Issuu on Google+

13 e 14 de Agosto de 2011 edição 579

APC presta homenagens AAcademia Paraisense de Cultura (APC) em reconhecimento ao trabalho e dedicação do professor Alípio Mumic Filho, diretor da Escola Estadual Benedito Ferreira Calafiori, e ao músico e luthier, Edson de Jesus, outorgou-lhes diplomas de honra ao mérito, em sessão realizada em sua sede, quartafeira, dia 10. Homenagem das mais justas por suas atuações em prol da Educação e Cultura. A APC é presidida pela acadêmica Mirian Lauria Mantovani.


página 2

São Sebastião do Paraíso-MG e Região 13 e 14 de Agosto de 2011

Queima do Alho e Encontro de Carreiros foi sucesso no “Morro Vermelho”

Filantropia

Graças ao especial trabalho de voluntários que atuam na ACCa (Associação de Combate ao Câncer) toda a comunidade paraisense tem se empenhado nesta causa. E foi domingo passado, dia 7, que aconteceu o tradicional Café Colonial, pelo 9º ano consecutivo, com show de prêmios, deliciosos quitutes, no Evelina Buffet que oferece sempre seu espaço para este evento completando as doações. As fotos são de Josimara Neves:

A 1a Festa da Queima do Alho e o 4º Encontro de Carreiros foram realizados, sábado 6/8, e domingo, 7/8, na comunidade rural do Morro Vermelho, em São Sebastião do Paraíso. Segundo Sebastião Geraldo de Oliveira, o “ Tião do Euclides”, da comissão organizadora, o evento superou expectativas, atraindo um grande público. Sábado houve a Festa da Queima do Alho e no domingo, o grande desfile de carros de boi, recebendo visitantes de toda região. De acordo com José Martins , também da organização, a Festa da Queima do Alho foi realizada pela primeira vez em Paraíso, e o público gostou muito por ser uma

novidade. Nas várias barracas montadas, as comitivas da região prepararam vários tipos de comidas. De forma gratuita, o público foi experimentando de acordo com suas preferências os diversos pratos. Teve arroz com frango caipira, feijão tropeiro, arroz carreteiro, tutu, carnes assadas, torresmo, paçoca de carne entre outros pratos. A festa reuniu participantes de Nova Rezende, Jacuí, Pratápolis, Itamogi, São João Batista do Glória, Bom Jesus da Penha, Santa Cruz da Prata, Guaranésia, Monte Santo, e das Comunidade de Termópolis, Queimada Velha, Chapadão, de São Sebastião do Paraíso. Conforme explicou Henrique Oliveira, no domingo pela

manhã as comitivas e os participantes começaram a se preparar para a apresentação que já se tornou uma tradição na comunidade, com presença de 46 carros de boi de toda região, que desfilaram em frente ao salão da comunidade, recebendo as aplausos do grande público presente. José Dizaró, com mais de 80 anos de idade, ficou emocionado em relembrar a vida na zona rural onde residiu. Após o desfile foi servido gratuitamente o almoço preparado com a ajuda da comunidade. A festa prosseguiu durante toda a tarde com música ao vivo, bingo, leilões de prendas, Pedro Delfante, presidente do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, Artístico

e Cultural de Paraíso, que apoiou o evento, destacou a união dos moradores da comunidade do Morro Vermelho “em promover um evento de tão alto nível de organização e participação, sendo pioneiros na introdução da Festa da Queima do Alho e se consolidando como um dos grandes encontros de carreiros do Sudoeste de Minas. São tradições rurais e uma cultura de nossos antepassados que precisamos ajudar a preservar para as futuras gerações”, finalizou Delfante. O próximo encontro de carreiros do calendário 2011, acontece nos dias 20 e 21 deste mês na comunidade da Queimada Velha.

As praias do Rio Sebastião Pimenta Filho*

Neste domingo Almoço Especial Dia os Pais EVELINA BUFFET Como diz a música de Gilberto Gil, o Rio de Janeiro continua lindo... Se o Rio é uma das cidades mais lindas do mundo, para ilustrar esta página apresentamos as seguintes fotografias: a Praia do Flamengo e vemos o Graf Zeppelin. A outra é a Praia de Copacabana, ambas em 1930, onde ha-

via apenas sobrados, nada de arranha-céus, como diríamos nos idos tempos. Até o final do século 18, o mar ainda era uma área desconhecida, mas foi só com a vinda da família real que as coisas mudaram. O banho de mar começou a ser utilizado como remédio no início do século 19. Foi

D. João VI quem inaugurou o banho de mar entre nós. O brasileiro dessa época não tinha o hábito de banhar-se no mar, porque tinha medo o que poderia encontrar no oceano. As roupas de banho eram comportadíssimas, recheadas com garotas roliças (que tempos felizes) li-

beradas para pesar bem além dos 60 quilos, bem diferentes dos conceitos de beleza e estética nos dias atuais. Para quem gosta de história, recomendo o livro Orla Carioca, da pesquisadora Claudia Braga Gaspar. *Sebastião Pimenta Filho. Membro da APC.


São Sebastião do Paraíso-MG e Região 13 e 14 de Agosto de 2011

página 3

“Naquela época tinha futebol” Aos imperceptíveis 84 anos de vida, seo João Marcomini nos convida a fazer uma viagem ao passado a começar pelo campinho de terra da fazenda onde morava quando criança, onde duas pedras serviam de gol para acertar a pequena bolinha de borracha que ganhou de seu pai. O marido de dona Maria Constância, pai de três filhos e avô de seis netos também nos conta lembranças das grandes seleções brasileiras, os tempos bons da “Verdona”, sua ida para o Palmeiras e a fratura na perna, que impossibilitou a continuação de sua carreira no futebol. Sem travas ou qualquer impedimento, Marcomini fala abertamente, muitas das vezes bem humorado, e revela suas opiniões com honestidade, qualidade que herdou do seu pai. Marcomini é uma daquelas pessoas valorosas que Paraíso tem, que merecem nosso todo nosso respeito e reconhecimento. Desde menino, o senhor já corria atrás de uma bola? A minha maior alegria foi quando meu pai Otávio me deu uma bolinha de borracha desse tamanho! (Mostrando que a bola era pequena). A gente brincava de descalços, chutava, machucava os dedos, mas sempre gostei de bola. Juntava aquela molecada para jogar. A gente colocava uma pedra daqui e outra dali para fazer de gol. Toda vida gostei de futebol. Meu pai era lavrador, trabalhava na roça. Eu cresci na fazenda. Trabalhava na enxada, ia na escola – muito boa! Com professoras excelentes. Mas fiz só até o 3º ano. Eu nasci em Altinópolis e saí de lá pequenino. Toda vida nós moramos no estado de Minas. Mas eu sou o único da família que é paulista. Qual foi o motivo da vinda da sua família para Paraíso? Nós mudamos para a cidade quando eu tinha 15 anos. A família dos Campolongo tinha um armazém. A mãe do Alfeu, do Alfredo, da Terezinha, é irmã da minha mãe Inês, a Tia Ana. Nós viemos para cá para trabalhar. Meu pai trabalhava no armazém engarrafando vinho, ali na Oliveira Rezende. E nós morávamos ali de frente o armazém, onde é o Fernando Grilo. Eu ficava sempre ali na porta do armazém, por ali, e naquela época, mais ou menos em 45, 46, vieram para cá os profissionais de futebol que já tinham tido aqui antes. Argentino, Antero, Mexicano... Eles moravam nos hotéis ali perto da Estação, e para ir para o campo da Paraisense, eles passavam ali na avenida. “Campolongo, vamos treinar!” Eu pegava a chuteirinha, colocava debaixo do braço e ia. Ficava lá esperando minha vez... Comecei ali. Em qual posição o senhor jogava? Naquela época não tinha posição. Quando alguém cansava, eles falavam para entrar. “Entra aí Campolongo!” Às vezes de ponta direita, qualquer posição! Depois que eu fui melhorando, fui crescendo, e fixei na lateral direita, na época, zagueiro lateral direito. Eu jogava nessa posição quando eu fraturei minha perna em 1949. Como foi que isso aconteceu? Fui para São Paulo assinar o contrato com o Palmeiras. Mas eu nunca havia saído de perto do meu pai, da minha mãe, dez, quinze dias que fosse. Já fazia dois meses que eu estava em São Paulo com muita vontade de voltar. Vim para Paraíso. No domingo, ia ter um jogo da Associação. O finado Fúlvio Guidi, o Montipó... Foram em três ou quatro me chamar para jogar. “Você joga?” “Jogo!” Eu não tinha assinado o contrato ainda. Treinei na Associação e no domingo eu fui jogar. O outro jogador rompeu minha perna. Foi num jogo contra a Associação Atlética de Bento Quirino. Ganhamos o jogo e eu ganhei uma fratura. Infelizmente, naquela época, não tinha ortopedista aqui em Paraíso. Eu saí do campo da Associação com o Dr. Jabour, médico obstetra. Minha perna ficou engessada por três meses. Também precisei passar por cirurgia. Eu sofri muito com essa

perna. Foi uma desilusão. Eu estava igual a jogador de futebol. De nome mesmo. E um lance cortou minha carreira. Joguei ainda na Associação, mas eu não tinha mais aquela agilidade. Já não tinha a mesma confiança. Logo eu parei. E como foi que o senhor chegou ao Palmeiras? Eu jogava na Associação. Nós tivemos um técnico que foi goleiro da Seleção Brasileira, em 1938. Chamava-se “Rei”. A nossa diretoria lhe contratou para ser nosso treinador. Ele ficou aqui praticamente um ano. Ele sempre falava para mim: “Você vai ser um jogador para time grande”. A gente corria, era novo, tinha tudo, mas eu não tinha a mínima intenção. O contrato dele venceu e ele foi para São Paulo. “Vou te levar para um time grande. Vou te levar para o Palmeiras” ele me disse. E eu já era torcedor do Palmeiras - a família inteira. Meus filhos, netos... E quando o time perde, eles ficam aborrecidos. Há um mês, eles foram ao Parque Antártica. Gostam demais de futebol. O Rei foi embora e passados uns dias começaram as ligações. Naquela época, para você falar no telefone daqui para São Paulo – São Paulo não, Ribeirão mesmo – era uma barbaridade. Hoje melhorou, evoluiu. Mas então eles começaram a chamar na casa do Alfredo Campolongo, lá de São Paulo. Era para eu embarcar que eles estavam me esperando lá. Se eu quisesse, eles viriam me buscar. “Mas estão brincando comigo”. Depois da terceira, quarta ligação, eu resolvi ir a São Paulo. “Vou lá ver como é esse negócio”. Era seu grande sonho ser jogador de futebol? Para te ser sincero, eu não tinha esperança de ser jogador de futebol. Era a coisa mais difícil. Hoje é bem mais fácil. Naquela época, para você entrar em um clube igual o São Paulo, Palmeiras, Corinthians, se você não tivesse uma pessoa influente, não entrava de jeito nenhum. Eu fui para lá porque o Rei era conhecido, colega de muita gente lá. Ele foi goleiro de Seleção Brasileira. Ele tinha uma influência muito grande. Ele fez meu “nome” por lá. Eu tive essa facilidade. Prova é que quando você vai fazer um teste – principalmente naquela época que eu estou te falando – você fazia um, dois testes, com olheiro para todo lado. Se o jogador não vai bem, eles já te dão o bilhete azul. Eu fiquei por lá dois meses morando no Parque Antártica. Mas me aconteceu essa de fraturar a perna. Eu era dos aspirantes, mas treinei com os jogadores titulares. Formei trio final com o Oberdan, que era o goleiro titular, – ele foi goleiro da seleção também – e o Palante. Eu já estava considerado jogador Palmeiras. A Francana queria que eu fosse jogar para eles também. Eu treinava com um rapaz, o Antero, zagueiro central da Francana. Muito bom. E outros times também. Eu estava parecendo jogador de futebol mesmo. (Risos) Infelizmente, aconteceu isso. Eu vivo bem, graças a Deus. A fratura cortou a carreira, mas eu achei minha cara metade. (Enquanto mostra as fotos e as reportagens...) Eu também estive no Botafogo de Ribeirão Preto. “Campolongo en-

por Ana Carolina Bonacini

trou em atividade no Palmeiras”, matéria da Gazeta Esportiva. Aqui é “Canhotinho”. Ele era o dodói do Palmeiras. Ele era bonitinho. Jogava muito. Aqui sou eu e o Waldemar Lanzoni. Ele era o nosso goleiro da Paraisense. Bom goleiro. E como foi que o senhor conheceu sua “cara metade”, a dona Maria Constância? Eu e minha esposa nos casamos com 27 anos. Nós nos conhecemos na época em que ali nos jardins da Praça da Matriz, as mulheres e os homens andavam em sentido contrário. Passávamos um pelo outro e trocamos olhares. Acertamos os ponteiros. Estamos casados há “apenas” 56 anos. Nós temos três filhos maravilhosos: a Sandra Maria, Antônio Lúcio e o Carlos Eduardo, e seis netos: o Vinícius, Carlos Eduardo Junior, Renan, Bárbara, Débora e Ana Carolina. Nós vivemos bem. Pobres sim, mas com tudo certinho. Temos tudo que a gente precisa. Eu estou andando, e tanto eu como ela, temos 84 anos. Quer dizer, eu tive essa infelicidade de fraturar a perna, mas depois aprendi a profissão de fotógrafo. Quem te ensinou a trabalhar com fotografias? O Clementoni era um fotógrafo bom que tinha aqui. O filho dele conhecido como “Foicinha” me chamou para aprender a fotografar com o pai dele. Aprendi muita coisa. Naquela época era tudo difícil. Nossa Senhora! Aprendi, depois eu tive “Foto”, trabalhei com fotografia uns doze anos. Depois precisaram do cômodo e eu vendi todo o material que eu tinha. Por um tempo, eu trabalhei só com o “Expresso Aliança”, companhia de ônibus que faz Passos – São Paulo. Hoje é a União. Trabalhei na rodoviária quase 24 anos vendendo bilhetes de passagem. E aposentei. Muitos consideravam o time da Paraisense como “o rolo compressor”. Com aquele nosso time da Paraisense, a gente podia disputar o campeonato paulista, mineiro, tranquilo. Era um time coeso, time bom, que lutava e não pensava só no dinheiro. Aliás, nem tinha dinheiro! Quando se ganhava 50 mil réis, sei lá quanto que era, era uma festa. Hoje não. O jogador começa a jogar bem e quer ir para outro time porque tem uma porcentagem... Antes tinha mais facilidade para achar jogador. Hoje tem muito pé de chinelo. Eu também fui diretor da Paraisense. Já que é torcedor do Palmeiras, qual foi aquele momento memorável do seu time? Foi quando o Palmeiras ganhou as “Cinco Coroas”, em 1951. Eles estavam trabalhando para a FIFA reconhecer esse campeonato que foi disputado no Rio. Tinha o Vasco, o Estrela Vermelha da Iugoslávia, o Juventus da Itália, tudo time grande, cada timaço! E o Palmeiras foi campeão. Qual é a comparação que o senhor faz do futebol de antes e o de hoje? Pode parecer saudosismo, mas não é. Naquela época tinha futebol. Hoje anarquizou, hoje é uma baderna! É uma ir-

regularidade. Hoje dá dó de ver o Palmeiras jogar. Naquela época se jogava com mais amor à camisa e com mais responsabilidade; se jogava o verdadeiro futebol. Não se via resultados de partidas de 0 x 0, 1 x 0. Sempre tinha gol. O essencial do futebol é o gol. É a alegria. O Santos tinha um timão. Fazia cinco, seis gols na partida, e tomava três, quatro. O mal do profissionalismo hoje é o dinheiro. Você vê que esses clubes estão todos endividados porque pagam um absurdo de dinheiro para os jogadores. Eu acho que eles têm que ganhar; eles são os artistas do espetáculo, mas não desse jeito. Hoje um jogador ganha mais que um médico. Muito mais. E não tem aquele futebol. É muita deslealdade, pancadaria, times desarrumados... É muita diferença. Naquela época poderia convocar três, quatro seleções que todos os jogadores eram iguais. Hoje para montar uma seleção é uma dificuldade. Dos jogadores que o senhor tem visto jogar, qual deles pode ter um belo futuro no futebol? Esse menino do Santos, o Neymar, ainda é muito novo, mas ele poderá vir a ser um baluarte do futebol, um segundo Pelé. Antes você via um Garrincha, um Nilton Santos, Pelé, Coutinho, você via Zico, Didi, uma infinidade de craques. Hoje você pega o Palmeiras, não tem nenhum que vai para a seleção. O Santos tem dois – o Neymar e o Ganso. Mas são jogadores irregulares, não jogam aquele futebol bonito sempre. Quais as recordações que o senhor guarda das Copas do Mundo? Acho que assisti todas elas. Eu não me lembro bem da Copa de 38. Eu ainda morava na roça. Eu tenho uma vaga lembrança de ouvir os jogos num radinho que o fazendeiro punha no alpendre lá na fazenda. Eu era moleque. A melhor seleção foi a de 50. Não ganhamos o título. Ficamos em uma pendência de um empate contra o Uruguai, dentro do Maracanã. Mas tinha uma seleção estupenda! Era um timaço de 50. A seleção de 62, de 70, também muito boas. Outra seleção que também não foi campeã, mas foi uma loucura quando o Telê era o técnico, foram as de 82 e 86. Jogava uma beleza de futebol! Não ganhamos. No último jogo, o Paolo Rossi, da Itália, acabou com a gente – fez três gols. Quando cheguei aqui na sua casa, vi que o senhor

estava acompanhando um pronunciamento da presidente Dilma. O senhor acompanha a política? Eu acompanho a política porque eu fico aqui sentado assistindo a TV Senado, a TV Assembleia, e eu vejo as discussões. E quais são as suas considerações sobre a política em Paraíso e no Brasil? Eu não estou tão entrosado com a política do município. Mas eu acho que o Mauro é um garoto novo e tem boas intenções. Eu acho que ele está fazendo um bom governo. Quanto à política nacional, essa está uma vergonha! Você não pode concordar com roubalheira. O dinheiro some e a saúde, a educação... A pobreza que vemos aí! Tem que dar uma reviravolta nisso e entrar gente mais consciente, mais honesta! Outro erro também é o ordenado desses deputados e vereadores tudo. Na minha época, não tinha esse negócio. Se você quisesse ser vereador, você ia lá, trabalhava, mas não tinha ordenado não. Outro erro também é do povo que vota em quem não tem as mínimas condições. É a mesma coisa que vim me convidar para ser deputado. Você vê o Tiririca. O exemplo está aí. Tem condições de ser um deputado? Não é possível. Eles roubam e não devolvem nada. Põe uma pedra em

cima e acabou. Aqueles políticos do “Mensalão” voltaram tudo para a política. É uma vergonha para o Brasil. Isso tem que tomar um rumo diferente. Qual foi a maior ensinamento que o senhor aprendeu e repassou para seus filhos e netos? A honestidade. Toda vida fomos honestos. Foi o que meu pai nos ensinou. Meu pai nunca teve nada, por ser honesto demais. Ele veio da Itália para o Brasil porque lá estava uma miséria danada. Aqui no Brasil, o mercado de café começou a crescer e as notícias seguiram para a Itália. Meus dois nonos e nonas vieram para cá. Eles chegaram no Brasil e foram trabalhar nas lavouras. Trabalhando sempre de sol a sol. Em cima da mesa há uma Bíblia e várias imagens de santos. Percebo que o senhor deve ser bem religioso. Eu sou católico “relaxado”. Eu vou à igreja, sento e fico rezando lá dentro. Eu ia muito à Missa, mas agora não vou mais. Aqui em casa é todo mundo. Seo João, para finalizar, peço para que registre uma mensagem aos leitores do Jornal do Sudoeste. Desejo que Deus proteja a todos e o Brasil inteiro. Que todo mundo cumpra com seu dever e compre o Jornal do Sudoeste!


página 4

São Sebastião do Paraíso-MG e Região 13 e 14 de Agosto de 2011

Guilherme Advíncula e o filho Daniel

Este 14 de agosto, é Dia dos Pais. E para a data tão especial, esta coluna presta homenagem a todos os pais, através de algumas imagens selecionadas. Gostaríamos de colocar a foto de todos esses “super heróis”, guerreiros, porto seguro de seus filhos... mas o espaço não nos permite. Mesmo assim, desejamos a todos muita sorte, plena saúde e uma vida longa, para curtirem a vida ao lado de seus adoráveis filhos e filhas. Sabemos o quanto lutam pela educação, saúde e prosperidade de “seus herdeiros” e não poderíamos deixar essa data passar em branco. Essa é a nossa homenagem aos pais presentes, ausentes e aos que adormeceram na eternidade mas que não deixam de ser pais e serão sempre lembrados. “Pai uma pessoa especial! Que no presente e no futuro pode fazer da sua história, a biografia mais bela já escrita, um enredo de vitórias, alegrias e conquistas”.

Feliz Dia dos Pais!!!

Régis Tip Top e os filhos Sara,Thiago e Pablo Maria Clara e João Vitor com o papai Alexandre

Papai Rodrigo Moraes de Almeida no nascimento da filha Laura dia 02 de julho

Dara e Rayane e o papai Ravel Borges

Pai Tião Chaves e filha Júllia

Não falta alegria para o papai Juliano Oliveira ao lado da filha Valentina que completa um mês hoje dia 13/08

Gabriel e o papai Dr Daniel Tales

Ricardo junto aos filhos, Júlia e Rafael

MÚSICA AO VIVO PARA TODOS OS EVENTOS

Darcinho Cantieri e o filho Pedro de um mês dia 07 de agosto Leonardo Cerize Jr e os filhos Melissa e Léo

Red Club, Rua Venezuela, 30 Jd América. Telefone 8844 0018.

Luerci Soares com os filhos Lucas, Lisa e Lara


São Sebastião do Paraíso-MG e Região 13 e 14 de Agosto de 2011

página 5


página 6

São Sebastião do Paraíso-MG e Região 13 e 14 de Agosto de 2011

E. M. Wulfida Marcolini comemora o Dia dos Pais “Pelos Caminhos da Música” Foi realizada na E. M. Wulfida Marcolini, quarta, 10/ 08, comemoração ao Dia dos Pais, com a apresentação de vários artistas e dos alunos sob a coordenação da professora de música Fernanda Pádua Souza Cau; que vem desenvolvendo o Projeto “Pelos Caminhos da Música”. O objetivo do projeto é oportunizar aos alunos e às suas respectivas famílias e comunidade escolar, o conhecimento da cultura musical que existe em nosso país. As duplas sertanejas, Correto e Corrente, Tião Charbel e Senador, a cantora Danuza e o músico Djeimes, e a banda de rock Reloaden, e a professora Margaret Tonin, abrilhantaram a noite; houve também a exposição de uma linha do tem-

Edição n.º: 929

Ano 18 - Edição 920 - produção: Adriano Rosa - email: culturapopgls@ig.com.br BLOG = www.culturapopgls.blogspot.com FACEBOOK = www.facebook.com/culturapopgls

Cultura Pop GLS fica “maior de idade” e receberá 7º Troféu de Cidadania Agraciados 2011 com o Troféu MGA de Cidadania

po com a trajetória da música popular brasileira de 1500 a 2011. Ao término das apresentações os pais foram pre-

senteados com um CD cuja seleção foi feita a partir do gosto musical de cada turma.

Mitologia Grega Maria Ofélia Tubaldini Scarano*

Zeus destronou Cronos e se tornou o deus dos deuses, o senhor do Olimpo e da Terra. Apaixonou-se por Hera. Declarou à irmã todo o amor e o desejo que por ela nutria. Desposou Hera e foram para o Olimpo onde reinavam belos e majestosos, em seus tronos de ouro. Mas Zeus (Trovão raio) não conseguia ser fiel à esposa. Hera afirma-se como defensora da monogamia, pregando a existência de um único homem como companheiro da esposa. Quando seus ideais de fidelidade não se cumprem, ela abandona o Olimpo para castigar o marido e as amantes. Mas o mesmo impulso que a leva para longe faz com que volte em seguida. E novamente, ao lado de Zeus, procura compensar a tristeza com a companhia Divina. Para Zeus o essencial é a paternidade,

que, para ser realizada, não precisa estar necessariamente ligada a uma única mulher. Apesar de sua constante agressividade, Hera sabe ceder. Para reconquistar o marido, torna-se novamente amável e desejável, todos os meios são válidos. Por isso não hesita em pedir emprestado a Afrodite o cinto do amor. Hera foi muito venerada como protetora das famílias e das mulheres. Em sua homenagem ergueram entre Argos e Micenas um maravilhoso e enorme templo: o Heraion onde foi colocada a célebre estátua de ouro e marfim esculpida por Policleto o mais importante escultor grego da época. *Maria Ofélia Tubaldini Scarano – Academia Paraisense de Cultura. (Fonte: Mitologia – Abril Cultural

O típico Barroco Mineiro Assim como na Europa criouse um Barroco típico, surgido primeiro na Itália com influência de Bernini, logo surgiu depois com características próprias o Barroco Francês, o Barroco Alemão e também o Holandês, o Barroco trazido para nosso continente não poderia ser diferente. Devemos lembrar que estávamos no auge do religiosismo contra reformista dos jesuítas e contando com a invasão de paulistas, pernambucanos e baianos atraídos pelo ouro. Esta sociedade será mais diversificada que as litorâneas. Vale lembrar o texto do museólogo Orlandino Seitas Fernandes: “...ao contrário da costa, onde tudo eram sedimentações, conservadorismos e persistências, bem típicos das atividades de comércio, e transporte nelas sobremodos exercidos, nas Alterosas, ao invés, tudo está sempre por fazer-se ou sendo refeito, nada era estável posto que o próprio solo de contínuo era movido pelo interesse humano ou consequência dele...” Devido sua distância do litoral, os artistas começaram a adaptar materiais para seus trabalhos no dia-a-dia. Um exemplo são os azulejos que eram feitos em Portugal e mandados a nós através de navio. Chegando no litoral era fácil para cidades como Paraty, Olinda e tantas outras, visto que era só aportar. Porém, para cidades interioranas, como a de nosso Estado, era impossível, pois estes azulejos quebrariam com certeza, quando chegassem no porto e passassem a ser transportados em lombo de burros por estradas muito íngremes. Outro material impossível de transportar seria o mármore, visto que para os grandes escultores barrocos europeus era com este material que esculpia. Sem condição de produzir como na Europa, nossos artistas, usando de sua criatividade começaram a criar um Barroco com estilo próprio. Aonde no início iriam os azulejos, os artistas pregam madeiras e pintam por cima, como se fosse material de cerâmica pregado ali. Com relação ao mármore, eles vão utilizar a pedra-sabão e madeirapolicromada.

Uma igreja, que vale muito a pena ser visitada, é a São Francisco de Assis, de Ouro Preto, pois além de conter inúmeras esculturas de Aleijadinho, o forro desta igreja é também pintado por Manuel da Costa Ataíde, considerado o maior talento da pintura religiosa mineira. No forro desta igreja, Ataíde pintou N. Sra. da Porciúncula, rodeada por todos os anjos, que tocam instrumentos de sopro, representando o Sopro Divino e com o Rei Davi que toca harpa para ela, o tom de pele da virgem é muito particular, trata-se de um tom mulato. Há ainda as partituras musicais, que recentemente alunos da Escola de Música transcreveram as notas e desenvolveram um especial estudo sobre esta música barroca. Ouro Preto, no início de sua formação, em 1733, com todas as pessoas religiosas que por ali viviam, resolveram reformar a Matriz do Pilar e enquanto isso o Santíssimo Sacramento ficaria na Capela do Rosário. Porém, quando terminou a reforma e foi feita outra procissão para voltar o Santíssimo, foi feita uma festa tão grande, com tanta pompa e tamanha exuberância, comparável talvez em grandiosidade aos desfiles do moderno carnaval carioca. Ouro Preto é também a primeira cidade do país a receber o título de Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Com um conjunto arquitetônico de primeira qualidade, ele se preserva primeiro devido a queda do ouro nas minas, fazendo cair quase 70% sua população. Depois, em 1897 a capital foi transferida para Belo Horizonte, restando apenas seus moradores mais tradicionais e suas festas religiosas. Em 1922 os artistas modernistas visitaram Ouro Preto começando a provocar o interesse das pessoas sobre o nosso barroco que até então era tido como algo de mal gosto, e em 1930 já se ouvia falar em acréscimo do turismo. Criou-se a secretaria municipal, depois a estadual e em 1980 recebemos da UNESCO o título de Patrimônio da Humanidade. Márcio Tadeu Vieira da Silva.

Aluno X Estudante Marília de Souza Neves

• O aluno frequenta a escola; o estudante faz da escola um âmbito de aprendizagem. • O aluno vê o professor dar aula; o estudante participa da aula que o professor prepara. • O aluno copia as respostas da lousa; o estudante elabora suas próprias respostas. • O aluno escreve um texto; o estudante cria uma obra. • O aluno conhece o nome de alguns países; o estudante viaja no mapa. • O aluno sabe o nome de determinados órgãos; o estudante identifica a função de cada parte do seu corpo. • O aluno resolve problemas; o estudante usa os números para resolver os problemas que surgem em sua vida. • O aluno memoriza palavras da Língua Inglesa; o estudante identifica

palavras inglesas e as contextualiza no seu dia a dia. • O aluno estuda História; o estudante atua como sujeito construtor da sua própria história. • O aluno corre, treina, joga bola; o estudante reconhece a importância da atividade física, respeita seu corpo e cuida dele com responsabilidade. • O aluno ocupa um espaço na sala de aula; o estudante ultrapassa os limites do comodismo, visualiza o professor como facilitador da aprendizagem, valorizando o conhecimento como a maior herança que pode receber – algo que não se perde, que ninguém rouba. Ele é, enfim, aquele que vê o estudo como bendita oportunidade de progresso! A todos os estudantes paraisenses, a nossa singela homenagem. Salve 11/08/2011

Pelo 7º ano consecutivo, o jornalista Adriano Rosa e a coluna Cultura Pop GLS vão ser agraciados pelo Movimento Gay de Alfenas e Região Sul de Minas, com o “Troféu MGA de Cidadania”. A cerimônia acontece na próxima sexta-feira, 19 de agosto de 2011, a partir das 23h, no Espaço Mediterrâneo, em Alfenas. O Troféu MGA de Cidadania, criado em 2005, homenageia órgãos públicos, entidades não-governamentais, pessoas e órgãos da imprensa que, de alguma forma, tenham uma atividade positiva em relação à diversidade sexual e que apoiaram as ações do Movimento Gay de Alfenas no enfrentamento à homofobia e na luta contra a AIDS ano que se passou. Inovando como sempre, este ano, além dos 20 agraciados com o Troféu, o MGA certificará a boa vizinhança da ONG e duas empresas com o título de “Empresa Gay Friendly”. Para Adriano Rosa, este reconhecimento público feito pelo MGA, incentiva a continuidade deste trabalho, publicado semanal e gratuitamente há 17 anos aqui no Jornal do Sudoeste, a quem agradecemos pelo espaço e apoio na luta por Liberdade e Direito de Expressão. “De todos os agraciados, o único que possui os sete troféus entregues pela ONG sou eu, e isto me deixa extremamente honrado e compromissado com a militância, fazendo desta publicação e também do nosso Blog, um espaço aberto para divulgar e fazer vez e voz na busca do que os LGBTs almejam”.

1 – Prefeito Municipal de Alfenas, Luiz Antônio da Silva 2 – Maria de Lourdes Ferreira (Fia): organizadora do Miss Gay de Poços de Caldas 3 – Coordenação Estadual de DST/AIDS de Minas Gerais: Fernanda Junqueira 4 – Adriano Rosa: colunista do Cultura Pop GLS (São Sebastião do Paraíso) 5 – Rosângela Cássia Santos: servidora da Secretaria Municipal de Saúde de Alfenas 6 – Felipe Lemos: psicólogo do MGA 7 – ONG LGBT revelação: Movimento Gay de Betim 8 – Programa Municipal de DST/AIDS de Poços de Caldas (Cilmara Molina) 9 – Programa de DST/AIDS do Cislagos 10 – Terezinha Rodrigues: simpatizante feminino destaque pela parceria com o MGA 11 – Vicariato Episcopal para Ação Social e Política da Arquidiocese de Belo Horizonte (Raimundo Costa) 12 – CIAC (Centro de Identificação e Atendimento ao Cidadão de Alfenas): servidores Eduardo Miranda e Divaldo Rios 13 – ACIA (Associação Comercial e Industrial de Alfenas): servidora Rosilene 14 – José Albino: simpatizante masculino destaque pela parceria com o MGA 15 – Vereador por Alfenas e ex-prefeito José Batista Neto (PMDB) 16 – Polícia Militar de Minas Gerais: Batalhão Alfenas 17 – Guarda Municipal de Alfenas 18 – TVE (TV Alfenas) 19 – Coordenação Municipal de DST/AIDS de Alfenas 20 – Voluntárias do MGA Natalia e Liliane

ANIVERSÁRIO Neste domingo, 14 de agosto, o Cultura Pop, agora GLS, fica “maior de idade” e completa 18 anos de existência aqui nas páginas do Jornal do Sudoeste. A primeira edição, ainda em formato tabloide, circulou no dia 14 de agosto de 1993. A partir de janeiro de 1997, com a criação da coluna “Mortícia”, o Cultura Pop fez a abertura para a diversidade de assuntos envolvendo o mundo de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transgêneros (LGBTs).

A sigla comercial GLS (Gays, Lésbicas e Simpatizantes) foi incorporada ao nome da coluna em setembro de 2002, quando o espaço ficou 100% voltado ao noticiário do Movimento Homossexual, permanecendo até a presente edição. “Agradeço a tod@s @s que leem e acompanham este trabalho, inclusive no nosso Orkut, Facebook e Blog que, até o fechamento desta edição, estava com mais de 18 mil acessos, com apenas 6 meses de existência”, afirma Adriano Rosa.

Sensato Coração

Os personagens Eduardo e Hugo assinam união estável, na reta final da novela das 9 da Globo A reta final de “Insensato Coração” promete muitas reviravoltas. Em um dos finais criados por Gilberto Braga e Ricardo Linhares, o casal gay da novela vai assinar um contrato de

união estável. Eduardo (Rodrigo Andrade) e Hugo (Marcos Damigo) fazem uma pequena festa para assinarem a união. Kleber (Cassio Gabus Mendes), que a essa altura

já sabe que é pai de Edu, vai à comemoração e se entende com o filho. A novela termina na sextafeira, dia 19. Na segunda, dia 22, estreia “Fina Estampa”. graça... Não quero encrencas!

ÚLTIMOS CAPÍTULOS

novela de: NOXYEMA JACKSON Esta é uma história de ficção. Qualquer semelhança com nomes, pessoas ou fatos, terá sido mera coincidência. CAPÍTULO 20 - Demorei, mas cheguei! Tá mais calminha comigo ou quá, Verusca? - O que você acha, Tyler? Há horas você está aqui no sítio, andando pra lá e prá cá e só agora vem falar comigo? Cadê os meninos? - Estão por aí! Mas, eu vim aqui por um único motivo. O patrão quer ter dois dedinhos de prosa com você lá no “xis” e eu acho que você já sabe qual é o assunto... - Hum! Eu vim aqui só por isso mesmo, para acertar de uma vez por todas as minhas contas com o Gonzaga. Nem sabia dessa recepção com esse tanto de gente. Candidato a prefeito! Aff! Era só o que faltava... Mas, eu vou lá, sim! Você vem comigo, Adrianny? - Vou sim, amiga! Vim para te fazer companhia, não foi? - Não senhora, Adrianny! Pode sossegar o facho e ficar quietinha aqui. O acerto de contas é entre a Verusca e o meu patrão. Nada de testemunhas... Você não estava preocupada com o Carlos? Então... Ele pediu para te dar um recado também... Está te esperando bem ali. – e Tyler aponta o dedo para onde Carlos estava na companhia de Eloy. - Vai lá, amiga! Eu vou ficar bem! Mas, se eu demorar muito,

você sabe o que fazer! As duas monas se abraçam. Adrianny vai ao encontro de Carlos e Eloy. Verusca segue com Tyler para o “xis”, o quarto escuro e fétido que a mantivera presa dias atrás. Ao longe, Eduardo observa tudo. Já Grazy murmura ao ouvido de Gonzaga e manda-o ir para o “xis”. Enquanto isso, Fabinho San Mon Netty pede para Lucas, Danilo, Marisa e Priscila aguardarem por ele na portaria para, depois, irem embora rumo à sua mansão. O empresário estava entediado e nervoso e, quando ficava assim, vinha a vontade de desaquendar a xuca. - Priscila, eu também vou ao toalete! Estou apertadíssima amiga! Não demoro, ok! - Hum, sei não, Marisa... Acho que isso é desculpa sua para ir atrás do Eduardo! - Nada a ver, Danilo! Desencana! Quer ir comigo para certificar-se dos fatos? - Não, amore! Eu e Lucas vamos pegar os últimos canapés, afinal, estão deliciosos! - E eu vou ficar aqui, sozinha? – retruca Priscila. – Ah, não! Eu vou junto! - Não, fofa... Fiquei aqui! Veja, a Kelly não tirou os olhos de você o tempo todo... - Vichi! Agora que eu vou mesmo e vamos parar de

Perto dali, Pérola observara a atitude de Kelly que, de fato, não tirou os olhos de Priscila. Mais uma vez, sentiu um forte aperto no peito, mas preferiu ficar calada. - Já que o discurso acabou, vamos embora, Pérola. Eu já vi o que precisava ver aqui! - Que bom! Já vai dar para elaborar melhor suas aulas, meu amor? - Vai sim! Vamos procurar o Eduardo para nos despedirmos dele? - Ué, ele sumiu! Mas, vamos sim! Quem sabe ele não queira ficar lá em casa, né! - Claro... Mas, depois do que ele nos contou, acho que vai preferir outro lugar... Adrianny se aproxima de Carlos e Eloy. O bofe pede desculpas a ela pelo sumiço, prometendo que não mais terá tal atitude. Já Eloy decide ir ao encontro de Verusca, que estava no “xis” diante de Gonzaga. O quarto escuro e fétido não lhe trazia boas recordações... O “poderoso chefão” vai logo cobrando a dívida da mona para com ele. Porém, quando Verusca ia começar a falar, todas as luzes do sítio se apagam. Ouve-se uma gritaria. Gonzaga tenta sair do quarto, mas alguém trancara a porta por fora. Naquela penumbra, Verusca percebe que havia mais uma pessoa presente ao local. - Quem está aí? – indaga a mona. Mas, a resposta que ela obtém é o barulho de um tiro e de alguém que cai ao chão. Instantes depois, as luzes se acendem e a porta é arrombada por Eloy que vê Gonzaga morto e Verusca desmaiada com uma arma na mão. Continua na próxima edição.


São Sebastião do Paraíso-MG e Região 13 e 14 de Agosto de 2011

página 7

ANIVERSARIANTES

Queria parar para medir: o peso do meu sonho; a largura das minhas asas; a espessura da minha ânsia; a velocidade da minha volúpia; a extensão das minhas conjecturas; o exato tamanho das minhas pupilas elevadas à potência 1000 quando enxergam: •

Ana Paula e Marcio

Uniram-se em matrimônio na Igreja Matriz de São Sebastião, dia 06/ 08, em cerimônia presidida pelo Pe. José Hamilton, com músicas executadas por Rejane Dias, Oswaldo Rocha Neto e Vanessa Takarashi. A decoração foi de Fabrício (Franca) que também decorou o Ouro Verde Tênis Clube, onde os noivos recepcionaram familiares e amigos íntimos. Compôs a linda decoração, o bolo cenográfico de Adriana de Oliveira e topo de bolo de Davi. O cardápio e serviços foram do Italian Buffet e doces de Susi Chocolates. A Banda Lemon animou a festa que ainda contou com a “canja” de Markus e Yago, amigos do casal. Ana Paula é filha de Paulo Machado de Pádua e Lucrécia Maria Ávila e Márcio é filho de Joaquim Clodoveu Martins e Zélia Maldi. Noivos, familiares e amigos curtiram muito a animadíssima festa, tendo as imagens registradas por Márcio do Studio 9. Os trajes dos noivos foram de Irma Rodrigues Noivas e do Studio de Beleza Anésia, Ana Paula saiu linda e tranquila a caminho do “sim”. A RG Eventos parabeniza os noivos, agradecendo a confiança e a excelente convivência nos meses de organização do evento que como previsto, um SUCESSO!!!

Os 15 anos de Denizia Denizia Cristina Costa Santos comemorou 15 anos, sábado, 06/08 no salão da Liga. Bela decoração, d.j animando a todos, valsa da debutante, emoção, deram o tom para uma noite inesquecível, que ficará para sempre na memória e no coração de todos.

• • • • • • • • • •

o quente sabor do gelo adentrando minhas boca insaciável; as miríades dançando ao som das trombetas tocadas pelos arcanjos vestidos de branco; os contornos labirínticos do complexo sentimento intitulado amor; a fragrância misteriosa dos famosos lírios do campo; o inchaço do vácuo para onde fogem aqueles descrentes da míope sociedade atual; a sombra fresca dos arbustos espalhados pelos desertos campesinos; a pacífica gota de orvalho que pinga no humilde telhado de palha lá no ranchinho fundo; as cortinas multicores da lua quando abriga em seu leito os casais enamorados de paixão arrebatadora; a recheada pasta que envolve a sedutora Via Láctea; a comprida aura dos seres iluminados que povoam o orbe terreno; o ponto de partida para contar os elementos que definem o céu como infinita criação de Deus...

Ah, pudera eu contar, medir, tocar o invisível, o abstrato, cheirar o insólito, comer o inodoro, ouvir o insípido... Ah, pudera eu ser indivíduo comum, seguir uma rotina,contentar-me com o pouco, agir como a massa age, bater palma para a desonestidade, delegar à televisão a tarefa de educar os filhos... Ah, pudera eu subir de cargo puxando o tapete do meu colega de trabalho, transar com o marido da minha melhor amiga, infringir as regras de boa convivência, xingar, roubar, trair... Ah, pudera eu me fazer notada como vítima do destino, a esquecida, a coitadinha-fraquinha-boazinhapassivinha-INHA-INHA-INHA... Ah, pudera eu frequentar os cassinos glamourosos apostando a cada dos meus filhos, beber em público e sujar o vaso com o podre vômito do meu fígado comprometido... Ah, pudera eu! PUDERA SER O QUE TENHO, NÃO O QUE SOU! As linhas acima grafadas representam o MEU, o SEU, o NOSSO DESABAFO: a todos aqueles que um dia foram taxados de “anormais”, “diferentes”, “estranhos”, as minhas sinceras condolências. Este texto nasceu quando alguém perguntou: – Você é deste mundo? Olhei fixamente para ela e, num misto de tristeza, indignação, perplexidade e comedimento, respondi: – EU NÃO CAIBO AQUI! E você, leitor, cabe neste mundo? Entre em contato conosco e participe da nossa enquete. É por isso que eu digo: é melhor falar do que ruminar Muuh!! Pronto! Falei, tá falado! faleitafalado2010@hotmail.com

Sábado, dia 13, Maciel Teófilo da Silva, a musicista Walterce de Paula Grillo, membro da Academia Paraisense de Cultura. Dia 16 Dr. Adauto Manfrin Mendes, Luísa Maria Pimenta Lisboa Silveira, o radialista Joca Bastos. Dia 17 Em Itamogi, Geovana dos Reis C. Santos esposa de Ângelo Português. Dilma Sampaio Silva, Fernanda Zanin, Versalius Aquino. Dia 18 Leonardo Peres Gonçalves, Wellington Bonacini de Carvalho (presidente do INPAR). Dia 19 Luiz Carlos Cauduro, Elesângela Silva, Mirelly Maria Alves Cintra. Em São Paulo, Marcela Rodrigues de Souza Duarte.

Horóscopo Semanal CAPRICÓRNIO (22/12 a 21/01) Algumas emoções podem incomodar muito e o passado, na forma de sentimentos, pode voltar. É hora de fazer uma limpeza geral em seu mundo emocional. Não tenha medo e enfrente seus fantasmas. AQUÁRIO (21/01 a 19/02) Antigas amizades e amores continuam voltando para perto de você. Vida doméstica com algumas novidades e possibilidade de expansão e crescimento. Um novo membro pode chegar à família. PEIXES (20/02 a 20/03) Nesta fase o foco de sua vida deve ser o trabalho e seu relacionamento com ele. Novas e antigas propostas, projetos e planos. Cuidado para não se envolver em discussões desnecessárias com seu amor. ÁRIES (21/3 a 20/4) Energias muito favoráveis continuam em seu entorno e você poderá recuperar o tempo perdido no amor. Cuidado apenas com algumas ilusões que podem acontecer neste período. Mudanças nas relações familiares. TOURO (21/4 a 21/5) As energias continuam favoráveis para sua carreira e os relacionamentos familiares. Júpiter continua enviando benefícios em todos os setores. Estudos e viagens se misturam e trazem esperança renovada. GÊMEOS (22/5 a 21/6) Dedique seu tempo para o aprimoramento dos estudos e planeje uma pequena viagem de trabalho. A fase é ótima para as reuniões de negócios e acordos comerciais. Vida social movimentada. CÂNCER (21/6 a 23/7) Mesmo que um projeto em andamento tenha que ser revisado, não se preocupe, pois apesar de algumas energias em seu entorno estarem mais densas, no final, sua vida material dará um grande passo. LEÃO (24/7 a 23/8) O passado pode voltar na forma de estudo, viagem, amizade ou mesmo um antigo amor. A fase é bastante positiva apesar de Mercúrio retrogrado em seu signo. Marte em Câncer pode derrubar sua energia, portanto cuide-se. VIRGEM (24/8 a 23/9) Nesta fase você deve cuidar de sua saúde, especialmente do sistema respiratório. Seu campo de energia continua aberto e por isso você deve evitar pessoas e ambientes muito carregados. Banhos de ervas costumam mostrar ótimos resultados. LIBRA (24/9 a 23/10) Um contrato já firmado pode voltar para ser revisado. Caso isso aconteça, não se preocupe, pois sua carreira que está em fase de mudanças tende a se estabilizar. A fase é boa para trabalhos em equipe e projetos sociais. ESCORPIÃO (24/10 a 22//11) Alguns projetos profissionais podem dar para trás, mas fique tranquilo, é apenas por um tempo. O sucesso profissional já está sendo desenhado no Universo, é só uma questão de tempo. Fase ótima para os relacionamentos. SAGITÁRIO (23/11 a 21/12) As energias em seu entorno são bastante favoráveis, apesar de alguns atrasos, especialmente relacionados aos estudos e às viagens. Um projeto antigo pode ressurgir e pedirá uma reavaliação. Fé renovada.


página 8

São Sebastião do Paraíso-MG e Região 13 e 14 de Agosto de 2011

Capítulo DeMolay realiza cerimônia de posse de sua XXV gestão administrativa No dia 6/8 o Capítulo Apóstolos da Fraternidade n.º 400 da Ordem DeMolay realizou cerimônia de posse de sua 25.ª Gestão Administrativa. Tomou posse como Mestre Conselheiro do Capítulo, Guilherme Ferreira. O evento contou com a presença de autoridades maçônicas e DeMolays, e convidados que assistiram belíssima cerimônia em homenagem aos pais.


/1314242237