéia, não amava Dirceu. Hoje ela seria chamada de “carreirista”, uma jovem quase adolescente, muito ambiciosa, atraída pela fortuna, fidalguia e pelo status de Gonzaga, o elegante portugu-

ês quarentão”. O professor tripudiou sobre minha tristeza. O nosso Dirceu também não a amava tanto assim. Logo que o movimento libertário foi descoberto pelos portugueses, o poeta escafedeu-se para a África. A vida desbotou-se, ficou mais feia, Víboras da dúvida picaram-me o coração, envenenando-o. Com certeza, Romeu e Julieta não morreram jovens, pelo seu amor impossível, Abelardo não foi castrado, Heloísa nunca entrou para o convento. D. Pedro arrancou mesmo leoninamente o coração do assassino de sua adorada Inês de Castro, a que depois de morta foi rainha? Dante amou a vida toda sua Beatriz, vista de relance em uma janela? Não morreu Fedra de amor, pelo seu Hipólito? Orfeu desceu aos infernos e resgatou Eurídice da morte? Um mar de dúvidas. Tudo ficção. Lições falsas de beleza para que se engula a realidade insulsa, insípida, tediosa. Uma lástima. Um pesadelo. De repente, a incerteza virou a maldita Hidra de Lerna, com suas cabeças hiantes. E o Cristo? Quantas versões surgirão ainda sobre a figura amada, tão carismática? Alicerçando-se nessa hipótese, escritores modernos têm publicado best-sellers com versões esdrúxulas sobre o chamado Messias. Infeliz, com a alma cabisbaixa, argumentei com meus botões: Não seremos nós mitos, heróis da ficção de Deus? E quando o Diabo nos desmascarar, com sua sarcástica lucidez? O que sobrará da magnífica Criação? (*) Ely Vieitez Lisboa é escritora. E-mail: elyvieitez@uol.com.br

Cuide de sua vida, que é o melhor que você faz! O que você ganharia se o Lula fizesse o tratamento oncológico pelo SUS? R: Provavelmente, nada! Então, seja mais humano e menos primitivo!Respeite a dor dos outros, que é o melhor que você faz! O que mudaria na sua vida se o Rick Martin não fosse gay? R: Certamente, nada! Então, cuide do que é seu e deixe que cada um cuide das escolhas feitas, que é o melhor que você faz! O que influenciaria na sua vida se a Amy Winehouse tivesse tido uma vida diferente da que teve? R: Possivelmente, nada! Então, faça com que a sua vida valha a pena e deixe os mortos em paz, que é o melhor que você faz! O que acrescentaria na sua vida se a Sandy não tivesse feito a propaganda da cerveja Devassa? R: Obviamente, nada! Então, viva a sua vida e deixe que os outros escolham como querem viver a deles, que é o melhor que você faz! O que alteraria na sua vida se tivesse a confirmação de que Michael Jackson era pedófilo? R: Provalmente, nada! Então, pare de julgar os outros pela aparência e trate de cuidar da sua essência, que é o melhor que você faz! O que mudaria na sua vida se a Derci Gonçalves não tivesse falado tanta bobeira? R: Certamente, nada! Então, deixe as pessoas dizerem o que pensam e aprenda a forma de falar que mais lhe agrada, seja feliz ,que é o melhor que você faz! O que alteraria na sua vida se a Roberta Close não fosse transexual? R: Certamente, nada! Então, aceite-se do jeito que você é e deixe que as pessoas encontrem a melhor forma de se aceitarem, que é o melhor que você faz! Temos tantas coisas para fazer, tantas coisas para pensar, tantas portas abertas que não conseguimos fechar, tantas leituras incompletas, tantas atividades não finalizadas, tantas ações inacabadas, tantas promessas não cumpridas, tantas expectativas não correspondidas, tantos pensamentos não concluídos, tantas palavras que não foram ditas, tantas reflexões que não foram feitas, tantas marcas que não foram perdoadas, tantas mágoas malresolvidas, tantas contas não pagas, tantas coisas para resolver e, ao invés de fazermos tudo isso, muitas vezes, perdemos tempo cuidando da vida dos outros! E depois dizem por aí que não se tem mais tempo, que tudo passa muito rápido! Pare de fazer questionamentos da vida dos outros, cuide da sua! Mais cedo ou mais tarde, você sentirá falta de ter feito isso! Vai ver que o que você atribuiu importância é, na verdade, irrelevante! Vai começar a sentir falta de si mesmo e perceberá que, ao falar dos outros, ao cuidar da vida alheia, você estava, na verdade, fugindo de si mesmo, de se deparar com a própria existência, de se ver de frente! Por isso, permita ser feliz como as pessoas que são felizes! Não se importe com quem não se importa com você! E, pelo amor de Deus, respeite a dor e o momento do outro, porque o que dói nele também doiria em você: mísero, falível e mortal: HUMANO! Lembre-se: Nós somos responsáveis pelos fios e os nós... As cores e os tons... E você: já parou para pensar o que anda tecendo? É por isso que eu digo: é melhor falar do que ruminar!!! E , neste caso, é melhor se perceber antes de ver o outro! Pronto, falei, tá falado!

faleitafalado2010@hotmail.com


São Sebastião do Paraíso-MG e Região 12 e 13 de Novembro de 2011

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“Eu acredito muito na liberdade” Por detrás de uma voz forte e de uma postura séria imposta por terno e gravata, Márcio Calafiori Resende revela-se um homem que escolheu despertar nas pessoas a vontade de crescer e viver para o bem. Quando menino que corria pelo centro da cidade, transformava meias em bolas para brincar, e sempre ocupava os bancos da secretaria da escola do Monsenhor Mancini. É pai, avô e fundador da Faculdade Calafiori, onde dedica boa parte do seu tempo em busca de plantar sementes férteis de educação, respeito e amor ao próximo. O filho do Dr. Sebastião Resende e de dona Neusa Calafiori tem prosa boa, simplicidade e carinho por aqueles que passam por ele. Quais as lembranças mais marcantes que o senhor tem da sua vida de criança?

balhar porque eu não tinha como me sustentar; eu comecei a depender de mim para poder viver.

Eu nasci no dia 28 de fevereiro de 1953, em São Sebastião do Paraíso, na rua Coronel Francisco Adolfo, nº 49, na esquina do Campos do Amaral, ao lado da antiga rodoviária, bem no centro da cidade. Nasci em um sábado de carnaval. Eu nasci na minha casa. Meu pai era médico, o Dr. Sebastião de Paula Resende, e fez o parto da minha mãe, dona Neusa Calafiori. Eu sou o quarto filho de cinco irmãos: Wellington, Paulo, Sebastião e Neusa. Eu tive uma infância maravilhosa porque naquela época a gente tinha liberdade total. Comecei a estudar no Campos do Amaral, depois eu fui para a escolhinha da dona Alice, continuando na escola do Monsenhor, ali perto de casa. Minha professora Regina me ensinou e teve bastante paciência comigo. Eu era muito “quietinho”, sabe? Fui uma criança muito quieta, quase não fazia arte. Quando eu estava no ginasial, o Monsenhor Mancini me convidava todo dia para ir à secretaria, de tão “quietinho” que eu era. Ele entrava na sala de aula e falava: “Calafiori, secretaria”. (Risos) Eu fui dos mais bagunceiros da turma. Eu vivia entre a casa do meu pai, perto do Campos do Amaral, e a casa da minha vó, na rua Dr. Placidino Brigagão, em frente à Superintendência Regional de Ensino. Levadeza a mil. Desde criança, eu tive uma vontade de viver, de conhecer o mundo, de fazer alguma coisa... Eu acredito muito na liberdade. Eu acredito que o ser humano foi feito para ser livre. Os pais devem explorar essa criatividade da criança. Com essa criatividade, a criança vai poder usar a infância dela para sair de alguns obstáculos, das dificuldades da vida... Eu tive sorte de nascer na família que eu nasci. Meus pais foram maravilhosos porque eles compreendiam que a liberdade, que a descoberta do mundo, há de ser feita pela própria pessoa. A família é a nossa base de sustentação, mas eles não toliam nossa criatividade, eles nos incentivavam. Naquela época, diferente da época de hoje, a evolução natural da sociedade nos leva a fazer isso. Nós fazíamos nossos próprios brinquedos: aqueles carrinhos de rolimã, bolas de meia... Hoje, as crianças fazem as mesmas coisas. Só que a divulgação dessas potencialidades infantis não é tão vista hoje. A mídia vem e abafa. Hoje a mãe e o pai ficam pouco tempo com o filho. É a vida moderna. Acredito que quem queira participar da vida urbana, há que entrar no ritmo da vida urbana. Quem queira participar da vida rural, deve viver no ritmo da vida rural. Você não pode confundir os ritmos. Quem nasce, gosta e vive na roça, tem que criar os mecanismos para viver na roça. Quem não mora na roça, não tem tanto acesso às informações materiais disponíveis nas lojas. Mas as crianças do meio urbano têm acesso às lojas todos os dias. Eu não sei se essa história de comprar brinquedos prontos é tão boa. Eu acho melhor desenvolver potencialidades de cada criança. Nem sempre aquela criança que tem tudo certinho, tudo bonitinho e horários para tudo vai ser um referencial para a sociedade. Os obstáculos da infância, as necessidades, a criatividade da crian��a, faz com que quando ela chegar à fase adulta, ela vai conseguir solucioná-los com maior tranquilidade. Mas nós devemos isso à união da família. A criação passa pela família.

E o senhor começou a trabalhar em quê?

Na adolescência, o senhor se mudou para o Rio de Janeiro. Como foi a experiência de viver em uma cidade bem maior que aqui? Aos 15, 16 anos por aí, eu fui embora para o Rio de Janeiro. Como bom brasileiro, eu morei em Botafogo, Copacabana... Olha, eu tenho muita sorte na vida. Eu morei no Rio em uma época quando ainda se podia andar a pé. Quando eu cheguei ao Rio, já na adolescência, eu olhei para os edifícios da avenida Atlântica e resolvi que ia tirar coisa boa da cidade grande. Foi um choque cultural violento. É aí que eu falo que a criatividade da criança, a liberdade e a formação da família faz com que você vá para o lado do bem. Chegamos ao Rio de Janeiro em circunstâncias um tanto quanto difíceis. Eu precisei começar a tra-

Eu comecei a trabalhar numa loja que ficava no centro comercial Gabriel Gonçalves. Talvez o primeiro shopping center do Brasil - isso em meados dos anos 70 por aí. Essa loja era de um grupo de judeus que compravam roupas usadas nos Estados Unidos, dedetizavam, e vendiam no Brasil. Foi moda. Foi uma época em que a juventude gostava de usar umas calças jeans desbotadas, jaquetões... Em algumas novelas de época, os personagens usavam essas roupas. Atores como Tarcísio Meira, na novela Irmãos Coragem, todo o figurino do elenco da primeira edição da novela foi adquirido nessa loja onde eu trabalhava. Ao mesmo tempo, eu comecei a fazer faculdade de Relações Internacionais. O curso era de um grupo do Instituto Rio Branco que resolveu montar uma faculdade chamada de Relações Internacionais. Ela não formava embaixadores, mas sim alunos técnicos auxiliares para trabalhar nas embaixadas do Brasil. Eu fiz essa faculdade até o 3º ano porque meu irmão mais velho, o Wellington, me convidou para morar com ele em Taubaté. Ele fazia Medicina. Eu verifiquei que Relações Internacionais, embora tenha sido um curso maravilhoso, não era realmente aquilo que eu queria também. Comecei a fazer Direito em Taubaté em uma faculdade maravilhosa. Os nossos professores de Direito em Taubaté davam aulas no Largo São Francisco, em São Paulo. Todos eles eram desembargadores. Foi uma maravilha! Eu tenho colegas que hoje têm nome nacional e internacional no Direito, que estudaram comigo. O mais conhecido de todos é o Nelson Neri Junior. Minha mãe entrou no curso de Direito junto comigo. Ela foi minha colega de carteira e se tornou uma grande advogada. Ela foi para Santa Catarina, se especializou em Direito Internacional e exerceu. O nome hoje da Faculdade Calafiori é uma homenagem a ela. Pela pessoa maravilhosa que ela era, incentivadora de estudos, pela coragem de vida que ela teve. A vida se lhe apresentou em determinado momento um tanto quanto difícil. E ela superou tudo. Nunca reclamou de nada, sempre olhava para frente, com a cabeça erguida, uma mulher lutadora e batalhadora. Culta, estudiosa, falava inglês, francês e espanhol correntemente. E principalmente nosso português que era bem falado e escrito. Ela era bem letrada. Ela foi uma mulher que buscou a liberdade. A mulher tem que buscar a liberdade. A mulher é privilegiadíssima, é o ser que dá vida, que continua a obra de Deus. Ela consegue gerar os frutos que somos nós. A mulher é especial! E principalmente, as mulheres que conseguem romper barreiras. O homem procura tolher a mulher – hoje já melhorou muito, mas ainda existem homens que são assim. São poucos os homens que conseguem trabalhar ou se casar com uma mulher de sucesso e continuar ao lado dela. Parabéns a essas pessoas que conseguem deixar a mulher se desenvolver. E a minha mãe foi uma guerreira. Imagina há 39 anos o que era esse país, não era como hoje. Em homenagem a essa grande pessoa, que nos deu grandes lições de vida, a faculdade recebe o nome Calafiori. UNIESP (União de Escolas Superiores de São Sebastião do Paraíso) é o nome da mantenedora da faculdade. Tudo tem que ter sua entidade mantenedora. A Faculdade Calafiori é o nome fantasia mantida pela UNIESP. Eu tenho orgulho de dizer que sou filho da dona Neusa, orgulho de ter nascido na família e a cidade onde eu nasci. Paraíso era berço de cultura. Na minha época de infância, as grandes peças teatrais, movimentos intelectuais, passavam por São Sebastião do Paraíso. Nós tínhamos o cinema Recreio, onde hoje é o Edifício Recreio, e o cinema São Sebastião, onde hoje é o Magazine Luiza. A vida intelecto-social de Paraíso era bem ativa. E nós sentimos saudade disso. Falta para nós essa movimentação intelectual. Falta trazer essa atividade cultural um pouco mais elevada, um pouco mais refinada. E um nome particularmente paraisense, de uma família tradicional. Eu entrei na internet e “fui lá à Itália” buscar onde os Calafiori nasceram.

por Ana Carolina Bonacini

Os Calafiori têm tradição de ser uma família de empreendedores. Eles vieram para o Brasil por volta de 1854 com espírito de empreendedores. Tanto é que quem fundou a Santa Casa municipal foi Angelo Calafiori. O busto dele está lá na frente. Ele deve ter sido muito bom para a cidade porque uma das principais avenidas tem o nome dele. São pessoas que vieram para cá e trabalharam em benefício da sociedade. O meu bisavô Vincenzo Calafiori era ligado às artes e ofício. E muito participativo em causas sociais. Nossa família é bem conhecida e de bom nome. E temos a família Resende do meu pai. Também uma família tradicional. Graças a Deus, são dois troncos familiares que eu tenho que gostam do serviço, gostam de trabalhar. A minha vó Josephina Resende era a matriarca, a chefe da família. Minha vó tinha carteira de motorista. Se para minha mãe que fez Direito já era diferente, minha vó, quando moça, tinha carteira de motorista. Ela ia fazer medicina, mas casou-se com o meu avô e não fez. São pessoas que vieram ao mundo para trabalhar, para produzir e deixar alguma coisa de bom para a sociedade. Houve história da minha vó na crise de 29, quando ela foi para a roça e começou a fazer doces para vender – um período em que as coisas apertaram. Isso é uma coisa que está enraizada em nós. Meus irmãos são todos médicos, minha irmã é dentista, então nós temos exemplos em casa só de coisa boa. E queremos passar isso para todo mundo. Na verdade, se nós formos ver, nós passamos mais tempo trabalhando que nos divertindo. Então, o senhor concluiu o curso de Direito em Taubaté? Em determinado momento, meu pai me chamou de volta para Ribeirão Preto, mas não voltei para São Sebastião, mas para Ribeirão Preto. Terminei meu curso de Direito em Franca. Volto a falar à formação do ser ali na base, ali na infância. Quanto maior número de experiências boas, de superação de dificuldades, melhor para vida como um todo. Meninada? Vamos despertar a criatividade! A criatividade faz com a vida fique gostosa, não tenha rotinas... Terminei o curso de Direito em Franca, me casei, mas infelizmente, fiquei viúvo. Tenho três filhos do primeiro casamento: Flávia, Maurício e Márcio Luiz e um casal de netos, o Luiz César e a Beatriz. Depois me casei novamente com a Giseli, que hoje trabalha comigo aqui na faculdade, com quem tenho uma filha, Clara. Ela está com um ano e oito meses. Espero que ela possa um dia sentir que a vida dela é gostosa. Nós temos que ter primeiro fé em Deus, perseverar no bem que vence. O bem e o mal andam ao lado do outro. Todos os dias nós temos que optar ou para o bem ou para o mal. Então, todos os dias nós temos que optar pelo bem. Todos os dias. E a gente vence. Estudar, ler bastante e trabalhar. Gerar empregos e ser um gerador de desenvolvimento. Quando foi que surgiu a ideia de construir uma faculdade aqui em Paraíso? No meu escritório de advocacia, nós tomávamos café da manhã em torno de nove horas. O Antônio, o “Toninho do Tito”, ia tomar café todos os dias. Dado às nossas conversas, sentimos que havia falta de formação séria, falta de formação técnica, para o pessoal de Paraíso e região. Faltava em determinadas áreas uma formação realmente voltada para o saber. Resolvemos então, fazer uma faculdade com

o espírito de trazer para nossa cidade a oportunidade para nossos jovens, não somente para os jovens, mas para todos, indistintamente, haja vista o exemplo da minha mãe que aos 50 anos fez curso de Direito. A todos que queiram aprender a ser um agente transformador da sociedade para melhor, nós estamos de portas abertas. A faculdade nasceu da vontade de trazer para a nossa cidade um ensino de qualidade, comprometido com a nossa realidade. Formamos um grupo e construímos essa faculdade. Qual foi o primeiro passo para o início deste projeto? O primeiro passo foi a concretização da ideia. É uma coisa muito gostosa você ter uma ideia e colocá-la em prática. Traçamos metas a serem cumpridas, objetivos, e fomos correr atrás. Precisávamos de uma área para a construção da faculdade porque nós não tínhamos espaço físico... Começamos do “zero”. As conversas começaram em 98. Ficamos mais ou menos um ano discutindo a maneira como a ideia seria implementada. Juridicamente falando, a sociedade foi em outubro de 99, mas a ideia veio em 98. Depois disso, iniciamos a construção da faculdade. Pedimos autorização ao MEC para funcionamento. Isso levou uns dois anos e alguns meses. O funcionamento da faculdade, se não me falha a memória, começou dia 14 de março de 2002, com o curso Normal Superior. Agora estamos com esses três cursos, Educação Física, História e Pedagogia, e vamos colocar mais cursos. Durante esse período houve algumas alterações no quadro societário e devo dizer que todos que participaram do projeto, o Toninho, o Sérgio, que foram sócios, são pessoas boas, que sempre procuravam buscar a qualidade de ensino. Hoje estamos eu e minha irmã na sociedade e é uma luta muito gostosa. E por outro lado, quais os entraves vocês encontraram nessa trajetória? Todo mundo, isso é do ser humano, tem medo do novo. Esse talvez tenha sido o maior obstáculo que a gente tenha enfrentado. “Será que vai dar certo?” Não entre os sócios, mas forças externas. O ser humano aceita fácil uma notícia triste. Agora, quando tem uma notícia boa, inesperada, começa a suscitar dúvidas. “Será que vai dar certo? Será que eles vão conseguir?” O ser humano não está acostumado com notícias boas. Nosso grande obstáculo foi sermos da terra. Às vezes as pessoas pensam que conhecem as outras, mas não conhecem. Dificilmente, alguém conhece alguém na essência, na raiz. O grande obstáculo foi vencer essa barreira de mostrar que realmente estamos imbuídos em produzir bons frutos. E esta aqui hoje a faculdade. Temos muito que fazer, temos muito que crescer, e vamos crescer. Como o senhor analisa o crescimento da Faculdade Calafiori? Nós devemos transformar nossa cidade em pólo educacional. Aos poucos nós vamos conseguir. Temos grandes concorrências. Nós estamos em uma região onde em um raio curto de 80, 100 quilômetros encontramos várias faculdades. Nós temos sobressaído e temos vencido essa concorrência pela qualidade de ensino. Você não pode se esquecer de que a qualidade do ensino, a vontade e a vocação da faculdade vence qualquer

obstáculo. Nós temos que mudar muito o conceito de exportador de alunos para sermos importadores de alunos. Nós convencemos algumas autoridades, pessoas que tem o poder de comunicação de massa, a fazer com que os alunos não saiam da cidade, mas sim que venham alunos de fora para cá. Nós não estamos conseguindo isso. Eu não sei por que de uns tempos para cá fica esse movimento de exportador de aluno vem crescendo, com anuência do poder público. Isso nos entristece. Nós temos duas faculdades presenciais aqui em Paraíso e as duas sofrem com isso. Nós estamos perdendo um orçamento a cada dez anos só com o valor das mensalidades pagas fora do município, fora outros gastos. Isso tem que ser mudado. E as eleições estão aí. Está faltando vontade para que a cidade mude para melhor. Não é estética, não é cosmético, não é embelezamento. Para mudar tem que mudar a essência, a base. Não é usar aquela expressão “para inglês ver”. Tem que mudar é a mentalidade. Parar de ser subservientes à vontade de algum grupo, de algumas pessoas. Parar de ter vaidade pessoal porque nós temos que pensar no coletivo. Nós temos que pensar na cidade como um todo. Por que meu filho precisa viajar 200 km – ida e volta – todos os dias, chegar em casa meia-noite, uma hora da manhã, e ter que acordar 7h30 para trabalhar? Dorme pouco, produz pouco. O ser humano precisa dormir, ainda mais os jovens. Nós temos que parar com esse negócio de ser exportador de aluno e começar a ser importadores. A nossa cidade tem potencial para isso. Basta mudar essas políticas de vaidade, mudar o foco político e ajudar as instituições daqui. Nós precisamos de ajuda no sentido de coibir essa exportação. A qualidade de ensino nós temos. Olha que coisa gostosa a Faculdade Calafiori. Houve concurso para diretora da rede pública municipal. Por favor, vá lá e confira quantos da Faculdade Calafiori são diretores. Nós temos uma aluna que no ano em que se formou, prestou concurso e passou. O aluno de outras faculdades, grandes, que tem facilidades de locomoção, propaganda e aquele negócio todo, não passa. Então, qual a faculdade é a melhor para a cidade? É a nossa. É a Faculdade Libertas que está com notas boas no exame da Ordem... Nós temos que incentivar as faculdades daqui. Não precisa buscar o que nós temos aqui. Muito obrigada pela entrevista, Márcio. Gostaria que o senhor registrasse uma mensagem aos leitores do Jornal do Sudoeste. Amigos conterrâneos e leitores do Jornal do Sudoeste. Primeiro, eu quero agradecer ao Nelsinho e a você, que parece gostar muito do que faz, assim como eu gosto da faculdade. Seus sorrisos constantes demonstram isso. Desejo a todas as pessoas que elas vivam de maneira tranquila e feliz. Com fé, perseverança, amor, vontade de viver, de crescer, de prosperar, vontade de fazer alguma coisa boa. Nós temos que ter responsabilidade social. Todos nós somos responsáveis por um todo. Repartir é somar. São pequenos atos voltados para o bem... É viver bem com ou sem problemas. Estamos nos aproximando do Natal, uma época de reflexão, de tirar a maldade do coração. Nós não precisamos dar explicações às pessoas, mas é a Deus que vamos prestar contas. É importante nos conscientizarmos que um dia nós vamos nos encontrar com Ele.


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ObaOba Samba House, sucesso total no Ouro Verde Tênis Clube

Centenas de pessoas estiveram no Ouro Verde Tênis Clube sábado passado (05/11) no Evento ObaOba Samba House, realizado pela Arquitetura de Eventos, pela grande procura esgotaram-se todos os ingressos, tendo em vista limitar o número de pessoas naquele local. Principalmente sócios tiveram a oportunidade de comprar antecipadamente por uma diferença de R$15,00 do ingresso não sócio, além disso muitos ficaram sem ir ao evento devido organizadores priorizarem a segurança de todos. Sendo assim ingressos e espaço foram limitados. Um forte esquema de segurança foi montado com apoio da Polícia Militar, paramédicos foram contratados e ambulância pensando no bem estar e segurança das pessoas que lá estavam para se divertir. Quando Obaoba Samba House entrou em cena todos foram ao delírio, centenas de pessoas cantaram juntos com as mãos pro alto na maior adrenalina. Sucesso de público em todo Brasil, o fenômeno da mistura perfeita do samba tradicional e típico brasileiro, com a

modernidade da música eletrônica, o house music é a alma do ObaOba Samba House dando uma roupagem e efeitos inesperados as músicas já consagradas no Brasil e no mundo. Organizadores agradecem a todos que compareceram, curtiram muito e saíram falando bem, formadores de opinião e incentivadores. São essas pessoas que incentivam para que Paraíso tenha eventos bacanas na cidade. Agradecem a todos os patrocinadores, Polícia Militar, pronto atendimento de emergência (ambulância), paramédicos, equipe de seguranças muito bem preparados nessa festa que transcorreu tudo na mais perfeita tranquilidade, sem incidentes. Agradece a presença da imprensa. A repercussão foi grande em torno desse evento, vieram pessoas de várias cidades para curtir ObaOba Samba House, enfim uma festa que foi um sucesso total! E agora o tão esperado show de Obaoba Samba House no Clube de Campo de Franca no dia 27 na gravação de seu DVD.


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ba House, sucesso Verde Tênis Clube

modernidade da música eletrônica, o house music é a alma do ObaOba Samba House dando uma roupagem e efeitos inesperados as músicas já consagradas no Brasil e no mundo. Organizadores agradecem a todos que compareceram, curtiram muito e saíram falando bem, formadores de opinião e incentivadores. São essas pessoas que incentivam para que Paraíso tenha eventos bacanas na cidade. Agradecem a todos os patrocinadores, Polícia Militar, pronto atendimento de emergência (ambulância), paramédicos, equipe de seguranças muito bem preparados nessa festa que transcorreu tudo na mais perfeita tranquilidade, sem incidentes. Agradece a presença da imprensa. A repercussão foi grande em torno desse evento, vieram pessoas de várias cidades para curtir ObaOba Samba House, enfim uma festa que foi um sucesso total! E agora o tão esperado show de Obaoba Samba House no Clube de Campo de Franca no dia 27 na gravação de seu DVD.

Tip Top Bar, ambiente agradável, localização privilegiada, clientes assíduos e ótimo atendimento, tudo isso resumo esse bar que está em constante sintonia com seus clientes. O funcionamento é de segunda a sábado, possui um cardápio variado, mais de 60 opções, deliciosas refeições, pratos ou porções apetitosas, panquecas, caldos dentre outras diversidades e serviços “a la carte”, que traz opções para os mais variados paladares, além do almoço das 11h as 14h. O bar continua seu funcionamento após o almoço se estendendo a noite.Novidade: Internet Wirelles para os clientes, e já se preparando para o Reveillon onde as mesas são limitadas. Garanta já a sua. Animação com a banda Os Fantoshes. Tip Top Bar avenida Monsenhor Felipe, 565, telefone 3558 8803.


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São Sebastião do Paraíso-MG e Região 12 e 13 de Novembro de 2011

O onze passou a ser número inquietante Mais uma sexta-feira! Dia de uma curiosidade mais descontraída e divertida que faz você pensar. O 11 passou a ser um número inquietante. Podem pensar que é uma casualidade forçada ou simplesmente uma tontice, mas o que está claro é que há coisas interessantes, senão, vejamos: 1) New York City tem 11 letras. 2) Afeganistão tem 11 letras. 3) ‘The Pentagon’ tem 11 letras. 4) George W. Bush tem 11 letras. Até aqui, meras coincidências ou casualidades forçadas (será?). Agora começa o interessante. 1) Nova Iorque é o estado Nº 11 dos EUA. 2) O primeiro dos Vôos que embateu contra as Torres Gêmeas era o Nº11. 3) O voo Nº 11 levava a bordo 92 passageiros; somando os numerais dá: 9+2=11. 4) O outro voo que bateu contra as Torres, levava a bordo 65 passageiros, que somando os numerais dá: 6+5=11. 5) A tragédia teve lugar a 11 de Setembro, ou seja, 11 do 9, que somando os numerais dá: 1+1+9=11. E agora o inquietante. 1) As vítimas totais que faleceram nos aviões são 254: 2+5+4=11. 2) O dia 11 de Setembro, é o dia número 254 do ano: 2+5+4=11. 3) A partir do 11 de setembro sobram 111 dias até ao fim de um ano. 4) Nostradamus (11 letras) profetiza a destruição de Nova Iorque na Centúria número 11 dos seus versos. Mas o mais chocante de tudo é que, se pensarmos nas Torres Gêmeas, damo-nos conta que ti-

nham a forma de um gigantesco número 11. E, como se não bastasse, o atentado de Madrid aconteceu no dia 11.03.2004, que somando os numerais dá: 1+1+0+3+2+ 0+0+4=11. Intrigante, não acham? E se esqueceram que o atentado de Madrid aconteceu 911 dias depois do de New York, que somando os numerais 9+1+ 1=11!!!! E agora o mais arrepiante:

Corinthians, tem 11 letras, tem 11 jogadores e sua fundação foi em 1910, que somando os numerais dá 1+9+1+0=11. Conclusão de tudo isso: Bin Laden era Corinthiano! Mais uma pra você testar em casa: soma o ano em que você nasceu, mais quantos anos você tem, para ver, vai dar onze. Exemplo eu nasci no ano de 65 e tenho 46 anos somando 65+46= 111 Ângelo Português

Cór’da Onça “Meu destino é tocá gado”. (Verso entoado pelo peão Zé Bento na invernada do sogro, o boiadeiro João Rosa) *Gabriel Emidio

O leitor urbano, não importa onde esteja, dificilmente ouviu falar no Cór’da Onça. E se acaso suponha que conhece de nome ou já foi até lá, tudo indica que estará se referindo ao Córrego da Onça do Catitó, entre Guaranésia e Monte Santo de Minas. Ali se localiza a Fazenda da Onça, antiga Itororó, comprada pelo Capitão Geraldo Ribeiro do Valle por volta de 1860. Ainda hoje é cortada ao meio pelo córrego que lhe deu o nome. O leitor pode achar que se trata do Córrego da Onça lá de BH, que volta e meia transborda, por força de uma barragem rompida. Ou, também, o Córrego da Onça de Bela Vista de Minas, no eixo da BR-381. Há muitas localidades com essa denominação, Brasil afora – em português e nas línguas indígenas. O fato é que Cór’da Onça grafado assim, sincopado e reduzido a três sílabas poéticas, só tem um: fica a três quilômetros da Praça São João Batista – marco zero da comarca de Itamogi, no Sudoeste Mineiro. Nos tempos de antanho, ali havia, sim, um córrego de água limpa, povoado de lambaris e bebedouro natural das onças desguaritadas das matas ainda fartas. Se você pensa que o Cór’da Onça é uma água qualquer, lugarejo sem charme e pedigree, desprovido de história e órfão de tradição, engana-se. O conjunto de propriedades que forma o legendário bairro é relativamente pequeno, se comparado aos vizinhos Lagoa, Candinhos, Perobas e Gabiroba. Mas as primeiras casas datam de 1873, quando Francisco e Francisca Ferreira, primos em primeiro grau, se casaram. Descendente direto dos pioneiros, o casal era muito benquis-

to e respeitado. Tiveram apenas três filhos – João, Maria Antônia e Ana. O primeiro era completamente sem juízo, mulherengo, beberrão. Casou-se, separou-se, torrou toda a herança, conheceu o gosto amargo da decadência e morreu vivendo de favores em casas de parentes. Maria Antônia casou-se com o João Branco e tiveram 15 filhos. E Ana casou-se bem menina – 14 anos – com o fazendeiro Joaquim Emidio da Silva – um dos 17 filhos de Emidio José da Silva, dono de muitas terras, engenho, gado, café. Um homem de bem, que viveu 104 anos até 1956. Ana o Joaquim Emidio, meus avós paternos, tiveram 11 filhos. Enfrentaram do jeito que puderam a crise de 29, perderam boa parte das terras, só ficaram uns vinte e poucos alqueires. Café e gado – sempre. Até o final dos anos 60, enquanto o casal viveu, a casa grande da sede se enchia de gente ao domingos - filhos, noras e genros; netos e agregados. Homem franco, sistemático, dono de poucas letras, mas muito bem informado para a época e o contexto, Seo Joaquim Emidio era leitor e assinante do Diário de S. Paulo. O jornal chegava de tardezinha, no trem da Mogiana. E ai do neto que se esquecesse de pegar o exemplar no balcão do correio – tinha de voltar correndo ou galopando em pêlo o pangaré mais à mão. Era consultado sobre diversos assuntos – inclusive políticos. Sempre discreto, Seo Joaquim Emidio votava na UDN, mas tinha prestígio também no PSD. Recebia todo mundo bem, ouvia mais do que falava e aceitava a corte dos mais sabujos. Os olhos azuis muito vivos temperavam a firmeza da voz e não raro a dureza das palavras. Nem sempre era tolerante. Encarnava o típico ho-

mem respeitado, num tempo em que fio de bigode não era só assunto para o barbeiro. Cór’da Onça! Ali vivenciei mudanças cruciais de paradigmas, na passagem dos anos 60 para os 70. Em curto espaço de tempo a lamparina foi aposentada, com a chegada da luz elétrica. O carro de bois, o carretão, a carroça, a charrete, o cavalo de sela... o monjolo, o pilão, os apetrechos para fazer polvilho... Tudo isso ficou para trás com a morte dos velhos, entre julho e outubro de 1968. O sítio remanescente da gleba original foi picotado e a gleba maior coube ao filho caçula de Joaquim Emidio, que comprou partes de alguns herdeiros. Hoje nossa mãe e dois irmãos são praticamente tudo que sobrou do Cór’da Onça. Aqui a história reminiscente dá lugar ao tempo presente. Em vez de contá-la agora, melhor vivê-la, saboreá-la. Gosto de voltar às origens fincadas nos carreadores de café e nas carreiras de gariovas esbeltas. Nos meus encontros com lembranças de cenas e cenários do Cór’da Onça, a cantoria cacofatal do vaqueiro Zé Bento, referenciada na epígrafe desta crônica, remete a outro Bento – esse o tio mais querido, dono do sorriso mais luminoso desse mundo. Ele se foi no carnaval de 1991, deixando uma saudade proporcional à falta que ele faz. Herdeiro? Deixou, sim – é o nosso irmão Toin’ da Onça, um menino de 49 anos que foi grande companheiro do Tio Bento e com ele aprendeu tudo sobre a alegria de viver. *Gabriel Emidio, natural de Itamogi e nascido no Cór’da Onça, é professor, jornalista e consultor em Marketing Político. gabrimidio@gmail.com

EQUIPE DE GUERREIROS Não há maneira melhor para definirmos a equipe de colaboradores da CONFORMATEC. Equipe esta que diante de muitos obstáculos, conseguiu com muita garra superar mais um, não deixando se desmotivar nem enfraquecer. Muito pelo contrário, tornou-se ainda mais forte e unida, deixando-os prontos para mais uma batalha. Batalha esta já certos da vitória. Um time que dá gosto de ver em ação, onde se da para sentir a emoção a flor da pele. Sempre aumentando suas forças onde não parece mais existir. A Conformatec, historicamente, superou adversidades com o esforço e o empenho de sua força de trabalho que é sem dúvida um dos maiores patrimônios da empresa, e desta vez não foi e nem será diferente. Obrigado equipe Conformatec por mais esta demonstração de garra e superação já estendendo os agradecimentos a todos aqueles que nos ajudaram sejam em ações ou em pensamento. A Diretoria


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BENJAMIN CARINA TORRES Nasceu dia 05/11/2011, em Bournemouth – Inglaterra, BENJAMIN CARINA TORRES, filho de Sarah Cortez Carina e Marcio Torres, para felicidade dos avós maternos, o advogado B. C. Carina e Kátia que estão “babando” com a chegada do esperado neto. Na verdade, foram duas alegrias ao mesmo tempo, uma semana antes da chegada de Benjamin, Sarah ganhou a cidadania Italiana -, Riconoscimento della cittadinanza italiana “Jure Sanguinis”, por ser descendente de Amilcare Carina. Logo, a família Carina estará atravessando o atlântico para conhecer de perto o querido neto Benjamin. Que Deus o abençoe sempre.

Os 15 anos de Mariana Noivos : Oportunidade de fazer o bem.

Alguns momentos na vida dos noivos são especiais, como o Chá Bar. Os padrinhos se reúnem e oferecem aos noivos uma festa íntima, descontraída. É um momento onde padrinhos da noiva e do noivo têm a oportunidade de se conhecerem melhor, de estabelecerem um vínculo de amizade o que resultará em uma maior animação na festa do casamento. Os presentes do chá bar são os mesmos do chá de cozinha, acrescentando os itens necessários em um bar. Uma ótima idéia é deixar a lista de presentes em uma loja de utilidades e cada convidado escolhe o que dar, sem determinação prévia. Aproveitando o convite para o Chá Bar, pode-se pedir aos convidados que colaborem com uma instituição filantrópica, levando um segundo presente para doação. Foi assim que aconteceu no animadíssimo Chá Bar de Ana e Gu. Pelo Facebook soube-se da necessidade de livros infantis para a Casa São Francisco, foi pedido no convite e todos colaboraram. Agradecemos ao noivos, padrinhos e familiares as doações. Com certeza é mais um exemplo de como aproveitar uma oportunidade para se fazer o bem, como já vimos em uma Bodas de Ouro, no qual foi pedido que a intenção em presentear o casal fosse transformada em doação a uma determinada entidade. Ser bom faz bem!

Horóscopo Semanal CAPRICÓRNIO (22/12 A 21/01) A lua cheia em Touro mexe com suas emoções e seu coração é mobilizado em direção a uma nova possibilidade amorosa. Um namoro pode começar, ou você pode melhorar e muito um relacionamento já existente. AQUÁRIO (21/01 A 18/02) Os relacionamentos com seus familiares e com sua vida doméstica passam por um ótimo período carregado de boas emoções. O momento é ótimo para mudar a energia de sua casa com uma nova decoração ou reforma. PEIXES (19/02 A 19/03) Nesta fase de lua cheia as amizades e os acordos comerciais ganham um novo fôlego. O momento é ótimo para programa uma viagem rápido com seus amigos. Um novo projeto pode surgir, especialmente se estiver envolvido com a comunicação. ÁRIES (20/03 A 20/04) Dia de lua cheia em Touro mobiliza positivamente suas finanças. Hoje pode ser um dia muito benéfico para recebimentos que se encontravam em atraso ou para dar continuidade a um projeto rentável. TOURO (21/04 A 20/05) Lua cheia em seu signo deixa suas emoções à flor da pele. Os relacionamentos ganham um novo fôlego e certamente dão um passo à frente. Escorpião e Touro envolvidos prometem altos e baixos emocionais. Mantenha o controle. GÊMEOS (21/05 A 20/06) A lua cheia em Touro mobiliza positivamente seu trabalho, especialmente os que dependem somente de você. Um projeto já existente dá novos passos e ganha forma e conteúdo. Amor em fase de espera. CÂNCER (21/06 A 21/07) Lua cheia e suas emoções ficam à deriva, especialmente quando exaltada em um signo como Touro. Nesta fase as amizades ganham um novo colorido e ganham seu coração. idealismo e projetos futuros em alta. LEÃO (22/07 A 22/08) A lua cheia em Touro mobiliza sua carreira e possibilita novos negócios. A fase é ótima para dar continuidade a projetos iniciados há duas semanas. Emoções são mobilizadas positivamente. Conforto doméstico. VIRGEM (23/08 A 22/09) Nesta fase seus planos e projetos para o futuro, especialmente os que envolvem sua carreira, ficam mais claros e fortalecidos. No amor tudo corre da maneira mais positiva possível. Ótimas energias em seu entorno. LIBRA (23/09 A 22/10) A lua cheia em Touro mobiliza suas emoções. Neste período, um mergulho profundo em suas emoções é inevitável. Os acordos de negócios que envolvem sociedades ou parcerias dão um novo passo para frente. ESCORPIÃO (23/10 A 21/11) Lua cheia em Touro envolve diretamente seu signo e mexe com seus relacionamentos. Algo deve ser trazido à tona neste período. Fica o que ainda fizer sentido e vai embora tudo o que não serve mais. SAGITÁRIO (22/11 A 21/12) A lua cheia em Touro mobiliza seu dia a dia e melhora o relacionamento com seu trabalho. Nesta fase uma proposta feita há poucas semanas pode dar mais um passo. Novos projetos à vista. Saúde em alta.

Numa bem cuidada recepção preparada por seus pais, Arthur Henrique e Ângela Pascoal Cardoso, a sempre meiga Mariana comemorou 15 anos, dia 4, no Lua Azul Eventos.

Aniversariantes Dia 11 Waldemar Galvão. Sábado Dia 12 Andréia Dionízio Anacleto, Larissa Cardeal da Costa, Nina Pimenta e Lúcia Benedita Pereira. Dia 13, domingo Silmara Bastos Nunes, Nair Oliveira de Souza. Dia 14 Wilsinho, filho de Rosely e Wilson Reis. Dia 15 Heloísa Dizaró, Ana Cláudia Pimenta, Elesângela Oliveira. Dia 17 Rafael Luiz Arantes. Eliana Mumic Ferreira, escritora, poetisa, membro da APC. Dia 18 Maria Valdivina Rezende, Maria Palma Scarano Guidi.

Dr. Donato Piccirillo Neto homenageado em congresso científico em Ribeirão Preto No dia 09 de dezembro Ribeirão Preto será sede do Congresso Odontológico OSSEOFIX, que é destinado a profissionais que atuam na área de implantodontia. Durante o evento, numa forma honrosa a dedicação a Odontologia, e em específico, a Implantodontia, foi instituído o prêmio “Professor Donato Piccirillo Neto” aos melhores trabalhos científicos apresentados durante o encontro, representando na figura deste exemplar profissional paraisense, a motivação, responsabilidade e carinho com o qual o Dr. Donato desempenha a função de cirurgião dentista e professor. Dr. Donato , é formado pela Faculdade de Odontologia da USP-R. Preto em 1975. É especialista em Periodontia pela APCD de Araraquara em 1985 e pela AORP em 1993. Atualizou-

se em Reabilitação Oral pela AORP em 2004, Habilitado em Implantodontia e Cirurgia Avançada em Implantes na AORP em 2005 e 2006, onde desde então participa como Professor Assistente dos Cursos de Implante , Cirurgia Avançada e Credenciamento em Sistema de Implantes BICON, na Associação Odontológica de Ribeirão Preto. No ano de 2009 ministrou cursos de Implante na Universidade Central de Quito, no Equador. O Jornal do Sudoeste o cumprimenta. É motivo de orgulho para São Sebastião do Paraíso e região, contar com um profissional deste quilate, garantindo tratamentos de alta complexidade, e ainda propagar o nome de São Sebastião do Paraíso, quando desta projeção nos meios científicos .

A jornalista Ana Carolina Bonacini, nossa estimada amiga, da equipe Jornal do Sudoeste, aniversariou sexta-feira, dia 11. Com o nosso fraternal abraço, lhe desejamos felicidades.

s a cumprimento A coluna antecipa bonita filha de a, para Isabel que comemora15 Tiel e Patrícia . anos no dia 18


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CANTIFER promove evento com a GERDAU A Empresa CantiferCantieri Ferragens Ltda, realizou no sábado, dia 5, um evento onde proporcionou a seus colaboradores palestra em parceria com o Grupo Gerdau, seguida de almoço servido pelo Italian Buffet. Foi apresentada pela palestrante da Gerdau Chaslla Barroso de Magalhães informações sobre produtos Gerdau para pequenas edificações. Um importante momento para profissionais da área aumentarem seus conhecimentos sobre os produtos e inovações que estão sendo oferecidos hoje no mercado. A Cantifer, está sempre comprometida com a entrega de produtos que ofereçam qualidade e soluções para seus clientes. Participaram do evento os mais diferentes seguimentos da área da constru-

ção civil (mestres de obras, pedreiros, engenheiros) assim como diversas autoridades de São Sebastião do Paraíso. Sempre com compromisso de oferecer o melhor produto aos seus clientes a Cantifer tem buscado junto a seus fornecedores oportunidades de crescimento no mercado de ferragens.


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