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10 e 11 de Setembro de 2011 edição 583

O Circo das Maralistas apresenta a arte circense com vieses de solidariedade Ana Carolina Bonacini

A arte circense vai invadir o palco do Teatro Municipal Sebastião Furlan, em São Sebastião do Paraíso, com a peça teatral O Circo das Maralistas, da turma do Normal Técnico em Magistério, da Escola Estadual Clóvis Salgado, no sábado (17/9), às 19h30. Toda renda será revertida em prol da Casa Menino Jesus. Em uma hora e quinze minutos de espetáculo, oito integrantes vão apresentar danças de fitas, números com bambolês, malabarismos, encantamento com contorcionismo, mímicas e a interação dos palhaços com o público em uma peça teatral que reúne música e circo indicada para todas as idades. “É de 0 a 100 anos. Quem não for nós vamos pensar que tem mais” brinca a diretora e integrante do grupo, Larissa Aparecida de Souza, com uma frase de um dos palhaços aos

alunos, durante divulgação da apresentação nas escolas. O espetáculo foi inspirado no filme Taare Zamenn Par – Como estrelas na Terra, que narra o trabalho de resgate do professor Nikumbh com Ishann, portador de dislexia, que começa a recuperar a vontade de viver com o ambicioso plano do educador. Em duas apresentações, cerca de 850 pessoas já assistiram ao O Circo das Maralistas, segundo Larissa. O grupo estreou nas comemorações na Semana da Normalista, do Clóvis Salgado, em 28 de junho. Na quinta-feira (8/9), elas levaram a peça para o CAIC, na Semana da Família. “Gostei muito. Elas foram muito criativas. Faz parte da cultura e abrange a toda família” opina a professora Vanessa Aparecida Oliveira, que assistiu à apresentação. “E contribui com a Casa” continua a professora que atua na Casa Menino Jesus.

Toda a renda da bilheteria será revertida para cobrir as despesas da Casa Menino Jesus, localizada à avenida Wenceslau Braz, como aluguel, água, luz e pagamento dos funcionários – professora, monitora e recreadora, babá, cozinheira e auxiliar de limpeza. “Nada saiu do bolso, nada vai entrar. Todo o dinheiro vai ser revertido em prol da Casa Menino Jesus” reforça a diretora geral do grupo enfatizando o apoio dos patrocinadores. A entidade recebe 23 crianças, de 18 meses a 3 anos e 11 meses, de famílias carentes do município. O valor das entradas é R$5. Uma prévia do espetáculo pode ser vista no site do youtube.com. Digite Tease do Circo das Maralistas na barra de pesquisa e assista a uma amostra do que será apresentado ao vivo e em muitas cores no palco do Teatro Municipal.

Museu Municipal "Napoleão Joele" expõe Monteiro Lobato A Casa da Cultura de São Sebastião do Paraíso recebe de 12 a 30 de setembro a exposição itinerante "Reinações da Emília", do escritor brasileiro Monteiro Lobato, muito conhecido principalmente entre as crianças, pois se dedicou a um estilo de escrita com linguagem simples, onde realidade e fantasia estão lado a lado. "Pode-se dizer que ele foi o precursor da literatura infantil no Brasil, um dos mais influentes escritores brasileiros do século XX, importante editor de livros inéditos e autor de importantes traduções", afirmou Lucas Cândido de Oliveira, do Departamento de Cultura. Lobato ficou popularmente conhecido pelo conjunto educativo de sua obra de livros infantis, que constitui aproximadamente a metade da sua produção literária. A outra metade, se constitui de contos (geralmente sobre temas brasileiros), artigos, crônicas, prefácios, cartas, um livro sobre a importância do petróleo e do ferro, e um único romance, "O Presidente Negro", o qual não alcançou a mesma popularidade que suas obras para crianças e, entre as mais famosas, destaca-se "Reinações de Narizinho" (1931), "Caçadas de Pedrinho" (1933) e "O Pica Pau Amarelo" (1939). De acordo com Lucas, o objetivo da Secretaria Municipal de Esporte, Lazer, Cultura e Turismo é verificar a contribuição da literatura infantil no desenvolvimento social, emocional e cognitivo da criança. "Ao longo dos anos, a educação preocupa-se em contribuir para a formação de um indivíduo crítico, responsável e atuante na sociedade, isso porque se vive em uma sociedade onde as tro-

alunos à exposição, pois concluímos que a leitura é uma porta aberta para um mundo de descobertas sem fim", pediu. A exposição "Reinações da Emília" está na Casa da Cultura, à Avenida Oliveira Rezende,

cas sociais acontecem rapidamente, seja através da leitura, da escrita, da linguagem oral ou visual", afirmou. Segundo ele, o Departamento de Cultura está preocupado em conhecer e desenvolver na criança as competências da leitura e da escrita, e como a literatura infantil pode influenciar de maneira positiva neste processo. "As exposições itinerantes que estão sendo deslocadas para a Casa da Cultura de São Sebastião do Paraíso, são muito importantes para todos paraisenses, pois é através delas que as crianças conseguem conhecer a literatura infantil, sendo um instrumento motivador e desafiador para as mesmas, além de transformar o indivíduo em um sujeito ativo, responsável pela sua aprendizagem, compreende o contexto em que vive para modificá-lo de acordo com a sua necessidade", ressaltou. Hoje a dimensão da literatura infantil é muito mais ampla e importante. Ela proporciona à criança um desenvolvimento emocional, social e cognitivo indiscutíveis. "Chegamos a per-

ceber que, quando as crianças ouvem histórias, passam a visualizar de forma mais clara, sentimentos que têm em relação ao mundo", enfatiza. As histórias trabalham problemas existenciais típicos da infância, como medos, sentimentos de inveja e de carinho, curiosidade, dor, perda, além de ensinarem infinitos assuntos. "É através de uma história que se pode descobrir outros lugares, outros tempos, outros jeitos de agir e de ser, outras regras, outra ética, outra ótica... É ficar sabendo história, filosofia, direito, política, sociologia, antropologia, etc. sem precisar saber o nome disso tudo e muito menos achar que tem cara de aula", disse. Neste sentido, quanto mais cedo a criança tiver contato com os livros e perceber o prazer que a leitura produz, maior será a probabilidade dela tornarse um adulto leitor. Da mesma forma através da leitura a criança adquire uma postura crítico-reflexiva, extremamente relevante à sua formação cognitiva. "Gostaríamos que as escolas da rede municipal, estadual e particular levassem seus

nº 509, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h, sendo que as escolas deverão agendar antecipadamente na Casa da Cultura, pelo telefone 3531-7634, o dia e horário da visita. "Fazemos isso

para não ocorrer de uma escola visitar no mesmo horário que outra, deixando a situação conturbada", salientou Lucas. O público alvo da exposição são crianças, pois trata-se de Literatura Infantil.


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E já antecipando, os especiais cumprimentos a aniversariante do dia 17 de setembro, a simpaticíssima publicitária Maria Pia Petrus Melles Borges, apresentadora do Programa de Mulher pra Mulher, pela Tv Sudoeste. Casada com o empresário Antonio Borges Júnior, mãe de Antonio do Carmo Barros Petrus Melles Borges que completou dois meses no dia 26 de agosto. Filha do secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas Carlos do Carmo Andrade Melles e da ex-prefeita Marilda Petrus Melles, irmã de Caio e Cristiano.

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Também no próximo dia 17 a bela e dedicada nos estudos Aline Pannaci, estará em Paraíso comemorando seu aniversário com sua família. Ela que está se dedicando ao cursinho preparatório COC em Ribeirão. Seus pais os empresários da Presidente Jóias, Francisco Pannaci e Sandra estão orgulhosos da filha, não se esquecendo da bonita Carol, irmã de Aline.

Quem aniversariou ontem sexta-feira, 09, e recebe os cumprimentos pelo natalício é o professor Marcelo Morais, que já foi repórter da Tv Paraíso, possui a produtora de Vídeo e fotos Exata Produções, e é recém empossado como presidente da Comissão Provisória do PMDB em Paraíso.

Tip Top Bar, ambiente distinto criado com um visual diferenciado, alegre em um novo conceito adotado e aprovado pelos frequentadores, e as refeições que já conquistaram muitos adeptos aos pratos ou porções apetitosas, possui um cardápio variado com panquecas, caldos, porções, empratados dentre outras diversidades, que são componentes de um menu primordial que conta ainda com um atendimento eficaz e personalizado para melhor satisfazer seus clientes.

E nos serviços “a la carte”, que traz opções para os mais variados paladares, o almoço “a la carte” das 11h as 14h está um sucesso, lembrando que o bar continua seu funcionamento após o almoço se estendendo a noite. Tip Top avenida Monsenhor Felipe, 565, telefone 3558 8803. Sexta dia 02 foi assim.

Valdirene e Dalvana

Gabriela, Cyntia, Rafael, Leandro, Maria Cândida, Micaela e Eder

Messias, Luiz, Aline e Junior

Fabiana, Luciano, Miguel e Tatiana

Jober e Tatiana

Marcela, Fátima, Maria e Milton

Bianca e Gui Celini

Tania, Rafael, Patricia e André

Pablo e Sara

Maysa e Rafael

RUA: VENEZUELA,30 JARDIM AMÉRICA SÃO SEBASTIÃO DO PARAÍSO TEL: 8844-0018


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DIA NACIONAL DO BANCÁRIO

Diretoria Executiva em São Sebastião do Paraíso - Dinomar, Danilo, Agnaldo, Angelo e Henrique

Colunista e os bancários Carlos Banco Bradesco e Angelo Banco do Brasil

No dia 02/09 aconteceu no Lions Clube de São Sebastião do Paraíso, comemoração ao Dia Nacional do Bancário, que se comemora em 28 de agosto. Reuniram-se funcionários de várias agências bancárias de Paraíso e região em confraternização promovida pelo Sintraf (Sindicato dos Trabalhadores no Ramo Financeiro de Poços de Caldas e Região), festa que cresce a cada ano e que já se tornou tradição em Paraíso. A animação ficou por conta da Banda Luck, de Poços de Caldas.

Muita animação entre as funcionárias do Bradesco

Funcionários do Bradesco

José Paulo e família - Banco Itaú

Pedro e Marcão - Gerentes da Caixa

Funcionários da Caixa

Funcionários dos Bancos Itaú - Hsbc e Sicoob

Samantha, Thaís, Ana Carolina, Redner e Adriano - Funcionários do Bradesco

Agnaldo Viana - Presidente Sindicato, Danilo - Diretor e Henrique Mendonça - Diretor Regional

A cada ano mais funcionários aderem a confraternização

Banda Lucks de Poços de Caldas agitou o noite dos bancários

MÚSICA AO VIVO PARA TODOS OS EVENTOS

Adriana - Gerente do Santander entre amigas


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“Isso é muito mais do que esporte, é social, é comprometimento e desenvolvimento de sonhos” Descrever o técnico do Paraíso Futsal, Elias Ronei Magalhães, torna-se indispensável diante do que ele e seus discípulos apresentam dentro das quatro linhas vestindo a camisa que representa os torcedores paraisenses, que lotam as arquibancadas da Arena Olímpica em dia de jogo ou vão de caravana onde o time está. Ronei é campeão em campo, como pessoa e na vida. Carrega consigo a humildade no sentido mais pleno e verdadeiro da palavra. Ele que vive e respira futsal, sabe reconhecer o papel fundamental de cada integrante para alcançar uma grande conquista. Através dessas linhas, percebemos que Deus não faz nada por acaso. Para quem não podia nem frequentar as aulas de educação física, mesmo sem querer, hoje dá lições de humanidade, muita garra e perseverança no esporte. É no bater de braços no próprio corpo e nos “pulinhos” que embalam a equipe no canto da quadra que o técnico do Paraíso Futsal mostra a valentia e a força de vontade de grandes líderes. A bola já figurava entre seus sonhos de criança? Claro, como todo brasileiro, eu sonhei um dia em ser jogador profissional. Tive uma infância um pouco complicada nesse sentido, pois meus pais eram cristãos, da Congregação Cristã no Brasil, e a religião não permite jogar futebol, assistir TV, então, foi difícil para mim, pois tinha o dom da música, e desde cedo, comecei a amar e a tocar violão e clarinete na igreja, o que tornou as coisas ainda mais difíceis, pois tive que fazer uma escolha, ou uma coisa ou outra, e quando ia à quadra e via meu irmão jogar futsal, ficava muito mal, pois sabia que essa escolha me afastaria de uma coisa que eu amava muito. Nasci e vivi quase toda minha vida em Altinópolis, Estado de São Paulo. Tive uma infância espetacular: brinquei e muito de pique - esconde, de pique - latinha, de pique - salva, de estrela na vacela, de arquinho, de rebatida em palha de arroz, enfim, uma infância completa. Suas aulas de educação física já eram suas preferidas no período de escola? Agora vou entrar numa história triste e muito marcante para mim. Sou totalmente esportista, amo tudo, todo esporte é envolvente e atraente para mim, mas meu período escolar foi frustrante, uma lembrança terrível. Como disse, por meus pais serem cristãos, nunca pude participar de nenhuma aula de educação física. Isso mesmo. Eu era proibido de participar das aulas, das festas juninas e confraternizações da escola, somente nas comemorações de “7 de Setembro” eu poderia participar. Lembro-me que as aulas eram no período contrário das aulas comuns; estudávamos de manhã e as aulas de educação física eram à tarde. Minha mãe arrumava um atestado de trabalho na mercearia que ela tinha para me liberar das aulas. Quando completei 13 anos de idade, lembro que ia escondido aos treinos de futebol de campo. Passava na casa de um amigo, o Serginho, que me emprestava uma chuteira velha dele, que apertava todos os meus dedos, para eu poder treinar escondido de meu pai. Teve várias vezes que apanhei e muito por estar jogando bola, mas hoje entendo, e com certeza, respeito o que ele queria passar, e o tenho como referência.

E como foi que conseguiu se tornar um profissional de educação física? Como explicar ser educador físico se nunca pude fazer aulas de educação física? Está no sangue. Com toda humildade, tenho o esporte na veia, me interesso sobre tudo um pouquinho; gosto de tudo no esporte. Pode me convidar para jogar ou participar de qualquer coisa relacionada ao esporte que é prazeroso para mim e isso sempre foi determinante. Como já te disse, Carol, e agora estou abrindo a todos nesse momento, se me convidarem para falar de futsal não é trabalho, é lazer para mim. Joguei futsal até os 29 anos e, graças a Deus, percebi por orientação familiar que não seria eterno e resolvi iniciar a faculdade de Educação Física em Batatais, já casado, e me formei em 2002. Já no primeiro ano de curso, estava trabalhando na área por ter experiência como jogador. Iniciei meu trabalho na Escola Dinâmica, treinando escolinhas de futsal, depois passei pelo Colégio Bassano Vaccarini, Colégio Drumond e Escola Estadual Professor Antonio Barreiros, escolas de Altinópolis, tanto como professor eventual como coordenador do programa “Escola da Família”, por quase três anos. Prestei o concurso estadual e me efetivei em 2006, em Santo Antonio da Alegria, na Escola Estadual Cônego Macário de Almeida. Também passei no concurso municipal, em 2008, me efetivando também no município de Altinópolis, mas exonerei-me do cargo no mesmo ano. Em 2009, passei no concurso em Santo Antonio da Alegria, mas não me efetivei, e no ano de 2010, passei no concurso do Estado de São Paulo de novo e estou prestes a ser chamado para escolher um novo cargo. Em todos os lugares que trabalhei, tive o prazer de levar um projeto de organização de olimpíada esportiva e cultural - jogos, teatro, dança, enigma, gincana -, que é referência em toda região, e tive o prazer de aprender, e venho aqui reverenciar, a professora Mic, que amo de paixão. Tenho nesse trabalho a parceria da competente Ana Frighetto, e do professor/irmão Huelder, que me auxiliaram sempre. Quando e como começou seu envolvimento com o futebol profissional? Um dia cheguei ao ginásio municipal e assisti a final do Campeonato Paulista da Série A2, em Altinópolis, com a equipe da casa - o Banespa de

por Ana Carolina Bonacini

São Paulo, o Círculo Militar de São Paulo e o Tejusa de Indaiatuba. Eu e um irmão de um jogador, assim como eu que tinha o Giba, começamos a discutir quem era o melhor. Nesse momento, eu decidi que ia jogar futsal e jogaria naquela equipe ao lado de meu irmão um dia. Aí veio o momento mais delicado da minha vida: abandonei a igreja - era músico e auxiliar de jovens -, o que foi frustrante e muito para meus pais, e iniciei o treinamento nas categorias de base do futsal altinopolense. Meu técnico e preparador, Luiz Carlos, era obcecado e enxergou um potencial - um turrão à frente, nunca desistiu de mim lançando novos desafios a cada treino. Com 16 anos, já estava nos primeiros jogos regionais. Aos 17 anos, em 1987, fomos vice - campeões dos Jogos Regionais em Araraquara, e 5º dos Jogos Abertos do Interior em Santos, onde a abertura foi na Vila Belmiro, com Oscar Schmidt carregando a Tocha Olímpica, e o finado Jessé, cantando o Hino Nacional Brasileiro somente com o piano como fundo musical. Foi fantástico. A partir daí foram muitas emoções e momento espetaculares em minha vida. No ano seguinte, 1988, já como capitão, fomos campeões dos Jogos Regionais, em São Joaquim da Barra, e aí já estava jogando no futsal adulto de Altinópolis, que ainda era amador. Em 1989, com 19 anos de idade, tive o prazer de me tornar campeão da EPTV Ribeirão, ao lado de meu irmão Giba, que era o capitão da equipe. Tive uma final de EPTV inusitada, pois a alegria foi incrível ao fazer o gol da final e a tristeza enorme por perder um pênalti na decisão por pênaltis. Chegamos a várias finais de campeonato paulista do interior, e em 1992 da EPTV de novo, mas sempre perdíamos por algum detalhe. A partir daí, a equipe se profissionalizou e treinávamos 4, 5 horas por dia, e conseguimos vários títulos para a pequena Altinópolis, de 15 mil habitantes: pentacampeão da EPTV Ribeirão em 1989, 1994, 1996, 1998 e 2000, tricampeão Paulista do Interior em 1994, 1997 e 1998. Em qual posição você jogava? Fui ala minha vida inteira, mas em alguns momentos joguei como pivô também, e após o título de 94, fui convidado pelo Charrete, que era o secretário de Esportes da época, para vir integrar o elenco paraisense. Vim em 95, e em 96, trouxe meu irmão; juntos tivemos o prazer de sermos campeões na EPTV Sul de Minas, pelo Paraíso/Ouro Verde. Mas fiquei triste com essa final, pois tomei um cartão amarelo nos minutos finais na partida da semifinal, e não joguei a final, mas o que importa, é claro, é o título da equipe. Joguei futsal durante minha vida inteira, passando pela Intelli de Orlândia, e pelo Decet de São José do Rio Pardo, além de Altinópolis e São Sebastião do Paraíso. É melhor estar em quadra ou fora dela orientando os jogadores? Olha, o prazer de jogar é insubstituível, mas digo a você que coordenar uma equipe, passar por todas as dificuldades e conseguir junto com o grupo atingir um objetivo, é fantástico. Emocionalmente, é melhor

jogar, com certeza, mas acho que já aprendi a me controlar e entender que meu tempo já passou como atleta. Como treinador, tive o prazer de junto com a minha comissão técnica, ser campeão no primeiro ano, em 2009, em Santo Antonio da Alegria e da Copa Record, em 2010. Já em Paraíso, fomos campeões da Liga Riopardense, vice - campeões do Jimi na segunda fase, quarto lugar na Copa Alterosa, vice-campeões da EPTV, vice-campeões do Mineiro do Interior, e nesse ano, bicampeões da Copa TV Alterosa, campeões da segunda fase do Jimi, bicampeões da Taça EPTV Sul de Minas, sempre dividindo com comissão técnica, diretoria, patrocinadores e torcida esses créditos. Em pouco tempo de trabalho você conquistou os maiores títulos do Sul de Minas. Qual reflexão você faz disso tudo? Com certeza, a comprovação de tudo que ganhamos é: diretoria trabalhando para que todos os compromissos estejam em dia, tanto com atletas como comissão técnica; comissão técnica em parceria em busca de objetivos; atletas comprometidos e confiantes no trabalho; patrocinadores imbuídos e satisfeitos com os resultados e projetos futuros; torcida ao lado da equipe, cobrando quando deve cobrar e aplaudindo quando deve aplaudir; a união disso tudo, com certeza, é o sucesso e divulgação da cidade e do futsal paraisense. Gostaria de deixar bem claro que a equipe só corre o que corre pelo trabalho do professor Fernando Dourado, que os atletas estão sempre aptos aos jogos pelo trabalho do fisioterapeuta Lauro, que as roupas de jogos e treinos estão sempre em ordem pelo trabalho de nosso querido Edinho, que os salários, alimentação, transporte estão sempre em ordem pelo ótimo trabalho do presidente Tosin, do Alysson, Gleisson, Tigna, Luizinho, Tilebre, Tales, Wilson, João, ou seja, é muita gente trabalhando, e seria egoísmo de minha parte pedir todos os créditos. Divido com eles todas as vitórias e tenho certeza que sem a participação de cada um, seria impossível essas conquistas. Já que é tão envolvido com futebol, qual seu time do coração? Sou são - paulino de coração. Qual a contribuição de sua família em meio a tudo isso? Com certeza ela é fundamental. Tenho em minha família a base de tudo. Aprendi com meus pais, Paulo e dona Filhinha, o valor da família, e é neles que me espelho. Meus filhos, Lucas e Laura, sofrem todos os dias o preço de meus objetivos, pois todos os dias ao responder a pergunta que me fazem: “Papai, brinca comigo?” “Filho, filha, papai tem que trabalhar”. Sei que estou tirando um pouquinho deles, mas dedico cada conquista a eles, e com certeza, em pensamento, minha luta se baseia na força que eles me dão. Quais são os planos para o Paraíso Futsal? O planejamento feito em 2011 visava a Liga Nacional em 2012. Se não

der e fortalecermos a equipe ano que vem, disputar o Campeonato Paulista já será um crescimento. Acho que lançamos uma semente, e ela tem que crescer e não retroceder, pois agora temos muitas crianças que se espelham em nossos atletas; elas se veem e sonham jogando nessa equipe vitoriosa. O trabalho social transcende nesse momento o esportivo, é só enxergar quantas crianças acompanharam o Corpo de Bombeiros de bicicleta na final da EPTV; é só perguntar ao Dourado, ao Reginho do Ouro Verde, ao Reginho do futsal no São Judas, e a tantos outros que fazem o trabalho com o futsal em Paraíso, seja ele remunerado ou solidário, quantas crianças querem ser um David, um Andrezinho, um Reginho, um Formigão, e todos os outros atletas que estão na mídia e honrando o nome de nossa cidade. Isso é muito mais do que esporte, é social, é comprometimento e desenvolvimento de sonhos. É a mostra de que o esporte é capaz de dar oportunidade a um jovem humilde como o Reginho, de se tornar além de atleta e ídolo, também um educador, como ele já está sendo. Devemos buscar novos parceiros para que os resultados continuem chegando. Sem patrocínio e apoio do setor público, isso não será possível, então, espero que com os resultados apresentados nossos caminhos se tornem mais tênues e com menos pedras. Ronei, para finalizar peço para que registre uma mensagem aos leitores do Jornal do Sudoeste. Gostaria de agradecer ao prefeito de Santo Antonio da Alegria, Dr. Ricardo Sobrinho, por ter me dado a primeira oportunidade como treinador de Futsal em 2009. Ao técnico da Intelli de Orlândia, Cidão, repito sempre a mesma frase: “Você é espelho para mim”; obrigado pelos estágios, pelas oportunidades, enfim, por tudo. Também agradeço ao Tigna e ao Wilson pela insistência em me trazer para São Sebastião do Paraíso; Wilson, você é como um irmão mais velho para mim, respeito muito você. Ao presidente Tosin, agradeço pela confiança, credibilidade e, principalmente, pelo investimento em um sonho e em nosso trabalho. Dourado, Lauro, Edinho; essa equipe é espetacular pelo trabalho que desempenha. Atletas, muito obrigado por confiarem nas palavras e promessas, e pelo trabalho e comprometimento. Torcida paraisense, estamos aqui para representar vocês, nunca, nunca mesmo, faltará vontade de honrar o símbolo do lado esquerdo do nosso peito. Deus, obrigado por tudo, sem Ti nada seríamos. Tenho uma história que uso como determinante em meus objetivos: Um menino negro queria ganhar e muito uma bicicleta de presente de natal. Ele morava nos EUA em meados dos anos 40,50, e com o sistema racista da época, seus pais não poderiam angariar dinheiro e dar o presente tão sonhado. Então, o menino fez uma caixa de engraxate, trabalhou o ano inteiro e conseguiu juntar dinheiro para comparar a tão sonhada bicicleta. No primeiro dia de passeio, orgulhoso do bem comprado, ao desviar a atenção numa praça, ele teve a bicicleta roubada. Foi a uma delegacia, registrou a queixa e o delegado de polícia, que também era professor de educação física, notou o ódio nos olhos do menino e encaminhou-o para treinamento de boxe na academia que mantinha. Após muitos e muitos anos, esse menino se tornou o maior campeão de boxe de todos os tempos, conhecido às vezes como Cassius Clay, e às vezes, como Mohamed Ali. Perguntaram a ele como ele conseguia em poucos minutos, muitas das vezes, derrubar o adversário no primeiro round. A resposta era: “Eu enxergava no meu adversário o ladrão que roubou minha bicicleta que lutei tanto para comprar. Isso é meu trabalho, isso é minha dedicação”.


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Móveis Cacique O Lançamento da Coleção 2012 de estofados dos Móveis Cacique aconteceu no dia 31 de agosto no salão social do Ouro Verde Tênis Clube em grande estilo. Requinte e bom gosto, conforto e beleza, aliados à qualidade dos estofados 100% couro encantaram a todos que lá estiveram e prestigiaram o evento. O resultado foi um mix de mostra com fechamento de negócios, haja vista que a qualidade irresistível dos sofás fascinaram os presentes.

Lançamento

O pintor de Montmartre

Quem assistiu a novela ‘Fina Estampa’ possivelmente já reparou as cópias das gravuras do artista francês HenriMarie de Toulouse Lautrec que estão decorando o ambiente do restaurante “Le Velmont”. Toulouse Lautrec foi uma pessoa bem nascida, de família aristocrática, filho de conde, aos dezoito anos resolveu se mudar para Paris e levar vida boemia. Mas pouco antes de sua ida sofreu duas quedas do cavalo que lhe aleijou as pernas. Ele teve a infelicidade de fraturar o fêmur esquerdo aos 12 anos e o direito aos 14 anos. Toulouse Lautrec começou pintando as prostitutas dos cafés e em pouco tempo já havia feito a fama de grande pintor destas mulheres, como: “La Goulue”, ”Jane Avril”, “Yvette Guilbert”, principalmente fez o nome imensamente famoso do bordel: “Moulin Rouge”. Dentre suas várias pinturas sobre tela, sobre cartão e óleo sobre madeira, destacam-se as inúmeras Litografias. A Litografia é feita em uma pedra com tintas gordurosas em estado sólido ou pastoso (lápis especial, crayon, etc.) ou copiado por decalque. A seguir a pedra é umedecida com uma solução acidulada que a faz absorver os traços do desenho. Na entintagem, uma tinta gordurosa é aplicada sobre a pedra, e só se fixa nos traços absorvidos, sendo rejeitado nas outras partes. Uma vez fixada a tinta, coloca sobre a pedra e

sobre ele uma película de acetato. A reprodução é obtida com auxílio de uma prensa. Sendo assim é possível fazer quantas cópias se desejar, repetindo a mesma cor naquela prensa. Toulouse Lautrec veio a falecer em 09 de setembro de 1.901, precocemente, aos 36 anos, vítima de sífilis e alcoolismo Os ossos mal soldados nas fraturas, pararam de crescer e fizeram que Henri não ultrapassasse a altura de 1,52 metros. Logo depois, vai estudar pintura no bairro boêmio de Montmartre, nos subúrbios de Paris, é lá que descobriu a vocação que faltava. Começou a se dedicar cada vez mais a pintura. Em 1.883, passou para o estúdio de Fernand Cormon, onde conheceu Van Gogh e tornou-se seu grande amigo, fazendo inúmeros retratos. Ao contrário dos demais Impressionistas, demonstrou pouco interesse pelas paisagens e dedicou-se aos interiores. Seu estilo transgredias as proporções anatômicas e as leis das perspectivas em favor da expressividade. Os traços rápidos e as cores intensas sugeriam movimentos. A simplificação do contorno e o uso de grande em uma só cor caracterizam seus cartazes, que estão entre sua obra mais significativa. Um grande abraço Marcio Tadeu Vieira da Silva

A LIÇÃO DA ÁGUIA (*)Ely Vieitez Lisboa

Dizem (verdade? Mito? Folclore?) que a águia vive 70 anos. Aos 40, fica com um bico adunco em demasia, já não pode caçar a presa. As unhas crescem, dificultando a caça. As penas envelhecem, pesam e a ave já não consegue alçar, como antes, seus vôos para o infinito. Sábia, ela refugiase em uma gruta solitária, por seis meses. Afia o bico, quebra-o e ele, regenerado, volta a ser arma letal. Com ele, corta as unhas recurvas. Arranca as penas velhas e espera nascer outras, poderosas. Sai de seu esconderijo, nova, forte, pronta para enfrentar mais os seus 30 anos de vida, com dignidade e beleza. Verdade ou não, é uma lição sábia. Primeiro, a coincidência da longevidade, meio semelhante à humana. Nós, também, aos quarenta, perdemos a capacidade da caça, força para a luta e nossas penas começam a pesar quando alçamos os voos dos sonhos alimentados na juventude. A Natureza é sábia e oferece veredas, opções. O homem, porém, orgulhoso de ser um animal racional (nem sempre!), e o mais inteligente (rarissimamente), fica diante de caminhos diversos. Às vezes reconhece a decadência, sua força diminui, as ideias se tornam meio obsoletas, mas não consegue enfrentar o mundo, que é dinâmico, pois as mudanças vêm rápidas. Terá, contudo, que tentar “regenerar-se”, adaptar-se, crescer, reestruturar posicionamentos, aprender, observar com argúcia, ler muito, informar-se, ou se transformará em uma criatura saudosista, rígida, passiva, repetindo ideias, conceitos, técnicas, rotulando pessoas (é tão cômodo!), alimentando preconceitos, tentando empobrecer o mundo para ajustá-lo à sua cosmovisão pífia, tacanha.

O que desiste e fica grudado ao passado como uma craca, é facilmente reconhecível: saudosista, ele vive no ontem, usa expressões como “Ah, no meu tempo”, “Bom, quando eu era jovem”, e pior: não aceita o presente, para ele os jovens são sempre tolos, o mundo não tem futuro. Surgindo a síndrome, há que se tentar todas as terapêuticas possíveis, como lutar com os moinhos de vento, tão numerosos, percalços, dificuldades, alçapões, como um bravo filho de Prometeu. Posicionamentos extremistas são perigosos, é bem verdade. Os gregos, sábios, diziam: “In medio virtus”, pregando o equilíbrio. Há pouco reli um trecho de famoso educador que ensina: usar o presente, analisando-o; o que houver de melhor do passado; não ignorar o futuro. A receita é promissora. Quando o fardo pesar, arrefecerem-se as forças, talvez devamos lembrar da lição da águia. Infelizmente não podemos ir para uma gruta (um spa? O deserto, como os eremitas? Para a Pasárgada, não para ser feliz, mas para nos reestruturar? Ou simplesmente ao quarto dos fundos, à procura de sua essência, como a personagem G. H., de Clarice Lispector?). Fazer um retiro espiritual, espécie de balanço de nossa vida, traçar novas metas, alimentar outros sonhos. E cheios de vigor, com os bicos poderosos da persistência, as garras fortes da coragem e as poderosas penas revigoradas, ao sair alçaremos os mais altos vôos para concretizar o nobre conceito do ser humano. Seremos as águias do Senhor, o clímax da Criação. (*) Ely Vieitez Lisboa é escritora. elyvieitez@uol.com.br

Um casal tipicamente contemporâneo vivia numa cidadezinha do interior. Todos os dias, a mesma ladainha: – Eita homem ranzinza, sô! Pensa que é o dono da verdade. – Teimosa é você! Mulher custosa! Nunca chegavam a consenso algum. Ela reclamava que ele era mal-humorado, ranzinza, insensível, antirromântico, rabugento, desorganizado, pão-duro, além de não gostar de programas criativos. Ele, por sua vez, dizia que ela falava demais, era perfeccionista, metódica, teimosa, fútil, gastadeira e descontente com tudo. Haviam se conhecido há quinze anos atrás e, como se diz por aí: “Foi paixão à primeira vista!’ No começo, tudo corria bem. Era “amor” pra cá, “amorzinho” pra lá... Presentes faziam parte da rotina do casal de enamorados. Usavam escrever um para o outro, declarar seu amor em público, fazer passeios românticos, curtir um ao outro como se cada dia fosse o último. Agora... Tudo era diferente... Eles só se bicavam, destacavam o defeito um do outro, reclamavam sistematicamente, viviam um verdadeiro inferno. Então, decidiram se separar. Paro de narrar o caso e começo a conversar cá com meus botões: – Se eles se “amavam” tanto, como puderam se separar? – O que é o amor afinal? – É possível deixar de amar? Amor... paixão... fortes sentimentos que penetram o coração! Criam raízes, crescem e... desaparecem? Estranha lógica dos humanos... Não? É com pesar que constatamos que nossa sociedade está doente. Apresenta graves níveis de demência, não sabe dividir, não respeita as diferenças, não tolera, não perdoa, ressalta os aspectos negativos de tudo, esquece-se da gratidão, da caridade, da fraternidade, é consumista, desequilibrada, inflexível e preconceituosa. Pergunto-me, pois: até quando? Até quando usaremos máscaras para esconder nosso verdadeiro EU? Até quando enxergaremos os erros e os defeitos ao invés das conquistas e das virtudes? Até quando seremos egoístas, prepotentes e orgulhosos? Por que não doar mais que receber? Retornando ao caso, eis o balanço final: separaram-se, ficaram um tempo sozinhos, arrumaram novos parceiros e... que engraçado! As mesmas reclamações surgiram... É, meus amigos, já diz o ditado que “se correr, o bicho pega; se ficar, o bicho come”. Então, na minha opinião, antes de nos envolvermos com alguém, melhor fazer uma autoavaliação, pensar bem se estamos preparados para a complexa arte da convivência e passarmos a ouvir, também, a importante voz do coração. Fácil dizer EU TE AMO; difícil mesmo é SUBLIMAR o amor, é senti-lo verdadeiramente em nosso âmago! É por isso que eu digo: é melhor falar do que ruminar!!! Pronto! Falei, tá falado! faleitafalado2010@hotmail.com


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Homenagem Sãosinha

A Santa casa de Misericórdia de São Sebastião do Paraíso de conformidade com o seu estatuto, a diretoria não é remunerada. No dia 11 de agosto às 19h aconteceu assembléia geral ordinária para tratar de assuntos que dependiam de aprovação da irmandade. Foi aprovado por unanimidade o nome do Dr. Glacuo Joaquim rosa de Figueiredo para Provedor Perpétuo da Santa Casa, que a dirigiu por mais de trinta anos. Apresentou a proposta, também aprovada por unanimidade para que a ala cardiológica do Hospital do Coração, a ser inaugurado em breve, receba o nome do Dr. Glauco Joaquim Rosa de Figueiredo, sendo ambas recebidas com mui-

tas palmas pelas pessoas presentes. A Diretoria, o Conselho Diretor e Irmandade homenagearam Dr. Glauco, oferecendo a ele uma placa comemorativa, entregue pelo Dr. Mauro Westin. A administração e funcionários prestaram-lhe homenagem com uma placa entregue por Adriano Rosa do Nascimento. Foram descerrados retratos, na galeria, de personalidades que deram muito de si à Santa Casa. A senhora Maria Helena Moreira Brandão Alcântara, muito emocionada descerrou a cortina que cobria o retrato de sua tia Hilda Brandão. A homenageada e sua família no decorrer dos anos fizeram doações valiosas à Santa Casa, em aparelhagens, e financeiras. Gravemente enferma, mostrou vontade de fazer novas doações. Em sua memória a Santa Casa recebeu máquina de hemodiálise, dezesseis leitos para a ala feminina, bipapo, leito elétrico e outros aparelhos. Foi lida sua biografia. O senhor José Gonçalves, também conhecido como José Quesquez, junto do Dr. João Pio Westin fizeram campanhas financewiras valiosas para a compra de equipamentos. Sua participação foi importantíssima. Foi lida sua biografia e o retrato descerrado pelo senhor Ernesto Gonçalves. A senhora Célia Patrício Baptista foi convidada para descerrar a cortina do retrato de seu esposo, senhor Célio Borges Baptista, que desde o ano de 1995 faz parte da Diretoria, onde exerce atualmente o cargo de tesoureiro. Foi lida sua biografia. O senhor Gilberto Figueiredo Santos descerrou o retrato de seu pai, senhor Mário Figueiredo Santos, que muito contribuiu para a com a Santa Casa, participando de campanhas valiosas, sendo companheiro da diretoria em todas as ho-

ras, inclusive nas mais difíceis. Foi lida sua biografia. A senhora Madalena Westin Borges saudou Dr. Glauco por seu aniversário. Dr. Marcelo Safatle Soares discursou prestando homenagem ao Dr. Glauco e homenageados. A mesa da Diretoria ostentava grandes e belos arranjos florais. Em seguida, na sala de eventos foi comemorado o aniversário do Dr. Glauco Joaquim Rosa de Figueiredo, sendo servido um fino coquetel e cantado o parabéns a você, entre palmas e votos de felicidades. Dr. Flávio Westin, Provedor da Santa Casa, em nome de toda a Diretoria, agradeceu gentilmente as empresas e pessoas que contribuíram para que essa solenidade fosse realizada. Supermercado São Pedro, Supermercado GP, Supermercado Tonin, Carmo Paschoini, Coolapa, Laticínios Aviação, Empório da Terra, Floricultura Santa Amália, Floricultura Xaxim, Edvar e Alair Pimenta (fotografias), Ouro Verde Tênis Clube, Sra. Dely Moreira Brandão, Sra. Maria Helena Moreira Brandão Alcântara, Sra. Maria Cristina Moreira Brandão Pedrosa, Dr. Antonio Westin, Sr. Célio Borges Baptista, Dr. Paulo de Tarso Alcântara, Dr. Hélio José Figueiredo, Sra. Maria Odete Figueiredo Santos, Dr. José Carlos de Almeida, Dr. Luiz Montaldi, Dr. Flávio Westin, Sr. Adriano Rosaq do Nascimento. Dr. Glauco Joaquim Rosa de Figueiredo dedicou grande parte de sua vida, mais de trinta anos, como Provedor da Santa Casa, superando todos os obstáculos, enfrentando várias crises, inclusive financeiras. Sua glória é incomparável, transformar um pequeno hospital do interior, atualmente considerado entre os dez melhores hospitais de Minas Gerais, elevando São Sebastião do Paraíso num grande centro médico regional.

Professor Carmo Perrone Naves Parece que foi ontem, mas se estivesse vivo, completaria um século de vida. Possuidor de notável teoria matemática, método de ensino impecável e projeção pedagógica reconhecida em universidades. Hoje, contudo, sabemos que em memória ele deveria ser justamente conhecido, reconhecido e lembrado para que nossas crianças e jovens pudessem mirar nesse digno exemplo de cidadão. Estamos vivendo uma época de inversão de valores e deveríamos cultivar nas escolas a memória patrimonial e material, Aquela dos vultos que construíram nossa cidade e semearam sabedoria. Entre o seu glorioso legado histórico destinado à educação, ficou-nos também um exemplo de dignidade e simplicidade. Cumpre-nos ressal-

tar sua trajetória histórica junto a outros grandes vultos do passado, companheiros e exalunos. Eméritos educadores, tais como Tabajara Pedroso, geógrafo que recebeu a legião de honra do Governo Francês, a mais alta honraria das mãos do general Charles de Gaulle, Lamartine Amaral, Pedro de Souza e Silva, Padre Vich, Irmãos Lassalistas e Monsenhor Jerônimo Madureira Mancini. No ano de 1975, o ex-aluno do Professor Naves, Dr. Ailton Sillos, engenheiro de Furnas participou de curso de pós-graduação e aperfeiçoamento na Suécia. Gostaria de ressaltar o fato inédico ocorrido na época: o então aluno, no colégio, deduziu a forma de captação da lei de equação no quadrado, surpreendendo alunos e professores. Seria bom, que os homens

de bem dessa tão bela e aconchegante cidade fossem sensibilizados a acrescentar o nome do Colégio Paraisense o nome do Professor Carmo Perrone Naves, uma homenagem justa e merecida a todos os seus ex-alunos e à educação da memória do povo paraisense. Com o passar dos anos observa-se uma progressiva inversão de valores. Tendo em vista o nosso comportamento o que será de nós? Muito mais do que prestar justa e merecida homenagem, minha intenção é contribuir discretamente com a cultura, reavivar a memória de personalidades no seio da sociedade. Até que nos lembremos pobres criaturas que somos todos nós. SETEMBRO DE 2011. Laércio Felício da Silva.


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Parabéns Ana Luiza

Nesta semana, acompanhado do prezado Dr. Sebastião Pimenta Filho fui conhecer o Armazém Joviana, empreendimento do prezado João Batista Brandão, que dotou Paraíso de um estabelecimento de primeira linha. Um espaço aconchegante composto por sorveteria onde se encontra os apreciados “Frutos do Cerrado”, cafés e frios, generosos vinhos nacionais e importados, cervejas especiais, frios, além de lanchonete com apetitosas sugestões para paladares exigentes. Fica na rua Dr. Placidino Brigagão, onde funcionou a Especialista Sanitária.

A linda garotinha Ana Luiza completou um aninho de vida no dia 4. Seus pais, Rafael e Ana Cecília, cantaram o “Parabéns a você” ao lado dos familiares e amiguinhos. A vovó Raquel manda muitos beijos com as benções de Deus.

Aniversariantes

Camila e Leonardo

Uniram-se em matrimônio dia 03.09, na Igreja Matriz de São Sebastião, com músicas executadas por Ângela e Arthur. A belíssima cerimônia foi presidida pelo Pe. José Hamilton e a decoração de Fabrício(Franca) que também decorou o Ouro Verde Tênis Clube. Os pais da noiva Luiz Carlos Duarte e Rosilene Beatriz Passos Duarte e pais do Noivo José Augusto Ribeiro Filho e Sandra Bícego Ribeiro, com muita simpatia receberam amigos e familiares. A fina decoração encantou a todos assim como o cardápio e serviço do Buffet Varanda (Passos). Doces e Bolo foram da Desejo e Sabor (Franca). Som e iluminação foram do DJ Lore (Passos) que soube conduzir a animação de todos. Filmagem e o animado clipe dos noivos foram de Wilian Jackson e os registros fotográficos de Daniel Franco (Franca). Parabéns aos noivos e pais. A equipe RG Eventos agradece a confiança e a colaboração irrestrita que culminou em um evento tão feliz.

Sábado, dia 10, Emerson Marcolino da Silva, Valter Ventura. Em Itamogi, Sabrina Lima. Domingo, 11, Francislene Ribeiro Duarte. Dia 12 a professora Emiliana Fagundes. Dia 13 Larissa Cristina de Souza, Maria Carolina Soares Damaceno. Dia 15 José Roberto de Pádua, José Íbio Lovo. Dia 16 João Paulo Lopes Felix, Cleirizilda Marques Mazzaro. José Luiz Puttini, Editis de Souza (funcionária da Câmara Municipal de Paraíso). Em São Paulo, Flávio Andrade. Norma Rezende Lisboa inaugura idade nova neste sábado, A coluna a parabeniza.

MARIA DIAS - 93 ANOS A estimada senhora Maria Dias comemorou os seus bem vividos 93 anos, sábado , 03/09 no Condomínio Campo Alegre, em São Sebastião do Paraiso. Linda decoração e ambientação, música ao vivo, requintado buffet, além de muita alegria e descontração, deram o tom para a comemoração desta data marcante, que contou com a presença de familiares e amigos.

Horóscopo Semanal CAPRICÓRNIO (22/12 A 21/01) Marte em câncer faz um ótimo aspecto com Sol e Vênus em virgem e mobiliza assuntos de relacionamento e viagens. É possível uma nova proposta de parceria envolvendo outros países, ou mesmo multinacionais. AQUÁRIO (21/01 A 18/02) Mercúrio nos últimos graus de leão pede rapidez na resolução de assuntos relacionados à comunicação. Você começa uma nova fase com chance de novas negociações financeiras. Bom para parcerias. PEIXES (19/02 A 19/03) O Universo continua emanando ótimas vibrações para os relacionamentos, tanto os comerciais quanto os pessoais. A fase continua boa e carregada de oportunidades para começar um namoro ou uma parceria. ÁRIES (20/03 A 20/04) Os relacionamentos continuam sendo os protagonistas de sua vida e essa energia ainda permanece por algum tempo. A fase pior ficou para trás. Agora é hora de recomeçar e reestruturar o setor. Relacionamento com filhos em alta. TOURO (21/04 A 20/05) Amor e relacionamentos continuam em primeiro plano em sua vida, com muitas oportunidades para os taurinos solitários. A fase não deixa de ser ótima para os comprometidos, com promessa de ótima vibrações de energia. GÊMEOS (20/03 A 20/04) O amor começa a ser levado mais a sério neste período, que promete evolução gradativa a cada dia. A partir do dia 15 uma nova fase amorosa começa. Uma energia de tudo ou nada toma conta de seu coração. CÂNCER (21/06 A 21/07) Marte em seu signo faz um ótimo aspecto com Vênus e Sol em virgem movimentando sua vida com reuniões de negócios e novos contatos comerciais. As amizades ganham um novo fôlego neste período. LEÃO (22/07 A 22/08) A fase continua ótima para as comunicações e os contatos comerciais. Carreira e tudo o que estiver relacionado com sua profissão passam por uma fase de expansão e crescimento. Amizades em alta. VIRGEM (23/08 A 22/09) As energias em seu entorno continuam as melhores. O Sol e Vênus ainda em seu signo abrem oportunidades em todos os setores. O amor, que passa por uma fase de ouro, pede um olhar mais cuidadoso e emocional. LIBRA (23/09 A 22/10) As energias ainda pedem certo recolhimento, mas em poucos dias tudo começa a se transformar, especialmente nos relacionamentos. A fase é de muito trabalho e pede cuidados com a saúde. Estresse à vista! ESCORPIÃO (23/10 A 21/11) O momento continua ótimo para os relacionamentos e contatos em geral. Amizades, namoro, vida social ativa, mas também bons acordos comercias e até mesmo uma nova parceria. Amor em alta. SAGITÁRIO (22/11 A 21/12) A fase é boa para o trabalho, que certamente entra numa fase de maior demanda e certa estabilidade. As oportunidades são muitas e você deve ter cautela ao fazer as escolhas. Bom ainda para os romances.

TERAPIA SISTÊMICA Promove a paz em relação ao seu passado, alinhamento ao seu presente e ações motivacionais visando resultados quanto ao seu futuro. Descubra a origem que está causando a depressão, pensamento de suicídio, dificuldades emocionais, vícios, falta de diálogo entre casais, família, entre pais e filhos, medos, síndrome do pânico entre outras situações incômodas. Entre em contato através do telefone: 35 91 84 10 48 Ruancarlo Maldi Borges Terapia Sistêmica Holística


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Escola Campos do Amaral comemora 100 anos Evento reuniu lideranças da comunidade para mais uma etapa das comemorações do centenário da escola Roberto Nogueira

Uma solenidade festiva bastante animada e que reuniu diversas lideranças da comunidade paraisense foi realizada na manhã desta quinta-feira (8/9). Trata-se de mais um evento alusivo as comemorações do centenário da Escola Municipal Campos do Amaral. De acordo com a diretora Elainy Cristina dos Santos Lisboa, "Estes 100 anos não são 100 dias e hoje cumprimos mais uma etapa das nossas comemorações, relembrando a nossa história e construindo o presente, rumo o futuro formando as pessoas da nossa comunidade", disse. A celebração reuniu ex-diretoras, ex-professoras e exalunos junto com os atuais membros da comunidade esco-

lar. Terezinha Dramis foi uma das professoras que estavam presente e recordou a época em que lecionou na escola nos anos 70. "Recordo da diretora Gilda Aloise que desenvolveu este projeto da memória da escola há 50 anos perpetuando a nossa história", diz. A professora Regina Márcia, cita que na sua família pelo menos três gerações passaram pelo Campos Amaral. "Começou com mamãe que foi aluna e professora, eu também fui e depois meus três filhos estudaram aqui na escola", relata. Durante a solenidade foi realizada a abertura de uma caixa guardada há 50 anos com registros da memória da escola e da cidade. Infelizmente o material foi deteriorado e deverá passar por um processo de res-

Fotos: Roberto Nogueira

Comunidade celebra 100 anos da Escola Campos do Amaral

tauração. "Em breve faremos o lançamento de uma nova capsula e vedaremos melhor os registros atuais para serem

Caixa guardava lembranças da escola e da cidade há 50 anos

abertos daqui a 50 anos", disse a diretora. O evento contou com a presença do prefeito Mauro Zanin, do vice-prefeito Márcio da Silveira, do presidente da Câmara, Antônio César Picirilo. Também compareceram os vereadores Francisco Romualdo, Walker Américo, Ailton Rocha de Sillos e Ademir Santos. A diretora da 35ª Diretoria Regional de Ensino, Sára Maria

Caixeta e a secretária municipal de Educação, Maria Luiza Coelho de Pádua também prestigiaram a solenidade. A Escola Municipal Campos do Amaral foi a primeira escola a ser construída no município de São Sebastião do Paraíso. Foi criada pelo Decreto nº 3.631 de 16/07/1912 e recebeu essa denominação em homenagem à memória do eminente homem público Coronel

Luiz Campos do Amaral Júnior, deputado estadual na época. Além de ser detentora de parte da história da cidade, é considerada uma das melhores escolas de educação, sendo referência em Paraíso e região. Atualmente possui cerca de 540 alunos do pré ao 5º ano do Ensino Fundamental, além de possuir uma equipe altamente capacitada e uma educação de ponta para os estudantes.

Bullying na escola Gustavo Antônio do Nascimento Jonatan Martins Alves Luciene Maria de Lima Silva Niquesia Maria da Silva Walison Marcos Fidélis Reis

Em uma bela floresta, havia muitos animais vivendo em harmonia. Certa vez, eles decidiram fazer uma escola para registrar suas histórias. Os elefantes e as aves ficaram encarregados de carregar a água; as zebras, os búfalos e os cavalos deveriam carregar as madeiras; as girafas e os macacos precisariam levantar as paredes e os outros animais teriam que construir o telhado. Depois de muito trabalho, os animais terminaram a construção da escola e comemoraram a inauguração daquele recinto. No dia seguinte, todos foram à escola para estudar. Estavam felizes.

Passado um mês, apareceu na escola um bicho estranho, forte e muito assustador, metido a valentão, quebrando a tranquilidade daquele lugar. Ele começou a assustar os animais e colocar apelidos neles. Chamava o macaco de piolhento, o elefante de gordo, a girafa de pescoçuda, o sapo de língua grande, o tucano de bicudo, a coruja de olhuda... Assim, todo mundo começou a brigar um com o outro, ofender, xingar. A coruja, todos os dias, quando chegava em casa, batia em seus irmãos menores. Então, a mamãe coruja decidiu investigar o caso, descobrir a causa dos problemas e tomar uma atitude. Ela chamou todos os moradores da floresta e convocou uma reunião para refletirem sobre o assunto. Então, eles se lembraram das habilidades que cada um tinha quando construíram a escola, trabalharam a paz e mudaram suas atitudes. MORAL: Todos são responsáveis pela construção de um mundo melhor.

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para não ocorrer de uma esco- la visitar no mesmo horário que outra, deixando a situação con- turbada", salientou Lucas. O público alvo da e...

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