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21 de Setembro de 2013 | edição 689

Sicoob Paraisocred entrega produtos arrecadados para entidades e oferece tarde de alegria para crianças carentes Campanha arrecadou milhares de produtos. Quatro entidades foram beneficiadas

Por Ralph Diniz

No sábado, 14, as agências do Sicoob Paraisocred, de São Sebastião do Paraíso, encerraram campanha que arrecadou milhares de produtos de higiene pessoal, limpeza e alimentos para entidades filantrópicas do município. Para celebrar o resultado, a organização do promoveu uma tarde de muita festa e ale-

gria para cerca de 40 crianças do Lar Pedacinho do Céu e Casa Menino Jesus, entidades que receberam parte dos materiais doados. A ação foi fruto da iniciativa da Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais (OCEMG), que promove o “Dia C”, onde pessoas ligadas ao cooperativismo se envolvem com o espírito de solidariedade e ajuda ao próximo. Esta foi a primeira vez

que as agências do Paraisocred participam do movimento. Renato dos Reis Carvalhaes, gerente da cooperativa de crédito, afirma que o total recolhido foi surpreendente. Ao todo, foram arrecadados mais de quatro mil itens. O número expressivo fez com que as agências pudessem acrescentar mais duas entidades em sua lista de beneficiárias. Além das instituições

que cuidam das crianças, o Hospital Psiquiátrico Gedor Silveira e a associação recémcriada pelo ex-vereador Antonio Picirilo, que distribui sopa para pessoas carentes, receberam donativos. Sobre os momentos com os assistidos pelo Lar Pedacinho do Céu e Casa Menino Jesus, o gerente conta: “Estivemos com mais de 40 crianças, que passaram uma tarde bem agradável e proveitosa.

Brincaram bastante. Foram quatro horas de muito lazer”, comenta. Carvalhaes ainda fala a respeito da importância daqueles que ajudaram com as doações. “Valeu muito a pena. A sociedade paraisense é muito participativa. É só ter a coragem de pedir que ela, solidariamente, ajuda. Isso nos motiva a continuar com o trabalho nos próximos anos. A cooperativa tem em sua base

de fundação a solidariedade. Se não tivesse a sociedade, isso não aconteceria. Agradecemos a participação de todos”, finaliza. A entrega dos produtos arrecadados foi realizada na quarta-feira, 18. Antes, a equipe do Sicoob Paraisocred tomou o cuidado de separar e dividir os materiais de acordo com as necessidades de cada instituição beneficiada.


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Academia Paraisense de Cultura FOTOS: Renan Mandelo Oliveira

Em sodalício festivo em que foi recebida como membro da Academia Paraisense de Cultura – APC -, a acadêmica Maria Rita de Cássia Preto Miranda fez o lançamento do livro Alvorada, de sua autoria. A solenidade teve lugar no auditório do Sicoob Nossocrédito, dia 13.

Secretaria de Meio Ambiente recebe alunos da E.E. João Alves no Parque da Serrinha Fotos: Roberto Nogueira

Alunos do Proet recebem aula prática sobre preservação do Meio Ambiente Por Roberto Nogueira

Estudantes do Proeti (Projeto Educacional de Tempo Integral) da Escola Estadual Comendador João Alves de Figueiredo visitaram o Parque da Serrinha na tarde de quinta-feira. Em um encontro promovido em conjunto com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, eles tiveram uma aula prática sobre a diversidade de espécies da flora existente no local e ações para a preservação da natureza que são desenvolvidas no município. O mesmo trabalho vem sendo desenvolvido com outras escolas da rede municipal, estadual e particular de Paraíso. Conforme o secretário Eduardo Scarano Guidi a

proposta da administração é que o trabalho desenvolvido pelo Governo Municipal tenha o apoio e a participação da comunidade. “O que nós queremos é dividir e compartilhar as responsabilidades de cuidar do nosso meio ambiente junto com a população. A mobilização começa a partir dos alunos que são mais fáceis de serem conscientizados e que vão atuar conosco como fiscais em sua escola, na sua rua e comunidade”, explica. A Prefeitura já desenvolve uma série de ações e projetos voltados para a preservação ambiental no município, mas o trabalho ainda não é conhecido por toda a população. “Existem uma série de serviços existentes como o depósito de material de construção civil, de res-

tos de poda de árvores, temos o aterro sanitário e em fase de implantação do tratamento de esgoto que são medidas importantes para a limpeza da cidade e a boa saúde da população, mas é preciso que haja conhecimento e participação das pessoas para que estes projetos possam funcionar”, relata. As visitas dos alunos das escolas ao Parque Municipal da Serrinha estão sendo uma oportunidade para que tenham uma aula diferenciada sobre estas ações. “Temos aproveitado estas atividades para mostrar aos estudantes o que temos feito e o que o município tem a oferecer. A intenção e projetar neles a cidade do futuro em como eles vão querer viver em uma cidade limpa ou em um lugar onde o meio ambiente

Professor Adilson Rocha com alunos durante visita ao parque

é todo degradado”, salienta o secretário. A intenção da secretaria é envolver toda a comunidade para apresentar a proposta de trabalho. “Vamos às escolas, nas faculdades, nas empresas para informar e formar o cidadão do futuro para que ele seja consciente de seus direitos e obrigações em relação a preservação do meio ambiente”, anuncia Eduardo. Hellen Duarte Rodrigues, do 6º ano, foi a primeira vez que esteve no Parque da Serrinha e ficou encantada. “Achei muito boa a visita, o passeio. O que mais me chamou atenção foi o pé de jequitibá tão grande. A árvore possui uma semente engenhosa”, destacou. Ela disse ainda que muita coisa que aprendeu na sala de aula pôde conferir de perto com

a atividade prática. “Quero vir aqui mais vezes e vou trazer meus pais para conhecerem também para fazermos um piquenique”, completou. O professor Adilson Rocha frisou que este tipo de aula ao ar livre e com visitas temáticas faz parte da programação das atividades dos alunos do tempo integral. “Fazemos estas visitas como ocorre em empresas, locais públicos e repartições possibilitando aos alunos novos conhecimentos através de aulas práticas”, informa. Sobre a visita ao Parque da Serrinha ele pontuou que trata-se de um pedaço de Mata Atlântica que os alunos conhecem apenas pelos livros. “Muitos não conheciam este lugar, mas é importante que tenham este contato com a natureza, façam novas des-

cobertas, passando do conhecimento teórico para o prático. Valeu a iniciativa”, concluiu Adilson. PLANTIO Nesta segunda-feira,23, em comemoração ao Dia da Árvore, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente realizará na Praça Santa Paula Frassinetti, na Lagoinha o plantio de árvores de diversas espécies. “Fizemos uma trabalho intenso pela cidade em anos anteriores, mas infelizmente em algumas partes as plantas foram danificadas e em outras as mudas foram preservadas e cresceram bem. Agora vamos dar continuidade por mais qualidade de vida em nossa cidade”, completou o secretário Eduardo Scarano Guidi.


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TEREZA COST A DE LI MA COSTA LIMA

“Vendendo quitandas com alegria e sabor” do para entender mais... Essas drogas, essas mortes que o povo arranja sem mais, sem menos, matando um ao outro. Parece que o povo não tem coração no meio... Muita bebida... Isto atrapalha muito a vida dos jovens e das crianças! Está muito complicado, um mundo perdido! E naquele tempo, eu acho que as coisas eram mais certas do que hoje. Parece que o povo não tem oração, não pensa em Deus, não tem mais amor uns com os outros, porque, por parte de Deus, nós somos todos irmãos! Não tem diferença um do outro. E hoje não existe isto. Cada um quer passar por cima do outro, não é? E o povo quanto mais ganha, mais quer ganhar.

Ela nasceu na vizinha cidade de Jacuí e, tão logo se casou aos 18 anos, veio residir em Paraíso onde permanece até hoje. Aos 71 anos, casada, mãe, avó e, em breve, bisavó de gêmeos, “dona” Tereza caminha quase todos os dias por nossas ruas para entregar e vender suas deliciosas quitandas caseiras: roscas, pães, bolachinhas. Mesmo ensinando a receita para algumas pessoas, a clientela é fiel; a cesta sai cheia e sempre volta vazia. A seguir, um pouco da história desta batalhadora e humilde mulher que coloca o amor como principal ingrediente de sua vida. Entrevista concedida a Adriano Rosa.

Dona Tereza, onde a senhora nasceu, como foi a sua infância e seu relacionamento familiar? Eu nasci em Jacuí e fui criada lá até os 18 anos, quando me casei. Depois eu me mudei aqui para São Sebastião do Paraíso. Estou aqui há mais de 40 anos. Quase não lembro nada de minha infância, porque minha vida desde pequena sempre foi trabalhar. Eu passeava muito lá em Jacuí, disto eu me lembro, mas algo que marcasse minha vida, isso eu não me lembro. Eu fui criada pelos meus avós por parte de mãe. Eu tinha 1 ano e 6 meses quando minha mãe faleceu. Então, meus avós cuidaram de mim e me criaram até mais do que os filhos deles, no caso meus tios. Eles nunca me bateram. O meu avô tinha um jeito de olhar que, só pela olhada dele, eu já ia desafinando do local onde ele estava. Eu não fazia por donde, né. Eles foram gente muito boa para mim! Assim que minha mãe faleceu, meu pai foi embora para o Paraná, uma cidade que se chama Cornélio Procópio. Ele foi e não voltou mais para me ver. Eu só fui rever meu pai depois que me casei. Eu fiz 18 anos em junho e naquele mesmo ano, em setembro, eu me casei. Quando foi em dezembro, meu pai apareceu em minha casa. Ele já estava casado, já tinha filhos, aí, ele passou a vir todo ano na minha casa, trazia o menino mais velho dele, que é meu irmão também. Por parte de pai, tenho três irmãos homens. O do meio, nunca veio a Minas, os outros dois já estiveram aqui,

trazem suas famílias, e eu também já fui lá algumas vezes para passear. Meu pai faleceu com 62 anos. A esposa dele morreu nova, com 33 anos, vítima de derrame. Aí meu pai não se casou mais. Meu irmão mais velho passou a cuidar dele. Da união dele com a minha mãe, era para eu ter mais um irmão, mas a criança faleceu dias depois do parto. Minha mãe teve recaída cerebral, ficou perturbada, meu avô levou-a para Franca, internou-a lá, mas não teve jeito e ela veio a falecer. O meu irmão tinha ficado aqui e morreu 22 dias depois... Aí fiquei só eu! E onde a senhora estudou? Eu estudei lá em Jacuí, mas eu era muito safada, não gostava de estudar (risos)! Não passava do 1º ano. Depois, com muito custo, fui pro 2º e não saía desse ano. Tinha uma senhora lá no grupo, muito idosa, muito magrinha, e eu tinha dó de vêla fazer a sopa sozinha para a meninada. Aí eu pedia para ir ao banheiro, só para ir para a cozinha e ajudá-la. Lá eu descascava batata, chuchu e ficava ali conversando com ela. A hora que o diretor via, ele vinha e me levava para a sala, mas quando dava uma folguinha, eu fugia e voltava para lá. Eu não gostava de estudar e hoje a gente vê a falta que faz... Eu fiz só o 2º ano lá e não estudei mais. E como é sua família hoje? Então, hoje eu tenho cinco filhos quatro homens e uma mulher. Os homens estão todos ca-

sados, mas a minha menina, a caçula, ainda mora aqui comigo e com o meu marido. Ele anda um pouco doente, toma muitos remédios... Os filhos casados não saem daqui, vêm para cá almoçar, os netos também. A gente nunca está sozinho, somos uma família bem unida! A senhora falou que começou a trabalhar muito cedo. No quê? Ah, eu trabalhava na roça, eu gostava de roça. Meu avô tinha engenho de moer cana, e ele me acordava duas horas da madrugada para “tocar” o cavalo do engenho. Eles pegavam o cavalo no pasto, punham no engenho e eu ficava “tocando” o cavalo para moer a cana e fazer rapadura. A gente levava vários carros (de boi) carregados de rapadura para vender em Jacuí. Lá, depois, a gente comprava açúcar, saco de macarrão, lata de querosene, naquele tempo era isso que usava. Então a gente vendia a rapadura, comprava as coisas que precisava, punha no carro e vinha embora pra roça de novo. Aí, depois que eu me casei e vim para Paraíso, eu ia fazer faxina nas casas, lavava roupa para fora, isso para muita gente! E como as quitandas passaram a fazer parte da sua vida? Ah, foi quando a minha nora veio morar numa casa aos fundos de onde eu morava. Teve um dia que ela falou para mim: “Dona Tereza, vamos fazer quitandas para vender?”. Na época, ela tinha umas irmãs que moravam no San Genaro e que faziam. Eram só elas. Aí, ela me deu esta ideia, dizendo para gen-

te experimentar e ver se dava certo e, nesse “ver se dava certo”, nessa “brincadeira”, já estou mexendo com as quitandas há mais de 30 anos. Aí, depois minha nora mudou, compraram terreno e fizeram casa e ela passou a me ajudar só nas bolachinhas, uma vez por semana. Hoje eu faço rosca, pão comum, pão de frango e de presunto, rosca com e sem goiabada e as bolachinhas de nata, que eu compro o creme lá em Santo Antônio da Alegria para fazer as bolachinhas. Eu comprava aqui, na Coolapa, mas eles não estão fazendo o creme mais... Faço quitandas todos os dias e tem de todos os preços. Eu vou às lojas, nos prédios, eu ando muito para vender. Muitas pessoas encomendam e vêm na minha casa para pegar. Tenho a minha freguesia certa. Posso levar o tanto certinho, às vezes, no final do dia, falta e as clientes ficam bravas, porque querem mais. É algo que tem muita saída, graças a Deus.

que dava dez, onze horas da noite, eu estava areando forma. Aí ela vem, me ajuda, e eu aproveito para descansar o meu corpo, né! Eu levanto quatro horas da manhã, de segunda à sextafeira. No dia que eu faço as bolachas, eu levanto às três da madrugada. Fico fazendo as quitandas até depois do almoço e quando dá quinze para as três da tarde, eu saio prá rua para vender e fazer as entregas. O dia que eu falho, o povo fica preocupado, pergunta o que aconteceu... Eu gosto disso. É sinal que o povo acha muito boa as minhas quitandas! Aqui é tudo bem caseiro, nada de quitanda de padaria. Vai manteiga, leite! Teve um dia que uma mulher me falou: “Não, mas para fazer o pão e a rosca, não precisa por leite, a senhora pode fazer com água”. Mas eu não arrisco! Já acostumei a fazer com leite, do meu jeito de ficar boa, e é assim que eu faço. Ponho o leite certinho, a manteiga, é onde tem saída, né!

E qual é o segredo destas receitas que fazem tanto sucesso? Uai, Adriano (risos), elas (as clientes) me pedem para eu ensinar o modo de fazer as quitandas. Eu ensino, do jeitinho que eu faço, passo a passo. Elas fazem e depois dizem que não fica igual as minhas. Agora, o segredo, eu não posso saber o que é (risos). Eu já acostumei a amassar muita massa de uma vez, e fica bom, talvez seja isso. Hoje minha ajudante é a sogra do meu filho. Na quarta-feira eu faço as bolachas, ela vem me ajudar e, nos outros dias, ela me ajuda areando as formas. Antes eu mesma areava, mas tinha dia

A senhora experimenta as quitandas que faz? Eu experimento! Tenho que experimentar para ver o que eu estou vendendo, né (risos). Porque, se as clientes reclamarem, eu vou saber se as quitandas estão boas ou ruins, certo? Agora, se eu vender sem experimentar e elas reclamarem, eu não vou poder dizer nada, né, porque não experimentei. Até hoje ninguém nunca reclamou! Quais são seus sonhos, dona Tereza? Ah, meus sonhos? Quero que Deus me dê bastante saúde para eu continuar nesta vida, trabalhando. Porque, para a gente ficar doente e não ser nada na vida, também não adianta. Então é onde eu sempre peço a Deus, para que Ele me dê saúde para eu continuar nesta vida como eu estou. Sendo uma mulher que trabalha desde criança, como a senhora analisa hoje a atuação e participação da mulher em nossa sociedade? Ainda existe preconceito entre homens e mulheres? Ah, do jeito que lá vai este mundo, são poucas as mulheres que estão sendo valorizadas. Porque, você veja, está acontecendo muita coisa pro lado da mulher, das crianças, que a gente fica até abalada. E em relação aos jovens, como vê a juventude no mundo de hoje? A senhora tem netos? Eu tenho seis netos e uma neta minha se casou há um ano, mora em Araras-SP e agora ela está grávida de gêmeos. Vou ser bisavó! Eu vejo a juventude de hoje muito errada se eu for comparar com o tempo em que eu fui criada. A gente foi criada num regime onde, naquela época, os pais eram mais severos pro nosso lado, mas eu acho que foi muito vantajoso isso. Hoje, do jeito que está, não está dan-

E em termos de Brasil, dona Tereza? Como a senhora analisa o nosso País politicamente? Ah, Adriano, na época (da campanha) eles prometem muita coisa e, depois, não cumprem e o povo é quem sofre com isso aí. Veja essa mulher (presidente Dilma Rousseff) com esse Lula que estão lá: depois que eles entraram, eu acho que o Brasil piorou mais em relação aos outros (presidentes) para trás. O Lula, quando entrou, já desarmou o povo com aquela campanha de acabar com as armas. Agora você veja: uma pessoa de bem não tem uma arma, enquanto os marginais têm armas que nem a Polícia possui. Então, eles chegam numa casa, sabem que não têm arma ali, eles deitam, rolam e fazem o que querem, não é verdade? Então, isso aí já começou a atrapalhar o povo do Brasil. Essa mulher não está fazendo nada! O que ela precisa tomar atitudes e resolver, não resolve. O povo fez aquelas greves, aquelas manifestações e a gente estava voltando de Aparecida do Norte e vimos na estrada o povo com as manifestações, e tudo ficou do mesmo jeito, ela não abriu a mão para melhorar em nada. Então, para o lado do povo, estamos sendo mais lesados do que tudo. O que senhora gosta de fazer nas suas horas de folga, dona Tereza? Ah, eu gosto de fazer as minhas quitandas. Quando não estou fazendo, eu gosto de deitar um pouquinho para descansar as minhas pernas, vou à missa aos domingos. Mas tem domingo que, às vezes, eu estou muito cansada e acabo não indo à missa. Aí eu vejo pela televisão, ouço o sermão, gosto muito do Divino Pai Eterno, a Canção Nova, assisto a uma oração também. Isso é bom! Não tem nada de coisas erradas. Porque, para você ligar a televisão para ver as violências que estão passando, a gente fica triste. Às vezes a gente nem conhece a pessoa, mas a gente acaba sentindo o que a pessoa está sentindo. Eu sou assim! E o que a senhora gosta de comer, de ouvir? Ah, eu sou uma pessoa assim: se eu puder comer melhor, eu como. Se não puder, não tem problema, está bom. Não sou uma pessoa enjoada. De música, eu gosto as sertanejas, qualquer uma! Dona Tereza, como é o seu relacionamento com Deus? Uai, Adriano, eu pelejo para fazer o que eu puder para Ele, né! Agora, é Ele quem vai ver a minha vida, porque a gente não sabe se o que estamos fazendo é certo ou errado. Eu converso muito com Deus. A primeira coisa que faço quando me levanto é falar com Ele e digo: “Obrigado Senhor, é mais um dia que eu alcancei de vida na minha vida. Vou me levantar, com o Senhor na frente e trabalhar o dia inteiro”. Eu sou uma pessoa assim: o que eu puder fazer de bem para qualquer um, eu faço. Agora, eu também falo assim para Ele: “Quando o Senhor quiser se lembrar de mim, eu quero morrer trabalhando, para não ficar sofrendo e não deixar ninguém passando dificuldades para cuidar de mim”. É uma morte bonita! E eu até falo para as minhas freguesas: “Aqui (na Terra) eu faço as quitandas e vendo para vocês. Agora, quando eu for para o Céu, lá eu vou fazer muitas e muitas quitandas, mas lá eu não ou vender para ninguém e, sim, vou sair repartindo de graça com todo mundo. Lá não tem venda e é certo, né!”. (risos).


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Aniversariantes

Convidados de casamento: Ao recebermos um convite de casamento, não basta que memorizemos a data para ver mais perto. É importantíssimo que leiamos todo o convite, inclusive anexos como convitinhos individuais, se houver. Se nos convidaram, o mínimo que esperam de retorno é atenção. É um descaso tratar um convite como um caderno de jornal que não nos interessa e lemos apenas os títulos. O convite traz todas as informações sobre o evento, bastando um pouco de dedicação e atenção para entendê-las. Pelo estilo do convite, já percebemos o estilo da cerimônia e da festa, se houver. Sendo um convite clássico, indica que todo o evento será clássico. Sendo um convite descontraído, com imagens divertidas, indica que será um evento da mesma forma, descontraído. À quem e como está sobrescrito, também é uma mensagem: Se estão convidando o casal, estará Sr. e Sra.; se estão convidando também os filhos, estará Sr. e família. Observar o local e principalmente o horário da cerimônia, facilitará a organização de nossa agenda, escolha de roupa, etc.. Se há uma cerimônia religiosa é importante que estejamos trajados apropriadamente para tal. É comum noivos se dedicarem a montar um site, enunciado no convite, onde investem suas expectativas em bem receber, em orientar os convidados quanto a hospedagem, gastronomia, lista de presentes e receber mensagens de congratulações, além da confirmação de presença ou declínio do convite. Enviar um presente aos noivos é claro que é apreciável e esperado. Não comparecer sem justificar com antecedência, é descaso e será notado pelos anfitriões. Se os noivos oferecem um contato para confirmação de presença, este deve ser usado também para comunicar o não comparecimento.

Sábado, dia 21 em Ribeirão Preto, Celuta Cassini. Dia 24 O advogado Marcio da Silveira, Claudio Santana da Mata (Maguila), Flávio Luiz de Souza, funcionário da Câmara Municipal de Paraíso. Dia 25 Lucas Bonifácio Anacleto, Diego Evangelista. Dia 26 Vinicius Henrique Corsi. Dia 27 Joyce Cristina Oliveira.

PATRÍCIA ALVES BARBOSA FERREIRA, muda de idade no dia 24. Mãe de Isabela e Diogo, é casada com Clélio Ferreira, Tiél. Parabéns.

Guilherme de Paula Netto completou 18 anos, sexta, dia 20. Filho de Marcelo Donato José Netto e Kellen de Paula, Guilherme está cursando engenharia de petróleo, em Santos. A pedagoga Daiane Aparecida Bianquini aniversaria no dia 26. Familiares e amigos lhe antecipam votos de felicidades.

Momentos inesquecíveis requerem cuidados especiais... Conte com nossos serviços para o sucesso de seu evento.

RG Eventos Assessoria e Cerimonial

Marlene Soares Ribeiro, esposa do prezado amigo e colega de “JS”, Tadeu Ribeiro, aniversariou no dia 20.

Horóscopo Semanal CAPRICÓRNIO - 22 de dezembro a 21 de janeiro Um projeto desenvolvido em equipe pode trazer algumas mudanças positivas à sua carreira, especialmente se estiver envolvido em uma sociedade ou parceria. Um novo contrato pode também desencadear algumas mudanças no setor. ... AQUÁRIO - 21 de janeiro a 19 de fevereiro Algumas mudanças positivas em seus planos de carreira e projetos profissionais podem acontecer nos próximos dias. Uma mudança de trabalho ou convite para participar de um novo projeto pode desencadeá-las. ... PEIXES - 20 de fevereiro a 20 de março Nesta fase você pode estar pensando em mudar a direção de algumas decisões já tomadas. O momento envolve transformações positivas em sua vida pessoal, especialmente em questões que envolvem o amor. ... ÁRIES - 20 de março a 20 de abril Vênus recebe ótimos aspectos de Júpiter e Netuno e, unida a Saturno, promete mexer com seu coração aprofundando e trazendo mais realidade a um relacionamento pessoal. As finanças passam por um momento de concretização e mudanças. ... TOURO - 21 de abril a 20 de maio Seu regente unido a Saturno e em ótimos aspectos com Netuno e Júpiter promete movimentar de maneira positiva e transformadora seus relacionamentos. O amor e os romances tornam-se mais sérios e comprometidos. ... GÊMEOS - 21 de maio a 20 de junho Vênus unida a Saturno faz ótimos aspectos com Netuno e Júpiter, movimentando suas financas, especialmente as que são ganhas com o trabalho. Uma virada em sua carreira pode acontecer nos próximos dias. Fique atento. ... CÂNCER - 21 de junho a 21 de julho Este é um período de mudanças, especialmente na maneira que você enxerga e lida com o amor. Uma virada em sua vida emocional pode acontecer e levá-lo a um lugar de maior segurança e cumplicidade. Um novo amor pode surgir.. ... LEÃO - 22 de julho a 22 de agosto Esta é uma fase em que você está mais voltado para as emoções que envolvem vínculos mais profundos no amor, nas amizades e nas relações em família. O momento é de transformações positivas nesses três setores. ... VIRGEM - 23 de agosto a 22 de setembro As relações de amizade passam por um momento bastante positivo de reciclagem e mudanças. Relacionamentos mais concretos, mas que envolvem muito afeto, tendem a ser criados. Mantenha a racionalidade em decisões importantes. ... LIBRA - 23 de setembro a 22 de outubro Esta é uma fase de muito movimento e impulsividade, em que a ansiedade pode estar bem mais alta. Portanto, procure manter certa racionalidade em decisões importantes. Mudanças positvas podem acontecer em sua vida financeira. ... ESCORPIÃO - 23 de outubro a 21 de novembro Nesta fase você pode esperar por boas mudanças, especialmente em sua vida material e financeira e no amor, que se torna mais sério e comprometido. Procure ser mais racional e menos impulsivo em suas decisões, nesta fase.... SAGITÁRIO - 22 de novembro a 21 de dezembro Suas emoções continuam à flor da pele e sentimentos antigos podem voltar a incomodar, assim como um amor do passado. O momento é ótimo para rever escolhas e deixar muita coisa para trás. Transformações positivas a caminho. ...

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Edilaine Parabéns por mais um ano de vida e que Deus te proteja hoje e em todos os dias de sua vida. Um abraço bem forte de seu irmão, Tadeu, Regina, Elton, Amanda e Hebert.

A professora Antonieta Símaro Campos, escritora, poetisa, jornalista, membro da Academia Paraisense de Cultura, completa 94 anos no dia 26. Com admiração a cumprimentamos. Especiais cumprimentos para o casal Conceição Aparecida Martins e Elpídio José Martins que comemora 68 anos de matrimônio. Casaram-se no dia 20 de setembro de 1945, e desta união vieram nove filhos, vinte oito netos, dezoito bisnetos. A celebração desta marcante data será através de missa às 17 horas neste sábado dia21, na Matriz de Nossa Senhora do Sion.

Anjo Eis que surge como pétalas de flores vindas de um jardim, ao vento, voando. Trazida por anjos, meiga, delicada, Angélica, em meu orbe, afável pousando. Honrado e abjeto, acolho humilde, reverente. Mas, presunçoso, conjeturando; “Seria Eu merecedor?... Competente, adequado?... Não estaria Eu sonhando? Torrentes de dores e de amores varrem meu intimo, minh’alma govinda, nirvana. Permito-me ousar, desdourar, ainda que meu sonho inflama, macula, profana. Flagrado pela lucidez, e num choque de realidade, resisto; “é fraude, engana!” Luta íntima, estorvo duplipensando; Esquivar, fugir, ausentar! Oh, vida cigana. Cogito reconsiderar, fantasiando; “E se Eu, ardil e astuto, a lógica burlar?” Arrebatado por ardente anseio, eclode em mim a vontade hedionda de pecar. E na densa passionalidade, insulto a coerência, e tateio formas de conjugar. Absurdo!... Romper padrões, vencer a torrente, e também Anjo me tornar? Ainda que Eu sonhe só, embriago-me nesse olhar, pele, curvas, cabelos, fragrância. Ainda que seja só em sonhos, explode prazer, vontade, cobiça, anseio, esperança. Ainda que enxote o malfazejo sonho, torpes devaneios, afável deleite, bonança. Ainda que Eu perverta e desvirtue os meus sonhos, Angélica, sinônimo; criança.

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Rua Noraldino Lima, 35 Fone: (35) 3539-4900 - FAX: (35) 3539-4927 - c. postal, 30

Enfim vencido, me rendo a essa miragem, e me pego mirando; “è sonho, é miração”. Surfando nas ondas dos sonhos, fragilizado e vulnerável às intempéries da desilusão. Fulgor que doma e domina, abrasando com brasa vulcânica minha alma em erupção. Vem guerreira candente, combater e flagelar-me severamente em forma de lapidação. Rainha de generosa beleza assuma aqui seu trono, seu ninho, seu lugar. Vem aqui no meio, vem aqui com o reio, vem me açoitar. Deusa... Deusa... Deusa... É Deusa, não me canso de exclamar. Deusa que Eu contemplo Deusa eis aqui seu templo, meu peito... Seu altar. (Nelson Gadi)


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Psicoletrando Procura-se! Josimara Neves, psicóloga e escritora (CRP-04/37147) Marília Neves, professora e escritora Contato: psicoletrandojm2013@gmail.com

As ciências em suas múltiplas áreas evoluem velozmente fazendo com que informações novas transitem entre diversos canais de comunicação, chegando até nós. Muitos pais, preocupados com a educação dos filhos, investem em cursos diversos, em escolas tradicionais e caras, compram aparelhos eletrônicos para que se desenvolvam a parte cognitiva e lógica, acreditando que estão dando o melhor presente aos filhos. Porém, quando surgem os problemas “reais”, diferentes daqueles contidos nos exercícios de matemática ou vistos nos livros ou apostilas didáticas, as crianças, e mesmo os adolescentes, não sabem por onde começar, sentem-se frágeis, impotentes, incapazes. Os problemas “reais” se referem àqueles que envolvem a separação dos pais, à perda de um ente querido, à mudança de casa, à chegada de um irmão, à ausência materna/paterna, à solidão, à tristeza, à angústia, à depressão, enfim, a situações que englobam questões emocionais. E, nesses casos, não é o QI (Quoeficiente Intelectual) que conta, mas sim, o QE (Quoeficiente Emocional). E quem tem essa tal inteligência Emocional é o quê? Sábio? Nerde? CDF? Gênio? Pode-se dizer que quem a possui, minimamente, consegue viver de forma mais congruente consigo mesmo, tende a ser mais equilibrado, a reconhecer as próprias limitações, identifica os seus pontos fortes e fracos, exercita o autocontrole, possui uma boa bagagem de autoconhecimento, lida melhor com as emoções e com situações que fazem parte do cotidiano. Há quem tenha facilidade em conviver na coletividade e em grupo, relacionando-se qualitativamente no campo interpessoal, assim como existem aqueles que possuem a inteligência intrapessoal, ou seja, são os discípulos de Sócrates, seguem a máxima “conhece-te a ti mesmo” e, para isso, olham para dentro na tentativa de se conhecerem melhor. Hodiernamente, em detrimento dos altos índices de depressão, do envolvimento precoce dos jovens com as drogas, dos suicídios, das fatalidades e dos problemas sociais, aquele que tem inteligência emocional e a aplica pode-se sentir feliz, mesmo que o seu QI não seja lá grande coisa. Chegamos à era do “procura-se:” Procura-se gente que saiba se relacionar. Procura-se gente que saiba administrar as emoções. Procura-se gente que saiba se expressar. Procura-se gente que saiba ser assertiva. Procura-se gente que saiba resolver conflitos. Procura-se gente que saiba ouvir e estender a mão. Procura-se gente que saiba gerenciar pessoas. Procura-se gente que saiba conviver em harmonia. Procura-se o pai que transmita segurança emocional ao filho. Procura-se a mãe que cuide afetuosamente do filho. Procura-se o filho que obedeça aos pais e os respeite. Procura-se o professor que não se descontrole em sala de aula. Procura-se gente que saiba sentir, sem medo do que está por vir. Sendo assim, ricos são os pais que praticam a inteligência emocional em família, não para ensinar aos filhos, mas, sobretudo, para exercitá-la, dando, acima de tudo, o exemplo, além de proporcionar um ambiente familiar mais saudável e prazeroso para a convivência. “Inteligência emocional é quando o indivíduo entende que tem coisa que é preciso sentir para passar e há outras em que é necessário passar para poder sentir. E quando ciente disso, não teme lidar nem com a tristeza, nem com a angústia e, muito menos, com a solitude, porque sabe que o que é sentido pode demorar, mas passa, mas aquilo que se evita sentir é o que sufoca e leva ao adoecimento”. ( Josimara Neves ) “O indivíduo inteligente é aquele capaz de ativar os conhecimentos que já adquiriu através das múltiplas vivências e experiências significativas por meio da interação, utilizando as ferramentas que possui para realizar as atividades de que necessita, resolver situações-problema, desafiando-se constantemente a fim de testar as capacidades adquiridas. Dessa forma, consulta seu foro íntimo, fomenta seu QE e se permite autoavaliar a fim de corrigir o que não está bom”. ( Marília Neves )

São Sebastião do Paraíso-MG e Região 21 de Setembro de 2013


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