Page 1

22 e 23 de Outubro de 2011 edição 589

Festa dos 190 anos de Paraíso terá vários shows Desde sexta-feira (21/10), o Parque de Exposições João Bernardes Pinto Sobrinho se tornou palco de uma série de shows que vão marcar o aniversário de São Sebastião do Paraíso. Duplas de artistas locais e regionais, além das bandas Cavaleiros Consagrados e Rosa de Saron vão estar presente. A apresentação do grupo Roupa Nova que fará o show “30 anos” é a principal atração, em 25 de outubro, em comemoração aos 190 anos de São Sebastião do Paraíso. As festividades inclusas na programação oficial da Prefeitura tem a participação das entidades sociais do município que são parceiras na organização do evento. Entre os dias 22 e

25 de outubro elas serão as responsáveis pela comercialização de comidas e bebidas, além de outros produtos típicos no recinto do parque de exposição. As entidades que participam da organização são Asilo São Vicente de Paulo, Associação de Combate ao Câncer (ACCa), Associação de Amigos e Psicóticos (AMA), Fundação Sanatório Gedor Silveira, Hospital da Santa Casa, Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). Também estão inclusas as entidades Obras Sociais Dr. Bezerra de Menezes, Chácara Pedacinho do Céu, Casa Menino Jesus e Casa São Francisco, com apoio da Cooperativa Agrope-

cuária Paraisense (Coolapa). A programação foi iniciada com a apresentação das duplas Markus e Yago; Matheus Minas e Leandro, na sexta-feira, dia 21. No sábado, 22, as atrações começam mais cedo, às 20h, com Turquinho Violeiro e Fabiano; depois Márcio e Murilo e por último Rodrigo e Daniel. No domingo, 23, haverá encontro de carros de bois, com concentração a partir das 10h no parque de exposição e desfile de carreiros. À tarde a animação ficará por conta de Rogério Dourado, às 13h e às 20h30 Geovany Reis e Fabrício. Na segunda-feira, 24, véspera do feriado do aniversário da cidade, a música gospel terá

espaço com a apresentação da banda paraisense Cavaleiros Consagrados. Em estilo rock’n roll “cristão”, é uma banda católica formada em 1994 que vem evoluindo desde então. Na sequência será a vez de Rosa de Saron que tem à frente o vocalista Guilherme de Sá. Em 2010 a banda foi indicada ao Grammy Latino e também ao 1º Premio da Música Digital, dois prêmios de grande repercussão no meio musical, ajudando o trabalho do Rosa de Saron se tornar ainda mais conhecido. Apesar de todo reconhecimento e crescimento durante todos esses anos, o objetivo da banda continua o mesmo dos seus primeiros ensaios: Fazer rock com qualidade

levando uma mensagem cristã de esperança, fé e amor para todos. Em 25 de outubro, a partir das 21h, será a vez do grupo Roupa Nova que fará o show “30 anos”. Considerada uma das bandas de maior sucesso na história do país, ela está comemorando 30 anos de carreira em grande estilo trazendo na bagagem os grandes sucessos que marcaram época, algumas canções inéditas e inúmeras surpresas. Antes do Roupa Nova, apresenta-se o Paraíso em Seresta. Para ter acesso aos shows e eventos culturais realizados em comemoração ao aniversário da cidade, a pessoa interessada deverá portar ingresso in-

dividual que pode ser adquirido com antecedência. Cada ingresso corresponde a um valealimento nos valores de R$ 3,00 – para os eventos dos dias 21, 22 e 23 de outubro, e R$ 5,00 para as atrações de 24 e 25. Crianças menores de 12 anos terão acesso gratuito desde que acompanhadas dos pais ou responsáveis. Todo o montante dos recursos arrecadados serão distribuídos às entidades assistenciais do município legalmente inscritas no Conselho Municipal de Assistência Social. A troca será feita na sede das entidades e no stande montado na Praça Comendador José Honório (Matriz).


página 2

São Sebastião do Paraíso-MG e Região 22 e 23 de Outubro de 2011

Carol 15 anos Em clima de muita alegria Caroline do Amaral Nantes Cezarino comemorou seus 15 anos no Evelina Buffet, no dia 15 de outubro. Linda e muito meiga, a aniversariante recebeu familiares e amigos e a festa rolou até altas horas. Carol é filha de Juliana Amaral Nantes Cezarino e Valdeci Cezarino.

Noivinha feliz

FOTOS WILIAN JACKSON

Carol com os pais e irmã

Porque casar é muito bom Depois de tanta correria e muito trabalho com todos os preparativos da festa de casamento a noiva precisa de um momento para dar aquela arrumada no visual, além disso, deve estar totalmente relaxada pronta para curtir o grande dia: o seu casamento. Nas fotos as noivas que tiveram seu Dia da Noiva semana passada em Anésia Studio de Beleza.

A valsa com o pai

Karen

Hora do parabéns

Lílian

Banda Mala Direta Pontos de Venda: Video Nil’s / Neuscafé / OVTC Informações e mesas: Secretaria do OVTC - Tel.: 3531-2190

Palestra Você acha que sabe tudo sobre sexo? A fisioterapeuta Débora Pádua, especializada em Uroginecologia, estará em São Sebastião do Paraíso no dia 03 de Novembro, no Teatro Municipal, 20:00h para uma palestra sobre Sexualidade e, em seguida, lançamento do seu livro “Prazer em Conhecer”. Débora Pádua propicia um verdadeiro encontro entre você e suas mais secretas e intensas sensações. Através de

uma linguagem leve, divertida e muito esclarecedora, você aprenderá a estimular seus sentidos, receberá dicas e toques de como apimentar sua vida sexual e transformar suas relações em verdadeiras viagens rumo a descobertas extraordinárias. Apoio: Jontex / Clinica Dr. José Bento (SP) / Apimentese Ingresso: ponto de venda: O Botticário.

O GRANDE DESAFIO (*)Ely Vieitez Lisboa

Citando a perquirição de Anezaki Chofu (1873) e complementando-a, Paulo Morand, poeta, escritor e educador francês (1881/1976), questiona: “O telefone, o telégrafo, o rádio, a Internet possibilitam, a ponto de tornar inquietante, a troca rápida das comunicações. Mas que é que nós temos a comunicarmos? Cotações da Bolsa, resultados de futebol e histórias de relações sexuais. Saberá o homem resistir ao acréscimo formidável de poder de que a ciência moderna o dotou ou destruirse-á a si mesmo manipulandoo?”. O que se pergunta é se o homem saberá o que comunicar, o que fazer com tanto progresso. Este questionamento faz-nos pensar que a célere evolução tecnológica é um grande perigo porque traz benesses, mas pode ser usada para fins escusos, abjetos, que acabarão por abastardar os seres humanos. Basta analisar o que a mídia tem veiculado, os problemas sociopolíticos, econômicos e morais para saber que a preocupação é válida, quase profética. E as chagas sociais são cada vez mais graves, consequências da globalização, esta síndrome perversa, com seus sintomas evidentes e inexoráveis. O progresso não regride e tem preço alto demais. Cabe à lucidez humana usar o que ele tem de benéfico e neutralizar sua nocividade. Assim, após o deslumbramento das facilidades, a evolução tecnológica, com sua inacreditável criatividade, o mundo da máquina, dos computadores quase humanos, a realidade virtual, o império dos chips, dos ânions, plutons, quantus, quarks, este estranho

mundo quântico, do qual nos fala o poeta Antônio Lisboa, em seu poema, percebeu-se que o homem continua só e infeliz. Drummond já denunciava, em “O Homem, as Viagens”, abordando o tema com uma filosofia profunda. Na realidade, a preocupação de Anesaki, de Paul Morand e do nosso poeta é a mesma. O Mago de Itabira vaticina que o homem, apesar das conquistas tecnológicas, só será feliz quando fizer a “dangerosíssima” viagem; ele criou até este neologismo para realçar a importância da difícil conquista de conhecer a si próprio e aprender a conviver com os irmãos. Qual é o perigo real desse convívio exacerbado do homem com as Máquinas? Há um estudo sério provando que se alguém trabalha em computador, tempo em demasia, ele passa a ter dificuldades de relacionamento. Na vida, quando problemas sérios surgem, não se pode modificá-los com tecla específica, ou se é um erro, apenas digitar o delete. É um fato. Conviver muito com as Máquinas robotiza o homem, ele se reifica, coisificase. O Progresso dá as armas, facilita, agiliza, aperfeiçoa. E os homens, fascinados, acomodam-se como bichos sedentários. No início usam a Máquina para veicular conteúdos práticos, com a rapidez dos tempos modernos. O Diabo, com sua esperteza vulpina, ensina que a Máquina também é excelente instrumento para o crime. Este é o grande desafio. Saberá o Homem usufruir de suas conquistas tecnológicas, sem se tornar vítima, refém delas? (*) Ely Vieitez Lisboa é escritora. E-mail: elyvieitez@uol.com.br

Certo leitor de 30 anos, que prefere não se identificar, enviou-nos um e-mail contando-nos o seguinte caso: “Estou desesperado. Já não aguento mais. Do jeito que tá, não dá pra ficar. Namoro há 10 anos e sou apaixonado por ela. Olha, eu faço todas as vontades dela. Dou presentes. Pago contas que ela faz. Todos os fins de semana, eu levo ela pra um lugar diferente: restaurante caro, tetro, cinema, shows, fazenda... Viajo com ela. Sou agradável com a família dela, inclusive com minha sogra. Além disso, sou um cara de boa aparência – não me acho lindo, mas tenho meus predicados. Me visto bem, sou cheiroso, escovo os dentes, não tenho mau hálito, perto dela eu não arroto, não solto pum, não coço o saco, não ponho o dedo no nariz, não olho pra bunda de nenhuma boazuda que passa na minha frente. Também não bebo muito, não fumo, não dou vexame. Sei me comunicar bem, respeito as diferenças, sou religioso, trabalhador e honesto. Gosto de surpreender minha namorada com flores, chocolate, joias e outras coisas a mais. No aniversário dela, neste ano, fiz ela chorar de emoção: entreguei pra ela uma caixinha contendo a chave de uma moto zero dentro! Ela me beijou tanto que pensei que ela fosse engolir minha língua. Foi tão bom! Aquilo mexeu com meu ego. Mas agora estou mal. Ontem eu pedi ela em casamento, fiz um jantar romântico no meu apartamento, criei um clima bacana e, quando entreguei uma aliança pra ela, ela disse que não estava preparada pra assumir algo sério. Vocês acreditam? Eu pirei! Pirei legal! Então, por favor, SUPER & EGO, me ajudem a entender o que tenho de errado, o que faço errado e por que amo tanto essa mulher que acha que 10 anos de namoro não é suficiente pra gente casar. Me ajudem! Eu imploro!” Caro leitor, se você não sabe em que aspecto erra ou como agir diante de uma situação desafiadora como a que você narrou, aqui vão algumas dicas: • Olhe-se no espelho do banheiro e se veja tal como você é. Observe-se com cuidado e se lembre de como você era antes de conhecer sua namorada. • Lave o rosto com água fria, enxugue-o e volte a se olhar no espelho. Diante de você está um jovem de 30 anos, inteligente, maduro, responsável, romântico, capaz de tomar uma decisão acertada e fazer novas escolhas. • Agora vá para seu quarto. Aconchegue-se na cama e consulte sua criança interior: Você está feliz ao lado dela? O que realmente você sente por ela? E por você mesmo? Você dedicou 10 anos da sua vida à felicidade de uma mulher e o que ganhou em troca? O que ela sente por você? • Faça uma lista enumerando os pontos positivos e negativos do relacionamento de vocês. Depois disso, analise-a. Quais pontos preponderaram? • Avalie a sua vida. O que você deseja do universo? Quais as suas metas? O que você espera de uma mulher? Após esse importante mergulho no seu mundo interior, questione-se: O que ainda estou fazendo ao lado dessa mulher? No final, você se dará conta de que, na verdade, não é amor o que você sente, e sim, uma forte vontade de ficar junto. No começo, você foi pego por uma paixão avassaladora. Com o tempo, acostumou-se a ficar com sua namorada, apegou-se a ela, habituou-se a ela e... SE ACOMODOU! Com isso, passaram-se os anos, você deixou de analisar seus sentimentos mais profundos, fechou as portas para novos relacionamentos e quando ouviu que ela não estava preparada para o casamento, decepcionou-se, desesperouse, pois você não conhece bem a mulher que escolheu como namorada; do contrário, já esperaria tal reação. Então, ou você larga logo dela e se dá uma nova chance, ou aceita as condições dela e espera mais alguns anos até que “sua amada” esteja PRONTA!!! Seja qual for sua escolha, a gente estará torcendo por você. O importante é você ficar bem. Abraços sinceros e obrigada por prestigiar nossa coluna. É por isso que eu digo: é melhor falar do que ruminar!!! Pronto! Falei, tá falado!

faleitafalado2010@hotmail.com


São Sebastião do Paraíso-MG e Região 22 e 23 de Outubro de 2011

página 3

“Que Paraíso prospere! Eu desejo isso de coração” O seu pai veio da Itália para o Brasil e construiu a vida dele aqui em Paraíso. Quais as histórias o seu pai contava sobre essa trajetória? Meu pai Virgínio Caliari nasceu no norte da Itália. Naquela época, em 1905, a região pertencia à Áustria. Depois da Primeira Guerra Mundial, passou a ser território italiano. É uma aldeiazinha encravada nos Alpes, entre a divisa atual da Itália e Áustria. Meu pai tinha histórias maravilhosas da época e também tristes, não é? Ele passou pela Primeira Guerra Mundial quando tinha nove anos. Meu avô, Costante, com os dois filhos mais velhos, foi para a frente de batalha. Meu pai ficou com a minha vó, Domênica, e mais sete filhos ali em volta dela. Quando meu avô foi para a guerra, ele deixou provisões para ela. Com a invasão dos alemães, eles tomaram a casa da minha vó e ela foi morar no curral das vacas no andar térreo. Ela morou ali com os filhos, durante um inverno rigoroso. E toda comida que meu avô deixou foi para os soldados. Meu pai contava que foi uma época dificílima, de muito frio, e para comer, muitas vezes ele buscava o que sobrava do alimento dos soldados; quer dizer, o que nós aqui chamamos de lavagem. Ele foi uma pessoa muito sofrida, passou todo esse drama da guerra, mas graças a Deus, todos eles sobreviveram. Meu avô voltou e a vida continuou. Os três irmãos mais velhos do meu pai, como eram americanos – meus avós se casaram na Áustria e foram para os Estados Unidos –, depois da Primeira Guerra, quando já eram mocinhos, buscaram a cidadania deles e voltaram para os Estados Unidos. Meu pai era o quarto filho e ficou para ajudar meu avô, que era lavrador. Depois disso, os outros filhos homens que estavam lá, o tio Lino e o tio Lívio foram para a Bélgica estudar na Congregação do Sion, e se tornaram padres. A única pessoa que ficou na Itália para ajudar meus avós na lavoura foi meu pai. Havia outras irmãs, mas o único homem era ele. Quando a Segunda Guerra Mundial começou, meu pai ficou preocupado porque ele teria que ir para frente de batalha. E o tio Lino, que já era padre, estava aqui no Brasil e escreveu para que se fosse possível fizesse uma chamada para que meu pai viesse para o Brasil. Tio Lino fez isso. E foi a sorte do meu pai. O batalhão para qual ele foi designado foi totalmente dizimado. Então, ele veio para o Brasil praticamente para fugir de uma guerra. Chegando a São Paulo, pouco tempo depois, ele conheceu minha mãe, Jandira, que morava bem próximo ao Seminário, onde meu tio era padre, e se casaram, em 1940, no bairro do Ipiranga, na igreja São José de Ipiranga. Minha mãe também é de origem italiana, meus avós, pais dela, também eram italianos. Eu nasci no ano seguinte, em 1941, no mês de julho, quando os padres resolveram criar o Seminário aqui, em Paraíso. Toda minha vida está ligada ao Seminário do Sion. Como meu pai era carpinteiro e marceneiro, ele veio para cá na construção do Seminário, com o tio Lino. Eu tinha seis meses. Existe uma foto na Casa da Cultura, que todas às vezes que eu olho para ela, eu sinto uma coisa muito forte. É uma foto tirada da rua Genaro Joele com a rua Dr. Placidino Brigagão. Mostra-se a parte de cima da cidade, onde hoje é o bairro Lagoinha, e foi assim que eu conheci Paraíso. Isso me traz muitas, muitas lembranças da minha infância, que, aliás, foi maravilhosa. E quais são essas lembranças? Eu não tive uma infância comum como a de qualquer menina. A diferença de idade entre mim e minha irmã, a Assunta, é de cinco anos. Então, com quem eu brincava? Eu brincava com os seminaristas. Eu era um verdadeiro “moleque”. Eu não brincava de bonecas, eu subia em árvores, brincava de bola, porque os seminaristas eram as companhias que eu tinha. A minha infância foi aqui dentro do Seminário. Eu falo que eu fui seminarista durante toda a minha vida. Aqui onde é minha casa, pertencia ao Seminário. Nesse exato local, era a oficina onde meu pai trabalhou a vida toda para o Seminário. Dentro desse pedaço foram construídas muitas coisas, que existem até hoje. Por exemplo, ali na faculdade, onde era o Seminário, portas, forros, o corrimão da escadaria central, tudo foi feito pelo meu pai, aqui nesse local. O telhado, portas, bancos da igreja, tudo foi feito pelo meu pai, sozinho, aqui nesse local onde está minha casa. E eu penso que nada é por acaso. Quando eu morava na avenida Wenceslau Braz, em frente à Caixa D´água, meu marido disse que havia comprado um terreno ao lado da casa da minha irmã e da minha mãe. “Mas eu comprei para negócios”. Quando eu fiquei sabendo que era esse local, eu falei: “Não, você não vai vender. Isso faz parte da minha vida”. E hoje está aqui minha casa, onde meu pai trabalhou a vida toda. Isso aqui para mim é mais que uma casa, é algo sagrado. Está muito relacionada com a minha infância, com a minha família, com o motivo pelo qual nós viemos de São Paulo para cá, com a minha vida. Meu pai contava muita coisa principalmente da aldeiazinha onde ele morava na Itália. Quando minha filha Tânia estava na Holanda, como intercambiária, eu fui para a Europa e fiquei por dois meses lá. Eu quis visitar a aldeia porque eu não a conhecia. Quando eu cheguei na aldeia, quando eu cheguei na casa do meu pai, há dois anos do seu falecimento, eu senti a presença física dele. Foi uma coisa tão forte, mais tão forte, parecia que ele estava ao meu lado dizendo: “Você veio! Você veio ver onde eu nasci, onde eu cresci, onde eu vivi”. Foi uma coisa fantástica porque cada canto da aldeia eu reconhecia pela descrição que meu pai fazia das coisas. Ele tinha um poder descritivo fantástico. Ele tinha histórias fabulosas, da sua infância, da sua juventude. Quando eu cheguei na sacada, de uma casa muito antiga, que hoje já não existe mais, na época, já com mais de 300

Lina Lívia Caliari Silva é filha de um bravo italiano que participou da ascensão de São Sebastião do Paraíso. É em comemoração aos 190 anos da cidade dos ipês que ela conta que bem ali, perto da igreja de Nossa Senhora do Sion, o carpinteiro e marceneiro construiu peças que permanecem até hoje no prédio do antigo Seminário. Ainda menina, Lina saiu de São Paulo e veio residir em Paraíso de onde guarda saudosas e boas lembranças. A mãe de três filhas e avó de sete netos dá lições de como é importante viver tudo que há para viver e de que sempre há tempo de conquistar conhecimento, algo que ninguém pode tomar. Lina espalha sua luz por onde passa e enche o coração de quem tem está por perto de alegria e de que os sonhos podem dar certo. anos de construção, havia uma outra casa do outro lado da rua. Lá eu vi uma velhinha. Perguntei para minha tia quem era aquela senhora e ela me disse que era a Cândida. “Não acredito que eu estou conhecendo a Cândida”. Meu pai falava muito dessa senhora porque ele infernizava a vida dela. Ela era um pouco mais velha que ele. Essa é uma das histórias, mas ele falava, principalmente, da miséria que eles passaram durante a guerra. No fim, ele contava que não tinha roupa, não tinha sapato... A vinda dele para o Brasil foi uma benção. Em 1953, quando eu tinha doze anos, ele voltou para ver os pais, que há muito tempo não os via. Foi a última vez que ele viu meus avós. No ano seguinte, meu avô morreu e uma das irmãs dele também. Meu avô pediu para que ele voltasse, mas meu pai não quis porque havia construído tudo aqui. Mas ele gostava muito, muito, muito da terra dele. E gostava muito do Brasil também. Onde foi que você iniciou seus estudos? Com três anos e meio, eu entrei no Colégio Paula Frassinetti, ainda muito pequena, ainda no Jardim de Infância, onde estudei até meus 15 anos. Nessa época, o tio Lino, que era meu padrinho e na época, superior dos padres do Sion, conseguiu uma bolsa no Colégio de Sion, de São Paulo. Na época, ele era frequentado somente pela elite paulistana. Para você ter uma ideia, Marta Suplicy foi minha contemporânea no Colégio. A filha do Jânio Quadros, a Dirce, estudava lá na época – eram as filhas das grandes famílias de nome de São Paulo que estudavam no Colégio de Sion. Eu era um “pezinho de chinelo”, assim como sou até hoje, mas como o tio Lino conseguiu a bolsa, eu fui. A minha bolsa era integral, mas eu trabalhava dentro do Colégio porque, de certa forma, eu tinha que pagar pelos meus estudos. Foi quando eu comecei a minha vida de “ralação”. Dentro do Colégio, além das alunas pagantes, a elite da sociedade paulistana, havia meninas que trabalhavam e estudavam. Eram chamadas de “Martinhas”. Elas ficavam totalmente separadas das outras alunas. E havia também as mocinhas que queriam ser religiosas, então, eram chamadas “Juvenistas”. Para pagar meus estudos, eu dava aulas para as Juvenistas no período da tarde. Foi assim que eu consegui estudar. Essa ida a São Paulo abriu meus horizontes. Eu fiz o curso Clássico, mais voltado para Letras. A cultura que eu tenho hoje, eu devo a esse Colégio. Quando você concluiu esse ciclo, você voltou para Paraíso ou continuou em São Paulo? Quando eu terminei, eu voltei para Paraíso. Na época, o Monsenhor Mancini me convidou para dar aulas no Paraisense e na antiga Escola de Comércio São Sebastião, que hoje não existe mais, e é uma coisa que a cidade tem que lamentar. Eu fico pensando, Carol, como que uma pessoa que foi eleita para fazer o bem da cidade conseguiu fechar uma escola. Os melhores contabilistas de Paraíso fizeram o curso inicial na Escola de Comércio São Sebastião. Eu dei aulas de matemática na Escola de Comércio e de matemática e geografia no Paraisense. Eu era muito jovem. Muito dos ilustres de Paraíso foram meus alunos, como por exemplo, Carlos Melles, Reminho, Dr. Hebert, Dr., Jonas, o Nelsinho foi meu aluno... Inclusive, o meu marido Wallace foi meu aluno. Só que na época a gente não tinha nada, nada, nada, mas foi aí que eu o conheci. Por volta de 1963, eu deixei de dar aulas na Escola de Comércio porque eu resolvi fazer o curso de Contabilidade também. E nessa época, havia um senhor, professor, e dono de um conceituado escritório de contabilidade, hoje, Minas Contábil, senhor Mário Tonzar, que me chamou para trabalhar com ele no escritório. Eu fui. Em 65, eu me casei, e naquela época, mulher que casava ia viver para cuidar da casa. Eu saí do escritório e fiquei como mãe e dona de casa. Alguns anos depois, meu marido comprou uma papelaria, a Papelaria dos Estudantes, e eu fui trabalhar com ele. Ali eu fiquei por dezenove anos. Foi ali dentro dela que eu criei minhas filhas, que nós pudemos proporcionar às três, apesar de não termos uma condição financeira invejável, mas dentro de nossas possibilidades, nós conseguimos enviar as três filhas para fora como intercambiárias: Lívia, para o Canadá, Tânia, para a Holanda, e a Cláudia, para a Alemanha, por um ano. Lógico que nós tivemos o apoio do Rotary Clube; instituição que a gente agradece muito. É um programa maravilhoso que proporcionou a vários estudantes de Paraíso a oportunidade de viver em um país estrangeiro, de abrir os horizontes e a mente, porque o intercâmbio é fantástico. Depois que nós vendemos a papelaria, eu fui trabalhar com o meu genro, Cláudio, marido da Lívia, em uma fábrica de calçados, onde eu fiquei por dois, três anos, até que, com a implantação do real, veio um momento ruim para o Brasil, para os exportadores... Muitas fábricas se fecharam, inclusive em Franca, porque não conseguiam se manter, uma vez que houve a equiparação do real ao dólar. Se você tinha uma dívida de 50 mil reais, naquela época, o dólar valia mais que o dobro do real, então, você passava a ter uma dívida de 100 mil reais. Foi um desastre. Eu perdi meu emprego por conta disso. Meu genro teve que fechar a fábrica, e nessa época, eu estava terminando meu curso de inglês. Eu não tinha mais condições para pagar e disse para a Pucci

por Ana Carolina Bonacini que eu ia interromper o curso. “Não, venha trabalhar comigo”. A Pucci é uma pessoa maravilhosa, eu faço questão de citar o nome dela, porque ela me estendeu a mão, ela foi amiga, ela é amiga, a qual eu considero como uma das melhores. Devo muito, muito, muito mesmo a ela. Mas teve alguém, uma situação, que a motivou a fazer o curso de inglês, não foi? Sim. Quando o intercâmbio é feito pelo Rotary, a gente envia o filho, mas se compromete a receber um também como filho. Eu enviei três e recebi cinco intercambiários: três americanas, um holandês e uma canadense. A Jennifer foi a última que veio. Já nos Estados Unidos, ela me ligou um dia, numa sexta-feira, quando conversamos bastante. Ela disse que gostaria de voltar para o Brasil e ficar na minha casa, caso eu permitisse. Eu respondi que minha casa era dela, assim como é dos outros intercambiários – a gente sempre recebe com muito amor. Ela me disse que estava namorando e que gostava muito do rapaz, por isso, eles tinham intenção de se casar e ela gostaria que eu fosse para o casamento dela. Meu inglês naquela época era um inglês “mais ou menos”, e então, eu resolvi naquele dia que iria fazer um curso de inglês para que eu pudesse chegar lá e me virar. Na segundafeira, eu me matriculei numa escola de inglês e iniciei meu curso. Na quinta-feira, nós recebemos um telefonema dos pais dela avisando que ela havia falecido, nos Estados Unidos, em decorrência de um desastre de carro. Ela dirigia o carro durante uma nevasca, bateu o veículo e morreu. Isso daí foi uma coisa que me abalou muito, mas ao mesmo tempo, como foi por causa dela que eu resolvi a fazer o curso de inglês, eu continuei. E foi praticamente a “salvação da lavoura” porque, em seguida, eu perdi meu emprego e foi quando a Pucci me ofereceu para dar aulas na escola onde ela era proprietária. Eu fui, trabalhei vários anos com ela, e depois, ela ofereceu a escola a mim e ao Adriano, quando nós a compramos. Depois de oito anos, nós resolvemos vendê-la. Eu ainda trabalhei lá por mais três anos, e depois, por motivos pessoais, eu resolvi deixá-la para viver um pouco mais a minha vida. Mas eu continuo a dar aulas particulares de inglês e espanhol aqui em casa. Eu não quero parar de lecionar. Foi também nessa escola onde eu continuei meu curso de espanhol - eu havia feito uma parte do curso em São Paulo. Continuei meu curso de espanhol, terminei, e no ano passado, eu fiquei um mês na Argentina fazendo curso de aperfeiçoamento, em Córdoba. Foi maravilhoso porque foi minha vez de ser intercambiária. (Risos) Eu fui viver em uma casa de estudantes, com jovens do mundo todo, que estavam lá para aprender o espanhol. Foi uma coisa espetacular na minha vida. Eu experimentei todas as etapas que um estudante pode experimentar. A sua matrícula em um curso de inglês depois de casada e com três filhas criadas demonstra que nunca é tarde para aprender algo. Quando eu voltei a estudar inglês, no período em que eu trabalhava na fábrica, o pessoal da produção ficou sabendo. Então, eles ficavam brincando comigo. “Ah! Mas porque você quer aprender inglês, você está com o é ‘pé na cova’!” “Não sei. Para alguma coisa vai me servir”. E olha, Carol, realmente foi minha “tábua de salvação” quando eu perdi meu emprego na fábrica. Por aí a gente vê que nunca, nunca é tarde para aprender alguma coisa nova. Eu penso que desde que haja vida, haja força, você tem que aprender. A vida é um eterno aprendizado. Isso eu sempre falo e sempre falei para meus alunos. “Todas as oportunidades de fazer alguma coisa, alguma coisa boa na vida, faça”. Você não sabe se no futuro essa oportunidade vai voltar para você. Então agarre!”Eu sempre fiz isso na minha vida porque eu venho de uma família pobre, uma família que lutou muito, e até hoje, a gente luta. A gente aprendeu que temos que agarrar as oportunidades que a vida nos oferece. A minha vida sempre foi uma luta, mas uma luta muito gostosa. Eu acho que é por isso que eu tenho essa ânsia, essa vontade de viver. Mesmo agora com 70 anos, o que eu puder aprender, eu vou aprender. Eu estou participando agora do programa Vida Ativa, que eu sempre tive vontade de participar, mas não havia tempo - meu horário era muito apertado -, e agora eu resolvi viver um pouco para mim, para meu marido. Eu tenho sete netos – Marília, Marina, Murilo, Lina, Bento, Maria Flor e Antônia -, e quatro deles moram fora de

Paraíso. Aniversários, festinhas, alguma coisa assim, eu não podia ir porque eu tinha meu compromisso com a escola. Meu marido ia sozinho e eu ficava aqui. Eu não estava vivendo esses momentos importantes para meus netos. E eu dou muito valor à família. Família para mim está em primeiro lugar. Eu agradeço a Deus todo dia, toda hora, porque eu tenho três filhas maravilhosas, que me apoiam muito, em tudo! Tenho sete netos fantásticos, dois deles já estão na faculdade, a Marília e a Marina, e os mais novos são gêmeos... Eles são o tesouro das nossas vidas. Eu e meu marido sempre comentamos que nós não temos bens materiais, mas nós temos motivos todos os dias, toda hora, para agradecer o presente maravilhoso que ele deu pra gente: a família. Uma família unida, pessoas de bem, é isso que eu acho mais importante. A Lívia trabalha na Caixa Federal, tem três filhos; a Tânia trabalha em São Paulo, é jornalista, e tem uma filha, que por sinal leva meu nome; a Cláudia vive em Campinas e tem três filhos. Você é uma cidadã italiana. Por que você resolveu ir atrás da cidadania? É um direito que os descendentes têm, então, por que não usufruir disso? Foi um processo longo, difícil, a burocracia é muito grande, os entraves são imensos, mas a gente foi em frente e eu consegui. E logo depois que eu consegui a minha, abri as portas para os meus irmãos, minhas filhas e netos. Todos eles têm cidadania italiana. Tem uma coisa que eu sinto muito orgulho. Eu me lembro que uma vez a Pucci perguntou para os alunos dentro de sala de aula: “Se vocês não fossem brasileiros, o que vocês gostariam de ser”. Eu disse que eu queria ser brasileira. Olha, se eu não fosse brasileira, logicamente eu gostaria de ser brasileira porque eu amo demais esse país. E você pode ter certeza: a gente não sabe a felicidade que a gente tem aqui. O melhor país do mundo para se viver é o Brasil, apesar dos pesares, é o Brasil. Eu sei disso porque eu viajei, conheci outros países, e quando a gente volta, a gente vê a grandeza, a liberdade, a alegria, a natureza exuberante, esse sol maravilhoso que nós temos aqui, e que o pessoal de fora inveja. Continuando, a Pucci disse que teria que ser outro país. “Então, nesse caso, eu gostaria de ser italiana”. E eu agora sou: brasileira e italiana. Ter outra cidadania abre muitas portas, não é? Abre. Por exemplo, nós temos acesso à União Européia, que hoje em dia não está sendo lá grandes coisas, porque o mundo está um caos, uma reviravolta terrível na economia, mas é uma vantagem sim. Ter dupla cidadania é bom. E a gente não sabe o dia de amanhã. Em um momento da entrevista, você disse que sua vida foi de muita luta. Qual foi o maior desafio que a vida te impôs? Eu acho que foi superar a mim mesma, minha timidez. Como eu sou de origem muito humilde, eu sentia essa diferença aqui em Paraíso quando eu entrei no Colégio. Havia uma distinção, uma coisa muito elitista. Em geral, na época de 5ª e 6ª série - 6º e 7º ano hoje em dia -, as salas eram numerosas, então, eram divididas. Na classe A, ficavam as internas e a nata da sociedade paraisense; classe B, a “ralé” da sociedade, e eu sempre fiz parte dessa classe B. Havia mesmo esse ranço. Para você conquistar seu lugar dentro do contexto da sociedade, era uma luta muito grande, você tinha que lutar, ter seus valores conquistados. Não era muito comum, as jovens trabalharem. A mulher era preparada para o casamento. Havia o diploma de professora, que era o de Normalista, e em geral, quando as moças terminavam os cursos, se casavam. Ou ia ser professora ou... Sempre havia aquele jeitinho, aquele padrinho, que arrumava colocação, então, para a pessoa que não tinha acesso a esse tipo de coisa, era muito difícil conseguir emprego. E eu era tímida demais, mas eu acho que se você tem vontade, você luta, você chega lá. Eu aprendi: você vale pelo que você é e não pelo que você tem. Então, eu sempre busquei o conhecimento. Meus pais sempre falavam: “O que você aprende ninguém tira de você”. E é verdade. A minha maior conquista é tudo

o que eu aprendi, tudo o que eu consegui, com esforço próprio, estudando, e é isso daí. Eu sempre falei para meus alunos que se quiser ser alguém e chegar ao topo, tem que ter armas. Quais são as armas? O conhecimento. Não adianta você querer chegar ao topo passando por cima dos outros, usando as pessoas como degrau. Isso jamais! E foi esse o ensinamento que eu passei para minhas filhas. Conquistem o que vocês tiverem que conquistar, por esforço e mérito próprio, jamais passando por cima dos outros. Jamais! O que você diz nas suas orações? Acima de tudo, e primeiramente, todos os dias, eu agradeço a Deus pela vida, pela família, e pela felicidade que eu tenho porque eu sou uma pessoa feliz. Muito feliz! E peço a Deus, paz no mundo, harmonia dentro da família e a proteção divina contra os males que nós estamos vivendo atualmente: violência, drogas... A gente tem família, eu não sei o que vai ser dos meus netos no futuro. Eu peço proteção divina para fazer deles pessoas úteis para a sociedade e pessoas de bem. Acima de tudo agradecer e louvar a Deus. E também por esse mundo maravilhoso que nós temos. O aniversário é de Paraíso, mas qual o maior presente que esta cidade te deu? A minha vida. Minha vida, minha infância maravilhosa, a minha juventude! Eu sou uma pessoa super feliz porque nós vivemos uma época maravilhosa: os Anos Dourados. Todo mundo fala dos Anos Dourados. Muita gente tem uma vaga ideia, mas nós somos felizes porque nós vivemos os Anos Dourados. Era uma juventude sadia, que ia aos bailes maravilhosos aqui em Paraíso... O cinema! Na época havia dois cinemas em Paraíso, você pode imaginar? A sala do Cine São Sebastião foi uma das mais bonitas que eu já vi na minha vida. Muito, mais muito bonita! Imensa. E ali era o ponto de encontro. Tudo acontecia no cinema e na Praça da Matriz. A Praça então era fa-bu-lo-sa! O footing era onde os rapazes e as moças começavam as paqueras... Por outro lado, havia um rigor muito grande em questão de horário, os pais eram muitos severos, e 22h teríamos que estar em casa. Era uma época de romantismo, tudo tinha um valor muito grande, aquele sentimento das pessoas... Minha juventude foi maravilhosa! Eu não posso me queixar. Eu tive uma infância espetacular, muita liberdade, brincava muito, em contato direto com a natureza. Estudei em São Paulo, tive uma educação aprimorada, voltei para Paraíso e vivi essa época fantástica. Roupas maravilhosas, os rapazes impecáveis, trajando ternos, então, era tudo muito, muito bom! A música! São músicas atemporais. As grandes orquestras! Eu tenho vários CDs daquela época de Frank Sinatra, Nat King Cole, Johnny Mathis, todos eles acompanhados de orquestra. Coisa fantástica. Lina, muito obrigada por me receber na sua casa tão especial. Peço agora para que você registre uma mensagem aos leitores do Jornal do Sudoeste e paraisenses que comemoram 190 anos de Paraíso. Eu sou paulistana de nascimento, porém sou paraisense de coração. Foi aqui que eu me conheci como pessoa, foi aqui que eu tive minha formação básica, que me casei, foi aqui que eu tive minhas filhas, construí minha família, minha casa... Tenho tudo aqui em Paraíso. A mensagem que eu deixo aos paraisenses é que Paraíso é uma cidade maravilhosa, mas falta muito que fazer aqui. Cabe a nós, lutarmos, cabe a nós, pleitearmos das autoridades para fazer desse Paraíso um verdadeiro paraíso em todos os sentidos. Mais escolas, mais atendimento a saúde, que está muito ruim, não só aqui, mas no Brasil todo, mas que eu acho que se cada um fizer a sua parte, a parte forma um todo. E que Deus abençoe, e o padroeiro São Sebastião... – eu estive no túmulo dele em Roma e foi uma coisa fabulosa! São Sebastião está muito ligado à minha vida. A comemoração do dia dele é em 20 de janeiro. Por coincidência, nesta data, é a Festa de Nossa Senhora de Sion, e a minha vida está totalmente ligada ao Sion. Eu e meu marido também começamos a namorar no dia de São Sebastião. Que Paraíso prospere! Eu desejo isso de coração.


página 4 São Sebastião do Paraíso-MG e Região - 22 e 23 de Outubro de 2011

O Casamento de Gleicy e Thalles O finíssimo casamento de Gleicy Kellen Oliveira, estudante de Direito e empresária e Thalles Guilherme Paula, administrador de empresas e empresário, aconteceu sábado, (15/10), com estilo clássico, uma linda produção. Um conto de fadas para a noiva que estava linda e deslumbrante com chiquérrimo vestido. O noivo sempre elegante. Cerimônia realizada no Espaço 88 pelos pastores Edmar e Juninho ao som do coral Sonia Benedini, de Ribeirão preto. Logo após, recepção dos convidados no Ouro Verde Tênis Clube onde tudo foi transformado em cenário cinematográfico, numa ambientação magnífica. Uma belíssima festa, que, com certeza ficará marcada na memória da sociedade paraisense principalmente dos noivos. No jantar de ótimo gosto, o melhor cardápio, muito bem preparado pelo excelente serviço do Buffet Italian que serviu os melhores Whiskys, vinhos, ilha de frios,frutos do mar, ilha japonesa, jantar com destaque a lagosta e camarão, ilha de sobremesas com deliciosas tortas e bombons, pós jantar, caldos verdes e cafeteria com doces argentinos, mesa de tortas além de outras diversidades e finalizando com barman com coquetéis e batidas, apresentação a mexicana com show de tequila no palco. A banda Seventy Company de Ribeirao Preto acompanhada de dj tocaram até altas horas. Gleicy é filha de Luciano Adilson Oliveira e Lúcia Helena Reis Oliveira e Thales filho de Ailton José de Paula e Marilda Carvalho Paula. Os noivos estão em viagem de lua de mel nas lindas praias de Cancun no México. Parabéns!

Brinde a união

Família da noiva - Pais Luciano e Lucia Helena, irmãos Jader, Gabriela, Juliano, Giovanna e Ludgero

Avó partena da noiva dona Leonor

Brinde com os pais

Thales entrou com sua mãe Marilda

Prefeito Mauro Zanin, vice-prefeito Márcio da Silveira, Deputado Arantes e esposa Sirlene

Avó materna da noiva Francisca Carvalho e Emanoel

Família do noivo - Irmã Thassia, pais Ailton e Marilda e avó materna dona Luzia Borges

Tios da noiva Silvano Zague e Lucy

MÚSICA AO VIVO PARA TODOS OS EVENTOS

Noiva e amigas

Tios e padrinhos da noiva Vandinho e Lucimeire

Avó parterna da noiva, pai da noiva e primos


página 5 São Sebastião do Paraíso-MG e Região - 22 e 23 de Outubro de 2011

e Gleicy e Thalles

FOTOS: TELEPH OTO

Padrinhos no civíl Natan, Thassia irmã do noivo, Isabeau e Juliano irmão da noiva.

Va lsa

Um brinde com irmãos e padrinhos

Tios do noivo Domingos, Tânea, Walberte e Rose

Madrinhas

Damas de honra

va com Entrada da noi no o pai Lu cia

Primos e padrinhos do noivo Gabriela e Breno

Padrinhos

Amigos do noivo Chico, Bruno, Marcelo, Tiago, Marcio e Erick

Gleicy com amigo Dênis Jr e o o primo Thalys

Tales e Tulio

Yara e Renato

Advogados Sebastião e Flávia

Eden, Marli, Marcinha e Guilherme

Gaby, Hudson, Natália, Sidrônio, Thiago e Amanda

Luciano e Claudete

Paulo Henrique e Simone

Rafael Bananinha e Elisa Souza

Amigas da noiva Érica, Isabella, Betânea, Brenda e Samuel


página 6

São Sebastião do Paraíso-MG e Região 22 e 23 de Outubro de 2011

Alunos da Escola Ana Cândida se destacam na Feira da USP Everton Luiz Dias da Silva e Laisla Luciana de Paula, alunos do 3º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Comendadora Ana Cândida de Figueiredo, sob a coordenação do professor de Matemática, Fabrício Pimenta Neto, participaram nos dias 15 e 16 de outubro , da Feira de Ciências da USP, em São Carlos (SP), em comemoração ao centenário da Escola Estadual Álvaro Figueiredo Guião e pela Semana de Ótica Semótica. Foram inscritos 1.460 projetos e com o Projeto Inter Imagem -Lousa Interativa – que apresenta uma nova ferramenta didática e interativa, que pode ser utilizada em diversos ambientes de auditórios, os alunos foram classificados em 6º lugar. Receberam certificado de participação e uma bolsa de estudos para iniciação científica oferecida pela Universidade de São Paulo-USP. A direção escolar, professores e demais colegas parabenizam o professor e os alu-

nos pelo constante empenho e interesse demonstrados diariamente em sala de aula .

Academia Volpe de Cultura promove concurso de desenhos

No dia 29/09, a Academia Volpe de Cultura (A.V.C) promoveu mais um Concurso de Desenhos. Aproveitando as festividades em comemoração aos 190 anos da nossa cidade, explorou o tema: “Os 190 anos de São Sebastião do Paraíso!”. Primeiramente, através de enriquecedoras oficinas – ministradas pelos professores Marcos Evangelista Silva e Eduardo Cândido Garcia, que lecionam História e Geografia, os alunos estudaram sobre a história de Paraíso, o clima, a vegetação, a hidrografia, o relevo e os pontos turísticos do município a fim de terem o embasamento necessário para produzir seus desenhos. Depois, interpretaram a letra do hino de Paraíso, em Língua Portuguesa, e aproveitaram, também, as aulas de Geometria e Artes, já que o concurso estabeleceu duas modalidades: desenho livre e mosaico, oportunizando, assim, o trabalho interdisciplinar. Para avaliar os desenhos, a comissão julgadora analisou os quesitos: criatividade, coerência com o tema e estrutura (contornos e cores). Segundo a presidente de honra da A.V. C, Marília de Souza Neves, é importante valorizar a arte no recinto escolar, pois ela estimu-

la a criatividade, favorece a comunicação e dá asas à imaginação. “Acredito que a arte provoca mudanças em nossa vida e, em muitos casos, ela age como um antídoto contra as doenças e as dores. Os alunos, quando participam de eventos artísticos, mostram o que de melhor possuem – algo raro na sociedade hodierna. Então, esquecem-se de suas dificuldades e se inserem num universo cheio de surpresa e magia” – completa. Já para a professora parceira, Cristiane Aparecida da Silva, que leciona Matemática, o trabalho interdisciplinar enriquece a prática pedagógica. “Os alunos, na categoria mosaico, tiveram que planejar o desenho que fariam, medir, calcular, selecionar cores para atingir a meta desejada. O resultado foi bastante positivo – finaliza. Veja, abaixo, como ficou a classificação do concurso: DESENHO LIVRE: • 1º lugar: Letícia Barros da Silva / 7º ano • 2º lugar: Juliano Muniz Ferreira / 6º ano • 3º lugar: Luiz Fernando Silva Caetano Prata/ 7º ano MOSAICO: • 1º lugar: Luiz Antônio da Silva/ 8º ano • 2º lugar: Maycon Douglas Morais/ 8º ano • 3º lugar: Samantha Silveira dos Reis/ 8º ano

Escola Nova arrecada e doa à ACCA centenas de produtos na semana da criança. A festa foi coroada com a solidariedade da família Escola Nova. Veja as fotos:


São Sebastião do Paraíso-MG e Região 22 e 23 de Outubro de 2011

página 7

NOIVA: Previna-se de inconvenientes - Certifique-se estar de acordo com seu noivo sobre cada aspecto do casamento.Mesmo não mostrando muito interesse a detalhes no início da organização, no final pode não gostar de algo e refazer é sempre mais complicado. - Reserve todos os serviços com antecedência, para depois não ter que se conformar com segundas opções. - Ao escolher os fornecedores, confira referências com outros clientes e outros profissionais da área. - Faça os orçamentos e guarde-os por escrito até a efetiva contratação, conferindo todos os itens no contrato. - Atente-se ao prazo de reserva de data, a maioria dos fornecedores reservam por pouco tempo. Observe se consta por escrito este prazo no orçamento. - Faça uma reserva financeira para gastos inesperados, como reposição de material de buffet e decoração. -Resista à tentação de gritar aos quatro ventos que vai casar. Informe apenas aos amigos íntimos até estar segura de quem vai convidar. Criar uma lista de convidados, requer tato, poder de negociação e compromisso. - Delegue tarefas concretas a familiares e amigas íntimas, assim se manterão ocupados, sem interferir em outras áreas que queira cuidar pessoalmente. - Se contratar alguém para ajudá-la na organização, lembre-se de compartilhar todas as decisões para que sejam efetivadas e repassadas aos demais contratados. - Faça uma planilha detalhada de custos para conseguir uma das mais difíceis tarefas, combinar bolso e sonho. - Defenda seus gostos, lute para conseguir o que deseja. A criatividade dos profissionais envolvidos podem viabilizar com mais facilidade o que sonha para seu casamento. O casamento é seu, e deve acontecer como você quer.

Horóscopo Semanal CAPRICÓRNIO (22/12 A 21/01) Este é um período que você pode viver uma sensação de angústia e isso pode desencadear uma espécie de crise psíquica ou emocional. Se puder, comece uma boa terapia, ou ao menos, investigue suas emoções. AQUÁRIO (21/01 A 18/02) A lua se une a Marte em Leão, signo oposto ao seu e você pode se tornar intransigente e até mesmo agressivo. Cuidado com respostas atravessadas e com a falta de tolerância. Paixões à vista. PEIXES (19/02 A 19/03) Hoje o dia pode trazer alguns problemas no trabalho, mas fique tranqüilo, pois a energia é passageira. Faça o que deve ser feito com tranquilidade e coloque o excesso de energia em projetos e planos de negócios. ÁRIES (20/03 A 20/04) Marte e lua em Leão podem trazer algumas raivas escondidas à tona, especialmente coisas que não foram ditas em seus relacionamentos. Aproveite a criatividade do momento para começar novos projetos. TOURO (21/04 A 20/05) Hoje você deve tomar muito cuidado e evitar brigas e discussões, especialmente no ambiente familiar e na relação com os seus. Algumas emoções antigas podem vir à tona neste período. O passado pode incomodar. GÊMEOS (21/05 A 20/06) Algumas dificuldades no trabalho podem deixar seus nervos à flor da pele neste período. Procure não se deixar levar pela impulsividade e pelas raivas. O momento pede cautela e discernimento. Mudanças no trabalho. CÂNCER (21/06 A 21/07) Procure não arriscar seus ganhos e investimentos em passos diferentes do usual. A fase é tensa e você deve ter cautela, para evitar perdas desnecessárias. Amor e prazer em alta abrem novas oportunidades em sua vida. LEÃO (22/07 A 22/08) A lua se une a marte em seu signo e suas emoções vêem à tona. Brigas e discussões devem ser evitadas, pois as raivas e a indignação estarão muito afloradas. O momento pede racionalidade e discernimento. VIRGEM (23/08 A 22/09) A lua se une a Marte em Leão e algumas emoções do passado começam a incomodar profundamente. Procure investigar dentro de você os reais motivos e deixe tudo o que não serve para trás, especialmente os medos. LIBRA (23/09 A 22/10) Hoje o dia pode estar tenso, especialmente se estiver envolvido em reuniões de negócios com clubes, instituições ou grandes empresas. A assinatura de um contrato pode ser adiada, mas não se preocupe, a energia é temporária. ESCORPIÃO (23/10 A 21/11) A lua se une a Marte em Leão e sua carreira é mobilizada. Cuidado apenas com o excesso de assertividade que pode levar a certa destruição. Ótima fase para traçar metas e agir na direção de seus projetos. SAGITÁRIO (22/11 A 21/12) Alguns projetos e planos de carreira devem ser revistos nesse período. Procure começar um curso de especialização, pois em poucas semanas você estará totalmente voltado para seus planos de negócios.

Daiane e Francisco Daiane Batista Mariano e Francisco Lúcio de Rodrigues Silva se casaram no dia 7 de outubro na igreja matriz da Abadia. Daiane é filha de Marcos Antônio Mariano e Paulina Batista Mariano. Francisco Lúcio, de Ivo Rodrigues da Silva e Hilma Lúcia de Paula Rodrigues. A recepção foi no Italian Buffet.

ANIVERSARIANTES Neste domingo, 23, Tereza Lina. Dia 24 os gêmeos Thiago e Mariana, filhos de Carlos Roberto e Regina Célia. Ronaldo Rodrigo, filho de Sebastião Tadeu Ribeiro e Marlene Ribeiro. Vitória Candiani Alvarenga, filha da publicitária Andréia Colózio. Dia 25 Tatiane de Oliveira Silva, Adalberto Ozelin, Lívia Maria Xavier Pereira, Marcos Nicolini. Dia 26 Sra. Geralda Gusmão Duarte. O deputado Geraldo Thadeu, juiz de direito Laércio Galatti. Dia 28 Engenheiro agrônomo Paulo César Gomes, Natália de Souza, filha de Edite de Souza, Juliano Stefani Colombarolli. Dia 29 Lívia Aparecida Moreira de Carvalho.

Bodas de Diamante O dia 05 foi uma data muito especial para o casal Geraldo de Oliveira Costa e Vicentina Oliveira de Jesus, e para comemorar os 60 anos de enlace matrimonial, foi realizada no dia 15, missa na Igreja de Nossa Senhora do Sion renovando os votos do casamento. Em seguida uma recepção para familiares no salão anexo à igreja.. Parabéns ao casal por esta amorosa união, são os votos de toda sua família especialmente dos filhos, netos e genros.

RECEIT A DO GU ARÍ RECEITA GUARÍ Picanha Paraisense A sugestão do cozinheiro Guariguasil é para a sempre apreciada picanha, mas com um toque mineiro. Ingredientes ½ kg de batatas ½ dúzia de banana prata ½ kg de farinha de mandioca torrada 1 cebola, 4 dentes de alho, 2 ou 3 folhas de louro 1 picanha com aproximadamente um quilo e meio 200 gr de baicon, 200 gr de manteiga Modo de preparo Tempere a picanha com o alho amassado, 1 copo de vinagre, 1 copo de água, sal a gosto. Colocar o tempero sobre a picanha em uma panela grande e assar em fogo baixo até dourar. Para fazer uma farofa, corte 200 gr de baicon. Corte as bananas em rodelas. Frite o baicon, coloque a manteiga e as bananas na mesma panela. Acrescente a farinha de mandioca e mexa. Frite a batata em tiras finas (palito). Sirva a picanha com arroz branco e a farofa.

Rogéria Maia Ribeiro e Mateus Gomes Soares

Rogéria e Mateus se casaram, sábado, dia 15, cerimônia realizada na Igreja Matriz de São Sebastiãon. Na saída da Igreja, os noivos foram homenageados pelos colegas integrantes do Corpo de Bombeiros , com a tradicional “tocha de água”, já que ela é Sargento da Corporação e ele Policial Militar. Rogéria Maia Ribeiro é filha de João Machado Ribeiro e Nairdes Maia da Silveira Ribeiro ,de tradicional família paraisense. Mateus, filho do casal Rogério Soares Alvim e Maria de Fátima Gomes Soares, residentes em Uberaba. Os registros em video deste evento marcante foram da Mult clip, com Pedro Delfante e equipe.


página 8

São Sebastião do Paraíso-MG e Região 22 e 23 de Outubro de 2011

Palestra aborda prevenção ao câncer na programação do “Outubro Rosa” A importância dos cuidados e dos exames preventivos tanto da mulher como do homem como fator fundamental que ajudam a uma melhor abordagem ao câncer, foi a tônica principal da palestra na noite de quarta-feira,19, no Teatro Municipal. Proferida pelo médico oncologista Natael Ribeiro Malta Neto, do Hospital Regional do Câncer, em Passos, o evento organizado pela Vigilância e Saúde de São Sebastião do Paraíso, integra as ações do “Outubro Rosa” e a programação do aniversário da cidade. Segundo levantamentos da Secretaria de Saúde em Paraíso a incidência de câncer de mama e colo de útero chega a 14% da população. Conforme levantamentos o tumor de mama quando descoberto no inicio significa cura definitiva em 90% dos casos. Já o câncer de colo de útero também é uma doença possível de ser prevenida sendo que a prática mais efetiva para o controle desse câncer é através do exame preventivo (papanicolau), que é simples, rápido e sem dor. Sua realização periódica (anual) permite reduzir em 70% a mortalidade da população de risco. De acordo com Natael Ribeiro, existem três formas de detectar um câncer inicial de mama: o auto-exame, o exa-

me médico periódico e a mamografia. Durante cerca de 90 minutos ele fez um histórico sobre a evolução das formas de tratamento. “A existência histórica do câncer na humanidade possui registros do período de antes de Cristo, pelos estudos feitos em múmias. Hoje as pessoas estão vivendo mais tempo, mas antigamente a média era apenas 22 anos”, descreve. Ele relatou a primeira anestesia para tumor de ovário ocorrida em 1850, a descoberta da penicilina em 1915, a quimio-terapia a partir de 1950 e a descoberta do genoma humano e do câncer em 2000 como marcos do avanço da medicina nesta área. Já quando será descoberto algum mecanismo de controle do câncer, continua sendo uma incógnita, alerta o médico. Quanto as estimativas do câncer, Natael disse que “infelizmente no Brasil se descobre o câncer tardiamente quando os efeitos da doença já estão avançados e a nossa luta é que através dos atos preventivos ele venha se tornar conhecido de forma mais precoce”, diz. Mas em havendo a correta adoção de medidas preventivas é possível retardar e até evitar que o seu surgimento acarrete danos mais graves à saúde. O oncologista explica que

se em um membro da família é confirmada a doença a tendência é que outros membros também o câncer possa se manifestar. “Então torna-se mais fácil, controlar desde que haja conscientização e participação junto as campanhas que são realizadas”, esclarece. Os avanços continuam ocorrendo e já há notícias da existência de vacina contra o HPV (Papilona Vírus Humano). “Infelizmente são tratamentos caros e destinados somente a alguns tipos de vírus, mas não deixa de ser um grande progresso”, acrescenta. Natael insiste que se por enquanto a medicina ainda busca uma solução definitiva e que pode demorar anos para ser encontrada, a melhor resposta contra a enfermidade é a prevenção. “Primeiro vem a prevenção e se não consegue prevenir, então passa para o tratamento em suas diversas modalidades, que tem um peso, às vezes deixa sequela e desconforto, principalmente nos casos recidivos, onde após um tratamento inicial a doença volta a reaparecer”, descreve. Homenagens - No final da palestra Roseli Costa Santos, presidente do Clube das Acácias Fraternidade Univer-

sal, realizou o repasse de um cheque de R$ 2 mil a Evânio de Lima Cruz, supervisor de captação de recursos do Hospital Regional do Câncer. “Neste meu mandato é a quarta remessa que fazemos e totalizamos R$ 7.500,00 como forma de colaboração a esta instituição que faz um trabalho tão importante para a comunidade regional”, disse. Evânio, que também recebeu uma placa de agradecimento salientou que o hospital tem a marca do voluntariado. “Vencemos a fase da construção e estamos na etapa da manutenção, porque queremos fazer deste hospital referência nacional e o apoio de todos é fundamental. Meu muito

obrigado pelo apoio de Paraíso”, finalizou. O evento é uma iniciativa do setor de Vigilância em Saúde, coordenado pela enfermeira Ana Carolina Leite Coelho Ferreira. De acordo com a coordenadora, a palestra “tem o intuito de estimular na sociedade, a realização dos exames preventivos de forma que o diagnóstico do problema seja feito precocemente, o que faz com que aumente a chance de cura da doença”, afirma. A programação do “Outubro Rosa” prevê a realização na manhã do dia 29 de outubro, de uma caminhada de alerta contra o câncer. A concentração acontecerá em frente a Prefeitura e sairá às 9h em direção a Praça Comendador José Honório (Matriz)

/1319417190  

dividual que pode ser adquiri- do com antecedência. Cada in- gresso corresponde a um vale- alimento nos valores de R$ 3,00 – para os eventos...

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you